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ANTIGUIDADEANTIGUIDADEANTIGUIDADE M Í M E S E A R I S T O T É L I C A E C A T A R S E O TEATRO NAO TEATRO NAO TEATRO NA T I M E 3T I M E 3T I M E 3 QuemQuem Somos?Somos?Quem Somos? Henrique SamuelHenrique Samuel PesquisadorPesquisador Henrique Samuel Pesquisador Matheus ThiagoMatheus Thiago SuporteSuporte Matheus Thiago Suporte Artur CoelhoArtur Coelho AnalistaAnalista Artur Coelho Analista Luan MuriloLuan Murilo RevisorRevisor Luan Murilo Revisor Andrey VieiraAndrey Vieira FacilitadorFacilitador Andrey Vieira Facilitador Devido ao caráter amplo e poucoDevido ao caráter amplo e pouco delimitado do tema no momento dadelimitado do tema no momento da solicitação e repasse aosolicitação e repasse ao grup grupoo responsável pela elaboração, optou-seresponsável pela elaboração, optou-se por desenvolver o trabalho a partir dapor desenvolver o trabalho a partir da interpretação mais coerente e provávelinterpretação mais coerente e provável do que estava sendo proposto. Assim, odo que estava sendo proposto. Assim, o foco foi direcionado ao Teatro Grego,foco foi direcionado ao Teatro Grego, entendido como o núcleo maisentendido como o núcleo mais representativo quando se aborda teatrorepresentativo quando se aborda teatro na Antiguidade, especialmente nona Antiguidade, especialmente no contexto clássico.contexto clássico. Devido ao caráter amplo e pouco delimitado do tema no momento da solicitação e repasse ao grupo responsável pela elaboração, optou-se por desenvolver o trabalho a partir da interpretação mais coerente e provável do que estava sendo proposto. Assim, o foco foi direcionado ao Teatro Grego, entendido como o núcleo mais representativo quando se aborda teatro na Antiguidade, especialmente no contexto clássico. ATENÇÃO!ATENÇÃO!ATENÇÃO! OO NascimentoNascimento dodo TeatroTeatro GregoGrego O Nascimento do Teatro Grego O teatro surgiu na O teatro surgiu na Grécia AntigaGrécia Antiga, por volta, por volta do século do século VI a.C.VI a.C., especialmente na cidade, especialmente na cidade de de AtenasAtenas.. Sua origem está ligada às Sua origem está ligada às festas religiosasfestas religiosas dedicadas a dedicadas a DionísioDionísio, deus do vinho, da, deus do vinho, da fertilidade e do êxtase.fertilidade e do êxtase. Nessas celebrações, chamadas Nessas celebrações, chamadas DionisíacasDionisíacas,, eram realizados cânticos corais conhecidoseram realizados cânticos corais conhecidos como como ditirambosditirambos, que narravam feitos, que narravam feitos divinos e heroicos. Com o tempo, essesdivinos e heroicos. Com o tempo, esses rituais passaram a incorporar diálogos erituais passaram a incorporar diálogos e encenações, dando origem à tragédia e,encenações, dando origem à tragédia e, posteriormente, à comédia.posteriormente, à comédia. O teatro nasceu O teatro nasceu religioso e coletivoreligioso e coletivo, mas, mas rapidamente se tornou uma expressãorapidamente se tornou uma expressão artística, cultural e política da sociedadeartística, cultural e política da sociedade grega.grega. O teatro surgiu na Grécia Antiga, por volta do século VI a.C., especialmente na cidade de Atenas. Sua origem está ligada às festas religiosas dedicadas a Dionísio, deus do vinho, da fertilidade e do êxtase. Nessas celebrações, chamadas Dionisíacas, eram realizados cânticos corais conhecidos como ditirambos, que narravam feitos divinos e heroicos. Com o tempo, esses rituais passaram a incorporar diálogos e encenações, dando origem à tragédia e, posteriormente, à comédia. O teatro nasceu religioso e coletivo, mas rapidamente se tornou uma expressão artística, cultural e política da sociedade grega. OO NASCIMENTONASCIMENTO DODO TEATROTEATRO O NASCIMENTO DO TEATRO As primeiras encenações teatrais ocorriam aoAs primeiras encenações teatrais ocorriam ao ar livrear livre, geralmente próximas a , geralmente próximas a colinascolinas,, aproveitando o aproveitando o relevo naturalrelevo natural para acomodar o para acomodar o público.público. Com o tempo, foram construídos teatrosCom o tempo, foram construídos teatros estruturados nessas encostas, como o Teatro deestruturados nessas encostas, como o Teatro de Epidauro, que possuía arquibancadas emEpidauro, que possuía arquibancadas em formato semicircular e acústica excepcional.formato semicircular e acústica excepcional. Esses espaços podiam reunir milhares deEsses espaços podiam reunir milhares de espectadores e transformavam o teatro em umespectadores e transformavam o teatro em um grande evento coletivo. Além dogrande evento coletivo. Além do entretenimento, as apresentações tinhamentretenimento, as apresentações tinham função social e política, discutindo temas comofunção social e política, discutindo temas como moral, destino, justiça e poder.moral, destino, justiça e poder. As primeiras encenações teatrais ocorriam ao ar livre, geralmente próximas a colinas, aproveitando o relevo natural para acomodar o público. Com o tempo, foram construídos teatros estruturados nessas encostas, como o Teatro de Epidauro, que possuía arquibancadas em formato semicircular e acústica excepcional. Esses espaços podiam reunir milhares de espectadores e transformavam o teatro em um grande evento coletivo. Além do entretenimento, as apresentações tinham função social e política, discutindo temas como moral, destino, justiça e poder. QUALQUAL AA ESTRUTURAESTRUTURA DODO TEATROTEATRO GREGO?GREGO? QUAISQUAIS SÃOSÃO ASAS FUNÇÕESFUNÇÕES POLÍTICASPOLÍTICAS EE SOCIAIS?SOCIAIS? QUAL A ESTRUTURA DO TEATRO GREGO? QUAIS SÃO AS FUNÇÕES POLÍTICAS E SOCIAIS? O teatro grego era dividido em três partesO teatro grego era dividido em três partes principais, entretanto, tinha subdivisões queprincipais, entretanto, tinha subdivisões que mostravam sua grandiosidade.mostravam sua grandiosidade. Theatron Theatron - Arquibancada semicircular onde o- Arquibancada semicircular onde o público se sentava.público se sentava. Significa “lugar de ver”.Significa “lugar de ver”. Koilon Koilon -- Conjunto das arquibancadasConjunto das arquibancadas escavadas na encosta.escavadas na encosta. Orquestra Orquestra - Espaço circular na parte inferior- Espaço circular na parte inferior central do teatro. Local onde o coro cantava ecentral do teatro. Local onde o coro cantava e dançava.dançava. Thymele Thymele - Altar localizado no centro da- Altar localizado no centro da orquestra. Ligado à origem religiosa do teatro.orquestra. Ligado à origem religiosa do teatro. O teatro grego era dividido em três partes principais, entretanto, tinha subdivisões que mostravam sua grandiosidade. Theatron - Arquibancada semicircular onde o público se sentava. Significa “lugar de ver”. Koilon - Conjunto das arquibancadas escavadas na encosta. Orquestra - Espaço circular na parte inferior central do teatro. Local onde o coro cantava e dançava. Thymele - Altar localizado no centro da orquestra. Ligado à origem religiosa do teatro. DIVISÃODIVISÃO FÍSICAFÍSICA DODO TEATROTEATRO GREGOGREGO #1#1 DIVISÃO FÍSICA DO TEATRO GREGO #1 O teatro grego era dividido em três partes principais,O teatro grego era dividido em três partes principais, entretanto, tinha subdivisões que mostravam suaentretanto, tinha subdivisões que mostravam sua grandiosidade.grandiosidade. SkenéSkené - - Construção atrás da orquestra.Construção atrás da orquestra. Funcionava como bastidor e fundo cênico.Funcionava como bastidor e fundo cênico. Proskenion Proskenion -- Parte frontal da skené (onde os atoresParte frontal da skené (onde os atores se posicionavam durante a encenação).se posicionavam durante a encenação). Parodos (ou Párodo) Parodos (ou Párodo) -- Passagens laterais entre oPassagens laterais entre o público e a orquestra.público e a orquestra. Diazo maDiazo ma - Corredores horizontais que dividiam as - Corredores horizontais que dividiam as arquibancadas.arquibancadas. OBS:OBS: Essas divisões não foramcriadas por uma única Essas divisões não foram criadas por uma única pessoa, foram discutidas entre os gregos naspessoa, foram discutidas entre os gregos nas produções dionisíacas.produções dionisíacas. O teatro grego era dividido em três partes principais, entretanto, tinha subdivisões que mostravam sua grandiosidade. Skené - Construção atrás da orquestra. Funcionava como bastidor e fundo cênico. Proskenion - Parte frontal da skené (onde os atores se posicionavam durante a encenação). Parodos (ou Párodo) - Passagens laterais entre o público e a orquestra. Diazo ma - Corredores horizontais que dividiam as arquibancadas. OBS: Essas divisões não foram criadas por uma única pessoa, foram discutidas entre os gregos nas produções dionisíacas. DIVISÃODIVISÃO FÍSICAFÍSICA DODO TEATROTEATRO GREGOGREGO #2#2 DIVISÃO FÍSICA DO TEATRO GREGO #2 O QUE ERAM OS DITIRAMBOS? A INTRODUÇÃO DO ATOR O NASCIMENTO DA TRAGÉDIA OO SURGIMENTOSURGIMENTO DADA TRAGÉDIATRAGÉDIA O SURGIMENTO DA TRAGÉDIA Os ditirambos eram hinosOs ditirambos eram hinos religiosos cantados porreligiosos cantados por um coro durante asum coro durante as festividades dedicadas afestividades dedicadas a Dionísio, na Grécia Antiga.Dionísio, na Grécia Antiga. O coro, geralmenteO coro, geralmente composto por homens,composto por homens, cantava e dançava emcantava e dançava em forma circular, narrandoforma circular, narrando mitos e feitos heroicos.mitos e feitos heroicos. Não havia personagensNão havia personagens individuais; a narrativaindividuais; a narrativa era coletiva e ritualística.era coletiva e ritualística. Os ditirambos eram hinos religiosos cantados por um coro durante as festividades dedicadas a Dionísio, na Grécia Antiga. O coro, geralmente composto por homens, cantava e dançava em forma circular, narrando mitos e feitos heroicos. Não havia personagens individuais; a narrativa era coletiva e ritualística. A transformação ocorreA transformação ocorre quando um integrante sequando um integrante se destaca do coro e passa adestaca do coro e passa a dialogar com ele. Essadialogar com ele. Essa inovação é atribuída ainovação é atribuída a Téspis, considerado oTéspis, considerado o primeiro ator da história.primeiro ator da história. Com o surgimento doCom o surgimento do diálogo, a narrativa deixadiálogo, a narrativa deixa de ser apenas cantada ede ser apenas cantada e passa a ser dramatizada,passa a ser dramatizada, inaugurando ainaugurando a representação derepresentação de personagens.personagens. A transformação ocorre quando um integrante se destaca do coro e passa a dialogar com ele. Essa inovação é atribuída a Téspis, considerado o primeiro ator da história. Com o surgimento do diálogo, a narrativa deixa de ser apenas cantada e passa a ser dramatizada, inaugurando a representação de personagens. A tragédia é um gêneroA tragédia é um gênero teatral que representateatral que representa ações humanas marcadasações humanas marcadas por conflitos intensos epor conflitos intensos e consequências inevitáveis.consequências inevitáveis. GeralmenteGeralmente protagonizada por heróisprotagonizada por heróis ou figuras nobres, mostraou figuras nobres, mostra a queda do personagema queda do personagem diante do destino ou dediante do destino ou de sua própria hamartia,sua própria hamartia, provocando no públicoprovocando no público sentimentos desentimentos de compaixão e temor.compaixão e temor. A tragédia é um gênero teatral que representa ações humanas marcadas por conflitos intensos e consequências inevitáveis. Geralmente protagonizada por heróis ou figuras nobres, mostra a queda do personagem diante do destino ou de sua própria hamartia, provocando no público sentimentos de compaixão e temor. OsOs GrandesGrandes DramaturgosDramaturgos dada TragédiaTragédia GregaGrega Os Grandes Dramaturgos da Tragédia Grega Ésquilo é considerado o “pai daÉsquilo é considerado o “pai da tragédia” por ter ampliado suatragédia” por ter ampliado sua estrutura ao introduzir o segundoestrutura ao introduzir o segundo ator, intensificando o conflitoator, intensificando o conflito dramático e diminuindo adramático e diminuindo a centralidade do coro.centralidade do coro. Suas obras abordam temasSuas obras abordam temas como justiça divina, destino ecomo justiça divina, destino e ordem moral, como na trilogiaordem moral, como na trilogia OresteiaOresteia, conferindo à tragédia, conferindo à tragédia uma dimensão grandiosa euma dimensão grandiosa e profundamente solene.profundamente solene. Ésquilo é considerado o “pai da tragédia” por ter ampliado sua estrutura ao introduzir o segundo ator, intensificando o conflito dramático e diminuindo a centralidade do coro. Suas obras abordam temas como justiça divina, destino e ordem moral, como na trilogia Oresteia, conferindo à tragédia uma dimensão grandiosa e profundamente solene. ÉSQUILO:ÉSQUILO: OO PAIPAI DADA TRAGÉDIATRAGÉDIA ÉSQUILO: O PAI DA TRAGÉDIA A Oresteia, de Ésquilo, narra aA Oresteia, de Ésquilo, narra a sequência de vinganças nasequência de vinganças na família de Agamêmnon.família de Agamêmnon. Após ele ser assassinado porApós ele ser assassinado por Clitemnestra, seu filho OrestesClitemnestra, seu filho Orestes mata a própria mãe para vingarmata a própria mãe para vingar o pai, iniciando um novo ciclo deo pai, iniciando um novo ciclo de culpa e perseguição.culpa e perseguição. A trilogia reflete sobre vingançaA trilogia reflete sobre vingança e o surgimento da justiçae o surgimento da justiça organizada.organizada. A Oresteia, de Ésquilo, narra a sequência de vinganças na família de Agamêmnon. Após ele ser assassinado por Clitemnestra, seu filho Orestes mata a própria mãe para vingar o pai, iniciando um novo ciclo de culpa e perseguição. A trilogia reflete sobre vingança e o surgimento da justiça organizada. ORESTEIA:ORESTEIA: AA SEQUÊNCIASEQUÊNCIA ORESTEIA: A SEQUÊNCIA Sófocles aperfeiçoou a tragédiaSófocles aperfeiçoou a tragédia ao introduzir o terceiro ator,ao introduzir o terceiro ator, ampliando a complexidade dosampliando a complexidade dos diálogos e intensificando odiálogos e intensificando o conflito dramático, o que reduziuconflito dramático, o que reduziu ainda mais a função central doainda mais a função central do coro.coro. Suas obras aprofundam oSuas obras aprofundam o confronto entre o indivíduo e oconfronto entre o indivíduo e o destino, destacando adestino, destacando a responsabilidade humana dianteresponsabilidade humana diante das próprias escolhas edas próprias escolhas e conferindo maior densidadeconferindo maior densidade psicológica à estrutura trágica.psicológica à estrutura trágica. Sófocles aperfeiçoou a tragédia ao introduzir o terceiro ator, ampliando a complexidade dos diálogos e intensificando o conflito dramático, o que reduziu ainda mais a função central do coro. Suas obras aprofundam o confronto entre o indivíduo e o destino, destacando a responsabilidade humana diante das próprias escolhas e conferindo maior densidade psicológica à estrutura trágica. SÓFOCLES :SÓFOCLES : EE OO TERCEIROTERCEIRO ATORATOR SÓFOCLES : E O TERCEIRO ATOR Édipo Rei, de Sófocles, narra aÉdipo Rei, de Sófocles, narra a história de Édipo, rei de Tebas,história de Édipo, rei de Tebas, que investiga a causa de umaque investiga a causa de uma peste na cidade e descobre quepeste na cidade e descobre que ele próprio é o culpado pelaele próprio é o culpado pela desgraça.desgraça. A peça explora o conflito entreA peça explora o conflito entre destino e livre-arbítrio,destino e livre-arbítrio, mostrando como a tentativa demostrando como a tentativa de evitar uma profecia acabaevitar uma profecia acaba conduzindo exatamente ao seuconduzindo exatamente ao seu cumprimento, tornando-se umcumprimento, tornando-se um dos maiores exemplos dados maiores exemplos da estrutura trágica clássica.estrutura trágica clássica. Édipo Rei, de Sófocles, narra ahistória de Édipo, rei de Tebas, que investiga a causa de uma peste na cidade e descobre que ele próprio é o culpado pela desgraça. A peça explora o conflito entre destino e livre-arbítrio, mostrando como a tentativa de evitar uma profecia acaba conduzindo exatamente ao seu cumprimento, tornando-se um dos maiores exemplos da estrutura trágica clássica. ÉDIPOÉDIPO REI:REI: UMAUMA DASDAS TRAGÉDIASTRAGÉDIAS ÉDIPO REI: UMA DAS TRAGÉDIAS Eurípides trouxe uma abordagemEurípides trouxe uma abordagem mais humana e crítica àmais humana e crítica à tragédia, destacando astragédia, destacando as emoções, contradições eemoções, contradições e fragilidades dos personagens.fragilidades dos personagens. Diferente de seus predecessores,Diferente de seus predecessores, questionava a ação dos deusesquestionava a ação dos deuses e aproximava os conflitos doe aproximava os conflitos do cotidiano humano, dando maiorcotidiano humano, dando maior profundidade psicológica àsprofundidade psicológica às figuras trágicas.figuras trágicas. Em obras como Medeia,Em obras como Medeia, evidencia-se essa intensidadeevidencia-se essa intensidade emocional e o foco nas paixõesemocional e o foco nas paixões extremas que conduzem àextremas que conduzem à queda.queda. Eurípides trouxe uma abordagem mais humana e crítica à tragédia, destacando as emoções, contradições e fragilidades dos personagens. Diferente de seus predecessores, questionava a ação dos deuses e aproximava os conflitos do cotidiano humano, dando maior profundidade psicológica às figuras trágicas. Em obras como Medeia, evidencia-se essa intensidade emocional e o foco nas paixões extremas que conduzem à queda. EURÍPEDES:EURÍPEDES: OO TRÁGICOTRÁGICO EURÍPEDES: O TRÁGICO Medeia, de Eurípides, conta aMedeia, de Eurípides, conta a história de Medeia, traída por Jasãohistória de Medeia, traída por Jasão quando ele decide abandoná-laquando ele decide abandoná-la para se casar por interesse político,para se casar por interesse político, e que decide se vingar de formae que decide se vingar de forma extrema.extrema. A peça destaca a força das paixõesA peça destaca a força das paixões humanas, o conflito emocionalhumanas, o conflito emocional intenso e a condição feminina naintenso e a condição feminina na sociedade grega, evidenciando osociedade grega, evidenciando o isolamento e a marginalização daisolamento e a marginalização da protagonista. Ao colocar no centroprotagonista. Ao colocar no centro uma mulher movida por dor,uma mulher movida por dor, orgulho e fúria, a tragédia mostraorgulho e fúria, a tragédia mostra como sentimentos profundoscomo sentimentos profundos podem romper limites morais epodem romper limites morais e revelar as fragilidades da naturezarevelar as fragilidades da natureza humana.humana. Medeia, de Eurípides, conta a história de Medeia, traída por Jasão quando ele decide abandoná-la para se casar por interesse político, e que decide se vingar de forma extrema. A peça destaca a força das paixões humanas, o conflito emocional intenso e a condição feminina na sociedade grega, evidenciando o isolamento e a marginalização da protagonista. Ao colocar no centro uma mulher movida por dor, orgulho e fúria, a tragédia mostra como sentimentos profundos podem romper limites morais e revelar as fragilidades da natureza humana. MEDEIA:MEDEIA: AA VINGANÇAVINGANÇA MEDEIA: A VINGANÇA HAMLET (1623) A TRAGÉDIA DA RUA DAS FLORES (1980) PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN (2003) TRAGÉDIASTRAGÉDIAS ATUAISATUAISTRAGÉDIAS ATUAIS Hamlet,Hamlet, é uma tragédiaé uma tragédia que acompanha o príncipeque acompanha o príncipe após descobrir que seu paiapós descobrir que seu pai foi assassinado pelofoi assassinado pelo próprio irmão, que tomoupróprio irmão, que tomou o trono e se casou como trono e se casou com sua mãe. Consumido pelasua mãe. Consumido pela dor e pelo desejo dedor e pelo desejo de vingança, Hamlet entra emvingança, Hamlet entra em um profundo conflitoum profundo conflito interno, questionando ainterno, questionando a moralidade de seus atos emoralidade de seus atos e o sentido da vida.o sentido da vida. Hamlet, é uma tragédia que acompanha o príncipe após descobrir que seu pai foi assassinado pelo próprio irmão, que tomou o trono e se casou com sua mãe. Consumido pela dor e pelo desejo de vingança, Hamlet entra em um profundo conflito interno, questionando a moralidade de seus atos e o sentido da vida. A Tragédia da Rua dasA Tragédia da Rua das Flores, de Eça de Queirós, éFlores, de Eça de Queirós, é um romance realista queum romance realista que gira em torno de um amorgira em torno de um amor proibido marcado por umproibido marcado por um destino trágico. A históriadestino trágico. A história acompanha Victor, umacompanha Victor, um jovem que se apaixona porjovem que se apaixona por uma mulher misteriosa,uma mulher misteriosa, sem saber que existe entresem saber que existe entre eles um passado ocultoeles um passado oculto que tornará essa relaçãoque tornará essa relação devastadora.devastadora. A Tragédia da Rua das Flores, de Eça de Queirós, é um romance realista que gira em torno de um amor proibido marcado por um destino trágico. A história acompanha Victor, um jovem que se apaixona por uma mulher misteriosa, sem saber que existe entre eles um passado oculto que tornará essa relação devastadora. Precisamos Falar Sobre oPrecisamos Falar Sobre o Kevin, de Lionel Shriver, éKevin, de Lionel Shriver, é um romance psicológicoum romance psicológico narrado em forma denarrado em forma de cartas escritas por Eva,cartas escritas por Eva, mãe de Kevin. Ao revisitarmãe de Kevin. Ao revisitar o passado, ela refleteo passado, ela reflete sobre a relação difícil quesobre a relação difícil que sempre teve com o filho esempre teve com o filho e tenta entender os sinaistenta entender os sinais que antecederam o atoque antecederam o ato violento que ele cometeriaviolento que ele cometeria na adolescência.na adolescência. Precisamos Falar Sobre o Kevin, de Lionel Shriver, é um romance psicológico narrado em forma de cartas escritas por Eva, mãe de Kevin. Ao revisitar o passado, ela reflete sobre a relação difícil que sempre teve com o filho e tenta entender os sinais que antecederam o ato violento que ele cometeria na adolescência. HAMLET (1623) A TRAGÉDIA DA RUA DAS FLORES (1980) PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN (2003) TRAGÉDIASTRAGÉDIAS ATUAISATUAISTRAGÉDIAS ATUAIS Hamlet,Hamlet, é uma tragédiaé uma tragédia que acompanha o príncipeque acompanha o príncipe após descobrir que seu paiapós descobrir que seu pai foi assassinado pelofoi assassinado pelo próprio irmão, que tomoupróprio irmão, que tomou o trono e se casou como trono e se casou com sua mãe. Consumido pelasua mãe. Consumido pela dor e pelo desejo dedor e pelo desejo de vingança, Hamlet entra emvingança, Hamlet entra em um profundo conflitoum profundo conflito interno, questionando ainterno, questionando a moralidade de seus atos emoralidade de seus atos e o sentido da vida.o sentido da vida. Hamlet, é uma tragédia que acompanha o príncipe após descobrir que seu pai foi assassinado pelo próprio irmão, que tomou o trono e se casou com sua mãe. Consumido pela dor e pelo desejo de vingança, Hamlet entra em um profundo conflito interno, questionando a moralidade de seus atos e o sentido da vida. A Tragédia da Rua dasA Tragédia da Rua das Flores, de Eça de Queirós, éFlores, de Eça de Queirós, é um romance realista queum romance realista que gira em torno de um amorgira em torno de um amor proibido marcado por umproibido marcado por um destino trágico. A históriadestino trágico. A história acompanha Victor, umacompanha Victor, um jovem que se apaixona porjovem que se apaixona por uma mulher misteriosa,uma mulher misteriosa, sem saber que existe entresem saber que existe entre eles um passado ocultoeles um passado oculto que tornará essa relaçãoque tornará essa relação devastadora.devastadora. A Tragédia daRua das Flores, de Eça de Queirós, é um romance realista que gira em torno de um amor proibido marcado por um destino trágico. A história acompanha Victor, um jovem que se apaixona por uma mulher misteriosa, sem saber que existe entre eles um passado oculto que tornará essa relação devastadora. Precisamos Falar Sobre oPrecisamos Falar Sobre o Kevin, de Lionel Shriver, éKevin, de Lionel Shriver, é um romance psicológicoum romance psicológico narrado em forma denarrado em forma de cartas escritas por Eva,cartas escritas por Eva, mãe de Kevin. Ao revisitarmãe de Kevin. Ao revisitar o passado, ela refleteo passado, ela reflete sobre a relação difícil quesobre a relação difícil que sempre teve com o filho esempre teve com o filho e tenta entender os sinaistenta entender os sinais que antecederam o atoque antecederam o ato violento que ele cometeriaviolento que ele cometeria na adolescência.na adolescência. Precisamos Falar Sobre o Kevin, de Lionel Shriver, é um romance psicológico narrado em forma de cartas escritas por Eva, mãe de Kevin. Ao revisitar o passado, ela reflete sobre a relação difícil que sempre teve com o filho e tenta entender os sinais que antecederam o ato violento que ele cometeria na adolescência. A TRAGÉDIA DA RUA DAS FLORES (1980) A Tragédia da Rua dasA Tragédia da Rua das Flores, de Eça de Queirós, éFlores, de Eça de Queirós, é um romance realista queum romance realista que gira em torno de um amorgira em torno de um amor proibido marcado por umproibido marcado por um destino trágico. A históriadestino trágico. A história acompanha Victor, umacompanha Victor, um jovem que se apaixona porjovem que se apaixona por uma mulher misteriosa,uma mulher misteriosa, sem saber que existe entresem saber que existe entre eles um passado ocultoeles um passado oculto que tornará essa relaçãoque tornará essa relação devastadora.devastadora. A Tragédia da Rua das Flores, de Eça de Queirós, é um romance realista que gira em torno de um amor proibido marcado por um destino trágico. A história acompanha Victor, um jovem que se apaixona por uma mulher misteriosa, sem saber que existe entre eles um passado oculto que tornará essa relação devastadora. VERACIDADEVERACIDADE DEDE INFORMAÇÃOINFORMAÇÃOVERACIDADE DE INFORMAÇÃO Google IA e WikipédiaGoogle IA e WikipédiaGoogle IA e Wikipédia INFOPÉDIA - PORTO EDITORAINFOPÉDIA - PORTO EDITORAINFOPÉDIA - PORTO EDITORA Adelaide Books PortugalAdelaide Books PortugalAdelaide Books Portugal GoogleGoogle LivrosLivros Google Livros Portal de revistas da USPPortal de revistas da USPPortal de revistas da USPLiteraturaLiteratura Brasileira -Brasileira - UFSCUFSC Literatura Brasileira - UFSC MímeseMímese PlatônicaPlatônica ee Mímese AristotélicaMímese Aristotélica Mímese Platônica e Mímese Aristotélica O conceito de mímese surge na Grécia Antiga,O conceito de mímese surge na Grécia Antiga, entre os séculos V e IV a.C., em um períodoentre os séculos V e IV a.C., em um período marcado pelo fortalecimento da democraciamarcado pelo fortalecimento da democracia ateniense, pelo florescimento da filosofia e pelaateniense, pelo florescimento da filosofia e pela valorização do debate público. Atenas sevalorização do debate público. Atenas se consolidava como centro intelectual do mundoconsolidava como centro intelectual do mundo grego, reunindo pensadores que buscavamgrego, reunindo pensadores que buscavam compreender a natureza, a política, a ética e ocompreender a natureza, a política, a ética e o conhecimento.conhecimento. É nesse cenário que filósofos como Platão eÉ nesse cenário que filósofos como Platão e Aristóteles formulam interpretações distintasAristóteles formulam interpretações distintas sobre a mímese, estabelecendo um debate quesobre a mímese, estabelecendo um debate que influenciaria toda a tradição estética doinfluenciaria toda a tradição estética do Ocidente.Ocidente. O conceito de mímese surge na Grécia Antiga, entre os séculos V e IV a.C., em um período marcado pelo fortalecimento da democracia ateniense, pelo florescimento da filosofia e pela valorização do debate público. Atenas se consolidava como centro intelectual do mundo grego, reunindo pensadores que buscavam compreender a natureza, a política, a ética e o conhecimento. É nesse cenário que filósofos como Platão e Aristóteles formulam interpretações distintas sobre a mímese, estabelecendo um debate que influenciaria toda a tradição estética do Ocidente. CONTEXTOCONTEXTO HISTÓRICOHISTÓRICOCONTEXTO HISTÓRICO ÉÉ TUDOTUDO CÓPIA!CÓPIA!É TUDO CÓPIA! Para Platão, a mímese é entendida comoPara Platão, a mímese é entendida como imitação da aparência do mundo sensível.imitação da aparência do mundo sensível. No entanto, em sua filosofia, a realidadeNo entanto, em sua filosofia, a realidade material já é considerada uma cópiamaterial já é considerada uma cópia imperfeita do mundo das Ideias, que seria oimperfeita do mundo das Ideias, que seria o verdadeiro plano da verdade.verdadeiro plano da verdade. Assim, quando a arte imita essa realidadeAssim, quando a arte imita essa realidade visível, ela estaria produzindo uma cópia davisível, ela estaria produzindo uma cópia da cópia, afastando-se ainda mais da verdade.cópia, afastando-se ainda mais da verdade. Para ele, ela estimula emoções, podePara ele, ela estimula emoções, pode confundir o julgamento racional e atéconfundir o julgamento racional e até influenciar negativamente os cidadãos. Eminfluenciar negativamente os cidadãos. Em sua obra sua obra A RepúblicaA República, ele chega a defender, ele chega a defender que certos poetas deveriam ser afastadosque certos poetas deveriam ser afastados da cidade ideal, pois a arte poderiada cidade ideal, pois a arte poderia comprometer a formação moral e políticacomprometer a formação moral e política da sociedade.da sociedade. Para Platão, a mímese é entendida como imitação da aparência do mundo sensível. No entanto, em sua filosofia, a realidade material já é considerada uma cópia imperfeita do mundo das Ideias, que seria o verdadeiro plano da verdade. Assim, quando a arte imita essa realidade visível, ela estaria produzindo uma cópia da cópia, afastando-se ainda mais da verdade. Para ele, ela estimula emoções, pode confundir o julgamento racional e até influenciar negativamente os cidadãos. Em sua obra A República, ele chega a defender que certos poetas deveriam ser afastados da cidade ideal, pois a arte poderia comprometer a formação moral e política da sociedade. MímeseMímese PlatônicaPlatônica Mímese Platônica Platão éPlatão é doido vey, slkdoido vey, slk kkkkkkkk Platão é doido vey, slk kkkk Diferente de seu mestre, Aristóteles entendeDiferente de seu mestre, Aristóteles entende a mímese como algo natural ao ser humano.a mímese como algo natural ao ser humano. Na obra Na obra PoéticaPoética, ele afirma que aprender por, ele afirma que aprender por imitação faz parte da nossa natureza e éimitação faz parte da nossa natureza e é uma forma de adquirir conhecimento.uma forma de adquirir conhecimento. Para Aristóteles, a arte não é uma cópiaPara Aristóteles, a arte não é uma cópia enganosa, mas uma representaçãoenganosa, mas uma representação organizada da realidade. A tragédia, pororganizada da realidade. A tragédia, por exemplo, imitaexemplo, imita ações humanas de forma ações humanas de forma estruturada, despertando emoções comoestruturada, despertando emoções como piedade e medo, o que leva à catarse.piedade e medo, o que leva à catarse. Diferente de seu mestre, Aristóteles entende a mímese como algo natural ao ser humano. Na obra Poética, ele afirma que aprender por imitação faz parte da nossa natureza e é uma forma de adquirir conhecimento. Para Aristóteles, a arte não é uma cópia enganosa, mas uma representação organizada da realidade. A tragédia, por exemplo, imita ações humanas de forma estruturada, despertando emoções como piedade e medo, o que leva à catarse. MÍMESEMÍMESE ARISTOTÉLICAARISTOTÉLICA #1#1 MÍMESEARISTOTÉLICA #1 Platão éPlatão é doido vey, slkdoido vey, slk kkkkkkkk Platão é doido vey, slk kkkk Além de defender a mímese como formaAlém de defender a mímese como forma legítima de conhecimento, Aristóteles afirma,legítima de conhecimento, Aristóteles afirma, na Poética, que a tragédia é a forma maisna Poética, que a tragédia é a forma mais elevada de arte dramática porqueelevada de arte dramática porque representa ações humanas universais,representa ações humanas universais, organizadas por enredo (mythos), caráterorganizadas por enredo (mythos), caráter (ethos) e pensamento (dianoia).(ethos) e pensamento (dianoia). Para ele, o mais importante na tragédia nãoPara ele, o mais importante na tragédia não é o personagem isolado, mas a estrutura daé o personagem isolado, mas a estrutura da ação, a forma como os acontecimentos sãoação, a forma como os acontecimentos são encadeados até o desfecho.encadeados até o desfecho. Além de defender a mímese como forma legítima de conhecimento, Aristóteles afirma, na Poética, que a tragédia é a forma mais elevada de arte dramática porque representa ações humanas universais, organizadas por enredo (mythos), caráter (ethos) e pensamento (dianoia). Para ele, o mais importante na tragédia não é o personagem isolado, mas a estrutura da ação, a forma como os acontecimentos são encadeados até o desfecho. MÍMESEMÍMESE ARISTOTÉLICAARISTOTÉLICA #2#2 MÍMESE ARISTOTÉLICA #2 Platão éPlatão é doido vey, slkdoido vey, slk kkkkkkkk Platão é doido vey, slk kkkk Aristóteles valoriza especialmente aAristóteles valoriza especialmente a capacidade da tragédia de provocar catarse,capacidade da tragédia de provocar catarse, isto é, uma experiência emocional queisto é, uma experiência emocional que conduz à compreensão e ao equilíbrioconduz à compreensão e ao equilíbrio interior.interior. Quando afirma que Eurípides é “o maisQuando afirma que Eurípides é “o mais trágico dos poetas”, Aristóteles reconhecetrágico dos poetas”, Aristóteles reconhece nele a intensidade emocional e a força comnele a intensidade emocional e a força com que suas obras despertam piedade e temorque suas obras despertam piedade e temor no público. Mesmo que Eurípides fosseno público. Mesmo que Eurípides fosse criticado por alguns por seu estilo maiscriticado por alguns por seu estilo mais humano e psicológico, Aristóteles percebehumano e psicológico, Aristóteles percebe que essa profundidade emocional cumpreque essa profundidade emocional cumpre perfeitamente a função da tragédia: produzirperfeitamente a função da tragédia: produzir impacto moral e reflexão por meio daimpacto moral e reflexão por meio da mímese.mímese. Aristóteles valoriza especialmente a capacidade da tragédia de provocar catarse, isto é, uma experiência emocional que conduz à compreensão e ao equilíbrio interior. Quando afirma que Eurípides é “o mais trágico dos poetas”, Aristóteles reconhece nele a intensidade emocional e a força com que suas obras despertam piedade e temor no público. Mesmo que Eurípides fosse criticado por alguns por seu estilo mais humano e psicológico, Aristóteles percebe que essa profundidade emocional cumpre perfeitamente a função da tragédia: produzir impacto moral e reflexão por meio da mímese. MÍMESEMÍMESE ARISTOTÉLICAARISTOTÉLICA #3#3 MÍMESE ARISTOTÉLICA #3 Na Poética, Aristóteles organiza aNa Poética, Aristóteles organiza a mímese como base da arte,mímese como base da arte, especialmente da tragédia. Osespecialmente da tragédia. Os principais ensinamentosprincipais ensinamentos são: são: Mímese é natural ao serMímese é natural ao ser humanohumano: o ser humano é o mais: o ser humano é o mais imitador dos animais.imitador dos animais. Aprendizado por imitaçãoAprendizado por imitação:: Desde criança imitamos.Desde criança imitamos. Imitação de açõesImitação de ações (não (não indivíduos): Não centraliza-se noindivíduos): Não centraliza-se no indíviduo, mas na ação humana.indíviduo, mas na ação humana. Na Poética, Aristóteles organiza a mímese como base da arte, especialmente da tragédia. Os principais ensinamentos são: Mímese é natural ao ser humano: o ser humano é o mais imitador dos animais. Aprendizado por imitação: Desde criança imitamos. Imitação de ações (não indivíduos): Não centraliza-se no indíviduo, mas na ação humana. POÉTICA:POÉTICA: TEORIATEORIA ESTÉTICAESTÉTICA #1#1 POÉTICA: TEORIA ESTÉTICA #1 Centralidade Centralidade do enredodo enredo (mythos): O Enredo (de forma(mythos): O Enredo (de forma organizada) é a alma daorganizada) é a alma da tragédia.tragédia. Relação causa e efeitoRelação causa e efeito: A: A coerência interna vale mais quecoerência interna vale mais que a fidelidade histórica.a fidelidade histórica. EstruturaEstrutura: começo, meio e fim.: começo, meio e fim. Superioridade filosófica daSuperioridade filosófica da poesiapoesia: Poesia é mais filosófica: Poesia é mais filosófica que a história.que a história. Centralidade do enredo (mythos): O Enredo (de forma organizada) é a alma da tragédia. Relação causa e efeito: A coerência interna vale mais que a fidelidade histórica. Estrutura: começo, meio e fim. Superioridade filosófica da poesia: Poesia é mais filosófica que a história. POÉTICA:POÉTICA: TEORIATEORIA ESTÉTICAESTÉTICA #2#2 POÉTICA: TEORIA ESTÉTICA #2 Representação do universal:Representação do universal: Enquanto a história foca noEnquanto a história foca no passado e presente, a mímesepassado e presente, a mímese foca naquilo que pode acontecerfoca naquilo que pode acontecer no futuro.no futuro. FinalidadeFinalidade: catarse (Aristóteles: catarse (Aristóteles diz que ela provoca catarse dasdiz que ela provoca catarse das emoções).emoções). EmoçõesEmoções: piedade e temor: piedade e temor 11..Piedade: diante do sofrimentoPiedade: diante do sofrimento imerecido.imerecido. 22..Temor: porque percebemos queTemor: porque percebemos que aquilo poderia acontecer conosco.aquilo poderia acontecer conosco. Representação do universal: Enquanto a história foca no passado e presente, a mímese foca naquilo que pode acontecer no futuro. Finalidade: catarse (Aristóteles diz que ela provoca catarse das emoções). Emoções: piedade e temor 1. Piedade: diante do sofrimento imerecido. 2. Temor: porque percebemos que aquilo poderia acontecer conosco. POÉTICA:POÉTICA: TEORIATEORIA ESTÉTICAESTÉTICA #3#3 POÉTICA: TEORIA ESTÉTICA #3 MÍMESEMÍMESE NA VISÃONA VISÃO DEDE JOSÉJOSÉ GUILHERMEGUILHERME MERQUIORMERQUIOR #1#1 MÍMESE NA VISÃO DE JOSÉ GUILHERME MERQUIOR #1 José Guilherme Merquior (1941–1991) foi um José Guilherme Merquior (1941–1991) foi um críticocrítico literário, ensaísta e diplomata brasileiroliterário, ensaísta e diplomata brasileiro,, reconhecido por sua sólida formação filosófica ereconhecido por sua sólida formação filosófica e por seu diálogo com a tradição estética ocidental.por seu diálogo com a tradição estética ocidental. Atuante na segunda metade do século XX,Atuante na segunda metade do século XX, destacou-se por destacou-se por aproximar literatura, filosofia eaproximar literatura, filosofia e teoria culturalteoria cultural, sempre com postura analítica, sempre com postura analítica rigorosa e rigorosa e visão crítica da modernidadevisão crítica da modernidade.. Ele se diferencia no cenário da crítica brasileira porEle se diferencia no cenário da crítica brasileira por tratar a mímese tratar a mímese não como simples técnicanão como simples técnica de de representação, representação, mas como princípio teóricomas como princípio teórico capaz capaz de explicar a universalidade e a permanência dade explicar a universalidade e a permanência da arte.arte. José Guilherme Merquior (1941–1991) foi um crítico literário, ensaísta e diplomata brasileiro, reconhecido por sua sólida formação filosófica e por seu diálogo com a tradição estética ocidental. Atuante na segunda metade do século XX, destacou-se por aproximar literatura, filosofia e teoria cultural, sempre com posturaanalítica rigorosa e visão crítica da modernidade. Ele se diferencia no cenário da crítica brasileira por tratar a mímese não como simples técnica de representação, mas como princípio teórico capaz de explicar a universalidade e a permanência da arte. MÍMESEMÍMESE NA VISÃONA VISÃO DEDE JOSÉJOSÉ GUILHERMEGUILHERME MERQUIORMERQUIOR #2#2 MÍMESE NA VISÃO DE JOSÉ GUILHERME MERQUIOR #2 Para Merquior, a mímese Para Merquior, a mímese não é cópia da realidadenão é cópia da realidade,, mas mas representação representação criadora. A arte não reproduzcriadora. A arte não reproduz o mundo mecanicamente; ela o mundo mecanicamente; ela reorganizareorganiza a a experiência concreta e lhe dá sentido universal.experiência concreta e lhe dá sentido universal. Sua visão é dialética: a obra tem Sua visão é dialética: a obra tem autonomiaautonomia formal, mas continua formal, mas continua ligada à realidade históricaligada à realidade histórica e culturale cultural, produzindo , produzindo conhecimento conhecimento sobre asobre a condição humana (contrário a Platão)condição humana (contrário a Platão).. Em Em A Astúcia da MimeseA Astúcia da Mimese, Merquior afirma a, Merquior afirma a mímese como categoria central da poesia. Elemímese como categoria central da poesia. Ele sustenta que a mímese não é cópia do real, massustenta que a mímese não é cópia do real, mas representação estruturada da ação humana.representação estruturada da ação humana. Para Merquior, a mímese não é cópia da realidade, mas representação criadora. A arte não reproduz o mundo mecanicamente; ela reorganiza a experiência concreta e lhe dá sentido universal. Sua visão é dialética: a obra tem autonomia formal, mas continua ligada à realidade histórica e cultural, produzindo conhecimento sobre a condição humana (contrário a Platão). Em A Astúcia da Mimese, Merquior afirma a mímese como categoria central da poesia. Ele sustenta que a mímese não é cópia do real, mas representação estruturada da ação humana. CECICECI N 'ESTN 'EST PASPAS UNEUNE PIPEPIPECECI N 'EST PAS UNE PIPE A obra A obra The Treachery of Images (1929)The Treachery of Images (1929), de , de RenéRené MagritteMagritte, dialoga diretamente com a concepção, dialoga diretamente com a concepção de mímese defendida por de mímese defendida por MerquiorMerquior. Ao afirmar. Ao afirmar ““Isto não é um cachimboIsto não é um cachimbo”, o pintor evidencia que a”, o pintor evidencia que a imagem imagem não é o objeto realnão é o objeto real, , mas umamas uma representaçãorepresentação. Essa provocação reforça a ideia de. Essa provocação reforça a ideia de que a que a arte não reproduz o mundo de forma literalarte não reproduz o mundo de forma literal,, mas constrói sentidos a partir delemas constrói sentidos a partir dele.. Para Merquior, a Para Merquior, a mímese cria sentido aomímese cria sentido ao reorganizar o realreorganizar o real, conferindo , conferindo universalidade universalidade àà experiência representada. O experiência representada. O Surrealismo Surrealismo tambémtambém desafia a correspondência direta entre desafia a correspondência direta entre imagem eimagem e realidaderealidade, evidenciando que toda representação, evidenciando que toda representação passa por um processo de passa por um processo de interpretaçãointerpretação.. A obra The Treachery of Images (1929), de René Magritte, dialoga diretamente com a concepção de mímese defendida por Merquior. Ao afirmar “Isto não é um cachimbo”, o pintor evidencia que a imagem não é o objeto real, mas uma representação. Essa provocação reforça a ideia de que a arte não reproduz o mundo de forma literal, mas constrói sentidos a partir dele. Para Merquior, a mímese cria sentido ao reorganizar o real, conferindo universalidade à experiência representada. O Surrealismo também desafia a correspondência direta entre imagem e realidade, evidenciando que toda representação passa por um processo de interpretação. Pronúncia: “Sê-ci né pá ün pip”Pronúncia: “Sê-ci né pá ün pip”Pronúncia: “Sê-ci né pá ün pip” No primeiro ponto, a obra de RenéNo primeiro ponto, a obra de René Magritte Magritte confirma a ideiaconfirma a ideia de de Merquior de que a mímese Merquior de que a mímese não énão é uma simples cópiauma simples cópia da realidade, da realidade, mas uma mas uma forma de construirforma de construir significado. A imagem representa osignificado. A imagem representa o real, real, porém não o substituiporém não o substitui.. No No SurrealismoSurrealismo, a , a mímese nãomímese não desaparecedesaparece, , mas se transformamas se transforma em em uma uma mímese fantásticamímese fantástica, capaz de, capaz de representar não apenas o mundorepresentar não apenas o mundo visível, visível, mas também omas também o inconsciente, os sonhos e oinconsciente, os sonhos e o irracionalirracional.. No primeiro ponto, a obra de René Magritte confirma a ideia de Merquior de que a mímese não é uma simples cópia da realidade, mas uma forma de construir significado. A imagem representa o real, porém não o substitui. No Surrealismo, a mímese não desaparece, mas se transforma em uma mímese fantástica, capaz de representar não apenas o mundo visível, mas também o inconsciente, os sonhos e o irracional. MÍMESEMÍMESE NONO SURREALISMO?SURREALISMO? MÍMESE NO SURREALISMO? “O Filho do Homem” (1964)“O Filho do Homem” (1964)“O Filho do Homem” (1964) MímeseMímese comocomo Máscara:Máscara: A maçãA maçã funcionafunciona como umacomo uma máscaramáscara simbólica,simbólica, despertandodespertando aa curiosidadecuriosidade de ver o quede ver o que está por trás.está por trás. Mímese como Máscara: A maçã funciona como uma máscara simbólica, despertando a curiosidade de ver o que está por trás. SubversãSubversã o dao da Mimese:Mimese: A A pinturapintura desafia adesafia a noção denoção de que a arteque a arte devedeve apenasapenas imitar oimitar o visível.visível. Subversã o da Mimese: A pintura desafia a noção de que a arte deve apenas imitar o visível. Catarse:Catarse: AA purificação daspurificação das emoções pelaemoções pela artearte Catarse: A purificação das emoções pela arte CONCEITOCONCEITO GERALGERAL CONCEITO GERAL Para Aristóteles, a Catarse acontece na PoéticaPara Aristóteles, a Catarse acontece na Poética quando a tragédia fazquando a tragédia faz o público sentir pena e o público sentir pena e medo pelas coisas que acontecem com o herói.medo pelas coisas que acontecem com o herói. Ao sentir essas emoções na história, as pessoasAo sentir essas emoções na história, as pessoas acabam aliviando ou “purificando” essesacabam aliviando ou “purificando” esses sentimentos.sentimentos. Essa purificação pode ser compreendida emEssa purificação pode ser compreendida em três dimensões, no plano três dimensões, no plano éticoético, , emocional emocional ee intelectualintelectual.. Para Aristóteles, a Catarse acontece na Poética quando a tragédia faz o público sentir pena e medo pelas coisas que acontecem com o herói. Ao sentir essas emoções na história, as pessoas acabam aliviando ou “purificando” esses sentimentos. Essa purificação pode ser compreendida em três dimensões, no plano ético, emocional e intelectual. É fazendo que seÉ fazendo que se aaprende a fazerprende a fazer aquilo que se deveaquilo que se deve aprender a fazer.aprender a fazer. É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer. OSOS 33 PLANOSPLANOS DADA CATARSECATARSE OS 3 PLANOS DA CATARSE No No plano emocionalplano emocional, não se trata de uma, não se trata de uma explosão descontrolada de sentimentos,explosão descontrolada de sentimentos, mas de uma organização interna, pois amas de uma organização interna, pois a arte canaliza as emoções e lhes dá forma.arte canaliza as emoções e lhes dá forma. No No plano intelectualplano intelectual, , acompanhar a históriaacompanhar a história da tragédia, o espectador entende melhor oda tragédia, o espectador entende melhor o quecausa cada acontecimento,que causa cada acontecimento, percebendo os erros, as responsabilidades epercebendo os erros, as responsabilidades e por que certas coisas acontecem.por que certas coisas acontecem. Já no Já no plano éticoplano ético, a experiência desperta, a experiência desperta consciência sobre os limites humanos, oconsciência sobre os limites humanos, o destino e o peso das escolhas.destino e o peso das escolhas. No plano emocional, não se trata de uma explosão descontrolada de sentimentos, mas de uma organização interna, pois a arte canaliza as emoções e lhes dá forma. No plano intelectual, acompanhar a história da tragédia, o espectador entende melhor o que causa cada acontecimento, percebendo os erros, as responsabilidades e por que certas coisas acontecem. Já no plano ético, a experiência desperta consciência sobre os limites humanos, o destino e o peso das escolhas. Além de artístico eAlém de artístico e filosófico, esse conceitofilosófico, esse conceito também é educativo.também é educativo. Vccê pode discordar, masVccê pode discordar, mas eu estou com o martelo,eu estou com o martelo, haha!haha! Além de artístico e filosófico, esse conceito também é educativo. Vccê pode discordar, mas eu estou com o martelo, haha! TERMOSTERMOS IMPORTANTES!IMPORTANTES!TERMOS IMPORTANTES! Hamartia Hamartia – erro do herói que provoca a– erro do herói que provoca a tragédia.tragédia. Peripeteia Peripeteia – reviravolta na história que– reviravolta na história que muda a situação drasticamente.muda a situação drasticamente. Anagnórise Anagnórise – momento em que o herói– momento em que o herói reconhece a verdade sobre seu erro ereconhece a verdade sobre seu erro e destino.destino. Hybris Hybris – orgulho ou arrogância excessiva do– orgulho ou arrogância excessiva do herói, que leva à sua queda.herói, que leva à sua queda. Pathos Pathos – apelo às emoções; provoca– apelo às emoções; provoca sentimentos no público.sentimentos no público. Logos Logos – argumento baseado na lógica e na– argumento baseado na lógica e na razão.razão. Ethos Ethos – credibilidade ou caráter de quem– credibilidade ou caráter de quem fala.fala. Hamartia – erro do herói que provoca a tragédia. Peripeteia – reviravolta na história que muda a situação drasticamente. Anagnórise – momento em que o herói reconhece a verdade sobre seu erro e destino. Hybris – orgulho ou arrogância excessiva do herói, que leva à sua queda. Pathos – apelo às emoções; provoca sentimentos no público. Logos – argumento baseado na lógica e na razão. Ethos – credibilidade ou caráter de quem fala. TERMOSTERMOS IMPORTANTES!IMPORTANTES!TERMOS IMPORTANTES! O triângulo O triângulo não foi criado especificamentenão foi criado especificamente para teatro, mas seus elementos aparecempara teatro, mas seus elementos aparecem naturalmente na tragédia: personagensnaturalmente na tragédia: personagens críveis (ethos), emoções intensas (pathos) ecríveis (ethos), emoções intensas (pathos) e enredo lógico (logos). Juntos, elesenredo lógico (logos). Juntos, eles fortalecem o impacto da obra.fortalecem o impacto da obra. Pathos Pathos – apelo às emoções; provoca– apelo às emoções; provoca sentimentos no público.sentimentos no público. Logos Logos – argumento baseado na lógica e na– argumento baseado na lógica e na razão.razão. Ethos Ethos – credibilidade ou caráter de quem– credibilidade ou caráter de quem fala.fala. O triângulo não foi criado especificamente para teatro, mas seus elementos aparecem naturalmente na tragédia: personagens críveis (ethos), emoções intensas (pathos) e enredo lógico (logos). Juntos, eles fortalecem o impacto da obra. Pathos – apelo às emoções; provoca sentimentos no público. Logos – argumento baseado na lógica e na razão. Ethos – credibilidade ou caráter de quem fala. O livro O livro Poética Poética é umaé uma base fundamental sobrebase fundamental sobre tragédia, mímese etragédia, mímese e catarse,catarse, uma forteuma forte recomendação a quemrecomendação a quem quer entender maisquer entender mais sobre.sobre. O livro Poética é uma base fundamental sobre tragédia, mímese e catarse, uma forte recomendação a quem quer entender mais sobre. POÉTICAPOÉTICAPOÉTICA O livro A República éO livro A República é uma base fundamentaluma base fundamental para compreender apara compreender a crítica de Platão à arte ecrítica de Platão à arte e à mímese, sendoà mímese, sendo recomendado a quemrecomendado a quem expressa interesse.expressa interesse. O livro A República é uma base fundamental para compreender a crítica de Platão à arte e à mímese, sendo recomendado a quem expressa interesse. A REPÚBLICAA REPÚBLICAA REPÚBLICA O livro A Astúcia daO livro A Astúcia da Mímese, de JoséMímese, de José Guilherme Merquior, éGuilherme Merquior, é uma obra essencial parauma obra essencial para compreender a evoluçãocompreender a evolução do conceito de mímesedo conceito de mímese ao longo da história.ao longo da história. O livro A Astúcia da Mímese, de José Guilherme Merquior, é uma obra essencial para compreender a evolução do conceito de mímese ao longo da história. A Astúcia daA Astúcia da MímeseMímese A Astúcia da Mímese BIBLIOTECABIBLIOTECA DEDE CONTEÚDOSCONTEÚDOS BIBLIOTECA DE CONTEÚDOS Edição fundamentalEdição fundamental para aprofundar apara aprofundar a compreensão técnica dacompreensão técnica da Poética, oferecendoPoética, oferecendo análise detalhada sobreanálise detalhada sobre mímese, tragédia emímese, tragédia e catarse.catarse. Edição fundamental para aprofundar a compreensão técnica da Poética, oferecendo análise detalhada sobre mímese, tragédia e catarse. Poética de AristótelesPoética de AristótelesPoética de Aristóteles Obra fundamental paraObra fundamental para entender a origem e oentender a origem e o sentido da tragédiasentido da tragédia grega, propondo agrega, propondo a tensão entre o tensão entre o apolíneoapolíneo e o e o dionisíaco dionisíaco comocomo chave do teatro antigo.chave do teatro antigo. Obra fundamental para entender a origem e o sentido da tragédia grega, propondo a tensão entre o apolíneo e o dionisíaco como chave do teatro antigo. O Nascimento daO Nascimento da TragédiaTragédia O Nascimento da Tragédia Examina como o teatro eExamina como o teatro e a filosofia nascerama filosofia nasceram quase juntos na Gréciaquase juntos na Grécia clássica, relacionando aclássica, relacionando a tragédia grega às raízestragédia grega às raízes míticas e ritualísticas damíticas e ritualísticas da cultura antiga.cultura antiga. Examina como o teatro e a filosofia nasceram quase juntos na Grécia clássica, relacionando a tragédia grega às raízes míticas e ritualísticas da cultura antiga. Teatro e Teoria naTeatro e Teoria na Grécia AntigaGrécia Antiga Teatro e Teoria na Grécia Antiga BIBLIOTECABIBLIOTECA DEDE CONTEÚDOSCONTEÚDOS BIBLIOTECA DE CONTEÚDOS Medeia encarna paixão,Medeia encarna paixão, vingança e ruptura dasvingança e ruptura das normas sociais,normas sociais, tornando-se um símbolotornando-se um símbolo de conflito entre razão ede conflito entre razão e emoção, uma tragédiaemoção, uma tragédia fortíssima.fortíssima. Medeia encarna paixão, vingança e ruptura das normas sociais, tornando-se um símbolo de conflito entre razão e emoção, uma tragédia fortíssima. MedeiaMedeiaMedeia A peça explora o destino,A peça explora o destino, a culpa e oa culpa e o entendimento,entendimento, acompanhando aacompanhando a investigação feita porinvestigação feita por Édipo que descobre umaÉdipo que descobre uma trágica verdade.trágica verdade. A peça explora o destino, a culpa e o entendimento, acompanhando a investigação feita por Édipo que descobre uma trágica verdade. Fundamental paraFundamental para compreender mímese,compreender mímese, catarse e a funçãocatarse e a função política do teatro napolítica do teatro na Antiguidade Clássica, oAntiguidade Clássica, o livro apresenta diversaslivro apresenta diversas discussõeséticas.discussões éticas. Fundamental para compreender mímese, catarse e a função política do teatro na Antiguidade Clássica, o livro apresenta diversas discussões éticas. ASAS TRAGÉDIASTRAGÉDIAS CITADASCITADASAS TRAGÉDIAS CITADAS OresteiaOresteiaOresteia Édipo ReiÉdipo ReiÉdipo Rei OBRIGADOOBRIGADO!!OBRIGADO! O TIME 3 AGRADECE PELA ATENÇÃOO TIME 3 AGRADECE PELA ATENÇÃOO TIME 3 AGRADECE PELA ATENÇÃO O NASCIMENTO DO TEATRO Theatron - Arquibancada semicircular onde o público se sentava. Koilon - Conjunto das arquibancadas escavadas na encosta. Orquestra - Espaço circular na parte inferior central do teatro. Local onde o coro cantava e dançava. Thymele - Altar localizado no centro da orquestra. Ligado à origem religiosa do teatro. Skené - Construção atrás da orquestra. Proskenion - Parte frontal da skené (onde os atores se posicionavam durante a encenação). Parodos (ou Párodo) - Passagens laterais entre o público e a orquestra. Diazoma - Corredores horizontais que dividiam as arquibancadas. Mímese Platônica