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UNIVERSIDADE UNOPAR
CURSO PEDAGOGIA
ANDREZA CARLA DA SILVA
A IMPORTÂNCIA DAS BRINCADEIRAS LÚDICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
2026
ANDREZA CARLA DA SILVA
A IMPORTÂNCIA DAS BRINCADEIRAS LÚDICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
 Trabalho de conclusão de curso
apresentado como exigência da
 Disciplina TCC em Pedagogia.
 Orientador (a) Nathalia Barbosa 
2026
SUMÁRIO
1.INTRODUÇÃO ................................................................................................ 4 e 5
2.JUSTIFICATIVA .............................................................................................. 6 e 7
3. PARTICIPANTES ............................................................................................ 8
4.OBJETIVOS ......................................................................................................... 9
4.1. Objetivo Geral ......................................................................................................9
4.2. Objetivo Específico ............................................................................................. 9
5.PROBLEMATIZAÇÃO ...................................................................................... 10
6.REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................ 11 a 18
6.1. Breve Histórico da Criança ................................................................................. 12 a 15
6.2. A Educação Infantil ............................................................................................. 15 e 16
6.3. O lúdico no contexto educacional ....................................................................... 16 a 18
7.METODOLOGIA ................................................................................................. 19
8.CRONOGRAMA .................................................................................................. 20
9.RECURSOS ........................................................................................................... 21
10.AVALIAÇÃO ........................................................................................................ 22 e 23
11. CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................. 24 
12.REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS .............................................................. 25 e 26
1-INTRODUÇÃO
 O intuito da pesquisa é verificar como os futuros educadores dão importância ao lúdico no cotidiano escolar dos pequenos, e ainda, saber se estão desenvolvendo o mesmo de forma contínua na primeira infância.
A pesquisa também pretende observar e analisar se a educação infantil se encontra preparada para desenvolver o aspecto lúdico das crianças, tendo como fim proporcionar o desenvolvimento crítico, pessoal e social de cada um.
 Durante o período de vivência, foi possível participar de várias formas de ludicidade como brincadeiras dirigidas, confecção de brinquedos, jogos entre outros.
A confecção de materiais lúdicos pedagógicos para a realização de oficinas educativas com os alunos, é Sem dúvida, uma experiência inesquecível norteando um caminho a ser seguido por nós educadores enriquecendo o ensino através da metodologia lúdica.
 Sabemos, que é da nossa natureza a busca do conhecimento, e tal ação encontra-se presente em todas as fases da vida do ser humano. O homem vive a constante busca pelo saber e por 
aprender, e, de certo modo, parece que tal jornada é prazerosa, configurando-se como uma 
grande fonte de prazer e importante forma de comunicação, em especial, na infância.
Toda criança aprende a brincar desde os primeiros anos de vida, e se faz necessário para brincar em conjunto, trocando experiências e criando memórias. Neste sentido, tem-se uma relação estreita entre o brincar e o aprender, ou seja, se o brincar pode fazer parte da aprendizagem não sendo somente lazer, Infere- se que o lúdico no contexto educacional, proporciona não somente um meio real de aprendizagem, como também permite que os educadores possam aprender sobre as crianças e suas necessidades. 
 Criar condições para as brincadeiras é uma ação que está cada vez mais presente no núcleo escolar e não somente em espaços restritos fora da escola, tais atividades devem ser levadas a sério pelos profissionais que atuam no ensino, principalmente os que atuam na educação infantil, pois faz-se importante conhecer a função do lúdico no desenvolvimento das crianças
uma vez que não se tem somente meras brincadeiras que educam e formam o sujeito, mas o acompanhando a evolução física e mental, contribuindo para o seu amadurecimento, utilizando de maneira mais adequada, tudo aquilo que torna lúdico, segundo Santos (2010), em algo prazeroso e complexo, e que não pode ser definido como simplesmente o ato de “brincar”. 
 A motivação lúdica mostra-se investigativa, e é algo muito importante para a aprendizagem das habilidades necessárias na vida adulta. Está o corre em um período relativamente longo de desenvolvimento e na ausência de riscos para o indivíduo, devido à proteção oferecida pelo adulto. Contudo, tal motivação não deve terminar na vida adulta – momento em que a proteção vinda do outro se extingue –, mas deve perdurar, já que o homem é um sujeito essencialmente lúdico, criativo, preparado para (ré)descobrir e ou (re)inventar respostas as dificuldades encontradas ao longo da vida.
2-JUSTIFICATIVA
 Durante muito tempo foi constatado a dificuldade que as Instituições de Ensino têm em considerar o brincar como a etapa mais importante na vida de uma criança, vimos essa falha também em alguns educadores que trabalham com Educação Infantil.
Muitos não entendem que o brincar faz parte da natureza da criança e é uma necessidade que permite que a criança se desenvolva de maneira sadia, utilizando todo seu potencial criativo, descobrindo e explorando o mundo ao seu redor, pois segundo Vygotsky (1989) ...” O brincar cria a chamada zona de desenvolvimento proximal, impulsionando a criança para além do estágio de desenvolvimento que ela atingiu”.
Entretanto, a ação pedagógica tem sido muitas vezes escolarizada com muitas tarefas que na maioria delas as crianças estão sempre sentadas e quietas como se o fato de brincar não levasse a aprendizagem. No entanto para Vygotsky (1989)” O brincar também libera a criança das limitações do mundo real, permitindo que ela crie situações imaginárias”.
Diante disto, vemos a importância de deixar que as brincadeiras voltem a ser como no passado que era a única diversão para as crianças, onde não eram proibidos de brincar na rua e nem em quintais, pois não se convivia com a violência dos dias atuais, onde com a mudança no comportamento social cada dia assistimos, mas crianças trancadas em casa sem poder brincar livremente como ressalta Postiman (1999, p18). “(...) As brincadeiras de criança, antes tão visíveis nas ruas das nossas cidades, também estão desaparecendo, os jogos infantis em resumo são uma espécie ameaçada”.
Além de tudo isto ainda pode considerar o desenvolvimento tecnológico que se tornou mais um motivo para a extinção das brincadeiras antigas.
Mas de acordo com Kramer (2007), “Apesar da tecnologia e de tantos brinquedos novos e antigos no mercado, as crianças ainda gostam das brincadeiras do tempo da vovó”.
Portanto, todos esses acontecimentos nos levam a entender a necessidade de incluir o brincar nas Instituições de ensino, como forma de incentivar as crianças para a brincadeira de maneira que seja entendida esta necessidade.
por todos os componentes da escola, mas para que isso aconteça é preciso que o professor traga esta questão para as suas atividades como parte integrante e essencial para o desenvolvimento infantil. Pois de acordo com Barbosa (2011, p.36) ... “Brincar pode ser visto como modo de ser, de estar e de experimentar o mundo pelas crianças, suscitando ideias e conceitos que serão que serão aprofundados ou ampliados pelo professor de acordo com os contextos”.
 “O brincar não significa apenasrecrear, é muito mais, caracterizando-se como uma das formas mais complexas que a criança tem de comunicar-se consigo mesma e com o mundo, ou seja, o desenvolvimento acontece através de trocas reciprocas que se estabelecem durante toda a sua vida”. (Oliveira, 2000).
Mas todas essas atividades precisam ser planejadas e elaboradas no PPE da escola envolvendo toda a comunidade escolar de acordo com a faixa etária de cada turma.
3-PARTICIPANTES
 Diante do pressuposto é necessário que se faça um levantamento da realidade educacional para obter dados para a pesquisa, o universo dela foi em uma escola de Educação Infantil, localizada em uma comunidade de São Lourenço da Mata, Estado de Pernambuco. Visando observar a rotina das crianças, para levantar subsídios para uma investigação realizada por mim Andreza Carla da Silva, aluna do 7° Período do curso de Graduação em Pedagogia na Universidade UNOPAR.
 Dentro desta pesquisa tivemos vários participantes ativos e passivos: Professores,alunos,funcionários de vários setores da escola, como também da Direção da Instituição que não só permitiu o evento citado, se dispondo a contribuir com tudo o que foi necessário para a realização dos trabalhos.
 Todas as informações coletadas serviram como subsídio para o andamento desta pesquisa.
As análises feitas seguiram as contribuições teóricas de Piaget e Vygotsky e as metodologias propostas por Lowenfeld, Ayoube e Góes entre outros pensadores.
4-OBJETIVOS
4.1-Objetivo Geral
Identificar a importância do brincar como uma ação própria da natureza da criança e que lhe possibilita criar e desenvolve-se integralmente através da diversidade de experiências a eles oferecidas.
4.2-Objetivos Específicos
Mobilizar os professores da Educação Infantil para a compreensão do brincar na formação da criança.
Oferecer um ambiente estimulador e prazeroso para as crianças.
Contribuir para a melhoria da qualidade do ensino nas Instituições de Educação Infantil.
Analisar quais procedimentos pode ser feito para conscientizar a importância da brincadeira na infância.
Discutir com a comunidade escolar de que maneira este assunto pode ser levado às famílias dos educandos.
Incluir no Projeto Político Pedagógico situações que levem a esse fim.
5-PROBLEMATIZAÇÃO
 Através da problemática apresentada sobre o direito de brincar não só como forma educativa, mas também para o desenvolvimento infantil em todos os sentidos, chegamos à conclusão da importância em incentivar as brincadeiras nas escolas e creches.
Devido às mudanças sociais ocorridas nos últimos tempos, onde os pais estão sempre ausente por conta do trabalho e outras obrigações, criou-se a necessidade de trazer para as crianças que estão indo cada vez mais cedo para a escola, um ambiente que lhe proporcione segurança e um desenvolvimento adequado de acordo com suas necessidades. Assim, Góes (2008, p.37), afirma que: (...) “A atividade Lúdica, o jogo, o brinquedo, a brincadeira, precisam ser melhorado, compreendido e encontrar maiores espaço para ser entendido como educação”.
Na medida em que os professores compreenderem toda sua capacidade potencial de contribuir no desenvolvimento infantil, grandes mudanças irão acontecer na educação e nos sujeitos que estão inseridos nesse processo.
As escolas e creches de crianças pequenas precisam entender a real necessidade em oferecer a seus alunos um ambiente pelo qual ele possa interagir e se desenvolver durante a infância.
Diante do pressuposto entendo que o brincar não pode ser considerado só uma etapa da infância, mas sim a chave para um bom desenvolvimento pessoal e social dos pequenos.
Portanto, a problemática de investigação para o futuro Trabalho de Conclusão de Curso é: Qual a importância do brincar para o desenvolvimento das crianças?
6-REFENRENCIAL TEÓRICO
 A escolarização da educação infantil ocorre quando o professor não se dá conta da importância das brincadeiras no desenvolvimento de seus alunos, com isso ele ignora a natureza da criança, suas especificidades e características próprias adotando um sistema que só favorece a si próprio.
 Observar crianças pequenas realizando atividades sentadas em suas cadeiras durante a maior parte do tempo traz a necessidade de se refletir sobre como deve ocorrer a ação pedagógica com crianças pequenas, segundo Ayoub 2001, “Quando o adulto abre mão de sua mediação no processo educativo, a situação pode ser chamada de abandono pedagógico”.
 No entanto, o que mais estamos vivenciando hoje em dia é a ausência das famílias nas brincadeiras das crianças, chegamos ao ponto de ver os pais presentearem seus filhos com brinquedos eletrônicos para com isso distrai-los para não perder tempo ensinando brincadeiras mais produtivas desprezando a importância das brincadeiras nessa fase e a interação social dos pequenos.
 Até onde conseguiremos chegar com este tipo de atitudes, pois além do comodismo ainda se tem a violência que vem para trancar a infância mais ainda em suas gaiolas enfeitadas, como afirma Kishimoto (2003): “A urbanização, a industrialização e os novos modos de vida fizeram com que a criança fosse esquecida e que a infância se encerasse, transformando a criança em um precoce aprendiz”.
 Diante desta realidade não podemos renunciar ao lúdico nas ações pedagógicas de nossas Instituições de ensino, porque se não for permitido a criança desenvolver sua capacidade criadora, ela se tornará um adulto dependente que precisa de modelos prontos, e de ordens que sofre por não saber lidar com o novo e com mudanças.
Lowenfeld “sustenta que,” Não devemos esquecer que o que torna um médico, um engenheiro, um físico, um negociante, um arquiteto ou um carpinteiro bem-sucedido na vida é o seu poder de invenção e a sua capacidade de criar “... (IN LOBO, 1998). 
 Portanto, quando o professor compreende o quanto é importante o brincar, como fonte de conhecer, e acredita que a criança se desenvolve ao criar e reinventar ele passa a ser um companheiro que incentiva a realizações de novas atividades, planeja a suas aulas valorizando os momentos livres das brincadeiras enriquecendo a sua ação pedagógica.
6.1 Breve histórico da criança
 Existe uma forte ligação entre a reflexão a respeito da criança e o surgimento da educação infantil. Devido à concepção da ideia de que a criança – da atualidade – nem sempre foi aceita, uma vez que neste pensamento a criança é um sujeito diferenciado do adulto, é possível afirmar que tal fato mostra-se como um ponto de vista recente, se observados os dados históricos. 
 A criança é um ser complexo, com suas próprias características, com uma forma específica de enxergar as coisas de modo muito singular, trazendo consigo perspectivas para transformar o mundo – perspectivas essas que devem ser entendidas dentro do seu estágio de vida. 
 Neste sentido, a escola não complementa ou molda a criança, mas sim, precisa proporcionar condições para que se desenvolva plenamente. É um conceito variável e que se estabelece nas dimensões psicológicas, social e afetiva (ROUSSEU, 1995). 
 O conceito de infância no presente estudo é entendido como o período etário compreendido entre o nascimento e a puberdade, onde Aries (1978), em suas abordagens, destaca um estudo cronológico deste período da vida, partindo do período da Idade Média, onde conceito de infância se deu nas construções sociais em determinados períodos históricos. 
 Segundo aquele autor, na Antiguidade, a criança era considerada um adulto em miniatura por não haver distinção entre o mundo adulto e o mundo infantil, ou seja, a criança “ingressava na sociedade dos adultos”. Nos primeiros anos da infância, os meninos eram entregues aos homens para serem educados, tendo em suas atividades cotidianas: aprender a montar cavalos, caçar, montar táticas de guerra, entre outras. E a instrução das meninas ficava a cargo das mães. Como resultado desta forma de educação, não houve instituições responsáveis exclusivamente pela criança ou uma consideração diferenciada de suas necessidadesem brincar ou interagir de forma infantil e sim sendo obrigada a ser adulto em forma de criança.
 Como eram vistas como miniaturas de um adulto, as crianças realizavam as mesmas atividades das pessoas mais velhas, e uma vez consideradas capazes de sobreviver sem o suporte da mãe, já ingressavam na vida adulta e passavam a conviver com os adultos em todos os contextos. A infância era tida apenas como uma fase de transição para a vida adulta. Foi na Idade Média que as idades da vida e o lúdico começaram a ter importância. Durante esta época, existiam seis etapas de vida. As três primeiras, que correspondem à 1ª idade – compreendendo do nascimento aos sete anos, à 2ª idade – tendo início aos sete anos até os quatorze anos, e a 3ª idade – entre os quatorze e os vinte e um anos, eram etapas não valorizadas pela sociedade uma vez que somente a partir da 4ª idade – dos vinte e um anos até os quarenta e cinco anos, a juventude, os indivíduos começavam a ser reconhecidos socialmente. Ainda existiam a 5ª a idade – a senectude, considerando a pessoa que não era velha, mas que já tinha passado da juventude, e a 6ª. idade – a velhice, a partir dos sessenta anos até o fim da vida. Tais etapas alimentavam, desde aquela época, a ideia de uma vida dividida em fases (ARIÉS, 1978).
 Na sociedade medieval antes da escolarização das crianças, estas e os adultos compartilhavam os mesmos lugares e situações, fossem eles domésticos, de trabalho ou de festa. A vida era relativamente igual para todas as idades, não havia uma ideia de estágios da vida. Por exemplo, as crianças tinham muito menos influência do que atualmente têm, em relação aos adultos, provavelmente ficavam mais expostas às violências dos mais velhos (ARIÉS, 1978). 
 No século XIII, conforme evidência Ariés (1978), ocorreu uma mudança na perspectiva do conceito “criança” – a sociedade passava a prezar pela inocência dela, tendo como a primeira referência sobre a criança a representação em forma de anjinhos, através de esculturas e pinturas de cenas do gênero infantil que, muitas vezes, não se consagrava à descrição exclusiva da infância, mas tinham nas crianças seus personagens principais, que surgirem duas abordagens da infância, a saber: a vida cotidiana crianças e adultos se misturavam em reuniões de trabalhos, passeios, e as crianças participavam dos mesmos jogos e brincadeiras dos adultos; e, retratava-se a criança pela sua graça e beleza – a crença na pureza infantil. 
 Neste período, as crianças, desde cedo, aprendiam as profissões com suas famílias ou em casas de aprendizes, e trabalhavam em oficinas. Não se tinha bem a noção de família, de organização social e familiar. Estas foram constituídas gradativamente através de regras estabelecidas até chegar à organização monogâmica.
 A família nuclear aparece com a ascensão da burguesia, para educar os filhos ali gerados, em muitas ocasiões, estes eram separados da vida dos adultos e enclausurados em instituições escolares sobre a vigilância dos preceptores.
 A descoberta da infância ocorreu no século seguinte, e tal evolução pode ser acompanhada por meio de pesquisas, pinturas, esculturas, objetos e brinquedos da época. A infância, que antes não passava de uma grande roleta de apostas entre a vida e a morte, graças aos avanços das ciências e das mudanças econômicas, vivenciou a redução em seus índices de mortalidade. O infante passa a ser amparado no seio familiar, devendo ser educado e protegido desde o seu nascimento. Em relação à consolidação do conceito de infância, Ariès 
(1978) destaca que, a criança começa a ocupar o lugar central da família devido à ligação da
mesma com a figura dos anjos – tidos como seres puros e divinos. 
 O ideal suscitado pela imagem da criança associada ao Menino Jesus, a “criança anjo”, (OLIVEIRA, 1999), aos poucos, foi modificado, assim como as relações familiares. A mudança cultural, influenciada pelas mais variadas transformações sociais, políticas e econômicas que a sociedade vem sofrendo no decorrer dos séculos, apontam para modificações no seio familiar e nas relações estabelecidas entre pais e filhos. Tais mudanças
ocasionaram em diversas medidas para proteger as crianças: as condições de higiene foram melhoradas e a preocupação com a saúde das crianças fez com que os pais não aceitassem perdê-las com naturalidade. 
 Neste momento, a criança tem sua educação devolvi dá à família, que passa a ser a responsável pela instrução dela, despertando-se, então, um novo sentimento em relação ao infante. Aries (1978) caracteriza tal momento como o surgimento do sentimento de infância. 
Estudos sociológicos sobre a infância mudaram a forma de se olhar e se relacionar com a criança, onde a adolescência se confundia com a infância e estava ligada à ideia de dependência. O sujeito o só alcança total independência ao sair da tutela dos pais. Meninos e meninas usavam os mesmos trajes. Tal hábito permaneceu até final do s éculo XVIII nos países da Europa, e no Brasil, prevaleceu até os anos 1930. 
 A infância tomou seu lugar na história alcançado pelo avanço dos conhecimentos, na valorização de seus direitos familiar e nas Instituições de modo geral, o sentimento de infância nasce no Brasil no século XIX, com a necessidade da instrução e da ampliação das escolas para atender o avanço social da época.
 No início, o atendimento à infância foi marcado pelo assistencialismo e amparo às crianças necessitadas, com o objetivo de diminuir a mortalidade infantil. Também surgiram estabelecimentos de atendimento à infância a cargo de particulares, mas não atendiam crianças da camada popular, mas apenas da elite. A partir da década de 1970, criou-se um modelo voltado para a educação da camada menos favorecida. Onde a educação infantil passou a fazer parte da educação básica nacional, sendo motivo de preocupação dos órgãos que legislam sobre educação, que, por sua vez, determinaram ser dever do Estado disponibilizar a educação ao infante, e a garantia de atendimento em creches e pré -escolas para crianças de zero a seis anos, sendo este o grande marco na história da educação brasileira trazendo uma certa importância a primeira etapa de vida dos pequenos.
6.2 A Educação Infantil
 As experiências vivenciadas de zero a seis anos de idade são fundamentais e importantes na formação do ser humano. O que se aprende na referida fase pode deixar marcas para o resto dá vida. A educação infantil é o momento de interação da criança com o mundo, com todos os que a cercam e consigo mesma. Os estudos de Sousa (1998) configuram a educação infantil como importante fase no desenvolvimento da criança, porque, segundo aquela autora, é durante esta fase que as bases do ser humano começam a ser estruturadas, visto que são estimulados e iniciados os processos de formação e integração das várias áreas do desenvolvimento na fase da educação infantil, por isto interagir e brincar é crucial nessa etapa.
 O direito social das crianças à educação encontra-se assegurado na Constituição Federal (CF) da República Federativa do Brasil de 1988, conforme o art. 208, § 4º, reescrito e editado pela Emenda Constitucional (EC) nº. 53, de 19 de dezembro de 2006, que reconhece a educação infantil como dever do Estado, sendo reafirmado por meio do Estatuto da Criança do Adolescente (ECA), Lei nº. 8.069, de 13 de julho de 1990, e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
 A LDB de 1996 inseriu a educação infantil na educação básica como sua primeira etapa de formação – uma forma de reconhecer que a educação tem início nos primeiros anos de vida e é essencial para o cumprimento de sua finalidade, conforme o Art. 22 do referido ditame: in verbis:
Art. 22 – A educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar – lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer – lhes meios para progredir no trabalho e nos estudos posteriores.
 Segundo Paniagua e Palácios (2007), a qualidade das escolas, em especial, as de educação infantil– ainda chamada de “creches” – é muito desigual, oscilando entre estabelecimentos de rica tradição pedagógica e recursos físicos e humanos, e aqueles que deveriam manter na porta a placa com a palavra “creche” como advertência. Atualmente, a educação infantil é dividida por duas faixas etárias (0 a 3 anos e 3 a 6 anos de idade) que, em geral, são atendidas por serviços educativos diferentes (PANIAGUA; PALÁCIOS, 2007). 
 Paniagua e Palácios (2007) apresentam em seus estudos o fato e que quando o indivíduo nasce seu cérebro, apresenta 25% do peso de um cérebro adulto. Na faixa dos três e quatro anos de idade, o cérebro da criança já alcançou 80% do tamanho do cérebro do adulto, e aos seis anos de idade, já tem 90% do peso de um cérebro adulto.
 Aqueles autores ainda complementam informando que, dentro do cérebro, o córtex cerebral é a parte mais importante dos seres humanos, pois representa 85% do peso total do cérebro adulto. O córtex cerebral corresponde à camada mais externa do cérebro do adulto e é responsável por processos psicológicos superiores, como, por exemplo, a percepção, a linguagem, a representação, a tomada de decisões, o planejamento e a execução de ações. Tal fato evidencia que o grande crescimento cerebral, que ocorre até os seis anos de idade, consiste na parte mais evoluída do encéfalo, onde se dão os processos mais finos elaborados.
Na medida em que recebem estímulos externos do mundo, a criança pode transformar tais estímulos e produzir novos significados aos objetos e ao mundo que a cerca, atribuindo-lhe um novo conceito que expressa seu caráter no curso de seu próprio desenvolvimento pessoal e social.
 Além disso, a maior parte de seu desenvolvimento se produz sobre influência de processos educativos, o que implica na importância da ação do meio e na configuração de um órgão tão importante como o cérebro (PANIAGUA; PALÁCIOS, 2007). 
 Não somente na educação infantil, mas, principalmente, após tal fase, é importante que a criança tenha uma educação de forma integral que a considere de forma incondicional. É preciso proporcionar o desenvolvimento do educando, considerando -o em aspectos sociais, emocionais, cognitivos e comunicativos. Entretanto, Paniagua e Palácios (2007) afirmam que nem sempre os referidos aspectos significam que eles são trabalhados de maneira igualitária. Em geral, algumas áreas tendem a ser mais valorizadas e priorizada do que outras.
 A falta de equilíbrio entre as áreas a serem trabalhadas, acarreta o privilégio de um aspecto do desenvolvimento infantil em detrimento de outros. No entanto, a criança necessita de todos os seus diversos aspectos do desenvolvimento presentes no trabalho escolar da educação infantil. Neste sentido, as instituições escolares, tanto em seus projetos pedagógicos como na ação pedagógica em sala de aula, estão sempre em busca do equilíbrio.
 Paniagua e Palácios (2007) ainda destacam q ue as crianças na fase da educação infantil, ao contrário do que se expunha antigamente, não são simples receptoras apáticas do conhecimento, mas sim, formadoras e transformadoras de conhecimentos, mas sim, formadoras e transformadoras de conhecimentos.
6.3 O lúdico no contexto educacional
 
 O lúdico tem sua origem na palavra latina “Ludus”, que quer dizer "jogo”. Se o significado do lúdico estivesse preso à sua origem, o termo “lúdico” estaria se referindo apenas ao jogar, ao brincar, ao movimento espontâneo, o que o torna mais complexo que somente o jogo em si. 
 O lúdico faz parte da personalidade humana e, segundo Amarilha (1997), é uma forma de o indivíduo relacionar-se com a coletividade e consigo mesmo.
‘’O Lúdico é eminentemente educativo no sentido em que constitui a força impulsora de nossa curiosidade a respeito do mundo e da vida, o princípio de toda descoberta e toda criação’’ (SANTO AGOSTI NHO apud SOUSA ,1 996, p. 45.
 A brincadeira, na perspectiva sócio-histórica e cultural, é um tipo de atividade cuja base genética é comum àquela da arte, ou seja, trata-se de uma atividade social, humana, que supõe contextos sociais e culturais a partir dos quais a criança recria a realidade através da utilização de sistemas simbólicos próprios. Ao mesmo tempo, é uma atividade específica da infância, considerando que, historicamente, esta foi ocupando um lugar diferenciado na sociedade. Porém, alguns teóricos relacionam o lúdico ao jogo e estudam profundamente sua importância na educação. 
 Huizinga (1990) foi um dos teóricos que mais se aprofundou estudando o jogo em diferentes culturas e línguas (grego, mandarim, japonês, hebraico, latim, inglês, alemão, holandês, entre outras). Aquele teórico verificou a origem da palavra – em português, “jogo”; em francês, “jeu”; em italiano, “gioco”; e, em espanhol “juico”. Jogo advém de “jocus” (latim), cujo sentido abrangia apenas gracejar ou traçar. 
 Por possuir uma definição diretamente relacionada ao brincar, ao divertimento e ao encanto, terminando por transformar o ambiente em que se encontram, as atividades lúdicas podem ser interpretadas como qualquer ação ou atividade que tenha m como objetivo produzir prazer e divertimento ao praticante no momento de sua execução. 
 Do ponto de vista histórico, a análise do jogo é feita a partir da imagem da criança presente no cotidiano de uma determinada época. O lugar que a criança ocupa num contexto social e específico, a educação a que está submetida é o conjunto de relações sociais que mantém com personagens do seu mundo – tais aspectos permitem compreender melhor o cotidiano infantil e em tal cotidiano, é que se tem a formação de sua autoimagem e a imagem do seu brincar.
[...] a compreensão dos jogos dos tempos passados, exige muitas vezes, o auxílio da visão antropológica, ela é imprescindível especialmente quando se deseja discriminar o jogo em diferentes culturas. Comporta mentos considerados como lúdicos apareçam significados distintos em cada cultura. Se para as crianças europeias a boneca significa um brinquedo, um obj eto, suporte de brincadeira, para certas populações indígenas tem sentido de símbolo religioso [...] (KISHIMOTO.
 As atividades consideradas lúdicas, representadas pelos jogos, brinquedos e dinâmicas diversas, são manifestações presentes no cotidiano das pessoas e, portanto, na sociedade desde o início da humanidade. Todo ser humano “sabe o que é brincar, como se brinca e por que se brinca” (SANTOS, 2010, p. 11), porém, muitas vezes, o lúdico e as atividades lúdicas são resumidos somente ao ato de brincar infantil, e associados diretamente às crianças – resultado, talvez, de um “preconceito” culturalmente estabelecido ao brincar.
 Contudo, o lúdico pode ser encontrado no dia a dia das pessoas, nas mais diferentes idades e situações, podendo contribuir para o desenvolvimento e o aprendizado do sujeito. 
Diante do exposto, no presente estudo aborda -se a educação em sala de aula com a metodologia lúdica, conhecida como ludo educação – uma tendência que busca nas atividades lúdicas uma forma de planejar atividades escolares que motivem os alunos para a construção do conhecimento, ou seja, a utilização do lúdico no ambiente escolar (SANTOS, 2010). Celestin Freinet (1896 -1966) foi um dos educadores que renovaram as práticas pedagógicas de seu tempo. Para aquele educador, a educação deveria extrapolar a sala de aula, e a integração da criança a vida social deveria ser valorizada. Atitudes manuais, jogos, desenho livre, a relação atividade-prazer é o eixo central da educação popular. 
 O educador alemão Froebel (1782-1852), que considerava as brincadeiras como o primeiro recurso para aprendizagem, foi pioneiro na introdução à brincadeira no cotidiano escolar infantil. Aquele educador elaborou canções e jogos para educar, fazendo uso de sensações, emoções e brinquedo pedagógicos, enfatizando o valor da atividade manual, e defendendo uma proposta educacional que incluía atividades de cooperação e o jogo. Froebel, seguindo suas convicções, fundou a escola infantil destinada aos menores de oitoanos e, posicionando uma proposta educacional que dava ênfase à liberdade da criança. Por este motivo, passou a ser vist o como uma ameaça ao poder político alemão, levando o autoritarismo governamental da época a fechar os “jardins -de-infância” daquele país, por volta de 1851. Na mesma época, influenciada por Froebel, algumas experiências educacionais para as crianças pequenas foram realizadas no Brasil. 
 A escola vem se modificado, encontrando-se, atualmente, em um cenário de modernidade; vem lutando para vencer todos os novos desafios que surgem a cada geração. Atualmente, constata-se que a instituição escolar está a cada dia abrindo espaço para o lúdico principalmente na Educação Infantil reconhecendo sua importância nessa etapa de vida das crianças, o grande desafio da escola está em garantir um padrão de qualidade para todos e, ao mesmo tempo, respeitar a diversidade local, étnica, social, cultural e biológica de cada indivíduo.
 
7-METODOLOGIA
 Conforme Gil (2008, p. 26), o método pode ser entendido como o curso percorrido para se chegar a um fim, sendo o método científico entendido como “o conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos adotados para se atingir o conhecimento”. 
Neste sentido, o presente capítulo descreve o caminho cursado pela pesquisadora para o desenvolvimento da pesquisa aqui apresentada.
Para o andamento do trabalho monográfico, utilizaram-se estratégias que possibilitam a realização da pesquisa caracterizada como exploratória, que visa proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a tornar explícito ou a construir hipóteses. 
O processo envolveu ainda, entrevistas e pesquisas feita por mim aluna do Curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade UNOPAR, que obtive experiências práticas ou não com o tema pesquisado. além da apresentação da análise dos dados recolhidos, buscando compreender e elucidar o entendimento do assunto abordado. 
 Diante do pressuposto foi feito um levantamento da realidade educacional para obter dados para a pesquisa, o universo da coleta de dados foi em uma escola de Educação Infantil e Ensino Fundamenta, localizada em uma comunidade em São Lourenço da mata / Pernambuco, visando observar a rotina das crianças para levantar subsídios para esta investigação.
As análises coletadas seguiram as contribuições teóricas de Piaget e Vygotsky e as metodologias propostas por Lowenfeld, Ayoube e Góes.
 
8-CRONOGRAMA
	ETAPAS
	SET
	OUT
	NOV
	DEZ
	FEV
	MAR
	ABR
	Levantamento Bibliográfico e coleta de dados
	10
a 21
	
	
	
	
	
	
	Análise dos dados
	
	12 a26
	
	
	
	
	
	Introdução (Apresentação do tema)
	
	
	03 a 11
	
	
	
	
	Embasamento teórico (objetivo e justificativa)
	
	
	
	14 a 22
	
	
	
	Metodologia da Pesquisa
	
	
	
	
	02 a 10
	
	
	Organização do Estudo
	
	
	
	
	
	12
	
	Revisão
	
	
	
	
	
	25
	
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9-RECURSOS
 Durante a pesquisa de campo, foi utilizado vários recursos, sejam eles humanos e materiais. As crianças, os professores e os demais personagens envolvidos na pesquisa foram de suma importância para percebermos que não podemos realizar um trabalho sem ter personagens, sejam eles atuantes ou não.
Utilizamos também, vários tipos de jogos didáticos, brinquedos diversos, fantoches, papel, vários tipos de lápis e tintas guache entre outros materiais.
 Entretanto, não podemos deixar de citar a utilização de materiais digitais que também fizeram parte do nosso trabalho, seja ele um vídeo, uma música ou uma animação, idealizando um cenário lúdico no dia a dia das crianças.
 Foram realizados também, várias oficinas com materiais recicláveis com a ajuda dos alunos,funcionárioos da escola e por mim,com essa construção foi possível utilizar materiais que são considerados inutilizáveis para o uso comum, mas com algunhas técnicas podemos transformá-lo em um brinquedo para ser trabalhado o lúdico no dia a dia dos pequenos.
10-AVALIAÇÃO
 Ao chegarmos ao término da pesquisa, ficamos bastante satisfeitos com a abordagem realizada sobre a importância das brincadeiras lúdicas na Educação Infantil. A pesquisa foi iniciada com observações das aulas e brincadeiras, fazendo comparações com diversos autores, onde eles afirmam que o lúdico é o fator primordial para a formação do indivíduo em fase de descobrir sobe sí próprio. 
Diante deste contexto, ressaltamos que as brincadeiras atreladas no dia a dia das crianças é a inserção do sujeito na sociedade, pois com elas é possível ver a interação dos pequenos criando um vínculo social que será de suma importância para o seu crescimento como pessoa atuante na sociedade.
 A realidade envolve a todo momento desafios que exigem uma visão mais crítica e ampliada sobre os recursos que estão a nossa volta. Portanto, é papel da escola oferecer aos pequenos um cenário onde eles possam trocar experiências e conhecer-se como indivíduo.
 Desde criança, é possível trabalhar as brincadeiras fazendo-se necessárias para o crescimento individual e coletivo das crianças 
 Observamos na aula campo que existe a carência em buscar diversos meios de conhecimento para construir e ampliar sempre que necessário nossas práticas pedagógicas, idealizando uma escola que ofereça a construção como o caminho para o futuro.
 Vale ressaltar que os professores devem reconhecer e praticar da melhor forma possível, a ludicidade como uma ferramenta principal para o desenvolver de seus pequenos, levando em consideração os limites de cada criança e o aprendizado de cada um que em si são diferenciados.
 No entanto, podemos concluir que temos alguns desafios pela frente, pois nem sempre a ludicidade é trazida como importante para o aprendizado. Na prática de fato, ainda ouvimos falas que as brincadeiras não são objeto de conhecimento, mas sabemos que o ensino de qualidade voltado para o crescimento cognitivo da criança, enxerga a ludicidade como algo dinâmico e inovador, e não como um passar tempo para entreter os pequenos.
 As brincadeiras na Educação Infantil, sejam elas dirigidas ou não, são a oportunidades que os pequenos têm em si conhecer e trocar experiências que são cruciais para o seu desenvolvimento individual e social.
11-CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Ao término do presente estudo, conclui-se que o lúdico deve ser aplicado como um agente facilitador do desenvolvimento da criança, assim pude perceber em minhas análises a sua importância para o crescimento em geral dos pequenos, e que isso só ocorre com maior facilidade se houver incentivos que possam ser ofertados pelo professor como um instrumento de aprendizagem. Esses incentivos dentro da pesquisa foram expostos a todo momento pelos entrevistados mesmo que de forma indireta, como parte fundamental do desenvolvimento infantil na Educação das crianças.
 Entretanto, sabe-se que a utilização do lúdico em sala de aula ainda passará por dificuldades de implementação, devido à sua complexidade. De fato, é um tempo de dúvidas, de mudanças, de transição para algo que a academia pedagógica ainda está se ajustando para que os futuros profissionais sejam cada vez mais completos.
 Nesta abordagem do processo educativo – a ludo educação, a afetividade ganha destaque, pois acredita-se que a interação afetiva ajuda mais a compreender e modificar as pessoas do que desenvolver um raciocínio brilhante, repassado mecanicamente. Tal ideia ganha adeptos ao enfocar a importância das atividades lúdicas no processo do desenvolvimento humano. 
 Durante a pesquisa, a prática está diretamente relacionada com o enriquecimento do conhecimento teórico dos alunos, mas isso não impediu que a ausência dela provocasse o interesse e o desejo pela metodologia lúdica. Neste sentido, percebe-se que os alunos que tiveram a ludicidade incluída na rua rotina diária obtiveram uma evolução do seu entendimento cognitivo mais destacado, do que aquelas crianças que seguem um padrão decorado de rotina subsequente.
 Diante das referidas constatações, sinto a necessidade de reafirmar o a importância do lúdico na rotinapedagógica das crianças pequenas – e não a subestimar – como forma de ensino e aprendizagem, uma vez que as atividades lúdicas são a essência da infância e do desenvolvimento físico e psicológico das crianças.
12-REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
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