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Processo Trabalho | Material de Apoio
Prof. Rogério Renzetti | https://www.facebook.com/profrenzetti
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PROCESSO DO TRABALHO 
APOSTILA 5 
LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA 
Sentença Condenatória 
Não cumprida voluntariamente 
Fase de EXECUÇÃO 
Início da EXECUÇÃO 
 Título líquido 
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certo 
 exigível 
É uma FASE PREPARATÓRIA da execução trabalhista, de natureza constitutivo-
integrativa, que tem por objetivo dar liquidez ao título executivo, trazendo um valor 
determinado ou uma prestação individualizada. 
Toda execução pressupõe dois requisitos: 
1 – inadimplemento do devedor; 
2 – existência de título executivo judicial ou extrajudicial. 
Art. 879 § 1º CLT. Na liquidação, não se poderá modificar, ou inovar, a sentença 
liquidanda, nem discutir matéria pertinente à causa principal. 
§1º-A. A liquidação abrangerá, também, o cálculo das contribuições previdenciárias
devidas.
Art. 879 CLT. Sendo ilíquida a sentença exequenda, ordenar-se-á, previamente, a sua 
liquidação, que poderá ser feita por cálculo, por arbitramento ou por artigos. 
►Cálculos: meras operações aritméticas.
►Arbitramento: necessidade de conhecimentos técnicos.
► Artigos: alegar e provar fatos novos na execução.
Se for por cálculos, quem apresenta? 
Partes 
Órgãos auxiliares da JT 
Perito (na hipótese de cálculos complexos) 
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Art. 879 § 1º-B CLT. As partes deverão ser previamente intimadas para a apresentação 
do cálculo de liquidação, inclusive da contribuição previdenciária incidente. 
A doutrina entende que preferencialmente as partes entregam os cálculos, a critério 
do juiz. 
Na JT, a liquidação por arbitramento não é comum, podemos exemplificar com a 
hipótese de um “e” que prestava serviços, sem receber salários e que teve o 
reconhecimento do vínculo empregatício pela JT. Nesse caso, a liquidação de sentença 
far-se-á necessária para a estipulação do salário do “e” com base no que o mercado de 
trabalho paga em atividades semelhantes. 
Na liquidação por artigos o credor precisa alegar e provar fato novo para a 
determinação do valor da condenação. 
Fato novo não significa inovação na fase de liquidação, por observância ao instituto da 
coisa julgada material. 
Ex: o “E” foi condenado ao pagamento de horas extras, porém o juiz não mencionou a 
quantidade de horas que efetivamente foram prestadas. Precisará o “e” alegar e 
provar o número de horas extras que realmente prestou ao “E”. 
Elaborada a conta e tornada LIQUIDA, o juiz PODERÁ permitir a manifestação das 
partes: 
- com manifestação 
- sem manifestação 
OBS: O CONTRADITÓRIO prévio é mera FACULDADE do juiz. 
 
COM MANIFESTAÇÃO 
 
Apresenta os cálculos. 
 
Intima a parte contrária para manifestação no prazo de 10 dias, sob pena de 
preclusão. 
 
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Juiz homologa 
COM MANIFESTAÇÃO 
 
O Juiz intima às partes para apresentarem os cálculos. Apresentados, o juiz intima a 
parte contrária para manifestação no prazo de 10 dias, indicando os itens e valores 
impugnados. 
Em seguida, o juiz homologa a conta. 
A impugnação da decisão de homologação se fará no momento dos EMBARGOS À 
EXECUÇÃO ou da IMPUGNAÇÃO. 
 
SEM MANIFESTAÇÃO 
 
Apresentados os cálculos. 
 
Juiz homologa. 
 
SEM MANIFESTAÇÃO 
Apresentados os cálculos pelo “r” ou pelo contador do juízo, o juiz já homologa os 
cálculos, determinando a CITAÇÃO do executado para PAGAR ou NOMEAR bens à 
penhora. 
Neste caso, a impugnação da decisão homologatória se fará no momento dos 
EMBARGOS À EXECUÇÃO ou da IMPUGNAÇÃO À SENTENÇA DE LIQUIDAÇÃO. 
Art. 879 § 3º CLT. Elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da Justiça do 
Trabalho, o juiz procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de 10 
(dez) dias, sob pena de preclusão. 
Daí o juiz profere a SENTENÇA DE LIQUIDAÇÃO (teremos o valor da execução). 
 
 
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Súmula nº 211 do TST 
JUROS DE MORA E CORREÇÃO MONETÁRIA. INDEPENDÊNCIA DO PEDIDO INICIAL E DO 
TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 
Os juros de mora e a correção monetária incluem-se na liquidação, ainda que omisso o 
pedido inicial ou a condenação. 
 
Art. 883 CLT. Não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á 
penhora dos bens, tantos quantos bastem ao pagamento da importância da 
condenação, acrescida de custas e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, 
devidos a partir da data em que for ajuizada a reclamação inicial. 
 
IMPUGNAÇÃO A DECISÃO DE LIQUIDAÇÃO 
A sentença de liquidação é uma DECISÃO INTERLOCUTÓRIA (não cabe recurso de 
imediato). 
Só será uma sentença definitiva se extinguir a execução. 
Art. 884, § 3º CLT. Somente nos embargos à penhora poderá o executado impugnar a 
sentença de liquidação, cabendo ao exequente igual direito e no mesmo prazo. 
Quando o juiz abre a oportunidade de IMPUGNAÇÃO na fase de LIQUIDAÇÃO e NÃO 
haja impugnação naquele momento, estará PRECLUSA a possibilidade de 
IMPUGNAÇÃO por EMBARGOS À EXECUÇÃO ou IMPUGNAÇÃO DA DECISÃO DE 
HOMOLOGAÇÃO. 
Por outro lado, APRESENTADA a impugnação naquela ocasião e sendo proferida a 
decisão de homologação, poderá ser questionada por meio dos EMBARGOS ou pela 
IMPUGNAÇÃO. 
Da decisão dos embargos e da impugnação caberá AGRAVO DE PETIÇÃO. 
 
EXECUÇÃO 
 
Art. 889 CLT. Aos trâmites e incidentes do processo da execução são aplicáveis, naquilo 
em que não contravierem ao presente Título, os preceitos que regem o processo dos 
executivos fiscais para a cobrança judicial da dívida ativa da Fazenda Pública Federal. 
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CLT 
 
LEF (L.6.830/80) 
 
CPC 
 
Art. 882 CLT. O executado que não pagar a importância reclamada poderá garantir a 
execução mediante depósito da mesma, atualizada e acrescida das despesas 
processuais, ou nomeando bens à penhora, observada a ordem preferencial 
estabelecida no art. 655 do Código Processual Civil. 
 
 
Art. 655 CPC/1973 Art. 835 CPC/2015 
 
LEGITIMIDADE 
Art. 878 CLT. A execução poderá ser promovida por qualquer interessado, ou ex officio 
pelo próprio Juiz ou Presidente ou Tribunal competente, nos termos do artigo anterior. 
Parágrafo único. Quando se tratar de decisão dos Tribunais Regionais, a execução 
poderá ser promovida pela Procuradoria da Justiça do Trabalho. 
 
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A CLT NÃO prevê a legitimidade PASSIVA na execução trabalhista, por essa razão se 
aplica o art. 4º da Lei 6.830/80. 
I. o devedor; 
II. o fiador; 
III. o espólio; 
IV. a massa; 
V. o responsável, nos termos da lei, por dívidas, tributárias ou não, de pessoas físicas 
ou pessoas jurídicas de direito privado; e 
VI. os sucessores a qualquer título. 
 
Art. 779 CPC/2015. A execução pode ser promovida contra: 
I. o devedor, reconhecido como tal no título executivo; 
II. o espólio, os herdeiros ou os sucessores do devedor; 
III. o novo devedor que assumiu, com o consentimento do credor, a obrigação 
resultante do título executivo; 
IV. o fiador do débito constante em título extrajudicial; 
V. o responsável titular do bem vinculado por garantia real ao pagamento do débito; 
VI. o responsável tributário, assim definido em lei. 
 
RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – TERCEIRIZAÇÃO 
Súmula 331, IV TST. O inadimplemento das obrigações trabalhistas,por parte do 
empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto 
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àquelas obrigações, desde que haja participado da relação processual e conste 
também do título executivo judicial. 
 
Art. 513, § 5º CPC/2015. O cumprimento da sentença não poderá ser promovido em 
face do fiador, do coobrigado ou do corresponsável que não tiver participado da fase 
de conhecimento. 
 
Responsabilidade subsidiária. Ajuizamento de ação autônoma apenas contra o 
tomador de serviços. Impossibilidade. Existência de sentença condenatória definitiva 
prolatada em ação em que figurou como parte somente o prestador de serviços. 
Não é possível o ajuizamento de ação autônoma pleiteando a responsabilidade 
subsidiária do tomador de serviços quando há sentença condenatória definitiva 
prolatada em ação anteriormente proposta pelo mesmo reclamante, em que figurou 
como parte apenas o prestador de serviços. Tal procedimento afrontaria a coisa 
julgada produzida na primeira ação e o direito à ampla defesa e ao contraditório, 
resguardado ao tomador de serviços (Informativo nº 01 TST). 
 
TÍTULOS EXECUTÁVEIS 
Art. 876 CLT. As decisões passadas em julgado ou das quais não tenha havido recurso 
com efeito suspensivo; os acordos, quando não cumpridos; os termos de ajuste de 
conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho e os termos de conciliação 
firmados perante as Comissões de Conciliação Prévia serão executados pela forma 
estabelecida neste Capítulo. 
1 – Sentenças transitadas em julgado. 
2 – Sentença da qual tenha sido interposto recurso, mas esse recurso não teve efeito 
suspensivo, o que aliás é a REGRA. 
3 – Acordos quando não cumpridos. 
4 - Créditos previdenciários decorrentes das sentenças condenatórias trabalhistas (art. 
114, VIII, CF). 
5 – Termos de ajuste de conduta firmados perante o MPT. 
6 – Termos de conciliação firmados perante a CCP. 
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7 – Multas impostas pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho (art. 114, VII, 
CF). 
8 – Cheque e nota promissória emitidos em reconhecimento de dívida trabalhista. 
 
Art. 785 CPC/2015. A existência de título executivo extrajudicial não impede a parte de 
optar pelo processo de conhecimento, a fim de obter título executivo judicial. 
 
COMPETÊNCIA 
O juiz do trabalho que proferiu a decisão é competente em regra para a execução. 
Se for uma ação de execução de um título executivo extrajudicial, a competência será 
do juízo do local da prestação dos serviços (art. 651. CLT). 
Art. 877 CLT. É competente para a execução das decisões o Juiz ou Presidente do 
Tribunal que tiver conciliado ou julgado originariamente o dissídio. 
Art. 877-A CLT. É competente para a execução de título executivo extrajudicial o juiz 
que teria competência para o processo de conhecimento relativo à matéria. 
 
PROCEDIMENTO 
1 – citação para pagamento (art. 880 e 881 CLT); 
2 – constrição dos bens – penhora (art. 882 e 883 CLT); 
3 – defesa do executado – embargos à execução (art. 884 a 886 CLT); 
4 – expropriação de bens (art. 888 CLT). 
 
1ª - CITAÇÃO para o pagamento. 
Art. 880 CLT. Requerida a execução, o juiz ou presidente do tribunal mandará expedir 
mandado de citação do executado, a fim de que cumpra a decisão ou o acordo no 
prazo, pelo modo e sob as cominações estabelecidas ou, quando se tratar de 
pagamento em dinheiro, inclusive de contribuições sociais devidas à União, para que o 
faça em 48 (quarenta e oito) horas ou garanta a execução, sob pena de penhora. 
 
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A citação será feita por OJ. É a chamada citação PESSOAL, deve ser feita na pessoa do 
EXECUTADO ou quem tenha PODERES para REPRESENTÁ-LO. 
O MCP deverá conter a DECISÃO exequenda ou o TERMO de ACORDO não cumprido. 
É possível ainda a citação por EDITAL, desde que preenchidos dois requisitos: 
A) o executado for procurado por 2 x no espaço de 48 horas; 
B) o executado não seja encontrado. 
A citação por EDITAL será publicada no JORNAL OFICIAL ou, na falta deste, afixado na 
SEDE da vara ou juízo, durante 5 dias. 
 
Realizada a CITAÇÃO no prazo de 48 horas, o EXECUTADO poderá adotar as seguintes 
alternativas: 
1 – pagar a dívida 
2 – garantir a execução 
3 – nomear bens à penhora 
4 – manter-se inerte (silente) 
 
Art. 835 CPC/2015. A penhora observará, preferencialmente, a seguinte ordem: 
I. dinheiro, em espécie ou em depósito ou aplicação em instituição financeira; 
II. títulos da dívida pública da União, dos Estados e do Distrito Federal com cotação em 
mercado; 
III. títulos e valores mobiliários com cotação em mercado; 
IV. veículos de via terrestre; 
V. bens imóveis; 
VI. bens móveis em geral; 
VII. semoventes; 
VIII. navios e aeronaves; 
IX. ações e quotas de sociedades simples e empresárias; 
X. percentual do faturamento de empresa devedora; 
XI. pedras e metais preciosos; 
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XII. direitos aquisitivos derivados de promessa de compra e venda e de alienação 
fiduciária em garantia; 
XIII. outros direitos. 
 
Art. 835, § 1º CPC/2015. É prioritária a penhora em dinheiro, podendo o juiz, nas 
demais hipóteses, alterar a ordem prevista no caput de acordo com as circunstâncias 
do caso concreto. 
2ª - Constrição de BENS: oportunidade em que se realiza a penhora de bens, tantos 
quanto bastem para o pagamento do exequente. 
Art. 883 CLT. Não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á 
penhora dos bens, tantos quantos bastem ao pagamento da importância da 
condenação, acrescida de custas e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, 
devidos a partir da data em que for ajuizada a reclamação inicial. 
 
PENHORA “ON LINE” 
Art. 854 CPC/2015. Para possibilitar a penhora de dinheiro em depósito ou em 
aplicação financeira, o juiz, a requerimento do exequente, sem dar ciência prévia do 
ato ao executado, determinará às instituições financeiras, por meio de sistema 
eletrônico gerido pela autoridade supervisora do sistema financeiro nacional, que 
torne indisponíveis ativos financeiros existentes em nome do executado, limitando-se 
a indisponibilidade ao valor indicado na execução. 
 
Art. 3° IN 39/2016 TST. Sem prejuízo de outros, aplicam-se ao Processo do Trabalho, 
em face de omissão e compatibilidade, os preceitos do Código de Processo Civil que 
regulam os seguintes temas: 
... 
XIX - art. 854 e parágrafos (BacenJUD); 
 
 
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No PT é desnecessário o requerimento do exequente para a realização da penhora 
online, uma vez que a execução se processa de ofício. 
Art. 854 § 1º CPC/2015. No prazo de 24 (vinte e quatro) horas a contar da resposta, de 
ofício, o juiz determinará o cancelamento de eventual indisponibilidade excessiva, o 
que deverá ser cumprido pela instituição financeira em igual prazo. 
§ 2º. Tornados indisponíveis os ativos financeiros do executado, este será intimado na 
pessoa de seu advogado ou, não o tendo, pessoalmente. 
§ 3º. Incumbe ao executado, no prazo de 5 (cinco) dias, comprovar que: 
I. as quantias tornadas indisponíveis são impenhoráveis; 
II. ainda remanesce indisponibilidade excessiva de ativos financeiros. 
§ 4º. Acolhida qualquer das arguições dos incisos I e II do § 3º, o juiz determinará o 
cancelamento de eventual indisponibilidade irregular ou excessiva, a ser cumprido 
pela instituição financeira em 24 (vinte e quatro) horas. 
§ 6º. Realizado o pagamento dadívida por outro meio, o juiz determinará, 
imediatamente, por sistema eletrônico gerido pela autoridade supervisora do sistema 
financeiro nacional, a notificação da instituição financeira para que, em até 24 (vinte e 
quatro) horas, cancele a indisponibilidade. 
§ 5º. Rejeitada ou não apresentada a manifestação do executado, converter-se-á a 
indisponibilidade em penhora, sem necessidade de lavratura de termo, devendo o juiz 
da execução determinar à instituição financeira depositária que, no prazo de 24 (vinte 
e quatro) horas, transfira o montante indisponível para conta vinculada ao juízo da 
execução. 
§ 8º. A instituição financeira será responsável pelos prejuízos causados ao executado 
em decorrência da indisponibilidade de ativos financeiros em valor superior ao 
indicado na execução ou pelo juiz, bem como na hipótese de não cancelamento da 
indisponibilidade no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, quando assim determinar o 
juiz. 
 
OJ 93 SDI II TST. MANDADO DE SEGURANÇA. POSSIBILIDADE DA PENHORA SOBRE 
PARTE DA RENDA DE ESTABELECIMENTO COMERCIAL (inserida em 27.05.2002) 
É admissível a penhora sobre a renda mensal ou faturamento de empresa, limitada a 
determinado percentual, desde que não comprometa o desenvolvimento regular de 
suas atividades. 
 
Art. 833 CPC/2015. São impenhoráveis: 
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I. os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à execução; 
II. os móveis, os pertences e as utilidades domésticas que guarnecem a residência do 
executado, salvo os de elevado valor ou os que ultrapassem as necessidades comuns 
correspondentes a um médio padrão de vida; 
III. os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do executado, salvo se de 
elevado valor; 
IV. os vencimentos, os subsídios, os soldos, os salários, as remunerações, os proventos 
de aposentadoria, as pensões, os pecúlios e os montepios, bem como as quantias 
recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e de sua 
família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal, 
ressalvado o § 2º.; 
V. os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou outros bens 
móveis necessários ou úteis ao exercício da profissão do executado; 
VI. o seguro de vida; 
VII. os materiais necessários para obras em andamento, salvo se essas forem 
penhoradas; 
VIII. a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela 
família; 
IX. os recursos públicos recebidos por instituições privadas para aplicação compulsória 
em educação, saúde ou assistência social; 
X. a quantia depositada em caderneta de poupança, até o limite de 40 (quarenta) 
salários-mínimos; 
XI. os recursos públicos do fundo partidário recebidos por partido político, nos termos 
da lei; 
XII. os créditos oriundos de alienação de unidades imobiliárias, sob regime de 
incorporação imobiliária, vinculados à execução da obra. 
 
 
§ 2º. O disposto nos incisos IV e X do caput não se aplica à hipótese de penhora para 
pagamento de prestação alimentícia, independentemente de sua origem, bem como 
às importâncias excedentes a 50 (cinquenta) salários-mínimos mensais, devendo a 
constrição observar o disposto no art. 528, § 8º., e no art. 529, § 3º. 
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Créditos Trabalhistas 
 
1 – Se a verba for de natureza ALIMENTAR, independentemente da sua origem, é 
passível de penhora a RETRIBUIÇÃO pecuniária do devedor; 
2 – Se o devedor receber + 50 SM mensais, é possível a penhora do que exceder, a 
esse montante, independente da dívida ser ou não de natureza alimentar. 
 
 
 
O TST entendeu que essa exceção teve como traço SOMENTE a prestação ALIMENTÍCIA 
decorrente da ação de alimentos, o que NÃO engloba os créditos trabalhistas, de 
modo que o SALÁRIO não pode ser penhorado para pagamento de créditos 
decorrentes da JT. 
OJ 153 SDI II TST. MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. ORDEM DE PENHORA 
SOBRE VALORES EXISTENTES EM CONTA SALÁRIO. art. 649, IV, do CPC. ILEGALIDADE. 
(DEJT divulgado em 03, 04 e 05.12.2008) 
Ofende direito líquido e certo decisão que determina o bloqueio de numerário 
existente em conta salário, para satisfação de crédito trabalhista, ainda que seja 
limitado a determinado percentual dos valores recebidos ou a valor revertido para 
fundo de aplicação ou poupança, visto que o art. 649, IV, do CPC contém norma 
imperativa que não admite interpretação ampliativa, sendo a exceção prevista no art. 
649, § 2º, do CPC espécie e não gênero de crédito de natureza alimentícia, não 
englobando o crédito trabalhista. 
 
Art. 1º Lei 8.009/90. O imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é 
impenhorável e não responderá por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, 
previdenciária ou de outra natureza, contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos 
que sejam seus proprietários e nele residam, salvo nas hipóteses previstas nesta lei. 
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Art. 3º. A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal, 
previdenciária, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido: 
I. em razão dos créditos de trabalhadores da própria residência e das respectivas 
contribuições previdenciárias; (Revogado pela Lei Complementar nº 150, de 2015) 
 
Súmula 364 STJ 
O CONCEITO DE IMPENHORABILIDADE DE BEM DE FAMÍLIA ABRANGE TAMBÉM O 
IMÓVEL PERTENCENTE A PESSOAS SOLTEIRAS, SEPARADAS E VIÚVAS. 
 
3ª - DEFESA do executado (embargos de execução/ impugnação a sentença de 
liquidação). 
 
EMBARGOS À EXECUÇÃO 
Art. 884 CLT. Garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 5 (cinco) 
dias para apresentar embargos, cabendo igual prazo ao exequente para impugnação. 
 
Matéria dos Embargos (§1º) 
 ►Cumprimento da decisão ou do acordo; 
 ►Quitação ou prescrição da dívida. 
 
PRAZO 
Executado (geral) = 5 dias (contados da data da INTIMAÇÃO da penhora que garantiu o 
juízo). 
Fazenda Pública = 30 dias 
 
É possível instrução probatória? 
§ 2º. Se na defesa tiverem sido arrolada testemunhas, poderá o Juiz ou o Presidente do 
Tribunal, caso, julgue necessário seus depoimentos, marcar audiência para a produção 
das provas, a qual deverá realizar-se dentro de 5 (cinco) dias. 
§ 3º. Somente nos embargos à penhora poderá o executado impugnar a sentença de 
liquidação, cabendo ao exequente igual direito e no mesmo prazo. 
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§4º. Julgar-se-ão na mesma sentença os embargos e a impugnação à liquidação 
apresentadas pelos credores trabalhista e previdenciário. 
 
A inexigibilidade do título (sentença) também pode ser alegada nos Embargos. 
§ 5º. Considera-se inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo 
declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou 
interpretação tidas por incompatíveis com a Constituição Federal. 
 
4ª - EXPROPRIAÇÃO de bens. Momento em que os bens penhorados são alienados 
para o pagamento da execução. 
 
ATOS DE ENCERRAMENTO DA EXECUÇÃO 
Se a garantia dada ao juízo for $ - por simples despacho o juiz manda liberar. 
Se a garantia for um BEM, chega a hora da AVALIAÇÃO do bem e da hasta pública. 
 
1 – o juiz nomeia um AVALIADOR, que fará a avaliação em 10 dias (hoje OJAF) 
2 – realizada a avalição, o juiz anuncia a HASTA PÚBLICA em edital que deve ser 
publicado no prazo mínimo de 20 dias em jornal local e afixado na sede do juízo. 
3 – Designada a hasta pública, ocorrerá a ARREMATAÇÃO que se dará pelo maior 
lance. O arrematante deverádar um sinal de 20% correspondente ao valor da 
arrematação e, no prazo de 24 horas retornar para pagar o restante sob pena de perda 
do sinal em favor da execução. 
 
 Art. 888 CLT. Concluída a avaliação, dentro de dez dias, contados da data da 
nomeação do avaliador, seguir-se-á a arrematação, que será anunciada por edital 
afixado na sede do juízo ou tribunal e publicado no jornal local, se houver, com a 
antecedência de vinte (20) dias. 
§ 1º. A arrematação far-se-á em dia, hora e lugar anunciados e os bens serão vendidos 
pelo maior lance, tendo o exequente preferência para a adjudicação. 
§ 2º. O arrematante deverá garantir o lance com o sinal correspondente a 20% (vinte 
por cento) do seu valor. 
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§ 4º. Se o arrematante, ou seu fiador, não pagar dentro de 24 (vinte e quatro) horas o 
preço da arrematação, perderá, em benefício da execução, o sinal de que trata o § 2º 
deste artigo, voltando à praça os bens executados. 
 
Art. 888 § 3º CLT. Não havendo licitante, e não requerendo o exequente a adjudicação 
dos bens penhorados, poderão os mesmos ser vendidos por leiloeiro nomeado pelo 
Juiz ou Presidente. 
 
 
Arrematação = transformar o bem em $ 
Será realizada em HASTA PÚBLICA (gênero) que engloba duas espécies: 
- PRAÇA (venda de bens imóveis) 
- LEILÃO (venda de bens móveis) 
 
Prefere a arrematação, a: 
 
4 - ADJUDICAÇÃO: ocorre quando o exequente fica com o bem. 
Mesmo que tenha havido a arrematação, se antes da assinatura da carta, o exequente 
disser que fica com o bem, ele fica. 
 
Cuidado!!! Prefere a arrematação e a adjudicação, a REMIÇÃO. 
REMIÇÃO é o pagamento da dívida pelo EXECUTADO pelo valor da condenação 
devidamente atualizada, mais juros, custas e honorários advocatícios. 
 
Art. 13 Lei 5.584/1970. Em qualquer hipótese, a remição só será deferível ao 
executado se este oferecer preço igual ao valor da condenação. 
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Art. 826 CPC/2015. Antes de adjudicados ou alienados os bens, o executado pode, a 
todo tempo, remir a execução, pagando ou consignando a importância atualizada da 
dívida, acrescida de juros, custas e honorários advocatícios. 
 
Essa é a ordem de PREFERÊNCIA: 
 
1- remição 
2 – adjudicação 
3 – arrematação 
 
EXECUÇÃO POR PRESTAÇÕES SUCESSIVAS 
Art. 891 CLT. Nas prestações sucessivas por tempo determinado, a execução pelo não-
pagamento de uma prestação compreenderá as que lhe sucederem. Ex: um acordo 
judicial parcelado. 
Art. 892 CLT. Tratando-se de prestações sucessivas por tempo indeterminado, a 
execução compreenderá inicialmente as prestações devidas até a data do ingresso na 
execução. Ex: uma pensão para um “e” que sofreu um acidente de trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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