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Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR PROCESSO DO TRABALHO APOSTILA 5 LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA Sentença Condenatória Não cumprida voluntariamente Fase de EXECUÇÃO Início da EXECUÇÃO Título líquido 1 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR certo exigível É uma FASE PREPARATÓRIA da execução trabalhista, de natureza constitutivo- integrativa, que tem por objetivo dar liquidez ao título executivo, trazendo um valor determinado ou uma prestação individualizada. Toda execução pressupõe dois requisitos: 1 – inadimplemento do devedor; 2 – existência de título executivo judicial ou extrajudicial. Art. 879 § 1º CLT. Na liquidação, não se poderá modificar, ou inovar, a sentença liquidanda, nem discutir matéria pertinente à causa principal. §1º-A. A liquidação abrangerá, também, o cálculo das contribuições previdenciárias devidas. Art. 879 CLT. Sendo ilíquida a sentença exequenda, ordenar-se-á, previamente, a sua liquidação, que poderá ser feita por cálculo, por arbitramento ou por artigos. ►Cálculos: meras operações aritméticas. ►Arbitramento: necessidade de conhecimentos técnicos. ► Artigos: alegar e provar fatos novos na execução. Se for por cálculos, quem apresenta? Partes Órgãos auxiliares da JT Perito (na hipótese de cálculos complexos) 2 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR Art. 879 § 1º-B CLT. As partes deverão ser previamente intimadas para a apresentação do cálculo de liquidação, inclusive da contribuição previdenciária incidente. A doutrina entende que preferencialmente as partes entregam os cálculos, a critério do juiz. Na JT, a liquidação por arbitramento não é comum, podemos exemplificar com a hipótese de um “e” que prestava serviços, sem receber salários e que teve o reconhecimento do vínculo empregatício pela JT. Nesse caso, a liquidação de sentença far-se-á necessária para a estipulação do salário do “e” com base no que o mercado de trabalho paga em atividades semelhantes. Na liquidação por artigos o credor precisa alegar e provar fato novo para a determinação do valor da condenação. Fato novo não significa inovação na fase de liquidação, por observância ao instituto da coisa julgada material. Ex: o “E” foi condenado ao pagamento de horas extras, porém o juiz não mencionou a quantidade de horas que efetivamente foram prestadas. Precisará o “e” alegar e provar o número de horas extras que realmente prestou ao “E”. Elaborada a conta e tornada LIQUIDA, o juiz PODERÁ permitir a manifestação das partes: - com manifestação - sem manifestação OBS: O CONTRADITÓRIO prévio é mera FACULDADE do juiz. COM MANIFESTAÇÃO Apresenta os cálculos. Intima a parte contrária para manifestação no prazo de 10 dias, sob pena de preclusão. 3 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR Juiz homologa COM MANIFESTAÇÃO O Juiz intima às partes para apresentarem os cálculos. Apresentados, o juiz intima a parte contrária para manifestação no prazo de 10 dias, indicando os itens e valores impugnados. Em seguida, o juiz homologa a conta. A impugnação da decisão de homologação se fará no momento dos EMBARGOS À EXECUÇÃO ou da IMPUGNAÇÃO. SEM MANIFESTAÇÃO Apresentados os cálculos. Juiz homologa. SEM MANIFESTAÇÃO Apresentados os cálculos pelo “r” ou pelo contador do juízo, o juiz já homologa os cálculos, determinando a CITAÇÃO do executado para PAGAR ou NOMEAR bens à penhora. Neste caso, a impugnação da decisão homologatória se fará no momento dos EMBARGOS À EXECUÇÃO ou da IMPUGNAÇÃO À SENTENÇA DE LIQUIDAÇÃO. Art. 879 § 3º CLT. Elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da Justiça do Trabalho, o juiz procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de preclusão. Daí o juiz profere a SENTENÇA DE LIQUIDAÇÃO (teremos o valor da execução). 4 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR Súmula nº 211 do TST JUROS DE MORA E CORREÇÃO MONETÁRIA. INDEPENDÊNCIA DO PEDIDO INICIAL E DO TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 Os juros de mora e a correção monetária incluem-se na liquidação, ainda que omisso o pedido inicial ou a condenação. Art. 883 CLT. Não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos bens, tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação, acrescida de custas e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, devidos a partir da data em que for ajuizada a reclamação inicial. IMPUGNAÇÃO A DECISÃO DE LIQUIDAÇÃO A sentença de liquidação é uma DECISÃO INTERLOCUTÓRIA (não cabe recurso de imediato). Só será uma sentença definitiva se extinguir a execução. Art. 884, § 3º CLT. Somente nos embargos à penhora poderá o executado impugnar a sentença de liquidação, cabendo ao exequente igual direito e no mesmo prazo. Quando o juiz abre a oportunidade de IMPUGNAÇÃO na fase de LIQUIDAÇÃO e NÃO haja impugnação naquele momento, estará PRECLUSA a possibilidade de IMPUGNAÇÃO por EMBARGOS À EXECUÇÃO ou IMPUGNAÇÃO DA DECISÃO DE HOMOLOGAÇÃO. Por outro lado, APRESENTADA a impugnação naquela ocasião e sendo proferida a decisão de homologação, poderá ser questionada por meio dos EMBARGOS ou pela IMPUGNAÇÃO. Da decisão dos embargos e da impugnação caberá AGRAVO DE PETIÇÃO. EXECUÇÃO Art. 889 CLT. Aos trâmites e incidentes do processo da execução são aplicáveis, naquilo em que não contravierem ao presente Título, os preceitos que regem o processo dos executivos fiscais para a cobrança judicial da dívida ativa da Fazenda Pública Federal. 5 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR CLT LEF (L.6.830/80) CPC Art. 882 CLT. O executado que não pagar a importância reclamada poderá garantir a execução mediante depósito da mesma, atualizada e acrescida das despesas processuais, ou nomeando bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no art. 655 do Código Processual Civil. Art. 655 CPC/1973 Art. 835 CPC/2015 LEGITIMIDADE Art. 878 CLT. A execução poderá ser promovida por qualquer interessado, ou ex officio pelo próprio Juiz ou Presidente ou Tribunal competente, nos termos do artigo anterior. Parágrafo único. Quando se tratar de decisão dos Tribunais Regionais, a execução poderá ser promovida pela Procuradoria da Justiça do Trabalho. 6 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR A CLT NÃO prevê a legitimidade PASSIVA na execução trabalhista, por essa razão se aplica o art. 4º da Lei 6.830/80. I. o devedor; II. o fiador; III. o espólio; IV. a massa; V. o responsável, nos termos da lei, por dívidas, tributárias ou não, de pessoas físicas ou pessoas jurídicas de direito privado; e VI. os sucessores a qualquer título. Art. 779 CPC/2015. A execução pode ser promovida contra: I. o devedor, reconhecido como tal no título executivo; II. o espólio, os herdeiros ou os sucessores do devedor; III. o novo devedor que assumiu, com o consentimento do credor, a obrigação resultante do título executivo; IV. o fiador do débito constante em título extrajudicial; V. o responsável titular do bem vinculado por garantia real ao pagamento do débito; VI. o responsável tributário, assim definido em lei. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – TERCEIRIZAÇÃO Súmula 331, IV TST. O inadimplemento das obrigações trabalhistas,por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto 7 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR àquelas obrigações, desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial. Art. 513, § 5º CPC/2015. O cumprimento da sentença não poderá ser promovido em face do fiador, do coobrigado ou do corresponsável que não tiver participado da fase de conhecimento. Responsabilidade subsidiária. Ajuizamento de ação autônoma apenas contra o tomador de serviços. Impossibilidade. Existência de sentença condenatória definitiva prolatada em ação em que figurou como parte somente o prestador de serviços. Não é possível o ajuizamento de ação autônoma pleiteando a responsabilidade subsidiária do tomador de serviços quando há sentença condenatória definitiva prolatada em ação anteriormente proposta pelo mesmo reclamante, em que figurou como parte apenas o prestador de serviços. Tal procedimento afrontaria a coisa julgada produzida na primeira ação e o direito à ampla defesa e ao contraditório, resguardado ao tomador de serviços (Informativo nº 01 TST). TÍTULOS EXECUTÁVEIS Art. 876 CLT. As decisões passadas em julgado ou das quais não tenha havido recurso com efeito suspensivo; os acordos, quando não cumpridos; os termos de ajuste de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho e os termos de conciliação firmados perante as Comissões de Conciliação Prévia serão executados pela forma estabelecida neste Capítulo. 1 – Sentenças transitadas em julgado. 2 – Sentença da qual tenha sido interposto recurso, mas esse recurso não teve efeito suspensivo, o que aliás é a REGRA. 3 – Acordos quando não cumpridos. 4 - Créditos previdenciários decorrentes das sentenças condenatórias trabalhistas (art. 114, VIII, CF). 5 – Termos de ajuste de conduta firmados perante o MPT. 6 – Termos de conciliação firmados perante a CCP. 8 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR 7 – Multas impostas pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho (art. 114, VII, CF). 8 – Cheque e nota promissória emitidos em reconhecimento de dívida trabalhista. Art. 785 CPC/2015. A existência de título executivo extrajudicial não impede a parte de optar pelo processo de conhecimento, a fim de obter título executivo judicial. COMPETÊNCIA O juiz do trabalho que proferiu a decisão é competente em regra para a execução. Se for uma ação de execução de um título executivo extrajudicial, a competência será do juízo do local da prestação dos serviços (art. 651. CLT). Art. 877 CLT. É competente para a execução das decisões o Juiz ou Presidente do Tribunal que tiver conciliado ou julgado originariamente o dissídio. Art. 877-A CLT. É competente para a execução de título executivo extrajudicial o juiz que teria competência para o processo de conhecimento relativo à matéria. PROCEDIMENTO 1 – citação para pagamento (art. 880 e 881 CLT); 2 – constrição dos bens – penhora (art. 882 e 883 CLT); 3 – defesa do executado – embargos à execução (art. 884 a 886 CLT); 4 – expropriação de bens (art. 888 CLT). 1ª - CITAÇÃO para o pagamento. Art. 880 CLT. Requerida a execução, o juiz ou presidente do tribunal mandará expedir mandado de citação do executado, a fim de que cumpra a decisão ou o acordo no prazo, pelo modo e sob as cominações estabelecidas ou, quando se tratar de pagamento em dinheiro, inclusive de contribuições sociais devidas à União, para que o faça em 48 (quarenta e oito) horas ou garanta a execução, sob pena de penhora. 9 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR A citação será feita por OJ. É a chamada citação PESSOAL, deve ser feita na pessoa do EXECUTADO ou quem tenha PODERES para REPRESENTÁ-LO. O MCP deverá conter a DECISÃO exequenda ou o TERMO de ACORDO não cumprido. É possível ainda a citação por EDITAL, desde que preenchidos dois requisitos: A) o executado for procurado por 2 x no espaço de 48 horas; B) o executado não seja encontrado. A citação por EDITAL será publicada no JORNAL OFICIAL ou, na falta deste, afixado na SEDE da vara ou juízo, durante 5 dias. Realizada a CITAÇÃO no prazo de 48 horas, o EXECUTADO poderá adotar as seguintes alternativas: 1 – pagar a dívida 2 – garantir a execução 3 – nomear bens à penhora 4 – manter-se inerte (silente) Art. 835 CPC/2015. A penhora observará, preferencialmente, a seguinte ordem: I. dinheiro, em espécie ou em depósito ou aplicação em instituição financeira; II. títulos da dívida pública da União, dos Estados e do Distrito Federal com cotação em mercado; III. títulos e valores mobiliários com cotação em mercado; IV. veículos de via terrestre; V. bens imóveis; VI. bens móveis em geral; VII. semoventes; VIII. navios e aeronaves; IX. ações e quotas de sociedades simples e empresárias; X. percentual do faturamento de empresa devedora; XI. pedras e metais preciosos; 10 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR XII. direitos aquisitivos derivados de promessa de compra e venda e de alienação fiduciária em garantia; XIII. outros direitos. Art. 835, § 1º CPC/2015. É prioritária a penhora em dinheiro, podendo o juiz, nas demais hipóteses, alterar a ordem prevista no caput de acordo com as circunstâncias do caso concreto. 2ª - Constrição de BENS: oportunidade em que se realiza a penhora de bens, tantos quanto bastem para o pagamento do exequente. Art. 883 CLT. Não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos bens, tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação, acrescida de custas e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, devidos a partir da data em que for ajuizada a reclamação inicial. PENHORA “ON LINE” Art. 854 CPC/2015. Para possibilitar a penhora de dinheiro em depósito ou em aplicação financeira, o juiz, a requerimento do exequente, sem dar ciência prévia do ato ao executado, determinará às instituições financeiras, por meio de sistema eletrônico gerido pela autoridade supervisora do sistema financeiro nacional, que torne indisponíveis ativos financeiros existentes em nome do executado, limitando-se a indisponibilidade ao valor indicado na execução. Art. 3° IN 39/2016 TST. Sem prejuízo de outros, aplicam-se ao Processo do Trabalho, em face de omissão e compatibilidade, os preceitos do Código de Processo Civil que regulam os seguintes temas: ... XIX - art. 854 e parágrafos (BacenJUD); 11 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR No PT é desnecessário o requerimento do exequente para a realização da penhora online, uma vez que a execução se processa de ofício. Art. 854 § 1º CPC/2015. No prazo de 24 (vinte e quatro) horas a contar da resposta, de ofício, o juiz determinará o cancelamento de eventual indisponibilidade excessiva, o que deverá ser cumprido pela instituição financeira em igual prazo. § 2º. Tornados indisponíveis os ativos financeiros do executado, este será intimado na pessoa de seu advogado ou, não o tendo, pessoalmente. § 3º. Incumbe ao executado, no prazo de 5 (cinco) dias, comprovar que: I. as quantias tornadas indisponíveis são impenhoráveis; II. ainda remanesce indisponibilidade excessiva de ativos financeiros. § 4º. Acolhida qualquer das arguições dos incisos I e II do § 3º, o juiz determinará o cancelamento de eventual indisponibilidade irregular ou excessiva, a ser cumprido pela instituição financeira em 24 (vinte e quatro) horas. § 6º. Realizado o pagamento dadívida por outro meio, o juiz determinará, imediatamente, por sistema eletrônico gerido pela autoridade supervisora do sistema financeiro nacional, a notificação da instituição financeira para que, em até 24 (vinte e quatro) horas, cancele a indisponibilidade. § 5º. Rejeitada ou não apresentada a manifestação do executado, converter-se-á a indisponibilidade em penhora, sem necessidade de lavratura de termo, devendo o juiz da execução determinar à instituição financeira depositária que, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, transfira o montante indisponível para conta vinculada ao juízo da execução. § 8º. A instituição financeira será responsável pelos prejuízos causados ao executado em decorrência da indisponibilidade de ativos financeiros em valor superior ao indicado na execução ou pelo juiz, bem como na hipótese de não cancelamento da indisponibilidade no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, quando assim determinar o juiz. OJ 93 SDI II TST. MANDADO DE SEGURANÇA. POSSIBILIDADE DA PENHORA SOBRE PARTE DA RENDA DE ESTABELECIMENTO COMERCIAL (inserida em 27.05.2002) É admissível a penhora sobre a renda mensal ou faturamento de empresa, limitada a determinado percentual, desde que não comprometa o desenvolvimento regular de suas atividades. Art. 833 CPC/2015. São impenhoráveis: 12 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR I. os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à execução; II. os móveis, os pertences e as utilidades domésticas que guarnecem a residência do executado, salvo os de elevado valor ou os que ultrapassem as necessidades comuns correspondentes a um médio padrão de vida; III. os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do executado, salvo se de elevado valor; IV. os vencimentos, os subsídios, os soldos, os salários, as remunerações, os proventos de aposentadoria, as pensões, os pecúlios e os montepios, bem como as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e de sua família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal, ressalvado o § 2º.; V. os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou outros bens móveis necessários ou úteis ao exercício da profissão do executado; VI. o seguro de vida; VII. os materiais necessários para obras em andamento, salvo se essas forem penhoradas; VIII. a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família; IX. os recursos públicos recebidos por instituições privadas para aplicação compulsória em educação, saúde ou assistência social; X. a quantia depositada em caderneta de poupança, até o limite de 40 (quarenta) salários-mínimos; XI. os recursos públicos do fundo partidário recebidos por partido político, nos termos da lei; XII. os créditos oriundos de alienação de unidades imobiliárias, sob regime de incorporação imobiliária, vinculados à execução da obra. § 2º. O disposto nos incisos IV e X do caput não se aplica à hipótese de penhora para pagamento de prestação alimentícia, independentemente de sua origem, bem como às importâncias excedentes a 50 (cinquenta) salários-mínimos mensais, devendo a constrição observar o disposto no art. 528, § 8º., e no art. 529, § 3º. 13 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR Créditos Trabalhistas 1 – Se a verba for de natureza ALIMENTAR, independentemente da sua origem, é passível de penhora a RETRIBUIÇÃO pecuniária do devedor; 2 – Se o devedor receber + 50 SM mensais, é possível a penhora do que exceder, a esse montante, independente da dívida ser ou não de natureza alimentar. O TST entendeu que essa exceção teve como traço SOMENTE a prestação ALIMENTÍCIA decorrente da ação de alimentos, o que NÃO engloba os créditos trabalhistas, de modo que o SALÁRIO não pode ser penhorado para pagamento de créditos decorrentes da JT. OJ 153 SDI II TST. MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. ORDEM DE PENHORA SOBRE VALORES EXISTENTES EM CONTA SALÁRIO. art. 649, IV, do CPC. ILEGALIDADE. (DEJT divulgado em 03, 04 e 05.12.2008) Ofende direito líquido e certo decisão que determina o bloqueio de numerário existente em conta salário, para satisfação de crédito trabalhista, ainda que seja limitado a determinado percentual dos valores recebidos ou a valor revertido para fundo de aplicação ou poupança, visto que o art. 649, IV, do CPC contém norma imperativa que não admite interpretação ampliativa, sendo a exceção prevista no art. 649, § 2º, do CPC espécie e não gênero de crédito de natureza alimentícia, não englobando o crédito trabalhista. Art. 1º Lei 8.009/90. O imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e não responderá por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários e nele residam, salvo nas hipóteses previstas nesta lei. 14 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR Art. 3º. A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal, previdenciária, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido: I. em razão dos créditos de trabalhadores da própria residência e das respectivas contribuições previdenciárias; (Revogado pela Lei Complementar nº 150, de 2015) Súmula 364 STJ O CONCEITO DE IMPENHORABILIDADE DE BEM DE FAMÍLIA ABRANGE TAMBÉM O IMÓVEL PERTENCENTE A PESSOAS SOLTEIRAS, SEPARADAS E VIÚVAS. 3ª - DEFESA do executado (embargos de execução/ impugnação a sentença de liquidação). EMBARGOS À EXECUÇÃO Art. 884 CLT. Garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 5 (cinco) dias para apresentar embargos, cabendo igual prazo ao exequente para impugnação. Matéria dos Embargos (§1º) ►Cumprimento da decisão ou do acordo; ►Quitação ou prescrição da dívida. PRAZO Executado (geral) = 5 dias (contados da data da INTIMAÇÃO da penhora que garantiu o juízo). Fazenda Pública = 30 dias É possível instrução probatória? § 2º. Se na defesa tiverem sido arrolada testemunhas, poderá o Juiz ou o Presidente do Tribunal, caso, julgue necessário seus depoimentos, marcar audiência para a produção das provas, a qual deverá realizar-se dentro de 5 (cinco) dias. § 3º. Somente nos embargos à penhora poderá o executado impugnar a sentença de liquidação, cabendo ao exequente igual direito e no mesmo prazo. 15 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR §4º. Julgar-se-ão na mesma sentença os embargos e a impugnação à liquidação apresentadas pelos credores trabalhista e previdenciário. A inexigibilidade do título (sentença) também pode ser alegada nos Embargos. § 5º. Considera-se inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou interpretação tidas por incompatíveis com a Constituição Federal. 4ª - EXPROPRIAÇÃO de bens. Momento em que os bens penhorados são alienados para o pagamento da execução. ATOS DE ENCERRAMENTO DA EXECUÇÃO Se a garantia dada ao juízo for $ - por simples despacho o juiz manda liberar. Se a garantia for um BEM, chega a hora da AVALIAÇÃO do bem e da hasta pública. 1 – o juiz nomeia um AVALIADOR, que fará a avaliação em 10 dias (hoje OJAF) 2 – realizada a avalição, o juiz anuncia a HASTA PÚBLICA em edital que deve ser publicado no prazo mínimo de 20 dias em jornal local e afixado na sede do juízo. 3 – Designada a hasta pública, ocorrerá a ARREMATAÇÃO que se dará pelo maior lance. O arrematante deverádar um sinal de 20% correspondente ao valor da arrematação e, no prazo de 24 horas retornar para pagar o restante sob pena de perda do sinal em favor da execução. Art. 888 CLT. Concluída a avaliação, dentro de dez dias, contados da data da nomeação do avaliador, seguir-se-á a arrematação, que será anunciada por edital afixado na sede do juízo ou tribunal e publicado no jornal local, se houver, com a antecedência de vinte (20) dias. § 1º. A arrematação far-se-á em dia, hora e lugar anunciados e os bens serão vendidos pelo maior lance, tendo o exequente preferência para a adjudicação. § 2º. O arrematante deverá garantir o lance com o sinal correspondente a 20% (vinte por cento) do seu valor. 16 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR § 4º. Se o arrematante, ou seu fiador, não pagar dentro de 24 (vinte e quatro) horas o preço da arrematação, perderá, em benefício da execução, o sinal de que trata o § 2º deste artigo, voltando à praça os bens executados. Art. 888 § 3º CLT. Não havendo licitante, e não requerendo o exequente a adjudicação dos bens penhorados, poderão os mesmos ser vendidos por leiloeiro nomeado pelo Juiz ou Presidente. Arrematação = transformar o bem em $ Será realizada em HASTA PÚBLICA (gênero) que engloba duas espécies: - PRAÇA (venda de bens imóveis) - LEILÃO (venda de bens móveis) Prefere a arrematação, a: 4 - ADJUDICAÇÃO: ocorre quando o exequente fica com o bem. Mesmo que tenha havido a arrematação, se antes da assinatura da carta, o exequente disser que fica com o bem, ele fica. Cuidado!!! Prefere a arrematação e a adjudicação, a REMIÇÃO. REMIÇÃO é o pagamento da dívida pelo EXECUTADO pelo valor da condenação devidamente atualizada, mais juros, custas e honorários advocatícios. Art. 13 Lei 5.584/1970. Em qualquer hipótese, a remição só será deferível ao executado se este oferecer preço igual ao valor da condenação. 17 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR Art. 826 CPC/2015. Antes de adjudicados ou alienados os bens, o executado pode, a todo tempo, remir a execução, pagando ou consignando a importância atualizada da dívida, acrescida de juros, custas e honorários advocatícios. Essa é a ordem de PREFERÊNCIA: 1- remição 2 – adjudicação 3 – arrematação EXECUÇÃO POR PRESTAÇÕES SUCESSIVAS Art. 891 CLT. Nas prestações sucessivas por tempo determinado, a execução pelo não- pagamento de uma prestação compreenderá as que lhe sucederem. Ex: um acordo judicial parcelado. Art. 892 CLT. Tratando-se de prestações sucessivas por tempo indeterminado, a execução compreenderá inicialmente as prestações devidas até a data do ingresso na execução. Ex: uma pensão para um “e” que sofreu um acidente de trabalho. 18 Processo Trabalho | Material de Apoio Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti FOCUSCONCURSOS.COM.BR 19