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Curso Bíblico da Paróquia Santo Antônio de Ipanema em 2026 FIGURA DE LINGUAGEM Na obra de Zuck (1994: 167/183), afirma que a Bíblia contém centenas de figuras de linguagem. E. W. Bullinger agrupou as figuras de linguagem da Bíblia em mais de 200 categorias. Que é uma figura de linguagem? As regras gramaticais determinam a função habitual das palavras. Em alguns casos, porém, o orador ou escritor põe essas regras de lado intencionalmente a fim de empregar novas formas, as quais chamamos figuras de linguagem. Como escreveu Bullinger: “Uma figura é meramente uma palavra ou frase colocada de forma diferente de seu emprego ou sentido original e simples.” Quando dizemos: “Está chovendo forte”, trata-se de uma afirmação normal, direta. Mas se dissermos: “Está chovendo canivete”, estaremos dizendo a mesma coisa, só que de uma maneira diferente, mais ilustrativa. Nas palavras de Sterrett: “Figura de linguagem é uma palavra ou frase utilizada para comunicar um sentido diferente do literal, verdadeiro”. Exemplos de expressões figuradas na linguagem moderna: “Ninguém engole esse argumento”; “Apoie-se na Palavra de Deus” e “Morri de rir”. No primeiro exemplo, o argumento não é algo que se consiga mastigar e engolir. A ideia é de que ele não convence. O segundo exemplo, não está falando de usar a Bíblia fisicamente como ponto de apoio, mas sim de firmar-se em suas verdades de modo que estejamos convictos daquilo em que cremos. No terceiro exemplo, a ideia comunicada é de intensa alegria. Quando João Batista exclamou: “Eis o Cordeiro de Deus” (ver Jo 1, 29), ele não estava apontando para um animal, mas sim para Jesus, o qual ele estava comparando a um cordeiro. As pessoas que ouviam aquelas palavras, assim como os leitores de hoje, enfrentam o desafio de procurar entender em que sentido Jesus era como um cordeiro. Como era costume dos judeus sacrificar cordeiros, sem a menor dúvida João estava pensando na morte vicária de Cristo por causa das pessoas e em lugar delas. POR QUE SE UTILIZAM FIGURAS DE LINGUAGEM? As figuras de linguagem acrescentam cor e vida. “O SENHOR é a minha rocha” (ver Sl. 18, 2) é uma forma colorida e viva de dizer que eu posso depender do Senhor, pois ele é forte e inabalável. As figuras de linguagem chamam a atenção. O interesse do ouvinte ou do leitor desperta rapidamente quando ele se depara com a singularidade das figuras de linguagem. Isso é nítido, por exemplo, na advertência de Paulo, “Acautelai-vos dos cães...” (ver Fl. 3, 2). As figuras de linguagem ficam mais bem registradas na memória. A afirmação de Oséias “Como vaca rebelde se rebelou Israel...” (ver Os. 4,16) é mais fácil de lembrar do que se ele tivesse escrito: “Israel é extremamente teimoso”. Os escribas e os fariseus dificilmente esqueceriam as palavras de Jesus: “...sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos, e de toda imundícia” (ver Mt. 23, 27). As figuras de linguagem são usadas em muitos idiomas pelo fato de serem facilmente lembradas e deixarem impressões indestrutíveis. COMO SABER SE UMA EXPRESSÃO APRESENTA SENTIDO FIGURADO OU LITERAL? Em geral, uma expressão está em sentido figurado quando destoa do assunto ou quando difere dos fatos, da experiência ou da observação. Quando um comentarista esportivo diz que os “Gaviões da fiel” derrotaram a “Raposa”, sabemos que ele está-se referindo a dois times de futebol brasileiro, e não que aves da fauna brasileira estão atacando raposa de verdade. Vejamos algumas regras que podem ajudar a identificar figuras de linguagem: Adote sempre o sentido literal de uma passagem, a menos que haja boas razões para não fazê-lo. Por exemplo, em Ap. 7, 9 “...em pé diante do trono e diante do Cordeiro...” obviamente é uma referência a Jesus Cristo, não a um animal, como João 1:29 deixa claro. O sentido é o figurado se o literal implicar uma impossibilidade. O Senhor não tem asas (ver Sl. 57, 1), nem a terra tem ouvidos (“...prestai atenção, ó terra...”, (ver Mq. 1, 2). O sentido é figurado se o literal for absurdo, como no caso de as árvores baterem palmas (ver Is. 55,12). Adote o sentido figurado se o literal sugerir imoralidade. Como seria um ato de canibalismo comer a carne de Jesus e beber seu sangue, é evidente que ele estava usando linguagem figurada (ver Jo. 6:53- 58). Repare se uma expressão figurada vem acompanhada de uma explicação literal. Aqueles que “dormem” (ver 1 Ts. 4,13-15) logo em seguida são chamados de “os mortos” (v. 16). Quando Paulo disse que os Efésios estavam “mortos” (ver Ef. 2, 1), não quis dizer que tinham morrido de verdade. O apóstolo explicou imediatamente que eles estavam mortos em suas “transgressões e pecados”. Às vezes uma figura é ressaltada por um adjetivo qualificativo, como “Pai Celeste” (ver Mt. 6, 14), “o verdadeiro pão” (ver Jo. 6, 32), “a pedra que vive” (ver 1 Pe. 2, 4). A LINGUAGEM DE FIGURADA É O OPOSTO DA INTERPRETAÇÃO LITERAL? O estilo figurado é uma forma colorida de comunicar a verdade literal. Como explicou Mounce: “Um escritor pode transmitir seu pensamento por meio de palavras empregadas em seu sentido denotativo direto, isto é, sentido próprio de uma palavra frase, como pode também escolher um caminho mais agradável o da linguagem figurada. Mas uma coisa precisa ficar clara: em qualquer um dos casos, o sentido literal é o mesmo. [...] Uma interpretação só é literal quando corresponde ao que o autor quis dizer”. Quando Pedro escreveu: “O diabo [...] anda em derredor, como leão que ruge...” (1 Pe. 5, 8), a legitimidade dessa analogia figurada depende de um mínimo de entendimento a nosso respeito de leões. O mesmo se aplica a tipos, símbolos, parábolas, alegorias e fábulas. ALGUNS TIPOS DE FIGURAS DE LINGUAGEM Muitas figuras de linguagem que encerram comparação são tiradas de elementos da natureza (chuva, água, fogo, solo, flores, árvores, animais, etc.). Já outras falam de utensílios humanos (cerâmica, túmulos, vestimentas) e outras ainda referem-se às experiências do homem (nascimento, morte, guerra, música). Símile: É uma comparação em que uma coisa lembra outra explicitamente (usando como, assim como, tal qual, tal como). Pedro usou uma símile quando escreveu: “...toda carne é como a erva...” (ver 1 Pe. 1, 24). As palavras do Senhor em Lucas 10, 3 são uma símile: “...Eis que eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos”. Metáfora: É uma comparação em que um elemento é, imita ou representa outro (sendo que os dois são essencialmente diferentes). Numa metáfora, a comparação está implícita, ao passo que no símile é visível. Uma pista para identificar uma metáfora é que os verbos “ser” e “estar” sempre são empregados. Temos um exemplo disso em Isaías 40, 6: “Toda a carne é erva”. Note que essa frase difere daquela de 1 Pedro 1, 24: “...toda carne é como a erva”. Um elemento é, imita ou representa outro, sendo essencialmente diferentes. A comparação está implícita. Os verbos “ser” e “estar” sempre são empregados. Vos sois o sal da terra (Mt 5, 13), Eu sou a porta (Jo 10, 7-9). Hipocatástase. Faz uma comparação em que a semelhança é indicada diretamente. O contexto é essencial. Quando Davi disse: “Cães me cercam...” (ver Sl. 22,16), estava referindo-se a seus inimigo, chamando-os cães. Eis o Cordeiro de Deus (Jo 1, 29) Metonímia: Consiste em substituir uma palavra por outra. Quando dizemos que o Congresso tomou uma decisão, estamos referindo-nos a deputados e senadores. Ex: (a pena é mais forte do que a espada). Não podeis beber o cálice do Senhor (1 Co 10, 21) Na Bíblia, alguns tipos de metonímia: A causa é usada em lugar do efeito. Os opositores de Jeremias disseram: “inde, firamo-lo com a língua...” (ver Jr. 18,18). Como seria absurdo produzir ferimentos com a língua, é óbvio que eles estavam referindo-sea palavras. A língua era a causa, e as palavras, o efeito. O objeto é empregado em lugar de outro semelhante ou que está a ele relacionado. Quando o Senhor disse para Oséias que “a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor” (ver Os. 1, 2), a menção da terra diz respeito à população. Quando Jesus disse: “se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir”. (ver Mc. 3, 25), é claro que ele não estava falando de uma casa de verdade; referia-se à família que mora na casa. Sinédoque: É a substituição da parte pelo todo, ou do todo pela parte. A palavra grego, em Romanos 1, 16, diz respeito a todos os gentios. O Senhor disse: “eu chamo a espada sobre todos os moradores da terra...” (ver Jr. 25, 29). A espada é a parte que representa o todo uma catástrofe. Priscila e Áquila “arriscaram as suas próprias cabeças” (ver Rm 16, 4) por Paulo. Nesta sinédoque, “suas cabeças”, a parte representa suas vidas, o todo. Censo de todo o mundo (Lc 2.1) Merisma: É um tipo de sinédoque em que a totalidade ou o todo é substituído por duas partes contrastes ou opostas. Quando o salmista escreveu: “Sabes quando me assento e quando me levanto...” (ver Sl. 139, 2), ele não estava limitando o conhecimento do Senhor aos momentos em que ele se sentava e se levantava. Pelo contrário, estava dizendo que o Senhor conhecia todos os seus movimentos. Hendíad: Consiste na substituição de um único conceito por dois termos coordenados (ligados por “e”) em que um dos elementos define o outro. “O sacrifício e serviço”, de Filipenses 2, 17, deve significar “serviço com sacrifício”. Da mesma forma, quando os apóstolos falaram deste “ministério e apostolado”, estavam referindo-se a este “ministério apostólico” (ver At. 1, 25). Vem de: hen (um) + dia (por meio de) + dis (dois). = “ministério apostólico”. Personificação: O que ocorre aqui é a atribuição de características ou ações humanas a objetos inanimados, a conceitos ou a animais. A alegria é uma emoção atribuída ao deserto, em Isaías 35, 1: “O deserto e a terra se alegrarão...” Isaías 55, 12 fala de montes e outeiros entoando cânticos e de árvores batendo palmas. Onde está a morte a tua vitória? (1 Co 15, 55) Antropomorfismo: Atribui qualidades ou ações humanas a Deus. Seus olhos passam por toda a terra... (2 Cr 16, 9). como ocorre nas referências aos dedos de Deus (ver Sl. 8, 3), a seus ouvidos (ver 31:2) . Antropopatia. Esta figura de linguagem atribui emoções humanas a Deus, como vemos em Zacarias 8, 2: “...Tenho grandes zelos de Sião”. A ira de Deus se acendeu... (Nm 22, 22) Zoomorfismo: Se o antropomorfismo atribui características humanas a Deus, o zoomorfismo atribui características animais a Deus (ou a outros). São maneiras expressivas e originais de salientar certos atos e qualidades do Senhor. O salmista disse: “[Deus] Cobrir-te-á com as suas penas, sob suas asas estarás seguro...” (ver Sl. 91, 4). A imagem que vem à mente dos leitores é de pintinhos ou passarinhos protegidos debaixo das asas da galinha ou do pássaro- mãe. Apóstrofe: Consiste numa referência direta a um objeto como se fosse uma pessoa, ou a uma pessoa ausente ou imaginária como se estivesse presente. Quando o salmista falou com o mar: “Que tens, ó mar, que assim foges?...” (ver Sl. 114, 5). Miquéias fala diretamente à terra, em Miquéias 1, 2: “Ouvi, todos os povos, prestai atenção, ó terra...” Eufemismo: Consiste na substituição de uma expressão desagradável ou injuriosa por outra inofensivo ou suave. Falamos da morte mediante eufemismo: “ele passou para o outro lado”, “bateu as botas” ou “foi para uma melhor”. A Bíblia fala da morte dos cristãos como um adormecimento (ver At 7, 60). Comparação: Três elementos são necessários para que haja uma comparação: o comparado, um termo de comparação (como, assim como, tal qual, mais que, menos que, igual a, assemelha-se a etc.) e o “comparante”. Porque, assim como Jonas foi sinal para os ninivitas, o Filho do Homem o será para esta geração. Lc 11, 30 Antonomásia: consiste na utilização ora de nome comum ou de uma expressão no lugar de um nome próprio. Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador... Lc 2,11 O Salvador é Jesus, mas Lucas não usa o nome próprio Consiste na oposição de dois termos ou de duas expressões na mesma frase ou no mesmo parágrafo. Antítese: Consiste na oposição de dois termos ou de duas expressões na mesma frase ou no mesmo parágrafo. Hoje coloco diante de vocês a vida e o bem, a morte e o mal, Dt 30, 15. Entrem pela porta estreita! Porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que conduz para a perdição, Mt 7, 13. Porque o salário do pecado é a morte mas o dom é a gratuito de Deus é a vida eterna Rm 6, 23. Figuras de linguagem que encerram exageros ou atenuações Hipérbole: É uma afirmação exagerada em que se diz mais do que o significado literal com o objetivo de ênfase. O salmista valeu-se da hipérbole para acrescentar ênfase quando escreveu: “...todas as noites faço nadar o meu leito, de minhas lágrimas o alago” (ver Sl. 6, 6). A Bíblia de Jerusalém expressa a ideia da hipérbole numa linguagem um pouco mais literal: “...de noite eu choro na cama, banhando meu leito com lágrimas”. Davi estava chorando muito, mas com certeza não a ponto de sua cama nadar ou ficar encharcada. Em Salmos 119, 136 acontece algo parecido: “Torrentes de água nascem dos meus olhos...”. É claro que dos olhos dele não saía nenhuma torrente de água. Ele estava tão triste que chorava muito. Por acaso Jesus quis dizer que os escribas e fariseus realmente coavam mosquitos e engoliam camelo? (ver Mt. 23, 24) A questão é a seguinte: enquanto os fariseus se preocupavam com pormenores insignificantes da lei, à semelhança da retirada cuidadosa de um mosquito de um líquido, eles negligenciavam aspectos muito maiores, bem mais importantes da mesma lei (Mt, 23), como a justiça, a misericórdia e a fidelidade, como se estivessem facilmente engolindo um camelo! A Hipocrisia e vaidade dos escribas e dos fariseus. Cidades fortificadas até os céus... (Dt 1, 28). Lítotes: Consiste numa frase suavizada ou negativa para expressar uma afirmação. É o oposto da hipérbole. Quando dizemos “Ele não é um mau pregador”, queremos dizer que ele é um pregador muito bom. A atenuação confere ênfase. Quando Paulo disse: “...Eu sou judeu, natural de Tarso, cidade não insignificante...” (ver At. 21, 39), quis dizer que Tarso era na realidade de uma cidade importante. Paulo depreciou a si mesmo com uma litotes, e 1 Cor. 15, 9: “Porque eu sou o menor dos apóstolos...” . Essa declaração de autêntica humildade foi feita para salientar a graça de Deus em sua vida, como pecador que não a merecia (ver vs. 10). Ironia: É uma forma de ridicularizar indiretamente sob a forma de elogio. Com frequência vem marcada pelo tom de voz de quem fala, para que os ouvintes a percebam. Por isso, às vezes é difícil saber se uma declaração escrita deve ser considerada ironia. Mas normalmente o contexto ajuda a mostrar se é ou não uma ironia. Quando Jesus disse aos fariseus e aos escribas “...Jeitosamente...” (ver Mc. 7, 9), parece que estava começando a fazer um elogio. Mas o resto da frase mostra que estava na ridicularizando-os. Assim, a frase inteira é uma ironia: “...Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição”. Indiretamente sob a forma de elogio; às vezes vem acompanhada de humor. Clamai em altas vozes, por que ele é Deus (1 Rs 18, 27) Elipse: Omissão de uma palavra cuja falta deixa incompleta a estrutura gramatical. Apareceu a Cefas e aos doze. (?) (1 Co 15, 5) Zeugma: Associa dois substantivos a um verbo, qdo pela lógica o verbo só pede um substantivo. Sua boca se abriu e sua língua... (Lc 1, 64) Reticência: Interrupção repetida do discurso, como se o orador não tivesse podido terminá-lo. Se conheceras por ti mesmo...mas... (Lc 19, 42). Pergunta Retórica: É aquela que não exige resposta; seu objetivo é forçar o leitor a respondê-la mentalmente e avaliar as suas implicações. Assim, aumenta a força e a irrefutabilidade da prova. Podem exigir uma resposta positiva ou negativa, ou ainda admoestar ou repreender. Para Deus há coisa demasiadamente difícil (Gn 18, 14). Pode a figueira produzir figos...? (Tg 3, 12). Por que sois tímidos...? (Mc 4, 40). Exageros ou Atenuações. Pleonasmo: Repetição de palavras ou acréscimo de palavras semelhantes (parecem redundâncias) Quem tem ouvidos para ouvir, ouça (Lc 8, 8). Incoerências: Oxímoro Combinação de termos opostos ou contraditórios (oxus = esperto; moros = burro) Sacrifícios vivos (Rm 12, 1). Paradoxo: Afirmação aparente absurda ou contrária ao bom senso, embora não seja uma contradição. ...quem perder a vida... salva-la-á (Mc 8, 35). Sonoridade: Paronomásia Emprego das mesmas palavras ou de palavras de sons semelhantes para produzir sentidos diferentes. É um jogo de palavras ou um trocadilho (assonância e aliteração). Is 5, 7: juízo x matança, justiça x sofrimento. Onomatopéia: Palavra cuja pronúncia imita o som da coisa significada (murmúrio, chiado, tique-taque). CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante dos instrumentos acima apresentados, procuramos mostrar de uma forma resumida o que está envolvido no estudo, aprofundamento e compreensão da Palavra de Deus. Não há dúvida que o trabalho de intérprete da Bíblia requer paciência e consciência, não menos que o ouro para ser extraído das profundezas do solo onde se encontra. O conhecimento e domínio dos princípios, leis e métodos de interpretação da Bíblia enunciados é naturalmente só um passo. Eles nos servem de ferramenta de trabalho. Agora, o trabalho mesmo fica com você. Num tempo em que se tem tantas vozes se ouvem e se fazem ouvir, é preciso fazer soar de novo a voz nítida e clara do Evangelho de Jesus Cristo, a única possibilidade de salvação para a humanidade. Numa época de tantas e sutis filosofias e ideologias, é urgente que se ensine com toda profundidade aquela mensagem que à todas se sobrepõe, a todas julga, a todas questiona, estabelecendo critérios últimos de verdade e de sentido para a vida. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GORDON, D. Free e DOUGRLAS, Stuart. Entendes o que lês. 14 ed. São Paulo: Edições VIDA NOVA, 2008, 329 p. ZUCK, Roy B. A interpretação Bíblica: meios de descobrir a verdade da Bíblia. 11 ed. São Paulo: Edições VIDA NOVA, 2013, 356 p. OSBORNE, Grant R. A Espiral Hermenêutica: uma nova abordagem à interpretação bíblica. São Paulo: Edições VIDA NOVA, 2009, 767 p. NICODEMUS, Augustu. Video: A Importância da Interpretação Bíblica. São Paulo. Claiton André Kunz – Exegese do NT / 2012 – Extraído de: A Interpretação Bíblica (Roy B. Zuck). VIRKLER, Henry A.. Hermenêutica Avançada: Princípios e Processos de Interpretação Bíblica. São Paulo. Editora Vida, 2001. BERKHOF, Louis. Princípios de Interpretação Bíblica. Editora JUERP, 4ª edição, 1988. Referência Bibliográfica: BÍBLIA. Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2015. Curso Bíblico Paróquia Santo Antônio de Ipanema. 1- O que você achou de mais interessante no conteúdo hermenêutica de figura de linguagem? 2- O que são figura de linguagem? 3- Como identificar uma figura de linguagem em um texto bíblico? E dê um exemplo por meio de uma citação Bíblica e classifique qual é a linguagem usada no mesmo.