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Controle postural normal e 
disfuncional
Profa. Dra. Keyte Guedes
Controle postural 
normal
É uma habilidade complexa definida como a
capacidade de controlar a posição do corpo no
espaço para fins de estabilidade postural e
orientação postural.
Massion, 1998
Controle postural emerge da interação de vários sistemas
dentro do indivíduo (cutâneo, visuais, vestibulares,
proprioceptivos e graviceptores) interagindo com os sistemas
motor e cognitivo, sendo organizado de acordo com as
exigências da tarefa e condicionado por fatores ambientais.
Ambiente
TarefaIndivíduo
Massion, 1998
Modelo de organização do controle postural. A interação entre os componentes envolvidos no controle postural em pacientes 
saudáveis ​​em condição bípede sob uma superfície plana e firme. Abreviações: CoM: center of mass (centro de massa). Esquema 
adaptado e baseado em Claesson et al. (2018) 
C
o
n
tr
o
le
 p
o
st
u
ra
l
Envolve o controle da posição do corpo no 
espaço, para o objetivo duplo de 
ORIENTAÇÃO e ESTABILIDADE
ORIENTAÇÃO POSTURAL
Envolve o controle ativo do alinhamento 
corporal e do tônus com relação à gravidade, 
base de suporte, ambiente visual e referências 
internas.
Influenciado pelo sistema visual, 
somatossensorial, vestibular, esquema corporal
ESTABILIDADE POSTURAL
Capacidade de manter o corpo em 
equilíbrio.
Coordenação das estratégias de 
movimento para estabilizar o centro de 
massa (CoM) durante os movimentos 
auto-iniciados ou por perturbação 
externa
Horak e Macpherson, 1996
Capacidade de manter o corpo em equilíbrio
Processo dinâmico que envolve o estabelecimento de equilíbrio
durante perturbações acionadas tanto por movimentos voluntários
quanto por forças externas. Envolve tanto a capacidade de se
recuperar da instabilidade, como a habilidade de antecipar e
mover-se de formas que ajudem a evitar a instabilidade.
Habilidade para construir a postura contra a gravidade e a posição 
dos segmentos que servem como uma referência para a percepção e 
ação com respeito ao mundo externo
Objetivos funcionais
Orientação postural
Estabilidade 
postural
Orientação postural
• Envolve a relação dos segmentos corporais entre si,
a base de suporte e a influência da gravidade;
• A orientação postural é ATIVA
• Tônus postural – ativação muscular: mantém
suporte contra a gravidade influenciado por
informações somatossensoriais (ex: informações
cutâneas dos pés aumentam a resposta extensora;
informações somatossensoriais do pescoço, ativadas
pela orientação cefálica), por informações visuais e
vestibulares;
• Necessita do sinergismo entre a musculatura flexora
e extensora de tronco.
Base de suporte
• É a base de apoio - as partes do corpo em
contato com elas e a interação entre ambas;
• O SNC é capaz de utilizar qualquer parte do
corpo em contato com a superfície para
aumentar a estabilidade postural;
• A aferência cutânea nos pés é importante
informação sobre a oscilação corporal e/ou
referência postural.
Orientação postural
Maurer et al, 2006
Estabilidade 
postural • Um corpo é considerado estável
quando CoM é mantido sobre sua base
de apoio.
• A estabilidade postural ou equilíbrio 
é a capacidade de manter o centro de
massa projetado dentro dos limites da
base de apoio.
Limite de estabilidade
Limite de 
estabilidade
• Área na qual o indivíduo pode mover o
COM e manter o EQUILÍBRIO sem
mudar a BASE DE SUPORTE;
• Não possui delimitação fixa, modificando-
se de acordo com as características da
tarefa, indivíduo e meio ambiente;
• Determinado pelo: tamanho da base de
suporte, ADM, força muscular,
informações sensoriais, medo de cair,
segurança, experiência, aprendizagem.
A estabilidade postural é controlada por 
centros superiores, como o tronco cerebral 
(incluindo os núcleos vestibulares) e o cerebelo.
Equilíbrio 
estático 
e
Equilíbrio 
dinâmico
Equilíbrio estático
Demandas posturais durante a posição imóvel....
Equilíbrio dinâmico
Demandas que ocorrem durante as PERTURBAÇÕES 
tanto na postura imóvel e quanto durante a locomoção....
CONTROLE POSTURAL
• Permite o planejamento e execução das estratégias de movimento de modo
rápido e eficiente.
Em antecipação às..
E em resposta às..
• Forças desestabilizadoras (geradas interna e externamente) a fim de controlar a
estabilidade
Ajuste postural antecipatório (APAs) Ajuste postural compensatório
Distúrbios internos esperados: 
movimento voluntário, passo, alcance 
funcional, batimentos cardíacos, 
respiração
Distúrbios externos esperados: 
contato do corpo com superfície 
conhecida
Controle Feedforward
Distúrbios internos inesperados: 
movimento mais rápido do que o 
planejado
Distúrbios externos inesperados: 
mãos do terapeuta, objeto leve, porta 
pesada
Controle Feedback
E
S
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Controle postural
Organização central do 
controle postural
 Sistema vestibular: informações sobre a
posição e os movimentos cefálicos em
relação à força da gravidade
 Sistema somatossensitivo: informações
sobre a posição e o movimento do corpo,
em referência às superfície de apoio
 Sistema visual: relação do nosso corpo
com os objetos existentes no ambiente.
Cada sistema fornece ao SNC 
informações específicas sobre 
a posição e o movimento do 
corpo cada um deles 
fornece uma diferente 
estrutura de referência para o 
controle postural.
Organização central do 
controle postural
• (1) restrições biomecânicas, compreendendo o
LE, força muscular e base de suporte;
• (2) estratégias do movimento sejam por meio do
movimento voluntário e antecipatório, assim como
compensatório e reativo;
• (3) estratégias sensoriais consistindo na
integração sensorial e reorganização sensorial, de
acordo com o ambiente;
• (4) orientação espacial que compreende a
percepção corporal, ação da gravidade, superfícies
de apoio, visão periférica e alinhamento vertical ou
verticalidade;
• (5) controle dinâmico durante a marcha e
transição postural; e
• (6) processamento cognitivo, sendo contribuído
pelas funções executivas e aprendizado motor.
Seis múltiplos subsistemas estão 
envolvidos no controle postural, 
segundo Horak (2006):
Mecanismos 
motores para 
o controle 
postural
Muitos músculos estão tonicamente ativos durante 
a postura vertical imóvel:
• Solear e o gastrocnêmio
• Tibial Anterior
• Glúteo Médio e TFL
• Ilíopsoas
• Eretores da espinha torácicos + abdominais
Como a organização muda quando a 
estabilidade é ameaçada?
• Estratégias motoras
A fim de manter uma posição estável, é possível
reposicionar o COM por meio de movimentos de
diferentes segmentos do corpo, ou ajustando o
tamanho da base, por exemplo dando um passo.
 ESTRATÉGIA DE TORNOZELO
 ESTRATÉGIA DE QUADRIL
 ESTRATÉGIA DE PASSO
Como a organização muda quando a 
estabilidade é ameaçada?
• Estratégias motoras
Essas estratégias do
movimento postural são usadas
como feedback e uma forma
de feedforward (antecipação), a
fim de manter o equilíbrio em
diversas circunstâncias.
• A maioria dos indivíduos com sistema neurológico intacto utiliza várias dessas
estratégias quando controlam a inclinação para frente e para trás durante a postura
vertical.
• Com a exposição repetitiva a uma determinada tarefa postural, os indivíduos
refinam as características de sua resposta para otimizar a eficácia.
ATENÇÃO!!!
Problemas nos 
componentes 
motores
Neuromuscular
1.Problemas de 
formação de 
sequência
Reversões no 
recrutamento 
ordenado dos 
músculos
Recrutamento tardio 
dos mm. sinérgicos 
proximais
Coativação dos mm. 
antagonistas
2. Ativação tardia das 
respostas posturais
3. Problemas de 
adaptação à tarefa e 
ao ambiente
Musculoesquelético
Alinhamento
Restrição articular
Problemas de 
formação de sequência
Sistema neuromuscular
Reversões no 
recrutamento ordenado 
dos músculos
Nashner, 1983
 Crianças sem acometimento neurológico
apresentam um recrutamentodistal – proximal (início
músculos mais próximos da superfície de apoio)
 Crianças com PC:
•Recrutamento muscular proximal – distal
•Início musculatura cervical
•Coativação cervical e quadril
•Ativação dos músculos antagonistas anteriormente aos
agonistas
Reversões no recrutamento ordenado 
dos músculos
Problemas de 
formação de sequência
Sistema neuromuscular
Recrutamento tardio dos 
mm. sinérgicos 
proximais
36 ms Normal
60-80 ms Sd. Down
-Alteração na regulação do tempo: lentidão da musculatura
proximal
-Crianças com Síndrome de Down (Shumway-Cook e
Woollacott, 1985)
-Adultos TCE com lesões corticais (Shumway-Cook e
Olmscheid, 1990)
Sistema neuromuscular
Coativação dos mm. 
antagonistas
Problemas de 
formação de sequência
Contração simultânea dos mm. anteriores e posteriores do corpo,
levando o enrijecimento corporal e provocando uma estratégia pouco
eficiente para recuperação do equilíbrio
(Horak et al., 1992)
Problemas na adaptação 
da atividade postural 
para exigências mutáveis 
da tarefa e do ambiente
Diminuição da capacidade de modificar
as estratégias em resposta às exigências
mutáveis da tarefa e do ambiente.
Problemas musculoesqueléticos
Alinhamento
Alteração postural pode refletir na
mudança no alinhamento dos segmentos
corporais e do COM em relação à base de
suporte
Representação interna do corpo 
Percepção corporal
Esquema corporal
Problemas 
musculoesqueléticos
Restrição do movimento
Organização sensorial 
e seleção de problemas
 Incapacidade de organizar efetivamente e de
selecionar os estímulos sensoriais apropriados
para o controle postural
 Capacidade limitada de organizar e selecionar
as dicas sensoriais apropriadas para orientação
postural
 Maior dependência de um único estímulo
sensorial
 Para manter a estabilidade indivíduos com
disfunção neurológica podem ser restringidas
a ambientes limitados na quais as condições
sensoriais são ideais.
Prejuízo na organização e 
seleção sensorial
Consequências 
biomecânicas
Movimentos excessivos de joelho e quadril 
Hiperextensão de joelho
Garra de artelhos
Aumento da base de apoio
Diminuição do centro de gravidade
Fixação cervical
Obrigada!!!
E-mail
keyte.silva@docente.unip.br
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