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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI – UNIASSELVI PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU FERNANDA FERREIRA DE SÁ TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISMO ALTA FLORESTA – MT 2025 2 FERNANDA FERREIRA DE SÁ TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISMO Relatório de Estágio apresentado na disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso: Relatório de Estágio do Curso de Especialização Lato Sensu em Programa de Pós-Graduação Lato Sensu do Centro Universitário Leonardo da Vinci – Uniasselvi. ALTA FLORESTA - MT 2025 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO................................................................................................................................4 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.......................................................................................................5 3 OBSERVAÇÃO...............................................................................................................................7 4 COLETA E ANÁLISE DE DADOS..................................................................................................8 5 INTERVENÇÕES............................................................................................................................9 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS..........................................................................................................10 7 REFERENCIAS.............................................................................................................................11 8 ANEXOS 1 INTRODUÇÃO Considerando a função social da escola de promover ambientes escolares democráticos e de respeito aos direitos humanos, faz-se necessário oportunizar vivências pedagógicas que contribuam para que a inclusão aconteça de forma convincente, promovendo uma articulação dos familiares e comunidade, de forma que aconteça uma integração com a sociedade. A educação nas escolas de ensino comum deve ser vivenciada individualmente na sala de aula com inclusão, favorecendo a sociabilidade, porque incluir é aprender junto. Assim, esse projeto de estágio justifica-se pela intenção de desvendar a rotina do ambiente escolar inclusivo relativo ao trabalho pedagógico com alunos com autismo, assim como desvelar as estratégias que colaborem na sua comunicação e interação com o meio social. Portanto espera-se desenvolver uma entrevista que forneça conhecimentos e esclareça e indique soluções aos desafios enfrentados e se levante os avanços para sanar as dificuldades apresentadas por estes alunos durante e sua permanência na escola. Assim como cada ser humano tem impressões digitais diferentes, também possui sinapses cerebrais diferentes, pois cada um tem sua vivência, o seu aprender do mundo e com o mundo. Nessa perspectiva, entende-se que o processo da inclusão é muito amplo, a escola não é o único lugar para ser pensado. Uma participação social e coletiva comprometida, com política governamental nas áreas administrativas, municipal, federal e estadual, tornar direitos humanos, reduzindo desigualdades sociais, a participação de todos os cidadãos no processo produtivo da sociedade brasileira, e da ruptura com os preconceitos. Pensando nisso, a aluna do curso de neuro psicopedagogia do Centro Universitário Leonardo da Vinci- Uniasselvi tem como um dos requisitos a entrega de um relatório de estágio, voltada para a área da inclusão. Neste sentido, este relatório, que faz parte das exigências do curso e do treinamento que o aluno deve cumprir, este relatório descreve um caso, observação e intervenção, momento do resgate do prazer por aprender. Para o desenvolvimento deste trabalho tendo como campo de observação a sala de aula, uma professora regente, um aluno com TEA e TDAH, a acompanhante do aluno com TEA e TDAH e a gestão da escola, levando em consideração a totalidade dos fatores nele envolvidos. Com relação à estrutura textual, este trabalho encontra-se organizado da seguinte forma: Introdução, onde se apresentam o tema em questão e sua contextualização, logo após, a fundamentação teórica, onde foram abordadas citações na qual o relatório teve seu embasamento, tal como a seguir foi destacado as observações que foram feitas no âmbito educacional. Apresentamos a coleta de dados, que se deu através de entrevistas e questionários aos profissionais da rede de ensino. No relato de intervenção descrevemos o Planejamento de Intervenção e destacamos como se deu a condução deste processo, demonstrando como o atendimento neuro psicopedagógico ocorreu. Utilizamos o desempenho na sala de aula, a observação da escola, tivemos uma conversa com a professora, e por fim seguem-se as considerações finais acerca do projeto realizado. Este trabalho versa sobre ações e atividades no âmbito de atuação da neuro psicopedagogia na escola, desenvolvidas a partir da observação realizada em uma escola publica no município de Alta Floresta – MT. Compreende-se a observação como espaço e momento de formação, por possibilitar investigação, pesquisa, prática e reflexão na situação de aprendizagem para atuação futura no campo profissional. O estágio desenvolveu-se tendo como suporte o olhar, a escuta neuro psicopedagógica e a tentativa de criar um vínculo para realizar um trabalho satisfatório. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Com a permanente aquisição de novos valores e princípios pela sociedade, advém igualmente a necessidade de se promoverem mudanças no sistema educacional. Em decorrência disso, uma série de políticas públicas têm sido desenvolvidas para proporcionar a inclusão de crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista) no ensino regular. A universalização da educação básica proporcionou um aumento de alunos nas escolas regulares, reforçando a diversidade como característica constituinte da sociedade. À luz dos direitos humanos, pode-se constatar que a diversidade enriquece e humaniza a sociedade, quando reconhecida, respeitada e atendida em suas peculiaridades (BISCHOFF; SANTOS; MUNCINELLI, 2006). A ideia acima revela que o processo voltado à educação inclusiva caminha como expressão de luta para o alcance dos direitos humanos, tendo, portanto, a necessidade de amplas transformações. Essa concepção de educação foi nomeada de educação inclusiva, a qual reconhece e atende às diferenças individuais do aluno não como um problema, mas como características inerentes ao indivíduo, respeitando as suas necessidades educacionais, sendo eles com deficiência ou não. O conceito de educação inclusiva é amplo e complexo e se baseia num sistema de valores no qual todos os alunos se sintam pertencentes ao ambiente escolar (CUNHA, 2013a). A perspectiva de educação inclusiva contempla um trabalho pedagógico com toda a diversidade de alunos, proporcionando-lhes oportunidades reais de aprendizagem e desenvolvimento, o que leva a uma modificação da escola e alterando principalmente elementos tradicionais como o ensino padronizado e homogêneo com alunos ideai (MARTÍNEZ; REY, 2017). A busca por um sistema educacional inclusivo ganha força no contexto mundial com duas conferências importantes: a Conferência Mundial de Educação, realizada em março de 1990 em Jomtien, Tailândia, que proclamou como princípio básico que todos tem direito à educação (UNESCO, 1990). Esta reiterou a proposta da Declaração Universal dos Direitos humanos (UNESCO, 1948) e a Conferência Mundial sobre Necessidades educativas especiais: Acesso e Qualidade, 1994, em Salamanca, na Espanha. Essas declarações trouxeram importantesreflexões sobre a inclusão escolar e destacam que todos têm direito à educação, sem distinção. Enfatizam que é necessário o de certas coisas, simbolizar e nomear, cabe ao educador promover atividades que estimulem a imaginação e a criatividade como: copiar e recopiar desenhos, inserindo sempre modificações, utilizar materiais pedagógicos com diferentes combinações de execução ou contar e recontar histórias, modificando-as continuamente, nos casos em que há a comunicação verbal. Essa atuação, enquanto práxis, configura-se como ação consciente e participativa, emersa do ato educativo para atender a determinadas expectativas. De acordo com o entendimento de Weisz (2002). A prática pedagógica é complexa e contextualizada, e, portanto, não é possível formular receitas prontas para serem aplicadas a qualquer grupo de alunos: o professor, diante de cada situação, precisará refletir encontrar suas próprias soluções e tomar decisões relativas ao encaminhamento mais adequado (Weisz, 2002, p.54). Nesse sentido, os caminhos que o professor deve trilhar para desenvolver a prática pedagógica inclusiva “não estão unicamente no conteúdo, e sim na interatividade do processo, na dinâmica do grupo, no uso das atividades, no estilo do formador ou professor (a), no material que se utiliza” (IMBERMON, 2000, p.99). Desse modo, o professor precisa envolver sua capacidade reflexiva sobre o que ensina, para quem ensina e porque ensina. Corroborando o pensar desses autores a respeito do tema, Freire (2011) discorre sobre a prática pedagógica humanizadora. Portanto, ela deve ser construída com autonomia, diálogo, e com foco no desenvolvimento integral do ser humano. Devido à diversidade na sala de aula, recomenda-se que o professor utilize práticas pedagógicas variadas. Exemplos: Uso de elogios; Incentivos à aprendizagem colaborativa; Adaptação de materiais e metodologias de ensino; Incentivo à autonomia. No entanto, como destaca Orrú (2003). Como a vida é terminantemente, cheia de surpresas e de possibilidades, mesmo que o educador se mantenha dedicado no aprender através de conhecimentos científicos e por meio de sua prática reflexiva, momentos de incertezas podem surgir. [...]Tais momentos devem ser encarados como desafios encorajadores, determinantes de uma nova busca a respostas não imediatistas, mas construtivas para a contínua mutabilidade do ser humano (Orrú, 2003, p.8). De acordo com Stainback e Stainback (1999), quando se fala de inclusão é necessário existir uma rede coordenada com conexões formais e informais que promovam apoio aos envolvidos, e uma equipe de especialistas que trabalhem juntos nisto, porque um dos desafios a ser ultrapassado pela escola inclusiva é colocar em sua rotina a prática centrada no desenvolvimento de todos os alunos, tornando a vivencia inclusiva e significativa. 3 OBSERVAÇÃO Iniciei o estágio de observação conhecendo a estrutura da escola, as salas e os procedimentos pedagógicos que permeiam as atividades dos professores, esta prática oportuniza a construção de uma docência mais crítica. Por meio da observação e orientada por protocolos, tive como objetivo conhecer como é organizado o tempo e os espaços na instituição no ambiente de aprendizagem, a relação professor- aluno, aluno- aluno. L.J.S.A., é uma criança do sexo masculino, com diagnóstico clínico de transtorno do espectro autista, com atraso de linguagem associado e comportamento disruptivo e estereotipados. Durante a observação fui informada um pouco sobre ele, tem suspeita de déficit de atenção e hiperatividade, tem dificuldades na fala, reconhece as letras isoladamente, ama a aula de inglês e musicalização, nas outras aulas não consegue participar nem fazer as atividades. Atualmente, ele é acompanhado por: neuropediatra, nutróloga, fonoaudióloga e uma terapeuta ocupacional. Cabe destacar que de manhã cedo, chega chorando, com aparência de sono e cansado, o que deixa explícito que sua jornada diária acaba deixando-o muito estressado e improdutivo, o que acaba comprometendo a qualidade de seu rendimento, ele tem terapia pela manhã na terça e na quinta feira, indo para as aulas apenas na segunda, quarta e sexta-feira. Cabe mencionar que L.J.S.A. começou a estudar com 3 anos na creche e que sua fase de adaptação à escola foi mais tranquila do que imaginavam, sempre gostou das suas professoras e dos colegas, ama ficar no parquinho, sua A.T acompanha em todas as atividades, e ajuda a deixar tudo mais inclusivo e acessível. Na hora do lanche, observei a seletividade alimentar, é bem atencioso com seu alimento e metódico, come bem rápido, a mãe dele sempre coloca comida a mais, porque sente muita fome. Ele é destro, ainda não faz sozinho suas atividades escolares. Ele adora se fantasiar de super-herói, na sala de aula fica caminhando de um lado para outro, fica pouco tempo sentado. Apresenta coordenação viso-motora pouca desenvolvida; coordenação motora fina presente com pouca desenvoltura, lateralidade ainda em desenvolvimento. Realiza as atividades que exigem atenção e concentração com certa dificuldade em executá-la apresentando uma certa resistência em fazer o que é proposto, como por exemplo desenhar ou pintar. Tem dificuldade também em executar jogos e brincadeiras. Tem uma boa memória visual; tem momentos de inquietude dificultando, portanto, a execução das atividades, pois quer muito brincar no parquinho e fazer somente o que deseja. 4 COLETA E ANÁLISE DOS DADOS OBSERVADOS A partir da análise obtida na observação, o aluno é uma criança que precisa, urgentemente, desenvolver suas potencialidades e que necessita de estímulos e compreensão para desenvolver as seguintes habilidades: atenção, concentração e lateralidade, além de outros aspectos necessários para o desenvolvimento pleno de sua personalidade, como também do seu potencial criativo para garantir mais autonomia em sua aprendizagem. Cabe mencionar que refletir sobre as consequências advindas do fracasso escolar é apenas um caminho alternativo para que possamos enxergar e mudar as nossas concepções, ou seja, a conscientização é algo que exige a construção para novas condições para o enfrentamento da inclusão e das dificuldades de aprendizagem. Pensando assim, percebe-se que é necessário que tenhamos um novo olhar ao refletir sobre o papel do professor, as metodologias e as relações estabelecidas pela escola. É importante lembrar que o sucesso escolar só uma realidade atingível quando acreditamos que o aluno pode vencer suas dificuldades e que os obstáculos que encontram em seu aprendizado é, enfim, apenas mais um desafio a ser superado no encontro de novos saberes, vivências e conquistas. A entrevista em formato de questionário desenvolvida foi utilizando-se da observação e uma entrevista individual estruturada às professoras que trabalham com turmas inclusivas com alunos TEA, as participantes envolvidas nessa entrevista são duas professoras e uma mediadora que trabalha com alunos da educação infantil, trabalham diretamente na sala de aula e a mediadora desenvolve o trabalho com a professora regente. 5 INTERVENÇÕES 5.1 REGRISTRO E ANÁLISE DAS INTERVENÇÕES Conforme já mencionado antes, tínhamos planejados as nossas intervenções com jogos, porém por conta da Pandemia não pudemos realizar as nossas atividades de estágio. Como dizem alguns autores através da brincadeira com jogos mesmo os de memória, a criança sem a intencionalidade, estimula uma serie de aspectos que podem contribuir para o seu desenvolvimento individual e também social. O aluno pintou as figuras iguais com a mesma cor. A atividade que oferecemos ajudar a desenvolver a percepção das formas, tamanho,além de ensinar os detalhes como a diferença entre os desenhos e semelhanças dos objetos. Diante do que foi estudado e aplicado nessa pesquisa e para a realização desse vimos que se faz necessário algumas recomendações, tanto a família, quanto para o relatório na escola. No intuito de que haja um melhor desenvolvimento deste aluno considera-se a família, atividades da vida diária e a escola. Avaliação Individualizada: uma avaliação abrangente das habilidades cognitivas, emocionais, sociais e motoras do aluno. Identificando os pontos fortes e áreas de desafio específicas. Comunicação e Linguagem: com estratégias de comunicação alternativa, como o uso de comunicação visual, gestos e quadros de comunicação. Incentivando a comunicação funcional, reforçando a comunicação por meio de qualquer forma que a criança utilize, seja verbal ou não verbal. Usando jogos e atividades interativas para estimular a linguagem de forma lúdica. Socialização: Interagindo com o aluno em atividades sociais, proporcionando oportunidades para interagir com colegas. Com estratégias de modelagem social para ensinar habilidades sociais básicas. Desenvolvendo atividades estruturadas que promovam a colaboração e a participação em grupo. Comportamento: com estratégias de reforço positivo para incentivar comportamentos desejados. Desenvolvendo rotinas previsíveis e claras, já que muitas crianças com TEA se beneficiam de ambientes estruturados. Atividades Motoras: com atividades motoras para desenvolver habilidades motoras grossas e finas. Utilizando jogos que estimulem o equilíbrio, coordenação motora e consciência corporal. Colaboração com Profissionais: em estreita colaboração com outros profissionais. Mantenha comunicação constante com os pais para garantir uma abordagem consistente em casa e na escola. Formação Continuada: na escola, treinamento contínuo para a equipe educacional, garantindo que todos estejam atualizados sobre as melhores práticas para alunos com TEA. No entanto, regularmente, sabemos que as dificuldades são diversas para o acompanhamento de pessoas com TEA, que vão desde a desinformação do assunto ao fator social, e que, por muitas vezes esses fatores acarretam na negação do caso-fator, o que dificulta o processo desenvolvimento da pessoa com o transtorno. Nesse processo é necessário ser flexível e ajustar as estratégias conforme as necessidades e progressos do aluno. A colaboração entre a escola, profissionais de saúde e a família é fundamental para proporcionar um ambiente de apoio eficaz. Por fim, concluímos que através dessa pesquisa tivemos os objetivos alcançados. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS O estágio realizado foi satisfatório pois acrescentou muito em meus conhecimentos. A possibilidade de entrar no mercado de trabalho através do estágio clínico exercitando efetivamente a função de Neuropsicopedagogo, compreendendo que a avaliação das dificuldades de aprendizagem sã o entendidas como obstáculo que interferem ou limitam o processo de aprender, afetando a interação do sujeito com o meio, com os outros e com o conhecimento. Diante de tantas ideias e referenciais acreditamos que a aprendizagem possibilita o desenvolvimento das crianças que por sua vez desenvolve novas aprendizagens. Com tudo conclui-se que a educação é a base para uma sociedade organizada e que no espaço escolar a criança com dificuldade em seu processo de aprendizagem, deve ser visto como um ser integral, que estabelece uma série de relações complexas durante seu processo de aprendizagem, em diferentes tempos e espaços. Retomando a proposta dos objetivos expostos na parte introdutória, verifica-se que as informações utilizadas com base na fundamentação teórica sobre a questão da análise teórica sobre a utilização de jogos como ferramenta de intervenção com crianças com dificuldades de aprendizagem. Diante da impossibilidade de aplicarmos as nossas intervenções não pudemos confirmar a questão problema da nossa pesquisa. Conhecemos teoricamente estudos, através de pesquisas que comprovam que a psicopedagogia contribui no aprendizado de crianças com dificuldades. Diante da ausência de um resultado especifico da pesquisa, verificamos que o objetivo do artigo não foi atendido, principalmente por não podermos constatar através das intervenções os resultados positivos dos jogos de memória aplicado a essas crianças com dificuldades, porém nos estudos de vários autores aqui mencionados, podemos constatar que as técnicas utilizadas pela psicopedagogia trazem benefícios a esses alunos, por prepará-lo para uma vida social mais presente. Ao término deste Estagio conclui-se, que o processo de inclusão deve fazer parte da presente realidade social brasileira devido a continuar sendo um processo demorado onde se fizeram necessárias criações de inúmeras leis e uma modificação significativa de valores e atitudes no campo educacional para que a pessoa com TEA ou necessidades especiais obtivesse seu espaço na sociedade. A aceitação das diferenças deve acontecer de forma a extinguir comportamentos discriminatórios e excludentes de nossa sociedade. Profissionais da educação devem estar engajados em conhecer as necessidades especiais e aprimorar-se em fazer com que o alunado que necessite de um atendimento especial supere suas próprias limitações e obstáculos. Faz-se necessária a formação continuada no tocante a estabelecimento de diálogo, sensibilização, orientação e articulação social – educativa de forma a enriquecer a prática da cidadania e principalmente o atendimento a casos mais específicos como o TEA. Favorecendo uma relação equilibrada dividindo os deveres e responsabilidades entre família e escola em um momento em que a sociedade atravessa mudanças aceleradas, onde valores e princípios tendem a perder-se. Essa capacitação torna-se mais exigente nas especificidades do autismo que exige profissionais interessados em se comprometer com ele e buscar conhecer seu mundo de uma forma de se inserir nesse mundo para alcançar a possibilidade de fazer com que o autista desenvolva interações sociais e participe do grupo ou pelos menos seja aceito pelo grupo. O Estágio é muito importante para a aquisição da prática profissional, pois durante esse período pode-se colocar em prática todo o conhecimento teórico que se adquiriu durante o curso de pós-graduação. Além disso, a estagiária aprende a resolver problemas e passa a entender a grande importância que tem o educador na formação pessoal e profissional de seus alunos. Espera-se que com a finalização do estágio, que os professores e toda a equipe pedagógica possam iniciar uma nova etapa no processo de inclusão e de aprendizagem e que venham despertar nos alunos o interesse de serem sujeitos em suas ações, não somente na escola, mas em todos os aspectos de sua vida, de forma inclusiva e significativa. REFERÊNCIA BOSSA, Nadia A.. A Psicopedagogia no Brasil: Contribuições a Partir da Prática . 2. ed. Porto Alegre: W ak Editora, 2000. ______. A Psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. Porto Alegre: Wak Editor a, 1994. SAMPAIO, Simaia. Manual prático do diagnóstico psicopedagógico clínico . 7. ed. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2009 . VISCA, Jorge. Clínica Psicopedagógica: Epistemologia Convergente. Porto Alegre: Artes méd icas, 1987. WEISS, Maria Lúcia. Psicopedagogia clinica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. BOSSA, A. N. 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São eles: 1. Carta de apresentação. 2. Termo de compromisso. 3. Termo de Consentimento. 4. Declaração de Estágio. 5. Autorização dos Pais. 6. Laudo ou Diagnóstico. 7. Roteiro de Intervenção. image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg