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Logística Reversa
Programas e Legislação - PNRS
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Ms. Enrico D’Onofro
Revisão Textual:
Prof. Ms. Claudio Brites
V1.1
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• Introdução
• PNRS - Política Nacional de 
Resíduos Sólidos
• Sistemas de logística reversa obrigatório
Para facilitar o processo de ensino aprendizagem, é importante a realização das atividades 
propostas bem como o acompanhamento e a leitura do material complementar e de apoio. 
A divisão do conteúdo proposto esta segmentada da seguinte forma: primeiramente, 
trataremos dos princípios e objetivos da PNRS, que devem ser lidos e entendidos para 
que avancemos para a segunda parte, que tratará dos segmentos empresariais obrigados 
a realizar a logística reversa.
 · Nesta unidade, conheceremos os principais programas e 
legislações relacionadas ao PNRS – Política Nacional de 
Resíduos Sólidos. Abordaremos programas relacionados às 
entidades representativas, que estão ligados à obrigatoriedade 
da realização de logística reversa.
Programas e Legislação - PNRS
• Programas de retorno e reciclagem 
de produtos
• Considerações Finais
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Unidade: Programas e Legislação - PNRS
Contextualização
A partir da promulgação da Lei 12305/10, surge a obrigatoriedade da estruturação e da 
implementação de sistemas de logística reversa, que cuidam dos produtos e seus resíduos 
após o uso pelo consumidor. São chamados a cuidar dessa obrigatoriedade todos os agentes 
envolvidos, sendo eles: fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes dos resíduos 
sólidos relacionados a agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas 
fluorescentes, produtos eletroeletrônicos, bem como seus componentes e embalagens.
A necessidade da implantação da logística reversa deu origem a um novo segmento de 
categorias representativas junto aos órgãos fiscalizadores. Nasce uma nova modalidade 
econômica que, em função dos resíduos gerados, torna-se um agente de desenvolvimento 
social e econômicos por meio da administração do retorno dos resíduos sólidos.
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Introdução
A partir da necessidade da regulamentação do descarte e destinação final dos resíduos sólidos 
estabelecidas pelo decreto n° 7.404, de 23 de Dezembro de 2010 e com a regulamentação da 
lei 12.305/10, que institui a PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos, há o nascimento 
da Logística Reversa de pós-consumo, que ganha força após a regulamentação da lei.
Os programas ambientais apoiados pelos estados e municípios também nascem como classe 
representativa de cada um dos setores envolvidos, a partir da implantação das legislações 
estaduais e municipais.
Há a necessidade da criação e implantação da logística reversa em setores que possuem a 
obrigatoriedade, sendo eles: fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de resíduos 
sólidos relacionados a agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas 
fluorescentes, produtos eletroeletrônicos, bem como seus componentes e embalagens. 
As questões de legislações ambientais são fatores importantes para a viabilização da logística 
reversa, já discutidos como fatores propulsores dela.
1. PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos
A Política Nacional de Resíduos Sólidos nasceu da necessidade de regulamentar de forma 
clara soluções para os graves problemas causados por esses resíduos, que comprometem a 
qualidade de vida do brasileiro.
Para melhor entendimento dessa política, faremos uma divisão das informações determinando 
os responsáveis e as ações a serem tomadas.
1.1 Princípios da PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos
Abaixo, apresentamos o art. 6° da PNRS, o que ele determina como princípios, e alguns 
comentários sobre esses princípios:
I - a prevenção e a precaução – Tendo neste item da lei 12305/10 a demonstração clara 
de que o objetivo é trabalhar com a prevenção ou a não geração de resíduos;
II - o poluidor-pagador e o protetor-recebedor – Ao poluidor cabe o pagamento como 
forma de manifestar de forma positiva os impactos gerados ao meio ambiente;
III - a visão sistêmica, na gestão dos resíduos sólidos, que considere as variáveis ambiental, 
social, cultural, econômica, tecnológica e de saúde pública – Aqui temos a criação e 
implantação da gestão do resíduo sólido dentro de uma visão do macro ambiente;
IV - o desenvolvimento sustentável – A lei promove e incentiva o desenvolvimento susten-
tável por meio do equilíbrio entre meio ambiente, sociedade e economia;
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Unidade: Programas e Legislação - PNRS
V - a ecoeficiência, mediante a compatibilização entre o fornecimento, a preços competi-
tivos, de bens e serviços qualificados que satisfaçam as necessidades humanas e tragam 
qualidade de vida e a redução do impacto ambiental e do consumo de recursos naturais 
a um nível, no mínimo, equivalente à capacidade de sustentação estimada do planeta; 
VI - a cooperação entre as diferentes esferas do poder público, o setor empresarial e de-
mais segmentos da sociedade – Tendo nessa cooperação a participação dos governos 
municipais e estaduais, bem como a criação de uma classe representativa;
VII - a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos – Sendo essa res-
ponsabilidade compartilhada entre fabricantes, distribuidores, comerciantes e consumidores;
VIII - o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem eco-
nômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania – O 
resíduo sólido, a partir de seu aproveitamento, passa a ser um agente de mudança 
social, ambiental e econômico.
Após o entendimento dos princípios da lei 12.305/10, abordaremos os seus principais 
objetivos.
1.2 Objetivos da PNRS
No art. 7º da PNRS, fica determinado que seus objetivos são:
I - proteção da saúde pública e da qualidade ambiental – E essa proteção se dará através 
de monitoramento e sanções; 
II - não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem 
como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos; 
III - estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços; 
IV - adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas como forma de 
minimizar impactos ambientais; 
V - redução do volume e da periculosidade dos resíduos perigosos; 
VI - incentivo à indústria da reciclagem, tendo em vista fomentar o uso de matérias-primas 
e insumos derivados de materiais recicláveis e reciclados; 
VII - gestão integrada de resíduos sólidos; 
VIII - articulação entre as diferentes esferas do poder público, e destas com o setor 
empresarial, com vistas à cooperação técnica e financeira para a gestão integrada de 
resíduos sólidos; 
IX - capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos; 
X - regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da prestação dos serviços 
públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, com adoção de mecanismos 
gerenciais e econômicos que assegurem a recuperação dos custos dos serviços prestados, 
como forma de garantir sua sustentabilidade operacional e financeira, observada a lei nº 
11.445, de 2007; 
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XI - prioridade, nas aquisições e contratações governamentais, para: 
a) produtos reciclados e recicláveis; 
b) bens, serviços e obras que considerem critérios compatíveis com padrões de consumo 
social e ambientalmente sustentáveis; 
XII - integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam 
a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos; 
XIII - estímulo à implementação da avaliação do ciclo de vida do produto; 
XIV - incentivo ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados 
para a melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos sólidos, 
incluídos a recuperação e o aproveitamento energético; 
XV - estímulo à rotulagem ambiental e ao consumo sustentável. 
Alguns desses objetivos serão discutidos posteriormente, juntamente com os programas de 
segmentosque possuem a obrigatoriedade em realizar a logística reversa.
Os objetivos e os princípios da lei 12.305/10 abordam em cada um de seus diversos 
trechos o tripé da sustentabilidade, que está relacionado com o equilíbrio entre questões 
sociais, econômicas e ambientais.
A Política Nacional de Resíduos é apoiada pelo Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que 
está estruturado parcialmente para atender os itens relacionados na lei 12.305/10.
2. Sistemas de logística reversa obrigatório
De acordo com a definição da lei 12.305/10, logística reversa é um instrumento de 
desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos 
e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, 
para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final 
ambientalmente adequada.
Podemos perceber que a definição de logística reversa abordada na lei vai além de viabilizar o 
retorno à destinação adequada, também é instrumento de desenvolvimento social e econômico, 
já contribuindo com o meio ambiente por meio do descarte adequado.
Como dito, devido ao impacto e ao risco ambiental gerado por alguns componentes – 
tais como agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes, 
produtos eletroeletrônicos e embalagens –, a logística reversa se tornou obrigatória para 
esses componentes.
De acordo com o art. 33 da lei 12.305/10, são obrigados a estruturar e implementar 
sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de 
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Unidade: Programas e Legislação - PNRS
forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, 
os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de: 
I - agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, 
após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as regras de gerenciamento de 
resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos 
órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa, ou em normas técnicas; 
II - pilhas e baterias; 
III - pneus; 
IV - óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; 
V - lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; 
VI - produtos eletroeletrônicos e seus componentes. 
§ 1o Na forma do disposto em regulamento ou em acordos setoriais e termos de compromisso 
firmados entre o poder público e o setor empresarial, os sistemas previstos no caput 
serão estendidos a produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de 
vidro, e aos demais produtos e embalagens, considerando, prioritariamente, o grau e a 
extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados. 
Nasce, a partir da lei, a necessidade de criar e oficializar os procedimentos de logística 
reversa, estruturando pontos de coleta e metas de controle para um retorno efetivo.
De acordo com a explanação da lei 12.305/10, podemos entender quais os setores possuem 
a obrigatoriedade da realização da logística de pós-consumo, e entender de forma introdutória 
os motivos da obrigatoriedade. Discutiremos, então, a importância de cada um desses setores, 
bem como a criação de programas para a viabilização da logística reversa neles e em outros.
2.1 Setores obrigados a realizar logística reversa e os principais 
programas 
Todos os setores abordados como obrigados a realizarem a logística reversa dos resíduos 
são representados por uma associação representativa, por orientação da lei e da política que 
autoriza esse tipo de organização.
Existem diversos programas nacionais e estaduais das classes representativas, porém, 
apresentaremos alguns dos principais, como forma de classificar as ações e soluções tomadas 
mais importantes na busca da operacionalização da logística reversa e da disposição final.
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3. Programas de retorno e reciclagem de produtos
3.1 Embalagens de defensivos agrícolas
O InpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, é uma entidade sem 
fins lucrativos, voltada a promover, em todo o Brasil, a correta destinação das embalagens 
vazias de defensivos agrícolas. Com sede em São Paulo (SP), o instituto foi criado em dezembro 
de 2001 como resultado da união da indústria do setor para atender às determinações 
da lei 9.974/00, que disciplinou a logística reversa das embalagens desses produtos. A 
legislação definiu os princípios do recolhimento e manejo das embalagens vazias a partir de 
responsabilidades compartilhadas entre todos os agentes da produção agrícola – agricultores, 
canais de distribuição, indústria e poder público.
A lei 12.3015/10 também regulamenta o retorno de embalagens por meio da Política e do 
Plano Nacional de Resíduos Sólidos.
O sistema ilustra claramente a venda das embalagens das indústrias para distribuidores, 
revendas e cooperativas, possibilitando o retorno dessas embalagens após o uso pelos 
agricultores por meio de 421 pontos de coleta espalhados por todo o território nacional. As 
empresas que reciclam ou realizam a incineração fazem parte da última etapa do processo, 
dando o descarte adequado a embalagens oriundas de produtos defensivos agrícolas. 
Segundo o InpEV (2014), sempre em busca da sustentabilidade, há a adoção do conceito 
de aproveitamento do frete de retorno para o transporte das embalagens vazias até seu 
destino; ou seja, o mesmo caminhão que leva os defensivos agrícolas aproveita a viagem 
de volta para transportar as embalagens vazias (a granel ou compactadas) armazenadas nas 
unidades de recebimento.
Sabemos que um dos motivos para a viabilização da logística reversa é a questão financeira, 
sendo esse o objetivo da InpEV. Em 2008, segundo o instituto, porém, foi dado um passo 
Fonte: inpEV:2014
Fluxo do Sistema
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Unidade: Programas e Legislação - PNRS
importante para alcançar a auto suficiência econômica, fechando o ciclo de gestão das em-
balagens de defensivos agrícolas dentro da própria cadeia. Naquele ano, foi criada a Campo 
Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos S.A., empresa que produz resinas pós-con-
sumo, já objetivando a fabricação de embalagens plásticas para a própria indústria do setor. 
3.2 Filtros de óleo automotivo e industriais
De acordo com a revista Meio Filtrante, a ABRAFILTROS – Associação Brasileira das 
Empresas de Filtros e Automotivos e Industriais é formada por empresas que participam do 
programa de logística reversa de filtros automotivos, sendo elas: fabricantes, importadores e 
distribuidores integrantes da CSFA – Câmara Setorial Filtros Automotivos.
O filtro usado do óleo lubrificante é um produto considerado resíduo perigoso classe I, 
conforme a norma ABNT – NBR 10.004. O Governo Federal, por meio das resoluções 
CONAMA 273/00 e 362/05, proíbe a destinação inadequada desses produtos pelos geradores 
e a comercialização para “catadores” e “sucateiros”, devido ao risco ao meio ambiente e a 
população.
A logística reversa de filtros automotivos ocorre nos pontos de consumo, tais como postos 
de gasolina, distribuidores e oficinas de troca de óleo – em parceria com a empresa terceirizada 
Supply Service, que faz o retorno dos filtros e o seu descarte adequado. O programa denominado 
Descarte Consciente foi criado em parceira com a Supply Service com o obejtivo de atender 
às solicitações da CETESB no Estado de São Paulo e, posteriormente, sendo implantado nos 
principais estados brasileiros.
O fluxo de retorno se dá através dos pontos de troca de filtros de óleo que, após cadastrados, 
fazem parte da roteirização da Supply Service para a retirada dos filtros usados.
3.3 Pneus
A ANIP – Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos é uma classe que representa as 
indústrias de pneumáticos e, com a criação das leis de proteção ambientais, busca formas de 
reciclagem dos pneus. 
A Reciclanip foi criada em março de 2007 pelos fabricantes de pneus novos: Bridgestone, 
Goodyear, Michelin, Pirelli e, em 2010, a Continental juntou-seà entidade com o objetivo de 
realizar a reciclagem.
A lei 12.305/10, como já visto anteriormente, regulamenta a obrigatoriedade da realização 
da logística reversa dos pneus após o uso, tendo também a sustentação do art. 70 do decreto 
nº 6.514, de 22 de julho 2008, que impõe pena de multa por unidade de pneu usado ou 
reformado importado.
Os mais diversos setores que possuem a obrigatoriedade da realização da logística 
reversa no Estado de São Paulo se reportam ao órgão competente denominado CETESB 
– Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, que fiscaliza e negocia as metas 
anuais de retorno e descarte adequados. 
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O ciclo do retorno do pneu ocorre a partir das lojas que realizam as trocas e vendas de 
novos pneus, que são destinados para pontos de coleta ou para recondicionamento e, após 
esgotadas as possibilidades de uso, serão encaminhados para trituração e, posteriormente, 
para o coprocessamento e destinação final.
Os pneus inservíveis podem ter como destinação final tornarem-se fonte de energia 
alternativa, laminação de artefatos de borracha, tais como tapetes para automóveis, pisos 
industriais, pisos para quadras poliesportivas e, até mesmo, asfalto de borracha. Cabe a 
logística reversa o papel de controlar esse processo de retorno dos pneus e seus componentes 
até o descarte adequado.
3.4 Indústria elétrica e eletrônica
A Abinee – Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica é uma sociedade civil 
sem fins lucrativos que representa os setores elétrico e eletrônico de todo o Brasil.
O programa da Abinee é denominado de Recebe Pilhas, atendendo a lei 12.305/10 e a 
resolução CONAMA 401/2008.
Hoje o processo de retorno de algumas das principais marcas é feito pela empresa tercei-
rizada GM&C Logística.
Para realizar a coleta dos produtos, é necessário que o consumidor entregue as pilhas 
usadas no estabelecimento em que adquiriu essas pilhas, pois ele é responsável em comunicar 
a empresa sobre o retorno e o destino adequado.
Ciclo de Pneus
Fonte: Reciclanip:2014
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Unidade: Programas e Legislação - PNRS
4. Considerações Finais
A partir da promulgação da lei 12.305/10, que institui a obrigatoriedade do retorno e 
do descarte adequado de alguns produtos que oferecem muitos riscos ao meio ambiente e a 
população, nasce com grande força a necessidade da realização da logística reversa que faz 
parte desse processo.
A lei 12.305/10, em seus objetivos e conceitos, determina de forma clara em seus 
artigos a busca da sustentabilidade através do equilíbrio entre o meio ambiente, as pessoas 
e as questões econômicas.
A criação de alguns programas de retorno e descarte adequados é fruto da lei e da parceria 
entre municípios, estados, a União e as empresas do setor, que buscam a adequação à política.
Alguns desses setores possuem um canal reverso mais maduro e bem estruturado, enquanto 
outros segmentos, no entanto, ainda estão iniciando seus projetos. Porém, a nova realidade 
aponta que muitos outros setores também buscam realizar a logística reversa e o descarte 
adequado, apoiados pela legislação, motivados por aspectos econômicos ou de imagem. 
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Material Complementar
INPEV. Volume de embalagens vazias de defensivos agrícolas destinado desde 2002.
Disponível em: http://www.inpev.org.br/sistema-campo-limpo/estatisticas
BALLAM, Mara. Políticas de Resíduos Sólidos no Brasil: Cenário para tratamento da REEE.
Disponível em: https://bit.ly/3Euuhnz
R. BARBOZA, Marinalva; D’ONOFRIO, Enrico; GONÇALVES, Rodrigo Franco; ARAUJO 
BERNARDINO, Marcelo. Logística reversa de filtros de óleo automotivo: desafios glo-
bais na gestão dos resíduos sólidos.
Disponível em: http://www.sodebras.com.br/edicoes/N100.pdf
R. BARBOZA, Marinalva; D’ONOFRIO, Enrico; GONÇALVES, Rodrigo Franco. Logística 
reversa de equipamentos de tecnologia da informação e comunicação: uma avaliação 
comparativa da legislação e programas.
Disponível em: http://www.revistaespacios.com/a13v34n12/13341214.html
http://www.inpev.org.br/sistema-campo-limpo/estatisticas
http://www.sodebras.com.br/edicoes/N100.pdf
http://www.revistaespacios.com/a13v34n12/13341214.html
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Unidade: Programas e Legislação - PNRS
Referências
ABINEE. Recebe Pilhas. Disponível em: http://www.gmclog.com.br/
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS ABNT. Resíduos Sólidos: 
classificação. Rio de Janeiro. ABNT, 1987. (NBR 10004).
BRASIL. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Brasília, DF: [s.n], 2010. . Acesso em: 20/05/2014.
BRASIL. Decreto n°6.514, de 22 de julho de 2008. Brasília, DF: [s.n], 2010. . Acesso em: 20/05/2014.
CONAMA. Resoluções n° 273 de 29 de novembro de 2000: CONAMA, 2000. Dis-
ponível em: http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res00/res27300.html. Acesso em: 
10/07/14.
CONAMA. Resoluções n° 362 de 27 de Junho de 2005: CONAMA, 2005. Disponível em: 
http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res05/res36205.xml. Acesso em: 10/07/14.
CONAMA. Resoluções n° 401 de 4 de novembro de 2008: CONAMA, 2008. Disponível em: 
http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=589. Acesso em: 10/07/14.
INPEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazia. Sobre Nós. Acesso 
em: 17/07/2014. Disponível em: http://www.inpev.org.br/inpev/index.
INPEV. Logística de Embalagens Vazias. Disponível em: http://www.inpev.org.br/
downloads/apresentacao-institucional/logistica-reversa-embalagens-vazias-agrotoxico.pdf. 
 Acesso em: 10/07/2014.
INPEV. Fluxo do Sistema. Disponível em: http://www.inpev.org.br/sistema-campo-limpo/
fluxo-do-sistema. Acesso em: 10/07/2014.
INPEV. Auto suficiência econômica do Sistema. Disponível: http://www.inpev.org.br/
logistica-reversa/autossuficiencia-economica-sistema. Acesso em: 10/07/2014.
Meio Filtrante. Disponível em: Empresas do setor de filtros automotivos assinam compromisso 
de logística reversa com o estado de São Paulo. https://www.meiofiltrante.com.br/Artigo/983/
empresas-do-setor-de-filtros-automotivos-assinam-compromisso-de-logistica-reversa-com-o-
estado-de-sao-paulo. Acesso em: 20/02/2014.
RECICLANIP – Ciclo de Pneus. Disponível em: https://www.reciclanip.org.br/formas-de-
destinacao/ciclo-do-pneu/. Acesso em: 10/07/2014.
http://www.gmclog.com.br/
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm
http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res00/res27300.html
http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res05/res36205.xml
http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=589
http://www.inpev.org.br/inpev/index
http://www.inpev.org.br/downloads/apresentacao-institucional/logistica-reversa-embalagens-vazias-agrotoxico.pdf
http://www.inpev.org.br/downloads/apresentacao-institucional/logistica-reversa-embalagens-vazias-agrotoxico.pdf
http://www.inpev.org.br/sistema-campo-limpo/fluxo-do-sistema
http://www.inpev.org.br/sistema-campo-limpo/fluxo-do-sistema
http://www.inpev.org.br/logistica-reversa/autossuficiencia-economica-sistema
http://www.inpev.org.br/logistica-reversa/autossuficiencia-economica-sistema

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