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04/05/2026
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Pós
Profª Ana Paula Duque
Plano de aula
 Pós
 Características
 Cominuição
 Mistura de pós
 Pós medicinais
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Introdução
 A maioria das matérias primas farmacêuticas existem na forma de 
sólidos amorfos ou cristalinos, com diferentes estruturas 
morfológicas.
 Pó = conotação farmacêutica: forma física de um material ou tipo 
de preparação farmacêutica.
Pós: misturas de fármacos secos, finamente divididos e/ou 
substâncias químicas que podem ser destinados ao uso interno e 
externo.
Grande uso na preparação de outras formas farmacêuticas
Pós
 Matérias primas sólidas são caracterizadas com o intuito de 
determinar suas propriedades físicas e químicas:
✓ morfologia;
✓ pureza;
✓ solubilidade;
✓ estabilidade;
✓ tamanho da partícula;
✓ uniformidade;
✓ compatibilidade com outros componentes da formulação.
 Processamento químico e farmacêutico para garantir eficácia e 
eficiência → ajuste e controle do tamanho da partícula.
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Tamanho da partícula e análise
10 mm de diâmetro
1 µm de diâmetro
-Muito grosso
-Grosso
- Moderadamente grosso
- Fino 
 
-Muito fino
Tamanho da partícula e análise
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Tamanho da partícula e análise
Afeta vários fatores:
 Velocidade de dissolução das partículas.
 Suspensabilidade e uniformidade de partículas dispersas (0,5-1,0 µm).
 Uniformidade de conteúdo.
 Grau de penetração de partículas a serem inaladas (1-5 µm).
 Grau de aspereza para pomadas e cremes ( 50 a 100 µm).
Métodos para determinar o tamanho da partícula
 Tamisação: partículas passam por uma série de tamises dispostos em 
ordem decrescente, sob agitação mecânica. É determinada a proporção do 
pó que passa ou é retido em cada tamis.
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Métodos para determinar o tamanho da partícula
 Microscopia: feita com auxílio de uma grade calibrada ou outro 
dispositivo de medida (0,2-100 µm).
 Método por sedimentação: determinado pela velocidade de 
sedimentação em meio líquido em ambiente gravitacional ou centrífugo 
(0,8-300 µm).
 Dispersão ou espalhamento de luz: determinado pela redução da 
intensidade luminosa que alcança o sensor à medida que a partícula, 
imersa num líquido ou gás, passa na zona de medida (0,2-500 µm). Pode 
usar laser He-Ne, detector fotodiodo e sonda ultra-sônica (0,02-2000 µm).
Métodos para determinar o tamanho da partícula
 Laser holográfico: laser pulsante é disparado através de uma aspersão 
em aerossol de partículas, e fotografado em 3D; permitindo que as 
partículas sejam visualizadas e medidas individualmente (1,4-100 µm).
 Impacto em cascata: Uma partícula é arrastada pela corrente de ar e 
bate numa superfície se a sua inércia for suficiente para superar a força 
que a mantém na corrente de ar. As partículas são separadas em várias 
faixas de tamanho pelo aumento sucessivo da velocidade de corrente de ar 
que estão sendo transportadas.
Os métodos podem ser associados e acoplados a central computadorizada
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Métodos para reduzir o tamanho da partícula
 Redução do tamanho da partícula em pequena escala, com auxílio 
de gral e pistilo.
 Grau de trituração mais fino = superfície mais porosa.
 Redução do tamanho da partícula em grande escala, com auxílio de 
moinhos e pulverizadores: COMINUIÇÃO.
 Ação de lâminas que se movem numa câmara, fazendo com a que a 
partícula após triturada passe por uma série de malhas e depois seja 
coletada.
Levigação
 Para preparação de pomadas, reduz o tamanho da partícula e a 
aspereza do pó a ser empregado.
 Uma pasta é formada pela incorporação do pó a um líquido que é 
um agente levigante, no qual são insolúveis.
 Essa pasta é então triturada, reduzindo o tamanho da partícula.
 A seguir a pasta é adicionada à base da pomada, gerando uma 
mistura uniforme e lisa.
 Óleo mineral e glicerina são os agentes levigantes mais utilizados.
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Mistura de pós
ESPATULAÇÃO:
 Mistura de pequenas quantidades de pós, que sejam não-potentes.
 Não tem homogeneidade assegurada.
 Tem pouca compressão ou compactação do pó.
 Aceitável para misturas de pós que formam misturas eutéticas 
(liquefação): cânfora, mentol, timol, aspirina, fenilsalicilato.
 Para diminuir o contato, utiliza-se um diluente inerte como óxido de 
magnésio e carbonato de magnésio, que separa fisicamente os 
componentes problemáticos.
Mistura de pós
TRITURAÇÃO:
 Para reduzir o tamanho e misturar os pós.
 Gral de vidro para se obter a mistura sem ter que reduzir o tamanho 
da partícula.
 Quando uma pequena quantidade de substância potente deve ser 
misturada a grande quantidade de diluente = diluição geométrica.
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Diluição geométrica
 Método utilizado para assegurar que pequenas quantidades de pós, 
geralmente fármacos potentes, estejam distribuídos uniformemente em 
uma mistura. 
 É empregada com o objetivo de facilitar e aumentar a segurança e a 
precisão da pesagem de fármacos com baixa dosagem e difíceis de pesar 
com exatidão.
Tipos de Diluições Geométricas
As diluições normalmente empregadas são de 1:10, 1:100 ou 1:1000, 
dependendo da faixa de dosagem da substância.
 Até 0,1mg recomenda-se a diluição 1:1000
 De 0,11mg a 0,99 mg recomenda-se a diluição 1:100
 Acima de 1 mg recomenda-se a diluição 1:10
Diluição geométrica
 De acordo com a literatura Prista, L. Nogueira – 6º edição, na mistura de 
dois pós que estão em uma formulação em quantidades desiguais, deve-se 
primeiro triturar o princípio ativo com igual volume do diluente, reduzindo 
a um pó com a mesma tenuidade. Esta operação é repetida, adicionando à 
mistura, de cada vez, um volume de diluente aproximadamente igual ao 
que ele já ocupa, até que todo diluente seja consumido.
 Outra técnica que pode ser utilizada para princípios ativos difíceis de pesar 
com exatidão é adição de corantes a estes ativos. Como por exemplo, uma 
diluição a 1:100, pesa-se 0,1g de substância ativa, adiciona-se uma 
quantidade pequena de corante e mistura-se com o restante do excipiente, 
descontando deste excipiente o peso do ativo e do corante.
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Diluição geométrica
Diluição 1:10
 1g excipiente +1g P.A. + 0,05g corante. (O excipiente é colocado primeiro 
no gral para fechar os poros): triture;
 2g de mistura (já no gral) + 2g excipiente: triture;
 4g de mistura (já no gral) + 4g excipiente: triture;
 8g de mistura (já no gral) + 1,95g excipiente (é levada em consideração a 
soma do corante, pois no final a soma da mistura não deve ultrapassar 
10g): triture.
 Misturar o pó no gral com pistilo, sempre retirando pó aderido às laterais 
do gral e do pistilo com auxílio de uma espátula, até homogeneização.
Mistura de pós
PENEIRAMENTO:
 Obtenção de produto leve e solto.
 Não aceitável para pós potentes.
TOMBAMENTO:
 Em câmara rotatória.
 Misturador mecânico.
 Completa mas mais demorada.
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Pós medicinais
Pós divididos e não divididos
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Pós medicinais
 Vantagens:
✓ Ação mais rápida
✓ Doses volumosas
✓ Podem ser misturados a líquidos ou alimentos leves
 Desvantagens:
✓ Sabor desagradável
✓ Certa instabilidade
Aerossois
 Pós administrados com auxílio de inaladores de pó seco que liberam 
partículas micronizadas.
 1 a 6 µm de diâmetro.
 Diluentes como alfa lactose monoidratada cristalina e 
cromoglicato de sódio para auxiliar no fluxo da formulação e na 
uniformidade de dose, além de proteger o pó contra a umidade. 
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Pós medicinais
 Mistura de fármacos e/ou substâncias químicas finamente divididas 
e na forma seca. 
 Obtidos por pulverização de substâncias ressecadas a mais baixa 
temperatura possível não devendo ultrapassar os 45ºC. 
 Administrados por via tópica, oral e parenteral. 
 As especialidades médicas que mais utilizam são a pediatria e a 
geriatria. 
Pós medicinais - Tipos
 Pós para administração oral: São geralmente administrados comou em 
água ou outro líquido apropriado. Podem também ser deglutidos 
diretamente. Apresentam-se em embalagens unitárias, quer como 
preparações multi dose. 
 Pós-efervescentes: Apresentam-se como os anteriores, porém contêm em 
sua formulação substâncias ácidas e carbonatos ou bicarbonatos (básicos) 
que reagem rapidamente na presença de água liberando dióxido de 
carbono, formando as “bolhas”. 
 Pó para aplicação local: São isentos de aglomeráveis palpáveis de 
partículas. Quando se destinar especificamente a ser aplicado em ferida 
aberta extensa ou em pele gravemente afetada, a preparação deve ser 
estéril. 
 Pó para preparação de medicamentos: Parenterais, Suspensão, Solução
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Quanto à higroscopia
 DELIQUESCENTE: 
• Material ou substância que se dissolve com apenas a água que absorve do 
ambiente (ex.: Sal de cozinha) 
• A substância hidratada absorve água porque a pressão de vapor da água na 
substância é menor que a pressão de vapor da água no ar. 
 EFLORESCENTE:
• Substância hidratada que perde água porque a pressão de vapor da água 
na substância é maior que a pressão de vapor da água no ar.
Pós efervecentes
 A efervescência destina-se a proporcionar um paladar agradável, 
corrigindo eventualmente o gosto de certos fármacos utilizando as 
propriedades ácidas do CO2, o qual vai ainda atuar secundariamente como 
estabilizante da mucosa gástrica, podendo aumentar a absorção do 
medicamento.
 A efervescência é conseguida à custa da reação de um carbonato 
ou bicarbonato com um ácido orgânico, como o cítrico ou o tartárico, na 
presença da água usada para a ingestão do medicamento, produzindo-se a 
liberação de CO2.
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Pós efervecentes
 Geralmente usa-se uma quantidade fixa e arbitrária de ácido tartárico, 
ácido cítrico ou NaH2PO4, podendo ainda associarem-se estes três 
compostos. 
 Calcula-se a quantidade de NaHCO3 que necessária a ser adicionada à 
formulação em função da acidez conferida pelos ácidos e o NaH2PO4, de tal 
modo que a reação entre eles em presença de água, gera uma solução 
próximo da neutralidade.
 Os pós efervescentes constituem uma fórmula dotada de má 
conservação, pois absorvem facilmente umidade atmosférica dada a 
grande superfície que apresentam. É por isso que eles são geralmente 
substituídos por granulados, que são menos sujeitos a esta alteração.
Regras gerais para a preparação de pós 
efervecentes
 Logo após a pulverização e tamisação de cada um dos pós presentes 
na fórmula, secar cada um desses pós em estufa à 50-60°C durante 20 
minutos.
 Pulverizar e tamisar isoladamente cada um dos pós secos, misturá-los em 
um gral. Secar o pó composto obtido em estufa à 50°C durante 20 
minutos aproximadamente.
 Após o término da etapa anterior, caso necessário, tamisar a mistura final 
obtida.
 Envase em frasco de vidro âmbar ou em um saco plástico de 
tamanho compatível com o volume formulado visando obter uma melhor 
estética e até mesmo dificultar degradações. Antes do envase verifique a 
compatibilidade da preparação com o material de envase. Rotule e 
registre.
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Grânulos
Profª Ana Paula Duque
Grânulos
 São aglomerados preparados de pequenas partículas de pó.
 Possuem formato irregular, mas geralmente são esféricos.
 Apresentam tamanho de 2 a 4,5 mm (tamis 4 a 12), embora possam 
ser preparados em vários outros tamanhos.
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Granulação
 Melhor homogeneidade.
 Maior densidade.
 Facilidade superior de escoamento.
 Maior reprodutibilidade em medição volumétrica.
 Maior compressibilidade.
 Resistência mecânica superior a do pó.
 Permite associação de flavorizantes, corantes e outros adjuvantes.
Métodos de preparo
 Método úmido básico:
✓ Pós são misturados a um líquido, gerando uma pasta que passa através de 
um malha para produzir grânulos do tamanho desejado
✓ São colocados em uma bandeja para secaram sob o ar ou aquecimento
 Leito fluidizado: as partículas são colocadas em peça cônica e 
vigorosamente dispersas e suspensas, enquanto um excipiente 
líquido é aspergido sobre elas, formando grânulos e pellets.
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Método de preparo
 Método de granulação a seco: pó seco passa através de rolo 
compactador, que o processa em forma de lâminas finas e depois 
passa por equipamento granulador.
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	Slide 1: Pós
	Slide 2: Plano de aula
	Slide 3: Introdução
	Slide 4: Pós
	Slide 5: Tamanho da partícula e análise
	Slide 6: Tamanho da partícula e análise
	Slide 7: Tamanho da partícula e análise
	Slide 8: Métodos para determinar o tamanho da partícula
	Slide 9: Métodos para determinar o tamanho da partícula
	Slide 10: Métodos para determinar o tamanho da partícula
	Slide 11: Métodos para reduzir o tamanho da partícula
	Slide 12: Levigação
	Slide 13: Mistura de pós
	Slide 14: Mistura de pós
	Slide 15: Diluição geométrica
	Slide 16: Diluição geométrica
	Slide 17: Diluição geométrica
	Slide 18: Mistura de pós
	Slide 19: Pós medicinais
	Slide 20: Pós divididos e não divididos
	Slide 21: Pós medicinais
	Slide 22: Aerossois
	Slide 23: Pós medicinais
	Slide 24: Pós medicinais - Tipos
	Slide 25: Quanto à higroscopia
	Slide 26: Pós efervecentes
	Slide 27: Pós efervecentes
	Slide 28: Regras gerais para a preparação de pós efervecentes
	Slide 29: Grânulos
	Slide 30: Grânulos
	Slide 31: Granulação
	Slide 32: Métodos de preparo
	Slide 33
	Slide 34: Método de preparo
	Slide 35
	Slide 36
	Slide 37
	Slide 38

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