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Dinâmica de Sensibilização: "O Mundo Visual". Os alunos ouvintes realizam uma tarefa em equipe (como montar um quebra-cabeça ou seguir instruções de um mapa) totalmente em silêncio, sem usar a voz ou a escrita alfabética. Eles devem criar estratégias visuais e gestuais instantâneas. Proporcionar o estranhamento inicial e a mudança de foco do canal auditivo-oral para o canal visual-espacial, baseando-se no conceito de Experiência Visual, defendido por teóricos dos Estudos Surdos (como Gladis Perlin e Ronice Müller de Quadros), a perda da audição não deve ser vista pela vertente clínica/médica (como uma falta), mas sim pela vertente socioantropológica, onde o olhar e o corpo ressignificam a apreensão do mundo. Objetivos e Expectativas de Aprendizagem: Em relação aos alunos ouvintes: considera-se romper a visão da "pena" ou da "caridade", cujo o objetivo é que eles passem a enxergar o colega surdo não como alguém que precisa ser tolerado ou ajudado, mas como um sujeito culturalmente legítimo, com uma identidade rica e uma língua complexa. Considera-se despertar o interesse espontâneo pelo aprendizado da Libras. Em relação aos alunos surdos: o objetivo é fortalecer a autoimagem e autoestima. Ao verem sua cultura e sua língua validadas e estudadas por toda a turma, eles saem da posição de um isolamento periférico e passam a ocupar o centro do processo educativo como coautores e referências de conhecimento. Com base na construção do conhecimento: a expectativa é transformar o ambiente escolar em um espaço multicultural real. Ao final, o conhecimento construído não será apenas conceitual, mas atitudinal, consolidando uma empatia baseada no respeito às diferenças linguísticas e culturais, e não na homogeneização dos indivíduos