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Rotulagem nutricional
Você vai estudar as leis e normas que regulam a rotulagem nutricional no Brasil. Compreender sua
aplicação na prática clínica e na elaboração de tabelas nutricionais permite orientar melhor o paciente e
garantir que a prescrição esteja de acordo com a legislação e com a forma como o consumidor interpreta
essas informações.
Profa. Carolina Beres
COMPOSIÇÃO DOS ALIMENTOS
1. Itens iniciais
Propósito
Entender como o consumidor percebe a rotulagem nutricional é essencial para que o nutricionista clínico faça
prescrições adequadas. Também faz parte de sua atuação elaborar a tabela nutricional das embalagens, o
que exige conhecimento das leis de rotulagem.
Preparação
Antes de iniciar o conteúdo, será necessário material de papelaria para anotações e acesso às legislações que
constam nas referências.
Objetivos
Identificar a percepção do consumidor frente à rotulagem nutricional.
 
Comparar a atualização da rotulagem nutricional com a legislação vigente.
Introdução
Neste conteúdo, apresentaremos as regulamentações técnicas em vigor sobre rotulagem nutricional, as quais
devem ser aplicadas aos produtos comercializados, além das atualizações mais recentes da legislação de
rotulagem nos alimentos.
 
A elaboração dos rótulos é uma atribuição do nutricionista e uma exigência da segurança alimentar, já que é o
meio de comunicação entre a indústria e o consumidor. O nutricionista é responsável por elaborar a tabela
nutricional com todas as informações exigidas, porém, essa interlocução ainda é deficitária, já que muitos
consumidores relatam dificuldade de entendimento sobre as informações contidas no rótulo. Desse modo,
fazem-se necessários programas de educação nutricional para que haja a compreensão adequada das
informações contidas nas embalagens.
• 
• 
1. A percepção do consumidor sobre a rotulagem nutricional
O rótulo e sua legislação
Como surgiu o rótulo que conhecemos?
Neste vídeo, vamos explicar o histórico do rótulo de alimentos, ressaltando a evolução da legislação envolvida
no processo.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Segundo o Decreto-Lei nº 986/1969, que institui normas básicas sobre alimentos, rótulo é “qualquer
identificação impressa ou litografada, bem como os dizeres pintados ou gravados a fogo, por pressão ou
decalcação aplicados sobre o recipiente, vasilhame envoltório, cartucho ou qualquer outro tipo de embalagem
do alimento ou sobre o que acompanha o continente.”
Com o passar do tempo, a legislação sobre rotulagem nutricional passou por mudanças para se adequar às
novas necessidades. Como consumidor, você percebeu alguma dessas mudanças?
Chave de resposta
A resposta depende da sua idade!
Se você tem por volta de 20 anos, é provável que perceba mudanças mais recentes, como a rotulagem
frontal com alertas visuais (alto em sódio, alto em açúcar), a presença de tabelas nutricionais mais
padronizadas e até a valorização de produtos com alegações como sem glúten ou rico em fibras.
Já se você tem mais experiência de vida, talvez se lembre de uma época em que os alimentos não traziam
quase nenhuma informação nutricional. Para você, as mudanças mais perceptíveis provavelmente são a
obrigatoriedade da tabela nutricional, os avisos para alérgicos (contém leite ou contém glúten) e o
aumento do tamanho das letras, o que facilita bastante a leitura.
Vamos entender como aconteceu todo o processo desde o início. 
 
A rotulagem nutricional tem papel fundamental na comunicação entre a
indústria e o consumidor. Consiste ainda em uma ferramenta de
prevenção de doenças crônicas na população, pois, com a informação
adequada no rótulo, os consumidores podem tomar melhores decisões
entre as opções comercializadas.
 
Veja a trajetória a seguir.
1969
Decreto nº 986
A história da rotulagem no Brasil inicia-se na década de 1960, quando o Decreto-Lei nº 986, publicado
em 1969, determina algumas normas para elaboração e comercialização de alimentos.
1979
Resolução Normativa nº 12
Em 1979, é publicada a Resolução Normativa nº 12, elaborada em 1978 pela Câmara Técnica de
Alimentos, que determinou termos obrigatórios aos rótulos de alimentos industrializados. Nessa
resolução, foram listadas as informações que deveriam constar no painel frontal do alimento, como
nome, marca, conteúdo e declarações específicas, além da lista de ingredientes, aditivos intencionais
e o país de origem no painel lateral.
1998
Portarias nº 41 e 42
Em 1998, a Resolução Normativa (RN) nº 12 foi revogada após a publicação das Portarias nº 41 e 42,
elaboradas pela Secretaria de Vigilância Sanitária (SVS), que faz parte do Ministério da Saúde (MS).
Além dos itens exigidos pela RN nº 12, as novas portarias exigiam novas informações, como
identificação de lote, prazo de validade e instruções sobre preparo e uso do alimento.
Ambas as portarias vistas abordavam o assunto de rotulagem, porém, a Portaria nº 41 era relacionada à
rotulagem nutricional de alimentos com propriedades nutricionais especiais e a Portaria nº 42 correspondia à
rotulagem nutricional de alimentos embalados. A publicação dessas duas portarias marca o início do
reconhecimento da importância da informação nutricional no rótulo e a necessidade de fiscalização, apesar
de, ainda nesse momento, a informação de composição nutricional não ser inteiramente obrigatória.
 
Na Portaria nº 41, as alegações de caráter nutricional deveriam ser informadas por 100g ou 100mL do produto,
com obrigatoriedade de indicar o valor energético, teor de proteínas, carboidratos, lipídios e fibra dietética.
Em 1998, foi publicada a Portaria nº 27 SVS/MS, que complementa a Portaria nº 41, na qual são encontradas
as definições de baixo conteúdo, fonte e alto teor. As alegações de reduzido e aumentado podem ser
utilizadas apenas de forma comparativa para destacar a composição de um produto novo em relação a um
produto mais tradicional. Já a Portaria nº 42 apontava que os rótulos não deveriam indicar alegações falsas,
ou seja, apresentar benefícios à saúde que não pudessem ser comprovados, ou presença e ausência de
ingredientes que não são próprios do alimento.
Até então, a declaração de outros nutrientes era opcional, quando, em
1992, foi publicada a Lei nº 8.543, que obriga a declaração da presença
de glúten nos rótulos que contenham trigo, cevada, aveia, malte,
centeio e derivados. Essa lei foi importante para indivíduos celíacos e/
ou com doença autoimune, a qual compromete o intestino delgado e
leva a um quadro inflamatório em caso de consumo de glúten. Com
objetivo de uniformizar as informações para os celíacos, em 2003, foi
publicada a Lei nº 10.674, que obriga os rótulos a indicarem contém
glúten ou não contém glúten.
Além de portadores da doença celíaca, existem outras doenças que
podem necessitar de restrições nutricionais. Desse modo, também em
1998, foi publicada a Portaria nº 29 SVS/MS, que legisla sobre os alimentos para fins especiais, que devem ser
referidos como: alimentos para fins especiais, alimentos para dietas com restrição de nutrientes, alimentos
para ingestão controlada de nutrientes e alimentos para grupos populacionais com necessidades específicas.
Já a Portaria nº 31 SVS/MS aprova o regulamento técnico referente a
alimentos adicionados de nutrientes essenciais e diferencia os
alimentos em enriquecidos ou fortificados e alimentos restaurados ou 
com reposição. Se ainda houver alegação de propriedade nutricional, o
rótulo também deve atender à Portaria nº 27 SVS/MS.
 
No ano de 2005, foi publicada a Resolução da Diretoria Colegiada
(RDC) nº 269, que atualizou os valores de ingestão diária recomendada
(IDR) da Portaria nº 33 SVS/MS. No entanto, alguns nutrientes
específicos, como teor de ácido fólico e proteínas para adultos
apresentam outras recomendações na RDC nº 360 de 2003, o que
mostra uma contradição, já que legislações diferentes indicavam teores diferentes do mesmo nutriente.
A adequação das indústrias de alimentos às mudanças na legislação é sempre um desafio já que,e Controle de Infecção, 2013.
 
YOSHIZAWA, N. et al. Rotulagem de alimentos como veículo de informação ao consumidor: adequação e
irregularidades. CEPPA, 2003.
	Rotulagem nutricional
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. A percepção do consumidor sobre a rotulagem nutricional
	O rótulo e sua legislação
	Como surgiu o rótulo que conhecemos?
	Conteúdo interativo
	Decreto nº 986
	Resolução Normativa nº 12
	Portarias nº 41 e 42
	Atenção
	Atividade 1
	Aditivos, nutrientes e alegações na rotulagem
	Conteúdo interativo
	Sabor de… e contém aromatizante
	Sabor imitação de... ou sabor artificial de...
	Colorido artificialmente
	RDC nº 29/1998 – Anvisa
	Dietas com restrição de nutrientes
	Ingestão controlada de nutrientes
	Grupos populacionais específicos
	Portaria nº 31/ 1998 – Anvisa
	RDC nº 18/1999 – Anvisa
	Atenção
	Atividade 2
	Composição, validade, origem e instruções de uso
	Conteúdo interativo
	RDC nº 259/2002
	Exemplo
	Atenção
	Atividade 3
	Rotulagem nutricional e quantidade declarada de alimentos
	Conteúdo interativo
	Portaria nº 157/2002 – Inmetro
	RDC nº 340/2002 – Anvisa
	Lei nº 10.674/2003
	RDC nº 360/2003 – Anvisa
	RDC nº 359/2003
	Atividade 4
	Rotulagem de OGM, alergênicos, lactose e suplementos
	Conteúdo interativo
	Instrução Normativa Interministerial nº 1/2004
	Instrução Normativa nº 19/2009 – Ministério da Agricultura e Pecuária
	RDC nº 54/2012 – Anvisa
	Atenção
	RDC nº 26/2015 – Anvisa
	Informe técnico nº 70/2016 – Anvisa
	RDC nº 135/2017 – Anvisa
	Atenção
	RDC nº 136/2017 – Anvisa
	RDC nº 243/2018 – Anvisa
	Atenção
	Atividade 5
	2. O consumidor e a rotulagem
	Percepção do consumidor
	Conteúdo interativo
	Comentário
	Tamanho do texto
	Linguagem e pouca informação
	Curiosidade
	Atenção
	Atividade 1
	Atualizações na legislação
	Conteúdo interativo
	Padrão visual da Tabela de Informação Nutricional
	Novas informações obrigatórias
	Açúcares totais e açúcares adicionados
	Coluna de referência por 100 g ou 100 mL
	%VD (Percentual de Valores Diários)
	Número de porções e porção de referência
	Localização e integridade da tabela
	Rotulagem nutricional frontal
	Regras para alegações nutricionais
	Comentário
	Atividade 2
	Aplicando o conhecimento
	Orientando seu paciente
	Conteúdo interativo
	3. Conclusão
	Considerações finais
	O que você aprendeu neste conteúdo?
	Explore +
	Referênciascaso não haja um cumprimento das determinações vigentes, a indústria pode ser penalizada pelos
órgãos de fiscalização. Pode acontecer das indústrias estarem ainda se adequando a uma legislação
quando uma nova atualização é realizada.
Um modo de atenuar o descompasso das atualizações da legislação é haver um tempo maior oferecido às
indústrias para se adequarem às demandas do governo. Isso aconteceu em 2000, quando as indústrias ainda
estavam se adequando à nova legislação de 1998, já que, normalmente, o tempo dado de adequação para as
indústrias alimentícias é de 2 anos, e logo em seguida foi publicada a nova RDC nº 94. A última tornava
obrigatória a informação de valor energético, teor de proteínas, lipídios, carboidratos e fibras em todos os
alimentos embalados, acrescentando também a necessidade de informar o teor de gordura saturada,
colesterol, cálcio, ferro e sódio. Além de expressar esses valores em 100g ou 100mL, também deveria indicar
por porção e expressar o número de porções na embalagem.
 
A vigência da RDC nº 94/2000 foi de 1 ano. Em 2001, foi publicada a RDC nº 40, que manteve a mesma lista
obrigatória de itens a serem declarados, suas quantidades por 100g ou 100mL e por porção, acrescentando a
necessidade de informar o percentual de valor diário (%VD), tomando como base uma dieta de 2.500kcal.
Logo em seguida, em 2002, foi publicada a RDC nº 259 da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que revogou a Portaria nº 42
de 1998, tornando obrigatória a declaração no rótulo da denominação
de venda do alimento, a lista de ingredientes, o conteúdo líquido, a
identificação da origem e do lote, o prazo de validade e a instrução
sobre preparo e uso do alimento, quando necessário.
 
Os países são independentes em relação às suas legislações, ou seja,
cada governo e órgão de regulamentação têm autonomia para
determinar as suas próprias determinações. No entanto, países
vizinhos podem apresentar entraves comerciais quando há desalinho
entre suas legislações.
 
De modo a alcançar um equilíbrio entre as demandas de controle de rotulagem nos países integrantes do
Mercosul, foram publicadas em 2003 a RDC nº 359 e a RDC nº 360. A primeira tem como principal alteração a
base de dieta utilizada no cálculo de valor diário, que passa a ser de 2.000kcal, sendo necessário o recálculo
dos percentuais de ingestão diária recomendado (%VD) para cada nutriente e das porções dos alimentos.
No caso da RDC nº 360, foi estabelecida a obrigatoriedade da declaração da rotulagem nutricional, indicando
valor energético, teores de carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans, fibra
alimentar e sódio, além de vitaminas e minerais que possuem declaração opcional se na porção do alimento
apresentar pelo menos 5% da ingestão diária recomendada (IDR).
 
Respeitar as leis sobre rotulagem nutricional demonstra uma preocupação da indústria em preservar a saúde
do consumidor e evita obstáculos acerca das relações comerciais nacionais e internacionais, já que o mercado
de compra e venda de insumos e alimentos industrializados deve ser regulamentando haja vista a segurança
alimentar e a manutenção da saúde do consumidor final.
Atenção
No Brasil, as informações fornecidas nos rótulos devem atender ao artigo nº 6 do Código de Defesa do
Consumidor. Esse artigo determina que as informações fornecidas sobre produtos devem ser claras,
adequadas, com especificações corretas de quantidade, características, composição, qualidade, preço e
a indicação dos riscos que aquele produto pode representar. 
Atividade 1
A rotulagem nutricional sofreu muitas alterações ao longo dos anos para se adequar às necessidades do
mercado e do consumidor. Sobre o histórico da rotulagem nutricional, considere as seguintes afirmações:
 
I. As atualizações da rotulagem nutricional são realizadas para beneficiar a indústria de alimentos.
II. A legislação de rotulagem nutricional deve estar alinhada com o código de defesa do consumidor.
III. Apenas o Inmetro é responsável por determinar a legislação de alimentos
Assinale a alternativa correta.
A Apenas II está correta
B Apenas I está correta
C I e II estão corretas
D I e III estão corretas
E II e III estão corretas
Exemplo de rótulo com indicação de
presença de aromatizante.
A alternativa A está correta.
A legislação de rotulagem nutricional deve estar alinhada com o código de defesa do consumidor,
garantindo o direito e a adequação das necessidades do mercado e do consumidor.
Aditivos, nutrientes e alegações na rotulagem
Neste vídeo, vamos explicar as legislações envolvidas na forma como aditivos, nutrientes e alegações podem
ou não estar presentes no rótulo.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A Anvisa regula o uso de aditivos alimentares, que são substâncias adicionadas intencionalmente com o
objetivo de modificar características sensoriais durante a fabricação, processamento, tratamento, transporte
ou armazenamento. Os aditivos de uso alimentar devem ser autorizados de forma que não apresentem
nenhum efeito toxicológico acumulativo, sinérgico ou alergênico ao consumidor.
A RDC nº 45/2010 lista os aditivos autorizados para uso, assim como
seus respectivos códigos. Essa lista refere-se a apenas alguns
alimentos, como cereais e produtos à sua base, produtos gelados
comestíveis, balas, confeitos, bombons, chocolates, sobremesa,
produtos de panificação, biscoitos, carnes, molhos, condimentos,
bebidas não alcoólicas.
 
Os aromatizantes também são aditivos que podem ser utilizados nos
alimentos. São autorizados os aromatizantes naturais e sintéticos, que
podem ser idênticos ao natural ou artificiais. Não é obrigatório declarar
o nome da substância que promove o aroma, mas, sim, incluir o termo
aromatizante ou aroma, indicando se é natural, idêntico ao natural ou
artificial.
De acordo com o Decreto-Lei n° 986/1969, as declarações, obrigatoriamente, devem constar no painel frontal
do produto de forma legível e conforme a seguinte recomendação: 
1
Sabor de… e contém aromatizante
Para alimentos elaborados com essências naturais.
2
Sabor imitação de... ou sabor artificial de...
Deve vir seguido do termo aromatizado artificialmente. Para alimentos elaborados com essências
artificiais.
3 Colorido artificialmente
Para alimentos que contêm corantes artificiais.
A declaração deve indicar sua função principal, nome completo ou INS, e deve ser indicado na lista de
ingredientes. O uso de aditivos pode ser limitado a alimentos específicos e em menores quantidades
possíveis.
RDC nº 29/1998 – Anvisa
Descreve o regulamento técnico para identidade e qualidade de alimentos para fins especiais, que sofreram
modificações no conteúdo de nutrientes, de modo a atender pessoas com necessidades metabólicas ou
fisiológicas específicas.
 
Existem 3 tipos de classificação de alimentos para fins especiais:
Dietas com restrição de nutrientes
Carboidratos, proteínas, sódio e outros. Indicados, por exemplo, para diabéticos, doentes renais e
hipertensos, respectivamente.
Ingestão controlada de nutrientes
Controle de peso, dietas enterais e ingestão controlada de açúcares.
Grupos populacionais específicos
Lactentes, crianças e idosos.
O termo diet é utilizado na rotulagem de alimentos que apresentam restrição ou ausência de algum nutriente
específico, porém há exceções importantes:
 
Alimentos feitos com farinha de trigo ou de milho não podem ser chamados de diet, mesmo que
tenham algum nutriente reduzido ou retirado.
 
Também não é permitido usar o termo diet em alimentos com restrição de ferro.
 
Para que um alimento seja corretamente classificado como restrito em algum nutriente, ele deve conter no
máximo 0,5g do nutriente por 100g ou 100mL do produto. Essa quantidade deve ser atendida para alimentos
com restrição de sacarose, frutose, glicose e gorduras. No caso de alimentos com restrição de proteínas, por
exemplo, o produto deve ser totalmente isento de proteínas para ser classificado para tal fim.
Na embalagem,deve-se indicar a finalidade à qual se destina em letras da mesma cor e tamanho, com
instruções claras de preparo, além de instruções de cuidados de conservação e armazenamento. Algumas
alegações são obrigatórias para determinados produtos, como:
• 
• 
 
Diabéticos: contém glicose (ou qualquer outro mono ou dissacarídeo).
 
Contém fenilalanina para alimentos com adição de aspartame.
 
Este produto pode ter efeito laxativo (quando houver ingestão superior de polióis, utilizados para
acrescentar sabor doce aos alimentos, com efeito laxativo, como edulcorantes manitol, sorbitol e
polidextrose).
 
Consumir preferencialmente sob orientação de nutricionista ou médico.
Portaria nº 31/ 1998 – Anvisa
Regulamenta os alimentos que foram adicionados de nutrientes
essenciais, naturalmente, encontrados nos alimentos ou não,
objetivando reforçar o seu valor nutritivo ou prevenir deficiências
nutricionais na população ou em grupos específicos. É possível ocorrer
a adição de nutrientes que foram perdidos ao longo do processo
industrial, e a esse tipo de alimento é dado o nome de alimento
restaurado ou com reposição de nutrientes essenciais.
 
A adição de nutrientes é realizada, principalmente, em relação ao teor de vitaminas e minerais, que pode ser
incluída dentro de um limite máximo de 15% da IDR de referência em 100g ou 100mL do produto. A declaração
na embalagem para esses alimentos deve utilizar os seguintes termos: enriquecido com, vitaminado, rico em,
rico em vitaminas, rico em minerais ou rico em vitaminas e minerais.
RDC nº 18/1999 – Anvisa
Estabelece as normas para análise e comprovação de propriedade funcional com alegação no rótulo. São
permitidas alegações de alimento funcional para aqueles que apresentam papel fisiológico do nutriente no
crescimento, desenvolvimento e função normal do organismo e se houve comprovação da eficácia.
Atenção
Para alimentos e nutrientes que apresentam benefícios amplamente conhecidos pela comunidade
científica, não é preciso comprovação de demonstração da eficácia. Não são permitidas alegações
relacionadas à cura ou prevenção de doença. 
Atividade 2
A respeito dos aditivos e dos alimentos para fins especiais, analise as afirmativas:
I. Os alimentos classificados como diet devem ser isentos obrigatoriamente de sacarose, frutose e glicose.
II. A Portaria n.º 31/1998 permite a adição de nutrientes com o objetivo de restaurar perdas nutricionais do
processo industrial.
• 
• 
• 
• 
III. Aromatizantes artificiais exigem declaração explícita com os termos “sabor imitação de...” e “aromatizado
artificialmente”.
IV. Alimentos com adição de aspartame devem informar a presença de fenilalanina na embalagem.
Quais estão corretas?
A Apenas I e II
B Apenas II, III e IV
C Apenas III e IV
D Apenas I e IV
E Apenas I, II e IV
A alternativa B está correta.
A I está incorreta porque o termo diet pode se referir à restrição de diferentes nutrientes, não apenas
açúcares. As afirmativas II, III e IV estão corretas de acordo com a Portaria nº 31/1998, e o Decreto nº
986/1986, que tratam da adição de nutrientes, declaração de aromatizantes e advertências específicas
para certos aditivos.
Composição, validade, origem e instruções de uso
Neste vídeo, vamos explicar as legislações envolvidas na forma como a composição, validade, origem e
instruções de uso podem ou não estar presentes no rótulo.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
RDC nº 259/2002
Determina os regulamentos técnicos para alimentos embalados, contendo a tabela nutricional, lista de
ingredientes, denominação de venda, marca, nome fantasia, denominação, identificação de origem, instruções
de uso ou modo de preparo. A denominação de venda deve estar de acordo com o regulamento técnico de
identidade e qualidade do alimento em questão. A lista de ingredientes deve estar identificada como 
ingredientes ou ingr., e devem estar em ordem decrescente de proporção no alimento, como exemplificado
nas imagens a seguir.
Lista de ingredientes dos rótulos de manteiga (A) e iogurte natural (B).
Alguns alimentos apresentam ingredientes compostos, ou seja, alimentos que são elaborados com dois ou
mais ingredientes que apresentam composição própria. A formulação desse ingrediente composto deve ser
listada quando constituir em quantidade superior a 25% do produto e se o ingrediente composto apresenta
aditivos que possam promover funções tecnológicas ao produto, como aromatizantes, emulsificantes e
corantes. Porém, a Anvisa orienta que os ingredientes compostos sejam sempre detalhados no rótulo das
embalagens.
 
Vamos usar como exemplo a preparação de um brownie, que tem como um dos ingredientes o achocolatado
em pó, que é um ingrediente composto. Nesse caso, a lista deve constar no rótulo, como no exemplo a seguir:
Ingredientes: achocolatado em pó (cacau em pó, maltodextrina, aromatizantes e emulsificante lecitina de
soja), farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico, açúcar, manteiga e ovos.
A água sempre deve ser declarada na lista de ingredientes, seguindo a ordem decrescente de quantidade,
exceto quando for parte de salmoura, caldas, molhos e xaropes ou quando ela evaporar ao longo do processo
de preparo do produto.
Algumas classes de ingredientes apresentam números genéricos que podem ser utilizados na lista de
ingredientes, de modo a simplificar a relação do rótulo, como indicado a seguir.
Terminologia genérica Classe de ingredientes
Óleo de vegetal ou animal
deve-se especificar a origem
como óleo vegetal de soja
Qualquer óleo refinado diferente do azeite de oliva.
Gordura vegetal ou animal Gorduras refinadas com exceção de manteiga.
Amido Amidos e amidos modificados por ação enzimática ou física.
Amido modificado Amido modificado quimicamente.
Pescado
Qualquer espécie de pescado que constitua um ingrediente
de outro alimento, sendo que, no rótulo ou na apresentação,
não faça referência a uma determinada espécie de peixe.
Carne de aves
Qualquer espécie de carne de ave que constitua um
ingrediente de outro alimento, sendo que, no rótulo ou na
apresentação, não faça referência a uma determinada
espécie de ave.
Queijo
Qualquer tipo de queijo, quando o queijo ou a mistura de
queijos seja um ingrediente de outro alimento, sendo que,
no rótulo e na apresentação, não faça referência a um
determinado tipo de queijo.
Terminologia genérica Classe de ingredientes
Especiaria, especiarias ou
mistura de especiarias
Qualquer especiaria ou extrato de especiaria isolada ou
misturada no alimento.
Ervas aromáticas ou mistura
de ervas aromáticas
Qualquer erva aromática ou parte de erva isolada ou
mistura no alimento.
Tabela: Indicação de nomes genéricos utilizados para algumas classes de ingredientes. 
Anvisa, 2002.
De acordo com a RDC nº 259, os aditivos devem ser informados na lista de ingredientes. Por definição, os
aditivos são substâncias inseridas intencionalmente nos alimentos, com o objetivo de alterar as características
físicas, químicas, biológicas ou sensoriais.
Esses compostos podem ser adicionados durante a fabricação, processamento, preparação, tratamento,
embalo, acondicionamento, armazenamento, transporte ou durante a manipulação do produto. O aditivo não
tem por objetivo nutrir, ou seja, não consiste em um nutriente. O aditivo deve ser indicado ao fim da lista de
ingredientes (veja na imagem a seguir), contendo sua função principal, seu nome completo ou o código INS
(International Numbering System).
Embalagem de cereal matinal com indicação ao final da lista de ingredientes da
presença de corantes e aromatizantes com respectivos nomes.
A identificação de origem do produto também é uma informação obrigatória que deve constar no rótulo dos
produtos embalados, nesse caso, são aceitas expressões como: indústria brasileira, fabricado no Brasil e
produto brasileiro. O país de origem e o munícipio, assim como o endereço completo, também são
obrigatórios.
Exemplo de identificação de origem de endereço de produtores.
Alguns alimentos apresentamfabricação específica de algumas regiões, desse modo, quando um produto não
for produzido nesse local e for semelhante ao original, a indicação do produto deve vir acompanhada da
expressão tipo, exemplo: queijo tipo brie, queijo tipo gorgonzola, presunto tipo parma. A localização tradicional
e reconhecida de origem do produto não deve ser indicada na rotulagem ou em propagandas. A expressão 
tipo deve estar claramente identificada com o mesmo tamanho e cor de fonte, no painel principal da
embalagem.
O prazo de validade é a informação mais procurada pelos consumidores e, assim como o lote, são
informações consideradas obrigatórias nas embalagens, ao contrário da data de fabricação, que não
é obrigatória. O lote é determinado pelo fabricante e consiste em um código precedido da letra L ou
do termo lote.
A partir do lote, deve ser possível rastrear informações, como data de fabricação, data de embalagem e o
prazo de validade. O prazo de validade deve ser precedido das expressões: consumir antes de, válido até,
validade, val., vence, venc., vencimento, vto., consumir preferencialmente antes de, indicando dia e mês ou
mês e ano, nessa ordem. Quando o prazo de validade for inferior a 3 meses, a validade deve ser indicada com
dia e mês. Se o prazo for superior a 3 meses, a validade deve conter mês e ano. Expressões como válido por
30 dias, válido por 15 dias não são permitidas.
Exemplo
Data de fabricação: 23/02/2021 - Válido por 30 dias Fab/Val./Lote: 23.02.2020 – 30.02.2020 – 17:B50 
Alguns produtos não apresentam obrigatoriedade de declaração de prazo de validade, como frutas e
hortaliças frescas e não processadas, vinhos e bebidas alcoólicas com mínimo de 10% (v/v) de álcool, vinagre,
produtos de panificação e confeitaria. Estes produtos, geralmente, são consumidos em 24 horas: doces com
alta concentração de açúcares, como balas, caramelos, confeitos, pastilhas, gomas de mascar e sal de
qualidade alimentar. Vinhos e bebidas alcoólicas podem conter a expressão: produto com validade
indeterminada, desde que mantido sob as condições indicadas de armazenamento.
 
Quando o produto apresenta necessidade de acondicionamento especial, essa recomendação deve estar na
embalagem, assim como a temperatura de armazenamento indicada. Essa condição deve ser mantida no local
de comercialização e no domicílio.
Rótulo de margarina com indicação da temperatura de armazenagem. 
Alguns produtos, mesmo que ainda fechados, devem ser armazenados em condições adequadas com
sinalizações, como: conservar em local limpo, seco e arejado, conservar ao abrigo do sol e calor. Outros
produtos podem apresentar recomendação de armazenamento após abertos, como: após aberto consumir em
até 5 dias ou após aberto manter sob refrigeração e consumir em até 3 dias.
 
Em relação ao tamanho da fonte das informações de rotulagem, com exceção da indicação de conteúdo
líquido, não podem ser menores que 1mm (milímetro) e todas as informações devem ser contrastantes com o
fundo da embalagem. Nas embalagens pequenas, como bombons e balas, em que o painel principal é inferior
a 10cm2, o mínimo que deve ser declarado é a denominação de venda e a marca do produto. Quanto à
embalagem externa que contém as unidades dos produtos unitários, deve conter todas as informações
obrigatórias exigidas pela legislação.
Atenção
Existem ainda informações que não devem constar nos rótulos, como qualquer símbolo ou inscrição que
permita induzir o consumidor ao erro em relação à natureza, composição ou procedência, além da
quantidade, validade ou forma de uso do produto. Não é possível haver indicação de presença ou
ausência de componentes que sejam próprios do produto. Não se autoriza nenhuma alegação de
propriedades medicinais ou terapêuticas, ou indicação de consumo, sugerindo que é possível gerar
melhoria na saúde ou na prevenção de doenças. 
Atividade 3
A rotulagem de alimentos embalados visa garantir ao consumidor acesso a informações claras sobre
composição, validade, origem e instruções de uso do produto. De acordo com a legislação brasileira sobre
rotulagem de alimentos, qual das seguintes alternativas está correta quanto à obrigatoriedade na lista de
ingredientes?
A A água não precisa ser declarada na lista de ingredientes, mesmo que seja o componente principal.
B Ingredientes compostos nunca precisam ser detalhados, independentemente de sua proporção.
C Ingredientes devem ser listados por ordem crescente de quantidade no produto.
D É obrigatório declarar os aditivos ao final da lista de ingredientes, com função, nome ou código INS.
E A denominação óleo vegetal pode ser utilizada sem especificação de origem.
A alternativa D está correta.
A legislação exige que os aditivos alimentares sejam declarados ao final da lista de ingredientes, com a
indicação de sua função principal e identificação por nome completo ou código INS. As demais opções
contradizem normas específicas, como a exigência de declarar a água (exceto exceções previstas) e listar
os ingredientes em ordem decrescente.
Rotulagem nutricional e quantidade declarada de
alimentos
Neste vídeo, vamos explicar as legislações envolvidas na forma como a quantidade declarada de produto
deve estar presente no rótulo.
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Portaria nº 157/2002 – Inmetro
Nesse regulamento técnico, é informada a obrigatoriedade de indicar no painel principal do produto, em cor
contrastante com o fundo da embalagem, a quantidade do produto.
 
Quando o produto for sólido, granulado ou em gel, a unidade de medida deve ser em g (grama) ou em kg
(quilo). Quando o produto for líquido, a unidade deverá ser em mL (mililitro) ou em L (litro). A faixa de corte
para medida em grama ou quilo deve ser de 1000g, ou seja, até 1000g, usar grama, acima de 1000g, utilizar
quilo, o mesmo corte serve para alimentos líquidos.
Indicação da quantidade do produto sólido em grama no painel frontal de
embalagem em cor contrastante.
Os termos peso líquido, conteúdo líquido, peso liq. e conteúdo liq. não são obrigatórios na embalagem. No
entanto, no caso de alimentos que apresentam dois estados físicos, ou seja, parte do produto líquido e parte
do produto sólido, deve-se indicar no rótulo o peso líquido do produto. Isto é, a quantidade total do produto e
o peso drenado, que é o peso apenas da porção sólida. Esses casos são comumente encontrados em
conservas vegetais, doces em calda, peixes enlatados e azeitonas ou outros vegetais em salmoura, como
podemos ver na imagem a seguir.
Produtos que devem obrigatoriamente apresentar no painel frontal as informações
de peso líquido e peso drenado.
Existem produtos que são vendidos a granel, como os frios. Nesse caso, não há indicação padronizada de
quantidade na embalagem para o consumidor. Porém, a informação de peso deve constar na embalagem
original no produto, com a expressão: deve ser pesado em presença do consumidor.
RDC nº 340/2002 – Anvisa
Legislação específica para o corante tartrazina (INS 102), que deve ser declarado obrigatoriamente na lista de
ingredientes com o nome por extenso.
Lei nº 10.674/2003
Determina a obrigatoriedade de todos os produtos alimentícios comercializados apresentarem as inscrições
contém glúten ou não contém glúten.
Obrigatoriedade de os produtos apresentarem as informações sobre se contêm ou
não glúten na sua formulação.
RDC nº 360/2003 – Anvisa
Torna obrigatória a rotulagem nutricional nos alimentos embalados e prontos para consumo, nos quais devem
ser declarados o valor energético, carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras
trans, fibras e sódio. Vitaminas e minerais podem ser declarados se a quantidade for maior ou igual a 5% da
ingestão diária recomendada (IDR), em miligrama (mg) ou micrograma (µg). Os valores devem ser declarados
seguindo algumas regras em relação às casas decimais:
 
Se os valores são maiores que 100, manter apenas os 3 dígitos.
 
Valores entre 10 e 100, declarar números inteiros com 2 dígitos.
 
Valores menores que10 e maiores que 1, declara 1 número e 1 decimal após a vírgula.
 
Valores menores que 1, se forem vitaminas e minerais, utilizar duas casas decimais, se forem outros
nutrientes, utilizar 1 casa decimal.
 
Nos casos dos alimentos que contêm valores energéticos ou de nutrientes menores ou iguais aos
estabelecidos como não significativos, no rótulo nutricional devem constar expressões como zero, 0 ou não
contém, mas os nutrientes devem ser indicados na tabela nutricional, ou por meio de uma declaração única
simplificada do tipo não contém quantidade significativa de…, inserindo os nutrientes que não são
significativos.
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• 
• 
Rótulo nutricional no qual um dos ingredientes apresenta teor abaixo do que é
especificado como não significativo.
As informações nutricionais devem ser expressas por porção, sendo também expressa na forma de medida
caseira. O percentual de valor diário (%VD) de cada nutriente deve usar como base os valores de referência de
nutrientes (VDR) e de ingestão diária recomendada (IDR), além da expressão seus valores diários podem ser
maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.
 
De acordo com a legislação, as tabelas nutricionais podem ser expressas no rótulo no modelo vertical A,
vertical B e linear. Vejamos a imagem a seguir.
Exemplo de tabela nutricional no modelo vertical A.
As regras vistas não são aplicadas para bebidas alcóolicas, aditivos alimentares, especiarias, água mineral,
vinagre, sal, café, erva-mate, chás, alimentos preparados e embalados em restaurantes, produtos
comercializados em varejos já fracionados, frutas, vegetais, carnes in natura refrigeradas e congeladas, e para
alimentos com embalagem inferior à 100cm2.
RDC nº 359/2003
Determina o regulamento técnico para porções de alimentos embalados. Por definição, a porção é a
quantidade média do alimento que deve ser consumida por pessoas saudáveis acima dos 3 anos em cada
momento de consumo, com objetivo de promover uma alimentação saudável.
 
A porção deve ser indicada também utilizando a medida caseira, que é uma ferramenta usada pelo
consumidor para medir os alimentos. Desse modo, pode ser medida a cada unidade que consiste
individualmente em cada produto contido na embalagem e uma fração, que é a parte de um todo. Para
determinar a porção, deve-se considerar como base uma alimentação diária de 2.000kcal ou 8.400kJ, e o
valor energético médio que contém em cada grupo de alimentos como indicado na tabela a seguir.
Grupo Alimentos Valor energético
Número
de
porções
Valor energético
médio por porção
 Calorias Joules Calorias Joules
I
Produtos de panificação,
cereais, leguminosas,
raízes, tubérculos e
derivados
900 3800 6 150 630
II
Verduras, hortaliças, e
conservas vegetais
300 2260 3 30 125
III
Frutas, sucos, néctares, e
refrescos
300 2260 3 70 295
IV Leite e derivados 500 2100 2 125 525
V Carne e ovos 500 2100 2 125 525
VI
Óleos, gorduras e
oleaginosas
300 1260 2 100 420
VII Açúcares 300 1260 1 100 420
VIII
Molhos, temperos
prontos, caldos, sopas e
pratos preparados
- - 
Tabela: Distribuição por grupos alimentares. 
Anvisa, 2003.
Para determinar a medida caseira, deve ser utilizada a porção indicada para cada grupo e os utensílios
relacionando as suas dimensões aproximadas, como: 1 xícara de chá equivale a 200mL, 1 colher de sopa
equivale a 10mL e 1 colher de chá equivale a 5mL. Outra maneira de declarar a medida caseira é utilizando
indicações, como fatia, rodela ou unidade. A medida indicada da porção pode ser integral ou uma fração
dessa medida, por exemplo, ½ colher de sopa, ou ½ xícara de chá.
 
Para alimentos embalados de forma individual, a porção de consumo é considerada uma unidade individual.
Os alimentos concentrados em pó ou desidratados devem ser reconstituídos e a quantidade que deve ser
indicada na porção deve ser suficiente para preparar a quantidade estabelecida de produto indicada na
tabela.
Atividade 4
A rotulagem nutricional é um instrumento de informação para o consumidor e deve seguir regras específicas
quanto ao conteúdo e à forma de apresentação. Analise as afirmativas abaixo sobre a rotulagem nutricional
obrigatória:
I. Os valores nutricionais devem ser expressos por porção e por medida caseira.
II. A declaração de vitaminas e minerais é obrigatória em todos os alimentos, seja qual for a quantidade.
III. A expressão zero pode ser usada quando o valor de um nutriente for inferior ao limite considerado
significativo.
IV. Alimentos embalados com área inferior a 100 cm² estão isentos de rotulagem nutricional.
V. A tabela nutricional deve conter exclusivamente informações sobre carboidratos, proteínas e gorduras
totais.
Assinale a alternativa correta:
A Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas.
B Apenas as afirmativas I, II e V estão corretas.
C Apenas as afirmativas II e V estão corretas.
D Apenas as afirmativas III e V estão corretas.
E Apenas a afirmativa III está correta.
A alternativa A está correta.
A afirmativa I correta, sendo porção e medida caseira obrigatórias. A II está incorreta, pois vitaminas e
minerais só são obrigatórios se ≥ 5% da IDR. A III está correta, uma vez que zero pode ser usado para
nutrientes em valores não significativos. A IV também está correta: embalagensna tabela
nutricional. Essa alegação deve ser atendida em relação à porção de consumo indicada na tabela. Alguns
termos podem ser utilizados para essas declarações indicando os atributos referentes aos conteúdos
absolutos, como:
 
Baixo
 
Muito baixo
 
Não contém
 
Alto conteúdo
 
Fonte
 
Sem adição
 
A informação nutricional complementar também pode ser informada em relação ao conteúdo comparativo,
quando o valor energético ou o conteúdo de nutriente é apresentado em relação ao alimento de referência do
mesmo fabricante. Se não houver valor de referência do mesmo fabricante, então, deve ser utilizado o valor
médio do conteúdo de três alimentos de referência comercializados. Os atributos que podem ser utilizados
segundo a legislação são reduzido e aumentado.
RDC nº 26/2015 – Anvisa
Determina os requisitos obrigatórios de rotulagem para alimentos que podem causar alergias alimentares.
Devem constar em alimentos, bebidas, ingredientes, aditivos alimentares e coadjuvantes tecnológicos
embalados na ausência dos consumidores, sejam eles para uso domiciliar, industrial ou em unidades de
alimentação e nutrição. Os alimentos preparados nos pontos de venda ou em unidades de alimentação e
comercializados pelo próprio estabelecimento não têm obrigação de apresentar essa informação.
Deve-se levar em consideração que os alérgenos alimentares são substâncias de origem proteica e
que eles podem causar contaminação cruzada durante cultivo, produção, manipulação,
processamento, preparação, armazenamento, embalagem, transporte e conservação dos alimentos.
Por isso, caso haja contato com superfícies por onde produtos com potencial alergênico são
expostos, deve-se alertar no rótulo.
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Em 2018, foi publicado pela Anvisa o Guia sobre o Programa de Controle de Alergênicos, com sugestões de
melhorias nas práticas relacionadas a procedimento, rotinas e métodos, de forma que haja adequação às
exigências da legislação.
 
Os principais produtos considerados alergênicos são cereais (trigo, centeio, cevada, aveia), crustáceos, ovos,
peixes, amendoim, soja, leite, amêndoa, avelãs, castanhas, macadâmias, nozes, pecãs, pistaches e látex.
 
A declaração deve ser conforme a quantidade e o tipo de produto alergênico utilizado na preparação, como
veremos a seguir, e deve estar logo após a lista de ingredientes e com caracteres legíveis, em caixa alta,
negrito, com cor contrastante com o fundo do rótulo e com altura mínima de 2mm.
Exemplo de inscrição destinada a substâncias alergênicas.
A informação não deve estar em local que possa ser encoberto pela embalagem ou removível após abertura
do produto, deve-se evitar área que possa prejudicar a visualização, como área de selagem ou torção. Pela
legislação, está proibida a alegação de ausência de alimentos alergênicos. Veja melhor na tabela a seguir:
Quando declarar Como declarar
O produto é alergênico (ex.: leite, ovo, castanhas). ALÉRGICOS: CONTÉM...
O produto é derivado de um dos alimentos alergênicos (ex.:
farinha de trigo, iogurte, granola).
ALÉRGICOS: CONTÉM
DERIVADOS DE...
O produto é adicionado de um ou mais alimentos alergênicos
ou derivados.
ALÉRGICOS: CONTÉM... E
DERIVADOS.
Possibilidade de contaminação cruzada com alimentos
alergênicos ou seus derivados.
ALÉRGICOS: PODE
CONTER...
Tabela: Instruções sobre como declarar a presença de alergênicos nos produtos. 
Anvisa, 2015.
Informe técnico nº 70/2016 – Anvisa
Proibiu o uso de expressões, como: sem conservantes, sem corantes artificiais, contém corantes naturais,
com objetivo de reduzir a interpretação equivocada dos consumidores a respeito de utilização de aditivos em
alimentos.
RDC nº 135/2017 – Anvisa
Regulamentação para alimentos que são processados ou elaborados para eliminar ou reduzir o teor de
lactose, indicados para utilizar em dietas para indivíduos que necessitam de restrição de lactose, podendo ter
alegação de isento de lactose ou baixo teor de lactose. Essa alegação de redução do teor de lactose deve ser
assegurada por análises de controle de qualidade.
Atenção
Nos produtos de alimentos que são processados ou elaborados para eliminar ou reduzir o teor de
lactose, a quantidade de lactose deve ser igual ou menor a 100mg ou 100mL, na porção consumida. Os
termos que podem constar na embalagem de alimentos isentos de lactose são: isento de lactose, zero
lactose, 0% lactose, sem lactose ou não contém lactose. Para alimentos com baixo teor de lactose, pode
constar baixo teor de lactose ou baixo em lactose. 
RDC nº 136/2017 – Anvisa
Legislação que estabelece a declaração obrigatória da presença de lactose no rótulo dos alimentos. Deve ser
incluída em bebidas, ingredientes, aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia, que contenham
quantidade maior de 100mg ou 100mL de lactose. O termo contém lactose deve vir imediatamente após ou
abaixo da lista de ingredientes com fonte legível, em caixa alta, negrito, cor contrastante com o fundo do
rótulo e tamanho de, pelo menos, 2mm, nunca menor ao tamanho de fonte utilizada na lista de ingredientes.
Exemplo de embalagem com lista de ingredientes e aviso de “contém lactose”, de
acordo com a legislação vigente.
RDC nº 243/2018 – Anvisa
Informa que deve conter no rótulo o nome individual de cada nutriente e das substâncias bioativas ou
enzimas, o nome da fonte de onde a substância foi extraída e a identificação da linhagem ou nome comercial
dos microrganismos no caso de suplementos alimentares como probióticos.
 
No rótulo, também devem ser informados os grupos populacionais aos quais o alimento é indicado, a
quantidade (indicada na Instrução Normativa nº 28/2018 da Anvisa), a frequência de consumo e as instruções
de conservação. 
Atenção
Algumas advertências são obrigatórias de constar na embalagem, como: este produto não é um
medicamento, não exceder a recomendação diária de consumo indicada na embalagem e mantenha fora
do alcance de crianças. 
Atividade 5
A rotulagem é uma ferramenta de proteção e educação do consumidor, especialmente quando envolve
substâncias que afetam diretamente a saúde.
I. A presença de lactose nos alimentos deve ser obrigatoriamente indicada no rótulo quando a quantidade por
porção ultrapassar 100 mg.
II. A legislação permite que a expressão contém lactose seja impressa em qualquer parte da embalagem,
desde que em destaque.
 
Sobre as sentenças anteriores, assinale a alternativa correta:
A As duas afirmações são verdadeiras, e a II justifica a I.
B As duas afirmações são verdadeiras, mas a II não justifica a I.
C A I é verdadeira, e a II é falsa.
D A I é falsa, e a II é verdadeira.
E As duas afirmações são falsas.
A alternativa C está correta.
A I está correta conforme a RDC nº 136/2017. No entanto, a II está incorreta, pois a expressão contém
lactose deve estar logo abaixo ou após a lista de ingredientes, com destaque visual, e não em qualquer
parte da embalagem.
2. O consumidor e a rotulagem
Percepção do consumidor
Neste vídeo, você vai refletir sobre a importância das informações contidas nos rótulos de alimentos a partir
das explicações da nutricionista sobre os riscos envolvidos na não leitura desses rótulos.
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Uma dieta equilibrada permite que os indivíduos tenham energia para todas as atividades e funções
essenciais no seu dia a dia, e mantenham um bom estado de saúde.
A modernização trouxe algumas alterações na dinâmica da rotina da
população, como maior tempo fora de casa, aumento no sedentarismo
e menos tempo para preparações de alimentos em casa. Desse modo,
observou-se um aumento no consumo de produtos prontos e
industrializados, devido à busca de alternativas rápidas e práticas, por
exemplo, produtos congelados, pré-preparados e temperados. O
resultado dessa mudança é um aumento no consumo de produtos com
alto teor de gorduras, colesterol, açúcares refinados, além de baixo
teor de minerais, fibras e ácidos graxos insaturados (Cassemiro et al.,
2006).
 
Os rótulos dos alimentos industrializadosfuncionam como uma comunicação entre o consumidor e a indústria
de alimentos, porém, a falta de conhecimento dos consumidores sobre as informações faz com que não haja
valorização do que consta nos rótulos, causando, em alguns casos, más escolhas dentre os alimentos
disponíveis.
O nutricionista é o profissional responsável por elaborar a tabela nutricional dos produtos
comercializados. 
A rotulagem nutricional tem como função informar o consumidor da constituição daqueles produtos, mas
também direcionar as escolhas do consumidor, de modo que haja uma orientação de redução do risco de
doenças crônicas (Nascimento et al., 2013).
 
Quando o consumidor está com sobrepeso e deseja reduzir seu peso, a informação mais procurada é a
caloria. No caso de um consumidor com dislipidemia, o foco na informação nutricional será no teor de gordura
e colesterol. Em indivíduos com quadro diabético ou pré-diabético, a quantidade de açúcar será o fator que
mais chamará atenção (Cassemiro et al., 2006).
Comentário
É possível observar que o consumidor não analisa o alimento de forma global, apenas atenta-se à
informação que acredita estar diretamente relacionada à sua condição de saúde, o que prejudica suas
escolhas por alimentos mais saudáveis. 
Diante da tabela nutricional, o consumidor tem a possibilidade de conhecer as quantidades de nutrientes por
porção daquele alimento, dando autonomia para suas escolhas. Entretanto, a dificuldade de entendimento
impede que essas decisões sejam tomadas de modo que haja preocupação com a saúde. Veja a seguir alguns
obstáculos para a não leitura da tabela tradicional por consumidores:
Tamanho do texto
Muitas vezes, a linguagem e o tamanho das
letras podem desestimular o consumidor a
procurar entender as informações contidas no
rótulo, principalmente, para idosos, que já
apresentam maior dificuldade de leitura.
Linguagem e pouca informação
Outros fatores apontados como obstáculos
para a leitura e compreensão dos rótulos foram:
a linguagem técnica, o excesso de siglas e
abreviaturas, as informações equivocadas
provenientes de propagandas midiáticas e a
pouca informação prévia sobre os ingredientes
(Marins et al., 2015).
Uma maneira de melhorar a interação entre o consumidor e os rótulos é por meio da realização de ações
educacionais e de conscientização. Em estudo que avaliou a percepção do consumidor frente aos diferentes
rótulos em dois mercados, observou-se que a informação mais relevante para o consumidor, além de marca e
preço, é a data de validade do produto, já que se entende que um produto fora da validade ou próximo de
vencer está relacionado com perdas econômicas, além do fato de os produtos fora da validade poderem
causar algum dano à saúde de quem o consumir. O modo de preparo foi considerado a informação mais
irrelevante, uma vez que os entrevistados sugerem já saber como proceder nos alimentos comprados.
Curiosidade
A tabela nutricional é a maneira que o consumidor pode identificar se aquele alimento é apropriado para
o seu consumo, porém, aproximadamente, 68% dos consumidores entrevistados relatam não
considerarem essa informação no momento da compra. 
Dentre os nutrientes citados na tabela, o teor de sódio foi considerado o menos importante. Esse dado indica
que o consumidor, muitas vezes, não faz a correlação entre teor de sódio ou sal nos alimentos e o aumento
das doenças relacionadas à hipertensão arterial. Lembrando que alimentos industrializados, em sua maioria,
também apresentam alta concentração de sódio.
 
Outro nutriente que não é muito valorizado é o teor de fibras, que também se apresenta em baixas
concentrações nos alimentos industrializados. O consumo de fibras indicado pelo Guia Alimentar da
População Brasileira é de 25g por indivíduo adulto e a informação do seu conteúdo no rótulo é obrigatória. 
 
Um consumo de fibra adequado pode evitar o surgimento de enfermidades como câncer, constipação e outras
doenças do intestino. Com a diminuição do consumo de frutas e verduras e o aumento do consumo de
produtos industrializados, pode ocorrer um crescimento de doenças relacionadas ao trato gastrointestinal na
população (Bendino et al., 2012).
Fibra alimentar de 130g de milho em conserva.
Uma relação entre o nível de escolaridade, condições socioeconômicas e hábito de leitura com o
entendimento e valorização das informações do rótulo dos alimentos foi apontada, indicando que pessoas de
maior escolaridade, maior poder aquisitivo e hábito de leitura frequente estavam mais atentas e preocupadas
com as escolhas dos produtos (Cavada et al., 2012).
 
Alguns itens do rótulo foram citados como os mais desafiantes ao entendimento dos consumidores: porção,
valores diários de referência e %VD. Itens cruciais para a adequada compreensão do produto à dieta do
consumidor (Marins et al., 2015). Reforçando, assim, a necessidade de campanhas de conscientização dos
benefícios de uma alimentação saudável e de compreensão das informações dos rótulos.
Muitos consumidores têm dificuldade em confiar nas informações dos
rótulos dos alimentos por causa de erros e inconsistências. Um estudo
feito por Câmara e colaboradores (2008) analisou rótulos de produtos
vendidos no mercado e encontrou várias irregularidades.
Esses problemas podem ser identificados de duas formas: por meio de
análises químicas, que verificam se as quantidades de nutrientes
informadas estão corretas, ou pela comparação direta do rótulo com as
normas exigidas por lei.
 
O estudo mostrou que há muitos rótulos com informações erradas, o
que vai contra o que determina o Código de Defesa do Consumidor. A lei exige que o consumidor receba
informações corretas sobre os nutrientes dos produtos. As falhas mais comuns envolvem erros nos números
dos lotes, datas de validade, informações sobre corantes e se o produto contém ou não glúten.
 
Essas falhas podem ser perigosas. Por exemplo, uma pessoa com diabetes pode correr risco se consumir um
produto que diz ser diet, mas na verdade contém açúcar. Isso vale para pessoas com doença celíaca, que não
podem consumir glúten. Se a presença dessa substância não for informada corretamente no rótulo, o
consumo pode causar reações inflamatórias graves.
É importante também chamar atenção para o caráter mercadológico e propagandista dos rótulos, já
que é na embalagem que, muitas vezes, os produtores chamam a atenção para alguma
característica do produto sem que haja adequada identificação de outros componentes (Nascimento
et al., 2013). Essa atuação pode desviar a atenção do consumidor ou ainda pôr em dúvida a
credibilidade da informação referente à rotulagem nutricional, além do marketing em si, que pode
direcionar as escolhas dos consumidores sem base no caráter nutricional.
Yoshizawa e colaboradores (2003) fizeram um levantamento em relação à adequação de, aproximadamente,
200 produtos industrializados e comercializados, e observaram casos em que estavam escritos termos como:
pode repetir que é light, não engorda, tem fibras que inibem o apetite e contém ingredientes que ativam as
proteínas. Esses termos podem ludibriar o consumidor, esperando tais funcionalidades, quando, na verdade,
não são comprovadas e, de acordo com a legislação vigente, não podem ser exploradas nos rótulos.
As propagandas têm papel importante nas escolhas dos consumidores,
por isso, há regras específicas, principalmente, para crianças. No
entanto, os meios de comunicação também podem ser utilizados como
meios de educação nutricional, informando sobre os benefícios de uma
alimentação saudável, instruindo a busca por essa informação no
rótulo.
 
Cassemiro e colaboradores (2006) atestam que, em sua maioria, os
consumidores mais preocupados com as informações nos rótulos são
mulheres casadas acima dos 40 anos e com alto grau de escolaridade.
Os motivos relacionados a tal perfil indicam uma maior preocupação
com a saúde após os 40 anos, além do fato de as mulheres, muitas vezes, serem as responsáveis pelas
compras de todos os indivíduos da casa. Essa situação permite que essasmulheres estejam mais atentas às
informações dos rótulos, já que há uma diversidade de necessidades entre os moradores da casa. Quanto ao
maior nível de escolaridade, entende-se que é um fator que auxilia na compreensão dessas informações.
Atenção
É importante direcionarmos a importância da leitura e compreensão do rótulo também para outros
grupos de indivíduos, de forma que todas as pessoas tenham ciência e possam fazer melhores escolhas
de alimentos para sua residência. 
Atividade 1
O rótulo é o melhor meio de comunicação entre a indústria e o consumidor. Sobre essa interação, considere as
afirmações a seguir.
 
I. O hábito de leitura interfere na compreensão do rótulo pelo consumidor.
 
II. Idosos possuem maior dificuldade devido ao tamanho das letras.
 
III. A data de validade é a informação menos consultada pelos consumidores.
Assinale a alternativa que indica a resposta certa.
A Apenas I está correta
B Apenas II está correta
C I e II estão corretas
D Apenas III está correta
E I e III estão corretas
A alternativa C está correta.
Quanto maior o hábito de leitura, melhor a compreensão do texto no rótulo. Além disso, os consumidores
idosos podem apresentar mais dificuldade na leitura quando as letras são pequenas.
Atualizações na legislação
Neste vídeo, vamos explicar o que mudou na tabela nutricional, o que é a rotulagem nutricional frontal e que
alimentos devem conter. 
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Nos últimos anos, a legislação brasileira sobre rotulagem nutricional passou por importantes atualizações, com
o objetivo de facilitar a compreensão das informações nos rótulos dos alimentos e auxiliar o consumidor a
fazer escolhas mais saudáveis. Essas mudanças, estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa), buscam aumentar a transparência e a legibilidade das informações nutricionais. Veja a seguir as
principais alterações.
Padrão visual da Tabela de Informação Nutricional
Já conhecida pelos consumidores, essa tabela agora deve seguir um padrão visual específico: letras pretas
sobre fundo branco. Essa medida tem como objetivo eliminar o uso de contrastes que dificultem a leitura,
tornando a tabela mais acessível a todos os públicos.
Novas informações obrigatórias
Além das informações que já eram exigidas, a nova legislação determina que a tabela passe a incluir:
Açúcares totais e açúcares adicionados
Açúcares totais: incluem os açúcares naturalmente presentes (como em frutas e leite) + os
adicionados.
Açúcares adicionados: são os açúcares colocados intencionalmente durante a fabricação, como
sacarose, glicose, mel etc.
Esse dado é essencial para o consumidor identificar excesso de açúcar escondido.
Coluna de referência por 100 g ou 100 mL
Essa coluna apresenta os valores nutricionais por 100 g (ou 100 mL), facilitando a comparação entre
produtos de diferentes marcas e porções. Exemplo: dois cereais matinais com porções diferentes
podem ser comparados usando essa coluna, padronizada.
%VD (Percentual de Valores Diários)
Essa coluna mostra o quanto cada nutriente representa em relação à recomendação diária para uma
dieta de 2.000 kcal.
É útil para o consumidor saber se um alimento contém muito ou pouco de determinado nutriente,
como sódio ou gordura.
Número de porções e porção de referência
Informa o seguinte:
Quantas porções contém a embalagem.
O peso ou volume de uma porção, além da medida caseira correspondente (ex.: 30 g = 1 colher
de sopa).
Isso ajuda o consumidor a entender quanto do alimento corresponde a uma porção, evitando
interpretações erradas.
As informações vistas tornam a leitura mais clara e objetiva, permitindo ao consumidor avaliar melhor o valor
nutricional de cada produto.
Localização e integridade da tabela
A tabela nutricional deve estar posicionada próxima à lista de ingredientes e em uma superfície contínua da
embalagem, sem interrupções ou divisões. Além disso, ela não pode ser colocada em locais de difícil
visualização, como áreas encobertas ou deformadas. A única exceção são as embalagens muito pequenas
(com área de rotulagem inferior a 100 cm²), em que a tabela poderá estar em área encoberta, desde que
acessível ao consumidor.
Rotulagem nutricional frontal
A principal inovação das novas regras é a criação da rotulagem nutricional frontal. Trata-se de um símbolo
gráfico em forma de lupa, que deve ser aplicado na parte frontal superior da embalagem.
Símbolos utilizados na frente do rótulo para alertar o consumidor. 
O símbolo serve para alertar, de forma rápida e clara, quando o alimento possui alto teor de nutrientes críticos
à saúde. A tabela a seguir resume quanto de cada nutriente o alimento deve ter para que seja obrigatória a
presença da rotulagem nutricional frontal.
Nutriente Alimentos sólidos ou semissólidos Alimentos líquidos
Açúcares adicionados 15 g ou mais por 100 g 7,5 g ou mais por 100 ml
Gordura saturada 6 g ou mais por 100 g 3 g ou mais por 100 ml
Sódio 600 mg ou mais por 100 g 300 mg ou mais por 100 ml
• 
• 
Tabela: Critérios para rotulagem nutricional frontal (Símbolo de Lupa). Adaptada de: gov.br/anvisa
Regras para alegações nutricionais
É importante destacarmos que as alegações nutricionais (como rico em fibras ou baixo teor de gordura)
continuam sendo permitidas e opcionais. No entanto, a legislação atualizou os critérios para uso dessas
alegações, evitando contradições com a rotulagem nutricional frontal. Por exemplo, um alimento que contenha
alto teor de sódio (e por isso tenha o símbolo de lupa no rótulo) não poderá usar alegações que transmitam a
ideia de ser saudável em relação ao sódio ou sal de maneira geral. Outro ponto relevante é que alimentos que
tenham rotulagem nutricional frontal não podem ter alegações nutricionais na parte superior do painel
principal.
Comentário
Como vimos, a legislação é constantemente revista e melhorada conforme vão surgindo novas
informações e necessidades. Por isso é fundamental estarmos sempre atualizados. O site Saúde Legis
permite consultar se determinada legislação, sob a tutela do Ministério da Saúde, está válida ou foi
revogada. Na dúvida, é sempre bom consultar! 
Atividade 2
As mudanças na rotulagem nutricional trouxeram novas exigências sobre o modo como os alimentos são
apresentados ao consumidor. Analise as afirmativas a seguir.
I. A coluna com valores por 100 g ou 100 mL foi criada para permitir comparação entre produtos.
II. Alimentos com área de rotulagem inferior a 100 cm² estão dispensados da tabela nutricional.
III. A presença do símbolo de lupa é obrigatória em produtos com alto teor de sódio, gordura saturada ou
açúcares adicionados.
IV. A tabela nutricional pode estar dividida entre diferentes partes da embalagem, desde que todas sejam
visíveis.
V. Produtos com lupa frontal não podem ter alegações nutricionais na parte superior do painel principal.
Assinale a alternativa correta:
A Apenas I, III e V estão corretas.
B Apenas II e IV estão corretas.
C Apenas I, II e III estão corretas.
D Apenas I, IV e V estão corretas.
E Apenas I, II e V estão corretas.
A alternativa A está correta.
A I está correta porque a coluna de 100 g ou 100 mL padroniza a comparação. A II está errada porque
produtos comestar com sobrepeso, não tem o hábito de cozinhar e, devido à rotina corrida,
depende majoritariamente de alimentos industrializados como sopas prontas, pães de forma, sucos de
caixinha, refeições congeladas e cereais matinais.
 
Ao longo da conversa, você percebe que ele desconhece a importância das informações dos rótulos dos
alimentos e menciona que costuma se guiar apenas por frases de marketing na embalagem, como rico em
fibras, zero açúcar ou light. Você pergunta se ele já reparou no símbolo de lupa na frente de alguns rótulos, e
ele responde que nunca viu isso.
 
Para ilustrar, você mostra dois produtos: um cereal matinal e uma sopa industrializada. Ambos contêm o
símbolo da lupa, indicando alto teor de açúcar e de sódio, respectivamente — nutrientes críticos para sua
condição de saúde. Apesar disso, os dois produtos destacam alegações positivas na parte da frente da
embalagem, como fit e com vegetais selecionados.
Com base nesse momento do atendimento, é você quem deve tomar decisões profissionais importantes para
garantir que esse paciente compreenda o que está em jogo e possa fazer escolhas alimentares mais
conscientes.
 
Após a leitura do caso, é hora de aplicar seus conhecimentos!
Questão 1
O senhor Geraldo nunca percebeu o símbolo da lupa em embalagens. Como você explicaria ao seu paciente a
função da rotulagem nutricional frontal (símbolo da lupa) de forma simples e compreensível?
Chave de resposta
No atendimento ao senhor Geraldo, é importante explicar que a rotulagem nutricional frontal, com o
símbolo da lupa, serve para alertar rapidamente quando um alimento possui alto teor de açúcar, gordura
saturada ou sódio — nutrientes que podem agravar sua pressão alta e pré-diabetes. Essa informação
facilita escolhas mais saudáveis sem a necessidade de ler todo o rótulo.
Questão 2
O paciente demonstra cair em armadilhas feitas por marketing. Quais estratégias educativas você poderia
usar para ensinar esse paciente — e outros com pouca familiaridade com rótulos — a interpretar a tabela
nutricional e evitar essas armadilhas?
Chave de resposta
Para ajudá-lo a interpretar a tabela nutricional, seria adequado usar linguagem simples, mostrar exemplos
de produtos reais que ele consome e explicar termos técnicos como %VD e porção. Também deve
destacar que alegações como light ou rico em fibras podem parecer saudáveis, mas podem conter altos
níveis de sódio, por exemplo, então, é preciso olhar o rótulo completo.
Questão 3
O senhor Geraldo tem diagnóstico de hipertensão arterial e pré-diabetes e consome majoritariamente
alimentos industrializados. Que pontos você priorizaria ao orientá-lo, considerando sua condição de saúde e
os alimentos que ele costuma consumir?
Chave de resposta
Diante de suas condições de saúde, é importante priorizar orientações sobre redução de sódio e açúcares
adicionados, ensinar a comparar produtos usando a coluna por 100 g e incentivar pequenas trocas no dia a
dia, como preparar porções caseiras congeladas. Tudo isso respeitando sua rotina e sem exigir mudanças
drásticas de uma vez.
Orientando seu paciente
Assista, neste vídeo, a mais um caso prático e reflita sobre algumas questões comentadas pela professora.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
3. Conclusão
Considerações finais
O que você aprendeu neste conteúdo?
A rotulagem nutricional é obrigatória para as indústrias de alimentos no Brasil.
 
Os rótulos fornecem informações importantes, como ingredientes, aditivos, gorduras e sódio.
 
O principal objetivo da rotulagem é ajudar na prevenção de doenças crônicas, como obesidade e
diabetes.
 
Interpretar as informações nutricionais ainda é um desafio para muitos consumidores.
 
A dificuldade de compreensão pode estar relacionada à baixa escolaridade e ao pouco hábito de
leitura.
 
Muitos consumidores não leem os rótulos ou não compreendem o que está escrito.
 
A leitura dos rótulos é uma forma de promover educação alimentar.
As informações dos rótulos auxiliam a escolher melhor os alimentos e evitar produtos ricos em sódio,
açúcar e gordura.
 
A rotulagem é uma ferramenta de conscientização e prevenção.
 
A educação alimentar é uma estratégia para melhorar a saúde e a qualidade de vida da população.
Explore +
Para saber mais sobre os assuntos tratados neste conteúdo, leia:
 
No site da Anvisa as Portarias e Resoluções citadas nos módulos:
 
Portaria nº 29, de 13 de janeiro de 1998. Regulamento Técnico Referente a Alimentos para Fins
Especiais.
 
Portaria nº 31, de 13 de janeiro de 1998. Regulamento Técnico Referente a Alimentos Adicionados de
Nutrientes Essenciais.
 
RDC nº 54, de 12 de novembro de 2012. Dispõe sobre o Regulamento Técnico sobre Informação
Nutricional Complementar.
 
RDC nº 135, de 8 de fevereiro de 2017. Altera a Portaria SVS/MS nº 29, de 13 de janeiro de 1998, que
aprova o regulamento técnico referente a Alimentos para Fins Especiais, para dispor sobre os alimentos
para dietas com restrição de lactose.
 
RDC nº 136, de 08 de fevereiro de 2017. Estabelece os requisitos para declaração obrigatória da
presença de lactose nos rótulos dos alimentos.
 
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RDC nº 259, de 20 de setembro de 2002, da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária, aprova o Regulamento Técnico sobre Rotulagem de Alimentos Embalados.
 
RDC nº 269, de 22 de setembro de 2005. Regulamento Técnico sobre Ingestão Diária Recomendada
(IDR) para Proteínas, Vitaminas e Minerais.
 
RDC nº 359, de 23 de dezembro de 2003. Regulamento Técnico de Porções de Alimentos Embalados
para Fins de Rotulagem Nutricional.
 
RDC nº 360, de 23 de dezembro de 2003. Regulamento Técnico sobre Rotulagem Nutricional de
Alimentos Embalados.
 
Você também pode ler na íntegra as Portarias do Inmetro citadas no módulo. São elas:
 
Portaria nº 157, de 19 de agosto de 2002. Inmetro aprova o Regulamento Técnico Metrológico, que
estabelece a forma de expressar o conteúdo líquido a ser utilizado nos produtos pré-medidos.
 
Portaria nº 19, de 07 de março de 1997. Indicação de quantidade líquida.
Referências
ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Informe Técnico n.º 70/2016. Esclarecimentos sobre a
declaração de alegações de conteúdo para aditivos alimentares na rotulagem de alimentos e bebidas. Anvisa,
2016. Consultado na internet em: 04 mar. 2021.
 
BENDINO, N. I.; POPOLIM, W. D.; OLIVEIRA, C. R. A. Avaliação do conhecimento e dificuldades de
consumidores frequentadores de supermercado convencional em relação à rotulagem de alimentos e
informação nutricional. Journal of Health Science and Institute, 2012.
 
BRASIL. Lei n.º 10.674, de 16 maio de 2003. Obriga a que os produtos alimentícios comercializados informem
sobre a presença de glúten, como medida preventiva e de controle da doença celíaca. Brasília, D.F., 2003.
 
BRASIL. Decreto-Lei n.º 986, de 21 de outubro de 1969. Institui normas básicas sobre alimentos. Brasília, DF:
Presidência da República, 1990. 
 
CÂMARA, M. C. C. et al. A produção acadêmica sobre a rotulagem de alimentos no Brasil. Revista
Panamericana de Salud Pública, 2008.
 
CASSEMIRO, I. A.; COLAUTO, N. B.; LINDE, G. A. Rotulagem nutricional: quem lê e por quê? Arquivos de
Ciência e Saúde, 2006.
 
CAVADA, G. S. et al. Rotulagem nutricional: você sabe o que está comendo? Brazilian Journal of Food
Technology, 2012.
 
FERREIRA, A. B.; LANFER-MARQUEZ, U. M. Legislação brasileira referente à rotulagem nutricional de
alimentos. Revista de Nutrição, Pontifícia Universidade Católica de Campinas 2007.
 
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MACHADO, R. L. P. Manual de rotulagem de alimentos. Rio de Janeiro: Embrapa Agroindústria de Alimentos,
2015.
 
MARINS, B. R.; JACOB, S. C. Avaliação do hábito de leitura e da compreensão da rotulagem por consumidores
de Niterói, RJ. Revista Visa em Debate Sociedade Ciência e Tecnologia, 2015.
 
NASCIMENTO, C. et al. Conhecimento de consumidores idosos sobre rotulagem de alimentos. Revista de
Epidemiologia

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