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MODULO 1 Parte II - Gestão Integrada e Cadeia de Suprimentos - GSL - 2026

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Curso Administração de Empresas – UNIP 
Disciplina: Gestão de Suprimentos e Logística
Prof. Ms. Gilberto Ranalli
Gestão Integrada e Cadeia de Suprimentos
Evolução do pensamento logístico 
1 - Evolução histórica 
Pode-se afirmar que a origem da logística está intimamente ligada às necessidades de sobrevivência humana e sua escalada evolutiva ao longo de milhares de anos.
A ação de transformar a natureza ao seu redor (produção), objetivando alimentar-se, vestir-se e abrigar-se, acompanha o Homem desde seus tempos mais remotos. 
Na condição de nômade o Homem se relacionava com sua produção da seguinte maneira: na medida em que a natureza local não lhe provia mais as bases de sua produção, ele se deslocava para uma outra região que pudesse provê-lo. Sendo assim, para atender às suas necessidades de subsistência, quem se deslocava era o Homem.
Posteriormente o Homem deixa de ser nômade para fixar-se territorialmente, domina técnicas de transformação da natureza e desenvolve seus meios de subsistência, principalmente a agricultura.
Entretanto limitações locais de natureza material, geográfica, ecológica, climática, cultural etc. obrigaram o Homem a criar meios e alternativas para movimentar materiais e pessoas, percorrendo distâncias e conectando distintos pontos de origem/destino. A incorporação de novas técnicas, incluindo os animais que até então forneciam apenas carne e couro (alimento e vestuário), passam a oferecer também tração (arado) e transporte (carro de bois, cavalo para montar etc.).
A partir deste momento uma tendência se inverte: com o Homem fixando-se à terra e com o emprego das novas técnicas, quem passa a se movimentar são os bens produzidos por ele (distribuição).
O que não havia disponível em sua região poderia ser obtido de outro local, e este fato leva o Homem a uma propensão natural para as trocas, ampliando assim as possibilidades de atendimento de suas necessidades a partir da permuta de seus bens excedentes (povos locais) com os bens excedentes de outros povos (trocas).
ESCAMBO
Este novo ciclo – produção, distribuição e trocas – possibilita uma grande abertura para o comércio à distância bem como se intensifica o contato entre diversos povos culturas.
Ainda somado ao comércio, não podemos esquecer também das necessidades de produtos que serviam para finalidades bélicas (guerra), sobretudo a partir do domínio dos metais (armas, capacetes, escudos etc.); este novo Homem, agora fixado em territórios, tinha também a necessidade de defesa e ataque aos povos inimigos.
Como assim? O que a guerra tem haver com logística? ...É o que vamos começar a entender agora! 
Etimologia da palavra “Logística”
O dicionário Houaiss nos oferece a seguinte etimologia:
 
“fr. logistique (1840) 'nome dado à parte especulativa da ciência das armas', este emprt. ao gr. logistikós, ê, ón 'relativo ao cálculo; que diz respeito ao raciocínio'“. 
Então a origem mais remota deriva do grego “logistikós”, significando raciocínio logico, matemático, o uso da razão.
Somente no século XVII é que o exército francês utilizou o verbo loger, que significa alojar, para designar uma divisão especifica com a responsabilidade de planejar o deslocamento das tropas, prover os alojamentos, estudar o território, gerenciar os procedimentos para transporte e suprir combatentes. 
Uma ciência de origem militar
Muitos pesquisadores defendem a tese de que o desenvolvimento da Logística está
intimamente ligado ao progresso das atividades militares e das necessidades resultantes
das guerras, ou seja, trata-se de uma ciência de origem militar.
A necessidade de suprimentos, munição, informações, distribuição de materiais e tropas etc., no front, fez com que as instituições militares entendessem, desenvolvessem e aprimorassem os conceitos logísticos através dos tempos.
Numa batalha , não é suficiente apenas conquistar novos territórios; o maior desafio está na manutenção destas novas posições, suprindo-as de alimento, vestuário, armamento, informações, pessoal etc.
Aproximações entre logística militar e logística empresarial 
A guerra nunca foi um tema positivo para a humanidade, mas é um elemento presente em nossas vidas desde os tempos mais remotos, nas mais diversas gerações. 
E uma das consequências das campanhas de guerra é o grande desenvolvimento da ciência e da tecnologia. 
Sun Tzu, no clássico "A arte da guerra", já tinha esta perspectiva bem clara. 
Veja alguns trechos de sua obra, que exemplificam a importância do planejamento e da utilização das informações:
Sun Tzu (544 a.C. – 496 a.C.) foi um general, estrategista e filósofo chinês e principal nome relacionado a escola militar de filosofia chinesa. É mais conhecido por seu tratado militar, A Arte da Guerra, composto por 13 capítulos de estratégias militares.
A guerra é de vital importância para o Estado; é o domínio da vida ou da morte, o
caminho para a sobrevivência ou a perda do Império: é preciso manejá-la bem. Não refletir seriamente sobre tudo o que lhe concerne é dar prova de uma culpável indiferença no diz respeito à conservação ou à perda do que nos é mais querido; e isso não deve ocorrer entre nós.
Isto quer dizer que não se deve mobilizar ao povo mais de uma vez por campanha, e que imediatamente depois de alcançar a vitória não se deve regressar ao próprio pais para fazer uma segunda mobilização. A principio isto significa proporcionar alimentos (para as próprias tropas), porém depois se tiram os alimentos ao inimigo. Se ao invés de tomar os mantimentos e armas de teu próprio país, retirares do teu inimigo estarás bem abastecido de armas e provisões. A vitória completa se produz quando o exército não luta, a cidade não é assediada, a destruição não se prolonga durante muito tempo, e em cada caso o inimigo é vencido pelo emprego da estratégia.
Fonte: http://www.culturabrasil.pro.br/artedaguerra.htm
Agora uma reflexão: 
O que motivou o homem a conquistar o espaço? O que o fez pisar na Lua? 
Motivos militares! Lembremo-nos da chamada "guerra fria", em que as duas grandes potências mundiais do período, os Estados Unidos e a então União Soviética, travavam secretamente uma batalha entre seus programas espaciais. 
Dominar o "espaço", fazer o homem viajar na atmosfera terrestre, pisar na Lua etc. 
significava a possibilidade de sobrepor-se ao inimigo. 
A II Guerra Mundial é considerada um divisor de águas no desenvolvimento da Logística, pois, tal qual, uma representação do mercado mundial, desencadeou reações no mundo inteiro, demandou grandes deslocamentos de tropas, uma produção industrial e agrícola em larga escala, aliados a um grande esforço de produção industrial e de produtos da incipiente, naquele momento, indústria que viria a ser conhecida como microeletrônica e depois informática. 
Até há pouco tempo, a logística tinha suas atribuições vinculadas á gestão dos transportes e de armazéns, porém hoje o desenvolvimento da logística como parte da evolução empresarial evoluiu de forma crescente:
Até a década de 1950
 
Após a II guerra mundial, as empresas industriais recomeçam a operar e a buscar novos mercados para colocar seus produtos. Neste período o desenvolvimento industrial era a força da economia mundial e há, dentro das organizações, uma clara separação entre as atividades de logística na organização interna das empresas que assumem as responsabilidades das atividades de forma segmentada e fracionada, sem grande integração interna onde podemos destacar as responsabilidades conforme divisão abaixo: 
Anos 1950 - Funções Independentes 
Marketing, Finanças, Produção, Distribuição, Atendimento, Custos de estoques, Suprimentos, Manufatura, Armazenagem, Transporte: 
No pós-guerra, as empresas desenvolvem suas atividades de forma independente e isolada sem coordenação integrada interna buscando atingir objetivos setoriais.
 
Entre 1950 e 1970 
Com o fim da Segunda Guerra, a economia mundial cresceu bastante e a logística ganhou destaque nas empresas em função das necessidadesde atingir mercados mais distantes e maiores. Lentamente, o conceito de logística voltada para a produção, começa a perder espaço para uma visão dos clientes, como a parte da cadeia que determina o mercado. Neste período identificamos um claro desenvolvimento das atividades logísticas em que atuam como fatores decisivos de mudança no ambiente empresarial: 
Evolução qualitativa nas exigências dos consumidores.
2. Necessidade de aumento da eficiência e redução de custos. 
3. Surgimento de novas tecnologias de informação.
4. Histórico militar 
Entre 1970 e 1990 
Neste período, surgem novas técnicas de comunicação e as indústrias passam a produzir produtos variados e com o crescimento do mercado as empresas se ressentem de uma nova forma de distribuição em que o importante é entregar. 
Na década de 1990 surgiu uma nova visão e conceito, de Logística Empresarial definido por Ballou (1992), como: 
̈Área que trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição até o consumo final ̈ . 
Na origem das mudanças que induziram ao novo modelo organizacional, é possível destacar: 
􏰁  Concorrência acirrada em termos de preço, quantidade, prazos. 
􏰁  Inovações tecnológicas que criam novas oportunidades e mudam as condições de 
produção nas empresas. 
􏰁  Mudanças das indústrias para um perfil globalizado e virtual. 
􏰁  O desenvolvimento de novas tecnologias de produção. 
􏰁  A redução dos tempos nas operações entre produção, compras e distribuição. 
􏰁  Concorrência externa.
Após 1990 – até os dias atuais 
No modelo de logística atual, suas responsabilidades ampliaram-se gerenciando agora uma ampla gama de informações e converge para a integração com fornecedores e clientes através de canais de distribuição mais eficientes e levando em conta atividades como logística reversa, reciclagem, descarte de resíduos. 
O desenvolvimento da integração entre empresas na cadeia de suprimentos e a rápida comunicação e troca de dados caracteriza a Era do Supply Chain Management, chegando ao desenvolvimento conjunto de soluções logísticas na cadeia de suprimentos, como é o caso dos Condomínios Industriais, Consórcios modulares. 
Missão e objetivos 
Um bom desempenho em logística é uma competência que as empresas precisam desenvolver para que seja possível oferecer produtos e serviços de qualidade com eficiência operacional. 
Além de produtos e serviços fabricados e desenvolvidos pelas áreas de vendas, marketing e novos produtos as empresas precisam oferecer aos seus clientes serviços logísticos de qualidade. 
A logística atua diretamente com a responsabilidade de fornecer produtos, serviços, matérias-primas nos locais necessários e no momento correto em que foram pedidos e responder às questões de volumes, prazos e informações são as principais respostas que a logística deve suportar dentro das empresas. 
Logística – Principais questões operacionais: 
• O que produzir e comprar,
• Quanto produzir e comprar,
 • Quando produzir e comprar,
• Com que recursos produzir 
Também podemos citar, além das questões básicas que a logística deve ser preocupar com outras questões como: 
Onde comprar materiais e componentes?
Qual deve ser o tamanho da frota de veículos?
Onde e como estocar produtos e matérias-primas?
Qual o nível de serviço prestado e seu custo operacional?
 
Qual tipo de transporte usar? 
Para Bowersox (2001) o objetivo central da logística é ̈Atingir o melhor nível desejado de serviço ao cliente pelo menor custo total ̈. 
Neste contexto de mercado, a logística é fundamental para que as empresas operem no mercado com lucros, eficiência operacional e alto nível de serviço aos clientes. 
Fluxo da logística tradicional:
 
1.Fontes 2.Fornecedores 3.Fábricas 4.Distribuidores 5.Varejistas 6.Clientes 
Fluxo da logística tradicional:
 
1.Fontes 2.Fornecedores 3.Fábricas 4.Distribuidores 5.Varejistas 6.Clientes 
Para a logística é preciso conciliar os objetivos acima com um nível de serviço elevado aos clientes onde o desempenho em logística pode fazer a diferença e ser um diferencial competitivo e de lucros de forma equilibrada entre os desejos dos clientes e os resultados previstos (Bowersox, 2004. p.23). 
Assim, a principal missão da área de Logística, como parte integrante da estratégia empresarial que visa conquistar e manter clientes é atuar de forma determinada para atender as condições abaixo: 
1. Atendimento Just in time (quantidade, lugar, tempo certa).
2. Dispor o produto certo aos clientes (nível de serviço).
3. Fornecer nas quantidades solicitadas.
4. Entregar nas condições estabelecidas pelos clientes nos pedidos de venda.
5. Atender conforme os locais solicitados. 
6. Entregar para o cliente correto. 
7. Redução de custos 
Supply Chain Management – Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos 
Segundo o dicionário da American Production Inventory Control Society, uma Cadeia de Suprimentos (Supply Chain) pode ser definida como: 
Os processos que envolvem fornecedores e clientes, e ligam empresas desde a fonte inicial de matéria-prima até o ponto de consumo do produto acabado; 
b) As funções dentro e fora de uma empresa que garantem que a cadeia de valor possa fazer e providenciar produtos e serviços aos clientes. 
Para o Supply Chain Council (www.supply-chain.com), uma cadeia de suprimento abrange todos os esforços envolvidos na produção e liberação de um produto final, desde o (primeiro) fornecedor do fornecedor até o último cliente do cliente.
Quatro processos básicos definem tais esforços: 
PLANEJAR (PLAN)
 ABASTECER (SOURCE)
 FAZER (MAKE) 
ENTREGAR (DELIVERY) 
O bom entendimento de uma cadeia de suprimentos passa pela identificação, na cadeia, da empresa foco, aquela que se pretende estudar. A partir dessa seleção, a cadeia de suprimentos passa a ser vista pela perspectiva dessa empresa foco. 
Figura 1: Representação de uma cadeia de suprimentos Fonte: CORREA. Administração de produção e operações 
Fluxos dentro da cadeia de suprimentos 
Uma excelente analogia para bem entender uma rede de suprimentos foi feita por Martel, ao comparar uma rede com uma rede formada por tubos de diferentes diâmetros e capacidades, que representam os gargalos ou os recursos com sobra de capacidade: 
Figura 3: Comparação entre vasos comunicantes e o fluxo em uma rede de suprimentos Fonte: MARTEL – Análise e projeto de redes logísticas 
O modelo demonstrado na figura 3 mostra de forma clara que em cada etapa da rede (representada pelos diferentes diâmetros de tubos), existe a necessidade de um intenso planejamento e controle, assim como fica evidente que a capacidade, o volume e a vazão (demanda) tornam-se fundamentais para as atividades de planejamento e controle. Como forma de representar cada etapa, a linha inferior utiliza símbolos comuns para a visualização de diferentes funções / atividades dentro do processo produtivo: 
O correto gerenciamento das atividades envolvidas nos processos da rede de 
suprimentos gera uma vantagem competitiva importante para o desenvolvimento da organização. 
O planejamento e controle do fluxo de recursos que atravessam e são transformados na rede de suprimentos (mercadorias, informação, dinheiro), através das atividades de produção, permite a empresa oferecer os produtos e serviços que serão consumidos pelos clientes. 
A demanda na cadeia de suprimentos 
Figura 4: Termos utilizados para descrever a gestão de diferentes partes da cadeia de suprimentos
Fonte: SLACKS, Nigel e outros. Administração da produção 
A demanda na cadeia de suprimentos 
Assim, por incluir todos os estágios no fluxo total de materiais e informações, precisa também incluir considerações sobre o cliente, que é o único que tem a moeda “real” em toda a cadeia de suprimentos. 
Todos os negócios na cadeia de suprimentos transferem, de um para outro, porções do dinheiro do cliente, cada um retendo a margem correspondente ao valor porele agregado. 
Utilizar a abordagem holística (de toda a rede) para gerenciar a cadeia de suprimentos resulta em novas oportunidades de análise e aprimoramento, localizando focos de atraso, ou oportunidades para reduções potenciais de custos. 
Em longas cadeias de suprimentos envolvendo vários negócios, não é fácil coordenar toda a cadeia, em particular quando parte da cadeia atende a dois conjuntos de clientes. 
Forrester (Forrester, J.W., Industrial Dynamics, MIT Press, 1961) demonstrou que existe certa dinâmica entre empresas, numa cadeia de suprimentos, que causam erros, desvios e volatilidade, e que tais desvios são crescentes para as empresas mais a montante da cadeia de suprimentos. 
O denominado efeito Forrester é similar ao jogo do telefone sem fio: quanto maior o número de participantes do jogo, maior tende a ser a distorção. Quando o jogo termina e o ultimo participante fala em voz alta a mensagem, em geral nada tem a ver com a mensagem original. 
Operadores logísticos e terceirização (outsourcing) 
De acordo com a ABML (Associação Brasileira de Movimentação e Logística), o operador logístico é o fornecedor de serviços logísticos especializado em gerenciar todas as atividades logísticas ou parte delas nas várias fases da cadeia de abastecimento de seus clientes, agregando valor ao produto dos mesmos, e que tenha competência para no mínimo, prestar simultaneamente serviços nas três atividades consideradas básicas: 
controle de estoques, armazenagem e gestão de transporte. 
Conforme Fleury, Figueiredo e Wanke (2000), o operador logístico agrega valor ao negócio do seu cliente, oferecendo serviços de transporte, recebimento, conferência, paletização, armazenagem, gestão de estoques, abastecimento de linhas, embalagem, separação de pedidos, formação de kits, roteirização, rastreamento de pedidos, rastreamento de veículos, controle e pagamento de fretes, gestão de informações logísticas e monitoramento de desempenho logístico, dentre outras. 
Operador Logístico é o prestador de serviço logístico com reconhecida competência em atividades logísticas, na execução de todos os processos a ela pertinentes, no todo ou em parte. 
A Associação Brasileira de Movimentação e Logística (ABML) impõe a agregação de valor e a competência para prestação de no mínimo três serviços logísticos sendo controle de estoques, armazenagem e gestão de transportes. 
Dentro desses relacionamentos surge o Outsourcing que significa, essencialmente, a opção por uma relação de parceria e cumplicidade com um ou mais fornecedores da cadeia produtiva, numa decisão tipicamente estratégica, abrangente e de difícil reversão. Por sua vez, subcontratação (ou terceirização) tem significado apenas um negócio, uma decisão operacional, mais restrita e relativamente de mais fácil reversão. (PIRES In AMATO, 2001). 
O outsourcing de acordo com a visão contemporânea vai além das práticas de subcontratação ou terceirização, frequentemente utilizadas recentemente no Brasil. Estudos realizados nos últimos anos mostram que a razão mais importante em adotar o outsourcing é a percepção de que a utilização da competência principal do negócio (core business) é o principal valor na aquisição de um conjunto de características elaboradas pela empresa tornando-a diferente dos demais concorrentes. 
Decisão clássica no processo de terceirização (vertical);
Atenção volta-se para a avaliação da vantagem ou desvantagem econômica de cada opção;
Atualmente considera-se mais importante a vantagem estratégica e a tomada de decisão não atende somente os julgamentos estratégicos.
Dentro do outsourcing surge a terceirização das atividades logísticas utilizando-se operadores ou prestadores de serviços logísticos. 
Se efetuarmos um revisão na bibliografia sobre Logística, constataremos que inúmeras outras denominações surgiram, como por exemplo: provedores de serviços logísticos, (thirdy-party logistics providers), empresas de logísticas contratadas (contract logistics companies) ou ainda provedores de logística integradas (integrated logistics providers) e operadores logísticos (logistics operators – reestruturação da parceria). 
De acordo com a (ABML), uma empresa que presta serviços logísticos só́ será́ considerada um operador logístico se for capaz de fornecer, como mencionado no inicio deste tópico, pelo menos, três atividades básicas: 
Controle de Estoques, 
Armazenagem e a 
Gestão de Transportes. 
Controle do Estoque
Política a ser seguida no gerenciamento, junto ao cliente;
Controlar responsabilidades, inventário, quantidades, localização,
Emissão de relatórios,
Garantir rastreabilidade. 
Armazenagem 
Possuir instalações adequadas;
Estar ciente da legislação e regras legais,
Ter capacidade de atendimento ao cliente;
 Empregar sistema de administração de armazém (impressão, leitura código de barras e radiofrequência; 
Emissão de NF;
Unitização de mercadorias
Gestão de Transporte 
Qualificar e homologar transportadoras;
Contratar ou realizar transportes,
Controlar custos com constante atualização de preços de frete;
 coordenar efetivamente a necessidade de utilização de transportadoras;
Conferir e realizar o pagamento de fretes;
Medir e controlar o desempenho das transportadoras diante dos padrões estabelecidos;
Emissão de relatórios.
Logística Reversa
Normalmente a logística cuida do fluxo de materiais (gestão dos estoques e movimentação física) no sentido a jusante, dos fornecedores para os clientes. 
Mas existem dois outros fluxos de “materiais” que também precisam ser gerenciados de forma efetiva: as embalagens e recipientes utilizados no transporte, e os produtos após o fim de suas vidas úteis.
Os dois geralmente apresentam um fluxo contrário ao fluxo produtivo, ou seja, tem sentido montante, do cliente para o fornecedor. 
É o caso dos containers utilizados no transporte marítimo e aéreo, ou das pilhas descarregadas, que por lei devem voltar aos fabricantes para reciclagem.
São processos logísticos relativamente complexos, com restrições legais, sanitárias, econômicas, etc., e dificuldades gerais inerentes a processos que, aparentemente, não agregam valor na cadeia de suprimentos.
Os denominados canais de distribuição de uma cadeia de suprimentos, são constituídos pelas diversas etapas pelas quais os bens produzidos são comercializados, até chegar ao cliente consumidor. Segundo Kotler, a distribuição física dos bens é a atividade que realiza a movimentação e disponibiliza esses produtos ao cliente consumidor. 
Atualmente, pode-se dizer que caminhamos para um cenário de maior interesse no desenvolvimento dos canais de distribuição reversos, em função da desvalorização econômica, comparativamente aos canais de distribuição diretos. 
Os volumes transacionados nos canais reversos são frações dos bens produzidos e distribuídos nos canais diretos.
Logística Reversa Pós Venda. - Logística Reversa Pós Consumo
F
I
CANAL
DISTR.
V
MP
VAREJISTA
INDÚSTRIA
FORNECEDOR
ARMAZÉNS / ESTOQUES
Os canais de distribuição reversos após o consumo contém uma parcela dos produtos e materiais gerados no descarte de produtos, terminada sua utilidade original, retornando ao ciclo produtivo de alguma forma. 
Segundo Leite, os canais reversos são:
Canal reverso de reuso: considera produtos que, após desembaraço pelo primeiro possuidor, tornam-se produtos de pós-consumo e que ainda apresentando condições de uso, destinam-se ao mercado de segunda mão, passando a ser comercializados até o fim efetivo de sua vida útil. Nesse canal não existe a figura da remanufatura, isto é, o produto é comercializado tantas e tantas vezes, com a mesma função para a qual foi originalmente imaginado. Leilões de empresas são um dos canais reversos de reuso.
Canal reverso de remanufatura: é o que permite que os produtos sejam reaproveitados em suas partes essenciais, através da substituição de componentes complementares, retornando o produto a sua condição original.
Exemplos de canais reversos de remanufatura incluem:a coleta e trituração de pneus para uso em asfalto, combustível ou solados de calçados; a coleta e reciclagem de garrafas PET para fabricar camisetas, móveis ou outras embalagens; e a devolução de produtos eletrônicos para a desmontagem, reparo ou reutilização de componentes. A remanufatura transforma produtos usados em novos itens, valorizando-os novamente na cadeia produtiva. 
Canal reverso de desmanche: trata-se de um processo industrial onde um produto durável, pós-consumo, é desmontado em seus componentes. Partes que possam ser reaproveitadas são encaminhadas à remanufatura, outras sem condições de uso são enviadas à reciclagem industrial.
Exemplos incluem: o desmanche de automóveis para a venda de peças usadas, a trituração de pneus para reuso em combustível ou asfalto, e o descarte de eletrônicos para a reciclagem de metais e plásticos. 
Canal reverso de reciclagem: segundo Leite, trata-se do canal onde os materiais constituintes (aço, alumínio, plásticos, etc.) são extraídos industrialmente, transformando-se em matérias-primas secundárias ou recicladas, voltando à produção de novos produtos. 
Depende de uma cadeia formada por coleta – seleção e preparação – reciclagem industrial – reintegração ao ciclo produtivo. Todos os tipos de embalagens descartáveis se encaixam nesse canal.
A coleta seletiva é a separação dos resíduos sólidos de acordo com sua composição (como papel, plástico, vidro, metal e orgânico) para que possam ser destinados à reciclagem e ao reaproveitamento. Isso reduz a quantidade de lixo enviada para aterros, economiza recursos naturais, gera empregos e renda, além de diminuir a poluição ambiental.
Disposição final: é o último local de destino de produtos, materiais e resíduos que não tenham mais condição de revalorização. São encaminhados aos aterros sanitários ecologicamente controlados, ou são incinerados, gerando pela última vez a revalorização pela queima e extração de sua energia residual.
O valor dos materiais retornados é baixo quando comparado com os produtos originais, e ainda temos a visão, por parte de algumas indústrias, de que o retorno de produtos “pós- venda” é um problema, ao invés de ser considerado uma oportunidade de ser transformado em um novo centro de lucro.
Observamos a cada dia o lançamento de novos produtos ou serviços, em todos os setores industriais e ao redor do mundo. Vide o exemplo dos telefones celulares, que oferecem diferentes soluções para diferentes mercados a cada dia. Em função disso, o tempo de vida dos produtos no mercado diminui, tornando versões anteriores obsoletas (hoje em dia alguns computadores mais “antigos”, com dois anos de vida, não conseguem “rodar” certos programas mais modernos).
É natural o descarte de produtos “antigos”, hoje em dia. Assim sendo, o planejamento empresarial (estratégico, tático e operacional) deve considerar a visão holística (do todo) de competir, colaborar e inovar. Dessa forma, as organizações precisam considerar o retorno de produtos de pós-venda, que acontece em quantidades cada vez maiores, caso contrário esse retorno passará a interferir nas operações e na rentabilidade das atividades da organização.
Bibliografia:
BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos – Planejamento, Organização e Logística Empresarial. Porto Alegre: Bookman, 2001.
adm.online.unip.br (conteúdo programático – Plano de Ensino). 
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