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Santo Antônio de Jesus 2024 UNIVERSIDADE ANHANGUERA MARCOS VIANA FALCÃO DOS SANTOS CURSO DE FARMÁCIA RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM DISPENSAÇÃO Santo Antônio de Jesus 2024 RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM DISPENSAÇÃO Relatório do Estágio Supervisionado em Dispensação apresentado como requisito obrigatório para a obtenção da pontuação necessária na disciplina de Estágio Supervisionado em Dispensação. Orientador: Prof. Ms. Flávia Soares Lassie MARCOS VIANA FALCÃO DOS SANTOS SUMÁRIO 1 APRESENTAÇÃO.................................................................................. 3 2 INTRODUÇÃO........................................................................................ 4 3 ATIVIDADES DO ESTAGIÁRIO............................................................ 5 4 Teoria em prática- SITUAÇÕES- PROBLEMA....................................7 5 TERMO DE VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO........................................17 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................18 3 1 APRESENTAÇÃO O estágio supervisionado e a oportunidade que temos no curso de graduação que possibilita o aluno colocarem prática a teoria aprendida em sala de aula. Ele é importante para que haja uma vivência da profissão, aquisição de experiência e desenvolvimento de habilidades. O estágio em Dispensação possibilita aos alunos o contato com a rotina prática, permitindo-lhes que instituam um conceito do que foi adquirido para que possa ser incrementado ou adaptado às instituições em que venham a atuar, solidificando o conhecimento do aluno e proporcionando-lhe uma visão prática e vasta da atuação do farmacêutico no hospital. A proposta inicial do estágio é proporcionar ao graduando uma visão de suas atividades no âmbito da Dispensação de Medicamentos. Durante a execução desse, procura-se desenvolver práticas relacionadas à dispensação farmacêutica, ao gerenciamento de estoque, à farmacotécnica, participação em comissões de farmácia, e monitorização do tratamento prestado ao paciente, que é considerado o principal objetivo da Farmácia. Tendo como objetivos aprimorar os conhecimentos em Dispensação do estudante de farmácia no setor de público, o Estágio Supervisionado em Dispensação foi realizado no FARMÁCIA BÁSICA DA SECRETARIA DE SAÚDE – São Felipe - BA no com carga horária de 80 horas em campo no período de 03/05/2024 à 21/05/2024. 4 2 INTRODUÇÃO A Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, estabelece que o processo de dispensação de medicamentos na farmácia está sob a responsabilidade do profissional farmacêutico (Brasil, 1973). Com o passar dos anos houve o surgimento de novas definições das atividades farmacêuticas, tais como, a Atenção Farmacêutica apresentada por Hepler e Strand (1990), as quais têm influenciado cada vez mais estes profissionais a assumir um papel ativo de promoção da saúde. Segundo Petty (2003), a profissão farmacêutica está mudando da simples oferta de medicamentos para uma função clínica de fornecimento de informações. A dispensação é o ato farmacêutico de distribuir um ou mais medicamentos a um paciente em resposta a uma prescrição elaborada por um profissional autorizado (Arias, 1999). Trata-se de uma oportunidade para o farmacêutico contribuir para o uso racional de medicamentos (Marin et al., 2003), pois na interação com o paciente é possível identificar a necessidade do mesmo e orientar tanto sobre o medicamento quanto sobre educação em saúde, atuando desta forma como um agente de saúde. A dispensação deve ser entendida como integrante do processo de atenção ao paciente, ou seja, como uma atividade realizada por um profissional da saúde com foco na prevenção e promoção da saúde, tendo o medicamento como instrumento de ação. 5 3 ATIVIDADES DO ESTAGIÁRIO Toda prescrição deve atender aos aspectos formais, legais e clínicos. Durante a verificação e avaliação dessa prescrição, se ocorrer alguma disparidade ou irregularidade em relação aos aspectos técnicos, legais ou administrativos, o prescritor deve ser contatado para resolução do problema. A dispensação deve garantir que o medicamento seja entregue ao paciente correto, exatamente na quantidade adequada e na dose prescrita e que as informações fornecidas sejam suficientes para a correta utilização do medicamento. É durante a dispensação que se dá, muitas vezes, o único contato do usuário com um profissional de saúde, o farmacêutico, antes de iniciar o tratamento da sua doença ou enfermidade. As informações fornecidas pelo farmacêutico durante o processo de dispensação destacam-se aquelas relacionadas à indicação, posologia, tempo de tratamento e resultados esperados, possíveis reações adversas, interações com medicamentos e alimentos, guarda dos medicamentos e monitoramento quando necessário. É necessário questionar o usuário sobre histórico de alergias ao produto dispensado para possíveis intervenções. Todo o processo deve estar guiado pelo diálogo em que o profissional identifica as necessidades de informação para aquela situação de dispensação e de cada usuário especificamente, baseado no nível de conhecimento eexperiência do usuário com aquele tratamento e a experiência do profissional e da equipe quanto às deficiências de informações que geram problemas na utilização dos medicamentos. informações e principalmente garantir que o usuário compreendeu todo o processo de uso, além das informações habituais de uma dispensação. Como os demais procedimentos realizados na farmácia, a dispensação precisa é documentada em um livro de registros, incluindo as informações sobre o usuário e a farmacoterapia. Esses dados auxiliam no acompanhamento do serviço de dispensação além de ser subsídio de intervenções. No momento do atendimento/dispensação é comum encontrarmos algumas contraindicações ou dúvidas dos pacientes. Alguns já fazem uso de medicamento e estão querendo associar um fitoterápico ao mesmo tempo. Nesse momento de extrema importância o farmacêutico, que deve fazer uma revisão da farmacoterapia e verificar a conciliação medicamentosa. 6 No estágio nos deparamos com vários pacientes precisando de orientação sobre o uso de medicamentos e suas contra indicações. Foi um estágio enriquecedor onde apreendemos o papel do farmacêutico diante a população na farmácia básica da cidade de São Felipe. 7 4 TEORIA EM PRÁTICA- SITUAÇÕES- PROBLEMA 1.1 ORIENTAÇÕES PARA AS ATIVIDADES Seja bem-vindo ao Estágio Supervisionado em Dispensação! No decorrer dessas semanas do Estágio Supervisionado em Dispensação, você irá aprender como lidar com diferentes situações da dispensação no uso racional de medicamentos. Na primeira situação problema teremos o contexto de acompanhamento da pressão arterial, desde a estratégia utilizada até o embasamento legal para realização dessa ação. Na segunda atividade teremos o contexto da avaliação da prescrição e do papel do farmacêutico na orientação adequada do paciente/cliente. Por fim, na terceira situação problema teremos um caso de responsabilidade técnica e o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados e suasimplicações legais. Para resolver essas atividades, recomendamos que sua produção seja baseada nas melhores evidências disponíveis nas bases de dados científicas, que podem ser acessadas por meio da sua Biblioteca Virtual, para garantir o raciocínio crítico e reflexivo, importantes na sua futura jornada profissional. Bons Estudos! Equipe de Docentes do Curso de Farmácia 8 ATIVIDADE 1: Maria Eduarda é recém-formada em farmácia. Há dois meses ela começou a trabalhar em uma farmácia no centro da cidade. É frequente a prestação de serviços farmacêuticos onde Maria trabalha e toda semana Dona Josefa, uma senhora de 65 anos, vai à farmácia para aferir a pressão e fazer esse acompanhando junto ao farmacêutico disponível que registra os resultados em ficha e na carteira de hipertenso do usuário. No dia 23/01/22 Maria Eduarda atendeu a DonaJosefa que relatou fortes dores de cabeça e tontura, após aferir a pressão arterial da paciente, a farmacêutica ao anotar o resultado na ficha percebeu que há algumas semanas Dona Josefa estava apresentando pressão arterial elevada: Controle Pressão Arterial (PA) Data Horário PA Sistólica PA Diastólica 02/01/2022 10h15 136 76 07/01/2022 15h30 141 82 12/01/2022 8h23 130 78 20/01/2022 18h45 149 97 23/01/2022 13h00 148 95 Ao receber a explicação da farmacêutica sobre os resultados da ficha de controle da pressão arterial, Dona Josefa pediu para Maria Eduarda indicar outro anti-hipertensivo que faria melhor efeito. a) Observando a Ficha de Controle de Pressão Arterial (PA) da paciente, explicaria os sintomas relatados pela Dona Josefa? Discuta sobre a comorbidade apresentada pela paciente e os valores presente na ficha de acompanhamento da PA. b) Explique a importância da presença da Ficha de Controle de Pressão Arterial nas farmácias que ofertem esse serviço farmacêutico e a Resolução (RDC) que traz esse embasamento. c) Qual a conduta adequada de Maria Eduarda frente ao caso exposto? Links úteis: 9 https://www.cff.org.br/userfiles/20%20- %20BRASIL_%20CONSELHO%20FEDERAL%20DE%20FARM%C3%81CIA_%20200 9%20Resolucao_499_2008_CFF.pdf. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2009/rdc0044_17_08_2009.html. a): resposta: Com base nos valores da pressão arterial registrados na ficha de controle da Dona Josefa, é possível observar que houve um aumento progressivo da pressão arterial sistólica e diastólica ao longo das semanas anteriores ao dia em que ela relatou fortes dores de cabeça e tontura. Esses sintomas podem estar relacionados à hipertensão não controlada, que é uma condição em que a pressão arterial permanece constantemente elevada. A hipertensão não controlada pode levar a complicações graves, como problemas cardíacos, acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e danos nos rins. b): resposta: A presença da Ficha de Controle de Pressão Arterial em farmácias que oferecem serviços farmacêuticos é de extrema importância para acompanhar e monitorar pacientes hipertensos, como no caso da Dona Josefa. Essa prática contribui para a detecção precoce de alterações na pressão arterial, permitindo intervenções oportunas para prevenir complicações. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 44/2009 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estabelece a obrigatoriedade da presença do farmacêutico em estabelecimentos que realizam serviços farmacêuticos, incluindo o acompanhamento de pacientes com hipertensão arterial. c): resposta: Diante do caso apresentado, a conduta adequada de Maria Eduarda seria orientar Dona Josefa a procurar imediatamente um médico para avaliação e ajuste do tratamento anti-hipertensivo. É fundamental que o tratamento da hipertensão seja individualizado e supervisionado por un profesional de saúde qualificado, como o médico. Maria Eduarda pode reforçar a importância do controle da pressão arterial regularmente e do cumprimento das orientações médicas para garantir a eficácia do tratamento e prevenir complicações associadas à hipertensão. ATIVIDADE 2: Paula é estudante do último período de farmácia e iniciou o estágio de https://www.cff.org.br/userfiles/20%20-%20BRASIL_%20CONSELHO%20FEDERAL%20DE%20FARM%C3%81CIA_%202009%20Resolucao_499_2008_CFF.pdf https://www.cff.org.br/userfiles/20%20-%20BRASIL_%20CONSELHO%20FEDERAL%20DE%20FARM%C3%81CIA_%202009%20Resolucao_499_2008_CFF.pdf https://www.cff.org.br/userfiles/20%20-%20BRASIL_%20CONSELHO%20FEDERAL%20DE%20FARM%C3%81CIA_%202009%20Resolucao_499_2008_CFF.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2009/rdc0044_17_08_2009.html 10 dispensação há uma semana, muito proativa, ela acompanha os farmacêuticos no momento da dispensação e o atendimento aos pacientes. Ela percebeu que muitos idosos procuram a farmácia para adquirirem medicamentos para dislipidemia, anti-hipertensivos, hipoglicemiantes orais, entre outros. Alguns levam prescrição médica e documentos pessoais, conseguindo adquirir os medicamentos de forma gratuita. Paula questionou o farmacêutico sobre esses casos e ficou sabendo um pouco mais sobre o Programa Farmácia Popular do Brasil. Alguns dias depois, Paula atendeu Cláudia, uma senhora de 70 anos, com uma prescrição de Sinvastacor 40mg. Paula explicou a Cláudia que ela poderia pegar esse medicamento por um custo bem inferior e que ela poderia trocar pelo genérico Sinvastatina 40mg dispensado pelo Programa Farmácia Popular. a) A conduta da estagiária foi correta? Quais as orientações que Paula deveria fornecer ao paciente sobre os medicamentos dispensados pelo Programa Farmácia Popular? b) Discuta sobre o surgimento do Programa Farmácia Popular do Brasil e seus objetivos. a): resposta: A conduta da estagiária Paula foi correta ao orientar a paciente sobre a possibilidade de adquirir o medicamento genérico Sinvastatina 40mg através do Programa Farmácia Popular. No entanto, para fornecer informações mais completas e precisas à paciente, Paula deveria ter dado as seguintes orientações: Explicar sobre o Programa Farmácia Popular. Apresentar as opções disponíveis. Requisitos e documentos necessários. Localização das farmácias conveniadas. b): resposta: O Programa Farmácia Popular do Brasil foi criado em 2004 como uma iniciativa do Governo Federal para ampliar o acesso da população a medicamentos essenciais, principalmente para doenças crônicas, por meio de descontos ou distribuição gratuita em farmácias conveniadas. Os principais objetivos do Programa Farmácia Popular são: Promover o acesso a medicamentos: O programa busca tornar os medicamentos mais acessíveis à população, especialmente os de uso contínuo 11 para tratamento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e dislipidemia. Melhorar a adesão ao tratamento: Ao oferecer medicamentos a preços mais acessíveis ou gratuitos, o programa incentiva a adesão ao tratamento médico, contribuindo para um melhor controle das doenças e redução de complicações. Reduzir os impactos econômicos: O Programa Farmácia Popular ajuda a reduzir os gastos das famílias com medicamentos, aliviando o impacto financeiro que o tratamento de doenças crônicas pode ter. Ampliar o acesso à saúde: Ao facilitar o acesso a medicamentos, o programa contribui para a promoção da saúde e o bem-estar da população, além de atuar na prevenção de complicações de doenças crônicas. Em resumo, o Programa Farmácia Popular do Brasil desempenha um papel importante na garantia do acesso a medicamentos essenciais, principalmente para grupos mais vulneráveis, como os idosos, contribuindo para a melhoria da saúde pública no país. ATIVIDADE 3 Para ampliar o atendimento na farmácia, o proprietário pediu algumas instruções do farmacêutico responsável técnico (RT) sobre a dispensação de medicamentos sujeitos a controle especial. Contudo, foi preciso aprender sobre o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), haja vista que a farmácia irá dispensar medicamentos sujeitos à Portaria 344/1998 (como os entorpecentes e os psicotrópicos) e antimicrobianos. Um mês após a implementação de medicamentos controlados na farmácia, o farmacêutico RT 12 percebeu que alguns colegas de profissão estavam com dificuldades quanto aouso do SNGPC e com as prescrições, por isso o RT resolveu repassar o treinamento, já aplicado anteriormente, sobre dispensação de medicamentos sujeitos a controle especial. a) Se você fosse o farmacêutico RT, como elaboraria esse treinamento? Quais assuntos abordaria? b) Discuta sobre a Portaria 344/1998 e o uso do SNGPC. c) Reflita sobre a frase: “A dispensação de medicamentos sujeitos a controle especial deve ser realizada exclusivamente por farmacêuticos, sendo proibida a delegação da responsabilidade sobre o controle dos medicamentos a outros funcionários.” Por que osmedicamentos sujeitos à Portaria 344/1998 deve ficar sob responsabilidade do farmacêutico? Linksúteis: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs/1998/prt0344_12_05_1998_rep. html https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2011/rdc0020_05_05_2011.h tml a): resposta: Elaboração do Treinamento para Dispensação de Medicamentos Sujeitos a Controle Especial Objetivo do Treinamento capacitar os farmacêuticos e equipe envolvida na farmácia sobre a correta dispensação de medicamentos sujeitos a controle especial, conforme a legislação vigente, e o uso eficiente do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). Conteúdo Programático do Treinamento: Introdução ao Controle de Medicamentos Especiais Importância do controle de medicamentos: Riscos de abuso, dependência e impacto na saúde pública.Portaria 344/1998: Breve histórico e objetivos principais. Conhecendo a Portaria 344/1998 Classificação dos https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs/1998/prt0344_12_05_1998_rep.html https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs/1998/prt0344_12_05_1998_rep.html https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2011/rdc0020_05_05_2011.html https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2011/rdc0020_05_05_2011.html 13 medicamentos sujeitos a controle especial: Entorpecentes, psicotrópicos, outros medicamentos controlados.Critérios para inclusão de substâncias: Fatores que determinam a classificação de uma substância como controlada.Documentação necessária: Tipos de receitas e requisitos para a dispensação (receitas A, B, B2 e C).Regras de prescrição: Validade das receitas, número máximo de unidades por prescrição e exigências específicas. Exceções e particularidades: Casos especiais, como prescrições para tratamentos prolongados ou uso hospitalar. Utilização do SNGPC O que é o SNGPC: Objetivo e importância do sistema.Cadastro e habilitação: Como realizar o cadastro da farmácia e do farmacêutico responsável.Registro de informações: Como registrar entradas e saídas de medicamentos controlados.Envio de inventários: Procedimentos para envio de informações periódicas.Correção de erros: Como proceder em caso de erros de registro.Acompanhamento e relatórios: Utilização de relatórios para monitoramento e controle interno. Procedimentos de Dispensação Recepção da prescrição médica: Verificação de dados obrigatórios e conformidade com a legislação. Verificação de estoques: Conferência de inventário e controle de validade.Preparo e entrega de medicamentos: Como preparar e entregar medicamentos controlados.Registro da dispensação: Como registrar corretamente a dispensação no SNGPC. Responsabilidades e Boas Práticas Responsabilidades do farmacêutico: Importância do controle e da conformidade legal. Treinamento contínuo: Necessidade de atualização constante sobre legislações e boas práticas.Comunicação e ética profissional: Comunicação com os pacientes e manejo ético de medicamentos controlados. Casos Práticos e Dúvidas Frequentes exemplos de prescrições corretas e incorretas: Discussão de exemplos reais e simulados. Soluções para problemas comuns: Como lidar com prescrições inadequadas, estoques incorretos e outras questões operacionais. Avaliação e Feedback teste de conhecimento: Avaliação dos 14 participantes para garantir a compreensão dos conteúdos.Sessão de perguntas e respostas: Espaço para esclarecimento de dúvidas e feedback dos participantes. b): resposta: Discussão sobre a Portaria 344/1998 e o Uso do SNGPC. A Portaria 344/1998 estabelece o Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial no Brasil. Seu principal objetivo é regulamentar a produção, controle, transporte, prescrição, dispensação e utilização dessas substâncias para prevenir abusos, desvios e uso inadequado que possam gerar dependência física ou psíquica, e danos à saúde pública. A portaria abrange: Classificação de Substâncias Controladas: Listas de substâncias entorpecentes, psicotrópicas, precursoras e outras substâncias controladas. Critérios de Prescrição e Dispensação: Tipos de receitas (A, B, B2 e C) com requisitos específicos para cada tipo de medicamento. Controle de Estoque: Regras para o controle de inventário e documentação necessária para a compra, transporte e venda de medicamentos. Requisitos para Estabelecimentos: Normas para farmácias e drogarias, incluindo requisitos para armazenamento e segurança dos medicamentos controlados. Penalidades Estabelecimento de penalidades para infrações às normas de controle de medicamentos. Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) O SNGPC é uma ferramenta criada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para monitorar a movimentação de medicamentos e substâncias sujeitos a controle especial. Seu uso é obrigatório para farmácias e drogarias que 15 dispensam esses medicamentos, e suas principais funcionalidades incluem: Registro de Entradas e Saídas: Registro de todas as transações envolvendo medicamentos controlados, desde a compra até a dispensação. Envio de Inventário: Envio regular de inventários à ANVISA, permitindo o monitoramento em tempo real. Acompanhamento de Estoques: Controle e monitoramento dos estoques de medicamentos controlados para evitar desvios e perdas. Conformidade Legal: Garantia de que a farmácia está em conformidade com a legislação vigente, reduzindo riscos de penalidades. O SNGPC auxilia no controle rigoroso da distribuição de medicamentos controlados, contribuindo para a segurança pública e a saúde coletiva. c): resposta: Reflexão sobre a Responsabilidade do Farmacêutico na Dispensação de Medicamentos Controlados.Importância da Responsabilidade Exclusiva do Farmacêutico A frase "A dispensação de medicamentos sujeitos a controle especial deve ser realizada exclusivamente por farmacêuticos, sendo proibida a delegação da responsabilidade sobre o controle dos medicamentos a outros funcionários" reflete a importância crítica da supervisão e responsabilidade do farmacêutico na dispensação de medicamentos controlados. Motivos para a Responsabilidade Exclusiva do Farmacêutico Conhecimento Técnico e Científico: Os farmacêuticos possuem conhecimento especializado sobre farmacologia, farmacocinética, interações medicamentosas e os riscos associados aos medicamentos controlados. Essa expertise é crucial para a avaliação 16 adequada das prescrições e a orientação segura dos pacientes. Conformidade Legal e Ética: A legislação brasileira exige que apenas profissionais qualificados e registrados estejam envolvidos na dispensação de medicamentos controlados para garantir a conformidade com as normas legais e evitar abusos e desvios. Prevenção de Abusos e Dependência: Medicamentos sujeitos à Portaria 344/1998, como entorpecentes e psicotrópicos, têm um alto potencial de abuso e dependência. O controle rigoroso por farmacêuticos é essencial para prevenir o uso inadequado e proteger a saúde pública. Garantia da Segurança do Paciente: Os farmacêuticos são treinados para identificar e prevenir erros de medicação, interações perigosas e efeitos adversos, garantindo que a dispensação seja segura e eficaz para os pacientes. Monitoramento e Controle de Estoques: A gestão de estoques de medicamentos controlados requer um controle rigoroso para evitar desvios e garantir que os medicamentos sejam utilizados de forma correta e segura. Educação e Orientação dos Pacientes: O farmacêutico é responsável por fornecer informações corretas e educar os pacientes sobre o uso seguro dos medicamentos, incluindo possíveis efeitos colaterais e a importância de seguir a prescrição médica corretamente. A responsabilidade exclusiva do farmacêutico na dispensação de medicamentos controlados é crucial para garantir a segurança, a eficácia e a conformidade legal na gestão desses medicamentos. Delegar essa responsabilidade a outros funcionários não qualificados comprometeria a integridade do processo de dispensação e poderia levar a sérios riscos àsaúde pública e ao bem-estar dos pacientes.Essa responsabilidade reforça a importância da formação e do papel do farmacêutico como guardião da saúde pública, garantindo que o uso de medicamentos controlados seja seguro, eficaz e ético. 17 5 TERMO DE VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO Após as respectivas assinaturas, digitalizar a ficha e inserir no relatório final. 18 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS O Estágio em dispensação mostrou a visão da habilidade de um farmacêutico na identificação de Problemas Relacionados à Farmacoterapia na Farmácia Comunitária depende de diversos fatores e, entre eles, pode-se destacar a estrutura física da farmácia e a equipe de trabalho. O farmacêutico precisa desenvolver suas habilidades de comunicação, favorecer uma relação de empatia e tornar todo o processo de dispensação um procedimento padrão que garanta a qualidade no atendimento ao paciente. No entanto, o grupo considera ser o conhecimento do farmacêutico sobre os medicamentos e as doenças que acometem os pacientes, um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento de um processo de dispensação que vise o desenvolvimento de uma relação de confiança e tenha como objetivo o uso racional de medicamentos. As lacunas de conhecimento contribuem para que este profissional encontre dificuldades em prevenir, identificar e resolver Problemas Relacionados à Farmacoterapia e, conseqüentemente, exercer adequadamente sua atividade. 19 REFERÊNCIAS https://www.scielo.br/j/rbcf/a/5LhXQZPHYWSP5ZJRVGzxdbP/?lang=pt. Acesso em: 16 out. 2024 ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Farmacovigilância: farmácias notificadoras. Disponível em: . Acesso em: 16 out. 2024. ARRAIS, P.S.D.; BARRETO, M.L.; COELHO, H.L.L. Aspectos dos processos de prescrição e dispensação de medicamentos na percepção do paciente: estudo de base populacional em Fortaleza, Ceará, Brasil. Cad. Saúde Pública, v. 23, n. 4, p.927-937, 2007. BRASIL. Lei n. 5.991, de 17 de dezembro de 1973. Dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 19 dez. 1973. Disponível em: . Acesso em: 16 out. 2024. BRASIL. Portaria n. 344, de 12 de maio de 1998. Aprova o Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial. Diário Oficial da União. Brasília, 15 maio 1998. Disponível em: . Acesso em: 16 out. 2024. SUMÁRIO 1APRESENTAÇÃO 2INTRODUÇÃO 3ATIVIDADES DO ESTAGIÁRIO 4TEORIA EM PRÁTICA- SITUAÇÕES- PROBLEMA 5TERMO DE VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO 6CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS