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1 CURSO TÉCNICO EM SERVIÇOS PÚBLICOS GESTÃO DE DOCUMENTOS E AQUIVÍSTICA Aula 08 Marlene de Oliveira Professor Conferencista 2 REVENDO A AULA ANTERIOR Observamos a importância da correta preparação para ao arquivo , seus objetivos e os materiais e ferramentas que devem ser utilizadas para a sua implantação, tanto nas instituições públicas, quanto nas privadas. 3 AULA 08 MÉTODOS DE ARQUIVO: ALFABÉTICO, GEOGRÁFICO, NUMÉRICO, CRONOLÓGICO, POR ASSUNTO TEMA DA AULA 4 OBJETIVO DESTA AULA Conhecer os diversos métodos de arquivo o uso e sua aplicação nos arquivos dos órgãos públicos. 4 5 SISTEMAS E MÉTODOS DE ARQUIVAMENTO 5 Básicos Alfabético Geográfico Numérico Ideográfico (assunto) Simples Cronológico Dígito -Terminal Alfabéticos Numéricos 6 6 Ideográfico (assunto) Alfabéticos Numéricos Enciclopédico Dicionário Duplex Decimal Uniterno ou Indexação coordenada Variadex Automático Soundex Minemônico Rôneo Padronizados 7 Imagem 01 8 MÉTODO ALFABÉTICO É o mais simples, desde que o elemento principal a ser considerado seja o nome. É um método direto, porque a pesquisa é feita diretamente, não sendo necessário se recorrer a um índice auxiliar para localizar qualquer documento. Nesse método, as fichas ou pastas são dispostas na ordem rigorosamente alfabética, respeitadas as normas gerais para a alfabetação, através de guias divisórias, com as respectivas letras. (PAES,2005) 9 DESVANTAGENS Erros de arquivamento tendem a predominar no arquivamento alfabético, quando o volume de documentos é muito grande, devido ao cansaço visual e à variedade de grafia dos nomes. 10 1. Nos nomes de pessoas físicas, consideram- se o último sobrenome e depois o prenome. Exemplo Arquiva-se João Barbosa Barbosa, João Pedro Álvares Cabral Cabral, Pedro Álvares Paulo Santos Santos, Paulo Maria Luísa Vasconcelos Vasconcelos, Maria Luísa 11 Observação: quando houver sobrenomes iguais, prevalece a ordem alfabética do prenome. Exemplo Arquiva-se Aníbal Teixeira Teixeira, Aníbal Marilda Teixeira Teixeira, Marilda Paulo Teixeira Teixeira, Paulo Vítor Teixeira Teixeira, Vítor 12 2. Sobrenomes compostos de um substantivo e um adjetivo ou ligados por hífen não se separam. Exemplo Arquiva-se Camilo Castelo Branco Castelo Branco, Camilo Paulo Monte Verde Monte Verde, Paulo Heitor Villa-Lobos Villa-Lobos, Heitor 13 3. Os sobrenomes formados com as palavras Santa, Santo ou São seguem a regra dos sobrenomes compostos por um adjetivo e um substantivo. Fonte: Manual do Profissional de Secretariado V.II Oliveira, Marlene. Bond, Maria Thereza 2009 Exemplo Arquiva-se Waldemar Santa Rita Santa Rita, Waldemar Luciano Santo Cristo Santo Cristo, Luciano Carlos São Paulo São Paulo, Carlos 14 4. Os artigos e as preposições, tais como a, o, um, uma, d’, da e do não são considerados Exemplo Arquiva-se Pedro de Almeida Almeida, Pedro de Ricardo d’Andrade Andrade, Ricardo d’ Lúcia da Câmara Câmara, Lúcia da Arnaldo do Couto Couto, Arnaldo do 15 Os nomes espanhóis são registrados pelo penúltimo sobrenome, que corresponde ao sobrenome de família do pai. Exemplo Arquiva-se José de Oviedo y Baños Oviedo y Baños, José de Francisco de Pina de Mello Pina de Mello, Francisco de Angel del Arco y Molinero Arco y Molinero, Angel del 16 Jorge de Abreu Sobrinho; Jorge de Abreu Filho; Jorge de Abreu Neto. a) Filho, Jorge de Abreu b) Neto, Jorge de Abreu c) Sobrinho, Jorge de Abreu PARA PESSOAS DA MESMA FAMÍLIA 17 MÉTODO GEOGRÁFICO O método geográfico é do sistema direto. A busca é feita diretamente ao documento. Este método é preferido quando o principal elemento a ser considerado em um documento é a procedência do local. (PAES,2005) 18 ESTADO CIDADE CORRESPONDENTE PR CURITIBA Silva, Joana SC JOINVILLE Correia, João SC LAGUNA Silva, João RS PORTO ALEGRE Dias, Ana RS SANTA MARIA Santos, Maria 19 Quando se trata de correspondência com outros países, alfabeta-se em primeiro lugar o país, seguido da capital e do correspondente. As demais cidades serão alfabetadas em ordem alfabética, após as respectivas capitais: PAÍS CIDADE CORRESPONDENTE França Paris (capita) Unesco França Chamonix Bardot, Brigite Portugal Lisboa (capital) Maria, Antonio Portugal Lagos Albufeira, João 20 NOME DA CIDADE, ESTADO E CORRESPONDENTE Quando o principal elemento de identificação é a cidade e não o estado, deve-se observar a rigorosa ordem alfabética por cidades, não havendo destaque para as capitais. 21 Exemplo Brasília (Distrito federal) Silva, Jackson Brasília (Minas Gerais) Leite, Edson Itabaiana (Paraíba) Santos, Therezinha Itabaiana (Sergipe) Souza, Lourdes de 22 Imagem 02 23 MÉTODO NUMÉRICO Quando o principal elemento a ser considerado em um documento é o número, a escolha deve recair sobre um dos seguintes métodos: simples, cronológico ou dígito terminal. PAES, 2005 24 VANTAGENS Esses métodos são indiretos, uma vez que, para se localizar um documento ou pasta, há que se recorrer a um índice alfabético (em fichas), que fornecerá o número sob o qual o documento ou pasta foram arquivados. 25 DESVANTAGENS Além do registro (em livro ou fichas) das pastas ocupadas, a fim de se evitar que sejam abertas duas ou mais pastas com o mesmo número, é indispensável um índice alfabético remissivo, sem o qual fica difícil a localização dos documentos. 26 APLICAÇÃO O método numérico simples, feitas algumas adaptações, tem ampla aplicação nos arquivos especiais (discos, fotografias, filmes, fitas sonoras) e documentos especializados (projetos de engenharia, projetos de financiamento, prontuários médicos, cadastros de funcionários). 27 No método numérico cronológico, além da ordem numérica, deverá ser observada a data. Esta modalidade é a adotada em quase todas as repartições públicas. (PAES, 2005) MÉTODO NUMÉRICO CRONOLÓGICO E DÍGITOTERMINAL 28 UTILIZAÇÃO 1 - Numera-se o documento e não a pasta. O documento depois de autuado, colocado capa de cartolina, onde além do número de protocolo são transcritas outras informações, em geral, passa a ser denominado processo 29 2 - Além da ficha numérica, também chamada de ficha de protocolo, que é o registro propriamente dito, onde será indicada toda a movimentação do documento ou processo, devem ser preparados índices auxiliares (em fichas) alfabético, de procedência e de assunto para facilitar a recuperação da documentação 30 O método de arquivamento por assunto não é de fácil aplicação, pois depende de interpretação dos documentos sob análise, além de amplo conhecimento das atividades institucionais. No entanto, é o mais aconselhado nos casos de grandes massas documentais e variedade de assuntos. (PAES, 2005) MÉTODOS POR ASSUNTO 31 UTILIZAÇÃO Cada instituição deverá, de acordo com suas peculiaridades, elaborar seu próprio plano de classificação, onde os assuntos devem ser agrupados sob títulos principais e estes subdivididos em títulos específicos, partindo-se sempre dos conceitos gerais para os particulares. 32 ROUPAS MASCULINAS FEMININAS INFANTIS Camisas Calças Meias Saias Blusas Meias Recém-nascidos De 01 a 04 anos De 05 a 10 anos Exemplo de um planejamento de arquivamento utilizando o método por assunto 33 EVENTOS CONGRESSOS FEIRAS PALESTRAS Saúde Empresariais Profissionais Setorial Multissetorial Profissional Empresariais Saúde Profissional Exemplo de um planejamento de arquivamento utilizando o método por assunto 34 Estudamos sobre os diversos métodos e sistemas de arquivo e sua aplicabilidadecom vantagens e desvantagens para que possa ser selecionado de acordo com o tipo de documento e instalação do arquivo RESUMO DA AULA 35 REFERÊNCIAS DAS IMAGENS 1 - https://pixabay.com/pt/armario-para-arquivo-escrit%C3%B3rio-146152/ 2 - https://pixabay.com/pt/anel-de-ligantes-alinhado- organiza%C3%A7%C3%A3o-2654130/ 36 REFERÊNCIAS FREIBWERGER, Zélia.Gestão de Documentos e Arquivística. IFPR,2010. SANTOS, V.B. Gestão de documentos eletrônicos: uma visão arquivística. Brasília: ABARQ, 2002. PAES, Marilena Leite. Arquivos: teoria e prática. Rio de Janeiro: FGV, 2002. 228 p. 37 CURSO TÉCNICO EM SERVIÇOS PÚBLICOS GESTÃO DE DOCUMENTOS E AQUIVÍSTICA Aula 08 Marlene de Oliveira Professor Conferencista