Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

ESTÁCIO 
CURSO TECNÓLOGO EM RADIOLOGIA 
LIDIANE DAMASCENO DA ROCHA 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 
LIDIANE DAMASCENO DA ROCHA 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 
 
 
 
 
 
Relatório de Estágio Supervisionado na Área de 
Radiologia, apresentado ao Instituto de ensino 
Superior Estácio, sob orientação do Profa. Ana Inez 
Gonzalez, para obtenção de nota a complementar a 
grade curricular do curso Tecnólogo em 
Radiologia com duração de 400 horas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
1. 
INTRODUÇAO……………………………………………………………..5 
2. RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA……………………………………….…...5 
2.1 Quem pode fazer radiologia odontológica?....................................................6 
2.2 Tipos de radiografias………………………………..………………………7 
2.2.1 Radiografia digital…………………………..………………………7 
2.2.2 Radiografia panorâmica…………………….………………………7 
2.2.3 Radiografia interproximal…………………….….…………………8 
2.2.4 Radiografias periapicais………………………..…………………..8 
2.2.5 Radiografia oclusal………………………………………………….9 
3. RELATO DE EXPERIÊNCIA………………………………………………….9 
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS…………………………………………………..12 
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS ……………………………………...…13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
Os exames radiográficos são frequentemente utilizados como ferramentas 
auxiliares do exame 
clínico dos pacientes submetidos a tratamento odontológico. A qualidade 
das imagens 
radiográficas é fundamental para uma interpretação adequada, fornecendo 
informações complementares necessárias para o estabelecimento do 
diagnóstico e elaboração do 
planejamento integral. O presente trabalho tem como objetivo caracterizar 
os diversos tipos de 
exames radiológicos utilizados em tratamentos odontológicos. A 
metodologia utilizada foi a de 
referencial bibliográfico onde artigos científicos, sites especializados e 
livros da área foram 
consultados sobre a temática abordada. Como conclusão da presente 
pesquisa, os exames 
radiológicos são de extrema importância para o tratamento odontológico 
do paciente a fim de 
que este possa conquistar sua saúde bucal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
A aplicação dos raios X com intuito de descobrir, confirmar, localizar, definir, 
classificar uma lesão e possibilitar um diagnóstico precoce no campo da 
Odontologia, torna o exame 
radiográfico um método muito utilizado, a ponto de ser o responsável 
por 20% do número total de exames radiográficos realizados no país. 
A baixa qualidade das imagens já foi apontada pela Organização Mundial da 
Saúde como responsável pela redução na certeza do diagnóstico e no 
aumento dos custos, desacreditando, junto ao grande público, a radiografia 
como instrumento eficaz de diagnóstico. Contudo, relatos 
de imagens inadequadas ou inúteis são crescentes, aumentando o 
número de exposições desnecessárias. Essas exposições, quando avaliadas 
no contexto do potencial de risco adicional ao paciente, apresentam 
contribuição notória na injúria, tanto pelo excessivo número de 
explorações repetidas quanto pelos achados diagnósticos ausentes. 
Assim, torna-se fundamental o desenvolvimento e emprego de todas as 
possíveis medidas que visem a obtenção de imagens radiográficas e 
possibilitem um diagnóstico preciso e com baixas doses de radiação. Em 
termos clínicos, mesmo quando se trata de cuidar apenas da arcada 
dentária, é primordial a obtenção de imagens radiográficas de elevada 
qualidade diagnóstica, uma vez que a principal função do profissional de 
Odontologia não é mais curar, e sim prevenir. Isso significa que não basta s er 
um bom dentista, ao examinar o paciente deve ser feito um diagnóstico 
mais apurado. O espaço apertado em torno da arcada dentária guarda 
mistérios que só o dentista sabe desvendar. Ao examinar a boca do 
paciente, esse profissional procura mais do que cáries e problemas 
relacionados à posição dos dentes: preocupa- se em localizar indícios de outros 
males que possam estar debilitando o organismo. Dessa forma, o estudo 
das causas que levam a obtenção de imagens radiográficas de qualidade 
insuficiente para um diagnóstico correto, cobram maior importância, 
justificando plenamente todas as medidas que possibilitem sua redução 
ou eliminação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA 
A radiologia é tão diversa que é possível falar sobre dezenas de 
especialidades médicas que utilizam os benefícios dessa tecnologia para 
visualizar partes do corpo humano com fins de tratar e melhorar a saúde 
dos pacientes (ALVAREZ, 2004). 
Apesar de não fazer parte da rotina dos hospitais, nem dos cursos de 
medicina, a radiologia odontológica é uma das especialidades que mais 
utilizam as imagens de raio-x em seu dia a dia (FREITAS, 2000). O mesmo 
autor afirma que dezenas de procedimentos realizados em consultórios 
odontológicos só podem ser feitos com precisão, segurança e eficiência 
graças às 
imagens de raio-x. 
Mas como funciona na prática, quais são os profissionais que podem 
realizar exames de radiologia odontológica e para que estes exames são 
utilizados? Radiologia odontológica é a especialidade que utiliza a 
radiologia tradicional com a finalidade de examinar a face, ossos, maxilar, 
mandíbula, boca e dentes do paciente (FREITAS,2000). Dessa maneira, a 
radiologia odontológica faz o uso de doses seguras de radiação para 
gerar imagens que são utilizadas no diagnóstico, no acompanhamento ou 
até mesmo no planejamento de um tratamento (ALVAREZ, 2004). Ela pode ser 
utilizada por dentistas, cirurgiões e ortodontistas em diferentes 
oportunidades, tais como para verificar as estruturas anatômicas; para 
avaliar inflamações, anormalidades e tumores; a fim de mapear e 
identificar todas as necessidades do paciente antes da produção do 
aparelho ortodôntico; no planejamento pré-operatório de uma cirurgia 
bucal, maxilar ou facial, entre outras situações (FREITAS, 2000). Segundo A lvarez 
(2004), diante da diversidade nas formas de uso, a radiologia 
odontológica é classificada em radiologia intraoral e extraoral, ou seja, 
em exames que são realizados por dentro e por fora da boca. A 
radiografia intraoral fornece imagens que possibilitam a análise de toda a 
arcada dentária, desde a coroa do dente até o término da raiz dentária. 
A radiografia extra oral, por sua vez, fornece imagens que permitem 
analisar o maxilar inferior, superior e as articulações (FREITAS, 2000). 
As radiografias odontológicas são utilizadas em dezenas de casos, como 
nos tratamentos ortodônticos, na avaliação de doenças, na extração dos 
dentes do siso, na realização de implantes e de cirurgias na região do maxilar, 
etc. Um fato que demonstra que a radiologia odontológica é indispensável 
em muitas situações, sendo que apenas o dentista é o profissionalcapacitado para indicar a necessidade de realização de uma radiografia 
odontológica. Os usos mais populares são c omo parte de um 
procedimento pré-operatório, no planejamento de uma cirurgia; para a 
realização de implantes e para análise de extração de dentes (como os do 
siso); no planejamento de aparelhos ortodônticos e alinhadores 
transparentes ou para uma simples avaliação ortodôntica geral; para analisar 
lesões ósseas, na boca, no maxilar ou na mandíbula; na visualização de 
dentes que ainda não nasceram e para o estudo de fraturas na 
mandíbula, observação de anomalias, presença de cistos e tumores, etc. (A 
LVAREZ, 2004) 
2.1 Quem pode fazer radiologia odontológica? 
Para trabalhar na área da radiologia odontológica, é necessário possuir 
um curso técnico ou de tecnólogo em radiologia, onde ambos ensinam a 
operar aparelhos, a entender o funcionamento e a fazer o diagnóstico 
por imagem, no entanto, eles têm diferenças notáveis: o técnico é 
considerado de nível médio e o tecnólogo de nível superior (BEZERRA, et al., 
2011). 
Enquanto os técnicos aprendem a operar equipamentos, os tecnólogos 
também aprendem a gerenciar equipes, a prestar assessoria a profissionais de 
saúde, a fazer o trabalho operacional e também a desenvolver trabalhos de 
pesquisa. Dessa forma, enquanto o curso técnico em radiologia dura entre 
1,5 e 2 anos, o curso superior de tecnologia em radiologia tem duração de 3 
anos (BEZERRA, et al., 2011). 
2.2 Tipos de radiografias 
2.2.1 Radiografia digital 
Segundo White (2007), a radiografia digital representa uma evolução dos 
aparelhos de raio-x tradicionais, que utilizam filmes radiográficos, sendo que 
na odontologia, a radiografia digital é utilizada para dar mais agilidade, de 
modo que, durante o procedimento, o aparelho de raio-x que recebe a 
radiação envia as imagens diretamente para o computador, sem 
necessidade de impressão. O mesmo autor reforça que tal fato garante 
imagens de raio-x da arcada dentária feitos em um espaço de tempo bem 
mais curto. 
 COLOCOU UMA FOTO DO TIPO DE RADIOLOGIA SEMPRE EM BAIXO DAS 
MODALIDADES. 
 
2.2.2 Radiografia panorâmica 
A radiografia panorâmica é bastante popular, sendo que seu uso é 
bastante comum no planejamento inicial dos tratamentos ortodônticos 
(aparelho para alinhamento dos dentes) e odontológicos, onde a sua 
função é oferecer, através de uma única imagem, uma visão completa da 
arcada dentária do paciente, da mandíbula e do maxilar (WHITE, 2007). 
O mesmo autor afirma que atualmente, a mesma já existe também 
radiografia panorâmica digital, o que agiliza e melhora ainda mais a qualidade 
das imagens 
2.2.3 Radiografia interproximal 
A radiografia interproximal é bastante específica, pois ela é utilizada no 
diagnóstico de cáries entre os dentes, pois possui o grande benefício de 
possibilitar que os dentistas visualizem as lesões provocadas pelas cáries 
antes delas se tornarem visíveis, de maneira que sem o auxílio do raio-x, 
eles não teriam a possibilidade de visualizar e diagnosticar com antecedência 
(WHITE,2007) 
.2.4 Radiografias periapicais 
As radiografias periapicais são utilizadas para avaliar os dentes do 
paciente de maneira geral, ao mesmo tempo que permitem uma análise 
detalhada das cáries onde as radiografias periapicais e as radiografias 
interproximais são as mais populares entres as clínicas odontológicas 
(WHITE, 200 
2.2.5 Radiografia oclusal 
De acordo com White (2007), a radiografia oclusal é muito útil para 
acompanhar o crescimento dos dentes das crianças, por exemplo. Por 
isso, ela é muito utilizada na odontopediatria. Para além do uso com 
crianças, a radiografia oclusal pode ser usada na análise de dentes 
inclusos (que ficam abaixo da gengiva), na análise de fraturas e também das 
raízes dos dentes (WHITE, 2007). Por fim, a radiologia odontológica é mais 
uma entre tantas áreas da radiologia com potencial de crescimento, devido 
ao grande uso das especialidades médicas (WHITE, 2007). Com o avanço da 
telemedicina, a radiologia odontológica já tem se beneficiado das 
vantagens dos exames digitais e do compartilhamento seguro de imagens de 
raio-x, bem como da emissão de laudos online (BEZERRA et al., 2011). E assim 
como as demais áreas da radiologia, a radiologia odontológica representa 
uma oportunidade, tanto para os centros de imagem, quanto para os 
profissionais que desejam explorar a telemedicina para realizar e 
interpretar laudos à distância, a fim de melhorar o atendimento aos 
pacientes 
 
 
3. RELATO DE EXPERIÊNCIA 
COLOCARAM FOTOS QUE TIRARAM DURANTE O ESTAGIO. 
Durante o período de estágio, pude acompanhar o atendimento domiciliar 
de um idoso acamado, a pedido da família. J.M.S., 80 anos, sexo 
masculino, se apresentava des orientado, acamado, completamente 
dependente para as Atividades da Vida Diária (AVDS) em sua residência. 
As informações da anamnese foram coletadas por meio da esposa do 
paciente, a qual informou que o mesmo apresentava frequente vestígio de 
sangue na cavidade bucal e quadros sugestivos de dor, esboçados pela 
mímica facial, pois o mesmo não cons eguia verbalizar sensações ou 
vontades. 
No tocante à história médica, constatou-se que o idoso era portador de 
Alzheimer, M al de Parkinson, hipertensão arterial e diabetes mellitos. Fazia 
uso de várias medicações de uso regular. Uso de sonda nasoenteral, via 
exclusiva para administração de dieta e medicações. Ao exame físico intra-oral, 
verificou-se que o paciente era res pirador bucal, parcialmente desdentado 
em ambos os arcos, com perda de suporte labial superior e presença 
de condição periodontal insatisfatória. Observou-se precária manutenção da 
higiene bucal e presença de coroa protética metalocerâmica do elemento 
dentário 23 (canino superior esquerdo), com sinais de mobilidade à 
palpação e borda incisal cortante. Na mucosa adjacente ao dente havia 
ulceração do lábio superior com cerca de 0,5 cm de extensão, com 
sinais de cicatrização e lesões ulcerativas recentes, corroborando com os 
achados informados pela família na anamnese 
Para a elaboração do plano de tratamento, foram considerados vários aspectos 
a fim de se promover a melhor abordagem terapêutica, considerando o 
grau de fragilidade do paciente. Foi proposto a exodontia do dente 
causador do trauma e laserterapia local. Previamente ao tratamento foram 
requisitados a realização de exames laboratoriais e radiológico, além de parecer 
ao médico assistente, afim de avaliar a viabilidade do procedimento 
cirúrgico. No tocante ao 
exame radiológico, o mesmo foi indicado com o objetivo de se avaliar a 
anatomia dentária e condições do dispositivo protético intraradicular. A 
realização desse exame possibilitou estimar a complexidade do procedimento 
cirúrgico,permitindo maior previsibilidade das etapasclínicas que foram 
executadas. Após prévia autorização do médico assistente se procedeu à 
realização do exame radiográfico em domicílio, com uso do aparelho Raio -X 
digital portátil DÍOX e sensor digital Microimagem. No dia da realização do 
exame, todos os equipamentos foram levados até à residência do paciente, 
montados e preparados junto à beira do leito. Foram realizadas medidas de 
des infecção com álcool 70 e colocação de barreiras de proteção no 
sensor digital, conforme orientação do fabricante De cordo com o previsto 
na RCD 303/2019 da ANVISA, medidas de proteção radiológica foram 
adotadas a fim de permitir a proteção radiológica do paciente e equipe 
de saúde contra a exposição acidental à radiação ionizante. Dentre as 
medidas adotadas, foram colocados aventais pumblíferos no paciente, 
cirurgião-dentista, técnico operador do equipamento de raio – x e cuidador, o 
qual foi solicitado a posicionar o sensor digital tendo em vista o quadro de 
incapacidade funcional do examinado. O paciente, embora pouco 
cooperativo, não ofereceu resistência que inviabilizasse o procedimento. A 
imagem radiográfica foi processada com êxito e auxiliou decisivamente 
no planejamento do procedimento cirúrgico, realizado em data posterior. 
A imagem radiográfica obtida após processamento digital foi editada pelo 
software, permitindo maior riqueza de detalhes, potencializando a sua qualidade.

Mais conteúdos dessa disciplina