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SISTEMA 
NERVOSO
SOI II
1261 - 200.196.131.217 - 071.365.691-33
Nervos 
Cranianos
1261 - 200.196.131.217 - 071.365.691-33
NERVOS CRANIANOS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
• Compreender o funcionamento dos nervos cranianos (I, V, VII, VIII, X, XI e XII).
• Compreender os sentidos especiais (pares cranianos II, III, IV, VI e VIII).
VISÃO GERAL DOS NERVOS CRANIANOS
Os pares cranianos são conjuntos organizados de fibras nervosas que emergem diretamente do encéfalo —
especificamente do tronco encefálico (exceto os nervos I e II, que se originam do telencéfalo e do diencéfalo,
respectivamente). Sua função é estabelecer a comunicação direta entre o Sistema Nervoso Central (SNC) e
estruturas sensoriais e motoras da cabeça, pescoço e, em alguns casos, vísceras torácicas e abdominais.
Eles conduzem informações de diferentes
naturezas:
• Sensitivas gerais → tato, dor,
temperatura, propriocepção.
• Sensitivas especiais → olfato, visão,
audição, equilíbrio, gustação.
• Motoras somáticas → controle de
músculos estriados voluntários.
• Motoras viscerais (parassimpáticas) →
regulação de músculos lisos, glândulas e
vísceras.
NEUROANATOMIA DOS NERVOS CRANIANOS
O Sistema Nervoso Periférico (SNP) é o conjunto de estruturas nervosas que conecta o Sistema Nervoso
Central (SNC) — cérebro e medula espinal — ao restante do corpo. Ele funciona como uma rede de
comunicação bidirecional, conduzindo sinais aferentes (da periferia para o SNC) e eferentes (do SNC para
órgãos efetores).
• Nervos → feixes de fibras nervosas (axônios) envolvidos por tecido
conjuntivo especializado.
• Gânglios → agrupamentos de corpos neuronais fora do SNC (ex.:
gânglios sensitivos e autonômicos).
• Terminações nervosas → estruturas especializadas para recepção
(sensoriais) ou ativação (motores).
Nervos cranianos vs nervos espinhais
• Nervos espinhais: 31 pares, todos mistos, emergem da medula,
organizados em dermátomos e miótomos.
• Nervos cranianos: 12 pares, emergem do encéfalo, podem ser
sensitivos, motores ou mistos e não seguem o padrão
dermatomérico clássico.
• Os nervos cranianos são numerados de I a XII, de anterior para
posterior, conforme sua emergência na base do encéfalo.
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NERVOS CRANIANOS
Revestimentos conjuntivos dos nervos
• Endoneuro → envolve cada fibra nervosa
individual.
• Perineuro → envolve fascículos (conjuntos
de fibras).
• Epineuro→ reveste todo o nervo.
Importante clinicamente: o perineuro é a principal
barreira de difusão de agentes químicos e
infecções.
Relevância clínica inicial
• Lesões no SNP podem ocorrer por trauma, compressão, processos inflamatórios ou degenerativos.
• Nervos cranianos podem ser comprometidos em traumatismos cranioencefálicos, tumores na base do
crânio ou processos infecciosos (ex.: meningites).
ANATOMIA DO CRÂNIO
O crânio é formado por 22 ossos, divididos em:
• Neurocrânio→ forma a caixa óssea que envolve e protege o encéfalo.
• Viscerocrânio→ sustenta a face e parte das vias aéreas/digestivas iniciais.
Neurocrânio
Função: proteger o encéfalo e servir de base estrutural para a passagem dos nervos cranianos.
Ossos do neurocrânio:
• Ímpares: frontal, etmoide, esfenóide, occipital.
• Pares: parietais, temporais.
Relação clínica: fraturas da base do crânio podem comprometer diretamente a passagem dos nervos
cranianos, causando déficits sensoriais ou motores.
O critério da classificação “ímpar” ou “par” não é se vemos
uma “metade de cada lado”, mas sim se o osso é único na linha
média ou se ele existe em dupla simétrica.
O esfenóide se projeta lateralmente (asas maiores, asas
menores, processos pterigoides), então pode dar a impressão de
ser “duplo”, mas é um único osso central que atravessa todo o
crânio.
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NERVOS CRANIANOS
Base do crânio — visão interna
A base interna é dividida em três regiões:
Fossa anterior do crânio
Ossos: frontal, etmoide, asa menor do esfenóide.
• Forame cego → veia emissária (comunica seio sagital superior com fossas nasais).
• Lâmina cribriforme do etmoide→ filetes do nervo olfatório (I) + nervo etmoidal anterior + vasos.
• Forames da lâmina etmoidal→ Ponto de passagem para as fibras nervosas olfatórias
Fossa média do crânio
Ossos: corpo e asas maiores do esfenóide, temporal (porção petrosa).
• Canal óptico→ nervo óptico (II) + artéria oftálmica.
• Fissura orbital superior → nervos oculomotores (III, IV, VI), ramo oftálmico do trigêmeo (V1), veia oftálmica
superior, fibras simpáticas.
• Forame redondo→ nervo maxilar (V2).
• Forame oval→ nervo mandibular (V3), nervo petroso menor, artéria meníngea acessória.
• Forame espinhoso→ artéria meníngea média, ramo meníngeo do V3.
• Forame lácero (preenchido por cartilagem na vida adulta) → passagem de nervo petroso maior e
profundo (formando o nervo vidiano); artéria carótida interna passa superiormente, sobre o forame.
• Hiato do canal do nervo petroso maior e menor→ nervos petrosos (fibras parassimpáticas).
Fossa posterior do crânio
Ossos: occipital e temporal (porção petrosa e mastoide).
• Meato acústico interno→ nervo facial (VII), nervo vestibulococlear (VIII), artéria labiríntica.
• Forame jugular (dividido em partes anterior e posterior):
• Parte nervosa→ nervos glossofaríngeo (IX), vago (X) e acessório (XI).
• Parte vascular→ veia jugular interna, seio sigmoide, seio petroso inferior.
• Canal do hipoglosso→ nervo hipoglosso (XII).
• Forame magno → bulbo/medula espinal, artérias vertebrais, artéria espinal anterior e posteriores, raízes
do nervo acessório (XI), meninges.
• Abertura do aqueduto do vestíbulo e aqueduto da cóclea→ ductos endolinfático e perilinfático.
• Canal condilar→ veias emissárias que conectam seio sigmoide com plexo venoso vertebral.
Fossa Forame/canal Estruturas que passam
Anterior Lâmina cribriforme Filetes do nervo olfatório (I), nervo etmoidal ant., vasos
Média Canal óptico Nervo óptico (II), artéria oftálmica
Média Fissura orbital superior III, IV, VI, V1, veia oftálmica sup., fibras simpáticas
Média Forame redondo V2
Média Forame oval V3, nervo petroso menor, artéria meníngea acessória
Média Forame espinhoso Artéria meníngea média, ramo meníngeo do V3
Posterior Meato acústico interno VII, VIII, artéria labiríntica
Posterior Forame jugular IX, X, XI, veia jugular interna, seio sigmoide, seio petroso inf.
Posterior Canal do hipoglosso Nervo hipoglosso (XII)
Posterior Forame magno Medula, XI, artérias vertebrais, artérias espinais, meninges
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NERVOS CRANIANOS
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TRONCO ENCEFÁLICO E ORIGEM DOS NERVOS CRANIANOS
Morfofisiologia do tronco encefálico
O tronco encefálico é a porção do SNC que conecta
o encéfalo ao segmento superior da medula
espinal.
É formado por três regiões:
• Mesencéfalo (midbrain)
• Ponte (pons)
• Bulbo raquidiano (medula oblonga)
não pense muito
Funções principais
• Via de passagem: contém tratos
ascendentes (sensitivos) e
descendentes (motores) que interligam
encéfalo medula.
• Integração reflexa: regula funções
vitais (respiração, pressão arterial,
deglutição).
• Núcleos dos nervos cranianos: local de origem real (motores) ou terminação (sensitivos).
• Formação reticular: rede neuronal difusa que participa da consciência, sono, alerta e controle motor
automático.
Mesencéfalo
• Localiza-se entre o diencéfalo e a ponte.
• Porções principais: pedúnculos cerebrais (anteriores), teto ou tectum (colículos superiores e inferiores),
aqueduto cerebral (Silvius).
• Funções: reflexos visuais (colículos sup.), auditivos (colículos inf.), controle motor (substância negra, núcleos
rubros).
• Nervos cranianos originados:
• III (oculomotor)→ sulco medial do pedúnculo cerebral.
• IV (troclear)→ único a emergir dorsalmente, abaixo dos colículos inferiores.
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NERVOS CRANIANOS
Ponte
• Entre mesencéfalo e bulbo; atravessada pelo
sulco basilaranteriormente.
• Funções: centro de retransmissão entre córtex
e cerebelo, modulação respiratória.
• Nervos cranianos originados:
• V (trigêmeo)→ face lateral da ponte.
• VI (abducente) → sulco bulbo-pontino,
mais medial.
• VII (facial) → sulco bulbo-pontino, lateral
ao VI.
• VIII (vestibulococlear) → sulco bulbo-
pontino, mais lateral.
Bulbo raquidiano
• Contínuo da medula espinal acima do forame magno.
• Possui pirâmides (fibras corticoespinais) e olivas (núcleos olivários).
• Funções: centros vitais (respiratório, cardiovascular), coordenação motora com o cerebelo, reflexos de
tosse, vômito e deglutição.
• Nervos cranianos originados:
• IX (glossofaríngeo)→ sulco lateral posterior.
• X (vago)→ logo abaixo do IX, mesmo sulco.
• XI (acessório)→ raízes cranianas no bulbo, raízes espinais emergem da medula cervical.
• XII (hipoglosso)→ sulco pré-olivar (entre pirâmide e oliva).
Visão geral dos nervos cranianos na base do encéfalo
Os 12 pares cranianos são numerados de I a XII, de anterior para posterior, conforme a sua origem aparente
na base do encéfalo. Eles emergem do telencéfalo, diencéfalo ou tronco encefálico, atravessam a base do
crânio por forames específicos e seguem para a inervação de estruturas sensoriais e motoras.
Distribuição por segmentos encefálicos
A) Telencéfalo
•Nervo I (Olfatório)
• Origem aparente: epitélio olfatório →
filetes atravessam lâmina cribriforme.
• Forame: lâmina cribriforme do
etmoide.
B) Diencéfalo
•Nervo II (Óptico)
• Origem aparente: retina→ quiasma óptico.
• Forame: canal óptico (esfenoide).
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NERVOS CRANIANOS
C) Mesencéfalo
• Nervo III (Oculomotor)
• Origem aparente: fossa interpeduncular
(face anterior).
• Forame: fissura orbital superior.
• Nervo IV (Troclear)
• Origem aparente: único nervo que
emerge na face dorsal do tronco, abaixo
dos colículos inferiores.
• Forame: fissura orbital superior.
D) Ponte
• Nervo V (Trigêmeo)
• Origem aparente: face lateral da ponte (raiz
sensitiva e motora).
• Forames:
• V1 (oftálmico)→ fissura orbital superior.
• V2 (maxilar)→ forame redondo.
• V3 (mandibular)→ forame oval.
E) Sulco bulbo-pontino
• Nervo VI (Abducente) → mais medial; fissura
orbital superior.
• Nervo VII (Facial) → posição média; meato
acústico interno.
• Nervo VIII (Vestibulococlear) → mais lateral;
meato acústico interno.
• Nervo XI (Acessório) → raízes cranianas (bulbo) e espinais (C1–C5), juntam-se para atravessar o forame
jugular.
• Nervo XII (Hipoglosso)→ sulco pré-olivar (entre pirâmide e oliva); canal do hipoglosso.
F) Bulbo
• Nervo IX (Glossofaríngeo)→ sulco lateral posterior; forame jugular.
• Nervo X (Vago)→ logo abaixo do IX, mesmo sulco; forame jugular.
Relevância clínica
• Compressão no canal óptico→ perda progressiva da visão.
• Fratura da base na lâmina cribriforme→ anosmia + rinorreia liquórica.
• Lesão do ângulo ponto-cerebelar (schwannoma vestibular)→ déficit auditivo + paralisia facial.
• Tumores do forame jugular (glomus jugulare)→ disfagia, rouquidão, paralisia do trapézio/ECM.
Classificação funcional dos nervos cranianos
1️⃣Critério da classificação
Os nervos cranianos podem ser organizados de acordo com:
• Natureza das fibras (sensitivas, motoras ou mistas).
• Tipo de sensibilidade (geral ou especial).
• Presença de fibras autonômicas (parassimpáticas).
2️⃣ Divisão dos nervos de acordo com os grupos:
Grupo Nervos Função
Sensitivos especiais I, II, VIII Olfato, visão, audição e equilíbrio
Motores somáticos IV, VI, XI, XII Movimentos oculares, trapézio/ECM, língua
Motores + parassimpáticos III Motricidade ocular + reflexos pupilares
Mistos (sensitivo + motor) V, VII, IX, X Face, mímica, gustação, faringe, vísceras
Relevância clínica
• Nervos sensitivos especiais → Perda de função sensorial específica (anosmia, cegueira, surdez, vertigem).
• Nervos motores puros → lesões geram paresias localizadas (diplopia, desvio da língua, fraqueza de
trapézio/ECM).
• Nervos mistos→ síndromes mais complexas (ex.: neuralgia do trigêmeo, paralisia facial periférica).
• Componente parassimpático → alterações autonômicas (midríase/miotese, hipossalivação, disfunções
viscerais).
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NERVOS CRANIANOS
Estruturas de suporte sensitivo
• Olfatório→ células receptoras no epitélio olfatório.
• Trigeminal (V)→ gânglio trigeminal ou de Gasser.
• Facial (VII)→ gânglio geniculado.
• Vestibulococlear (VIII)→ gânglio espiral de Corti (audição) e gânglio de Scarpa (equilíbrio).
• Vago (X)→ gânglios jugular e nodoso.
Núcleos motores e autonômicos
• Motor do trigêmeo (V)→mastigação.
• Facial (VII)→músculos da expressão facial.
• Ambiguus (IX e X)→ faringe e laringe.
• Dorsal do vago (X)→ parassimpático visceral.
• Hipoglosso (XII)→motricidade da língua.
• Edinger–Westphal (III)→ constrição pupilar e acomodação.
• Salivatório superior (VII)→ secreção lacrimal e salivar.
NERVO OLFATÓRIO (NC I)
1️⃣ Anatomia básica
• Origem real: neurônios bipolares do epitélio olfatório (parte superior da cavidade nasal).
• Origem aparente: bulbo olfatório (lâmina cribriforme do etmoide).
• Forame de saída: lâmina cribriforme do osso etmoide.
• Conexões principais: bulbo olfatório → trato olfatório → córtex olfatório primário (área piriforme,
amígdala, entorrinal).
Função principal Tipo de receptor Testes clínicos Alterações clínicas típicas
Olfato 
(sensibilidade especial)
Quimiorreceptores do 
epitélio olfatório 
(neurônios bipolares 
especializados)
Identificação de 
odores não irritantes, 
testando cada narina 
isoladamente
Anosmia (perda total), hiposmia (redução), 
parosmia/fantasmia (distorção ou odores 
inexistentes). 
NERVO ÓPTICO (NC II)
Anatomia básica
• Origem real: células ganglionares da retina, cujos axônios formam o nervo óptico.
• Origem aparente: quiasma óptico (continuidade direta da retina).
• Forame de saída: canal óptico do esfenóide.
• Conexões principais: retina → nervo óptico → quiasma (fibras nasais cruzam, temporais permanecem) →
trato óptico → corpo geniculado lateral (tálamo) → radiações ópticas → córtex visual primário (área 17,
lobo occipital).
Função principal Tipo de receptor Testes clínicos Alterações clínicas típicas
Visão 
(sensibilidade 
especial)
Fotorreceptores
(cones e bastonetes 
da retina)
- Acuidade visual 
(tabela de Snellen) 
- Campos visuais 
(confrontação) 
- Reflexo fotomotor
(II aferente, III eferente)
- Amaurose
(cegueira monocular, lesão pré-quiasmática) 
- Hemianopsia bitemporal
(lesão no quiasma, ex.: adenoma hipofisário)
- Hemianopsia homônima contralateral
(lesão retroquiasmática
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NERVOS CRANIANOS
NERVOS OCULOMOTORES (III, IV E VI)
Anatomia básica
• Nervo Oculomotor (III)
• Origem real: núcleo do nervo
oculomotor e núcleo parassimpático de
Edinger–Westphal (mesencéfalo, nível
do colículo superior).
• Origem aparente: fossa interpeduncular,
na face anterior do mesencéfalo.
• Forame de saída: fissura orbital
superior.
• Inervação: músculos reto superior, reto
inferior, reto medial, oblíquo inferior e
levantador da pálpebra; fibras
parassimpáticas para esfíncter da
pupila e músculo ciliar.
Nervo Função principal
Tipo de receptor 
estimulado
Testes clínicos Alterações clínicas típicas
III – Oculomotor
Movimentos oculares (retos 
sup., inf., med.; oblíquo inf.), 
elevação da pálpebra; reflexos 
pupilares (parassimpático)
Proprioceptores 
musculares 
oculares
Movimentos 
oculares no “H”; 
reflexo fotomotor (III 
eferente)
Ptose palpebral, desvio do olho 
“para fora e para baixo”, 
diplopia, midríase
IV – Troclear
Movimenta o olho para baixo e 
para dentro (oblíquo superior)
Proprioceptores 
musculares 
oculares
Teste de olhar para 
baixo e dentro
Diplopia vertical, dificuldade em 
descer escadas, inclinação 
compensatória da cabeça
VI – Abducente Abdução do olho (reto lateral)
Proprioceptores 
musculares 
oculares
Teste de abduçãoocular
Estrabismo convergente 
(esotropia), diplopia horizontal, 
dificuldade de olhar lateralmente
• Nervo Troclear (IV)
• Origem real: núcleo do nervo troclear
(mesencéfalo, nível do colículo inferior).
• Origem aparente: único nervo craniano que emerge na face dorsal do tronco, abaixo dos colículos
inferiores.
• Forame de saída: fissura orbital superior.
• Inervação: músculo oblíquo superior.
• Nervo Abducente (VI)
• Origem real: núcleo do nervo abducente (ponte, próximo à linha média).
• Origem aparente: sulco bulbo-pontino, próximo à linha média.
• Forame de saída: fissura orbital superior.
• Inervação: músculo reto lateral.
NERVO TRIGÊMEO (V)
Anatomia básica
•Origem real:
• Sensitiva: gânglio trigeminal (de Gasser), com
projeções para os núcleos sensoriais do trigêmeo
(mesencefálico, principal e espinal).
• Motora: núcleo motor do trigêmeo, na ponte.
•Origem aparente: face lateral da ponte, com raiz sensitiva
volumosa e raiz motora menor.
•Inervação:
• Sensitiva → face, couro cabeludo anterior, mucosa nasal, oral e dental, 2/3 anteriores da língua
(sensibilidade geral).
• Motora → músculos da mastigação, tensor do tímpano, tensor do véu palatino, milo-hióideo e ventre
anterior do digástrico.
•Forames de saída (ramos): V1 (Oftálmico) → fissura orbital superior. | V2 (Maxilar) → forame redondo. | V3
(Mandibular)→ forame oval.
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NERVOS CRANIANOS
Ramo / Nervo Função principal
Tipo de receptor 
estimulado
Testes clínicos
Alterações clínicas 
típicas
V1 – Oftálmico
Sensibilidade da região 
frontal e corneana
Mecanorreceptores, 
nociceptores e 
termoceptores
Reflexo córneo (V 
aferente, VII eferente), 
sensibilidade cutânea 
frontal
Perda do reflexo córneo, 
anestesia da região 
frontal
V2 – Maxilar
Sensibilidade da região 
média da face, mucosa 
nasal e palatina
Mecanorreceptores, 
nociceptores e 
termoceptores
Sensibilidade cutânea 
malar, gengival e nasal
Anestesia da região 
malar, perda de 
sensibilidade dentária 
superior
V3 – Mandibular
Sensibilidade da região 
inferior da face e 
motricidade da 
mastigação
Sensitivo: 
mecanorreceptores e 
nociceptores; Motor: 
proprioceptores 
musculares
Força mastigatória, 
palpação do masseter, 
sensibilidade 
mandibular
Fraqueza da 
mastigação, desvio 
mandibular para o lado 
lesado, anestesia da 
região mandibular
Nervo Trigêmeo (geral)
Mistura sensitiva ampla 
+ motora mastigatória
—
Avaliação conjunta de 
sensibilidade facial, 
reflexo masseterino
Neuralgia do trigêmeo
(dor paroxística, zona-
gatilho), perda global da 
sensibilidade facial
NERVO FACIAL (VII)
Anatomia básica
•Origem real:
• Motora: núcleo motor do facial (ponte).
• Parassimpática: núcleo salivatório superior (glândulas submandibular, sublingual e lacrimal).
• Sensitiva especial (gustação): núcleo do trato solitário (2/3 anteriores da língua).
•Origem aparente: sulco bulbo-pontino, lateral ao nervo abducente (VI).
•Forame de saída: meato acústico interno→ canal do facial→ forame estilomastoideo.
•Inervação:
• Motora: músculos da expressão facial, estapédio, ventre posterior do digástrico, estilohióideo.
• Parassimpática: glândulas lacrimais, submandibulares e sublinguais.
• Sensitiva especial: gustação dos 2/3 anteriores da língua (via corda do tímpano).
• Sensibilidade geral: pequena área do pavilhão auricular.
Função principal Tipo de receptor estimulado Testes clínicos Alterações clínicas típicas
Motricidade da face (mímica, 
estapédio, músculos 
acessórios)
Proprioceptores musculares
Solicitar movimentos faciais: 
franzir a testa, fechar os 
olhos, sorrir, mostrar dentes, 
assobiar
Paralisia de Bell (periférica):
hemiface inteira paralisada 
Lesão central 
(corticonuclear): poupa fronte
Secreção lacrimal e salivar 
(glândulas lacrimais, 
submandibular e sublingual)
Receptores autonômicos 
glandulares
Teste do lacrimejamento 
(Schirmer), avaliação clínica 
de boca seca
Hipossalivação, olhos secos
Gustação nos 2/3 anteriores 
da língua
Quimiorreceptores gustativos
Teste de paladar com 
soluções doces, salgadas, 
ácidas
Ageusia parcial/hipogeusia
Sensibilidade cutânea 
auricular (pequena área)
Mecanorreceptores, 
nociceptores
Avaliação tátil e dolorosa 
auricular
Hipoestesia discreta auricular
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NERVOS CRANIANOS
NERVO VESTIBULOCOCLEAR (VIII)
Anatomia básica
• Origem real:
• Coclear (audição): células do órgão de Corti→ gânglio espiral de Corti→ núcleos cocleares.
• Vestibular (equilíbrio): máculas do utrículo/sáculo e cristas ampulares → gânglio vestibular (Scarpa)
→ núcleos vestibulares.
• Origem aparente: sulco bulbo-pontino, lateral ao nervo facial (VII).
• Forame de saída: meato acústico interno.
• Inervação:
• Coclear: audição.
• Vestibular: equilíbrio (acelerações lineares e angulares).
Função principal Tipo de receptor estimulado Testes clínicos Alterações clínicas típicas
Audição
Mecanorreceptores do órgão de 
Corti (células ciliadas)
Testes de acuidade auditiva; provas 
de Rinne e Weber
Hipoacusia condutiva ou 
neurossensorial, surdez súbita, 
presbiacusia
Equilíbrio
Mecanorreceptores vestibulares 
(máculas do utrículo e sáculo; 
cristas ampulares)
Teste de impulso cefálico, provas de 
Romberg e Unterberger, manobra 
de Dix-Hallpike
Vertigem ou vertigem central 
(lesões de tronco/cerebelo)
NERVO GLOSSOFARÍNGEO (IX)
Anatomia básica
• Origem real:
• Motora braquiomotora: núcleo ambíguo →
músculo estilofaríngeo.
• Parassimpática: núcleo salivatório inferior →
glândula parótida.
• Sensitiva: gânglio inferior → termina nos núcleos do trato solitário (gustação 1/3 posterior da língua)
e núcleo do trigêmeo (sensibilidade geral da faringe e tonsilas).
• Origem aparente: sulco lateral posterior do bulbo (acima do vago).
• Forame de saída: forame jugular.
• Inervação:
• Motora: músculo estilofaríngeo (elevação da faringe).
• Parassimpática: secreção da glândula parótida.
• Sensitiva: 1/3 posterior da língua (gustação e sensibilidade geral), faringe, tonsilas, seio carotídeo
(quimiorreceptores e barorreceptores).
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NERVOS CRANIANOS
Função principal Tipo de receptor estimulado Testes clínicos
Motricidade (estilofaríngeo: 
elevação da faringe)
Proprioceptores musculares
Avaliar deglutição e reflexo 
nauseoso (IX aferente)
Secreção parotídea
Receptores autonômicos 
glandulares
Avaliação clínica de 
hipossalivação
Sensibilidade e gustação do 
1/3 posterior da língua
Quimiorreceptores gustativos, 
nociceptores
Teste de paladar (amargo) e 
reflexo nauseoso
Sensibilidade do seio 
carotídeo 
(baro/quimiorreceptores)
Barorreceptores e 
quimiorreceptores
Teste de reflexo barorreceptor 
(hipotensão transitória à 
massagem carotídea)
NERVO VAGO (X)
•Origem real:
• Motora braquiomotora: núcleo ambíguo (faringe, laringe,
palato).
• Parassimpática: núcleo dorsal do vago (vísceras
torácicas e abdominais).
• Sensitiva visceral e gustativa: núcleo do trato solitário.
•Origem aparente: sulco lateral posterior do bulbo, abaixo do
glossofaríngeo (IX).
•Forame de saída: forame jugular.
•Inervação:
• Motora: músculos da faringe, laringe e palato mole.
• Parassimpática: coração, pulmões, tubo digestivo até 2/3
proximais do cólon transverso.
• Sensitiva: faringe, laringe, epiglote (gustação da região).
Função principal Tipo de receptor estimulado Testes clínicos Alterações clínicas típicas
Motricidade faringolaríngea 
(fala, deglutição)
Proprioceptores musculares
Avaliar voz, deglutição e 
reflexo nauseoso (IX aferente, 
X eferente)
Disfonia, disfagia, desvio da 
úvula para o lado são
Controle parassimpático 
visceral (coração, pulmões, 
TGI)
Receptores autonômicos 
viscerais
Avaliar FC e motilidade GI 
indiretamente
Arritmias, gastroparesia, 
perda do tônus visceral
Sensibilidade faringolaríngea 
+ gustação da epiglote
Mecanorreceptores, 
nociceptores equimiorreceptores gustativos
Reflexo nauseoso e avaliação 
do paladar posterior
Perda do reflexo nauseoso, 
alteração de paladar na 
epiglote
NERVO ACESSÓRIO (XI)
•Origem real:
• Raízes cranianas: núcleo ambíguo (bulbo) — unem-se brevemente ao vago (X).
• Raízes espinais: cornos anteriores da medula cervical (C1–C5).
•Origem aparente:
• Raízes cranianas→ sulco lateral posterior do bulbo.
• Raízes espinais→ segmentos cervicais altos, ascendem pelo forame magno e juntam-se à raiz craniana.
•Forame de saída: forame jugular.
•Inervação:
• Raiz craniana→ fibras que se unem ao vago, participando da inervação da faringe e laringe.
• Raiz espinal→músculos esternocleidomastoideo (ECM) e trapézio.
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NERVOS CRANIANOS
Função principal Tipo de receptor estimulado Testes clínicos Alterações clínicas típicas
Motricidade do 
esternocleidomastoideo 
(rotação da cabeça)
Proprioceptores musculares
Solicitar rotação da cabeça 
contra resistência
Fraqueza de rotação da 
cabeça para o lado oposto à 
lesão
Motricidade do trapézio 
(elevação dos ombros)
Proprioceptores musculares
Solicitar elevação dos 
ombros contra resistência
Ombro caído, dificuldade em 
elevar ombro ipsilateral
Componente craniano (via 
vago) — faringe e laringe
Proprioceptores musculares e 
receptores autonômicos 
viscerais
Testes de voz e deglutição 
(avaliados junto ao vago)
Rouquidão, disfagia leve 
(quando componente 
craniano comprometido)
NERVO HIPOGLOSSO (XII)
Anatomia básica
• Origem real: núcleo do hipoglosso (bulbo, próximo à linha média).
• Origem aparente: sulco pré-olivar, entre pirâmide e oliva do bulbo.
• Forame de saída: canal do hipoglosso (occipital).
• Inervação: todos os músculos da língua (intrínsecos e extrínsecos), exceto palatoglosso (inervado pelo
vago).
Função principal Tipo de receptor Testes clínicos Alterações clínicas típicas
Motricidade da língua 
(movimentos intrínsecos 
e extrínsecos)
Proprioceptores 
musculares
Solicitar protrusão da 
língua e 
movimentação lateral
Lesão periférica (LMN): desvio da língua para o 
lado da lesão, atrofia e fasciculações Lesão 
central (UMN): desvio contralateral, sem atrofia 
significativa
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NERVOS CRANIANOS
Nervo Modalidade principal Núcleos/estruturas Testes de beira de leito Lesão típica
I (Olfatório)
Sensitiva especial 
(olfação)
Epitélio olfatório →
bulbo/trato
Identificação de odores
Anosmia/hiposmia; 
parosmia
II (Óptico) Sensitiva especial (visão)
Retina → CG Lateral →
córtex
Acuidade, campos, 
pupilas
Escotomas/hemianopsia
s; defeitos pupilares
III (Oculomotor)
Motora somática + 
parassimpática
Núcleo III/Edinger–
Westphal
Movimentos oculares, 
ptose, reflexo fotomotor
“Down and out”, ptose, 
midríase
IV (Troclear)
Motora somática 
(oblíquo sup.)
Núcleo IV
Olhar para baixo e 
dentro
Diplopia vertical 
(escadas)
V (Trigêmeo)
Sensitiva geral face + 
motora mastigação
Núcleos sensoriais/motor 
do V
Tato/dor face; reflexo 
córneo; masseter
Hipoestesia; fraqueza 
mastigatória; ↓ reflexo 
córneo (aferência)
VI (Abducente)
Motora somática (reto 
lateral)
Núcleo VI Abdução ocular
Esotropia; diplopia 
horizontal
VII (Facial)
Motora mímica + 
parassimpática + 
gustação 2/3 ant.
Núcleo facial, salivatório 
sup., solitário
Mímica, gosto, 
lacrimejamento
Paralisia periférica (Bell) 
vs central; hiperacusia
VIII (Vestíbulo-coclear)
Sensitiva especial 
(audição/ equilíbrio)
Núcleos 
cocleares/vestibulares
Rinne/Weber; impulso 
cefálico; Dix–Hallpike
Hipoacusia; vertigem 
periférica/central
X (Vago)
Parassimpático vísceras 
+ motor laringe
Dorsal do vago, 
ambiguus, solitário
Voz, deglutição, reflexo 
nauseoso
Disfonia, disfagia; desvio 
úvula
XI (Acessório) Motora (ECM/trapézio) Núcleo espinal XI
Rotação cabeça; 
elevação ombro
Ombro caído; rotação 
fraca
XII (Hipoglosso) Motora língua Núcleo XII Protrusão da língua
Desvio para lado lesado, 
atrofia
Classificação funcional dos nervos cranianos
Reflexos-chave: córneo-palpebral (V aferente, VII eferente), fotomotor direto/consensual (II aferente, III
eferente), nauseoso (IX aferente, X eferente), masseterino (V), vestíbulo-ocular (VIII III/IV/VI).
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CAPÍTULOS 14
Página 493 - 535
CAPÍTULO 13 - 14
Página 373 - 417
CAPÍTULOS 08
Página 838 - 988
CAPÍTULOS 09
Página 1 – 78a
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