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02-12 Aula: Radiologia do SNC e Esclerose Múltipla – Anatomia Clínica, Vias Motores e Logística de Estudo Data e Hora: 2026-02-12 13:41:11 Local: [Inserir Local] Palestrante: Eduardo; [Inserir Nome]; [Inserir Nome] Assunto Radiologia Sistema Nervoso Central Esclerose Múltipla Anatomia Clínica Trato Corticoespinal Gliose Barreira Hematoencefálica Placas Ativas e Inativas Sistema motor e sensorial Sistema límbico Via visual e pares cranianos Neuroanatomia prática (corpo caloso, tronco encefálico, giros) Formativa, rotina e logística de estudo Resumo dos Pontos de Conhecimento 1. Esclerose Múltipla (EM) e desmielinização: Doença autoimune com desmielinização focal na substância branca, afetando nervo óptico, tronco encefálico, cerebelo e medula espinal. Lesões típicas em EM distribuem-se peri- ventricularmente, subcorticalmente, no tronco, cerebelo e medula, com placas ativas (inflamação, macrófagos lipídicos) e inativas (gliose). 2. Barreira hematoencefálica e infiltrado: Quebra da barreira permite migração de monócitos e linfócitos, produção de anticorpos contra mielina e formação de “coroas” de astrócitos/macrófagos ao redor das lesões. 3. Mielina, oligodendrócitos e colorações: Oligodendrócitos produzem mielina na substância branca; colorações evidenciam regiões mielinizadas (roxas) e áreas desmielinizadas (esbranquiçadas). 4. Gliose e cronicidade das placas: Placas ativas apresentam macrófagos carregados de lipídios; placas inativas mostram cicatrização por gliose. Não há regeneração neuronal; substituição por tecido glial. 5. Radiologia do SNC na EM: Padrões típicos de lesões, progressão temporal com novas lesões; importância da análise sistemática e correlação anatômico-clínica com acesso a imagens/lâminas no drive/computador específico. 6. Via motora (trato corticoespinal) e piramidal: Origina-se no giro pré-central, integra núcleos da base e cerebelo com retroalimentação; conduz comando “pronto” sem gânglio espinal de interpretação; desmielinização reduz velocidade de condução, implicando perda de força e controle motor. 7. Impacto sensório-motor da desmielinização: Lentificação do impulso compromete recrutamento motor; padrão clínico pode iniciar distal→proximal em membros inferiores, com perda de apoio, quedas e atrofia; proprioceptores (sensitivos) sofrem com falta de movimento e carga, agravando desequilíbrio. 8. Sistema límbico e influência na motricidade: Hipocampo e circuito de Papez modulam comportamento emocional e podem influenciar indiretamente execução motora e ajustes. 9. Pares cranianos e via visual: I e II com origem aparente no diencéfalo; demais no tronco encefálico. Via visual percorre corpos geniculados até córtex calcarino; acometimentos centrais podem gerar déficits visuais. 10. Corpo caloso e giro do cíngulo: Partes do corpo caloso (rostro, joelho/genu, corpo, esplênio) e associação do giro do cíngulo ao sistema límbico; atenção a inversões nas imagens e marcações corretas. 11. Neuroanatomia prática de tronco encefálico e córtex: Identificação de bulbo, ponte, mesencéfalo; distinção de tálamo e hipotálamo no diencéfalo; reconhecimento de giros temporais (superior, médio, inferior) e frontais (superior, médio, inferior), sulco central, giros pré/pós-centrais e suas funções. 12. Logística acadêmica e atividades: Elevação do nível acadêmico (Enade 4; meta 7); fim de gincanas lúdicas em favor de estudos dirigidos por roteiro; imagens no drive/computador “medicina, brunel”; formação de grupos, marcação com alfinetes, fotos, divisão de tarefas, prazos e entrega. Explicação dos Pontos de Conhecimento 1. Esclerose Múltipla (EM) Doença autoimune que gera anticorpos contra mielina, causando desmielinização focal na substância branca. Principais áreas acometidas: nervo óptico (alterações visuais), tronco encefálico (pares cranianos, coordenação), cerebelo (ataxia), medula espinal (déficits motores e sensitivos). Colorações de mielina mostram áreas roxas (mielina) e esbranquiçadas (desmielinização). Em fases ativas, macrófagos lipídicos são abundantes; em fases inativas, predomina gliose. Radiologicamente, reconhecer padrões peri-ventriculares, subcorticais, tronco, cerebelo e medula, mapeando progressão por novas lesões. 2. Barreira Hematoencefálica e Infiltrado Inflamatório A disfunção da barreira facilita entrada de monócitos/linfócitos no parênquima, promove produção de anticorpos anti-mielina e inflamação local. Observam-se coroas de astrócitos/macrófagos e vasos adjacentes com permeabilidade aumentada; macrófagos acumulam lipídios da mielina fagocitada. A presença de infiltrado indica atividade da placa (ativa vs. inativa). 3. Mielina, Oligodendrócitos e Substância Branca A bainha de mielina, produzida por oligodendrócitos, envolve axônios e permite condução rápida. Em lâminas, regiões roxas indicam mielina preservada; focos esbranquiçados indicam perda. A comparação de áreas normais e desmielinizadas auxilia a correlação anatômico-clínica e o acompanhamento da progressão. 4. Gliose e Placas Ativas vs. Inativas Placas ativas: infiltrado inflamatório com macrófagos lipídicos. Placas inativas: cicatrização por gliose (fibras gliais), sem regeneração neuronal. Marcadores histológicos e padrões de gliose distinguem atividade e cronicidade. 5. Radiologia do SNC na EM Lesões típicas: peri-ventriculares (alinhamento radial aos ventrículos laterais), subcorticais, tronco, cerebelo, medula. Progressão temporal com novas lesões. Estudo sistemático de lâminas/imagens no drive/computador específico, rotulando localização anatômica e correlacionando com manifestações clínicas. 6. Trato Corticoespinal (Via Motora) Principal via motora para MMSS, tronco e MMII; origina-se no giro pré-central, com integração funcional a núcleos da base e cerebelo (retroalimentação para ajustes finos). Sem gânglio espinal de relevo na via motora, o comando é conduzido “pronto” e ajustado; desmielinização reduz velocidade, afetando força e controle. Correlacionar sintomas com lesões no cérebro ou medula. 7. Impacto da Desmielinização na Condução Neural e Propriocepção Sem mielina, a condução é mais lenta, comprometendo recrutamento motor eficiente e gerando perda de força. Em membros inferiores, por demanda de sustentação e resistência, a lentificação pode resultar em padrão distal→proximal (perda de apoio do pé, quedas, atrofia). Proprioceptores (sensitivos) dependem de movimento e carga; sem estímulo, há piora do feedback sensorial e do controle postural, potencializando desequilíbrio e dificuldades de coordenação. 8. Sistema Límbico e Influência na Motricidade Alterações límbicas (hipocampo, circuito de Papez) modulam comportamento emocional e podem influenciar tônus e execução motora indiretamente via conexões subcorticais e corticais. 9. Pares Cranianos e Via Visual Origem aparente dos pares cranianos: I e II no diencéfalo; dez restantes no tronco encefálico. O nervo óptico (II) projeta através dos corpos geniculados ao córtex calcarino; lesões centrais na via visual geram déficits específicos conforme topografia. 10. Corpo Caloso e Giro do Cíngulo Corpo caloso: rostro (curva anterior), joelho (genu, próximo à curvatura), corpo (segmento central), esplênio (parte posterior, oposta à curva). Giro do cíngulo arqueado sobre o corpo caloso integra o sistema límbico; atenção à orientação e inversões em imagens; correção de marcações por cores/números. 11. Tronco Encefálico, Diencéfalo e Giros Corticais Tronco encefálico: identificação prática de bulbo (p. ex., nº 5), ponte (p. ex., nº 13), mesencéfalo, diferenciando vistas anterior/posterior. Diencéfalo: tálamo (p. ex., nº 9) e hipotálamo; distinguir cavidades ventriculares de regiões teciduais. Córtex: giros temporais (superior, médio, inferior) e frontais (superior, médio, inferior); sulco central como referência para separar giro pré-central (motor primário) e pós-central (somatossensorial primário). 12. Logística Acadêmica, Estudo Dirigido e Atividade em Grupo Foco em anatomia clínica aplicada, comelevação do nível acadêmico (Enade 4; meta 7) e diferenciação profissional. Encerramento de “desafios” lúdicos; adoção de roteiro e estudo dirigido com imagens/lâminas no drive ou no computador “medicina, brunel” (material não está no cloud). Dinâmica em grupos: receber folhas, marcar seis itens (“pancadinhas”), colocar nomes, passar pelo “aceito”, tirar fotos, dividir tarefas, conferir e entregar até o “banco”. Tarefas de Casa Abrir o roteiro (recebido às 23:00), executar exercícios teórico-práticos e preparar perguntas para discussão. Acessar imagens/lâminas pelo drive ou pelo computador “medicina, brunel”; percorrer e identificar lesões peri-ventriculares, subcorticais, tronco, cerebelo e medula; mapear ao menos cinco lesões por região anatômica. Correlacionar focos de desmielinização (nervo óptico, tronco, medula) com sinais clínicos; elaborar quadro comparativo de sintomas por topografia (óptico, tronco, medula). Classificar imagens em placas ativas vs. inativas com base em macrófagos lipídicos e gliose. Mapear trajetos do trato corticoespinal e relacionar déficits motores (MMSS, tronco, MMII) conforme localização de lesões no cérebro vs. medula; integrar impacto de propriocepção. Reforçar identificação do corpo caloso (rostro, joelho, corpo, esplênio) e do giro do cíngulo; revisar pares cranianos (I–II no diencéfalo; III–XII no tronco); confirmar giros temporais e frontais, sulco central e funções dos giros pré/pós- centrais. Em grupo, estudar imagens, identificar os seis itens, responder perguntas, nomear o grupo, passar pelo “aceito” e entregar “até o banco”; marcar com alfinetes, tirar fotos, dividir tarefas e conferir respostas.