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Intensivo de Suicídio Manejo clínico sob a ótica das abordagens padrão-ouro da Psicologia JUNHO/2022 Módulo 02 Raciocínio e manejo clínico para pacientes suicidas pelo viés da TCC Aula 1 ● Base teórica para pacientes suicidas ● Base teórica da TCC para pacientes suicidas ● Fase inicial do tratamento ● Conceituação Cognitiva Aula 1 - Base teórica para pacientes suicidas INTRODUÇÃO Edwin Shneidman Edwin Shneidman é considerado o pai da suicidologia. Baseando-se tanto em um referencial psicodinâmico quanto cognitivo, apresentou o neologismo psychache para denominar o estado psíquico de alguém prestes a se matar. Trata-se de uma dor intolerável, vivenciada como uma turbulência emocional interminável, uma sensação angustiante de estar preso em si mesmo, sem encontrar a saída. A psychache decorre do desespero de não ter as necessidades psicológicas básicas atendidas, como as necessidades de realização, de autonomia, de reconhecimento, de amparo e evitação de humilhação, de vergonha e de dor. Pesquisa realizada pelo autor apresentou a opinião de psicoterapeutas cujos pacientes cometeram suicídio, desespero foi o principal estado afetivo capaz de diferenciar as pessoas que se matam. Além do desespero, costuma haver outros afetos intensos e a percepção de que a vida entrou em colapso, de que a pessoa está sendo deixada de lado. Edwin Shneidman A combinação de desespero e desesperança leva à necessidade de um alívio rápido: a cessação da consciência para interromper a dor emocional/afetiva. Na crise suicida, o estado de construção cognitivo não permite opções de ação para enfrentar os problemas. Ainda sobre o autor, a opinião de psicoterapeutas cujos pacientes cometeram suicídio, desespero foi o principal estado afetivo capaz de diferenciar as pessoas que se matam. Junto com o desespero, costuma haver outros afetos intensos e a percepção de que a vida entrou em colapso, de que a pessoa está sendo deixada de lado. Nessa condição, a combinação de desespero e desesperança leva à necessidade de um alívio rápido: a cessação da consciência para interromper a dor emocional/afetiva. INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO Edwin Shneidman Se, de início, a ideia de se matar parece alheia e perigosa, causando ansiedade, aos poucos ela pode adquirir estrutura autônoma e tranquilizadora (alívio de tensão) e passa a ser tolerada e bem-vinda (egossintônica). A situação se agrava significativamente quando a pessoa tem pouca flexibilidade para enfrentar adversidades e propensão à impulsividade. INTRODUÇÃO Algumas Ideias de Edwin Shneidman Necessidade psíquica urgente ● Independente do que possa representar, o suicídio envolve uma tentativa de resposta a uma necessidade psíquica urgente (incluem-se aqui as necessidades de afiliação, de evitação de dor, de apoio emocional, entre outras). ● A ausência de resposta para essa necessidade é o que a pessoa sente e relata como sua perturbação ou dor. Psychache ● A questão central do suicídio não é sobre morte ou sobre matar. ● É a necessidade consciente a fim de evitar uma dor psíquica insuportável. ● Se um indivíduo atormentado pudesse, de alguma maneira, interromper a consciência e continuar vivo, por que ele não optaria por essa solução? ● Em suicídio, a palavra-chave não é morte, mas psychache (dor psíquica). INTRODUÇÃO Algumas Ideias de Edwin Shneidman Constrição afetiva e intelectual ● O cenário suicida começa quando, em condições de constrição afetiva e intelectual, surge a ideia de interrupção da consciência como única saída. ● Há um estreitamento no leque de opções de ações que, normalmente, estariam disponíveis para o indivíduo caso estivesse em condições normais. ● O papel que as pessoas amadas têm em sua vida, por exemplo, deixa de existir. ● Pode mesmo não haver essa lembrança, essa opção, em uma mente desesperada. Pensamento dicotômico ● Com frequência, observa-se um pensamento chamado dicotômico: ou se alcança uma solução rápida (geralmente mágica) para um problema, ou se pensa em interromper a dor psíquica, deixando de viver. ● O leque de opções se transforma em duas opções radicais. INTRODUÇÃO Algumas Ideias de Edwin Shneidman Perturbação psíquica e intenção letal ● O suicídio deve ser analisado com base em dois aspectos: grau de perturbação psíquica e grau de intenção letal. ● Muitas vezes, acontece de uma pessoa estar altamente perturbada, mas não suicida. No entanto, raramente alguém se encontra potencialmente suicida, sem nenhum grau de perturbação psíquica. ● Em um indivíduo bastante perturbado, não efetivo tentar manejar diretamente a intencionalidade suicida (por dissuasão, por confrontação, por pregação moral, por interpretação ou por outras técnicas, como contratos de não agressão até a próxima consulta). Dimensão sociocultural ● Os suicídios são atos individuais, pessoais, ainda que reflitam graus de pressões sociais. ● Também são sociais na medida em que as pessoas aprendem, na vida sociocultural, esse comportamento. INTRODUÇÃO Algumas Ideias de Edwin Shneidman Diante disso, o autor elaborou o que chamou de as dez generalidades (commonalities) psicológicas mais salientes do ato suicida: 1. O propósito comum é a busca de solução para uma dor psíquica. 2. O objetivo comum é cessar o fluxo de consciência. 3. O estímulo comum é uma dor psíquica insuportável. 4. O estressor comum são as necessidades psíquicas frustradas. 5. A emoção comum compreende desesperança e desamparo. 6. O estado afetivo comum é a ambivalência. 7. O estado cognitivo comum é de rigidez e constrição. 8. A ação comum é o escape, a fuga. 9. O ato interpessoal comum é a comunicação de sua intenção. 10. A consistência comum é com o padrão de enfrentamento existencial. INTRODUÇÃO Visão Empírica O suicídio é um fenômeno presente ao longo de toda a história da humanidade, em todas as culturas. É um comportamento com determinantes multifatoriais e resultado de uma complexa interação de fatores psicológicos e biológicos, inclusive genéticos, culturais e socioambientais. É culminado por uma série de fatores que se acumulam na história do indivíduo, não podendo ser considerado de forma causal e simplista apenas a determinados acontecimentos pontuais da vida do sujeito. É a consequência final de um processo. A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio. A cada três segundos uma pessoa atenta contra a própria vida. As taxas de suicídio vem aumentando globalmente. INTRODUÇÃO Visão Empírica Todos os anos são registrados cerca de dez mil suicídios no Brasil e mais de um milhão em todo o mundo. Em 2012, cerca de 804 mil pessoas morreram por suicídio em todo o mundo, o que corresponde a taxas ajustadas para idade de 11,4 por 100 mil habitantes por ano sendo15,0 para homens e 8,0 para mulheres (OMS, 2014). O Brasil é o oitavo país em número absoluto de suicídios. O número de vidas perdidas desta forma, a cada ano, ultrapassa o número de mortes decorrentes de homicídio e guerra combinados. Cada suicídio gera impacto na vida de pelo menos outras seis pessoas. Entre 2000 e 2012, houve um aumento de 10,4% na quantidade de mortes, sendo observado um aumento de mais de 30% em jovens. INTRODUÇÃO Terminologias Suicídio ● Morte causada por comportamento danoso autoinfligido com qualquer intenção de morrer como resultado desse comportamento. Tentativa de suicídio ● Comportamento não fatal, autoinfligido, potencialmente danoso, com qualquer intenção de morrer como resultado. Uma tentativa de suicídio pode resultar ou não em um ferimento. Ideação suicida ● Qualquer pensamentos, imagens, crenças, vozes ou outras cognições relatadas pelo indivíduo sobre terminar intencionalmente com sua própria vida. AVALIAÇÃO DO RISCO DE SUICÍDIO Entrevista Clínica O primeiro passo é a identificação dos indivíduos de risco por meio da avaliação clínica periódica, considerando que o risco pode mudar rapidamente. Ninguém é realmente capaz de prever com exatidãoqual paciente irá se suicidar; apenas o risco pode ser estimado. A avaliação para o risco de suicídio inclui uma entrevista clínica e, frequentemente, a coleta de dados junto a terceiros. A avaliação, consiste na análise entre fatores de risco e fatores de prevenção. Sendo que os fatores de prevenção não são suficientes, diante das pesquisas, para minimizar uma avaliação consiste sobre os fatores de risco. AVALIAÇÃO - FATORES DE RISCO Os dois principais fatores de risco são: 1. Tentativa prévia de suicídio: ● É o fator preditivo isolado mais importante. ● Pacientes que tentaram suicídio previamente têm de cinco a seis vezes mais chances de tentar suicídio novamente. ● Estima-se que 50% daqueles que se suicidaram já haviam tentado previamente. 2. Transtorno mental: ● Sabemos que quase todos os suicidas tinham um transtorno mental, muitas vezes não diagnosticado, frequentemente não tratada ou não tratada de forma adequada. Os transtornos psiquiátricos mais comuns incluem: ● Depressão ● Transtorno bipolar ● Dependência química ● Transtornos de personalidade (Grupo B) ● Esquizofrenia Pacientes com múltiplas comorbidades psiquiátricas têm um risco aumentado, ou seja, quanto mais diagnósticos, maior o risco. Comorbidades relacionadas ao transtorno de personalidade. AVALIAÇÃO - FATORES DE RISCO Destacam-se Outros Fatores de Risco: Fatores psicológicos ● Perdas recentes ● Pouca resiliência; ● Comportamento impulsivo, agressivo ● Humor instável ● Ter sofrido abuso físico ou sexual na infância; ● Desesperança, desespero e desamparo. ● Sentimentos de desesperança, desamparo e desespero são fortemente associados ao suicídio. É preciso estar atento, pois a desesperança pode persistir mesmo após a remissão de outros sintomas depressivos. ● Impulsividade, principalmente entre jovens e adolescentes. ● A combinação de impulsividade, desesperança e abuso de substâncias pode ser particularmente letal. AVALIAÇÃO - FATORES DE RISCO Destacam-se Outros Fatores de Risco: ● Gênero ○ Masculino ○ Feminimo ● Idade ○ Entre 15 e 30 anos ○ Acima de 65 anos ● Doenças clínicas não psiquiátricas: ○ Câncer ○ HIV ○ Doenças neurológicas, como esclerose múltipla, doença de Parkinson e epilepsia ○ Doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico ○ Doença pulmonar obstrutiva crônica; além de doenças reumatológicas, como o lúpus eritematoso sistêmico. ○ Pacientes com doenças clínicas crônicas apresentam comorbidades com transtornos psiquiátricos, com taxas variando de 52% a 88%. ○ Modelo https://docs.google.com/document/d/11n870iMpCC0BhnWPZHyyG2x5hzIUZxlyCChGA4YPFOI/edit Aula 1 -Base teórica da TCC para pacientes suicidas TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Modelo Cognitivo de Pacientes Suicidas Definição antiga: Source: A. T. Beck (1993) , apresentou um modelo focado de psicoterapia, com base em sua premissa que estipula que uma característica central dos problemas de saúde mental é o pensamento desadaptativo ou disfuncional. Afirmando que modificar o pensamento desadaptativo ou disfuncional está associado à melhoria dos sintomas, e a modificação das crenças subjacentes ao pensamento desadaptativo leva a uma melhoria mais duradoura. Definição atual: Source: Wenzel (2017), inova apresentando um modelo baseado em um conjunto de tratamento estratégico e personalizado que emerge da conceituação de caso e incorpora estratégias cognitivas, comportamentais e baseadas em aceitação, equilibradas com a motivação e a manutenção do relacionamento terapêutico. https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 AVALIAÇÃO - FATORES DE RISCO Terapia Cognitivo-Comportamental ● Variáveis demográficas ○ Idade ○ Gênero ○ Condições socioeconômicas ○ Orientação sexual ○ Raça e etnia ● Variáveis diagnósticas ○ Doenças crônicas ○ Transtorno mental ● Variáveis do histórico psiquiátrico ○ Tentativas prévias de suicidio (12 meses) ○ Abuso físico e mental na infância ○ histórico familiar de suicidio ○ Histórico do tratamento de perturbações Coleta de dados Informações do paciente AVALIAÇÃO - FATORES DE RISCO Terapia Cognitivo-Comportamental ● Variáveis psicológicas ○ Desesperança ○ Cognições relacionadas ao suicídio ○ Impulsividade aumentada ○ Déficits na resolução de problemas ○ Perfeccionismo ○ Engajamento em atividades arriscadas ○ Crescente uso de álcool e drogas ○ Afastamento social ○ Alteração de humor ○ Alteração no sono Observação do clínico Sinais AVALIAÇÃO - FATORES DE RISCO Terapia Cognitivo-Comportamental ● Variáveis psicológicas ● Variáveis Diagnósticas Escalas Aaron Beck ● Avaliação qualitativa e quantitativa https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 AVALIAÇÃO - FATORES DE PROTEÇÃO Terapia Cognitivo-Comportamental ● São menos estudados e geralmente são dados não muito consistentes, incluindo: ○ Autoestima elevada ○ bom suporte familiar ○ Laços sociais bem estabelecidos com família e amigos ○ Espiritualidade, independente da escolha religiosa ○ Razão para viver ○ Ausência de doença mental ○ Estar empregado ○ Ter crianças em casa ○ Senso de responsabilidade com a família ○ Capacidade de adaptação positiva ○ Capacidade de resolução de problemas ○ Relação terapêutica positiva ○ Acesso a serviços e cuidados de saúde mental https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 AVALIAÇÃO Terapia Cognitivo-Comportamental: Ênfase no terapeuta Quão desconfortável você ficaria em trabalhar com um paciente suicida (ou que se autolesiona)? Quais pensamentos passam/passariam por sua mente? A natureza do quadro clínico levaria você a fazer algo diferente do que faria com a maioria dos outros pacientes? Quais habilidades (teoria x técnicas) você domina para seguir com o caso? Quais os seus limites diante de um risco iminente de morte? Quais recursos você disponibiliza para manter o paciente em segurança? Após um paciente suicidar-se como você gostaria de lidar com a situação? https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Evidências para tratamento de pacientes suicidas Farmacoterapia Acompanhamento intensivo e gerenciamento de caso Tratamento na internação Tratamento em atenção primária Tratamento psicossocial para adolescentes Psicoterapia Psicodinâmica Terapia de resolução de problema Terapia Cognitivo Comportamental https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Princípios Gerais SITUAÇÃO PENSAMENTO EMOÇÃO COMPORTAMENTO Compreender o modelo embasa a prática clínica. Prática clínica consiste em: Raciocínio clínico e Manejo Clínico. Sem raciocínio clínico bem embasado empiricamente, não se tem um manejo clínico baseado em evidências, logo a eficácia do tratamento é comprometida. https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Modelo de Tratamento ● Semiestruturado, sensível ao tempo, ativo. ● O profissional e o paciente trabalham em colaboração. ● Os profissionais educam sobre o modelo de TCC. ● Tratamento conduzido pela formulação de casos. ● Concentre-se na reestruturação cognitiva e no desenvolvimento de habilidades usando o empirismo colaborativo. Estrutura de Sessão ● Breve verificação de humor ● Ponte com a sessão anterior ● Estabelecimento da Agenda ● Revisão da Tarefa de Casa ● Discussão dos itens da agenda ● Sínteses Periódicas ● Desenvolvimento da Tarefa de Casa ● Resumo final e feedback https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Objetivo Primário do Tratamento para Pacientes Suicidas Reduzir a probabilidade de atos futuros, epara isso é necessário: ● Adquirir estratégias adaptativas ● Desenvolver ferramentas cognitivas para identificar razões para viver e promover esperança; ● Melhorar as habilidades de resolução de problemas. ● Aumentar a conexão dos pacientes com suas redes sociais de apoio. ● Aumentar a conformidade dos pacientes com as intervenções médicas, psiquiátricas, de tratamento de adictos e de serviço social que estão recebendo paralelamente. https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC O que não é efetivo na prevenção ao suicídio? • Hospitalização seguida de alta • Farmacoterapia (geralmente) • Contratos de não-suicídio https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 Aula 1 - FASE INICIAL TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Fase Inicial Premissa ● Os pacientes suicidas carecem de habilidades cognitivas, comportamentais e efetivas para lidar com as situações. ● Falham em usar as habilidades aprendidas durante as crises suicidas . ● Falham em fazer uso de recursos disponíveis durante a crise. Objetivo da Fase Inicial ● Obter um consentimento informado e socializar os pacientes na estrutura e processo da terapia cognitiva; ● Engajar os pacientes no tratamento; ● Conduzir uma avaliação do risco de suicidio; ● Desenvolver um plano de segurança; ● Transmitir um senso de esperança; e ● Fazer com que os pacientes proporcionem uma descrição narrativa dos eventos que ocorreram durante a crise suicida recente. https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Objetivo da Fase Inicial Obter um consentimento informado e socializar os pacientes na estrutura e processo da terapia cognitiva; ● os limites da privacidade e confidencialidade. ● a estrutura e processo do tratamento. ● os riscos e benefícios em potencial do tratamento. ● tratamentos alternativos. Tópicos para primeira sessão ● falar sobre a estrutura e o processo do tratamento. ● expor a ênfase na importância do comparecimento à terapia e de uma participação ativa. ● informar sobre preenchimento de uma avaliação do risco de suicidio. ● realizar o preenchimento de um plano de segurança. Apresentar potenciais riscos no tratamento ● possibilidade de desconfortos emocionais. ● risco de que um ato suicida possa ocorrer durante o tratamento. ● potenciais efeitos negativos da quebra de confidencialidade. https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Objetivo da Fase Inicial- Engajar os pacientes no tratamento Engajar os pacientes no tratamento ● Demonstrar uma compreensão da realidade interna dos pacientes e demonstrar empatia com suas experiências. ● Colaborar com os pacientes o máximo possível para que terapeuta e paciente possam funcionar como uma equipe. ● Solicitar o feedback dos pacientes e respondê-lo ao longo da sessão. ● Demonstrar níveis de preocupação, confiança e profissionalismo . Conduzir uma avaliação do risco de suicidio ● Identificar os fatores de risco e os fatores de proteção que determinam o nível de risco de suicídio dos pacientes. ● Identificar transtornos médicos e psiquiátricos concomitantes que são especialmente relacionados ao Comportamento suicida. ● Determinar o nível mais apropriado de cuidado (por exemplo, tratamento ambulatorial ou de internação). ● Identificar os fatores de risco que são modificáveis com o tratamento. https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Objetivo da Fase Inicial- Engajar os pacientes no tratamento Desenvolver um plano de segurança (Plano portátil) ● Reconhecer sinais de alerta que precedem as crises suicidas. ● Identificar estratégias de coping que podem ser utilizadas sem se contatar outras pessoas. ● Contatar amigos ou familiares. ● Contatar profissionais ou estabelecimentos de saúde mental. Transmitir um senso de esperança. https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Modelo Cognitivo de Pacientes Suicidas Fatores de Vulnerabilidade Estresse Estresse Cognição associada ao suicidio Processamento cognitivo (transtorno mental) ATO SUICIDA https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 Aula 1 - CONCEITUAÇÃO DE CASO TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Conceituação do Caso DESCRIÇÃO NARRATIVA DA CRISE SUICIDA ● Solicita-se aos clientes que se lembrem com o máximo de detalhes possível dos eventos de ativação e suas reações aos eventos. ● Início da história ○ ― Pode ocorrer a qualquer momento ○ ― Forte reação emocional a um evento específico ● Evento externo, como uma perda significativa ● Evento interno, como um pensamento automático https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 Módulo 02 Raciocínio e manejo clínico para pacientes suicidas pelo viés da TCC Aula 2 ● Fase Intermediária ● Estratégias de Intervenção Aula 2 - FASE INTERMEDIÁRIA TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Fase Intermediária _______________________________ Como ela se diferencia da TCC para Depressão ● O conteúdo é focado no suicídio. ● Estratégias são mais concretas e mais facilmente acessíveis durante uma crise. ● Em cada sessão: - avalia-se o risco de suicídio; - avalia-se o uso de substâncias; - avalia-se a conformidade com outros tratamentos; - revisa-se o plano de segurança. Gerenciamento do caso ● Vá além e alcance os pacientes. ● Faça chamadas de advertência. ● Envie cartas. ● Ofereça uma agenda flexível. ● Esteja disponível para conduzir sessões por telefone. ● Ajude o paciente a superar barreiras ambientais. ● Use uma abordagem com equipe de tratamento. ___________________________________________________ https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 Aula 2 - ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Estratégias de Intervenção • Estratégias Comportamentais - Ativação Comportamental • Estratégias de Enfrentamento Afetivas - Auto-tranquilização, "sobrevivendo ao momento" • Estratégias Cognitivas - Reestruturação Cognitiva https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Estratégias Comportamentais: Ativação Comportamental ● Aumento de atividades prazerosas - Diário de atividades alternativas. ● Aumento do apoio social - Relacionamentos existentes. - Construindo novos relacionamentos. - Modificando reações em relação aos outros. - Utilizando o apoio da família. ● Identificar pessoas que se importam - Com quem você troca mensagens para manter contato? - Quem expressa bons desejos ou parabéns em dia de aniversário? - Quem ficaria feliz em ter notícias suas, porque faz muito tempo que vocês não se falam? - Quem poderia ter sua ajuda ou suporte? - Quem ficaria triste ao saber da sua morte? https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Diário de Atividades Alternativas Estratégias Comportamentais: Ativação Comportamental https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Estratégias Comportamentais: Construindo Habilidades ● Avalie pontos fortes e fracos. ● Escolha uma habilidade na qual se concentrar. ● Modele o uso apropriado da habilidade. ● Role-play e role-play reverso. ● Obtenha feedback para facilitar a tomada de perspectiva. ● Consolide o aprendizado e generalize. Melhoria da Conformidade ● Estabeleça a melhoria da conformidade como uma meta de tratamento. ● Avalie os motivos de não conformidade ou resistência. ● Monitore a conformidade com outros tratamentos em cada sessão. ● Role-plays de agendamentos. https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Estratégias de EnfrentamentoAfetivas ● Ajudam os pacientes a regularem suas emoções, sem se machucarem. ● Evitam o início da fixação atencional. ● Diminuem as crenças de intolerância. ● São individualizadas para cada cliente. Tranquilização Física ● Exercício, relaxamento muscular. Tranquilização Cognitiva ● Distração. Senso Tranquilizante auto-calmante ● Envolvendo os sentidos (ex., tato, audição, olfato, etc). https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Estratégias Cognitivas de Enfrentamento ● Identificando razões para viver. - Rever as vantagens e desvantagens da vida. - Construir um kit de sobrevivência/caixa de esperança: fotos, cartas, poesias, orações, cartões de enfrentamento. ● Modificando crenças relevantes para o suicídio. - Trabalho de imagens do futuro. ● Aprimorando as habilidades de resolução de problemas. https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Estratégias Cognitivas de Enfrentamento ● Desenvolvendo cartões de enfrentamento. - Respondendo aos Pensamentos Automáticos (PA). Exemplo: PA: "Eu sempre vou ser um perdedor." Resposta: Antes de tudo, não sou um perdedor. Estou sóbrio desde 1o de julho e estou formando muitos relacionamen- tos no AA. Segundo, estou iniciando um programa de treinamento para poder iniciar uma carreira como eletricista. Eu realmente posso ajudar as pessoas nessa função. - Razões porque… Exemplo: Razões porque eu sou bem sucedido: - Eu me formei na faculdade. - Eu mantive empregos no passado. - Estou melhorando meu relacionamento com minha mãe. - Eu sobrevivi a muitas crises no passado. https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Estratégias Cognitivas de Enfrentamento ● Reduzindo a impulsividade. - Análise das vantagens e desvantagens de agir impulsivamente: Exemplo: - Estimular o "surfe": o que você pode fazer para superar o comportamento suicida impulsivo? - Plano de ação: elaboração colaborativa de um item concreto a ser realizado (se possível, começar durante a sessão). VANTAGENS DESVANTAGENS Escaparei da situação Causarei dor em outras pessoas Aliviarei minha dor Não aprenderei a lidar com a angústia Me ajudará a lidar com a dor Machucarei meu corpo https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 Módulo 02 Raciocínio e manejo clínico para pacientes suicidas pelo viés da TCC Aula 3 ● Fase Final do Tratamento ● Estratégias de Intervenção ● Prevenção de Recaídas ● Sessões Finais ● Evidência de Eficácia e Efetividade Aula 3 - FASE FINAL DO TRATAMENTO TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Revisão das Habilidades e Alta Terapêutica ● Tempo - O cliente não informa mais o desejo de cometer suicídio. - A gravidade dos sintomas agudos do cliente diminuiu. - O cliente percebe que a maioria, senão todos, os problemas que desencadearam a recente crise suicida foram abordados. - O cliente demonstrou que adquiriu habilidades para lidar com problemas futuros. ● Prevenção de recaídas: 5 passos 1. Fase de preparação. 2. Revisão da crise suicida recente. 3. Revisão de crise suicida recente usando habilidades. 4. Revisão de crise suicida futura usando habilidades. 5. Discussão e acompanhamento. https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 Aula 3 - PREVENÇÃO DE RECAÍDAS TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Prevenção de recaídas: 5 passos ● Passo 1: PREPARAÇÃO - Forneça uma justificativa e uma descrição das etapas envolvidas no processo. - Verifique se o cliente entende o protocolo. - Descreva o potencial de reações emocionais negativas. - Discuta estratégias para lidar com reações emocionais negativas. - Obtenha o consentimento do paciente. ● Passo 2: REVISÃO DA CRISE SUICIDA RECENTE - Avalie se o cliente é capaz de produzir uma imagem vívida. - Defina o cenário da crise. - Peça ao cliente para descrever a sequência de eventos que levaram à crise no tempo presente. - Concentre-se nos principais pensamentos, emoções, comportamentos e circunstâncias mais relevantes para a crise. https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Prevenção de recaídas: 5 passos ● Passo 3: REVISÃO DE CRISE SUICIDA RECENTE USANDO HABILIDADES - Peça ao cliente para descrever a sequência de eventos que o levaram à crise. - Peça ao cliente para descrever estratégias de enfrentamento e respostas adaptativas aos principais eventos de ativação. ● Passo 4: REVISÃO DE CRISE SUICIDA FUTURA - Peça ao cliente para imaginar e descrever a sequência de eventos que podem levar a uma futura crise suicida. - Concentre-se nos principais pensamentos, emoções, comportamentos e circunstâncias que são mais relevantes para provocar a ideação suicida. - Peça ao cliente para descrever estratégias de enfrentamento e respostas adaptativas aos principais eventos de ativação. https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Prevenção de recaídas: 5 passos ● Passo 5: DISCUSSÃO E ACOMPANHAMENTO - Peça ao cliente para resumir o que aprendeu com esses exercícios. - Descreva como as mudanças que o cliente fez no tratamento foram refletidas no manejo das crises suicidas imaginadas. - Identifique quaisquer problemas suscitados nesses exercícios que permaneçam problemáticos para o cliente. - Determine se o cliente está sofrendo de ideação suicida e, em caso afirmativo, desenvolva colaborativamente um plano para resolvê-lo (por exemplo, revise o plano de segurança). https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 Aula 3 - SESSÕES FINAIS TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Checklist da Conclusão do Tratamento ✓ Pontuações mais baixas em inventários de autorrelato ou classificações de humor. ✓ Conformidade e compromisso com o tratamento. ✓ Evidência de melhorias na solução de problemas. ✓ Tarefa bem sucedida de prevenção de recaídas. ● Sessões Finais - Antecipação de recaídas - Fechamento - Revisão do tratamento - Consolidação de habilidades - Referências apropriadas - Fase de continuação do tratamento - Sessões de reforço https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 Aula 3 - EVIDÊNCIA DE EFICÁCIA E EFETIVIDADE TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Estudo de Referência: Fluxo de Participantes https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Estudo de Referência: Taxas de Retenção https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Estudo de Referência: Taxas de Comparecimento https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Estudo de Referência: Resultado Principal https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Estudo de Referência: BDI-II https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Estudo de Referência: BHS https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Terapia Cognitivo-Comportamental Breve (TCCB) ● N = 152 militares em serviço ativo com ideação na semana passada ou uma tentativa no mês passado. ● Randomizados para TCCB ou cuidados habituais https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 Aula 3 - TRABALHANDO COM PACIENTES SUICIDAS TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Recomendações ➔ Manter a estrutura do tratamento e focar na prevenção do suicídio. ➔ Usar seus recursos. - Supervisão / consulta - Serviços adjuntos / coordenação dos cuidados ➔ Reconhecer e abordar reações comuns do terapeuta. - Raiva,ansiedade, desesperança, esgotamento - Use o modelo cognitivo para equilibrar reações ● Revisão de Atitudes em Relação a Clientes Suicidas - O quão desconfortável você ficaria em trabalhar com um cliente suicida em tratamento? - Que pensamentos passariam por sua mente? - A natureza da apresentação clínica levaria você a fazer algo diferente do que faria com a maioria dos outros clientes? https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5 Módulo 2 - REFERÊNCIAS TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL- TCC Referências Bibliográficas ● Botega, Neury José. Crise suicida : avaliação e manejo [recurso eletrônico] / Neury José Botega. – Porto Alegre : Artmed, 2015. e-PUB. ● Wenzel A, Brown G, Beck AT. Terapia cognitiva-comportamental para pacientes suicidas. Porto Alegre: Artmed; 2010. ● Shneidman ES. Comprehending suicide: landmarks in 20th-century suicidology. Washington: APA; 2001. ● Shneidman ES. Suicide as psychache: a clinical approach to self-destructive behavior. Northvale: Jason Aronson; 1993. ● Shneidman ES. Some essentials of suicide and some implications for response. In: Roy A, editor. Suicide. Baltimore: Williams and Wilkins; 1986. p. 1-16. ● Brasil. Ministério da Saúde. Portaria no. 1.271, de 24 de junho de 2014. Define a lista nacional de notificação compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional, nos termos do anexo, e dá outras providências. Diário Oficial da União; jun. 2014. 9(108): seção I, p. 67. ● Botega NJ, D’Oliveira CF, Cais CF, Stefanello S. Prevenção do suicídio: manual dirigido profissionais da saúde da atenção básica recursos da comunidade. São Paulo: Unicamp, 2009. ● Corrêa H, Barrero SP. Suicídio: uma morte evitável. São Paulo: Atheneu, 2006. ● Meleiro A. 50 FAQ. 50 Frequently Asked Questions: suicídio, 1 ed. São Paulo: EPM, 2013. ● Meleiro A, Teng CT, Wang YP. Suicídio: estudos fundamentais. São Paulo: Segmento Farma, 2004. ● Neves MCL, Meleiro A., Souza FGM, Silva AG, Corrêa, H. Suicídio: fatores de risco e avaliação, 51(1): 66-73. Brasília: Med 2014. https://drive.google.com/drive/folders/1d1DlyhdN8--lAmk3g66HfjuAZyhdaUI5