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CENTRO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE TERESINA 
FACULDADE DE TECNOLOGIA DE TERESINA - CET 
COORDENAÇÃO DO CURSO DE FARMÁCIA 
 
 
 
 
 
ALEX SOUSA DE LIMA 
ANA LUIZA MIRANDA DOS SANTOS 
 
 
 
 
 
IMPACTO DO USO DE FITOTERÁPICOS NO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO 
ARTERIAL: Uma Revisão Integrativa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TERESINA 
2025
 
 
 
 
ALEX SOUSA DE LIMA 
ANA LUIZA MIRANDA DOS SANTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IMPACTO DO USO DE FITOTERÁPICOS NO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO 
ARTERIAL: Uma Revisão Integrativa 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado 
à Faculdade Tecnológica de Teresina - CET, 
como requisito parcial para obtenção de título 
de Bacharel em Farmácia. 
Orientador: Prof. Dr. Keylla da 
Conceição Machado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TERESINA 
2025
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) de acordo com ISBD 
 
 
Lima, Alex Sousa de. 
L732i Impacto do uso de fitoterápicos no tratamento da hipertensão arterial: uma 
revisão integrativa / Alex Sousa de Lima, Ana Luiza Miranda dos Santos. - 2025. 
20 f. 
Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Farmácia) - 
Faculdade de Tecnologia de Teresina - CET, 2025. 
Orientador: Profª. Dra. Keylla da Conceição Machado. 
 1. Hipertensão. 2. Fitoterápicos. 3. Plantas medicinais. 4. Tratamento. I. 
Santos, Ana Luiza Miranda dos Santos. II. Título. 
CDD – 615 
 
Elaborado por Tanize Maria Sales CRB3/1024 
 
 
Sumário 
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 7 
2 MATERIAL(IS) E MÉTODOS ........................................................................................... 8 
2.2 ETAPAS DA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA ............................................ 8 
2.1 IDENTIFICAÇÃO DO TEMA .......................................................................................... 8 
2.2 ESTABELECIMENTO DOS CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO ..................... 8 
2.3 COLETA DE DADOS..................................................................................................... 8 
2.4 ANÁLISE DE DADOS .................................................................................................... 9 
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO .................................................................................... 10 
4.1 Fitoterapicos e plantas medicinais mais utilizados no tratamento da HAS .................. 10 
5. CONCLUSÃO................................................................................................................17 
 
 
 
 
 
 
 
IMPACTO DO USO DE FITOTERÁPICOS NO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO 
ARTERIAL: Uma Revisão Integrativa 
 
 
Alex Sousa De Lima 
Ana Luiza Miranda Dos Santos 
Coorientadora: Prof Dr. Keylla Da 
Conceição Machado 
Orientadora: Profa. Msc. Kelly Beatriz 
Vieira de Oliveira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
INTRODUÇÃO: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma patologia crônica que consiste no aumento dos 
níveis da pressão exercida pelo sangue nas artérias. Considerada uma doença crônica não-transmissível 
(DCNT), o controle dessa condição é considerado um desafio, pois a maioria dos indivíduos portadores da 
doença não seguem as recomendações de forma adequada para que esteja controlada. A utilização de 
plantas com intuito de tratamento de doenças e seus sintomas é mundialmente empregado. Estudos apontam 
que esta prática milenar se mantém até hoje e é amplamente utilizado como recurso sempre à mão. 
METODOLOGIA: Trata-se de um estudo acerca dos fitoterápicos com propriedades anti-hipertensivos com 
abordagem qualitativa, do tipo bibliográfica, por meio de revisão integrativa de literatura. O levantamento dos 
artigos científicos foram feitos nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), National Library of 
Medicine (PUBMED) e (Scielo). Para busca foram adotados os descritores em português, “fitoterápicos” 
“hipertensão arterial”, “tratamento”, e em inglês, ““phytotherapeutic”, “hypertension”, “treatment”. 
RESULTADOS: A maioria dos autores verificou, a partir de evidências científicas, que as plantas medicinais 
selecionadas neste estudo possuem propriedades hipotensoras. No entanto, destacam a necessidade de 
estudos mais detalhados, pois as plantas apresentam uma composição complexa de compostos bioativos 
que precisam ser isolados para investigações específicas. Além disso, é fundamental realizar ensaios pré-
clínicos e clínicos, o que ainda demanda maiores investimentos. 
 
 
Palavras-chave: Hipertensão. Fitoterapicos. Plantas Medicinais. Tratamento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
INTRODUCTION: Systemic arterial hypertension (SAH) is a chronic pathology that consists of increased blood 
pressure levels in the arteries. Considered a chronic non-communicable disease (NCD), controlling this 
condition is considered a challenge, since most individuals with the disease do not follow the recommendations 
adequately to keep it under control. The use of plants to treat diseases and their symptoms is used worldwide. 
Studies indicate that this ancient practice continues to this day and is widely used as a resource that is always 
at hand. METHODOLOGY: This is a study on herbal medicines with antihypertensive properties with a 
qualitative, bibliographic approach, through an integrative literature review. The survey of scientific articles 
was carried out in the Virtual Health Library (BVS), National Library of Medicine (PUBMED) and (Scielo) 
databases. The following descriptors were used for the search: “phytotherapeutics”, “arterial hypertension”, 
“treatment”, and “phytotherapeutic”, “hypertension”, “treatment”. RESULTS: Most authors verified, based on 
scientific evidence, that the medicinal plants selected in this study have hypotensive properties. However, they 
highlight the need for more detailed studies, since the plants have a complex composition of bioactive 
compounds that need to be isolated for specific investigations. In addition, it is essential to carry out preclinical 
and clinical trials, which still requires greater investment. 
 
Keywords: Hypertension. Phytotherapeutics. Medicinal Plants. Treatment 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma patologia crônica que consiste no 
aumento dos níveis da pressão exercida pelo sangue nas artérias. A causa da HAS pode 
estar diretamente ligada a hábitos de vida, como alimentação não saudável, sedentarismo 
tabagismo, consumo excessivo de álcool, entre outros. Considerada uma doença crônica 
não-transmissível (DCNT), o controle dessa condição é considerado um desafio, pois a 
maioria dos indivíduos portadores da doença não seguem as recomendações de forma 
adequada para que esteja controlada (BRASIL, 2022). 
Nos últimos anos, observou-se um aumento significativo no número de portadores 
de HAS e com isso, um paralelo da indústria farmacêutica, em lançamentos cada vez 
mais modernos para controle da doença. Todo esse arsenal moderno não está acessível 
à maioria dos portadores da doença, por desigualdades sociais. Dessa forma, o uso de 
plantas medicinais e fitoterápicos tem sido utilizado no controle da hipertensão, por 
garantir acesso a grande maioria da população (Camargo et al., 2023). 
A utilização de plantas com intuito de tratamento de doenças e seus sintomas é 
mundialmente empregado. Estudos apontam que esta prática milenar se mantém até hoje 
e é amplamente utilizado como recurso sempre à mão. (Cavalcante; Guerreiro, 2018). A 
fitoterapia consiste em extrato, tintura e cápsulas produzido apenas com plantas, sejam 
inteiras ou partes delas (Machado et al., 2014). 
 Podendo também ser utilizado na forma de chás, forma mais utilizada por pessoas 
na terceira idade em várias partes do Brasil, principalmente no interiorpela cultura e plantio. 
No entanto, é crucial salientar que muitos dos indivíduos empregam a fitoterapia de maneira 
indiscriminada e sem supervisão. A grande parte do público acredita que esta terapia, por 
ser vista como natural, está livre de efeitos colaterais, tornando-se, para muitos, a opção 
inicial selecionada. Porém é reconhecido que até mesmo as ervas medicinais e fitoterápicos 
podem trazer riscos ao serem empregadas, já que podem provocar intoxicações e 
interações com outras substâncias/medicamentos usados pela pessoa, variando conforme 
a situação do segmento específico que será empregado.(Ângelo; Ribeiro, 2014; Machado 
et al., 2014). 
Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo realizar revisão integrativa a 
respeito do uso prática da fitoterapia no tratamento da HAS. 
 
 
 
 
2 MATERIAL(IS) E MÉTODOS 
2.1 Título da seção secundária 
Trata-se de um estudo acerca dos fitoterápicos com propriedades anti-
hipertensivos com abordagem qualitativa, do tipo bibliográfica, por meio de revisão 
integrativa de literatura. Esta modalidade de pesquisa permite a análise de pesquisas e 
síntese dos conceitos de forma ampla, tendo em vista a necessidade do conhecimento 
científico para elaboração e desenvolvimento do artigo. A pesquisa foi realizada nas 
seguintes etapas: a) identificação do tema e da questão norteadora; b) busca de artigos; c) 
análise crítica dos estudos; e) discussão dos resultados; e d) apresentação da revisão 
integrativa (Souza; Silva; Carvalho, 2010). 
 
2.2 ETAPAS DA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA 
 
2.1 IDENTIFICAÇÃO DO TEMA 
 
O levantamento dos artigos científicos foram feitos nas bases de dados Biblioteca 
Virtual em Saúde (BVS), National Library of Medicine (PUBMED) e (Scielo). 
Para busca foram adotados os descritores em português, “fitoterápicos” 
“hipertensão arterial”, “tratamento”, e em inglês, ““phytotherapeutic”, “hypertension”, 
“treatment”, sendo também empregado o operador booleano “AND”. 
 
 2.2 ESTABELECIMENTO DOS CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO 
 
Como critérios de inclusão foram utilizados estudos disponíveis em sua totalidade, 
estudos observacionais, ensaios clínicos randomizados, revisão sistemática, artigos 
originais publicados nos anos de 2013 a 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. 
Foram excluídos da busca inicial os capítulos de livros, resumos, textos incompletos, relatos 
técnicos, teses, dissertações, monografias, revisões integrativas e outras formas de 
publicação que não são artigos científicos completos. 
 
2.3 COLETA DE DADOS 
 
As informações coletadas foram relacionadas ao fitoterápico utilizado (nome 
científico); características da população estudada (idade, sexo, gravidade da doença); 
Resultados clínicos (níveis de pressão arterial); plantas mais usadas. 
 
 
 
2.4 ANÁLISE DE DADOS 
 
A seleção dos artigos foi feita em três etapas: Leitura dos títulos e resumos para 
triagem preliminar; Leitura integral dos estudos que atenderam aos critérios; Extração de 
dados relevantes, organizados em uma planilha com as seguintes informações: Nome do 
fitoterápico; Doença crônica associada; Tipo de estudo (revisão, ensaio clínico, estudo de 
caso, etc.); Resultados sobre eficácia. 
Posteriormente, foi realizada uma análise qualitativa comparativa, com ênfase na 
identificação dos fitoterápicos mais mencionados e na robustez das evidências encontradas 
sobre sua eficácia no tratamento da hipertensão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 
Esta pesquisa avaliou evidências científicas sobre Fitoterápicos mais utilizados no 
tratamento da Hipertensão, onde 4 estudos (45%) foram obtidos na base de dados da 
Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), 3 estudos (33%) na base de dados PubMed e 2 estudos 
(22%) na base de dados Scielo, sendo evidenciado dessa forma que, na BVS concentrou-
se mais artigos com a temática abordada, conforme demonstrado na Figura 1. 
 
 
4.1 Fitoterapicos e plantas medicinais mais utilizados no tratamento da HAS 
 
 O uso de plantas com finalidades medicinais é, historicamente, um dos principais 
métodos empregados no tratamento de diversas enfermidades, desempenhando um papel 
crucial na descoberta de novos medicamentos e na produção farmacêutica. As 
propriedades dessas plantas variam conforme a espécie e o objetivo desejado, sendo 
extraídas de cascas de árvores, grãos, sementes e outros recursos naturais (BRASIL, 
2022). 
Os fitoterápicos são classificados como medicamentos que derivam de plantas 
medicinais ou de suas partes. Não se enquadram nessa categoria os medicamentos 
elaborados com substâncias isoladas da planta, os quais se tornariam medicamentos 
quimicamente definidos. O mecanismo de ação desses medicamentos é explicado pelas 
substâncias presentes na planta medicinal, que se encontra em maior concentração e cujas 
propriedades terapêuticas são confirmadas por meio de conhecimentos químicos (BRASIL, 
PubMed
33%
BVS
45%
Scielo
22%
Bases de dados
PubMed
BVS
Scielo
 
 
2022). As plantas produzem substâncias como mecanismo de defesa e adaptação, 
conhecidas como metabólitos secundários. A maior parte desses metabólitos apresenta 
propriedades terapêuticas para os seres humanos, especialmente quando utilizados na 
forma de infusões e processados como insumos farmacêuticos (Camargo et al., 2023). 
A ação das plantas medicinais sobre a pressão arterial é resultado da presença de 
princípios ativos que determinam o seu principal efeito farmacológico. Porém, é 
fundamental ter evidências científicas para o uso correto das ervas no tratamento da HAS, 
garantindo o verdadeiro efeito do princípio ativo da planta no organismo, bem como o seu 
uso adequado (Lima et al., 2020). Algumas plantas têm demonstrado eficácia no controle 
da pressão arterial, apresentando ações diuréticas, aumentando o volume urinário e a 
excreção de sal, e ação vasodilatadora, impactando na resistência vascular periférica (Silva 
et al., 2022). 
Um exemplo de fitoterápicos amplamente estudado é o Alho (Allium sativum L.) 
que, de acordo com Nakasone et al. (2013), os compostos alicina e a γ-glutamil-S-
alilcisteína (GSAC) são responsáveis por causar um efeito hipotensor ao inibir a ECA 
(enzima conversora de angiotensina) e induzir dependência endotelial e relaxamento 
independente, fazendo com que aconteça a vasodilatação. Corroborando com estudo 
anterior pesquisas realizadas por Lucena e Guedes (2020) descrevem que o Alium sativum 
possui benefícios a saúde cardiovascular atuando na ação anti-hipertensiva, inibição da 
associação plaquetária e diminuição do colesterol por Alium sativum possui na sua 
composição compostos organosulfúricos, que possui efeito cardioprotetor, os demais 
compostos são: aliina, alicina, S-alil-cisteína e S-metilcisteína. Tais compostos podem 
diminuir os graus de colesterol sanguíneo preservar células endoteliais vasculares contra 
danos, por conta da diminuição do estresse oxidativo e a coibição da oxidação de LDL-c, 
assim como vasodilatação. 
Em outro estudo, a catequina, presente no chá verde que é composta por 
epicatequina, epigalocatequina, galato de epicatequina e galato de epigalocatequina, 
Estudos demonstraram que essas substâncias têm efeitos farmacológicos benéficos em 
doenças cardiovasculares, como hipertensão, e apesar das propriedades estimulantes do 
chá verde, que contém cafeína, ele pode reduzir a pressão arterial por meio de diferentes 
mecanismos, como manter o equilíbrio entre vasoconstritores, vasodilatadores e fatores 
hiperpolarizantes (Deka, 2011; Peng, 2014). 
 
 
Ginkgo biloba uma espécie medicinal de origem milenar que apresenta grande 
quantidade de compostos bioativos, vem despertando interesse em pesquisas. Seus 
principais constituintes são flavonoides, (glicosídeos ginkgo-flavona),terpenóides 
(ginkgolídeos e bilobalídeos), biflavonas e ácidos orgânicos.Essa substância apresenta 
ação antioxidante, colaborando em eliminar o excesso e a produção de radicais livres. Em 
relação a hipertensão, também apresentou efeitos benéficos, pois possui propriedade 
vasodilatadoras, inibidora do ECA, ativação das vias colinérgicas e melhora a saúde do 
endotelial. Sua ação hipotensiva ocorre através da ativação do M2 receptores muscarínicos 
via do NO e da sinalização colinérgica durante a hipertrofia cardíaca (Shaito et al., 2020). 
 Nunes et al, (2016) onde a amostra população do estudo consistiu de 172 
pacientes hipertensos, usuários do Sistema Único de Saúde, atendidos em duas Unidades 
de Saúde da Família, localizadas no distrito de Pirituba. Dentre as espécies citadas 
predomina o uso do chuchu ( Sechium edule (Jacq.) Sw, 34,8%), seguido por hortelã-da-
folha-miúda ( Mentha pulegium L ., 21,4%) e capim-santo ( Cymbopogon citratus (DC.) 
Stapf, 16,1%). Como monoterapia prevaleceu o uso do chuchu ( Sechium edule (Jacq.) 
Sw., 47,4%), seguido por capim-santo ( Cymbopogon citratus (DC.) Stapf, 18,40%) e 
hortelã-da-folha-miúda ( Mentha pulegium L. , 18,4%). Entre os pacientes em uso de 
associações, a combinação mais prevalente ocorreu entre chuchu e hortelã-da-folha-miúda 
(23,3%), cujo uso era simultâneo, em consolidação conjunta e/ou separadas. 
Panax ginseng (Ginseng asiático) planta utilizada para melhorar a inteligência, 
impotência e hemorragias, para fins de relaxamento e retarda o envelhecimento demostrou 
através de ensaios clínicos apresentar propriedades afrodisíacas, anti-inflamatórias, 
anticâncer, antidiabético, cardioprotetor, gastroprotetor, anti-amnésticoe antioxidante. Os 
constituintes de P. ginsengé responsável pela ação farmacológicas são ginsenosídeos, 
polissacarídeos, peptídeos, alcalóides, poliacetileno e compostos fenólicos. Foi constatado 
que esta planta também possui propriedades hipotensivas (Liu, 2020). No estudo de Xavier 
et al, (2021) onde a população de estudo constituiu-se por 50 pacientes diagnosticados com 
hipertensão arterial sistêmica (HAS) com idades superiores a 20 anos, atendidos pelo 
NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família) da cidade de Jaíba-MG nos meses de 
setembro e outubro do ano de 2015 , as espécies medicinais mais utilizadas pelos 
informantes para tratamento da hipertensão arterial sistêmica foram, em ordem 
decrescente, capim-santo (Cymbopogon citratus Stapf.), ervacidreira (Lippia alba (Mill.) 
N.E.Br.), hortelã (Mentha sp.), erva-doce (Pimpinella anisum L.), Boldo (Coleus barbatus 
 
 
(Andrews) Benth. ex G.Don), alho (Allium sativum L.), camomila (Matricaria chamomilla 
Blanco). Corroborando com um estudo realizado por Sousa e Silva (2015), essas mesmas 
variedades com fins terapêuticos foram citadas, exceto hortelã, alho e camomila. 
O estudo de Veliz-Rojas; Mendoza-Parra; Barriga, 2015, com 2999 indivíduos que 
apresentavam doenças como hipertensão, diabetes tipo 2 e distúrbios lipídicos. Observou-
se que 80,80% dos envolvidos utilizavam plantas medicinais. As ervas mais frequentemente 
empregadas para problemas cardiovasculares incluíam: Citrus limon (20,6%) para baixar a 
pressão arterial. 
No estudo de Ali et al. (2022) com participantes adultos com mais de 18 anos o 
hibisco exerceu efeitos mais fortes na PA sistólica (−7,10 mmHg [IC 95%, −13,00, 
−1,20]; I 2 = 95%; P  = 0,02) do que o placebo, com a magnitude da redução maior naqueles 
com PA elevada no início do estudo. O hibisco induziu reduções na PA semelhantes às 
resultantes da medicação (redução da PA sistólica, 2,13 mmHg [IC 95%, −2,81, 7,06], I 2 = 
91%, P  = 0,40; redução da PA diastólica, 1,10 mmHg [IC 95%, −1,55, 3,74], I 2 = 91%, P  = 
0,42). 
 
 
 
 
 
QUADRO 1- Autor, tipo de estudo e principais resultados dos estudos que foram utilizados para identificar à eficácia clínica de plantas medicinais e fitoterápicos 
no controle da pressão arterial. 
 
Autor/Ano Tipo de estudo Objetivo Resultados 
Nakasone et al. (2013) Ensaio rondomizado Avaliar os efeito de uma 
preparação tradicional de alho 
(Allium sativum L.) na pressão 
arterial em adultos pré-
hipertensos e levemente 
hipertensos. 
A alicina e a γ-glutamil-S-alilcisteína (GSAC) são 
responsáveis por causar um efeito hipotensor ao inibir a 
ECA (enzima conversora de angiotensina) e induzir 
dependência endotelial e relaxamento independente, 
fazendo com que aconteça a vasodilatação 
Peng, 2014 Ensaio clinico randomizado O objetivo deste estudo é 
avaliar quantitativamente os 
efeitos do chá verde no 
controle da PA 
A catequina, presente no chá verde é composta por 
epicatequina, epigalocatequina, galato de epicatequina e 
galato de epigalocatequina. Estudos demonstraram que 
essas substâncias têm efeitos farmacológicos benéficos 
em doenças cardiovasculares, como hipertensão 
Shaito et al., 2020 Ensaio clinico Avaliar os potenciais 
terapêuticos 
etnofarmacológicos e 
propriedades medicinais 
contra doenças 
cardiovasculares de plantas 
amplamente utilizadas, 
nomeadamente Ginkgo biloba 
Em relação a hipertensão, também apresentou efeitos 
benéficos, pois possui propriedade vasodilatadoras, 
inibidora do ECA, ativação das vias colinérgicas e melhora 
a saúde do endotelial. Sua ação hipotensiva ocorre 
através da ativação do M2 receptores muscarínicos via 
do NO e da sinalização colinérgica durante a 
hipertrofia cardíaca 
 
 
 
Nunes; Bernardino; Martins, 
2016 
Pesquisa empírica, descritiva 
e quantitativa 
Descrever o uso de plantas 
medicinais no tratamento da 
hipertensão arterial por 
pessoas com hipertensão, 
cadastradas no Programa 
Saúde da Família em um 
município do interior de 
Pernambuco. 
Dentre as espécies citadas predomina o uso do chuchu 
( Sechium edule (Jacq.) Sw, 34,8%), seguido por hortelã-
da-folha-miúda ( Mentha pulegium L ., 21,4%) e capim-
santo ( Cymbopogon citratus (DC.) 16,1%) 
Liu, 2020 
 
Estudo clinico Avaliar a eficácia da Panax 
ginseng (Ginseng asiático) 
 
Foi constatado que esta planta possui propriedades 
hipotensivas 
Xavier et al., 2021 Pesquisa empírica, descritiva 
e quantitativa 
Identificar e descrever o uso 
de plantas medicinais e 
fitoterápicos como adicional 
no controle da hipertensão 
arterial por moradores 
hipertensos assistidos pelo 
NASF (Núcleo de Apoio à 
Saúde da Família), do 
município de Jaíba – MG. 
As espécies medicinais mais utilizadas pelos informantes 
para tratamento da hipertensão arterial sistêmica foram, 
capim-santo (Cymbopogon citratus Stapf.), erva-cidreira 
(Lippia alba (Mill.) N.E.Br.), hortelã (Mentha sp.), erva-
doce (Pimpinella anisum L.), Boldo (Coleus barbatus 
(Andrews) Benth. ex G.Don), alho (Allium sativum L.), 
camomila (Matricaria chamomilla Blanco) 
Veliz-Rojas; Mendoza-
Parra; Barriga, 2015. 
Estudo quantitativo e 
transversal 
Analisar a adesão terapêutica 
em usuários de um programa 
de saúde cardiovascular na 
atenção primária na 
comunidade de San Pedro de 
80,80% dos participantes usavam ervas . As plantas 
medicinais mais utilizadas em casos de distúrbios 
cardiovasculares foram: Citrus limon (20,6%) para baixar 
a pressão arterial. 
 
 
la Paz, na região de Bío Bío, 
Chile. 
Ali, M., et al. (2022) Ensaio clinico randomizado Revisar as evidências da 
eficácia do hibisco na 
modulação de marcadores de 
risco de doenças 
cardiovasculares, em 
comparação com tratamentos 
farmacológicos, nutricionais 
ou placebo. 
Este estudo clínico randomizado demonstra que a 
ingestão de extrato de hibisco por 8 semanas resultou em 
redução significativa na pressão arterial em pacientes 
hipertensos, sugerindo seu potencial como fitoterápico 
adjuvante. 
Lucena, Guedes (2020) Observacional Analisar o atual cenario de 
medicamentos que estao 
sendo desenvolvidos a partir 
de plantas medicinais e os 
principais medicamentos 
utilizados no tratamento de 
hipertensao arterial sistemica 
Descrevem que o Alium sativumpossui benefícios a 
saúde cardiovascular atuando na ação anti-hipertensiva, 
inibição da associação plaquetária e diminuição do 
colesterol. 
 
 
 
 
5. CONCLUSÃO 
 
Com base no que foi apresentado, a maioria dos autores verificou, a partir de 
evidências científicas, que as plantas medicinais selecionadas neste estudo 
possuem propriedades hipotensoras. No entanto, destacam a necessidade de 
estudos mais detalhados, pois as plantas apresentam uma composição complexa de 
compostos bioativos que precisam ser isolados para investigações específicas. Além 
disso, é fundamental realizar ensaios pré-clínicos e clínicos, o que ainda demanda 
maiores investimentos. Também foi observado que há evidências que indicam que 
as plantas medicinais podem atuar como complemento ao tratamento convencional 
da hipertensão ou até mesmo substituí-las em alguns casos, sempre sob orientação 
médica. Para que os farmacêuticos desempenhem essa função com qualidade, é 
fundamental que mantenham seus conhecimentos técnicos e científicos atualizados 
nesta área. Nesse sentido, recomenda-se a realização de novas pesquisas que 
apresentem evidências científicas que justifiquem o uso de espécies de plantas 
medicinais na prevenção e tratamento de doenças crônicas, destacando o papel da 
atenção farmacêutica ao fornecer informações úteis para os profissionais da saúde, 
promovendo discussões, orientações e o uso seguro e racional dessas plantas.

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