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FACULDADE DOS PALMARES - FAP CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA - BACHARELADO ANNE KAROLLINY DOS SANTOS CESAR CALADO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II PALMARES 2025 ANNE KAROLLINY DOS SANTOS CESAR CALADO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II Atividade acadêmica apresentada à Coordenação do Curso de Farmácia e Supervisão de Estágio da Faculdade dos Palmares - FAP, como requisito exigido para obtenção de nota referente à Avaliação Final do Estágio Supervisionado II, Farmácia Magistral I, sob Orientação (a): Prof. Ítalo Caio Lourenço da Silva PALMARES 2025 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO............................................................................................................04 2. OBJETIVO...................................................................................................................06 2.1 Objetivo Geral.............................................................................................................06 2.2 Objetivo especifico.....................................................................................................06 3. METODOLOGIA.........................................................................................................07 3.1. Fluxo do Processo de Manipulação ...........................................................................07 3.1.1. Análise da Prescrição..............................................................................................07 3.1.2. Cálculos Farmacêuticos..........................................................................................08 3.1.3. Pesagem e Medição................................................................................................08 3.1.4. Manipulação...........................................................................................................08 3.1.5. Envase e Rotulagem...............................................................................................08 3.1.6. Controle de Qualidade (CQ)...................................................................................08 3.2. Descrição das Técnicas e Atividades Desenvolvidas .............................................. 08 3.2.1. Gestão da Qualidade e Documentação....................................................................09 3.2.2. Manipulação de Semissólidos (Géis e Pomadas) ....................................................09 3.2.3. Manipulação de Líquidos (Sistemas Tensoativos e Soluções) ...............................09 3.2.4. Manipulação de Sólidos (Pós e Capsulas) ..............................................................10 3.3. Materiais e Equipamentos Utilizados........................................................................10 3.4. Registros da Farmácia................................................................................................11 4. RELATO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO..........................11 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................12 REFERÊNCIAS...............................................................................................................13 ANEXO............................................................................................................................14 1. INTRODUÇÃO O presente relatório descreve as atividades desenvolvidas durante o Estágio Supervisionado II, realizado no laboratório da Faculdade dos Palmares (FAP), situada na Rodovia BR 101, km 188, Japaranduba, Palmares/PE, sob a supervisão técnica do farmacêutico Prof. Ítalo Caio Lourenço da Silva (CRF-PE 07167) e da preceptora Brunna Beatriz de Oliveira Amorim (CRF-PE 13859), no período de agosto a dezembro de 2025. O estágio propiciou a vivência prática das rotinas do setor magistral, permitindo aprofundar conhecimentos técnico-científicos essenciais à formação profissional. A farmácia magistral, historicamente reconhecida como o berço da profissão farmacêutica, desempenha papel estratégico na saúde pública contemporânea ao suprir lacunas deixadas pela produção industrial em larga escala. De acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 67/2007 da ANVISA, a farmácia de manipulação é o estabelecimento destinado à execução de operações farmacotécnicas voltadas à elaboração de preparações magistrais e oficinais, assegurando padrões de qualidade, rastreabilidade e segurança do medicamento manipulado (ANVISA, 2007). A manipulação de medicamentos constitui-se em um conjunto complexo de operações técnicas que envolvem desde a seleção adequada das matérias-primas até o controle final da qualidade. Essas preparações subdividem-se em fórmulas magistrais, elaboradas a partir de prescrição individualizada para atender às particularidades de um paciente, e preparações oficinais, cuja composição está registrada no Formulário Nacional ou em formulários internacionais reconhecidos pela ANVISA (ANVISA, 2007). O medicamento magistral, conforme a legislação, deve ter sua composição, forma farmacêutica e posologia detalhadas na prescrição e ser preparado por farmacêutico ou sob sua supervisão direta. A relevância sanitária das farmácias magistrais reside principalmente na capacidade de personalização terapêutica. Conforme descrito por Ansel, Popovich e Allen (2013), a manipulação permite ajustes precisos de dosagens e formas farmacêuticas, fundamentais para pacientes pediátricos, geriátricos ou animais, que frequentemente não dispõem de apresentações industriais adequadas às suas necessidades fisiológicas. Ferreira (2000) complementa afirmando que esse setor é essencial para formulações isentas de excipientes alergênicos, como corantes, lactose ou conservantes, o que oferece maior segurança e adesão ao tratamento. Durante o estágio, foi possível observar a relevância histórica e técnica da farmácia magistral no Brasil. Esse segmento ressurgiu com força no final da década de 1980, após uma crise no setor industrial farmacêutico, inicialmente com estabelecimentos voltados à dermatologia e homeopatia. Com o advento dos medicamentos genéricos, houve expansão do setor, que passou a manipular também formulações já disponíveis comercialmente, consolidando-se como alternativa terapêutica acessível e personalizada (BONFILIO, 2010). A criação da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (ANFARMAG), em 1986, contribuiu para o fortalecimento técnico-profissional do setor, bem como para a padronização de práticas e representatividade institucional (DOS SANTOS, 2022). O estágio proporcionou o acompanhamento direto de diversas etapas do processo magistral, incluindo conferência de prescrições, pesagem e diluição de matérias-primas, manipulação de formas sólidas, semissólidas e líquidas, rotulagem, armazenamento, organização documental e aplicação de protocolos de biossegurança. Esse conjunto de atividades possibilitou vivenciar o caráter individualizado da prática magistral, evidenciando a necessidade de conhecimento aprofundado em farmacotécnica, estabilidade físico-química, compatibilidade de excipientes e legislação sanitária. A eficácia terapêutica de um medicamento manipulado depende do rigor aplicado em cada etapa do processo. Estudos apontam que a adesão às Boas Práticas de Manipulação é determinante para minimizar riscos de contaminação cruzada, erros de pesagem e variações de teor, garantindo a qualidade do produto final (ANVISA, 2009). No decorrer das 100 horas de estágio, foram aplicados conhecimentos teóricos na produção de diversas formas farmacêuticas, cápsulas, sachês, soluções, xaropes, cremes, géis e pomadas, além da elaboração e execução de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), controle de matérias-primas e cumprimento estrito das normas sanitárias vigentes. Assim, esta experiência prática permitiu consolidar habilidades essenciais ao exercício profissional na área magistral, compreendendo não apenas a execução das técnicas, mas também a importância do controle de qualidade, dasegurança do paciente e da atuação ética e regulamentada do farmacêutico. 2. OBJETIVO 2.1 Geral · O objetivo central deste estágio foi compreender e aplicar na prática, os princípios da farmacotécnica adquiridos academicamente, integrando-os à rotina de manipulação de medicamentos alopáticos e fitoterápicos. Essa aplicação ocorreu em um ambiente similar de farmácia magistral, o laboratório da Faculdade dos Palmares (FAP) onde, por meio da execução supervisionada de atividades, buscou-se não apenas a produção técnica, mas a estrita observância às Boas Práticas de Manipulação (BPM), garantindo a qualidade e segurança dos processos farmacêuticos desenvolvidos. 2.2 Específicos Para alcançar o objetivo geral proposto, foram delineados os seguintes objetivos específicos, desenvolvidos ao longo do estágio: · Interpretar e aplicar a legislação sanitária vigente, com ênfase nas Boas Práticas de Manipulação (RDC nº 67/2007), garantindo a conformidade dos processos realizados no laboratório da Faculdade dos Palmares. · Desenvolver e padronizar documentos técnicos, incluindo a elaboração de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) e o desenvolvimento de modelos de rotulagem para diferentes formas farmacêuticas, assegurando a rastreabilidade das formulações. · Executar técnicas fundamentais de pesagem e volumetria, realizando o nivelamento de equipamentos e a conferência rigorosa de matérias-primas antes de cada processo produtivo. · Manipular formas farmacêuticas líquidas e semissólidas, compreendendo as técnicas de dispersão e emulsificação necessárias para a produção de géis (carbopol, gel-creme), sabonetes líquidos, shampoos (base transparente e perolada), pomadas hidrofóbicas e xaropes (base sacarose e sugar-free). · Aprimorar a técnica de manipulação de sólidos, especificamente no processo de encapsulamento e produção de sachês, aplicando métodos de diluição geométrica e tamisação para garantir a uniformidade de conteúdo. · Realizar a conferência final e rotulagem, assegurando que o produto acabado contenha todas as informações necessárias para o uso seguro pelo paciente, simulando o processo de dispensação farmacêutica. 3. METODOLOGIA A metodologia elaborada para este relatório concretiza-se nas experiências vivenciadas e relatadas de forma descritiva durante o Estágio Supervisionado II – Farmácia Magistral, do curso de Bacharelado em Farmácia da Faculdade dos Palmares (FAP). As atividades foram desenvolvidas no Laboratório de Farmacotécnica da instituição, sob a orientação e supervisão da preceptora Brunna Beatriz de Oliveira Amorim (CRF-PE 13859), no período compreendido entre agosto e dezembro de 2025, totalizando uma carga horária de 100 horas. O desenvolvimento das atividades práticas seguiu rigorosamente os preceitos da Resolução RDC nº 67/2007 da ANVISA, que dispõe sobre as Boas Práticas de Manipulação (BPM), garantindo a qualidade e segurança em todas as etapas do processo produtivo. 3.1 Fluxo do Processo de Manipulação Para assegurar a rastreabilidade e a padronização das formulações, adotou-se um fluxo lógico de trabalho que simulou a rotina real de uma farmácia magistral. O processo metodológico seguiu as etapas abaixo: 3.1.1 Análise da Prescrição: Conferência dos componentes, concentração, posologia e viabilidade farmacotécnica. 3.1.2 Cálculos Farmacêuticos: Determinação das quantidades de matérias-primas e excipientes, incluindo fator de correção quando necessário. 3.1.3 Pesagem e Medição: Separação e pesagem dos insumos em balanças calibradas. 3.1.4 Manipulação: Execução da técnica específica para cada forma farmacêutica (sólida, líquida ou semissólida). 3.1.5 Envase e Rotulagem: Acondicionamento em embalagem primária adequada e identificação conforme legislação. 3.1.6 Controle de Qualidade (CQ): Inspeção visual, verificação de pH (para líquidos/semissólidos) e peso médio (para cápsulas). Figura 1 - Fluxograma do Processo Magistral Fonte: Elaborado pela autora (2025), com base na RDC 67/2007. 3.2 Descrição das Técnicas e Atividades Desenvolvidas As atividades práticas foram divididas em módulos conforme a complexidade da forma farmacêutica, conforme detalhado a seguir: 3.2.1 Gestão da Qualidade e Documentação Nas semanas iniciais, a metodologia focou na adequação documental e ambiental: · Nivelamento e Calibração: Realizou-se o nivelamento das balanças analíticas e semianalíticas para garantir precisão nas pesagens. · POPs: Foram elaborados Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) ficou evidente a importância da padronização. Observou-se que a existência de um POP claro minimiza a variabilidade entre operadores, um requisito essencial da RDC 67/2007. · Rótulos: essenciais para a padronização das atividades e cumprimento das normas sanitárias, verificou-se que a clareza nas informações (posologia, validade, advertências) é a barreira final de segurança para o paciente antes do uso do medicamento. 3.2.2 Manipulação de Semissólidos (Géis e Pomadas) A produção de formas semissólidas ocorreu em etapas distintas, iniciando com géis em agosto e finalizando com pomadas em outubro. · Géis Hidrofílicos: Para a produção de álcool em gel e gel base, utilizou-se o polímero Carbomer (Carbopol). A técnica consistiu na dispersão do polímero em água destilada sob agitação constante e cigorosa, seguida da neutralização do pH com trietanolamina, promovendo a formação da rede polimérica e a gelificação. · Pomadas e Cremes: Nas formulações hidrofóbicas, como a pomada anti-rachadura (queratolítica) e tipo Hipoglós, aplicou-se a técnica de a frio, espatulação. Esse método foi crucial para incorporar pós (como óxido de zinco) em bases gordurosas, garantindo a ausência de grumos e uma textura uniforme. 3.2.3. Manipulação de Líquidos (Sistemas Tensoativos e Soluções) · Bases de Higiene: Em setembro, foram manipulados sabonetes líquidos e bases de shampoo (transparente e perolado). A metodologia priorizou a incorporação lenta dos tensoativos para evitar a formação excessiva de espuma e o ajuste final de viscosidade com cloreto de sódio. · Xaropes: Em novembro, produziu-se xaropes simples (sacarose) e dietéticos, sugar-free. Para o xarope simples, utilizou-se a dissolução a quente com controle de temperatura para evitar caramelização; para o fitoterápico, realizou-se a incorporação do extrato na base fria, assegurando a estabilidade dos ativos termolábeis. 3.2.4. Manipulação de Sólidos (Pós e Cápsulas) Esta etapa, realizada entre setembro e outubro, exigiu maior precisão analítica. · Sachês: Na produção de sachês pré-treino, utilizou-se a tamisação para uniformizar o tamanho das partículas dos pós, seguida de mistura geométrica para garantir homogeneidade. Diferente das cápsulas, o sachê é sentido pelo paladar do paciente, exigindo a escolha correta de flavorizantes para mascarar o sabor amargo de certos ativos · Cápsulas: A manipulação de cápsulas seguiu a técnica de diluição geométrica para misturar o fármaco aos excipientes (inertes). Determinou-se o volume aparente dos pós em proveta para a escolha correta do tamanho da cápsula, utilizando tabuleiro encapsulador manual para o enchimento. Como a quantidade de fármaco muitas vezes é minúscula, misturá-lo diretamente com todo o excipiente resultaria em não-uniformidade. A diluição gradual garantiu que cada cápsula contivesse a dose exata. 3.3. Materiais e Equipamentos Utilizados Para a execução das atividades descritas, foram utilizados os seguintes recursos disponíveis no laboratório da FAP: · Equipamentos: Balanças analíticas, encapsuladora manual, agitadores, placas de aquecimento. · Vidrarias e Utensílios: Béqueres, provetas, cálices, bastões de vidro, grais de porcelana, pistilos, espátulas de metal e pão-duro. · Matérias-Primas: Bases galênicas (gel, creme, pomada), ativos farmacêuticos, extratos vegetais, tensoativos e veículos. 3.4. Registros da Farmácia A etapa final do estágio, em dezembro, foi dedicada à revisão, organização de anotações, fotos e produção deste relatório. O registro documental é a prova legal da execução corretados processos farmacêuticos. 4. RELATO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO Durante o período de agosto a dezembro de 2025, realizei meu estágio supervisionado no Laboratório, localizado na Faculdade dos Palmares (FAP). Essa imersão na farmácia magistral foi uma vivência valiosa que contribuiu diretamente para o desenvolvimento de habilidades práticas fundamentais na minha formação. Sob a orientação da preceptora Brunna Beatriz de Oliveira Amorim, atuei de forma participativa na manipulação de diferentes preparações, como medicamentos, cremes, géis, loções e xaropes, aplicando na prática os conhecimentos teóricos estudados durante o curso e conectando a sala de aula com a realidade profissional. Nas primeiras semanas, minhas atividades concentraram-se na compreensão e na adequação do ambiente às normas sanitárias. Dediquei-me à leitura da RDC nº 67/2007, base legal que fundamentou a elaboração e a atualização dos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs). Essa experiência foi fundamental para que eu percebesse, na prática, que a documentação não é apenas uma exigência burocrática, mas a base para garantir a reprodução técnica e a segurança dos processos. Ainda no âmbito da garantia da qualidade, recebi instruções sobre as normas de nivelamento e calibração das balanças, realizando a verificação prática desses equipamentos em uma oportunidade específica. Essa vivência pontual foi suficiente para consolidar o entendimento de que a precisão na pesagem é vital e que qualquer erro pode comprometer a eficácia terapêutica do medicamento. Ao avançar para a etapa de manipulação, iniciei os trabalhos pela produção de formas semissólidas e líquidas. Preparei bases de géis hidrofílicos utilizando Carbopol, momento em que pude observar a importância crítica da neutralização do pH com trietanolamina, aprendi que sem esse ajuste químico preciso, a rede polimérica não se forma e o produto não atinge a viscosidade necessária. Na sequência, produzi shampoos e sabonetes, cujo principal desafio técnico foi o controle da agitação para evitar a formação excessiva de espuma. Já na produção de xaropes, tanto na base sacarose quanto na versão sugar-free, monitorei rigorosamente a temperatura durante a dissolução a quente, visando evitar a caramelização da sacarose, intercorrência que alteraria a cor e prejudicaria a estabilidade do produto final. A etapa mais desafiadora e minuciosa foi a manipulação de sólidos (cápsulas e sachês). Executei a técnica de diluição geométrica, misturando o fármaco aos excipientes gradualmente. Essa prática evidenciou-se essencial para garantir que cada cápsula contenha a dose exata, especialmente para fármacos potentes. Utilizei o tabuleiro encapsulador manual, o que exigiu elevada coordenação motora e atenção minuciosa durante o fechamento das cápsulas, garantindo a integridade do conteúdo e a uniformidade do produto final. Por fim, realizei a conferência final e rotulagem, assegurando que informações como nome do paciente, posologia e validade estivessem claras, simulando a dispensação segura ao paciente. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS O Estágio Supervisionado II em Farmácia Magistral constituiu-se como um ponto crucial na minha formação acadêmica. A experiência prática no laboratório da FAP permitiu desconstruir percepções equivocadas sobre a dificuldade do desenvolvimento de medicamentos, transformando conceitos teóricos de farmacotécnica em competências profissionais concretas. Concluo que a farmácia magistral ultrapassa a ideia de mera combinação de substâncias, trata-se de uma ciência precisa que demanda disciplina, ética e responsabilidade. A chance de manipular desde formas farmacêuticas simples, como xaropes, até preparações mais elaboradas, como cápsulas obtidas por diluição geométrica, conferiu-me confiança técnica para ingressar no mercado profissional. Adicionalmente, o foco nas Boas Práticas de Manipulação (BPM) e na documentação por meio dos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) reforçou em mim a convicção de que a qualidade é um princípio inegociável na área da saúde. Sinto-me, assim, apta a exercer a carreira farmacêutica com plena consciência da relevância da individualização terapêutica para a promoção da saúde e do bem-estar dos pacientes. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANSEL, Howard C.; POPOVICH, Nicholas G.; ALEN JR, Loyd V. Farmacotécnica: formas farmacêuticas e sistemas de liberação de fármacos. In: Farmacotécnica: formas farmacêuticas e sistemas de liberação de fármacos. 2000. p. 568-568. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA–ANVISA. Resolução RDC nº 44, de 17 de agosto de 2009. Dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias e dá outras providências. Diário Oficial União, 2009. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC nº 67, de 8 de outubro de 2007. Dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 09 out. 2007. BRASIL. Lei nº 13.021, de 8 de agosto de 2014. Dispõe sobre o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 11 ago. 2014. BONFILIO, Rudy et al. Farmácia magistral: sua importância e seu perfil de qualidade. 2010. DOS SANTOS, Anderson Lauro da Mata et al. Farmácia magistral e as boas práticas de manipulação de preparações magistrais e oficinais no Brasil nos últimos 10 anos: revisão de literatura. Brazilian Journal of Development, v. 8, n. 1, p. 2-18, 2022. FERREIRA, Anderson de Oliveira. Guia prático da farmácia magistral. In: Guia prático da Farmácia Magistral. 2000. p. 320-320. ANEXO Figura 2 Confecção do POP Figura 3 Confecção do POP Figura 4 Execução de técnicas de medição volumétrica e solubilização de componentes líquidos.Figura 5 Utilização de balões volumétricos para o preparo de soluções padronizadas, demonstrando o rigor no controle de volumes Figura 4 Figura 6 Elaboração de Rótulo Figura 7Execução da pesagem de sólidos e conferência documental, etapas fundamentais para assegurar a precisão da dose e a rastreabilidade do processo. Figura 8 Etapas de preparo de semissólidos: pesagem de ativos (mentol/cânfora) e homogeneização da base de gel (Carbopol) em gral de porcelana, garantindo a uniformidade e viscosidade da formulação. Figura 9 Pesagem de precisão de excipientes e preparo de bases semissólidas via levigação, assegurando a conformidade e homogeneidade da formulação. Figura 10 Organização da bancada com matérias-primas e vidrarias para a manipulação de sabonete líquido base. Figura 11 Sequência do processo de encapsulamento manual: preparação dos pós e invólucros, seguida pelas etapas de enchimento, compactação e travamento final das cápsulas no tabuleiro. Figura 12 Envase primário e apresentação final de xaropes (simples e fitoterápicos) em frascos âmbar, devidamente rotulados conforme o protocolo de manipulação. ANÁLISE E CONFERÊNCIA FARMACÊUTICA (Cálculo e Viabilidades) PESAGEM E MEDIÇÃO (Conferência de Matérias - Primas) MANIPULAÇÃO PROPRIAMENTE DITA (Técnica Farmacotécnica Específica) ENVASAMENTO E ROTULAGEM ( Acondicionmento e Identificação) CONFERÊNCIA FINAL E REGISTRO (Garantia de Qualidade) Faculdade dos Palmares – FAP Autorizada pela Portaria Ministerial MEC nº 489, de 22 de maio de 2018. Mantida por: Rede Florence de Ensino Ltda - ME. CNPJ: 24.300.479/0001-40 image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.jpeg image7.png image8.jpeg image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png