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IDADE MODERNA 
Fim do século XV ao Século XVIII 
 
Contexto histórico 
# 19/05/1453 ocorreu a tomada de Constantinopla pelos Turcos Otomanos 
# 14/07/1789 ocorreu a tomada da Bastilha da Revolução Francesa 
# Formação dos Estados-nação 
# Renascimento cultural 
# Ascenção do capitalismo e da classe burguesa 
# O homem passa a ser o centro do universo 
# Fortalecimento da ciência como ideia universal e categórica 
# Impacto nas ciências e tecnologias dos paradigmas da teoria atômica, biologia 
molecular, teoria evolucionista, leis de Newton, dentre outros. 
# Invenção da luz elétrica, trem a vapor e telégrafo 
 
NA IDADE MODERNA ocorre a passagem das poéticas clássicas para as teorias estéticas – 
Da poética da tragédia (Aristóteles) à Filosofia trágica. 
• Surge o termo ESTÉTICA 
• Implode a barreira mimética e funda a singularidade das artes, cujas formas 
engendra a si mesmo, retirando as artes de dentro do regime de ocupações, ou 
seja, seu critério pragmático e constructo político. 
• O regime estético das artes, segundo Rancière, começou com decisões de 
reinterpretação daquilo que a arte faz ou daquilo que a faz ser arte. 
 
REGIME ESTÉTICO DAS ARTES 
 
 
 
 
 
Autonomia das artes 
Autonomia das artes 
Realismo 
romanesco: 
subversão das 
hierarquias da 
representação 
Na pintura, o que 
marca a passagem do 
antigo ao moderno é a 
não figuração (história 
simplista) 
Co-presença de 
temporalidades 
heterogêneas 
FIM DO SÉCULO XAVII – CRÍTICAS À TRAGÉDIA 
• CONNEILLE (1639): é a coerência dos personagens que importa e não sua 
moralidade 
• FONTENELLE (1657-1757): reforma a tragédia atribuindo uma moralidade 
• FÈVELON (1651-1715): exclui paixões das tragédias 
• VOLTAIRE (1694-1778): tragédia que não aparece uma paixão amorosa 
• LOS-SÈBASTIEN MERCIER (1740-1814): os personagens da tragédia teriam que 
trazer conteúdos ideológicos e terminar com a queda do monarca 
 
DRAMA BURGUÊS 
Segunda metade do século XVIII 
 
PRECUSSORES: 
LOPE DE VEGA (1562-1635): “A nova arte de fazer comédia, prepara o caminho 
para o drama. Se introduz a tragicomédia na Espanha e França, para Itália do século XVI. 
Há um desejo de se emancipar o teatro dos cânones antigos e adaptá-los ao gosto do 
público de seu tempo. Molière também desejava fazer teatro para o gosto popular (el 
vugo), e para elite. Molière saúda Lope de Veja como o pai da comédia moderna. 
LOPE DE VEJA, GUARNI E OGIER (SÉCULO XVII) 
 São os primeiros irregulares que irão influenciar o drama burguês. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rejeitam unidade de 
espaço e tempo 
Misturam gêneros 
(tragédia e comédia 
– tragicomédia) 
Adaptam as peças ao 
gosto popular 
3 linhas de força que 
se apoiará o drama 
burguês 
VOLTAIRE - Drama 
Civilizar os costumes como a grande escola do povo. A CENA para ele, é como uma 
tribuna onde o espectador receberá lições de volta ao caminho da virtude. 
 
DIDEROT – Teatro 
Salvará as almas que serão conduzidas ao caminho da virtude 
 
 
CLASSICISMO FRANCÊS (1630-1660) 
• Culto à antiguidade, obediência à regra 
• Nasce do desejo da verossimilhança 
• Unidade de tempo e lugar 
• Retorno à antiguidade 
 
RICHELIEU (1630-1640) 
Cardeal que se tornou ator dramático. 
 
MOLIÈRE (1635) 
comediante do Hotel de Bougogne e jovem Trupe revelado por Corneille. Seu Teatro 
desfruta da proteção real dos anos 30, correspondente ao florescimento do teatro 
clássico Francês. Foi intirduzido na corte de Luis XIV, que protegeu Molière até 1680. 
 
JEAN CHAPELAIN (1595-1674) 
Elabora teorias literárias sobre mimesis, essencial para tragicomédia 
 
JEAN DE MAIRET (1604-1686) 
Primeiro a formular na França a regra das três unidades (1631) 
 
LA MESNADIÈNE (1610-1663) 
“Poética” – manifesto das regras da dramaturgia clássica 
 
FRANCOIS D`AUNIGNE (1604-1676) 
“Prática do Teatro” (1657) – distinção entre teorias e práticas do teatro. Molière e 
Rancine não se preocuparam em teorizar sua arte, que vem à cena, 30 anos depois de 
Corneille. 
 
TEATRO CONTEMPORÂNEO 
Fim do século XVIII aos dias atuais 
 
Como fazer para que o palco dê a ilusão de realidade? Nascimento do Teatro Moderno 
 
TEATRO NATURALISTA 
ZOLA 
Grande teórico naturalista herdeiro de Diderot e Louis Sebastian Marcier (autores 
dramáticos). Criticam a verossimilhança do drama romântico e defende o realismo 
cênico fiel ao princípio da verossimilhança. 
 
ANTOINE (1858-1943) 
• Primeiro diretor a colocar o naturalismo do palco em cena. Criação do Théatre-
Libre, em Paris (1887) 
• Primeiro encenador moderno 
• Primeira assinatura como encenador e a sistematizar suas concepções e teorias 
da arte 
• Integra mutuamente o espaço cênico ao trabalho do ator 
• Fortalece a teoria da quarta parede 
• Coloca cortinas na boca da cena 
• Rejeita painel pintado e truques ilusionistas habituais do século XIX 
• Instaura a teatralidade do real, ou seja, os objetos possuem materialidade e 
carga expressiva e verossímel de realidade. 
• Presença do ator e do objeto real referente 
• Inscreve uma semântica do palco (unidade de lugar explode) 
• Cenário com quatro aspectos de uma casa 
• Exige adaptações e melhorias no palco italiano ao colocar espectadores de 
frente com as posições de cadeiras que permitissem visibilidade total do palco 
para todos (alturas) 
• Surgimento do termo ENCENAÇÃO: justaposição de elementos autônomos: 
cenários, figurinos, iluminação, sonoplastia, ator, etc. 
• Antoine encenou: TOLSTOI (o poder das Trevas, em 1891); TURGUENIEV (O pão 
de outrem, em 1906); STRINDBERG (Senhorita Júlia, em 1893); IBSEN (Pato 
selvagem, em 1906). 
STANISLAVSKI 
• Atuação dramática se torna criação, ou seja, o ator empresta suas próprias 
emoções ao personagem 
• Mimetismo psicológico: interpretação psicológica 
• Realismo sociológico 
• Interpretação naturalista 
• Sonoplastia era uma paisagem sonora (cenografia sonora) 
• Cenógrafo naturalista se torna um técnico a executar as concepções formuladas 
pelo diretor 
• Cenógrafo naturalista se torna um técnico a executar as concepções formuladas 
pelo diretor 
• Encenou TCHECOV e GORKI 
# Antoine e Stanislavski desejavam tornar a cena verossímel com a realidade e seus 
objetos cenográficos serem capaz de traduzir uma riqueza arqueológica ou sociológica. 
# Busca da ilusão cênica 
# Objetos e figurinos pra eles, devem ter uma função significante, ou seja, possuir uma 
carga de realidade 
# A ENCENAÇÂO de Antoine e Stanislavski explora o caráter tridimensional do palco pelo 
uso de praticável. Com eles, se afirma a supremacia do encenador. 
# Naturalistas condenavam qualquer forma de iluminação que revelasse o artifício. A luz 
tinha que ser a mais natural e atmosférica possível. Realismo verdadeiro em relação a 
materialidade do tempo. Contribuíram para construção de uma semiologia cênica do 
espaço pela luz, que depois vai ser aperfeiçoada pelos simbolistas APPIA e CRAIG. 
 
SÉC XX (01/01/1901 à 31/12/2000) 
• Arte da encenação exigia o aparato de um bom texto, tanto no naturalismo 
quanto no simbolismo 
• Do início do século até 1950: Época do textocentrimo - JEAN COPEAU (1903); 
GEORGES PITOEFF; ANDRE GIDE 
• Mudança de paradigma no teatro 
• Emergência do encenador 
• Ruptura das vanguardas artísticas 
• Hegemonia do cenário pictórico até a década de 50, que depois, foi substituído 
pelo cenário de arquiteto preconizado por APPIA e CRAIG (cenografia 
arquitetônica). 
 
ROMAIN ROLAND (1903) 
Tira o teatro da sala italiana para a abertura de um espaço que possa se abrir à uma 
multidão 
 
CRAIG (SIMBOLISTA) 
Revolução na exposição da luz no jogo de formas, volumes e profundidade. Chega a 
sonhar com o teatro sem ator. Pensa estar inaugurando o teatro cinético, uma 
potencialização do palco italiano. Sua estética pede a visão frontal do público. 
Remoldada segundo sua conveniência.

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