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SISTEMA DE ENSINO
CONTABILIDADE 
PÚBLICA
Conceituação, Objeto 
e Campo de Aplicação
Livro Eletrônico
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Conceituação, Objeto e Campo de Aplicação
CONTABILIDADE PÚBLICA
Claudio Zorzo
Sumário
Apresentação ................................................................................................................................... 4
Conceituação, Objeto e Campo de Aplicação ............................................................................ 5
Contabilidade ................................................................................................................................... 5
Evolução da Contabilidade Aplicada ao Setor Público .......................................................... 10
Principais Mudanças com a Convergência ...............................................................................16
Contabilidade Aplicada ao Setor Público (CASP) .................................................................... 22
Objeto da Contabilidade Pública ................................................................................................ 23
Objetivo da Contabilidade Pública ............................................................................................24
Conjunto das Informações Fornecidas ..................................................................................... 25
Atributos Qualitativos das Informações Contábeis .............................................................. 27
Relevância ......................................................................................................................................28
Representação Fidedigna ............................................................................................................ 29
Compreensibilidade ...................................................................................................................... 30
Tempestividade ............................................................................................................................. 30
Comparabilidade ........................................................................................................................... 30
Verificabilidade ...............................................................................................................................31
Restrições Acerca da Informação .............................................................................................. 32
Materialidade ................................................................................................................................. 32
Custo-Benefício ............................................................................................................................. 32
Equilíbrio entre as Características Qualitativas .................................................................... 32
Usuários das Informações Contábeis ....................................................................................... 33
Campo de Aplicação da Contabilidade Pública .......................................................................34
Patrimônio Público ....................................................................................................................... 47
Ativo ................................................................................................................................................. 50
Recurso ........................................................................................................................................... 50
Controlado .......................................................................................................................................51
Evento Passado ............................................................................................................................. 52
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Passivo ............................................................................................................................................ 53
Obrigação Presente ...................................................................................................................... 53
Derivada de Evento Passado ...................................................................................................... 54
Saída de Recursos da Entidade .................................................................................................. 55
Patrimônio Líquido ........................................................................................................................ 57
Patrimônio Financeiro e Patrimônio Permanente ................................................................. 67
Dívida Pública Fundada ou Consolidada e Dívida Flutuante ............................................... 70
Gabarito ........................................................................................................................................... 81
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Claudio Zorzo
ApresentAção
Prezado (a) aluno (a), tudo bem contigo?
Espero que sim, que você esteja com saúde, em paz e com muita vontade de estudar a 
nossa bela contabilidade pública; uma disciplina em evolução.
Sou o professor Claudio Zorzo, ministro aulas de contabilidade, auditoria e mercado fi-
nanceiro para concurso público desde o ano de 2000, sendo que com dedicação exclusiva à 
docência desde 2007, quando deixei o serviço público para abraçar minha profissão de vida, 
ser PROFESSOR. Sou contador, com cursos de especialização em controladoria, auditoria e 
análise das demonstrações contábeis.
Vou ajudá-lo (a) neste curso elaborando os PDFs de contabilidade pública.
Para facilitar o aprendizado dividi este curso em aulas respeitando o enriquecimento do 
conhecimento (maturação de conceitos). Explico o que quer dizer isto: em uma aula apresenta-
rei conceitos, sempre objetivos e direcionados para concursos, depois resolverei questões de 
provas anteriores, para embasar os conceitos de forma que você consiga conhecer e entender 
a “linguagem da banca”.
Tanto nos conceitos quanto nas questões de provas, tratarei de assuntos que estão inter-
ligados com a aula anterior e, principalmente, com a aula posterior, desta forma, em todas as 
aulas reforçarei os conceitos básicos de tal maneira que você vai acabar entendendo o que ele 
quer dizer e compreendendo a sua efetividade dentro da ciência contábil.
Sabemos que qualquer concurso que cobra contabilidade pública é para um cargo que 
exige muito conhecimento, então o edital normalmente abarca quase todos os tópicos da con-
tabilidade pública com ênfase nos conceitos básicos, nas demonstrações contábeis e nos 
critérios de avaliação do patrimônio.
Para facilitar a compreensão e dinamizar o conhecimento, dividi o curso em aulas que 
abarcarão todos os assuntos sobre os conceitos básicos e sobre os procedimentos contábeis 
patrimoniais previstos no Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP).
O curso será completo e vai te ajudar. Tenha certeza disto!
Muito bem! Feita esta objetiva apresentação vamos começar a nossa primeira aula de 
contabilidade pública, ela será sobre os conceitos básicos envolvendo os seguintes assuntos:
Contabilidade Pública: conceituação, objeto e campo de aplicação. Composição do Patrimônio 
Público. Patrimônio Público. Ativo. Passivo. Saldo Patrimonial.
Desejo tudo de bom para você e que consiga compreenderexige que sejam apresentados todos os dados relevantes, pois a 
omissão de algumas informações pode fazer com que a representação do fenômeno econô-
mico seja falsa ou enganosa, não sendo útil para os usuários.
Exemplo: a descrição completa de item do imobilizado deve incluir o valor do item juntamente 
com outras informações quantitativas, descritivas e explicativas necessárias para representar 
fielmente essa classe de ativo. Assim, pode incluir as classes importantes do imobilizado; os 
fatores que afetaram a sua utilização no passado ou que podem impactar a sua utilização no 
futuro; e a base e o processo para determinar o seu valor.
A neutralidade da informação contábil corresponde à ausência de viés, isso significa que a 
seleção e a apresentação das informações não devem ser feitas com a intenção de se atingir 
um resultado particular predeterminado, por exemplo, para influenciar a avaliação dos usuá-
rios acerca da prestação de contas e responsabilização (accountability) por parte da entidade, 
para uma decisão ou julgamento que está para ser feito, ou, ainda, para induzir a determinado 
comportamento.
Estar livre de erro material não significa exatidão completa em todos os aspectos, mas, 
sim, significa que não há erros ou omissões que sejam individualmente ou coletivamente re-
levantes na descrição do fenômeno, e que o processo utilizado para produzir a informação 
relatada foi aplicado conforme descrito.
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Para ser verdadeira a informação deve representar adequadamente aquilo a que se pretende.
Essa representação deve priorizar a essência da transação em detrimento da forma, ou 
seja, os eventos devem ser apresentados de acordo com a sua substância e realidade econô-
mica, e não meramente sua forma legal.
CoMpreensibilidAde
A compreensibilidade é a qualidade da informação que permite que os usuários compre-
endam o seu significado.
Por exemplo, as explicações acerca das informações financeiras e não financeiras e as in-
formações adicionais acerca da prestação de serviços e outros resultados durante o exercício, 
além das expectativas para os períodos futuros, devem ser escritas em linguagem simples e 
apresentadas de maneira que sejam prontamente compreensíveis pelos usuários.
A compreensão é aprimorada quando a informação é classificada e apresentada de manei-
ra clara e sucinta e espera-se que os usuários tenham conhecimento razoável das atividades 
da entidade e do ambiente no qual ela funciona.
teMpestividAde
Tempestividade significa ter informação disponível para os usuários antes que ela perca a 
sua capacidade de ser útil para fins de prestação de contas, responsabilização (accountability) 
e tomada de decisão.
Ter a informação disponível mais rapidamente pode aprimorar a sua utilidade como insu-
mo para processos de avaliação da prestação de contas e responsabilização (accountability) e 
a sua capacidade de informar e influenciar os processos decisórios.
A ausência de tempestividade pode tornar a informação menos útil, pois ela não foi oportuna.
CoMpArAbilidAde
Comparabilidade é a qualidade da informação que possibilita aos usuários identificar se-
melhanças e diferenças entre dois conjuntos de fenômenos, assim, ela não é uma qualidade 
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de item individual de informação, mas sim, a qualidade da relação entre dois ou mais itens de 
informação.
DICA!
A comparabilidade difere da consistência e da uniformidade. A 
consistência se refere à utilização dos mesmos princípios ou 
políticas contábeis e da mesma base de elaboração, seja de 
período a período dentro da entidade ou de um único período 
entre duas ou mais entidades. A comparabilidade é o objetivo, 
enquanto a consistência auxilia a atingi-lo.
Para que a informação seja comparável, coisas semelhantes devem parecer semelhantes 
e coisas distintas devem parecer distintas. A ênfase demasiada na uniformidade pode reduzir 
a comparabilidade ao fazer com que coisas distintas pareçam semelhantes.
verifiCAbilidAde
A verificabilidade é a qualidade da informação que ajuda a assegurar aos usuários que a 
informação fielmente os fenômenos econômicos que se propõe a representar.
A suportabilidade, ou seja, a qualidade referente àquilo que dá suporte a algo, algumas 
vezes é utilizada para descrever esta qualidade, quando aplicada em relação à informação ex-
plicativa e à informação quantitativa financeira e não financeira prospectiva divulgada.
Quer seja referida como verificabilidade ou como suportabilidade, a característica implica 
que dois observadores esclarecidos e independentes podem chegar a um consenso geral, mas 
não necessariamente à concordância completa, em que:
• a informação representa os fenômenos econômicos e de outra natureza, os quais se 
pretende representar sem erro material ou viés; ou
• o reconhecimento apropriado, a mensuração ou o método de representação foi aplicado 
sem erro material ou viés.
A qualidade da verificabilidade (ou suportabilidade, se tal termo for utilizado para descrever 
essa característica) não é absoluta – alguma informação pode ser mais ou menos passível de 
verificação do que outra.
Contudo, quanto mais verificável for a informação incluída nos relatórios contábeis, mais 
se irá assegurar aos usuários de que a informação representa fielmente os fenômenos econô-
micos, ou de outra natureza os quais se pretende representar.
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restrições ACerCA dA inforMAção
Na prática, talvez não seja possível alcançar todas as características qualitativas e, nesse 
caso, um equilíbrio ou compensação entre algumas delas poderá ser necessário, bem como 
devem ser consideradas as restrições para o fornecimento das informações.
As restrições inerentes à informação contábil são a materialidade, o custo-benefício e o 
alcance do equilíbrio apropriado entre as características qualitativas.
MAteriAlidAde
A informação é material se a sua omissão ou distorção puder influenciar o cumprimento 
do dever de prestação de contas e responsabilização (accountability), ou as decisões que os 
usuários tomam com base nos RCPGs elaborados para aquele exercício. A materialidade de-
pende tanto da natureza quanto do montante do item analisado dentro das particularidades de 
cada entidade.
As avaliações de materialidade são feitas no contexto do ambiente legislativo, institucional 
e operacional dentro do qual as entidades funcionam e, em relação às informações financeiras 
e não financeiras prospectivas, o conhecimento de quem as elabora e as expectativas acerca 
do futuro. Nesse contexto, ao determinar se um item é material, deve-se levar em consideração 
questões como a natureza, a legalidade, a sensibilidade e os efeitos de eventos e transações 
passados ou previstos; as partes envolvidas em tais transações; e as circunstâncias que de-
ram origem a essas transações.
Custo-benefíCio
A informação contábil impõe custos, e seus benefícios devem justificá-los.
Avaliar se os benefícios da informação justificam seus custos é, com frequência, uma 
questão de julgamento de valor, pois não é possível identificar todos os custos e todos os be-
nefícios da informação incluída nos RCPGs.Os custos, para fornecerem a informação, incluem 
os de coleta, de processamento e de verificação e/ou de apresentação das premissas e das 
metodologias que dão suporte a elas, além dos de disseminação.
A aplicação da restrição custo-benefício envolve avaliar se os benefícios de divulgar a in-
formação provavelmente justificam os custos incorridos para fornecê-la e utilizá-la. Ao fazer 
essa avaliação, é necessário considerar se uma ou mais características qualitativas podem ser 
sacrificadas até certo ponto para reduzir o custo.
eQuilíbrio entre As CArACterístiCAs QuAlitAtivAs
As características qualitativas funcionam, conjuntamente, para contribuir com a utilidade 
da informação. Por exemplo, nem a descrição que represente fielmente um fenômeno 
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irrelevante, nem a descrição que represente de modo não fidedigno um fenômeno relevante 
resultam em informação útil. Do mesmo modo, para ser relevante, a informação precisar ser 
tempestiva e compreensível.
Em alguns casos, o equilíbrio ou a compensação (trade-off) entre as características qua-
litativas pode ser necessário para se alcançar os objetivos da informação contábil. A impor-
tância relativa das características qualitativas em cada situação é uma questão de julgamento 
profissional.
A meta é alcançar o equilíbrio apropriado entre as características para satisfazer aos obje-
tivos da elaboração e da divulgação da informação contábil.
usuários dAs inforMAções Contábeis
Na administração pública, os Governos e outras entidades do setor público obtêm recursos 
dos contribuintes, doadores, credores por empréstimos e de outros provedores de recursos 
para serem utilizados na prestação de serviços aos cidadãos e aos outros usuários.
Então, eles são responsáveis pela gestão e utilização dos recursos perante os usuários 
desses serviços e devem apresentar as informações sobre como estes recursos foram ad-
ministrados.
Assim, os Relatórios Contábeis devem ser elaborados e divulgados, principalmente, para 
atender às necessidades de informações dos usuários dos serviços e dos provedores de recur-
sos, quando estes não detêm a prerrogativa de exigir que a entidade divulgue as informações 
que atendam às suas necessidades específicas.
Os membros do poder Legislativo também são usuários e utilizam extensiva e continua-
mente esses relatórios enquanto atuam como representantes dos interesses dos usuários de 
serviços e dos provedores de recursos.
Desta forma, os usuários das informações são pessoas físicas ou jurídicas com interesse 
na entidade, que utilizam as informações contábeis dela para seus próprios fins, de forma per-
manente ou transitória. E podem ser divididos em primários e secundários.
Os usuários primários são os usuários dos serviços e seus representantes e os provedores 
de recursos e seus representantes, ou seja, os cidadãos e os membros do poder legislativos e 
os investidores são os usuários primários dos Relatórios.
São considerados usuários secundários os responsáveis pelas estatísticas de finanças 
públicas, os analistas, a mídia, os consultores financeiros, inclusive as organizações que pos-
suem a prerrogativa de exigir a elaboração de relatório contábil estruturado para atender as 
suas necessidades específicas de informação; como, por exemplo: agências reguladoras e 
supervisoras, entidades de auditoria, comissões do poder Legislativo ou de outro órgão do 
governo, órgãos centrais de orçamento e controle, agências de classificação de risco e, em 
alguns casos, entidades emprestadoras de recursos e de fomento.
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CAMpo de ApliCAção dA ContAbilidAde públiCA
O campo de atuação da contabilidade pública abrange obrigatoriamente os governos na-
cionais, estaduais, distrital e municipais e seus respectivos poderes (abrangidos os tribunais 
de contas, as defensorias e o Ministério Público), órgãos, secretarias, departamentos, agên-
cias, autarquias, fundações (instituídas e mantidas pelo poder público), fundos, consórcios pú-
blicos e outras repartições públicas congêneres das administrações direta e indireta (inclusive 
as empresas estatais dependentes).
As demais entidades públicas não compreendidas no parágrafo acima, os conselhos pro-
fissionais e as empresas estatais independentes, poderão aplicar as normas estabelecidas 
no MCASP de maneira facultativa ou por determinação dos respectivos órgãos reguladores, 
fiscalizadores e congêneres.
DICA!
Entidades que dependem do orçamento fiscal e de segurida-
de social OBRIGATORIAMENTE deverão aplicar as normas da 
CASP; as entidades e empresas que recebem recursos ou que 
tenham que prestar contas, mas que possuem receitas pró-
prias para arcar com suas despesas poderão aplicar as nor-
mas de forma FACULTATIVA.
Os órgãos fiscalizadores são as autarquias que exercem a função do estado, como a CVM, 
que normatiza o mercado de capitais; o BACEN, que normatiza o mercado financeiro; a SUSEP, 
que normatiza o mercado securitário; a ANA, que normatiza o controle sobre a água; a ANTT, 
que normatiza o transporte terrestre, dentre tantas outras autarquias e agências reguladoras.
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No Brasil, a administração pública federal contempla um conjunto abrangente de institui-
ções. Muitas delas com características estritamente governamentais (órgãos da administra-
ção direita, autarquias, fundações públicas) e outras com características empresariais (empre-
sas públicas e sociedades de economia mista).
Algumas empresas estatais, apesar de haverem sido criadas para exploração de ativida-
des econômicas, hoje em dia têm características que as tornam dependentes de recursos de 
subvenção econômica para seu funcionamento. Esta dependência do governo afeta a forma 
de controle.
Na prática, pela sua área de atuação, para as empresas independentes deve ser dado um 
tratamento mais gerencial; já para as empresas dependentes, devido aos impactos sobre a 
política fiscal, deve ser dado um tratamento de controle mais rígido e principalmente de mais 
transparência patrimonial, fiscal e orçamentária.
• As empresas estatais dependentes são empresas controladas que recebem do ente 
controlador recursos financeiros para pagamento de despesas com pessoal, despesas 
de custeio em geral ou despesas de capital, excluídos, no último caso, aqueles prove-
nientes de aumento de participação acionária. Exemplos: Embrapa e Conab;
• As empresas estatais independentes são todas as demais empresas controladas pelo 
setor público que dispõem de receitas próprias, geradas por suas atividades, para pagar 
suas despesas de pessoal, de custeio em geral e de capital; estas, não estão no alcance 
da contabilidade pública;
• Por serem de direito privado e estabelecidas como sociedades anônimas, respeitam a 
Lei n. 6.404/1976. Por exemplo: Banco do Brasil, CEF, Petrobras.
Se a entidade for uma sociedade anônima deve também respeitar os ditames da Lei n. 
6.404/1976 – lei societária.
Pessoal, gostaria de chamar a atenção para uma mudança que considero muito importan-
te em relação ao campo de aplicação da CASP.
O MCASP 8ª edição, na parte que trata do alcance das normas, estabelece que os Con-
selhos Profissionaise as demais entidades não compreendidas no conceito de entidades do 
setor público, incluídas as empresas estatais independentes e as instituições do sistema “S”, 
poderão aplicar as normas estabelecidas no MCASP de maneira facultativa ou por determina-
ção dos respectivos órgãos reguladores, fiscalizadores e congêneres.
Os conselhos de categoria de classe profissional como o CFC, CFF, CFA, OAB, CFM, etc., 
são considerados autarquias em regime especial que atuam em atividades de interesse públi-
co, pois normatizam e fiscalizam um segmento profissional, como arrecadam contribuições 
sociais, necessitam prestar contas de seus recursos e assim, poderão aplicar de forma facul-
tativa as normas da CASP;
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Os serviços sociais, conhecidos como “sistema S” (Sesi, Senai, Sesc, Senac, Sest, Senat, 
Senar, Sescoop e Sebrae) são pessoas jurídicas de direito privado tratadas como parestatais. 
Não fazem parte da administração pública, contudo como prestam serviços à sociedade, rea-
lizando atividades de interesse público, acabam recebendo recursos públicos, por isto devem 
prestar contas destes recursos; para estas instituições a aplicação integral das normas CASP 
é facultativa.
Entretanto, o TCU, por meio do acordão 991 de 2019, determinou que as entidades do “Sis-
tema S” DEVEM utilizar as normas contábeis aplicadas ao setor público, estabelecidas pelo 
Conselho Federal de Contabilidade (CFC).
Obs.: � mesmo que não previsto no MCASP 8ª edição, o “sistema S”, por determinação do 
TCU, compõe o campo de aplicação das normas da CASP de forma obrigatória.
Uma empresa estatal dependente que é sociedade anônima está obrigada a observar os pre-
ceitos da Contabilidade Governamental (Lei n. 4.320/1964 e MCASP) e da Contabilidade Em-
presarial (Lei n. 6.404/1976).
As sociedades de economia mista de capital fechado (toda sociedade de economia deve 
ser S/A) podem enquadrar-se no conceito de empresa estatal dependente na LRF e no concei-
to de sociedade anônima da Lei n. 6.404/1976 e assim ter que obedecer às duas legislações.
CASP
Campo de 
atuação
Objeto Função Social Objetivo
Pessoas jurídicas 
de direito público, 
União, estados, 
Distrito Federal, 
municípios, 
autarquias, 
fundações públicas 
e empresas públicas 
dependentes.
Conjunto de bens, 
direitos e obrigações 
(patrimônio público).
Apresentar o 
resultado da 
administração para 
acompanhamento 
pela sociedade.
Fornecer dados e 
informações para a 
tomada de decisões 
de seus usuários.
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021. (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Na qualidade de entidade governamental, a UnB deve 
observar todas as normas e técnicas próprias da contabilidade aplicada ao setor público. 
O campo de atuação da contabilidade pública abrange os governos nacionais, estaduais, distri-
tal e municipais e seus respectivos poderes (abrangidos os tribunais de contas, as defensorias 
e o Ministério Público), órgãos, secretarias, departamentos, agências, autarquias, fundações 
(instituídas e mantidas pelo poder público), fundos, consórcios públicos e outras repartições 
públicas congêneres das administrações direta e indireta (inclusive as empresas estatais de-
pendentes).
A Universidade Nacional de Brasília (UNB), no sentido abrangente da administração pública, 
é uma entidade do poder público nacional e como tal deve observar integralmente as nor-
mas da CASP, assim, deve disponibilizar todas as suas informações por meio dos relatórios 
obrigatórios.
Certo.
022. (CESPE/MJ/CONTADOR/2013) O objeto de estudo da contabilidade pública é o patri-
mônio público consubstanciado no conjunto de bens e direitos, tangíveis e intangíveis, pro-
duzidos ou formados, com exceção dos que foram desenvolvidos internamente ou recebidos 
em doação.
O objeto da CASP é o patrimônio público, que é o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou in-
tangíveis, onerados ou não, adquiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou utiliza-
dos pelas entidades do setor público, que seja portador ou represente um fluxo de benefícios, 
presente ou futuro, inerente à prestação de serviços públicos ou à exploração econômica por 
entidades do setor público e suas obrigações.
A assertiva exclui do conjunto do patrimônio os bens desenvolvidos internamente e os recebi-
dos como doação, portanto, errado.
Errado.
023. (CESPE/TCU/AFCE/2015) Julgue o item subsecutivo, referente ao principal grupo de 
usuários das demonstrações contábeis bem como às responsabilidades a elas relacionadas.
Se os objetivos de uma companhia brasileira de capital aberto (S.A.) incluírem a exploração de 
serviços de energia elétrica, um dos principais usuários da informação contábil dessa socieda-
de será a Agência Nacional de Energia Elétrica.
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Sabemos que o objetivo da contabilidade é apresentar informações que sejam úteis aos usuá-
rios internos e externos. A assertiva trata de uma companhia que é concessionária de serviço 
público na área de energia elétrica. A ANEEL é a autarquia federal responsável pela fiscalização 
e normatização das empresas que prestam o serviço de energia elétrica à sociedade brasileira, 
assim, a ANEEL é uma usuária das informações de suas concessionárias.
Certo.
024. (CESPE/FUNPRESP-EXE/CONTABILIDADE E FINANÇAS/2016) A verificabilidade, uma 
das características qualitativas de melhoria, é aquela que garante a uniformidade das demons-
trações contábeis, dando segurança ao usuário sobre a adoção de métodos semelhantes para 
contabilização de itens idênticos.
A verificabilidade é uma característica de melhoria e está relacionada com a capacidade de 
comprovação de uma informação pelos usuários. A utilização de métodos uniformes tem rela-
ção com o atributo da comparabilidade.
Errado.
025. (CESPE/EMAP/AUDITORIA INTERNA/2018) A respeito de contabilidade pública e as-
suntos correlatos, julgue o item seguinte.
Visando atender à demanda de informações requeridas pelos usuários e possibilitar a análise 
de demonstrações contábeis adequadas aos padrões internacionais, a nova contabilidade pú-
blica passou a adotar os enfoques patrimonial, orçamentário e econômico.
O objetivo da Contabilidade Aplicada ao Setor Público é fornecer informações de natureza 
tanto orçamentária quanto econômica, financeira e física do patrimônio das entidades do se-
tor público.
Para atender ao seu objetivo legal, a CASP adotou um sistema de informações quanto aos 
aspectos patrimonial, orçamentário e fiscal.
Certo.
026. (CESPE/TCE-SC/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2016) A respeito do campo de 
aplicação e dos objetivos da contabilidade pública, julgue o item a seguir.
Os objetivos da contabilidade aplicada ao setor público incluem informar os usuários da infor-
mação contábil relativa às mutações do patrimônio das entidades do setor público.
O objetivo da CASP é fornecer aos usuários informações sobre os resultados alcançados e os 
aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da entidade 
do setor público e suas mutações.
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A função social da contabilidade é apresentar os resultados da gestão para apoiar o processo 
de tomada de decisão; a adequada prestação de contas; e o necessário suporte para a instru-
mentalização do controle social.
Certo.
027. (CESPE/MPU/ANALISTA ATUARIAL/2015) Julgue o item a seguir, acerca do papel do 
Ministério Público da União (MPU) relativamente ao campo de atuação e objetivo no âmbito da 
contabilidade aplicada ao setor público.
Cabe ao MPU garantir procedimentos suficientes de prestação de contas e instrumentalização 
do controle social, sendo a ele facultativa a aplicação integral das técnicas próprias da conta-
bilidade aplicada ao setor público.
O campo de atuação da contabilidade pública abrange obrigatoriamente os governos nacio-
nais, estaduais, distrital e municipais e seus respectivos poderes (abrangidos os tribunais de 
contas, as defensorias e o Ministério Público), órgãos, secretarias, departamentos, agências, 
autarquias, fundações (instituídas e mantidas pelo poder público), fundos, consórcios públicos 
e outras repartições públicas congêneres das administrações direta e indireta (inclusive as 
empresas estatais dependentes).
A assertiva está errada, pois o MPU deve aplicar obrigatoriamente de forma integral as nor-
mas da CASP.
Errado.
028. (CESPE/MPU/ANALISTA CONTADOR/2013) As empresas de capital aberto que não 
estão contempladas no orçamento de investimentos, mas constam do orçamento fiscal e da 
seguridade social estão no campo de aplicação da contabilidade pública e são isentas das 
exigências da contabilidade empresarial.
As empresas de capital aberto são sociedades anônimas que negociam seus títulos no mer-
cado de capital. São fiscalizadas e normatizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 
e deverão, por determinação da autarquia, cumprir as determinações da legislação societária 
– Lei n. 6.404/1976, também denominada de contabilidade empresarial.
Se a S/A for uma estatal dependente, também deverá cumprir, obrigatoriamente, as normas da CASP.
Errado.
029. (CESPE/FUB/AUDITOR/2015) De acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade 
Aplicadas ao Setor Público, julgue o item a seguir.
É um objetivo da contabilidade aplicada ao setor público fornecer aos usuários informações 
sobre os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e 
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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física do patrimônio da entidade do setor público e de suas mutações com fins de apoio ao 
processo de tomada de decisões.
A assertiva está certa, pois segundo as normas contábeis o objetivo da CASP é fornecer aos 
usuários informações sobre os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentá-
ria, econômica, financeira e física do patrimônio da entidade do setor público e suas mutações, 
com a função social de apoiar o processo de tomada de decisão, a adequada prestação de 
contas e o necessário suporte para a instrumentalização do controle social.
Certo.
030. (CESPE/SLU-DF/CONTADOR/2019) A respeito dos relatórios contábeis de propósitos 
gerais (RCPG), das entidades do setor público, que representam documentos de prestação de 
contas para com a sociedade, julgue o item a seguir.
Os RCPG são divulgados com o propósito específico de atender às exigências de transparên-
cia determinadas pelos órgãos fiscalizadores de controle externo.
Os RCPGs (demonstrações contábeis) são relatórios contábeis elaborados para atender às 
necessidades dos usuários em geral, não tendo o propósito de atender a finalidades ou neces-
sidades específicas de determinados grupos de usuários.
Os órgãos fiscalizadores são usuários secundários dos relatórios.
Errado.
031. (CESPE/POLÍCIA CIENTÍFICA-PE/PERITO CONTADOR/2016) Conforme o disposto nas 
Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao setor público, o objeto da CASP é
a) um conjunto de procedimentos administrativos que objetivam adquirir materiais, contratar 
obras e serviços, alienar ou ceder bens a terceiros, observando os princípios da administra-
ção pública.
b) a mensuração, a estruturação e as variações que geram reflexos no patrimônio público, 
além de apresentar temas específicos, como o sistema de custos.
c) determinar os valores pelos quais os elementos patrimoniais devem ser reconhecidos e 
apresentados nas demonstrações contábeis.
d) o conjunto de direitos e de bens, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, que seja porta-
dor ou represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação de serviços 
públicos ou a exploração econômica por entidades do setor público e suas obrigações.
e) o orçamento público, contendo a discriminação da receita e da despesa de forma a eviden-
ciar a política econômico-financeira e o programa de trabalho do governo.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Como estudado, o objeto da contabilidade pública é o patrimônio público, que é o con-
junto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, adquiridos, formados, 
produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pelas entidades do setor público, que seja 
portador ou represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação 
de serviços públicos ou à exploração econômica por entidades do setor público e suas 
obrigações.
Letra d.
032. (CESPE/TRE-BA/CONTADOR/2017) A contabilidade aplicada ao setor público tem 
como objeto
a) o caixa do setor público.
b) o balanço patrimonial do setor público.
c) a dívida pública.
d) o orçamento público.
e) o patrimônio público.
Contabilidade Aplicada ao Setor Público é o ramo da ciência contábil que aplica, no processo 
gerador de informações, as normas contábeis direcionados ao controle patrimonial de entida-
des do setor público.
Tem por objetivo fornecer aos usuários informações sobre os resultados alcançados e 
os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da 
entidade do setor público e suas mutações, em apoio ao processo de tomada de decisão; 
a adequada prestação de contas; e o necessário suporte para a instrumentalização do 
controle social.
A função social da CASP é refletir o ciclo da administração pública para evidenciar informa-
ções necessárias à tomada de decisões, à prestação de contas e à instrumentalização do 
controle social.
O objeto da Contabilidade Aplicada ao Setor Público é o patrimônio público.
Letra e.
033. (FCC/TRT-20ª/CONTADOR/2016) Determinada sociedade de economia mista recebeu, 
no exercício de 2015, do ente controlador recursos financeiros destinados ao pagamento de 
despesas de pessoal e de custeio em geral, no valor de R$ 37.500.000,00. Considerando a des-
tinação dos recursos transferidos pelo ente controlador, é correto afirmar que trata-se de uma 
empresa estatal
a) dependente e está sujeita apenas as regras da contabilidade privada.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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b) independente e está sujeita as regras da contabilidade orçamentária e patrimonial.
c) dependente, mas não está sujeita as regras de contabilidade aplicada ao setor público.
d) independente cujos recursos financeiros repassadospelo controlador contribui para evitar 
prejuízos na empresa.
e) dependente e está sujeita as regras da contabilidade privada e da contabilidade aplicada ao 
setor público.
O campo de atuação da contabilidade pública abrange os governos nacionais, estaduais, distri-
tal e municipais e seus respectivos poderes (abrangidos os tribunais de contas, as defensorias 
e o Ministério Público), órgãos, secretarias, departamentos, agências, autarquias, fundações 
(instituídas e mantidas pelo poder público), fundos, consórcios públicos e outras repartições 
públicas congêneres das administrações direta e indireta (inclusive as empresas estatais de-
pendentes).
As demais entidades públicas não compreendidas no escopo, os conselhos profissionais, a 
instituições componentes do sistema “S” (SEBRAE, SENAI, SESI, SESC, SEST) e as empresas 
estatais independentes, poderão aplicar as normas estabelecidas no MCASP de maneira facul-
tativa ou por determinação dos respectivos órgãos reguladores, fiscalizadores e congêneres.
GUARDE:
O campo de aplicação da CASP abrange as entidades do setor público, considerando-se o se-
guinte escopo:
• obrigatoriamente, as entidades governamentais que estejam incluídas nos orçamentos 
fiscal e de seguridade social;
• facultativo, as demais entidades do setor público, que estejam incluídas no orçamento 
de investimento, e as que necessitam de procedimentos suficientes para sua prestação 
de contas e instrumentalização do controle social (Estatais não dependentes, conselhos 
profissionais e o sistema “S”).
�A Lei n. 6.404/1976, denominada lei societária, obriga que as sociedades anônimas cumpram 
as suas determinações da contabilidade privada.
Desta forma, uma estatal dependente que seja sociedade anônima deverá cumprir as normas 
da CASP e a Lei n. 6.404/1976.
Letra e.
034. (FCC/MPE-AP/CONTADOR/2012) A Contabilidade Aplicada ao Setor Público fornece 
aos usuários informações, dentre outras, sobre os resultados alcançados em determinado pe-
ríodo, tendo como objeto
a) o patrimônio das empresas públicas e de economia mista.
b) registrar e controlar os atos e fatos relacionados com a gestão orçamentária, financeira e 
patrimonial da administração direta e indireta.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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c) o patrimônio público.
d) registrar e controlar os atos e fatos relacionados com a gestão orçamentária, financeira e 
patrimonial somente da administração direta.
e) acompanhar e avaliar o planejamento e execução dos orçamentos públicos sob os aspectos 
orçamentários, financeiros e patrimonial.
O objeto da Contabilidade Aplicada ao Setor Público (CASP) é o patrimônio público.
Patrimônio Público: é o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, 
adquiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pelas entidades do setor 
público, que seja portador ou represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente 
à prestação de serviços públicos ou à exploração econômica por entidades do setor público e 
suas obrigações.
Letra c.
035. (FGV/PROCEMPA/CONTADOR/2014) As opções a seguir apresentam finalidades da 
Contabilidade Aplicada ao Setor Público, definidas pela NBC TSP 16.1, do Conselho Federal de 
Contabilidade, à exceção de uma. Assinale-a.
a) Fornecer aos usuários informações sobre os resultados alcançados.
b) Fornecer aos usuários os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física 
do patrimônio da entidade do setor público e suas mutações.
c) Proporcionar a adequada prestação de contas.
d) Prover o suporte para a instrumentalização do controle social.
e) Atingir metas organizacionais de modo eficiente e eficaz por meio do planejamento, organi-
zação e controle dos recursos.
O OBJETIVO da Contabilidade Aplicada ao Setor Público é fornecer aos usuários informações 
sobre os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, econômica, 
financeira e física do patrimônio da entidade do setor público e suas mutações, em apoio ao 
processo de tomada de decisão; a adequada prestação de contas; e o necessário suporte para 
a instrumentalização do controle social.
A CASP não objetiva atingir metas organizacionais.
Letra e.
036. (UFRJ/UFRJ/TÉCNICO CONTÁBIL/2017) De acordo com os itens da NBC TSP Estrutura 
Conceitual que fazem considerações e tratam da importância do orçamento público, assinale 
a alternativa INCORRETA.
a) No Brasil, a Constituição não exige a elaboração do orçamento anual.
b) O governo e outras entidades do setor público elaboram orçamentos.
c) A legislação brasileira define o que a peça orçamentária deve conter.
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d) A sociedade fiscaliza a gestão das entidades públicas diretamente, respaldada pela 
Constituição.
e) O orçamento aprovado é utilizado como base para a definição dos níveis de tributação e de 
outras receitas.
A única assertiva incorreta é a letra “a”, pois vimos que no Brasil a Constituição Federal prevê a 
necessidade de o orçamento ser aprovado por lei, que é a LOA.
Letra a.
037. (IADES/CFM/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) De acordo com as Normas Brasileiras de Con-
tabilidade Aplicada ao Setor Público – Patrimônio e Sistemas Contábeis (NBCT 16.2), o siste-
ma contábil está estruturado em subsistemas de informações.
A esse respeito, é correto afirmar que o subsistema que registra, processa e evidencia os fatos 
financeiros e não financeiros relacionados com as variações qualitativas e quantitativas do 
patrimônio público é o
a) orçamentário.
b) financeiro.
c) custos.
d) compensação.
e) patrimonial.
A CASP está estruturada de acordo com as seguintes naturezas das informações contábeis:
• Natureza de Informação Orçamentária: registra, processa e evidencia os atos e os fatos 
relacionados ao planejamento e à execução orçamentária;
• Natureza de Informação Patrimonial: registra, processa e evidencia os fatos financeiros 
e não financeiros relacionados com as variações qualitativas e quantitativas do patrimô-
nio público;
• Natureza de Informação de Controle: registra, processa e evidencia os atos de gestão 
cujos efeitos possam produzir modificações no patrimônio da entidade do setor público, 
bem como aqueles com funções específicas de controle.
Letra e.
038. (FCC/TRE-PR/ANALISTA DE CONTABILIDADE/2017) De acordo com a Norma Brasilei-
ra de Contabilidade − NBC TSP Estrutura Conceitual, uma das restrições inerentes à informa-
ção incluída nos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público é a
a) relevância.
b) legalidade.
c) materialidade.
d) verificabilidade.
e) tempestividade.
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Vimos que na prática, talvez não seja possível alcançar todas as características qualitativas e, 
nesse caso, um equilíbrio ou compensação entre algumas delas poderá ser necessário, bem 
como devem ser consideradas as restrições para o fornecimento das informações.
As restrições inerentes à informação contábil são a materialidade, o custo-benefício e o alcan-
ce do equilíbrio apropriado entre as características qualitativas.
Letra c.
039. (PUC-PR/TJ-MS/CONTADOR/2017) As características qualitativas das informações 
financeiras e não financeiras sobre fenômenos econômicos, além de outros fenômenos, deacordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual de 23/09/2016, são
a) relevância, essência sobre a forma, compreensibilidade, tempestividade, comparabilidade e 
verificabilidade.
b) relevância, representação fidedigna, compreensibilidade, tempestividade, comparabilidade 
e verificabilidade.
c) relevância, representação fidedigna, compreensibilidade, materialidade, comparabilidade e 
verificabilidade.
d) custo-benefício, representação fidedigna, compreensibilidade, tempestividade, comparabili-
dade e verificabilidade.
e) custo-benefício, essência sobre a forma, compreensibilidade, tempestividade, comparabili-
dade e verificabilidade.
As características qualitativas visão tornar e informação apresenta útil para os usuários e são: 
a relevância, a representação fidedigna, a compreensibilidade, a tempestividade, a comparabi-
lidade e a verificabilidade.
Letra c.
040. (CESPE/TCE-MG/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO/2018) Uma entidade pública re-
alizou operação de arrendamento mercantil financeiro de um ativo tangível. O gestor contábil 
interpretou a operação como direito cedido por meio de contrato de licenciamento e contabili-
zou o fato como ativo intangível.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção que indica a característica qualitativa 
da informação violada pela entidade quando da publicação dos relatórios contábeis.
a) compreensibilidade
b) tempestividade
c) imparcialidade
d) relevância
e) representação fidedigna
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Note que a operação de arrendamento foi de um ativo TANGÍVEL, entretanto, o gestor de forma 
equivocada classificou a operação como um INTANGÍVEL, assim, não houve respeito à FIDE-
DIGNIDADE da informação, pois foi apresentada uma informação não verdadeira.
O pronunciamento conceitual destaca que para ser útil como informação contábil, a informa-
ção deve corresponder à representação fidedigna dos fenômenos econômicos e outros que 
se pretenda representar. A representação fidedigna é alcançada quando a representação do 
fenômeno é completa, neutra e livre de erro material.
Letra e.
041. (CESPE/BARRA DOS COQUEIROS-SE/CONTADOR/2020) Relativamente à neutralidade 
da informação contábil no setor público, é correto afirmar que a seleção e a apresentação das 
informações financeiras e não financeiras devem ser feitas
a) a partir da representação adequada das transações e outros eventos por ela representados.
b) com base em sua substância e realidade econômica, e não somente em sua forma legal.
c) considerando-se que os fatos devem ser contabilizados na sua integridade, ou seja, de for-
ma completa.
d) Com ausência de viés, ou seja, sem a intenção de se atingir um resultado particular pre-
determinado.
e) de forma conservadora, sem antecipar ganhos nem perdas.
Segundo o MCASP, a neutralidade da informação contábil corresponde à ausência de viés.
Isso significa que a seleção e a apresentação das informações financeiras e não financeiras 
não devem ser feitas com a intenção de se atingir um resultado particular predeterminado, por 
exemplo, para influenciar a avaliação dos usuários acerca da prestação de contas e responsa-
bilização (accountability) por parte da entidade, para uma decisão ou julgamento que está para 
ser feito, ou, ainda, para induzir a determinado comportamento.
Letra d.
042. (CESPE/BARRA DOS COQUEIROS-SE/CONTADOR/2020) São características qualitati-
vas incluídas nos relatórios contábeis que tornam a informação útil para os usuários da infor-
mação contábil no setor público
a) a primazia da essência sobre a forma e a contabilidade como base de valor.
b) a entidade, a continuidade, a oportunidade, o valor original, a competência e a prudência.
c) a relevância, a representação fidedigna, a compreensibilidade, a tempestividade, a compara-
bilidade e a verificabilidade.
d) a objetividade, a materialidade, a consistência e o conservadorismo.
e) a imagem fiel e verdadeira, o conservadorismo e a competência.
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As características qualitativas são a relevância, a representação fidedigna, a compreensibilida-
de, a tempestividade, a comparabilidade e a verificabilidade.
Letra c.
043. (CONSULPLAN/CAPANEMA-PR/CONTADOR/2020) A contabilidade aplicada ao setor 
público constitui-se em um ramo da ciência contábil, cujo campo de atuação centra-se nas 
pessoas jurídicas de direito público. É obrigatória a utilização da contabilidade aplicada ao 
setor público pelas seguintes entidades, EXCETO:
a) Estado do Paraná.
b) Universidade federal.
c) Município de Capanema.
d) Empresa que presta serviço ao município.
e) Instituto Nacional do Seguro Social – INSS.
A CASP não se aplica para empresa que presta serviço ao município.
A sua aplicação é obrigatória para entidades do setor público como os governos nacionais, 
estaduais, distrital e municipais e seus respectivos poderes (abrangidos os tribunais de con-
tas, as defensorias e o Ministério Público), órgãos, secretarias, departamentos, agências, au-
tarquias, fundações (instituídas e mantidas pelo poder público), fundos, consórcios públicos 
e outras repartições públicas congêneres das administrações direta e indireta (inclusive as 
empresas estatais dependentes).
Letra d.
pAtriMônio públiCo
No MCASP, a parte intitulada “Procedimentos Contábeis Patrimoniais” apresenta o con-
junto de conceitos, regras e procedimentos relativos aos atos e fatos patrimoniais e seu 
relacionamento com a Contabilidade Aplicada ao Setor Público. Visa também à harmoniza-
ção dos padrões a serem observados pela Administração Pública, no que se refere às va-
riações patrimoniais, classificações, destinações e registros, para permitir a evidenciação 
e a consolidação das contas públicas nacionais.
O atendimento do enfoque patrimonial da contabilidade compreende o registro e a evi-
denciação da composição do patrimônio público do ente público (arts. 85, 89, 100 e 104 
da Lei n. 4.320/1964). Nesse aspecto, devem ser atendidos as normas contábeis voltadas 
para o reconhecimento, mensuração e evidenciação de ativos e passivos e suas variações 
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patrimoniais, contribuindo para o processo de convergência às normas internacionais, res-
peitada a base legal nacional.
A compreensão da lógica dos registros patrimoniais é importante para o entendimento 
da formação, composição e evolução do patrimônio. Busca, assim, melhorar a qualidade 
e a consistência das informações prestadas à sociedade, de modo a possibilitar o exer-
cício da cidadania no controle do patrimônio dos governos federal, estadual, distrital e 
municipal.
Patrimônio Público: é o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, onerados 
ou não, adquiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pelas entida-
des do setor público, que seja portador ou represente um fluxo de benefícios, presente ou 
futuro, inerente à prestação de serviços públicos ou à exploração econômica por entidades 
do setor público e suas obrigações.
Características do patrimônio:
• Os bens tangíveis são os que possuem corpo, matéria, como veículos, terrenos, má-
quinas; e os intangíveis, são bens incorpóreos, como por exemplo, os direitos de 
exploração ou direitos de uso, as marcas epatentes;
• Onerados são os ativos que podem ser dados como garantia, que possuem um custo 
mensurável. Os não onerados não podem ser utilizados como garantia e normalmen-
te não possuem um custo;
• Adquiridos – foram comprados;
• Formados – criados pelo poder público;
• Produzidos – industrializados, transformados pela instituição;
• Recebidos – ganhos como doação ou em pagamento;
• Mantidos – sob o domínio público;
• Utilizados – estão em uso nas atividades normais.
Direitos: são os recursos que a empresa tem a receber ou a recuperar junto a alguém. Re-
presentam os créditos da entidade junto a terceiros.
Bens: são todas as coisas que possuem valor econômico e que normalmente são utiliza-
das na realização do objetivo principal da entidade. Podem ser tangíveis ou intangíveis e são 
divididos em de uso comum, de uso especial e sob o domínio público.
O código civil estabelece que são bens públicos:
• Os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças;
• Os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabeleci-
mento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas 
autarquias;
• Os dominicais (domínio), que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito 
público, como objeto de direito pessoal ou real, de cada uma dessas entidades, contudo 
não tem um fim específico.
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Os bens de uso comum do povo têm como característica básica, o uso efetivamente direto 
sem nenhuma intermediação. Apresentam as seguintes características:
• São postos à disposição do povo de forma gratuita ou retribuída (pedágio), conforme for 
estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencem;
• São inalienáveis por natureza e enquanto nessa condição, são impenhoráveis e impres-
critíveis.
Os bens públicos dominicais (dominiais) Constituem o patrimônio do Estado, como objeto 
de direito pessoal e real.
• Podem ser alienados, mediante autorização legislativa;
• Podem produzir renda e podem ser transformados em bens de uso comum do povo ou 
de uso especial.
Contabilmente, o patrimônio público é estruturado em três grupos:
• Ativo: é um recurso controlado no presente pela entidade como resultado de evento 
passado.;
• Passivos: é uma obrigação presente, derivada de evento passado, cuja extinção deva 
resultar na saída de recursos da entidade;
• Situação Patrimonial Líquida: é o valor residual dos ativos da entidade depois de dedu-
zidos todos seus passivos.
As definições de ativo e de passivo identificam suas características essenciais, mas não 
procuram especificar os critérios que precisam ser observados para que eles possam ser re-
conhecidos no balanço patrimonial. Desse modo, as definições abrangem itens que não são 
reconhecidos como ativos ou como passivos no balanço patrimonial em função de não satis-
fazerem os critérios de reconhecimento.
Reconhecimento é o processo que consiste na incorporação ao BALANÇO PATRIMONIAL 
de item que se enquadre na definição de ativo, passivo ou PL e que satisfaça os seguintes 
critérios:
• for provável que algum potencial de serviços ou benefícios econômicos associado ao 
item flua para a entidade (ativo) ou flua da entidade (passivo); e
• o item tiver custo ou valor que possa ser mensurado com confiabilidade.
DICA!
Para ser reconhecido como um ativo ou passivo o elemento 
deve:
a) Ser identificado;
b) Ser mensurado;
c) Ser realizável (ATIVO) ou exigível (PASSIVO).
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Somente serão registrados no ativo os bens e direitos que se realizarão, direta ou indireta-
mente, assim, os bens não utilizados ou inservíveis não serão registrados.
Ativo
De maneira simples, o ativo é considerado como o conjunto de bens e direitos de uma institui-
ção, contudo, existem algumas particularidades que estão inseridas no conceito apresentado pe-
las normas internacionais que qualificam melhor esta afirmação, pois não basta existir um bem, 
ele deve estar dando um retorno para a empresa, pelo uso ou gerando benefício econômico; tam-
bém não há a necessidade de o bem ser propriedade da entidade, basta estar sob seu controle.
reCurso
Recurso é um item com potencial de serviços ou com a capacidade de gerar benefícios 
econômicos que podem surgir diretamente do próprio recurso ou dos direitos de sua utiliza-
ção. Alguns recursos incluem os direitos da entidade a uma série de benefícios, inclusive, por 
exemplo, o direito a:
• Utilizar o recurso para a prestação de serviços (inclusive bens);
• Utilizar os recursos de terceiros para prestar serviços como, por exemplo, arrendamento 
mercantil;
• Converter o recurso em caixa por meio da sua alienação;
• Beneficiar-se da valorização do recurso; ou
• Receber fluxos de caixa.
Atentem para o fato de que recurso não significa dinheiro, um recurso pode ser um bem ou 
um direito.
Segundo o Código Civil, o conjunto dos bens e direitos é dividido em direitos reais e direitos 
pessoais. O direito real recai geralmente sobre um objeto corpóreo (bem) e o poder é exercido 
sobre o objeto de forma imediata e direta, assim a empresa tem o direito de uso do bem a qual-
quer momento. Está relacionado com a fruição, gozo na utilização de bens.
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Já o direito pessoal está focado nas relações humanas entre o devedor e o credor; tem relação 
direta com o direito de receber algo de um devedor.
Para um recurso ser considerado um ativo, o recurso deve ter potencial de serviço ou ca-
pacidade de gerar benefício econômico futuro. Se não tiver estas características não deve ser 
reconhecido.
O potencial de serviços é a capacidade de prestar serviços que contribuam para alcançar 
os objetivos da entidade. O potencial de serviços possibilita a entidade alcançar os seus obje-
tivos sem, necessariamente, gerar entrada líquida de caixa.
Os ativos com potencial de serviços podem ser representados pelos ativos de recreação, 
do patrimônio cultural, comunitários, de defesa nacional, aeroportos, pontes, viadutos, obras 
em andamento, hospitais e outros que sejam mantidos pelos governos e outras entidades do 
setor público e que sejam utilizados para a prestação de serviços a terceiros. Tais serviços 
podem ser para consumo coletivo ou individual
Os benefícios econômicos correspondem a entradas de caixa ou a reduções das saídas de 
caixa. As entradas de caixa (ou as reduções das saídas de caixa) podem derivar, por exemplo:
• Da utilização do ativo na produção e na venda de serviços; ou
• Da troca direta do ativo por caixa ou por outros recursos.
Os ativos com potencial econômico são aqueles que podem gerar, direta ou indiretamente, 
caixa para a entidade.
Exemplos de bens móveis as máquinas, aparelhos, equipamentos, ferramentas, bens de infor-
mática, materiais culturais, educacionais e de comunicação, veículos, bens móveis em anda-
mento, imóveis residenciais, comerciais, edifícios, terrenos.
ControlAdo
Atualmente ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo, deve-se atentar para 
a sua essência subjacente e realidade econômica e não apenas para sua forma legal. Desta 
forma, a empesa não necessita ser proprietária de um bem (formalegal), basta controlá-lo 
(essência econômica).
Obs.: � controle é diferente de propriedade.
 � Controle está relacionado com correr riscos, se beneficiar, ter direito de uso e poder 
de decisão sobre o ativo. O controle do recurso envolve a capacidade da empresa em 
utilizar o recurso (ou controlar terceiros na sua utilização) de modo que haja a geração 
do potencial de serviços ou dos benefícios econômicos originados do recurso para a 
empresa. Propriedade é ter legalmente o direito sobre um bem.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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De acordo com a primazia da essência econômica sobre a forma jurídica, controle é dife-
rente de propriedade. O ativo deve ser registrado pela instituição que irá se beneficiar com ele.
É lógico que no patrimônio das empresas, muitos ativos estão associados ao direito de 
propriedade ou ao direito legal sobre alguma coisa, contudo, ao determinar a existência do 
ativo, o direito de propriedade não é essencial.
Guardem: A propriedade legal do recurso não é uma característica essencial de um ativo. No 
entanto, a propriedade legal é um indicador de controle.
Para avaliar se a entidade controla o recurso no presente, deve ser observada a existência 
dos seguintes indicadores de controle:
• Propriedade legal;
• Acesso ao recurso ou a capacidade de negar ou restringir o acesso a esses;
• Meios que assegurem que o recurso seja utilizado para alcançar os seus objetivos; ou
• A existência de direito legítimo ao potencial de serviços ou à capacidade para gerar os 
benefícios econômicos advindos do recurso.
Assim, por exemplo, um imóvel ou uma máquina objeto de arrendamento mercantil será 
um ativo da empresa arrendatária, sempre que a entidade controle os benefícios econômicos 
que são esperados que fluam do bem, mesmo ele sendo de propriedade legal da arrendadora 
(financeira).
Outro exemplo é o capital intelectual de um funcionário: este intangível somente será reco-
nhecido quando a empresa possuir um direito legal sobre ele, o que normalmente é registrado 
em contrato de prestação de serviço por um tempo pré-determinado.
Ao se avaliar o surgimento do direito de controle de recursos, os seguintes eventos devem ser 
considerados:
• a capacidade geral para exercer o poder;
• a constituição de poder por meio de lei, estatuto ou instrumento congênere;
• o exercício do poder de criar um direito; e
• o evento que dá origem ao direito de receber recursos de terceiros.
evento pAssAdo
A definição de ativo exige que o recurso controlado pela entidade no presente tenha surgi-
do de um evento passado, por meio de transação com ou sem contraprestação.
Um evento passado é um fato que tenha ocorrido e afetado diretamente a posição patrimo-
nial da instituição pelo reconhecimento de um bem ou direito.
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As entidades podem obter ativos por intermédio da sua compra em transação com contra-
prestação, exigindo um pagamento, bem como pelo seu desenvolvimento ou produção interna.
Os ativos também podem surgir de transações sem contraprestação, quando não há a ne-
cessidade de se efetuar um pagamento, como no caso do recebimento de doação e inclusive 
por meio do exercício dos direitos soberanos de tributação.
O poder de tributar ou emitir licenças, acessar, restringir ou negar acesso aos benefícios 
oriundos de recursos intangíveis como, por exemplo, o espectro eletromagnético (bandas de 
frequência de transmissões de telecomunicações), são exemplos dos poderes específicos do 
setor público e dos direitos que podem dar origem a ativos.
Na identificação de ativos, é importante diferenciar fato passado de compromisso futuro, 
pois a transação prevista para ocorrer no futuro não dá origem a ativos. Desse modo, por 
exemplo, a intenção de adquirir estoques não atende, por si só, à definição de ativo. Assim, 
para um elemento ser reconhecido deve ter havido um fato gerador e não um compromisso 
de compra.
pAssivo
O passivo representa o exigível de uma empresa; é conceituado da seguinte maneira: pas-
sivo é uma obrigação presente, derivada de eventos passados, cuja liquidação se espera que 
resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos.
obrigAção presente
Obrigação presente é uma obrigação que ocorre por força de lei (obrigação legal ou obri-
gação legalmente vinculada) ou uma obrigação que não ocorre por força de lei (obrigação não 
legalmente vinculada), as quais não possam ser evitadas pela entidade.
As obrigações vinculadas podem originar-se tanto de transações com contraprestação 
quanto de transações sem contraprestação e devem estar relacionadas a um terceiro para 
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poder gerar um passivo. Isto quer dizer que a entidade não pode obrigar a si mesma, mesmo 
quando tenha divulgado publicamente a intenção de se comportar de determinado modo.
Obrigação legal é uma obrigação que deriva de um contrato (por meio de termos explícitos 
ou implícitos); de uma legislação; ou por determinação da justiça.
Obrigação não formalizada surge de padrão estabelecido de práticas passadas, de políti-
cas publicadas ou de declaração onde a entidade tenha indicado a outras partes que aceitará 
certas responsabilidades.
Obrigações não legalmente vinculadas que geram passivos têm as seguintes carac-
terísticas:
• A entidade indica a terceiros, por meio de um padrão estabelecido de práticas passadas, 
políticas publicadas ou de declaração específica, que aceitará certas responsabilidades;
• Como resultado de tal indicação, a entidade cria uma expectativa válida da parte de ter-
ceiros de que cumprirá com essas responsabilidades; e
• A entidade tem pouca ou nenhuma alternativa realista para evitar o cumprimento da 
obrigação gerada a partir dessas responsabilidades.
Deve-se fazer uma distinção entre obrigação presente e compromisso futuro. A decisão 
para adquirir ativos no futuro não dá origem, por si só, a uma obrigação presente. A obriga-
ção normalmente surge somente quando um ativo será entregue ou a entidade ingressa em 
acordo irrevogável para adquirir o ativo. Nesse último caso, a natureza irrevogável do acordo 
significa que as consequências econômicas de deixar de cumprir a obrigação, como, por 
exemplo, em função da existência de penalidade contratual significativa, deixam a entidade 
com pouca, caso haja alguma, liberdade para evitar o desembolso de recursos em favor da 
outra parte.
No setor público, as obrigações podem surgir em uma série de eventos. Por exemplo, na im-
plementação de programa ou serviço, a obrigação pode decorrer da realização de promessa 
política, tal como compromisso eleitoral; do anúncio de política de governo; e da proposta (e 
aprovação) do orçamento (que podem ser dois eventos distintos).
derivAdA de evento pAssAdo
Para satisfazer a definição de passivo, é necessário que a obrigação presente surja como 
resultado de transação ou de outro evento passado e necessite da saída de recursos da enti-
dade para ser extinta.
A complexidade inerente ao setor público faz com que eventos diversos referentes ao de-
senvolvimento, implantação e execução de determinado programa ou atividade possam gerar 
obrigações. Para fins de elaboração e divulgação da informaçãocontábil, é necessário determinar 
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se tais compromissos e obrigações, inclusive aqueles que não possam ser evitados pela en-
tidade, mas que não ocorrem por força de lei (obrigações não legalmente vinculadas), são 
obrigações presentes e satisfazem a definição de passivo.
Quando a transação tem forma jurídica e é vinculada, tal como um contrato ou determina-
ção judicial, o evento passado pode ser identificado de forma inequívoca.
Em outros casos, pode ser mais difícil identificar o evento passado e é necessário fazer 
uma avaliação de quando a entidade tem pouca ou nenhuma alternativa realista de evitar a 
saída de recursos. O momento no qual a obrigação dá origem ao passivo depende da natu-
reza da obrigação.
Exemplo: 1) A promessa feita em eleição é improvável que dê origem a uma obrigação pre-
sente, porque uma promessa eleitoral raramente cria uma expectativa válida por parte de ter-
ceiros de que a entidade tem obrigação que tem pouca ou nenhuma alternativa realista para 
evitar o seu cumprimento.
No entanto, um anúncio em relação a evento ocorrido pode ter apoio político tal que o governo 
não possa se desobrigar de cumpri-lo. Onde o governo se comprometeu a introduzir e a asse-
gurar a dotação orçamentária necessária, tal anúncio pode dar origem a uma obrigação não 
legalmente vinculada;
2) Pode haver uma correlação entre a disponibilidade de fundos para liquidar uma obrigação 
particular e a criação de uma obrigação presente.
Quando a despesa orçamentária foi aprovada e seu financiamento vinculado é assegurado por 
meio de apropriação, quando há disponibilidade de financiamento ou quando há transferência 
de nível diferente de governo, a obrigação não legalmente vinculada pode existir.
No entanto, a ausência de dotação orçamentária própria não significa que a obrigação pre-
sente não surgiu, e contabilmente ela deverá ser reconhecida no Balanço Patrimonial.
sAídA de reCursos dA entidAde
O passivo é o exigível da entidade, aquilo que gera uma obrigação, um sacrifício a ser qui-
tado no futuro. Um passivo deve envolver uma saída de recursos da entidade para ser extinto. 
A obrigação que pode ser extinta sem a saída de recursos da entidade não é um passivo.
A liquidação de uma obrigação pode ocorrer de diversas maneiras, como por meio de:
• pagamento em caixa;
• transferência de outros ativos;
• prestação de serviços;
• substituição da obrigação por outra;
• conversão da obrigação em direitos;
• pela perda dos direitos do credor.
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Para fins patrimoniais os termos “liquidado” ou “liquidação” não se confundem com o 
termo correspondente utilizado na execução orçamentária, onde uma etapa da despesa 
é a liquidação. Contabilmente liquidar uma obrigação e fazer com que ela deixe de existir 
no passivo.
Um passivo deve ser reconhecido quando:
• Satisfizer a definição de passivo; e
• Puder ser mensurado de maneira que observe as características qualitativas, levando 
em consideração as restrições sobre a informação contábil.
Outra caraterística do passivo é que algumas obrigações somente podem ser mensuradas 
por meio do emprego de significativo grau de estimativa. No Brasil, denominam-se esses pas-
sivos de provisões.
Provisão é um passivo (obrigação presente que provavelmente será liquidada); contudo, 
tem prazo ou valor incertos.
A provisão tem as seguintes particularidades:
• Tem por finalidade dar cobertura a perdas ou despesas, cujo fato gerador já ocorreu, 
mas não houve o correspondente desembolso ou perda;
• Caracteriza-se pela falta de certeza absoluta no valor ou prazo de pagamento, entretanto 
a obrigação existe;
• Representa uma apropriação ao resultado do exercício, em contrapartida de despesas 
ou custos, e sua constituição influencia o resultado do exercício ou os custos de produ-
ção;
• Deve ser constituída independentemente de a companhia apresentar lucro ou prejuízo 
no exercício.
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As provisões são diferentes de outros passivos tais como contas a pagar e passivos de-
rivados de apropriações por competência (accruals) porque há incerteza sobre o prazo ou o 
valor do desembolso futuro necessário para a sua liquidação, devido a isto são divulgadas em 
separado das contas a pagar.
Uma provisão SOMENTE deve ser reconhecida quando:
• Existe uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento 
passado;
• Seja provável que será necessária uma saída de recursos para liquidar a obrigação; e
• Possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação.
Obs.: � se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve ser reconhecida.
São reconhecidas como provisão apenas as obrigações que surgem de eventos passados 
que existam independentemente de ações futuras da entidade (isto é, a conduta futura dos 
seus negócios).
São exemplos de tais obrigações as penalidades ou os custos de limpeza de danos am-
bientais ilegais independentemente das ações futuras da entidade. De forma similar, a enti-
dade reconhece uma provisão para os custos de descontinuidade de poço de petróleo ou de 
central elétrica nuclear na medida em que a entidade é obrigada a retificar danos já causados.
Por outro lado, devido a pressões comerciais ou exigências legais, a entidade pode preten-
der ou precisar efetuar gastos para operar de forma particular no futuro (por exemplo, mon-
tando filtros de fumaça em certo tipo de fábrica). Dado que a entidade pode evitar os gas-
tos futuros pelas suas próprias ações, por exemplo, alterando o seu modo de operar, ela não 
tem nenhuma obrigação presente relativamente a esse gasto futuro e nenhuma provisão é 
reconhecida.
pAtriMônio líQuido
O Patrimônio líquido ou situação patrimonial líquida é a diferença entre os ativos e os pas-
sivos após a inclusão de outros recursos e a dedução de outras obrigações, reconhecida no 
Balanço Patrimonial.
PL = ATIVO (-) PASSIVO
O patrimônio líquido representa o valor patrimonial da empresa, ou seja, o capital próprio 
da entidade, assim é o montante da riqueza da empresa.
É importante destacar que somente por coincidência o valor pelo qual o Patrimônio Líquido 
é apresentado no balanço patrimonial será́ igual ao valor de mercado das ações da companhia 
negociadas, ou igual à soma que poderia ser obtida pelos sócios na venda de seus ativos e 
liquidação de seus passivos.
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DICA!
O valor patrimonial da empresa e o seu valor de mercado geral-
mente são diferentes.
- Valor do PL = Valor patrimonial
- Valor de mercado = Valor de negociação = valor justo
Integram o patrimônio líquido: patrimônio ou capital social, reservas de capital, ajustes de 
avaliação patrimonial, reservas de lucros, demais reservas, ações em tesouraria, resultados 
acumulados e outros desdobramentos.
No patrimônio líquido, deve ser evidenciado o resultado do período, apresentando de forma 
separadaos resultados acumulados de períodos anteriores.
A composição das contas que representam o patrimônio será tratada com mais profundidade 
na aula sobre o balanço patrimonial.
044. (CESPE/TJ-SE/ANALISTA CONTADOR/2014) Julgue os itens a seguir, relativamente a 
princípios de contabilidade sob a perspectiva do setor público; sistema de contabilidade fede-
ral; conceituação, objeto e campo de aplicação da contabilidade pública; e patrimônio público.
Um bem ativo mantido ou utilizado por entidade do setor público, com potencial de geração de 
benefício futuro para a sociedade, pode pertencer a terceiros e, mesmo assim, ser registrado e 
integrar o patrimônio público.
O patrimônio deve ser reconhecido levando em consideração a primazia da essência econô-
mica sobre a forma jurídica, assim, um bem será registrado como ativo na instituição que o 
controlar, independentemente da propriedade.
É o caso de um direito de exploração de uma mina ou jazida e de um bem obtido por meio de 
um arrendamento mercantil financeiro.
Certo.
045. (CESPE/STM/ANALISTA CONTADOR/2011) Com relação à Ciência Contábil e suas ca-
racterísticas, julgue os itens que se seguem.
O objeto da contabilidade é o patrimônio, constituído pelo conjunto de bens, direitos e obriga-
ções próprios de determinado ente.
Questão simples que chega a causar dúvida nos alunos.
Está correta, pois o objeto da contabilidade é o patrimônio, formado pelo conjunto dos bens, 
direitos e obrigações de um ente específico.
Certo.
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046. (CESPE/TCE-SC/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2016) A respeito do campo de 
aplicação e dos objetivos da contabilidade pública, julgue o item a seguir.
Os objetivos da contabilidade aplicada ao setor público incluem informar os usuários da infor-
mação contábil relativa às mutações do patrimônio das entidades do setor público.
O objetivo da CASP é fornecer aos usuários informações sobre os resultados alcançados e os 
aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da entidade 
do setor público e suas mutações.
A função social da contabilidade é apresentar os resultados da gestão para apoiar o processo 
de tomada de decisão; a adequada prestação de contas; e o necessário suporte para a instru-
mentalização do controle social.
Certo.
047. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) Em relação ao sistema de contabilidade federal, à 
conceituação, ao objeto e ao campo de aplicação da contabilidade e suas variações, julgue os 
itens seguintes.
O patrimônio público compõe-se de ativo, passivo e saldo patrimonial, de modo que, no setor 
público, o saldo patrimonial não se diferencia do patrimônio líquido, considerado na contabili-
dade empresarial.
Segundo o MCASP, o patrimônio Público é o conjunto dos bens, direitos e obrigações das enti-
dades do setor público e suas obrigações, e está estruturado em três grupos:
• Ativos são recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados e 
do qual se espera que resultem para a entidade benefícios econômicos futuros ou po-
tencial de serviços;
• Passivos são obrigações presentes da entidade, derivadas de eventos passados, cujos 
pagamentos se esperam que resultem para a entidade saídas de recursos capazes de 
gerar benefícios econômicos ou potencial de serviços;
• Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos 
seus passivos.
Note que o patrimônio líquido compreende o valor residual positivo entre o valor do ativo e do 
passivo de forma semelhante ao estabelecido na contabilidade societária/empresarial.
Certo.
048. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) Um ativo deve ser reconhecido no patrimônio público 
quando for provável que dele sejam gerados benefícios futuros para a entidade, ainda que as varia-
ções patrimoniais decorrentes do seu uso nem sempre representam benefícios para a entidade.
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As entidades do poder público têm na sua essência o objetivo de prestar serviços para a socie-
dade. Desta forma, a principal finalidade de um ativo é ser utilizado na prestação de serviço, e 
não apenas benefícios econômicos.
Para um recurso ser considerado um ativo, ele deve ter potencial de serviço ou capacidade de 
gerar benefício econômico futuro. Se não tiver estas características não deve ser reconhecido.
O potencial de serviços é a capacidade de prestar serviços que contribuam para alcançar os 
objetivos da entidade. O potencial de serviços possibilita a entidade alcançar os seus objetivos 
sem, necessariamente, gerar entrada líquida de caixa.
Os benefícios econômicos correspondem a entradas de caixa ou a reduções das saídas de 
caixa. As entradas de caixa (ou as reduções das saídas de caixa) podem derivar, por exemplo:
• Da utilização do ativo na produção e na venda de serviços; ou
• Da troca direta do ativo por caixa ou por outros recursos.
Certo.
049. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) Com relação à estrutura conceitual do Comitê de 
Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue os itens a seguir.
O direito de propriedade é condição essencial para que seja configurada a existência de um 
ativo, o qual surge sempre em decorrência de um direito legal.
Como vimos, na contabilidade patrimonial atual prevalece a “essência econômica sobre a for-
ma legal”, daí podemos inferir que o controle sobrepõe a propriedade, desta forma um item 
pode estar no ativo da empresa mesmo não sendo de sua propriedade legal.
O caso mais caraterizador da essência sobre a forma é o arrendamento mercantil financeiro, 
onde a empresa é usufrutuária do bem, contudo a propriedade é da financeira (arrendadora).
Errado.
050. (CESPE/MTE/AUDITOR-FISCAL DO TRABALHO/2013) Em relação ao patrimônio, jul-
gue os itens subsequentes.
A existência de uma obrigação futura é requisito essencial para a contabilização de um passivo.
O passivo é uma obrigação PRESENTE, oriunda de um fato passado que será liquidada no fu-
turo. Cuidado com este “pega” das bancas.
Ao afirmar que o passivo é uma obrigação futura, a assertiva está errada.
Errado.
051. (CESPE/SEFAZ-RS/AUDITOR DO ESTADO/2018) Elemento do patrimônio público que 
seja insuscetível de apropriação contábil ou de alienação a terceiros classifica-se como
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a) crédito deferido.
b) bem de uso comum.
c) crédito ativo.
d) bem dominial.
e) bem de uso especial.
Patrimônio Público: é o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, 
adquiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pelas entidades do setor 
público, que seja portador ou represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente 
à prestação de serviços públicos ou à exploração econômica por entidades do setor público e 
suas obrigações.
Bens: são todas as coisas que possuem valor econômico e que normalmente são utilizadas na 
realização do objetivo principal da entidade. Podem ser tangíveis ou intangíveis e são divididos 
em bens de uso comum, de uso especial e sob o domínio público.
O código civil estabelece o que são bens públicos:
• Os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças;
• Os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabeleci-esta bela disciplina.
Vou começar falando um pouco sobre a Contabilidade como ciência, depois entro na Con-
tabilidade Aplicada ao Setor Público (CASP), propriamente dita.
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CONCEITUAÇÃO, OBJETO E CAMPO DE APLICAÇÃO
ContAbilidAde
O primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na cidade do Rio de Janeiro, em 
agosto de 1924, estabeleceu e apresentou alguns conceitos oficiais para a contabilidade, com 
o objetivo de dar uma formalidade oficial para a matéria.
Ficou estabelecido na reunião o seguinte conceito para a Contabilidade, como ciência: 
“Contabilidade é a ciência aplicada (social) que estuda a prática e as funções de orientação, 
de controle e de registro, relativos aos atos e aos fatos de administração econômica.”
Junto ao conceito de contabilidade, foram apresentadas outras informações relacionadas 
à disciplina; o interessante é que estes conceitos têm sido cobrados em provas atualmente; os 
principais são:
• Escrituração: é o registro metódico dos fatos administrativos de ordem econômica;
• Contabilista: profissional versado nos estudos de Contabilidade; o profissional que exe-
cuta os trabalhos de Contabilidade;
• Contabilizar: significa organizar o patrimônio e as informações de acordo com as nor-
mas contábeis, respeitando um processo sistemático;
• Digrafia: consiste em afirmar que a escrituração dos fatos será feita por partidas dobradas.
Destes conceitos básicos, podemos inferir algumas informações que estudaremos nas 
nossas aulas, por exemplo:
• A contabilidade é uma ciência social;
• O foco da contabilidade é administração econômica de atos e fatos;
• São escriturados sem contas patrimoniais somente os fatos, os atos são controlados, 
em contas de controle;
• O profissional responsável deve ser um contabilista;
• Contabilizar é respeitar um sistema de informações contábeis;
• A digrafia contábil é aplicação do mecanismo de partidas dobradas, onde para toda apli-
cação de recurso deverá existir uma origem.
Quando a banca tratar deste assunto, lembre-se do seguinte:
• Contabilidade = ciência social
• Digrafia = partidas dobradas
• Escrituração = fatos contábeis, atos são controlados.
• Profissional = contabilista
Como nosso objetivo nesta aula é tratar da ciência contábil, vou começar conceituando ciên-
cia: “É todo o conhecimento adquirido através do estudo ou da prática, baseado em axiomas”.
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Mais simplesmente, expandindo os termos “estudo ou prática” podemos dizer que Ciência 
é algo sistematizado, que tem um objeto, um objetivo, uma finalidade, um campo de aplicação 
e um princípio básico e se utiliza de técnicas próprias.
Assim, a contabilidade é uma ciência porque possui objeto de estudo, que é o patrimônio; 
tem um método próprio de análise e prática, que é a escrituração contábil; possui um axioma 
básico, que é o mecanismo das partidas dobradas, onde “todo débito possui um crédito corres-
pondente” e elabora relatórios próprios para seus usuários.
Dentro da classificação de ciência, a contabilidade faz parte das ciências sociais, já que 
ela trata de relacionamentos entre pessoas, que no seu caso, são representadas pelas contas 
contábeis.
Na contabilidade, as pessoas são representadas pelas contas contábeis. Raciocine como se cada 
“conta” fosse uma pessoa e esta pessoa se relacionasse com a entidade, por débito e crédito.
Estas “pessoas” representam a origem e a aplicação de recursos no patrimônio, dentro de 
uma sociedade, com implicações internas e externas, dado que as variações nesse patrimônio 
afetam de alguma forma o meio em que ele está inserido, principalmente as pessoas interes-
sadas nos resultados de uma entidade, seja púbica ou privada.
As ciências sociais analisam as manifestações e os relaciona-
mentos da sociedade, quer materiais, quer simbólicas. Na con-
tabilidade, o relacionamento é feito pelas contas contábeis.
Então, a contabilidade é uma ciência social que estuda, controla, administra e acompa-
nha a evolução do patrimônio de qualquer pessoa. Sendo assim, o objetivo científico da con-
tabilidade se manifesta na correta apresentação do patrimônio e na análise das causas de 
suas mutações.
Por isto, é necessário que você saiba que a contabilidade como ciência social trata do pa-
trimônio por meio de conhecimentos obtidos por metodologia racional, com as condições de 
generalidade, certeza e busca das causas.
• Metodologia Racional, pois possui uma sistemática própria (objeto, objetivo e finalida-
de) e aplica-se a algo prático, utilizando técnicas específicas;
• Generalidade, pois trata de informações para qualquer pessoa, não há um usuário ou 
campo de aplicação específico. Por exemplo, existe a contabilidade societária, a pública, 
a industrial, a rural entre outras aplicações;
• Certeza, pois a informação deve ser fidedigna e factual, embasada em fatos;
• Busca de causas, pois deve ser provado cada fato com documentos que lhe originaram, 
de forma a prover o controle e a fiscalização com informações.
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São estas qualidades que fazem com que contabilidade, como ciência, se distinga da mera 
escrituração contábil, pois a escrituração é um meio técnico e disciplinado para registrar a 
movimentação dos fatos patrimoniais e de evidenciá-los, enquanto a ciência se ocupa do fe-
nômeno patrimonial e da explicação do que ocorre com o patrimônio em suas muitas transfor-
mações, com lastro em teorias, teoremas, e de um conjunto de conceitos.
Obs.: � a seguir, vou apresentar alguns excertos de questões de provas e algumas questões, 
para que você consiga visualizar como as bancas têm cobrado o assunto.
 � Quando eu for tratar do assunto, conforme a visão da banca, utilizarei a expressão 
“Direto do Concurso”.
 � Entenda que o objetivo principal do “Direto do Concurso” não é somente avaliar o conhe-
cimento, mas também, apresentar o assunto conforme ele foi cobrado nas provas. É 
para você se familiarizar com a linguagem das bancas.
001. (QUADRIX/CRO-AC/TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) Acerca dos aspectos funda-
mentais da contabilidade, julgue o item.
A contabilidade consiste em conhecimentos obtidos por metodologia racional, com condições 
de generalidade, certeza e busca das causas dos fenômenos observados.
A contabilidade como ciência social trata do patrimônio por meio de conhecimentos obtidos 
por metodologia racional, com as condições de generalidade, certeza e busca das causas.
Certo.
002. (QUADRIX/CRO-AC/TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) Acerca das noções básicas 
de contabilidade, julgue o item.
A contabilidade tem objeto determinado, mas não pode ser considerada como uma ciência 
porque sua metodologia não leva à certeza das causas dos fenômenos.
Contabilidade é a ciência social que, por meio de metodologia própria, estuda, controla e inter-
preta os fatos ocorridos no PATRIMÔNIO das aziendas, mediante o registro, a demonstração 
e a divulgação desses fatos, com o de oferecer informações sobre a composição do patri-
mônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial 
aos usuários.
Errado.
003. (CESPE/CGE-PE/AUDITOR/2010/ADAPTADA) Julgue os itens a seguir,mento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas 
autarquias;
• Os dominicais (domínio), que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito 
público, como objeto de direito pessoal ou real, de cada uma dessas entidades, contudo 
não tem um fim específico.
Os bens de uso comum do povo têm como característica básica, o uso efetivamente direto sem 
nenhuma intermediação e não podem ser vendidos. Apresentam as seguintes características:
• São postos à disposição do povo de forma gratuita ou retribuída (pedágio), conforme for 
estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencem;
• São inalienáveis por natureza e enquanto nessa condição, são impenhoráveis e impres-
critíveis.
• São aqueles destinados ao uso indistinto de toda a população. O uso comum dos bens 
públicos pode ser gratuito ou oneroso, conforme for estabelecido por meio da lei da 
pessoa jurídica a qual o bem pertencer.
Letra b.
052. (ESAF/CVM/ANALISTA DE MERCADO/2010) Aponte abaixo a opção que contém uma 
assertiva incorreta.
a) Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual 
se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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b) Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja liqui-
dação se espera que resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos 
para a entidade.
c) Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos os 
resultados.
d) Muitos ativos têm uma substância física. Entretanto, substância física não é essencial à 
existência de um ativo.
e) Muitos ativos estão ligados a direitos legais, inclusive a direito de propriedade. Ao determi-
nar a existência de um ativo, entretanto, o direito de propriedade não é essencial.
Umas das primeiras questões da ESAF após as novas normas contábeis. O autor buscou a 
literalidade.
A única errada é a letra “c”, pois patrimônio líquido é o valor residual dos ativos da entidade 
depois de deduzidos todos os seus PASSIVOS.
Atente para esta assertiva, ela vai ajudar na explicação da próxima questão.
Letra c.
053. (ESAF/MDIC/ANALISTA DE COMERCIO EXTERIOR/2012) Em relação ao patrimônio, 
objeto da contabilidade, é correto afirmar que
a) o ativo patrimonial é composto dos bens, direitos e obrigações de uma pessoa física 
ou jurídica.
b) o patrimônio líquido pode ser entendido como sendo a diferença entre o valor do ativo e o 
valor do passivo de um patrimônio.
c) se calcularmos os direitos reais e os direitos pessoais pertencentes a uma entidade, estare-
mos calculando o ativo patrimonial dessa entidade.
d) o capital social de um empreendimento comercial é o montante de recursos aplicados em 
seu patrimônio.
e) o montante dos bens e dos direitos de uma pessoa física ou jurídica tem o mesmo valor de 
seu passivo real.
Meus amigos, nesta questão a ESAF se superou no quesito sacanagem, pois trouxe para a 
contabilidade alguns conceitos do direito civil, conceitos de contabilidade pública e direcionou 
a resposta para a assertiva “b”. Vou comentar todas as assertivas:
a) Errada. Ativo é composto pelos bens e direitos, não entram as obrigações.
b) Errada. O patrimônio líquido é a diferença entre o ativo e o passivo, o erro está em dizer que 
pode ser entendido, pois o PL é a diferença.
“Patrimônio líquido é o interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos todos os 
seus passivos”.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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c) Certa. Direitos reais são os bens, e direitos pessoais são os direitos, assim se calcularmos 
direitos reais mais direitos pessoais temos o total do ativo. A assertiva está correta.
d) Errada. Capital social é o montante aplicado pelos sócios no empreendimento. O montante 
aplicado no patrimônio é o ATIVO.
e) Errada. Passivo real é um termo previsto na contabilidade pública, na elaboração do Balan-
ço Financeiro e representa o nosso exigível, ou seja, o passivo circulante e o não circulante. 
O montante dos bens e direitos tem o mesmo valor que o passivo total (conforme a Lei n. 
6.404/1976).
Letra c.
054. (FCC/TRE-CE/CONTADOR/2012) Segundo a norma brasileira de contabilidade no 16.1 e 
conforme Resolução CFC no 1.128/08, alterada pela Res. CFC no 1.268/09, a citação “o ramo da 
ciência contábil que aplica, no processo gerador de informações, os Princípios de Contabilidade 
(Res. CFC no 1.282/10) e as normas contábeis direcionados ao controle patrimonial de entida-
des do setor público”, a fim de “fornecer aos usuários informações sobre os resultados alcan-
çados e os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da 
entidade e suas mutações, em apoio ao processo de tomada de decisão; a adequada prestação 
de contas; e o necessário suporte para a instrumentalização do controle social”, cujo objeto é 
“o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, adquiridos, formados, 
produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados por aquelas entidades, que seja portador ou re-
presente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação de serviços ou à explo-
ração econômica por entidades do setor e suas obrigações”, caracteriza a nova Contabilidade
a) Avançada.
b) Gerencial.
c) Governamental.
d) Integral.
e) Societária.
A assertiva trata das características da contabilidade aplicada ao setor público, também deno-
minada de contabilidade governamental.
As normas citadas no enunciado foram revogadas, contudo, os conceitos permanecem atuais 
e em vigor.
Atualmente, os conceitos estão encampados no MCASP 8ª edição e no pronunciamento con-
ceitual básico para contabilidade do setor público.
Letra c.
055. (IF-ES/IF-ES/ADMINISTRADOR/2017) No que se refere à Contabilidade Aplicada ao Se-
tor Público no Brasil (CASP), é INCORRETO afirmar que:
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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a) uma das inovações advindas do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP) foi a 
convergência do registro dos procedimentos contábeis gerais às normas internacionais.
b) entidades do setor público diferem das demais entidades devido à importância do orçamen-
to público e à possibilidade de fiscalização, direta ou indireta, da sua gestão pela sociedade.
c) as informações contábeis no setor público visam fornecer dados para prestação de contas 
e tomada de decisão. Para tanto, são úteis quando são relevantes, compreensíveis, compará-
veis, verificáveis, fidedignas aos fenômenos econômicos e apresentadas no tempo adequado.
d) a apuração da disponibilidade de caixa, do resultado primário e do resultado nominal são 
exemplos de indicadores que representam o aspecto fiscal da contabilidade aplicada ao se-
tor público.
e) a adoção das normas estabelecidas para a contabilidade aplicada ao setor público é obri-
gatória para entidades mantidas pelo setor público, tais como tribunais de contas, autarquias, 
agências e empresas estatais dependentes e independentes.
As estatais independentes não são obrigadas a aplicar a CASP. Segundo as normas atuais a 
aplicação é facultativa.
O campo de aplicação da CASP abrange as entidades do setor público, considerando-se o se-
guinteescopo:
• obrigatoriamente, as entidades governamentais que estejam incluídas nos orçamentos 
fiscal e de seguridade social;
• facultativo, as demais entidades do setor público, que estejam incluídas no orçamento 
de investimento, e as que necessitam de procedimentos suficientes para sua prestação 
de contas e instrumentalização do controle social (Estatais não dependentes, conselhos 
profissionais e o sistema “S”).
Letra e.
056. (IBFC/SAEB-BA/ANALISTA DE REGISTRO/2016) O patrimônio público é estruturado:
a) Apenas pelo grupo dos Ativos.
b) Apenas pelo grupo dos Passivos.
c) Apenas pelo grupo do Patrimônio líquido.
d) Apenas pelos grupos dos Ativos e Passivos.
e) Pelos grupos dos: Ativos, Passivos e, do Patrimônio Líquido.
Contabilmente, o patrimônio público é estruturado em três grupos:
• Ativos: são recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados e 
do qual se espera que resultem para a entidade benefícios econômicos futuros ou po-
tencial de serviços;
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• Passivos: são obrigações presentes da entidade, derivadas de eventos passados, cujos 
pagamentos se esperam que resultem para a entidade saídas de recursos capazes de 
gerar benefícios econômicos ou potencial de serviços;
• Situação Patrimonial Líquida: é o valor residual dos ativos da entidade depois de dedu-
zidos todos seus passivos.
Letra e.
057. (FUNDATEC/IMESF/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) Conforme a Norma Brasileira de Con-
tabilidade, NBC TSP Estrutura Conceitual, de 2016, que revoga a Resolução CFC 1.282/2010, 
analise as seguintes assertivas:
I – Passivo é uma obrigação presente, derivada de evento passado, cuja extinção deva resultar 
na saída de recursos da entidade.
II – As entidades do setor público podem ter uma série de obrigações. Obrigação presente é 
uma obrigação que ocorre por força de lei (obrigação legal ou obrigação legalmente vinculada) 
ou uma obrigação que não ocorre por força de lei (obrigação não legalmente vinculada), as 
quais não possam ser evitadas pela entidade.
III – Para satisfazer a definição de passivo, é necessário que a obrigação presente surja como 
resultado de transação ou de outro evento passado e necessite da saída de recursos da enti-
dade para ser extinta.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
Vimos na aula que o passivo é uma obrigação presente, derivada de evento passado, cuja ex-
tinção deva resultar na saída de recursos da entidade.
Obrigação presente é uma obrigação que ocorre por força de lei (obrigação legal ou obrigação 
legalmente vinculada) ou uma obrigação que não ocorre por força de lei (obrigação não legal-
mente vinculada), as quais não podem ser evitadas pela entidade.
Para satisfazer a definição de passivo, é necessário que a obrigação presente surja como re-
sultado de transação ou de outro evento passado e necessite da saída de recursos da entidade 
para ser extinta.
Os 3 itens estão corretos.
Letra e.
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058. (IBADE/ARACRUZ/AUDITOR DE CONTROLE INTERNO/2019) A contabilidade tem um 
vasto campo de atuação. Na Administração Pública, ela está voltada para:
a) as contas da União, apenas.
b) as contas dos Estados.
c) as contas da União e dos Estados.
d) as contas das pessoas de direito público e de direito privado.
e) centralização nas pessoas de direito público.
A questão está cobrando o campo de atuação da CASP. Vimos na aula que ela abarca tanto as 
pessoas de direito público (obrigatoriamente) quanto as de direito privado (facultativamente).
Letra d.
059. (IBADE/ARACRUZ/AUDITOR DE CONTROLE INTERNO/2019) A Contabilidade Pública 
é o ramo da Contabilidade que tem como objeto o patrimônio público e suas variações. Sua 
finalidade é:
a) manter atualizado o patrimônio das empresas públicas
b) fornecer aos gestores informações atualizadas e exatas para subsidiar as tomadas 
de decisões.
c) controlar as receitas e as despesas públicas.
d) estudar e analisar as transações financeiras e econômicas das empresas públicas.
e) manter os registros contábeis das empresas públicas.
O objetivo da CASP é fornecer aos usuários informações sobre os resultados alcançados e os 
aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da entidade 
do setor público e suas mutações, em apoio ao processo de tomada de decisão; a adequada 
prestação de contas; e o necessário suporte para a instrumentalização do controle social.
Os gestores são usuários internos das informações geradas pela CASP.
Letra b.
060. (COSEAC/UFF/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) O espaço de atuação do Profissional de 
Contabilidade que demanda estudo, interpretação, identificação, mensuração, avaliação, regis-
tro, controle e evidenciação de fenômenos contábeis, decorrentes de variações patrimoniais 
em entidades do setor público, denomina-se:
a) Patrimônio Público.
b) Instrumentalização do Controle Social.
c) Entidade do Setor Público.
d) Campo de Aplicação.
e) Normas e Técnicas Próprias da Contabilidade Aplicada ao Setor Público.
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Quando o contador atua na prática aplicando o processo contábil, que vai da busca das infor-
mações até a elaboração dos relatórios para a divulgação da evolução do patrimônio, ele está 
atuando no campo de aplicação da CASP.
Letra d.
061. (FAU/IF-PR/ADMINISTRADOR/2019) A Contabilidade Pública é o ramo da Ciência Con-
tábil que aplica na Administração Pública as técnicas de registro dos atos e fatos adminis-
trativos, apurando resultados e elaborando relatórios periódicos, considerando as normas do 
Direito Financeiro, os princípios gerais de finanças públicas e os princípios da contabilidade. 
Referindo-se às ações pertinentes à Contabilidade Pública, pode-se afirmar como CORRE-
TO, EXCETO:
a) Registra a previsão da receita e a fixação da despesa estabelecidas no orçamento público 
aprovado para o exercício.
b) Escritura a execução orçamentária, sem comparação entre a previsão e a realização das 
receitas e das despesas, pois esta ação é dispensável.
c) Revela as variações patrimoniais, demonstra o valor do patrimônio e controla as operações 
de crédito, a dívida ativa, os créditos e as obrigações.
d) Acompanha a execução orçamentária, o conhecimento da composição patrimonial, a deter-
minação dos custos dos serviços industriais, o levantamento dos balanços gerais, a análise e 
a interpretação dos resultados econômicos e financeiros.
e) Apura os custos dos serviços de forma a evidenciar os resultados da gestão.
Sob o aspecto Orçamentário, as ações da CASP compreendem o registro e a evidenciação do 
orçamento público, tanto quanto à sua aprovação quanto à sua execução, COMPARANDO a 
sua previsão com a sua execução.
Os registros de natureza orçamentária são base para a elaboração do Relatório Resumido da 
Execução Orçamentária (RREO) e dos Balanços Orçamentário e Financeiro, que representam 
os principais instrumentos para refletir esse aspecto.
Letra b.
pAtriMônio finAnCeiro e pAtriMônio perMAnente
A Lei n. 4.320/1964 confere viés orçamentário ao Balanço Patrimonial ao separar o ativo e 
o passivo em dois grupos, Financeiro e Permanente.
Esta separação se dá em função da dependênciaou não de autorização legislativa ou or-
çamentária para realização dos itens que o compõem.
A composição do BP, segundo a Lei, está apresentada no artigo 105 da seguinte forma:
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Lei n. 4.320/1964, Art. 105. O Balanço Patrimonial demonstrará:
I – O Ativo Financeiro;
II – O Ativo Permanente;
III – O Passivo Financeiro;
IV – O Passivo Permanente;
V – O Saldo Patrimonial;
VI – As Contas de Compensação.
Atualmente, para caracterizar adequadamente a existência de um ativo ou passivo, é ne-
cessário identificar o momento em que o ativo ou passivo deve ser reconhecido – é nesse 
aspecto que as visões patrimonialista e orçamentária diferem.
Na visão contábil-patrimonial, o regime de competência assegura que os passivos sejam 
reconhecidos quando satisfazem a definição de passivo, ou seja, quando provavelmente serão 
exigidos e podem ser razoavelmente estimados
Pela visão orçamentária-financeira, a existência ou não do passivo fica condicionada 
à existência ou não de autorização do orçamento público para a realização de despesas.
Por isso, as estruturas das demonstrações contábeis contidas nos anexos da Lei n. 
4.320/1964 foram alteradas pela Portaria STN n. 438/2012, em consonância com os novos 
padrões da Contabilidade Aplicada ao Setor Público (CASP).
Como a Lei n. 4.320/1964 continua em vigor e as mudanças apresentadas por portarias da 
STN não podem alterar a Lei, foi criado o quadro indicador para cálculo do Superavit Financeiro 
que é uma ferramenta utilizada para informar se as contas do Ativo e Passivo são classificadas 
como Ativo/Passivo Financeiro ou Ativo/Passivo Permanente.
No ativo financeiro, ficam as contas representativas de valores realizáveis que compõem 
o antigo sistema financeiro.
O ativo financeiro contém, além do dinheiro disponível, os valores cuja realização não de-
penda de autorização orçamentária (inclusão na LOA), como por exemplo, adiantamento salá-
rio família, auxílio natalidade etc.
No ativo permanente ficam as demais contas chamadas patrimoniais representativas de 
valores a receber e de bens.
No ativo não financeiro (ativo permanente da Lei n. 4.320/1964) devem estar demonstra-
dos os bens, créditos e valores cuja mobilização ou alienação dependa de autorização legis-
lativa. Compreende os bens, créditos e valores, cuja mobilização ou alienação dependa de 
autorização legislativa.
Exemplos: créditos de longo prazo, Bens móveis e bens imóveis.
Ativo Financeiro compreenderá os créditos e valores realizáveis independentemente de auto-
rização orçamentária e os valores numerários, já o Ativo Permanente compreenderá os bens, 
créditos e valores, cuja mobilização ou alienação dependa de autorização legislativa, e a soma 
do ativo financeiro com o permanente resulta no ativo real.
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No passivo financeiro, ficam as contas representativas de valores exigíveis que compõem 
o antigo sistema financeiro.
Compreende as dívidas e outros compromissos exigíveis cujo pagamento independa de 
autorização orçamentária, ou seja, são obrigações extraorçamentárias.
Exemplos: restos a pagar, consignações, depósitos de terceiros, consignações da folha de 
pagamento de pessoal, retenções nos pagamentos a terceiros e débitos de tesouraria.
Restos a pagar são obrigações financeiras empenhadas e não pagas até o dia 31 de de-
zembro de cada exercício financeiro;
Consignações e depósitos são as obrigações financeiras relacionadas a valores recebidos 
pela administração pública (inclusive judiciais), bem como cauções em dinheiro que, em prin-
cípio, devem ser devolvidas a quem de direito;
Débitos em tesouraria são os compromissos assumidos com operações de crédito com 
antecipação de receitas e outras obrigações que exijam o pagamento dentro do próprio exer-
cício financeiro.
No passivo permanente, ficam as demais contas patrimoniais representativas de valo-
res a pagar.
Compreende as dívidas fundadas e outras que dependam de autorização legislativa para 
amortização ou resgate, ou seja, compromissos de exigibilidade superior a doze meses, con-
traídos para atender a desequilíbrio orçamentário ou financiamento de obras e serviços.
A soma do passivo financeiro com o passivo permanente resulta no passivo real.
Enquanto os ativos e passivos financeiros se referem a direitos e a compromissos cujo 
pagamento independa de autorização orçamentária, o conceito de passivo não financeiro está 
atrelado à autorização legislativa, logo, “autorização orçamentária” e “autorização legislativa” 
são conceitos que apresentam diferenças entre si.
Autorização orçamentária é o consentimento na LOA dado ao administrador para realizar 
determinada operação de receita ou de despesa pública, enquanto a Autorização Legislativa 
é uma autorização ao Executivo, a seu pedido (através de proposta de lei) para legislar sobre 
matérias que são da competência exclusiva (reserva relativa) do poder Legislativo.
É importante destacar que, com base na visão orçamentária, as classificações de ativo e 
passivo são definidas por seu impacto direto ou indireto sobre a execução orçamentária, e não 
por sua própria natureza.
Assim, quando do registro contábil do fato, as contas do ativo e do passivo serão identifi-
cadas pelas letras “P” (Permanente) e “F” (Financeiro), entre parênteses, ao lado das contas 
de Ativo e Passivo. Quando a natureza da conta puder constar saldos com atributo “P” e “F”, 
constará na descrição da conta do PCASP a letra “X”.
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dívidA públiCA fundAdA ou ConsolidAdA e dívidA flutuAnte
Como vimos, a Lei n. 4.320/1964 trata o ativo e o passivo como financeiro e permanente; 
contudo, o artigo 92 da mesma Lei e o artigo 115 do Decreto n. 93.872/1986 apresentam os 
conceitos de dívida flutuante e dívida fundada, conceitos estes diretamente relacionados com 
o passivo, como se segue:
Art. 115. A dívida pública abrange a dívida flutuante e a dívida fundada ou consolidada.
§ 1º A dívida flutuante compreende os compromissos exigíveis, cujo pagamento independe de auto-
rização orçamentária, assim entendidos:
a) os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida;
b) os serviços da dívida;
c) os depósitos, inclusive consignações em folha;
d) as operações de crédito por antecipação de receita;
e) o papel-moeda ou moeda fiduciária.
§ 2º A dívida fundada ou consolidada compreende os compromissos de exigibilidade superior a 
12 (doze) meses contraídos mediante emissão de títulos ou celebração de contratos para atender 
a desequilíbrio orçamentário, ou a financiamento de obras e serviços públicos, e que dependam de 
autorização legislativa para amortização ou resgate.
Com base na lei, podemos deduzir que a dívida flutuante é representada pelos compro-
missos prontos para pagamento, ou seja, que independem de autorização orçamentária para 
serem realizados, como, por exemplo, restos a pagar, dívidas a pagar, depósitos, consignações 
e cauções.
I – Os Restos a Pagar, excluídos os serviços da dívida. Os Restos a Pagar correspondem às despe-
sas empenhadas e não pagas no exercício financeiro, e incluem tanto os processados como os não 
processados:
II – Os serviços da dívida a pagar. Os serviçosda dívida a pagar incluem os valores referentes à 
amortização do principal, juros, correção monetária (se houver), bem como outros encargos oriun-
dos da dívida pública de longo prazo. Essas despesas também correspondem a uma “espécie de 
Restos a Pagar”, visto que a Nota de Empenho para o seu pagamento foi emitida em exercício an-
terior.
III – Os depósitos. Os depósitos abrangem as cauções em dinheiro, as obrigações de terceiros a 
recolher, as consignações a pagar, e outros depósitos de caráter devolutivo.
IV – Os débitos de Tesouraria. Os débitos de Tesouraria são as obrigações oriundas de Antecipa-
ções de Receitas Orçamentárias (ARO), realizadas com a finalidade de cobrir as necessidades finan-
ceiras de caixa. Só podem ser contratadas a partir do dia 10 de janeiro e devem ser liquidadas até o 
dia 10 de dezembro, inclusive com juros, correção monetária e demais encargos.
Já a dívida fundada pode ser originada de obrigação:
• Contratual: aqueles valores originados de obrigações financeiras assumidas em virtude 
de contratos, tratados ou instrumentos congêneres;
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• Mobiliária: aqueles valores originados de obrigações financeiras assumidas em virtude 
da emissão de títulos públicos.
DICA!
Podemos inferir que pela ótica orçamentário-financeira, os 
passivos financeiros são constituídos primordialmente pela 
dívida flutuante. Os passivos permanentes, por sua vez, são 
constituídos por dívidas fundadas.
A Lei de Responsabilidade Fiscal conceitua dívida pública, com ênfase na dívida consolida-
da, em seu Art. 29 da seguinte forma:
Para os efeitos desta Lei Complementar, são adotadas as seguintes definições:
I – dívida pública consolidada ou fundada: montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações 
financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e 
da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses;
II – dívida pública mobiliária: dívida pública representada por títulos emitidos pela União, inclusive 
os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios;
III – operação de crédito: compromisso financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de crédito, 
emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de valores prove-
nientes da venda a termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações asseme-
lhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros;
IV – concessão de garantia: compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual 
assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada;
V – refinanciamento da dívida mobiliária: emissão de títulos para pagamento do principal acrescido 
da atualização monetária.
§ 1º Equipara-se a operação de crédito a assunção, o reconhecimento ou a confissão de dívidas pelo 
ente da Federação, sem prejuízo do cumprimento das exigências dos arts. 15 e 16.
§ 2º Será incluída na dívida pública consolidada da União a relativa à emissão de títulos de respon-
sabilidade do Banco Central do Brasil.
§ 3º Também integram a dívida pública consolidada as operações de crédito de prazo inferior a doze 
meses cujas receitas tenham constado do orçamento.
§ 4º O refinanciamento do principal da dívida mobiliária não excederá, ao término de cada exercício 
financeiro, o montante do final do exercício anterior, somado ao das operações de crédito autoriza-
das no orçamento para este efeito e efetivamente realizadas, acrescido de atualização monetária.
062. (CESPE/SLU-DF/CONTADOR/2019) O patrimônio público é constituído de bens e direi-
tos, onerados ou não, inerentes à prestação de serviços públicos ou à exploração econômica 
por entidades públicas. Relativamente à composição dos ativos e passivos públicos, julgue o 
seguinte item.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Para que exista uma obrigação presente, no momento em que houver o reconhecimento do 
passivo deverá haver, necessariamente, a identificação de terceiros.
A obrigação deve estar relacionada a um terceiro para poder gerar um passivo. A identificação 
de terceiros é uma indicação da existência de obrigação que dá origem a um passivo, entre-
tanto, não é essencial saber a identidade dos terceiros antes da época da extinção do passivo 
para que a obrigação presente exista.
Errado.
063. (CESPE/SLU-DF/CONTADOR/2019) O patrimônio público é constituído de bens e direi-
tos, onerados ou não, inerentes à prestação de serviços públicos ou à exploração econômica 
por entidades públicas. Relativamente à composição dos ativos e passivos públicos, julgue o 
seguinte item.
A propriedade legal do recurso é um indicador de controle de um ativo, mas não é a característica 
essencial desse ativo.
A propriedade legal do recurso não é uma característica essencial de um ativo. No entanto, a 
propriedade legal é um indicador de controle, assim, a entidade não precisa ser dona do bem 
para registrá-lo no ativo.
Para avaliar se a entidade controla o recurso no presente, deve ser observada a existência dos 
seguintes indicadores de controle:
• Propriedade legal;
• Acesso ao recurso ou a capacidade de negar ou restringir o acesso a esses;
• Meios que assegurem que o recurso seja utilizado para alcançar os seus objetivos; ou
• A existência de direito legítimo ao potencial de serviços ou à capacidade para gerar os 
benefícios econômicos advindos do recurso.
Certo.
064. (CESPE/SLU-DF/CONTADOR/2019) O patrimônio público é constituído de bens e direi-
tos, onerados ou não, inerentes à prestação de serviços públicos ou à exploração econômica 
por entidades públicas. Relativamente à composição dos ativos e passivos públicos, julgue o 
seguinte item.
O potencial de serviços de um ativo pode surgir diretamente do direito de utilização desse ativo.
Vimos que o ativo é um recurso controlado pela entidade, com potencial de serviços ou com a 
capacidade de gerar benefícios econômicos para ela.
Sendo que o potencial de serviços ou a capacidade de gerar benefícios econômicos podem 
surgir diretamente do próprio recurso ou dos direitos de sua utilização.
Certo.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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065. (VUNESP/PREFEITURA DE CAIEIRAS-SP/ASSISTENTE CONTÁBIL/2015) De acordo 
com a Lei no 4.320/64, os bens, créditos e valores cuja mobilização ou alienação dependa de 
autorização legislativa estão compreendidos no Balanço Patrimonial Público pelo
a) Ativo Financeiro
b) Passivo Permanente.
c) Ativo Permanente
d) Passivo Permanente.
e) Passivo Patrimonial.
Como vimos na aula, o ativo e o passivo são divididos em financeiro e permanente.
• O Ativo Financeiro compreenderá os créditos e valores realizáveis independentemente 
de autorização orçamentária e os valores numerários;
• O Ativo Permanente compreenderá os bens, créditos e valores, cuja mobilização ou alie-
nação dependa de autorização legislativa;
• O Passivo Financeiro compreenderá as dívidas fundadas e outras pagamento independa 
de autorização orçamentária;
• O Passivo Permanente compreenderá as dívidas fundadas e outras que dependam de 
autorização legislativa para amortização ou resgate.
Letra c.
066. (UFMA/UFMA/CONTADOR/2016) No Sistema Patrimonial, a inscrição da Dívida Ativa 
é registradacom base nas informações recebidas mensalmente do órgão controlador, pelo 
lançamento:
a) Dívida Ativa a Bancos
b) Dívida Ativa a Decréscimos Patrimoniais
c) Dívida Ativa e Mutações Ativas
d) Dívida Ativa e Mutações Passivas
e) Dívida Ativa a Acréscimos Patrimoniais
Quanto ao impacto no patrimônio, a inscrição do crédito em dívida ativa configura fato contábil 
permutativo no ENTE, pois não altera o valor do patrimônio líquido do ente público (União, es-
tado ou município) já que é baixado o crédito em um órgão e registrado em outro órgão.
Já no órgão ou entidade de origem, é baixado o crédito a receber contra uma variação patri-
monial diminutiva (VPD) e no órgão ou entidade competente para inscrição, é reconhecido um 
crédito de dívida ativa contra uma variação patrimonial aumentativa (VPA).
Notem que o registro da inscrição da dívida ativa irá aumentar o ativo e o patrimônio líquido, 
causando um acréscimo patrimonial.
Letra e.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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067. (VUNESP/PGM-SP/PROCURADOR/2014) O compromisso financeiro assumido em ra-
zão de mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, 
recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços, arrenda-
mento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos finan-
ceiros, corresponde à definição básica de
a) dívida pública flutuante.
b) dívida pública consolidada.
c) concessão de garantia.
d) refinanciamento da dívida mobiliária.
e) operação de crédito.
Vimos os conceitos na aula.
Para os efeitos desta LRF, quanto a dívida consolidada, são adotadas as seguintes definições:
I – dívida pública consolidada ou fundada: montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações 
financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e 
da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses;
II – dívida pública mobiliária: dívida pública representada por títulos emitidos pela União, inclusive 
os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios;
III – operação de crédito: compromisso financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de cré-
dito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de valores 
provenientes da venda a termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações 
assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros;
IV – concessão de garantia: compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual 
assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada;
V – refinanciamento da dívida mobiliária: emissão de títulos para pagamento do principal acrescido 
da atualização monetária.
Letra e.
068. (UFU/UFU/CONTADOR/2017) Classifica-se como Variação Patrimonial Ativa, indepen-
dente da execução orçamentária,
a) o cancelamento da dívida ativa.
b) a cobrança da dívida ativa.
c) a amortização da dívida fundada.
d) a inscrição da dívida ativa.
A inscrição da dívida ativa gera no órgão responsável uma variação patrimonial aumentativa 
em contrapartida do aumento do ativo.
O recebimento a dívida ativa é um fato permutativo, pois não irá alterar o valor do ativo.
Letra d.
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069. (VUNESP/PRODEST-ES/CONTADOR/2014) Entende-se por dívida pública consolidada 
ou fundada como
a) aquela representada por títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, 
Estados e Municípios.
b) o compromisso financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de crédito, emissão e 
aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes 
da venda a termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelha-
das, inclusive com o uso de derivativos financeiros.
c) o montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federa-
ção, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de opera-
ções de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses.
d) o compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da 
Federação ou entidade a ele vinculada.
e) a emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização monetária.
Segundo estabelecido pela Lei Complementar n. 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal 
- LRF), em seu Art. 29, para os efeitos desta Lei Complementar, são adotadas as seguintes 
definições:
I – dívida pública consolidada ou fundada: montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações 
financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e 
da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses.
Letra c.
070. (PUC-PR/TJ-MS/CONTADOR/2017) De acordo com a NBC TSP - Estrutura Conceitual de 
23/09/2016, no setor público, a principal razão de se manterem ativos imobilizados é
a) o potencial de serviços, e não a sua capacidade de gerar fluxo de caixa.
b) a geração de fluxo de caixa e o potencial de serviços.
c) o potencial de serviços e a classificação de ativos tangíveis e intangíveis.
d) a geração de fluxo de caixa e a classificação de ativos tangíveis.
e) o potencial de serviços e a classificação de ativos intangíveis.
O objetivo principal do poder público é prestar serviços que atendam a sociedade como um 
todo, para isto se utiliza de bens, especialmente os classificados como imobilizados.
Assim, a principal razão de se manterem ativos imobilizados e outros ativos é voltada para o 
potencial de serviços desses ativos e, não, para a sua capacidade de gerar fluxos de caixa.
Letra a.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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071. (PUC-PR/TJ-MS/CONTADOR/2017) Os Relatórios Contábeis de Propósito Geral das En-
tidades de Setor Público (RCPGs) devem ser elaborados e divulgados, principalmente para 
atender às necessidades de informações dos seguintes usuários primários:
a) gestores de órgãos públicos e usuários em geral.
b) autoridades tributárias e responsáveis pelas estatísticas de finanças públicas.
c) usuários que recebem os serviços do governo e gestores de órgãos públicos.
d) autoridades tributárias e provedores de recursos e seus representantes.
e) usuários que recebem os serviços do governo e provedores de recursos e seus representantes.
Os relatórios elaborados pela administração devem apresentar a estrutura do patrimônio, bem 
como as suas variações e são destinados para atender às necessidades de informações dos 
usuários dos serviços e dos provedores de recursos, quando estes não detêm a prerrogativa 
de exigir que a entidade do setor público divulgue as informações que atendam às suas neces-
sidades específicas.
Assim, os usuários primários dos RCPGs são os usuários dos serviços e seus representantes e 
os provedores de recursos e seus representantes (doravante identificados como usuários dos 
serviços e provedores de recursos, a não ser que sejam identificados de outra forma).
Letra a.
072. (FGV/AL-BA/CIÊNCIAS CONTÁBEIS/2014) De acordo com as Normas Brasileiras de 
Contabilidade Aplicadas ao Setor Público, assinale a opção que indica o objeto da Contabilida-
de Aplicada ao Setor Público.
a) Os ativos públicos.b) O patrimônio público.
c) O resultado público.
d) O fornecimento de informações sobre os resultados alcançados pelas entidades do se-
tor público.
e) Os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da en-
tidade do setor público.
A Contabilidade Aplicada ao Setor Público é o ramo da ciência contábil que aplica, no processo 
gerador de informações, os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as normas contábeis 
direcionados ao controle patrimonial de entidades do setor público.
O objetivo da Contabilidade Aplicada ao Setor Público é fornecer aos usuários informações so-
bre os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira 
e física do patrimônio da entidade do setor público e suas mutações, em apoio ao processo de 
tomada de decisão; a adequada prestação de contas; e o necessário suporte para a instrumen-
talização do controle social.
O objeto da Contabilidade Aplicada ao Setor Público é o patrimônio público.
Letra b.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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073. (PUC-PR/TJ-MS/CONTADOR/2017) As características qualitativas das informações 
financeiras e não financeiras sobre fenômenos econômicos, além de outros fenômenos, de 
acordo com a NBC TSP Estrutura Conceitual de 23/09/2016, são
a) relevância, essência sobre a forma, compreensibilidade, tempestividade, comparabilidade e 
verificabilidade.
b) relevância, representação fidedigna, compreensibilidade, tempestividade, comparabilidade 
e verificabilidade.
c) relevância, representação fidedigna, compreensibilidade, materialidade, comparabilidade e 
verificabilidade.
d) custo-benefício, representação fidedigna, compreensibilidade, tempestividade, comparabili-
dade e verificabilidade.
e) custo-benefício, essência sobre a forma, compreensibilidade, tempestividade, comparabili-
dade e verificabilidade.
As características qualitativas visam tornar a informação apresentada útil para os usuários e 
são: a relevância, a representação fidedigna, a compreensibilidade, a tempestividade, a compa-
rabilidade e a verificabilidade.
Letra c.
074. (FCC/TRE-PR/ANALISTA CONTADOR/2017) De acordo com a Norma Brasileira de Con-
tabilidade − NBC TSP Estrutura Conceitual, uma das restrições inerentes à informação incluída 
nos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público é a
a) relevância.
b) legalidade.
c) materialidade.
d) verificabilidade.
e) tempestividade.
O objetivo da contabilidade é fornecer informações úteis aos usuários, contudo, na prática, 
devido às restrições inerentes ao processo contábil talvez não seja possível alcançar todas as 
características qualitativas e, nesse caso, um equilíbrio ou compensação entre algumas delas 
poderá ser necessário.
As restrições inerentes à informação contábil são a materialidade, o custo-benefício e o alcan-
ce do equilíbrio apropriado entre as características qualitativas.
Letra c.
075. (FCC/TRF-5ª/ANALISTA DE CONTABILIDADE/2013) Em relação à Contabilidade Apli-
cada ao Setor Público, considere:
I – A contabilidade aplica, no processo gerador de informações, os princípios fundamentais 
de contabilidade e as normas contábeis direcionados ao controle patrimonial de entidades do 
setor público.
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II – As normas brasileiras não devem ser obedecidas pelas autarquias e empresas públicas, 
desde que não sejam dependentes dos recursos do tesouro para o seu funcionamento.
III – Os serviços de contabilidade serão organizados de forma a permitirem o acompanhamen-
to da execução orçamentária, o conhecimento da composição patrimonial e o levantamento 
dos balanços gerais.
IV – O sistema contábil representa a estrutura de informações sobre identificação, mensura-
ção, avaliação, registro, controle e evidenciação dos atos e dos fatos da gestão do patrimô-
nio público.
Está correto o que consta APENAS em
a) I e II.
b) II e III.
c) I, II e IV.
d) I, III e IV.
e) III e IV.
A CASP deve evidenciar, tempestivamente, os fatos ligados à administração orçamentária, fi-
nanceira e patrimonial, gerando informações que permitam o conhecimento da composição 
patrimonial e dos resultados econômicos e financeiros; para isto, existe o sistema contábil, 
que representa a estrutura de informações sobre identificação, mensuração, avaliação, regis-
tro, controle e evidenciação dos atos e dos fatos da gestão do patrimônio público, com o obje-
tivo de orientar e suprir o processo de decisão, a prestação de contas e a instrumentalização 
do controle social.
O único item errado é o item II, pois segundo as normas contábeis todas as entidades que são 
dependentes do orçamento fiscal e de seguridade social deverão obrigatoriamente aplicar as 
novas normas da CASP, sendo que as estatais independentes PODERÃO aplicar as normas 
da CASP. As autarquias são estatais dependentes e as empresas públicas, em geral, são in-
dependentes.
Letra d.
076. (FGV/DPE-MT/CONTADOR/2015) Assinale a opção que indica o objeto da Contabilida-
de Aplicada ao Setor Público.
a) Entidades públicas
b) Demonstrações contábeis
c) Resultado público
d) Ativos públicos
e) Patrimônio público
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A Contabilidade Aplicada ao Setor Público é o ramo da ciência contábil que aplica, no processo 
gerador de informações, os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as normas contábeis 
direcionados ao controle patrimonial de entidades do setor público.
O objetivo da Contabilidade Aplicada ao Setor Público é fornecer aos usuários informações so-
bre os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira 
e física do patrimônio da entidade do setor público e suas mutações, em apoio ao processo de 
tomada de decisão; a adequada prestação de contas; e o necessário suporte para a instrumen-
talização do controle social.
O objeto da Contabilidade Aplicada ao Setor Público é o patrimônio público.
Letra e.
077. (FGV/IBGE/ANALISTA CONTADOR/2017/ADAPTADA) As entidades abrangidas pelo 
campo de aplicação devem observar as normas da Contabilidade Aplicada ao Setor Público 
(CASP), considerando-se o escopo obrigatório ou facultativo. Das entidades a seguir, as que 
estão fora do campo de aplicação da CASP são:
a) agências reguladoras;
b) concessionárias de serviços públicos;
c) entidades autárquicas;
d) entidades fundacionais;
e) órgãos de classes profissionais.
�O campo de aplicação da CASP abrange as entidades do setor público, considerando-se o se-
guinte escopo:
• obrigatoriamente, as entidades governamentais que estejam incluídas nos orçamentos 
fiscal e de seguridade social;
• facultativo, as demais entidades do setor público, que estejam incluídas no orçamento de in-
vestimento, e as que necessitam de procedimentos suficientes para sua prestação de contas 
e instrumentalização do controle social (Estatais não dependentes, conselhos profissionais e 
o sistema “S”).
�Assim:
a) agências reguladoras – aplicação obrigatória;
b) concessionárias de serviços públicos – não
c) entidades autárquicas – aplicação obrigatória
d) entidades fundacionais – aplicação obrigatória
e) órgãos de classes profissionais – aplicação facultativa
Não estão no escopo da CASP as empresas concessionárias de serviços públicos,pois nor-
malmente elas são empresas privadas.
Letra b.
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078. (FGV/IBGE/ANALISTA CONTADOR/2017) Um dos objetivos da Contabilidade é o con-
trole do patrimônio das entidades, sejam de caráter público ou privado.
Para reconhecimento como elemento patrimonial das entidades do setor público, o Manual de 
Contabilidade Aplicada ao Setor Público recomenda que:
a) considerem-se apenas os bens tangíveis;
b) excluam-se os bens onerados;
c) excluam-se os bens de uso comum;
d) prevaleça a essência econômica sobre a forma legal;
e) reconheça apenas os bens com fluxo de benefícios presente.
Patrimônio Público: é o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, ad-
quiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pelas entidades do setor público, 
que seja portador ou represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação de 
serviços públicos ou à exploração econômica por entidades do setor público e suas obrigações.
Ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo, passivo ou patrimônio líquido, deve-se 
atentar para a sua essência e realidade econômica e não apenas sua forma legal, desta forma 
os registros contábeis das transações das entidades do setor público devem ser efetuados, 
considerando as relações jurídicas, econômicas e patrimoniais, prevalecendo, nos conflitos 
entre elas, a essência sobre a forma.
Letra d.
079. (FGV/DETRAN-RN/ANALISTA CONTADOR/201O) Segundo Kohama (2008), “o Patrimô-
nio Público por analogia compreende o conjunto de bens, direitos e obrigações avaliáveis em 
moeda corrente, das entidades que compõem a Administração Pública”. Os bens que consti-
tuem o patrimônio público, como objeto de direito pessoal ou real, são denominados:
a) Bens de uso comum do povo.
b) Bens de uso especial.
c) Bens flutuantes.
d) Bens dominicais.
e) Bens mistos.
Segundo o código civil em seu artigo 99, São bens públicos:
I – os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças;
II – os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias;
III – os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como ob-
jeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.
Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes 
às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado.
Letra d.
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GABARITO
1. C
2. E
3. E
4. C
5. E
6. a
7. e
8. b
9. b
10. C
11. E
12. E
13. E
14. C
15. a
16. b
17. b
18. d
19. c
20. e
21. C
22. E
23. C
24. E
25. C
26. C
27. E
28. E
29. C
30. E
31. d
32. e
33. e
34. c
35. e
36. a
37. e
38. c
39. c
40. e
41. d
42. c
43. d
44. C
45. C
46. C
47. C
48. C
49. E
50. E
51. b
52. c
53. c
54. c
55. e
56. e
57. e
58. d
59. b
60. d
61. b
62. E
63. C
64. C
65. c
66. e
67. e
68. d
69. c
70. a
71. a
72. b
73. c
74. c
75. d
76. e
77. b
78. d
79. d
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Bacharel em Ciências Contábeis, pós-graduado em Análise Gerencial, Docência para Nível Superior, 
Auditoria e Perícia Contábil. É ex-servidor público do Executivo Federal – Ministério do Exército e ex-
servidor público do Legislativo Federal – Assessor Parlamentar. Atualmente, é professor de Contabilidade 
e Auditoria Pública e Privada.
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	Apresentação
	Conceituação, Objeto e Campo de Aplicação
	Contabilidade
	Evolução da Contabilidade Aplicada ao Setor Público
	Principais Mudanças com a Convergência
	Contabilidade Aplicada ao Setor Público (CASP)
	Objeto da Contabilidade Pública
	Objetivo da Contabilidade Pública
	Conjunto das Informações Fornecidas
	Atributos Qualitativos das Informações Contábeis
	Relevância
	Representação Fidedigna
	Compreensibilidade
	Tempestividade
	Comparabilidade
	Verificabilidade
	Restrições Acerca da Informação
	Materialidade
	Custo-Benefício
	Equilíbrio entre as Características Qualitativas
	Usuários das Informações Contábeis
	Campo de Aplicação da Contabilidade Pública
	Patrimônio Público
	Ativo
	Recurso
	Controlado
	Evento Passado
	Passivo
	Obrigação Presente
	Derivada de Evento Passado
	Saída de Recursos da Entidade
	Patrimônio Líquido
	Patrimônio Financeiro e Patrimônio Permanente
	Dívida Pública Fundada ou Consolidada e Dívida Flutuante
	Gabarito
	AVALIAR 5: 
	Página 82:relativos à 
contabilidade.
A contabilidade é uma ciência exata
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A assertiva é bem simples, pois basta saber que a contabilidade é uma ciência social e 
não exata.
Errado.
004. (CESPE/FUB/TÉCNICO CONTÁBIL/2014) Com relação a conceitos, objetivos e finalida-
des da contabilidade, julgue os itens que se seguem
A contabilidade consiste em um sistema de informações financeiras destinado a identificar, 
registrar e comunicar os eventos econômicos de uma organização
A CONTABILIDADE é uma ciência social que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no 
patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração e a divulgação desses fatos, 
com o fim de oferecer informações sobre a composição do patrimônio, suas variações e o re-
sultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial aos usuários.
Certo.
005. (CESPE/DPF/AGENTE/2018) Considerando que a contabilidade é a ciência que estuda 
os fenômenos patrimoniais sob o aspecto da finalidade organizacional, julgue o item a seguir, 
no que se refere a conceitos, objetivos e finalidades da contabilidade.
A contabilidade integra o rol das ciências exatas por estar dedicada à mensuração da riqueza 
do ente contábil.
Note que novamente a banca quer tratar a contabilidade como uma ciência exata, contudo, 
sabemos que ela é uma ciência social, pois trata de relacionamento entre as contas.
Errado.
006. (FCPC/UNILAB/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) Existe um conceito oficial de contabilidade 
formulado no Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade. Assinale a opção que corrobora 
com esse conceito oficial.
a) Contabilidade é uma ciência aplicada que estuda e pratica as funções de orientação, de 
controle e de registro relativas à Administração Econômica.
b) Contabilidade estuda o patrimônio do ponto de vista econômico e financeiro, observando 
seus aspectos quantitativo e específico e as variações por ele sofridas.
c) Contabilidade é a ciência que controla o patrimônio das empresas, mediante registro, de-
monstração expositiva, confirmação, análise e interpretação dos fatos nele ocorridos.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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d) Contabilidade é a técnica especial concebida para registrar, reunir e interpretar os fenôme-
nos que afetam as situações patrimoniais, financeiras e econômicas de qualquer empresa.
e) Contabilidade é a técnica de registrar todas as transações de uma companhia, que possam 
ser expressas em termos monetários, e de informar os reflexos dessas transações na situação 
dessa companhia.
O primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na cidade do Rio de Janeiro, em 
agosto de 1924, estabeleceu que Contabilidade é a ciência social que estuda a prática e as fun-
ções de orientação, de controle e de registro, relativos aos atos e aos fatos de administração 
econômica.
Letra a.
007. (CESGRANRIO/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO/2018) Muitas são as definições de 
Contabilidade apresentadas pelos autores contábeis, variando, ligeiramente, de acordo com 
sua corrente doutrinária. Entretanto, todos os conceitos, de uma forma ou de outra, convergem 
para a definição cunhada no I Congresso Brasileiro de Contabilidade.
Nesse Congresso, a Contabilidade foi definida como sendo a ciência que, em relação aos atos 
e fatos da administração econômica, pratica as funções de
a) anotação, mensuração e contagem
b) comprovação, verificação e acompanhamento
c) informação, medição e evidenciação
d) levantamento, marcação e apropriação
e) orientação, controle e registro
O primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na cidade do Rio de Janeiro, em 
agosto de 1924, estabeleceu que a Contabilidade é a ciência social que estuda a prática e as 
funções de orientação, de controle e de registro, relativos aos atos e aos fatos de administra-
ção econômica.
Letra e.
008. (VUNESP/MPE-SP/CONTADOR/2019) Assinale a alternativa que define corretamente a 
Contabilidade.
a) É uma ciência que se desenvolve com o objetivo de controlar o caixa de uma entidade finan-
ceira. São entidades financeiras todas aquelas que possuam uma conta caixa.
b) É uma ciência que define na empresa um sistema de informações contábil que tem por obje-
tivo subsidiar a tomada de decisões sobre entidades econômicas. São entidades econômicas 
pessoas físicas ou jurídicas que tomem decisões sobre recursos econômicos.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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c) Corresponde ao registro dos itens do ativo e do passivo que tenham ou não valor econômi-
co. O valor econômico de um ativo é definido como sendo o seu custo histórico de aquisição.
d) É uma ciência exata que permite mensurar objetivamente o patrimônio líquido das entida-
des econômicas. O patrimônio líquido corresponde à diferença entre os grupos ativo intangível 
e passivo intangível.
e) É uma ciência histórica que tem por finalidade a evidenciação das operações de uma entida-
de com o objetivo principal de possibilitar ao estado o exercício da tributação e a cobrança do 
cumprimento das obrigações assessórias.
A contabilidade é uma ciência social que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no pa-
trimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração e a divulgação desses fatos, com 
o fim de oferecer informações sobre a composição do patrimônio, suas variações e o resultado 
econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial aos usuários.
Note que a contabilidade se utiliza de um sistema de informações para atender ao seu objetivo, 
que é fornecer informações aos usuários internos e externos, que podem ser pessoas físicas 
ou jurídicas.
Letra b.
009. (IBADE/JARÚ-RO/CONTADOR/2019) Pode-se definir Contabilidade como:
a) a técnica que tem por objetivo o estudo das variações quantitativas e qualitativas ocorridas 
no patrimônio das entidades.
b) a ciência que tem por objetivo o estudo das variações quantitativas e qualitativas ocorridas 
no patrimônio das entidades.
c) um segmento da contabilidade que se preocupa só com o patrimônio das entidades.
d) é a técnica que evolui para que seus usuários possam tomar decisões.
e) é a técnica que elabora os demonstrativos contábeis.
A contabilidade é uma ciência social que estuda, controla, administra e acompanha a evolução 
do patrimônio de qualquer pessoa.
Assim, a contabilidade estuda e controla o patrimônio e suas variações, sejam qualitativas ou 
quantitativas, com o objetivo de fornecer informações sobre estas variações.
Letra b.
evolução dA ContAbilidAde ApliCAdA Ao setor públiCo
As entidades governamentais e as organizações privadas movimentam seu patrimônio 
constantemente, necessitando de um sistema dinâmico e atual que permita a captura, registro e 
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controle das informações geradas, a fim de servir de base para avaliar a efetividade da ad-
ministração e fornecer dados para que a sociedade possa saber se os recursos vêm sendo 
corretamente administrados.
De forma normal, como qualquer outra ciência,a ciência contábil no Brasil vem passando 
por significativas transformações rumo à convergência aos padrões internacionais estabele-
cidos pelo International Accounting Standards Board (IASB), para empresas privadas, e pelo 
International Federation of Accountants (IFAC) - Federação Internacional de Contadores - para 
as instituições públicas.
DICA!
Contabilidade Aplicada ao Setor Público é o ramo da ciência 
contábil que aplica no processo gerador de informações as 
normas contábeis direcionados ao controle patrimonial de en-
tidades do setor público (NBCASP).
O processo de evolução da contabilidade do setor público deve ser analisado de forma 
histórica e contextualizada com o próprio processo de evolução das finanças públicas.
Nesse sentido, o primeiro marco histórico foi a edição da Lei n. 4.320/1964, que estabele-
ceu importantes regras para propiciar o controle das finanças públicas, bem como a constru-
ção de uma administração financeira e contábil sólidas no País, tendo como principal instru-
mento o orçamento público.
Com a Lei, o orçamento público ganhou significativa importância no Brasil. Como consequ-
ência, as normas relativas a registros e demonstrações contábeis, vigentes até hoje, acabaram 
por dar enfoque aos conceitos orçamentários, em detrimento da evidenciação dos aspectos 
patrimoniais estabelecido pela ciência contábil.
A Lei n. 4.320/1964 trata do patrimônio sob o viés orçamentário e não de acordo com as nor-
mas contábeis.
Posteriormente, outro importante avanço na área das finanças públicas foi a edição da Lei 
Complementar n. 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabeleceu para toda 
a Federação, direta ou indiretamente, limites de dívida consolidada, garantias, operações de 
crédito, restos a pagar e despesas de pessoal, dentre outros, com o intuito de propiciar o equi-
líbrio das finanças públicas e instituir instrumentos de transparência da gestão fiscal.
A lei de responsabilidade aumentou o controle sobre os atos da gestão, dando ênfase à neces-
sidade de contas de controle.
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Contudo, a contabilidade pública tradicional, focada no orçamento e com o principal obje-
tivo de assegurar a conformidade com os requisitos legais, mostrou-se inadequada para en-
frentar os novos desafios da governança pública. Devido a isto, importantes reformas foram 
implementadas a fim de desenvolver um sistema de contabilidade pública mais informativo e 
útil para a tomada de decisão e prestação de contas.
Por isto, fez-se necessária a atualização das normas contábeis aplicadas no setor público, 
mudando o paradigma da CASP.
Em 2007, iniciou-se o processo de convergência das normas de contabilidade pública nacio-
nais às normas internacionais. O primeiro passo foi a criação do Comitê Gestor da Convergência 
no Brasil, por meio da Resolução do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) n. 1.103; ele teve 
como finalidade traçar um plano de ação e coordenar o processo de convergência das normas 
brasileiras às internacionais nas áreas de auditoria, contabilidade pública e assuntos regulatórios.
A premissa da convergência é de que a área pública deve ser dotada de Normas que pos-
sam fornecer a orientação contábil, ao mesmo tempo em que avance na consolidação e in-
tegração com as normas internacionais, possibilitando ao setor público, um tratamento ade-
quado, respeitando às normas gerais de direito financeiro e gestão fiscal, mas sem macular à 
Ciência Contábil.
A necessidade de evidenciar com qualidade os fenômenos patrimoniais, não somente or-
çamentários, e a busca por um tratamento contábil padronizado dos atos e fatos administra-
tivos no âmbito do setor público tornaram imprescindível a elaboração de um manual e um 
plano de contas com abrangência nacional.
Em 2008, a Portaria MF n. 184/2008 e o Decreto n. 6.976/2009 determinaram que a Secre-
taria do Tesouro Nacional (STN), enquanto órgão central do Sistema de Contabilidade Federal, 
edite normativos, manuais, instruções de procedimentos contábeis e plano de contas de âmbi-
to nacional, objetivando a elaboração e publicação de demonstrações contábeis consolidadas 
de acordo com as legislações e normas contábeis. Ou seja, a STN deveria começar o processo 
de harmonização das normas contábeis públicas, respeitando os novos documentos emitidos 
pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC).
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As normas foram emitidas, sendo que o plano de contas criado e o manual de contabili-
dade encontram-se em consonância com as Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas 
Aplicadas ao Setor Público (NBC TSP) editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), 
e buscam a convergência às normas internacionais de contabilidade aplicada ao setor público 
– International Public Sector Accounting Standards (IPSAS) – editadas pelo International Public 
Sector Accounting Standards Board (IPSASB).
As NBCTSP juntamente com o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP) e 
o Plano de Contas (PCASP) visam auxiliar o processo de elaboração e execução do orçamento, 
além de resgatar o objeto da contabilidade como ciência, que é o patrimônio.
Na busca deste equacionamento, a Contabilidade Aplicada ao Setor Público (CASP) se tor-
nou alvo de grandes reformas no que diz respeito a sua estrutura desde que se fez necessária 
a Internacionalização das normas contábeis, desta forma, as informações prestadas aos usu-
ários precisaram ser aperfeiçoadas para que fossem geradas com mais eficiência e pudessem 
surtir o real efeito nas tomadas de decisões e prestações de contas.
Em função da necessidade de uma gestão efetiva do patrimônio público e não somente de 
uma gestão orçamentária, a contabilidade pública retomou a essência contábil nos registros 
patrimoniais públicos, sendo que essas mudanças afetam diretamente a prática contábil e as 
informações obtidas através da contabilidade, a qual fornece subsídios para a efetivação do 
controle social.
Pois, sob o aspecto social, a Contabilidade Pública representa para a sociedade o principal 
instrumento de controle e acompanhamento das ações e das políticas públicas, materializa-
das na correta aplicação dos recursos públicos, na condução ética da gestão e na obrigação 
dos gestores públicos de prestar conta.
Podemos afirmar que o objetivo da convergência é tirar o foco apenas do resultado fiscal, 
superavit ou deficit primário, e dar maior visibilidade à situação patrimonial de União, Estados 
e Municípios de forma que a sociedade consiga acompanhar como está sendo feita a adminis-
tração da “coisa pública” como um todo.
Uma das dificuldades na harmonização é que as entidades do setor público possuem ca-
racterísticas que as diferem das demais entidades, pois o objetivo principal da maioria das 
entidades públicas é prestar serviços à sociedade, em vez de obter lucros e gerar retorno finan-
ceiro aos investidores, como é o caso das empresas privadas.
As principais características inerentes às entidades do setor público são:
• A importância do orçamento público. A Constituição brasileira exige a elaboração do 
orçamento anual, a sua aprovação pelo poder Legislativo e a sua disponibilização à so-
ciedade. A sociedade fiscaliza a gestão das entidades públicas diretamente, respalda-
da pela Constituição, ou indiretamente, por meio de representantes. A elaboração de 
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demonstrativo que apresenta e compara a execução do orçamento com o orçamento 
previsto é o mecanismo normalmente utilizado para demonstrar a conformidade com 
os requisitos legais relativos às finanças públicas;
• Natureza dos programas e longevidade do setor público. Muitos programas do setor 
público são de longo prazo, e a capacidade para cumprir os compromissos depende dos 
tributos e das contribuições a serem arrecadados no futuro. Ademais, as entidades do 
setor público têm existências muito longas, mesmo que passem por severas dificulda-
des financeiras e se tornem inadimplentes com as obrigações oriundas da sua respecti-
va dívida. Consequentemente, as demonstrações que evidenciam a situação patrimonial 
e o desempenho não fornecem todas as informações que os usuários precisam conhe-
cer a respeito dos programas de longo prazo;
• Natureza e propósito dos ativos e passivos no setor público. No setor público, a principal 
razão de se manterem ativos imobilizados e outros ativos é voltada para o potencial de 
serviços desses ativos e, não, para a sua capacidade de gerar fluxos de caixa. Em razão 
dos tipos de serviços prestados, uma parcela significativa dos ativos utilizados pelas en-
tidades do setor público é especializada, como, por exemplo, os ativos de infraestrutura 
e os ativos militares, pontes e imóveis históricos;
• Papel regulador das entidades do setor público. Muitos governos e outras entidades do 
setor público possuem poder de regulação de entidades que operam em determinados 
setores da economia, de forma direta ou por meio de agências reguladoras.
A principal razão da regulação é assegurar o interesse público de acordo com objetivos de-
finidos nas políticas públicas ou quando existem falhas de mercados para determinados servi-
ços. Essas atividades regulatórias são conduzidas de acordo com o estabelecido na legislação.
A necessidade de atender as premissas acima destacadas, fez com que a STN estabele-
cesse diferentes aspectos informacionais na contabilidade aplicada ao setor público (CASP), 
o objetivo desta separação é de que os usuários conseguissem interpretar corretamente as 
informações apresentadas, e fossem respeitadas as legislações e normas brasileiras.
Apresento uma imagem do novo enfoque da contabilidade, partindo do núcleo que é o pa-
trimônio público, respeitando a Lei n. 4.320/1964 e a LRF:
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Note que atualmente a CASP trata da coisa pública sob os aspectos orçamentário, patri-
monial e fiscal; nesse contexto, é importante compreender as diferenças entre os aspectos de 
modo a interpretar corretamente as informações contábeis.
Aspecto orçamentário: compreende o registro e a evidenciação do orçamento público, tan-
to quanto à sua aprovação quanto à sua execução.
Os registros de natureza orçamentária são base para a elaboração do Relatório Resumido 
da Execução Orçamentária (RREO) e dos Balanços Orçamentário e Financeiro, que represen-
tam os principais instrumentos para refletir esse aspecto.
Considerando o aspecto orçamentário, o regime de escrituração é o regime misto, que 
estabelece o reconhecimento da receita pelo regime de caixa, ou seja, quando a receita for 
arrecadada, e as despesas pelo regime de competência, quando a despesa for empenhada.
Obs.: � é importante ressaltar que a Constituição brasileira exige a elaboração do orça-
mento anual.
Aspecto Patrimonial: compreende o registro e a evidenciação da composição patrimonial 
do ente público. Nesse aspecto, devem ser atendidos os princípios e as normas contábeis 
voltadas para o reconhecimento, mensuração e evidenciação dos ativos e passivos e de suas 
variações patrimoniais.
No aspecto patrimonial, o regime de escrituração utilizado é o regime de competência, 
onde o que importa é o fato gerador da transação contábil, independentemente da entrada ou 
saída de recursos.
O Balanço Patrimonial (BP) e a Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP) represen-
tam os principais instrumentos para refletir esse aspecto.
Aspecto fiscal: compreende a apuração e evidenciação, por meio da contabilidade, dos 
indicadores estabelecidos pela LRF, dentre os quais se destacam os da despesa com pessoal, 
das operações de crédito e da dívida consolidada, além da apuração da disponibilidade de 
caixa, do resultado primário e do resultado nominal, a fim de verificar-se o equilíbrio das con-
tas públicas.
O Relatório de Gestão Fiscal (RGF) e o Relatório Resumido da Execução Orçamentária 
(RREO) representam os principais instrumentos para evidenciar esse aspecto. As contas de 
controle e as contas orçamentárias servirão para elaboração dos relatórios, pois as demons-
trações contábeis e os relatórios fiscais têm muito em comum.
No entanto, as demonstrações contábeis e as diretrizes para relatórios fiscais têm obje-
tivos diferentes. O objetivo das demonstrações contábeis das entidades do setor público é o 
fornecimento de informações úteis sobre a entidade que reporta a informação, voltadas para 
fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e para a tomada de decisão. 
Os relatórios fiscais são utilizados, principalmente, para:
• analisar opções de política fiscal, definir essas políticas e avaliar os seus impactos;
• determinar o impacto sobre a economia; e
• comparar os resultados fiscais nacional e internacionalmente.
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Dessa maneira, cabe aos responsáveis pelos serviços de contabilidade em cada ente da 
Federação compreender os eventos e seus efeitos na evidenciação contábil e buscar, sempre 
que possível, o alinhamento entre essas informações, a partir do entendimento das normas e 
conceitos inerentes a cada aspecto, apresentados neste Manual.
prinCipAis MudAnçAs CoM A ConvergênCiA
Padronização dos planos de contas dos entes da Federação, por meio da adoção do Plano 
de Contas Aplicado ao Setor Público – PCASP nacional (entrada de dados).
Adição do subsistema de custos nas contas de controle. Os subsistemas contábeis devem 
ser integrados a outros sistemas no cumprimento da sua missão.
Padronização dos demonstrativos fiscais dos entes da Federação, mediante a adoção do 
Manual de Demonstrativos Fiscais (MDF) (saída das informações).
Foram acrescentadas duas novas demonstrações: Demonstração do Fluxo de Caixa e De-
monstração das Mutações do Patrimônio Líquido.
O regime contábil aplicado no setor público sob o aspecto patrimonial é o de competência, 
porém o reconhecimento orçamentário segue o disposto no art. 35 da Lei n. 4.320/1964, que 
trata do regime misto, registrando a receita quando arrecadada e despesa quando empenhada.
Quanto à legislação que abarca a CASP, temos a Lei n. 4.320/1964, que é considerada a 
Lei das Finanças Públicas, esta Lei apresenta o aspecto legal da contabilidade pública com 
enfoque no Orçamento.
A Lei Complementar n. 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – estabelece para 
toda a Federação limites de dívida consolidada, garantias, operações de crédito, restos a pagar 
e despesas de pessoal, dentre outros, com o intuito de propiciar o equilíbrio das finanças públi-
cas e instituir instrumentos de transparência da gestão fiscal.
As NBCTSP, emitidas pelo CFC, apresentam o aspecto técnico e formal da contabilida-
depública.
O Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP- STN), 8ª. Edição, estabe-
lece os procedimentos para a elaboração e execução do orçamento, para que a contabilidade 
atenda a demanda de informações requeridas por seus usuários, possibilitando a análise de 
demonstrações contábeis adequadas aos padrões internacionais, com base em um Plano de 
Contas Nacional. Ele foi elaborado respeitando as leis e as normas emitidas pelo CFC.
Lei n. 4.320/1964 LRF
NBCTSP - Norma 
do CFC
MCASP/PCASP 
Procedimentos 
práticos do STN
Arcabouço legal - 
Direito Financeiro.
Controle das 
despesas e dívida 
pública - limites.
Formalidade contábil 
no padrão 
internacional.
Registro e controle 
do patrimônio. 
Operacionalidade.
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Na estrutura do Estado Brasileiro a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) é o órgão central 
da Contabilidade, desta forma, as normas estabelecidas no Manual de Contabilidade Aplicado 
ao Setor Público (MCASP), que é elaborado pela STN, aplicam-se, obrigatoriamente, às entida-
des do setor público.
Estão compreendidos no conceito de entidades do setor público: os governos nacional 
(União), estaduais, distrital (Distrito Federal) e municipais e seus respectivos poderes (abrangi-
dos os tribunais de contas, as defensorias e o Ministério Público), órgãos, secretarias, departa-
mentos, agências, autarquias, fundações (instituídas e mantidas pelo poder público), fundos, 
consórcios públicos e outras repartições públicas congêneres das administrações direta e in-
direta (inclusive as empresas estatais dependentes).
Os Conselhos Profissionais e as demais entidades não compreendidas no conceito de en-
tidades do setor público, incluídas as empresas estatais independentes, poderão aplicar as 
normas estabelecidas no MCASP de maneira facultativa ou por determinação dos respectivos 
órgãos reguladores, fiscalizadores e congêneres.
Os requisitos obrigatórios relacionados ao reconhecimento, mensuração e evidenciação 
das transações e dos eventos nas demonstrações contábeis são especificados no MCASP. 
Em caso de eventuais conflitos com outros normativos, prevalecem as disposições do MCASP, 
aplicando-se subsidiariamente os conceitos descritos nas demais normas, observada a se-
guinte ordem de observância:
• Norma Brasileira de Contabilidade (NBC TSP) relativa ao assunto;
• Norma Brasileira de Contabilidade (NBC T 16.1 a 16.11), nas partes não revogadas;
• Norma Brasileira de Contabilidade (NBC TSP) – Estrutura Conceitual.
As disposições das normas internacionais de contabilidade, International Public Sector Ac-
counting Standards (IPSAS), editadas pelo International Public Sector Accounting Standards Bo-
ard (IPSASB), podem ser observadas em caráter residual e não obrigatório.
010. (CESPE/TCE-RJ/AUDITOR DE CONTAS/2021) Com referência aos procedimentos 
estabelecidos pelo Manual de Contabilidade do Setor Público, bem como aos papéis da Se-
cretaria do Tesouro Nacional no âmbito do Sistema de Contabilidade Federal, julgue o item 
subsequente.
A Secretaria do Tesouro Nacional exerce supervisão técnica e orientação normativa nos ór-
gãos setoriais do Sistema de Contabilidade Federal, ainda que tais órgãos se subordinem à 
estrutura administrativa distinta do Ministério da Economia.
A STN integra o Sistema de Contabilidade Federal como órgão central, assim, segundo o 
MCASP, os órgãos setoriais ficam sujeitos à sua orientação normativa e à supervisão técnica, 
sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem integrados.
Certo.
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011. (CESPE/TCE-RJ/AUDITOR DE CONTAS/2021) Com referência aos procedimentos 
estabelecidos pelo Manual de Contabilidade do Setor Público, bem como aos papéis da Se-
cretaria do Tesouro Nacional no âmbito do Sistema de Contabilidade Federal, julgue o item 
subsequente.
O registro dos fatos relacionados com a execução orçamentária deve obedecer ao mesmo 
regime contábil aplicado aos fatos que alteram o patrimônio das entidades públicas.
Sob o aspecto orçamentário, o regime de escrituração previsto é o misto, onde as receitas são 
registradas quando arrecadadas e as despesas quando empenhadas. Já sob o aspecto patri-
monial, o regime determinado é o de competência, também denominado de regime contábil.
Errado.
012. (CESPE/TCE-RJ/AUDITOR DE CONTAS/2021) Acerca das normas referentes à estrutu-
ra conceitual e ao plano de contas do setor público, julgue o item que se segue.
As normas da estrutura conceitual prevalecem sobre as normas específicas de contabilidade, 
no caso de conflito inconciliável.
Em caso de eventuais conflitos com outros normativos, prevalecem as disposições do MCASP, 
aplicando-se subsidiariamente os conceitos descritos nas demais normas, observada a se-
guinte ordem de observância:
• Norma Brasileira de Contabilidade (NBC TSP) relativa ao assunto;
• Norma Brasileira de Contabilidade (NBC T 16.1 a 16.11), nas partes não revogadas;
• Norma Brasileira de Contabilidade (NBC TSP) – Estrutura Conceitual.
Assim, as normas específicas se sobrepõem à estrutura conceitual.
Errado.
013. (CESPE/TJ-SE/ANALISTA CONTADOR/2014) Julgue os itens a seguir, relativamente a 
princípios de contabilidade sob a perspectiva do setor público; sistema de contabilidade fede-
ral; conceituação, objeto e campo de aplicação da contabilidade pública; e patrimônio público.
A contabilidade aplicada ao setor público constitui ramo especializado da ciência contábil, com 
sistema, legislação e princípios próprios, diferentes dos aplicáveis à contabilidade empresarial.
Contabilidade Aplicada ao Setor Público - CASP - é o ramo da ciência contábil que se destina, 
no processo gerador de informações, ao controle patrimonial de entidades do setor público.
A Contabilidade Pública aplica na administração pública as técnicas de registro dos atos e fa-
tos administrativos, apurando resultados e elaborando as demonstrações financeiras, conside-
rando a Lei n. 4.320/1964, as Normas Nacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público 
e o Manual de Contabilidade Aplicado ao Setor Público (MCASP).
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Tais instrumentos encontram-se em consonância com as Normas Brasileiras de Contabilidade Téc-
nicas Aplicadas ao Setor Público (NBC TSP) editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), 
e buscam a convergência às normas internacionais de contabilidade aplicada ao setor público.
Assim, a assertiva está errada, pois a contabilidade pública segue os sistemas e princípios 
aplicados à contabilidade empresarial, respeitando suas particularidades.
Errado.
014. (CESPE/MPU/ANALISTA ATUARIAL/2015) Julgue o item a seguir, acerca do papel do 
Ministério Público da União (MPU) relativamente ao campo de atuação e objetivo no âmbito da 
contabilidade aplicada ao setor público.
Por ser uma entidade governamental, o MPU deve disponibilizar informações sobre aspectos 
de natureza financeira e física do seu patrimônio.
O campo de atuação da contabilidade pública abrange os governos nacionais, estaduais, distrital 
e municipais e seus respectivos poderes (abrangidos os tribunais de contas, as defensorias e o 
Ministério Público), órgãos, secretarias,departamentos, agências, autarquias, fundações (institu-
ídas e mantidas pelo poder público), fundos, consórcios públicos e outras repartições públicas 
congêneres das administrações direta e indireta (inclusive as empresas estatais dependentes).
O Ministério Público da União (MPU), no sentido abrangente da administração pública, é uma 
entidade do poder público nacional e como tal deve observar integralmente as normas da CASP, 
assim, deve disponibilizar todas as suas informações por meio dos relatórios obrigatórios.
Certo.
015. (FGV/MPE-MS/ADMINISTRADOR/2013) Com referência as Normas Gerais de Direito 
Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos 
Municípios e do Distrito Federal, o registro de todos os atos e fatos da gestão orçamentária, 
patrimonial e financeira das entidades públicas, de forma a produzir informações para tomada 
de decisões pela Administração e acompanhamento pelos órgãos de controle e outros setores 
da sociedade interessados, é competência da
a) Contabilidade Pública.
b) Contabilidade Fiscal.
c) Contabilidade Orçamentária.
d) Contabilidade Econômica.
e) Contabilidade Privada.
Contabilidade Aplicada ao Setor Público (CASP) é o ramo da ciência contábil que se destina, 
no processo gerador de informações, ao controle patrimonial de entidades do setor público.
Letra a.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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CONTABILIDADE PÚBLICA
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016. (UEM/UEM/CONTADOR/2017) Qual é o sistema da contabilidade pública que registra, 
processa e evidencia os atos e os fatos representados pelas contas que registram aprovação 
e execução do planejamento e do orçamento?
a) Sistema de contabilidade financeira.
b) Sistema de contabilidade orçamentária.
c) Sistema de contabilidade planejada.
d) Sistema de contabilidade patrimonial.
e) Sistema de contabilidade econômica.
Conforme o MCASP e o PCASP, as informações contábeis controladas pelo “SCF” são dividi-
das nas seguintes naturezas:
• Natureza de Informação Orçamentária onde registra, processa e evidencia os atos e os 
fatos relacionados ao planejamento e à execução orçamentária;
• Natureza de Informação Patrimonial pela qual registra, processa e evidencia os fatos 
financeiros e não financeiros relacionados com a composição do patrimônio público e 
suas variações qualitativas e quantitativas;
• Natureza de Informação de Controle é a que registra, processa e evidencia os atos de 
gestão cujos efeitos possam produzir modificações no patrimônio da entidade do setor 
público, bem como aqueles com funções específicas de controle.
Letra b.
017. (CONSULPLAN/CÂMARA DE BH/CONSULTOR LEGISLATIVO/2018) A Contabilidade 
Aplicada ao Setor Público compreende diferentes aspectos, os quais são importantes para a 
correta interpretação das informações contábeis.
Aspecto ____________ – Nesse aspecto, devem ser atendidos os princípios e as normas contá-
beis voltadas para o reconhecimento, mensuração e evidenciação dos ativos e passivos e de 
suas variações patrimoniais.
Aspecto ____________ – Compreende o registro e a evidenciação do orçamento público, tanto 
quanto à sua aprovação quanto à sua execução.
Aspecto ____________ – Compreende a apuração e a evidenciação, por meio da contabilidade, 
dos indicadores estabelecidos pela LRF, dentre os quais se destacam os da despesa com pes-
soal, das operações de crédito e da dívida consolidada, além da apuração da disponibilidade 
de caixa, do resultado primário e do resultado nominal, a fim de verificar-se o equilíbrio das 
contas públicas.
Considerando os referidos aspectos, assinale a alternativa que completa correta e sequencial-
mente as afirmativas anteriores.
a) Orçamentário / Patrimonial / Fiscal
b) Patrimonial / Orçamentário / Fiscal
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CONTABILIDADE PÚBLICA
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c) Fiscal / Orçamentário / Patrimonial
d) Patrimonial / Fiscal / Orçamentário
O MCASP/PCASP está estruturado de acordo com as seguintes naturezas das informações 
contábeis:
• Natureza de Informação Orçamentária: registra, processa e evidencia os atos e os fatos 
relacionados ao planejamento e à execução orçamentária. Segue as determinações da 
Lei n. 4.320/1964.
• Natureza de Informação Patrimonial: registra, processa e evidencia os fatos financeiros 
e não financeiros relacionados com as variações qualitativas e quantitativas do patrimô-
nio público, representado pelo ativo, passivo e patrimônio líquido.
• Natureza de Informação Fiscal/Controle: registra, processa e evidencia os atos de gestão 
cujos efeitos possam produzir modificações no patrimônio da entidade do setor público, bem 
como aqueles com funções específicas de controle, atende as determinações da LRF.
Letra b.
018. (VUNESP/MPE-SP/CONTADOR/2019) A respeito da contabilidade e do orçamento, do 
ponto de vista da gestão, é correto afirmar:
a) não se relacionam.
b) o orçamento é um instrumento de gestão, enquanto a contabilidade não.
c) a contabilidade é um instrumento de gestão, enquanto o orçamento não.
d) são instrumentos fundamentais para a eficácia da gestão.
e) não contribuem para a eficácia de uma organização.
Considerando a gestão pública como um todo, podemos afirmar que o orçamento e a contabi-
lidade são instrumentos fundamentais para a eficácia da gestão, pois eles envolvem o controle 
sobre os recursos públicos a disposição de uma gestão.
Letra d.
019. (FUNRIO/IF-BA/CONTADOR/2016) Segundo o Manual de Contabilidade Aplicada ao Se-
tor Público, publicado pela Secretaria do Tesouro Nacional, o aspecto da Contabilidade Pública 
que compreende o registro e a evidenciação da composição patrimonial do ente público, é o
a) fiscal.
b) nominal.
c) patrimonial.
d) orçamentário.
e) analítico.
A composição patrimonial é abarcada pelo aspecto patrimonial da contabilidade pública.
Letra c.
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CONTABILIDADE PÚBLICA
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020. (FURB/TIMPOPREV/ANALISTA/2021) A Lei n. 4.320/1964 dispõe em seu Art. 35 sobre 
o reconhecimento das receitas e despesas prevendo que pertencem ao exercício financeiro as 
receitas nele arrecadadas e as despesas nele legalmente empenhadas. Esse dispositivo faz 
referência ao regime:
a) Patrimonial.
b) De custo.
c) Financeiro.
d) De controle.
e) Orçamentário.
A Lei n. 4.320/1964 trata do aspecto orçamentário do patrimônio, determinando o registro 
das receitas e despesas pelo regime misto, onde a receita é registrada quando arrecadada e a 
despesa quando empenhada.
Letra e.
ContAbilidAde ApliCAdA Ao setor públiCo (CAsp)
Contabilidade Aplicada ao Setor Público (CASP) é o ramo da ciência contábil que se desti-
na, no processo gerador de informações, ao controle patrimonial de entidades do setor público.
A Contabilidade Pública aplica na administração pública as técnicas de registro dos atos e 
fatos administrativos, apurando resultados e elaborando as demonstrações financeiras, consi-
derando a Lei n. 4.320/1964, as Normas Nacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Públi-
co e o Manual de Contabilidade Aplicado ao Setor Público (MCASP).
Tais instrumentos encontram-se em consonância com as Normas Brasileiras de Contabili-
dade Técnicas Aplicadas ao Setor Público (NBC TSP) editadas pelo Conselho Federal de Con-
tabilidade (CFC), e buscam a convergência às normas internacionais de contabilidade aplicada 
ao setorpúblico.
Como parte da ciência contábil, a contabilidade pública apresenta atualmente as seguintes 
informações:
• Objeto – Patrimônio público;
• Objetivo – Fornecer informações úteis aos usuários;
• Função social – Apresentar o resultado da gestão para apoiar a tomada de decisão, 
prestação de contas e instrumentalização do controle social;
• Campo de aplicação – Entidades do setor público;
• Usuários – Sociedade e provedores de recursos;
• Princípio básico – Essência econômica sobre a forma jurídica.
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CONTABILIDADE PÚBLICA
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objeto dA ContAbilidAde públiCA
O objeto da Contabilidade Aplicada ao Setor Público (CASP) é o patrimônio público.
Patrimônio Público: é o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, onerados 
ou não, adquiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pelas entidades 
do setor público, que seja portador ou represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, 
inerente à prestação de serviços públicos ou à exploração econômica por entidades do setor 
público e suas obrigações.
Características do patrimônio:
• Os bens tangíveis são os que possuem corpo, matéria, como veículos, terrenos, máqui-
nas; e os intangíveis, são bens incorpóreos, como por exemplo, os direitos de exploração 
ou direitos de uso, as marcas e patentes;
• Onerados são os ativos que podem ser dados como garantia, que possuem um custo 
mensurável. Os não onerados não podem ser utilizados como garantia e normalmente 
não possuem um custo;
• Adquiridos – foram comprados;
• Formados – criados pelo poder público;
• Produzidos – industrializados, transformados;
• Recebidos – ganhos como doação ou em pagamento;
• Mantidos – sob o domínio público;
• Utilizados – estão em uso nas atividades normais.
Contabilmente, o patrimônio público é estruturado em três grupos:
• Ativos: são recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados e 
do qual se espera que resultem para a entidade benefícios econômicos futuros ou po-
tencial de serviços;
• Passivos: são obrigações presentes da entidade, derivadas de eventos passados, cujos 
pagamentos se esperam que resultem para a entidade saídas de recursos capazes de 
gerar benefícios econômicos ou potencial de serviços;
• Situação Patrimonial Líquida: é o valor residual dos ativos da entidade depois de dedu-
zidos todos seus passivos.
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CONTABILIDADE PÚBLICA
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objetivo dA ContAbilidAde públiCA
O objetivo da Contabilidade Aplicada ao Setor Público é fornecer aos usuários, informa-
ções úteis sobre os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, econômi-
ca, financeira e física do patrimônio da entidade do setor público e suas mutações, em apoio 
ao processo de tomada de decisão; a adequada prestação de contas; e o necessário suporte 
para a instrumentalização do controle social.
A natureza da informação apresentada pela contabilidade pública busca atender às neces-
sidades de todos os usuários, abrangendo os investidores, tribunais de contas, gestores, poder 
legislativo e a sociedade como um todo.
DICA!
A função social da contabilidade aplicada ao Setor Público 
deve refletir, sistematicamente, o ciclo da administração pú-
blica para evidenciar informações necessárias à tomada de 
decisões, à prestação de contas e à instrumentalização do 
controle social.
A tomada de decisão pode ser pelos gestores, pelos investidores e até mesmo pelo poder 
legislativo ao aprovar ou rejeitar o orçamento;
A prestação de contas está relacionada com as pessoas que guardam, arrecadam, geren-
ciam, administram ou utilizam recursos públicos e devido isto devem apresentar suas contas 
para fins de julgamento pelos tribunais de contas;
O controle social é o controle feito pela sociedade em geral sobre os resultados apresenta-
dos pela administração pública.
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Para atender a sua função social, a contabilidade pública se ocupa também em todos os 
atos praticados pelo administrador, sejam de natureza orçamentária (Previsão da Receita, Fi-
xação da Despesa, Empenho, Descentralização de Créditos, e outros), ou meramente adminis-
trativo, representativos de valores potenciais que poderão afetar o Patrimônio no futuro (Con-
tratos, Convênios, Acordos, Ajustes, Avais, Fianças, Valores sob responsabilidade, Comodatos 
de Bens, dentre outros), bem como a real situação patrimonial das instituições públicas.
Conjunto dAs inforMAções forneCidAs
A informação sobre a situação patrimonial possibilita aos usuários identificarem os recur-
sos da entidade e as demandas sobre esses recursos na data de divulgação do relatório.
A informação sobre o desempenho orienta as avaliações de questões, como, por exemplo, 
se a entidade adquiriu recursos com economicidade e os utilizou com eficácia e eficiência para 
atingir os seus objetivos de prestação de serviços.
A informação sobre os fluxos de caixa contribui para as avaliações do desempenho e da 
liquidez e da solvência da entidade. Ela indica como a entidade arrecadou e utilizou os recur-
sos durante o período.
O governo elabora, aprova e divulga o orçamento anual. O orçamento fornece informação 
financeira aos interessados sobre os planos operacionais da entidade para o período futuro, as 
suas necessidades de capital e, frequentemente, os seus objetivos e as suas expectativas em 
relação à prestação de serviços. O orçamento é utilizado para justificar a captação de recursos 
dos contribuintes e de outros provedores de recursos e estabelece os regramentos para os 
dispêndios de recursos.
A inclusão de informação que auxilia os usuários na avaliação da extensão na qual as re-
ceitas, as despesas, os fluxos de caixa e os resultados financeiros da entidade devem estar em 
conformidade com as estimativas refletidas nos orçamentos aprovados, bem como a aderên-
cia da entidade à legislação ou outra regulamentação acerca da captação e da utilização dos 
recursos, é importante para a determinação de quão bem a entidade do setor público alcançou 
os seus objetivos financeiros.
A divulgação de informações não financeiras e de informações financeiras das atividades 
de prestação de serviços, desempenho e/ou os resultados durante o exercício, fornecem insu-
mos para avaliações da economicidade, da eficiência e da eficácia das operações da entidade.
A divulgação dessas informações é necessária para que o governo ou outra entidade do se-
tor público cumpra com suas obrigações de prestação de contas e responsabilização (accou-
ntability) – isto é, justificar a utilização dos recursos captados da sociedade ou em nome dela.
As informações explicativas sobre os principais fatores relacionados ao desempenho e 
aos resultados da prestação de serviços da entidade durante o exercício e sobre as premissas 
que corroboram as expectativas sobre esses fatores que provavelmente irão influenciar o de-
sempenho futuro da entidade podem ser apresentadas nos RCPGs em notas explicativas às 
demonstrações contábeis ou em relatórios separados.
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Podemos ver que as informações apresentadas pela CASP são de grande abrangência e 
envolvem, principalmente, as seguintes naturezas:
• Natureza orçamentária – apresenta o planejamento e a execução orçamentária por meio 
do PPA, LD0 e LOA;
• Natureza financeira – apresenta o resultado do fluxo financeiro, ou seja, as entradas e 
saídas de dinheiro. Tem relação direta com o fluxo de caixa e o balanço financeiro;
• Natureza econômica – apresenta o resultado de uma entidade na administração e suas 
receitas e despesas;
• Natureza física – apresenta as informações sobre a composição, existência e qualidade 
dos bens e direitos da instituição.
Na intenção de servir a sociedade em geral com informações uteis, os objetivos da elabora-
ção e divulgação da informação contábil são determinados com base nos usuários dos relató-
rios apresentados pela administração e suas necessidades de informações, sejam financeiras 
(entrada e saída de dinheiro, receitas e despesas) e não financeiras (resultado da prestação de 
serviço, produtos e ações governamentais).
Os Relatórios Contábeis de Propósitos Gerais (demonstrações contábeis) apresentam as infor-
mações financeiras e não financeiras sobre fenômenos econômicos, além de outros fenômenos. 
As informações apresentadas nos RCPGs apresentam os atributos de ser confirmatória e pros-
pectivas, além da informação explicativa.
Como o objetivo principal da maioria das entidades do setor público é prestar serviços à 
sociedade, em vez de obter lucros e gerar retorno financeiro aos investidores. Consequente-
mente, o desempenho de tais entidades pode ser apenas parcialmente avaliado por meio da 
análise da situação patrimonial, do desempenho e dos fluxos de caixa.
Os relatórios contábeis fornecem informações aos seus usuários para subsidiar os pro-
cessos decisórios e a prestação de contas e responsabilização (accountability), portanto, os 
usuários dos RCPGs das entidades do setor público precisam de informações para subsidiar 
as avaliações de algumas questões, tais como:
• se a entidade prestou seus serviços à sociedade de maneira eficiente e eficaz;
• quais são os recursos atualmente disponíveis para gastos futuros, e até que ponto há 
restrições ou condições para a utilização desses recursos;
• a extensão na qual a carga tributária, que recai sobre os contribuintes em períodos futu-
ros para pagar por serviços correntes, tem mudado; e
• se a capacidade da entidade para prestar serviços melhorou ou piorou em comparação 
com exercícios anteriores.
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Note que é por meio da divulgação de informações financeiras e de informações não finan-
ceiras das atividades de prestação de serviços, desempenho e resultados durante o exercício, 
que a administração fornece insumos para avaliações da economicidade, da eficiência e da efi-
cácia das operações da entidade; portanto, os resultados financeiros necessitam ser avaliados 
no contexto dos resultados da prestação de serviços à sociedade (resultado não financeiro).
• Informações financeiras são as informações sobre a situação patrimonial, o orçamento, 
o desempenho e fluxos de caixa da entidade. São normalmente apresentadas nas de-
monstrações contábeis;
• Informações não financeiras são as informações que tratam sobre a missão, objetivos 
da entidade e as atividades previstas de prestação de serviços futuros, bem como o 
impacto provável nas necessidades futuras de recursos pela entidade e as fontes de 
financiamento prováveis.
Atributos QuAlitAtivos dAs inforMAções Contábeis
Para que atendam a sua finalidade, as informações apresentadas pelas demonstrações 
contábeis e outros relatórios devem possuir atributos que as tornam úteis para os usuários e 
dão suporte ao cumprimento dos objetivos da informação contábil.
Estes atributos são denominados de características qualitativas da informação.
DICA!
As características qualitativas da informação contábil são a 
relevância, a representação fidedigna, a compreensibilidade, a 
tempestividade, a comparabilidade e a verificabilidade.
Cada uma das características qualitativas é integrada e funciona em conjunto com as ou-
tras características, de modo a fornecer informação útil para cumprir os objetivos da informa-
ção contábil. Por exemplo, uma descrição que represente fielmente um fenômeno irrelevante 
ou uma descrição que represente de modo não fidedigno um fenômeno relevante resultam em 
informação que não é útil para a tomada de decisão pelo usuário. Do mesmo modo, para ser 
relevante, a informação precisar ser tempestiva e compreensível.
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relevânCiA
As informações são relevantes caso sejam capazes de influenciar significativamente o cum-
primento dos objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil. As informações 
são capazes de exercer essa influência quando têm valor confirmatório, preditivo ou ambos.
O conhecimento de uma informação importante ajuda o usuário a avaliar o impacto de 
eventos passados, corrigindo as suas avaliações anteriores (valor confirmatório) ou a predizer 
resultados futuros (valor preditivo).
As informações têm valor confirmatório se confirmarem ou alterarem expectativas passa-
das (ou presentes). Por exemplo, a informação é relevante, para fins de prestação de contas 
e responsabilização (accountability) e tomada de decisão, se confirmar as expectativas sobre 
questões, tais como:
• A extensão na qual os gestores cumpriram as suas responsabilidades pelo uso eficiente 
e eficaz dos recursos;
• A realização dos objetivos especificados da prestação de serviços;
• O cumprimento da legislação e de regulamentos orçamentários, além de outros.
Os RCPGs apresentam informação acerca dos objetivos, custos e atividades previstas de 
prestação de serviços, além do montante e das fontes de recursos que se destinam a serem 
alocadas na prestação de serviços no futuro.
Tal informação voltada para o futuro tem valor preditivo e é relevante para fins de pres-
tação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão e para auxiliar a 
formar expectativas sobre o futuro. Por exemplo, a informação que confirma ou refuta expec-
tativas passadas pode reforçar ou alterar expectativas sobre o desempenho e os resultados da 
prestação de serviços que possam ocorrer no futuro.
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Conceituação, Objeto e Campo de Aplicação
CONTABILIDADE PÚBLICA
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As funções confirmatória e preditiva da informação são inter-relacionadas, por exemplo, a in-
formação sobre o nível e a estrutura atual dos recursos da entidade e as demandas por esses 
recursos auxiliam os usuários a confirmarem o resultado das estratégias de gestão durante o 
período, além de preverem a capacidade da entidade em responder às mudanças e às neces-
sidades previstas relacionadas à prestação de serviços no futuro.
representAção fidedignA
Para ser útil como informação contábil, a informação deve corresponder à representação 
verdadeira dos fenômenos econômicos e outros que se pretenda representar. A representação 
fidedigna é alcançada quando a representação do fenômeno contábil é completa, neutra e livre 
de erro material.
A informação completa

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