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— Vamos ao banheiro comigo? — chama também a sua amiga Giorgia, que será sua futura cunhada.
Ela acena e caminhamos alguns passos, quando perto do banheiro dois garçons param na nossa frente oferecendo bebidas.
Noto a postura deles diferente e me alarmo imediatamente quando eles falam o nome das duas. Então encaro o seu rosto, os olhos contêm uma fúria mal contida e é muito rápido o movimento dos dois em cima de Carmel e Giorgia.
Não penso, quando vejo a lâmina vir na direção da minha irmã e eu apenas reajo. Empurro Carmel para trás com força, ouvindo o corpo dela bater contra a parede enquanto tomo o lugar dela, e é aí que a faca muda de trajetória no último segundo.
A dor vem quente e imediata quando a lâmina rasga meu braço, e por um instante meus dedos falham, o choque subindo pelo ombro. Não é profundo o bastante para me derrubar, mas sangra o suficiente para atrapalhar.
Dannazione![6]
Não posso parar. Seguro o pulso do homem antes que ele consiga puxar a faca de volta e giro o corpo, usando o próprio impulso dele para jogá-lo contra a parede ao lado da porta do banheiro. O impacto ecoa seco e ele solta um grunhido irritado, tentando recuperar o equilíbrio rápido demais para alguém comum. Ele sabe o que está fazendo.
Ele avança de novo, tentando contornar meu corpo para alcançar Carmel, que ainda está atrás de mim.
Vejo movimento pelo canto do olho, alguém avançando contra Giorgia, um impacto seco, vozes elevando-se, mas não posso desviar a atenção. Se eu soltar esse homem, Carmel morre. Seguro o braço dele, e brevemente lutamos corpo a corpo, tentando dominar o espaço. Ele tenta empurrar a lâmina contra mim novamente, e uso o peso do meu corpo para desviá-la enquanto bato a cabeça dele contra a parede.
Ele rosna, ainda consciente e tenta me empurrar para longe, aproveito o movimento para cravar o joelho no estômago dele. O ar sai num som rouco, e a faca finalmente escapa da mão dele.
A lâmina cai, deslizando pelo chão.
Empurro o seu corpo com força, fazendo-o perder o equilíbrio, e nós dois caímos no chão. O impacto faz o ar fugir dos meus pulmões, mas consigo montar sobre ele antes que se recupere. Ele tenta alcançar meu pescoço, e seguro o punho dele com a mão boa enquanto pego a faca caída ao lado.
Quando ele percebe, já é tarde.
Cravo a lâmina abaixo das costelas dele, sentindo a resistência ceder e o corpo enrijecer sob mim. Os olhos do homem se arregalam, surpresos, ele não esperava que as coisas fossem sair dos seus planos.
Seguro por um segundo, garantindo que ele não consiga reagir novamente. Então puxo a faca e me afasto, deixando o corpo dele no chão.
Os soldados já estão ao meu redor vendo que esse aqui já era, e pegando o outro que Matteo acertou.
Levanto rapidamente, procurando Carmel.
Ela está encostada na parede, o rosto pálido, os olhos cheios de lágrimas contidas, olhando alternadamente para mim e para o homem morto no chão.
— Você tá bem? — pergunto, segurando o braço ferido sem perceber.

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