Prévia do material em texto
CENTRO TÉCNICO SANTÉ CORPS Página
1
81959575015
2
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO 04
01 – NO PRINCÍPIO 09
02 – MARKETING IMOBILIÁRIO 12
2.1. O Marketing Imobiliário 13
2.2. Públicos Consumidores 13
2.3. O Mercado 14
03 - COMPOSTO DE MARKETING 18
3.1 Estratégias de Marketing 21
3.2 A Estratégia de Marketing de Serviços 43
3.3 Deficiências Supridas pela Ação do Marketing 46
3.4 As Mudanças 46
04 - O AMBIENTE DE MARKETING 49
4.1 Abordagens de Marketing 50
4.2. Agentes 51
4.3. Variáveis 51
4.4 O planejamento estratégico 51
05 - O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR 66
5.1. Segmentação do Mercado 68
5.2. Segmentação do Cliente 69
5.3. Comportamento do Consumidor (Comprador) 69
5.4. Necessidades do Consumidor (Comprador) 70
5.5. Fluxo de Informação 72
5.6. Tomadas de Decisão 72
06 - ESTRATÉGIAS DE MARKETING E ELABORAÇÃO DE PLANO DE
MARKETING
72
6.1 Marketing de Incentivo 73
6.2 Endomarketing 74
6.3 Web Marketing ou Marketing na Internet 75
6.4 E-Commerce 76
6.5 Objetivos de um Plano de Marketing 77
6.6 Elaboração de um Plano de Marketing 77
81959575015
3
07 - AS PESQUISAS FUNCIONAM COMO LANTERNAS 79
7.1. Sistema de Informação de Marketing 80
7.2 Perguntas básicas da pesquisa 80
7.3. Etapas, Tipos e Métodos 81
7.4. Trabalho de Campo 81
7.5 Corredores de Comunicação 82
08 - PONTO DE PARTIDA 84
8.1 Venda – Uma Arteciência 84
8.2 O Valor ao que faz é Você quem dá! 86
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 88
81959575015
4
INTRODUÇÃO
Que bom que você conseguiu vencer mais uma etapa do curso. Agora você conhecerá
um pouco mais sobre Marketing Imobiliário.
É de fundamental importância que você domine as estratégias e ações do Marketing
para que possa alcançar o seu público-alvo em um relacionamento satisfatório para ambos.
Fazer marketing é criar meios para levar o produto/serviço ao mercado e o mercado ao
produto/serviço, utilizando-se de ferramentas apropriadas para cada tipo de ação:
propaganda, promoção, venda, distribuição e acompanhamento dos resultados, tendo sempre
em mente a aplicação lucrativa dos recursos e buscando aproveitar as oportunidades.
Para ser bom em marketing, você tem de entender dois “futuros” – um do desejo e outro
do destino, pois são os dois que nos definem. Marketing é sobre a natureza humana – não é
sobre produtos nem tecnologias. Ser humano é destino e desejo. Dana da biologia com a
economia. Do gene com o ambiente. Do DNA com o FMI. (NÓBREGA, 2002, p. 9)
Todo trabalho imobiliário precisa de um sistema de marketing que envolva ferramentas
de comunicação para divulgar ao mercado sua existência, atrair compradores e vender seus
produtos. O comprador toma um conhecimento mais qualificado de um produto se houver uma
boa estratégia de marketing.
Você conhece o Marketing – ele está à sua volta em todos os locais. Você vê os
resultados do Marketing na grande quantidade de produtos disponíveis no shopping center,
nos anúncios de TV, ele dá sabor à sua comida, dá vida às suas fantasias, enche sua caixa
de e-mails, invade as páginas da Internet. Ele está na escola, no trabalho, nos locais de lazer
e na sua casa – você está exposto ao Marketing em quase tudo o que faz. Porém, há muito
mais sobre o Marketing do que os olhos conseguem enxergar. Por trás dele há uma infinidade
de pessoas e ações mobilizadas para que tudo dê certo, para que o cliente se encante e os
lucros das empresas aumentem.
Esta disciplina visa transportar estudantes curiosos e obstinados ao mundo do
Marketing, à descoberta do novo perfil de profissional que as empresas buscam no mercado,
às novas tendências mercadológicas para soluções pragmáticas adotadas por empresas
nacionais e multinacionais, à busca pelo entendimento sobre o que se passa no cotidiano e
no pensamento dos consumidores (cada vez mais exigentes, intolerantes e carentes), enfim,
pretende-se incentivar a busca pelo conhecimento e a partir daí questionar a realidade
repassada em livros americanos para nossa particular vivência brasileira.
81959575015
5
Sabe aquele sistema de trocas surgido na Idade Média, onde de início, cada família
supria completamente sua subsistência, costurando suas roupas, caçando, fazendo móveis,
etc.; foi aprimorado para um novo sistema onde as famílias se especializaram em alguma
atividade, nas quais seus membros eram os melhores no que faziam (uma família fazia roupas,
outra trazia comida, outra construía abrigos, etc.); e evoluiu novamente para um sistema
mercadológico que consistia não apenas em vender, mas em satisfazer as necessidades de
consumidores, mesmo que estes não as conheciam. Então surgiu o Marketing.
Indiscutivelmente nascido nos Estados Unidos, sua difusão pelo mundo foi
relativamente lenta. Mesmo na Europa, o Marketing teve sua aceitação iniciada somente após
a Segunda Guerra Mundial. Hoje a maioria dos países da América do Norte e do Sul, do oeste
europeu e da Ásia tem sistemas de Marketing bem desenvolvidos. Mesmo no leste europeu,
onde a cultura ocidental não era aceita, novas oportunidades de Marketing surgem graças às
mudanças culturais e sociais daqueles países.
Mas apesar da sua juventude, o Marketing já passou por várias mudanças conotativas
bem distintas e, em algumas vezes, até conflitantes.
Sobre a evolução do conceito de Marketing RICHERS (2000, p.05) relata que à medida
que novas relações surgem se desagregando das relações comerciais, como: as relações
político-partidárias, as relações religião-igreja, as relações entre médicos e pacientes, entre
outras; novos conceitos surgem para o Marketing, que dizem respeito não somente a ações
comerciais, mas a ações de satisfazer qualquer necessidade de qualquer indivíduo.
“Durante muito tempo, prevaleceu como definição básica a elaborada pela Associação
Americana de Marketing (AMA), que caracterizava a área como abrangendo todas as
atividades que envolvem o fluxo de bens e serviços entre produtor e consumidor. Mas essa
definição não resistiu às críticas de numerosos representantes da disciplina, não só no mundo
acadêmico, mas também entre os praticantes.
Ela deu lugar a uma interpretação mais ampla e voltada para dois aspectos primordiais:
a responsabilidade das funções administrativas, no processo de marketing na empresa (o
chamado managerial marketing), e a abordagem sistêmica, que se preocupa com a integração
ordenada entre os diversos instrumentos que participam de um processo mercadológico.
A mais recente das modificações conceituais do marketing surgiu em consequência das
repercussões dos movimentos consumidores mundiais, de um lado, e, de outro, do
reconhecimento de que o conceito de marketing poderia ter aplicação e utilidade em áreas
não necessariamente restritas à atuação das empresas privadas. Sob essas influências, o
conceito ampliou-se para abranger áreas de ordem macro (como algumas das funções de um
81959575015
6
Estado moderno ou de uma comunidade), bem como as atividades de organizações que não
necessariamente visam lucros financeiros nas suas transações (como igrejas, hospitais ou
partidos políticos).
Desde então, o marketing ultrapassou os limites da atuação comercial das empresas
para se tornar atividade-irmã das funções sociais e culturais, em apoio e todas as ações
humanas que, no meio ambiente, procuram formas de ampliar e fortalecer as suas estruturas,
as quais podem, por conseguinte, ser usadas como promotoras de um produto, de uma marca
e da própria organização”.
O marketing chegou ao Brasil por volta dos anos cinquenta, sob um contexto
mercadológico de baixa oferta, além de estar restrito a um pequeno número de empresas,
exclusivamente nacionais. Alguns setores prosperavamos consumidores finais, através de feiras e
entregas domiciliares. A escolha do canal dependerá do seu negócio e da facilidade de
distribuição de seus produtos para o seu mercado.
As ações de marketing devem ser realizadas para o usuário final e também para todo
o canal. Fabricantes, por exemplo, possuem programas de treinamentos para vendedores e
representantes de seus produtos, além de premiações. Esses programas permitem que
vendedores conheçam mais sobre seus produtos e, assim, adquirem mais conhecimento para
o melhor desempenho na venda.
81959575015
34
Além disso, existe o que chamamos de marketing cooperado: união de esforços entre
fabricante e varejista ou até mesmo entre concorrentes para maior divulgação de produtos,
como colocar cartazes nos pontos de vendas, patrocinar eventos, entre outras ações. Uma
padaria, por exemplo, pode solicitar a um determinado fornecedor que pinte e reforme a
fachada de seu estabelecimento ou lhe dê um desconto na compra de mercadorias; em troca,
o fornecedor pode adquirir um maior espaço ou uma posição mais estratégica para seus
produtos ou até mesmo a inclusão da logomarca na fachada da padaria. Parcerias com
fornecedores e concorrentes podem ser uma boa opção. Muitas padarias em parceria com
fornecedores realizam promoções e brindes para seus clientes em datas comemorativas.
O ideal é que você utilize ações de marketing para o canal do qual participa e para os
usuários finais, possibilitando um maior resultado nas vendas.
Escolhendo o seu fornecedor
As relações de fornecedores podem ser encontradas em catálogos telefônicos,
sindicatos, feiras, ou a partir de pesquisas com os concorrentes. Para a escolha do fornecedor,
analise questões como preço, condições de pagamento, prazo de entrega e localização, de
acordo com o volume de itens a ser adquirido. Para um bom relacionamento com o fornecedor,
é necessário ter um fluxo constante de compra – mesmo que pequeno – e pagamento em dia.
A troca constante de fornecedores pode prejudicar o seu negócio, pois não cria uma relação
de parceria. Encontre formas de tornar-se menos vulnerável em relação aos fornecedores, a
partir de parcerias, busca de produtos substitutos, acesso a novos fornecedores em outros
mercados.
Antes de escolher o tipo de canal que mais o favoreça, observe as características dos
possíveis fornecedores, transporte necessário, operacionalização de seu produto, estoques.
A localização também dependerá do seu tipo de negócio. Analise a relação custo x
benefício e escolha uma localização que contribuirá com o seu negócio, como boa visibilidade,
fácil acesso, estrutura adequada, estacionamento, entre outros aspectos.
Invista em uma boa estrutura para deixar seu cliente à vontade: vitrines atrativas, boa
iluminação, boa disposição dos produtos, sinalização, etc.
Exemplo: Além da localização privilegiada da qual dispunha, Ana Maria listou as
seguintes ações que realizaria, relacionadas ao elemento praça.
1. Localização privilegiada;
2. Infraestrutura com lanchonete, vestiário, sala de descanso, massagem e salão
de jogos;
81959575015
35
3. Sinalização interna e externa;
4. Parcerias: seleção de clínica fisioterápica, agência de turismo especializada em
viagens para a terceira idade e loja de artigos esportivos para instalação no local.
3.1.4 Promoção
O marketing moderno exige muito mais do que o desenvolvimento de um bom produto
a um preço atraente e torná-lo acessível. As empresas precisam, também, se comunicar com
as partes interessadas, atuais e potenciais, e com o público em geral. Para a maioria das
empresas, o problema não é comunicar e sim o que dizer, como dizer, para quem dizer e com
que frequência dizer. Mas as comunicações se tornam cada vez mais difíceis à medida que
um número crescente de empresas tem de “berrar”, para atrair a atenção dividida do
consumidor. Para atingir os mercados-alvo e construir brand equity, os profissionais de
marketing holístico estão empregando, de maneira criativa, diversas formas de comunicação.
No lançamento do Mini, por exemplo, a BMW nem sequer utilizou propaganda televisiva.
A função da comunicação de marketing
A comunicação de marketing é o meio pelo qual as empresas buscam informar,
persuadir e lembrar aos consumidores – direta ou indiretamente – os produtos e marcas que
comercializam. Em um certo sentido, a comunicação de marketing representa a ‘voz’ da marca
e é o meio pelo qual ela estabelece um diálogo e constrói relacionamentos com os
consumidores, colaborando com estes. Eles podem conhecer ou ver como e por que o produto
é usado, por qual tipo de pessoa, quando e onde; podem receber informações sobre quem o
fabrica e o que a empresa e a marca representam, e, ainda, podem receber um incentivo ou
recompensa pela experimentação ou uso.
A comunicação de marketing permite às empresas conectar suas marcas a outras
pessoas, lugares, eventos, marcas, experiências, sensações e objetos. Posicionando a marca
na memória e criando uma imagem para ela, contribuindo para a formação do brand equity.
Tipos de Promoção:
Venda pessoal
Essa ferramenta possibilita uma comunicação de pessoa a pessoa na qual um
vendedor atende clientes visando influenciar suas opções de compra. Podem ser realizadas
através de vendedores internos, externos e representantes comerciais.
81959575015
36
A equipe de vendas necessita de um bom treinamento e programas de incentivo.
Representantes comerciais são interessantes para regiões desconhecidas ou extensas. No
entanto, é necessário ter um programa de controle de vendas e atendimento para monitorar o
desempenho dos mesmos frente aos clientes.
Propaganda
Recapitulando, o marketing é o estudo do mercado e das mudanças do ambiente,
permitindo, assim, o desenvolvimento de produtos e serviços que sejam de interesse desse
mercado. A Propaganda é uma das ferramentas de marketing mais utilizadas para consolidar
e perpetuar a imagem da marca de uma empresa, mantendo o cliente informado, através das
inúmeras vertentes da mídia, sobre seus produtos ou serviços. Conhecendo bem o
consumidor e seu ambiente, você pode criar uma propaganda que desperte a atenção do seu
mercado e atenda as suas necessidades e desejos.
Depois de criada, a propaganda vai ser veiculada nos diversos meios de comunicação.
O anunciante vai escolher o que melhor convém para seu negócio, se um anúncio no
rádio, na TV, no jornal, na Internet, ou até mesmo em todos esses veículos. Uma boa imagem
pode influenciar as intenções de compra bem como encorajar novos consumidores a
experimentarem certos produtos ou serviços. E se ela tem a intenção de apresentar ou
consolidar uma marca, é de fundamental importância certos cuidados, para que você tenha
um anúncio criativo e eficaz. Veja algumas orientações:
1. Faça um anúncio com uma agência de propaganda, ou profissional do ramo,
certifique-se de sua experiência;
2. Para se fazer um bom anúncio é necessário conhecer bem a empresa, o seu
posicionamento, os objetivos e metas e os produtos e serviços que se deseja ofertar ao
mercado;
3. Evite a tentação de aprovar um anúncio apenas pela beleza. Priorize também a
eficiência da mensagem que está sendo transmitida;
4. Analise os anúncios de seus principais concorrentes para conhecer suas estratégias
o nível de agressividade de cada um deles;
5. Economizar no material pode ser um desastre.
A proposta do anúncio pode perder muito sem a qualidade e não ter o retorno desejado:
o barato pode sair caro! Utilize sempre a relação custo x benefício;
6. Os meios de comunicação escolhidos devem ser os de preferência dos seus clientes:
o anúncio deve ser dirigido ao público certo;
81959575015
37
7. A mensagem deve ser clara e convincente;
8. O anúncio deve valorizar e destacar os benefícios do produto/serviço ofertado;
9. O produto e a marca devem estarem destaque e o título deve ser atrativo;
10. O anúncio deve incluir telefone, endereço ou site;
11. Ele deve ser distinto e mais atrativo em relação aos seus concorrentes;
12. A linguagem deve estar de acordo com o seu público e com a mídia utilizada;
13. O cliente deve se identificar com o apelo utilizado;
14. O texto deve promover o desejo de compra e ser fácil de ler; não deve ser muito
longo;
15. A inclusão de fotos/ilustrações dos produtos pode ser atrativa.
No quadro abaixo, apresentamos os principais veículos de comunicação utilizados para
a propaganda e alguns de seus pontos fortes e fracos:
Anúncios em ônibus, outdoor, carros de som, panfletos, internet, catálogos
(apresentação da empresa e produtos comercializados), participação em feiras e eventos,
jornais de bairro são também boas opções de divulgação.
As agências de publicidade dispõem das tabelas de preços e grades de anúncios, em
seus diversos meios de veiculação. De posse da pesquisa de cenário e do perfil do
81959575015
38
consumidor, anunciante e publicitário definem a forma que o material será divulgado,
estabelecendo critérios tais como:
Tipo e tamanho do anúncio;
Custo de divulgação (jornal, rádio, revistas, material de apresentação de
produtos, etc.);
Inserções: quantas vezes em dias, semanas, meses, ano;
Alcance: quantos ouvintes, leitores, acessos, número de brindes.
A frequência de divulgação dependerá dos objetivos da empresa. Caso sejam
promoções específicas, com prazos determinados, a comunicação deverá seguir o prazo da
promoção. Caso seja para a consolidação da marca, a divulgação deverá ser mais longa.
Algumas empresas alternam objetivos comerciais e institucionais.
Fique de olho
O esforço de marketing não pode ter caráter manipulador. Ética é fundamental. A
intenção de uma propaganda é facilitar ao consumidor o acesso às suas necessidades. Uma
campanha que não estiver de acordo com o seu mercado, pode prejudicar a confiança do
cliente e abalar a confiabilidade do seu produto.
Publicidade
A Publicidade trabalha com a imagem da empresa e dissemina informações positivas
acerca do seu negócio e, muitas vezes, tem como desafio superar uma imagem negativa.
Essa ferramenta sempre gera uma credibilidade maior, pois as informações vêm na
forma de notícias ou comentários editoriais enviadas pela empresa ou assessores de
imprensa para a mídia que as divulgam caso as considerem importantes. Outras vezes, é
realizada por personalidades e formadores de opinião que divulgam a marca ao utilizar os
produtos da empresa.
Promoção de Vendas
A Promoção de Vendas cria uma necessidade de compra imediata, enquanto a
publicidade é concebida mais para influenciar favoravelmente as expectativas e atitudes dos
clientes a longo prazo. As promoções de vendas podem ser sob a forma de descontos,
concursos, promoções nos pontos de vendas, sorteios, venda casada, amostra grátis, brindes,
degustação, entre outras.
81959575015
39
Caso deseje realizar alguma promoção comercial para seus clientes, é necessário
verificar a legislação vigente. A distribuição gratuita de prêmios, mediante sorteio, vale-brinde,
concurso ou operação assemelhada é regida pela Lei nº 5.768, de 20 de dezembro de 1971
do Governo Federal que delegou à Caixa Econômica Federal a competência para
operacionalizar, emitir autorizações e fiscalizar as operações.
Marketing de patrocínio
É uma ferramenta de comunicação muito utilizada nos dias de hoje. Representa uma
oportunidade para uma empresa dirigir sua comunicação para públicos específicos, mas
altamente desejáveis. Por exemplo, uma academia de ginástica patrocinando a corrida contra
o câncer da mama.
Comunicação no ponto de venda
Diz respeito a toda a sinalização – displays, cartazes e outras variedades de materiais
visuais que influenciam a decisão de compra.
Telemarketing
O telemarketing não é simplesmente falar, vender e negociar pelo telefone, ou ainda
atender telefonemas, mas tudo que se faz para conquistar e manter clientes, estabelecendo
com eles um vínculo de relacionamento direto.
Por isso, é importante investir em treinamento de pessoal, diagnosticar o mercado e
oferecer uma infraestrutura adequada para o desenvolvimento das atividades, quando se quer
utilizar essa ferramenta. Algumas empresas utilizam o telemarketing para atender pedidos,
sugestões e reclamações dos clientes, realizar pesquisa de satisfação dos clientes e realizar
vendas. É importante saber utilizar essa ferramenta em horários oportunos com pessoal bem
treinado para evitar custos elevados de ligação e insatisfação do cliente.
57
Internet
A internet pode ser uma ferramenta institucional, ou seja, uma ferramenta que permite
ao consumidor acessar e conhecer a estrutura do negócio, os produtos vendidos, além de
informações como telefone e localização. Ela também pode ter o caráter de comercialização,
o que permite vender produtos para consumidores em diferentes localidades.
81959575015
40
Nesse caso, é fundamental que se tenha uma estrutura de site bem feito, ágil e fácil de
navegar, além de uma logística eficiente capaz de entregar o produto no prazo estimado e de
acordo com as expectativas do cliente.
É importante verificar a real necessidade dessa ferramenta, saber se seus
consumidores acessam a internet e se a mesma seria de utilidade para o seu negócio antes
de criá-la sem nenhuma estratégia bem definida.
Políticas de fidelização
É mais lucrativo manter relacionamentos com os clientes já conquistados do que buscar
continuamente novos clientes. A fidelização é uma importante ferramenta promocional de seu
negócio. Um cliente satisfeito poderá ser o seu melhor vendedor. Com isso, ao realizar a
venda, é necessário que esse cliente não seja esquecido. É importante ter um banco de dados
de clientes com informações atualizadas e relevantes para a realização de promoções. O
banco de dados poderá conter informações como nome, endereço, telefone, e-mail, data de
aniversário, profissão, hobby, produtos que geralmente compra, volume de compra,
frequência de compra, entre outros aspectos relevantes. Isso permitirá que você conheça
melhor seus clientes e possa oferecer promoções mais adequadas aos seus interesses e
monitorar o seu grau de fidelidade. É importante que se faça uma política de fidelização pelo
menos com seus principais clientes, isto é, aqueles que são responsáveis por um percentual
significativo da sua receita. Envio de cartões e promoções em datas comemorativas, convite
para lançamento de novos produtos, bonificações, são algumas das ações sugeridas.
Para gerar valor ao seu negócio é imprescindível que a comunicação de marketing seja
integrada. Isto é, a divulgação deverá ser realizada em mais de um meio de comunicação para
sua maior abrangência e eficácia. Essa comunicação integrada deve ter envolvimento e
passar a mesma mensagem, para se conseguir uma imagem forte no mercado.
Fique de olho
Não se esqueça que cada cliente é um garoto propaganda da sua empresa ou produto.
Seja criterioso na sua divulgação. Tenha em mente quem é o seu público e saiba quais os
principais meios que ele utiliza, pois a escolha dos meios de comunicação será ditada pelas
necessidades e comportamento do consumidor.
Exemplo
Estratégias promocionais adotadas pela Ana Maria:
81959575015
41
Promoção
Mala-direta para residências da região;
Convites para inauguração e telemarketing ativo para confirmação;
Panfletos em laboratórios, clínicas e consultórios médicos;
Eventos comemorativos: dia do idoso, festa junina, Natal;
Concursos de dança e culinária, aberto às famílias;
Políticas de fidelização: envio de cartões de aniversário, promoções em datas
comemorativas, eventos;
Veiculação em outdoor, jornal e rádio;
Marketing cooperado: parceria com a loja de artigos esportivose clínica
fisioterápica para confecção de uniformes dos funcionários.
3.1.5 Pessoas
As pessoas são essenciais para o bom andamento do seu negócio e são elas as
responsáveis pela qualidade do atendimento e dos serviços prestados.
Por isso, é necessário que os colaboradores tenham total conhecimento do
posicionamento da empresa, dos objetivos e metas. Para que as pessoas possam contribuir
com um excelente atendimento, comprometimento e participação ativa, é necessário que
estejam motivadas. Procure realizar e/ou promover treinamentos, confraternizações, políticas
de reconhecimento e recompensa e, é claro, realizar uma boa seleção de pessoal. Os
colaboradores precisam compreender que um bom atendimento gera maior satisfação nos
clientes e, consequentemente, mais vendas e melhores lucros.
A comunicação é outra variável importante dentro da empresa. Mesmo numa pequena
empresa, podem-se encontrar grandes dificuldades de relacionamento e desmotivação entre
colaboradores, devido à falta ou a falha de comunicação. Por isso, deve-se estar atento para
as pessoas que fazem parte da empresa, pois elas são também ferramentas de divulgação
da sua empresa e podem gerar uma boa ou má influência, ressaltando ou eliminando de vez
a imagem que gostaria de passar ao mercado do seu negócio.
Em relação à remuneração, o controle pode ser baseado nos resultados a partir de
avaliações de desempenho, como, por exemplo, volume de vendas e lucratividade ou no
comportamento, como esforço, motivação, trabalho em equipe, amabilidade e solução de
problemas aos consumidores ou em ambos. É importante que cada variável escolhida seja
repassada para os funcionários detalhadamente, bem como o objetivo da adoção de tal
81959575015
42
ferramenta. A escolha depende do tipo de negócio, do produto, do mercado e das
necessidades dos consumidores.
Fique de olho
Motivação e qualificação de pessoal são responsáveis pelo diferencial de uma
empresa. Para desfazer as tensões no ambiente de trabalho, seja sempre gentil e demonstre
interesse genuíno pelo bem estar de seus funcionários. Incentive a participação de seus
funcionários, crie um ambiente favorável à reclamações e sugestões. Elogie os que merecem
em público, mas seja reservado com os que merecem ser chamada a atenção.
É necessário dar retorno às suas reclamações às e sugestões e repassar o que
considera ser um bom atendimento e quais as expectativas em torno de seu desempenho.
Promova reuniões constantes, treinamentos e programas de integração para seus
funcionários.
Antes de contratar, tenha em mente quais as características e responsabilidades
necessárias para o cargo. Aposte em pessoas que compartilhem dos mesmos valores que
você.
Exemplo
Ana Maria, com o intuito de aprimorar o atendimento, resolveu adotar as seguintes
ações:
1. Treinamento e comunicação
Ana Maria sabia que precisava de pessoal qualificado, paciente e cordial para lidar com
o seu público. Desenvolveu alguns treinamentos sobre atendimento a clientes para os
funcionários, professores e demais profissionais, bem como reuniões para o estabelecimento
de valores compartilhados entre todos os membros. Decidiu promover treinamentos
introdutórios para orientar os novos e atuais funcionários sobre o seu projeto de crescimento
e sobre a empresa e suas atividades.
2. Avaliação e remuneração
Com relação à avaliação, decidiu aplicar o controle baseado no comportamento, pois
garantiria maiores vantagens para seu negócio, a partir da satisfação dos seus clientes; por
isso, definiu alguns aspectos de avaliação como cordialidade, pontualidade, organização,
aparência. A remuneração seria fixa, mas os funcionários receberiam bonificações a partir dos
resultados obtidos nas avaliações e caso a empresa conseguisse alcançar as metas
estipuladas.
81959575015
43
3. Outras
Além disso, decidiu criar o código de ética dos funcionários juntamente com os direitos
e deveres dos mesmos, para atender os padrões de comportamento esperados.
3.2. A Estratégia de Marketing de Serviços
A estratégia de marketing de serviços exige não apenas o marketing externo, que faz
as promessas aos clientes, mas também o marketing interno, que capacita e motiva os
colaboradores (empregados) a entregar a promessa, e o marketing interativo, que visa à
qualidade da interação e a entrega da promessa feita ao cliente. Esta estratégia permite que
a instituição, a organização ou a
empresa aprimore seus serviços e
crie valor agregado para o cliente.
Pois estes avaliam a qualidade dos
serviços de acordo com alguns
critérios: aspectos tangíveis,
competência, agilidade de
atendimento, flexibilidade,
credibilidade, segurança, acesso e
custo, entre outros. (Gianesi, 1994).
O triângulo de marketing de
serviços, apresentado a seguir,
relaciona a empresa, os empregados e os clientes a partir do marketing interno (onde os
empregados são capacitados para atender as expectativas dos clientes); do marketing externo
(onde se cria o “desejo de consumo” no cliente) e no marketing interativo, onde, com
qualidade, se entrega ao cliente o que ele adquiriu da empresa.
Estratégias de Marketing: Produto, Mercado e Segmentação
As estratégias de marketing definem diretrizes e sempre se baseiam no mercado, foco
de qualquer empresa, instituição ou organização. O marketing imobiliário deve levar em conta
a competitividade dos diferentes produtos oferecidos por outras destinações que disputam as
mesmas fatias de mercado requeridas.
Assim, é preciso identificar e atender as necessidades do cliente e conhecê-lo,
analisando o mercado e sua dinâmica, porque a partir desse quadro delinear-se-ão os rumos
para ações efetivas do planejamento imobiliário. Nesse momento devem ser avaliados os
81959575015
44
produtos segmentados e ofertados ao mercado, buscando a conquista e a satisfação do
cliente.
A figura abaixo demonstra a necessidade de identificar e conhecer as necessidades do
cliente: ANALISAR O MERCADO; conhecer o mercado, sua dinâmica e seus nichos
específicos: SEGMENTAR O MERCADO; fazer o lançamento e a colocação do produto no
mercado: POSICIONAR O PRODUTO; e manter um processo de acompanhamento e
monitoramento constante: ANALISAR O RESULTADO; que compõem os passos para a
definição da estratégia de marketing.
As estratégias de marketing subdividem-se em:
Estratégia de Conceituação do Produto
Estratégia Produto/Mercado
Estratégia de Segmentação
A seguir, veremos o detalhamento de cada uma das subdivisões apresentadas.
Estratégia de Conceituação do Produto
Conceituar um produto imobiliário é dar-lhe identidade, um conceito, uma marca para
o que se quer vender. Segundo Petrocchi (1998), a conceituação de um produto consiste em
estabelecer um conceito que será agregado a esse produto para que ele seja reconhecido
perante o mercado. Este conceito, segundo o autor, será definidor do conteúdo desse produto.
Isso pode se dar através da criação de slogans, que devem possuir uma abordagem numa via
de duas mãos: o que se coloca à disposição do mercado e o que o mercado deseja consumir,
agregados à criação de uma logomarca para consolidar a imagem do produto imobiliário no
mercado.
Estratégia Produto/Mercado
É uma estratégia em que se consideram os produtos existentes frente aos mercados
consumidores, potenciais ou efetivos, e em que se define de que forma, em que momento e
81959575015
45
quais estratégias deverão ser utilizadas para a estruturação da atividade tem todos os seus
aspectos.
Para se compreender melhor a estratégia produto x mercado, apresenta-se a matriz
baseada na relação produto x mercado e no conceito de vantagem competitiva. Esta matriz
destaca quatro níveis de opções estratégicas, de acordo com a combinação entre as células
referentes ao mercado (novo/velho) e ao produto (novo/velho):
Vantagem Competitiva– no âmbito do marketing, vantagem competitiva é uma
vantagem originada de características próprias e exclusivas de uma empresa frente a seus
concorrentes no mercado, fundamentada a partir de uma competência única e de difícil
imitação no negócio em que participa. Para ser realmente efetiva, a vantagem competitiva
precisa ser sustentável e aplicável a múltiplas situações, de modo que a empresa detentora
dessa vantagem realmente se posicione de forma diferenciada no mercado. As empresas que
possuem vantagem competitiva são aquelas que possuem: foco no cliente, produto ou serviço
de qualidade superior; amplo serviço de distribuição; reputação positiva; alta conceituação no
mercado; equipe gerencial e funcionários de padrão superior; patentes, direitos autorais ou
metodologias exclusivas e próprias.
Esta matriz é útil para definir o cenário estratégico atual e futuro, sabendo-se se a
estratégia é, por exemplo, continuar com o mesmo produto e a mesma demanda,
consolidando uma posição de mercado, ou se ela visará, daqui a cinco anos, à diversificação
de produtos e de demanda.
As possíveis combinações da matriz propiciam quatro cenários diferenciados:
Essa matriz é útil para definir o cenário estratégico atual e futuro.
Produto atual em mercado atual – possibilidades de ampliação do número de imóveis
sem mudanças;
Produto atual em mercado novo – produto atual de qualidade com possibilidades de
conquista de mercados novos;
Produto novo em mercado atual – novos segmentos oferecidos ao mercado atual;
81959575015
46
Produto novo em mercado novo – novos produtos surgem em novos mercados –
expansão da atividade e diversificação.
Estratégia de Segmentação
A segmentação é uma maneira de se agrupar clientes por características semelhantes,
e quanto mais se conhece o público-alvo que se quer atingir mais eficazes serão as ações
estratégicas para detectar a demanda real e a potencial segmentada e, conseqüentemente,
mais eficazmente serão utilizadas as ferramentas de comunicação para se atingir os objetivos
e diretrizes desta estratégia.
Kotler (1994) apresenta alguns fatores para a criação de uma estratégia de
segmentação:
Mensurabilidade – poder de compra dos segmentos selecionados.
Acessibilidade – possibilidade do segmento-alvo ser atingido.
Substancialidade – tamanho e lucro a ser obtido.
Acionabilidade – desenvolvimento de programas para atrair os segmentos-alvo.
De acordo com o autor, a definição de uma estratégia de segmentação deve estar
ancorada na certeza de que o segmento possui condições financeiras de adquirir o serviço,
de que está acessível às estratégias definidas para alcançá-lo, de que vai propiciar a
lucratividade que se espera e de que estará de acordo com os programas criados para a sua
atração e fidelização.
As ferramentas de comunicação também devem ser específicas e eficazes àquele
público-alvo (segmento). Esses fatores determinam o sucesso de uma estratégia de
segmentação.
3.3 Deficiências Supridas pela Ação do Marketing
a) Valor entre o preço da oferta e do negócio realizado,
b) Do conhecimento das particularidades e dos benefícios dos produtos ou serviços.
c) Localização do fornecedor e do consumidor.
d) De tempo entre quando o produto é produzido ou o serviço é gerado.
e) De prioridade entre a posse do fornecedor e a posse do consumidor.
3.4 As Mudanças
81959575015
47
Mesmo que todas as elaborações sobre marketing tratem de ambiente, variáveis e
influências, o fato é que rapidamente os conceitos têm de ser revistos, as propostas
relançadas, os métodos refeitos.
A mudança é a maior característica de nosso tempo.
As maiores mudanças que enfrentamos são:
a globalização (você terá de ser encaixar, uma mudança noutro país atingirá sua
atividade)
a qualidade (a qualidade nos serviços que você presta não será mais um
diferencial. Os serviços serão de qualidade)
a margem de lucro será reduzida (ou alcançamos grande produtividade ou
conseguiremos diferenciar nossos produtos ou serviços de maneira que nossos clientes
paguem agradavelmente o nosso preço-prêmio)
os clientes serão menos fiéis do que já são (se não investimos no relacionamento
com eles, nós não os teremos)
Todos teremos que conhecer e usar a tecnologia da informação (afinal,
queremos estar na vanguarda, ou esperaremos a ultrapassagem?)
as novas formas de realização estão aí a desafiar nossa capacidade de
compreensão.
Já que o assunto é mudanças, observe algumas que aconteceram ou estão
acontecendo no segmento da intermediação imobiliária agora.
De corretor de imóveis para consultor imobiliário.
De técnico em transações imobiliárias para gestor imobiliário, isto é do nível
médio para o superior.
De notas fiscais de firma individual ou RPA, Recibo de Pagamento a autônomos,
para notas fiscais de cooperativas de trabalho.
Da antiga opção de venda para contrato particular de prestação de serviços de
intermediação imobiliária.
Da prestação de serviços de intermediação na empresa imobiliária para
escritórios independentes, em casa e no carro, no conceito dos Home Office, com crescente
utilização de sites pessoais.
81959575015
48
COM BASE NO TEXTO E NOS SEUS CONHECIMENTOS, FAÇA AS
ATIVIDADES QUE SEGUE
1) Quais são as quatro variáveis do mix de marketing? Por que esses elementos são
conhecidos como variáveis?
_________________________________________________________________________
2) Análise de um caso prático: Vespa
A Vespa foi uma motoneta que fez muito sucesso nos anos 50. Nos anos 80 foi
relançada no Brasil. Os dirigentes da empresa apresentaram seus planos à imprensa: o
produto é econômico e, em comparação às motos, a Vespa apresenta três tipos de vantagens:
em primeiro lugar está o design prático e cômodo, que oferece maior espaço para pequenas
cargas, sendo o único veículo de duas rodas com lugar para estepe. O consumo é
extremamente baixo e o motor facilmente acessível. A terceira vantagem é o preço, já que a
Vespa custará ao consumidor final o equivalente a 1.800 dólares, o mesmo preço de uma
moto de 125 cilindradas. Com referência à distribuição, a empresa está montando uma rede
de 50 concessionários exclusivos. O apoio publicitário está feito em três etapas: primeiro
haverá a tentativa de tornar conhecida a nova empresa e seu produto para um público alto
nível. Por isso, os anúncios serão veiculados em jornais e revistas dirigidas. Em setembro,
ocorrerá o impacto de lançamento com cinco filmes veiculados na TV, anúncios em revistas,
jornais e outdoors. A empresa ainda tem planos de promover rallies ou corridas de 6 a 12
horas para demonstrar que a Vespa, além de andar 110 km por hora, é resistente.
De acordo com o caso Vespa, agrupe as estratégias utilizadas pela empresa dentre as
quatros variáveis controladas de marketing:
a) Produto:
b) Preço:
c) Distribuição:
d) Promoção:
3) Descreva os níveis estratégicos relacionados ao produto segundo os benefícios
proporcionados.
81959575015
49
__________________________________________________________________________
4) Quais as principais políticas de preço que podem ser aplicados ao setor imobiliário?
Comente cada uma delas.
__________________________________________________________________________
5) Por que a estratégia de distribuição (praça) é um importante meio para conquista de
clientes?
__________________________________________________________________________
6) Quais são os tipos de promoção?
__________________________________________________________________________
04 - O AMBIENTE DE MARKETING
Neste século XXI avistamos dramáticas mudanças ocorrendo no mundo dos negócios.
Os líderes de mercado devem capitalizar o potencial da Tecnologia da Informação
antecipando as mudanças no comportamento de compra e criando novos modelos de venda
para sobrevivere obter crescimento de vendas.
Todavia, esses rápidos avanços tecnológicos produzem riscos e oportunidades que
abrangem questões estratégicas de planejamento, fundamentais para o resultado positivo de
suas metas e objetivo, tais como:
Planejamento e alocação de recursos
Administração de vendas e canais de distribuição
Expansão e desenvolvimento de produtos x mercados
Compreensão do comportamento do consumidor
Administração dos parceiros de negócio e a integração da cadeia de suprimentos
Consolidação das Vendas e o Marketing Mix
Ampliação dos incentivos e controles de performance
Vamos, pois, examinar criteriosamente cada um dos pontos levantados acima:
É de conhecimento geral, que a comoditização de produtos, o E-commerce e a
presença de novos competidores estão pressionando as margens de contribuição, forçando
as organizações a reduzirem vendas e orçamentos de marketing. Como resultado, as
empresas terão de ser inovadoras o suficiente para poder crescer com menos, exigindo maior
precisão nos investimentos;
A estratégia de uso de múltiplos canais vem sendo adotada pela maioria das
organizações líderes no mercado. São sistemas híbridos combinando múltiplos pontos de
81959575015
50
interação como vendas em campo, call center, web e outros. Vale notar que a integração e o
fluxo das informações é fundamental para que se possa avaliar em tempo real que produtos
vai entregar e preços praticar através das diversas rotas de mercado;
A introdução de novos produtos e serviços obedecerá a lógica da abordagem
econômica de customização de massa, tanto para consumidores individuais, quanto canais e
parceiros. Adicionalmente, a tendência será ampliar a participação no cliente, buscando novos
mercados (alguns ficam obsoletos);
O ambiente de negócios irá consolidar a visão de que o consumidor tem uma
expectativa baseada nas necessidades de conveniência, comodidade e personalização do
atendimento, com foco no desenvolvimento do relacionamento;
Administrar todos os componentes que integram a cadeia de valor de qualquer empresa
e segmento de atuação exigirá muita organização, pois certamente vão ocorrer conflitos entre
empresas, parceiros e canais a respeito do controle da marca, relacionamento com os clientes,
prospects e acesso ao mercado;
Redefinir a Marca, preços e estratégias de Marketing Direto serão políticas mandatárias
dentro das empresas, que necessitarão capitalizar o poder da nova interatividade, database e
comunicação;
Processar os controles de performance deverá ser realizado por meio da
implementação de soluções "end to end", E-care e suporte online.
É fácil, diante dos elementos supra citados, pensar nas claras consequências no
ambiente de negócios que se processarão dentro deste cenário de constantes mudanças em
velocidades nunca imaginadas:
Com a introdução de novas tecnologias e disseminação do uso da internet, as
empresas tenderão a sofrer perda de clientes por meio de uma menor intermediação;
Em razão da comoditização dos produtos e serviços e das alterações na relação
de oferta x demanda, a formação dinâmica dos preços irá produzir a erosão das margens de
contribuição e forçar a busca de redução de custo;
A diminuição do Brand Equity nos novos canais de venda e modelos de
negócios.
Por fim, como resultado deste panorama, pode assumir quais os riscos que as
organizações correrão: Fracasso se nada fizer; Fracasso se fizer a coisa errada; Fracasso se
fizer a coisa certa, porém muito tarde.
4.1 Abordagens de Marketing
81959575015
51
A abordagem de marketing considera a atividade imobiliária como bens industriais, ou
como bens de serviços.
a) Fabricação/ Produção.
b) Imóvel.
c) Bem Industrial.
d) Venda do Imóvel.
e) Intermediação.
f) Bem de Serviço.
4.2. Agentes
Quantos aos agentes nesse mercado, entendamos o modo de sentir e tratar o mercado
imobiliário, em que incluem:
a) Clientes.
b) Agentes financeiros.
c) Profissionais de Imóveis.
d) Incorporadores.
e) Construtores.
f) Intermediadores (Corretores de Imóveis/ imobiliárias).
g) Administradores.
h) Proprietários de imóveis.
4.3. Variáveis
As variáveis nada mais são do que as influências que a atividade da pessoa jurídica ou
física exerce e sofre, as quais provocam significativas alterações no mercado em que operam.
Podem ser: Controláveis ou Incontroláveis
Variáveis Controláveis: controladas por você ou pela empresa, é o composto de
marketing, pesquisa, produto, preço, canais, comunicações e clientes.
Variáveis Incontroláveis: não controladas por você nem pela empresa, legislação,
aspectos culturais, sócio econômicas, climáticos, sociais e religiosos.
Está claro que essas variáveis interferem no processo imobiliário, porque impactam
desde o planejamento até o pós-entrega do imóvel produzido e vendido, uma vez que toda
variação atinge o consumidor.
4.4 O planejamento estratégico
81959575015
52
Antes de pensar em fazer, precisamos planejar!!! Todo mundo fala disso, mas ninguém
faz isso na verdade. Pelo menos, não como deveria.
Sabe o que acontece? Vira rotina!!!
Todo dia é a mesma coisa e aí a gente “chuta”, não é?
Mas por que fazemos assim?
Imagine uma empresa sem planejamento que sai na rua com um produto sem a mínima
estrutura, quantidade, qualidade ou preparo. E se aquele produto existe no mercado, melhor
e mais barato? Morreu sem ter nascido, não é?
Mas é isso o que acontece. Planejar dá trabalho, custa tempo e recursos.
Hoje já não é possível pensar desse modo. É tanta coisa que acontece ao mesmo
tempo que planejamento é o estado permanente das empresas: estado de alerta.
É preciso monitorar as forças externas, de clientes, fornecedores, entrantes, substitutos
e concorrentes; entender os movimentos tecnológicos e de novos materiais com os novos
fornecedores estrangeiros; acompanhar as alterações econômicas, políticas e sociais; viver
as modernidades e muito mais!!!
Um sistema de planejamento
A tarefa do planejamento estratégico é buscar constantemente as respostas às nossas
perguntas, pesquisando, questionando e duvidando do que encontramos. É quando a
maturidade e o jogo de cintura, assim como muito bom senso, entram em ação.
Bom senso. Simples mas muito subjetivo, não é?
Mas é isso mesmo que se pretende com o planejamento estratégico: diminuir a
dependência do bom senso, evitar a alta dosagem do inesperado ou do não tangível e
trabalhar com as possibilidades reais e mensuráveis, palpáveis.
Vamos falar um pouco das técnicas que utilizamos para acompanhar esse
planejamento. Acredito realmente que ele pode preparar as organizações para o ambiente
competitivo, em que a única certeza é a permanente incerteza das coisas.
Se você souber como esse planejamento é feito, pode compreender melhor como são
tomadas as decisões na sua empresa.
Veja agora uma pequena amostra e as linhas mestras para a empresa aprender a
posicionar-se permanentemente e direcionar seus negócios de maneira sistemática e
coerente.
Antes de começarmos a destrinchar esse fluxograma, tenha duas coisas em mente:
• O planejamento deve ser feito para cada produto da sua empresa em particular.
81959575015
53
• O planejamento não é uma atividade estática. Deve ser feito diariamente!
Vamos lá, começando pela etapa de introdução.
Como podemos ver, a parte de Introdução detalha dados da própria empresa, como a
sua estrutura econômica e financeira, organizacional e mercadológica.
É importante ter todos na empresa envolvidos no processo de planejamento.
Realmente recomendo que esse planejamento seja feito em times, sendo cada grupo
responsável por uma parte das informações.
Essas informações podem ser organizadas de diversas maneiras; uma delas é pelo
grau de complexidade em consegui-las.
Por exemplo: informações de contabilidade, como faturamento, custo doproduto
vendido, margens e outras. Essas são informações às vezes restritas a um grupo reduzido de
pessoas, mas que devem estar disponíveis para o trabalho. Não existem razões que
justifiquem não manter essas informações disponíveis e atualizadas.
Podemos colocar esses dados em planilhas resumidas, com as contas mais
importantes, e alimentar estes dados mensalmente.
81959575015
54
Algumas empresas já trabalham com essas informações atualizadas on line pelo
sistema, ou seja, elas estão sempre disponíveis.
Posicionamento
A seguir, veremos os dados do posicionamento que monitoram e verificam o ambiente
interno e externo da empresa. Vamos acompanhar pontos importantes e básicos, como
cultura, satisfação do cliente, organização propriamente dita e assim por diante.
Vou começar pelo ambiente interno.
Muitas vezes o presidente diz assim: “Deixa essa parte para lá porque não interessa” e
aí ... era ela que faltava para a conclusão do trabalho e tudo esta perdido.
Não assuma nada, nunca!!!
Não ache nada, nunca!!!
Não acredite em nada. Duvide... Constate... Veja com seus próprios olhos e aí sim tire
sua conclusão.
Nesse momento, estamos atrás de algumas informações relevantes que dizem respeito
às crenças e aos valores importantes para a empresa.
81959575015
55
Existem aqui alguns pontos importantes que vale a pena comentar: algumas empresas
procuram colocar nas suas missões e visões de negócio frases que falam sobre o seu desejo
de ser a líder do seu setor e devemos nos questionar um pouco sobre isso.
Será que devemos colocar como nossa missão ser o maior, em vez de ser o mais
lucrativo, por exemplo? Será que devemos ter volume e arriscar a qualidade em detrimento
do resultado?
Cada empresa precisa responder a essas perguntas por si, e uma resposta não vale
para todas as situações. Aprendemos que as empresas procuram resultados em áreas
diferentes.
Algumas valorizam a constância como sinônimo de qualidade.
Outras procuram destaque na disponibilidade de seus produtos com um
posicionamento coerente com a sua força de distribuição, já que seus produtos foram
dimensionados para nichos de mercado.
Uma preocupação muito grande das empresas é a sua relação com seus clientes e o
atendimento prestado. O que os clientes pensam, o que querem e por que compram.
Os estudos de performance no atendimentos aos clientes têm relação com sua
importância e relevância.
ABC de clientes envolve esse aspecto, ou seja, como devemos tratar os clientes e como
deve ser a relação com os mais e os menos lucrativos, por exemplo. Algumas empresas
preferem empatar resultados com algumas contas porque só a recomendação de que aquele
cliente compra nossos produtos motiva outros para fazê-lo também.
É mais ou menos como na vida e no dia-a-dia.
Nós, às vezes, decidimos atender a um pedido um pouco mais complexo e menos
lucrativo de um grande cliente e ignoramos o mesmo pedido de um cliente não habitual ou
pequeno, porque queremos encantar o grande cliente e prendê-lo ainda mais ao nosso
relacionamento.
Nessa fase, nos preocupamos também com a capacidade das pessoas, nosso sistema
de atendimento, política de preços e assim por diante.
No caso do Posicionamento — ambiente externo, a preocupação é com os outros, e é
nesse momento que notamos quem está à frente competindo e quem tem as informações. É
nessa hora que a Internet se transforma no grande aliado, assim como a inteligência
competitiva.
Veja o diagrama a seguir:
81959575015
56
É importante conhecer os preços do concorrente, seus produtos e políticas de preço,
sua estrutura, os planos para o futuro. Saber da vida dos suspects (aqueles que deveriam
poder comprar os nossos produtos e serviços mas que ainda não compram de nós nem dos
concorrentes), dos prospects (aqueles que compram dos concorrentes e não compram de
nós) ou dos clientes.
O que eles querem e procuram, quando, como e assim por diante.
Na hora do Posicionamento - ambiente externo procuramos identificar as forças dos
nossos fornecedores e concorrentes e aprendemos a monitorar os entrantes.
Os entrantes são as empresas que não competem no nosso mercado mas que podem
entrar nele com alguma facilidade; que trabalham em outros países mas que ainda não estão
aqui; que já estão no Brasil mas que operam com produtos parecidos ou com uma tecnologia
que permite a elas entrarem no nosso espaço competitivo.
A tecnologia substituta ou materiais substitutos também devem ser monitorados nesse
momento.
81959575015
57
Em outras palavras: que empresas estão pesquisando produtos que podem acabar com
o meu produto de uma hora para outra, um sistema de TV por satélite contra a TV a cabo, ou
o pneu biodegradável (pneu verde) contra os emborrachados que conhecemos e assim por
diante.
Direcionamento
A seguir, podemos ver como e o que precisamos saber para direcionar a empresa. As
condutas estratégicas possíveis, as vantagens competitivas de cada produto ou linha e a
adequação organizacional.
Nessa parte do planejamento estamos direcionando nossa atuação e gerência para os
aspectos das condutas estratégicas. Isso quer dizer que é a hora de perguntar se devemos
desenvolver ou crescer nesse mercado, se devemos manter ou apenas implementar uma
política de sobrevivência em relação àquele produto.
Escolhemos, nesse momento, nossa tática mercadológica e iniciamos o processo de
adequação da organização por função ou processo, sistemas de atendimento e
desenvolvimentos dos times.
Nessa hora, estamos convergindo todos os dados para uma só direção: a organização
da empresa.
81959575015
58
Já que o mercado é assim e o cliente quer isso, devemos desenhar nossa estrutura
dessa forma.
Planejamento
A parte de planejamento do planejamento estratégico estuda as metas, os objetivos e
as responsabilidades, assim como simula resultados após a implantação da estratégia.
Nesse momento, quantificamos nossas possibilidades competitivas tendo em vista tudo
o que já sabemos, e selecionamos o grupo de ações que vamos implementar no período para
atingir as metas traçadas: o que faremos, como, com que custo e objetivando que resultado;
ações de financiamento, lançamentos, renovação, comunicação, marketing, distribuição,
preços, etc.
Também falamos muito, nessa hora, de resultados e simulações de resultados. Na
verdade, essa é a fase do orçamento e do Business Plan; é quando calculamos o caixa e
estimamos nossas taxas de retorno por produto ou serviço, tempo, praças, cadeias de
distribuição e assim por diante.
Desenhamos a organização no que diz respeito aos indicadores de desempenho e itens
de controle.
Execução e avaliação
Na hora de executar, verificamos a implantação das ações, análise dos sucessos e
insucessos, uma reavaliação com o consequente redirecionamento, se necessário.
81959575015
59
Nós também perguntamos muitas vezes como devemos fazer as coisas e como
devemos colocar as informações no papel!!!
É isso mesmo, muitos programas desses pararem porque as pessoas acreditam que,
se não escreverem ou colocarem as informações no papel de uma certa maneira, o sistema
não funciona... Certo?
Errado!!!
Não tem segredo. Pode escrever e anotar onde e como você quiser. O importante é ter
a informação e não se preocupar com a forma.
81959575015
60
O desafio da inovação
Ambientes altamente competitivos fazem com que seja essencial para as empresas dar
prioridade para a compreensão da mudança e o processo de administração da inovação.
A inovação não deve ser percebida somente como parte da mudança do desempenho
do produto; ela vai muito além desse cenário, assim como de seus benefícios.
Os modelos rígidos organizacionais do passado, os organogramas sem flexibilidade e
a hierarquia fizeram com que inúmeras empresas se tornassem rígidas, duras, imóveis ou
lentas e difíceis deserem gerenciadas nesses ambientes mais modernos em que a velocidade
comanda os passos de toda a sociedade.
Quem tinha grandes ideias eram os gerentes e, às vezes, justamente aqueles mais
distantes do dia-a-dia da empresa, aqueles que, de suas mesas de trabalho, tentavam pilotá-
las como se fossem os únicos jogadores do tabuleiro, ignorando muitas vezes uma pressão
competitiva, um novo produto emergente, uma nova situação ou informação.
Em outros casos, identificam essas alterações mas desprezam sua importância e não
agem a tempo, ou decidem por uma ação que não gera resultados ou não dá certo e que,
quando empregada, não desencadeia os desdobramentos esperados.
Sabe como é? Fazemos aquilo e esperamos que outra coisa aconteça.
Quando brecamos forte o carro, de maneira inconsciente já colocamos o braço esticado
para a direita, na direção do passageiro, para protegê-lo da colisão iminente.
Não acontece isso com você também?
81959575015
61
Mas, às vezes, as ações mais simples não afetam o mercado da maneira que você
esperava. Nesse momento, pode ser tarde.
Essa ação, que deve ser cada vez mais rápida, deu início ao processo de motivação
dos grupos e à preparação de seus gerentes no que diz respeito à criatividade e inovação.
A empresa que está apta a perceber todos os componentes de inovação do seu
ambiente e a reagir a eles está muito mais preparada para introduzir mudanças de sucesso.
Pelo fato de a inovação ser tão complexa e os recursos e mercados serem tão
numerosos, não existe um “caminho garantido do sucesso” que se aplica a todas as empresas.
Aqueles que lembrarem que o produto é uma coleção de benefícios — técnicos, não-
técnicos e atitudinais — estão mais próximos de fazerem inovações bem sucedidas.
Vamos analisar então alguns caminhos para inovações bem sucedidas.
Pense diferente
Nenhuma empresa ou organização teve sucesso deixando que os competidores
crescessem.
Você já sabe que precisa emplacar a inteligência competitiva no seu ambiente de
trabalho, saber o que o mercado pensa e sente em relação a tudo!!!
Existe um ditado que diz que não se conquista sendo seguidor, e esse é um ditado
importante quando se trata de inovação.
A organização deve manter a atitude de questionamento, e é isso que separa o inovador
bem sucedido daquele que não será frustrado.
Atitude de questionamento é a chave para melhorar sempre. Viver de benchmarking é
viver na cópia do que já foi sucesso. Benchmarking ilumina um pouco... muito pouco... apenas
mostrando um caminho!!!
Não existe algo como o produto ou uma ideia definitiva.
O pensamento corporativo deve seguir alguns estágios ou fases, como as sugeridas a
seguir:
• uma fase de pesquisa global para o entendimento do ambiente;
• a fase do “por que não” (questionamento);
• o estágio do alcance da sabedoria percebida de um problema particular que define
um conjunto específico de possíveis soluções; e
• a fase do “por quê” (conclusões).
81959575015
62
A maioria das organizações atinge a fase do “por quê” muito prematuramente,
aceitando a agenda estabelecida pelo líder do mercado ou pela percepção histórica do que é
aceitável ou do que já é sucesso.
Esse tipo de pensamento fará com que, obviamente, o líder de mercado determine a
regra do jogo de forma contínua.
As empresas devem sempre se concentrar em não seguir a multidão, desenvolvendo
produtos, abordagens e clientes normalmente não oferecidos pelo mercado.
Novidades e novos conceitos sacrificam a velocidade de reação de algumas
organizações, mas fazem a diferença se aplicados permanentemente também nas pequenas
decisões.
Uma insistência em novas abordagens deve ser estendida aos velhos conceitos e
produtos — para garantir que as rotas do presente e do futuro não sejam ignoradas. Isso
enfatizará o papel do empreendedor no lugar do executivo que simplesmente reage frente a
novas situações.
Vale a pena ressaltar que ser o primeiro significa surpreender. E a surpresa é a
essência da maioria dos ataques de sucesso.
Pense no benefício do cliente
O que o cliente quer?
Qual é o real benefício que uma empresa pode ter se decide andar pelo caminho de
novos produtos e serviços (diferentes da prática)?
Os benefícios oferecidos ao cliente são percebidos por ele como efetivos e reais?
Lembre-se de fazer-se percebido pelo cliente. Mudanças conceituais podem ficar
despercebidas e serem, portanto, inúteis!!!
No final de tudo, é apenas a percepção do cliente que determina que algo é novo e o
que o faz ser de fato novo.
Isso que fiz em determinado momento no meu produto ou serviço é claro?
É obvio?
Todo mundo percebe?
A identificação, na fase do planejamento, daquilo que será demandado no futuro faz
com que os investimentos em inovação sejam reduzidos no seu desenvolvimento, e fiquem
mais de acordo com a estratégia da empresa.
Isso também estabelece e seleciona os produtos com maior retorno comercial e os mais
adequados.
81959575015
63
Planejar muito antes, para depois desenvolver e executar pouco, é a chave do sucesso
para qualquer tipo de negócio!!! Planejar muito e executar pouco é o segredo das empresas
de ponta e dos países desenvolvidos.
Planejar pouco e executar muito é típico de improvisadores.
O cliente deve participar da concepção e informar sua predisposição para a compra.
Afinal, é o cliente quem paga o seu salário!
Pense no detalhe
O planejamento detalhado é o ponto-chave da inovação que permite à empresa traduzir
os benefícios declarados como demandados pelo cliente para dentro do conceito efetivo e
final da inovação.
Dividir o processo em fases e detalhar as atividades participantes é a maneira ideal de
organizar o trabalho e controlar o todo eficientemente.
Definir os componentes de cada estágio desse processo propicia benefícios
importantes, como:
• um alto nível de capacidade experimental que permeia toda organização;
• um grande controle sobre o fluxo de caixa planejado e uma visão do custo da
inovação;
• uma grande possibilidade de melhoria no resultado de uma atividade ou mudança
particular;
• aumento da velocidade da efetiva introdução da inovação.
O profissional que planeja a inovação deve estar preocupado com os limites da
incerteza do processo, criando um protocolo específico e detalhado de controle e
acompanhamento.
Protocolo significa sistema, método ou maneira pela qual executaremos o controle do
todo pelas partes.
Em um mundo que muda tão rápido, a velocidade é fundamental. E pode acreditar: a
velocidade só ocorre se conhecermos o caminho detalhadamente.
Pense internamente
A inovação e a adoção da criatividade são operações difíceis e complicadas, que terão
maior ou menor sucesso se a empresa reconhecer os requisitos que envolvem o trabalho e
cada tarefa e se construir essas mudanças sobre as forças existentes dentro da organização.
81959575015
64
Enfatizar os assuntos internos também evitará que a empresa cometa grandes erros
em relação a seus produtos, clientes, tecnologia e mercados, que na verdade não compreende
totalmente.
Compreender significa sempre ter todas as informações e dados disponíveis, saber
detalhes e não ter apenas uma vaga ideia do que são as coisas e os temas.
A concentração nos recursos internos forçará a gerência a fazer pesquisas lógicas e
objetivas sobre as áreas em que o investimento será mais apropriado. Isso cria um clima no
qual a gerência vai olhar para o crescimento real do valor criado por funcionário em vez de
olhar para o retorno total de capital empregado.
Com quanto cada indivíduo contribui para o sucesso do todo?
Times multifuncionais, facilitadores de processos e eliminação de funções: começa
assim a organização do pensamento criativo e da inovação como default da estrutura
organizacional.
Esse sentimento de inovação permanente cria automaticamente seu diferencial
competitivo. E se vocênão tem uma vantagem competitiva, por favor, não entre na briga.
Pense no conhecimento
Nos dias de hoje, a sobrevivência da empresa vai depender de sua inteligência.
Inteligência para competir!!!
O conhecimento dos funcionários, aplicado de maneira apropriada, criará valor para os
produtos e serviços.
Certo? Já vimos isso antes, não é?
As empresas precisam dar ênfase ao desenvolvimento do conhecimento decidindo que
informações são cruciais para a evolução dos novos produtos/serviços e criando um ambiente
interno favorável para a aquisição e retenção de tal conhecimento.
Isso envolve a aplicação da tecnologia da informação e dos processos de uma learning
organization.
Pense em pessoas
As empresas de sucesso serão as empresas de conhecimento intensivo que agregarem
mais valor aos seus produtos do que a concorrência.
Outra vez a mesma coisa?
Bem, uma vez entendemos a necessidade de melhorar e inovar o próprio produto ou
serviço e depois olhamos a relação desses passos com a concorrência.
81959575015
65
Quem sabe, modernamente, o processo deva ser invertido, ou seja, primeiro medir as
oportunidades e aberturas na concorrência e depois trabalhar na nossa inovação, em função
dessas oportunidades?
O conhecimento só funciona através de pessoas e isso faz com que os funcionários
sejam um recurso-chave para qualquer desenvolvimento.
Ter e manter as pessoas certas garantindo a eficiência do seu trabalho, e acima de
tudo motivadas, é vital para o gerenciamento da inovação e a impregnação da criatividade.
As empresas dinossauros do século XXI serão aquelas que ignorarem o papel das
pessoas no processo de inovação; elas perderão o seu diferencial competitivo, aceitando
sempre o segundo lugar.
A diferença entre as empresas que podem e as que não podem fazer determinadas
coisas vai ser definida pela capacidade de se concentrarem no desenvolvimento de pessoas
criativas e na crença de que a gerência tem de fazer um esforço contínuo para mudar a
organização permanentemente e inovar sempre.
Pensamento afinado
As empresas precisam deter mais conhecimento e ser mais rápidas nas reações em
muitas das áreas do ambiente, da inovação, e definitivamente mais rápida do que os seus
competidores.
Os componentes da liderança através da inovação são:
• o entendimento do cliente;
• a implementação do processo de mudança; e
• a produção de produtos com maior valor agregado.
Estar cada vez mais próximo do mercado, e dividir conhecimento, informação, e
concentrar-se nas ações em vez de encostar-se nas reflexões serão os principais marcos de
um verdadeiro inovador no futuro.
COM BASE NO TEXTO E NOS SEUS CONHECIMENTOS, FAÇA AS
ATIVIDADES QUE SEGUE
81959575015
66
1) Num ambiente de marketing imobiliário há várias variáveis que podem ser
controladas. Cite exemplos de variáveis que NÃO podem ser controladas nem por você
nem pela empresa.
__________________________________________________________________________
2) Qual é a tarefa do planejamento estratégico? Quais as técnicas utilizadas para
acompanhamento desse planejamento?
__________________________________________________________________________
3) Que pensamentos ou caminhos podem facilitar o alcance de inovações bem
sucedidas? Por quê?
__________________________________________________________________________
05 - O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR
O comportamento geral do consumidor imobiliário é extremamente variável. Muitas
vezes, em seu papel de cliente, rejeita produtos que pareciam excelentes ofertas para os
planejadores de marketing.
E por que será que isso ocorre?
Acontece que o comportamento de compra dos diversos consumidores é afetado por
diferentes fatores, não muito simples de se entender: havendo alguns elementos cruciais para
a decisão de compra que podem escapar à percepção do profissional de marketing. O sucesso
do gerenciamento de marketing está intimamente relacionado ao entendimento destes
elementos, a partir dos quais são estabelecidas as estratégias mercadológicas.
Cinco importantes premissas para se entender o comportamento do consumidor são
apontados por Lewis, Chambers e Chacko (1995):
O comportamento de consumo é um processo: o que leva ao comportamento de
consumo faz parte de um processo com fases distintas, e o profissional do marketing precisa
entender o processo na íntegra.
Processo – é o conjunto de atividades inter-relacionadas ou interativas que
transformam insumos (entradas) em produtos (saídas). Os insumos (entradas) para um
processo são geralmente produtos (saídas) de outros processos. Os processos de uma
organização são geralmente planejados e realizados sob condições controladas a fim de
agregar valor. Podemos perceber, pelo princípio e pela definição de processo, que a
abordagem de processo é uma forma eficaz de se organizar e gerenciar a maneira como as
atividades da empresa agregam valor. Enquanto, numa estrutura mais tradicional, as
81959575015
67
atividades da empresa são organizadas e gerenciadas verticalmente (por função), com
problemas de qualidade ocorrendo geralmente nos limites dos departamentos funcionais, na
abordagem de processo, as atividades são organizadas e gerenciadas horizontalmente,
mostrando a maneira como as atividades da empresa agregam valor para o cliente. A
abordagem de processo liga diretamente os insumos (entradas) do processo, que vêm dos
fornecedores, aos produtos (saídas) do processo, que vão para os clientes.
O consumidor possui livre escolha: significa que as mensagens são processadas pelo
consumidor de forma seletiva, ou seja, ele não é obrigado a prestar atenção a uma
determinada comunicação ou ainda entendê-la.
O comportamento do consumidor é proposital e orientado por objetivos: muitas vezes
o que parece irracional para o profissional de marketing é completamente racional para o
consumidor.
O processo de consumo pode ser influenciado: através da própria compreensão do
processo e das influências sobre o consumidor, o profissional de marketing pode afetar o
comportamento do consumidor.
Há necessidade de educar o consumidor: as estratégias de marketing devem estar
orientadas para a educação deste consumidor, fornecendo elementos e conhecimento
necessários para que ele possa tomar sua decisão, com base em um novo conceito formado
a partir dessas novas informações.
O profissional de marketing necessita, assim, identificar qual é a reação dos
consumidores aos diversos estímulos e utilizar aqueles que possam direcionar o seu
comportamento de consumo a favor da empresa que ele representa.
É importante ainda compreender que o gerenciamento de marketing atua com
estímulos que podem ser controláveis e não controláveis, como podemos verificar abaixo:
Controláveis – correspondem aos estímulos que estão sob o controle da empresa, tais
como: produto, preço, promoção e distribuição;
Não controláveis – são aqueles estímulos provenientes do mercado, da natureza e da
sociedade e que estão fora do controle da empresa: catástrofes naturais, problemas políticos,
inflação, mudanças tecnológicas, etc.
Muitas empresas se tornaram bastante refinadas na persuasão dos consumidores,
resultando no que é comumente denominado de “manipulação” o que, em linguagem de
marketing, chamamos de merchandising. Assim, percebe-se, por exemplo, que, para acessar
os banheiros de um parque temático, existe uma localização e uma sinalização indicativa que
faz com que o consumidor utilize um caminho passando por diversas oportunidades de
81959575015
68
compras, tais como alimentação e souvenir, o que auxilia o processo de venda. É isso que
acontece quando a localização de uma loja em um shopping está próxima, por exemplo, a
uma escada rolante, onde todos os possíveis consumidores terão que passar. Isto é o que
chamamos de “efeito vitrine”, que significa que podemos atiçar a vontadede consumir através
da exposição dos produtos à venda. Comumente também são utilizadas nos processos de
propaganda mensagens que buscam criar o desejo no consumidor, utilizando imagens
subliminares de status e beleza que serão associadas ao consumo daquele produto
específico, o que, via de regra, é falso, mas induz ao consumo.
A busca do profissional de marketing, portanto, é de criar, incentivar e motivar o
consumidor para a compra de seu produto, oferecendo o maior número de informações
possível, ofertando as melhores condições de compra, diferenciando-se da concorrência,
ampliando as relações com esses clientes através de um atendimento personalizado, e,
finalmente, facilitando o processo de compra/consumo para manter a fidelização do
consumidor, o que significa em resumo: escutar o que o cliente deseja, SEMPRE.
5.1. Segmentação do Mercado
O mercado é muito instável, pode mudar a qualquer momento tanto em nível local,
nacional, ou mundial. É por isso que o marketing tem que estudar, planejar, agir e achar
solução para resolver esse problema.
Assim uma pesquisa de mercado é fundamental para obter dados para a solução de
problemas ou oportunidades de negócios. Por exemplo:
análise e determinação do público alvo;
análise da concorrência;
análise de preferências e costumes do público alvo, medindo-se as expectativas
para a satisfação dos consumidores;
levantamento dos motivos de compra e/ou locação dos consumidores,
analisando-se a priorização da imagem do produto.
Temos diversos segmentos de Mercados:
Quanto à segmentação do mercado, em relação à produção e às vendas, podemos
desde já estabelecer, estudar, planejar e agir nos seguintes segmentos:
Negócios de terceiros (imóveis novos e usados isolados ou em grupos).
Administração de Imóveis (locação).
Negócios rurais (sítios, fazendas, condomínios).
81959575015
69
Lançamentos (incorporações de empreendimentos residenciais, comerciais,
industriais, não residenciais).
Loteamentos (incorporações, colonizações, assentamentos).
Avaliações e opiniões de valor.
Consórcios de Imóveis.
Fundos de investimentos e de outros tipos de aplicação em imóveis.
5.2. Segmentação do Cliente
Como derivação direta da segmentação do mercado, devemos continuar a busca de
decifrar o enigma da segmentação do cliente-alvo.
A) Organizar um banco de dados para iniciar.
B) Segmentação Gráfica (Região, Estado, Município, densidades, clima, zona.)
C) Segmentação Psicográfica (personalidade, status, expressão social,)
D) Segmentação Demográfica (Classe socioeconômicas, sexo, idade, renda,
profissão, instrução, religião, preferências).
E) Entenda-se por segmentação de clientes um grupo de pessoas com
características comuns como consumidores.
5.3. Comportamento do Consumidor (Comprador)
É preciso conhecer e reconhecer com quem você está falando. O ser humano tem
apenas três sistemas: o recorrente, o representacional e o referencial.
Eles se apresentam através de três modalidades:
Modalidade visual
Modalidade auditiva
Modalidade sinestésica - Capacidade média de captação
modalidade visual – 75%
modalidade auditiva – 20%
modalidade sinestésica - 05%
Tipos de âncoras: para identificar as pessoas:
Visuais: gestos, posição dos olhos, cores, submodalidades
Auditivas: tonalidade, entonação, volume, submodalidades
Sinestésicas: tato, ato de corar, respiração, submodalidades
Portanto, somente existem 3 tipos de clientes (pessoas):
81959575015
70
os que são mais visuais
os que são mais auditivos
os que são mais sinestésicos
5.4. Necessidades do Consumidor (Comprador)
As necessidades do consumidor podem ser descritas por meio da Pirâmide das
necessidades.
Pirâmides da Hierarquia das Necessidades e o Produto Imobiliário
As necessidades e desejos dos clientes estão diretamente ligados ao processo
decisório. Fazendo uma correlação da Teoria da Hierarquia das Necessidades no mercado
imobiliário pode notar-se que a busca do topo da pirâmide das necessidades não cessa. A
necessidade básica de abrigo vai evoluindo e a moradia vai agregando e suprindo outras
necessidades numa busca constante de auto realização.
Depois de satisfeitas as necessidades fisiológicas de abrigo, a tendência natural seria
o desejo de segurança, que poderia ser suprido através da aquisição de um imóvel, que no
Brasil é o sonho de grande parte da população. Além da segurança física não pode esquecer
que a compra de um imóvel também representa uma certa segurança financeira.
O passo seguinte é a busca para suprir as necessidades sociais, criando vínculos.
Muitas vezes as pessoas se casam, compram um imóvel e depois quando chegam os filhos
são levados a adquirirem imóveis mais amplos, a fim de atender mais confortavelmente a
família e os amigos.
Necessidades Fisiológicas
Necessidades de Segurança
Necessidades Sociais
Necessidade de
estima
Necessidade de
auto-realização
81959575015
71
A quarta etapa da busca da auto realização se dá através da estima, caracterizada pela
busca de status, em que os consumidores tendem a procurar marcas reconhecidas como
sinônimo de poder e sucesso, buscando casas e apartamentos de alto padrão em locais
nobres, com segurança e diferenciais que demonstrem o seu sucesso pessoal.
E, finalmente, o topo. Com a auto realização, quando as necessidades de morar bem
já foram supridas, seu status social está confirmado, o que leva as pessoas a buscarem os
imóveis como investimento, ou para a realização de outro sonho muito comum, a casa de
férias, seja na praia ou no campo.
Ao longo da pirâmide os pequenos detalhes como nome, cor da pintura, tipo de piso
vão ganhando destaque no processo decisório, podendo levar um empreendimento ao
sucesso ou ao fracasso total.
Com a grande quantidade de imóveis a venda, o cliente tem o poder de escolher
exatamente o que ele deseja, e a empresa que não estiver disposta a ceder a pequenas
personalizações, pode perder um número significativo de clientes.
As empresas precisam ouvir o que os consumidores tem a dizer, precisam ser flexíveis
e adequar seus produtos às suas necessidades, mas precisam principalmente surpreendê-
los! Precisam oferecer aquilo que eles não esperam. Só com a ampliação do produto a
empresa poderá alcançar uma vantagem competitiva, mesmo que por curto espaço de tempo.
É preciso ter consciência de que a busca pela vantagem competitiva sustentável só
poderá ser atingida na medida em que proativamente as empresas se posicionarem mais
rapidamente no mercado.
abrigo e moradia
( pode se realizar pelo aluguel)
segurança física - aquisição de imóvel
(desejo de uma casa)
relacionamentos (busca de
imóveis familiares)
status (marca
reconhecida, alto
padrão)
auto-
realização
(casa de
praia e
campo)
81959575015
72
5.5. Fluxo de Informação
Para que qualquer estratégia de marketing obtenha sucesso, o fluxo de informações
deve ocorrer de forma tranquila e, principalmente contínua.
Todos na empresa são “olheiros” do que acontece no mercado. Mas ninguém melhor
do que o vendedor para trazer informações atualizadas e precisas, afinal de contas, ele está
diariamente cara a cara com o cliente.
Quem melhor do que os profissionais da área de vendas para saber o que está
acontecendo com os clientes e o que eles estão precisando e querendo comprar?
5.6. Tomadas de Decisão
O processo de compra pelo consumidor inclui cinco etapas básicas:
reconhecimento da necessidade
busca de informação
avaliação das alternativas
decisão de compra
avaliação pós-compra
COM BASE NO TEXTO E NOS SEUS CONHECIMENTOS, FAÇA AS
ATIVIDADES QUE SEGUE
1) Por que razão o estudo do comportamento do consumidor é importante para o setor
imobiliário?
__________________________________________________________________________2) Como a “Teoria da Hierarquia das Necessidades” ajuda no melhor atendimento dos
desejos de clientes no ramo imobiliário?
__________________________________________________________________________
6 - ESTRATÉGIAS DE MARKETING E ELABORAÇÃO DE PLANO DE MARKETING
O conhecimento das necessidades e desejos do consumidor é importante para se
identificar quais serão os compradores de um produto específico, bem como para desenvolver
um processo de marketing direcionado e coerentemente ajustado.
81959575015
73
O êxito do marketing mix está relacionado com a eficiência na identificação e análise
do cliente em potencial, pois servirá de orientação para o marketing direcionado, a
segmentação e o posicionamento no mercado.
A personalização do marketing mix para cada consumidor é a prática do marketing
individual, ela pode ser ampliada em relação ao exemplo apresentado por KOTLER (1998):
O último nível de segmentação leva ao ‘segmento de um comprador’, ‘marketing
customizado’ ou ‘marketing um a um’. [...] Hoje, parte do trabalho de marketing business-to-
business está customizado, uma vez que um fabricante prepara a oferta, a logística e as
condições financeiras sob medida a cada cliente importante. (KOTLER, 1998, p. 228)
Marketing “um a um” – é caracterizado pela importância atribuída aos clientes, visando
à sua satisfação e posterior fidelização, ou seja, é o marketing com foco no cliente. Para Don
Peppers (1996, 1999, 2001), uma das maiores autoridades do mundo em marketing e criador
do conceito de marketing “um a um” (ou CRM - Customer Relationship Management), o
conceito baseia-se na frase: “Atendam seus clientes como vocês gostariam de ser atendidos”,
o que pode também ser compreendido como sendo um tratamento prioritário e exclusivo,
respeitando os anseios e necessidades dos consumidores. O autor também defende que,
sendo o cliente o principal foco, as empresas não devem adotar nenhuma ação enquanto não
souberem claramente quais são as suas aspirações, ou seja: “Não venda produtos; venda
soluções, pois assim estará atendendo a um desejo pessoal de cada cliente”.
O advento da Internet também tem fortalecido o mercado personalizado, pois a
interação com a empresa é uma iniciativa absolutamente individualizada de um consumidor
que acessa a página de uma empresa e efetua uma compra, a qual será processada tão
somente para este internauta cliente.
6.1 Marketing de Incentivo
O marketing de incentivo tem como missão:
Descobrir os fatores que podem motivar o público alvo; e
Colocar em prática soluções criativas para transformar funcionários e colaboradores
em profissionais proativos, dispostos a superar desafios e a melhorar a qualidade de
atendimento aos clientes.
O marketing de incentivo é uma ferramenta que tem sido cada vez mais utilizada pelas
empresas como forma de motivar ou premiar os funcionários que se destacam.
Algumas linhas de pensamento defendem que a motivação deve ser intrínseca. Já
outras afirmam que as pessoas precisam de estímulos externos para se manter motivadas e,
81959575015
74
consequentemente, alcançarem suas metas no ambiente de trabalho. Seja de uma forma ou
de outra, o fato é que as organizações buscam cada vez mais motivar seus colaboradores.
No entanto, ao se criar um programa motivacional, é preciso observar que várias ações podem
ser adotadas e que quando somadas revertem-se em resultados mais significativos.
Segundo Cobra (2001, p. 283), “a vantagem de um programa de incentivo é que seu
público alvo é conhecido. Sabe-se o nome, endereço, CEP, renda, hábitos, etc.” O empregado
é que vai tornar conhecido o produto ou serviço a que foi premiado.
6.2 Endomarketing
Endomarketing é uma das mais novas áreas da administração e busca adaptar
estratégias e elementos do marketing tradicional, o normalmente utilizado pelas empresas
para abordagens ao mercado, para uso no ambiente interno das empresas, instituições ou
organizações.
Quem nunca ouviu falar que antes de vender um produto para seus clientes, as
empresas precisam convencer seus funcionários a comprá-lo? O endomarketing surge como
elemento de ligação entre o cliente, o produto e o empregado.
E “vender” um produto, uma ideia, um posicionamento de marketing para o funcionário
passa a ser tão importante quanto para o cliente. Significa torná-lo aliado no negócio,
responsável pelo sucesso da corporação e igualmente preocupado com o seu desempenho.
Empresas de todo o mundo têm tratado o tema com maior cuidado, especialmente a
partir do advento da globalização, que acelerou os processos de troca e a interconexão dos
mercados, incluindo gradualmente o endomarketing na pauta de discussões estratégicas que,
direta ou indiretamente, envolvem os recursos humanos.
Para fazer com que o mercado externo responda positivamente aos estímulos que lhe
são dirigidos, a empresa terá de garantir que seu mercado interno – colaboradores/
empregados – seja capaz de cumprir as promessas feitas aos consumidores.
O esforço interno para que isso aconteça depende de vários fatores, tais como: tarefas
estimulantes e ambientes de trabalho motivador. Parece, portanto, que o grande desafio é
fazer com que os empregados respondam favoravelmente às demandas da organização em
relação ao absoluto compromisso com a satisfação do cliente.
Ao se planejar e implementar uma estratégia de endomarketing, algumas diretrizes
devem ser observadas. Antes de tudo, o foco do endomarketing deve ser reconhecido e
totalmente aceito pelas lideranças.
81959575015
75
O uso do marketing interno constitui uma ferramenta capaz de induzir a um novo
posicionamento por parte de uma comunidade local que, por exemplo, necessite de melhorar
sua autoestima ou da própria localidade. Nesse caso, o habitante precisa perceber que as
lideranças o consideram importante quando lhe é permitido participar do processo; tanto no
processo de pesquisa interna, quanto no planejamento de suas ações, nas metas, nas rotinas
de informação e feedback.
Quando a comunidade local compreende que é capaz de se envolver na melhoria de
algo que lhe é importante, fica disposta a se comprometer com o negócio e com a estratégia
de endomarketing para a localidade.
Entretanto, nunca se deve esquecer o foco externo da estratégia e de qualquer
programa de endomarketing. O principal foco do endomarketing recai sobre o impacto de cada
envolvido na mudança de imagem e consequentemente no marketing externo. O objetivo
primordial é o de melhorar a consciência para serviços e clientes e, portanto, em última
análise, as habilidades de marketing interativo e o desempenho do marketing externo pelos
envolvidos no processo. Assim, o foco interno e o externo do endomarketing caminham lado
a lado.
O endomarketing tem que começar pela alta gerência e também incluir gerentes de
nível médio e supervisores. Um suporte contínuo da gerência – não apenas “da boca para
fora” – é fundamental para o desenvolvimento competente do processo.
6.3 Web Marketing ou Marketing na Internet
O web marketing é uma ferramenta de marketing capaz de fazer com que um web site
seja divulgado e se torne conhecido, que as pessoas naveguem e visitem empresas na
Internet, e que seja possível realizar negócios pela Internet. O web marketing se utiliza da
elaboração de pesquisas, análises de resultados, abrangendo todas as fases e processos
envolvidos na construção de um web site. O web marketing é a maximização das
oportunidades de mercado, de acordo com um planejamento básico de marketing que parte
do pressuposto das seis perguntas básicas para qualquer tipo de estratégia de marketing:
Para quem?
O quê?
Quem faz o quê?
Como?
Quanto?
Quando?
81959575015
76
Cada vez mais os consumidores usarão a Internet para, sem ter que se deslocarem às
lojas, compararem preços e características dos produtos, fazerem encomendas a qualquernaquela época, como: o agrícola e o
comercial. Enquanto que o setor industrial era ainda pouco desenvolvido e atendia
basicamente às necessidades locais.
O consumidor, por sua vez, acostumado somente aos produtos de fabricação local,
sem concorrência e, portanto, com baixa qualidade, não estava preparado para produtos
sofisticados. Nesse contexto, as empresas locais prosperavam mais devido a uma demanda
sem muitos critérios para julgamento de qualidade, passiva de qualquer ação de mercado por
parte das empresas.
Esse contexto perdurou até o início do governo de Juscelino Kubitschek. A partir
daquele momento, o processo de industrialização foi impulsionado. Tendo como base uma
política de substituição de importações e relativo protecionismo, criou-se uma infraestrutura
no que acarretou a formação de indústrias de base, que passaram a atrair investimentos
estrangeiros.
A industrialização acarretou o aumento da oferta de produtos com qualidade superior.
Surgiram “produtos-vedete”, como os eletrodomésticos, os aparelhos de televisão eram a
coqueluche da época. E, como efeito colateral, o mesmo processo fez crescer a concorrência,
o que por sua vez levou os profissionais de mercado a se preocuparem cada vez mais com o
consumidor.
O processo de marketing consiste em estreitar os laços de relacionamento entre
empresa e consumidor finalizado através de um processo de permuta: a empresa fornece
aquilo que o consumidor necessita enquanto o consumidor paga pela necessidade satisfeita.
De acordo com a Associação Americana de Marketing (AMA), “Marketing é uma função
organizacional e um conjunto de processos que envolvem a criação, a comunicação e a
81959575015
7
entrega de valor para os clientes, bem como a administração do relacionamento com eles, de
modo que beneficie a organização e seu público interessado."
Porém não é tão simples assim. Nem sempre a empresa estará no local, nem no
horário, nem com o produto/serviço específico, para atender àquele cliente; ou o cliente terá
condições de pagar por determinado produto/serviço que estará sendo ofertado pela empresa.
Então será que em alguma dessas situações vê-se um processo de troca, mesmo havendo
cliente e empresa?
Perceba que não necessariamente quando se tem demanda e oferta, ou consumidor e
empresa, em um determinado mercado, tem-se um processo de troca efetivado.
Existem pormenores que devem ser analisados para se identificar o porquê de existindo
demanda e oferta, ou seja, pessoas procurando e empresas oferecendo, não se conclui uma
venda (processo de troca).
Mas, o que significa Marketing? Muitas pessoas acreditam que o termo Marketing
refere-se apenas a vendas e propaganda. Isso não causa nenhuma surpresa. Afinal, todos os
dias somos bombardeados por comerciais de televisão, anúncios em jornais e revistas,
campanhas de mal direta, ofertas na Internet, etc. Entretanto, vendas e propaganda
constituem apenas a ponta do iceberg do Marketing. Elas são muito importantes, mas são
apenas duas das muitas ferramentas do Marketing.
A função do Marketing é basicamente lidar com clientes, como já foi dito, mas o que
constitui a essência do Marketing moderno é entender, criar, comunicar e proporcionar aos
clientes uma sensação de necessidade suprida, de valor agregado ao bem adquirido, de
desejo realizado, enfim, de cliente haver feito o melhor “negócio” da vida dele e que ele irá
voltar. Logo, uma definição de Marketing poderia ser um processo que congrega ações de
sondagem e prospecção das necessidades de um grupo social acarretando novas ações para
a geração de satisfação dos indivíduos em forma de benefício.
Acredito que as duas principais funções do Marketing hoje são: atrair novos clientes,
prometendo-lhes um valor superior ao esperado (e cumprindo), e manter os clientes atuais,
proporcionando-lhes o contínuo encantamento.
É normal observar em grandes empresas um departamento de marketing para tratar
sobre assuntos que dizem respeito a vendas, pesquisa, propaganda e publicidade,
atendimento ao cliente e outras atividades. Nesse departamento concentram-se pessoas
“transpirando” pelos clientes no sentido de entender onde, quando e como se colocar na vida
de seus clientes atuais e potenciais.
81959575015
8
Quadros estatísticos, pesquisas, gráficos, peças publicitárias, eventos, propostas de
patrocínio, entre outros, preenchem as salas de profissionais de marketing atentos às reações
de seus clientes e voltados a aumentar o lucro da empresa.
Um profissional para realizar seu trabalho deve possuir e desenvolver algumas
habilidades com eficiência e responsabilidade. Vale ressaltar que cada habilidade reflete a
crença em conceitos e ações. Essas habilidades devem coexistir na personalidade e nas
atitudes de um profissional de marketing. Mas caso não sejam perceptíveis podem ser
desenvolvidas ou aperfeiçoadas. O importante é ter a consciência da necessidade das
mesmas e praticá-las.
Algumas habilidades são essenciais, mas acredito que as relacionadas abaixo são de
fundamental importância para um profissional que precisa do marketing no seu trabalho:
• Empreendorismo: Ser empreendedor é experimentar novas ideias para a solução de
velhos problemas, entendendo sempre o problema como uma oportunidade. É realizar de fato
e fazer existir produtos ou meios de produção.
• Criatividade: A criatividade está ligada ao interesse e à curiosidade provenientes de
cada indivíduo. Um profissional criativo possui conteúdo e converte facilmente informações
em conhecimento, logo, pode encontrar soluções criativas para resolver situações, sejam elas
problemas ou oportunidades.
• Competência: Para mobilizar recursos em uma empresa é preciso que o profissional
possua uma noção lógica de início, meio e fim das atividades para uma melhor coordenação.
• Liderança: Há vários pontos em comum dentre inúmeras teorias sobre liderança, mas
o principal deles é o fato de que o líder é autêntico independentemente da situação em que
esteja envolvido. Ele não apenas treina, mas desenvolve pessoas com o intuito de detectar
talentos e privilegia o trabalho em grupo, mas principalmente busca desafios e não tem medo
de mudanças.
• Ética: Ser ético não é uma habilidade a ser alcançada ou que se aprende, mas sim
uma característica individual que deve ser encontrada e lapidada dia-a-dia.
• Transparência: Ser transparente é acima de tudo ser imparcial diante de várias
versões para uma mesma situação. O profissional deve saber ser justo e sincero, pois dessa
forma riscos são neutralizados e a partir daí vínculos de confiança e lealdade têm início.
81959575015
9
01 – NO PRINCÍPIO...
No princípio, era a comunidade. A tribo inteira se juntava para caçar e cozinhar, para
guerrear e farrear, para pintar e bordar.
Um belo dia, milhares de anos antes de qualquer coisa, um visionário que habitava as
bandas da Mesopotâmia resolveu atribuir um valor arbitrário a uma mercadoria que tinha para
trocar (tipo “uma pele curtida de ovelha vale o mesmo que quatro dúzias de tâmaras”). Na
época, é pouco provável que lhe tenha passado pela cabeça que acabara de plantar um dos
pilares do mundo civilizado: o comércio.
Pelos séculos e séculos seguintes, gerações de comerciantes cresceram e se
multiplicaram aplicando aquele mesmo conceito original básico, que não mudou até hoje...
convencer o comprador de que a mercadoria que estava sendo vendida valia o preço que
estava sendo pedido por ela.
O comércio acabou influindo em cada passo que a humanidade deu através dos
tempos. Vamos voltar, como exemplo, aos anos heroicos das Grandes Navegações, entre
elas, o descobrimento da Ilha de Vera Cruz. Depois, quando os portugueses perceberam que
aquilo não era bem uma ilha, o nome foi mudado para Terra de Santa Cruz e finalmente para
Brasil.
Apesar de tantos transtornos ocorrido naquela época, a prioridadehora e solicitarem a opinião de outros consumidores. Além disso, é possível vender no
mercado global, testar e alterar rapidamente a oferta, a mensagem ou o preço, recebendo e
respondendo sugestões, bem como mais prontamente os pedidos de informações ou queixas.
Para sobreviverem nesta economia de mercado global, as empresas devem estar
preparadas para dominar o web marketing, que, bem aplicado, permite estabelecer novos
canais de venda, facilitando o marketing de um para um, reunindo informações sobre os
clientes e criando canais interativos para a resolução de problemas e questões.
Para obter sucesso, as empresas inteligentes devem oferecer uma experiência online
superior ao cliente, ganhar conhecimento de negócios em tempo real, tomar decisões mais
rapidamente e aperfeiçoar o desempenho dos negócios. Assim, estratégias e soluções de
marketing digital são criadas para auxiliar as empresas a implementarem, no Brasil e no
exterior, América Latina, Europa e Estados Unidos, operações na Internet com sucesso,
atingindo os mercados online locais e consequentemente gerando mais negócios. A
tecnologia da Internet permite um alto grau de interatividade para que o cliente possa
facilmente criar, editar, enviar, confirmar e controlar necessidades e pedidos, e este é o
principal benefício. As promoções interativas articulam mecanismos de resposta do visitante,
que permitem monitorar a aceitação da organização e gerar valiosos bancos de dados para
futuros planejamentos.
Estratégias adequadas de web marketing estabelecem uma relação próxima com o
cliente, incentivando a familiarização com o site, a empresa e os produtos.
Para Cobra (2001, p. 339):
A era das escolhas inusitadas: o consumidor acessa a Internet e recebe um leque
infindável de ofertas; basta clicar em uma oferta de sua preferência, indicar o cartão de crédito
de sua conveniência e a compra está feita. Mas apesar do crescimento de compras pela
Internet, o comércio eletrônico ainda não substituiu totalmente a tarefa de venda no contato
pessoal. Há pessoas que ainda se sentem inseguras com a compra por meios remotos. O
relacionamento entre vendedor e cliente ainda é importante, mas esta tarefa está com os dias
contados.
6.4 E-Commerce
Refere-se ao comércio eletrônico através da Internet, que é o ramo de atividade
econômica que vem crescendo substancialmente no mundo. Empresas novas que ingressam
81959575015
77
no e-commerce, ou no comércio online, têm atraído o maior número de investidores do
mercado de ações, aumentando o valor de mercado. Pode ser classificado em duas áreas:
business-to-business e business-to-consumer.
O e-commerce, numa definição objetiva, é a capacidade de comprar e vender produtos
e serviços pela Internet. Indo um pouco mais a fundo, o conceito abrange também a exposição
de bens e serviços online, a colocação de pedidos, a emissão de faturas, o atendimento ao
cliente e o manuseio de pagamentos e das transações.
Também chamado de e-business, é qualquer empreendimento baseado na Web, ou as
transações de negócios feitas entre empresas pela Internet. Normalmente é utilizado em seu
lugar o termo e-commerce, embora não tenha a mesma abrangência.
O e-commerce é a nova tendência mundial de venda direta utilizando a Internet, onde
milhares de empresas no mundo estão investindo todos os seus esforços na conquista de um
espaço neste mercado promissor.
Agora que você já sabe identificar e diferenciar as segmentações do marketing “um a
um”, você aprenderá a elaborar um plano de marketing.
6.5 Objetivos de um Plano de Marketing
Toda e qualquer organização que busque o sucesso e a competitividade em um
mercado cada vez mais predatório e marcado por uma concorrência acirrada necessita de um
plano balizador de sua atuação futura. Assim também é no marketing, onde as empresas ou
destinações que operam sem desenvolver o seu plano estão fadadas a seguir sem direção
definida e, portanto, mais sujeitas ao fracasso.
O planejamento corresponde a uma série de medidas a serem tomadas em um futuro
que pressupõe decisões a serem tomadas no presente.
O plano de marketing tem como objetivo desenvolver uma estratégia que seja eficiente
na utilização de recursos, flexível e adaptável (Mota, 2001), possibilitando a orientação da
organização no sentido de sua competitividade frente à imprevisibilidade do ambiente externo.
6.6 Elaboração de um Plano de Marketing
Segundo Vaz (1999), um plano de marketing deve estar apto a responder às seguintes
questões:
Que posição ocupamos atualmente no mercado?
Que posição desejamos ocupar?
Que estratégia utilizaremos para alcançar a posição desejada?
81959575015
78
Para atender a essas perguntas, um plano de marketing deve conter os seguintes itens:
Caracterização geral da organização/destinação;
Análise da posição atual;
Caracterização da posição objetivada;
Estratégia adotada.
Caracterização geral da organização ou destinação
O primeiro item de um plano de marketing deve conter a caracterização geral da
organização. Esta caracterização pode englobar os seguintes itens: denominação da
empresa, trajetória histórica, localização geográfica, área de atuação (no caso de uma
organização), síntese dos principais aspectos da oferta e do mercado.
Análise da posição atual
A partir dos dados básicos constantes na caracterização geral e complementados por
outras pesquisas, deve-se elaborar uma avaliação sobre a posição atual da organização,
buscando investigar os atuais problemas. A posição atual deve considerar os seguintes
tópicos:
Analise do ambiente interno: pontos fortes e fracos
Constitui a análise da empresa ou localidade, ressaltando seus pontos fortes e fracos
e verificando se existe algum plano ou ação de marketing em vigor e sua eficácia, ou seja,
como está funcionando e principais problemas. É neste item que verificamos quais são os
problemas internos e deficiências da empresa ou localidade que buscaremos sanar com o
plano de marketing.
Análise do ambiente externo: oportunidades e ameaças
Neste item busca-se analisar o ambiente externo que inclui as tendências de mercado,
as oportunidades existentes, as mudanças econômicas, políticas e sociais, os principais
concorrentes, etc. Assim, observa-se que as empresas devem antecipar o efeito dessas
questões em seu desempenho. Esses fatores devem ser cuidadosamente analisados e
projetados pelos planejadores de marketing.
Caracterização da posição objetivada
81959575015
79
A caracterização da posição objetivada inclui os objetivos a serem alcançados a partir
do plano de marketing e os prazos em que se devem acontecer. Os objetivos dividem-se em:
Objetivos corporativos: inclui a imagem institucional e o posicionamento que uma
empresa deseja marcar em seus públicos; podem ser identificados através de slogans. Uma
das formas mais fáceis de indicar esta imagem é identificar um fator que a localidade ou
empresa tenha e que seja expressiva ou única. Por exemplo: “Brasília, capital de todos os
brasileiros” – por meio deste slogan procura-se criar no mercado uma identidade com a cidade,
de forma que todos os brasileiros desejem conhecer ou morar na capital.
Objetivos mercadológicos: constituem objetivos de fácil identificação e mensuração,
tais como: que segmentos serão buscados (públicos específicos para os quais o plano está
direcionado); que outros benefícios mensuráveis o plano poderá proporcionar (aumento do
lucro, geração de empregos, melhoria da renda da população, etc.).
Estratégia adotada: Englobam as ações previstas para implementar o plano, que
incluem:
Política de relacionamento: refere-se às alianças e articulação necessárias à
implementação do plano.
Definição dos recursos necessários: consiste na identificação dos recursos
disponíveis ou daqueles que sejam necessários se obter para implementar o plano. Incluem:equipamentos, espaço físico, recursos financeiros, pesquisa.
COM BASE NO TEXTO E NOS SEUS CONHECIMENTOS, FAÇA AS
ATIVIDADES QUE SEGUE
1) Questão desafio: Fazer um plano de Marketing para uma organização do setor
imobiliário, incluindo os passos descritos neste capítulo?
__________________________________________________________________________
07 - AS PESQUISAS FUNCIONAM COMO LANTERNAS
81959575015
80
As empresas excelentes em marketing sabem o quê, o porquê, o como e o quando de
seus consumidores. Elas sabem coisas sobre nós que nós mesmos desconhecemos, pois
partem do princípio de que só faz um marketing eficiente quem já foi “touro”.
Pesquisar os hábitos dos consumidores deve ser uma religião dentro da companhia.
Cada detalhe deve estar estruturado para que possa ser revertido em oportunidades para a
empresa. O modelo do comportamento de compra do consumidor compreende um número de
disciplinas que vão desde a psicologia até a economia, passando pela sociologia e
antropologia. Mas pode ser resumido como uma caixa-preta que sofre entradas de todo o meio
ambiente e termina com um ato final que pode ser amar ou odiar, comprar ou não comprar o
seu produto. Caberá ao profissional de marketing, ter conhecimento multidisciplinar de sua
função e passar algumas horas entendendo e estudando o comportamento de seus clientes.
O Marketing atinge seu objetivo se for bem feito desde a idéia até a conclusão.
A pesquisa no marketing imobiliário é feito com perfeito conhecimento dos fatos,
informações dos elementos que facilitam as tomadas de decisão e referências dos produtos e
serviços.
O simples fato do cliente saber que você está fazendo uma pesquisa de satisfação já
melhora a imagem do seu negócio perante ele.
7.1. Sistema de Informação de Marketing
O Sistema de informação de marketing deve ser contínuo e promover a interação das
pessoas, equipamentos e procedimentos.
Quase sempre no mercado imobiliário a estrutura do sistema de informação é
representada pelas entidades de classe disponibilizada a maior gama de informações para
seus associados.
7.2 Perguntas básicas da pesquisa
QUEM – perfil do consumidor (idade, sexo, estado civil, costumes, rendas etc.)
O QUE - produto/serviços (abordar variáveis como tamanho, cor, tipo, diferenciais, etc.)
QUANDO – intenção e/ou frequência da compra
DE QUEM – de quem costuma comprar ou lembrar quando tem intenção de compra
ONDE – distribuição e localização.
QUANTO – qual o preço que está disposto e/ou pode pagar.
81959575015
81
7.3. Etapas, Tipos e Métodos
Etapas: identifica o problema e define os objetivos, pela metodologia e pelos trabalhos
de campo.
Tipos: existem vários tipos de pesquisa.
a) De consumo
b) De propaganda
c) De comportamento e tendências de mercado
d) De vendas e mercado
e) De mercado e viabilidade
f) De produtos
g) De comportamentos do pessoal interno
Métodos: existem vários métodos de pesquisa:
a) Estudos exploratórios (contato inicial)
b) Estudos descritivos (confirmam as hipóteses já levantadas na definição do
problema)
c) Estudos descritivos estáticos (pesquisa quantitativo)
d) Estudos descritivos de casos (pesquisa qualitativa)
e) Estudos experimentais (descobrem as relações de causa e efeito)
7.4. Trabalho de Campo
Para que a pesquisa do trabalho de campo se realize é necessário que todos os
formulários, material, demonstrações, técnicas, cálculos e testes tenham sidos aprovados.
Como qualquer projeto, o de pesquisa também funciona como se fosse um jogo de
engrenagens, carecendo de que todas as etapas se interajam e se complementem na
sequência programada.
O trabalho de campo envolve: tabulação e análise dos dados (organização padronizada
e codificada das respostas obtidas), análise dos dados (texto fundamentado nas respostas
voltado aos objetivos definidos no projeto), recomendações ao cliente (relatório entregue a
empresa que solicitou a pesquisa, com sugestões que indiquem caminhos e alternativas para
melhor proveito do conhecimento adquirido com a pesquisa).
81959575015
82
COM BASE NO TEXTO E NOS SEUS CONHECIMENTOS, FAÇA AS
ATIVIDADES QUE SEGUE
1) No seu entendimento o que é Pesquisa de Marketing Imobiliário?
__________________________________________________________________________
7.5 Corredores de Comunicação
Só existe um cliente mais prejudicial às empresas do que aquele que está insatisfeito
e reclama: é aquele que está insatisfeito e não reclama, ou pior, não reclama para você, mas
reclama para todos que encontra. Fala mal de sua empresa em qualquer oportunidade que
surja, enfim, um “cliente terrorista”. Você sabe quanto vale um cliente atual? Imagine-se dono
de uma imobiliária. Você contrata um corretor que não gosta de gente e pronto: é a receita
para o desastre. Um cliente médio gasta R$ 3.000,00 por mês na locação de uma casa. Esse
cliente, caso esteja insatisfeito, certamente irá procurar outra imobiliária, pois não faltam
imobiliárias ao nosso redor. Faça as contas:
1. Perda de um cliente que gasta R$ 3.000,00 por mês
2. Um ano tem 12 meses
3. Supondo que o ciclo de vida médio de um cliente na imobiliária seja de três anos
4. Supondo que esse cliente insatisfeito traga consigo outros 5 clientes
{3.000,00 x 12 x 3 x 5} = 540.000,00
Se o corretor “maltratar” 12 clientes por mês, ele representará um prejuízo de R$
540.000,00 para sua imobiliária.
A comunicação é uma via de mão dupla. A criação de corredores de comunicação com
os clientes é a tradução desse conceito secular.
Não podemos deixar a responsabilidade do feedback dos clientes somente com o
pessoal da linha de frente. Principalmente se considerarmos ser da natureza humana falar
mais de nossas mazelas do que de nossas virtudes. Imagine a cena: Marco Antônio parou na
padaria “Pão Bom” no domingo à noite. Comprou pão e foi para a casa. A sra. Marco Antônio
abriu o pão e fez sanduíches. Marco Antônio comeu o seu, assistiu aos gols do Fantástico e
foi se deitar. Levantou na manhã seguinte, tomou uma xícara de café e foi para o trabalho.
Você acha que ele gastou a maior parte daquela manhã falando sobre o ótimo pão que
81959575015
83
comprou? Agora imagine a mesma história, exceto que quando Marco Antônio abriu o saco
de pão na hora do lanche uma lagartixa correu para fora do saco e fez com que a sra. Marco
Antônio tivesse um ataque de nervos. Qual você acha que foi o assunto da conversa no dia
seguinte? Certamente não foram os gols do Fantástico!
É da natureza humana, e as pesquisas comprovam:
• um cliente satisfeito fala a três pessoas;
• um cliente insatisfeito fala a onze pessoas;
• 96% dos clientes insatisfeitos nunca contam para a empresa;
• 34% dos clientes insatisfeitos punem a empresa trocando de marca.
Já que tão poucos dos clientes insatisfeitos reclamam, por que não criar corredores de
comunicação que estimulem essas reclamações?
Como criar corredores de comunicação
O contato pode se dar tanto através de um canal aberto de fax, caixa postal ou linha
0800. De todos, o mais importante e popular (até porque é o mais fácil e conveniente para o
cliente) é o telefone grátis 0800, um recurso que surgiu nos Estados Unidos na década de 60
e proliferou tanto que hoje já existem as linhas 888. No Brasil, as empresas têm despertado
cada vez mais para esse recurso e hoje podemos ver linhas 0800 disponíveis para produtos
alimentícios, bancos e até empresas industriais.
As vantagens adicionais são inúmeras: monitora a satisfação dos clientes, atrai novos
prospects, proporciona ideias de melhoria e desenvolvimento de produtos, envolve confronto
pessoal entre o cliente e a empresa, permite que se realizem ajustes rápidos de percepções
incompreendidas, está inserida em um contexto de “personalização” e consolida ou reúne as
informações dentro do banco de dados.
Para o cliente,é uma ótima forma de reduzir o estresse. (Calma, não quer dizer que
substitui uma boa terapia.) O estresse a que nos referimos é o da relação do cliente com a
empresa. Como é bom, quando se tem um problema com o carro, ligar para o 0800 do socorro
mecânico (não necessariamente operado pela montadora, mas um nicho que já está sendo
explorado por empresas terceirizadas) e aguardar tranquilamente pelo guincho? E, nos caixas
24 horas, como é bom aquele “corredor de comunicação” (telefone) vermelho quando a
máquina “engole” o cartão ou aparece na tela “saque efetuado” sem aparecer o dinheiro... ou
quando o computador “emperra”, ou quando a caixa de bombons vem com uma quantidade
excessiva de sabores de que não gostamos e, last but not least, quando bate aquela fome e
vontade de assistir a um filme: disque 0800-pizza ou televídeo...
81959575015
84
Todo cliente, quando escolhe a nossa empresa, tem determinadas expectativas. Por
menores que sejam, tais expectativas são de que o produto comprado se comporte conforme
suas necessidades.
Se isso não acontecer, a empresa deve tomar providências para suprir essa frustração
existente entre expectativa e realidade. Caso contrário, o cliente irá procurar outra empresa.
E, quanto maior a frustração, maiores serão as reclamações. Que ao menos elas sejam com
a nossa empresa, e não com nossos concorrentes...
08 - PONTO DE PARTIDA
Se eu disser que não é preciso ser vendedor para interessar-se pelo tema Vendas
você vai achar estranho. Afinal, "venda" é assunto específico que, ao menos teoricamente, diz
respeito ao profissional que trabalha nessa área, seja atendendo em lojas, fazendo visitas ou
telefonando para pessoas ou empresas, e que vive, assumidamente, de influenciar pessoas.
Mas na prática, não é bem assim. Nem só vendedores precisam ser hábeis em influenciar
pessoas. No dia-a-dia todos nos deparamos com inúmeras situações, cujo sucesso depende
do nosso poder de influência.
Produtos, serviços, ideias ou talentos são negociados cotidianamente. Vendedores e
compradores interagem o tempo todo, mesmo quando não sabem que estão exercendo esses
papéis. A economia mundial, hoje, mais do que nunca, depende dessa interação. Cada vez
mais se desenvolvem ferramentas por meio das quais vendedores se aperfeiçoam na arte de
satisfazer compradores com seus produtos, serviços, ideias ou talentos. E por mais que isso
leve a pensar no fortalecimento de alguns em detrimento de outros, o mundo, paradoxalmente,
caminha para a satisfação das necessidades de todos.
Esse é o grande papel do vendedor no mundo atual: satisfazer necessidades, ajudar
pessoas a encontrar soluções para seus problemas e criar atalhos entre pessoas e
realização de sonhos e paixões, proporcionando lucro para o cliente, para a empresa e
para si mesmo!
Como tudo o que vale a pena nesta vida, atingir esse padrão é simples, mas não
é fácil.
8.1 Venda – Uma Arteciência
AINDA EXISTEM EMPRESAS que tentam "empurrar" seus produtos para os clientes,
inventando necessidades desnecessárias e atuando a partir de uma ética, digamos, pouco
81959575015
85
correta. Felizmente, esse tipo de procedimento tende a se tornar cada vez mais raro ante
mudanças de conceitos que regem a relação comprador-vendedor. Empresas competitivas
têm respeitado os compradores, preocupando-se com a satisfação de suas necessidades. E
empresas realmente competitivas têm se empenhado em fazer mais do que apenas satisfazer
necessidades, ajudando seus clientes a descobrir o que Ihes proporcionará realização
pessoal e felicidade!
Vendedor, hoje, precisa correr contra o tempo para reverter uma situação histórica, na
qual o consumidor era súdito de um sistema em que o comerciante era o rei. Durante décadas,
comerciantes permaneceram num pedestal, dignando-se a simplesmente receber os
consumidores que iam até eles para comprar. Nem era preciso muito esforço para vender,
pois os compradores eram rápidos na decisão, uma vez que temiam encontrar os preços mais
altos no dia seguinte.
O quadro era o mesmo em todas as modalidades de venda. Quando um vendedor ia
visitar um cliente, toda a sua argumentação resumia-se em dizer que o estava visitando antes
da ''virada da tabela". Isso costumava ser o bastante para que o cliente fizesse o pedido.
Mas o cenário mudou. Oportunidades se abriram e a concorrência aumentou em
quantidade e qualidade, passando a ocupar cada nicho de mercado. Leia o que o sr. Manoel,
dono de padaria e aprendiz em vendas, diz sobre isso:
''A melhor padaria do bairro, a minha, ticava numa rua
afastada, mas isso não tinha a menor importância, pois os
clientes iam até lá. Era o mínimo que eles poderiam fazer,
afinal, eu já tinha investido em maquinário e em
instalações, e também pagava um bom salário ao padeiro
e ao confeiteiro para ter bons produtos à venda! Isso
funcionou muito bem até que começaram a abrir padarias
iguais ou mais bem montadas que a minha a cada três ou
quatro quarteirões. Aí, o cliente que antes atravessa vão bairro para comprar pão no meu
estabelecimento, passou a comprar na padaria ao lado da casa dele..."
Pois é, sr. Manoel, agora não basta ter bons produtos à venda: é preciso encontrar
meios para trazer o cliente de volta ao seu estabelecimento. E não adianta trocar os azulejos
nem substituir os antigos balcões por mesinhas e cadeiras sem saber se é isso o que o cliente
quer. Também não se arrisque a modificar toda a linha de produtos sem antes saber o que o
consumidor prefere...
81959575015
86
8.2 O Valor ao que faz é Você quem dá!
Uma bela e elegante jovem entrou em uma loja de calçados...
O gerente, ao vê-la descer do luxuoso veículo conduzido por um motorista impecavelmente
vestido, veio imediatamente ao seu encontro, determinando que três vendedores ficassem à
sua disposição.
Apesar dos excelentes artigos oferecidos pela loja e do bom atendimento dispensado
aos clientes, o ambiente não era luxuoso nem era habitual ser atendido por três vendedores
ao mesmo tempo... Tanto que aquela situação inusitada chamou a atenção das pessoas que
circulavam pelo local, deixando-as curiosas para saber o que estava acontecendo.
Então, um homem aproximou-se de um dos vendedores que estavam atendendo a
moça e perguntou:
- O que você está fazendo, amigo?
- Vendendo sapatos - respondeu secamente.
Em seguida, dirigindo-se a outro vendedor, o homem fez a mesma pergunta, e a
resposta foi:
- Estou defendendo o pão de cada dia...
Enfim, aproximou-se do terceiro vendedor e, mais uma vez, repetiu a pergunta. A
resposta, então, veio com firmeza e entusiasmo:
- Colaborando para que o passo mais importante da vida dessa jovem seja tão belo
quanto confortável!
COM BASE NO TEXTO E NOS SEUS CONHECIMENTOS, FAÇA AS
ATIVIDADES QUE SEGUE
81959575015
87
1) Por que saber ouvir a reclamação dos clientes é importante para a sobrevivência de
uma empresa?
__________________________________________________________________________
2) Qual o papel do vendedor nos tempos atuais?
FINALIZANDO...
O objetivo principal de toda empresa é obter resultados que promovam a obtenção de
lucros nas suas atividades produtivas.
Sabendo que o mercado é constituído de compradores e vendedores, é de fundamental
importância que você domine e pratique os conceitos e conhecimentos adquiridos nesta
unidade de Marketing.
O comércio tem origens muito remotas: sabe-se da sua existência desde que mundo é
mundo. Durante muito tempo não era preciso mais do que uma Qualificação? Especialização?
Não, não era necessário. Bastava ser comunicativo!
A venda, cada vez mais, tem deixado de ser apenas o resultado de uma transação
comercial e se tornado a arteciência de satisfazer necessidades de pessoas a partir de bens
(produtos, serviços ou ideias) com determinadas características, gerando lucro para todos os
envolvidos.Você não encontrará essa definição no dicionário, porém, na prática, é o que
acontece ou deveria acontecer.
O objetivo por trás de toda venda é sempre este: harmonizar pessoas, bens e
lucratividade. É nisso que reside toda a arte e a ciência do processo que o profissional de
vendas precisa dominar, se quiser acompanhar o ritmo do crescimento da atividade, e que
todas as pessoas que quiserem ser bem-sucedidas precisam aprender.
81959575015
88
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BEKIN, S. F. Endomarketing: como praticá-lo com sucesso. São Paulo: Makron Books,
2001.
COBRA, M. Administração de marketing. São Paulo: Atlas, 1992.
COSTA, Nelson Eduardo Pereira da. Marketing imobiliário. Goiânia: AB, 2002.
COSTA, Nelson Eduardo Pereira da. Marketing pessoal Imobiliário, faça você mesmo.
Campo Grande: Ruy Barbosa, 2007.
DENTON, D. K. Qualidade em Serviços: o atendimento ao cliente como fator de vantagem
competitiva. São Paulo: Makron Books, 1990.
FREZATTI, F. Orçamento empresarial: planejamento e controle gerencial. São Paulo: Atlas,
2000.
GHEMAWAT, P. A estratégia e o cenário dos negócios. São Paulo: Bookman, 2000.
GIANESI, I. G. N.; CORREA, H. L. Administração estratégica de serviços: operações para
satisfação do cliente. São Paulo: Atlas, 1994.
GRACIOSO, Francisco. Marketing, uma Experiência Brasileira. São Paulo: Cultrix, 1971.
GREENHALGH, Leonard. Relacionamentos estratégicos: a chave para o sucesso nos
negócios. São Paulo: Negócio Editora, 2002. Tradução Elaine Pepe.
GRONROS, C. Marketing: gerenciamento e serviços. Rio de Janeiro: Campus, 1993.
KOTLER, Philip e ARMSTRONG, Gary. Introdução de Marketing. São Paulo: LTC, 1999.
KOTLER, Philip e KELLER, Kevin. Administração de Marketing - 12a Edição. São Paulo:
Prentice Hall, 2006.
KOTLER, P. Administração de Marketing: análise, planejamento e controle. São Paulo:
Atlas, 1994.
KOTLER, P. Marketing para o século XXI. São Paulo: Futura, 2000.
KOTLER, P. Marketing. São Paulo: Atlas, 1991.
MINTZBERG, H. Criando organizações eficazes: estruturas em cinco configurações. São
Paulo: Atlas, 1995.
PORTER, Michael. O que é Estratégia? Harvard Business Review, nov/dez, 1996.
RICHERS, Raimar. O que é marketing. São Paulo: Brasiliense, 1986.
SENAI. DN. Política de gestão pela qualidade do sistema SENAI: um enfoque estratégico.
Rio de Janeiro: [S e J], 1997. 19p.
SENAI. DR/SC. Sistema da qualidade SENAI/SC: NBR ISO 9002 qualidade, cartilha
instrucional. Florianópolis: [s.n.], 1996. 44p.
81959575015
89
RAPP/COLLINS. O novo maximarketing. São Paulo, Makron Books, 1996.
WALTON, Sam. Wal-Mart: a história do fenômeno do varejo. São Paulo, Book Express, 1995.
KOTLER, Philip e ARMSTRONG, Gary. Princípios de marketing. Nova Jersey, Prentice Hall
do Brasil, 1992.
GADE, Christiane. Psicologia do consumidor. São Paulo, EPU, 1980.
MAHFOOD, Philip E. Transformando um cliente insatisfeito em um cliente para sempre. São
Paulo, Makron Books, 1994.
HOROVITZ, Jaques. Qualidade de serviço: a batalha pela conquista do cliente. São Paulo,
Nobel, 1993.
NEGROPONTE, Nicholas. A vida digital. São Paulo, Companhia das Letras, 1995.
RICHERS, Raimar. Surfando as ondas do mercado. Disal, 1996.
ROSENFIELD, James R. Extraído do artigo Millenium Fever, 1997.
PORTER, Michael. Vantagem competitiva. Rio de Janeiro. Campus, 1986.
———————. Estratégia competitiva. Rio de Janeiro. Campus, 1996.
FISHER, Roger & URY, William. Como chegar ao sim. Rio de Janeiro, Imago, 1985.
DE BONO. Edward. Criatividade levada a sério. São Paulo, Pioneira, 1994
81959575015número um dos
europeus de então era achar um novo caminho para as Índias, através dos mares, já que os
otomanos tinham fechado o acesso por terra. E para quê? Para comprar especiarias na Índia
e vender na Europa. Será que um pacotinho de noz-moscada era tão vital assim para a
sobrevivência da espécie humana? Provavelmente, não. Mas o comércio era.
Tempos modernos
Na segunda metade do século XIX o mundo começou a se industrializar. Isso
significava produção massificada; portanto, era necessário encontrar clientes em massa.
O comércio, que até então era feito em pequenas quantidades, com um simples balcão
separando quem vendia de quem comprava, passou a depender cada vez mais de uma figura
com visão mais abrangente da arte de negociar: o vendedor.
Os primeiros negociantes profissionais tinham um nome que ainda hoje se ouve por aí,
mas que ninguém sabe direito o que quer dizer: caixeiro-viajante. Eram aventureiros que
enchiam uma carroça de mercadorias, saíam vendendo pelo mundo e só retornavam quando
o estoque acabava. O caixeiro-viajante foi imortalizado nos filmes de bangue-bangue: é aquele
81959575015
10
almofadinha de gravata-borboleta vendendo um elixir que ao mesmo tempo cura reumatismo
e evita a queda de cabelos. Uma mistura de vendedor, cigano e camelô. Normalmente, é
baleado pelos bandidos com menos de dez minutos de filme.
Já no século XX, o sucesso de vendas de algumas empresas despertou a cobiça dos
oportunistas. Não existe um negócio que seja bom para um só. Basta que algum produto
comece a se destacar para que imediatamente apareça a maior praga que existe no comércio:
a concorrência.
Concorrente é aquela empresa que tem um produto pior que o nosso, que custa mais
caro que o nosso, mas que vende mais que o nosso.
O advento da concorrência forçou as empresas a pensar com mais carinho na turma
que botava o pé na estrada para vender. Já não bastava ter o melhor produto, era preciso ter
os melhores vendedores.
As empresas começaram então a desenvolver técnicas de vendas, a aprimorar a
capacidade de negociação de seu pessoal, a aperfeiçoar a comunicação das vantagens de
seus produtos. Tudo isso acabaria se transformando em departamentos inteiros nas empresas
de hoje em dia: treinamento, marketing, atendimento ao cliente... há menos de 50 anos, todas
essas atividades estavam concentradas em uma única pessoa: o vendedor.
Esse vendedor tinha de executar várias funções ao mesmo tempo, mas não tinha tempo
(e, não raro, nem competência) para executar cada uma delas com rigor científico. Assim,
acabava apelando para a melhor artimanha que tinha: a oratória, a verborreia, a jactância, o
blábláblá. Não importa se o comprador entendia ou se confundia, desde que comprasse.
Durante décadas, esse foi o estereótipo do homem de vendas, que em menor grau
persiste até hoje: o conversador, o enrolador, o contador de piadas, o que acha que pode
resolver qualquer situação na base de um bom papo.
Mudanças radicais
No fim da década de 60 (pós-iê-iê-iê e pré-Tropicália), aproveitando o estilo psicodélico
que acabava de entrar na moda, desembarcaram no mundo comercial uns sujeitos que
usavam calça amarela, camisa verde, paletó xadrez e gravata roxa. Era a turma de marketing.
Eles se diferenciavam dos vendedores — e do resto da empresa — não apenas pela
indumentária, mas pelo idioma que falavam, o “marketês”. Anglicismos, como merchandising,
ratings, media, share, levavam os interlocutores de outras áreas à diarreia mental.
O marketing, na verdade, nasceu de uma costela da área de vendas. Lembra o camelô
que vendia elixir no Velho Oeste? O camelô trazia um lagarto meio sonado dentro de uma
81959575015
11
caixa de papelão e falava horas das qualidades de seu produto — um removedor de manchas
de roupas que também podia ser usado como carga de caneta-tinteiro Parker —, usando o
lagarto como chamariz de freguesia.
Quando a plateia começava a se cansar da conversa fiada, o camelô soltava o lagarto
no meio da galera e todo mundo se ligava novamente.
Agora, preste bem atenção em qualquer comercial de TV. O que é mesmo que aquela
mulher cheia de saúde está fazendo ali, se ela não tem nada a ver com o produto anunciado?
Ela é a reencarnação do lagarto do camelô. Sem o lagarto, o camelô não atrairia a
plateia. Sem a mulher, o telespectador mudaria de canal.
O vendedor pré-marketing — aquele que assoviava e chupava cana — não percebeu
que estava cada vez mais preocupado com o cliente que iria comprar sua mercadoria, e cada
vez menos com o consumidor que supostamente teria de levar a mercadoria para casa.
O marketing surgiu para dividir as águas: o vendedor podia continuar a vender e a se
preocupar só com isso, que o marketing se encarregaria do lagarto e da tarefa de convencer
o consumidor de que nosso produto era muito melhor.
Convivência forçada
Durante duas décadas — os anos 70 e 80 do século XX —vendas e marketing foram
como a prosa e a poesia. O vendedor era o prosador, o repentista que sempre achava a frase
inspirada para qualquer situação, mas que pouco entendia do que acontecia depois que a
mercadoria ia para a prateleira.
Já a área de marketing era vista como o ninho dos poetas, todos falando em gótico
perfeito mas sem a mínima noção de onde acabava a ficção e começava a realidade.
Para piorar a situação e aumentar o atrito, apareceu uma tendência a unificar as duas
áreas sob um mesmo chefe, que normalmente era o homem de marketing (nos anos 70 do
século XX ainda não havia mulher de marketing).
A área de vendas era chamada quando muito de “seção” de vendas, e só tinha um
gerentão com um palitinho no canto da boca.
Já a área de marketing era o “departamento” de marketing, com um organograma
abarrotado de gerentes plenos, seniores e juniores.
A seção de vendas se sentia desprestigiada, relegada a fechar negócios imediatos e
sem charme. Já o departamento de marketing tinha o dom de antever o futuro. E o futuro
consistia em trocar o rótulo vermelho por um amarelo.
81959575015
12
Mais recentemente, antes que o século XX se transformasse em uma tela virada da
Internet, marketing e vendas se encontraram novamente. Para que isso acontecesse,
vendedores e “marketeiros” tiveram de fazer uma regressão a vidas passadas e voltar milênios
no tempo, à Mesopotâmia.
Ali, nos confins da história, ambos descobriram, surpresos e extasiados, que eram uma
só pessoa. Uma encarnação xifópaga daquele primitivo comerciante que primeiro convencia
o comprador de que tinha o melhor produto e depois de que o preço valia a pena.
É que, lá na Idade das Trevas Comerciais, o cliente e o consumidor eram a mesma
pessoa. Quando eles se separaram em dois, o comerciante também teve de se bipartir. Virou
marketeiro para entender o consumidor, e vendeiro para negociar com o cliente.
Marketing e vendas iniciaram então uma relação matrimonial plena de quociente
emocional: algumas vezes se amam e outras se odeiam, mas não podem deixar de conversar
e de tentar se entender, porque não se chega ao consumidor sem passar pelo cliente, e
também não adianta chegar ao cliente se o consumidor não gostar do produto.
Agora, as coisas mudaram... o pessoal de vendas faz marketing de campo quando
expõe o produto de maneira atraente e impactante, e assim a venda se concretiza sem a
presença física do vendedor.
Isso se chama merchandising; afinal, a área de vendas também sabe trabalhar em
inglês.
02 – MARKETING IMOBILIÁRIO
As organizações são estruturas compostas com o propósito de obter lucro, e para
atingir esse objetivo, é necessário que elas estejam em sintonia com o mercado, oferecendo
aquilo que o seu público alvo deseja adquirir, e é essa a principal função do Marketing:
identificar as necessidades e tentar supri-las da melhor forma possível.
As empresas precisam ser flexíveis de forma a conseguir o equilíbrio entre oferta edemanda no mercado. Devem estar preparadas a mudar ou introduzir novos produtos ou
entrar em novos mercados. Devem ser capazes de fazer uma leitura de seus clientes e do
mercado. Esse processo de equilíbrio acontece no ambiente de marketing. Há uma série de
fatores importantes que afetam a maneira como o equilíbrio é conseguido.
a) Preferências locais e culturais: certos clientes demonstram preferências por
determinados produtos ou uma aversão a outros baseados em tradições locais ou ainda por
razões culturais.
81959575015
13
b) Políticas governamentais: os programas econômicos, políticos ou ambientais
praticados em determinados locais podem viabilizar investimentos naquela área.
c) Concorrência: tudo o que uma empresa faz afeta seus concorrentes e vice-versa.
Mesmo a empresa líder de mercado não pode ser complacente e deve monitorar aquilo que
os concorrentes estão fazendo.
d) Nova tecnologia: como a tecnologia vem sofrendo um avanço nas últimas décadas,
os produtos também vêm melhorando, sendo modificados e até mesmo sendo substituídos.
e) Mudanças nos padrões de distribuição: as empresas estão buscando cada vez mais
a proximidade com o cliente, para isso estão se adaptando às suas necessidades de não
deslocamento por falta de tempo. A abertura de lojas de self-service e o uso de delivery são
uma realidade.
2.1. O Marketing Imobiliário
O marketing aplicado ao mercado imobiliário segue as mesmas regras e técnicas para
outros mercados. A diferença entre os diversos mercados está no público alvo e nas
ferramentas de marketing que serão utilizadas em cada caso.
Até bem pouco tempo as empresas do mercado imobiliário utilizavam como marketing:
anúncio no jornal, cavalete na esquina e folhetos. Com o advento da globalização e o
desenvolvimento das comunicações, o consumidor passou a ter mais acesso à informação e
está mais consciente dos seus direitos e mais exigente.
Essa exigência do consumidor acirrou a concorrência e levou as empresas a adotarem
outras estratégias de marketing.
2.2. Públicos Consumidores
O marketing diz respeito às relações entre consumidor (comprador) e vendedor
(organizações e empresas imobiliárias).
Neste sentido, o “vendedor” necessita saber com segurança o quê, quanto, quando
e, principalmente para quem vender.
A teoria do marketing está centrada no direcionamento de suas ações para esses
consumidores, o que vincula o sucesso das empresas à atitude de ir ao encontro dos desejos
dos clientes. (Swarbrooke e Horner, 2001).
Podemos dizer, assim, que o consumidor – constitui o alvo a ser mirado nas estratégias
de marketing.
81959575015
14
Entender as expectativas e gostos desses clientes, portanto, é uma tarefa básica e de
grande importância para aqueles que oferecem um produto no mercado imobiliário. Esses
clientes, cada vez mais sofisticados e exigentes, estão diante de um mercado extremamente
competitivo, ou seja, possuem muitas opções diferentes e de boa qualidade para escolher e
efetuar suas compras. Isso obriga os profissionais de marketing a conhecerem muito bem
suas características e preferências, para atingi-los a partir de estratégias mercadológicas
específicas. Complementarmente, os profissionais de marketing devem acreditar na sua
capacidade de persuadir esses consumidores a comprar os seus produtos e serviços, partindo
do princípio de que os conhecendo bem, é possível influenciá-los. Isso implica na necessidade
de realizar pesquisas para levantar seus desejos e os motivos que o levam a tomar uma
decisão, como veremos mais adiante.
2.3. O Mercado
O profissional de marketing deverá pensar sempre em uma forma de atuar no mercado
para alcançar os objetivos da empresa. Teoricamente parece uma tarefa relativamente fácil,
mas na realidade as dificuldades são muitas. Se atuar no mercado fosse fácil, seria
contraditório o grande número de empresas se retirarem dele, mesmo em alguns casos muitas
contarem com experiência internacional e ampla estrutura mercadológica.
Ao falar em mercados é necessário traçar uma clara definição. Originalmente, mercado
era definido como um espaço físico onde compradores e vendedores se reuniam para poder
trocar bens ou serviços. Essa definição não deixa de ser válida, apenas é completada sob o
ponto de vista econômico que chama de mercado um grupo de vendedores e compradores
que executam transações que envolvem qualquer coisa que tenha valor: mão-de-obra,
mercadorias, habilidades, dinheiro, ações e obrigações. Mas sob o ponto de vista, mais
objetivo, dos profissionais de Marketing, o mercado é um grupo de compradores reais ou
potenciais de um produto ou serviço.
Uma empresa só poderá vender seus bens/serviços aos consumidores se dois
requisitos básicos forem preenchidos:
- Deve existir alguma pessoa com necessidades que seja satisfeita com a compra dos
bens/serviços da empresa. Se não existir essa necessidade, mesmo que latente, não haverá
possibilidade de negociação.
- A pessoa deve ter poder aquisitivo para comprar. Se o bem/serviço de algum
fabricante pode ser vendido em prestações mensais, não será possível vendê-lo para algum
indivíduo que receba um salário inferior ao valor das prestações e que não tenha outras
81959575015
15
rendas, ao menos dentro das condições normais de negociação. Neste caso o mercado
inexiste, mesmo que o interessado tenha necessidade de adquirir o bem/serviço.
Um dos primeiros passos a serem tomados pelo profissional de marketing para
solucionar esta dúvida é determinar de maneira bem ampla qual o mercado visado, a partir
daí selecionar o grupo que ele tem maior interesse em atingir com programas de marketing, o
chamado mercado-alvo. De modo geral, os administradores sempre separam naturalmente
seus mercados de acordo com o uso final do produto. Neste caso, a separação geralmente é
feita considerando-se mercado de consumo e mercado organizacional.
No mercado de consumo, o comprador compra produtos para uso pessoal. No mercado
organizacional o comprador adquire produtos para: produzir outros produtos, revender ou
alugar, executar funções governamentais, fornecer serviços institucionais, entre outras. Esta
classificação determina diferenças para a abordagem de cada um destes grupos. Portanto, as
empresas que escolherem o mercado-alvo de consumidores finais, por exemplo, terão que
conhecer a estrutura do mercado e hábitos e motivação de compra de pessoas, ao passo que
se a empresa escolher o mercado organizacional ela deverá conhecer principalmente as
características da compra e usos do produto nas empresas visadas.
2.3.1. Segmentação de mercado
As empresas de hoje já perceberam que é impossível vender para todos os
consumidores no mercado – ou pelo menos para todos eles da mesma forma. Eles são muito
numerosos e dispersos, possuem necessidades diferentes e tem práticas de compras
diversas. Além disso, as empresas não têm condições físicas nem financeiras de estar em
todos os locais naquele momento de suprir uma necessidade.
Portanto, para facilitar o acesso aos compradores deve-se inicialmente segmentar o
mercado, dividindo em grupos menores de compradores com necessidades, características
ou comportamento semelhantes, para desenvolver perfis; em seguida, identificar o mercado,
através de uma avaliação de cada segmento anteriormente estabelecido e seleção de um ou
mais segmentos para atuar, e, por último, se posicionar no mercado, estabelecendo uma
posição competitiva para o produto/serviço e criação de um mix de marketing atrativo para
o(s) segmento(s) selecionado(s).
A segmentação do mercado é consequência do isolamento de vários fatores que
distinguem um grupo de consumidores do mercado total. Estas características – idade, sexo,
localização geográfica, renda e padrão de despesas, tamanho da população e mobilidade,
81959575015
16
entre outras, são fatores vitais no sucessode uma estratégia de marketing. Mas a forma de
segmentar vai depender também do tipo de produto/serviço e das exigências do mercado.
As quatro bases para a segmentar os mercados consumidores são: a segmentação
geográfica, a segmentação demográfica, a segmentação psicográfica e a segmentação
comportamental (ou baseada no produto). Estas bases podem ser importantes para
estratégias de marketing a serem traçadas, uma vez que são significantes quanto as
diferenças no comportamento de compra.
2.3.2. Identificação do mercado-alvo
Após o mercado haver sido segmentado, o profissional deverá avaliar e selecionar o
mercado a atuar através de três fatores: tamanho e crescimento do segmento, sua atratividade
estrutural, os recursos e objetivos da empresa.
A empresa deve coletar e analisar dados atuais sobre vendas, sobre os índices de
crescimento e sobre a lucratividade esperada de vários segmentos. Entretanto, observa-se
que nem sempre os segmentos maiores e de mais rápido crescimento são os mais atraentes.
É importante examinar aspectos estruturais que afetam a atratividade do segmento a
longo prazo, como: o caso de possuir muitos concorrentes fortes, a existência de muitos
produtos substitutos que acabam limitando o lucro, o poder de compra do consumidores,
fornecedores poderosos que chegam a intervir no preço final do produto/serviço ou em sua
qualidade, enfim, fatores peculiares àquele segmento que induzem a ter uma estrutura firme
ou não.
Mesmo que o segmento possua crescimento e tamanho certos e seja estruturalmente
atrativo, a empresa deve considerar seus próprios objetivos e recursos, se são condizentes
com determinado segmento. Alguns segmentos podem, por exemplo, ser dispensados por
não condizerem com os objetivos da empresa a longo prazo, ou se a empresa não possuir
recursos para ser bem sucedida neste ou naquele segmento.
Dessa forma os segmentos passam a não ser vantagem para o ingresso da empresa.
Após avaliar diferentes segmentos, agora ela deve selecionar quais e quantos deverá atender.
Isso se chama seleção de mercado-alvo que consiste em um conjunto de compradores que
possuem características e necessidades comuns àquelas que a empresa deseja atender.
Agora a empresa deve escolher entre as três estratégias de cobertura de mercado para
atuar no segmento selecionado:
a) Marketing Indiferenciado (ou Marketing de massa): a empresa decide ignorar as
diferenças entre os vários segmentos e entrar no mercado total com uma única oferta;
81959575015
17
b) Marketing Diferenciado: a empresa pretende atingir vários segmentos do mercado e
planejar ofertas separadas para cada um deles;
c) Marketing Concentrado: em vez de tentar uma pequena participação em um grande
mercado, a empresa concentra-se em uma grande participação em apenas um ou em alguns
segmentos.
15
2.3.3. Posicionamento de mercado
Após escolher qual o mercado que irá ingressar, o próximo passo é saber como se
posicionar para obter vantagens e aproveitar oportunidades. Posicionar um produto no
mercado, nada mais é do que criar uma imagem dele na mente do consumidor, é fazer com
que o consumidor tenha uma definição daquele produto. Por exemplo, no mercado
automobilístico, a Mercedes é tida como fabricante de carros de luxo; a Ferrari é conhecida
como carros de alto desempenho; o Volvo, como carros seguro; a Ford, como carros
confortáveis; a Volkswagen, como carros com manutenção barata; etc.
Os consumidores vivem sobrecarregados de informações sobre produtos e serviços.
Assim, não conseguem reavaliar os produtos toda vez que têm de tomar uma decisão de
compra. Costuma-se escolher aqueles que lhes ofereçam maior valor. Portanto, a chave para
conquistar e manter clientes é compreender suas necessidades e processos de compra
melhor que seus concorrentes e oferecer-lhes mais valor.
Sendo assim, a empresa consegue um melhor posicionamento de seus produtos
através de uma perceptível diferenciação de marketing, para que ela entregue aos
consumidores mais valor do que as ofertas que seus concorrentes fazem. Essas
diferenciações podem ser obtidas por produtos, por serviços, por funcionários e pela imagem.
a) Diferenciação por produtos: as empresas podem diferenciar seus produtos físicos,
mesmo sendo altamente padronizados (frango, aço, aspirina, etc) ou commodities. Essas
diferenciações podem ser conseguidas através de desempenho, estilo, design, consistência,
durabilidade, confiabilidade ou facilidade de efetuar reparos.
b) Diferenciação por serviços: algumas empresas conseguem essa diferenciação
através de uma entrega rápida, confiável ou cuidadosa, ou através de prontas instalações ou
manutenções imediatas ou treinamentos para os usuários, etc.
c) Diferenciação por funcionários: as empresas podem obter vantagens competitivas
contratando e treinando seus funcionários melhor que os seus concorrentes. Por exemplo, os
visitantes de um parque temático da Disney constatam rapidamente que os funcionários de lá
81959575015
18
são competentes, gentis e confiáveis, porque cada um é treinado para “fazer com que um
sonho se realize”.
d) Diferenciação pela imagem: a imagem de uma empresa deve conter uma mensagem
singular e distinta, comunicando os principais benefícios do produto e sua posição.
Desenvolver uma imagem exige criatividade e esforço e não se implanta na cabeça do cliente
da noite para o dia. Os símbolos podem ajudar, como no caso do McDonald’s, com seus arcos
amarelos; a Rede Globo, a Texaco, a Mercedes-Benz, a Nike, etc. Algumas empresas adotam
personalidades famosas ou associam suas imagens à personagens infantis.
COM BASE NO TEXTO E NOS SEUS CONHECIMENTOS, FAÇA AS
ATIVIDADES QUE SEGUE
1) Como você definia marketing antes de ler esta unidade? Com base na sua leitura
destes capítulos, o que é marketing?
__________________________________________________________________________
2) Dentre as alternativas abaixo, que opção melhor caracteriza o principal objetivo de
uma empresa orientada para marketing?
a) busca por redução de custos na mídia;
b) satisfação de clientes;
c) produtos com 0% de defeito;
d) participação de mercado;
e) crescimento de vendas.
4) O que é Mercado?
__________________________________________________________________________
3) Quais são as vantagens da segmentação de mercado?
__________________________________________________________________________
03 - COMPOSTO DE MARKETING
Dentro do processo de administração de marketing foi enfatizado como os profissionais
dessa área identificam e definem os mercados-alvo e planejam as estratégias para preencher
81959575015
19
as necessidades do mercado. Agora, o foco será os elementos da oferta do composto de
marketing, através dos quais as necessidades dos consumidores são preenchidas.
Foi visto que o ambiente de marketing em que a empresa opera não é controlado por
pessoas ou empresas. Ele se modifica constantemente e deve ser monitorado continuamente.
Portanto o marketing envolve:
• As competências da empresa;
• As exigências do cliente;
• O ambiente de marketing.
As competências da empresa podem ser gerenciadas pelos profissionais de marketing.
Elas podem controlar os quatro elementos principais da operação de uma empresa, que
muitas vezes são chamados de marketing mix, que se relaciona:
• Aos produtos vendidos (produto);
• À política de estabelecimento de preços (preço);
• Aos métodos de distribuição (praça).
• À forma de promoção do produto (promoção);
O marketing mix é conhecido como os “quatro Ps”. Eles são quatro variáveis
controláveis que permitem que uma empresa traga à tona uma política que seja lucrativa e
que satisfaça seus clientes. Cada um dos quatro elementos é uma contínua oportunidade para
a organização de marketing que deve ser considerado separadamente e em relação aos
demais elementos do marketing mix. Um mix queseja satisfatório em dado momento talvez
precise ser revisto por que:
• Os produtos ou serviços tornar-se-ão obsoletos ou serão melhorados;
• Novos produtos ou serviços serão introduzidos;
• Os preços podem ser reduzidos pela concorrência e isso pode reduzir as margens de
lucro;
• A comunicação talvez não seja efetiva quanto a da concorrência;
• O local de venda ou o método de distribuição podem tornar-se menos satisfatórios
quando surgirem alternativas ou o negócio se modificar.
O marketing mix é um componente estratégico que acrescenta eficácia à empresa e a
ajuda a atingir seus objetivos a médio ou longo prazo da maneira mais racional possível. Daí,
convém que se defina primeiro a estratégia para em seguida ajustar o mix a ela, porque,
dependendo da escolha estratégica, o composto deverá ser diferente.
Como já foi dito o composto de Marketing, é constituído de quatro variáveis
controláveis: Produto, Preço, Praça e Promoção. Mas do que cada um desses quatro
81959575015
20
elementos é composto e como o profissional de Marketing pode chegar ao cliente através
deles?
Iniciando com o componente mais importante do composto de Marketing, o Produto,
por duas razões: é a coisa mais importante que uma empresa tem para oferecer e todos os
outros elementos derivam da definição do produto da empresa e de qual mercado a atuar. Por
exemplo: conhecendo os benefícios do produto pode-se procurar um mercado onde as
necessidades dos consumidores encaixem com o que ele tem para oferecer, e a partir daí
determina-se a melhor forma de distribuí-lo e como ele pode ser promovido de forma mais
eficaz.
Mas o que viria a ser um produto? Na realidade, hoje, em termos conceituais não há
diferenciação entre bens físicos e serviços, entende-se como algo que pode ser oferecido a
um mercado para apreciação, aquisição, uso ou consumo para satisfazer uma necessidade
ou um desejo. Logo, a definição de produto vai além de bens tangíveis, ela inclui serviços,
eventos, pessoas, lugares, organizações e ideias, como: um televisor, um carro de luxo, uma
viagem, um serviço bancário, uma exposição de obras de arte, uma peça teatral, um
atendimento médico, etc. O produto incorpora: funcionalidade, qualidade, aparência,
embalagem, marca, rótulo, serviço de apoio e garantia.
Uma vez que o produto já foi definido deve-se agora estabelecer uma política de preços
razoável com o mercado e consistente. Objetivamente, sabe-se que o preço é a quantia em
dinheiro que se cobra por um produto, porém envolve muito mais do que um cifrão. Ele
representa valores trocados por benefícios intangíveis e intrínsecos “emoldurados” em
produtos que refletem desejos, ambições, necessidades, status, ego, enfim, algo que os
consumidores pagam para usufruir. A prova são duas calças de um mesmo fabricante, mas
que ao chegarem a dois varejistas distintos recebem etiquetas, que refletem diretamente seus
públicos, tornando-as mais baratas ou mais caras.
O preço abrange: política de descontos, prazo, juros de financiamento, formas de
pagamento e ofertas. Após o estabelecimento da política de preço, o profissional de Marketing
deve dedicar tempo e cuidados iguais às questões de praça, ou mais especificamente, onde
o produto será oferecido e como fazê-lo chegar até lá. Essas decisões são fortemente
influenciadas pelos produtos e pelo mercado onde estão sendo comercializados. O ambiente
competitivo, as políticas e recursos da empresa, além das necessidades dos clientes irão
contar muito nesta etapa do composto de Marketing. A maioria dos fabricantes usa
intermediários, como uma forma de reduzir custos operacionais de distribuição, para levar
seus produtos ao mercado. Eles tentam montar um canal de distribuição, que consiste em um
81959575015
21
conjunto de organizações interdependentes que trabalham para levar o produto ao
consumidor final de forma segura e rápida. A praça abrange: localidade, logística, tempo de
reposição de produto, tempo de entrega, vitrines/gôndolas, internet e mobilidade. Mais do que
oferecer aos clientes um bom produto, atribuir-lhe um preço competitivo e colocá-lo à
disposição, o Marketing exige que as empresas se comuniquem com os clientes atuais e
potenciais, e o que se comunica não deve ser passado despercebido.
Para muitas empresas, a grande questão quando se fala de comunicação com o cliente
é quanto, quando na realidade deveria ser como gastarão a verba destinada. Na realidade,
todos os esforços de comunicação devem ser combinados, de forma ordeira pela empresa
obedecendo a seus recursos, em um programa de comunicação de Marketing consistente e
coordenado, sempre passando por uma análise de recall. A promoção envolve: relações
públicas (publicidade), venda pessoal, propaganda, promoção de vendas e marketing direto.
3.1 Estratégias de Marketing
As estratégias de Marketing são os meios pelos quais os objetivos traçados pelos
profissionais de Marketing serão alcançados. Elas se relacionam ao composto de Marketing
(produto, preço, promoção e praça). Um exemplo do relacionamento entre as estratégias e o
composto de Marketing é visualizado na tabela a seguir. Mas é importante ressaltar que todas
as estratégias traçadas devem ter consistência em relação umas às outras e com os objetivos
que pretendem atingir, obedecer a um orçamento que esteja ao alcance da empresa, além de
serem harmônicas com os seus princípios e com o meio ambiente.
Produto
Preço
Praça
Promoção
Pessoas
As empresas, obviamente, dependendo do momento, podem adotar uma das três
estratégias básicas: de defesa, de desenvolvimento ou de ataque. Todas as estratégias são
fundamentadas nessas ou em uma combinação. Uma maneira de se perceber os tipos de
estratégias que as empresas utilizam é analisando sob a ótica da matriz de Ansoff. Essa matriz
é uma ferramenta amplamente utilizada por profissionais de marketing, para a elaboração de
planejamentos estratégicos.
81959575015
22
Desenvolve-se a partir de dois vetores (produto e mercado), cada qual com duas
alternativas (atual e novo). Logo, são definidos quatro quadrantes que vislumbram quatro
possibilidades de estratégias.
a) Estratégia de Penetração de Mercado (produtos atuais para mercados atuais): a
empresa centraliza seus esforços para incrementar seus produtos atuais nos mercados atuais.
Essa opção estratégica tem como premissa manter os atuais clientes, desde que a empresa
esteja satisfeita com sua participação de mercado, aumentando as vendas através de ações
que provoquem um aumento de consumo ou possam garantir a lealdade de seus clientes.
b) Estratégia de Desenvolvimento de Mercado (produtos atuais para novos mercados):
a empresa, adotando essa estratégia, busca comercializar seus produtos atuais em novos
mercados. É uma estratégia muito adotada hoje em dia buscando ou a expansão ou a saída
para novos mercados. Através da ampliação de sua rede de distribuição e/ou vendas as
empresas que já atuam em uma determinada área podem estender facilmente a sua
operacionalização a outras áreas.
c) Estratégia de Desenvolvimento de Produtos (produtos novos para mercados atuais):
incentivar seus atuais clientes a consumirem novos produtos é o foco dessa estratégia. Esses
novos produtos podem ser: uma extensão da atual linha da empresa, ou inovações para
substituir outros produtos defasados ou para aproveitar o canal existente com os clientes.
d) Estratégia de Diversificação (novos produtos para novos mercados): quando uma
empresa decide lançar novos produtos para novos mercados, essa estratégia é a mais
indicada. Ela pode ser perigosa se não for bem avaliada, principalmente se a empresa decidir
81959575015
23
mudar de segmento. Mas a empresa pode lançar um novo produto dentro do segmento que
já atua.
3.1.1 O Produto
Para os consumidores a existência de uma multiplicidade de produtos expostos no
mercado,cheio de características e adicionais, é de encher os olhos. A livre concorrência
possibilita aos consumidores a comparação, objetiva e subjetiva, entre produtos, forçando os
produtores de bens e prestadores de serviços a irem mais além daquilo que nossos avós
estavam acostumados. A busca por novos clientes e para manter os atuais é o que move os
moinhos da atual sociedade capitalista. Promoções, atendimento diferenciado, disponibilidade
imediata, personalizações, dentre outras alternativas são usadas pelas empresas com o intuito
de levar os seu produto/serviço ao conhecimento do consumidor no momento em que ele está
à procura.
Conceito de produto
Em um sentido mais amplo, o produto é definido como um agregado de atributos físicos,
simbólicos e de serviço, concebidos para aumentar a satisfação desejada pelo consumidor,
como itens tangíveis, serviços e ideias.
Quando uma pessoa compra um automóvel, por exemplo, estará comprando não
somente um conjunto de componentes físicos, como pneus, peças, vidros, etc., mas também
uma série de outros benefícios intangíveis como conforto, transporte, status, entre outros.
Os produtos somente serão comercializáveis se possuírem benefícios suficientes que
possam motivar pessoas a comprá-los. O produto deve proporcionar algum benefício e quanto
maior for a utilidade proporcionada maior será seu destaque diante dos outros.
Os profissionais de marketing transformaram essa utilidade em satisfação de
consumidores.
A determinação dos benefícios a serem oferecidos dependerá muito das ofertas da
concorrência e das expectativas dos clientes no mercado de atuação da empresa. É
importante, para esclarecer este ponto, apresentar alguns níveis de produto segundo os
benefícios que poderão proporcionar:
a) Produto básico: são os benefícios agregados à versão básica do produto. É o mínimo
que se pode esperar de uma oferta. Por exemplo: a compra de um DVD para assistir um filme,
a compra de uma geladeira para manter os alimentos conservados, uma TV para assistir o
programa preferido, etc.
81959575015
24
b) Produto ampliado: neste produto estão inclusos todos os benefícios extras que fazem
parte de uma compra. Por exemplo: a compra de um computador traz benefícios básicos
(programas, entretenimento e informação) e extras (garantia e assistência técnica). Mas, é
importante ressaltar que à medida que os benefícios extras são adicionados ao produto ao
produto, duas situações podem acontecer: ou o cliente percebe que pagou a mais por algo
que esperava e não atendeu a sua expectativa ou então se acostuma a receber aqueles
benefícios e passa a exigir da concorrência. Em ambos os casos, passam a esperar certos
adicionais.
c) Produto real ou esperado: são os benefícios de um produto que os clientes já estão
acostumados a receber. A diferença entre o produto real e o ampliado é o que fará a diferença
para o consumidor no item “algo a mais”. Sendo um computador
d) Produto diferenciado: diferenciar é o esforço para tornar um produto único. O
fabricante deverá analisar as várias ofertas existentes e níveis de expectativas dos
compradores para identificar aquele(s) ponto(s) que podem ser adicionados para causar a
diferenciação, a unicidade. No caso do computador, a personalização com os programas que
o comprador gosta de usá-los, ou o acesso à Internet por um determinado tempo, etc.
Todos esses conceitos de produto básico, ampliado, esperado e diferenciado são
frequentemente encontrados no mercado. O profissional de marketing deve observar a relação
custo-benefício. Um diferencial a ser adicionado ao produto deve ser lucrativo para a empresa.
3.1.2 Preços
Há muito tempo acreditou-se que o preço era o fator determinante para o cliente
comprar. Hoje, ainda há quem acredite! Mas, inclusive, a forma como se calcula o preço final
está às avessas. Antigamente, o empresário, através do preço de custo sabido, calculava os
seus custos de produção e comercialização, acrescia uma margem de lucro e tinha o seu
preço final. O processo inverteu-se e os empresários atualmente observam o preço que vigora
no mercado e, sabendo o preço de custo, tenta adequar seus custos para colocar sua margem
de lucro.
Para superar o estigma do preço baixo, e usá-lo como um incentivo à venda, o
profissional de Marketing deve estar atento a dois aspectos que envolvem o estabelecimento
de preço: o aspecto das características e o aspecto dos benefícios do produto.
Raríssimas são as vezes que o consumidor percebe se está pagando um preço justo
pelo que está comprando. Na maioria das vezes ele faz uma pesquisa de mercado para
81959575015
25
descobrir o valor médio cobrado por aquilo que ele procura. Essa é uma avaliação com base
no aspecto das características, é o que ele observa, percebe.
Mas existe algo além, um sentimento que brota ao olhar ou sentir o produto. O valor
que o consumidor atribui a um produto é muito mais uma função da sua imagem de marca e
dos benefícios que derivam do consumo do que do preço do produto em si. Esse aspecto é
por muitos chamado como valor percebido pelo consumidor, o que atrai muito os empresários,
daí a imensa quantidade de pesquisas de opiniões sobre tantos assuntos, inclusive políticos.
E tal valor percebido, é definido como a diferença entre os benefícios percebidos menos o
preço percebido pelo consumidor. Esse é o aspecto dos benefícios, que realmente importa,
porque o consumidor compra um produto não pelo que ele vale financeiramente falando, mas
pelo que ele, produto, representa para ele, consumidor. Exemplos são vistos principalmente
em lojas de produtos de grife.
Então, o empresário deve fazer com que o consumidor perceba que o seu produto é
realmente o melhor. Através de promoções, displays, descrições técnicas, degustação,
amostras, enfim, é necessário se mostrar competitivo, de preferência superior.
Apesar desse elevado grau de subjetividade, a formação do preço não deve ser
totalmente livre, é necessário estipular uma faixa de preço (mínimo e máximo) e ser
respeitada. Isso inclui alguns fatores:
• as variáveis microeconômicas,
• os custos e as margens do produto,
• a elasticidade-preço da demanda e
• os descontos.
A boa administração deve acompanhar esses quatro fatores, manipulando-os a partir
do princípio de retorno máximo, por produto, para a empresa.
Objetivos de preços
Existem vários objetivos que poderão ser perseguidos pela empresa no tocante a
preços. Cabe ressaltar que deverão ser considerados inicialmente os objetivos mais gerais.
Os objetivos de preços deverão ser coerentes com os objetivos da empresa. Os objetivos de
preços mais comuns são:
a) Retorno no investimento: neste caso, os administradores estão primeiramente
interessados em conseguir um retorno no investimento feito em determinado
empreendimento.
81959575015
26
b) Objetivos de concorrência: os administradores ao invés de se preocuparem
inicialmente com os custos que incorrerão para produzir seus produtos e retornos esperados,
poderão estar principalmente preocupados com os preços de seus concorrentes.
c) Preços promocionais: algumas empresas eventualmente usam preços promocionais
visando melhorar alguma situação qualquer, como falta de caixa, datas especiais, combate a
concorrência, ou outra. No varejo, esta estratégia é muito comum para gerar fluxo financeiro
de pessoas.
d) Fatia de mercado: os preços poderão ser determinados tanto para obtenção de
objetivos da empresa, como também para aumentar a fatia de mercado.
e) Fluxo de caixa: os preços poderão ser determinados também para que a empresa
receba de volta aquele valor que investiu na produção ou no estoque. Algumas podem usar
políticas de preços mais altos exatamente para receberem retorno mais rápido.
Para determinar os objetivos para o estabelecimento de preços há necessidade de
considerar, além da situação ambientale interna da empresa, o mercado-alvo visado.
Certos produtos são dirigidos à classe A, permitindo maior flexibilidade para preços
altos, enquanto outros dirigidos para classes inferiores devem estar adaptados ao poder
aquisitivo desses consumidores.
Passos para a determinação de preços
Os procedimentos para estabelecer preços, após a decisão de objetivos e de
segmentos, normalmente seguem a seguinte sequência:
a) Determinação da demanda e dos custos: para determinar os preços é necessário
analisar o nível de demanda dos produtos, através de métodos quantitativos, psicológicos e
demográficos até a elasticidade da demanda. Quanto aos custos é importantíssimo que a
empresa tenha consciência do peso deles na comercialização de seus produtos.
b) Análise do preço da concorrência: para determinados produtos o caminho do cálculo
do preço final é inverso, ou seja, o preço que o mercado ditar deve ser seguido e a empresa
deve se adequar sob pena de perder clientes.
c) Determinação da política de preços: de acordo com os produtos que a empresa
comercializa existem várias políticas a adotar, obviamente em consonância com as
características de compras de seus consumidores, por exemplo: preços psicológicos (preços
quebrados, $ 9,99), preços geográficos (preços diferenciados para regiões distintas), preços
segmentados (preços diferentes para cada produto dentro de uma mesma categoria), etc.
81959575015
27
d) Seleção do método para determinar os preços: após decidir sobre a política de
preços a ser adotada pela empresa, é chegado o momento da formação do preço final, que
pode ser feito através do método de Mark-Up, onde é acrescido um percentual sobre os custos
do produto.
Lei da Oferta e da Demanda
Muitas decisões de compra são tomadas por consumidores utilizando o critério do
preço. Porém, há uma barreira que os consumidores devem transpor: os seus recursos são
limitados para determinados desejos. A forma como disponibilizar a realização de tais desejos
utilizando os recursos disponíveis dos consumidores é a forma mais eficaz que o profissional
de marketing poderá promover a satisfação pessoal e conquistá-los. Logo, o consumidor, de
modo geral, somente irá adquirir algo se o preço justificar o grau de satisfação pessoal que
poderá derivar de tal aquisição.
O cálculo do preço ideal para o mercado é de extrema importância e normalmente é
bastante complexo para o profissional de marketing, porque envolve variáveis sob as quais
ele não possui controle. A lei da oferta e da demanda rege o mercado e deve ser ponderada
no momento do cálculo do preço do produto. A lei afirma que quando os produtos têm uma
demanda e não têm oferta, os preços naturalmente sobem proporcionando um equilíbrio entre
produção e consumo; mas, se há oferta de produtos e não há demanda, os preços
consequentemente caem sob o mesmo pretexto do equilíbrio entre produção e consumo.
Graficamente, pode-se representar as duas situação através de uma curva de demanda,
conforme a figura a seguir.
Pode-se perceber, pelo gráfico, que se o preço aumenta, diminui a quantidade
comprada. Nesse caso, se o preço aumentar de P1 para P2, a quantidade passa de Q1 para
Q2, diminuindo a quantidade. Se o preço diminui para P3, percebe-se que a quantidade
81959575015
28
comprada Q3 aumenta. Mas o empenho das empresas em vender, utilizando estratégias
mercadológicas, pode fazer com que o mesmo preço, no caso P1, aumente sua quantidade
vendida de Q1 para Q4.
Determinação da demanda
Para que tenham condições de fazer um trabalho adequado de determinação de
preços, os profissionais de marketing deverão analisar o nível de demanda de seus produtos.
Esta análise poderá ser feita desde níveis quantitativos, psicológicos e demográficos até o de
elasticidade da demanda.
Diz-se que uma demanda é elástica quando alguma alteração no preço do produto
oscila a quantidade de venda do produto. Neste caso, um aumento do preço diminui a
quantidade, e uma redução no preço do produto aumenta a quantidade vendida, e os
percentuais dessas diferenças de quantidade vendida são maiores que os percentuais de
alteração do preço. A demanda é inelástica quando aumento ou redução do preço do produto
não afeta significativamente as quantidades vendidas.
Os produtos que têm demanda mais elástica, são geralmente aqueles que podem ser
facilmente substituídos. Já a demanda é inelástica principalmente para produtos que não são
tão facilmente substituídos. Os consumidores suportarão aumentos até determinados níveis
quando então passarão a procurar produtos alternativos. A figura a seguir, através de gráficos,
mostra uma mesma variação de preços em duas situações distintas (produtos diferentes).
Observe que para uma mesma variação de preços, em termos percentuais, a demanda muda
completamente. Na demanda elástica a variação é bem maior.
O conhecimento da elasticidade é, portanto, essencial. A diferença da elasticidade é
feita normalmente com base no histórico das transações de venda x quantidade. Caso o
produto seja novo no mercado, a empresa poderá conduzir pesquisas específicas com o
81959575015
29
objetivo de mensurar a variação da demanda de acordo com a mudança de preços durante
determinado período de tempo.
Sabendo o nível de demanda e a sua provável reação aos preços, os custos deverão
ser determinados para dar uma ideia sobre que ponto deverá ocorrer a recuperação do
investimento.
Estratégias para formação de preços
As decisões de preços estão sujeitas a um conjunto inacreditavelmente complexo de
forças ambientais e competitivas. Não existe como uma empresa, simplesmente, determinar
um preço, mas deve criar uma estrutura de determinação de preços flexível que cubra itens
diferentes de uma linha. Como ocorrem mudanças no mercado constantemente a estrutura
consequentemente altera-se à medida que os produtos percorrem seus respectivos ciclos de
vida. A empresa ajusta os preços dos produtos em função das alterações de custos e
demanda e das variáveis de compradores e situações. Conforme o ambiente competitivo a
empresa decide quando iniciar alterações de preço e quando reagir.
Mas, o estabelecimento da política de preços não é tão simples quanto se imagina, é
uma das mais importantes e difíceis tarefas de um profissional de Marketing, estando entre
aquelas que mais geram dúvidas e discussões em uma organização.
Com efeito, equívocos na condução do processo de formação de preços podem reduzir
drasticamente o potencial de resultados de uma empresa, podendo até inviabilizá-la. E estes
erros podem estar tanto no estabelecimento de um preço muito alto, como em um preço muito
baixo para o produto em um determinado mercado em que a empresa está operando.
Determinação das Estratégias e Políticas de Preços
A estratégia de determinação de preços envolve a previsão de demanda, o
comportamento da função custo e os preços dos concorrentes. A questão é: como a empresa
integra as considerações de custo, demanda e preços baseados na concorrência? Ao definir
um preço a empresa tem de considerar as seguintes decisões de determinação de preços:
• Decisões de preço baseadas no custo: análise da contribuição marginal e ponto de
equilíbrio são os dois principais métodos para as decisões de preços baseadas no custo.
• Decisões de preço baseadas na demanda: aqui, dentre as variáveis a serem
consideradas, estão o tipo de demanda do produto (prestígio, orientação a preço etc.), as
mudanças do comportamento do comprador em função das mudanças no ambiente
econômico (variáveis incontroláveis) e a elasticidade da demanda.
81959575015
30
• Decisões de preço baseadas na concorrência: para estabelecer preços
efetivamente, as empresas devem estar atentas para os preços praticados pelos seus
concorrentes.
É importante considerar, para o exame das decisões de preços a ser tomado, queos
títulos dados a elas, apesar de sugestivos, não são exclusivos. Assim sendo, basear-se em
custos sugere que há uma ênfase nestes, mas não impede alguma consideração da demanda
ou da concorrência. Portanto, a decisão irá variar de acordo com o mercado e com as suas
condições.
Mas, após a decisão tomada, a empresa dispõe de várias opções para adoção de uma
política para fins de alcançar os objetivos propostos:
a) Preços costumeiros: são os preços que os consumidores estão acostumados a pagar
e que a empresa deverá seguir, caso pretenda ingressar no mercado.
b) Preços segmentados (discriminatório): uma opção das empresas é trabalhar dentro
de uma mesma categoria de produtos, com faixas de preços diferentes, permitindo uma maior
cobertura do mercado, atingindo vários segmentos. No caso de vestuário, a empresa poderá
trabalhar com uma linha de calças que variam entre R$ 20,00 a R$ 50,00; e uma outra linha
de calças que variam de R$ 80,00 a R$ 120,00.
c) Preços psicológicos: quando o comerciante usa preços “quebrados”, está adotando
preços psicológicos. Nesse caso, o produto em vez de ter seu preço redondo de R$ 100,00,
terá o preço de R$ 99,90, pois este valor sugere ser menor do que R$ 100,00.
d) Preços geográficos: é um ajuste de mercado baseado na decisão de como atender
clientes geograficamente distantes.
e) Preços com descontos e concessões: é uma segunda área para ajustes, em que a
empresa estabelece descontos em dinheiro, descontos por quantidade, descontos funcionais,
descontos sazonais e concessões.
f) Preços promocionais: oferecem uma terceira opção de mercado, onde a empresa
pode utilizar diversas técnicas de determinação de preços para estimular compras
antecipadas: preço "isca", preço de ocasião, abatimentos em dinheiro, financiamento a juros
baixos, prazos de pagamento mais longos, garantias e contratos de serviço e descontos
psicológicos.
Estratégias de determinação de preços para um mix de produtos
A estratégia montada para um único produto é bem diferente quando se fala de uma
estratégia para um mix de produtos, isto porque cada produto tem sua demanda e custos
81959575015
31
relacionados e enfrentam diferentes graus de concorrência. Nesse caso a empresa deve
buscar um conjunto de preços que maximize os lucros e respeite a individualidade de cada
produto.
a) Determinação de preços para linha de produtos
As empresas, costumeiramente, trabalham com linhas de produtos, por exemplo, uma
loja de roupas masculinas vende calças que seguem três níveis de preços: R$ 50,00, R$
100,00 e R$ 150,00. Logo, o consumidor vai ligar os valores das calças a produtos de menor,
de média e de alta qualidade.
Essa gradação entre os produtos que estão dentro de uma linha de produtos deve ser
determinada pelo profissional de Marketing, devendo levar em conta, obviamente, os custos
de cada um deles, além das qualidades perceptíveis pelos consumidores e pelos preços dos
concorrentes.
b) Determinação de preços para produtos opcionais
Algumas empresas vendem em conjunto com o produto principal, acessórios ou
opcionais. Mas, determinar o preço desses opcionais não é tão simples. Envolve a percepção
que o cliente tem da visão básica do produto e da versão com opcionais incluídos.
Um exemplo são os automóveis, que apresentam em sua versão básica absolutamente
o essencial, enquanto a versão com opcionais é repleta de vantagens para o consumidor. É
importante que a diferença de preço seja perceptível, em termos de qualidade adicionada,
caso contrário ou a versão básica “encalhará” ou a versão com opcionais levantará
desconfiança sobre as suas vantagens.
c) Determinação de preços para produtos complementares
Empresas que fabricam produtos, que devem ser usados juntamente com outros
principais, utilizam essa estratégia. Como exemplos pode-se citar as lâminas de barbear, os
softwares, os chips para celular, os filmes para as máquinas fotográficas (ou os cartões para
as digitais), dentre outras. Os fabricantes geralmente marcam os produtos principais a um
valor baixo, enquanto os complementares a um preço mais alto.
d) Determinação de preços para subprodutos
Muitos produtos, como petróleo, carne e móveis, produzem subprodutos durante seu
processo de produção. Caso esse subproduto seja descartado pela empresa produtora,
certamente, o seu custo aumentará. Mas quando a empresa resolve vender esses
subprodutos, além de gerar uma receita, os custos de armazenagem e de descarte são
reduzidos, tornando, inclusive, o preço do produto principal mais competitivo.
e) Determinação de preços para pacotes de produtos
81959575015
32
Uma forma de vender produtos que “encalharam” é criar um pacote, um conjunto, que
seja atraente para que o cliente se sinta induzido, através da condição financeira, a levar o
conjunto e não somente um ou outro componente do pacote. Essa estratégia é muito utilizada
também por hotéis, quando vendem hospedagem, refeição e entretenimento juntos.
Estratégias de “preço x qualidade”
As estratégias “preço x qualidade”, baseadas na forte tendência que as pessoas têm
de associar qualidade com preço, variam de uma estratégia de “alta qualidade” x “alto preço”
para uma estratégia de “baixa qualidade” x “baixo preço”.
A partir do nível de qualidade percebida pelo cliente, podem ser tomadas decisões
sobre qual estratégia de preço adotar para atingir determinados mercados. Inclusive a fase
em que o produto está no seu ciclo de vida também pode ser tomado como parâmetro para a
decisão.
No gráfico a seguir são exibidas as estratégias de preços que podem ser adotadas pela
empresa em razão da qualidade do produto comercializado.
Estratégia de preço Premium: quando se visa atingir uma camada alta da sociedade,
pode-se utilizar da alta qualidade para praticar um alto preço.
Estratégia de Penetração: com um produto de alta qualidade, visando obter rápida
penetração de mercado, praticando um preço um pouco abaixo do normal.
81959575015
33
Estratégia de Super-barganha: um produto de alta qualidade aliado a um preço baixo,
ocasiona uma rápida introdução no mercado, às custas do preço praticado pela concorrência
e sobretudo oferecendo condições vantajosas ao distribuidor.
Estratégia de Preço Alto: para uma qualidade média, um preço alto pode significar
uma tentativa de valorização do produto e rápida lucratividade.
Estratégia de Qualidade Comum: a prática de um preço condizente com a qualidade
proporciona uma parcela justa do mercado, nem mais, nem mesmo.
Estratégia de Barganha: uma barganha com distribuidores, com um produto de
qualidade média, pode resultar em um preço baixo.
Estratégia de Bater-e-correr: estipular um preço alto para um produto com baixa
qualidade pode denotar ou que os consumidores não têm conhecimento profundo do produto,
ou, caso tenham, uma ação suicida da empresa.
Estratégia de Qualidade Inferior: um preço médio para um produto de baixa qualidade
pode estar associado a uma política de tirar vantagem da imagem da marca.
Estratégia de Economia: para produtos de baixa qualidade corresponde uma
estratégia de preço baixo, para ter volume físico de vendas.
3.1.3 Distribuição (Praça)
Praça diz respeito a como será a operacionalização do seu negócio, ou seja, como o
produto será colocado à disposição do seu cliente. A localização e estrutura adequadas,
canais de distribuição de seu produto ou serviço, relação com fornecedores serão
determinantes para levar ao cliente o que ele necessita. O tipo do negócio determinará todos
os aspectos relevantes a esse elemento.
Os canais de distribuição, por exemplo, são vários e podem ser realizados diretamente
para o usuário final, ou através de distribuidores, representantes, varejistas. Ou seja, uma
fábrica de roscas e doces, por exemplo, pode vender seus produtos para distribuidores e
varejistas. Outras, já vendem diretamente para