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ÓRTESES PARA O MEMBRO SUPERIOR CARACTERIZAÇÕES, TIPOS E INDICAÇÕES Prof. Me. Fernando S. S. Neto @netofernandoof Curso: Graduação em Fisioterapia Disciplina: Órtese e Prótese INFORMAÇÕES INICIAIS A ÓRTESE DE MEMBRO SUPERIOR é um dispositivo utilizado para imobilização, correção, estabilização ou auxílio funcional do membro superior (ombro, braço, antebraço, punho, mão e dedos). Essas órteses são amplamente utilizadas em condições ortopédicas, neurológicas e reumatológicas, conforto e melhoria da funcionalidade do paciente. Conhecidas também como SPLINT, BRACE ou FERRADURA. Também utilizadas como suporte terapêutico de diversas doenças. IMOBILIZAÇÃO DO SEGMENTO; PREVENÇÃO DE CONTRATURAS; AUMENTO DA ADM; PREVINIR DEFORMIDADES; ALONGAR MUSCULATURA; REPOUSAR O SEGMENTO; REDUZIR DOR. São utilizadas em casos de anomalias congênitas, traumas, queimaduras e processos degenerativos. Antes da prescrição, deve-se realizar uma minuciosa avaliação funcional do segmento acometido levando em consideração as estruturas: Em casos de queimaduras, são recomendado as órtese de força suaves, controladas, visando induzir o remodelamento tecidual e cicatricial, sem causar lesão celular. ÓSSEAS LIGAMENTARES ARCOS E PREGAS PALMARES REGIÕES DE INERVAÇÃO ADM DISPONÍVEL INFORMAÇÕES INICIAIS Proteger e Estabilizar PROTEGER E ESTABILIZAR CORRIGIR E PREVINIR GANHO DE ADM E ALINHAMENTO ARTICULAR REDUZIR EDEMA OBJETIVO DA UTILIZAÇÃO TIPOS DE ÓRTESES PARA MEMBRO SUPERIOR • Permite pouco ou nenhum movimento e tem função de imobilização ou estabilização em posição especifica ÓRTESE ESTÁTICA • Aplicação de força controlada, com indicação para articulações com pouca ADM e promoção do alongamento tecidual. E moldada ao tecido em seu comprimento máximo afim de gerar adaptação tecidual. ÓRTESE SERIADA • Apresenta sistema de alças de dedos e suporte externo, onde a tensão e aplicada e o segmento e posicionado em ADM e comprimento máximo. ÓRTESE ESTATICA PROGRESSIVA • Permite a mobilidade controlada das articulações especificas, por meio de tração que direciona o movimento substituindo a força muscular ausente. ÓRTESE DINÂMICAS OU FUNCIONAIS ÓRTESE ARTICULADAS CLASSIFICAÇÕES DAS ÓRTESES Quanto à Finalidade Funcional Órteses Funcionais Órteses Corretivas ÓRTESE TIRANTE CLAVICULAR/AXILAR EM OITO Órtese pré-fabricada com fixação posterior. Indicado em casos de fratura de clavícula. Objetivo: É manter a retração das escapulas e dos ombros, restringindo o movimento clavicular para cicatrização. Pode ser substituída em casos de emergência com malha tubular de algodão. São pré-fabricadas e estão classificadas como protetoras. São indicadas para o repouso ou imobilidade do membro. Os tirantes de fixação devem ser ajustados para posicionar corretamente a angulação do cotovelo, o que dependerá da propostas de reabilitação. No caso de subluxação e luxação, é recomendado fixar o ombro junto ao corpo por meio de tirantes para evitar movimentos de rotação externa e abdução. ÓRTESE- TIPOIAS ÓRTESE- TIPOIAS São pré-fabricadas e estão classificadas como protetoras. São indicadas para o repouso ou imobilidade do membro. Os tirantes de fixação devem ser ajustados para posicionar corretamente a angulação do cotovelo, o que dependerá da propostas de reabilitação. No caso de subluxação e luxação, é recomendado fixar o ombro junto ao corpo por meio de tirantes para evitar movimentos de rotação externa e abdução. ÓRTESE- TIPOIAS TIPOIAS – POSICIONADOR DE OMBRO Órtese pré-fabricada com fixação póstero-lateral. Realizar a tração e posicionamento do ombro em subluxações. Indicado para diminuir a tensão de sobre carga em trabalhos envolvendo o ombro. TIPOIAS - ESTOFADA TIPO VELPEAU Órtese pré-fabricada com fixação em três pontos. REGIÃO DISTAL DO COTOVELO + REGIÃO POSTERIOR CERVICAL + APÊNDICE XIFOIDE Indicado para imobilização e posicionamento do membro. Fraturas de clavícula; Luxações do ombro; Pós-operatório de cirurgias no ombro ou braço. TIPOIAS - ESTOFADA TIPO VELPEAU COM ORIFÍCIO Órtese que permite maior ventilação e conforto. Não indicada para imobilização total em casos de fraturas instáveis. Indicada para: Fraturas do úmero e do cotovelo, onde a ventilação é necessária para reduzir o calor e o suor; Uso prolongado; Imobilização em casos de luxação do ombro ou lesões musculares; Pacientes que utilizam gesso e precisam de suporte sem causar superaquecimento. TIPOIAS - TIPO SACOLA/SIMPLES Órtese pré-fabricada com faixa única. Indicado para imobilização e posicionamento em casos de fraturas resultantes do antebraço, punho ou mão. Oferece um suporte básico ao membro superior. TIPOIAS - TIPOIA FUNCIONAL COM COXIM PARA ABDUÇÃO O coxim (almofada) é para manter o ombro em posição de abdução. Lesões do manguito rotador; Pós-operatório de reparo do manguito rotador; Condições que requerem posicionamento do ombro em abdução. Proporciona posicionamento terapêutico adequado. Fraturas diafisárias do úmero resultantes (indicação principal). Permite mobilidade do punho e cotovelo. Deve tomar cuidados com nível de pressão para não gerar edema. Remoção da mesma apenas por profissionais. Pode se apresentar com pegadas mais proximal ou distal. NÃO indicada para fraturas instáveis ou desviadas. ÓRTESE SARMIENTO Tala em asa de avião; Realizar movimentos caso o paciente tenha paralisia do ombro com fraqueza distal. Muito indicado para tratar condições de contratura na região de cintura escapular. Indicações: Pós-operatório de reparo do manguito rotador (uma das principais instruções); Lesões do nervo axilar ou plexo braquial , onde a abdução é necessária para evitar complicações; Fraturas da cabeça do úmero; Tratamento conservador de capsulite adesiva (ombro congelado), em alguns casos; Evitar aderências e contraturas musculares pós-cirurgia. Órtese do tipo corretiva. ÓRTESE ABDUTORA DE OMBRO ÓRTESE MANGUITO PARA ANTEBRAÇO INDICAÇÃO EPICONDILITE LATERAL REDUZ O ESTRESSE SOBRE OS EXTENSORES DO ANTEBRAÇO ÓRTESE ARTICULADA PARA O COTOVELO ÓRTESE EXTENSORA DO COTOVELO Órtese policêntrica articulada com pressão em três pontos. Apresenta ajuste periódico sem a presença de molas. Indicada para pacientes que apresentam grande instabilidade articular do cotovelo. Usada também em tratamento de contraturas e disfunções articulares (flexão do cotovelo). ÓRTESE ESTÁTICA PARA O COTOVELO ÓRTESE ESTABILIZADA DO COTOVELO Órtese mais simples e tradicional; Indicações: Pós-operatório de cirurgias no cotovelo; Lesões ligamentares (como ruptura do ligamento colateral ulnar, comum em atletas); Fraturas do úmero distal ou do rádio e ulna proximal (quando é necessário controlar a mobilidade); Evitar contraturas. Postura estática funcional. TALA EXTENSORA DO COTOVELO Órtese pré-fabricada em Neoprene, com tamanhos do P ao GG. Apresenta faixas ajustáveis em toda sua extremidade. Indicada para pacientes que apresentam fraqueza tricipital ou instabilidade ligamentar do cotovelo. Utilizado em casos de plegia do segmento superior, principalmente na pediatria. ÓRTESE PARA ANTEBRAÇO E PUNHO São órtese que podem ser estabilizadoras ou de repouso, indicadas para: Dor Inflamação Limitação do Movimento Proteger contra lesão articular Melhorar a função da mão Prevenir ou corrigir contraturas Correção de desvios ulnares e radiais Encontrasse no mercado diversas órtese pré-fabricadas em tecido para estabilização, porém muitas não respeitam o limite das pregas palmar distal, causando limitações. DEVE-SE LEMBRAR QUE A FLEXÃO DO 4º e 5º DEDO, COMPROMENTEM PARCIALMENTE A FUNCIONALIDADE DA MÃO. TALA EM POLÍMERO POLICLORETO DE VINILA (PVC) Cuidado em pacientes com espasticidade. Podem imobilizar uma ou mais articulações. Utilizada em inúmeras patologias, principalmente sequelas neurológicas. São órteses estáticas/posicionamento. TALA DE OPONÊNCIA LONGA Indicado para mãos em garra.Barra lumbrical; Limitador de extensão metacarpo falangeana Face palmar, dorsal, radial ou ulnar. ÓRTESE PARA CONTROLE DE FLEXÃO DE PUNHO Indicada para quadro de Neuropatia radial e Lesões por Esforço Repetitivo (LER); Evita flexão palmar (mão). Barra palmar para a mão e uma barra ventral para antebraço. Tala imobilizadora para punho. ÓRTESE DINÂMICA OU FUNCIONAL INDICAÇÕES Auxílio motor e prevenção de aderências Modificadas conforme evolução do quadro. Atenção para a correta localização das articulações. Permite movimentos ativos da musculatura em funcionamento. Força intrínseca fornecida por sistema elástico de tração. ÓRTESE PARA PREENSÃO Tipo de órtese dinâmica. São comandadas pela a musculatura do punho. Indicada para pacientes com tetraplegia. Comando: Agarre, segure e solte um objeto voluntariamente. ÓRTESE PARA REPOUSO (PUNHO / MÃO / DEDOS) Esse tipo de órtese, deve manter o punho, mão e dedos em posição fisiológica, sendo 30º de extensão de punho, 45º da metacarpo falangeanas e 15º nas articulações interfalangianas. Em casos de fraturas e lesões de nervos, deve-se observar a mudança destas angulações: Exemplo: 20º de extensão de punho, 60º de flexão das articulações metacarpo falangeana e discreta flexão das interfalangianas (FRATURAS). Seu objetivo se resume em imobilizar, repousar, prevenir/ reduzir contraturas e DIMINUIR A HIPERTONIA. ÓRTESE PARA DEDO – ÓRTESES ESTÁTICAS INDICAÇÕES FRATURAS LUXAÇÕES PÓS OPERATORIOS CONTRATURAS INSTABILIDADE ARTICULAR DEDO EM BOTOEIRA ÓRTESE ESTÁTICA PARA DEDO EM BOTOEIRA TALA DINÂMICA PARA EXTENSÃO DO DEDO A Tala Dinâmica para Extensão do Dedo é um dispositivo ortopédico utilizado para auxiliar na recuperação da capacidade de extensão dos dedos , especialmente em casos de lesões tendíneas ou neurológicas. INDICAÇÕES DE USO: Lesão do tendão extensor - como no dedo em martelo (pescoço de cisne) ou dedo em botoeira. Lesões do nervo radial, que causam lesões na extensão dos dedos. Pós-operatório de reparo tendíneo , permitindo mobilidade controlada. Reabilitação em doenças neurológicas (como paralisia radial). ÓRTESE PARA POLEGAR Tipo de órtese estática, porém também existe tipo dinâmico. Indicações: Estabilização e alinhamento do polegar; Período pré e pós-operatório; Tenossinovite, Síndrome de Quervain; Artrite Reumatoide; Rizartrose; Luxações; Lesões ligamentares que necessitam de repouso. ÓRTESE EM TERMOPLÁSTICO PARA ABERTURA DA PRIMEIRA COMISSURA EM MÃO ESPÁSTICA Dispositivo ortopédico utilizado no tratamento de pacientes com espasticidade, frequentemente associada a condições neurológicas, como encefalopatia não progressiva crônica da infância, acidente vascular cerebral (AVC) e outras doenças que afetam o controle motor. DISPOSITIVOS AUXILIARES (ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA – AVDS) Um prendedor com mola ou em rede elástica em torno da circunferência palmar. Podem ser confeccionadas de acordo com necessidades específicas. Órtese para auxílio em tarefas rotineiras tais como comer, cozinhar, vestir-se, tomar banho e executar necessidades pessoais, manutenção da casa, entre outras. REFERÊNCIAS MORIMOTO, Sandra Yoshie Uraga et al. Órteses e próteses de membro superior impressas em 3D: uma revisão integrativa. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, v. 29, p. e2078, 2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Técnico em órteses e próteses: livro texto. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2014. BEZ, Luana Ramos et al. Órteses para membro superior e seu papel na reabilitação do paciente pós-acidente vascular cerebral (AVC). 2021. SIQUEIRA, Simone Stein; BANDINI, Heloísa Helena Motta. Fatores associados à adesão ao uso de órteses de membro superior sob diferentes perspectivas. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 13, n. 1, p. e5690-e5690, 2021. DESHAIES, I. D. Órteses para membro superior. Terapia ocupacional para disfunções físicas. 5th ed. São Paulo: Santos, p. 313-49, 2005. ÓRTESES PARA O MEMBRO SUPERIOR CARACTERIZAÇÕES, TIPOS E INDICAÇÕES Prof. Me. Fernando S. S. Neto @netofernandoof Curso: Graduação em Fisioterapia Disciplina: Órtese e Prótese Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35