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1 INTRODUÇÃO
A Psicopedagogia é uma área do conhecimento que atua tanto na Saúde como na
Educação, trabalhando no processo da aprendizagem humana, seus padrões normais e
patológicos, considerando a influência do meio escolar, familiar e a sociedade em seu
desenvolvimento, utilizando procedimentos próprios. Sendo assim, o presente relatório
trata do acompanhamento e intervenções realizadas pela estagiária Mariana Tenório
Ramos, acadêmica do Curso de Pós-Graduação Latu Senso em Psicopedagogia. O
trabalho foi desenvolvido no Centro de Educação Municipal, com o público alvo do
maternal II, integral do ensino Infantil, totalizando 16 alunos, com 20 profissionais
atuantes incluindo, diretora, professoras, auxiliares, merendeiras e serviços gerais,
localizada no município de Içara -SC, bairro Primeiro de Maio. A proposta pedagógica
apresentada no PPP, embasa o trabalho docente, além dos currículos de níveis de estado
e país na rede Municipal de ensino de Içara é a Proposta Curricular da Educação
Básica. Os professores elaboram o plano de ensino (plano anual), isto é, os
planejamentos de aula (quer seja por projetos, atividades e aprendizagem por aula etc.)
Ementa; Objetivo; Conteúdo; Metodologia; Avaliações; Referências. O centro de
educação infantil tem clientela formada não apenas por alunos que residem no Bairro
Primeiro de Maio, onde é situado, mas também nas localidades vizinhas. A Secretaria
da Educação não oferece transporte escolar para os alunos que residem nessas outras
comunidades. Optou-se por observar e intervir com um aluno de 3 para 4 anos,
matriculado no Maternal II no período integral da educação Infantil, diagnosticado por
neurologista com Transtorno do Espectro Autista - TEA. O estágio demonstra a
necessidade de o acadêmico/estagiário ter a possibilidade de relacionar-se com as
questões que envolvem a profissão do Psicopedagogo, bem como refletir sobre a sua
ação, além de poder confrontar a teoria e a prática, para tanto, busca-se conhecimento
teórico, propiciando reflexão sobre o papel do psicopedagogo. Investigar os fatores que
dificultam a aprendizagem, como também as emoções do aluno estudado,
desenvolvendo um trabalho voltado para atividades psicopedagógicas que possam
melhorar o convívio social dessa criança além de compreender e interpretar o processo
do diagnóstico pedagógic
Diante do citado objetivou-se com o presente trabalho: identificar as
capacidades e competência da criança, bem como suas dificuldades, investigar os
processos passíveis de aprendizagem considerando aspectos situacionais culturais,
sociais e biológicos. Assim, este trabalho possui suma relevância na formação
acadêmica no âmbito da inclusão.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 O PSICOPEDAGOGO
A Psicopedagogia analisa os meios de aprendizado humana, considerando a
pessoa que pratica em seu conjunto e, o propósito do psicopedagogo é entender os
métodos de aprendizagem, tais como, as dificuldades e limitações inerentes, entendendo
a origem do problema apresentada podendo ser social, mental, física e até mesmo
emocional. O psicopedagogo institucional segue nessa determinação, comprometido
com a escola, família e a comunidade, comunicando sobre as desigualdades das etapas
do desenvolvimento, para que sejam capazes de entender suas qualidades impedindo
assim cobranças de atitudes ou pensamentos que não são para aquela idade. Atualmente
muito se fala em inclusão, em formar profissionais capacitados para trabalhar com os
alunos com dificuldade e/ou limitação específica. Porém, evidencia-se nos currículos
escolares a não interdisciplinaridade, ou seja, o não direcionamento das atividades e a
pouca existência de inter-relações entre os conteúdos.
Ao contrário, os currículos estão organizados em disciplinas, que separam os
conhecimentos tratando-os isoladamente. De acordo com Mantoan (2003, p.13),
entende-se que os sistemas escolares também estão montados a partir de um
pensamento que recorta a realidade, que permite dividir os alunos em normais e
deficientes, as modalidades de ensino em regular e especial, os professores especialistas
nessa e naquela manifestação das diferenças. O fundamento dessa organização é
estabelecido por uma visão estabelecida, mecanismo, formal, simplista, próprio do
pensamento científico moderno, que desconhece o subjetivo, o afetivo, o criador, sem os
quais não conseguimos romper com o velho modelo escolar para produzir a reviravolta
que a inclusão impõe. É importante saber a desigualdade entre integração e inclusão
Para Mantoan (2003) integração refere-se mais especificamente à inserção de alunos
com deficiência nas escolas comuns. Entretanto, nem todos os alunos com deficiência
“cabem” nas turmas de ensino regular, pois há uma seleção prévia dos que estão aptos à
inserção.
Para o Psicopedagogo, aprender é um processo que implica pôr em
ação diferentes sistemas que intervêm em todo o sujeito: a rede de
relações e códigos culturais e de linguagem que, desde antes do
nascimento, têm lugar em cada ser humano à medida que ele se
incorpora à sociedade." (BOSSA, 1994, pág 51)
As instituições, hoje, estão cada vez mais empenhadas com os alunos que estão
apresentando suas dificuldades de aprendizagem. E em muitas circunstâncias não sabem
qual procedimento tomar, entende-se que não contam uma política de intervenção capaz
de contribuir para a superação destes problemas. É fundamental, então, que o
psicopedagogo ganhe seu espaço em uma instituição escolar e aproveite de maneira
eficaz o seu trabalho, com o foco também na prevenção dos problemas de
aprendizagem. É muito importante que ele ofereça auxílio e trabalhe também com os
professores e outros profissionais da escola, para a melhoria das condições do processo
ensino-aprendizagem. O Psicopedagogo obtém o papel de acrescentar com a equipe e
fortalecer a identidade da instituição escolar, buscando sintonizá-la com a verdade que
está sendo vivenciada no instante histórico atual e buscando adequar esta escola às reais
buscas da sociedade. No decorrer do processo educativo a ação psicopedagógica busca
investir numa concepção de ensino-aprendizagem que estimule interações pessoais,
oriente a postura transformadora de toda a comunidade educativa e busque inovar a
prática escolar contextualizando-a e enfatize o essencial: conteúdos e conceitos
estruturados, com significado relevante. É dever do Psicopedagogo orientar e interagir
com o corpo docente no sentido desenvolver mais o raciocínio do aluno, ajudando-o a
aprender a pensar e a estabelecer relações entre os diversos conteúdos trabalhados.
Segundo João Beauclair, entre as principais habilidades e competências do
psicopedagogo em uma instituição escolar, está a capacidade de usar a liberdade e a
amorosidade na relação do “aprender-ensinar”. Essa relação deve ser envolvida de zelo
cuidado e afeto. Para Prandini o amor é a emoção que funda as relações entre os seres
humanos. Com isto esta relação tão árdua tornar-se-ia mais prazerosa e fácil. Com o
objetivo de amenizar o medo e ampliar a esperança no mundo atual, é fundamental que
a Psicopedagogia através da educação humanize o ser humano, fazendo valer princípios
básicos, porém perdidos como a justiça, solidariedade, cooperação e originalidade.
2.2 ESTÍMULOS SENSORIAIS 
O aspecto clínico das crianças com transtorno do espectro do autismo (TEA) é
determinado por déficits de convívio social e comunicação, deste modo como por
importância e exercícios repetitivas, conforme com os critérios do Manual de
Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). As transformações
sensoriais são um aspecto muito frequente que normalmente não é entendido devido às
dificuldades de participação desses pacientes. Conforme os critérios, esse tipo de
sintomatologia é formado por um aumento ou redução da resposta à entrada sensorial ou
por um interesse incomum em aspectos sensoriais do ambiente. Há alguns exemplos de
fascínio visual por luzes ou objetos que rodam, resposta adversa a sons ou texturas
específicos, cheiro ou toque excessivos de objetos, aparente indiferençaà dor, calor ou
frio. Aproximadamente algum canal sensorial pode estar incluído no sentido de
relatividade restrita dos estímulos ou no sentido de responsividade excessiva a
estímulos. Podendo existir vários tipos de modificações sensoriais no mesmo indivíduo
durante a vida ou até mesmo ao mesmo tempo.
 A tabela descreve os cinco sentidos de comportamentos relacionados a
alterações sensoriais em crianças com TEA. 
Modalidades Sensoriais
Exemplos de comportamentos relacionados a alterações sensoriais
Visual
Atração por fontes de luz.
Encarar objetos que rodam, como centrífuga de máquina de lavar, rodas e
ventiladores de hélice.
Reconhecimento de expressões faciais prejudicado.
Evitação do olhar.
Recusa de alimentos devido à sua cor.
Auditiva
Surdez aparente: a criança não atende quando chamada verbalmente.
Intolerância a alguns sons, diferente em cada caso.
Emissão de sons repetitivos.
Olfativa
Cheirar coisas não comestíveis.
Recusa de certos alimentos devido a seu odor.
Paladar, sensibilidade
bucal
Exploração bucal de objetos.
Seletividade alimentar devido à recusa de certas texturas.
Tato
capacidade de diferenciar se algo é liso ou rugoso; macio ou duro; leve
ou pesado; molhado ou seco;
A anomalia sensorial está naturalmente relacionada a uma suavidade prejudicada
que ocorre no sistema nervoso central, que alinha as mensagens neurais com associação
a estímulos sensoriais. Já na definição desbravadora de Sukhareva de algumas crianças
com autismo (1926), os transtornos de retorno sensorial foram evidentemente,
mencionados tais como percepções do futuro a hiper-reatividade, bem como a
reatividade excessiva a estímulos sensoriais, foi relatada nas descrições clássicas de
Kanner (1943) e Asperger (1944).
 Nos próximos anos, o cuidado com essas características tem sido modificável,
apesar de a experiência clínica com indivíduos com TEA sempre ter recomendado a
importância desses aspectos. Em 1980, o DSM-III determinou que a falta de resposta
sensorial ou responsividade excessiva como aspectos associadas a autismo infantil, ao
passo que as duas edições seguintes, DSM-III-R e DSM-IV, não incluíram mudanças
sensoriais como critérios de diagnóstico definidos. 
Paralisia Cerebral é uma desordem do movimento e da postura,
persistente, porém não fixa, surgida nos primeiros anos de vida pela
interferência no desenvolvimento do sistema nervoso central (SNC),
causada por uma desordem cerebral não progressiva. Em geral, a
patologia paralisia cerebral é classificada segundo três pontos de vista:
quanto à distribuição corpórea; quanto ao tono; quanto ao tipo
clínico”. (LIMONGI, 2003).
8
Muitas possibilidades foram elaboradas para esclarecer as alterações sensoriais
em pacientes com TEA, incluindo o “funcionamento perceptual melhorado”,
possivelmente por causa do aumento no andamento das regiões do cérebro
desenvolvidas funções sensoriais básicas, e a “hipótese de mundo intenso do autismo”,
nas quais a anomalia do eixo do cérebro significa um aumento na reatividade e
plasticidade dos circuitos neuronais locais que levam a um aumento na percepção,
atenção e memória, tornam o mundo aversiva mente intenso para a criança com TEA.
Mas, nos últimos tempos, teve um grande acréscimo no benefício pelos padrões de
perspectivas que indicam prejuízo não exclusivamente das modalidades sensoriais (por
exemplo, apenas audição), mas da mesma forma da integração multissensorial
certamente relacionada a uma participação da conectividade cerebral, compõem
especialmente de uma baixa associação de longo alcance. Conforme com esse método,
as crianças e, em geral, pessoas com TEA têm uma possibilidade restrita de integrar
conhecimentos sensoriais em discordantes modalidades (auditivas, visuais etc.), o que
contribuiria para os principais sintomas do autismo, como comprometimento da
comunicação social. Os motivos ambientais também podem causar essas indicações, de
acordo com o sugerido há pouco tempo por Kirby et al. (EUA), que praticaram os
planos acerca das atitudes sensoriais e repetitivas de 32 crianças com TEA, por meio da
codificação comportamental de gravações de vídeo naturalistas em casa. Eles
constataram que os comportamentos hiper-responsivos foram associados a atividades e
diárias e estímulos iniciados pela família, ao passo que os comportamentos de busca
sensorial foram associados a atividades e estímulos lúdicos iniciados pela criança.
Contudo, as conclusões deste estudo intrigante devem ser levadas em consideração com
cautela, devido ao tamanho relativamente estreito da amostra considerada. No ambiente
de interferências sensoriais são diferentes as terapias de inclusão sensorial (“centradas
na criança”) e interferências sensoriais (“direcionadas aos adultos”). A primeira são
manifestações clínicas que usam exercícios lúdicos e comunicações sensoriais
aperfeiçoando para melhorar as respostas adaptativas a experiências sensoriais. Por
meio de atividades motoras brutas que ativam os sistemas vestibulares e
somatossensoriais, essas intervenções visam a melhorar a capacidade de integrar
informações sensoriais, levam a criança a adotar comportamentos mais organizados e
adaptativos, inclusive atenção conjunta melhorada, habilidades sociais, planejamento
motor e habilidades perceptuai
OBSERVAÇÃO
O presente estágio foi realizado no Centro de Educação Infantil Favinho de Mel,
no Maternal II, do ensino infantil. Localizado no bairro Primeiro de Maio na cidade de
Içara, Santa Catarina, tendo como diretora Ivonete Marinho dos Santos, a qual foi
receptiva e colaborativa no decorrer do estágio. A professora regente da sala era Thaine
Vila Réus, os primeiros momentos foram de apresentações e o pedido de autorização
para os familiares, logo que tive as respostas comecei o primeiro período das
intervenções, que foi dedicado a compreender o funcionamento do local, seus critérios,
como ocorre os atendimentos, a parceria com escolas do município, um trabalho em
equipe, incluindo os profissionais, a escola e a família da criança com dificuldade de
aprendizagem. Apresentado os ambientes e a forma de desenvolver o trabalho, através
do conhecimento da profissional que acompanhava o andamento do projeto de estágio,
ficou definido qual aluno faria parte dos estudos realizados, optou-se por aluno
diagnosticado com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Logo após as devidas
12h de observações comecei as 8 horas de intervenções. O trabalho foi realizado na
terceira sala da escola, um andar acima da secretária, local amplo, arejado que conta
com a disposição de mesas e cadeiras, quadro branco, estantes com livros literários e
iluminação adequada. O atendimento da escola é de Segunda a sexta-feira das 6:45min
às 18:30min, para facilitar a comunicação entre escola e responsáveis pelos alunos, foi
criado um grupo pelo aplicativo WhatsApp, onde a coordenadora pedagógica deixava a
parte do trabalho realizado. Particularidades eram tratadas pessoalmente de forma
individual.
4 COLETA E ANÁLISE DOS DADOS OBSERVADOS 
O estágio teve início no dia 09 de março de 2023, com o horário vespertino que
ia das 13h até às 17h, chegando no CEI me direcionava até a sala do maternal II, onde
foi realizado o presente estágio. As crianças tinham uma rotina que se iniciava no
período matutino, pois a turma era de período integral, e por isso nas primeiras horas as
10
crianças ainda estavam dormindo. A professora regente da sala esperava o horário das
13:40min para começar acorda os seus alunos para dar continuidade na rotina que as
crianças do CEI Favinho de Mel já estavam adaptadas, logo após o sono elas eram
direcionadas ao refeitório para sim fazer o lanche da tarde que tinha o horário a ser
cumprindo às 14h, logo após que todos terminassem o lanche eram direcionados a
retornarem para a sala de aula para aí sim a professora realizar o seu plano de aula.
09/03/2023: Primeiro momento as crianças ainda estavam dormindo, logo após
as 13:40 eram acordadas para realizar o lanche que tinha início às 14h, logo após o
lanche voltaram para sala de aula para realizar a atividadeproposta pela professora
regente.
Neste dia a professora realizou a atividade com um pano de TNT na cor azul
para dar entender que era o mar, e no período da manhã na qual eu não estava presente
confeccionou barcos de papel para que na parte da tarde eles pudessem colocar seus
barcos sobre o mar, cantaram a música da ‘CANOA VIROU’, o aluno no qual estava
observando ficou mais distantes dos outros alunos, fez pouca interação com os demais
mais conseguiu realizar a atividade proposta de uma forma bem tranquila,
demonstrando muito interesse e muito feliz com o seu barco de papel nas mãos, era
respeitoso, esperou sua vez de ser chamado. Terminando as atividades já era hora da
janta dos alunos, eles novamente eram direcionados ao refeitório para sim realizar suas
refeições, o aluno no qual estava observando conseguiu realizar suas refeições sozinho.
Assim que todos terminaram a janta voltaram para a sala de aula e a professora deu a
eles massinha de modelar para eles, o aluno no qual eu estava observando se deu muito
bem com a massinha.
10/03/2023: Primeiro momento as crianças ainda estavam dormindo, logo após
as 13:40 eram acordadas para realizar o lanche que tinha início às 14h, logo após o
lanche voltaram para sala de aula para realizar a atividade proposta pela professora
regente. Neste dia a professora deixou as crianças livres para brincar com o seu
brinquedo favorito pois logo nesse dia a professora de Educação Física já iria assumir a
turma, a professora de Educação Física, logo após assumir a turma ela os levou para o
parque e deu brinquedos para que eles pudessem ficar à vontade, o aluno no qual e
e encaixassem as bolas nas cores correspondentes no tabuleiro, com isso pude trabalhar
a sua coordenação de visão e pareamento de cores.
15/03/2023: Já no segundo dia de intervenção e último dia de estágio finalizei com
os outros três (3) sentidos sensoriais: olfato, paladar e audição. 
Primeiro momento as crianças ainda estavam dormindo, logo após as 13:40 eram
acordadas para realizar o lanche que tinha início às 14h, logo após o lanche voltaram
para sala de aula para realizar a atividade proposta pela professora regente e o aluno no
qual eu estava observando ficou comigo em uma sala separada que eles usavam para a
sala do sono para que eu pudesse começar as intervenções. A primeira atividade do dia
começou com o sentido do paladar, este é o sentido que possibilita sentir os cinco gostos
dos alimentos que são: doce, amargo, salgado, ácido e umami, é através da língua que
permite a percepção do gosto. Levei para que o aluno experimentasse sal, açúcar, canela
e laranja, com isso pude trabalhar movimentos de pinça, pois o mesmo pegava poucas
quantidades para provar, e também o paladar em experimentar novos gostos. A segunda
atividade foi com o olfato, as narinas são os órgãos responsáveis pela captação dos
odores, então trouxe para que o aluno pudesse sentir os cheiros: cebola, café, canela e
perfume, com essa possibilidade de sentir os cheiros de novos odores pude trabalhar a
concentração e o olfato. A terceira atividade foi a audição que é um sentido muito
importante que possibilita a captação de ondas sonoras e, consequentemente, ouvirmos
tudo a nossa volta, para essa atividade trouxe instrumentos para que o aluno possa ter
conhecimentos de novos sons sonoros, alguns mais altos outros mais baixos, pude
trabalhar a sua imaginação e a sua audição.
5.1 REGISTRO E ANÁLISE DAS INTERVENÇÕES
O processo que envolveu o presente estágio de observação e intervenção, iniciou
com o laudo de Transtorno do Espectro Autismo – TEA, como aponta a neurologista
pediátrica. As intervenções, previamente planejadas com a professora regente da sala,
permitiram evidenciar vários resultados em relação ao diagnóstico do aluno, e sobretudo
14
identificar potencialidade e habilidades a serem aprimoradas, bem como dificuldades a
serem trabalhadas.
Inicialmente evidenciou-se que o aluno era de um diagnóstico com grau leve,
pois não tinha muito atraso no desenvolvimento cognitivo para realizar atividades
simples e adequadas à sua idade, o aluno demonstra pouca interação com os demais
alunos, um pouco que buscou trabalhar durante as intervenções. Também foi vivenciado
a estereotipia, movimentos motores estereotipados simples, como balançar o corpo
quando estimulando a fazer atividades mais complexas. Segundo a Mãe do aluno,
responsável pelo o tratamento, a hipótese diagnóstica de TEA foi confirmada, já que o
mesmo preenche critérios para tal diagnóstico. O que se evidenciou também foi a
dificuldade da família em lidar com a condição do filho, o que se buscou trabalhar
durante as intervenções, com embasamento em Munhoz (2003 apud SCOZ 2004) que
defende a necessidade da família está engajada no processo terapêutico para se obter
resultados satisfatórios.
O jogo é um importante integrador entre os aspectos motores cognitivos e
sociais assim parte do pressuposto de que é brincando e jogando que a criança ordena o
mundo a sua volta assimilando experiências e informações é acima de tudo
incorporando atitudes e valores que serão importantes para sua vida adulta além disso os
jogos possibilitam a busca por meio pela exploração ainda que desordenada atuando
com aliados fundamentais na construção do Saber por fim considerou-se que as
interações da estagiária em psicopedagogia complementam o trabalho sobre o professor
psicopedagogo e a escola inclusive auxiliando na identificação das potencialidades e
dificuldades é sobretudo no desenvolvimento e aprimoramento das mesmas de maneiras
a incluir o indivíduo na sociedade.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerou-se que o presente estágio proporcionou uma experiência de encontro
entre os aspectos teóricos do curso da psicopedagogia com a prática educacional
escolar. Possibilitou sensibilizar os gestores do município de Içara – SC para o papel e
importância desse profissional dentro das salas de aula.
A estagiária considerou a experiência de observação positiva para a sua
formação profissional, lhe permitindo um crescimento pessoal. Percebeu-se a
importância da afetividade no processo, o valor da ludicidade enquanto estratégia de
intervenção, bem com a necessidade do engajamento da família.
Igualmente o estágio revelou a importância do diagnóstico correto para uma
prática psicopedagógica escolar efetiva, e que em um processo permanente a própria
prática desse profissional pode complementar e questionar a qualidade de ensino
ofertada a esses alunos. A psicopedagogia visa a inclusão social, e não apenas escolar
do indivíduo, por especial.
É muito além de obter o melhor rendimento escolar, incluindo que o indivíduo
tenha um desenvolvimento pessoal, aprimorando suas habilidades e competências
aprendendo a lidar com suas dificuldade
REFERÊNCIAS 
BOSSA, Nádia Aparecida. A Psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da
prática. Porto Alegre, Artes Médias, 1994.
BOSSA, Nádia Aparecida. A Psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da
prática. 2. Ed. – Porto Alegre, Artes Médias Sul, 2000.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018.
SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Educação. Currículo Base da Educação
Infantil e do Ensino Fundamental do Território Catarinense. Florianópolis, 2019. Acesso
em 23/03/203
BRAZIL,
SieloJornadaPediadria Acesso em 20/032023
Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais
(DSM)Acesso em 20/032023
MERY, Janine. Pedagogia Curativa, Escolar e Psicanálise. Porto Alegre, Artes Médias,
1985.
PEPSIC, Revista da Psicopedagogia
. Acesso em 23/03/2023
QUESTOES,
GranQuestões. Acesso em 20/03/2023.
SANAR, Jornal da Pediatria
.Acesso em 23/03/2023
TODA MATERIA, Sistema Sensorial
. Acesso em 23/03/2023

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