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Indicadores Epidemiológicos Incidência e Prevalência Dr. Francisco Neto Pereira Pinto INDICADORES DE MORBIDADE “O estudo da prevalência e da incidência informa sobre a frequência e a distribuição de determinado evento, magnitude e também o impacto na saúde da população. Por meio das taxas de prevalência e incidência, é possível inferir como os casos estão concentrados nas diversas camadas populacionais, fazer comparações geográficas e detectar tendências, tanto em longo prazo quanto em variações sazonais ou de outra natureza. Portanto, incidência e prevalência medem diferentes aspectos da morbidade.” (MARTINS et al., 2018, p. 173) O QUE É PREVALÊNCIA? “Como conceito utilizado pela epidemiologia, a prevalência descreve a força com que subsistem as doenças na coletividade. Portanto, trata-se de um indicador de morbidade. A taxa de prevalência, por sua vez, indica uma medida que permite estimar e comparar, no tempo e no espaço, a ocorrência de determinada doença em relação a variáveis referentes à população, como idade ou grupo etário, gênero, ocupação, etnia, entre outras. (MARTINS et al., 2018, p. 173) Obs.: Taxa é usado para cálculos de estimativas e projeções. EXERCÍCIO DE IMAGINAÇÃO Em janeiro de 2023 havia 121 casos de Hanseníase em Araguaína, cuja população é de 186.867 pessoas. Em fevereiro houve 5 curas e o surgimento de 10 novos casos. a) Qual será a prevalência da Hanseníase no último dia do mês de fevereiro? b) Qual a taxa de prevalência? O QUE É INCIDÊNCIA? “A incidência de uma doença expressa a dinâmica com que os casos aparecem no grupo. Por exemplo, ela informa quantos, entre os sadios, se tornam doentes em dado período de tempo, ou então quantos, entre os doentes, apresentam complicação ou morrem, decorrido algum tempo. Usualmente, diz-se que a incidência reflete ‘a força da morbidade’ (ou ‘força da mortalidade’, se tratando de óbitos). Portanto, a incidência de doenças, em uma população, significa a ocorrência de novos casos relacionados à unidade de intervalo de tempo, seja ele dia, semana, mês ou ano.” (MARTINS et al., 2018, p. 175) Na prática, a taxa de incidência pode ser calculada com duas entidades distintas: 1) o número de pessoas doentes 2) ou a frequência de eventos relacionados à doença. SAIBA MAIS Vídeo sobre incidência e prevalência https://www.youtube.com/watch?v=j-6MS8vKWEo Canal do youtube recomendado https://www.youtube.com/@canalpesquise Power point muito interessante https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4660029/mod_ resource/content/2/Slides-MedidasFrequencia2019.pdf https://www.youtube.com/watch?v=j-6MS8vKWEo https://www.youtube.com/@canalpesquise https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4660029/mod_resource/content/2/Slides-MedidasFrequencia2019.pdf DIFERENÇAS ENTRE PREVALÊNCIA E INCIDÊNCIA? “A incidência é considerada a medida mais importante em epidemiologia. Quando falamos em investigações científicas, nas pesquisas etiológicas (que buscam a causa), em estudos de prognósticos, na verificação da eficácia das ações terapêuticas e preventivas ou em outros estudos, podemos lembrar que a taxa de incidência é a primeira medida utilizada pelos pesquisadores, estatísticos e autoridades sanitárias.” (MARTINS et al., 2018, p. 177) Como fica em: a) Casos de doenças crônicas? b) Quando se quer distribuir medicação antiparasitária? c) Quando se quer distribuir óculos a quem tem problemas na vista? O QUE É O DIAGRAMA DE CONTROLE? “O diagrama de controle é um gráfico que mos-tra a variação temporal do número de casos esperados da doença. Neste gráfico apresentam-se em torno destes valores os limites máximo e mínimo esperados. Diversas técnicas estatísticas podem ser utilizadas para sua construção, sendo uma das mais comuns aquela utilizada pelo Centro de Controle de Doenças dos EUA [Centers for Disease Control and Prevention (CDC)].” (FILHO; BARRETO, 2011, p. 137) O QUE É O DIAGRAMA DE CONTROLE? “O método utilizado pelo CDC compara o número de casos registrados no mês atual (ou conjunto de 4 semanas epidemiológicas) com a média de casos calculada com base em 1 mês comparável, mais o mês anterior e o mês subsequente a este, nos prévios 5 anos. Por exemplo, os casos notificados em setembro de 2008 serão comparados com a média dos casos de agosto, setembro e outubro de 2003-2007, considerando que nestes meses não houve epidemia. Para a construção do limite máximo esperado somam-se dois desvios padrões à média. Este procedimento deve ser repetido para cada mês (ou outro período escolhido para análise).” (FILHO; BARRETO, 2011, p. 137) O QUE MOSTRAM OS BOLETINS EPIDEMIOLÓGICOS? 1) ZICA: https://central.to.gov.br/download/323084 2) DENGUE: https://central.to.gov.br/download/323082 3) CHIKUNGUNYA: https://central.to.gov.br/download/323083 4) COVID-19: http://integra.saude.to.gov.br/covid19/InformacoesEpidemiologicas https://central.to.gov.br/download/323084 https://central.to.gov.br/download/323082 https://central.to.gov.br/download/323083 http://integra.saude.to.gov.br/covid19/InformacoesEpidemiologicas REFERENCÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FILHO, Naomar de A.; BARRETO, Mauricio L. Epidemiologia & Saúde - Fundamentos, Métodos e Aplicações. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2011. E-book. ISBN 978-85-277-2119-6. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-277- 2119-6/pageid/161 MARTINS, Amanda Á B.; TEIXEIRA, Deborah; BATISTA, Bruna G.; et al. Epidemiologia. [Digite o Local da Editora]: Grupo A, 2018. E-book. ISBN 9788595023154. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595023154/pa geid/172 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-277-2119-6/pageid/161 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595023154/pageid/172 MÉTODOS DE ESTUDO E PESQUISA II Dr. Francisco Neto Pereira Pinto E-mail: francisco.pinto@unitpac.edu.br WhatsApp: 63 992092408 francisconetopereirapinto/ mailto:Francisco.pinto@unitpac.edu.br