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Estratégias de branding aplicadas ao projeto experimental O planejamento estratégico de marketing e a construção de valor de marca no trabalho de branding. Prof.ª Fabiana Motroni 1. Itens iniciais Propósito A criação de uma proposta de valor, posicionamento e diferenciação por meio da construção dinâmica de uma marca ‒ e a transformação de clientes em seus defensores apaixonados, em um processo de conquista contínua ‒ representa o início e o objetivo final do trabalho dos profissionais de marketing e comunicação, especialmente diante da volatilidade, complexidade e incertezas das transformações contínuas nesse mercado e sociedade contemporânea pós-digital e pós-pandêmica. Objetivos Aplicar os conceitos de missão, visão e valores na construção do projeto experimental. Entender a construção da buyer persona com base nos critérios de segmentação e posicionamento de mercado. Analisar as melhores práticas do mercado a partir dos principais concorrentes e oportunidades de diferenciação. Reconhecer os conceitos básicos de branding e brand equity. Introdução Ter uma estratégia de marca consistente é fundamental para o sucesso sustentável dos negócios. Não importa se estamos criando uma marca do zero, se é uma marca que pretende ser líder do seu mercado, ou ir além, sendo disruptiva e mudando totalmente esse mesmo mercado, até mesmo criando um novo. Seja qual for o propósito, sem estratégia, uma empresa e sua marca podem até começar, mas não chegam lá. O termo estratégia vem do grego, e significa, acima de tudo, um plano: como agir, quando agir, onde agir, e todos os seus porquês. Ao longo da história da civilização, o termo fazia parte do mundo da guerra, sendo um vocabulário essencialmente militar, e, claro, político e diplomático. Se transformou em um termo e uma prática do mundo dos negócios, efetivamente, no século XX, em especial a partir da segunda metade, que marca a alta industrialização e nascimento do competitivo mercado de massa. Nesse novo campo de batalha, a estratégia vem para ajudar empresas e marcas, produtos e serviços a se diferenciarem, se posicionando e encontrando oportunidades de sucesso diante de seus inimigos, ou melhor, concorrentes. No conteúdo a seguir, você entenderá o trabalho de branding e o conceito de brand equity por meio da perspectiva da estratégia de marca; como orientar suas decisões sobre o que uma marca deve fazer, e ‒ tão importante quanto ‒ o que não deve. Situando-se entre o guerreiro e o conquistador, o profissional de marketing e comunicação tem como bússola sua estratégia para guiá-lo em direção ao branding de excelência: construir uma marca relevante, que venda, apaixone e, acima de tudo, transforme seus compradores em um exército de clientes fiéis e defensores. • • • • 1. Conceito e elementos de construção do projeto Planejamento estratégico de marketing Missão e visão da marca Ninguém abre uma empresa ou um novo negócio para, em pouco tempo, falir. No entanto, infelizmente, cerca de 23% das micro e pequenas empresas fecham antes de completar cinco anos de atividade no Brasil, segundo estudo divulgado em 2021 pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), algumas deixando rastros de dívidas para seus proprietários(as). Mas por que isso acontece? Sob o ponto de vista do planejamento de marketing, a grande questão, em especial para pequenos(as) empresários(as) ou para aqueles que estão abrindo seu primeiro negócio, é a definição da missão e da visão da empresa. Ambos os conceitos fazem parte do planejamento estratégico de qualquer organização, seja ela de pequeno, médio ou grande porte, com ou sem fins lucrativos – como ONGs e Instituições de caráter filantrópico ‒, pensada para atuação local, regional ou global. Dessa forma, a missão e a visão são fundamentais para o planejamento, mas defini-las não é tarefa fácil. Segundo Kotler e Armstrong (2015), planejamento estratégico é “o processo de desenvolver e manter um alinhamento estratégico entre os objetivos e competências de uma organização e as oportunidades de marketing em mutação”. Nesse sentido, o planejamento estratégico opera como a base para todos os outros planejamentos de uma empresa: financeiro, administrativo, marketing, de seleção e contratação de pessoal, tendo na missão e na visão da empresa seu ponto de partida. Nesse ponto, residem as possibilidades de fracassar em um negócio: a falta de uma boa análise situacional, isto é, do contexto empresarial no qual o negócio será desenvolvido e implementado, principalmente no que se refere a pensar no futuro. E pensar no futuro é pensar na visão da empresa, saber onde se quer chegar a longo prazo, a despeito de todas as ameaças que as constantes alterações endógenas do mercado possam oferecer. Se no planejamento estratégico a chave é pensar o futuro do mercado, para se definir a missão, é preciso pensar no propósito da empresa. Entende-se por missão a reflexão do cenário atual e as perspectivas futuras, concernentes ao produto, mercado, tecnologia, crenças e valores, que, em conjunto com a política e com os objetivos comerciais e de crescimento da empresa, fornece os meios para que se atinja uma posição de liderança sobre os concorrentes (HONORATO, 2004). As melhores declarações de missão são aquelas guiadas por uma boa visão do que se quer para a empresa e/ou a marca no futuro. De acordo com Kotler e Keller (2012), toda organização existe para realizar alguma coisa. Para definir a missão, a empresa deve responder às seguintes perguntas: Qual é o nosso negócio? Quem é o cliente? O que tem valor para o cliente? Qual será o nosso negócio? Considerando que o objetivo maior do marketing é entregar valor para o cliente, a principal pergunta a ser respondida é aquela que indaga sobre o que tem valor para o cliente. Por meio dessa reflexão, feita com base em pesquisas de mercado e de comportamento do consumidor, a empresa saberá responder qual será o seu negócio. O conhecimento sobre o que o consumidor valoriza é a base para o estabelecimento do propósito organizacional, que, em última instância, consiste em oferecer valor superior aos clientes, diante das condições mercadológicas, da atuação da concorrência e dos objetivos financeiros, administrativos e de marketing da empresa. Uma missão orientada para o mercado – para aquilo que o consumidor valoriza –, que seja curta e memorável, tenha ênfase nos valores e princípios da empresa e, ao mesmo tempo, considere o que o consumidor valoriza e incorpore, na sua declaração, a visão da organização, tem tudo para se tornar um mantra e ser compartilhada entre os(as) colaboradores(as), fazendo com que todos(as) atuem de modo consistente nas questões importantes e nas tomadas de decisão estratégicas à empresa e à marca. Exemplos de missão orientadas para o mercado consumidor Confira a seguir três empresas com missões guiadas para o mercado: Empresa Missão orientada para o mercado. Facebook Conectamos pessoas ao redor do mundo e as ajudamos a compartilhar importantes momentos de sua vida. Revlon Vendemos estilo de vida e autoexpressão; sucesso e status; lembranças, esperanças e sonhos. Walmart Oferecemos preços baixos todos os dias e damos às pessoas comuns a chance de comprar as mesmas coisas que as pessoas ricas. Tabela: Exemplos de como as empresas trabalham a missão orientada. Gary Armstrong e Philip Kotler (2015, 15). • • • • Marca com propósito Valores da marca Conforme abordado no tópico anterior, a definição do propósito da empresa, ou sua missão no mercado, é o pontapé inicial para a elaboração de um planejamento estratégico de longo prazo, com base no qual a empresa irá desenvolver e implementar seu negócio, e, em contrapartida, formar a imagem de uma marca pela qual a organização, seus produtos e serviços serão percebidos e reconhecidos pelo consumidor. Contudo, não adianta se estruturar estratégica e taticamente diante do mercado consumidor e da concorrência, portanto, do ambiente externo àcom as novidades da área, vale o clique no site da empresa Ana Couto, uma das maiores empresas de Branding do Brasil. No site de David Aaker, autointitulado “o pai do branding moderno”, você encontra informações sobre o mercado de branding digital. O site apresenta as mais recentes técnicas e ferramentas, fundamentais para a sobrevivência das empresas no ambiente on-line. Acesse o site Interbrand e veja a relação das 100 marcas globais mais valorizadas do mundo, assim como as marcas brasileiras mais valiosas do ano de 2021. Referências AAKER, D. On Branding: 20 princípios que decidem o sucesso das marcas. São Paulo: Bookman, 2015. KRAMER, B. There is no B2B or B2C: It’s Human to Human #H2H. 2014. CONRADO, A. 8 Ps do marketing digital. São Paulo: Novatec, 2011. GABRIEL, M. C. C. Marketing na era digital: conceitos, plataformas e estratégias. São Paulo: Novatec, 2014. GODIN, S. Marketing de Permissão ‒ Transformando desconhecidos em amigos e amigos em clientes. Rio de Janeiro: Campus, 2000. GILMORE, J.; PINE, J. Authenticity. Harvard Business School Press, 2007. GILMORE, J.; PINE, J. The Experience Economy. Updated Edition. Harvard Business School Press 2011. HONORATO, G. Conhecendo o Marketing. São Paulo: Manole, 2004. HOULIND, R.; SHEARER, C. Make It All about Me: Leveraging Omnichannel and AI for Marketing Success. London: LidPublishing, 2019. INTERBRAND . Best Global Brands. Consultado na Internet em: 14 dez de 2024. JARVIS, J. O que a Google faria? São Paulo: Manole, 2009. KOTLER, P;ARMSTRONG, G. Princípios de Marketing. 15. ed.São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015. KOTLER, P.; KELLER, K. Administração de Marketing. 14. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012. KOTLER, P.; KARTAJAYA, H.; SETIAWAN, I. Marketing 4.0: do tradicional ao digital. Rio de Janeiro: Sextante. 2017. LIMA-CARDOSO, A.; SALVADOR, D.; SIMONIADES, R. Planejamento de Marketing Digital. Rio de Janeiro: Brasport, 2015. NOGUEIRA, M. A. de F. Do marketing direto à publicidade data-driven: big data, algoritmos e a falta de privacidade do marketing orientado por dados. In: NOGUEIRA, M. A. de F. (org.). Comunicação e Tecnologia. Rio de Janeiro: SESES, 2019. PORTER, M. E. Estratégia Competitiva: técnicas para análise de indústrias e da concorrência. Rio de Janeiro: Elsevier, 1986. VILELA, L . Live Commerce: a tendência que chega ao Brasil na pandemia. In: Consumidor Moderno. Consultado na Internet em: 14 dez de 2024. Estratégias de branding aplicadas ao projeto experimental 1. Itens iniciais Propósito Objetivos Introdução 1. Conceito e elementos de construção do projeto Planejamento estratégico de marketing Missão e visão da marca Exemplos de missão orientadas para o mercado consumidor Marca com propósito Valores da marca O futuro da marca Definição dos objetivos e metas Liderança total e custos Diferenciação Foco Produtos e serviços Promocionais Referentes à logística Colaboração em preços A personalidade da marca Conteúdo interativo Vem que eu te explico! Como escrever a missão e a visão de uma empresa Conteúdo interativo Alguns princípios importantes na definição objetivos e metas Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 2. Estratégias aplicadas ao projeto experimental Estratégias de mercado Segmentação de mercado e posicionamento Segmentação e posicionamento como estratégia Demográfica Estilo de vida ou psicográfica Segmentação e posicionamento aplicados ao marketing digital Essência da marca O marketing de apelo emocional Essência definida, meio caminho andado para o marketing Trabalhe para atender as mais altas expectativas Mantenha a consistência Mercado-alvo Buyer persona Texto Imagem Fotos Vídeos Como criar uma buyer persona na prática Conteúdo interativo Vem que eu te explico! Exemplos de segmentação de marca Conteúdo interativo Exemplo de essência da marca Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 3. Benchmark, concorrentes e oportunidades Benchmarking Conceito e contexto Um pouco mais sobre benchmark Conteúdo interativo Benchmarking de performance Pesquisa e análise de performance de marca Monitorar constantemente seus próprios indicadores e tendências Comparação com os melhores da categoria Um olho no concorrente direto, outro olho no concorrente indireto Nunca ignore o novato Observe a média da indústria Supere os índices e a “melhor média” Saiba traduzir e transpor quando for analisar outros países e culturas Elevar o padrão Benchmarking de melhores práticas Oportunidades de diferenciação com a concorrência Interno Competitivo Funcional Genérico Vem que eu te explico! Exemplo de benchmarking de performance Conteúdo interativo Melhores práticas através do benchmark Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 4. Brand equity e construção da vantagem competitiva Estratégias de branding A construção de marcas fortes Exemplo Lovemark – Marcas que amamos Conteúdo interativo Brand equity Patrimônio de marca como vantagem competitiva Escolhas iniciais dos elementos ou identidade de marca Produto e atividades de marketing e de comunicação Associações indiretamente transferidas para a marca Branding digital O futuro é agora Aumento da oferta Apoiar a oferta Criar uma plataforma de construção de marca Amplificar programas de construção e marca Vem que eu te explico! Exemplos de brand equity Conteúdo interativo Branding digital Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 5. Conclusão Considerações finais Podcast Conteúdo interativo Explore + Referênciasempresa, se, no ambiente interno, entre seus colaboradores, a empresa não aplica ou não cumpre com o que advoga e constrói sua imagem de marca, isto é, não respeita seus valores. Os valores são o conjunto de princípios éticos de uma empresa formadores do código de conduta que rege a atitude moral de seus(suas) funcionários(as) e colaboradores(as). Sob o aspecto empresarial, os valores são a filosofia que determina o modo de agir da companhia, devendo ser respeitados, enquanto a organização busca cumprir sua missão e atingir os objetivos traçados em seu planejamento estratégico. Dessa forma, os valores empresariais devem se refletir nos comportamentos, nas atitudes e nas decisões de todos os setores da companhia. Eles devem nortear o relacionamento da chefia com os funcionários, as relações entre os(as) trabalhadores(as) e, ainda, seu comprometimento com os(as) clientes e a sociedade como um todo. Em resumo: os valores devem compor o DNA da organização, estando presentes em cada célula ‒ ou área, departamento ou gerência – do corpo administrativo, suas marcas, produtos e serviços. Os critérios para seleção, escolha e implementação dos valores da companhia devem ser pensados com base nas questões a seguir: Como a empresa faz – ou quer fazer ‒ seus negócios? Quais são as crenças e as convicções éticas da empresa? Como os (as) colaboradores (as) devem se comportar internamente e em relação aos nossos (as) clientes (as)? Quais são nossas responsabilidades perante a sociedade? Ao definir seus valores, a empresa está firmando seu compromisso com o que é relevante para a organização no dia a dia do negócio, além de estar criando a base na qual será criada a identidade de marca da empresa, de seus produtos e serviços. Nesse sentido, é de grande importância que os (as) colaboradores (as) tenham conhecimento desses princípios para que todos executem a missão em busca de conquistar a visão. Quando esses fatores estão alinhados, os valores criam o sentimento de realização e comprometimento das equipes, tornando-as mais competitivas e determinadas no que diz respeito à realização dos objetivos e metas da empresa, criando uma marca sólida, reconhecida no mercado, com consistência e relevância para os clientes. A seguir, veja alguns exemplos de valores bastante considerados em empresas globais, com uma cultura organizacional que se preocupa com seu papel social, além das questões administrativas e financeiras: Transparência; Criatividade; Equilíbrio; Sustentabilidade; Inovação; • • • • • • • • • Cliente no controle; Ética; Responsabilidade social; Democratização da informação; Personalização. O futuro da marca Definição dos objetivos e metas Definidos os valores, a missão e a visão da empresa, está na hora de partir para a definição dos objetivos e metas do planejamento estratégico. São os objetivos que vão pautar o trabalho de branding e de gestão de marca, de maneira a traçar uma trajetória mercadológica bem-sucedida a longo prazo. Um objetivo é algo que se quer alcançar em um determinado período, e as metas fazem parte desse objetivo, tanto em termos da tarefa em si quanto do prazo de realização. Nessa linha, se o objetivo da empresa for “alcançar 20% de participação de mercado”, as metas decorrentes podem ser, por exemplo: “1) alcançar 5% de market share no final do primeiro ano; e 2) alcançar 12% no final do segundo ano” (KOTLER; KELLER, 2012). A maioria das empresas busca, para suas marcas, um conjunto de objetivos que incluem: lucratividade, crescimento de vendas, aumento na participação e mercado, contenção de riscos, inovação e reputação. A escolha e afirmação dos objetivos e metas vai depender do histórico da empresa, sua posição de mercado e suas forças e fraquezas em relação às análises dos macro e micro ambientes de negócio, tanto no que se refere ao presente quanto ao futuro. Para que uma administração por objetivos (APO) funcione, seguem alguns critérios: Devem ser organizados hierarquicamente, do mais importante para o menos importante; Devem ser estabelecidos quantitativamente, sempre que possível; Devem ser consistentes; e, no caso das metas; Devem ser realistas e alcançáveis (KOTLER; KELLER, 2012). Com os objetivos em mente, a empresa se prepara para elaborar suas estratégias e implementar os programas de marketing, por meio dos quais a identidade e a imagem de marca, assim como novos produtos e serviços, serão gestadas e lançadas no mercado. De acordo com Honorato (2004), estratégia de marketing é um “programa geral da empresa para selecionar um mercado-alvo específico e satisfazer os seus consumidores por meio de um cuidadoso equilíbrio do composto de marketing”. Dependendo dos objetivos da empresa, a formulação das estratégias competitivas (PORTER, 2005) é pensada em termos dos seguintes fatores: • • • • • 1. 2. 3. 4. Liderança total e custos Quando a empresa foca em uma produção e distribuição com custos menores, com o objetivo de oferecer para o cliente um preço abaixo da média de mercado. Empresas de varejo que se posicionam como “o lugar dos preços baixos” são um exemplo desse tipo de estratégia. Diferenciação Quando a empresa se concentra em ter um desempenho acima dos concorrentes em alguma área que seja valorizada pelos clientes. Um exemplo desse tipo de estratégia é a da Apple: seu posicionamento sempre foi pela diferenciação no design de seus produtos. Foco Quando a empresa mira seus esforços em mercados menores, tornando a marca mais conhecida daquele segmento, com base em um relacionamento mais próximo com os(as) clientes. Fashion brands, com foco em tamanhos plus size, são um bom exemplo. Além dessas possibilidades, a empresa pode escolher fazer alianças de marketing que a fortaleçam na batalha por participação de mercado. Essas alianças podem ser divididas em quatro categorias, que veremos a seguir: 1 Produtos e serviços Quando uma empresa licencia a outra para fabricar seus produtos ou, ainda, quando duas empresas comercializam conjuntamente produtos ou serviços complementares, como cartão de crédito e bancos. 2 Promocionais Quando a empresa concorda em promover outra marca em conjunto com as suas. O McDonald's fecha parcerias desse tipo no seu McLanche Feliz. 3 Referentes à logística Quando duas empresas decidem ser parceiras de distribuição de produtos. Por exemplo, duas marcas de comercialização em supermercados podem dividir o mesmo esquema logístico em todo o Brasil. 4 Colaboração em preços Quando uma ou mais empresas formam uma colaboração especial na determinação dos preços. É comum locadoras de automóveis e hotéis fazerem esse tipo de parceria. Contudo, atenção: até mesmo a mais criativa estratégia de marketing pode ser arruinada por uma implementação ineficiente. Nesse quesito, deve-se, pelo menos, pensar bem em dois fatores: que as alianças sejam feitas com empresas, marcas, produtos ou serviços que façam sentido para o posicionamento do negócio; e também em um orçamento adequado para cada programa, de modo que os resultados possam ser pensados em termos de investimento e lucratividade. A personalidade da marca Neste vídeo, o especialista falará um pouco mais sobre os principais tópicos relacionados à personalidade da marca. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Como escrever a missão e a visão de uma empresa Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Alguns princípios importantes na definição objetivos e metas Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 A declaração da missão é fundamental para a formulação do planejamento estratégico de uma organização, seja ela de pequeno ou grande porte, de atuação local ou global. Diante do exposto, sobre missão, é correto afirmar que: A A missão deve ser definida para fomentar as necessidadesinternas da empresa. B A missão é aquilo que a empresa espera ser em um determinado espaço de tempo. C A missão da empresa não deve estar necessariamente ligada aos motivos da sua criação ou razão social. D A missão pode ser entendida como sendo o propósito de uma empresa, aquilo que define o significado para a sua existência. E A missão pode ser traçada por meio de alianças com outras empresas e instituições. A alternativa D está correta. A missão é o detalhamento do propósito de uma empresa. Mostra, então, o porquê da sua empresa existir. Também deve deixar claro o segmento em que o negócio está inserido e como a empresa espera ser reconhecida por seus clientes, fornecedores e parceiros. Questão 2 Com base nos objetivos e metas, as empresas traçam suas estratégias competitivas. Contudo, mesmo para marcas globais, é difícil alcançar a liderança sem alianças com outras empresas. Qual alternativa a seguir não configura um tipo de aliança de marketing? A Aliança de logística. B Aliança de produtos e serviços. C Aliança de diferenciação. D Aliança promocional. E Colaboração de preços. A alternativa C está correta. Diferenciação é uma das estratégias competitivas determinadas por Michel Porter, além do foco e da liderança total de custos, e não se configura como aliança de marketing. 2. Estratégias aplicadas ao projeto experimental Estratégias de mercado Segmentação de mercado e posicionamento Quem deseja falar com todo mundo, acaba não falando com ninguém. Essa é uma daquelas frases conhecidas no mercado de marketing e comunicação, que representa dois importantes pilares da estratégia de marca: a segmentação e o posicionamento. Ainda que nos tempos do mercado de consumo de massa do século XX e das grandes campanhas publicitárias em veículos de comunicação de massa, como a TV, o rádio e o jornal da era pré-digital, mesmo “todo mundo” já é um recorte, um segmento do mercado. Ou, nas palavras do autor e executivo de marketing Seth Godin, “todo mundo não é seu cliente”, ou, ainda, “a chave do fracasso (em marketing) é tentar agradar todo mundo”. Mesmo empresas que trabalham com produtos que, em tese, toda pessoa sempre precisa comprar, fazem, na prática, algum tipo de recorte de público-alvo. No mundo dos produtos de limpeza, por exemplo, um mesmo produto, como um amaciante, pode se dirigir a diferentes usos e públicos, possuir características mais ou menos sofisticadas e se posicionar de maneira completamente diferente diante dos outros players do mercado. Você vai ter os amaciantes que entregam um resultado de maciez minimamente aceitável, mas com foco no preço baixo e quantidade; vai ter outros que se apresentam como um produto de alta perfumaria para as roupas de clientes que querem glamour na lavanderia; e, ainda, outros que usam o apelo dos dermocosméticos, oferecendo até água micelar em sua composição, o que concede aos tecidos do cliente o status de uma pele que merece ser bem cuidada. Público-alvo Pessoas que podem querer seu produto, mas a definição ampla não se refere a ninguém específico; não fala sobre hábitos. Para que esse tipo de estratégia possa ser elaborada, da construção da marca até o planejamento de vendas, comunicação e marketing, a dupla segmentação e o posicionamento são fundamentais, pois oferecem o caminho para entender os diferentes tipos de clientes e as oportunidades de mercado, como podemos ver a seguir: Segmentação e posicionamento são estratégias de marketing, mas também estratégias de marca. Enquanto o branding tem como objetivo construir o valor da marca, o marketing tem a missão de tornar tangível esse valor, fazendo com que ele se realize ao longo da comunicação, da experiência de compra do cliente e, acima de tudo, no produto e no serviço que ele está adquirindo neste processo. No contexto da Administração de Marketing, Kotler (1999) destaca cinco etapas no processo. Confira a seguir: Pesquisa de mercado; Segmentação; Definição de público-alvo e Posicionamento, para chegarmos, então, à elaboração do Marketing Mix (conhecido como 4 Ps); Implementação da estratégia; Mensuração ou controle. No contexto dos modelos estratégicos para negócios, a dupla segmentação-posicionamento faz parte do modelo STP (do inglês segmentation, targeting, positioning ‒ segmentação, direcionamento e posicionamento) e se constitui como uma abordagem estratégica mais centrada no consumidor, na experiência e na entrega para o cliente, o que representa uma evolução das abordagens anteriores de marketing. A segmentação e o posicionamento afetam as estratégias de comunicação e conteúdo, fazendo com que o consumidor receba mensagens mais relevantes e atraentes, o que, no final, converge para a construção e percepção positiva da marca. Segmentação e posicionamento como estratégia Quanto mais o marketing e a tecnologia convergirem, evoluírem e se fortalecerem no contexto das martech ‒ ferramentas e metodologias que somam marketing e tecnologia, como a publicidade data-driven, mídia programática, web analytics, UX (user experience, a experiência e comportamento do consumidor na Jornada de Compra), gestão de conteúdo etc. ‒ mais crescem as oportunidades para um trabalho mais eficaz de segmentação, direcionamento e posicionamento, fazendo com que os esforços de branding e comunicação façam com que o cliente percorra todas as etapas do funil de vendas: alcançar os clientes, gerar interação com a marca, conversão da venda e o envolvimento final mais importante do cliente, transformá-lo no mais fiel advogado da marca. A segmentação tem, basicamente, as seguintes abordagens: Demográfica Discriminação por qualquer combinação: idade, sexo, renda, educação, etnia, estado civil, educação, família (ou empresa), tamanho, tempo de residência, tipo de residência ou mesmo profissão/ ocupação. Segmentação Indica o grupo de clientes com mais potencial de comprar seus produtos e serviços, os que possuem mais sinergia com sua marca. Posicionamento Relaciona-se à forma como o mercado consumidor percebe e entende a sua marca, se essa percepção atende os propósitos dela e as metas da empresa. 1. 2. 3. 4. 5. Estilo de vida ou psicográfica Isso se refere à personalidade e às emoções baseadas no comportamento, vinculadas às escolhas de compra, incluindo atitudes, estilo de vida, hobbies, aversão ao risco, personalidade e traços de liderança, hábitos de consumo de mídias e canais de comunicação, off-line e on-line, revistas, canais de TV, redes sociais etc. Enquanto a demografia explica “quem” é seu comprador, a psicografia informa “por que” seu cliente compra. A partir desses dois tipos básicos de segmentação, podemos construir as personas do nosso cliente, ou seja, criar um ou mais personagens com características demográficas e de estilo de vida específicos, que possam se aproximar o melhor possível do cliente real da marca e representá-lo, de forma que se torne uma ferramenta estratégica tanto para o posicionamento como para as demais estratégias de comunicação, marketing e vendas da marca. Segmentação e posicionamento aplicados ao marketing digital Em seu livro Digital Marketing: Strategy, Dave Chaffey fala da implementação e prática, mostrando como estratégias de segmentação e posicionamento se aplicam à estratégia de marketing digital, especialmente porque os canais digitais oferecem novas opções de segmentação de públicos que não estavam disponíveis anteriormente. Para tal, ferramentas de pesquisa e monitoramento são fundamentais, para que possamos lidar com ferramentas e resultados, como, por exemplo: Tendências e predição de comportamento, à medida que os consumidores pesquisam e digitam palavras-chave ao comparar produtos que estão interessados em comprar; Segmentação com base em interesses no Facebook, por exemplo ‒ recorte por interesses ou estilo de vida, como jardinagem, moda fitness ou futebol; Segmentação por meio de personalização de e-mail, personalização no local com base no perfil e comportamento (por exemplo, conteúdoconsumido). Existem também novas oportunidades para tornar uma marca mais atraente, oferecendo novos tipos de valor aos consumidores, com base na Digital Value Proposition, ou proposta de valor digital ‒ nome elaborado em contraposição ao clássico Value Added Proposition. A proposta de valor adicional tem por objetivo convencer o consumidor de que o que sua marca oferece agrega mais valor ou resolve melhor um problema do que as ofertas semelhantes. A proposta de valor digital é sua proposta de valor para o cliente no digital, aquilo que é único da marca, seu unique selling proposition on-line. É importante comunicar claramente quais experiências on-line e conteúdo sua marca pode oferecer para cada site, aplicativo e tipo de presença social, e isso acontece por meio das estratégias de branding e marketing de conteúdo, bem integradas e fundamentadas. Essência da marca O marketing de apelo emocional A diferenciação é o fundamento para marcas que desejam permanecer competitivas no mercado. No entanto, não é mais suficiente ter os melhores preços, ou mesmo os produtos mais eficazes para se destacar. As empresas precisam criar o sentimento certo em seu público, por meio de campanhas focadas na personalidade e na autenticidade da marca. Ou seja, além de entregar um serviço ou produto excelente, que atenda os desejos e necessidades do consumidor, a empresa tem que entregar uma marca única, cujo coração e alma sejam inconfundíveis e percebidos onde quer que a marca esteja presente. A essência da marca se refere à identidade mais central de sua empresa. Algumas empresas são altamente profissionais, tecnicamente experientes e com visão de futuro. Outras se concentram em oferecer uma experiência calorosa e acolhedora aos clientes, com valores como serviço excepcional. • • • Definir a essência da sua marca é o centro da estratégia de crescimento da sua empresa, o ponto de partida. Sua essência reúne conceitos como valores, declarações de missão e visões de marca para determinar o que você representa como empresa e orientá-lo para o futuro. E, acima de tudo, o seu propósito. Pense na essência da marca como a alma ou DNA de sua empresa. Se você sabe exatamente do que se trata o seu negócio, será mais fácil comunicar aos seus clientes essa compreensão e fazê-los, ao mesmo tempo, saber e sentir essa essência. Para saber a essência de uma marca, a pergunta não é o que a marca ou a empresa faz, ou o que ela vende. A pergunta é: o que ela proporciona ao cliente? Como ele se sente ou o que melhora na vida dele, o que ele alcança por meio da experiência que ele tem com a marca, na qual a aquisição do produto ou serviço é apenas uma parte desse todo. Normalmente, as empresas descrevem sua essência em poucas palavras. Bons exemplos de essência de marca são o “Inovação e inspiração”, da Nike, ou “Belonging”, do Airbnb. Essas palavras destacam a razão de ser da empresa e permitem que os clientes possam se refletir, se ver naquela essência e se conectar à marca. Uma “fórmula” da Essência da Marca pode ser = Metas da empresa (ONDE a marca quer chegar) + Unique selling proposition / Proposição única de valor (O QUE a empresa/a marca faz) + Valores e propósito da marca (COMO ela faz, o que faz). Se a marca é uma coleção de todos os pensamentos e sentimentos associados a uma empresa, a essência da marca está no centro de tudo. Sua essência dá profundidade à sua proposição de venda, indo além do preço e das características do produto, educa seu público e ajuda a marca a desenvolver sua reputação no mercado em que atua. A definição eficaz da essência da marca ajuda a atrair o público certo, criando clientes fiéis, defensores da marca. Essência definida, meio caminho andado para o marketing Quando você entende exatamente o que está impulsionando uma empresa e a diferenciando de seus concorrentes, pode desenvolver campanhas de publicidade e de conscientização mais fortes. Hoje, é mais importante do que nunca que as organizações se conectem com seus públicos em nível emocional. Se uma marca se define como "atenciosa e honesta", pode colocar esses princípios em primeiro lugar ao criar mensagens para atrair as pessoas que valorizam o respeito e a autenticidade. A essência da marca permite que você emocione os clientes por meio de ações de marketing, e também o guiará em direção às campanhas que têm mais probabilidade de ajudar sua organização. Por exemplo, uma marca com essência “moderna” pode usar tecnologias mais recentes, como VR (Realidade Virtual) ou IoT (Internet das Coisas), para anunciar um novo produto. Trabalhe para atender as mais altas expectativas Mesmo que você não esteja no mercado há muito tempo, há uma boa chance de você já ter notado como os clientes de hoje são altamente conectados. Estamos vivendo em um mundo de clientes conectados continuamente e capacitados, o que também significa que você precisa atender às expectativas cada vez maiores. Os clientes de hoje estão mais exigentes do que nunca. Isso significa que truques e batalhas de preços não darão mais à sua empresa o poder de crescimento de que ela precisa. Em vez disso, as empresas precisam encontrar uma maneira mais atraente de construir laços com seu público. A essência de uma marca é o que inspira os clientes a se apaixonarem por ela. As pessoas começarão a atribuir características humanas à sua empresa, e é daí que vêm os sentimentos de compromisso e lealdade. Mantenha a consistência Finalmente, há uma série de diferentes “declarações de marca” que compõem um manifesto de marca atraente. Você pode ter uma declaração de missão, uma promessa de marca e até mesmo um documento da USP. Embora cada um desses arquivos tenha seus próprios benefícios específicos, eles, somados à definição da essência de sua marca, ajudarão em um ponto-chave, o da consistência. No mundo competitivo de hoje, pode ser difícil permanecer ciente das tendências atuais e manter, ao mesmo tempo, uma identidade consistente. Quando você entende os elementos que definem a alma da sua empresa, é muito mais fácil tomar decisões coesas para o seu negócio. Sempre que não tiver certeza sobre uma nova estratégia de marketing ou ideia de produto, você pode olhar para a essência da marca que ela vai apontar o rumo certo. Em última análise, a definição da essência da marca é composta de vários componentes, incluindo seus serviços como empresa, sua personalidade, seus diferenciais únicos e muito mais. A combinação de todos esses ingredientes exclusivos fornece a você uma essência que alimenta sua “promessa de marca” ‒ aquilo que você deseja que todos os seus clientes saibam e entendam sobre a empresa. Acertar a essência da marca e torná-la mais memorável, com reputação e identidade. Como estas marcas a seguir: Por meio dessas palavras simples, tais empresas querem ser reconhecidas e deixar sua marca no mundo e no mercado, representando tudo o que fazem e o como fazem, desde o desenvolvimento de produtos até a experiência do cliente. Para começar um trabalho de descobrir e construir a essência de uma marca, temos dois caminhos: de fora para dentro e de dentro para fora. O primeiro é lembrar que uma marca depende das percepções que os outros têm dela. Então, ter um olhar de fora, seja de forma metodológica, seja de forma conceitual, é fundamental. O segundo caminho deve ser trilhado porque também é necessário trabalhar a essência de uma marca olhando para sua história, seu coração. Quanto mais você aprende sobre os valores, visões e missões que impulsionam uma empresa, mais claros são os motivos que a tornam única, mais consistente é o seu propósito e mais perto da essência você está. Para definir a essência da marca, começamos determinando o que a diferencia e terminamos construindo uma história que compartilhe com o mundo o que é diferente e único. Usar a essência da marca para construir essa narrativa é construir também um ativo valioso, que vai direcionar e apoiar o crescimento da empresa. Em suma, a essência da marca é a história da empresa: deonde veio, o que é e o que deseja ser, bem como a forma de chegar lá. Mercado-alvo Buyer persona Uma persona é uma ferramenta conceitual-estratégica, uma segmentação direcionada do seu público-alvo, uma representação baseada em pesquisas e experiências da sua empresa sobre quem é seu cliente ideal. É um personagem, com nome e biografia, que espelha seu cliente ou seus clientes mais representativos em suas características e comportamentos pessoais e de consumo. A persona é o seu cliente perfeito, criado a partir de dados e representado com uma imagem, um nome e um conjunto de características únicas. Ela representa uma evolução do olhar do marketing em relação à segmentação do mercado consumidor e ao cliente, numa personalização que só é possível, conceitual e pragmaticamente, a partir da tecnologia de dados e da transformação digital que a Internet e a web trouxeram para os negócios, o marketing e a comunicação. Como estratégia e ferramenta, a buyer persona funciona no contexto da jornada de compra do cliente. buyer persona Definição específica do consumidor ideal; personagem específico, com detalhes sobre hábitos e trabalho. Ela depende de como essa persona vai se comportar em cada etapa do funil de vendas ‒ nome que se dá a representação das etapas de compra do consumidor, desde o interesse pela marca e pelo produto até a compra efetiva e a transformação do consumidor em cliente fiel e defensor da marca. Por isso, é uma das soluções mais eficazes para impulsionar as vendas. As personas são capazes de representar as experiências do cliente de forma estruturada, o que fornece mais inteligência estratégica para vendas mais eficazes e resultados de marketing. Em geral, as pesquisas mostram que as personas dos usuários tornam os sites entre 2 e 5 vezes mais eficazes para os usuários e resultam em um aumento de visitas. É comum a criação de, pelo menos, de 1 a 3 personas, mas qualquer que seja esse número, o que importa é que ele represente seus clientes atuais ou potenciais, baseado em seus comportamentos e características de forma tão única e representativa, a ponto de justificar o “nascimento” do personagem. São informações que vão do mais geral para o mais específico, das características individuais até o comportamento do consumidor, passando por dados demográficos, interesses, estilo de vida. Lembrando que você pode, e deve, criar personas diversas para clientes do tipo B2C e B2B, ou até mesmo de colaboradores e parceiros externos. Quanto mais você aprende sobre seus clientes por meio de personas, mais pode afinar a marca. As cores que seus clientes preferem, os tipos de fontes de que gostam e até que gênero musical os emociona mais, tudo isso é informação. A buyer persona pode ajudá-lo a criar um storytelling que desperte empatia e emoção em seus clientes e fortalece o relacionamento entre eles e a marca. Essas personas ajudam a direcionar suas estratégias de comunicação digital e as plataformas adequadas de social media, tanto para se comunicar melhor com sua base de clientes atual como para aumentar a captação de novos clientes. Também pode indicar os formatos ideais dessa comunicação, como os exemplos a seguir: Texto Imagem Fotos Vídeos Permite, inclusive, que a marca esteja atenta a assuntos perigosos e delicados, que possam afastar seu cliente numa conversa. Marcas que conhecem seus clientes ideais têm uma enorme vantagem sobre seus concorrentes, porque personalizam a experiência do consumo e se conectam ao cliente de uma maneira autêntica e pessoal. Uma buyer persona ajuda a contextualizar seus esforços de marketing, por onde você deve começar. Conhecer seu público é a coisa mais importante que você pode fazer como marca, e criar buyer personas é como encontrar seu cliente perfeito e olhar dentro de seu diário. Com as personas dos usuários, você pode descobrir quem está tentando alcançar e o que precisa fazer para incentivá-los a se envolver com sua empresa. São vários os benefícios do uso das personas para o marketing e o trabalho de branding. Entre eles, um dos mais importantes é o fato de que a marca passa a falar com as pessoas certas e atrair os clientes certos. Da comunicação de marca até as táticas de venda, passando pelo desenvolvimento de produto, até o design de experiência de consumo, a empresa voltada para o consumidor tem, na estratégia e na ferramenta da buyer persona, um valioso mapa para a construção da marca e uma comunicação eficiente. Afinal, na era digital, não basta o movimento da propaganda tradicional, na qual a marca se apresenta para atrair o cliente e ele deve fazer o movimento de vir para ver e ouvir o que a marca quer falar. A marca tem que fazer o movimento em direção ao cliente e convidá-lo para uma conversa. Ao identificar quem é o cliente ideal com uma buyer persona, você pode criar o conteúdo que seu cliente ideal mais precisa e iniciar uma conversa na qual ele realmente vai se interessar e se envolver. Como criar uma buyer persona na prática Neste vídeo, o especialista falará um pouco mais sobre os principais tópicos relacionados ao buyer persona e quais as maiores vantagens de ter um. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Exemplos de segmentação de marca Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Exemplo de essência da marca Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 Em uma das suas frases famosas, o autor e executivo de marketing Seth Godin afirma que “a chave do fracasso (em marketing) é tentar agradar todo mundo”. Essa afirmação está relacionada à importância de qual estratégia de construção de marca e comunicação? A Essência da marca. B Segmentação de mercado. C Posicionamento de mercado. D Diferenciação e direcionamento. E Construção da buyer persona. A alternativa B está correta. A segmentação do mercado (consumidor) é um conceito e uma abordagem estratégica que entende que os consumidores não são todos iguais em suas necessidades e desejos, nem em seus valores e propósitos, e que o sucesso da construção de uma marca é sua capacidade de identificar seus clientes e direcionar sua comunicação para um público específico, bem como criar toda a experiência de marca para e a partir desse segmento. Questão 2 Sobre a buyer persona, podemos afirmar que: I. É o nome que damos para o cliente quando, no funil de vendas ou na jornada de compra, ele se encontra no momento em que, efetivamente, realiza a compra do produto ou serviço. II. As principais características da buyer persona são sua faixa etária, grau de escolaridade, local de residência e faixa salarial, pois são as informações que definem seu poder de compra. III. À diferença da segmentação do público-alvo por dados demográficos, o uso da buyer persona como estratégia permite que se visualize e se aprenda sobre o cliente ideal de uma marca, a partir de um perfil individualizado do consumidor por interesses, estilos de vida e comportamentos pessoais e de consumo. Sobre as afirmações, podemos afirmar que: A Apenas a afirmação I é verdadeira. B Apenas a afirmação II é falsa. C Apenas a afirmação III é verdadeira. D As afirmações I e III são verdadeiras. E As afirmações II e III são falsas. A alternativa C está correta. A buyer persona é uma abordagem estratégica alinhada à supersegmentação e à comunicação direcionada, esta, por sua vez, alinhada ao cenário digital e ao marketing centrado do cliente, e representa uma evolução da abordagem da segmentação do mercado consumidor por características gerais e sociodemográficas muito usadas na época da comunicação de massa. 3. Benchmark, concorrentes e oportunidades Benchmarking Conceito e contexto O benchmark, ou fazer benchmark (benchmarking) significa referência, ponto de referência, encontrar um padrão de referência. É uma prática originalmenteligada à área de negócios e administração, com foco em performance ‒ análise de resultados, comparação em relação à concorrência e estabelecimento de parâmetros para melhores resultados. É quando medimos o desempenho, produtos, processos ou serviços de uma empresa em comparação com outras ‒ em geral, nossos concorrentes diretos ou qualquer empresa ou marca que possam ser considerados os melhores naquilo que estamos pesquisando e medindo. No marketing e na comunicação, o benchmark, ou benchmarking, é uma prática, uma ferramenta estratégica fundamental no trabalho de branding, que tem impacto em todas as fases de desenvolvimento de uma marca. Seja para quem está criando do zero ou reposicionando uma marca, seja para quem está elaborando o marketing mix e demais estratégias de marketing e comunicação da marca, o benchmark será realizado especialmente para análise da concorrência e para o estudo das melhores práticas do mercado. Nesse caso, o benchmark vai estudar as melhores práticas em tudo que se faz em negócios, branding, marketing e comunicação, que possa ser estrategicamente útil para a marca e a empresa ‒ da identidade visual da marca ao seu posicionamento, do site às estratégias de comunicação, do design de experiência de compra até processos, do atendimento ao cliente a inovações tecnológicas. A seguir, confira as principais características e benefícios do benchmark: Manter uma melhoria contínua; Analisar as práticas recomendadas do setor; Exceder expectativas e manter uma vantagem competitiva em seu mercado; Adaptar a marca às necessidades de seus clientes com base no monitoramento de empresas de bom desempenho. “Se algo não pode ser medido, não pode ser gerenciado.” Essa afirmação de Peter Drucker, professor, autor e referência em gestão de negócios, dá a medida da importância do processo do benchmark, em termos de análise crítica e comparativa entre marcas e seus concorrentes, baseado em monitoramento e análise periódica. Parafraseando Drucker, se uma marca não pode ser comparada e analisada, não pode ser melhorada. Mesmo (e principalmente) as marcas líderes de mercado devem fazer isso, do contrário, correrão o risco de criar uma bolha autorreferente e perder performance e competitividade nesse mercado extremamente dinâmico e impactado por mudanças e inovações contínuas. O reconhecimento das melhores práticas é um tanto subjetivo, mas, para aumentar a “objetividade” de identificar uma “melhor prática”, aqui estão algumas diretrizes. Uma prática, método ou processo pode ser considerado quando: Produz resultados superiores, definidos como 25% ou mais do que a média; • • • • • É claramente um uso novo ou inovador em termos de visão, execução ou tecnologia; É reconhecido por, pelo menos, três referências diferentes como uma prática recomendada (ou seja, três ou mais fontes de domínio público fazem referência a tal prática); Recebeu premiação externa por essa prática; É reconhecido por seus clientes ou fornecedores; É reconhecido por um especialista do setor; Quando se torna uma metodologia e chega a ganhar algum tipo de registro ou patente, pois leva a um desempenho excepcional. Um pouco mais sobre benchmark Neste vídeo, o especialista falará um pouco mais sobre os principais tópicos relacionados ao benchmark como: conceitos, performances e melhores práticas. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Benchmarking de performance Pesquisa e análise de performance de marca Podemos usar como exemplo pesquisas de satisfação de clientes. Uma pesquisa, por si, pode não ser suficiente para fornecer todas as respostas sobre as ações necessárias para abordar. Por exemplo, pontuações baixas de satisfação/atendimento ao cliente podem exigir um mergulho mais profundo, para entender se é necessário fazer melhorias no produto em comparação com alguma outra variável, como, de um lado, disponibilidade para compra e, de outro, o desenho da jornada de consumo do outro. No entanto, é viável definir metas com base em uma melhoria anual (por exemplo, 5% ao ano), ou em metas absolutas (por exemplo, um NPS de 30 a ser alcançado o mais rápido possível). A seguir, vamos considerar os objetivos e resultados que a prática e os insights do benchmark oferecem para uma marca: Monitorar constantemente seus próprios indicadores e tendências Pesquisas de qualidade, como satisfação do cliente, permitem analisar o desempenho da marca de maneira recorrente, a exemplo do monitoramento e melhoria dos KPIs (key performance indicators, indicadores de performance), como reconhecimento da marca, índice de satisfação e de fidelização de clientes. • • • • • • Comparação com os melhores da categoria Insights mais valiosos vêm de comparações com marcas concorrentes, especialmente em relação à marca superior, líder de categoria. Embora isso defina o padrão em termos de marca a ser superada, observe que não reflete necessariamente o melhor desempenho possível, pois pode ser que todas as marcas sejam medíocres dentro da categoria e, portanto, a melhor marca da classe poderia ser simplesmente a “melhor de um grupo ruim”. Saiba medir esse lugar relativo e absoluto entre sua marca e as demais. Um olho no concorrente direto, outro olho no concorrente indireto É aconselhável comparar o desempenho com os concorrentes diretos que abordam o mesmo público- alvo ‒ por exemplo, a Toyota comparando seu desempenho com a Ford e a Honda, em vez da Mercedes ou BMW ‒ que podem ser os melhores da categoria, mas atendem diferentes mercados. No entanto, isso não significa descartar o aprendizado de marcas mais periféricas (ou mesmo não relacionadas), pois suas melhores práticas podem oferecer oportunidade impensáveis, mesmo que estejam em mercados indiretos ou com foco em clientes diferentes dos seus. Nunca ignore o novato Em pleno mundo digital, pós-pandêmico e da 4ª Revolução Industrial, nunca é demais lembrar de três palavras: inovação, disruptura, startups. A prática que buscamos pode ser melhorar ou mudar algo que já existe, de modo que os novos players, marcas, processos e jeitos de fazer as coisas devem que ser constantemente monitorados. Ou seja, temos que estar atentos tanto aos “colegas” do setor como aos de fora, incluindo o que gestores de categorias semelhantes estão fazendo em setores diferentes do seu. Acompanhar as práticas das startups, de empresas de alto crescimento e dos players emergentes nos seus mercados diretos e indiretos, pois são eles que desafiam o que está sendo feito ‒ inclusive pela sua marca ou empresa. Observe a média da indústria Para uma visão mais representativa de um mercado e para definir metas mais realistas, use, como referência, o padrão da indústria, do mercado, para ter como base um contexto relevante das marcas semelhantes e para evitar que os resultados sejam distorcidos. Um exemplo é o NPS ‒ Net Promote Score / Índice de Satisfação do cliente. Enquanto marcas dos setores de educação, por exemplo, normalmente desfrutam de bons resultados de NPS, outras terão pontuações de satisfação / atendimento ao cliente muito baixas, como, por exemplo, empresas de energia, nas quais o produto é visto como indiferenciado, commodity ‒ e o cliente só continua sendo cliente porque está preso àquela empresa, não tem opção, e não porque é fiel e encantado com a marca. Supere os índices e a “melhor média” Aqui, estamos falando da eficiência da marca em transformar seu comprador em cliente fiel e defensor da marca, o pote de ouro no fim da jornada de compra do consumidor. Em média, por exemplo, uma marca B2B típica tem pontuação de eficiência com marca de 15%. Ou seja, daqueles que conhecem a marca, 15% se tornam defensores da marca. A eficiência da marca é importante, pois o forte desempenho nessa métrica indica que a comunicação, bem como a entrega de produtos e serviços, é eficaz e está levando clientes satisfeitos a recomendar a marca. Para ultrapassar os concorrentes, as boas marcas devem ter como objetivo convertercerca de 1 em cada 5 clientes em defensores da marca; marcas ótimas converteriam em torno de 1 em cada 4; e as melhores marcas converteriam em torno de 1 em cada 3. Então, estamos falando de uma caminhada para sair da “melhor média” de 15% de defensores para 30% de todos os clientes que conhecem e/ou compraram a sua marca. Essa é uma meta daquelas para pregar no quadro à sua frente, tanto em relação ao desempenho da sua própria marca quanto à dos concorrentes. Saiba traduzir e transpor quando for analisar outros países e culturas Num mundo globalizado e conectado via Internet, é natural que o benchmark não tenha fronteiras. Então, a questão dos contextos geográficos e culturais das marcas a serem analisadas se torna ainda mais importante. Evite certas comparações lineares entre países: em pesquisas internacionais, é necessário fazer benchmarks por região geográfica (geralmente por país), reconhecendo que, geralmente, há normas culturais que influenciam como as pessoas avaliam as marcas. Por exemplo, os mercados emergentes tendem a classificar pontuações muito mais altas em probabilidade de recomendação (a questão de defesa de direitos usada para calcular o NPS). Os maiores resultados de NPS para marcas B2B são, normalmente, encontrados em países como México, Turquia, Brasil, Taiwan, Rússia e Índia. Os clientes “pontuadores” menos entusiasmados estão em mercados desenvolvidos, particularmente Canadá, Bélgica e Japão (onde o NPS médio para marcas B2B varia de 6 a 9). Sem reconhecer as diferenças culturais, uma comparação do desempenho da marca no México com o Japão, por exemplo, poderia concluir erroneamente que o México é superior ao Japão, quando, na verdade, o cliente japonês é mais exigente. Elevar o padrão De acordo com a McKinsey, melhorar a experiência do cliente de média para excepcional (em que o cliente fica impressionado de alguma forma) pode levar a um aumento de 30 a 50% na probabilidade de comprar outro produto. Em outras palavras, elevar o padrão claramente afeta os resultados financeiros e, portanto, as marcas devem buscar, continuamente, melhorar os KPIs medidos em pesquisas de mercado. Lembre-se de que quanto maior a pontuação, mais difícil é fazer melhorias. Por exemplo, é relativamente fácil obter uma pontuação de satisfação de 7 em 10, mas é difícil melhorar a satisfação acima dessa pontuação. Benchmarking de melhores práticas Oportunidades de diferenciação com a concorrência O benchmarking também ajuda a melhorar a forma como a empresa opera internamente, o que vai afetar como a marca se define, performa e como será percebida externamente. Ao definir um padrão para os procedimentos, processos e sistemas atuais, e compará-lo, você pode melhorar a eficiência. Também ajuda a identificar o que funciona e o que não funciona dentro de sua organização. Analisar o desempenho anterior também pode identificar quaisquer padrões que você pode não ter notado no momento, permitindo planejá- los no futuro. Confira agora os principais tipos de benchmarking: Interno O processo de comparar uma operação específica dentro de sua organização com outra. O benchmarking interno é, de longe, o mais fácil de pesquisar e implementar. A melhoria da produtividade alcançada neste tipo é, geralmente, de cerca de 10%. Competitivo O processo de comparar uma operação com a de seus concorrentes diretos. Por razões óbvias, este é o tipo de benchmarking mais difícil de realizar com sucesso, e as considerações éticas e legais devem sempre estar em mente. A melhoria da produtividade alcançada neste tipo é, geralmente, de cerca de 20%. Funcional O processo de comparar uma operação com outras semelhantes dentro da ampla gama de sua indústria (por exemplo, técnicas de vendas no ambiente presencial, em comparação com técnicas de vendas no ambiente on-line). O benchmarking funcional é relativamente fácil de pesquisar e implementar. A melhoria da produtividade alcançada neste tipo pode ser de 35% ou mais. Genérico O processo de comparação de operações de setores não relacionados (ou seja, aquelas frequentemente usadas por uma ampla variedade de setores). Um exemplo seria uma cinemateca usando as técnicas de armazenamento de outra indústria para armazenar com mais eficiência seu catálogo de filmes antigos. A vantagem desse tipo é que os problemas de concorrência não se aplicam, aumentando o acesso à informação e reduzindo a possibilidade de problemas ético ou jurídicos. A melhoria da produtividade alcançada neste tipo pode ser de 35% ou mais. Aprenda com seus concorrentes. Dizem que a imitação é a melhor forma de elogio, mas o benchmarking faz ainda melhor: identifica o que funcionou e o que não funcionou em seus concorrentes, para, então, adotar as práticas bem-sucedidas, adaptando, melhorando e criando novos padrões para a empresa e para o próprio mercado. Um bom benchmarking permite que você observe as coisas que afetam os clientes, incluindo seus níveis de satisfação e lealdade. Com dados de clientes e feedback de sua própria empresa e concorrentes, sempre que possível, você pode ver o que, na sua marca e em seus produtos, está tendo melhores respostas e melhores níveis de satisfação do cliente, tornando sua empresa melhor em atrair novos clientes e excelente em reter e fidelizar os atuais. Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Exemplo de benchmarking de performance Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Melhores práticas através do benchmark Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 De acordo com o conteúdo exposto, NÃO pode ser considerado um benefício do benchmark: A Analisar as práticas recomendadas do setor. B Manter uma melhoria contínua nos processos da empresa. C Se igualar ao concorrente considerado líder do seu setor. D Adaptar a marca às necessidades de seus clientes, com base no monitoramento de empresas de bom desempenho E Aprender com os concorrentes o que fazer e o que não fazer. A alternativa C está correta. Por ser uma estratégia de análise crítica e comparativa da concorrência em busca de padrões e melhores práticas, um dos principais benefícios do benchmarking é oferecer para a empresa e a marca parâmetros de melhoria de sua performance e prática, de forma que ela possa se posicionar e exceder expectativas, mantendo uma vantagem competitiva em seu mercado e ultrapassando seus concorrentes. Questão 2 Uma das principais características do benchmarking é sua capacidade de mapear as melhores práticas do mercado, de dentro para fora, e de fora para dentro das empresas. São considerados tipos de benchmarking os seguintes, com exceção de: A Interno. B Competitivo. C Funcional. D Ilustrativo. E Genérico. A alternativa D está correta. São quatro os tipos de benchmarking: interno, competitivo, funcional e genérico, e eles oferecem diferenças em facilidade de implementação, potencial de mapeamento e percentual de melhorias e produtividade passíveis de serem atingidas. O tipo ilustrativo não faz parte da classificação dos processos de benchmarking. 4. Brand equity e construção da vantagem competitiva Estratégias de branding A construção de marcas fortes Em tradução livre para o português, o termo branding é usado quando queremos falar sobre gestão da marca, isto é, todas as ações de marketing e de comunicação relacionadas à marca são consideradas parte integrante do trabalho de branding. Neste ponto, outra pergunta se faz necessária: por que os profissionais de marketing devem trabalhar a(s) marca(s) para além de seus produtos e serviços? Quem responde tal pergunta é David Aaker (2015): “porque marca é um importante ativo da empresa”. Mais do que um nome ou um logo, a marca funciona como um núcleo de um relacionamento com os(as) clientes, de uma relação que evolui com base em percepções e experiências dos(as) clientes, fazendo com que estabelecem uma conexão com a marca.O trabalho de gestão de marca é complexo, principalmente para àquelas marcas comercializadas globalmente, em diferentes culturas e para uma grande variedade de clientes. Contudo, mesmo para marcas locais é preciso ter em mente que uma marca forte leva à fidelidade dos(as) clientes e ao sucesso do negócio; serve como plataforma para o sucesso futuro, além de criar valor corrente para a organização e, por isso, deve ser entendida como um ativo estratégico da empresa. Nesse sentido, de acordo com Kotler e Keller (2015), talvez a habilidade mais distintiva de um(a) profissional da área do Marketing seja sua capacidade de criar, aprimorar e proteger as marcas. Nesse sentido, de acordo com Kotler e Keller (2015), talvez a habilidade mais distintiva de um(a) profissional da área do Marketing seja sua capacidade de criar, aprimorar e proteger as marcas. No escopo desse trabalho, estratégias de branding são elaboradas e implementadas para que a marca tenha vantagem competitiva diante da concorrência. A chave é criar estruturas mentais que vão ajudar ao(a) consumidor(a) a organizar seus conhecimentos sobre as ofertas de mercado, de modo a apoiá-lo(a) na escolha de que produto ou serviço comprar. O branding bem sucedido é aquele em que o (a) consumidor (a) compra o seu produto, gerando valor e lucratividade para a empresa. As principais decisões estratégicas de marca dizem respeito ao posicionamento, à seleção do nome da marca e ao seu registro no INPI. Também é considerado estratégico o chamado “patrocínio da marca”, isto é, a empresa pode vender seus produtos sob nome da marca do fabricante, por exemplo, Apple; mas também pode comercializar seus produtos com marcas próprias, como fazem alguns supermercados. Ainda há opção de licenciamento, como no caso de produtos da Xuxa, e, por último, co-branding, com opções de duas marcas assinando o mesmo produto, como o iPhone da Ferrari. INPI Instituto Nacional de Propriedade Industrial. Para finalizar a questão das estratégias, ainda é possível desenvolver a marca criando extensões de linha e/ou de marca, multimarcas ou marcas novas. A prática mais comum entre os profissionais de marketing é criar extensões de linha. A ideia é pensar o desenvolvimento da marca, tanto no que diz respeito a novas opções no portfólio para o mesmo público, quanto novas possibilidades para novos públicos. Exemplo O velho e bom Nescau tem versões de seu achocolatado em pó na versão light, e também novos produtos para novos públicos, como barrinhas de cereal e caixinhas com o achocolatado em formato de “sucrilhos”. Para que o branding dê certo e o valor da marca seja criado como vantagem competitiva, os(as) consumidores(as) devem estar convencidos(as) de que existem diferenças significativas entre as marcas que pertencem à mesma categoria de produtos. Por exemplo, são muitas marcas de calça jeans, dispostas no shopping em lojas localizadas, literalmente, uma ao lado da outra. Já parou para pensar por que compramos daquela marca específica e não de uma de suas concorrentes? Razões como o custo-benefício entre preço e qualidade pode ser uma das primeiras coisas que respondemos, mas nem sempre fazemos esse cálculo. A diferenciação entre as marcas e a nossa consequente preferência também pode ser baseada também em critérios mais simbólicos – como status, por exemplo. Contudo, mesmo esse critério intangível (e, em grande parte, subjetivo) só funciona quando existe uma diferença de marca significativa, se não, fica tudo muito igual. Nesse caso, a questão custo-benefício vem à tona: não há necessidade de pagar a mais por algo que é exatamente igual a uma oferta mais barata, não acham? Lovemark – Marcas que amamos Neste vídeo, o especialista falará um pouco mais sobre o Lovemark. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Brand equity Patrimônio de marca como vantagem competitiva Uma marca poderosa tem um alto brand equity. De acordo com Kotler e Armstrong (2015), brand equity é o efeito diferenciador que o conhecimento do nome de marca tem sobre a reação do cliente ao produto e seu marketing. Trata-se de uma métrica da capacidade da marca de conquistar e fidelizar clientes. Para se ter ideia de como o brand equity funciona, segundo os autores, uma pesquisa feita nos EUA apontou que 72% dos(as) clientes pagariam até 20% a mais por sua marca preferida em relação à marca concorrente mais próxima; 40% pagariam até 50% a mais! Nesse sentido, o brand equity, ou, em português, equidade da marca, se refere ao valor agregado a um produto ou serviço, graças à força que a marca conquistou no mercado, apontando, portanto, a vantagem competitiva relacionada à performance da mesma. O processo de construção do brand equity depende de todos os contatos dos(as) clientes relacionados com a marca – tanto no ambiente on-line quanto no off-line ‒ iniciados ou não pela empresa. Segundo afirmam Kotler e Keller (2015), sob a perspectiva da administração de marketing, são três os principais impulsionadores do brand equity, confira a seguir: Escolhas iniciais dos elementos ou identidade de marca Como o nome, a logomarca, os @ dos perfis nas redes sociais, símbolos, personagens, mascotes, a contratação de influencers, slogans, jingles, sound branding e playlists, scent marketing (ou o aroma da marca), embalagens, visual-merchandising da loja off-line e o design dos sites e blogs: tudo tem que fazer sentido e comunicar a essência da marca. Em referência ao elemento da marca, são seis os critérios para a escolha, a saber: Fácil memorização: nomes curtos são bons para isso, como Ypê, Veja e OMO. Significativo: não adianta ser curto e de fácil memorização se não faz sentido ao propósito da marca. Bons exemplos de nomes significativos são: Bom Ar, para desodorizador de ambientes, e Sempre Livre, para absorventes femininos. Cativante: esteticamente, o elemento da marca deve ser cativante e bem humorado, pronto para gerar bons slogans e @ nas redes, como o Enjoei, site de revenda de roupas. Transferível: o elemento de marca é compreensível em outras línguas? Dependendo das metas e objetivos de crescimento e expansão da marca, isso pode ser um problema. Um exemplo antigo, mas icônico, foi a troca do nome do carro norte-americano Pinto (um tipo de cavalo selvagem que vive nas pradarias dos EUA), que, no Brasil, foi comercializado como Corcel. Adaptável: o elemento da marca deve ser pensado de forma a ser perene, isto é, adaptável às alterações normais da sociedade, do contexto mercadológico e de seus parceiros de marca. Protegido: como já mencionado, é importante que os elementos de marca sejam registrados juridicamente. No caso do Brasil, as marcas devem ser registradas no INPI. • • • • • • Produto e atividades de marketing e de comunicação Eles são tão importantes quanto a própria marca. Sabemos que marcas fortes geram confiança alta nos clientes, isto é, os clientes são mais propensos a comprar novos produtos de uma marca de preferência, mesmo quando são pura inovação. No entanto, mesmo os(as) clientes mais fiéis tem limites. Quando a marca é boa, mas o produto é ruim, o(a) cliente do tipo “advogado da marca” se sente mais enganado e decepcionado do que aquele que é comprador, gosta, mas não é fiel. Neste ponto, também residem as estratégias de branding relacionadas às extensões de linha, multimarcas ou co-branding. Mais uma vez, é necessário chamar a atenção de que o desenvolvimento da marca para outros produtos ou públicos não pode estar descolado da essência da marca. Associações indiretamente transferidas para a marca Elas são vinculadas a alguma outra entidade (uma pessoa, local ou coisa) como: causas sociais, responsabilidade social, lugares, instituições filantrópicas, lugares, eventos. Essas são algumas das possibilidades de associações possíveis de marca. São muitos os exemplos: as Havaianas com o Brasil; a linha Eko, da Natura, com a sustentabilidade; o Itaú, com o Rock in Rio; a Coca-Cola, com os Jogos Olímpicos; o Banco do Brasil,com o voleibol brasileiro, para citar alguns. Branding digital O futuro é agora O meio digital é uma força especialmente poderosa nos dias de hoje. De acordo com Kotler et al. (2017), o marketing deixou de ser feito de forma tradicional para ser desenvolvido no ambiente digital, se tornando o “marketing 4.0”. Aaker (2015) afirma que o meio digital é especialmente poderoso porque consegue envolver e engajar a comunidade de clientes, de maneira a dar suporte à propagação do propósito da marca. Além disso, permite que o conteúdo seja “rico e profundo”, visto que possibilita diferentes formatos na veiculação da mensagem, de forma que o público possa participar do storytelling da marca. Ainda segundo o autor, o ambiente digital permite a definição mais precisa do target que a marca quer atingir, e essa maneira assertiva de alcançar o público acaba gerando mais confiança, no sentido de que a marca, a princípio, vai oferecer para seus(suas) clientes o que eles querem, em especial, depois do advento dos algoritmos e big data. Neste sentido, no ambiente digital, o brand equity da marca pode ser construído de quatro maneiras. Confira a seguir: 1 Aumento da oferta Usar os meios como aplicativos em smartphones e de promoções em suas redes sociais, blogs e sites, para as marcas poderem ampliar suas ofertas. O Museu do Louvre, em Paris (França), na impossibilidade de receber visitantes durante a pandemia de Covid-19, digitalizou 480 mil obras e começou a oferecer visitas a seu acervo virtualmente; a Nike tem o Nike+, um app que ajuda aos usuários em seus planos de corrida, monitorando sua performance. Esse são exemplos de como o programa digital da marca se torna parte importante da oferta e amplia seu valor. 2Apoiar a oferta Usar o ambiente digital pode aumentar a credibilidade da oferta e facilitar o processo de compra, de acordo com Aaker (2015). Atualmente, redes sociais como o Instagram e Facebook, entre outras, possuem mecanismos de compra direta, sem precisar direcionar o usuário para o site da marca ou algum marketplace. A ideia é também possibilitar aos clientes que interajam não só com a empresa, mas, principalmente, com outros clientes, em fóruns de apoio e de suporte, além de engajar os clientes no desenvolvimento e na avaliação de produtos. 3 Criar uma plataforma de construção de marca Utilizar as redes sociais têm se afirmado como a principal plataforma de construção da marca, tanto de marcas de atuação global, como o Louvre e a Nike, já citados, como marcas de menor porte, que atuam localmente. No caso das menores, a presença no digital tem compensado a falta de pontos de contato – lojas físicas ‒ e facilitado o relacionamento mais próximo com clientes, estimulando o envolvimento da comunidade no marketing da companhia. 4 Amplificar programas de construção e marca Utilizar os meios digitais como: sites ou aplicativos. Eles podem se transformar em um hub da comunicação integrada de marketing, fortalecendo praticamente todas as plataformas de construção de uma marca forte, desde patrocínios e publicidade tradicional até promoções, eventos e muito mais. Durante a pandemia de covid-19, a presença digital das marcas foi bastante beneficiada. Com as regras sanitárias de isolamento social e impossibilidade de aglomeração, as marcas patrocinaram e/ou organizaram shows, lives e encontros musicais pelas redes sociais. Outra tendência durante a pandemia foram as live commerces. A estratégia consiste em vender produtos por meio de transmissões ao vivo e o meio para realizar a compra é também on-line. O diferencial, além de apresentar a mercadoria de uma maneira diferente do e-commerce tradicional, é que a venda se torna mais humanizada e a forma de pagamento já fica diretamente integrada à live. Segundo o site Novarejo, em 2020 o live commerce gerou um faturamento mundial de 170 bilhões de dólares, de acordo com a projeção da iResearch. Para finalizar, David Aaker (2015) afirma que “o conteúdo é tudo”. Kotler et al. (2017) complementam, afirmando que “o conteúdo é o novo anúncio, a hashtag é o novo slogan”. Nesse sentido, o marketing de conteúdo tem tudo para aumentar a curiosidade pela marca e, se bem feito, pode iniciar conversas entre marca e cliente, e entre os(as) clientes, de maneira poderosa. E como disse Henry Jenkins (2014): a cultura de conexão veio para ficar. E as marcas não podem ficar fora dessa. Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Exemplos de brand equity Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Branding digital Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 Segundo David Aaker (2015), o branding bem-sucedido é aquele que cria estruturas mentais que facilitam as escolhas do consumidor na hora de comprar o seu produto, gerando valor e lucratividade para a empresa. Diante dessa afirmação, quais são as principais estratégias de marca? A Posicionamento, alianças de marketing, preço e patrocínio de marca. B Posicionamento, seleção de nome, distribuição e extensões de linha. C Posicionamento, patrocínio de marcas, licenciamento e extensões de linha. D Posicionamento, seleção do nome, patrocínio da marca e extensões de linhas. E Posicionamento, plataforma digital, extensão e linha e aliança de marketing. A alternativa D está correta. Posicionamento, seleção do nome, patrocínio da marca e extensões de linhas é a alternativa correta quando se quer fortalecer na mente do consumidor o valor da marca e as vantagens competitivas, porque faz com que a diferenciação entre a marca e os concorrentes fique bastante clara para o público. Questão 2 Um dos principais impulsionadores de brand equity é a escolha dos elementos ou identidade de marca. Segundo Kotler e Keller (2015), qual alternativa a seguir não configura um critério de escolha? A Protegido. B Adaptável. C Complexo. D Cativante. E Fácil memorização. A alternativa C está correta. Os elementos de identidade têm que estar afinados com a essência da marca e com a possibilidade de ela crescer e expandir seus horizontes mercadológicos. Dessa forma, a ideia de complexidade não faz parte dos critérios por não ajudar a fácil memorização do nome e a adaptação às alterações no mercado, para citar outros dois critérios. 5. Conclusão Considerações finais Como vimos, no cenário atual, as marcas não podem ficar de fora do ambiente digital, principalmente no que se refere à construção de brand equity e de vantagem competitiva. No entanto, possuir uma presença digital não é só ter perfil nas redes sociais e postar fotos e memes. É preciso entender como ampliar a oferta criando conteúdos de relevância para o target. O principal objetivo, então, é criar uma plataforma de construção de marca que possa agregar os esforços de branding, marketing e comunicação em um hub digital que conecte a marca com seus clientes e a abra um canal que facilite a troca entre a comunidade de clientes e potenciais consumidores. Podcast Neste podcast, o especialista irá demonstrar as estratégias e cases de mercado. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para ouvir o áudio. Explore + Acesse o site Voitto e assista às palestras TED e TEDx sobre a área de Marketing e Branding para para explorar mais sobre qualquer assunto da área. Assista ao vídeo “O marketing da nova era com Philip Kotler, o pai do Marketing”, disponível no Youtube. Neste vídeo, José Salibi Neto entrevista Philip Kotler, que do alto de seus 90 anos fala sobre as novas tendências e evoluções do marketing. O vídeo é de março de 2021 e o “pai do marketing moderno” continua atual. Acesse o site da consultora, profissional de marketing e uma das autoras brasileiras mais vendidas no segmento de marketing e branding, Martha Gabriel. Lá, você vai achar informações atualizadas e dicas inovadoras da área. Para quem quer trabalhar com Branding ou simplesmente quer se manter em dia