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1. O Período Pré-Colonial (1500–1530) Neste primeiro momento, Portugal não colonizou o território imediatamente, pois estava focado no comércio com as Índias. • Extração do Pau-Brasil: Primeira atividade econômica, utilizando o escambo (troca de mercadorias por trabalho) com os indígenas. • Expedições Guardas-Costas: Portugal enviava navios para proteger o litoral de invasões francesas. 2. A Administração Colonial Para organizar a posse da terra sem gastar muito, a Coroa Portuguesa criou sistemas administrativos: • Capitanias Hereditárias (1534): Divisão do Brasil em 15 faixas de terra doadas a nobres (donatários). A maioria fracassou por falta de recursos e ataques indígenas, exceto Pernambuco e São Vicente. • Governo-Geral (1548): Criado para centralizar a administração e dar suporte às capitanias. O primeiro governador foi Tomé de Souza, que fundou Salvador (primeira capital). 3. Os Ciclos Econômicos e a Escravidão A economia colonial foi baseada no modelo de Plantation: latifúndios (grandes terras), monocultura para exportação e mão de obra escravizada. O Ciclo do Açúcar (Séculos XVI e XVII) • Concentrado no Nordeste. • O Engenho era a unidade de produção (Casa-Grande, Senzala, Capela e Moenda). • Sociedade Açucareira: Rural, patriarcal e sem mobilidade social. O Ciclo do Ouro (Século XVIII) • Descoberta de metais preciosos em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. • Consequências: Mudança da capital para o Rio de Janeiro (1763), urbanização e o surgimento de uma classe média (artesãos, comerciantes). 4. A Mão de Obra e a Resistência A base de toda a riqueza colonial foi a exploração humana. • Escravidão Indígena: Utilizada no início, mas substituída pelo tráfico negreiro devido ao lucro da Coroa e à oposição dos Jesuítas à escravização dos nativos. • Tráfico Negreiro: Milhões de africanos foram trazidos à força. • Resistência: Formação de Quilombos (como o de Palmares), revoltas e preservação de religiões e culturas africanas. 5. Crise do Sistema Colonial e Independência No final do século XVIII, ideais iluministas e o desejo de liberdade econômica levaram a movimentos de revolta: • Inconfidência Mineira (1789): Movimento de elite em Minas Gerais contra os altos impostos (Derrama). • Conjuração Baiana (1798): Movimento popular que defendia o fim da escravidão e a República. • Chegada da Família Real (1808): Fugindo de Napoleão, D. João VI abre os portos e transforma o Brasil em Reino Unido a Portugal, o que foi o passo definitivo para a Independência em 1822. 1. O Período Pré-Colonial (1500–1530) 2. A Administração Colonial 3. Os Ciclos Econômicos e a Escravidão O Ciclo do Açúcar (Séculos XVI e XVII) O Ciclo do Ouro (Século XVIII) 4. A Mão de Obra e a Resistência 5. Crise do Sistema Colonial e Independência