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Santo Antônio de Jesus
2024
UNIVERSIDADE ANHANGUERA
MARCOS VIANA FALCÃO DOS SANTOS
CURSO DE FARMÁCIA
RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM 
FARMÁCIA HOSPITALAR
Santo Antônio de Jesus
2024
RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM 
FARMÁCIA HOSPITALAR
Relatório do Estágio Supervisionado em Farmácia 
Hospitalar apresentado como requisito obrigatório para a 
obtenção da pontuação necessária na disciplina de 
Estágio Supervisionado em Farmácia Hospitalar.
Orientador: Prof. Ms. Flávia Soares Lassie
MARCOS VIANA FALCÃO DOS SANTOS
SUMÁRIO
1 APRESENTAÇÃO.................................................................................3
2 INTRODUÇÃO......................................................................................4
3 ATIVIDADES DO ESTAGIÁRIO...........................................................5
4 Teoria em prática- estudos de casos.................................................7
5 TERMO DE VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO.......................................19
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................20
1 APRESENTAÇÃO
O estágio supervisionado e a oportunidade que temos no curso de 
graduação que possibilita o aluno colocarem prática a teoria aprendida em sala de 
aula. Ele é importante para que haja uma vivência da profissão, aquisição de 
experiência e desenvolvimento de habilidades.
 O estágio em Farmácia Hospitalar possibilita aos alunos o contato com a 
rotina prática, permitindo-lhes que instituam um conceito do que foi adquirido para 
que possa ser incrementado ou adaptado às instituições em que venham a atuar, 
solidificando o conhecimento do aluno e proporcionando-lhe uma visão prática e 
vasta da atuação do farmacêutico no hospital.
 A proposta inicial do estágio é proporcionar ao graduando uma visão de 
suas atividades no âmbito hospitalar. Durante a execução desse, procura-se 
desenvolver práticas relacionadas à administração farmacêutica, ao gerenciamento 
de estoque e à logística hospitalar, à farmacotécnica, participação em comissões de 
farmácia e terapêutica e infecção hospitalar, e monitorização do tratamento prestado 
ao paciente, que é considerado o principal objetivo da Farmácia Hospitalar.
 Tendo como objetivos aprimorar os conhecimentos em Farmácia Hospitalar 
do estudante de farmácia no setor de público, o Estágio Supervisionado em A em 
Farmácia Hospitalar foi realizado no HOSPITAL MUNICIPAL MARIA AMÉLIA – São 
Felipe - BA no com carga horária de 60 horas em campo no período de 15/04/2024 à 
26/04/2024.
3
2 INTRODUÇÃO
As atribuições e responsabilidades dos profissionais farmacêuticos 
têm ganhado um espaço privilegiado nos últimos anos. Isso se dá pelas mudanças 
no cenário da atenção e assistência farmacêutica, com o olhar voltado ao cuidado 
do paciente e a inserção da farmácia clínica nos ambientes de trabalho. Com isso, a 
dispensação de medicamentos, acompanhamento farmacoterapêutico e a 
otimização de medicamentos têm garantido sucesso para a segurança do paciente, 
que é a prioridade em um ambiente de atendimento e cuidado farmacêutico visando 
a efetividade e eficiência farmacológica (ABUELHANA et al.,2021; MELO; 
OLIVEIRA, 2021). 
Com isso, o estágio supervisionado em farmácia hospitalar exerce 
um papel mediado pela prática pedagógica, a qual pretende formar um profissional 
com pensamentos críticos e com a capacidade de compreender a realidade do 
contexto inserido. Dessa forma, ao articular o ensino com o serviço de saúde, 
procura-se entusiasmar o futuro profissional farmacêutico por meio da integração na 
equipe de saúde hospitalar, ocasionando condições para que haja benefício mútuo 
entre os futuros profissionais e os profissionais do ambiente de trabalho no qual o 
estagiário está inserido, promovendo a responsabilidade e o compromisso com a 
sua educação e a das futuras gerações através de treinamentos e estágios 
(SANTOS, 2012). 
Portanto, o estágio supervisionado em farmácia clínica é uma das 
áreas atribuídas ao profissional farmacêutico para a conclusão do Curso de Bacharel 
em Farmácia. Assim, a farmácia hospitalar é uma unidade clínica, administrativa e 
econômica dirigida pela responsabilidade técnica farmacêutica em anexo com as 
outras hierarquias dentro do hospital, com o objetivo de garantir o uso racional dos 
medicamentos prescritos e responder à demanda de medicamentos dos pacientes 
hospitalizados (MELO; OLIVEIRA, 2021). 
4
3 ATIVIDADES DO ESTAGIÁRIO
O estágio é uma forma de aperfeiçoamento que proporciona ao 
aluno maturidade e conhecimento. Na Farmácia Hospitalar, este proporciona 
condições de desenvolver habilidades, analisar criticamente situações sobre a 
terapêutica medicamentosa dentro dos critérios éticos profissionais, prestar atenção 
farmacêutica com qualidade, atendendo à carência do paciente e participar da rotina 
hospitalar.
O Estágio em Farmácia Hospitalar realizado no HOSPITAL 
MUNICIPAL MARIA AMÉLIA (HMMA) – São Felipe – BA onde proporcionou o 
conhecimento em na vida profissional do Farmacêutico no âmbito hospitalar, neste 
hospital trabalha apenas 1 farmacêutico que fica responsável pela Farmácia.
Na Farmácia Hospitalar é responsável pelo uso racional dos 
medicamentos em ambiente Hospitalar. No HMMA o farmacêutico, além da seleção, 
aquisição e armazenamento dos medicamentos, é também da sua responsabilidade 
assegurar que os medicamentos sejam entregues ao paciente correto, na dose e 
forma adequada, que sejam fornecidas as informações necessárias para a sua 
correta administração e que sejam devidamente armazenados de forma a preservar 
a qualidade do produto. 
O sistema de dispensa em unidose consiste em dispensar a cada 
paciente os medicamentos necessários em forma unitária, de forma a para cobrir um 
determinado período de tempo, normalmente de 24 horas. Com o sistema de 
dispensa em unidose o paciente recebe a dose diária para o seu tratamento, 
diminuindo desperdícios e erros na administração. Além disso, devido ao papel ativo 
do farmacêutico neste sistema, diminuem-se erros na posologia e na dispensa, 
contribuindo para o uso racional do medicamento. 
Este sistema de separação é feita diariamente pela manhã e aos 
sábados é feito para o fim de semana constando que não tem farmacêutico de 
plantão no Hospital no ao fim de semana, também ele é responsável por abastecer o 
carinho de medicamentos a Emergência do hospital o que é feito diariamente.
A População atendida no Hospital Maria Amélia e local do município 
de São Filipe e da Região clico vizinha o que causa supercarga para o mesmo, 
sendo que o hospital não é municipal e gerido co recursos próprios.
O principal ponto negativo do hospital e a sobre carga do 
5
farmacêutico sendo que a unidade funciona 24 horas é só possui um profissional 
qualificado para a função na ausência a responsabilidade da farmácia fica com o 
enfermeiro responsável.
Entre as atividades despenhadas pelo farmacêutico no hospital além 
da separação de medicamentos em uni dose, o mesmo fica responsável por 
comprar de medicamentos e material hospitalar, entrada de notas no sistema do 
município, geri a verba de medicamentos do hospital, entrada e saída de 
medicamentos da farmácia do hospital.
Foi um estágio enriquecedor onde apreendemos o papel no 
farmacêutico no âmbito hospitalar. 
6
4 TEORIA EM PRÁTICA- ESTUDOS DE CASOS
A evolução histórica da farmácia hospitalar no Brasil está vinculada à 
estruturação do complexo médico industrial. No século XX, o farmacêutico era o 
profissional de referência para a sociedade nos aspectos do medicamento. Além de 
dispensar o medicamento, o farmacêutico hospitalar era responsável também, pela 
manipulação.
A sociedade Brasileirade Farmácia Hospitalar (SBRAFH) foi criada em 1995 
e têm contribuído para o desenvolvimento da assistência farmacêutica hospitalar. 
Segundo a SBRAFH (1997), farmácia hospitalar é uma unidade clínica, 
administrativa e econômica, dirigida por farmacêutico, ligada hierarquicamente à 
direção de hospitais e integrada funcionalmente com as demais unidades 
administrativas e de assistência ao paciente.
Para auxiliar na resolução desta atividade você poderá acessar os livros que 
estão disponíveis em nossa biblioteca virtual, a seguir temos algumas sugestões de 
livros que estão disponíveis em: Minha Biblioteca, e algumas resoluções e portarias 
que regulamentam as atividades no ambiente hospitalar.
 JULIANI, R.GM. Organização e Funcionamento de Farmácia 
Hospitalar. 1.ed. São Paulo: Érica: Saraiva, 2016.
 FARIA, C.O. et al. Farmácia Hospitalar. Porto alegre: SGAH, 2019.
 Portaria Nº 4.283, de 30 de dezembro de 2010. Aprova as diretrizes e 
estratégias para organização, fortalecimento e aprimoramento das ações e 
serviços de farmácia no âmbito dos hospitais. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt4283_30_12_201 
0.html.
 RDC nº 220, de 21 de setembro de 2004. Regulamento técnico de 
funcionamento para os serviços de terapia antineoplásica. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2004/rdc0220_21_09_ 
2004.html.
 Portaria nº 272, de 8 de abril de 1998. Regulamento técnico para a terapia 
de nutrição parenteral.
Analise o estudo de caso a seguir:
7
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2004/rdc0220_21_09_2004.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2004/rdc0220_21_09_2004.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt4283_30_12_2010.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt4283_30_12_2010.html
Estudo de Caso 1 - Estrutura da Farmácia Hospitalar
A direção clínica do hospital solicitou ao farmacêutico hospitalar que 
readequasse o sistema de distribuição de medicamentos do hospital visando 
diminuir os gastos com os medicamentos, diminuir os erros de medicação, melhorar 
o controle e a gestão do estoque da farmácia, diminuir os estoques de 
medicamentos nos postos de enfermagem, além de favorecer a integração do 
farmacêutico com a equipe de saúde. O farmacêutico analisou os recursos humanos 
e a infraestrutura disponível e avaliou que em um primeiro momento, só seria 
possível a implantação de um sistema que dispensasse medicamentos necessários 
para um dia de tratamento para cada paciente.
Responda:
a) Quais são os objetivos principais da gestão da farmácia hospitalar?
b) A farmácia hospitalar deve estar localizada em área de livre acesso e circulação, 
tanto para atender à distribuição de medicamentos de pacientes internados e 
ambulatoriais, como para receber visitas de técnicos e de fornecedores o que 
justifica a sua localização em ponto estratégico que facilite a troca de informações. O 
dimensionamento da área física de uma farmácia hospitalar tem relação direta com 
as atividades a serem desenvolvidas, que são, por sua vez, determinadas pelo perfil 
assistencial e pela complexidade do cuidado prestado no hospital. Quais são os 
principais ambientes da Farmácia Hospitalar? Esquematize através de um desenho 
qual é a estrutura física necessária para o funcionamento de uma farmácia 
hospitalar, identificando cada área e relacionando quais são as atividades que são 
desempenhadas no local.
8
Área
Recepção e inspeção Manipulação de NPT
CAF Manipulação de Citotóxicos
Área de distribuição Área de unitarização de doses
Sala de Chefia Sala de diluição de germicidas
Área administrativa Manipulação Magistral e Oficinal
Sala de reunião Depósito de Material de Limpeza 
(DML)
Área de medicamentos sujeitos a 
controle especial (Portaria 
nº344/1998)
Fracionamento
c) Pensando na temática proposta pelo estudo de caso, explique qual será o 
sistema de distribuição de medicamentos que poderá ser implantado no hospital? 
Quais são as vantagens e desvantagens desse sistema de distribuição? Justifique.
d) O sistema de distribuição de medicamentos deve se basear nas características 
do hospital e deve ser um sistema racional, eficiente, econômico e seguro. Descreva 
quais são os tipos de sistemas de distribuição de medicamentos que podem ser 
utilizados nos hospitais, relacionando as vantagens e desvantagens de cada um.
e) Quais são as atividades farmacêuticas que podem ser realizadas nos hospitais?
a): resposta: Assegurar a qualidade dos produtos em estoque e fornecer 
informações sobre as movimentações realizadas. Acompanhar o uso de 
medicamentos prescrito a cada paciente individualmente, assegurando o uso 
racional. especialidades farmacêuticas para atender às necessidades dos pacientes, 
resguardando a qualidade. 
b): resposta: A Farmácia Hospitalar possui vários ambientes, incluindo:
 Sala de preparação de medicamentos para Terapia Antineoplásica: Deve ter uma 
área mínima de 5 metros por cabine de segurança biológica.
9
 Área de armazenamento: Deve ser exclusiva para estocagem de medicamentos 
específicos da Terapia Antineoplásica.
 Sala de limpeza, higienização e esterilização: Faz parte do processo de manipulação 
de medicamentos.
 Sala ou local de pesagem: Faz parte do processo de manipulação de 
medicamentos.
 Sala de manipulação e envase: Faz parte do processo de manipulação de 
medicamentos.
 Área para revisão: Faz parte do processo de manipulação de medicamentos.
 Área para quarentena, rotulagem e embalagem: Faz parte do processo de 
manipulação de medicamentos.
 Sala de paramentação específica (antecâmara): Faz parte do processo de 
manipulação de medicamentos.
1
c): resposta: O sistema de distribuição de medicamentos (SDM) deve acolher a 
todas as áreas da instituição onde sejam consumidos medicamentos, sendo 
providos de segurança e controle. No entanto, esses sistemas são aplicados de 
acordo com a logística hospitalar, no qual cada um contém suas características, 
vantagens e desvantagens. Sendo, classificados como: Coletivo, Individualizado e 
Dose Unitária. Sendo o do estudo de caso o Individualizado.
SISTEMA DE 
DISTRIBUIÇÃO 
VANTAGENS DESVANTAGENS 
INDIVIDUALIZADO •Evita descentralização desordenada dos 
estoques; 
•Otimização do estoque;
•Garantia de controle do armazenamento 
dos medicamentos;
•Inserção da farmácia na equipe 
multiprofissional (enfermagem e corpo 
clínico);
•Menor quantidade de desvios e perdas;
•Menor número de erros de transcrição e 
de administração de medicamentos. 
•Custo de 
implantação do 
projeto, incluindo 
equipamentos e 
funcionários;
•As atividades da 
enfermagem 
permanecem 
desviadas para a 
dispensação;
•Funcionamento 
ininterrupto da 
farmácia (24 
horas). 
d): resposta: O sistema de distribuição de medicamentos (SDM) deve acolher a 
todas as áreas da instituição onde sejam consumidos medicamentos, sendo 
providos de segurança e controle. No entanto, esses sistemas são aplicados de 
acordo com a logística hospitalar, no qual cada um contém suas características, 
vantagens e desvantagens. Sendo, classificados como: Coletivo, Individualizado e 
Dose Unitária.
SISTEMA DE 
DISTRIBUIÇÃO 
VANTAGENS DESVANTAGENS 
INDIVIDUALIZA-
DO 
•Evita descentralização desordenada 
dos estoques; 
•Otimização do estoque;
•Garantia de controle do 
• Custo de implantação 
do projeto, incluindo 
equipamentos e 
funcionários;
•As atividades da 
1
armazenamento dos medicamentos;
•Inserção da farmácia na equipe 
multiprofissional (enfermagem e corpo 
clínico);
•Menor quantidade de desvios e 
perdas;
•Menor número de erros de transcrição 
e de administração de medicamentos. 
enfermagem 
permanecem desviadas 
para a dispensação;
•Funcionamentoininterrupto da farmácia 
(24 horas). 
COLETIVO •Registro das movimentações de saída 
fácil e rápido;
•Número de funcionários reduzido;
•Horário de funcionamento – não 
necessita funcionar 24 horas; 
•Aviamento rápido; • Facilidade de 
acesso aos medicamentos para uso 
imediato; 
•Pouco volume. 
•Descentralização 
desordenada dos 
estoques;
•Controle deficiente dos 
estoques; 
•Perdas por desvios, 
validade e 
armazenamento 
incorreto; 
•Não há garantia de 
qualidade; 
•Ocasiona desvio das 
atividades dos 
profissionais de 
enfermagem; 
•A Farmácia não 
participa diretamente da 
dispensação ao 
paciente; 
DOSE 
UNITÁRIA 
•Menor número de devoluções para a 
Farmácia; 
•Otimização dos recursos humanos da 
Farmácia; 
•Possibilita que cada plantão da 
enfermagem confira os medicamentos 
do seu turno. 
•Permite maior contato da Farmácia 
com o corpo clínico e a enfermagem; • 
Redução dos estoques intermediários; 
•Redução dos erros de administração 
de medicamentos; 
•Custo da implantação, 
incluindo área, 
equipamentos, 
embalagens e 
tecnologia; 
•Aumento de recursos 
humanos; 
•Tempo para 
treinamento dos 
colaboradores; 
•Funcionamento 
ininterrupto da farmácia 
(24 horas). 
1
•Maior disponibilidade de tempo para a 
enfermagem. 
e): resposta: Atividades farmacêuticas que podem ser realizadas nos hospitais:
 Presta serviço de Atenção Farmacêutica a pacientes internados e 
ambulatoriais, visando ao uso racional dos medicamentos;
 Atua na logística farmacêutica, tendo o medicamento como insumo mais 
importante;
 Representa a farmácia nas comissões hospitalares, sendo o balizador de 
decisões em tudo que se refere ao medicamento;
 Atua como responsável legal pelo fluxo do medicamentos dentro da unidade 
hospitalar;
 Elabora normas e controles que garantam a qualificação de fornecedores;
 É responsável pela dispensação do medicamento por meio de sistemas que 
permitam fluxos racionais e que minimizem a ocorrência de erros;
 É responsável pelo plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde 
(PGRSS) da farmácia;
 Responsabiliza-se pela análise, comparação de custos e consequências das 
terapias medicamentosas aos pacientes;
 Manipula fórmulas magistrais, oficinais e parenterais, de acordo com os 
princípios das boas práticas de manipulação em farmácia;
 É responsável pelas atividades relacionadas ao controle de qualidade dos 
insumos recebidos;
 É responsável pelas ações de farmacovigilância dentro da farmácia 
hospitalar;
 Participa efetivamente das comissões hospitalares;
1
 Elabora editais de compra e especificações técnicas para medicamentos e 
correlatos.
Estudo de Caso 2 - Atividades realizadas na Farmácia Hospitalar
O farmacêutico hospitalar é o profissional responsável por atividades clínicas, 
administrativas e consultivas com o objetivo de promover a racionalização de custos, 
o uso racional de medicamentos e a orientação aos pacientes, além de atuar na 
gestão da logística farmacêutica e participar das comissões hospitalares, sendo 
referência na promoção da saúde por meio da assistência farmacoterapêutica. Esse 
profissional tem uma conduta interdisciplinar, integrando a farmácia hospitalar com 
os demais serviços e unidades clínicas. De acordo com a Resolução no 492, de 26 
de novembro de 2008, que regulamenta o exercício profissional no setor público e 
privado, as principais atribuições do farmacêutico foram agrupadas em cinco 
grandes áreas: atividades logísticas, controle de qualidade, atividades intersetoriais, 
atividades focadas no paciente, atividades de manipulação/ produção.
a) Em oncologia, o farmacêutico é o principal instrumento para a qualidade da 
farmacoterapia. Suas atribuições excedem a simples dispensação da prescrição 
médica, ou ainda a manipulação propriamente dita. Sua atuação é importante em 
várias etapas da terapia antineoplásica. Pensando na manipulação de 
antineoplásicos, descreva quais são as condições mínimas necessárias que são 
exigidas para a manipulação de antineoplásicos.
b) A nutrição parenteral compreende uma solução ou uma emulsão composta, 
basicamente, por aminoácidos, lipídios, carboidratos e eletrólitos. É uma formulação 
estéril e apirogênica, acondicionada em bolsa plástica, destinada à administração 
intravenosa em pacientes desnutridos ou não, em regime hospitalar, ambulatorial ou 
domiciliar, visando a síntese ou à manutenção de tecidos, órgãos e sistemas. O 
Setor de Nutrição Parenteral do Serviço de Farmácia do hospital é o setor 
responsável pela seleção, pela aquisição, pelo armazenamento, pela manipulação e 
dispensação das formulações de nutrição parenteral. Pensando na manipulação da 
nutrição parenteral, descreva quais são as condições mínimas necessárias que são 
exigidas para a manipulação de nutrição parenteral.
1
a): resposta: A farmácia oncológica exige que o profissional possua perfil 
multidisciplinar, com conhecimentos básicos de administração e habilidade para 
coordenação e liderança. É imprescindível possuir competência para implantação da 
farmácia clínica e programas de atenção farmacêutica. Todo serviço de alta 
complexidade no tratamento do câncer, cadastrado pelo Sistema Único de Saúde 
(SUS), deve contar com um farmacêutico para a realização de manipulação de 
quimioterápicos. 
“O farmacêutico oncológico é um profissional muito dinâmico, e sua 
atuação é primordial na assistência, compondo a Equipe Multidisciplinar de 
Oncologia (EMTA). Ele exerce atividades de extrema importância que envolvem a 
qualidade e a segurança do paciente e vários processos de utilização do 
medicamento”, diz a farmacêutica, professora do ICTQ, especialista em assistência 
farmacêutica com ênfase em atenção farmacêutica e atuação na área de farmácia 
oncológica, dra. Ariely Vermelho da Silva. 
Em 2017, por meio da Resolução 640, do CFF, foi definido que para o 
exercício de atividades de preparo dos antineoplásicos e demais medicamentos na 
oncologia, a entrar em vigor de fiscalização a partir de maio de 2020, o farmacêutico 
deverá atender, pelo menos, a um dos seguintes critérios, validados pelo Conselho 
Regional de Farmácia (CRF) de sua jurisdição: 
- ser portador de título de especialista emitido pela Sociedade 
Brasileira de Farmacêuticos em Oncologia (Sobrafo);
- ter feito residência na área de oncologia; ser egresso de programa 
de pós-graduação lato sensu reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) 
relacionado à farmácia oncológica; e
- ter atuado por três anos ou mais na área de oncologia, o que deve 
ser comprovado por meio de Carteira de trabalho e Previdência Social (CTPS) ou de 
contrato e declaração do serviço, com a devida descrição das atividades realizadas 
e do período de atuação.
“Ao que compete ao farmacêutico, voltada à linha de produção - 
manipulação dos quimioterápicos antineoplásicos - antes do processo de 
manipulação, ele deverá, obrigatoriamente, validar a prescrição médica. É 
necessário avaliar os componentes da prescrição médica, quanto à dose, 
compatibilidade, estabilidade e interações com outros medicamentos ou alimentos, 
bem como a viabilidade do tratamento”, relata o farmacêutico, especialista em 
1
Farmacologia Clínica e Prescrição Farmacêutica e em Farmácia Clínica e Hospitalar 
em Oncologia, diretor técnico do Instituto de Oncologia San Giovanni e também da 
Associação dos Voluntários a Serviço da Oncologia em Sergipe (AVOSOS), Cláuber 
Emídio. 
Após a validação da prescrição e confirmação de doses e 
concordância de indicação terapêutica, o farmacêutico deverá proceder o preparo 
dos medicamentos de acordo com a prescrição médica validada, atendendo aos 
aspectos galênicos de cada produto, em concordância com o que é preconizado naliteratura científica e pelo fabricante do produto. 
Conforme Emídio, a manipulação dos antineoplásicos deverá ocorrer 
em condições assépticas, obedecendo aos critérios de biossegurança dispostos na 
legislação sanitária em vigor. Após manipulação, deve assegurar-se o adequado 
preenchimento do rótulo de cada dose manipulada, verificando a exatidão das 
informações contidas na prescrição médica, a saber: nome completo do paciente, 
número do leito e registro hospitalar, identificação do médico prescritor e do 
farmacêutico responsável pela manipulação, volume total e dose de cada 
componente adicionado, data e hora da manipulação, bem como as recomendações 
de uso e relativas à validade, condições de armazenamento, transporte e 
administração.
No momento que a bolsa da quimioterapia antineoplásica encontra-
se pronta, o farmacêutico, no setor de controle de qualidade, deverá realizar 
análises que garantam ausência de partículas e confirmação da dose manipulada, 
oferecendo segurança ao tratamento.
Estrutura
A estrutura mínima para uma central de manipulação de 
antineoplásicos é descrita na RDC/Anvisa 50/02, na RDC 220/04 e na RDC 67/07, e 
deve possuir:
- área ou sala para as atividades administrativas;
- área ou local para lavagem de utensílios e materiais de embalagem;
- área de quarentena e rotulagem (conferências, dupla checagem do produto 
manipulado e inspeção do produto);
- área de dispensação;
1
- área de armazenamento exclusiva para estocagem de medicamentos específicos 
da TA;
- área destinada à paramentação (antecâmara), provida de lavatório para 
higienização das mãos;
- vestuários;
- área de armazenamento temporário de resíduos;
- sala exclusiva para preparação de medicamentos para TA, com área mínima de 
cinco m² por cabine de segurança biológica; e
- cabine de Segurança Biológica (CSB) Classe II B2, que deve ser instalada 
seguindo as orientações contidas na RDC/Anvisa 50/02.
A esterilidade do produto deverá ser garantida pelo farmacêutico, 
para isso é necessário que a farmácia estabeleça um Sistema de Garantia de 
Qualidade que incorpore as Boas Práticas de Manipulação de Medicamentos 
Estéreis.
De acordo com a Food and Drug Administration (FDA), a validação 
visa estabelecer evidências documentadas que prove um alto grau de garantia a um 
processo específico, garantindo consistentemente que o produto esteja de acordo 
com as normas de qualidade.
B): resposta: A terapia de nutrição parenteral (NP) é um tema de grande interesse 
no meio farmacêutico, envolvendo diversos tópicos, desde aspectos clínicos àqueles 
relacionados ao controle de qualidade das preparações.
A terapia nutricional é a oferta de nutrientes pelas vias oral, enteral 
e/ou parenteral, de acordo com o as condições clínicas de cada paciente, tendo em 
vista à oferta terapêutica de proteínas, energia, minerais, vitaminas e água, 
adequadas aos pacientes, que, por algum motivo, não possam receber suas 
necessidades pela via oral, convencional (CORTES et al., 2003). 
A nutrição parenteral (NP) é a infusão intravenosa de nutrientes 
diretamente na circulação sistêmica, ultrapassando o trato gastrointestinal (TGI), é 
recomendada quando há uma alteração parcial ou total do trato gastrointestinal, 
sendo indicada também em outros casos como o pré-operatório ou subnutrição, 
além disso, pode ser utilizada como complemento quando a dieta enteral ou oral não 
alcançarem as necessidades nutricionais do paciente (COMPÊNDIO DE NUTRIÇÃO 
1
PARENTERAL, 2018; LAMEU, 2005). 
Há duas legislações que regem a prática de nutrição parenteral no 
Brasil, Resolução RDC nº 45, de 12 de março de 2003 que dispõe sobre o 
Regulamento Técnico de Boas Práticas de Utilização das Soluções Parenterais (SP) 
em Serviços de Saúde e a Portaria MS/SNVS nº272, de 8 de abril de 1998 que fixa 
os requisitos mínimos exigidos para a Terapia de Nutrição Parenteral.
De acordo com a legislação brasileira, Portaria 272/98 para a 
avaliação, execução e supervisão de todas as etapas da Terapia Nutricional, é 
necessária a presença nas unidades hospitalares de uma Equipe Multidisciplinar de 
Terapia Nutricional (EMTN). Essa Equipe é fundamental para monitorar todos os 
passos relacionados a terapia nutricional (BRASIL, 1998).
Para a manipulação de nutrição parenteral, são necessárias 
algumas condições mínimas, como: 
 A preparação da nutrição parenteral deve ser feita em área classificada como grau A 
ou B (classe 100). 
 A nutrição parenteral deve ser transportada em condições validadas, que garantam 
a sua esterilidade e integridade físico-química. A temperatura não deve exceder 
20°C e o tempo de transporte não deve ser superior a 12 horas. 
 A nutrição parenteral deve ser rotulada com identificação clara do nome do paciente, 
composição e demais informações legais e específicas. 
 A formulação padronizada de nutrição parenteral deve ter estudos de estabilidade 
previamente realizados. 
 A nutrição parenteral deve ser administrada por uma equipe multiprofissional, 
composta por pelo menos um profissional de cada categoria: médico, farmacêutico, 
enfermeiro e nutricionista. 
1
5 TERMO DE VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO
1
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estágio supervisionado na Farmácia Hospitalar possibilitou aos 
acadêmicos o contato com a rotina das principais atribuições do farmacêutico 
hospitalar, permitindo-lhes que instituam um conceito do que foi adquirido para que 
possa ser incrementado ou adaptado nas suas realidades profissionais. Por fim, a 
pesquisa provoca nas instituições hospitalares e futuros estudos possibilidades aos 
futuros estagiários que venham a atuar, solidificando o conhecimento do aluno e 
proporcionando-lhe uma visão prática e ampla da atuação do farmacêutico 
hospitalar. 
2
REFERÊNCIAS
SANTOS SOUZA, C. A. Educação continuada: capacitação profissional no âmbito 
da farmácia hospitalar como estratégia para integração da equipe multidisciplinar em 
um hospital especializado de Sergipe. Revista Saúde.com, v. 9, n. 2, p. 25-32, 2012. 
Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/index.php/rsc/article/view/239. Acesso 
em: 3 jul. 2024. 
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	SUMÁRIO
	1 APRESENTAÇÃO
	2 INTRODUÇÃO
	3 ATIVIDADESDO ESTAGIÁRIO
	4 Teoria em prática- estudos de casos
	5 TERMO DE VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO
	6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
	REFERÊNCIAS

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