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Santo Antônio de Jesus 2024 UNIVERSIDADE ANHANGUERA MARCOS VIANA FALCÃO DOS SANTOS CURSO DE FARMÁCIA RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM FARMÁCIA HOSPITALAR Santo Antônio de Jesus 2024 RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM FARMÁCIA HOSPITALAR Relatório do Estágio Supervisionado em Farmácia Hospitalar apresentado como requisito obrigatório para a obtenção da pontuação necessária na disciplina de Estágio Supervisionado em Farmácia Hospitalar. Orientador: Prof. Ms. Flávia Soares Lassie MARCOS VIANA FALCÃO DOS SANTOS SUMÁRIO 1 APRESENTAÇÃO.................................................................................3 2 INTRODUÇÃO......................................................................................4 3 ATIVIDADES DO ESTAGIÁRIO...........................................................5 4 Teoria em prática- estudos de casos.................................................7 5 TERMO DE VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO.......................................19 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................20 1 APRESENTAÇÃO O estágio supervisionado e a oportunidade que temos no curso de graduação que possibilita o aluno colocarem prática a teoria aprendida em sala de aula. Ele é importante para que haja uma vivência da profissão, aquisição de experiência e desenvolvimento de habilidades. O estágio em Farmácia Hospitalar possibilita aos alunos o contato com a rotina prática, permitindo-lhes que instituam um conceito do que foi adquirido para que possa ser incrementado ou adaptado às instituições em que venham a atuar, solidificando o conhecimento do aluno e proporcionando-lhe uma visão prática e vasta da atuação do farmacêutico no hospital. A proposta inicial do estágio é proporcionar ao graduando uma visão de suas atividades no âmbito hospitalar. Durante a execução desse, procura-se desenvolver práticas relacionadas à administração farmacêutica, ao gerenciamento de estoque e à logística hospitalar, à farmacotécnica, participação em comissões de farmácia e terapêutica e infecção hospitalar, e monitorização do tratamento prestado ao paciente, que é considerado o principal objetivo da Farmácia Hospitalar. Tendo como objetivos aprimorar os conhecimentos em Farmácia Hospitalar do estudante de farmácia no setor de público, o Estágio Supervisionado em A em Farmácia Hospitalar foi realizado no HOSPITAL MUNICIPAL MARIA AMÉLIA – São Felipe - BA no com carga horária de 60 horas em campo no período de 15/04/2024 à 26/04/2024. 3 2 INTRODUÇÃO As atribuições e responsabilidades dos profissionais farmacêuticos têm ganhado um espaço privilegiado nos últimos anos. Isso se dá pelas mudanças no cenário da atenção e assistência farmacêutica, com o olhar voltado ao cuidado do paciente e a inserção da farmácia clínica nos ambientes de trabalho. Com isso, a dispensação de medicamentos, acompanhamento farmacoterapêutico e a otimização de medicamentos têm garantido sucesso para a segurança do paciente, que é a prioridade em um ambiente de atendimento e cuidado farmacêutico visando a efetividade e eficiência farmacológica (ABUELHANA et al.,2021; MELO; OLIVEIRA, 2021). Com isso, o estágio supervisionado em farmácia hospitalar exerce um papel mediado pela prática pedagógica, a qual pretende formar um profissional com pensamentos críticos e com a capacidade de compreender a realidade do contexto inserido. Dessa forma, ao articular o ensino com o serviço de saúde, procura-se entusiasmar o futuro profissional farmacêutico por meio da integração na equipe de saúde hospitalar, ocasionando condições para que haja benefício mútuo entre os futuros profissionais e os profissionais do ambiente de trabalho no qual o estagiário está inserido, promovendo a responsabilidade e o compromisso com a sua educação e a das futuras gerações através de treinamentos e estágios (SANTOS, 2012). Portanto, o estágio supervisionado em farmácia clínica é uma das áreas atribuídas ao profissional farmacêutico para a conclusão do Curso de Bacharel em Farmácia. Assim, a farmácia hospitalar é uma unidade clínica, administrativa e econômica dirigida pela responsabilidade técnica farmacêutica em anexo com as outras hierarquias dentro do hospital, com o objetivo de garantir o uso racional dos medicamentos prescritos e responder à demanda de medicamentos dos pacientes hospitalizados (MELO; OLIVEIRA, 2021). 4 3 ATIVIDADES DO ESTAGIÁRIO O estágio é uma forma de aperfeiçoamento que proporciona ao aluno maturidade e conhecimento. Na Farmácia Hospitalar, este proporciona condições de desenvolver habilidades, analisar criticamente situações sobre a terapêutica medicamentosa dentro dos critérios éticos profissionais, prestar atenção farmacêutica com qualidade, atendendo à carência do paciente e participar da rotina hospitalar. O Estágio em Farmácia Hospitalar realizado no HOSPITAL MUNICIPAL MARIA AMÉLIA (HMMA) – São Felipe – BA onde proporcionou o conhecimento em na vida profissional do Farmacêutico no âmbito hospitalar, neste hospital trabalha apenas 1 farmacêutico que fica responsável pela Farmácia. Na Farmácia Hospitalar é responsável pelo uso racional dos medicamentos em ambiente Hospitalar. No HMMA o farmacêutico, além da seleção, aquisição e armazenamento dos medicamentos, é também da sua responsabilidade assegurar que os medicamentos sejam entregues ao paciente correto, na dose e forma adequada, que sejam fornecidas as informações necessárias para a sua correta administração e que sejam devidamente armazenados de forma a preservar a qualidade do produto. O sistema de dispensa em unidose consiste em dispensar a cada paciente os medicamentos necessários em forma unitária, de forma a para cobrir um determinado período de tempo, normalmente de 24 horas. Com o sistema de dispensa em unidose o paciente recebe a dose diária para o seu tratamento, diminuindo desperdícios e erros na administração. Além disso, devido ao papel ativo do farmacêutico neste sistema, diminuem-se erros na posologia e na dispensa, contribuindo para o uso racional do medicamento. Este sistema de separação é feita diariamente pela manhã e aos sábados é feito para o fim de semana constando que não tem farmacêutico de plantão no Hospital no ao fim de semana, também ele é responsável por abastecer o carinho de medicamentos a Emergência do hospital o que é feito diariamente. A População atendida no Hospital Maria Amélia e local do município de São Filipe e da Região clico vizinha o que causa supercarga para o mesmo, sendo que o hospital não é municipal e gerido co recursos próprios. O principal ponto negativo do hospital e a sobre carga do 5 farmacêutico sendo que a unidade funciona 24 horas é só possui um profissional qualificado para a função na ausência a responsabilidade da farmácia fica com o enfermeiro responsável. Entre as atividades despenhadas pelo farmacêutico no hospital além da separação de medicamentos em uni dose, o mesmo fica responsável por comprar de medicamentos e material hospitalar, entrada de notas no sistema do município, geri a verba de medicamentos do hospital, entrada e saída de medicamentos da farmácia do hospital. Foi um estágio enriquecedor onde apreendemos o papel no farmacêutico no âmbito hospitalar. 6 4 TEORIA EM PRÁTICA- ESTUDOS DE CASOS A evolução histórica da farmácia hospitalar no Brasil está vinculada à estruturação do complexo médico industrial. No século XX, o farmacêutico era o profissional de referência para a sociedade nos aspectos do medicamento. Além de dispensar o medicamento, o farmacêutico hospitalar era responsável também, pela manipulação. A sociedade Brasileirade Farmácia Hospitalar (SBRAFH) foi criada em 1995 e têm contribuído para o desenvolvimento da assistência farmacêutica hospitalar. Segundo a SBRAFH (1997), farmácia hospitalar é uma unidade clínica, administrativa e econômica, dirigida por farmacêutico, ligada hierarquicamente à direção de hospitais e integrada funcionalmente com as demais unidades administrativas e de assistência ao paciente. Para auxiliar na resolução desta atividade você poderá acessar os livros que estão disponíveis em nossa biblioteca virtual, a seguir temos algumas sugestões de livros que estão disponíveis em: Minha Biblioteca, e algumas resoluções e portarias que regulamentam as atividades no ambiente hospitalar. JULIANI, R.GM. Organização e Funcionamento de Farmácia Hospitalar. 1.ed. São Paulo: Érica: Saraiva, 2016. FARIA, C.O. et al. Farmácia Hospitalar. Porto alegre: SGAH, 2019. Portaria Nº 4.283, de 30 de dezembro de 2010. Aprova as diretrizes e estratégias para organização, fortalecimento e aprimoramento das ações e serviços de farmácia no âmbito dos hospitais. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt4283_30_12_201 0.html. RDC nº 220, de 21 de setembro de 2004. Regulamento técnico de funcionamento para os serviços de terapia antineoplásica. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2004/rdc0220_21_09_ 2004.html. Portaria nº 272, de 8 de abril de 1998. Regulamento técnico para a terapia de nutrição parenteral. Analise o estudo de caso a seguir: 7 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2004/rdc0220_21_09_2004.html https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2004/rdc0220_21_09_2004.html https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt4283_30_12_2010.html https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt4283_30_12_2010.html Estudo de Caso 1 - Estrutura da Farmácia Hospitalar A direção clínica do hospital solicitou ao farmacêutico hospitalar que readequasse o sistema de distribuição de medicamentos do hospital visando diminuir os gastos com os medicamentos, diminuir os erros de medicação, melhorar o controle e a gestão do estoque da farmácia, diminuir os estoques de medicamentos nos postos de enfermagem, além de favorecer a integração do farmacêutico com a equipe de saúde. O farmacêutico analisou os recursos humanos e a infraestrutura disponível e avaliou que em um primeiro momento, só seria possível a implantação de um sistema que dispensasse medicamentos necessários para um dia de tratamento para cada paciente. Responda: a) Quais são os objetivos principais da gestão da farmácia hospitalar? b) A farmácia hospitalar deve estar localizada em área de livre acesso e circulação, tanto para atender à distribuição de medicamentos de pacientes internados e ambulatoriais, como para receber visitas de técnicos e de fornecedores o que justifica a sua localização em ponto estratégico que facilite a troca de informações. O dimensionamento da área física de uma farmácia hospitalar tem relação direta com as atividades a serem desenvolvidas, que são, por sua vez, determinadas pelo perfil assistencial e pela complexidade do cuidado prestado no hospital. Quais são os principais ambientes da Farmácia Hospitalar? Esquematize através de um desenho qual é a estrutura física necessária para o funcionamento de uma farmácia hospitalar, identificando cada área e relacionando quais são as atividades que são desempenhadas no local. 8 Área Recepção e inspeção Manipulação de NPT CAF Manipulação de Citotóxicos Área de distribuição Área de unitarização de doses Sala de Chefia Sala de diluição de germicidas Área administrativa Manipulação Magistral e Oficinal Sala de reunião Depósito de Material de Limpeza (DML) Área de medicamentos sujeitos a controle especial (Portaria nº344/1998) Fracionamento c) Pensando na temática proposta pelo estudo de caso, explique qual será o sistema de distribuição de medicamentos que poderá ser implantado no hospital? Quais são as vantagens e desvantagens desse sistema de distribuição? Justifique. d) O sistema de distribuição de medicamentos deve se basear nas características do hospital e deve ser um sistema racional, eficiente, econômico e seguro. Descreva quais são os tipos de sistemas de distribuição de medicamentos que podem ser utilizados nos hospitais, relacionando as vantagens e desvantagens de cada um. e) Quais são as atividades farmacêuticas que podem ser realizadas nos hospitais? a): resposta: Assegurar a qualidade dos produtos em estoque e fornecer informações sobre as movimentações realizadas. Acompanhar o uso de medicamentos prescrito a cada paciente individualmente, assegurando o uso racional. especialidades farmacêuticas para atender às necessidades dos pacientes, resguardando a qualidade. b): resposta: A Farmácia Hospitalar possui vários ambientes, incluindo: Sala de preparação de medicamentos para Terapia Antineoplásica: Deve ter uma área mínima de 5 metros por cabine de segurança biológica. 9 Área de armazenamento: Deve ser exclusiva para estocagem de medicamentos específicos da Terapia Antineoplásica. Sala de limpeza, higienização e esterilização: Faz parte do processo de manipulação de medicamentos. Sala ou local de pesagem: Faz parte do processo de manipulação de medicamentos. Sala de manipulação e envase: Faz parte do processo de manipulação de medicamentos. Área para revisão: Faz parte do processo de manipulação de medicamentos. Área para quarentena, rotulagem e embalagem: Faz parte do processo de manipulação de medicamentos. Sala de paramentação específica (antecâmara): Faz parte do processo de manipulação de medicamentos. 1 c): resposta: O sistema de distribuição de medicamentos (SDM) deve acolher a todas as áreas da instituição onde sejam consumidos medicamentos, sendo providos de segurança e controle. No entanto, esses sistemas são aplicados de acordo com a logística hospitalar, no qual cada um contém suas características, vantagens e desvantagens. Sendo, classificados como: Coletivo, Individualizado e Dose Unitária. Sendo o do estudo de caso o Individualizado. SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO VANTAGENS DESVANTAGENS INDIVIDUALIZADO •Evita descentralização desordenada dos estoques; •Otimização do estoque; •Garantia de controle do armazenamento dos medicamentos; •Inserção da farmácia na equipe multiprofissional (enfermagem e corpo clínico); •Menor quantidade de desvios e perdas; •Menor número de erros de transcrição e de administração de medicamentos. •Custo de implantação do projeto, incluindo equipamentos e funcionários; •As atividades da enfermagem permanecem desviadas para a dispensação; •Funcionamento ininterrupto da farmácia (24 horas). d): resposta: O sistema de distribuição de medicamentos (SDM) deve acolher a todas as áreas da instituição onde sejam consumidos medicamentos, sendo providos de segurança e controle. No entanto, esses sistemas são aplicados de acordo com a logística hospitalar, no qual cada um contém suas características, vantagens e desvantagens. Sendo, classificados como: Coletivo, Individualizado e Dose Unitária. SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO VANTAGENS DESVANTAGENS INDIVIDUALIZA- DO •Evita descentralização desordenada dos estoques; •Otimização do estoque; •Garantia de controle do • Custo de implantação do projeto, incluindo equipamentos e funcionários; •As atividades da 1 armazenamento dos medicamentos; •Inserção da farmácia na equipe multiprofissional (enfermagem e corpo clínico); •Menor quantidade de desvios e perdas; •Menor número de erros de transcrição e de administração de medicamentos. enfermagem permanecem desviadas para a dispensação; •Funcionamentoininterrupto da farmácia (24 horas). COLETIVO •Registro das movimentações de saída fácil e rápido; •Número de funcionários reduzido; •Horário de funcionamento – não necessita funcionar 24 horas; •Aviamento rápido; • Facilidade de acesso aos medicamentos para uso imediato; •Pouco volume. •Descentralização desordenada dos estoques; •Controle deficiente dos estoques; •Perdas por desvios, validade e armazenamento incorreto; •Não há garantia de qualidade; •Ocasiona desvio das atividades dos profissionais de enfermagem; •A Farmácia não participa diretamente da dispensação ao paciente; DOSE UNITÁRIA •Menor número de devoluções para a Farmácia; •Otimização dos recursos humanos da Farmácia; •Possibilita que cada plantão da enfermagem confira os medicamentos do seu turno. •Permite maior contato da Farmácia com o corpo clínico e a enfermagem; • Redução dos estoques intermediários; •Redução dos erros de administração de medicamentos; •Custo da implantação, incluindo área, equipamentos, embalagens e tecnologia; •Aumento de recursos humanos; •Tempo para treinamento dos colaboradores; •Funcionamento ininterrupto da farmácia (24 horas). 1 •Maior disponibilidade de tempo para a enfermagem. e): resposta: Atividades farmacêuticas que podem ser realizadas nos hospitais: Presta serviço de Atenção Farmacêutica a pacientes internados e ambulatoriais, visando ao uso racional dos medicamentos; Atua na logística farmacêutica, tendo o medicamento como insumo mais importante; Representa a farmácia nas comissões hospitalares, sendo o balizador de decisões em tudo que se refere ao medicamento; Atua como responsável legal pelo fluxo do medicamentos dentro da unidade hospitalar; Elabora normas e controles que garantam a qualificação de fornecedores; É responsável pela dispensação do medicamento por meio de sistemas que permitam fluxos racionais e que minimizem a ocorrência de erros; É responsável pelo plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (PGRSS) da farmácia; Responsabiliza-se pela análise, comparação de custos e consequências das terapias medicamentosas aos pacientes; Manipula fórmulas magistrais, oficinais e parenterais, de acordo com os princípios das boas práticas de manipulação em farmácia; É responsável pelas atividades relacionadas ao controle de qualidade dos insumos recebidos; É responsável pelas ações de farmacovigilância dentro da farmácia hospitalar; Participa efetivamente das comissões hospitalares; 1 Elabora editais de compra e especificações técnicas para medicamentos e correlatos. Estudo de Caso 2 - Atividades realizadas na Farmácia Hospitalar O farmacêutico hospitalar é o profissional responsável por atividades clínicas, administrativas e consultivas com o objetivo de promover a racionalização de custos, o uso racional de medicamentos e a orientação aos pacientes, além de atuar na gestão da logística farmacêutica e participar das comissões hospitalares, sendo referência na promoção da saúde por meio da assistência farmacoterapêutica. Esse profissional tem uma conduta interdisciplinar, integrando a farmácia hospitalar com os demais serviços e unidades clínicas. De acordo com a Resolução no 492, de 26 de novembro de 2008, que regulamenta o exercício profissional no setor público e privado, as principais atribuições do farmacêutico foram agrupadas em cinco grandes áreas: atividades logísticas, controle de qualidade, atividades intersetoriais, atividades focadas no paciente, atividades de manipulação/ produção. a) Em oncologia, o farmacêutico é o principal instrumento para a qualidade da farmacoterapia. Suas atribuições excedem a simples dispensação da prescrição médica, ou ainda a manipulação propriamente dita. Sua atuação é importante em várias etapas da terapia antineoplásica. Pensando na manipulação de antineoplásicos, descreva quais são as condições mínimas necessárias que são exigidas para a manipulação de antineoplásicos. b) A nutrição parenteral compreende uma solução ou uma emulsão composta, basicamente, por aminoácidos, lipídios, carboidratos e eletrólitos. É uma formulação estéril e apirogênica, acondicionada em bolsa plástica, destinada à administração intravenosa em pacientes desnutridos ou não, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou à manutenção de tecidos, órgãos e sistemas. O Setor de Nutrição Parenteral do Serviço de Farmácia do hospital é o setor responsável pela seleção, pela aquisição, pelo armazenamento, pela manipulação e dispensação das formulações de nutrição parenteral. Pensando na manipulação da nutrição parenteral, descreva quais são as condições mínimas necessárias que são exigidas para a manipulação de nutrição parenteral. 1 a): resposta: A farmácia oncológica exige que o profissional possua perfil multidisciplinar, com conhecimentos básicos de administração e habilidade para coordenação e liderança. É imprescindível possuir competência para implantação da farmácia clínica e programas de atenção farmacêutica. Todo serviço de alta complexidade no tratamento do câncer, cadastrado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), deve contar com um farmacêutico para a realização de manipulação de quimioterápicos. “O farmacêutico oncológico é um profissional muito dinâmico, e sua atuação é primordial na assistência, compondo a Equipe Multidisciplinar de Oncologia (EMTA). Ele exerce atividades de extrema importância que envolvem a qualidade e a segurança do paciente e vários processos de utilização do medicamento”, diz a farmacêutica, professora do ICTQ, especialista em assistência farmacêutica com ênfase em atenção farmacêutica e atuação na área de farmácia oncológica, dra. Ariely Vermelho da Silva. Em 2017, por meio da Resolução 640, do CFF, foi definido que para o exercício de atividades de preparo dos antineoplásicos e demais medicamentos na oncologia, a entrar em vigor de fiscalização a partir de maio de 2020, o farmacêutico deverá atender, pelo menos, a um dos seguintes critérios, validados pelo Conselho Regional de Farmácia (CRF) de sua jurisdição: - ser portador de título de especialista emitido pela Sociedade Brasileira de Farmacêuticos em Oncologia (Sobrafo); - ter feito residência na área de oncologia; ser egresso de programa de pós-graduação lato sensu reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) relacionado à farmácia oncológica; e - ter atuado por três anos ou mais na área de oncologia, o que deve ser comprovado por meio de Carteira de trabalho e Previdência Social (CTPS) ou de contrato e declaração do serviço, com a devida descrição das atividades realizadas e do período de atuação. “Ao que compete ao farmacêutico, voltada à linha de produção - manipulação dos quimioterápicos antineoplásicos - antes do processo de manipulação, ele deverá, obrigatoriamente, validar a prescrição médica. É necessário avaliar os componentes da prescrição médica, quanto à dose, compatibilidade, estabilidade e interações com outros medicamentos ou alimentos, bem como a viabilidade do tratamento”, relata o farmacêutico, especialista em 1 Farmacologia Clínica e Prescrição Farmacêutica e em Farmácia Clínica e Hospitalar em Oncologia, diretor técnico do Instituto de Oncologia San Giovanni e também da Associação dos Voluntários a Serviço da Oncologia em Sergipe (AVOSOS), Cláuber Emídio. Após a validação da prescrição e confirmação de doses e concordância de indicação terapêutica, o farmacêutico deverá proceder o preparo dos medicamentos de acordo com a prescrição médica validada, atendendo aos aspectos galênicos de cada produto, em concordância com o que é preconizado naliteratura científica e pelo fabricante do produto. Conforme Emídio, a manipulação dos antineoplásicos deverá ocorrer em condições assépticas, obedecendo aos critérios de biossegurança dispostos na legislação sanitária em vigor. Após manipulação, deve assegurar-se o adequado preenchimento do rótulo de cada dose manipulada, verificando a exatidão das informações contidas na prescrição médica, a saber: nome completo do paciente, número do leito e registro hospitalar, identificação do médico prescritor e do farmacêutico responsável pela manipulação, volume total e dose de cada componente adicionado, data e hora da manipulação, bem como as recomendações de uso e relativas à validade, condições de armazenamento, transporte e administração. No momento que a bolsa da quimioterapia antineoplásica encontra- se pronta, o farmacêutico, no setor de controle de qualidade, deverá realizar análises que garantam ausência de partículas e confirmação da dose manipulada, oferecendo segurança ao tratamento. Estrutura A estrutura mínima para uma central de manipulação de antineoplásicos é descrita na RDC/Anvisa 50/02, na RDC 220/04 e na RDC 67/07, e deve possuir: - área ou sala para as atividades administrativas; - área ou local para lavagem de utensílios e materiais de embalagem; - área de quarentena e rotulagem (conferências, dupla checagem do produto manipulado e inspeção do produto); - área de dispensação; 1 - área de armazenamento exclusiva para estocagem de medicamentos específicos da TA; - área destinada à paramentação (antecâmara), provida de lavatório para higienização das mãos; - vestuários; - área de armazenamento temporário de resíduos; - sala exclusiva para preparação de medicamentos para TA, com área mínima de cinco m² por cabine de segurança biológica; e - cabine de Segurança Biológica (CSB) Classe II B2, que deve ser instalada seguindo as orientações contidas na RDC/Anvisa 50/02. A esterilidade do produto deverá ser garantida pelo farmacêutico, para isso é necessário que a farmácia estabeleça um Sistema de Garantia de Qualidade que incorpore as Boas Práticas de Manipulação de Medicamentos Estéreis. De acordo com a Food and Drug Administration (FDA), a validação visa estabelecer evidências documentadas que prove um alto grau de garantia a um processo específico, garantindo consistentemente que o produto esteja de acordo com as normas de qualidade. B): resposta: A terapia de nutrição parenteral (NP) é um tema de grande interesse no meio farmacêutico, envolvendo diversos tópicos, desde aspectos clínicos àqueles relacionados ao controle de qualidade das preparações. A terapia nutricional é a oferta de nutrientes pelas vias oral, enteral e/ou parenteral, de acordo com o as condições clínicas de cada paciente, tendo em vista à oferta terapêutica de proteínas, energia, minerais, vitaminas e água, adequadas aos pacientes, que, por algum motivo, não possam receber suas necessidades pela via oral, convencional (CORTES et al., 2003). A nutrição parenteral (NP) é a infusão intravenosa de nutrientes diretamente na circulação sistêmica, ultrapassando o trato gastrointestinal (TGI), é recomendada quando há uma alteração parcial ou total do trato gastrointestinal, sendo indicada também em outros casos como o pré-operatório ou subnutrição, além disso, pode ser utilizada como complemento quando a dieta enteral ou oral não alcançarem as necessidades nutricionais do paciente (COMPÊNDIO DE NUTRIÇÃO 1 PARENTERAL, 2018; LAMEU, 2005). Há duas legislações que regem a prática de nutrição parenteral no Brasil, Resolução RDC nº 45, de 12 de março de 2003 que dispõe sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas de Utilização das Soluções Parenterais (SP) em Serviços de Saúde e a Portaria MS/SNVS nº272, de 8 de abril de 1998 que fixa os requisitos mínimos exigidos para a Terapia de Nutrição Parenteral. De acordo com a legislação brasileira, Portaria 272/98 para a avaliação, execução e supervisão de todas as etapas da Terapia Nutricional, é necessária a presença nas unidades hospitalares de uma Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN). Essa Equipe é fundamental para monitorar todos os passos relacionados a terapia nutricional (BRASIL, 1998). Para a manipulação de nutrição parenteral, são necessárias algumas condições mínimas, como: A preparação da nutrição parenteral deve ser feita em área classificada como grau A ou B (classe 100). A nutrição parenteral deve ser transportada em condições validadas, que garantam a sua esterilidade e integridade físico-química. A temperatura não deve exceder 20°C e o tempo de transporte não deve ser superior a 12 horas. A nutrição parenteral deve ser rotulada com identificação clara do nome do paciente, composição e demais informações legais e específicas. A formulação padronizada de nutrição parenteral deve ter estudos de estabilidade previamente realizados. A nutrição parenteral deve ser administrada por uma equipe multiprofissional, composta por pelo menos um profissional de cada categoria: médico, farmacêutico, enfermeiro e nutricionista. 1 5 TERMO DE VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO 1 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS O estágio supervisionado na Farmácia Hospitalar possibilitou aos acadêmicos o contato com a rotina das principais atribuições do farmacêutico hospitalar, permitindo-lhes que instituam um conceito do que foi adquirido para que possa ser incrementado ou adaptado nas suas realidades profissionais. Por fim, a pesquisa provoca nas instituições hospitalares e futuros estudos possibilidades aos futuros estagiários que venham a atuar, solidificando o conhecimento do aluno e proporcionando-lhe uma visão prática e ampla da atuação do farmacêutico hospitalar. 2 REFERÊNCIAS SANTOS SOUZA, C. A. Educação continuada: capacitação profissional no âmbito da farmácia hospitalar como estratégia para integração da equipe multidisciplinar em um hospital especializado de Sergipe. Revista Saúde.com, v. 9, n. 2, p. 25-32, 2012. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/index.php/rsc/article/view/239. Acesso em: 3 jul. 2024. OLIVEIRA, J. R. F. de et al. Descrição do consumo de psicofármacos na atenção primária à saúde de Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, v. 37, n. 1, p. e00060520, 2021. Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Portaria 272, de 8 de Abril de 1998. Diário Ofcial da União, Brasília, DF, 9 de Abril de 1998. CARVALHO, A. P. P. F. et al. Protocolo de Terapia Nutricional Enteral e Parenteral da Comissão de Suporte Nutricional. Goiânia: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, 2014. 162 p. COMPÊNDIO DE NUTRIÇÃO PARENTERAL, 2018. CORREIA, M. I. T. D. Avaliação nutricional subjetiva. Rev Bras Nutr Clin, v. 13, p. 68-73,1998. CORTES, J. F. F.; FERNANDES, S. L.; NOGUEIRA-MADURO, I. P. N.; BASILE- FILHO, A.; SUEN, V. M. M.; SANTOS, J. E.; VANNUCHI, H.; MARCHINI, J. S. Terapia nutricional no paciente criticamente enfermo. Medicina, v. 36, p. 394-398, abr./dez., Ribeirão Preto, 2003. GASTALDI, M.; SIQUELI, A. G.; SILVA, A. C. R.; SILVEIRA, D. S. G. Nutrição Parenteral Total: Da Produção a Administração. Pharmácia Brasileira, set./out., 2009. Lameu, E. Clínica Nutricional. Rio de Janeiro: Revinter, 2005. MARCHINI, J. S.; Okano, N.; Cupo, P.; Passos, N. M. R. R. S.; Sakamoto, L. M.; Basile-Filho, A. Nutrição parenteral — princípios gerais, formulários de prescrição e monitorização. Medicina, v. 31, p. 62-72, jan./mar., Ribeirão Preto, 1998. MOURA-JÚNIOR, S. J. A. et al. Protocolos de Terapia Nutricional Enteral e Parenteral, Teresina, mar., 2012. 2 SUMÁRIO 1 APRESENTAÇÃO 2 INTRODUÇÃO 3 ATIVIDADESDO ESTAGIÁRIO 4 Teoria em prática- estudos de casos 5 TERMO DE VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS