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https://periodicos.ufes.br/dimensoes/announcement/view/737
Chamada para Artigos - Dossiê nº 54 (2026/1) - "História Oral e História Pública: engajamento, experiências e travessias"
O ano de 2026 marca os trinta anos da publicação do livro “ Usos e Abusos da História Oral” organizado por Marieta de Moraes Ferreira e Janaina Amado, uma marco nas pesquisas dedicadas à História Oral no Brasil. Ao longo desses trinta anos, o Brasil e todo o Sul Global, contribuíram decisivamente com a consolidação de novas abordagens teóricas e metodológicas: a História Oral, a História Pública e a História do Tempo Presente trouxeram inúmeras contribuições à História disciplinar, fortemente engajadas com debates urgentes em nosso subcontinente. O enfrentamento e superação de traumas, a emergência de novas pautas e protagonistas políticos, a luta pela democracia e expansão da cidadania se tornaram temáticas recorrentes entre historiadoras e historiadores. Na última década, observamos a emergência de movimentos autoritários em diferentes países, com forte mobilização do passado na construção de narrativas negacionistas com ampla circulação nas mídias sociais e impacto na esfera pública. Este dossiê pretende reunir pesquisas de historiadoras e historiadores dedicados à História Oral, a História Pública e a História do Tempo Presente reunindo reflexões sobre a função social, ética e política da História disciplinar; o impacto da História Oral na Teoria da História; as experiências e travessias interdisciplinares realizadas nas últimas décadas por aqueles que se lançaram na aventura de História compartilhada, decolonial e diversa. Convocamos a comunidade historiadora a narrar suas experiências, apresentar suas pesquisas e fortalecer o debate historiográfico com artigos, resenhas e entrevistas dedicadas a essas temáticas no Sul Global.
PRAZO PARA SUBMISSÃO: 31 de março de 2026.
Observação: atenção às Diretrizes para autores e enviar o artigo sem qualquer forma de identificação do(s) autor(es) para a não interferência na avaliação por pares.
https://periodicos.uff.br/antropolitica/about/submissions#onlineSubmissions
Chamada para o Dossiê “A Antropologia diante do inominável: deslocamentos, refúgios e genocídios” Chamada para o Dossiê “A Antropologia diante do inominável: deslocamentos, refúgios e genocídios”
Divulgue essa chamada para o Dossiê “A Antropologia diante do inominável: deslocamentos, refúgios e genocídios”:
Cunhado pelo advogado polonês Raphael Lemkin (1900-1959), o termo genocídio apareceu pela primeira vez em seu livro Axis rule in occupied Europe: laws of occupation, analysis of government, proposals for redress, publicado em 1944 (Lemkin, 2008). Tratava-se da tentativa de tipificar juridicamente o extermínio de judeus pelos nazistas alemães. Quatro anos depois, a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio definiu o genocídio como um crime contra o direito internacional, obrigando os Estados a preveni-lo e puni-lo. De acordo com esse tratado, o genocídio caracteriza-se pela intenção de destruir, parcial ou integralmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, por meio dos seguintes atos: assassinato de membros do grupo; dano grave à integridade física ou mental de membros do grupo; submissão intencional do grupo a condições de existência que lhe ocasionem a destruição física total ou parcial; medidas destinadas a impedir nascimentos no seio do grupo; transferência forçada de menores do grupo para outro.
Embora a palavra genocídio tenha surgido nesse contexto, sua existência é anterior, como nos lembra Clastres (2014). Nesse sentido, são exemplares as ações perpetradas pelos impérios coloniais europeus no século XIX, que dizimaram populações autóctones em África, Ásia e nas Américas, perpetuando “uma era de trevas, de guerras coloniais, trabalhos forçados, campos de concentração, genocídio, migração forçada, fome e doença” (Davis, 2022, p. 131). Do mesmo modo, se quisermos retroceder ainda mais, chegaremos ao período dos “descobrimentos”, quando milhões de indígenas que aqui viviam foram massacrados. Na verdade, desde a colonização ibérica até hoje as violências contra os povos indígenas fundam e estruturam a sociedade brasileira (Tuxá, 2021). Não obstante, durante o governo Bolsonaro, os sentidos da categoria genocídio estiveram em disputa no Brasil, pelo menos, em dois momentos: em 2019, quando o então presidente foi acusado formalmente de genocídio contra os povos indígenas no Tribunal Penal Internacional e, em 2021, durante as discussões sobre o relatório final da CPI da Covid-19 no Senado.
De fato, ao que tudo indica, os significados atribuídos ao genocídio, assim como o tipo de evento e/ou ação (ou omissão) que será classificado como tal, variam contextualmente. As atrocidades cometidas pela Alemanha na Namíbia, entre 1904 e 1908, recentemente começaram ser consideradas como genocídio pelos historiadores. Quatro décadas antes dos assassinatos de judeus, os alemães construíram campos de concentração e efetuaram experimentos “científicos” para torturar e matar mais de 70.000 pessoas, especialmente dos povos herero e nama, que haviam se rebelado contra a expropriação de suas terras pelos colonizadores (Krachenski, 2016). Antes mesmo da deflagração da Segunda Guerra Mundial, ocorreu, entre 1915 e 1918, ou seja, durante a Primeira Guerra Mundial, o chamado “genocídio armênio”, no qual 1,5 milhão de armênios foram assassinados pelo governo otomano; os que sobreviveram foram deportados massivamente (Summa, 2007).
Deportações, deslocamentos, explicitamente forçados ou não, e exílios, aliás, parecem ser uma das tantas consequências de diferentes formas de violências que podem chegar à classificação de genocídios. Nesse sentido, a “era dos genocídios” coincide com a expansão imperialista (Luxemburgo, 1984) e com o “século dos campos” (Agier, 2020). É no século XX que surgem discursos e práticas de vigilância e controle dos indesejáveis, ou seja, apátridas, imigrantes e refugiados que saíram de seus países de origem devido a inúmeras razões, dentre as quais o fato de suas terras terem sido expropriadas e terem sido vítimas de genocídios. Ao atravessarem as fronteiras estatais, essa população – frequentemente sujeita a dispositivos de racialidade (Carneiro, 2023) – é mantida em espaços específicos, a exemplo dos centros de trânsito, zonas de espera, espaços auto-organizados por refugiados, assentamentos rurais e campos de refugiados (Agier, 2020; Mbembe, 2020).
A história da Palestina condensa todas essas dimensões. Os primeiros colonos judeus mudaram-se para a Palestina no fim do século XIX, quando “eles já imaginavam uma Palestina sem palestinos e discutiam abertamente como fazê-lo” (Pappe, 2025, p. 20). Desde então, os palestinos passaram a viver sob um colonialismo de assentamento, sendo subjugados e expulsos de suas próprias terras. Após a criação do Estado de Israel em 1948, muitos buscaram refúgio na Faixa de Gaza. Assim, a limpeza étnica que estamos assistindo diariamente não foi iniciada em 2023 (Caramuru, 2024; Pappe, 2025), embora nem todos os Estados queiram admitir que estamos diante de um genocídio.
Sob essa perspectiva, o presente dossiê pretende reunir trabalhos que reflitam sobre o caráter polissêmico da categoria genocídio, acionada em diferentes contextos históricos, sociais e etnográficos. Serão especialmente bem-vindas pesquisas que articulem eventos/ações classificáveis como genocidas com processos de deslocamentos internos e transnacionais, bem como com trajetórias, experiências, memórias e estratégias de resistência de indivíduos e grupos vítimas de genocídio. Convidamos, também, a reflexões que pensem sobre o fazer pesquisa em cenários de tamanhas violências. Seguindo a proposta de Veena Das, o objetivo deste dossiê é contribuir para o papel público da Antropologia: apresentando evidências a fim de combater “a amnésia oficial e os atos sistemáticos de fazer desaparecer as evidências” e, ao mesmo tempo, “testemunhando a descida ao cotidiano por meio doqual as vítimas e os sobreviventes afirmam a possibilidade da vida removendo-a da circulação de palavras que se tornaram selvagens – dando um lar às palavras, por assim dizer” (Das 2020, p. 292).
Referências
AGIER, Michel. Managing the undesirables: refugee camps and humanitarian government. Cambridge: Polity, 2020.
CARAMURU, Bárbara. Palestina: manual de ocupação. Bauru: Canal 6 Editora, 2024.
CARNEIRO, Sueli. Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento do ser. Rio de Janeiro: Zahar, 2023.
CLASTRES, Pierre. Do etnocídio. In: CLASTRES, Pierre. Arqueologia da violência – pesquisas de antropologia política. 3. ed. São Paulo: Cosac Naify, 2014. p. 75-89.
DAS, Veena. Vida e palavras: a violência e sua descida ao ordinário. São Paulo: Editora Unifesp, 2020.
DAVIS, Mike. Holocaustos coloniais: a criação do Terceiro Mundo. São Paulo: Veneta, 2022.
KRACHENSKI, Naiara. As colônias alemãs perdidas na África. São Paulo: Prismas, 2016.
LEMKIN, Raphael. Axis rule in occupied Europe: laws of occupation, analysis of government, proposals for redress. New Jersey: Lawbook Exchange, 2008.
LUXEMBURGO, Rosa. A acumulação do capital: contribuição ao estudo econômico do imperialismo, v. 2. São Paulo: Abril Cultural, 1984.
MBEMBE, Achille. Políticas da inimizade. São Paulo: N-1 edições, 2020.
PAPPE, Ilan. Brevíssima história do conflito Israel-Palestina. São Paulo: Elefante, 2025.
SUMMA, Renata de Figueiredo. Vozes armênias: memórias de um genocídio. Revista Ética e Filosofia Política, Juiz de Fora, v. 10, n. 1, jun. 2007.
TUXÁ, Felipe. Negacionismo histórico e genocídio indígena no Brasil. In: ZELIC, Marcelo; ZEMA, Ana Catarina; MOREIRA, Elaine Moreira (org.). Genocídio indígena e políticas integracionistas: demarcando a escrita no campo da memória. São Paulo: Instituto de Políticas Relacionais, 2021. p. 22-33.
Considerando os critérios de avaliação imposto às revistas científicas, poderão ser selecionados 50% artigos de doutorandos, os demais artigos devem ter autoria de, ao menos, um doutor. Todos os artigos submetidos serão submetidos à avaliação às cegas de pareceristas externos, atendendo à política da revista. Para dar conta da diversidade de abordagens teóricas e metodológicas dos diferentes campos empíricos e problemáticas a serem debatidos, serão aceitos, preferencialmente, artigos das áreas de Antropologia e Ciências Sociais, observados os parâmetros de exogenia em relação à UFF.
Organizadores: Andréa Lobo (UnB) e Gabriel Tardelli (UnB).
Prazo: 19/04/2026.
OBS: Como temos mais de uma chamada aberta, faz-se obrigatório indicar no campo ‘Comentários aos editores’ que a submissão é para o Dossiê “Deslocamentos, refúgios e genocídios”.
As contribuições podem ser enviadas até 19 de abril de 2026 pelo sistema eletrônico da revista: https://periodicos.uff.br/antropolitica/about/submissions#onlineSubmissions
https://periodicos.fgv.br/reh/announcement
Nº 89: Migrações internacionais
Maria Izilda de Matos (PUCSP), Luís Reznik (UERJ) e Helion Póvoa Neto (UFRJ)
Prazo de submissão entre 01/02/2026 e 01/05/2026.
Publicação a partir de 09/2026
Convidamos pesquisadores a colaborar para este número temático, que propõe contribuições sobre processos históricos e contemporâneos de migração internacional, referidos principalmente ao Brasil, como território de destino e de origem dessa mobilidade. O dossiê aceitará artigos que abordem, sob diferentes perspectivas, as seguintes dimensões do tema: processos de formação da memória em imigrantes e descendentes; associações de defesa de direitos de imigrantes e refugiados; políticas de estado quanto a fluxos migratórios; fronteiras e controle da migração internacional; manifestações de hostilidade a estrangeiros; processos de povoamento e formação territorial; migração e relações internacionais. 
periodicos.ufsc.br/index.php/esbocos
Esboços alcança Qualis A1 e adota fluxo contínuo
A revista Esboços: histórias em contextos globais comunica à comunidade acadêmica duas importantes conquistas. No último quadriênio avaliativo da Capes, o periódico foi classificado no estrato A1, o mais elevado na área de História.
Ademais, desde 2025 a revista adota o sistema de publicação em fluxo contínuo, disponibilizando os artigos aprovados imediatamente após a finalização do processo editorial, o que confere maior agilidade e visibilidade à produção acadêmica.
Agradecemos a confiança de autores, pareceristas e leitores, e reafirmamos nosso compromisso com a excelência e a difusão do conhecimento em acesso livre.
Esboços alcança Qualis A1 e adota fluxo contínuo: 2026-02-26.
Prezados autores, avaliadores, membros do corpo editorial e leitores.
É com satisfação que a equipe da Esboços: histórias em contextos globais compartilha com a comunidade acadêmica duas importantes realizações alcançadas recentemente pelo periódico.
Informamos que, na mais recente avaliação do Qualis Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Esboços foi qualificada como A1, o mais elevado estrato na classificação da área de História. O reconhecimento representa o trabalho coletivo de autores, pareceristas, editores e leitores que, ao longo dos anos, têm contribuído para a seriedade e a qualidade do debate em História Global publicado pela revista.
Ademais, desde o início de 2025, a Esboços adota a modalidade de publicação em fluxo contínuo. Com essa mudança, os artigos aprovados passam a ser disponibilizados imediatamente após a conclusão de todo o processo editorial, sem necessidade de aguardar o fechamento de uma edição. A iniciativa visa conferir maior agilidade e visibilidade à produção acadêmica que submete seus trabalhos à nossa avaliação.
Agradecemos a confiança depositada em nosso trabalho e reiteramos o compromisso da Esboços com a excelência, a transparência e a difusão do conhecimento em acesso livre.
Convidamos todos a conhecer as recentes publicações em nosso site e a permanecerem em contato conosco para futuras colaborações.
Cordialmente,
Equipe Editorial
Esboços: histórias em contextos globais
Programa de Pós-Graduação em História – Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
periodicos.ufsc.br/index.php/esbocos
https://periodicos.ufsc.br/index.php/esbocos/announcement/view/2180
Chamada para envio de propostas de dossiês temáticos 2026 – 2027 - PRORROGADO até 31/03/2026
A Esboços: histórias em contextos globais convida pessoas pesquisadoras a apresentarem propostas de dossiês temáticos a serem publicados em 2026 e 2027.
Pessoas interessadas em submeter uma proposta devem enviá-la para o e-mail: esbocos@contato.ufsc.br.
Prazo de envio das propostas:
31 de março de 2026
Chamada para envio de propostas de dossiês temáticos 2026 – 2027 - PRORROGADO até 31/03/2026
 2026-02-26
A Esboços: histórias em contextos globais convida pessoas pesquisadoras a apresentarem propostas de dossiês temáticos a serem publicados em 2026 e 2027.
Pessoas interessadas em submeter uma proposta devem enviá-la para o e-mail: esbocos@contato.ufsc.br.
Prazo de envio das propostas:
31 de março de 2026
Formato dos dossiês:
Os dossiês temáticos devem se concentrar em um tema específico, abordado a partir de diferentes objetos, perspectivas e metodologias. Cada dossiê deve reunir entre 5 e 10 artigos científicos originais e inéditos, em diálogo com pesquisas atuais e/ou históricas do campo. Caso mais artigos sejam aprovados, a editoria poderá sugerir que alguns textos sejam publicados fora da seção, em fluxo contínuo.
Formato da proposta:
A proposta de dossiê pode ser enviada em português, inglês ou espanhol e deve incluir:
· Nome das pessoas organizadoras do dossiê e suas afiliações institucionais. As propostas devem contar com duas ou três pessoas doutoras na organização, sendo ao menos uma vinculada a instituição de pesquisa estrangeira;
· Título curto e sintético do dossiê, com até 10 palavras;
· Apresentação da proposta e breve justificativa, destacando a relevância e a contribuição do dossiê para o campo dos estudos históricos globais;· Lista com ao menos quatro artigos previstos, contendo título provisório, nomes e afiliações das autorias comprometidas a enviar textos, além de resumos de até 15 linhas. Os artigos indicados previamente — assim como os recebidos após a publicação da chamada — serão avaliados pelo sistema regular da revista;
· Indicação da origem da proposta, como workshops, conferências, projetos de pesquisa, entre outros.
Recomendações:
A Esboços incentiva fortemente propostas que considerem diversidade de gênero, região, instituições e países, tanto na composição das pessoas organizadoras quanto das autorias.
Os artigos podem ser submetidos em português, inglês ou espanhol, sendo especialmente valorizadas propostas que incluam contribuições em inglês, redigidas originalmente ou traduzidas antes da submissão.
A seleção das propostas será realizada pela editoria executiva, considerando a originalidade do tema, sua pertinência para debates em História Global e a qualidade dos artigos e das autorias envolvidas.
Após a seleção, as pessoas organizadoras receberão um cronograma com prazos para as etapas de trabalho e publicação.
Responsabilidades das pessoas organizadoras:
Cabe às pessoas organizadoras redigir a chamada do dossiê, convidar autorias, auxiliá-las no processo de submissão no sistema, sugerir até três pareceristas para cada artigo e elaborar o texto de apresentação do dossiê. Não há qualquer forma de compensação financeira pelo trabalho editorial. Também é responsabilidade das pessoas organizadoras garantir a entrega dos artigos encomendados dentro dos prazos estabelecidos, incluindo suas versões revisadas.
Responsabilidades da editoria da Seção Dossiê:
Compete à editoria da Seção Dossiê — e não às pessoas organizadoras — decidir sobre a aceitação ou recusa dos artigos, tanto nas etapas prévias quanto após a revisão, além de comunicar as decisões às autorias. A editoria não é obrigada a aceitar manuscritos, mesmo de autorias convidadas, e decidirá com base nas normas editoriais da revista e nos pareceres externos. A editoria também é responsável por conduzir o processo de avaliação por pares, embora pessoas organizadoras possam sugerir nomes para avaliar os artigos recebidos. Os pareceres não serão acessíveis automaticamente às pessoas organizadoras.
O processo de avaliação duplo cego para artigos de dossiê segue os mesmos procedimentos aplicados às submissões regulares.
https://revista.ufrr.br/textosedebates/about/submissions
Chamada para Dossiê
Previsão de publicação: Segundo semestre de 2026
Dossiê: Migração, Refúgio e Mobilidades Contemporâneas – Perspectivas Interdisciplinares e a vinculação entre Redes de Pesquisa
A revista Textos e Debates convida pesquisadoras e pesquisadores a submeterem artigos para o dossiê temático “Migração, Refúgio e Mobilidades Contemporâneas – Perspectivas Interdisciplinares e a vinculação entre Redes de Pesquisa”, organizado no âmbito da Rede Internacional Migração e Refúgio (Processo 444631/2024-0 - CNPq) e sua vinculação com outros observatórios, como o Observatório da Emigração Brasileira, o Observatório das Migrações dos Países de Língua Portuguesa, entre outros, integrando uma rede interinstitucional e internacional de pesquisa dedicada à produção de conhecimento teórico, metodológico e empírico sobre processos migratórios dentro e fora do Brasil. O dossiê tem como objetivo reunir contribuições que analisem as transformações recentes das migrações internacionais, considerando o Brasil simultaneamente como país de origem, trânsito e destino, com especial atenção às dinâmicas Sul–Sul e ao papel do país na gestão migratória contemporânea. Busca-se também aprofundar o debate sobre mobilidades em contextos fronteiriços, particularmente na região amazônica e na fronteira norte, destacando a centralidade de Roraima nas novas configurações geopolíticas, sociais e demográficas. Serão bem-vindas contribuições interdisciplinares que dialoguem com diferentes campos do conhecimento e abordagens metodológicas, incluindo, mas não se limitando a:
• Migrações internacionais contemporâneas (imigração, emigração, retorno, deportações e refúgio);
• Deslocamentos ambientais e mobilidades forçadas;
• Fronteiras, gestão migratória e direitos humanos;
• Diásporas, remessas e transnacionalismo;
• Comunidades brasileiras no exterior e diáspora científica;
Revista do Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Fronteira (PPGSOF) e do Centro de Ciências Humanas (CCH) da Universidade Federal de Roraima - ISSN: 2317-1448
• Integração regional e mobilidades populacionais;
• Migração, cidades e políticas sociais;
• Fontes de informação para o estudo da migração internacional e refúgio no Brasil
• Migrações, refúgio e gênero
• Migrações, refúgio e direitos humanos
• Dinâmicas populacionais e transição demográfica em regiões de fronteira;
• Estudos empíricos, análises comparativas e revisões teóricas sobre mobilidade humana;
• Dinâmicas humanitárias e militarização da gestão migratória.
O dossiê pretende consolidar um espaço de excelência para o diálogo acadêmico internacional, reunindo autoras e autores do Brasil e do exterior, contribuindo para o fortalecimento de redes científicas e para a internacionalização da produção acadêmica sobre migrações.
Submissões
Período de envio: 20/04/2026
Idiomas aceitos: textos em português, inglês e espanhol
Normas editoriais: https://revista.ufrr.br/textosedebates/about/submissions
(A revista não aceita artigos com mais de três autores)
Os artigos serão avaliados por pareceristas.
Organização do dossiê:
Prof. Dr. João Carlos Jarochinski Silva (UFRR)
Profa. Dra. Rosana Baeninger (Unicamp)
Profa. Dra. Natália Demétrio (UFRR)