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PROF. WESLEY GUERRA 
 
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HISTÓRIA DO RIO GRANDE DO NORTE 
❑ O massacre de Uruaçu aconteceu no dia 3 de outubro de 1645, três meses depois do ocorrido em Cunhaú, 
também a mando de Jacob Rabbi. Dizem os cronistas que, logo após o primeiro massacre, o medo se espalhou pela 
Capitania. Receosa, a população tinha medo que novos ataques acontecessem. Segundo a história, neste segundo 
massacre as tropas usaram mais crueldade. Depois da elevação, fecharam as portas da igreja e os fiéis foram mortos 
ferozmente. 
❑ As vítimas tiveram as línguas arrancadas para que não fossem proferidas orações católicas. Além disso, tiveram 
braços e pernas decepados. Crianças foram partidas ao meio e degoladas. O celebrante da missa, o padre Ambrósio 
Francisco Ferro, foi muito torturado. O camponês Mateus Moreira teve o coração arrancado. E, ainda vivo, exclamou: 
"Louvado seja o Santíssimo Sacramento". 
 
RESOLUÇÃO DE QUESTÕES 
QUESTÃO 01 
O Forte dos Reis Magos é, a um só tempo, atração turística e um símbolo de um período da história da cidade 
de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Para oficializar a conquista e a colonização da então capitania do 
Rio Grande, a Coroa Portuguesa ordenou que ali fosse instalada uma fortaleza militar. No ano de 1597, do 
século XVI, chegava uma esquadra liderada por Manoel Mascarenhas Homem, Capitão-Mor de Pernambuco, 
para povoar o território e construir uma base militar, com o objetivo de: 
A) Resguardar as minas de ouro e prata recém descobertas naquele território. 
B) Facilitar o processo de escravização dos indígenas, que já estavam pacificados. 
C) Proteger a capitania que ocupava posição geográfica estratégica na colônia. 
D) Permitir o acesso seguro aos estrangeiros que comercializavam com a Colônia Portuguesa. 
E) Identificar a situação geográfica da capitania. 
 
QUESTÃO 02 
O feriado estadual de 3 de outubro no Rio Grande do Norte corresponde à data: 
A) do massacre de fiéis católicos, ocorrido em Uruaçu, comunidade de São Gonçalo do Amarante. 
B) da beatificação dos mortos na capela do Engenho de Cunhaú, município de Canguaretama. 
C) da invasão da capela do Engenho de Cunhaú por holandeses aliados a indígenas. 
D) do pacto de aliança firmado entre indígenas e colonos portugueses contra os holandeses invasores. 
E) da conversão do indígena potiguar Poti ao cristianismo, após suas ações contra a invasão holandesa. 
 
QUESTÃO 03 
Quanto à história do Rio Grande do Norte durante os séculos XVI e XVII, assinale a opção correta. 
A) Em maio de 1654, o domínio português estava restaurado em todas as capitanias anteriormente ocupadas pelos 
holandeses. 
B) A medida capaz de incentivar a ocupação das terras, após a expulsão dos holandeses, foi a adoção do regime de 
capitanias hereditárias e o povoamento da região com índios e portugueses, o que incentivou a miscigenação dessas 
etnias. 
C) A chamada Guerra dos Bárbaros foi uma luta que se estendeu por cerca de cinquenta anos entre os índios cariris, 
aliados dos portugueses, e os holandeses. 
D) Durante os cinquenta anos que se seguiram à Guerra dos Bárbaros, os índios tapuios foram perseguidos e exterminados 
pelo militar Bernardo Vieira de Melo. 
 
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E) O militar português Bernardo Vieira de Melo aliou-se aos holandeses, ajudando-os a invadir o Forte dos Reis Magos. 
 
Indígenas nos sertões do Rio Grande colonial 
Os nativos locais, potiguara e tarairiú – durante muito tempo chamados, pelos portugueses de tupis e tapuias, uma divisão 
que trazia o olhar europeu –, habitaram o território do Rio Grande e possuíam uma organização social que, se não era 
desenvolvida como a europeia, baseava-se, também, na divisão do trabalho e na ocupação do território, diferenciado pela 
característica climática, sendo os potiguara ocupantes do litoral, às margens dos rios e que, por isso, eram estabelecidos 
em aldeias mais fixas, e os tarairiú, que habitavam o sertão eram, condicionados pelo clima, seminômades, se deslocando 
de acordo com a possibilidade que a terra lhe dava. 
 
❑ Após anos de conflitos em defesa de seu território tradicional, localizado nos sertões da capitania do Rio Grande, os 
indígenas Ariú Pequeno, liderados pelo rei Peca, decidiram fazer as pazes com a Coroa portuguesa em princípios de 
1697. O líder indígena – um dos tantos espalhados pelos sertões – dirigiu-se à casa do capitão-mor do Rio Grande, 
Bernardo Vieira de Melo, situada na cidade do Natal, com o objetivo de negociar os termos que definiriam a amizade 
de seu povo com os moradores luso-brasileiros, estabelecidos com seus rebanhos a partir da sua interiorização. Os 
Ariú, por meio do acordo de paz, assumiam o compromisso de se portarem como leais vassalos do rei de Portugal. 
❑ A segunda metade do século XVII e o início do século XVIII foi um período marcado por intensos conflitos entre os 
moradores luso-brasileiros e as populações indígenas que habitavam os sertões das Capitanias do Norte do Estado 
do Brasil. Esses conflitos foram ocasionados, sobretudo, pelo avanço da atividade pecuária em direção ao oeste, onde 
se situavam os territórios de diversas nações indígenas, identificadas genericamente pelos moradores da América 
lusa como “tapuias”. 
❑ Nesse contexto, a capitania do Rio Grande – especialmente a região em torno do rio Açu – foi palco de inúmeros 
embates pela posse das terras próximas aos grandes rios do sertão. Essas áreas eram extremamente importantes 
para a sobrevivência dos indígenas, que praticavam a caça, a coleta, a pesca e a agricultura nas várzeas dos cursos 
d’água; assim como possibilitavam aos moradores luso-brasileiros e seus rebanhos que se fixassem nos espaços 
interioranos da capitania.

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