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BACHARELADO EM TERAPIA OCUPACIONAL
 
 
 
 
TELMA MENDOÇA DE ANDRADE DE MOURA
 
 
 
 
RELATÓRIO FINAL DO ESTÁGIO OBRIGATÓRIO 
 
 
 
 
ALTA FLORESTA - MT
2024
TELMA MENDOÇA DE ANDRADE DE MOURA
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO FINAL DO ESTÁGIO OBRIGATÓRIO 
 
 
Relatório de conclusão do Estágio, apresentado ao Curso de Bacharelado em Terapia Ocupacional, como requisito final para cumprimento das atividades exigidas na disciplina do Estágio Obrigatório – ÁREA SOCIAL. 
Professor(a) Orientador(a): CARMEM BEZERRA ESQUIVÉL
 
ALTA FLORESTA - MT
2024
SUMÁRIO
1. Introdução ......................................................................................................... 04
2. Descrição do campo de estágio ...................................................................... 06
3. Atividades e rotina do campo de estágio ....................................................... 07
4. Público atendido ............................................................................................... 08
5. Relato de experiência ....................................................................................... 09
6. Procedimento .................................................................................................... 10
7. Estudo de caso ................................................................................................. 11
8. Estudo de aperfeiçoamento ............................................................................. 15
9. Considerações Finais ....................................................................................... 16
ANEXOS ................................................................................................................. 20
Avaliação de relatório Final ................................................................................. 27
 
 
 
1. INTRODUÇÃO
O estágio social na CLÍNICA HABILITAR, nessa cidade de Alta Floresta, Mato Grosso, permite que o aluno do curso de terapia ocupacional, se envolva com situações reais e se prepare de forma não só acadêmica, mas também psicológica e prática em relação a realidade da área escolhida para se profissionalizar com várias patologias.
A terapia ocupacional social, desde seu surgimento, tem como uma de suas referências os aportes freireanos (Malfitano et al., 2014). De acordo com o levantamento de Gontijo & Santiago (2018), as produções nesse campo são marcadas por citações desse autor.
Assim, o intuito deste ensaio é discorrer sobre a terapia ocupacional social, com base no referencial teórico de Paulo Freire, produzindo uma articulação crítica. Ou seja, pretende-se desenvolver alguns conceitos freireanos e refletir sobre suas contribuições para a produção epistêmica, técnica, ética e política da terapia ocupacional social – seu quefazer (ação-reflexão/ práxis).
O percurso realizado aqui parte, primeiramente, de uma breve biografia de Paulo Freire, seguida de formulações que localizam pressupostos da terapia ocupacional social, para, assim, chegar às reflexões e propostas elaboradas com base em três conceitos do autor: educação como prática da liberdade, diálogo e conscientização, os quais são tecidos e pensados para a práxis da terapia ocupacional social.
A Terapia Ocupacional possui uma ampla gama de áreas de atuação, abrangendo diversos contextos e populações. Um dos principais campos de atuação é a saúde mental, onde o terapeuta ocupacional trabalha com pessoas que enfrentam transtornos mentais, oferecendo suporte emocional, desenvolvimento de habilidades sociais e estratégias de enfrentamento para melhorar sua qualidade de vida. Além disso, a Terapia Ocupacional também atua na reabilitação física, auxiliando indivíduos que sofreram lesões ou têm doenças crônicas a recuperar ou melhorar suas habilidades motoras e funcionais.
Outra área de atuação da Terapia Ocupacional está relacionada à saúde infantil. Os terapeutas ocupacionais trabalham com crianças que apresentam dificuldades no desenvolvimento, como atrasos motores, transtornos do espectro autista ou dificuldades de aprendizagem. Por meio de atividades lúdicas e adaptadas, eles auxiliam no estímulo do desenvolvimento cognitivo, motor e socioemocional das crianças, contribuindo para seu pleno desenvolvimento.
Além dessas áreas, a Terapia Ocupacional também pode ser encontrada em contextos como geriatria, saúde da mulher, saúde do trabalhador, entre outros, mostrando a diversidade e importância desse campo profissional. O terapeuta ocupacional, com seu conhecimento especializado e abordagem holística, desempenha um papel fundamental no processo de tratamento e reabilitação, promovendo a autonomia e a qualidade de vida das pessoas atendidas.
2. DESCRIÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO
A clínica Habilitar é situada na avenida Ulisses Guimarães n° 510 Centro, Alta Floresta – MT.
A clínica é dividida em 7 salas de atendimentos, 1 cozinha, 2 banheiros e 1 recepção. A equipe é formada por 1 fonoaudióloga, 1 psicóloga, 1 psicopedagoga, 1 terapeuta ocupacional, 1 fisioterapeuta, 1 recepcionista e 1 faxineira. 
3. ATIVIDADES E ROTINA DO CAMPO DE ESTÁGIO
A clínica é aberta das 07:00 às 11:00 das 13:00 às 17:00, de segunda a sexta e sábado das 07:00 as 11:00.
A fonoaudióloga trabalha segunda, quarta e sexta das 13:00 às 17:00, e de terça, quinta e sábado 07:00 as 11:00.
A psicóloga trabalha segunda, quarta e sexta das 13:00 às 17:00, e de terça, quinta e sábado 07:00 as 11:00.
A psicopedagoga trabalha segunda a sexta das 07:00 às 11:00 e das 13:00 às 17:00.
A terapeuta ocupacional trabalha segunda a sexta das 07:00 às 11:00 e das 13:00 às 17:00.
A fisioterapeuta trabalha segunda a sexta das 07:00 as 11:00 e das 13:00 as 17:00, sábado 07:00 as 11:00.
4. PÚBLICO ATENDIDO
O público-alvo atendido esse estágio, são do sexo masculino entre 2 anos até 9 anos, a maiores dos pacientes com diagnostico de autista.
 O papel do terapeuta ocupacional no processo de tratamento é de extrema importância na promoção do bem-estar e na melhoria da qualidade de vida dos indivíduos em reabilitação. Com uma abordagem holística e baseada nas necessidades individuais de cada paciente, o terapeuta ocupacional tem como objetivo principal auxiliar na reintegração das pessoas às suas atividades diárias.
 Através de avaliações criteriosas e da utilização de técnicas específicas, o terapeuta ocupacional busca identificar as habilidades e limitações de cada paciente, desenvolvendo planos de tratamento personalizados. Além disso, ele também orienta e educa os pacientes sobre a melhor forma de realizar suas atividades diárias de maneira independente e segura. O terapeuta ocupacional atua como um facilitador, oferecendo suporte emocional e físico durante todo o processo de reabilitação, auxiliando os indivíduos a superarem suas dificuldades e conquistarem uma maior autonomia.
5. RELATO DE EXPERIÊNCIA
O estágio foi realizado do dia 30/09 até 28/11, na carga horaria de 6 horas diárias. Sobre a experiência foi gratificante conhecer crianças com vários comprometimentos e com vontades de evoluir. A profissional que realizou o estágio é muito atenciosa e dedicada.
As perspectivas futuras da Terapia Ocupacional incluem a utilização de novas tecnologias e abordagens terapêuticas, a ampliação do campo de atuação em áreas como a saúde digital e a atenção domiciliar, e uma maior integração com outras áreas da saúde.
6. PROCEDIMENTO
 Procedimento que identifica habilidades e limitações do indivíduo, para a realização das Atividades da Vida Diária, Atividades Instrumentais de Vida Diária, Atividades Escolares e de Trabalho e Atividades de Lazer, com utilização de testes padronizados, estruturados ou adaptados para se obter dados quantitativos e/ou qualitativos, referentes ao desempenho ocupacional: Favorece diagnóstico terapêutico-ocupacional e elaboração do plano terapêutico.
7. ESTUDO DE CASO
FICHA DE AVALIAÇÃO TERAPIA OCUPACIONAL
DATA DA AVALIAÇÃO: 30/09/2024
1.0 IDENTIFICAÇÃO:
Nome: CAUAN BALDEZ
Data de Nascimento: 23/02/2018
Sexo:MASCULINO
Cidade: ALTA FLORESTA Bairro: CENTRO
Endereço: AVENIDA A N°320 SETOR A- ALTA FLORESTA 
Naturalidade: BRASILEIRO
Estado Civil: SOLTEIRO
Diagnóstico Clínico: AUTISTA
Diagnóstico Terapêutico Ocupacional: AUTISTA
2.0 HISTÓRIA CLÍNICA:
2.1 Queixa Principal do Paciente: Atraso na fala e hipersensibilidade.
2.2 Hábitos de Vida: Paciente pedi as coisas com indicação, e pouca socialização.
3.0 EXAME CLÍNICO/EDUCACIONAL/ SOCIAL
3.1 ROTINAS: 
 Atualmente, a criança não fala nenhuma palavra, é agitado, irrita-se com sons altos (como ventilador e liquidificador), não interage com crianças da mesma idade ou com adultos. A criança apresenta ainda dificuldades significativas na alimentação, evitando alimentos mais consistentes, além de apresentar sono fragmentado.
 
3.2 EXAMES COMPLEMENTARES:
(x) Sim ( ) Não 
Se sim, quais? Potencial evocado auditivo de tronco cerebral: normal.
 
Ressonância magnética de crânio: normal.
 
Eletroencefalograma: atividade de base organizada e simétrica. Ausência de atividade epileptiforme.
3.3 USA MEDICAMENTOS:
(x ) Sim ( ) Não 	 
· Se sim, quais? Risperidona, Aripiprazol, Melatonina, Fluoxetina, Sertralina
3.4 DESCRIÇÃO DO ESTADO DE SAÚDE: 
Abdome: plano, sem cicatrizes, lesões, retrações ou abaulamentos, RHA audíveis e percussão timpânica nos quatro quadrantes. Ausência de dor ou rigidez abdominal a palpação.
Pulmonar: Tórax plano sem retrações ou abaulamentos, eupnêico, com ritmo respiratório regular (20 irpm) e expansibilidade preservada. Expansibilidade e FTV simétricos a palpação. Som claro pulmonar a ausculta em ambos hemitóraxes. Murmúrio vesicular fisiológico presente em ambos hemitóraces, sem ruídos adventícios.
 Cardíaco: Área precordial sem alterações com ictus não visível. Ictus palpável em ritmo regular, sem frêmito. Bulhas cardíacas normofonéticas com ritmo regular em 2T em foco pulmonar, aórtico, mitral e tricúspide, sem sopros.
 Neurológico: perímetro cefálico no percentil 50 (52 cm), ausência de lesões cutâneas. Durante a avaliação, a criança não apresentou contato visual com o examinador ou com a mãe, não apontou objetos de interesse, não atendeu quando chamado pelo nome. Emitiu sons altos e gritos quando irritado ou feliz. Não brincou com brinquedos de forma habitual e, quando ofertado um carro, rodou de forma insistente a roda. Apresentou movimentos repetidos de balançar de mãos e andou nas pontas dos pés durante a consulta.
3.5 DESCRIÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA:
A hipótese diagnostica de Transtorno do Espectro Autista (TEA) deve ser considerada ao serem observados sinais e sintomas característicos como atraso na fala, irritabilidade fácil, não desenvolvimento de relacionamento com colegas ou adultos, dificuldade em interagir socialmente, falta de reciprocidade emocional e social (não apresentou contato visual com o examinador ou a mãe, não respondeu ao chamado), ausência de comportamentos que indiquem compartilhamento de experiências e de comunicação (não apontou objetos), maneirismos estereotipados e repetitivos (tais como abanar a mão, andar na ponta do pé), preocupação excessiva com parte de objetos, sono fragmentado e dificuldades na alimentação.
4.0 PLANO TERAPÊUTICO OCUPACIONAL
4.1 OBJETIVOS DE TRATAMENTO
1. Estimular o desenvolvimento social e comunicativo;
2. Aprimorar o aprendizado e a capacidade de solucionar problemas;
3. Diminuir comportamentos que interferem com o aprendizado e com o acesso às oportunidades de experiências do cotidiano; e
4. Ajudar as famílias a lidarem com o autismo.
4.2 RECURSOS TERAPÊUTICOS
Uso de figuras, desenhos, vídeos e esquemas que interessem a criança → pode-se trabalhar a linguagem dentro dessas representações visuais através das palavras envolvidas nas ações que estão nas figuras, fotos e vídeos. É importante trabalhar com materiais visuais que representam momentos do cotidiano, como fotos que trabalhem o ato de comer, limpar, usar o banheiro ou brincar com os amigos. Aprender a lidar com o cotidiano é uma demanda urgente e importante para a criança com autismo, saindo um pouco do hiperfoco do autista e começando a incentivá-la a lidar com o contexto do dia a dia.
4.3 PLANO DE TRATAMENTO
Usar jogos de ação  →  crianças autistas geralmente gostam de tecnologia e usar jogos eletrônicos pode ser uma ótima alternativa. Pode-se utilizar games que vocalizem e trabalhem a ação para que, ao lado da criança, os pais relacionem determinada ação a uma palavra ou frase.
Abordagem de comportamento verbal → usar metodologia de treino verbal, por meio de imitação, como falar e esperar a criança imitar.
4.4 EVOLUÇÃO
Paciente já começou a aceitação a ir para a escola.
8. ESTUDO DE APERFEIÇOAMENTO
• Déficits persistentes na comunicação social e nas interações, como ausência de reciprocidade social e emocional, atraso na fala, dificuldade em manter uma comunicação verbal e não verbal, assim como manter um relacionamento são critérios importantes para diagnosticar TEA pelo DSM-V;
• Padrões restritivos e repetitivos de comportamento também são importantes de serem observados para o diagnóstico; • O diagnóstico é, essencialmente, clínico;
• Os sintomas costumam surgir antes dos três anos de idade, sendo possível diagnosticar por volta dos 18 meses;
• O diagnóstico precoce é de fundamental importância, pois, quanto antes intervenções forem feitas, melhores os resultados no tratamento;
• A conduta terapêutica apropriada deve seguir um caminho multidisciplinar que encoraje a compreensão e interações sociais; 
• O treinamento dos pais é de fundamental importância, pois o comportamento da criança é aprendido e mantido dentro das contingências do ambiente familiar;
• A terapia cognitivo comportamental (TCC) mostra-se como muito importante para redução da ansiedade, autoconhecimento e melhora nas habilidades do dia a dia; 
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Os resultados desses atendimentos nos levam a diferentes ordens de interpretações e considerações, partindo desde a maneira como os terapeutas ocupacionais respondem à questão social imposta na sociedade até às características das produções acadêmicas realizadas por tais profissionais. A questão que se estende para alguns grupos de profissionais é justamente em relação a esta resposta dada, e através dos resultados obtidos aqui essa discussão pode ser trazida à tona: “toda terapia ocupacional é social ou existe/tem que existir a terapia ocupacional social?”.
Como discutido anteriormente, a prática da terapia ocupacional no contexto social acontece desde meados de 1980, e isso de fato conseguiu-se identificar diante das publicações analisadas e o período de maior produção nesta área: a partir dos anos 2000. Entretanto, não podemos deixar de destacar que a terapia ocupacional social, enquanto subárea direcionada especificamente à refletir e propor a discussão do “por quê” da exclusão, ou ainda a dificuldade real encontrada na reinserção social (MALFITANO, 2016), também apresentou grande relevância nos resultados. 
Segundo dados encontrados, as ações no âmbito social fazem sim parte da realidade de alguns profissionais, contudo, existe um envolvimento grande nesta temática do grupo Metuia, entendendo que majoritariamente, suas publicações se direcionam ao desenvolvimento e defesa desta subárea. No que diz respeito à resposta dada à questão social, alguns aspectos da organização do trabalho dos terapeutas ocupacionais são relevantes e merecem destaque, visto que, historicamente, as atividades se estruturam enquanto possibilidade de aproximação e de caminhos de intervenção a serem trilhados pelos terapeutas ocupacionais no campo social.
 Além disso, constatou-se a existência de algumas propostas diversas também recorrentes quando o campo em evidência é o social. Dessa forma, ao tratar da questão social, segundo os textos analisados, a terapia ocupacional 58 busca intervir nas redes sociais fragilizadas dos indivíduos podendo ser realizada de diferentes maneiras, suscitando na construção e defesa das políticas públicas que possam favorecer essas pessoas, bem comoações que possibilitem que sejam protagonistas de sua própria história. Se aposta, assim, na necessidade de um posicionamento político-reflexivo-crítico nas propostas dos terapeutas ocupacionais, além da constituição de uma profissão articuladora de campos e de intervenções transdisciplinares pautadas em oficinas, dinâmicas e atividades, facilitando os encontros com os sujeitos, as transformações e os compartilhamentos de vivências. Desse modo, os terapeutas ocupacionais debruçam-se em recursos que visam à emancipação civil e política dos grupos em vulnerabilidade, visando também sua autonomia, bem como propõem construções de novas possibilidades de existência e garantia de direitos através de discussões e atividades em grupos, por exemplo. 
As contribuições da terapia ocupacional apresentam a possibilidade de compreensão da realidade, de uma aproximação verdadeira e que, através de uma dimensão técnica, fortaleça potencialidades. As discussões que partem dos textos do grupo Metuia, em sua maioria, consistem em propor reflexões da terapia ocupacional social enquanto elemento principal para a intervenção, utilizando-se de recursos, como atividades, oficinas com os mais variados temas e materiais e grupos que possibilitem trocas e vivências entre os sujeitos; possibilitar acesso aos espaços públicos e aos seus direitos básicos de cidadão; articular redes, pessoas e serviços valorizar as identidades individuais e coletivas dos sujeitos e contar com intervenção territorial. Além dos pontos citados, os textos publicados pelo grupo Metuia refletem sobre seus procedimentos e propõem diálogos com diferentes áreas, a fim de combater a exclusão social de pessoas que se encontram à margem. 
A própria terapia ocupacional social apresenta-se como principal elemento de resposta em torno da questão social no Brasil, fortalecendo as discussões do grupo, dentro e fora das universidades. Os dados encontrados nos artigos estabelecem que as produções dos terapeutas ocupacionais também podem ser compreendidas como uma maneira de rebatimento do que se entende por questão social. Constatou-se que a questão social, por vezes, foi tratada a fundo pelos autores, na qual o conceito e seus desdobramentos foram o foco das publicações, sendo realizadas explorações teóricas, discussões entre autores e intervenções focadas na problemática. Por vezes, a questão social foi encontrada apenas em nuances nos textos, de forma a demonstrar que os autores estavam de maneira indireta abordando o conceito, o que novamente nos remete à existência de uma subárea que se propõe à abordar a temática de maneira direta. Independente da maneira como este conceito apareceu nos textos, um ponto ficou bem claro: existe sim uma lógica estrutural imposta pela sociedade capitalista brasileira que determina quem participa da relação de trocas no mercado e quem permanece à margem, cabendo aos terapeutas ocupacionais responderem a isso, de acordo 59 com as publicações analisadas. 
Com o intuito de apropriação do que é entendido por questão social, foi possível identificar que a pobreza, a desigualdade de classes, a falta de trabalho, pessoas em situação de vulnerabilidade e desfiliação, pessoas em situação de rua, em sofrimento mental, em situação de violência familiar, na escola ou em qualquer espaço que possa estar circulando, a falta dos direitos que compõem a cidadania, situações de abrigo, abandono e alguma deficiência ou limitação de acesso aos espaços públicos e políticas sociais são reflexo de toda a problemática social existente na sociedade capitalista, bem como as questões mais encontradas no cotidiano relatado nas publicações dos profissionais envolvidos. Entendendo que os cenários acima descritos retratam a realidade da existência da questão social no país, é importante ressaltar que mesmo nas publicações em que o conceito não aparece de forma explícita, eles foram considerados nos textos, supondo que os autores de certa forma estariam abordando a temática em suas publicações.
 Conclui-se que a terapia ocupacional aparece com grande destaque quando o assunto é a população em situação de vulnerabilidade ou desfiliação e aposta em atividades potencializadoras de vínculos, convivências e aprendizados como respostas. Os terapeutas ocupacionais buscam, através de suas intervenções, uma ressignificação de sentidos e do pertencimento de si, utilizandose de recursos e mediadores, como oficinas e grupos culturais baseados no trabalho territorial e individual que, através da articulação intersetorial, auxiliam na busca pela cidadania e direitos sociais da população. Sabe-se que historicamente a terapia ocupacional surgiu nos contextos dos hospitais, instituições asilares e com os incapacitados das grandes guerras, entretanto, encontrou-se, em algumas das produções, a questão social como foco de ação da terapia ocupacional desde os anos 1980, levando-nos ao entendimento de que, ao longo do tempo, é classificada como uma profissão que tangencia as problemáticas econômicas, políticas e sociais. Pode-se observar que a terapia ocupacional no campo social, apresenta, enquanto proposta de assistência, a constante busca de participação social das pessoas com deficiências, transtornos mentais e em situação de vulnerabilidade e desfiliação, possibilitando intervenções pautadas nos princípios do SUS (Sistema Único de Saúde) e no SUAS (Sistema Único de Assistência Social), na saúde coletiva e nas ações extra-hospitalares, ressaltando, principalmente, as que ocorrem no próprio território, porém, existem ainda muitas ações que partem do campo da saúde, quando a necessidade é majoritariamente social, o que não acontece quando a intervenção parte da perspectiva da terapia ocupacional social. Foi possível identificar que os terapeutas ocupacionais apresentam suas individualidades e singularidades em cada ação, em cada publicação.
 A riqueza de se construir com o outro, de escutar 60 de maneira qualificada a cada história e cada vivência nos permite desenhar uma profissão que acompanha os diversos momentos históricos vividos. Os terapeutas ocupacionais respondem à dinâmica proposta pelo capitalismo, entendendo que esta também é norteada pelo vertiginoso fluxo de mudanças. Vale relembrar que os textos considerados aqui foram apenas em nível de artigos e priorizadas duas revistas indexadas da área, mas, aposta-se que os dados encontrados em diferentes veículos de publicação, dentre eles os livros e capítulos de livros não considerados nesta pesquisa, poderiam acarretar novas discussões e resultados. 
Como possibilidade de novas pesquisas referentes à mesma temática, sugere-se reflexões que partam da prática e das ações dos terapeutas ocupacionais, com o intuito de novas construções e saberes no que diz respeito à questão social
10. ANEXOS:
 
 
AVALIAÇÃO DE RELATÓRIO FINAL 
Para que o relatório seja corrigido de forma imparcial foram definidos os critérios avaliativos e os critérios de anulação do relatório final. Os critérios que podem causar anulação do relatório final são:
· Falta da entrega dos documentos utilizados no estágio (Termo de compromisso, ficha de acompanhamento e ficha de avaliação do supervisor de campo). Os documentos Termo aditivo e Dispensa de carga horaria devem estar presentes 
· Falta de assinatura nos documentos apresentados. 
· Inconsistências na ficha de acompanhamento. Realização do estágio no dia antes da data de vigência e/ou data de assinatura do termo de compromisso. Carga horaria com mais de 6 horas diárias ou 30 horas semanais.
· Ausência de fotos durante o estágio. Essas fotos devem ser do local e uma que contenha o aluno no local. Fotos de pacientes não precisam ser realizadas.
· Segundo a lei 9.610 de 02/1998, plágio é configurado como crime. Caso apareça algum texto plagiado de algum site, artigo, livro ou semelhança com algum colega de turma será anulado e o aluno não terá nota. Trabalhos sem referências bibliográficas também são considerados plágio.
· Relatório sem preenchimento ou fora do modelo proposto na disciplina.Os critérios avaliativos considerados na correção do relatório final de estágio, possuem o seguinte valor:
	CRITÉRIOS AVALIATIVOS
	VALOR
	PONTUAÇÃO
	Normas e padrões de formatação dentro das normativas da ABNT
	1,0
	
	Escrita Científica
	1,0
	
	Uso de referência bibliográficas atualizadas e relevantes
	1,0
	
	Ortografia, gramática e concordância adequada
	1,0
	
	Descrição das atividades realizadas
	2,0
	
	Identificação de dificuldades e problemas encontrados durante o estágio
	1,0
	
	Capacidade argumentativa
	2,0
	
	Trabalho entregue no prazo estabelecido
	1,0
	
	TOTAL
	10,0
	
________________________________________
Tutor(a) do Estágio
ALTA FLORESTA- MT
2024
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