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Conhecimentos
Bancários
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PROFESSOR: EDGAR ABREU (edgarabreu@yahoo.com.br)
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 2
Prezado Aluno:
Algumas informações sobre este material de estudos:
Este apostila é sem dúvida a mais completa e atualizada do mercado,
certamente você não irá encontrar um material de tamanha qualidade,
nem mesmo pagando.
Este material foi elaborado com base no ultimo edital do Banco do
Brasil, elaborado pela Fundação Carlos Chargas em Janeiro de 2011
O responsável pela elaboração desta apostila é o professores Edgar
Abreu com contribuição do professor e amigo Adir Moreira
Esta apostila é disponibilizada gratuitamente para download.
Caso este material seja útil para você, mande um e-mail para o
professor compartilhando a sua felicidade.
Dúvidas quanto aos conteúdos deste material, podem ser esclarecidas
direto com os autores pelo e-mail: edgarabreu@yahoo.com.br ou
adir_moreira@hotmail.com
ESTA VERSÃO É A ULTIMA ATUALIZAÇÃO. IDEAL
PARA PROVA DO 3º EDITAL DO BB 2011 QUE SERÁ
PUBLICADO ESTE ANO
PRÓXIMA ATUALIZAÇÃO: SOMENTE APÓS A
PUBLICAÇÃO DO EDITAL 03/2001, CASO TENHA
DIVERGÊNCIA DE CONTEÚDOS.
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Edgar Abreu e Adir Moreira Página 4
CONTEÚDOS DE CONHECIMENTOS BANCÁRIOS EDITAL JANEIRO 2011
1. Estrutura do Sistema Financeiro Nacional: Conselho Monetário Nacional; COPOM – Comitê de
Política Monetária; BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social; Bancos
Múltiplos; Bancos de Câmbio; Companhias Hipotecárias; Agências de Fomento; CCB – Cédula de
Crédito Bancário; Banco Central do Brasil; Comissão de Valores Mobiliários; Conselho de
Recursos do Sistema Financeiro Nacional; bancos comerciais; caixas econômicas; cooperativas
de crédito; bancos comerciais cooperativos; bancos de investimento; bancos de desenvolvimento;
sociedades de crédito, financiamento e investimento; sociedades de arrendamento mercantil;
sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários; sociedades distribuidoras de títulos e
valores mobiliários; bolsas de valores; bolsas de mercadorias e de futuros; Sistema Especial de
Liquidação e Custódia (SELIC); Central de Liquidação Financeira e de Custódia de Títulos
(CETIP); sociedades de crédito imobiliário; associações de poupança e empréstimo. Sistema de
Seguros Privados e Previdência Complementar: Conselho Nacional de Seguros Privados;
Superintendência de Seguros Privados; Conselho Nacional de Previdência Complementar –
CNPC; Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC; Resseguradores;
sociedades seguradoras; sociedades de capitalização; entidades abertas e entidades fechadas de
previdência privada; corretoras de seguros; sociedades administradoras de seguro-saúde.
Sociedades de fomento mercantil (factoring); sociedades administradoras de cartões de crédito
2. Produtos e serviços financeiros: : depósitos à vista; depósitos a prazo (CDB e RDB); letras de
câmbio; cobrança e pagamento de títulos e carnês; transferências automáticas de fundos;
commercial papers; arrecadação de tributos e tarifas públicas; home/office banking, remote
banking, banco virtual, dinheiro de plástico; conceitos de corporate finance; Fundos de
Investimento; hot money; contas garantidas; crédito rotativo; descontos de títulos; financiamento
de capital de giro; vendor finance/compror finance; leasing (tipos, funcionamento, bens);
financiamento de capital fixo; crédito direto ao consumidor; crédito rural; cadernetas de poupança;
financiamento à importação e à exportação – repasses de recursos do BNDES; cartões de
crédito; títulos de capitalização; planos de aposentadoria e pensão privados; planos de seguros
3. Mercado de capitais: ações – características e direitos; debêntures; diferenças entre companhias
abertas e companhias fechadas; operações de underwriting; funcionamento do mercado à vista de
ações; mercado de balcão; operações com ouro. Mercado de câmbio: instituições autorizadas a
operar; operações básicas; contratos de câmbio – características; taxas de câmbio; remessas;
SISCOMEX. Operações com derivativos: características básicas do funcionamento do mercado a
termo, do mercado de opções, do mercado futuro e das operações de swap
4. Garantias do Sistema Financeiro Nacional: aval; fiança; penhor mercantil; alienação fiduciária;
hipoteca; fianças bancárias; Fundo Garantidor de Crédito (FGC)
5. Crime de lavagem de dinheiro: conceito e etapas. Prevenção e combate ao crime de lavagem de
dinheiro: Lei nº 9.613/98 e suas alterações, Circular Bacen 3.461/2009 e suas alterações e Carta-
Circular Bacen 2.826/98. Autorregulação Bancária (incluso no final do módulo 1)
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Sumário
ULTIMAS ATUALIZAÇÕES DO S.F.N ................................................................ 06
MÓDULO 1 – ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL ................... 09
MÓDULO 2 – PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS ...................................... 37
MÓDULO 3 – MERCADO DE CAPITAIS ........................................................... 65
MÓDULO 4 – GARANTIAS ............................................................................. 86
MÓDULO 5 – CRIME DE LAVAGEM DE DINHEIRO E AUTORREGULAÇÃO ........ 99
RESUMO ...................................................................................................... 106
CADERNO DE EXERCÍCIOS ............................................................................ 110
MÚLTIPLA ESCOLHA COM GABARITO COMENTADO .................................................................. 111
PROVAS DE CONCURSOS CESGRANRIO ...................................................................................... 181
PROVA BB 2010 FCC COMENTADA ............................................................................................. 186
PROVA BB 2011/01 FCC COMENTADA ........................................................................................ 195
PROVA BB 2011/02 FCC COMENTADA ........................................................................................ 206
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 6COMO SABER SE O MATERIAL QUE VOCÊ ESTÁ ESTUDANDO
ESTÁ ATUALIZADO?
ABAIXO TEMOS AS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES DO MERCADO FINANCEIRO NOS
ULTIMOS ANOS
DATA
ALTERAÇÃO
ASSUNTO O QUE MUDOU?
MAIS
INFORMAÇÃO
(clique no link)
23/05/2007
COMPOSIÇÃO
DIRETORIA
COLEGIADA
BACEN
Extingue a diretoria da DIESP e reduz o
número de diretores colegiados do
BACEN de 9 para 8 diretores, sendo um
deles o Presidente. (7 + 1)
Voto BCB
140/2007
28/08/2008
AUTOREGULAÇÃO
BANCÁRIA
É criada o sistema de auto regulação
bancária que tem como principal
objetivo possibilitar aos bancos, em
conjunto com a sociedade, harmonizar o
sistema bancário, suplementando as
normas e os mecanismos de controle já
existentes.
FEBRABAN
24/12/2008 CEF/CÂMBIO
Autoriza a CEF a atuar sem restrições de
operação no mercado de câmbio.
Circular 3.428
09/01/2009 IOF (FACTORING)
Consolida a cobrança de IOF em
alienação de direitos creditórios
realizados pelas factorings
INRF 907
02/03/2009 D.T.V.M
As sociedades distribuidoras de títulos e
valores mobiliários ficam autorizadas a
operar diretamente nos ambientes e
sistemas de negociação dos mercados
organizados de bolsa de valores.
Assim acaba a ultima grande diferença
entre CTVM e DTVM
Decisão Conjunta:
BACEN – CVM
número 17.
01/07/2009
Bancos de
Desenvolvimento
Autoriza os Bancos de Desenvolvimentos
a operar com leasing, utilizando recursos
da linha do FINAME do BNDES
CMN 3.756
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 7
01/07/2009
Agências de
Fomento
Autoriza as Agências de Fomento
Realizarem operações específicas de
câmbio e operações de arrendamento
mercantil financeiro autorizadas pelo
Banco Central do Brasil.
CMN 3.757
06/01/2010 PREVIC
Cria a PREVIC que tem como principal
atribuição fiscalizar as Entidades de
Previdência Complementar Fechadas,
substituindo a antiga SPC
Decreto 7.075
03/01/2010 CNPC E CRPC
Cria os o órgãos CNPC e CRPC que
juntos substituem o antigo CGPC. As
principais atribuições dos novos órgãos
é a de formular política e normatizar o
mercado de previdência fechada (CNPC)
e de julgar recursos interposto de
punições administrativas aplicadas pela
PREVIC (CRPC)
Decreto 7.123
25/02/2010 LF
Cria a letra Financeira e autoriza a
captação para: bancos múltiplos, os
bancos comerciais, os bancos de
investimento, as sociedades de crédito,
financiamento e investimento, as caixas
econômicas, as companhias hipotecárias
e as sociedades de crédito imobiliário
CMN 3.836
21/05/2010 TED
A Febraban resolve reduzir o valor
mínimo de transferência feitas por TED
de R$ 5.000,00 para R$ 3.000,00. Os
DOC’s continuam limitados a R$
4.999,99
Decisão FEBRABAN
26/08/2010 CRSFN
Altera a sua composição, substituindo o
representante da Secretaria do Comércio
do Exterior por mais um representante
do Ministério da Fazenda
Decreto 7.277
06/10/2010
MERCADO DE
CÂMBIO
Estabelece nova redação para câmbio
pronto e limita operações interbancárias
a termo para 1.500 dias
CIRCULAR 3.507
25/10/2010
CARTÃO DE
CRÉDITO
Estabelece valor mínimo para cobrança
na fatura de cartão de crédito de 15%
CIRCULAR 3.512
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 8
em Junho 2011 e de 20% apartir de
Dezembro de 2011
03/12/2010 FGC
Elava o valor de cobertura do FGC de R$
60.000,00 para R$ 70.000,00
CMN 3.931
16/12/2010 BNDES
Autoriza o BNDES a captar recursos
através da emissão de Letras
Financeiras.
CMN 3.933
06/01/2011
Compulsório
Câmbio Vendido
Institui recolhimento compulsório e
encaixe obrigatório sobre posição
vendida de câmbio dos bancos
comerciais, bancos múltiplos, bancos de
desenvolvimento, bancos de
investimento, bancos de câmbio e caixas
econômicas, autorizados a operar no
mercado de câmbio.
Circular 3.520
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 9
MÓDULO 1 – ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO
NACIONAL
Sistema financeiro nacional (SFN): Conjunto de instituições e instrumentos financeiros que
possibilita a transferência de recursos dos doadores finais para os tomadores finais, e cria
condições para que títulos e valores mobiliários tenham liquidez no mercado financeiro.
Objetivo: Agentes Superavitários Instituição Financeira Agentes Deficitários
Comentário: A instituição financeira capta recursos dos agentes superavitários e empresta para
os agentes deficitários.
SEGMENTAÇÃO DE MERCADO
Segmentado em 4 mercados específicos:
1. Cambial (Transformação da moeda estrangeira e moeda nacional e viceversa);
2. Monetário (Controle da Liquidez Bancária);
3. Crédito (Financiamentos: capital giro, capital fixo, habitação, rural,
4. consumo);
5. Capitais (Valores mobiliários, financiamentos: capital giro, capital fixo, underwriting,
ações, debêntures)
MERCADO FINANCEIRO
SEGMENTOS CAMBIAL MONETÁRIO CRÉDITO CAPITAIS
PRAZO À vista e a curto
prazo
À vista e a
curtíssmo prazo
Prazos curto e
médio
Prazos curtos,
médio, longos e
intermediários
CARACTERÍSTICAS Transformação
da moeda
estrangeira em
moeda nacional
(vice-versa)
Controle da
liquidez bancária
Financiamentos:
capital de giro,
capital fixo,
habitação, rural
e consumo
Financiamento:
capital de giro,
capital fixo,
inderwriting,
ações,
debêntures
SISTEMA Bancário e
auxiliar
Bancário e não
bancário e
auxiliar
Bancário e não
bancário
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Edgar Abreu e Adir Moreira Página 11
CARACTERÍSTICA: Instituições que são responsáveis pela normatização, regulação e
fiscalização do Sistema Financeiro Nacional. A exeção é o CRSFN que não normatiza e sim julga
em segunda e ultima istância recursos relativos a algumas punições administrativas.
CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL - CMN
Órgão Máximo do Sistema Financeiro Nacional (IMPORTANTE)
Composição: Ministro da Fazenda (Presidente do conselho); Ministro do
Orçamento, Planejamento e Gestão e o Presidente do Banco Central;
Principais competências da CMN
Autorizar as emissões de Papel Moeda;
Fixar as diretrizes e normas política cambial, inclusive quanto à compra e venda de ouro;
Disciplinar o Crédito em todas as modalidades;
Limitar, sempre que necessário, as taxas de juros, descontos, comissões entre outras;
Determinar o Percentual de recolhimento de compulsório;
Regulamentar as operações de redesconto;
Regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização de todas as instituições financeirasque operam no País.
Comentário: Tente gravar as palavras chaves como: Autorizar, fixar, Disciplinar, Limitar,
Regular. Lembre-se que o CMN é um órgão NORMATIVO assim não executa tarefas
Obs: Cuidado com os verbos AUTORIZAR e REGULAMENTAR que também podem ser
utilizados para funções do Banco Central do Brasil.
BANCO CENTRAL DO BRASIL
Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda;
Diretoria colegiada composta de 8 membros (Presidente + 7 Diretores), todos
nomeados pelo Presidente da República. Sujeito a aprovação no Senado;
Principal órgão executivo do sistema financeiro. Faz cumprir todas as
determinações do CMN;
É por meio do BC que o Governo intervém diretamente no sistema financeiro.
Principais atribuições e competências do BACEN:
Formular as políticas monetárias e cambiais, de acordo com as diretrizes do Governo
Federal;
Regular e administrar o Sistema Financeiro Nacional;
Administrar o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e o meio circulante;
Emitir papel-moeda;
Receber os recolhimentos compulsórios dos bancos;
Autorizar e fiscalizar o funcionamento das instituições financeiras, punindo-as, se for o
caso;
Controlar o fluxo de capitais estrangeiros;
Exercer o controle do crédito.
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Proteger os titulares contra a emissão fraudulenta, manipulação de preços e outros atos
ilegais;
Fiscalizar a emissão, o registro, a distribuição e a negociação dos títulos emitidos pelas
sociedades anônimas de capital aberto;
Fortalecer o Mercado de Ações.
CABE À CVM DISCIPLINAR AS SEGUINTES MATÉRIAS:
• Registro de companhias abertas;
• Registro de distribuições de valores mobiliários;
• Credenciamento de auditores independentes e administradores de carteiras de valores
mobiliários;
• Organização, funcionamento e operações das bolsas de valores e de mercadorias e de
futuros;
• Negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários;
• Suspensão ou cancelamento de registros, credenciamentos ou autorizações;
• Suspensão de emissão, distribuição ou negociação de determinado valor mobiliário ou
decretar recesso de bolsa de valores;
• A CVM tem poderes para disciplinar, normatizar e fiscalizar a atuação dos diversos
integrantes do mercado;
• A Lei atribui à CVM competência para apurar, julgar e punir irregularidades
eventualmente cometidas no mercado;
• O Colegiado tem poderes para julgar e punir o faltoso, que vão desde a simples
advertência até a inabilitação para o exercício de atividades no mercado.
Comentário: A CVM é o BACEN do mercado mobiliário (ações, debêntures, fundos de
investimento entre outros)
RELAÇÃO CVM, BACEN E CLIENTES
CVM
SA Aberta
Acionista
PROTEGE
FISCALIZA
BACEN
Bancos
Clientes
PROTEGE
FISCALIZA
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 14
DICAS DO PROFESSOR
Muitas questões de prova cobram dos alunos competência de cada uma das autoridades
monetárias. O problema é que as vezes é muito confuso e no final não sabemos quem autoriza
emissão de papel moeda, quem fiscaliza fundos de investimento e etc.
Para ajudar na resolução destas questões, procure as palavras chaves de cada assunto abaixo.
Com isso irmos facilitar nosso estudo.
PALAVRAS CHAVES
CVM: Valores Mobiliários, Fundos de Investimento, Ações, Mercado de Capitais, Bolsas de
Valores, Derivativos
BACEN: Executar, Fiscalizar, Punir, Administrar, Emitir (apenas papel moeda), Realizar, Receber
CMN: Fixar diretrizes, Zelar, Regulamentar, Determinar, Autorizar (emissão papel moeda),
Disciplinar, Estabelecer, Limitar
EXEMPLOS:
Exemplo 1.1 (BB 2007) A lei atribui à CVM competência para apurar, julgar e punir
irregularidades eventualmente cometidas no mercado de valores mobiliários. Diante de
qualquer suspeita, a CVM pode iniciar um inquérito administrativo, por meio do qual recolhe
informações, toma depoimentos e reúne provas com vistas a identificar o responsável por práticas
ilegais, desde que lhe ofereça, a partir da acusação, amplo direito de defesa
Palavra chave Valores Mobiliários está relacionada com a CVM. Logo a questão está certa.
Exemplo 1.2 (BB 2009) As funções do CMN incluem: adaptar o volume dos meios de
pagamento às reais necessidades da economia e regular o valor interno e externo da moeda e o
equilíbrio do balanço de pagamentos
As palavras chave adaptar, regular estão relacionadas com o CMN. Logo a questão está certa.
TESOURO NACIONAL
Órgão central do Sistema de Administração Financeira Federal e do Sistema de Contabilidade
Federal.
Responsável pela administração e controle da dívida pública federal.
Caixa do Governo - pois capta recursos no mercado, via emissão primária de títulos, para
financiamento da dívida interna do governo (LFT, NTN, LTN), através do BACEN.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 15
COPOM
Junho de 1999 o Brasil passou a adotar as “Metas de Inflação” (definida pelo C.M.N)
Índice utilizado na meta: IPCA
É composto atualmente é diretoria colegiada do BACEN – (7 Diretores + 1 Diretor Presidente)
É o Copom quem define a taxa de juros “Selic – Meta” e também a existência ou
não do Viés.
Uma vez definido o viés, compete ao presidente do BACEN a tarefa de executar
Reunião em dois dias (terças e quartas), Sendo o primeiro dia reservado para apresentação de
dados e discussões e no segundo dia acontece a votação e definição da taxa de juros.
Calendário de reuniões (8 vezes ao ano) divulgado em até o fim de Outubro, podendo reunir-
se extraordinariamente, desde que convocado pelo Presidente do Banco Central.
Divulgação da ATA de reunião em 6 dias úteis em português e 7 em Inglês;
A taxa Selic é a taxa de juros média que incide sobre os financiamentos diários com prazo de um
dia útil (overnight).
O COPOM estabelece a meta para a taxa Selic, e é função da mesa de operações do mercado
aberto do BACEN manter a taxa Selic diária próxima a meta
Taxa Selic: "custo primáriodo dinheiro" e "taxa básica de juros da economia"
Caso a Inflação (medida pelo IPCA) ultrapasse a meta estipulada pelo C.M.N (somado o intervalo
de tolerância), o Presidente do Banco Central deve explicar os motivos do não cumprimento da
meta através de uma Carta Aberta ao Ministro da Fazenda;
C.R.S.F.N (CONSELHO DE RECURSOS DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL):
Órgão integrante do Ministério da Fazenda, cuja principal atribuição é julgar, em 2a. e
última instância administrativa os recursos interpostos,
a) DAS ATRIBUIÇÕES: Das decisões administrativas aplicadas pelo BACEN, CVM e pela SECEX
(Secretaria de Comércio Exetrior).
b) DOS RECURSOS (APRESENTAÇÃO TRÂMITE E : Ds decisão em processo administrativo
oriundo do BACEN, da CVM, da SECEX e da SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL,
cabe "RECURSO" ao CRSFN, no prazo estipulado na intimação, devedo o interessado
entregá-lo mediante recibo ao respectivo órgão instaurador (CRSFN).
8 Conselheiros escolhidos pelo Ministro da Fazenda (mandato de 2 anos podendo ser
reconduzidos uma vez):
o dois representantes do Ministério da Fazenda; (um dos representates ocupará o cargo
de presidente)
o um representante do Banco Central do Brasil;
o um representante da Comissão de Valores Mobiliários
o quatro representantes das entidades de classe dos mercados financeiros e de capitais;
(Abrasca, Anbid, CNBV, Febraban)
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 16
OBS: O Presidente e Vice do conselho será escolhido pelo Ministro da Fazenda.
Além dos conselheiros, fazem parte do CRSFN
3 (três) procuradores da "fazenda nacional"
1 (um) secretário-executivo
Atribuições do Conselho de Recursos: julgar em segunda e última instância
administrativa os recursos de decisões do Banco Central do Brasil:
a) relativas a penalidades por infrações à legislação cambial, de capitais estrangeiros e de
crédito rural e industrial;
b) relativas à aplicação de penalidades por infração à legislação de consórcios;
c) referentes à adoção de medidas cautelares; e
d) referentes à desclassificação e à descaracterização de operações de crédito rural e
industrial, e a impedimentos referentes ao Programa de Garantia de Atividade
Agropecuária - PROAGRO.
Compete ainda ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional apreciar os recursos de
ofício, dos órgãos e entidades competentes, contra decisões de arquivamento dos processos
CARACTERÍSTICA: Instituições que podem criar moeda. Captam depósito à vista.
NORMATIZAÇÃO E FISCALIZAÇÃO: São Fiscalizadas pelo BACEN. Sujeitos a normas do CMN e
Fiscalizados pelo BACEN.
Alguns exemplos:
Banco Comercial: A maioria dos bancos comerciais são bancos multiplos.
Cooperativa de Crédito: Unicred
Caixa Econômica: CEF (único representante)
Banco Cooperativo: SICREDI
Banco Múltiplo (com carteira Comercial): Banco do Brasil
INSTITUIÇÕES MONETÁRIAS (BANCÁRIAS)
1. BANCO COMERCIAL
2. COOPERATIVA DE CRÉDITO
3. CAIXA ECONÔMICA
4. BANCO COOPERATIVO
5. BANCO MÚLTIPLO ( COM CARTEIRA COMERCIAL)
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 17
BANCOS COMERCIAIS
São a base do sistema monetário.
São intermediários financeiros que recebem recursos de quem tem (captação) e os distribuem
através do crédito seletivo a quem necessita de recursos (aplicação), criando moeda através
do efeito multiplicador do crédito.
O objetivo é fornecer crédito de curto e médio prazos para pessoas físicas, comércio, indústria
e empresas prestadoras de serviços.
Captação de Recursos (Operações Passivas):
- Depósitos à vista : conta corrente ;
- Depósitos a prazo : CDB, RDB ;
- Letra Financeira (Novidade, Resolução 3.836 de Fev/2010)
- Recursos de Instituições financeiras oficiais ;
- recursos externos;
- prestação de serviços : cobrança bancária, arrecadação e tarifas e tributos públicos, etc.
Aplicação de Recursos (Operações Ativas):
- Desconto de Títulos ;
- Abertura de Crédito Simples em Conta Corrente: Cheques Especiais;
- Operações de Crédito Rural, Câmbio e Comércio internacional.
Comentário: Para diminuir a criação de moedas feita pelos bancos comerciais, o BACEN utiliza o
Depósito Compulsório.
BANCOS MÚLTIPLOS
Os bancos múltiplos surgiram a fim de racionalizar a administração das instituições financeiras.
Carteiras de um banco múltiplo:
Comercial; (MONETÁRIA)
De Investimentos;
De Crédito Imobiliário;
De Aceite (financeiras);
De Desenvolvimento; (PUBLICO)
Leasing.
Para configurar a existência do banco múltiplo, ele deve possuir pelo menos duas das
carteiras mencionadas, sendo uma delas comercial ou de investimentos.
Um banco múltiplo deve ser constituído com um CNPJ para cada carteira, podendo
publicar um único balanço.
Comentário: Os bancos múltiplos com carteira comercial são considerados instituições
monetárias.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 18
CAIXAS ECONÔMICAS
ÚNICO REPRESENTANTE : CEF (decreto 759 de 12/08/1969)
Junto com os bancos comerciais, são as mais antigas instituições do sistema financeiro
nacional.
Atividade Principal : integram o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo e o Sistema
Financeiro da Habitação ;
São instituições de cunho eminentemente social, concedendo empréstimos e financiamentos a
programas e projetos nas áreas de assistência social , saúde, educação, trabalho, transportes
urbanos e esporte.
Monopólio das operações de empréstimo sob penhor de bens, Bilhetes loterias..
Comentário: As atribuições e objetivos das Caixas Econômicas são as mesmas da CEF.
COOPERATIVAS DE CRÉDITO
Cooperados: pessoas com atividades afins que buscam, com a união de esforços, concessão
de créditos com encargos mais atrativos;
Atuam basicamente no setor primário da economia (agricultura). Também pode ser
formada por funcionários de uma empresa;
Quantidade mínima de cooperados: 20 (lei nº 5.764/71);
São equiparadas a uma instituição financeira, através da lei nº 4.595/64.
Meios de captação:
Captar depósito à vista e à prazo (somente associados);
Empréstimos outras Instituições;
Cobrança de contribuição mensal;
Doações;
Parte dos recursos captados em depósitos é obrigatoriamente recolhida no Banco
do Brasil, constituindo a reserva matemática.
Comentário: Apesar de não incidir compulsórias as cooperativas de créditos estão sujeitas a
recolher parte do seu recurso captado para o Banco do Brasil constituindo uma reserva
matemática. Esta exigência tem como objetivo minimizar a criação de moedas por parte das
cooperativas.
BANCOS COOPERATIVOS
Autorizados pelo Banco Central, constituídos na forma de sociedades anônimas de capital
fechado, onde os acionistas são obrigatoriamente as cooperativas.
São Bancos múltiplos ou bancos comerciais controlados por cooperativa de crédito, que
devem deter, pelo menos, 51% das suas ações com direito a voto.
Além de oferecer os produtos e serviços que as cooperativas oferecem (como conta corrente,
cheques especiais, pagamento de tributos e processamento da folha de pagamento dos
funcionários da empresa), podem captar recursos no exterior.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 19
Sua atuação é restrita a Unidade da Federação de sua sede
Comentário: O Sicredi é um exemplo de Banco Cooperativo
CARACTERÍSTICAS: Instituições que não podem criar moeda. Não podem captar depósito à
vista.
NORMATIZAÇÃO E FISCALIZAÇÃO: São Fiscalizadas pelo BACEN. Sujeitos a normas do CMN e
Fiscalizadospelo BACEN.
Alguns exemplos:
Banco de Investimento: BTG Pactual
Banco Múltiplo (sem carteira comercial): A maioria dos bancos múltiplos possuem a
carteira comercial.
Banco de Câmbio: Banco Rendimento
Agências de Fomento: Caixa RS
Associações de Poupança e Empréstimo: POUPEX
Banco de Desenvolvimento: BRDE
Companhias Hipotecárias: Cobansa
Sociedades Crédito, Financiamento e Investimento (Financeira): Finasa, Losango.
Sociedades de Crédito Imobiliário: A maioria das SCI são de bancos múltiplos
Sociedade de Arrendamento Mercantil: honda leasing s/a arrendamento mercantil
Comentário: Por não terem capacidade de gerar moeda, essas Instituições não captam depósito
à vista.
INSTITUIÇÕES NÃO MONETÁRIAS (NÃO BANCÁRIAS)
1. BANCO DE INVESTIMENTO
2. BANCO MÚTIPLO (SEM A CARTEIRA COMERCIAL)
3. BANCO DE DESENVOLVIMENTO
4. BANCO DE CÂMBIO
5. SOCIEDADES DE CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO (FINANCEIRAS)
6. SOCIEDADE DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING)
7. ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO – APE
8. SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO‐ SCI
9. COMPANHIAS HIPOTECÁRIAS
10. AGÊNCIAS DE FOMENTO
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 20
BANCOS DE INVESTIMENTO
São instituições criadas para conceder créditos de médio e longo prazos para as empresas.
Instituições de natureza privada, reguladas e fiscalizadas pelo BACEN e CVM
Tipos de Crédito:
a. Podem manter contas correntes, desde que essas contas não sejam
remuneradas e não movimentáveis por cheques; resolução 2.624
b. Administração de fundos de investimentos;
c. Abertura de capital e subscrição de novas ações de uma empresa (IPO e
underwriting).
d. Capital de Giro;
e. Capital Fixo (investimentos): sempre acompanhadas de projeto;
f. Captam recursos através de CDB/RDB ou venda de cotas de fundos.
g. Também podem captar recursos via emissão de Letra Financeira (Novidade,
Resolução 3.836 de Fev/2010)
Comentário: Com o crescimento do Mercado de Capitais, cada vez mais torna-se importante a
presença dos bancos de Investimento.
BANCOS DE DESENVOLVIMENTO
Controlados pelo Governo Estadual
ATENÇÃO: Legalmente o BNDES NÃO é um Banco de Desenvolvimento, ele é uma
empresa Pública Federal. (Resolução 394/1976);
Objetivos:
o Financiamento a médio e longo prazos;
o Impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região e do país;
Captação:
o Repasse de órgãos financeiros do Governo Federal;
o Repasse do BNDES;
o CDB/RDB
o Cédulas hipotecárias,
o Cédulas pignoratícias de debêntures
Aplicação:
o Empréstimos e Financiamentos de médio e longo prazos;
o Leasing
Principais agentes de fomentos regionais:
o BNB (Banco do Nordeste), BASA (Banco da Amazônia)
Exemplo de Banco de Desenvolvimento:
o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul).
Comentário: O BNDES não é considerado Banco de Desenvolvimento pelo fato de ser
uma empresa Pública Federal, o que é vetado a um Banco de Desenvolvimento segundo a
resolução 394 de 1976.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 21
BANCO DE CÂMBIO
Os bancos de câmbio são instituições financeiras autorizadas a realizar, sem restrições,
operações de câmbio e operações de crédito vinculadas às de câmbio, como
financiamentos à exportação e importação e adiantamentos sobre contratos de câmbio.
IMPORTANTE: Os Bancos de Câmbio podem receber depósitos em contas sem
remuneração, não movimentáveis por cheque ou por meio eletrônico pelo titular, cujos
recursos sejam destinados à realização das operações acima citadas.
Na denominação dessas instituições deve constar a expressão "Banco de Câmbio"
SOCIEDADES DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO - FINANCEIRAS
Objetivo: financiar bens duráveis por meio de crédito direto ao consumidor (CDC ou
Crediário). Exemplos: Losango, Portocred, BV Financeira.
Principal característica: crédito pulverizado (muitas operações de valores relativamente
pequenos para uma grande quantidade de clientes).
Não podem manter contas-correntes;
Por ser uma atividade de risco, as operações passivas estão limitadas a 12 vezes o seu
patrimônio.
As taxas altas são justificadas pelo alto índice de inadimplência;
Captação (operações passivas):
Letras de Câmbio (LC);
Depósito a prazo (RDB APENAS)
Letra Financeira (Novidade, Resolução 3.836 de Fev/2010)
Comentário: As grandes Financeiras que atuam no Brasil pertencem a grandes bancos. Assim
suas captações são na maioria repasse do Banco Mútiplo no qual faz parte. Exemplo, Finasa
(Repasse do Bradesco), Losango (Repasse do HSBC).
SOCIEDADE DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO (SCI)
Suas atribuições são semelhantes às APE’s.
É uma Sociedade Anônima (S.A) ;
Entidade com fins Lucrativo;
Deve conter em seu nome, a expressão “Crédito Imobiliário”.
Captação de Recursos :
Poupança;
Depósitos a prazo;
Letras e Cédulas Hipotecárias;
Letra Financeira (Novidade, Resolução 3.836 de Fev/2010)
Convênio com outros bancos;
Repasses da CEF.
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Além do financiamento direto, emprestam recursos às empresas para empreendimentos
imobiliários (compra, construção e capital de giro para essas empresas) .
Comentário: A grande diferença entre APE e SCI é que a primeira não pode ser S.A, e não tem
fins lucrativos, enquanto a segunda (SCI) necessariamente é uma S.A e TEM fins lucrativo.
ASSOCIAÇÕES DE POUPANÇAS E EMPRÉSTIMOS (APE)
Constitui-se em uma forma associativa para a construção ou aquisição da casa própria, sem
finalidade de lucro. É uma sociedade civil, onde todos os poupadores são proprietários da
Associação. O depositante adquire vínculo societário, e a remuneração da poupança
funciona como dividendos adquiridos pelo vínculo societário.
Captação de recursos:
poupança;
Depósitos a prazo;
Letras e Cédulas Hipotecárias;
Repasses de outros bancos;
Empréstimos externos.,
Aplicação de recursos: através de financiamentos imobiliários (SFH)
POUPEX (Poupança do Exército) administrada pelo BB.
Comentário: Quem Investe em uma APE torna-se sócio e proprietário, tendo assim direito a
dividendos
COMPANHIAS HIPOTECÁRIAS
As companhias hipotecárias são instituições financeiras constituídas sob a forma de
sociedade anônima, que
OBJETIVO: conceder financiamentos destinados à produção, reforma ou comercialização de
imóveis residenciais ou comerciais aos quais não se aplicam as normas do Sistema Financeiro da
Habitação (SFH). S
Principais operações passivas são:
letras hipotecárias
debêntures
empréstimos e financiamentos no País e no Exterior.
Letra Financeira (Novidade, Resolução 3.836 de Fev/2010)
Suas principais operações ativas são:
financiamentos imobiliários residenciais ou comerciais
aquisição de créditos hipotecários
refinanciamentos de créditos hipotecários
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 23
repasses de recursos para financiamentos imobiliários.
Tais entidades têm como operações especiais a administração de créditos hipotecários de
terceiros e de fundos de investimento imobiliário
IMPORTANTE: As companhias hipotecárias estão autorizadas a captarem recursos através da
emissão de debêntures, mesmo estas sendo considerada Instituição Financeira e não ser
necessáriamente constituida como S.A Aberta.
AGÊNCIAS DE FOMENTO
Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima de capital fechado e estar sob o
controle de Unidade da Federação, sendo que cada Unidade só pode constituir uma agência
OBJETIVO: concessão de financiamento de capitalfixo e de giro associado a projetos na Unidade
da Federação onde tenham sede.
Tais entidades têm status de instituição financeira, mas não podem captar recursos junto
ao público, recorrer ao redesconto, ter conta de reserva no Banco Central, contratar
depósitos interfinanceiros na qualidade de depositante ou de depositária e nem ter participação
societária em outras instituições financeiras.
De sua denominação social deve constar a expressão "Agência de Fomento" acrescida da
indicação da Unidade da Federação Controladora.
As agências de fomento devem constituir e manter, permanentemente, fundo de liquidez
equivalente, no mínimo, a 10% do valor de suas obrigações, a ser integralmente aplicado em
títulos públicos federais.
As agências de fomento podem realizar, na Unidade da Federação onde tenham sede, as
seguintes operações e atividades, entre outras, observada a regulamentação aplicável em cada
caso:
I. financiamento de capitais fixo e de giro associado a projetos
II. prestação de serviços de consultoria e de agente financeiro
III. aplicação de disponibilidades de caixa em títulos públicos federais, inclusive por meio de
operações compromissadas
IV. swap para proteção de posições próprias
V. operações de crédito rural
VI. financiamento para o desenvolvimento de empreendimentos de natureza profissional,
comercial ou industrial, de pequeno porte, inclusive a pessoas físicas
VII. operações específicas de câmbio autorizadas pelo Banco Central do Brasi
VIII. operações de arrendamento mercantil financeiro (leasing)
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CARACTERÍSTICAS: Instituições que mesmo pertecendo ao subsistema operacional executam
algumas funções do subsistema normativo.
BNDES (BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL)
Empresa Pública Federal (vinculada ao Ministério do Desenvolvimento);
É a instituição responsável pela política de investimentos, de longo prazo do Governo Federal,
tendo como objetivos básicos:
Impulsionar o desenvolvimento econômico e social do País;
Fortalecer o setor empresarial nacional;
Atenuar os desequilíbrios regionais, criando novos pólos de produção.
Para a consecução desses objetivos, conta com um conjunto de fundos e programas especiais
de fomento, como, por exemplo, Finame, Finem, Funtec e Finac.
Administra o Fundo Nacional de Desestatização (FND);
Através de sua subsidiária integral o BNDESPAR, investe em empresas nacionais através da
subscrição de ações e debêntures conversíveis
Principais meios de Captação de recursos (Passivo)
Debêntures
Letra Financeira (Novidade, Resolução 3.933 de Dez/2010)
Repasse Governo
Comentário: É o principal executor da política de investimentos do governo federal.
BANCO DO BRASIL
Sociedade anônima de capital misto, controlada pelo governo federal;
É um exemplo de um Banco Múltiplo
É um exemplo de AGENTE ESPECIAL
Situações em que o BB atua como agente do Governo Federal:
Principal executor da política oficial de crédito rural;
Executor do Serviço de Compensação de Cheques e Outros Papéis;
Pagamentos e suprimentos necessários a execução do Orçamento Geral da União;
Operação dos fundos de investimento setorial como Pesca e Reflorestamento e o
Fundo Constitucional do Centro -Oeste- FCO;
AGENTES ESPECIAIS
BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES
BANCO DO BRASIL
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
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Realização, por conta própria, compra e venda de moedas estrangeiras e, por conta do
BC, nas condições estabelecidas pelo CMN;
Agenciamento dos pagamentos e recebimentos fora do País;
Comentário: É o agente do governo federal para os assuntos ligados a área rural e exportação.
CEF (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL)
Empresa Pública Federal (vinculada ao Ministério da Fazenda);
Maior “Banco Público” da América Latina
É um banco sui generis “A companhia pode ser constituída, mediante escritura pública, tendo
como único dono e acionista a sociedade brasileira”
Podem captar recursos também por: Letra Financeira (Novidade, Resolução 3.836 de
Fev/2010)
Funções de Agente Financeiro:
o Executor das políticas de habitação e saneamento do governo federal;
o Exclusividade nas operações de penhor;
o Principal arrecadador do FGTS;
o Administradora exclusiva das Loterias Federias e do Programa de Integração Social
(PIS);
o Pagamento de salário desemprego e outros programas sociais (ex. Bolsa Família).
Comentário: Apesar de não ser um Banco, a CEF atua como um banco múltiplo semelhante ao
Banco do Brasil, como uma Instituição Especial, pelo fato de executar tarefas do governo federal.
CARACTERÍSTICAS: Instituições que atuam como distribuidores de títulos e valores mobiliários,
tais como ações, debêntures e commercial papers, fazendo o papel de intermediadores. Também
conhecidos como Agentes Underwriters.
SOCIEDADES CORRETORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS (SCTVM)
Sua principal função é a de promover a aproximação entre compradores e vendedores de
títulos, valores mobiliários e ativos financeiros, dando a estes, a negociabilidade adequada
através de operações no sistema eletrônico da bolsa
SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
C.T.V.M
D.T.V.M
BANCO DE INVESTIMENTO (ver em instituiçoes não bancária)
BANCO MÚLTIPLO COM CARTEIRA INVESTIMENTO (ver em instituiçoes não bancária)
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constituídas sob a forma de S.A, dependem da autorização do CVM e do BACEN para
funcionar;
Típicas do mercado acionário, operando na compra, venda e distribuição de títulos e valores
mobiliários;
Operam nas bolsas de valores e de mercadorias;
Os investidores não operam diretamente nas bolsas. O investidor abre uma conta
corrente na corretora, que atua nas bolsas a seu pedido, mediante cobrança de comissão
(também chamada de corretagem, de onde obtém seus ganhos).
Uma corretora pode atuar também por conta própria;
Têm a função de dar maior liquidez e segurança ao mercado acionário.
Podem Administrar fundos e clubes de Investimento.
Podem Intermediar operações de Câmbio
Comentário: Graças aos limites operacionais estabelecidos pelas corretoras e regulamentados
pela CVM, os riscos de falta de solvência e de liquidez são minimizados, pois se não existissem
esses limites poderiam “quebrar” o sistema mobiliário, haja vista que a liquidação financeira no
mercado acionário se dá sempre em D+3.
SOCIEDADES DISTRIBUIDORAS DE TÍTULOS DE VALORES MOBILIÁRIOS (DTVM)
As DTVM tem as mesmas funções que as CTVM.
NOVIDADE Não existe mais diferença na área de atuação entre as CTVM e as
DTVM desde a decisão conjunta abaixo
DECISÃO CONJUNTA (BACEN E CVM N°17) – 02/03/2009:
“As sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários ficam autorizadas a operar
diretamente nos ambientes e sistemas de negociação dos mercados organizados de bolsa de
valores.”
O que faz uma Distribuidora?
Como instituição auxiliar do Sistema Financeiro Nacional, tem como objetivo intermediar
operações com Títulos e valores mobiliários. Por exemplo: papéis de Renda Fixa, Ações,
Debêntures, certificados de incentivos fiscais e, ainda, atuar no mercado de
Commodities, na compra e venda de Ouro e intermediação em Bolsa de
Mercadorias.
OUTROS INTERMEDIÁRIOS FINANCEIROS
SOCIEDADE DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING)
BOLSAS DE VALORES
BM&FBOVESPA
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CARACTERÍSTICAS: Instituições financeiras que auxiliam o Sistema Financeiro Nacional e
sofrem supervisão e fiscalização do BACEN e/ou CVM.
SOCIEDADES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING)
Sociedade Anônima;
Idéia: o lucro de uma atividade pode ser proveniente do uso de um equipamento, e não de
sua atividade. Exemplo: Transportadora.
Suas operações se assemelham a uma locação (de um bem móvel) tendo o cliente, ao
final do contrato, as opções de renovar, devolver o bem, ou adquirir o bem por um valor
prefixado (chamado de valor residual garantido - VRG).
Captação de Recursos: através da emissão de Debêntures (garantidos pelo Patrimônio das
sociedades), empréstimos junto a outras instituições financeiras ou de recursos no exterior.
IMPORTANTE: As Sociedades de Arrendamento Mercantil (leasing) estão autorizadas a emitir
Debêntures mesmo não sendo S.A Aberta.
Comentário: Uma Sociedade de Arrendamento Mercantil deve ser constituída SEMPRE sobre a
forma de S.A e o lucro de suas atividades assemelha a de uma locadora
BOLSAS DE VALORES
São associações civis, sem fins lucrativos, onde se realizam as transações de compra e venda
de títulos e valores mobiliários entre as sociedades corretoras membros. São subordinadas
à CVM;
Principais atribuições:
Manter um local adequado à realização de transações de compra e venda entre as
corretoras detentoras de títulos naquela bolsa;
Zelar pela segurança e liquidez do mercado de capitais
Manter total transparência das transações efetuadas.
Fundo de Garantia:
Como forma de garantir o cumprimento dos negócios realizados, protegendo os investidores
contra negociações fraudulentas, as bolsas se obrigam a manter um fundo de garantia.
Podem se transformar às em S.A caso queiram. (Resoluções 2690 de 28/01/2000 e
2709 de 30/03/2000).
Comentário: A BOVESPA deixou de ser uma sociedade civil sem fins lucrativos e transformou-
se em uma S.A, dando início em Outubro das negociações de suas ações no mercado de
capitais.
BM&F BOVESPA S.A.- BOLSA DE VALORES, MERCADORIAS E FUTUROS.
Empresa criada pelos acionistas da Bovespa Holding S.A. e da Bolsa de Mercadorias & Futuros-
BM&F S.A., é listada no Novo Mercado depois de obtido o seu registro de companhia aberta na
Comissão de Valores Mobiliários (CVM), criada dia 12 de agosto de 2008.
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A negociação das ações de sua emissão em bolsa iniciou-se no dia 20 de agosto do mesmo ano.
A bolsa opera um elenco completo de negócios com ações, derivativos, commodities,
balcão e operações estruturadas.
As negociações se dão em pregão eletrônico e via internet, com facilidades de homebroker.
A nova companhia é líder na América Latina nos segmentos de ações e derivativos, com
participação de aproximadamente 80% do volume médio diário negociado com ações e mais de
US$ 67 bilhões de negócios diários no mercado futuro.
DEVERES E OBRIGAÇÕES
Manter equilíbrio entre seus interesses próprios e o interesse público a que deve atender,
como responsável pela preservação e auto-regulação dos mercados por ela administrados;
Cabe à entidade administradora aprovar regras de organização e funcionamento dos mercados e
as normas de conduta necessárias ao seu bom funcionamento e à manutenção de elevados
padrões éticos de negociação nos mercados por ela administrados
AS REGRAS DE NEGOCIAÇÃO DA BOLSA DEVEM:
o Evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a criar condições
artificiais de demanda, oferta ou preço dos valores mobiliários negociados em seus
ambientes;
o Assegurar igualdade de tratamento às pessoas autorizadas a operar em seus ambientes;
o Evitar ou coibir práticas não-equitativas em seus ambientes;
o Fixar as variações de preços e quantidades ofertadas, em seu ambiente de negociação
que for caracterizado como centralizado e multilateral, que exige a adoção de
procedimentos especiais de negociação, bem como os procedimentos operacionais
necessários para quando tais variações forem alcançadas, respeitadas as condições
mínimas que forem estabelecidas pela CVM em regulamentação específica.
CARACTERÍSTICAS: São prestadores de serviços, responsáveis pela guarda de ativos
financeiros e também pela sua liquidação. Seu principal objetivo é mitigar (reduzir) o risco de
liquidação dos ativos. Também são conhecidos como Clearing Houses.
CÂMARAS E PRESTADORES DE SERVIÇOS E LIQUIDAÇÃO E
COMPENSAÇÃO
SELIC
CETIP
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SISTEMA ESPECIAL DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA (SELIC)
Sistema informatizado, criado pelo BACEN e pela Associação Nacional das Instituições do Mercado
Aberto - ANDIMA, para a concretização das operações envolvendo Títulos Públicos (Federais,
Estaduais e Municipais);
Liquidação dos TPF em D+0;
Apenas os títulos públicos estaduais e municipais emitidos até janeiro/1992;
O Selic é um sistema informatizado que se destina à custódia de títulos escriturais de
emissão do Tesouro Nacional, bem como ao registro e à liquidação de operações com
os referidos títulos.
Liquidadas Brutos em Tempo Real – LBTR (Online)
Participantes do Selic: Bancos, caixas econômicas, SCTVM, SDTVM, BACEN; fundos;
entidades abertas e fechadas de previdência complementar, sociedades seguradoras,
resseguradores locais, operadoras de planos de assistência à saúde e sociedades de
capitalização outras entidades, a critério do administrador do Selic.
Administrado pelo Banco Central do Brasil operado em parceria com a Anbima.
Seus centros operacionais (centro principal e centro de contingência) localizados na cidade do
Rio de Janeiro.
Das 6h30 às 18h30, todos os dias úteis
Se a conta de custódia do vendedor não apresentar saldo suficiente de títulos, a
operação é mantida em pendência pelo prazo máximo de 60 minutos ou até 18h30, o
que ocorrer primeiro
Comentário: Não confunda o SELIC com as taxas SELIC que existem no mercado (Selic over e
Selic Meta). Lembre-se que TPE (Títulos Públicos Estaduais) e TPM (Títulos Públicos Municipais)
emitidos após Janeiro/1992 são liquidados e custodiados pelo CETIP e que a transação no SELIC
se dá em D+0, ou seja, em tempo real.
CETIP (CÂMARA DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA)
Cetip S.A. Balcão Organizado de Ativos e Derivativos
Semelhante a SELIC, porém envolvendo títulos privados. Os Estaduais e Municipais
(posteriores a Janeiro/1992)
Característica: execução, do registro da operação, e da liquidação financeira da transação
Depositária principalmente de títulos de renda fixa privados, títulos públicos estaduais e
municipais.
São cerca de 50 diferentes tipos de ativos, incluindo títulos de renda fixa, como CDB –
Certificado de Depósito Bancário; valores mobiliários, como Debêntures; títulos do
agronegócio, como a LCA – Letra de Crédito do Agronegócio e a CPR – Cédula de Produto
Rural; cotas de fundos de investimento abertos e fechados; ativos utilizados como moeda de
privatização; e Derivativos, como Swap, Termo de Moeda e Opções Flexíveis sobre Taxa de
Câmbio, entre outros
Com poucas exceções, os títulos são emitidos escrituralmente, (eletrônicos)
As operações de compra e venda são realizadas no mercado de balcão.
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Conforme o tipo de operação e o horário em que realizada, a liquidação é em D ou
D+1.
CARACTERÍSTICAS: São prestadores de serviços, não sofrem fiscalização do BACEN ou
CVM. São empresas comerciais que auxiliam o Sistema Financeiro Nacional.
SOCIEDADES DE FOMENTO MERCANTIL (FACTORING) Atividade de prestação de serviços ligada à compra de direitos creditórios, originados
de um contrato de venda mercantil, desenvolvido por uma empresa comercial.
É uma atividade essencialmente mercantil, em que o pré-requisito é o registro na junta
comercial, NÃO sendo fiscalizada pela CVM ou BACEN
Duas Figuras : Sacador (aquele que vende seus ativos) e a Factoring (aquela que compra
os títulos, mediante deságio).
Riscos Envolvidos: Principalmente na idoneidade dos títulos adquiridos.
Tipos de Serviços oferecidos pelas Factorings :
Transação com Duplicatas : envolve a compra de duplicatas a vencer e cheques pré-
datados ;
Maturity : consiste na assunção de todo e qualquer crédito do sacador pela factoring,
assumindo com isto, todos os riscos ;
Over-Advanced : adiantamento feito pela factoring para o sacador comprar mercadorias e
insumos ;
Trustee: a factoring assume a administração financeira e o gerenciamento das atividades
produtivas do sacador, ou seja, ela é uma prestadora de serviços de administração
financeira
BANCO FACTORING
É instituição financeira Não é instituição Financeira
Capta recursos e empresta dinheiro.
Faz intermediação
Capta recursos através da emissão de
debêntures e Commercial Papers e
empréstimos juto aos bancos
Empresta dinheiro Compra direitos creditórios
Cobra juros Compra à vista, mediante deságio
Desconta títulos e faz financiamentos Não desconta. Compra títulos de
crédito e direitos
O devedor é o seu cliente Seu devedor é a empresa sacada
Impostos: IOF e IR Imposto: ISS e IOF e IR
OUTROS PRESTADORES DE SERVIÇOS
SOCIEDADE DE FOMENTO MERCANTIL (FACTORING)
SOCIEDADE ADMINISTRADORA DE CARTÃO DE CRÉDITO
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Comentário: Não Devido ao seu alto risco e o alto índice de inadimplência, as taxas de juros
cobradas pelas Factoring são geralmente bem acima das praticadas pelo mercado, por estes
mesmos “problemas” o BACEN limita suas operações de empréstimos em apenas uma vez o seu
Capital Social.
É importante também salientar que mesmo não sendo uma Instituição Financeira, as
operações de alienação de direitos creditórios, realizadas pelas Factoring geram a cobrança de
IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). (ver IN da Receita Federal 907/2009 )
SOCIEDADES ADMINISTRADORAS DE CARTÕES DE CRÉDITO
São empresas prestadoras de serviços, que fazem a intermediação entre os portadores de
cartões, os estabelecimentos afiliados, as bandeiras (Visa, MasterCard etc.) e as instituições
financeiras.
São empresas NÃO financeiras.
Receitas das Administradoras de Cartão de Crédito:
o Anuidade: cobrada ao portador para se associar a sistema de cartão de crédito.
Algumas administradoras já estão deixando de cobrar essa tarifa;
o Comissão: percentual pago pelo estabelecimento a administradora pela utilização por
parte do usuário;
o Remuneração de Garantia e Taxa de Administração: cobradas ao portador
quando este efetua compra parceladas pelo cartão.
Comentário: Não são Instituições Financeiras. Constituídas sobre a forma de uma S.A
CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO - CCB
Este assunto é um ativo bancário e está incluído no capítulo 1 do edital de forma ERRADA.
Ver em produtos e serviços bancários: Módulo 2
SEGUROS CAPITALIZAÇÃO E PREVIDÊNCIA
CNSP
SUSEP
SEGUROS
PREVIDÊNCIA ABERTA
CAPITALIZAÇÃO
CRSNSP
CNPC
PREVIC
PREVIDÊNCIA
FECHADA
(FUNDOS DE PENSÃO)
CRPC
MINISTÉRIO DA FAZENDA MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA
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CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS (CNSP) – NORMATIZADOR
Atribuições:
Fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados
Fixar as características gerais dos contratos de seguros, previdência privada
aberta e capitalização
Estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguro
Prescrever os critérios de constituição das Sociedades Seguradoras, de Previdência
Privada Aberta e de Capitalização, com fixação dos limites legais e técnicos das
respectivas operações.
Disciplinar a corretagem do mercado e a profissão de corretor
Composição
Ministro de Estado da Fazenda ou seu representante, na qualidade de
Presidente;
Superintendente da Superintendência de Seguros Privados- SUSEP, na qualidade
de Vice-Presidente;
Representante do Ministério da Justiça
Representante do Banco Central do Brasil
Representante do Ministério da Previdência e Assistência Social
Representante da Comissão de Valores Mobiliários
Comentário: O CNSP é um órgão NORMATIVO.
SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS (SUSEP) – SUPERVISOR
1. Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda;
2. Órgão executivo, encarregado da fiscalização do funcionamento das seguradoras, corretoras
de seguros, empresas de capitalização e de previdência privada aberta.
A SUSEP é considerada o BACEN do Sistema Nacional de Seguros Privados,
capitalização e previdência complementar aberta.
CONSELHO DE RECURSOS DO SISTEMA NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS, DE
PREVIDÊNCIA PRIVADA ABERTA E DE CAPITALIZAÇÃO – CRNSP (RECURSAL)
Julgar, em última instância administrativa, os recursos de decisões da Superintendência de
Seguros Privados – SUSEP
Composição (6 membros):
um representante do Ministério da Fazenda (Presidente)
um representante da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP
um representante da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da
Justiça
três representantes das entidades de classe dos mercados afins, por estas indicados em lista
tríplice
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CONSELHO NACIONAL DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR (CNPC)
Substitui o antigo CGPC
é O CMN da previdência complementar fechada (fundos de pensão)
Órgão colegiado integrante da estrutura básica do Ministério da Previdência Social,
cabe exercer a função de órgão regulador do regime de previdência complementar
operado pelas entidades fechadas de previdência complementar.
Sede em Brasília
Presidente do Conselho: Ministro da Previdência
Demais Representantes do governo: Previc; Ministério da Previdência Social; Casa
Civil da Presidência da República; Ministério da Fazenda; Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão; entidades fechadas de previdência complementar;
Mandato de dois anos, permitida uma única recondução
Reuniões ordinária, trimestralmente
CÂMARA DE RECURSOS DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR – CRPC (RECURSAL)
órgão recursal colegiado no âmbito do Ministério da Previdência Social, compete apreciar
e julgar, encerrando a instância administrativa, os recursos interpostos contra decisão
da Diretoria Colegiada da Superintendência Nacional de Previdência Complementar –
Previc
I. Sobre a conclusão dos relatórios finais dos processos administrativos iniciados por lavratura
de auto de infração ou instauração de inquérito, com a finalidade de apurar
responsabilidade de pessoa física ou jurídica, e sobre a aplicação das penalidades cabíveis;
e
II. sobre as impugnações referentes aos lançamentos tributários da Taxa de Fiscalização e
Controle da Previdência Complementar - Tafic.
Sede em Brasília
Caberá ao Ministro de Estado da Previdência Social designar o presidente da CRPC
(servidor do Ministério da Previdência Social ou no INSS)
Os membros da CRPC deverão ter formação superior completa e experiência comprovada
em matéria jurídica, administrativa, financeira, contábil, atuarial, de fiscalização ou de
auditoria e manter estreita relação com o segmento de previdênciacomplementar operado
por entidade fechada de previdência complementar.
SUPERINTENDÊNCIA NACIONAL DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR – PREVIC
(SUPERVISOR)
Criada pelo decreto 7.075 (Substitui a SPC )
Autarquia de natureza especial, dotada de autonomia administrativa e financeira e
patrimônio próprio, vinculada ao Ministério da Previdência Social
Fiscalização e supervisão das atividades das entidades fechadas de previdência
complementar e de execução das políticas para o regime de previdência complementar
operado pelas referidas entidades.
Diretoria Colegiada composta por um Diretor-Superintendente e quatro Diretores,
escolhidos entre pessoas de ilibada reputação e de notória competência, a serem
indicados pelo Ministro de Estado da Previdência Social e nomeados pelo
Presidente da República
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O PREVIC é o BACEN do Mercado de Previdência complementar fechada. “Fundos de
Pensão”
DICAS DO PROFESSOR
Em 23 de dezembro de 2009 foi criada a PREVIC, que substitui a SPC, pela lei 12.154. Ficando
assim a Superitendencia Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) responsável pela
fiscalização das atividades das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Fundos de
Pensão)
O Antigo CGPC foi dividido em dois novos órgãos: CSPC e CRPC
RESSEGURADORES
Resseguradores - Entidades, constituídas sob a forma de sociedades anônimas, que têm por
objeto exclusivo a realização de operações de resseguro e retrocessão. O Instituto de
Resseguros do Brasil (IRB) é empresa resseguradora vinculada ao Ministério da Fazenda
INSTITUTO DE RESSEGUROS DO BRASIL (IRB)
Sociedade de economia mista, com controle acionário da União;
Conselho fiscal composto por 5 membros: 3 indicados pelo Ministro da Fazenda, 2
membros eleitos em votação pelos acionistas.
Atualmente está vinculado ao Ministério da Fazenda;
Atua nos segmentos de Resseguros, retrocessão.
CO-SEGURO: Trata-se do seguro distribuído entre duas ou mais seguradoras, que assumem
cada qual uma parcela do risco, de acordo com as condições estipuladas na apólice emitida pela
“lider”.
RESSEGURO: A companhia seguradora distribui entre outras seguradoras uma parcela do risco
assumido, diminuindo
sua responsabilidade na garantia dada a certos clientes de pagar altas somas, em caso de sinistro.
Como o
nome sugere, resseguro é o seguro do seguro.
OBS: A operação de RESSEGURO não é mais monopólio do IRB. Através da Lei Complementar
126/07, as SEGURADORAS podem, hoje, constituir RESSEGURO E RETROCESSÃO.
RETROCESSÃO – Cessão de parte dos riscos assumidos por uma seguradora a outra, “que
também lhe cede parcela
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dos PRÊMIOS cobrados proporcionalmente aos riscos transferidos”, por ter excedido sua
capacidade de operação.
OBS: ( Diz-se que o “resseguro” é o seguro do seguro e que a “retrocessão” é o seguro do
resseguro ).
IMPORTANTE: Com a Lei Complementar 126/07. o Resseguro e a Retrocessão
deixaram de ser monopólio do IRB-Brasil. O resseguro deve ser feito com destinação
mínima de 60% para as resseguradoras locais. Em 2009, esse percentual cairá para
40%.
OBS: Atualmente, mais de 60 resseguradoras concorrem com o IRB-Brasil, porém, o IRB, hoje,
mantém mais de 80% dos resseguros no país. Os registros e autorizações para funcionamento
foram concedidos pela SUSEP- Superintendência de Seguros Privados, órgão vinculado ao
Ministério da Fazenda que passará a FISCALIZAR o mercado de “resseguros”, em SUBSTITUIÇÃO
ao IRB, após a quebra do monopólio de setor pela Lei no.126 de janeiro
de 2007.
SOCIEDADES SEGURADORAS
Constituídas sobre a forma de S.A. e enquadradas como instituições financeiras;
Para obterem a carta patente, necessitam de autorização do Ministério de Indústria e
Comércio
Áreas de atuação:
o Seguros;
o Previdência Privada Complementar;
o Capitalização.
Comentário: É responsabilidade das seguradoras efetuar a perícia dos bens móveis, imóveis e
pessoas assegurada.
SOCIEDADES DE CAPITALIZAÇÃO
Seu produto é um misto de poupança programada e sorteio, funcionando este com o
poder de antecipar a meta estabelecida para a poupança.
Os lucros das empresas desse segmento se fundamentam na massificação das vendas.
Prêmio: prestação paga pelos compradores dos títulos de capitalização. Possuem três
partes:
o Despesas de administração;
o Pagamento dos prêmios;
o Poupança do adquirente.
o Exemplos: OUROCAP, PLIM, PIC, TELE-SENA,
O MERCADO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA ABERTA E FECHADA
Objetivo de uma previdência: valorização do seu patrimônio para garantir a
complementação da aposentadoria de seus contribuintes.
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ENTIDADES ABERTAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA:
Atuam sob a forma de condomínio aberto;
Permitem a livre movimentação dos recursos por parte do contribuinte;
Aplicam seus recursos no mercado financeiro e de capitais, conforme desejo do contribuinte;
Constituídas sob a forma de S.A, com fins lucrativos e sujeitas à fiscalização da SUSEP.
Normartizados pelo CNSP
Vinculados ao Ministério da Fazenda
Exemplo: FAPI, PGBL, VGBL e PCA
ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA (FUNDOS DE PENSÃO):
São opções de complementação de aposentadoria, oferecidos por determinadas empresas a
seus funcionários.
Por isso, são instituições restritas a um determinado grupo de trabalhadores. Não permitem
a participação de pessoas estranhas a empresa.
A empresa determina os percentuais de contribuição dela e dos funcionários para o plano.
As entidades de previdência privada fechada são consideradas complementares do sistema
oficial de previdência social, e por isso, são vinculadas ao MPAS. Não podem ter fins
lucrativos.
É um exemplo de Investidores qualificados
Fiscalizados pela PREVIC e normatizados pelo CNPC
Vinculados ao Ministério da Previdência Social
CORRETORAS DE SEGUROS
Corretagem: intermediação entre o adquirente do seguro e o tomador do capital.
Comissão: remuneração pela corretagem.
Características do(a) Corretor(a):
1. pode ser pessoa física ou jurídica;
2. só pode operar se tiver autorização da SUSEP;
3. não pode ter vínculo, nem dependência econômica com o segurado (pessoa física ou
jurídica), ou com a sociedade seguradora, seus sócios e diretores.
Comentário: Não é possível fazer um seguro sem a intermediação de um corretor ou uma
corretora de seguros.
SOCIEDADES ADMINISTRADORAS DE SEGURO-SAÚDE
São instituições que atuam na intermediação da venda de serviços de profissionais e empresas da
área de saúde e o público interessado.
Seu papel é conceitualmente reduzir os custos para o público interessado e garantir fluxo de
pagamento para os prestadores dos serviços
Fiscalizadas pela SUSEP
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MÓDULO 2 – PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS
Abaixo temos alguns exemplos de produtos e serviços oferecidos pelos principais bancos. O
objetivo é distinguir operações passivas (geram uma dívida para a instituição financeira),
operações ativas (geram futuras receitas para a instistuição) e prestação de serviços.
Obs: Note que o cartão de crédito é um tipo de serviço oferecido pelos bancos, mas que pode se
tornar um crédito rotativo. Depende se o cliente está ou não efetuando o pagamento total de sua
fatura.
TIPOS DE CONTAS
A conta de depósito à vista: é o tipo mais usual de conta bancária. Nela, o dinheiro do
depositante fica à sua disposição para ser sacado a qualquermomento.
A conta de depósito a prazo: é o tipo de conta onde o seu dinheiro só pode ser sacado
depois de um prazo fixado por ocasião do depósito.
A conta de poupança: foi criada para estimular a economia popular e permite a aplicação
de pequenos valores que passam a gerar rendimentos mensalmente
Tipos de conta:
BANCOS MÚTIPLOS
PASSIVAS
(CAPTAÇÃO)
DEPÓSITO À VISTA: CC
(CARTEIRA COMERCIAL)
DEPÓSITO A PRAZO:
CDB/RDB
CADERNETAS DE POUPANÇA
(CARTEIRA SCI)
LETRAS FINANACEIRAS
(NÃO ESTÁ NO EDITAL)
ATIVAS
(APLICAÇÃO)
CREDITO ROTATIVO: CHEQUE
ESPECIAL, CARTÃO DE
CRÉDITO CONTA GARANTIDA
COMPROR E VENDOR
FINANCE
CAPITAL DE GIRO E CAPITAL
FIXO
HOTMONEY
SERVIÇOS
FUNDOS DE INVESTIMENTO
(CARTEIRA DE
INVESTIMENTO)
LEASING
(CARTEIRA DE S.A.M)
TARIFAS
CARTÕES DE CRÉDITO
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a) Individual: um único titular;
b) Conjunta: mais de um titular.
• Simples ou não solidária: necessidade da assinatura de todos os titulares;
• Solidária: necessidade da assinatura de apenas um dos titulares.
Atenção: desde 01/10/2004, é proibida a abertura e movimentação de conta corrente conjunta
em nome de pessoas jurídicas.
Comentário: As contas conjuntas NÃO solidárias são também conhecidas como contas do tipo
“e” onde se exige a assinatura de ambos os titulares para movimentações financeiras. Essas
contas são vetadas o uso de cartão magnético.
DEPÓSITO À VISTA
É a principal atividade dos bancos comerciais. Também conhecida como captação a
custo ZERO. É o produto básico da relação cliente x banco.
Em função dos custos envolvidos na manutenção das contas, os bancos podem exigir dos
clientes saldo médio ou cobrar tarifa de manutenção.
Exemplo de Formas de Movimentação: Depósitos (dinheiro ou cheque); Cheques;
Transferências Bancárias; Cartões magnéticos; Ordens de Pagamento; DOC’s e TED’s; Débitos
Programados.
IMPORTANTE: Podem captar depósito à vista somente as INSTITUIÇÕES MONETÁRIAS:
Bancos Comerciais, Bancos Cooperativos, Cooperativas de Crédito, Bancos Múltiplo com Carteira
Comercial e a Caixa Econômica Federal.
Comentário: Lembre-se do alto volume exigido como depósito compulsório referente aos valores
aplicados em depósito à vista (hoje de aproximadamente 42%). Essa exigência objetiva diminuir o
poder de criação de moedas pelos bancos.
DEPÓSITO A PRAZO (CDB E RDB)
O CDB É um título privado de renda fixa para a captação de recursos de investidores pessoas
físicas ou jurídicas, por parte dos bancos.
O CDB pode ser emitido por bancos comerciais, bancos de investimento e bancos múltiplos, com
pelo menos uma destas carteiras descritas.
Rentabilidade
Pré-Fixada
Pós-Fixada
Prazos mínimos e indexadores:
1 dia: CDB's pré-fixados ou com taxa flutuante (taxa DI e taxa Selic)
1 mês: indexados a TR ou TJLP
2 meses: indexado a TBF.
1 ano: indexado a índice de preços (IGPM e IPCA).
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Algumas operações realizadas em uma conta poupança PODEM gerar cobrança de
tarifa, tais como: Mais de 2 saques mensais, fornecimento de cartão magnético
adicional, entre outras.
LETRA DE CÂMBIO
Letra de Câmbio é o instrumento usado pelas Financeiras para captar recursos no mercado e
emprestar a seus clientes. Como o CDB no caso dos bancos.
A diferença é que as letras devem, obrigatoriamente, ser lastreadas em uma operação de
financiamento de compra de bens ou serviços.
RENTABILIDADE:
Pré fixada
Pos fixada
OBS: Não pode ser indexada a variação câmbial (dólar)
GARANTIAS: Estão cobertas pelo FGC até o limite vigênte, atualmente de R$ 70.000,00
IMPORTANTE: Não confunda Letra de Câmbio com variação cambial. Uma letra de câmbio
possue rentabilidades pré ou pós fixadas e NÃO podem ter seus rendimentos atrelados a variação
cambial.
LETRAS FINANCEIRAS
(Não está no edital, porém a FCC as vezes cobra assuntos que não estão
específicados)
QUEM PODE EMITIR:
Bancos múltiplos
Bancos comerciais
Bancos de investimento
Sociedades de crédito, financiamento e investimento
Caixas econômicas
Companhias hipotecárias
Sociedades de crédito imobiliário
BNDES
A LF terá prazo mínimo de 24 meses para o vencimento, vedado o resgate, total ou
parcial, antes do vencimento pactuado
A LF não pode ser emitida com valor nominal unitário inferior a R$300.000,00
(trezentos mil reais)
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Edgar Abreu e Adir Moreira Página 42
Além de facilitar o pagamento das contas, o DDA é MAIS SEGURO e contribui com o MEIO
AMBIENTE.
Economia anual projetada: 374.400 árvores, 1 bilhão de litros de água e 46 milhões de
kW/hora de energia.
TRANSFERÊNCIAS AUTOMÁTICAS DE FUNDOS
Serviço prestado ao cliente que, por gerenciamento de seu caixa, necessite ter uma ou
mais contas em uma ou mais agências do banco.
O cliente informa previamente ao banco em que contas deseja manter esse ou aquele nível de
saldo. O banco, automaticamente, ao final do dia, movimenta contas do cliente, de forma a
fechar o saldo diário dessas contas de acordo com o determinado pelo cliente.
Normalmente estas operações envolvem a cobertura do saldo da conta corrente, através de
transferências oriundas de poupança e fundos de investimentos.
NOTAS PROMISSÓRAS (COMERCIAL PAPER)
Quem pode emitir: SA Aberta e SA Fechada
São vedadas as ofertas públicas de notas promissórias por instituições financeiras,
sociedades corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários e sociedades de
arrendamento mercantil. Dessa forma, as Notas Promissórias dessas instituições não são
valores mobiliários.
A venda de nota promissória comercial necessita obrigatoriamente de uma instituição financeira
atuando como agente colocador, podendo ser uma distribuidora ou corretora. Pode ser resgatada
antecipadamente (o que implica na extinção do título) caso o prazo mínimo de 30 dias seja
cumprido, e que o titular (investidor) da NP concorde.
A nota promissória comercial não possui garantia real, por isso é um instrumento para
empresas com bom conceito de crédito.
Prazo
O prazo mínimo da NP é de 30 dias.
O prazo máximo da NP é de 180 dias para S.A. de capital fechado e 360 dias para S.A.
de capital aberto.
A NP possui uma data certa de vencimento.
Rentabilidade
Pré-Fixada
Pós-Fixada
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A nota promissória não pode ser remunerada por:
Índice de Preços: Como o prazo máximo de uma NP é de 360 dias, e a remuneração de ativos
por índice de preços exige prazo mínimo de um ano, uma NP não pode ser remunerada por índice
de preços. Ou seja, uma NP emitida com prazo de 1 ano teria um pouco mais de 360 dias, pois
teria 365 ou 366 dias.
TBF: Não é permitida a emissão de NP remunerada por TBF. Pois, a NP é uma operação do
mercado de valores mobiliários, enquanto a TBF, de acordo com a Lei 10.192, deve ser utilizada
exclusivamente para remuneração de operações realizadas no mercado financeiro.
ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS E TARIFAS PÚBLICAS
Prestação de serviços às instituições públicas, mediante acordo entre as partes. Exemplo:
IPTU, CEEE, INSS, Receita Federal.
É o serviço maior gerador de filas nas agências bancárias
Alternativas para a redução das filas:
- Débito automático;
- Correspondentes bancários (lotéricas, correios);
- Terminais de auto-atendimento;
- Pagamento via Internet.
Vantagens para o banco :
Aumento de aplicações graças aos valores arrecadados ;
Receitas com tarifas pelo serviço;
Fidelização e ancoragem do cliente no banco;
Atrativo para a conquista de novos clientes.
Vantagens para a instituição pública :
Segurança e tranqüilidade no manuseio dos valores ;
Certeza no rigor e cumprimento das cláusulas contratuais ;
Eliminação de custos administrativos.
Vantagens para o cliente/contribuinte :
Comodidade do pagamento do tributo num domicílio bancário ;
Financiamento dos recolhimentos ;
Segurança dos serviços executados ;
Eliminação da perda de tempo e de trabalho pelo pagamento em diferentes órgãos
públicos.
Comentário: Neste tipo de convênio, todos ganham. Governo, Banco e Cliente
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 44
HOME BANKING / OFFICE BANKING
Conceito relacionado a qualquer ligação entre o computador de um banco e o computador,
telefone ou fax de um cliente.
Através do home banking, o cliente pode:
Consultar saldos e extratos de sua conta corrente, poupança ou demais investimentos;
Efetuar pagamentos de títulos e tributos;
Efetuar transferências para outras contas até em outros bancos;
Exemplos:
Central de Atendimento ao cliente;
URA (Unidades de Resposta Audível);
Acesso através da internet
Comentário: Não assimilar os serviços de home e Office banking sendo unicamente através de
acessos a internet. Lembre-se que acessos através de telefones, fax também são considerados
como home banking/Office banking.
REMOTE BANKING
Conceito ligado à idéia de banco virtual (o banco deve ir onde o cliente está, de forma segura,
eficiente e cômoda).
Tal idéia é de fundamental importância para retirar o cliente das filas e reduzir os custos
bancários com pessoal e investimentos no atendimento.
a. Saques em dinheiro fora da agência (terminais 24 horas) ;
b. Depósitos em terminais de auto-atendimento ;
c. Móbile banking
d. Entrega de talonários e cartões de crédito à domicílio ;
e. Débito automático em conta corrente de tarifas de serviços públicos ;
f. Pagamento de títulos diretos nos terminais ;
g. Home/office banking.
Comentário: É um conceito mais amplo do que home e Office banking. Todos os negócios
fechados entre clientes e banco fora da Agência, caracteriza em um serviço do tipo remote
banking.
DINHEIRO DE PLÁSTICO
Representam uma série de alternativas ao papel-moeda, cujos objetivos são facilitar o dia-a-
dia e incentivar o consumo.
Cartões Magnéticos:
Utilizados para saques em terminais de auto-atendimento;
Possuem a vantagem de eliminar a necessidade de ida do cliente a uma agência
bancária;
Não representam estímulo ao consumo;
Podem ser utilizados como moeda em estabelecimentos que possuem POS;
São utilizados para outros serviços, como obtenção de extratos, saldos, aplicações e
resgates em fundos de investimento ou poupança.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 45
Comentário: Apesar dos cartões estarem substituindo os cheques, ele continua não tendo o
seu curso forçado pelo banco central, ficando assim opcional a sua aceitação pelo mercado.
CARTÕES DE CRÉDITO
Vendedor:
o forte indutor do consumo;
o Rebate no preço das vendas (tarifas e prazo).
Comprador:
o Enquadramentodas necessidades de consumo às disponibilidades de caixa;
o Ganhos sobre a inflação;
o Forte indutor do consumo.
Tipos:
o Quanto ao usuário: pessoa física ou empresarial
o Quanto a utilização: nacional ou internacional.
IMPORTANTE (CIRCULAR 3.512 NOV/2010): O valor mínimo da fatura de cartão de
crédito a ser pago mensalmente não pode ser inferior ao correspondente à aplicação, sobre o
saldo total da fatura, dos seguintes percentuais:
I. 15%, a partir de 1º de junho de 2011;
II. 20%, a partir de 1º de dezembro de 2011.
Cartão Afinidade
São cartões de crédito onde grupos exibem sua marca. Os associados levam sua marca para
qualquer lugar; As associações recebem um percentual sobre as vendas efetuadas no cartão.
Exemplo: cartões de clubes e revistas.
Cartões Co-Branded
É uma variação dos cartões de afinidade ; Oferecem programas de incentivo para os seus
portadores, como por exemplo, milhagens ou descontos em novas compras. Exemplo: Cartões
GM VISA ou VARIG Mastercard.
Cartões Virtuais
- De uso exclusivo nas compras feitas na internet.
Cartões Inteligentes
- Vem com um chip embutido. Por isso, são de difícil falsificação;
- Podem ser pré-pagos, ou assumir configurações mistas;
- Podem trazer outras informações do portador, como sua ficha médica, curriculum vitae,
quadro alérgico.
Comentário: O maior ganho das instituições financeiras e das administradoras de cartão de
crédito se dá no momento em que o cliente opta em não pagar o total de sua fatura no mês
correspondente, parcelando assim a sua dívida a uma taxa de juros geralmente elevada.
CORPORATE FINANCE
Os bancos realizam operações complexas que envolvem a intermediação de fusões, cisões,
aquisições e incorporações de empresas e formação de Holding entre outras atividades.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 46
Neste segmento, juntamente com empresas de consultoria especializadas, utilizam todo seu
conhecimento do mundo das operações financeiras e de investimentos de forma a viabilizar tais
operações, seja com recursos nacionais ou recorrendo a recursos do exterior.
A aquisição da Brahma pelo grupo Garantia, as vendas das empresas de telecomunicações e
distribuidoras de energia elétrica estaduais ou a fusão em uma única empresa de um grupo de
empresas de bens de capital são exemplos dessa atividade.
o Leveraged Buyout (LBO) – investidores assumem controle acionário de empresa, utilizando
empréstimos e usando a própria empresa como garantia.
o Management Buyout – é um LBO, em que a atual administração permanece no comando da
empresa e participa do seu controle acionário;
o Takeover Bid – é a aquisição de uma empresa através do mercado de ações. Pode ser
amigável ou hostil;
o Tender Ofter –é qualquer oferta de compra de titulos pertencentes aos atuais detentores que
envolva o pagamento de prêmio sobre o valor de mercado. Podendo haver combinação de
atividades através de fusão, Incorporação, cisão, falsa cisão, formação de empresa holding.
FUNDOS DE INVESTIMENTO
DEFINIÇÕES LEGAIS
O QUE É UM FUNDO?
Fundo de Investimento = Condomínio
Comunhão de recursos sob a forma de condomínio onde os cotistas têm o mesmo interesse e
objetivos ao investir no mercado financeiro e de capitais.
PERSONALIDADE JURÍDICA
Os fundos de investimento não são empresas, em termos legais estão organizados como
condomínios, e embora não tenham personalidade jurídica, devem possuir CNPJ e publicar
balanço.
A QUEM SE DESTINAM OS FUNDOS DE INVESTIMENTO?
Os fundos de investimento podem acolher aplicações de pessoas físicas, jurídicas e de outros
fundos, e caso sejam abertos, não há um limite de participantes.
CONDOMÍNIO
A base legal dos fundos de investimento é o condomínio, e é desta base que emerge o seu
sucesso, pois, o capital investido por cada um dos investidores cotistas, é somado
aos recursos de outros cotistas para, em conjunto e coletivamente, ser investido no
mercado, com todos os benefícios dos ganhos de escala, da diversificação de risco e da
liquidez das aplicações.
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
O patrimônio líquido (PL) do fundo é o valor total dos recursos ingressados acrescido dos
resultados acumulados das aplicações.
O QUE É A COTA?
As cotas do fundo correspondem a frações ideais de seu patrimônio, e sempre são escriturais e
nominativas. A cota, portanto, é menor fração do Patrimônio Líquido do fundo.
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PROPRIEDADE DOS ATIVOS DE FUNDOS DE INVESTIMENTOS
A propriedade dos ativos de um fundo de investimento é do condomínio e a cada um cabe a
fração ideal representada pelas cotas.
COMO É CALCULADO O VALOR DA COTA?
SEGREGAÇÃO ENTRE GESTÃO DE RECURSOS PRÓPRIOS E DE TERCEIROS “CHINESE
WALL”
As instituições financeiras devem ter suas atividades de administração de recursos próprios e
recursos de terceiros (Fundos), totalmente separadas e independentes de forma a
prevenir potenciais conflitos de interesses.
A ASSEMBLÉIA GERAL
É a reunião dos cotistas para deliberarem sobre certos assuntos referentes ao Fundo.
Compete privativamente à Assembléia Geral de cotistas deliberar sobre:
as demonstrações contábeis apresentadas pelo administrador;
a substituição do administrador, do gestor ou do custodiante do Fundo;
a fusão, a incorporação, a cisão, a transformação ou a liquidação do Fundo;
o aumento da taxa de administração;
a alteração da política de investimento do Fundo;
a emissão de novas cotas, no Fundo fechado;
a amortização de cotas, caso não esteja prevista no regulamento; e
a alteração do regulamento.
O COTISTA DEVE TER ACESSO:
Ao Regulamento e ao prospecto do fundo.
Ao valor do patrimônio líquido, valor da cota e a rentabilidade no mês e no ano civil.
A composição da carteira do fundo (o administrador deve colocá-la disposição dos cotistas).
O COTISTA DEVE RECEBER:
Mensalmente extrato dos investimentos.
Anualmente demonstrativo para Imposto de Renda com os rendimentos obtidos no ano
civil, número de cotas possuídas e o valor da cota.
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OBRIGAÇÕES DOS COTISTAS
O cotista deve ser informado e estar ciente de suas obrigações, tais como:
O cotista poderá ser chamado a aportar recursos ao fundo nas situações em que o PL do
fundo se tornar negativo.
O cotista pagará taxa de administração, de acordo com o percentual e critério do fundo.
Observar as recomendações de prazo mínimo de investimento e os riscos que o fundo pode
incorrer.
Comparecer nas assembléias gerais.
Manter seus dados cadastrais atualizados para que o administrador possa lhe enviar os
documentos.
Assinar o TERMO DE ADESÃO, atestando que recebeu o prospecto e o regulamento do
fundo e está ciente da política de investimento do fundo bem como todos os riscos
envolvidos.
SEGREGAÇÃO DE FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES:
ADMINISTRADOR: Responsável pelo funcionamento do fundo. Controla todos os
prestadores de serviço, e defende os interesses dos cotistas.
CUSTODIANTE: Responsável pela “guarda” dos ativos do fundo. Responde pelos dados e
envio de informações dos fundos para os gestores e administradores. Responsável também
pela “marcação a mercado” dos ativos da carteira.
DISTRIBUIDOR: Responsável pela venda das cotas do fundo. Pode ser o próprio
administrador ou terceiros contratados por ele.
GESTOR: Responsável pela compra e venda dos ativos do fundo (gestão) segundo política de
investimento estabelecida em regulamento.
AUDITOR INDEPENDENTE: todo Fundo deve contratar um auditor independente que
audite as contasdo Fundo pelo menos uma vez por ano
DOCUMENTOS DOS FUNDOS
Regulamento: Documento que estabelece as regras de funcionamento e operacionalização
de um fundo de investimento, segundo legislação vigente.
Prospecto: Documento que contém as informações relevantes para o investidor relativas à
política de investimento do fundo e os riscos envolvidos.
Termo de Adesão: investir todo cotista assina um termo confirmando que:
Recebeu o regulamento e o prospecto do fundo.
Tomou ciência dos riscos envolvidos e da política de investimento.
OS FUNDOS ABERTOS: Nestes, os cotistas podem solicitar o resgate de suas cotas a
qualquer tempo. O número de cotas do Fundo é variável, ou seja: quando um cotista aplica,
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novas cotas são geradas e o administrador compra ativos para o Fundo; quando um cotista
resgata, suas cotas desaparecem, e o administrador é obrigado a vender ativos para pagar o
resgate. Por este motivo, os Fundos abertos são recomendados para abrigar ativos com
liquidez mais alta.
FUNDOS FECHADOS: O cotista só pode resgatar suas cotas ao término do prazo de duração
do Fundo ou em virtude de sua eventual liquidação. Ainda há a possibilidade de resgate destas
cotas caso haja deliberação neste sentido por parte da assembléia geral dos cotistas ou haja
esta previsão no regulamento do Fundo.
Estes Fundos têm um prazo de vida pré-definido e o cotista, somente, recebe sua aplicação de
volta após haver decorrido este prazo, quando então o Fundo é liquidado. Se o cotista quiser
seus recursos antes, ele deverá vender suas cotas para algum outro investidor interessado em
ingressar no Fundo
FUNDOS RESTRITOS: Já os Fundos classificados como “Restritos” são aqueles constituídos
para receber investimentos de um grupo restrito de cotistas, normalmente os membros de
uma única família, ou empresas de um mesmo grupo econômico.
INVESTIDORES QUALIFICADOS: Investidores Qualificados são aqueles que, segundo o
órgão regulador, tem mais condições do que o investidor comum de entender o mercado
financeiro.
São considerados Investidores Qualificados:
Instituições financeiras;
Companhias seguradoras e sociedades de capitalização;
Entidades abertas e fechadas de previdência complementar;
Pessoas físicas ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$
300.000 e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor qualificado
mediante termo próprio;
Administradores de carteira e consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM em
relação a seus recursos próprios.
Empregados e sócios das instituições administradoras ou gestoras deste Fundo, expressamente
autorizados pelo diretor responsável da instituição
Perante a pelo diretor responsável da instituição perante a CVM. Os empregados e sócios,
neste caso, não são Investidores Qualificados, mas tem autorização para investir nos
Fundos para Investidores Qualificados administrados ou geridos pela empresa onde
trabalham ou da qual são sócios.
FUNDOS EXCLUSIVOS: Os Fundos classificados como "Exclusivos" são aqueles constituídos
para receber aplicações exclusivamente de um único cotista. Somente investidores
qualificados podem ser cotistas de Fundos exclusivos.
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FUNDOS DE INVESTIMENTO COM CARÊNCIA
O regulamento do fundo pode estabelecer prazo de carência para resgate, com ou sem
rendimento. Os fundos com Carência têm resgate após o término da carência.
FUNDOS DE INVESTIMENTO SEM CARÊNCIA
resgates a qualquer momento, isto é, liquidez diária.
ALGUNS TERMOS
FUNDOS PASSIVOS
Os fundos passivos são aqueles que buscam acompanhar um determinado “benchmark” e por
essa razão seus gestores têm menos liberdade na seleção de Ativos
FUNDOS ATIVOS
São considerados ativos aqueles em que o gestor atua buscando obter melhor desempenho,
assumindo posições que julgue propícias para superar o seu “benchmark”
FUNDO ALAVANCADO
Um fundo é considerado alavancado sempre que existir possibilidade (diferente de zero) de perda
superior ao patrimônio do fundo, desconsiderando-se casos de default nos ativos do fundo.
MARCAÇÃO A MERCADO: este conceito diz que o Fundo deve reconhecer todos os dias, o valor
de mercado de seus ativos. A marcação a mercado faz com que o valor das cotas de cada Fundo
reflita, de forma atualizada, a que preço o administrador dos recursos venderia cada ativo a cada
momento (mesmo que ele o mantenha na carteira). Ainda de acordo com a legislação (instrução
CVM 409), devem ser observados os preços do fim do dia, após o fechamento dos mercados. Já
para a renda variável, a legislação determina que observe o preço médio dos ativos durante o dia.
TAXAS E DESPESAS
TAXA DE ADMINISTRAÇÃO
Percentual pago pelos cotistas de um fundo para remunerar todos os prestadores de serviço.
Calculada por dia útil e deduzido do valor da cota.
TAXA DE PERFORMANCE
Percentual cobrado do cotista quando a rentabilidade do fundo supera a de um indicador de
referência. Nem todos os fundos cobram taxa de performance.
DESPESAS
De acordo com a Instrução CVM 409 são encargos do Fundo de Investimento, além da Taxa
de Administração, os impostos e contribuições que incidam sobre os bens, direitos e obrigações
do fundo, as despesas com impressão expedição e publicação de relatórios, formulários
e informações periódicas, previstas no regulamento, as despesas de comunicação aos
condôminos, os honorários e despesas do auditor, os emolumentos e comissões nas
operações do fundo, despesas de fechamento de câmbio vinculadas as suas operações, os
honorários de advogados e despesas feitas em defesa dos interesses do fundo, quaisquer
despesas inerentes a constituição ou liquidação do fundo ou a realização de assembléia geral de
condôminos, e as taxas de custodia de valores do fundo.
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CLASSIFICAÇÃO DOS FUNDOS SEGUNDO CVM
Fundos de Curto Prazo
Fundos Referenciados
Fundos de Renda Fixa
Fundos Cambiais
Fundos Multimercados
Fundos de Dívida Externa
Fundos de Ações
FUNDOS DE CURTO PRAZO
FUNDO DE CURTO PRAZO
São Fundos que têm por objetivo proporcionar a menor volatilidade possível dentre os
Fundos disponíveis no mercado brasileiro.
Os fundos classificados como "Curto Prazo" deverão aplicar seus recursos exclusivamente em
títulos públicos federais pré-fixados ou indexados à taxa SELIC, ou títulos indexados a índices de
preços, com prazo máximo a decorrer de 375 (trezentos e setenta e cinco) dias, e o prazo
médio da carteira do fundo deve ser inferior a 60 (sessenta) dias, sendo permitida a
utilização de derivativos somente para proteção da carteira e a realização de operações
compromissadas lastreadas em títulos públicos federais.
É vedada a cobrança de taxa de performance, salvo quando se tratar de Fundo
destinado a investidor qualificado.
Alíquota mínima de IR: 20%
FUNDOS REFERENCIADOS
Os Fundos classificados como "Referenciados" devem conter expressamente em sua denominação
e o seu indicador de desempenho. A idéia é que o investidor, ao ver o nome do Fundo, não tenha
dúvida com relação à sua política de investimentos, que é buscar acompanhar determinado índice,
em termos de performance
OBRIGAÇÕES DOS FUNDOS REFERENCIADOS
tenham 80% (oitenta por cento), no mínimo, de seu patrimônio líquido representado,
isolada ou cumulativamente, por:
a) títulos de emissão do Tesouro Nacional e/ou do Banco Central do Brasil;
b) títulos e valores mobiliários de renda fixa cujo emissor esteja classificado na categoria
baixo risco de crédito ou equivalente, com certificação poragência de classificação
de risco localizada no País;
estipulem que 95% (noventa e cinco por cento), no mínimo, da carteira seja composta por
ativos financeiros de forma a acompanhar, direta ou indiretamente, a variação do
indicador de desempenho ("benchmark") escolhido;
restrinjam a respectiva atuação nos mercados de derivativos a realização de operações com
o objetivo de proteger posições detidas à vista, até o limite dessas.
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É vedada a cobrança de taxa de performance, salvo quando se tratar de Fundo
destinado a investidor qualificado.
FUNDOS DE RENDA FIXA
Investem no mínimo 80% de seu Patrimônio Líquido em ativos de renda fixa expostos a
variação da taxa de juros doméstica ou a um índice de preços, ou ambos.
Sua carteira é composta por títulos que rendem uma taxa previamente acordada. Estes fundos se
beneficiam em um cenário de queda de juros, mas tem risco de taxa de juros e eventualmente
crédito
Estes Fundos podem ser adicionalmente classificados como “Longo Prazo”, quando o
prazo médio de sua carteira superar 365 dias. Neste caso, não poderá ser utilizada a
“Cota de Abertura”.
É vedada a cobrança de taxa de performance, salvo quando se tratar de Fundo destinado a
investidor qualificado, ou for classificado como “Longo Prazo”
FUNDO CAMBIAL
Investe no mínimo 80% de seu PL em ativos que busquem acompanhar a variação de preços
de moedas estrangeiras.
Os Fundos Cambiais Dólar são os mais conhecidos. A aplicação é feita em R$ (reais), e sua
carteira é composta por papéis que buscam acompanhar a variação da moeda norte americana
Comentário: ATENÇÃO, ele não acompanha a cotação do dólar
Podem cobrar taxa de performance.
FUNDO DE AÇÕES
Investe no mínimo 67% do seu Patrimônio Líquido em ações negociadas no mercado à vista de
bolsa de valores.
A performance destes fundos está sujeita à variação de preço das ações que compõem sua
carteira. Por isso, são mais indicados para quem tem objetivos de investimento de longo prazo.
Podem cobrar taxa de performance.
FUNDOS DE DIVIDA EXTERNA
Investe no mínimo 80% do seu Patrimônio Líquido em títulos do Brasil negociados no mercado
internacional.
Forma mais fácil de investir em papéis brasileiros negociados no mercado internacional.
Somente Fundos de Dívida Externa podem adquirir títulos representativos da dívida externa de
responsabilidade da União
Podem cobrar taxa de performance.
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FUNDOS MULTIMERCADOS
Os Fundos classificados como "Multimercado" devem possuir políticas de investimento que
envolvam vários fatores de risco, sem o compromisso de concentração em nenhum
fator em especial ou em fatores diferentes das demais classes previstas na instrução.
Ou seja, este tipo de Fundo pode aplicar em DI/SELIC, índices de preços, taxas de juros, câmbio,
dívida externa e ações.
Podem usar derivativos para alavancagem
Podem aplicar até 20% de seu patrimônio em ativos no exterior
Podem cobrar taxa de performance.
HOT MONEY
Empréstimo de curtíssimo prazo, normalmente liquidado em até 10 dias, mas pode ser
contratada de 1 até 29 dias no MÁXIMO.
Sua principal garantia é uma Nota Promissória.
As taxas do hot money, em geral, são mais elevadas que as das outras operações. (incidência
de IOF, PIS e COFINS) lattes.cnpq.br
Comentário: Empréstimos de hot Money não se destina a compra de máquinas, investimento na
empresas e etc.. os valores concedidos nesta linha de crédito são para “tirar a empresa do
sufoco”, haja vista que as taxas de juros são mais elevadas.
CONTAS GARANTIDAS
É um exemplo de crédito rotativo
Podem ser feitas por PF ou PJ;
São limites disponibilizados para o cliente, com base em algum tipo de garantia (cheques,
duplicatas, recebíveis) e que são utilizados automaticamente quando ele não tem saldo
suficiente em sua conta corrente.
Algumas contas garantidas têm apenas o caráter devedor, ou seja, não permitem que seus
clientes usem os recursos de forma automática. Para utilizar os recursos, o cliente precisa
informar previamente ao banco.
Os juros são calculados diariamente sobre o saldo devedor, e são debitados num determinado
dia do mês, previamente acordado.
Comentário: Contas Garantidas são exemplos de créditos rotativos.
CRÉDITO ROTATIVO
Os contratos de abertura de crédito rotativo são linhas de crédito abertas com um
determinado limite e que a empresa utiliza à medida de suas necessidades, ou mediante
apresentação de garantias em duplicatas. Os encargos (juros e IOF) são cobrados de acordo
com a utilização dos recursos, da mesma forma que nas contas garantidas.
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Edgar Abreu e Adir Moreira Página 55
O vendor supõe que a empresa compradora seja cliente tradicional vendedora, pois ela
assumira (como fiadora) o compromisso, junto ao banco, caso seu cliente não honre o
compromisso.
Como para o vendedor a venda é À VISTA (mais barata), ele pagará menos impostos e
comissões de vendas menores.
Formalizaçãodo Contrato:
o Convênio entre o banco e a empresa vendedora;
o Contrato de abertura de crédito entre as três partes.
Comentário: Apesar de quem paga o empréstimo de vendor finance é o comprador. Esta
modalidade só pode ser contratada pelo Vendedor, que também fica responsável pelo empréstimo
como fiador da operação.
COMPROR FINANCE
É a operação inversa do Vendor;
Destinado somente a Pessoa Jurídica.
Aqui, o cliente do banco compra a vista e paga a prazo;
O risco é todo do comprador, não existindo o direito de regresso contra o vendedor;
É uma operação muito quando pequenas Indústrias vendem para grandes lojas comerciais.
LEASING
Parte do princípio de que o lucro vem da utilização do bem, e não da sua propriedade,
sendo portanto, uma forma de ter sem comprar.
Sua formalização é feita exclusivamente através de contrato.
Encargos do Leasing:
Taxas de abertura de crédito (VRG Antecipado) : serve para diminuir o valor do
arrendamento;
Taxa de Compromisso: valor cobrado durante o período de carência do leasing;
Contraprestação, aluguel ou taxa de arrendamento: mensalidade dedutível do lucro
tributável.
Principais Vantagens:
1. Financiamento total do bem;
2. Liberação de recursos para o capital de giro;
3. Possibilidade de atualização dos equipamentos durante a vigência do contrato;
4. Não incidência do IOF;
5. Melhoria dos índices financeiros, ou conservação de linhas de crédito;
6. Dupla economia de Imposto de Renda.
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Edgar Abreu e Adir Moreira Página 57
Praticado diretamente entre o produtor e os usuários;
Geralmente o arrendador fica responsável pela manutenção/substituição do equipamento;
Os bens arrendados são produtos de alta tecnologia, com alto valor de revenda e mercado
secundário ativo;
Seus contratos não tem opção de compra no final. Caso o arrendatário deseja adquirir o bem,
terá que pagar o preço de mercado
Como não têm opção de compra, suas prestações são menores;
Prazos dos contratos: mínimo de 90 dias, e máximo de 75% da vida útil do bem.
Sale and Lease Back:
Situação onde uma pessoa jurídica vende seus bens a uma empresa de leasing, e ao mesmo
tempo, os arrenda de volta com opção de compra no final.
Apenas pessoas jurídicas podem contratar o Lease Back !!!
Leasing Imobiliário
O arrendatário é obrigatoriamente uma Pessoa Jurídica.
O bem deve destinar-se obrigatoriamente a atividade econômica da empresa;
A reintegração de posse é rápida, se comparada a ação de execução.
Operações Sindicalizadas:
Utilizadas para viabilizar grandes projetos;
Várias empresas de leasing se reúnem para tocar o empreendimento;
Podem envolver companhias de leasing (pool) nacionais e estrangeiras.
FINANCIAMENTO DE CAPITAL FIXO
É todo financiamento destinado a aquisição de imóveis, máquinas e equipamentos destinados
a produção, ou geração de receitas para a empresa.
Geralmente está relacionado a repasses de recursos do Governo Federal.
Exemplos:
PROGER;
FAT;
BNDES;
FINAME;
Fundos Constitucionais (FNE, FCO, e FNO)
Comentário: Financiamento de Capital fixo destina-se a investimento, compra de máquinas, com
o objetivo de aumentar a lucratividade da empresa. Não confunda com Financiamento de Capital
de Giro.
CRÉDITO DIRETO A CONSUMIDOR (CDC)
Financiamento concedido por uma financeira a seus clientes, para a aquisição de bens ou
serviços, ou ainda, sem propósitos específicos.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 58
Muito utilizado na compra de veículos, móveis e eletrodomésticos. Sempre que possível, o
bem adquirido com o financiamento fica vinculado em garantia a operação
CRÉDITO RURAL
Apenas os bancos comerciais e múltiplos com carteira comercial, compulsoriamente, operam neste
segmento com recursos próprios, oriundos de 25% dos volumes médios dos depósitos à vista e
outros recursos de terceiros, conforme a exigibilidade periodicamente apurada. Os bancos podem
optar por terem os recursos dessa exigibilidade depositados no BC sem qualquer remuneração.
Muitos bancos privados, que atuam na área urbana, têm preferido cumprir a exigibilidade da
aplicação obrigatória com repasses de recursos no interbancário para o Banco do Brasil, via
Depósito Interfinanceiro vinculado ao Crédito Rural, com prazo mínimo de 60 dias.
Além dos recursos obrigatórios oriundos dos depósitos à vista, os outros recursos controlados
(com juros predeterminados) são: os do Tesouro Nacional, os subvencionados pela União
sob a forma de equalização de taxas (diferença de encargos financeiros entre os custos de
captação da instituição financeira e os praticados nas operações de financiamento rural, pagos
pelo Tesouro Nacional, aí incluídos os recursos do BNDES) e os da Caderneta Rural (40% do
saldo médio diário dos depósitos captados). Também são utilizados, como funding para o crédito
rural, outros recursos controlados como os do Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT e os
captados no exterior com base na Resolução 2770. Os chamados recursos não controlados
são os conduzidos entre os produtores rurais e os bancos financiadores e que, por isso, não se
enquadram nas regras anteriores.
O Banco do Brasil é quem detém a liderança do crédito rural no Brasil, daí ser considerado um dos
maiores bancos agrícolas do mundo. As taxas praticadas no crédito rural com os recursos
obrigatórios e controlados, por dizerem respeito a uma atividade economicamente relevante, além
do aspecto social, situam-se – no momento em que desenvolvíamos o presentetrabalho - em
torno de 8,75% ao ano ou 0,69% ao mês. As taxas dos recursos não controlados são livremente
pactuadas entre as partes.
As Resoluções 3.083, de 25/06/03 e 3137, de 31/10/03, estabeleceram as condições e os limites
atuais para o direcionamento dos recursos controlados do crédito rural, além de instituir uma
Linha Especial de Crédito – LEC para os produtos beneficiários da Política de Garantia de
Preços Mínimos – PGPM ao amparo dos recursos obrigatórios.
Não são considerados como produtores rurais elegíveis para o crédito rural: estrangeiros
residentes no exterior; sindicato rural ou parceiro se o contrato de parceria restringir o acesso a
qualquer das partes ao financiamento; pessoas físicas ou jurídicas que tenham explorações rurais
sem caráter produtivo e a criação de cavalos.
FINANCIAMENTO À IMPORTAÇÃO E À EXPORTAÇÃO ۛ REPASSES DE RECURSOS DO
BNDES
ACC E ACE
ACC – Adiantamento de Contrato de Câmbio de operações de crédito realizada pelos bancos
comerciais, através da carteira de câmbio, com os exportadores
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 59
ACE – Adiantamento sobre Cambiais Entregues
Diferença entre ACC e ACE: Em contratos de ACC você recebe em moeda Nacional antes de
embarcar com a mercadoria, servindo esta como apoio financeiro à produção da mercadoria, e
nos contratos de ACE a moeda nacional só é entregue após o embarque da mercadoria,
representando, na prática, a antecipação do pagamento da exportação.
PROGRAMA DE FINANCIAMENTO ÀS EXPORTAÇÕES – PROEX
O PROEX é administrado pelo Banco do Brasil, como agente financeiro da União, e abrange tanto
a concessão de financiamento ao exportador (Supplier's Credit ) como ao importador ( Buyer's
Credit ).
No financiamento concedido ao exportador, a empresa emite a cambial e desconta o título na
agência autorizada do Banco do Brasil. Na modalidade de financiamento ao importador, a
liberação dos recursos é feita ao exportador, por autorização do importador, contra o recebimento
da mercadoria. O financiamento é operacionalizado nas seguintes modalidades: PROEX
Financiamento e ted PROEX Equalização.
PROEX FINANCIAMENTO
A relação dos produtos que podem beneficiar-se do PROEX Financiamento é bastante ampla e
consta de Portarias do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Os
prazos para pagamento do financiamento obtido podem variar de 360 dias a 10 anos. Este pode
ser feito em parcelas trimestrais ou semestrais, consecutivas e de igual valor. O financiamento
pode alcançar até 85 por cento do valor exportado
CARTÃO DE CRÉDITO BNDES
O Cartão BNDES é um produto que, baseado no conceito de cartão de crédito, visa financiar os
investimentos das micro, pequenas e médias empresas.
Podem obter o Cartão BNDES as enpresas com faturamento bruto anual de até R$ 90
milhões, sediadas no País, que exerçam atividade econômica compatíveis com as Políticas
Operacionais e de Crédito do BNDES e que estejam em dia com o INSS, FGTS, RAIS e tributos
federais.
O portador do Cartão BNDES efetuará sua compra, exclusivamente no âmbito do Portal de
Operações do BNDES (www.cartaobndes.gov.br), procurando os produtos que lhe interessam no
Catálogo de Produtos expostos e seguindo os passos indicados para a compra.
BANCOS QUE PODEM EMITIR:
Bradesco
Banco do Brasil
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Caixa Econômica Federal
Banrisul
Itau
BANDEIRAS :VISA e MASTERCARD
As condições financeiras em vigor são:
o Limite de crédito de até R$ 1 milhão por cartão, por banco emissor
o Prazo de parcelamento de 3 a 48 meses
o Taxa de juros pré-fixada (informada na página inicial do Portal)
Obs: Uma empresa pode obter um Cartão BNDES por banco emissor, podendo ter até 4 cartões
e somar seus limites numa única transação.
EXPORT NOTES
Export Note é um título com remuneração vinculada à moeda estrangeira, emitido no mercado
doméstico por um exportador, que possui um contrato com um importador de
fornecimento futuro de mercadorias.
Comprador: Empresas de uma forma geral que buscam proteção cambial.
Emissor: Empresas exportadoras que necessitam de financiamento no mercado doméstico à
taxas competitivas.
Vantagens
Comprador: é uma opção de aplicação de recursos com remuneração atrelada à variação
cambial, sendo um banco coobrigado na operação, o que adiciona à aplicação a segurança da
remuneração do investimento.
Emissor: pode ser instrumento de captação de recursos ou pode permitir às empresas
exportadoras, que tenham disponibilidade de lastro.
Comentário: O banco coobrigado na operação, o que adiciona à aplicação a segurança
da remuneração do investimento
SEGUROS
Instrumentos do contrato de seguros:
Proposta: registro da intenção do futuro segurado.
Apólice: proposta formalmente aceita pela seguradora.
Endosso: alteração na apólice, durante a vigência do contrato. É necessária a
concordância das duas partes.
Elementos dos contratos de seguro:
Prêmio: prestação paga periodicamente pelo segurado;
Sinistro: perda de um bem (ou de uma vida), motivados por um dos riscos
cobertos na apólice;
Indenização: importância que o segurado recebe em caso de sinistro;
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 61
Franquia: valor do prejuízo que fica a cargo do segurado.
Comentário: Estude bastante estes termos apresentados, não confunda o Prêmio (valor pago
pelo segurado) com a Indenização (Valor pago pela seguradora para o segurado em caso de
sinistro)
TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO
Poupança de longo prazo atrelada a um jogo. Seus rendimentos são de, no mínimo, TR + 20%
da poupança (0,1 % a.m.).
Prêmio:
o Pagamento único;
o Pagamento parcelado: reajustado periodicamente pela TR
Divisão do Prêmio:
o Provisão para sorteio: menos de 25% do prêmio;
o Taxa de Carregamento: despesas administrativas e o lucro;
o Provisão matemática:
Pagamento único: pelo menos 50% do prêmio;
Pagamento parcelado: pelo menos 70%.
Carência: prazo em que o investidor não poderá solicitar o resgate. Pode variar de 01 a 02
anos, dependendo do plano.
Resgate Antecipado: o investidor irá receber um percentual de sua reserva matemática.
Comentário: É uma aplicação financeira atrelada a um jogo, onde o cliente vai ter um deságio
caso queira disponibilizar a sua aplicação antes do prazo estipulado pela Sociedade de
Capitalização.
O MERCADO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA
Objetivo de uma previdência: valorização do seu patrimônio para garantir a
complementação da aposentadoria de seus contribuintes.
Entidades Abertas de Previdência Privada:
o Atuam sob a forma de condomínio aberto;
o Permitem a livre movimentação dos recursos por parte do contribuinte;
o Aplicam seus recursos no mercado financeiro e de capitais, conforme desejo do
contribuinte;
o Constituídas sob a forma de S.A, com fins lucrativos e sujeitas à fiscalização da SUSEP
e regulamentaão do CNSP.
o Vinculadas ao Ministério da Fazenda.
Entidades Fechadas de Previdência Privada (Fundos de Pensão):
São opções de complementação de aposentadoria, oferecidos por determinadas empresas a
seus funcionários.
Por isso, são instituições restritas a um determinado grupo de trabalhadores. Não permitem
a participação de pessoas estranhas à empresa.
A empresa determina os percentuais de contribuição dela e dos funcionários para o plano.
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Fundo de Aposentadoria e Pensão Individual – FAPI;
Previdência Complementar Aberta Individual – PCA;
Plano Gerador de Benefícios Livres – PGBL;
Vida Gerador de Benefícios Livres – VGBL.
PGBL VGBL
QUANTO RENDE
Não existe a garantia de uma
rentabilidade mínima. Por
outro lado, todo o rendimento
obtido no periodo é repassado
inegralmente ao plano
Não existe garantia de uma
rentabilidade mínima e o
rendimento obtido é perassado
integralmente aos
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COMO TRANSFERIR
RECURSOS
(PORTABILIDADE)
Pode ser transferido para outra
operadora, desde que seja por
um plano similar
Pode ser transferido para outra
operadora, desde que seja por
um plano similar
COMO RESGATAR O
DINHEIRO
O resgate é possível dentro do
prazo a cada periodo de 60
dias. O saque pode ser feito
em uma parcela única ou ser
transformado em renda
mensal (vitalícia)
O primeiro saque pode ser
feito em periodo que varia de
dois meses a dois anos. Após
esse periodo, a cada 60 dias
IMPOSTO DE RENDA
Até 12% da renda bruta
tributável do contribuinte pode
ser deduzida do Imposto de
Renda. Cobrança de IR sobre o
valor de RESGATE.
Não há dedução no Imposto
de Renda. Por outro lado o IR
é aplicado somente sobre o
ganho de capital (Valor de
Resgate menos Valor aplicado)
FAPI
O Fapi (Fundo de Aposentadoria Programada Individual) é aconselhável para quem declara o
Imposto de Renda usando o formulário simplificado e atualmente está praticamente em desuso.
Nessa opção, não existe uma garantia de rentabilidade mínima.
Por outro lado, todos os rendimentos são repassados integralmente para o participante e pode-se
abater também 12% da renda bruta anual na declaração do Imposto de Renda.
Apesar de não contar com taxa de carregamento, se o resgate for feito em um intervalo
menor do que 12 meses, haverá a incidência de IOF (Imposto sobre Operações
Financeiras). É vendido por bancos e seguradoras.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 64
CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO - CCB
Título de crédito emitido por pessoa física ou jurídica em favor de instituição financeira ou
de entidade a esta equiparada, credora original da CCB, representando promessa de
pagamento em dinheiro, decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade.
A instituição credora deve integrar o SFN - Sistema Financeiro Nacional, sendo admitida a
emissão da Cédula de Crédito Bancário em favor de instituição domiciliada no exterior,
desde que a obrigação esteja sujeita exclusivamente à lei e ao foro brasileiros.
A Cédula de Crédito Bancário em favor de instituição domiciliada no exterior pode ser
emitida em moeda estrangeira.
Pode ser emitida com ou sem garantia, real ou fidejussória, especificada no corpo do título.
Como funciona a emissão:
1. A Cédula é estruturada com todas as garantias reais e/ou fidejussórias estabelecidas.
2. A Cédula é emitida a favor a Instituição registradora com as garantias constituídas na própria
cédula.
3. Após a emissão a Instituição Colocadora atua para distribuir as cédulas junto a investidores do
Mercado Financeiro ou do Mercado de Capitais.
4. O pagamento dos investidores pela cédula é repassado para o emissor.
5. O emissor se responsabiliza pelo pagamento da amortização e pelo resgate da cédula junto
aos investidores conforme o estabelecido na própria cédula.
As garantias são utilizadas como um reforço de crédito para os investidores. Há casos em que as
garantias geram um fluxo de caixa que é utilizado para o pagamento da amortização e resgate
das cédulas.
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UNDERWRITING STAND-BY
Subscrição em que a instituição financeira se compromete a colocar as sobras junto ao público em
determinado espaço de tempo, após o qual ela mesmo subscreve o total das ações não colocadas.
Decorrido o prazo, o risco de mercado é do intermediário financeiro
PREÇO DE EMISSÃO
Determinado previamente pela empresa emissora ou então através do procedimento de "book
building", onde a empresa, ao invés de fixar um preço, estabelece as condições básicas de
lançamento e os interessados na aquisição encaminham suas ofertas
LOTE SUPLEMENTAR: O ofertante poderá outorgar à instituição intermediária opção de
distribuição de lote suplementar, que preveja a possibilidade de, caso a procura dos valores
mobiliários objeto de oferta pública de distribuição assim justifique, ser aumentada a quantidade
de valores a distribuir junto ao público, nas mesmas condições e preço dos valores mobiliários
inicialmente ofertados, até um montante pré-determinado que conste obrigatoriamente do
Prospecto e que não poderá ultrapassar a 15% da quantidade inicialmente ofertada
BLOCK TRADE
Oferta de grande lote de ações antigas (de posse de algum acionista) com colocação junto ao
público através das bolsas de valores e/ou mercado de balcão.
MERCADO PRIMÁRIO: Colocação de títulos resultantes de novas emissões. Empresas utilizam o
mercado primário para captar os recursos necessários ao financiamento de suas atividades.
MERCADO SECUNDÁRIO: Negociação de ativos, títulos e valores mobiliários em mercados
organizados, onde investidores compram e vendem em busca de lucratividade e liquidez,
transferindo, entre si, os títulos anteriormente adquiridos no mercado primário
NEGOCIAÇÃO DE AÇÕES (MERCADO SECUNDÁRIO)
Operações de compra e venda de ações emitidas pelas empresas abertas registradas em Bolsa.
Caracteriza-se por ter os preços das ações com cotação atual e pelo fato das operações serem
liquidadas em 3 dias (D+3)
o D+0: dia da realização da operação no Pregão ou no Sistema Eletrônico;
o D+3: a Corretora vendedora entrega as ações e recebe um crédito no valor da operação,
enquanto que a corretora compradora tem um débito no valor da operação e recebe as ações
adquiridas;
o A transferência dos títulos é denominada liquidação física e a movimentação dos
recursos liquidação financeira;
o As liquidações são realizadas pela "clearing", responsável pela prestação dos serviços de
compensação dos títulos negociados no mercado. Em geral a CBLC
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 67
S.A ABERTA X S.A FECHADA
Abertas:
Negociação em bolsas de valores ou mercado de balcão organizado;
Divisão do capital entre muitos sócios (pulverização);
Cumprimento de várias normas exigidas pelo agente regulador (bolsas de Valores e CVM).
Fechadas:
Negociação no balcão das empresas, sem garantia;
Concentração do capital na mão de poucos acionistas.
OBS: Uma empresa não pode manter ações negociadas em mercado de balcão e bolsa de valores
de forma simultânea.
Comentário: Uma empresa quando abre o capital está também abrindo a sua contabilidade para
o mercado, devendo assim possuir uma gestão transparente publicando balanços periódicos
entre outras exigências feitas pela CVM.
TIPO DE AÇÕES
Ordinárias (ON): Garantem o direito a voto nas assembléias aos acionistas;
Preferenciais (PN):
Têm preferência no recebimento de dividendos em relação as ordinárias.
Não têm direito a voto.
Recebem 10% a mais de dividendos em relação às ordinárias.
Caso a companhia fique 3 anos sem distribuir dividendos passa a ter direito a
voto.
OBS: Empresas que abrem seu capital deverão ter no mínimo 50% de suas ações sendo do tipo
ordinária.
Comentário: As ações preferenciais (PN) apesar de não terem direito a voto, podem adquiri-lo
caso a empresa não pague dividendos (lucro) em 3 anos consultivos.
CUSTO DA OPERAÇÃO
Emolumentos: Os emolumentos são cobrados pelas Bolsas por pregão em que tenham
ocorrido negócios por ordem do investidor. A taxa cobrada pela Bolsa é de 0,035% do valor
financeiro da operação
Custódia: Uma espécie de tarifa de manutenção de conta, cobrada por algumas
corretoras.
Corretagem: Custo pago para corretoras pelas operações executadas.
Financeiro no dia Valor Fixo % volume
De R$ 0,01 a R$ 135,07 R$ 2,70 0,00 %
De R$ 135,08 a R$ 498,62 R$ 0,00 2,00 %
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 68
De R$ 498,63 a R$ 1.514,69 R$ 2,49 1,50 %
De R$ 1.514,70 a R$ 3.029,38 R$ 10,06 1,00 %
A partir de R$ 3.029,39 R$ 25,21 0,50 %
Informação adicional, na prova não é cobrada estes valores
DIREITOS E PROVENTOS DE UMA AÇÃO
Dividendos: Distribuição de parte do lucro aos seus acionistas. Por lei as empresas devem dividir
no mínimo 25% do seu lucro liquido.
IMPORTANTE: O valor distribuído em forma de dividendos é descontado do preço da ação.
Juros sobre o Capital Próprio: São proventos pagos em dinheiro como os dividendos, sendo,
porém dedutíveis do lucro tributável da empresa limitados a Taxa de Juros de Longo Prazo – TJLP
Bonificações: Correspondem à distribuição de novas ações para os atuais acionistas, em função
do aumento do capital. Excepcionalmente pode ocorrer a distribuição de bonificação em dinheiro
Subscrição: Direito aos acionistas de aquisição de ações por aumento de capital, com preço e
prazos determinados. Garante a possibilidade do acionista manter a mesma participação no capital
total. O acionista, caso deseje, poderá transferir o direito de subscrição a terceiros (vender), por
meio de venda desse direito em pregão (Mercado Secundário).
OBS: O direito de subscrição assemelha-se ao direito de um titular de uma opção de compra
(call), ou seja, ambos possuem o direito de comprar uma determinada quantidade de ações com
prazos e condições pré-estabelecidos.
Grupamento (Inplit): Reduzir a quantidade de ações aumentando o valor de cada ação;
(Objetivo: Menor risco)
Desdobramento (Split): Aumenta a quantidade de ações reduzindo o valor da ação; (Objetivo:
Maior liquidez)
IMPORTANTE: Tanto no processo de split como o de inplit, o capital do investidor não se
altera.
"TAG ALONG" : Quando há mudança de controle de companhia aberta, os demais acionistas
detentores de ações com direito a voto devem receber uma oferta pública de compra de suas
ações pelo mesmo valor pago pelas ações do controlador e os acionistas preferenciais, quando for
o caso, deverão receber uma oferta de, no mínimo, 80% do valor pago por ação com direito a
voto, integrante do bloco de controle. Existe a exigência de tag along paraempresas listadas
nos segmentos de governança corporativa Nível 2 e Novo Mercado.
OUTROS TERMOS
day trade: Combinação de operação de compra e de venda realizadas por um investidor com o
mesmo título em um mesmo dia.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 69
Circuit breaker: Sempre que acionado, interrompe o pregão. Na Bovespa é acionado sempre
que o Índice Ibovespa atinge uma queda de 10% (30 minutos de paralisação) e persistindo a
queda, 15% (1 hora de paralisação).
Blue chip : Em geral, ações de empresas tradicionais e de grande porte, com grande liquidez e
procura no mercado de ações.
Home broker: É um moderno canal de relacionamento entre os investidores e as sociedades
corretoras, que torna ainda mais ágil e simples as negociações no mercado acionário, permitindo
o envio de ordens de compra e venda de ações pela Internet, e possibilitando o acesso às
cotações, o acompanhamento de carteiras de ações, entre vários outros recursos.
MEGA BOLSA: Sistema de negociação eletrônica da BOVESPA, que engloba terminais remotos e
visa ampliar a capacidade de registro de ofertas e realização de negócios em um ambiente
tecnologicamente avançado.
Liquidez : Maior ou menor facilidade de se negociar um título,convertendo-o em dinheiro.
Lote-padrão: Lote de títulos de características idênticas e em quantidade prefixada pelas bolsas
de valores.
Novo Mercado: Transparência maior na gestão e na publicação; 100% das ações devem ser
ordinárias; IPO de no mínimo 10 milhões; Manter no mínimo 25% das ações em circulação;
IBOVESPA: Mais utilizado e mais importante índice brasileiro; Composto pelas ações com maior
liquidez dos últimos 12 meses; A carteira é revista ao final de cada quadrimestre; (jan – abril;
maio – ago; set – dez).
After Market: Período de negociação que funciona fora do horário regular do pregão Funciona
das 17 horas às 18 h 15, e o investidor pode utilizar o home broker ou a mesa de operações
das corretoras para emitir ordens de compra e venda de ações.
o A margem de flutuação das cotações é limitada a 2%.
o A quantidade de negócios não pode ultrapassar R$ 100 mil por investidor computado o
valor investido durante o pregão normal.
Pregão : O ambiente reservado para negociações de compra e venda de ações. Atualmente
quase as totalidades das transações ocorrem no pregão eletrônico, ampliando o antigo conceito
de espaço físico.
GOVERNANÇA CORPORATIVA DA EMPRESA
Governança corporativa é o conjunto de práticas e exigências além da legislação cobrada pela
CVM, que tem por finalidade alinhar os objetivos da administração da companhia aos interesses
dos acionistas.
Para tanto, estabelece um sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas,
envolvendo os relacionamentos entre investidores (acionistas/cotistas), Conselho de
Administração, Diretoria, Auditoria Independente e Conselho Fiscal. A análise das práticas de
governança corporativa aplicada ao mercado de capitais envolve, principalmente: transparência,
eqüidade de tratamento dos acionistas, prestação de contas e responsabilidade corporativa. Boas
práticas de governança corporativa logram aumentar o valor de uma companhia, facilitar seu
acesso ao capital e contribuir para sua perenidade.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 70
Nível 1 e Nível 2: é um nível de governança corporativa, na qual para que as empresas
participem é necessário cumprirem uma série de exigências. Sendo o Nível 2 mais AMPLO em
relação ao Nível 1.
NÍVEL 1:
Realização de reuniões públicas com analistas e investidores, ao menos uma vez por ano.
Manutenção em circulação de uma parcela mínima de ações, representando 25% (vinte e
cinco por cento) do capital social da companhia
NÍVEL 2:
Divulgação de demonstrações financeiras de acordo com padrões internacionais
IFRS ou US GAAP.
Conselho de Administração com mínimo de 5 (cinco) membros e mandato unificado de até 2
(dois) anos, permitida a reeleição. No mínimo, 20% (vinte por cento) dos membros deverão
ser conselheiros independentes.
Extensão para todos os acionistas detentores de ações ordinárias das mesmas condições
obtidas pelos controladores quando da venda do controle da companhia e de, no mínimo,
80% (oitenta por cento) deste valor para os detentores de ações preferenciais (tag
along).
NOVO MERCADO:
Transparência maior na gestão e na publicação;
100% das ações devem ser ordinárias;
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IPO de no mínimo 10 milhões;
Manter no mínimo 25% das ações em circulação;
Comentário: Nem todas as empresas de capitais abertos que operam na Bovespa, encaixa em
um dos níveis de governança coorporativa citada acima. A adesão a prática de governança é
responsabilidade do controlador da empresa. Acredita-se que esta adesão agrega valor a suas
ações por despertar mais interesse em seus papeis no mercado ao cumprir maiores exigências em
sua administração.
DEBÊNTURES
OBJETIVO
Captação de recursos de médio e longo prazo para sociedades anônimas (S.A.) não
financeiras de capital aberto.
Obs.: As sociedades de arrendamento mercantil e as companhias hipotecárias estão também
autorizadas a emitir debêntures.
IMPORTANTE:
Não existe padronização das características deste título. Ou seja, a debênture pode incluir:
Qualquer prazo de vencimento;
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 71
Amortização (pagamento do valor nominal) programada na forma anual, semestral, trimestral,
mensal ou esporádica, no percentual que a emissora decidir;
Remunerações através de correção monetária ou de juros;
Remunerações através do prêmio (podendo ser vinculado à receita ou lucro da emissora).
Direito dos debenturistas: além das três formas de remuneração, o debenturista pode gozar
de outros direitos/atrativos, desde que estejam na escritura, com o propósito de tornar mais
atrativo o investimento neste ativo:
Conversão da debênture em ações da companhia
Garantias contra o inadimplemento da emissora
Como regra geral, o valor total das emissões de debêntures de uma empresa não poderá
ultrapassar o seu capital social.
Resgate Antecipado: as debêntures podem ter na escritura de emissão cláusula de
resgate antecipado, que dá ao emissor (a empresa que está captando recursos) o direito de
resgatar antecipadamente, parcial ou totalmente as debêntures em circulação.
Aplicação em debêntures não estão cobertas pelo FGC.
AGENTE FIDUCIÁRIO
A função do agente fiduciário é proteger o interesse dos debenturistas exercendo uma fiscalização
permanente e atenta, verificando se as condições estabelecidas na escritura da debênture estão
sendo cumpridas.
A emissão pública de debêntures exige a nomeação de um agente fiduciário. Esse agente deve ser
ou uma pessoa natural capacitada ou uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central
para o exercício dessa função e que tenha como objeto social a administração ou a custódia de
bens de terceiros (ex.: corretora de valores).
O agente fiduciário não tem a função de avalista ou garantidor da emissão.
O Agente Fiduciário poderá usar de qualquer ação para proteger direitos ou defender
interesses dos debenturistas, sendo-lhe especialmente facultado, no caso de
inadimplemento da emitente:
executar garantias reais, receber o produto da cobrança e aplicá-lo no pagamento, integral
ou proporcional dos debenturistas;
requerer falência da emitente, se não existirem garantias reais;
representar os debenturistas em processos de falência, concordata, intervenção ou liquidação
extrajudicial da emitente, salvo deliberação em contrário da assembléia dos debenturistas;
tomar qualquer providência necessária para que os debenturistas realizem os seus créditos.
GARANTIASDAS DEBÊNTURES
A debênture poderá, conforme dispuser a escritura de emissão, ter garantia real, garantia
flutuante, garantia sem preferência (quirografária), ou ter garantia subordinada aos demais
credores da empresa.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 72
garantia real: fornecida pela emissora pressupõe a obrigação de não alienar ou onerar o
bem registrado em garantia, tem preferência sobre outros credores, desde que averbada
no registro. É uma garantia forte
garantia flutuante: assegura à debênture privilégio geral sobre o ativo da companhia,
mas não impede a negociação dos bens que compõem esse ativo. Ela marca lugar na
fila dos credores, e está na preferência, após as garantias reais, dos encargos trabalhistas e
dos impostos. É uma garantia fraca, e sua execução privilegiada é de difícil realização, pois
caso a emissora esteja em situação financeira delicada, dificilmente haverá um ativo não
comprometido pela companhia.
garantia quirografária: ou sem preferência, não oferece privilégio algum sobre o ativo
da emissora, concorrendo em igualdade de condições com os demais credores quirografários
(sem preferência), em caso de falência da companhia.
garantia subordinada: na hipótese de liquidação da companhia, oferece preferência de
pagamento tão somente sobre o crédito de seus acionistas
IMPORTANTE: As Sociedades de Arrendamento Mercantil (leasing), Companhias
Hipotecárias, Bancos de Desenvolvimento e o BNDES Participações, também estão
autorizados a emitir debêntures.
ESCRITURA DE EMISSÃO
É o documento legal que declara as condições sob as quais a debênture foi emitida.
Especifica direitos dos possuidores, deveres dos emitentes, todas as condições da emissão, os
pagamentos dos juros, prêmio e principal, além de conter várias cláusulas padronizadas restritivas
e referentes as garantias (se a debênture for garantida)
DEBÊNTURES X NOTA PROMISSÓRIAS (COMERCIAL PAPERS)
DEBÊNTURES NOTA PROMISSÓRIAS
OBJETIVO Captação de recursos para
financiamento de CAPITAL FIXO
Captação de recursos para
financiamento de CAPITAL DE GIRO
PRAZO LONGO PRAZO CURTO PRAZO
QUE PODE EMITIR SA Abertas1 SA Aberta e SA Fechada
QUEM NÃO PODE
EMITIR
Instituições Financeiras Instituições Financeiras
PRAZO MÍNIMO
PARA RESGATE
360 dias 30 dias
PRAZO MÁXIMO
PARA RESGATE
Não tem - SA Aberta: 360 dias
- SA Fechada: 180 dias
1 Podem emitir debêntures, além de SA Abertas não financeiras: Sociedade de Arrendamento Mercantil, Companhias
Hipotecárias e o Bancos de Desenvolvimentos e o BNDES Participações.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 73
MERCADO DE BALCÃO
Mercado de Balcão Bolsa de Valores
Não Organizado Organizado
Sem local físico
determinado
Sistema eletrônico
de negociação
Pregão eletrônico
Qualquer título pode
ser negociado
Supervisão da
liquidação
Registra, supervisiona e divulga
a execução dos negócios e a
liquidação
MERCADO DE BALCÃO ORGANIZADO: Ambiente de negociação passível de acesso por amplo
rol de instituições integrantes do sistema de intermediação, administrado por instituições
autoreguladoras, autorizadas e supervisionadas pela CVM, que mantêm sistema de negociação
(eletrônico ou não) e registro de operações, regido por regras adequadas à realização de
operações de compra e venda de títulos e valores mobiliários, bem como à divulgação de
informações relativas àquelas operações.
MERCADO DE BALCÃO NÃO ORGANIZADO: Mercado de títulos e valores mobiliários sem local
físico definido para a realização das negociações, que são realizadas por telefone entre as
instituições participantes, não é supervisionado por entidade auto-reguladora e não tem
transparência quanto aos volumes e preços negociados.
BOLSAS: ambiente de negociação operado por sociedades corretoras, com sistema de
negociação eletrônica ou viva-voz, e regras adequadas à realização de operações de compra e
venda de títulos e valores mobiliários, bem como à divulgação das informações relativas àquelas
operações.
SUBSCRIÇÃO PÚBLICA (quando dependerá de prévio registro da emissão na Comissão de
Valores Mobiliários e haverá a intermediação obrigatória de instituição financeira – art. 82 da Lei
6.404/76)
SUBSCRIÇÃO PARTICULAR (quando poderá fazer-se por deliberação dos subscritores em
assembléia geral ou por escritura pública – art. 88 da Lei 6.404/76).
OPERAÇÕES COM OURO
No Brasil, o maior volume de comercialização de ouro se faz através da Bolsa de Mercadorias e
Futuros (BM&F), que é a única no mundo que comercializa ouro no mercado físico.
As cotações do ouro, no exterior, são feitas em relação à onça troy, que equivale a 31,104g.
No Brasil, a cotação é feita em reais por grama de ouro puro. O preço do ouro, no Brasil, vincula-
se, historicamente, às cotações de Londres e Nova York, refletindo, portanto, as expectativas do
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 74
mercado internacional. Sofre, entretanto, influência direta das perspectivas do mercado interno e,
principalmente, das cotações do dólar flutuante.
Assim o preço interno é calculado diretamente segundo as variações do preço do dólar no
mercado flutuante e dos preços do metal na bolsa de Nova York. O preço do grama do ouro em
reais, calculado a partir do preço da onça em dólares (pela cotação do dólar flutuante) fornece um
referencial de preços.
Tradicionalmente, a cotação da BM&F mantém a paridade com este valor referencial variando 2%,
em média, para baixo ou para cima. Existem dois tipos de investidores no mercado de ouro no
Brasil: o investidor tradicional - que utiliza o ouro como reserva de valor -, e o especulador - que
está à procura de ganhos imediatos e de olho na relação ouro/dólar/ações procurando a melhor
alternativa do momento. Atualmente há dois mercados no Brasil para o ouro:
mercado de balcão - operações são fechadas via telefone; após o pagamento, o
comprador tem duas opções deixar o ouro depositado em custódia em uma instituição
financeira, levando consigo um certificado de custódia; retirar fisicamente a quantidade de
ouro adquirida.
mercado spot nas bolsas - a entrega do ouro se dá em 24 horas, os volumes negociados
são transferidos automaticamente entre as contas dos clientes em diferentes bancos, sem
que o metal passe pelas mãos de quem negocia.
No mercado de bolsas, trocam se certificados de propriedade. Em qualquer caso, a
responsabilidade pela qualidade do metal é da fundidora e não do banco, que é apenas o
depositário.
MERCADO DE CÂMBIO
É o mercado onde ocorre a negociação de moedas estrangeiras entre as instituições ou pessoas
interessadas em movimentar essas moedas.
POLÍTICA CAMBIAL
Política federal que orienta o comportamento do mercado de câmbio e da taxa de câmbio
Quando um país adota o regime de câmbio fixo, a taxa é definida pelo Banco Central deste país.
Já no regime de taxas flutuantes, a taxa é definida pelo mercado (procura e oferta de moeda
estrangeiras)
O Brasil adota um regime de Política Cambial Flutuante SUJA sem Banda Cambial.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 75
Em um regime de taxa flutuante o BACEN pode intervir no mercado comprando e vendendo
moeda estrangeira com o objetivo de minimizar as oscilações do mercado, desde que a flutação
seja do tipo SUJA.
Na flutuação do tipo limpa, também conhecida com regime de taxas perfeitamente flutuante, o
BACEN não intervém no no mercado, permanecendo inalterado as reservas internacionais.
O Banco Central executa a política cambial definida pelo Conselho Monetário Nacional.
Para tanto, regulamenta o mercado de câmbio e autoriza as instituiçõesque nele operam.
Também compete ao Banco Central fiscalizar o referido mercado, podendo punir dirigentes
e instituições mediante multas, suspensões e outras sanções previstas em Lei.
Além disso, o Banco Central pode atuar diretamente no mercado, comprando e vendendo moeda
estrangeira de forma ocasional e limitada, com o objetivo de conter movimentos desordenados da
taxa de câmbio
RESERVAS INTERNACIONAIS
As Reservas Internacionais de um país são formadas por ativos em moedas estrangeiras, como
títulos depósitos bancários, ouro, etc., que podem ser usados para pagamentos de dívidas
internacionais.
TAXA DE CÂMBIO
Taxa de câmbio é o preço de uma unidade monetária de uma moeda em unidades monetárias de
outra moeda
PTAX é a taxa que expressa à média das taxas de câmbio praticada no mercado interbancário.
Divulgada pelo BACEN.
TODAS as operações devem ter registro OBRIGATÓRIO no SISBACEN pelas instituições
autorizadas por ele a atuar
INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS A ATUAREM NO MERCADO DE CÂMBIO
1. TODAS OPERAÇÕES SEM RESTRIÇÕES:
Bancos Comerciais
Bancos de Investimento
Bancos Múltiplos
Bancos de Câmbio
Caixa Econômica Federal
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 76
2. SOMENTE OPERAÇÕES ESPECÍFICAS AUTORIZADAS PELO BANCO CENTRAL:
Bancos de desenvolvimento
Agências de fomento
3. LIMITADOS AO VALOR DE U$ 50 MIL EM OPERAÇÕES DE CÂMBIO RELATIVO A
EXPORTAÇÃO OU IMPORTAÇÃO:
Sociedades de crédito, financiamento e investimento - Financeira
Sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários - STVM
Sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários - SDTVM
Sociedades corretoras de câmbio:
4. INSTITUIÇÕES QUE PODEM OPERAR MEDIANTE CONVÊNCIO COM INSTITUIÇÃO
AUTORIZADA.
Pessoas jurídicas em geral para negociar a realização de transferências unilaterais (por
exemplo: manutenção de residentes; doações; aposentadorias e pensões; indenizações e
multas; e patrimônio);
Pessoas jurídicas cadastradas no Ministério do Turismo como prestadores de serviços turísticos
remunerados, para realização de operações de compra e de venda de moeda estrangeira em
espécie, cheques ou cheques de viagem;
Instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do
Brasil, não autorizadas a operar no mercado de câmbio, para realização de transferências
unilaterais e compra e venda de moeda estrangeira em espécie, cheques ou cheques de
viagem.
Lotéricas através de convênio realizado com a CEF.
A realização desses convênios não depende de autorização do Banco Central. A
responsabilidade pelas operações de câmbio perante o Banco Central é das instituições
autorizadas e o valor de cada operação de câmbio está limitado a US$ 3 mil ou seu
equivalente em outras moedas.
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT também é autorizada pelo Banco
Central a realizar operações com vales postais internacionais, emissivos e receptivos, destinadas a
atender compromissos relacionados a operações específicas definidas pelo Banco Central,
observando o limite de U$ 50 mil para recebimento de exportações e importações.
TAXA DE CÂMBIO: Taxa de câmbio é o preço de uma moeda estrangeira medido em unidades
ou frações (centavos) da moeda nacional. No Brasil, a moeda estrangeira mais negociada é o
dólar dos Estados Unidos, fazendo com que a cotação comumente utilizada seja a dessa moeda.
Dessa forma, quando dizemos, por exemplo, que a taxa de câmbio é 2,00, significa que um dólar
dos Estados Unidos custa R$ 2,00. A taxa de câmbio reflete, assim, o custo de uma moeda em
relação à outra. As cotações apresentam taxas para a compra e para a venda da moeda, as quais
são referenciadas do ponto de vista do agente autorizado a operar no mercado de câmbio pelo
Banco Central.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 77
IMPORTANTE: O Banco Central coleta e divulga as taxas médias praticadas no mercado
interbancário, isto é, a taxa média do dia apurada com base nas operações realizadas naquele
mercado, conhecida por "taxa PTAX", a qual serve como referência e não como taxa obrigatória.
LIQUIDAÇÃO DOS CONTRATOS
A liquidação de contrato de câmbio ocorre quando da entrega de ambas as moedas, nacional
e estrangeira, objeto da contratação ou de títulos que as representem.
LIQUIDAÇÃO PRONTA
A liquidação pronta é obrigatória nos seguintes casos:
a) operações de câmbio simplificado de exportação ou de importação;
b) compras ou vendas de moeda estrangeira em espécie ou em cheques de viagem;
c) compra ou venda de ouro - instrumento cambial
IMPORTANTE: As operações de câmbio interbancárias podem ser contratadas para
liquidação a termo em até 1.500 dias. (CIRCULAR 3.507 NOV/2010)
UTILIZAÇÃO DO CONTRATO DE CÂMBIO
Nas operações de compra ou de venda de moeda estrangeira de até US$ 3 mil, ou seu
equivalente em outras moedas estrangeiras, não é obrigatória a utilização do contrato de
câmbio, mas o agente do mercado de câmbio deve identificar seu cliente e registrar a
operação no Sisbacen
REGISTRO NO SISBACEN
As operações até US$ 3 mil relativas a viagens internacionais e a transferências unilaterais
podem ser informadas ao Banco Central até o dia 10 do mês posterior a sua realização.
Também dispõem da prerrogativa de serem informadas apenas mensalmente ao Banco
Central as operações realizadas pelos Correios e aquelas relativas a cartões de crédito
MERCADO PRIMÁRIO
A operação de mercado primário implica entrada ou saída efetiva de moeda estrangeira do
País. Esse é o caso das operações realizadas com exportadores, importadores, viajantes, etc. J
MERCADO SECUNDÁRIO
Também denominado mercado interbancário, a moeda estrangeira é negociada entre as
instituições integrantes do sistema financeiro e simplesmente migra do ativo de uma
instituição autorizada a operar no mercado de câmbio para o de outra, igualmente autorizada.
PAGAMENTOS DE EXPORTAÇÃO
operação de câmbio, ACC e ACE, com instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio
débito à conta em moeda nacional que o importador estrangeiro mantenha no País;
ordem de pagamento em reais, recebida de banco do exterior que mantenha conta em reais
em banco autorizado a operar em câmbio no País;
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 78
cartão de uso internacional; e
vale postal internacional, dos Correios, nas operações até o valor de US$ 50 mil ou o
equivalente em outras moedas.
PAGAMENTOS DE IMPORTAÇÃO
operação de câmbio com agente autorizado a operar no mercado de câmbio pelo Banco
Central;
cartão de uso internacional;
vale postal internacional, nas operações até o valor equivalente a US$ 50 mil, observada a
regulamentação dos Correios;
crédito à conta em moeda nacional que o exportador estrangeiro mantenha no País.
BACK TO BACK
As chamadas operações de back to back são aquelas em que a compra e a venda dos produtos
ocorrem sem que esses produtos efetivamente ingressem ou saiam do Brasil. O produto
é comprado de um país no exterior e revendido a terceiro país, sem o trânsito da mercadoria em
território brasileiro
SISCOMEX
Sistema informatizado com a função de administrar o comércio exterior brasileiro;
Objetivos do sistema: registro, acompanhamento e controle das operações de
exportação e importação;
Instrumento de integração entre a SECEX, a SRF e o BACEN.
Vantagens:
Harmonização (uniformidade) de conceitos envolvidos nos processos de compra e
venda com o exterior;
Ampliação da quantidade de pontos de atendimento no país;
Redução de custosadministrativos;
Redução da burocracia (diminuição do número de documentos);
Padronização de procedimentos;
Acesso mais rápido e de melhor qualidade às informações estatísticas sobre as
exportações e importações brasileiras.
Comentário.: Estudar os efeitos que levam a cotação do dólar subir ou cair. Lembre-se, sempre
que a oferta > procura há uma tendência de queda no valor e quando oferta < procura existe
uma tendência de alta no valor do produto.
MERCADO DE DERIVATIVOS
O que são os derivativos: mercados nos quais são negociados contratos referenciados em
um ativo real (ex.: mercadoria) ou financeiro (ex.: índices, indicadores, taxas e moedas), com
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 79
vencimento e liquidação, financeira e física, estabelecidos para uma data futura por um preço
determinado. O que se busca nos mercados derivativos é a transferência dos riscos de
preço inerentes à atividade econômica entre os seus participantes. Os mercados
derivativos viabilizam aos agentes produtivos realizar operações que possam proteger do
risco de preço as posições detidas no mercado à vista
Como surgiu: Da necessidade do produtor rural garantir um preço mínimo para sua safra.
Tipos de transações no Mercado Futuro:
Mercado de Opções; (negociado na Bovespa e na BM&F)
Mercado Futuro;
Mercado a Termo;
Mercado de Swap.
PARTICIPANTES:
Hedger: opera nesse mercado buscando proteção contra oscilações de preços dos ativos;
OBS: Possui o determinado bem ou ativo financeiro.
Especulador: assume o risco da operação com o objetivo de auferir ganhos com a oscilação
dos preços;
OBS: Entra e sai rapidamente no mercado fazendo “apostas”
Arbitrador: obtém vantagens financeiras em função de distorções nos preços do ativo nos
mercados diferentes;
OBS: Monitora todos os mercados em busca de distorções a fim de lucrar sem correr riscos.
Comentário: Os três agentes citados acima são de suma importância para o mercado, pois são
eles os responsáveis por garantir liquidez e evitar distorções.
MERCADO A TERMO
Compra-se ou vende-se um ativo com vencimento em determinada data futura (mínimo: 16 e
máximo de 999 dias corridos), por um preço previamente estabelecido em mercado,
resultando em um acordo/contrato entre as partes.
O preço a termo, que é fixado na abertura do negócio, é formado pelo preço à vista mais uma
taxa de juros,que varia conforme o prazo da transação.
FORMAS DE LIQUIDAÇÃO
1. Por decurso de prazo;
2. Antes do decurso: os compradores podem solicitar o encerramento antes do decurso, mas
isso não alterará o valor do preço;
DIREITOS E PROVENTOS: Os direitos e proventos distribuídos às ações-objeto do contrato a
termo pertencem ao comprador e serão recebidos, juntamente com as ações objeto, na data
de liquidação ou segundo normas específicas da CBLC.
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Edgar Abreu e Adir Moreira Página 81
Investidores “comprados”
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Investidores “vendidos”
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contrato
Obs: No vencimento dos contratos como o preço futuro é igual ao preço à vista, a BASE será
igual a zero.
SWAP
SWAP = troca, ferramenta de hedge;
Consiste em operações que envolvem a troca de:
o Moedas;
o Índices;
o Taxas de Juros.
o Exemplo 1: Aplicação em CDB com rendimentos atrelados ao dólar ou a variação do
índice da poupança. Na verdade, o cliente adquiriu um CDB Pré-fixado e trocou o índice
de remuneração.
Os contratos de Swap são registrados na CETIP.
Os contratos de swap são liquidados em D+1
A melhor data para renovar um contrato de Swap, para que o investidor não fique nenhum dia
desprotegido é um dia antes do seu vencimento (D-1)
Comentário: Quem faz uma operação de swap está procurando se proteger contra surpresas do
mercado financeiro.
MERCADO DE OPÇÕES
O que é um mercado de Opções?
o Mercado em que são negociados direitos de compra ou venda de um lote de ações,
com preços e prazos de exercício preestabelecidos.
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Edgar Abreu e Adir Moreira Página 83
OPÇÕES TITULAR LANÇADOR
OPÇÃO DE COMPRA (CALL) 1. Compra a opção
2. Paga o prêmio
3. Possui o DIREITO de
comprar uma
determinada quantidade
de ações a um preço
pré determinado.
4. Expectativa de alta
1. Vende a opção
2. Recebe o prêmio
3. Possui a OBRIGAÇÃO
de comprar uma
determinada quantidade
de ações a um preço
pré determinado.
4. Expectativa de queda
OPÇÃO DE VENDA (PUT) 1. Compra a opção
2. Paga o prêmio
3. Possui o DIREITO de
vender uma
determinada quantidade
de ações a um preço
pré determinado.
4. Expectativa de queda
1. Vende a opção
2. Recebe o prêmio
3. Possui a OBRIGAÇÃO de
vender uma
determinada quantidade
de ações a um preço
pré determinado.
4. Expectativa de alta
VENCIMENTOS DE UMA OPÇÃO
Opção Vencimento
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J V Outubro
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L X Dezembro
As opções negociadas em bolsa tem seus vencimentos sempre na terceira segunda
feira de cada mês.
OBSERVAÇÃO: Se uma ação-objeto, durante o período de vigência da opção, distribuir
dividendos, juros sobre o capital próprio ou qualquer outro provento em dinheiro, o valor
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 84
líquido recebido será deduzido do preço de exercício da série, a partir do primeiro dia de
negociação ex-direito. Exemplo: se o preço de exercício é de $ 200,00, e ocorre a distribuição de
juros sobre o capital próprio no montante líquido de $ 20,00, o preço de exercício será ajustado
para $ 180,00
VALOR INTRÍNSECO DE UMA CALL:
Valor Intrínseco = Preço corrente (à vista) - Preço de Exercício
Prêmio = Valor Intrínseco + Valor Tempo
O valor intrínseco de uma opção não pode ser menor que zero
VALOR INTRÍNSECO DE UMA PUT:
Valor Intrínseco = Preço de Exercício - Preço corrente
GARANTIAS
Para o titular de Opções: O titular no Mercado de Opções está isento de prestar garantias, pois
o risco máximo que pode correr é ele não exercer sua posição e perder o prêmio pago.
Para o Lançador de Opções: Somente das posições lançadoras é exigida a prestação de
garantias, e a finalidade da garantia é assegurar o cumprimento da obrigação assumida.
o Lançador Coberto: Deposita os títulos relativos a Opção
o Lançador Descoberto: Deposita margem em dinheiro ou os mesmos ativos aceitos no
mercado a termo, conforme cálculo efetuado pela Clearing. A margem depositada é o
resultado da soma dos seguintes componentes: margem de prêmio (prêmio de
fechamento do dia) e margem de risco (maior prejuízo potencial projetado para o dia
seguinte).
PRINCIPAIS ATIVOS NEGOCIADOS NO MERCADO DE DERIVATIVOS
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RESUMO DERIVATIVOS
MERCADO A TERMO MERCADO
FUTURO
MERCADO DE
OPÇÕES
MERCADO DE
SWAP
ONDE SE
NEGOCIA Balcão e Bolsa Somente Bolsa Balcão e Bolsa Balcão e Bolsa
O QUE SE
NEGOCIA
Compromisso de
comprar ou vender um
bem pro um preço
fixado em data futura
Compromisso de
comprar ou
vender um bem
pro um preço
fixado em data
futura
Direito de
comprar ou
vender um bem
pro um preço
fixado em data
futura
Compromisso
de trocar um
bem pelo outro,
uma taxa pela
outra. Trocam-
se fluxos
financeiros
TIPOS DE
CONTRATOS Não Padronizados Padronizados Padronizados
Não
Padronizados
LIQUIDAÇÃO
DOS
CONTRATOS
Vencimento ou
antecipado
Ajuste Diário das
posições.
Européia:
Somente no
Vencimento
Americana: até
o vencimento
Somente no
vencimento
LIQUIDAÇÃO
ANTECIPADA
Permite, por decisão
do comprador, embora
a maioria dos contratos
de termos são
liquidados no
vencimento.
Permite, qualquer
uma das partes.
Assumindo uma
posição contrária
a posição
original.
Se for Americana
pode ser exercida
de forma
antecipada
(decisão do
Titular). Permite a
negociação do
Prêmio.
Somente
quando houver
concordância
entre as partes
OUTRAS
CARACTERÍST
ICAS.
Prazo de vencimento
dos contratos mínimo
de 16 dias e máximo
de 999 dias.
Exigência de
depósito de
Margem de
Garantia de
ambas as partes
Pagamento do
Prêmio do Titular
da Opção para o
Lançador.
Único dos
derivatuivos que
é liquidado no
CETIP. Os
demais são
liquidados na
CBLC
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 86
MÓDULO 4 – GARANTIAS
A contração de financiamento é a operação que envolve o maior risco nos negócios, isto
porque o dinheiro é a mercadoria de maior liquidez.
Na contratação de empréstimo a instituição abre mão da liquidez e fica com a mera promessa
de receber a coisa emprestada, que pode retornar ou não. E, mesmo que retorne, pode não
ser da mesma forma líquida que saiu. O risco, portanto, não poderia ser maior.
DIREITOS DE GARANTIAS
CONCEITO:
É o compromisso adicional que se estabelece numa transação, como forma de assegurar
sua realização.
AS GARANTIAS PODEM SER: Pessoais ou fidejussórias e Reais.
GARANTIAS PESSOAIS ou FIDEJUSSÓRIA:
- Aval
- Fiança
- Carta de Crédito
GARANTIAS REAIS:
- Hipoteca
- Penhor
- Alienação Fiduciária
- Anticrese
OUTRAS:
- FGC
AVAL
1 - GARANTIA AUTÕNOMA e INDEPENDENTE (a responsabilidade subsiste, ainda que a obrigação
do avalizado seja nula – falência – incapacidade – falsidade)
2 – SOMENTE EM CAMBIAL (somente em títulos de crédito)
3 - OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA (o avalista tem a mesma responsabilidade que o avalizado – tem
100% de responsabilidade).
4 - NECESSITA DA OUTORGA CONJUGAL (Cód.Civil-art.1647,III) – Outorga uxória (mulher casada)
– outorga marital (homem casado) exceto no regime de separaçãoabsoluta.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 87
5 - O DEVEDOR PRINCIPAL NÃO É OBRIGADO A APRESENTAR OUTRO AVALISTA EM CASO DE
MORTE DO PRIMEIRO.
6 - NÃO ADMITE “BENEFÍCIO DE ORDEM” ou “BENEFICIO DE EXCUSSÃO”.
TIPOS DE AVAL
-PODE SER APOSTO NO VERSO OU NO ANVERSO DO TÍTULO DE CRÉDITO E, TÃO SOMENTE NO
TÍTULO.
o AVAL EM PRETO (indica, através de cláusula, o avalizado)
o AVAL EM BRANCO (é sempre em favor do sacador-credor).
AVAL PARCIAL ou LIMITADO – É vedado o aval parcial. Art.897 – parágrafo único do NCC.,
“exceto” na DUPLICATA, CHEQUE, LETRA DE CÂMBIO e NOTA PROMISSÓRIA, em virtude das leis
especiais prevalecerem sobre as leis gerais. (As leis uniformes (especiais) sobre duplicata, cheque,
letra de câmbio e nota promissória autorizam o aval parcial, por isso, o Código Civil tem sua ação
nula perante esses títulos).
AVAL PÓSTUMO (é dado após o vencimento do título – rolagem de dívida – tem o mesmo valor do
dado antes do vencimento).
AVAL DE AVAL ou SUCESSIVO (é prestado a outro avalista).
AVAL CUMULATIVO (vários avalistas a um mesmo obrigado no título).
CANCELAMENTO DE AVAL o aval pode ser cancelado. Art.898, parágrafo 2º. Do NCC –
“Considera-se não escrito o aval cancelado”.
IMPORTANTE:
Com exceção do AVAL EM PRETO (que designa a quem é dado), se o título NÃO foi aceito: - Na
LETRA DE CÂMBIO, o avalizado será o sacador-credor.
Na DUPLICATA, o avalizado será o sacado.
F I A N Ç A
1 - GARANTIA ACESSÓRIA e SUBSIDIÁRIA (o fiador só se obrigará se o devedor principal não
cumprir a prestação devida, a menos que se tenha estipulado solidariedade).
2 - SOMENTE EM CONTRATOS (nunca em cambiais – títulos).
3 – OBRIGAÇÃO SUBSIDIÁRIA
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 88
-RETRATÁVEL (o fiador poderá exonerar-se da obrigação a todo o tempo, se a fiança tiver duração
ilimitada. Ficando obrigado por todos os efeitos da fiança por 60 dias após a notificação ao credor).
Art.835 do NCC.
4 - NECESSITA DA OUTORGA CONJUGAL - outorga uxória (mulher casada) – outorga marital
(homem casado) exceto no regime de separação absoluta. Art.1.647, inciso III do NCC.
5 - O CREDOR PODE EXIGIR OUTRO FIADOR EM CASO DE MORTE, INSOLVÊNCIA OU
INCAPACIDADE DO PRIMEIRO. Art.826 do NCC.
6 - GOZA DO “BENEFÍCIO DE ORDEM” ou “BENEFÍCIO DE EXCUSSÃO”- (consiste no direito
assegurado ao fiador de exigir do credor que acione, em primeiro lugar, o devedor principal, isto é,
que os bens do devedor principal sejam executados antes dos seus) Art.827 do NCC.
TIPOS DE FIANÇA:
-FIANÇA COMUM ( é a normal, goza de todas as regalias da fiança).
-FIANÇA SOLIDÁRIA (é aquela em que o fiador abre mão de alguns benefícios, como o
BENEFÍCIO DE ORDEM..., tornando-se quase avalista. (FIADOR SOLIDÁRIO)
-FIANÇA EXCESSIVA (Não sendo limitada, a fiança compreenderá todos os acessórios da dívida
principal, inclusive as despesas judiciais , desde a citação do fiador). Art.822 do NCC.
-FIANÇA LIMITADA (se a fiança for dada para uma parte do débito, não se estenderá ao restante).
Art.823 do NCC.
-SUB-FIANÇA (é a fiança que garante outra fiança).
IMPORTANTE: - a FIANÇA conjuntamente prestada a um só débito por mais de uma pessoa
importa o compromisso de solidariedade entre elas, se declaradamente não se reservarem o
BENEFÍCIO DE DIVISÃO.
Os FIADORES são solidários entre si, EM REGRA, exceto em caso de BENEFÍCIO DA
DIVISÃO.
BENEFÍCIO DE DIVISÃO - Cada fiador, responde unicamente pela parte que, em proporção,
couber-lhe no pagamento. - Cada fiador pode fixar no contrato a parte da dívida que toma sob sua
responsabilidade. Art.829 de NCC.
BENEFÍCIO DE SUB-ROGAÇÃO – É um dos direitos relativos aos efeitos da “fiança” em que o
fiador que pagar integralmente a dívida, fica sub-rogado nos direitos do credor, podendo
demandar a cada um dos outros fiadores pela respectiva cota. (Art.831 do NCC).
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 89
OBS: Quando o credor, sem justa causa, demorar a execução iniciada contra o devedor, poderá o
FIADOR promover-lhe o andamento. Art.834 do NCC.
CARTA DE CRÉDITO
Garantia pessoal dada por instituição financeira ou equivalente a um cliente, com valor e prazos
certos. É nominativa e intransferível
G A R A N T I A S R E A I S
HIPOTECA (se dá com bens imóveis, ou seja, a garantia recai sobre uma coisa, em regra,
IMÓVEL). Exceções: navios – aeronaves – minas e pedreiras – estradas de ferro com as máquinas.
1. É NULA A CLÁUSULA QUE PROÍBE AO PROPRIETÁRIO ALIENAR (VENDER) IMÓVEL
HIPOTECADO. Art.1.475 do NCC.
2. REGISTRO DA HIPOTECA - As hipotecas serão registradas no cartório do lugar do imóvel
(Registro de Imóveis), ou de cada um deles, se o título se referir a mais de um. Art.1.492.
3. O Registro da hipoteca, sobre ESTRADAS DE FERRO, será no Município da “estação” inicial
da respectiva linha. Art.1.502 ncc.
4. A hipoteca dos NAVIOS e das AERONAVES reger-se-á pelo disposto em lei especial.
Parágrafo único do art.1.473 do ncc.
REGISTRO – não se registrarão, no mesmo dia, duas hipotecas, sobre o mesmo imóvel, em favor
de pessoas diversas, salvo se as escrituras, do mesmo dia, indicarem à hora em que foram
lavradas. Art.1.494
O IMÓVEL PODERÁ SER HIPOTECADO MAIS DE UMA VEZ. Art.1.494
DA EXTINÇÃO DA HIPOTECA - A hipoteca extingue-se:
I – pela extinção da obrigação principal;
II – pelo perecimento da coisa;
III – pela resolução da propriedade;
IV – pela renuncia do credor;
V – pela remição;
VI – pela arrematação ou adjudicação.
- Extingue-se ainda a hipoteca com a averbação, no Registro de Imóveis, do cancelamento do
registro, à vista da respectiva prova. Art.1.500 ncc. ( arts.1.473 a 1.505 do NCC.)
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 90
P E N H O R
PENHOR (se dá com bens móveis, ou seja, é a transferência efetiva da posse que, em garantia do
débito ao credor, faz o devedor, de uma coisa móvel).
Ex: Penhor de jóias, penhor (caução) de títulos de crédito....
TIPOS DE PENHOR, EM QUE O BEM, FICA COM DEVEDOR:
PENHOR AGRÍCOLA (colheitas pendentes ou em formação – frutos acondicionados ou
armazenados – lenha cortada ou carvão vegetal – máquinas e instrumentos de agricultura –
animais do serviço ordinário de estabelecimento agrícola). Art.1.442 ncc.
REGISTRO - Cartório de Registro de Imóveis.
PENHOR PECUÁRIO (animais que integram a atividade pastoril, agrícola ou de
lacticínios).Art.1.444 ncc
O devedor não poderá alienar (vender) os animais empenhados sem o prévio consentimento, por
escrito, do credor. Art.1.445 do ncc.
REGISTRO – Cartório de Registro de Imóveis.
PENHOR INDUSTRIAL e MERCANTIL (máquinas – aparelhos – materiais – instrumentos,
instalados ou em funcionamento, com os acessórios ou sem eles – animais utilizados na indústria –
sal e bens destinados a exploração de salinas – produtos da suinocultura – animais destinados à
industrialização de carnes e derivados – matérias-primas e produtos industrializados). Art.1.447 do
ncc.
REGISTRO – Cartório de Registro de Imóveis.
PENHOR DE VEÍCULOS (veículos empregados em qualquer espécie de transporte ou condução).
Art.1.461 ncc.
REGISTRO - Cartório de Títulos e Documentos. Art.1.462 ncc.
PENHOR LEGAL (os hoteleiros, ou fornecedores de pousadas ou alimento, sobre as bagagens,
móveis, jóias ou dinheiro que seus consumidores ou fregueses tiverem consigo, pelas despesas ou
consumo que aí tiverem feito). Art.1.467
O CREDOR PODERÁ TOMAR EM GARANTIA UM OU MAIS OBJETOS ATÉ O VALOR DA DÍVIDA.
Art.1.469 ncc
OS CREDORES, PODEM FAZER EFETIVO O PENHOR, ANTES DE RECORREREM À AUTORIDADE
JUDICIÁRIA, SEMPRE QUEHAJA PERIGO DE DEMORA, DANDO AOS DEVEDORES COMPROVANTES
DOS BENS DE QUE SE APOSSAREM. Art.1.470 do ncc.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 91
CAUÇÃO (garantias com títulos de crédito – operações bancárias). Esta expressão (caução), é
mencionada apenas em serviços bancários, já que no Código Civil, garantias com títulos de crédito
é PENHOR. Do penhor de Direitos e Títulos de Crédito.
Art.1.471 – Podem ser objeto de penhor direitos, suscetíveis de cessão, sobre coisas móveis.
REGISTRO – Cartório de Registro de Títulos e Documentos.
ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA
O bem, móvel ou imóvel – ficará em poder do devedor (fiduciante), alienando ao financiador
(fiduciário), em garantia do pagamento da dívida contraída. Em outras palavras, o bem móvel ou
imóvel, que comprei a prazo e estou devendo é a garantia do débito.
Bem “móvel” – Dec.911/69
Bem “imóvel” – Lei 9.514/97
REGISTROS – Bem móvel no Cartório de Títulos e Documentos e, bem imóvel no Cartório de
Registro de Imóveis.
O QUE É O CONTRATO DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA?
Para que se entenda de maneira bem simples o contrato de alienação fiduciária, muito
utilizado na compra de veículos ou computadores, temos que, inicialmente, saber como ele
funciona.
Como exemplo, vamos partir da situação onde o consumidor deseja adquirir um
determinado bem, uma motocicleta ou um carro, mas não possui o dinheiro necessário ou tem
somente uma parte dele para pagar a entrada.
Nestas situações, bastante comuns no dia-a-dia, o consumidor se dirige a uma revenda,
onde será escolhido o veículo desejado. Depois, esta empresa, sabendo que o consumidor não tem
a quantia necessária para adquirir o veículo à vista, oferecerá algumas opções de financiamento
com os bancos com os quais possui parceria comercial e encaminhará uma proposta em nome do
consumidor.
Assim, após a análise e aprovação do crédito, o consumidor adquire a posse do veículo mas
este bem ficará vinculado ao contrato de financiamento, como sendo de propriedade do banco até
o final do pagamento das parcelas, servindo de garantia ao valor financiado.
Ocorrendo a quitação do contrato, o banco passará a propriedade do bem ao consumidor
sempre lembrando que, no caso de veículos, deverá haver comunicação aos órgãos de trânsito da
liberação da restrição no documento de propriedade do veículo.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 92
QUAL É A LEGISLAÇÃO QUE REGULA ESTES CONTRATOS?
Os contratos de alienação fiduciária são regulados, basicamente, pelo decreto-lei n° 911/69
e pelos artigos 1.361 a 1.368 do Código Civil e Lei 9.514/97.
Além deste decreto e do Código Civil, estes contratos devem observar, prioritariamente, as
disposições do Código de Defesa do Consumidor, quando um consumidor estiver adquirindo bens
por meio deste tipo de contrato.
O QUE PODERÁ OCORRER CASO O CONSUMIDOR NÃO CONSIGA PAGAR AS
PRESTAÇÕES DO FINANCIAMENTO?
Nestas situações, onde consumidor deixa de pagar as prestações do contrato, o banco
poderá ingressar com ação de execução da dívida ou com a ação de busca e apreensão do bem
alienado.
Para a ação de busca e apreensão, exige-se a comprovação da mora do devedor, mediante
carta registrada expedida pelo Cartório de Títulos e Documentos ou pelo protesto do título, e
também que o devedor tenha recebido a comunicação do protesto ou da notificação extrajudicial
em seu endereço, mesmo que não tenha sido entregue pessoalmente.
Proposta a ação com as provas acima, o Juiz defere a liminar de busca e apreensão ou, se o
devedor já pagou ao menos 40% do contrato, para colocar em dia o pagamento das parcelas
devidas e demais encargos.
O QUE ACONTECE COM O BEM CASO O JUIZ DETERMINE A BUSCA E APREENSÃO
LIMINARMENTE OU O CONSUMIDOR NÃO CONSIGA PAGAR O VALOR ATRASADO?
De acordo com a lei, o banco não pode ficar com o bem, que deverá ser vendido. Isto não
significa a quitação da dívida. O devedor continua pessoalmente obrigado a pagar o saldo, se
houver, caso o resultado da venda seja inferior ao da dívida, algo que ocorre na maioria dos casos,
e poderá ter seu nome inscrito nos bancos de dados de restrição ao crédito, como a Serasa e
SPCs, em relação ao saldo contratual inadimplido.
É importante lembrar que este o valor de venda do veículo não pode estar abaixo de
mercado, sob pena de causar sérios prejuízos ao consumidor e, caso o banco se negue a informá-
lo, entendemos que a pessoa prejudicada poderá ingressar com ação judicial de prestação de
contas, exigindo detalhes sobre a avaliação dada ao bem e sobre os valores arrecadados na sua
venda.
Nada impede, porém, que o consumidor em dificuldades para pagar as parcelas, devolva o
bem para o banco e, nesta devolução, seja feito um acordo prevendo a quitação do saldo devedor.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 93
Como o consumidor pode se defender quando não se nega a pagar as parcelas atrasadas mas o
banco, antes de qualquer a ação judicial, quer cobrar valores abusivos e honorários de cobrança
ou advocatícios?
Nestas situações, o consumidor pode fazer uma consignação em pagamento dos valores das
parcelas atrasadas.
Na prática, isto significa que o consumidor fará um depósito, em um banco oficial, dos
valores que entende corretamente devidos. Pode ser de uma ou mais parcelas.
Feito o depósito, o devedor deverá comunicar o credor, por meio de carta com aviso de
recebimento (AR) que, pelo fato de não concordar com o valor cobrado, optou por pagar as
parcelas em atraso por meio de consignação extrajudicial. Juntamente com a correspondência,
deverá ser enviada uma cópia do comprovante de depósito.
Após o recebimento desta carta, o banco terá um prazo de 10 dias para negar, por escrito,
este depósito das parcelas atrasadas, geralmente por entender que o valor depositado é
insuficiente. Se não houver negativa por escrito, a parcela ou parcelas em atraso que foram
depositadas serão consideradas quitadas.
No caso de negativa do banco, o devedor ainda poderá optar por fazer esta consignação por
meio de ação judicial e pedir liminarmente para o Juiz que, ao citar o banco, impeça o mesmo de
ingressar com ação de busca e apreensão por causa do oferecimento do pagamento das parcelas
em atraso na Justiça.
Este procedimento é legal e está previsto no artigo 890 e seguintes do Código de Processo
Civil mas, infelizmente, poucos consumidores o conhecem.
De quem é a responsabilidade por multas e acidentes de trânsito nos casos de veículos adquiridos
por meio de alienação fiduciária?
Diversas decisões judiciais já apontaram que a responsabilidade, nesta situações, é da
pessoa que adquiriu o veículo, apesar de o bem ser de propriedade do banco.
O CONSUMIDOR PODERÁ SE DEFENDER NA AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO PEDINDO A
REVISÃO JUDICIAL DO CONTRATO DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA?
Sim, apesar do decreto-lei n° 911/69 prever no artigo 3°, parágrafo 2°, que a defesa nas
ações de busca e apreensão seja limitada para alegar o pagamento do débito vencido ou o
cumprimento das obrigações contratuais, entende-se que tal restrição fere as garantias
constitucionais da ampla defesa e do contraditório.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 94
Assim, o consumidor, em sua defesa, poderá formular qualquer tipo de defesa e até
requerer, por meio de reconvenção, a revisão judicial dos juros do contrato e de quaisquer outros
encargos ali previstos.
DEVOLVER O BEM (VEÍCULO ETC) ALIENADO QUITA A DÍVIDA?
Na maioria dos casos NÃO!
No contrato de alienação fiduciária (financiamento) o agente alienante (banco ou outra
instituição financeira) “empresta” o dinheiro paraque a pessoa compre o bem (veículo etc), mas
fica com a propriedade deste até que o financiamento seja quitado.
Ou seja, o bem (veículo etc) fica em garantia para pagamento da dívida e se o contratante
não pagá-la, o banco pode entrar com ação de busca e apreensão para retira-lo a fim de vender
em leilão para cobrir o saldo negativo existente.
Pela lei da alienação fiduciária, o banco é obrigado a vender o bem financiado (veículo etc)
em leilão e esta venda normalmente se dá por valor entre 50% a 70% do valor de mercado do
bem. Após, pagos os custos com leiloeiro, custas judiciais e honorários advocatícios, o que sobrar
do valor vai para abater a dívida.
Portanto, normalmente, o valor que sobra não é suficiente para cobrir o financiamento,
ficando um saldo devedor a ser pago.
Por isto, o consumidor deve ter muito cuidado, pois muitas instituições financeiras, através
de empresas de cobranças, costumam dizer que a devolução quita a dívida e o consumidor devolve
o bem (veículo etc) e não pede o termo de quitação (documento assinado e carimbado pelo banco
dando a dívida por quitada) e após algum tempo, o consumidor descobre que ainda é devedor e
que seu nome está registrado no SPC e SERASA por causa de dívidas.
Então, muito cuidado ao negociar a devolução do bem (veículo etc) alienado pensando que
estará quitando a dívida, pois somente haverá garantias quando a instituição financeira dá o
comprovante de quitação do contrato e da dívida, através de documento assinado e carimbado
pela mesma!
BENS ALIENADOS (VEÍCULOS ETC...) PODEM SER PENHORADOS PARA PAGAR
DÍVIDAS?
Sim. Embora não seja algo comum de acontecer, os bens alienados (veículos etc) podem
ser penhorados, na justiça, para pagamento de dívidas.
Neste caso, quando o bem é levado a leilão o agente alientante (instituição financeira) terá
a preferência no recebimento do saldo devedor do contrato de alienação (financiamento) e o saldo
da venda iria para o credor que pediu a penhora.
ANTICRESE
A anticrese, enfim, é direito real sobre bem imóvel pelo qual o devedor transfere a sua posse
ao credor, para que este perceba e retenha os seus frutos, imputando-os no pagamento da
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 95
dívida. Ou seja, pela anticrese, o credor obtém a posse da coisa, a fim de perceber os seus
frutos e aplicá-los no pagamento da dívida
O novo Código Civil, em relação ao direito real de anticrese, introduziu a possibilidade de
remição do bem.
A fragilidade encontra-se na possibilidade de o devedor alienar os bens de seu domínio, não
dispondo o credor de nenhum meio eficaz de preservação do seu interesse creditório, o que
acaba desestimulando a concessão de crédito.
FIANÇA BANCÁRIA
Tipo de garantia onde o banco (fiador) se solidariza com o seu cliente (afiançado);
Utilização:
obtenção de empréstimos e financiamentos no País;
habilitação em concorrência pública;
locação;
adiantamento por encomenda de bens
Acesso as linhas de crédito em outros bancos;
Garantias em concorrências e execuções de obras públicas;
Financiamentos para exportação;
Em operações na BM&F.
Tipos de Fiança Bancária:
BID BOND: concorrências públicas no exterior;
PERFORMANCE BOND: garantias de contratos de execução longa. Exemplo:
EMBRAER;
ADVANCED PAYMENT BOND: garantia de pagamento antecipado ao exportador
no exterior;
REFUNDMENT BOND: assegurar o recebimento do importador em casos de
pagamento antecipado.
Obs.: A fiança bancária NÃO é um empréstimo !!! Por isso, só incide IOF caso o
banco seja obrigado a honrar a fiança.
Comentário.: Apesar de ser uma “fiança” a fiança bancária NÃO é uma garantia pessoal ou
fidejussória e sim um exemplo de garantia REAL.
FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITOS (FGC)
Tem o objetivo de garantir os investimentos dos clientes contra as instituições financeiras;
Investimentos Garantidos:
Depósitos a vista;
Depósitos em contas de Investimento;
Depósitos em Contas Salário;
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Depósitos a prazo (BC, BI, BD);
Poupança (APE, CEF, SCI);
Letras de Câmbio (SCFI);
Letras Imobiliárias;
Letras Hipotecárias ;
Letras de Crédito Imobiliário.
VALOR DA GARANTIA: R$ 70.000,00 por titular, em todas as instituições do conglomerado.
Constituição do Fundo: 0,0125% do saldo dos recursos cobertos.
NÃO ESTÃO COBERTAS PELO FGC APLICAÇÕES EM: FUNDOS DE INVESTIMENTO,
DEPÓSITO JUDICIAL, DEBÊNTURES, NOTAS PROMISSÓRIAS E AÇÕES.
Obs.: os novos valores e percentuais foram determinados pela resolução CMN 3.400, de
06/09/2006, e os valores devem ser recolhidos mensalmente.
Comentário.: O FCC não garante R$ 70.000,00 por CPF como alguns pensam e sim por titular e
por conglomerado. Assim se o cliente possuir uma aplicação superior em um produto coberto pelo
FCC e a instituição vier a falência, o cliente só receberá o valor aplicado limitado a R$
70.000,00, mesmo que a conta seja CONJUNTA.
A EXCEÇÃO É CASO A CONTA SEJA CONJUNTA E OS TITULARES SEJAM CÔNJUGES.
Os cônjuges são considerados pessoas distintas, seja qual for o regime de bens do casamento, e
o crédito do valor garantido será efetuado de forma individual. Cada um receberá até R$
70.000,00 (setenta mil reais), respeitando-se o saldo
DICAS DO PROFESSOR
A cobertura do FGC no caso de conta conjunta, depende da relação entre os titulares da conta.
Quando a conta for titulada por cônjuges ou dependentes o valor é de até R$ 70.000,00
para cada um dos titulares, nos demais casos a cobertura TOTAL limita-se a R$ 70.000,00,
dividido entre os titulares da conta.
Nas contas conjuntas não tituladas por cônjuges e dependentes, o valor da garantia é
limitado a R$ 70.000,00 (sessenta mil reais), ou ao saldo da conta quando inferior a esse
limite, dividido pelo número de titulares, sendo o crédito do valor garantido feito de forma
individual.
a) Conta conjunta de 4 (quatro) titulares:
A B C D = saldo de R$ 80.000,00
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Valor Garantido = R$ 70,000.00 = R$ 17,500.00 cada um.
b) Um cliente (A) com 4 (quatro) contas conjuntas (com B, C, D e E) cada uma com saldo de R$
80.000,00:
Conta AB = R$ 80.000,00
Conta AC = R$ 80.000,00
Conta AD = R$ 80.000,00
Conta AE = R$ 80.000,00
Cálculo do valor da garantia por conta:
AB = R$ 70.000,00/2 = R$ 35.000,00
AC = R$ 70.000,00/2 = R$ 35.000,00
AD = R$ 70.000,00/2 = R$ 35.000,00
AE = R$ 70.000,00/2 = R$ 35.000,00
A cada um deles caberá:
A = R$ 70.000,00
B = R$ 35.000,00
C = R$ 35.000,00
D = R$ 35.000,00
E = R$ 35.000,00
Nas contas conjuntas tituladas por cônjuges e dependentes, o cálculo do valor da garantia
será efetuado sempre em duas etapas, conforme a seguir:
1ª etapa: R$ 70.000,00 (garantia máxima de uma conta) dividido pelo número de titulares.
2ª etapa: Apurado o valor que caberia a cada titular na 1ª etapa, como se fossem todos iguais,
considerar que os cônjuges e dependentes poderão receber até R$ 70.000,00 cada um, limitado
ao saldo da conta.
Exemplos:
a) Conta conjunta com 3 (três) titulares, sendo: marido / esposa / amigo, com saldo de R$
180.000,00, o valor da garantia corresponderá a:
Amigo = R$ 23.333,33 (R$ 70.000,00/3)
Marido = R$ 70.000.00 (valor máximo da garantia)
Esposa = R$ 70.000.00 (valor máximo da garantia)
b) O mesmo exemplo do item anterior com saldo de R$ 90.000,00 corresponderia a:
Amigo = R$ 23.333,33 (R$ 70.000,00/3)
Marido = R$ 33.333,33 [(R$ 90.000,00 - R$ 23.333,33)/2]
Esposa = R$ 33.333,33 [(R$ 90.000,00 - R$ 23.333,33)/2]
Edgar Abreue Adir Moreira Página 98
c) O mesmo exemplo do item anterior com saldo de R$ 90.000,00 entre marido, esposa,
dependente e amigo:
Amigo = R$ 17.500,00 (R$70.000,00/4)
Dependente = R$ 24.166,66 [(R$ 90.000,00 - R$ 17.500,00)/3]
Marido = R$ 24.166,66 [(R$ 90.000,00 - R$ 17.500,00)/3]
Esposa = R$ 24.166,66 [(R$ 90.000,00 - R$ 17.500,00)/3]
d) O mesmo exemplo do item anterior com saldo de R$ 90.000,00 entre dois amigos, esposa e
marido:
Amigo 1 = R$ 17.500,00 (R$ 70.000,00/4)
Amigo 2 = R$ 17.500,00 (R$ 70.000,00/4)
Marido = R$ 27.500,00 [(R$ 90.000,00 - R$ 35.000,00)/2]
Esposa = R$ 27.500,00 [(R$ 90.000,00 - R$ 35.000,00)/2]
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 99
MÓDULO 5 – CRIME DE LAVAGEM DE DINHEIRO E
AUTORREGULAÇÃO BANCÁRIA
LAVAGEM DE DINHEIRO
Lavagem de dinheiro é o processo pelo qual o criminoso transforma, recursos obtidos
através de atividades ilegais, em ativos com uma origem aparentemente legal.
Para disfarçar os lucros ilícitos sem comprometer os envolvidos, a lavagem de dinheiro realiza-se
por meio de um processo dinâmico que requer: primeiro, o distanciamento dos fundos de sua
origem, evitando uma associação direta deles com o crime; segundo, o disfarce de suas várias
movimentações para dificultar o rastreamento desses recursos; e terceiro, a disponibilização do
dinheiro novamente para os criminosos depois de ter sido suficientemente movimentado no ciclo
de lavagem e poder ser considerado "limpo".
Os mecanismos mais utilizados no processo de lavagem de dinheiro envolvem teoricamente essas
três etapas independentes que, com freqüência, ocorrem simultaneamente.
CRIMES ANTECEDENTES DE LAVAGEM DE DINHEIRO
Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade
de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime:
I - de tráfico ilícito de substâncias entorpecentes ou drogas afins;
II – de terrorismo e seu financiamento;
III - de contrabando ou tráfico de armas, munições ou material destinado à sua produção;
IV - de extorsão mediante seqüestro;
V - contra a Administração Pública, inclusive a exigência, para si ou para outrem, direta ou
indiretamente, de qualquer vantagem, como condição ou preço para a prática ou omissão de atos
administrativos;
VI - contra o sistema financeiro nacional;
VII - praticado por organização criminosa.
VIII – praticado por particular contra a administração pública estrangeira
PENA
reclusão de três a dez anos e multa
Incorre na mesma pena quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos ou valores
provenientes de qualquer dos crimes antecedentes referidos neste artigo:
I - os converte em ativos lícitos;
II - os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito,
movimenta ou transfere;
III - importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros.
IMPORTANTE: pena será reduzida de um a dois terços e começará a ser cumprida em
regime aberto, podendo o juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la por pena restritiva de direitos, se
o autor, co-autor ou partícipe colaborar espontaneamente com as autoridades,
prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais e de sua autoria ou à
localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 100
PRINCIPAIS OPERAÇÕES QUE SÃO INDÍCIOS DE CRIMES DE LAVAGEM DE DINHEIRO
I. aumentos substanciais no volume de depósitos de qualquer pessoa física ou jurídica, sem
causa aparente, em especial se tais depósitos são posteriormente transferidos, dentro de
curto período de tempo, a destino anteriormente não relacionado com o cliente
II. troca de grandes quantidades de notas de pequeno valor por notas de grande valor
III. proposta de troca de grandes quantias em moeda nacional por moeda estrangeira e vice-
versa
IV. compras de cheques de viagem e cheques administrativos, ordens de pagamento ou
outros instrumentos em grande quantidade - isoladamente ou em conjunto -,
independentemente dos valores envolvidos, sem evidencias de propósito claro
V. movimentação de recursos em praças localizadas em fronteiras
VI. movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a
ocupação profissional e a capacidade financeira presumida do cliente
VII. numerosas contas com vistas ao acolhimento de depósitos em nome de um mesmo
cliente, cujos valores, somados,resultem em quantia significativa
VIII. abertura de conta em agencia bancaria localizada em estação de passageiros -
aeroporto, rodoviária ou porto - internacional ou pontos de atração turística, salvo
se por proprietário, sócio ou empregado de empresa regularmente instalada nesses locais
IX. utilização de cartão de credito em valor não compatível com a capacidade financeira do
usuário
FASES DA LAVAGEM DO DINHEIRO
1. Colocação – a primeira etapa do processo é a colocação do dinheiro no sistema econômico.
Objetivando ocultar sua origem, o criminoso procura movimentar o dinheiro em países com regras
mais permissivas e naqueles que possuem um sistema financeiro liberal.
A colocação se efetua por meio de:
depósitos,
compra de instrumentos negociáveis
compra de bens
Para dificultar a identificação da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas
sofisticadas e cada vez mais dinâmicas, tais como:
fracionamento dos valores que transitam pelo sistema financeiro
utilização de estabelecimentos comerciais que usualmente trabalham com dinheiro em
espécie.
Para dificultar a identificação da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas
sofisticadas e cada vez mais dinâmicas, tais como:
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 101
fracionamento dos valores que transitam pelo sistema financeiro
utilização de estabelecimentos comerciais que usualmente trabalham com dinheiro em espécie
2. Ocultação – a segunda etapa do processo consiste em dificultar o rastreamento contábil dos
recursos ilícitos. O objetivo é quebrar a cadeia de evidências ante a possibilidade da realização de
investigações sobre a origem do dinheiro. Os
criminosos buscam movimentá-lo de forma
eletrônica, transferindo os ativos para contas
anônimas – preferencialmente, em países
amparados por lei de sigilo bancário – ou realizando
depósitos em contas "fantasmas".
3. Integração – nesta última etapa, os ativos são
incorporados formalmente ao sistema econômico. As
organizações criminosas buscam investir em
empreendimentos que facilitem suas atividades –
podendo tais sociedades prestarem serviços entre si.
Uma vez formada a cadeia, torna-se cada vez mais fácil legitimar o dinheiro ilegal
EXEMPLO REAL
“O caso de Franklin Jurado (EUA, 1990-1996) ilustra o que seria um ciclo clássico de lavagem de
dinheiro. Economista colombiano formado em Harvard, Jurado coordenou a
lavagem de cerca de US$ 36 milhões em lucros obtidos por José Santacruz Londono com o
comércio ilegal de drogas.
O depósito inicial (colocação) - o estágio mais arriscado, pois o dinheiro ainda está próximo de
suas origens - foi feito no Panamá. Durante um período de três anos, Jurado
transferiu dólares de bancos panamenhos para mais de 100 contas diferentes em 68 bancos de
nove países, mantendo os saldos abaixo de US$10 mil para evitar investigações.
Os fundos foramnovamente transferidos, dessa vez para contas na Europa, de maneira a
obscurecer a nacionalidade dos correntistas originais, e, então, transferidos para empresas de
fachada (ocultação).
Finalmente, os fundos votaram à Colômbia por meio de investimentos feitos por companhias
européias em negócios legítimos, como restaurantes, construtoras e laboratórios farmacêuticos,
que não levantariam suspeitas (integração).
O esquema foi interrompido com a falência de um banco em Mônaco, quando várias contas
ligadas a Jurado foram expostas. Fortalecida por leis anti-lavagem, a polícia começou a investigar
o caso e Jurado foi preso.
Além do comércio ilegal de drogas, a lavagem de dinheiro pode servir para a legalização de bens
oriundos de outros crimes antecedentes, como seqüestro e corrupção, entre
outros...”
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 102
IDENTIFICAÇÃO DOS CLIENTES
A lei sobre crimes de “lavagem” de dinheiro, exige que as instituições financeiras entre outros:
identifiquem seus clientes mantendo cadastro atualizado; inclusive dos proprietários e
representantes das empresas clientes.
mantenham registro das transações em moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores
mobiliários, títulos de crédito, metais, ou qualquer ativo passível de ser convertido em
dinheiro, que ultrapassar limite fixado pela autoridade competente e nos termos de instruções
por esta expedidas;
atendam no prazo fixado pelo órgão judicial competente, as requisições formuladas pelo COAF,
que se processarão em segredo de justiça.
Arquivem por cinco anos os cadastros e os registros das transações
COMUNICAÇÃO AO BACEN
De acordo com a Circular 2852/98, Carta-Circular 2826/98 e a complementação da Carta-Circular
3098/03, as instituições financeiras deverão comunicar ao Banco Central:
as operações suspeitas envolvendo moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores
mobiliários, metais ou qualquer outro ativo passível de ser convertido em dinheiro de valor
acima de R$ 10.000,00;
as operações suspeitas que, realizadas com uma mesma pessoa, conglomerado ou
grupo, em um mesmo mês calendário, superem, por instituição ou entidade, em seu
conjunto, o valor de R$ 10.000,00;
depósito em espécie, retirada em espécie ou pedido de provisionamento para saque, de
valor igual ou superior a R$100.000,00, independentemente de serem suspeitas
ou não.
Toda a operação realizada por uma instituição financeira acima de R$ 10 mil deve ficar registrada
no banco. A operação que for igual ou acima de R$ 10 mil e SUSPEITA deve ser reportada ao
Bacen, através do SISBACEN.
OBS: as informações e os registros de operações relacionadas a Lavagem de Dinheiro estão
sendo migradas do sistema Sisbacen para um novo sistema criado exclusivamente para o controle
de lavagem de dinheiro com nome de SISCOAF.
COAF - CONSELHO DE CONTROLE DE ATIVIDADES FINANCEIRAS
O COAF está vinculado ao Ministério da Fazenda e tem como finalidade disciplinar, aplicar
penas administrativas, receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de
atividades ilícitas previstas na Lei, sem prejuízo da competência de outros órgãos e entidades.
Porém, para que as atividades do COAF sejam bem sucedidas, é importante que, todas as
instituições visadas, no que diz respeito à lavagem de dinheiro, proveniente do crime, mantenham
em registro, todas as informações de relevância sobre seus clientes e suas operações.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 103
PEP – PESSOAS POLITICAMENTE EXPOSTAS
Considera-se "pessoa politicamente exposta" aquela que desempenha ou tenha
desempenhado, nos últimos cinco anos, cargos, empregos ou funções públicas relevantes, no
Brasil ou em outros países e territórios estrangeiros e em suas dependências, bem como seus
representantes, familiares e outras pessoas de seu relacionamento próximo.
Enquadra-se nessa categoria qualquer cargo:
1. Emprego ou função pública relevante, exercido por chefes de estado e de governo
2. políticos de alto nível
3. altos servidores dos poderes públicos
4. magistrados ou militares de alto nível
5. dirigentes de empresas públicas
6. dirigentes de partidos políticos
7. A definição de "familiares" abrange os parentes da pessoa política exposta, na linha
direta, até o primeiro grau, incluindo ainda o cônjuge, companheiro e enteado.
De acordo com a regulamentação brasileira, o referido prazo de cinco anos deve ser contado,
retroativamente, a partir da data de início da relação de negócio ou da data em que o cliente
passou a se enquadrar como pessoa politicamente exposta.
Os clientes enquadrados como PEP devem sofrer um controle mais itensivo (especial atenção) de
suas movimentações financeiras por parte da Instituição Financeiras.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 104
NOVIDADES COM CIRCULAR Nº 3461, DE 24 DE JULHO DE 2009
As instituições mencionadas financeiras devem realizar testes de verificação, com periodicidade
máxima de um ano, que assegurem a adequação dos dados cadastrais de seus clientes
As instituições mencionadas no art. 1º devem obter as seguintes informações cadastrais de seus
clientes eventuais, do proprietário e do destinatário dos recursos envolvidos na operação ou
serviço financeiro:
I - quando pessoa natural, o nome completo, dados do documento de identificação (tipo, número,
data de emissão e órgão expedidor) e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF);
II - quando pessoa jurídica, a razão social e número deinscrição no CNPJ.
Parágrafo único: Admite-se o desenvolvimento de procedimento interno destinado à identificação
de operações ou serviços financeiros eventuais que não apresentem risco de utilização para
lavagem de dinheiro ou de financiamento ao terrorismo, para os quais é dispensada a exigência
de obtenção das informações cadastrais de clientes.
As instituições de que trata o art. 1º devem dispensar especial atenção a:
I - operações ou propostas cujas características, no que se refere às partes envolvidas, valores,
formas de realização e instrumentos utilizados, ou que, pela falta de fundamento econômico ou
legal, indiquem risco de ocorrência dos crimes previstos na Lei nº 9.613, de 1998, ou com eles
relacionados;
II - propostas de início de relacionamento e operações com pessoas politicamente expostas de
nacionalidade brasileira e as oriundas de países com os quais o Brasil possua elevado número de
transações financeiras e comerciais, fronteiras comuns ou proximidade étnica, linguística ou
política;
III - indícios de burla aos procedimentos de identificação e registro estabelecidos nesta circular;
IV - clientes e operações em que não seja possível identificar o beneficiário final;
V - transações com clientes oriundos de países que aplicam insuficientemente as recomendações
do Gafi, conforme informações divulgadas pelo Banco Central do Brasil;
VI - situações em que não seja possível manter atualizadas as informações cadastrais de seus
clientes.
AUTORREGULAÇÃO BANCÁRIA
A Febraban, cumprindo a sua vocação de representar o setor bancário e de fortalecer a sua
relação com a sociedade, liderou, em conjunto com os maiores bancos do país, a criação do
sistema brasileiro de auto-regulação bancária.
A auto-regulação possibilitará aos bancos, em conjunto com a sociedade, harmonizar o sistema
bancário, suplementando as normas e os mecanismos de controle já existentes
A plena concorrência é essencial para a manutenção dos direitos do consumidor. Assim, a
Febraban desenvolveu a auto-regulação como um sistema voluntário, focado na sadia
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 105
concorrência domercado, na elevação de padrões e no aumento da transparência em benefício
dos consumidores.
As normas da auto-regulação NÃO se sobrepıem, mas se harmonizam a legislação vigente.
Podem solicitar a participação no Sistema de Auto-Regulação Bancária os bancos mútiplos,
bancos comerciais, bancos de investimento, caixas econômicas, cooperativas de
crédito ou sociedades de crédito, financiamento e investimento, desde que associados à
Febraban.
As Signatárias deverão observar os seguintes princípios gerais:
Ética e legalidade
Respeito ao Consumidor
Comunicação Eficiente
Melhoria Continua
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 106
RESUMOS
CMN - Normatizar, Regulamentar, Fixar diretrizes, Zelar, Determinar,
Coordenar, Estabelecer e Disciplinar. OBS: Julgar (CGPC)
BACEN
- Executar, Autorizar, Fiscalizar, Punir, Efetuar, Emitir
CVM - Valores Mobiliários, ações, debêntures, mercado de capitais, fundos de
investimento, notas promissórias, derivativos, S.A aberta e bolsas de valores.
FGC Garante até R$ 70.000,00 por CPF em cada I.F. Contas conjuntas tituladas por
cônjuge ou dependentes R$ 70.000,00 para cada, demais contas limitado a R$
70.000,00 dividido entre os titulares.
Conta conjunta limitado a R$ 70.000,00 total com exceção se conjunta entre
Cônjuge ou dependente, neste caso o valor será de até R$ 70.000,00 para
CADA UM DOS TITULARES
Não garante depósito em Fundos de Investimento e Depósito Judicial
Poupança da Caixa Econômica está 100% garantida pelo governo
federal, indiferente do valor aplicado.
FAPI
PCA
PGBL
- PERMITEM a dedução de até 12% no Imposto de Renda;
- Paga imposto sobre o valor Total;
VGBL - NÃO permite dedução no imposto de Renda
- Paga imposto de renda apenas sobre os rendimentos.
BACEN
Bancos Múltiplos
Bancos Comerciais
Caixa Econômica Federal
Cooperativas de Crédito
Agências de Fomento
Associações de Poupança e
Empréstimo
Bancos de Câmbio
Bancos de Desenvolvimento
Bancos de Investimento
Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES)
Cooperativas de Crédito
Sociedades Crédito,
Financiamento e Investimento
Sociedades de Crédito
Imobiliário
Sociedades de Crédito ao
Microempreendedor
Administradoras de Consórcio
Sociedades de arrendamento
mercantil
Sociedades corretoras de
câmbio
Sociedades corretoras de títulos
e valores mobiliários
Sociedades de crédito
imobiliário
Sociedades distribuidoras de
títulos e valores mobiliários
CVM registro de companhias abertas;
registro de distribuições de valores mobiliários;
credenciamento de auditores independentes e administradores de carteiras
de valores mobiliários;
organização, funcionamento e operações das bolsas de valores;
negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários;
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 107
administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários;
suspensão ou cancelamento de registros, credenciamentos ou
autorizações;
suspensão de emissão, distribuição ou negociação de determinado valor
mobiliário ou decretar recesso de bolsa de valores;
Quem Pune? Instância Quant. Composição
CRSFN - BACEN
- CVM
- Sec. Com. Exterior
2ª e Ultima 8 - 2 Rep. Min Fazenda
(Presidente)
- Rep. Bacen
- Rep. CVM
MERCADO DE
CÂMBIO
PTAX: Taxa média de moeda estrangeira praticada pelo mercado à
vista
ACC: Antecipação cambial ANTES do embarque da Mercadoria
ACE: Antecipação cambial DEPOIS do embarque da Mercadoria
Hotéis e Agência de Câmbio não podem mais operar no mercado de
câmbio
Bancos de Desenvolvimentos e CEF operam no mercado de maneira
limitada pelo governo
Limite de U$ 50 mil para: Corretoras, Distribuidoras, Agência de
Câmbio, Financeiras e Correios.
Hotmoney Operação de empréstimo destinado a P.J curtíssimo prazo (29 dias no
máximo)
Crédito Rotativo Possibilidade de pagar os juros com o próprio limite
Cheque especial, Conta Garantida e cartão de crédito.
Leasing Aluguel, NÃO incide IOF.
Financeiro: 3 personagem (arrendador, arrendatário e produtor)
Operacional: 2 personagem (arrendador e arrendatário), Não possui opção
de compra
Carência:
o Financeiro: mínimo de 24 meses (5 anos) e 36 meses (mais que 5
anos)
o Operacional: mínimo de 90 dias e máximo de 75% da vida útil
do bem
Lease back: Vender o bem e o alugar de volta com a opção de compra.
Operações Sindicalizadas: Mais de uma S.A.M se unem para fazer um único
leasing
Remote Banking Home banking e Office banking
Entrega de talão em casa
Caixas 24h
Auto atendimento
Débito em conta
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 108
Banco Múltiplo - No mínimo 2 carteiras
- Carteiras que pode ter: comercial, investimento, desenvolvimento,
aceite (financeira), Sociedade de Crédito imobiliário (SCI) e leasing
- Deve conter obrigatoriamente a carteira Comercial ou a de
Investimento.
- Carteira de Desenvolvimento: Somente Banco PÚBLICO
Swap - Troca de indexador, objetivo proteção (liqudidado no CETIP)
Mercado Futuro - Contratos padronizados; Margem de Garantia; Ajuste Diário; Possibilidade de
liquidação
Mercado a
Termo
- Compromisso de compra e venda de certa quantidade de ações por certo
valor; contratos não padronizados
Mercado de
opções
- Lançador: Recebe o prêmio, possui obrigação de comprar ou vender
- Titular da opção: paga pelo prêmio, possui o direito de comprar ou vender
- Coberto: possui as ações, descoberto não
- Americana: exerce até a data de vencimento, européia somente na data
- Séries da opção: A (Janeiro), B (Fevereiro), C (Março)....
- Opção de compra (call), opção de venda (put). Base é a diferença entre
mercado à vista e mercado a prazo
Letra Cambial - Não pode ser atrelada a variação cambial
- Coberta pelo FGC
- Emitido pelas Sociedades de Créditos Financiamento e Investimento –
Financeiras
Clearing - SELIC: Títulos Públicos Federais (LFT, LTN, NTN)
- CETIP: Títulos Privados (CDB, Debêntures, Nota Promissória, Swap..)
Fases Lavage
de Dinheiro
Colocação: Fazer com que o dinheiro sujo entre no sistema financiero
Ocultação: Esconder o dinheiro com transferências para paraíso fiscais
Integração: Integrar o dinheiro sujo ao capital, por meio de aquisições
de bens.
Comunicação
ao Bacen
- Operações em espécie superiores a R$ 10.000,00 e forem suspeitas
- TODAS as operações superiores a R$ 100.000,00
- Arquivo das operações por 5 anos
- Comunicação ao Banco Central pelo sistema SISBACEN (hoje o SISCOAF) em
até 24 horas após a identificação da suspeita
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 109
Ações
preferenciais
- Preferência em recebimento de dividendos
- 10% a mais de dividendos em relação as ordinárias
- podem adquirir direito a voto após 3 exercícios consultivos de
prejuízo
- emissão de no máximo 1/2 do Capita Social
Ações
Ordinárias
- Dão direito a voto em assembléia
Dividendo - Parte do lucro que é dividido para os acionistas
- deve ser no mínimo de 25%
Underwriter - Instituição financeira que intermédia operações de subscrição de ações
- Bancos de Investimento (BI), Sociedade distribuidora de Títulos e Valores
Mobiliários (SDTVM), Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários
(SCTVM) e Bancos Múltiplos com carteira de Investimento (BM).
Underwriting Operação de lançamentode ações (SUBSCRIÇÃO)
Inplit - Diminui a quantidade de ações aumentando o valor da ação
- NÃO ALTERA o valor da aplicação dos investidores, apenas a quantidade de
ações.
- Objetivo: Diminuir Risco
Split - Aumenta a quantidade de ações diminuindo o valor da ação
- NÃO ALTERA o valor da aplicação dos investidores, apenas a quantidade de
ações.
- Objetivo: Aumentar a Liquidez
Home broker - Principal canal de comunicação entre cliente e corretora
- é o home banking do mercado de ações.
Bonificação -ações distribuídas de graça para os acionistas de uma empresa
Juros sobre o
Capital Próprio
- Remuneração ao acionista devido a incorporação de reservas. Incidência de
imposto de imposto de renda
Comercial Paper
(Nota Promissória)
Debêntures
O que é? Titulo de Divida
Quem pode emitir? SA Aberta e SA
Fechada
OBS: NÃO pode ser
Instituição Financeira
SA Aberta
OBS: NÃO pode ser Instituição
Financeira
Exceção: Leasing, Companhias
Hipotecárias e BNDES participações
Limite Mínimo 30 dias 1 ano
Limite Máximo SA Fechada:180 dias
SA Aberta: 360 dias
Não Tem
OBS Não incide IOF Algumas debêntures podem ser
convertidas em ações
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 110
Caderno de
Exercícios
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 111
MÚLTIPLA ESCOLHA COM GABARITO COMENTADO
NOTA: Estas questões foram retiradas do livro “400 questões para certificação para a ANBID
CPA-20” Autor: Edgar Abreu. Por este motivo a numeração está em ordem conforme o
livro.
41. Um fundo referenciado DI aplica, no mínimo, 80% de seus recursos em:
a) Títulos públicos federais e títulos privados que fazem referência ao benchmark, podendo
assumir posições alavancadas.
b) Apenas títulos privados de qualquer análise de risco de crédito.
c) Títulos públicos federais e privados com a possibilidade de utilizar derivativos para
alavancagem.
d) Títulos de renda fixa públicos emitidos pelo Tesouro nacional e títulos privados de baixo
risco de crédito.
42. Quando um cliente adquire cotas de um fundo de investimento, ele estará:
a) Depositando dinheiro no caixa da instituição administradora.
b) Contratando uma prestação de serviço.
c) Contando com a garantia do administrador.
d) Predeterminando a rentabilidade de sua aplicação.
43. Fundo de investimento cujos fatores predominantes de risco são (a) taxa de juros e (b)
índice de preços classifica-se na categoria:
a) Referenciado DI.
b) Renda Fixa.
c) Multimercado.
d) Cambial.
44. Fundo de investimento cujo fator predominante de risco é a taxa de câmbio classifica-se na
categoria:
a) Referenciado DI.
b) Renda fixa.
c) Multimercado.
d) Cambial.
45. A cota de fechamento de um fundo de investimento, calculada em D + 0:
a) Reflete as oscilações do dia no valor da cota.
b) Reflete as oscilações do dia seguinte no valor da cota.
c) Permite conhecer o número de cotas adquiridas.
d) Não permite ao cotista solicitar resgate em D + 0.
46. Um fundo de investimento poderá cobrar a taxa de performance, prevista em regulamento:
a) Desde que o ciclo mínimo de cobrança seja de 12 meses.
b) Após a cobrança do IR.
c) Após a cobrança da taxa de administração e de outras despesas.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 112
d) Desde que o percentual de benchmark seja inferior a 100% de sua variação.
47. São exemplos de taxas que podem ser cobradas pelos fundos de investimento, EXCETO:
a) Taxa de administração.
b) Taxa de ingresso.
c) Taxa de custódia.
d) Taxa de performance.
48. A aplicação no mercado de derivativos, para os fundos de investimento:
a) É livre, todos os fundos podem aplicar.
b) Somente os fundos ativos podem aplicar em derivativos.
c) Somente os fundos alavancados podem aplicar em derivativos.
d) Alguns fundos passivos podem aplicar em derivativos, desde que seja para fazer hedge e
esteja informado no prospecto.
49. Pode constituir um fundo exclusivo:
a) Somente instituições financeiras.
b) Qualquer investidor que tenha, no mínimo, R$ 300 mil.
c) Entidades abertas e fechadas de previdência complementar.
d) Investidores restritos.
50. Fundo de investimento no qual não existe obrigatoriedade de fazer marcação a mercado
diariamente:
a) Fundo aberto.
b) Fundo restrito.
c) Fundo de ações.
d) Fundos exclusivos.
51. Responsável por fazer a marcação de mercado nos ativos que compõem a carteira de fundo
de investimento:
a) Administrador.
b) Distribuidor.
c) Gestor.
d) Custodiante.
52. De acordo com o regulamento da CVM, os fundos de investimento deverão contratar um
auditor independente, no mínimo:
a) Duas vezes por ano.
b) Uma vez por semestre.
c) Uma vez por ano.
d) Uma vez por mês.
53. Fundo de investimento que tem como objetivo acompanhar o desempenho do seu
benchmark:
a) Fundo indexado.
b) Fundo ativo.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 113
c) Fundo alavancado.
d) Fundo restrito.
54. O valor da aplicação inicial em um fundo de direitos creditórios deve ser, no mínimo:
a) R$ 20 mil.
b) R$ 25 mil.
c) R$ 50 mil.
d) Depende do administrador.
55. Um fundo de investimento possui em sua denominação “crédito privado”, então deve aplicar:
a) Mais que 50% em títulos públicos.
b) Menos de 50% em títulos privados.
c) Mais que 50% em títulos privados.
d) Menos de 50% em títulos públicos.
56. São considerados fundos offshore:
a) Aqueles constituídos dentro do território brasileiro, mas que aplicam em ativos fora do
país.
b) Todo fundo constituído fora do território brasileiro.
c) Aqueles constituídos fora do território brasileiro, mas que aplicam em ativos dentro do
país.
d) Todo fundo constituído dentro do território brasileiro.
57. Em um fundo de ações ativo, para superar o benchmark, o gestor pode-se utilizar de
diversas estratégias. Quando optar por escolher algumas ações da carteira do seu
benchmark, apostando em ações com maior potencial de retorno, ele estará utilizando-se
de:
a) Market timing.
b) Stock picking.
c) Arbitragem.
d) Gestão alavancada.
58. Em um fundo de ações ativo, para superar o benchmark, o gestor pode-se utilizar de
diversas estratégias. Quando optar por expor mais a carteira ao mercado de ações, por
achar que o mercado é favorável, estará utilizando-se de:
a) Market timing.
b) Stock picking.
c) Arbitragem.
d) Gestão alavancada.
59. Responsável legal pelo fundo de investimento perante a CVM:
a) Gestor.
b) Administrador.
c) Cotista.
d) Assembleia de cotistas.
60. A fração do patrimônio de um fundo de investimento é representada:
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 114
a) Pelo cotista.
b) Pela cota.
c) Pelo valor aplicado.
d) Pelo patrimônio líquido.
61. A escolha dos ativos que devem compor a carteira de um fundo de investimento, de acordo
com sua política de investimento, compete ao:
a) Administrador.
b) Auditor.
c) Gestor.
d) Distribuidor.
62. Um fundo de investimento está apresentando excelentes resultados em relação a outros
fundos de outros administradores do mesmo segmento. Este sucesso obtido pelo fundo
deve-se ao bom trabalho realizado pelo:
a) Cotista.
b) Auditor.
c) Gestor.
d) Distribuidor.
63. Conhecer e recomendar determinado fundo de investimento, visando a atender aos objetivos
pessoais de investimento do cliente, é uma atribuição do:
a) Administrador.
b) Distribuidor.
c) Gestor.
d) Custodiante.
64. A cobrança da taxa de administração afeta o:
a) Valor da cota dofundo diariamente.
b) Valor da cota do fundo no último dia útil de cada mês.
c) Número de cotas, quando se trata de fundo de ações.
d) Número de cotas, quando se trata de fundo de renda fixa.
65. Um fundo de investimento aberto, sem carência, admite:
a) Aplicações e resgates a qualquer momento.
b) Aplicações com vencimento.
c) Resgates com vencimento.
d) Aplicações e resgates a cada 90 dias.
66. É objetivo do fundo de investimento referenciado:
a) Superar seu benchmark.
b) Oferecer investimento livre de risco.
c) Oferecer rendimento acima da inflação.
d) Acompanhar seu benchmark.
67. O valor da cota de um fundo de investimento pode ser obtido:
a) Dividindo o patrimônio bruto do fundo pela quantidade de cotistas.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 115
b) Dividindo o patrimônio líquido do fundo pela quantidade de cotistas.
c) Dividindo o patrimônio bruto do fundo pelo número de cotas emitidas pelo fundo.
d) Dividindo o patrimônio líquido do fundo pelo número de cotas emitidas pelo fundo.
68. Pode(m) convocar assembleias gerais em um fundo de investimento:
a) Somente o administrador.
b) Qualquer cotista.
c) Administrador ou cotista ou grupo de cotistas que detenham, no mínimo, 5% do total de
cotas emitidas.
d) Administrador ou cotista ou grupo de cotistas que detenham, no mínimo, 10% do total de
cotas emitidas.
69. Fundos de investimento é um instrumento por meio do qual um ou mais indivíduos aderem a
um condomínio de investidores cujos recursos são administrados por um gestor profissional.
Cabe ao gestor:
a) Garantir que os títulos de renda fixa sejam levados até o vencimento.
b) Predeterminar a rentabilidade a ser auferida.
c) Respeitar as regras contratuais e, quando conveniente, exceder os limites de risco
estabelecidos.
d) Respeitar as regras estabelecidas em regulamento.
70. A cota de um fundo é calculada a partir do somatório do valor de:
a) Aquisição dos ativos do fundo, mais despesas, menos receitas, dividido pelo total de
cotas.
b) Aquisição dos ativos do fundo, menos despesas, mais receitas, dividido pelo número de
cotas.
c) Mercado dos ativos do fundo, menos despesas, mais receitas, dividido pelo número de
cotas.
d) Mercado do ativo do fundo, menos IR provisionado, dividido pelo número de
cotistas/investidores.
71. Um fundo indexado ao IBrX tem o objetivo de proporcionar aos seus cotistas uma
rentabilidade que acompanhe a evolução:
a) Da taxa de juros praticada nos títulos federais.
b) Da inflação medida pelo IBGE.
c) Das ações mais negociadas na Bovespa.
d) Da variação cambial indicada pela cotação PTAX de venda.
72. A política de investimento de um fundo de investimento de gestão passiva, normalmente,
contempla estratégias que buscam:
a) Ganhos adicionais em operações especulativas no mercado futuro de juros.
b) Superar a rentabilidade mínima contratada com o investidor.
c) Superar o benchmark estabelecido em regulamento.
d) Replicar o benchmark estabelecido no regulamento.
73. Um investidor avesso a risco, ao lhe ser recomendado um fundo referenciado DI, questionou
a informação constante no prospecto de que o fundo utiliza instrumentos de derivativos. O
gerente argumentou que a frase do prospecto é padrão, exigência do código de
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 116
autorregulação da Anbid, e o fundo não apresenta risco, pois não utiliza instrumento de
derivativos. O esclarecimento do gerente está:
a) Correto, pois é vedado o uso de derivativos em fundos referenciados.
b) Incorreto, pois fundos referenciados DI podem utilizar derivativos para alavancagem da
carteira.
c) Incorreta, pois fundos referenciados DI podem utilizar derivativos para proteção da
carteira.
d) Correto, pois os prospectos são padronizados pela Anbid e podem não refletir a realidade
de cada fundo.
74. Um fundo de investimento referenciado CDI tem o objetivo de obter a rentabilidade:
a) Igual à do CDI, no mínimo.
b) Próximo à do CDI.
c) Igual à da renda fixa.
d) Superior à do CDI.
75. Ter pelo menos 80% do seu patrimônio líquido representado em títulos públicos federais
e/ou títulos de renda fixa, estar o emissor classificado na categoria de baixo risco de crédito
e conter em sua denominação o indicador de desempenho. Os fundos que apresentam as
características anteriormente descritas são classificados como:
a) Exclusivos.
b) Referenciados.
c) De renda fixa.
d) De curto prazo.
76. Um investidor extremamente conservador decidiu aplicar R$ 10 mil em um fundo de renda
fixa que está apresentando excelente rendimento este ano. Esse investidor:
a) Tomou uma decisão correta, visto que esse tipo de fundo não apresenta risco.
b) Decidiu corretamente porque observou a rentabilidade passada do fundo.
c) Deverá ser informado que o tipo de fundo não possui fundo garantidor de crédito (FGC) e
qualquer fundo possui risco, por mais conservador que seja.
d) Não correrá risco, pois esse tipo de fundo tem a garantia do FGC.
77. O administrador de um fundo de investimento exerce as atribuições que a lei e o estatuto lhe
conferem para fins e interesses:
a) Do gestor.
b) Do custodiante.
c) Do auditor independente.
d) Dos cotistas.
78. Ao ser liquidada uma operação prevista no regulamento de um fundo de investimento
alavancado, é apurada uma perda que compromete todo o patrimônio do fundo,
ocasionando, ainda, prejuízo adicional. Esse prejuízo deverá ser coberto:
a) Pelos cotistas do fundo.
b) Pelo gestor da carteira.
c) Pelas contrapartes que realizaram a operação com o fundo.
d) Pelo administrador do fundo.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 117
79. Um dos direitos do administrador de fundos de investimentos, sem prévia autorização de
uma assembleia de cotistas, é:
a) Aumentar a taxa de administração.
b) Escolher empresas de auditoria e custódia.
c) Alterar a política de investimento.
d) Apropriar-se de parte do patrimônio do fundo.
80. Segundo a CVM, os fundos:
a) Abertos são voltados exclusivamente à venda ao público, não se incluindo os exclusivos.
b) Abertos têm número fixo de cotas e resgate de recursos a qualquer tempo.
c) Fechados permanecem temporariamente sem aceitar depósitos, sem valorização de suas
cotas, podendo retomar a captação a qualquer momento.
d) Fechados captam recursos apenas por um período e as cotas só podem ser resgatadas
quando de sua liquidação ou ao término do prazo previsto de duração.
81. O percentual máximo da carteira de um fundo de investimento de renda fixa que pode ser
direcionado para aplicações em títulos públicos federais é de:
a) 67%.
b) 80%.
c) 95%.
d) 100%.
82. O percentual máximo da carteira de um fundo de investimento de ações que pode ser
direcionado para aplicações em ações é de:
a) 67%.
b) 80%.
c) 95%.
d) 100%.
83. A política de investimento de um fundo de renda fixa de gestão passiva, normalmente,
contempla estratégias que buscam ganhos por meio de:
a) Operações que visem a proporcionar rentabilidade mais próxima possível do benchmark.
b) Estratégias com derivativos para posicionamento da carteira.
c) Apostas nas mudanças da volatilidade das taxas de juro.
d) Apostas na direção das taxas de juro futuras.
84. Um investidor do banco X ficou indignado com a rentabilidade negativa em seu fundo DI, por
tratar-se de um fundo conservador. O gerente explicou-lhe que houve desvalorização da
letra financeira do Tesouro (LFT), título público que compõe a carteira desse fundo,
refletindo-se no valor da cota. A explicação do gerente está:
a) Incorreta. Fundo DI só terá desvalorização em suas cotas no caso de negligência do
gestor.
b) Correta. A carteira de um fundo DI, por ser obrigatoriamente 100% LFT, reflete essas
oscilações na cota do fundo.
c) Incorreta. Por se tratar de umtítulo pós-fixado, não poderia ser negociado com ágio ou
deságio.
d) Correta. A LFT pode variar de preço.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 118
85. Considere as seguintes informações quanto à composição da carteira dos fundos de
investimento administrados por determinada instituição financeira:
a) Fundo 1: 75% de ações e 25% de títulos públicos federais.
b) Fundo 2: 35% de ações e 65% de títulos públicos federais.
c) Fundo 3: 55% de ações e 45% de títulos públicos federais.
d) Fundo 4: 65% de ações e 35% de títulos públicos federais.
De acordo com a legislação do IR, considera-se fundo de investimento em ações o(s)
fundo(s):
a) 3 e 4.
b) 2 e 3.
c) 1 e 2.
d) 1 exclusivamente.
86. O regulamento de um fundo de investimento estabelece que, no mínimo, 80% da sua
carteira seja direcionada para operações vinculadas à variação da taxa de juros doméstica.
Segundo a CVM, esse fundo deve ser classificado como:
a) Referenciado.
b) Multimercado.
c) De curto prazo.
d) De renda fixa.
87. A linha-d’água pode ser entendida como uma:
a) Fórmula matemática que aumenta os ganhos do administrador e a rentabilidade dos
fundos.
b) Metodologia utilizada para o cálculo e limitação da cobrança de taxa de performance de
um fundo, considerando-se seu benchmark.
c) Metodologia utilizada no cálculo da taxa fixa de um fundo de investimento.
d) Fórmula matemática utilizada no cálculo da taxa limite de ganho do administrador de um
fundo.
88. Um cliente desistiu de aplicar em um fundo referenciado ao ler em seu prospecto que esse
fundo poderia aplicar seus recursos em derivativos. O gerente do banco o convenceu a
aplicar no fundo alegando que os fundos passivos não podem investir em derivativos e que
essa informação só estava escrita no prospecto por uma exigência da Anbid. A afirmação do
gerente do banco está:
a) Errada, pois fundos referenciados não podem investir em derivativos.
b) Correta, pois fundos referenciados podem investir em derivativos sem restrições.
c) Errada, pois somente os fundos alavancados podem investir em ações.
d) Errada, pois fundos referenciados podem investir em derivativos, desde que seja para
fazer hedge.
89. Qual o mínimo do patrimônio líquido de um fundo de direitos creditórios que deve ser
aplicado em direitos creditórios:
a) 95%.
b) 80%.
c) 67%.
d) 50%.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 119
90. O prazo de carência que um fundo deve observar para divulgar as suas rentabilidades é de:
a) 2 meses.
b) 6 meses.
c) 12 meses.
d) 1 mês.
91. O conceito de linha-d’água está relacionado com:
a) Metodologia utilizada para cobrança de taxa de performance considerando um
benchmark.
b) Limite de risco que um fundo pode assumir.
c) O IR retido na fonte nos fundos de investimento.
d) Metodologia utilizada para cobrança de taxa de administração considerando um
benchmark.
92. Para que um cotista possa convocar uma assembleia extraordinária em um fundo de
investimento, é necessário que ele detenha, no mínimo:
a) 2% das cotas emitidas pelo fundo.
b) 5% das cotas emitidas pelo fundo.
c) 10% das cotas emitidas pelo fundo.
d) 50% das cotas emitidas pelo fundo.
93. Sobre a alteração na taxa de administração de um fundo de investimento é correto afirmar:
a) Pode ser alterada a qualquer momento pelo administrador.
b) Sempre que for alterada, necessitará de aprovação em assembleia.
c) Pode ser reduzida, sem ser necessária a convocação de assembleia.
d) Jamais poderá ser alterada.
94. A convocação dos cotistas para assembleia geral de um fundo de investimento deverá ser
encaminhada a cada cotista com pelo menos:
a) 5 dias de antecedência.
b) 10 dias de antecedência.
c) 1 mês de antecedência.
d) 2 meses de antecedência.
95. Uma das características dos fundos fechados é possibilitar ao cotista:
a) Garantia dos recursos aplicados pelo administrador do fundo.
b) Menor taxa de administração.
c) Negociar suas cotas no mercado secundário.
d) Total liquidez.
96. Uma empresa solicitou a um banco a criação de um fundo de investimento onde somente os
funcionários dela pudessem fazer aplicações nesse fundo. Assim, esse fundo de investimento
obrigatoriamente será um:
a) Fundo aberto.
b) Fundo referenciado.
c) Fundo exclusivo.
d) Fundo restrito.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 120
97. É um exemplo de investidor que poderá ser cotista de fundo exclusivo:
a) Empresas de grande porte.
b) Financeiras.
c) Toda pessoa física com aplicação superior a R$ 300 mil.
d) Todo investidor que ateste por escrito ter conhecimento de mercado.
98. Uma das vantagens do cotista de um fundo exclusivo é:
a) Benefício do Chinese wall.
b) Obrigatoriedade de marcação a mercado.
c) Possibilidade de ter uma taxa de administração reduzida.
d) Benefício fiscal.
99. São exemplos de fundos de investimento que poderão utilizar cota de abertura:
a) Fundos de ações.
b) Fundos multimercado.
c) Fundos cambiais.
d) Fundos de curto prazo.
100. Prazo máximo de um título que compõe a carteira de um fundo de curto prazo será de:
a) 365 dias.
b) 375 dias.
c) 60 dias.
d) 30 dias.
101. Sobre a atuação dos fundos classificados como referenciados no mercado de derivativos,
podemos afirmar que:
a) Jamais poderão atuar no mercado de derivativos.
b) Podem atuar no mercado de derivativos de forma livre.
c) Podem operar no mercado de derivativos, desde que seja para proteger a carteira
(hedge).
d) Só poderão atuar no mercado de derivativos se o índice de referência do fundo for o
Ibovespa.
102. Alterações nas taxas de juros domésticas afetam com mais intensidade o fundo:
a) Multimercado.
b) Ações.
c) Curto prazo.
d) Renda fixa.
103. Fundo que investe, no mínimo, 80% de seu patrimônio líquido em ativos que busquem
acompanhar a variação de preços de moeda estrangeira:
a) Multimercado.
b) Ações.
c) Cambial.
d) Renda Fixa.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 121
104. Sobre os fundos cambiais, é correto afirmar que:
a) São sempre cambiais em dólar.
b) Podem cobrar taxa de performance.
c) A aplicação deverá ser feita sempre em moeda estrangeira.
d) São garantidos pelas reservas internacionais do País.
105. É exemplo de estratégia que pode ser utilizada pelo gestor de um fundo de ações ativo ao
Ibovespa para superar o benchmark, com EXCEÇÃO de:
a) Stok picking.
b) Market timing.
c) Split.
d) Arbitragem.
106. Estratégia adotada pelo gestor de um fundo de ações em que ele aposta nas ações nas quais
considera ter maior potencial de retorno, aumentando assim a concentração da carteira
nesse ativo:
a) Stok picking.
b) Market timing.
c) Split.
d) Arbitragem.
107. Uma forma fácil de investir em papéis do Brasil negociados no mercado internacional é
aplicar em:
a) Fundos referenciados.
b) Fundos de ações.
c) Fundos da dívida externa.
d) Fundos multimercado.
108. Fundos de investimento que investem, no mínimo, 80% do seu patrimônio líquido em títulos
do Brasil negociados no mercado internacional:
a) Fundos referenciados.
b) Fundos de ações.
c) Fundos da dívida externa.
d) Fundos multimercado.
109. Fundos de investimento em que é permitido o uso de derivativos para estratégia de
alavancagem e também a cobrança de taxa de performance:
a) Fundos referenciados.
b) Fundos de curto prazo.
c) Fundos multimercado.
d) Fundos de renda fixa.
110. Fundos de investimento que podem aplicar mais de 50% do seu patrimônio líquido em cotas
de fundos de investimento:
a) Fundos referenciados.
b) Fundos multimercado.
c) Fundos de curto prazo.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 122
d) Fundos de renda fixa.
111. Deverá constar na denominação de um fundo de investimento em renda fixa que possuiem
sua carteira mais de 50% de títulos privados a expressão:
a) Fundo de alto risco de crédito.
b) Fundo de alto risco de mercado.
c) Fundo de crédito privado.
d) Fundo de crédito público.
112. Fundos de investimento que deverão manter, no mínimo, 95% de seu patrimônio investido
em cotas de fundos de investimento de uma mesma classe:
a) Fundos multimercado.
b) Fundos de ações.
c) Fundos imobiliários.
d) Fundos de investimento em cotas de fundos de investimento.
113. Os fundos de investimento classificados como fundos de investimento em índice de mercado
caracterizam-se principalmente por:
a) Manter 95%, no mínimo, de seu patrimônio aplicado em valores mobiliários ou outros
ativos de renda variável autorizados pela CVM, na proporção em que estes integram o
índice de referência.
b) Manter 50%, no mínimo, de seu patrimônio aplicado em valores mobiliários ou outros
ativos de renda variável autorizados pela CVM, na proporção em que estes integram o
índice de referência.
c) Manter 80%, no mínimo, de seu patrimônio aplicado em valores mobiliários ou outros
ativos de renda variável autorizados pela CVM, na proporção em que estes integram o
índice de referência.
d) Manter 5%, no mínimo, de seu patrimônio aplicado em valores mobiliários ou outros
ativos de renda variável autorizados pela CVM, na proporção em que estes integram o
índice de referência.
114. Os fundos de investimento offshore são fundos que:
a) Aplicam em ativos de outros países e são constituídos no Brasil.
b) Aplicam em ativos de dentro do Brasil, apesar de não serem constituídos no Brasil.
c) Aplicam em ativos de qualquer país e são constituídos fora do Brasil .
d) Aplicam em ativos de dentro do Brasil e são constituídos no Brasil.
115. Os fundos de investimento imobiliário devem ser constituídos necessariamente como:
a) Fundo aberto.
b) Fundo exclusivo.
c) Fundo fechado.
d) Fundo alavancado.
116. Percentual mínimo do lucro auferido, que os fundos imobiliários devem distribuir aos seus
cotistas:
a) 50%.
b) 25%.
c) 95%.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 123
d) 100%.
117. Entre os fundos a seguir, aquele que tem por objetivo proporcionar a menor volatilidade
possível do valor da cota é o:
a) Fundo de curto prazo.
b) Fundo de ações.
c) Fundo referenciado.
d) Fundo multimercado.
118. Os fundos de investimento classificados como multimercado podem aplicar parte do seu
patrimônio líquido em ativos no exterior, desde que obedeçam ao limite máximo de:
a) 10%.
b) 20%.
c) 50%.
d) 80%.
119. Sobre a taxa de administração cobrada em um fundo de investimento, é correto afirmar que:
a) É cobrada antes de descontar as despesas do fundo.
b) A cobrança é anual.
c) Pode ser cobrada mesmo se o fundo apresentar rentabilidade negativa.
d) Uma vez definida, jamais poderá ser alterada.
120. A cobrança de taxa de administração de um fundo de investimento afeta diretamente:
a) A quantidade de cotas.
b) A alíquota de IR pago pelo cotista.
c) O valor da cota.
d) O risco do fundo.
121. Podem ser classificadas como despesas de um fundo de investimento, com EXCEÇÃO de:
a) Despesas com impressão de relatórios.
b) Despesas com auditoria.
c) Emolumentos e custódia.
d) Despesas com IR.
122. O custodiante de um fundo de investimento é o responsável:
a) Pela compra e venda dos ativos da carteira.
b) Pela distribuição das cotas do fundo.
c) Por fazer a marcação a mercado dos ativos presentes no fundo.
d) Por auditar o fundo.
123. Fator em um fundo de investimento que obriga o gestor do fundo a vender ativos da
carteira:
a) Resgates de cotas.
b) Novas aplicações.
c) Cobrança de IR.
d) Alteração na taxa de juros.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 124
124. O cotista de um fundo de investimento deverá receber obrigatoriamente, todos os anos, os
documentos a seguir, com EXCEÇÃO de:
a) Demonstrativo para pagamento de IR.
b) Rendimentos obtidos no ano.
c) Número de cotas que possuía.
d) Balanço anual do administrador do fundo.
125. São exemplos de benefícios que podem ser observados pelos cotistas de fundos de
investimento, devido à sua constituição em forma de condomínio, com EXCEÇÃO de:
a) Ganhos de escala.
b) Diversificação.
c) Maior liquidez.
d) Garantia do fundo garantidor de crédito.
126. O objetivo do conceito de Chinese wall em fundos de investimento é:
a) Prevenir potenciais conflitos de interesses entre a administração de recursos próprios com
a administração de recursos de terceiros.
b) Separar a taxa de administração do fundo com o IR.
c) Prevenir potenciais conflitos de interesses entre o cotista e o administrador.
d) Prevenir potenciais conflitos de interesses entre o gestor e o administrador do fundo.
127. O objetivo da marcação a mercado em fundos de investimento é:
a) Evitar transferência de riquezas entre cotistas.
b) Evitar ganhos exagerados do administrador.
c) Evitar perdas nos fundos de investimento.
d) Classificar os fundos de investimento quanto ao seu risco.
128. Segundo a classificação de fundos da Anbid, um fundo é considerado alavancado quando:
a) A carteira do fundo é formada por títulos com elevado risco de crédito.
b) O fundo opera no mercado de derivativos.
c) Existe a chance de se perder mais que o patrimônio líquido do fundo.
d) Quando o fundo comprar ativos da instituição financeira administradora do fundo.
129. Os fundos referenciados têm como principal estratégia de gestão buscar:
a) Alta rentabilidade.
b) Baixo risco.
c) Alta aderência ao seu benchmark.
d) Baixa aderência ao seu benchmark.
130. A taxa de administração cobrada de um fundo de investimento tem por objetivo:
a) Pagar custos de auditoria externa.
b) Pagamento de tributos.
c) Cobrir eventuais perdas do fundo.
d) Remunerar o administrador pelos serviços prestados.
131. Buscam replicar com a maior aderência possível um determinado índice de mercado:
a) Fundos de ações.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 125
b) Fundos ativos.
c) Fundos referenciados.
d) Fundos alavancados.
132. É um exemplo de um possível benchmark de um fundo cambial:
a) IPCA.
b) CDI.
c) PTAX.
d) Ibovespa.
133. A utilização de um benchmark pelos fundos de investimento tem como objetivo:
a) Mostrar a superioridade do fundo em relação ao mercado.
b) Comparar as rentabilidades.
c) Mostrar ao cotista o regime tributário do fundo.
d) Proporcionar maior rentabilidade ao cotista.
134. A política de investimento de um fundo somente pode ser alterada por:
a) Deliberação dos cotistas em assembleia.
b) Flutuação de preço dos ativos.
c) Determinação do gestor em benefício do fundo.
d) Normas da auditoria interna da instituição financeira.
135. Dois fundos referenciados ao CDI, de mesma taxa de administração, obtiveram retornos
conforme quadro a seguir:
Comparando-se os fundos A e B, é correto afirmar que o fundo:
a) A está mais aderente ao objetivo do fundo.
b) B está mais aderente ao objetivo do fundo.
c) B é um fundo alavancado.
d) A é um fundo que não marca seus títulos a mercado.
136. Em um fundo de investimento, a marcação pela “curva do papel” provoca:
a) Diferença contábil que seria ajustada no balanço social do fundo.
b) Equidade entre os cotistas, não importando em que momento cada cotista aplicou ou
resgatou no fundo.
c) Distorção na rentabilidade apurada, podendo ocorrer distribuição de renda entre os
cotistas.
d) Aumento de rendimentos, pois os títulos e valores mobiliários seriam contabilizados pelos
respectivos valores de mercado.
137. Se um fundo de investimento é alavancado, então:
Retorno do CDI (%)
Mês 1
Mês 2
Mês 3
Mês 4
Fundo A
98%
97%
99%
98%
FundoB
105%
95%
103%
97%
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 126
a) Sua carteira é constituída preponderantemente por títulos públicos federais.
b) Seu gestor se propõe a superar pelo menos 20% o desempenho de parâmetro de
referência (benchmark).
c) Busca neutralizar o risco diferente do parâmetro de referência.
d) Existe a possibilidade de perda superior ao patrimônio líquido.
138. Os mercados primários e secundários estão corretamente relacionados em:
a) Informal; primário.
b) Primário; secundário.
c) Secundário; primário.
d) Futuro; informal.
139. Um investidor de um fundo cambial reclama que não obteve a totalidade da expressiva
desvalorização ocorrida. Ele deve ser informado de que, além da taxa de administração:
a) O spread existente entre as cotações de compra e venda de moeda estrangeira impacta
positivamente a rentabilidade do fundo.
b) As restrições impostas pela CVM, na composição das carteiras dos fundos cambiais,
impedem maior aderência à desvalorização cambial.
c) A existência de fusos horários nos principais mercados financeiros inibe a correta
precificação de ativos denominados em moedas estrangeiras.
d) A elevação do cupom cambial impacta negativamente a rentabilidade do fundo.
140. A marcação a mercado é facultativa para os fundos de investimento:
a) Que possuem inúmeros cotistas, por decisão e responsabilidade do gestor.
b) Exclusivos, por solicitação do cotista.
c) Que possuem inúmeros cotistas, por decisão de assembleia de cotistas.
d) Exclusivos, por decisão e responsabilidade do gestor.
148. Na letra hipotecária, o prazo máximo não pode exceder:
a) 180 dias, a contar da data do investimento.
b) 721 dias, a contar da data do investimento.
c) 360 dias, a contar da data do investimento.
d) O prazo total dos empréstimos da carteira hipotecária da instituição financeira.
149. Uma debênture é conversível em ações quando pode:
a) Ser convertida em dinheiro a qualquer momento.
b) Ter taxa de remuneração alterada nas assembléias com os debenturistas.
c) Ser recomprada pelo emissor quando for de sua conveniência.
d) Ser trocada por ações da companhia emissora em datas determinadas.
150. Home broker permite:
a) a compra e venda de ações sem o intermédio da corretora.
b) a compra e venda de ações pela internet.
c) a compra e venda de ações por telefone.
d) a compra e venda de fundos de investimento feitas pelo banco.
Mercado em que
ocorre a transferência
de títulos e valores
mobiliários entre
investidores
Mercado em que
ocorre o lançamento
de novos títulos e
valores mobiliários
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 127
151. Para utilizar os serviços oferecidos pelo home broker, o investidor deverá cadastrar-se em:
a) Uma corretora de títulos e valores mobiliários.
b) Uma corretora de seguros.
c) Uma financeira.
d) Em um banco múltiplo.
152. As notas promissórias são:
a) Emitidas com prazo máximo de 360 dias.
b) Garantidas pelo agente fiduciário.
c) Emitidas para financiamentos de curto e longo prazos.
d) Garantidas pelo agente subscritor.
153. Título emitido por empresas com o objetivo de captar recursos para financiamento de capital
de giro:
a) Debêntures.
b) Ações.
c) CDB.
d) Notas promissórias.
154. As ações preferenciais:
a) Sempre pagam dividendos menores do que as ordinárias.
b) Sempre terão maior número do total de ações da empresa.
c) Dão direito de voto nas assembleias gerais da empresa.
d) Dão prioridade ao recebimento de dividendos da empresa.
155. Os acionistas preferenciais de uma empresa recebem dividendos:
a) 25% a mais em relação aos acionistas ordinários.
b) 10% a mais em relação aos acionistas ordinários.
c) 25% a menos em relação aos acionistas ordinários.
d) 10% a menos em relação aos acionistas ordinários.
156. Os títulos públicos federais são emitidos:
a) Para o governo controlar a quantidade de dinheiro em circulação.
b) Em função da dívida pública federal.
c) Para o governo buscar investidores para as suas empresas estatais.
d) Para os bancos fazerem suas operações compromissadas.
157. Responsável pela emissão de títulos públicos federais:
a) Tesouro nacional.
b) Bancos.
c) Banco Central.
d) CVM.
158. Ações são títulos:
a) Que garantem rendimentos anuais mínimos aos acionistas ordinários.
b) Que garantem rendimentos anuais aos acionistas preferenciais.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 128
c) Representativos da fração do capital social de uma companhia.
d) Representativos dos direitos de voto nas assembleias da companhia.
159. O investidor em ações realiza ganho de capital quando:
a) Recebe dividendos.
b) Recebe juros sobre capital próprio.
c) As vende por um preço superior ao de compra.
d) Subscreve novas ações.
160. Em cenário de elevação na taxa de juros básico da economia, o investimento mais indicado
é:
a) Letra do Tesouro nacional (LTN).
b) Letra financeira do Tesouro (LFT).
c) Nota do Tesouro nacional – Série D (NTN-D).
d) Nota do Tesouro nacional – Série C (NTN-C).
161. O CDB é um título representativo de depósito a prazo remunerado e emitido por:
a) Distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários.
b) Bancos comerciais e corretoras de títulos e valores mobiliários.
c) Bancos comerciais e de investimento.
d) Sociedades de crédito, financiamento e investimento e bancos de investimento.
162. Representa o direito de alienação de ações conferido a acionistas minoritários, em caso de
alienação de ações realizada pelos controladores da companhia:
a) Tag along.
b) Stop loss.
c) Dividendos.
d) Direito de subscrição.
163. Segundo o conceito de tag along, quando houver mudança de controle de uma companhia
aberta, os demais acionistas detentores de ações preferenciais devem receber uma oferta
pública de compra de suas ações por, no mínimo, ____ do valor pago por ação com direito a
voto, integrante do bloco de controle:
a) 50%.
b) 70%.
c) 80%.
d) 90%.
164. É o sistema de negociação de títulos públicos federais em mercado de varejo, diretamente
com o investidor, por meio da internet:
a) Tesouro direto.
b) Home broker.
c) Home banking.
d) Sisbacen.
165. As debêntures podem ser classificadas em ordem de garantias oferecidas em sua emissão,
da maior garantia para a menor garantia:
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 129
a) Garantia real, garantia quirografária, garantia flutuante e garantia subordinada.
b) Garantia real, garantia flutuante, garantia quirografária e garantia subordinada.
c) Garantia subordinada, garantia quirografária, garantia flutuante e garantia real.
d) Garantia real, garantia subordinada, garantia flutuante e garantia quirografária.
166. Em uma operação de split (desdobramento), ocorre:
a) Redução do número de ações representativas do capital de uma companhia por
desdobramento, sem alteração do capital social.
b) Elevação do número de ações representativas do capital de uma companhia por
desdobramento, alterando o capital social.
c) Redução do número de ações representativas do capital de uma companhia por
desdobramento, com alteração do capital social.
d) Elevação do número de ações representativas do capital de uma companhia por
desdobramento, sem alteração do capital social.
167. Operação em que ocorre a troca de pagamentos de rendimentos prefixados por pagamentos
de rendimentos pós-fixados:
a) Mercado futuro.
b) Mercado a termo.
c) Swap.
d) Mercado de opções.
168. É do tipo zero cupom e possui o valor atualizado diariamente pela taxa Selic:
a) NTN – Série B.
b) LTN.
c) NTN – Série C.
d) LFT.
169. A LFT é um título indexado:
a) À taxa Selic e negociado ao par, com ágil ou deságio.
b) À taxa Cetip e negociado ao par,com ágil ou deságio
c) Ao IPCA e negociado com deságio.
d) Ao IGP-M e negociado com ágio.
170. É uma característica das letras do Tesouro nacional:
a) Serem indexadas à variação do dólar norte-americano.
b) Pagarem juros calculados com base na taxa Selic over.
c) Pagarem juros de 6% ao ano acrescidos da variação da TR.
d) Terem rentabilidade prefixada.
171. Os certificados de depósitos bancários (CDBs) são títulos:
a) Que lastreiam as operações do mercado financeiro.
b) De renda fixa emitidos pelos bancos comerciais.
c) De renda variável emitidos pelos bancos de investimento.
d) Que financiam operações compromissadas do sistema bancário.
172. O direito de compra de um ativo, a qualquer tempo, pelo respectivo preço preestabelecido,
caracteriza uma opção:
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 130
a) Europeia de venda.
b) Europeia de compra.
c) Americana de venda.
d) Americana de compra.
173. A compra de uma opção de compra caracteriza estratégia de alavancagem, pois:
a) Expõe o titular às chamadas margens em dinheiro.
b) Obriga o titular a permanecer no mercado até o vencimento.
c) Exige o depósito de garantia em títulos ou em dinheiro.
d) Possibilita investimento no ativo objeto por uma fração de seu preço no mercado à vista.
174. Nos mercados futuros, o arbitrador é o agente econômico que tem por objetivo:
a) Efetuar a liquidação física do contrato.
b) Assumir posição contrária a que tem no mercado à vista.
c) Se proteger contra oscilações bruscas dos preços dos ativos-objetos.
d) Obter ganhos proporcionais oriundos de diferença de preços existentes no mercado.
175. As ações preferenciais adquirem o exercício do direito de voto quando:
a) A emissora deixa de pagar dividendos por três exercícios consecutivos.
b) O objeto social é alterado para redução dos dividendos fixos ou mínimos.
c) O conselho fiscal não conta com representantes dos acionistas minoritários.
d) Negociadas no novo mercado da Bovespa.
176. A precificação de ações baseada na análise fundamentalista utiliza:
a) Dados conjunturais, projeções de resultados e condições de oferta e demanda de bens e
serviços da empresa.
b) A proporção das ações na carteira teórica do Ibovespa.
c) A interpretação de gráficos de volumes e preços negociados historicamente.
d) O histórico das cotações das ações da empresa na bolsa de valores.
177. Brazilian depositary receipts (BDRs) representam um lote de ações:
a) Cotado e negociado em dólares no mercado do Brasil.
b) De companhia aberta domiciliada no Brasil, negociado no exterior.
c) De companhia aberta ou assemelhada com sede no exterior, negociado no Brasil.
d) Proveniente exclusivamente do mercado primário no Brasil, negociado no exterior.
178. American depositary receipts (ADRs) representam um lote de ações:
a) De companhia aberta ou assemelhada, não domiciliada nos Estados Unidos, negociado
nos Estados Unidos.
b) De companhia aberta domiciliada no Brasil, negociado no exterior.
c) De companhia aberta ou assemelhada com sede no exterior, negociado no Brasil.
d) Proveniente exclusivamente do mercado primário no Brasil, negociado no exterior.
179. Commercial papers ou notas promissórias são títulos que:
a) Possibilitam captação de recursos com a finalidade de capital de giro.
b) Possibilitam captação de recursos para financiar investimentos de longo prazo.
c) Necessitam de prazo mínimo de emissão de até 360 dias.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 131
d) Necessitam de intervenção de um agente fiduciário.
180. O exercício da opção de venda (put) depende:
a) Da vontade do titular.
b) Da vontade do lançador.
c) De comum acordo entre lançador e titular.
d) Da decisão de uma câmara de arbitragem.
181. O exercício da opção de compra (call) depende:
a) Da vontade do titular.
b) Da vontade do lançador.
c) De comum acordo entre lançador e titular.
d) Da decisão de uma câmara de arbitragem.
182. É o responsável pelo pagamento do prêmio em uma opção de compra (call):
a) Titular da opção.
b) Lançador da opção.
c) Bolsa de valores.
d) Vendedor da opção.
183. É o responsável pelo pagamento do prêmio em uma opção de venda (put):
a) Titular da opção.
b) Lançador da opção.
c) Bolsa de valores.
d) Vendedor da opção.
184. Um investidor institucional, ao efetuar uma operação de swap trocando a remuneração dos
ativos de sua carteira de taxa prefixada para taxa pós-fixada, tem como objetivo:
a) Aproximar a rentabilidade à taxa básica de juros.
b) Realizar uma operação de descasamento.
c) Eliminar o risco de inflação.
d) Prefixar a taxa de retorno da carteira.
185. Pode-se afirmar que uma opção de compra (call) está in the money (ITM) quando o preço
do ativo-objeto no mercado é:
a) Maior que o preço de exercício.
b) Menor que o preço de exercício.
c) Maior que o preço a termo.
d) Menor que o preço a termo.
186. Pode-se afirmar que uma opção de compra (call) está out of the money (OTM) quando o
preço do ativo-objeto no mercado é:
a) Maior que o preço de exercício.
b) Menor que o preço de exercício.
c) Maior que o preço a termo.
d) Menor que o preço a termo.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 132
187. Pode-se afirmar que uma opção de venda (put) está ITM quando o preço do ativo-objeto no
mercado é:
a) Maior que o preço de exercício.
b) Menor que o preço de exercício.
c) Maior que o preço a termo.
d) Menor que o preço a termo.
188. Pode-se afirmar que uma opção de venda (put) está OTM quando o preço do ativo-objeto no
mercado é:
a) Maior que o preço de exercício.
b) Menor que o preço de exercício.
c) Maior que o preço a termo.
d) Menor que o preço a termo.
189. O investidor X celebra contrato de carteira administrada com a corretora Y. Ao desempenhar
essa atividade, a corretora Y resolve adquirir, para a referida carteira, ações de uma
determinada companhia, cuja emissão pública tenha coordenado. Essa situação:
a) É potencialmente de conflito de interesses.
b) É impossível de ocorrer, tendo em vista o Chinese wall do banco X.
c) Não é potencialmente de conflito de interesses.
d) Não ocorre, pois jamais uma corretora coordena uma emissão primária.
190. A expressão “uma ação, um voto” está relacionado a:
a) Ações preferenciais.
b) Ações nominais.
c) Ações escriturais.
d) Ações ordinárias.
191. A liquidação financeira na compra em venda de ações acontece em:
a) D + 0.
b) D + 1.
c) D + 3.
d) D + 4.
192. A remuneração paga por uma letra financeira do Tesouro é:
a) Selic.
b) IGP-M.
c) IPCA.
d) Prefixado.
193. Quanto ao prazo máximo de emissão de uma nota promissória:
a) Pode ser emitida sem prazo máximo.
b) 30 dias para S.A. fechadas e 180 dias para S.A. abertas.
c) 180 dias para S.A. fechadas e 360 dias para S.A. abertas.
d) 360 dias para S.A. fechadas e 180 dias para S.A. abertas.
194. As letras hipotecárias (LHs) caracterizam-se por apresentar:
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 133
a) Prazo mínimo de 30 dias para aplicação.
b) Garantia real.
c) Tributação de IR para pessoa física de 22,5% a 15%.
d) Prazo máximo de 360 dias.
195. As operações feitas no mercado futuro possuem:
a) Ajuste diário.
b) Pagamento de prêmio.
c) Contratos sem padrões.
d) São garantidas pelo fundo garantidor de crédito.
196. Uma empresa tomou emprestado US$ 1 milhão. Para se proteger de possíveis oscilações da
moeda estrangeira, a alternativa é:
a) Comprar uma opção de compra de dólar.
b) Vender uma opção de compra de dólar.
c) Comprar uma opção de venda de dólar.
d) Vender uma opção de venda de dólar.
197. Em um contrato de mercado futuro, o preço de ajuste em D + 1 é menor que o preço de
ajuste em D + 0. Assim podemos concluir que:
a) Quem estiver comprado receberá um crédito.
b) Quemestiver vendido receberá um crédito.
c) Não possui ajuste diário.
d) Quem estiver vendendo e quem estiver comprado receberão um crédito.
198. Uma instituição financeira que está coordenando o processo de underwriting de uma
emissão de debêntures assume o risco caso não consiga vender todas as debêntures. A essa
operação dá-se o nome de:
a) Block-trade.
b) Garantia firme.
c) Melhores esforços.
d) Risco-zero.
199. Entende-se por ativos de renda variável aqueles cuja a remuneração ou retorno de capital:
a) São corrigidos por taxas pós-fixadas.
b) São remunerados com base em taxas flutuantes.
c) Não podem ser determinados no momento da aplicação.
d) São determinados pela variação da taxa de juros.
200. O segmento de listagem que requer a existência de tag along (extensão do prêmio de
controle) para 100% das ações negociadas na bolsa de valores de São Paulo é o:
a) Tradicional.
b) Novo mercado.
c) Nível 1.
d) Nível 2.
201. É característica das debêntures:
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 134
a) Direito a voto para seus detentores na assembleia geral da companhia.
b) Participação assegurada nos lucros da sociedade emissora.
c) Impossibilidade de conversão em ações.
d) Possibilidade de repactuação dos rendimentos entre as partes, quando prevista na
escritura de emissão.
202. O agente fiduciário dos debenturistas:
a) Não pode ser uma instituição financeira.
b) Tem poderes para modificar as cláusulas e condições da emissão do título.
c) Pode requerer a falência da companhia emissora, no caso de inadimplência e inexistência
de garantias reais.
d) Está impedido de efetuar despesas para proteger direitos ou interesses dos debenturistas,
sem prévia autorização, mesmo em caso de inadimplência.
203. As debêntures:
a) Se destinam ao financiamento de capital de giro.
b) São emitidas pelo prazo máximo de 360 dias.
c) Podem ser emitidas por bancos de investimento.
d) Têm suas garantias, se existirem, especificadas na escritura da emissão.
204. São contratos de ativos derivativos:
a) Termo, securitização e swap.
b) Opções, ações e futuros.
c) Termo, securitização e futuros.
d) Opções, futuros e swap.
205. Um investidor que deseja liquidar uma posição no mercado futuro de dólar deve:
a) Assumir uma posição vendida.
b) Assumir uma posição comprada.
c) Replicar uma posição igual à original.
d) Efetuar uma posição contrária à original.
206. Uma das principais características do mercado futuro é:
a) A existência do risco da contraparte.
b) A possibilidade de alongamento de prazos.
c) A possibilidade de alavancagem de resultados.
d) A não padronização dos contratos.
207. O agente fiduciário dos debenturistas:
a) Representa a comunhão de debenturistas perante a companhia emissora.
b) Representa a companhia emissora perante a CVM.
c) Não pode representar os credores na eventual necessidade de execução dos títulos e das
respectivas garantias.
d) Protege as empresas de capital aberto.
208. Mercado onde existe o ajuste diário é:
a) Mercado futuro.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 135
b) Mercado de opções.
c) Mercado a termo.
d) Mercado à vista.
209. Dizemos que uma opção está at the money (ATM) quando:
a) O seu preço de exercício é próximo do preço do ativo subjacente no mercado à vista.
b) O seu preço de exercício é superior ao preço do ativo subjacente no mercado à vista.
c) O seu preço de exercício é inferior ao preço do ativo subjacente no mercado à vista.
d) Quando o investidor obtém ganho de capital em seu investimento.
210. Caracteriza-se por block trade:
a) Negócio ou leilão envolvendo um grande lote de ações em bolsas de valores.
b) Um grupo de agentes de subscrição que se une para realizar uma operação de
distribuição de títulos e valores mobiliários.
c) União de grandes investidores que tem como objetivo controlar uma empresa.
d) Operação realizada no mercado futuro com o objetivo de buscar proteção para os
investidores.
211. É um título nominativo negociável que confere a seu titular, nas condições constantes do
certificado, direito de subscrever ações do capital social em prazo determinado, a um preço
fixado:
a) Dividendos.
b) Ações.
c) Opção de compra – Call.
d) Direito de subscrição.
212. São exemplos de despesas que podem ser cobradas em operações de compra e venda de
ações:
I. Corretagem.
II. Emolumentos.
III. Taxa de performance.
IV. Taxa de custódia.
a) I e III.
b) I e II.
c) III e IV.
d) II e V.
213. Estratégia pela qual investidores com intenções definidas procuram cobrir-se do risco de
variações de preços desvantajosas para seus propósitos:
a) Split.
b) Garantia firme.
c) Hedge.
d) Inplit.
214. Forma de remuneração ao acionista da empresa, calculada sobre o patrimônio líquido da
empresa e limitada à variação da taxa de juros de longo prazo (TJLP):
a) Dividendos.
b) Bonificação.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 136
c) Inplit.
d) Juros sobre o capital próprio.
215. Em um negócio de opção, quem efetua a venda da opção é chamado de:
a) Lançador, somente se a opção for de compra (call).
b) Titular da opção, somente se a opção for de compra (call).
c) Lançador, independentemente do tipo de opção.
d) Titular da opção, independentemente do tipo de opção.
216. Em uma operação de mercado a termo:
a) Existe a cobrança de prêmio.
b) Há ajuste diário.
c) A data de vencimento dos contratos pode ser antecipada por solicitação do vendedor.
d) A data de vencimento dos contratos pode ser antecipada por solicitação do comprador.
217. São players que atuam no mercado futuro, com EXCEÇÃO dos:
a) Hedgers.
b) Especuladores.
c) Arbitradores.
d) Agente fiduciário.
218. Empresas listadas no segmento de governança coorporativa, conhecido como novo mercado,
deverão manter em circulação uma parcela mínima de ações do seu capital de:
a) 10%.
b) 25%.
c) 50%.
d) 75%.
219. Tipo de opção em que não há depósito, em bolsa ou câmara de compensação, do ativo-
objeto da opção:
a) Opção americana.
b) Opção europeia.
c) Opção coberta.
d) Opção descoberta.
220. Contrato que confere ao titular o direito de, se o desejar, vender ao lançador o ativo-objeto
da opção, a um preço previamente estipulado, somente na data de vencimento:
a) Opção de compra (call) – Europeia.
b) Opção de compra (call) – Americana.
c) Opção de venda (put) – Europeia.
d) Opção de venda (put) – Americana.
261. A tarefa de “exercer o controle do crédito” compete ao:
a) Banco do Brasil.
b) Conselho Monetário Nacional (CMN).
c) CVM.
d) Bacen.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 137
262. Compete à CVM:
a) Estimular os investimentos em CDB.
b) Estimular os investimentos no mercado acionário.
c) Proteger as empresas de capital aberto.
d) Executar a política monetária.
263. O CMN é composto de:
a) Ministro da Fazenda, Ministro da Justiça e Presidente do Bacen.
b) Ministro da Justiça, Ministro do Planejamento e Presidente do Bacen.
c) Ministro da Fazenda, Ministro da Justiça e Ministro do Planejamento.
d) Ministro da Fazenda, Ministro do Planejamento e Presidente do Bacen.
264. Um investidor comprou uma opção de compra (call). A liquidação e a custódia dessa opção
serão realizadas pela:
a) CBLC.
b) Cetip.
c) Selic.
d) Bolsa de valores.
265. Um investidor não residente é:
a) Pessoas física, jurídica e fundos de investimentos, com sede no Brasil e investimentos no
exterior.
b) Pessoas física, jurídica e fundos de investimentos, com sede no exterior e investimento no
Brasil.
c) Qualquer investidor que tenha recursos aplicados no exterior.
d) Aquele investidor que não possui residência fixa.
266. O cargo de presidente do CMN é ocupado:
a) Pelo Ministro do Planejamento.b) Pelo Presidente da República.
c) Pelo Presidente do Bacen.
d) Pelo Ministro da Fazenda.
267. É o órgão executor das diretrizes e normas do CMN e supervisor das instituição financeiras:
a) CMN.
b) Bacen.
c) Banco do Brasil.
d) CVM.
268. São valores mobiliários regulamentados pela CVM:
a) Ações e NTN-B.
b) Debêntures e CDB.
c) Ações e opções de ações.
d) LHs e LTNs.
269. São considerados investidores qualificados, segundo critérios da CVM, as pessoas físicas e
jurídicas que atestem possuir investimentos financeiros superiores a:
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 138
a) R$ 250 mil.
b) R$ 300 mil.
c) R$ 500 mil.
d) R$ 600 mil.
270. De acordo com a CVM, uma entidade fechada de previdência privada é classificada como:
a) Sociedade seguradora.
b) Investidor qualificado.
c) Instituição financeira.
d) Investidor não residente.
271. A existência do selo Anbid na capa do prospecto de um fundo de investimento indica que:
a) Aquele fundo segue as disposições do Código de Autorregulamentação da Anbid,
independentemente das normas da CVM.
b) A Anbid aprovou a divulgação do prospecto e recomenda a aplicação nesse fundo.
c) A Anbid garante a veracidade das informações prestadas pelo administrador a respeito do
fundo.
d) O prospecto foi elaborado de acordo com as disposições do Código de Autorregulação da
Anbid e as normas da CVM.
272. Segundo o Código de Autorregulação para Ofertas Públicas de Títulos e Valores Mobiliários, o
prospecto NÃO deve conter a descrição:
a) Dos negócios da emissora ou do ofertante com os coordenadores da oferta pública.
b) Detalhada dos processos judiciais e administrativos relevantes envolvendo a emissora ou
o ofertante.
c) Dos negócios com empresas ou pessoas relacionadas com a emissora ou ofertante.
d) Abrandada dos fatores de risco que possam afetar a decisão de investimento.
273. A instituição financeira intermediária de uma oferta pública de valores mobiliários que
recebeu da empresa emissora a opção de distribuição de lote suplementar deve:
a) Informar à CVM, no pedido de registro, a quantidade exata que será exercida por meio da
opção.
b) Ajustar o preço dos títulos ofertados adicionalmente conforme a demanda verificada.
c) Proporcionar acesso aos investidores aos lotes suplementares de ações, na mesma
proporção de sua aquisição original.
d) Respeitar o montante predeterminado no prospecto, que não poderá ultrapassar 15% da
quantidade inicialmente ofertada.
274. São atribuições do CMN:
a) Exercer a fiscalização das instituições financeiras e aplicar as penalidades previstas.
b) Disciplinar e fiscalizar privativamente o mercado de futuros, opções e notas comerciais do
País.
c) Efetuar, como instrumento da política monetária, as operações de compra e venda de
títulos públicos federais.
d) Fixar as diretrizes e normas da política monetária e cambial do País.
275. Compete privativamente ao Bacen:
a) Aprovar os orçamentos monetários de moeda e crédito.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 139
b) Fixar as diretrizes e as normas da política cambial.
c) Fiscalizar as instituições financeiras.
d) Emitir títulos públicos.
276. Considere as seguintes atribuições:
I. Realizar as operações de compra e venda de ações na bolsa de valores.
II. Estruturar operações de debêntures.
III. Conceder financiamento imobiliário.
Com relação às corretoras de títulos e valores mobiliários, está correto o que se afirma
APENAS em:
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) II e III.
277. De acordo com a CVM, a companhia seguradora é classificada como:
a) Associação civil sem fins lucrativos.
b) Investidor qualificado.
c) Empresa pública.
d) Instituição normativa.
278. São considerados investidores não residentes os seguintes agentes econômicos que possuam
residência, sede ou domicílio no exterior:
I. Pessoas físicas.
II. Pessoas jurídicas.
III. Fundos e outras entidades de investimento coletivo.
a) I apenas.
b) I e II apenas.
c) I, II e III.
d) II e III apenas.
279. A quem compete receber depósitos compulsórios:
a) Banco do Brasil.
b) CVM.
c) Copom.
d) Bacen.
280. Compete ao Conselho de Valores Mobiliários:
a) Proteger as empresas S.A. de capital aberto
b) Fixar limites de comissões e emolumentos.
c) Fiscalizar os bancos.
d) Realizar operações de redesconto.
281. Uma sociedade de crédito imobiliário, uma financeira e banco de investimento se unirão
formando um banco múltiplo. Esse banco deverá:
a) Operar com um único CNPJ e publicar um balanço para cada carteira.
b) Operar com um CNPJ para cada carteira, mas podendo publicar um único balanço.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 140
c) Operar com um único CNPJ, mas podendo publicar um único balanço.
d) Operar com um CNPJ para cada carteira, devendo publicar um balanço para cada carteira.
282. É permitido às corretoras de títulos e valores mobiliários:
a) Intermediar operações de câmbio.
b) Fiscalizar fundos de investimento.
c) Criar moeda por meio do efeito multiplicador de crédito.
d) Cobrar a corretagem que lhe convêm.
283. É exemplo de investidor qualificado:
a) Instituição financeira, empresas de grande porte.
b) Instituição financeira, entidades de previdência privada e seguradoras.
c) Todo investidor pessoa física e pessoa jurídica que possui mais de R$ 300 mil.
d) Toda pessoa física que possui mais de R$ 300 mil aplicados.
284. Entende-se por investidor não residente:
a) Somente pessoa física que reside fora do Brasil.
b) Pessoa física ou jurídica que reside fora do Brasil.
c) Pessoas física e jurídica que residem fora do Brasil ou fundo de investimento que for
constituído em outro país.
d) Pessoa física ou jurídica que reside no Brasil.
285. A CVM:
a) Fiscaliza as companhias abertas, enquanto emissoras de valores mobiliários.
b) Autoriza o funcionamento das instituições financeiras.
c) Regula as sociedades por cotas de responsabilidade limitada.
d) Define os fees mínimos e máximos relativos à oxigenação e à distribuição de ofertas
públicas de ações.
286. A operação em que a instituição financeira ou consórcio de instituições se compromete a
subscrever a emissão total de um determinado lote de ações a um preço previamente
pactuado com a emissora, encarregando-se, por sua conta e risco, de colocá-lo no mercado
em meio aos investidores, é:
a) Bookbuilding.
b) Underwriting de garantia firme.
c) Underwriting residual.
d) Underwriting de melhores esforços.
287. Considere as seguintes atribuições:
I. Realizar operações de compra e venda de ações na bolsa de valores.
II.Estruturar operações de debêntures.
III. Conceder financiamento imobiliário.
Com relação às distribuidoras de títulos e valores mobiliários, está correto o que se afirma
APENAS em:
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) II e III.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 141
288. Um banco múltiplo com carteira de arrendamento mercantil e de investimento é autorizado
a:
a) Receber depósito à vista.
b) Administrar fundos de investimento.
c) Executar ordem de seus clientes no pregão das bolsas.
d) Emitir letras de câmbio.
289. Sobre as entidades de previdência complementar fechadas é correto afirmar:
I. Não possuem fins lucrativos.
II. São acessíveis exclusivamente aos empregados de uma só empresa ou de um grupo de
empresas, as quais são denominadas patrocinadoras.
III. Podem cobrar taxa de performance.
IV. Seu funcionamento e sua fiscalização são feitos pela CVM.
a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) II, III e IV.
d) I e II.
290. É exemplo de investidores qualificados:
a) Toda e qualquer pessoa física que possui mais de R$ 300 mil aplicados.
b) Toda e qualquer pessoa jurídica que possui mais de R$ 300 mil aplicados.
c) Bancos em geral.
d) Factoring.294. No processo de lavagem de dinheiro, a fase em que o recurso volta para a economia com
aparência de dinheiro limpo é chamada de:
a) Integração.
b) Ocultação.
c) Colocação.
d) Absorção.
295. Um cliente solicita uma transferência de R$ 1 milhão para uma conta de terceiros e liquida
a operação em espécie. O banco:
a) Informa imediatamente ao Bacen por meio do Sisbacen.
b) Solicita autorização ao Bacen.
c) Informa a transferência à comissão interna do banco somente.
d) Não é obrigado a informar ao Bacen por se tratar de transferência eletrônica.
302. A implantação e implementação de uma estrutura efetiva de controles internos, mediante a
definição de atividades de controle para todos os níveis de negócios da instituição financeira, são
de responsabilidade:
a) Do Bacen.
b) Do conselho fiscal da instituição financeira.
c) Da diretoria da instituição financeira.
d) Dos gerentes financeiros da instituição financeira.
303. Uma instituição financeira, quando percebe a ocorrência de uma transação com valor
incompatível à renda declarada, deve:
a) Convidar o cliente a mudar de instituição.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 142
b) Cancelar a transação imediatamente.
c) Tratar a atividade como suspeita de crime de lavagem de dinheiro.
d) Aconselhar o cliente a fazer várias operações de valores menores que não configurem tal
atividade.
304. Um funcionário do banco X percebe que um dos seus clientes efetua depósitos de grandes
quantias mediante a utilização de meios eletrônicos, evitando sempre o contato direto com o
pessoal do banco. Nesse caso, o funcionário do banco X deve comunicar o fato:
a) Ao Ministério Público Estadual, tendo em vista a existência de forte indício de crime de
lavagem de dinheiro.
b) À Receita Federal, tendo em vista o forte indício de sonegação fiscal.
c) Ao Banco Central, mantendo à disposição dessa autarquia os dados referentes a tipo e
valor da operação, sendo vedado ao banco X disponibilizar informações pessoais do cliente por
questão de sigilo.
d) Ao Banco Central, mantendo à disposição dessa autarquia, no mínimo, os dados referentes
a tipo, valor, data da operação e número do CPF ou do CNPJ do cliente.
305. O Sr. X, envolvido em atividades de compra e venda de narcóticos, troca em uma casa de
câmbio as notas de baixo valor que recebeu, resultado de sua atividade ilícita, por dólares. A
atitude do Sr. X caracteriza a seguinte etapa do procedimento de crime de lavagem de dinheiro:
a) Integração.
b) Ocultação.
c) Cobertura.
d) Preparação.
323. São de responsabilidade da diretoria da instituição:
I. A implantação e a implementação de uma estrutura de controles internos efetiva mediante a
definição de atividades de controle para todos os níveis de negócios da instituição.
II. O estabelecimento dos objetivos e procedimentos pertinentes a estes.
III. Comunicar ao Bacen toda e qualquer operação suspeita por meio do sistema Sisbacen.
a) I e II.
b) Somente I.
c) I e III.
d) II e III.
324. São exemplos de crimes antecedentes de lavagem de dinheiro, com EXCEÇÃO de:
a) Crime contra o Sistema Financeiro Nacional.
b) Tráfico ilícito de substâncias entorpecentes ou drogas afins.
c) Extorsão mediante sequestro.
d) Sonegação fiscal.
325. Estão sujeitas à fiscalização e ao combate de lavagem de dinheiro as entidades a seguir,
com EXCEÇÃO de:
a) As seguradoras, as corretoras de seguros e as entidades de previdência complementar ou
de capitalização.
b) As empresas de arrendamento mercantil (leasing) e as de fomento comercial (factoring).
c) As pessoas físicas ou jurídicas que comercializem joias, pedras e metais preciosos, objetos
de arte e antiguidades.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 143
d) Agências dos correios.
326. Órgão criado com a finalidade de disciplinar, aplicar penas administrativas, receber,
examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas previstas na lei de combate à
lavagem de dinheiro, sem prejuízo da competência de outros órgãos e entidades:
a) CMN.
b) CVM.
c) Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).
d) Polícia Federal.
144
GABARITO COMENTADO
41. d) Títulos de renda fixa públicos emitidos pelo Tesouro nacional e títulos privados de baixo
risco de crédito.
Os fundos classificados como “referenciados” devem conter expressamente em sua
denominação o seu indicador de desempenho. A ideia é que o investidor, ao ver o nome do
fundo, não tenha dúvida com relação à sua política de investimentos, que é buscar
acompanhar determinado índice em termos de performance.
Obrigação dos fundos referenciados: ter 80%, no mínimo, de seu patrimônio líquido
representado, isolada ou cumulativamente, por:
• títulos de emissão do Tesouro nacional e/ou do Bacen;
• títulos e valores mobiliários de renda fixa cujo emissor esteja classificado na categoria
baixo risco de crédito ou equivalente, com certificação por agência de classificação de
risco localizada no País;
• estipular que 95%, no mínimo, da carteira seja composta de ativos financeiros de forma a
acompanhar, direta ou indiretamente, a variação do indicador de desempenho
(benchmark) escolhido;
• restringir a respectiva atuação nos mercados de derivativos e a realização de operações
com o objetivo de proteger posições detidas à vista, até o limite destas.
42. b) Contratando uma prestação de serviço.
Fundos de investimento é uma prestação de serviços em que o lucro do administrador vem
principalmente de uma taxa cobrada sobre o patrimônio líquido (taxa de administração). O
dinheiro captado em fundos de investimento pode ser emprestado diretamente pela
instituição financeira.
43. b) Renda fixa.
Os fundos de renda fixa investem, no mínimo, 80% de seu patrimônio líquido em ativos de
renda fixa expostos à variação da taxa de juros doméstica ou a um índice de preços, ou
ambos.
Sua carteira é composta de títulos que rendem uma taxa previamente acordada. Esses
fundos se beneficiam em um cenário de queda de juros, mas têm risco de taxa de juros e,
eventualmente, crédito.
44. d) Cambial.
Os fundos de investimento classificados como cambiais investem, no mínimo, 80% de seu
patrimônio líquido em ativos que busquem acompanhar a variação de preços de moedas
estrangeiras.
45. c) Permite conhecer o número de cotas adquiridas.
Cota de abertura (D + 0) é aquela já conhecida no início do dia. O seu cálculo é feito com
base no valor do patrimônio líquido do fundo no dia anterior. A cota de abertura é permitida
apenas para os fundos de curto prazo, referenciados e renda fixa não longo prazo (segundo
a classificação CVM), sendo indicada apenas para fundos pouco voláteis, como os fundos DI.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 145
A cota de abertura apresenta a vantagem de permitir que o investidor planeje de forma
melhor as suas movimentações, pois já se sabe o valor da cota no início do dia.
46. c) Após a cobrança da taxa de administração e de outras despesas.
A taxa de performance é um percentual cobrado do cotista quando a rentabilidade do fundo
supera a de um indicador de referência. Nem todos os fundos podem cobrar taxa de
performance.
A cobrança da taxa de performance deve atender aos seguintes critérios:
• vinculação a um parâmetro de referência compatível com a política de investimento do
fundo e com os títulos que efetivamente a componham;
• vedação da vinculação da taxa de performance a percentuais inferiores a 100% do
parâmetro de referência;
• cobrança por período, no mínimo, semestral;
• cobrança após a dedução de todas as despesas, inclusive da taxa de administração.
O fato de um fundo apresentar rentabilidade superior ao benchmark não justifica
necessariamente a cobrança de taxa de performance, pois o período mínimopara cobrança é
de 6 meses.
47. c) Taxa de custódia.
Atenção para a questão que pergunta qual das taxas que NÃO pode ser cobrada. Em fundos
de investimento, veta-se a possibilidade de cobrança de taxa de custódia.
48. d) Alguns fundos passivos podem aplicar em derivativos, desde que seja para fazer hedge e
esteja informado no prospecto.
Nem todos os fundos podem aplicar em derivativos. Mesmo alguns fundos de renda fixa, que
são classificados como de baixo risco, estão autorizados a aplicar no mercado de derivativos,
desde que seja com o objetivo de proteger a carteira (fazer hedge).
49. c) Entidades abertas e fechadas de previdência complementar.
Os fundos classificados como “exclusivos” são aqueles constituídos para receber aplicações
exclusivamente de um único cotista. Somente investidores qualificados podem ser cotistas de
fundos exclusivos.
Entre as alternativas, somente as entidades abertas e fechadas de previdência complementar
são exemplos de investidor qualificado.
Veja o comentário da questão 97.
50. d) Fundos exclusivos.
Por terem um único cotista, esses fundos não possuem a obrigatoriedade de fazer a
marcação a mercado, pelo fato de não sofrerem com a possibilidade de transferência de
riquezas entre cotistas.
Veja o comentário da questão 127.
51. d) Custodiante.
O custodiante é responsável pela “guarda” dos ativos do fundo. Responde pelos dados e
envio de informações dos fundos para os gestores e administradores. É responsável também
pela “marcação a mercado” dos ativos da carteira.
Veja o comentário da questão 127.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 146
52. c) Uma vez por ano.
Todo fundo deve contratar um auditor independente que audite as contas do fundo pelo
menos uma vez por ano.
53. a) Fundo indexado.
Fundos indexados são sinônimos de fundos passivos.
Veja o comentário da questão 72.
54. b) R$ 25 mil.
Os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC) devem ter, no mínimo, 50% de seu
patrimônio em direitos creditórios.
O valor mínimo para aplicação deve ser de R$ 25 mil.
55. c) Mais que 50% em títulos privados.
Segundo a norma de concentração de créditos privados, o fundo de investimento que
realizar aplicações em quaisquer ativos ou modalidades operacionais de responsabilidade de
pessoas físicas ou jurídicas de direito privado ou de emissores públicos outros que não a
União Federal, que, em seu conjunto, exceda o percentual de 50% de seu patrimônio
líquido, deverá constar em sua denominação a expressão “crédito privado”.
56. c) Aqueles constituídos fora do território brasileiro, mas que aplicam em ativos dentro do
país.
É considerado fundo off-shore aquele constituído fora do território brasileiro, mas que aplica
em ativos dentro do país.
57. b) Stock picking.
Stock picking: aposta em ações com maior potencial de retorno. Essa aposta se dá,
geralmente, em relação às ações que fazem parte do benchmark. Por exemplo, se a
Petrobras representa 15% da carteira do Ibovespa e o administrador acredita que seja uma
boa alternativa de investimento, poderá comprar 25% para a carteira do fundo. Se o
administrador estiver correto, esses 10% extras ajudarão a ultrapassar o benchmark.
58. a) Market timing.
Market timing: alguns fundos de ações permitem o aumento ou diminuição da exposição à
bolsa. Esse movimento, quando acertado, é um poderoso instrumento para bater o
benchmark. Assim, se o gestor avaliar que a bolsa tem perspectivas ruins, poderá expor o
fundo em, por exemplo, 70% do seu patrimônio líquido à variação da bolsa.
59. b) Administrador
O administrador é o responsável pelo funcionamento do fundo. Controla todos os
prestadores de serviço e defende os interesses dos cotistas.
60. b) Pela cota.
As cotas do fundo correspondem a frações ideais de seu patrimônio, sendo sempre
escriturais e nominativas. A cota, portanto, é a menor fração do patrimônio líquido do fundo.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 147
61. c) Gestor.
O gestor de um fundo de investimento é o responsável pela compra e venda dos ativos do
fundo (gestão) segundo a política de investimento estabelecida em regulamento.
62. c) Gestor.
Como é de responsabilidade do gestor selecionar os ativos que compõem a carteira do
fundo, são dele os méritos e também deméritos dos resultados obtidos pelo fundo.
63. b) Distribuidor.
O distribuidor de um fundo de investimento é o responsável pela venda das cotas do fundo.
É ele quem tem contato direto com o cotista do fundo.
64. a) Valor da cota do fundo diariamente.
A taxa de administração de um fundo de investimento é a principal remuneração do
administrador do fundo. É um percentual pago pelos cotistas de um fundo para remunerar
todos os prestadores de serviço.
É uma taxa expressa ao ano calculada e deduzida diariamente do patrimônio líquido do
fundo, alterando, assim, o valor da cota.
Mesmo em caso de rentabilidade negativa, o fundo poderá cobrar taxa de administração.
65. a) Aplicações e resgates a qualquer momento.
Os fundos abertos permitem aos cotistas solicitar o resgate de suas cotas a qualquer tempo.
O número de cotas do fundo é variável, ou seja, quando um cotista aplica, novas cotas são
geradas e o administrador compra ativos para o fundo; quando um cotista resgata, suas
cotas desaparecem, e o administrador é obrigado a vender ativos para pagar o resgate.
Por esse motivo, os fundos abertos são recomendados para abrigar ativos com liquidez mais
alta.
66. d) Acompanhar seu benchmark.
Os fundos referenciados, por aplicarem, no mínimo, 95% dos ativos de sua carteira em
ativos que acompanhem de forma direta ou indireta seu índice de referência, serão sempre
exemplos de fundos passivos, ou seja, com o objetivo de acompanhar o seu benchmark.
67. d) Dividindo o patrimônio líquido do fundo pelo número de cotas emitidas pelo fundo.
O valor da cota de um fundo de investimento é obtido após a divisão do patrimônio líquido
(patrimônio bruto descontadas taxas e despesas) pelo número de cotas emitidas pelo fundo.
Não confunda número de cotas com número de cotista. Cotista é o nome daquele que
adquire cotas de um fundo de investimento e a cota representa uma fração do patrimônio
líquido do fundo.
68. c) Administrador ou cotista ou grupo de cotistas que detenham, no mínimo, 5% do total de
cotas emitidas.
Assembleias extraordinárias de um fundo de investimento podem ser convocadas pelo
administrador do fundo ou por um cotista ou grupo de cotistas, desde que estes possuam,
no mínimo, um total de 5% das cotas emitidas pelo fundo.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 148
69. d) Respeitar as regras estabelecidas em regulamento.
O gestor jamais poderá exceder as regras do fundo de investimento estabelecidas no
regulamento e no prospecto.
Fundos de investimento são aplicações pós-fixadas e, por isso, não é possível predeterminar
sua rentabilidade.
Veja o comentário da questão 61.
70. c) Mercado dos ativos do fundo, menos despesas, mais receitas, dividido pelo número de
cotas.
Para o cálculo da cota, utiliza-se o valor do patrimônio líquido atual do fundo cujos ativos
estão marcados a mercado com seus respectivos valores de mercado.
O IR não afeta o valor da cota, e, sim, a quantidade de cotas do cotista.
Veja o comentário da questão 67.
71. c) Das ações mais negociadas na Bovespa.
O IBrX, assim como o Ibovespa, é um índice composto das ações de mais liquidez da bolsa
de valores.
Um fundo indexado possui os mesmos objetivos dos fundos passivos, qual seja, acompanhar
o seu benchmark.
Veja o comentário da questão 72.
72. d) Replicar o benchmark estabelecido no regulamento.
Os fundos passivos, também chamados de fundos indexados, são aqueles que buscam
acompanhar um determinado benchmark e, por essa razão,seus gestores têm menos
liberdade na seleção de ativos.
Os fundos referenciados, por aplicarem, no mínimo, 95% de sua carteira em ativos que
acompanhem o seu índice de referência, são exemplos de fundos passivos.
73. c) Incorreta, pois fundos referenciados DI podem utilizar derivativos para proteção da
carteira.
As informações contidas no prospecto de um fundo de investimento são sempre verdadeiras,
desde que esse prospecto seja autorizado pela CVM. Entre a informação contida no
prospecto de um fundo e as informações prestadas pelo gerente da conta, certamente que
se esse prospecto foi elaborado de acordo com as instruções da CVM e o Código de
Autorregulação da Anbid, estará correto e o gerente que desmente, incorreto.
Veja o comentário da questão 41.
74. b) Próximo à do CDI.
Veja os comentários das questões 41 e 72.
75. b) Referenciados.
Não confundir com os fundos de renda fixa. A dica está no trecho da questão que diz:
“conter em sua denominação o indicador de desempenho”, caracterizando, assim, um fundo
referenciado.
Veja o comentário da questão 41.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 149
76. c) Deverá ser informado que o tipo de fundo não possui fundo garantidor de crédito (FGC) e
qualquer fundo possui risco, por mais conservador que seja.
Fundos de investimento não contam com a garantia do administrador.
Fundos de investimento não contam com a garantia do FGC.
Rentabilidade passada não é sinônimo nem garantia de rentabilidade futura.
Todos os fundos de investimento possuem risco, em diferente proporções, mas o risco está
presente até mesmo nos fundos de renda fixa classificados como curto prazo.
77. d) Dos cotistas.
O administrador deve agir para defender os interesse dos cotistas, que são os proprietários
do fundo de investimento.
78. a) Pelos cotistas do fundo.
Um fundo é considerado alavancado sempre que existir possibilidade (diferente de zero) de
perda superior ao patrimônio do fundo, desconsiderando-se casos de default nos ativos do
fundo.
Como o fundo é classificado com fundo alavancado, a responsabilidade por perdas adicionais
no patrimônio líquido é do cotista, sendo, nesse caso, do cotista a responsabilidade de fazer
aportes adicionais.
79. b) Escolher empresas de auditoria e custódia.
A taxa de administração de um fundo de investimento poderá sofrer redução sem ser
necessária a convocação de assembleia, mas um aumento só poderá ser efetuado com
aprovação em assembleia.
A política de investimento de um fundo não pode ser alterada sem o consenso dos cotistas
mediante assembleia.
A responsabilidade de contratar todos os prestadores de serviços do fundo é do
administrador do fundo. A empresa de auditoria deverá ser uma empresa autorizada pela
CVM.
80. d) Fechados captam recursos apenas por um período e as cotas só podem ser resgatadas
quando de sua liquidação ou ao término do prazo previsto de duração.
O cotista só pode resgatar suas cotas ao término do prazo de duração do fundo ou em razão
de sua eventual liquidação. Ainda há possibilidade de resgate dessas cotas caso haja
deliberação nesse sentido por parte da assembleia geral dos cotistas ou haja essa previsão
no regulamento do fundo.
Esses fundos têm um prazo de vida predefinido e o cotista, somente, recebe sua aplicação
de volta após haver decorrido esse prazo, quando, então, o fundo é liquidado. Se o cotista
quiser seus recursos antes, ele deverá vender suas cotas para algum outro investidor
interessado em ingressar no fundo.
81. d) 100%.
Cuidado com essa questão. A política de investimento dos fundos define apenas limites
mínimos que cada fundo deverá aplicar em um determinado segmento.
Nessa questão, a pergunta refere-se ao percentual MÁXIMO que um fundo de renda fixa
poderá aplicar em títulos públicos federais e, para isso, não há restrição.
Veja o comentário da questão 43.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 150
82. d) 100%.
Os fundos de ações devem investir, no mínimo, 67% do seu patrimônio líquido em ações
negociadas no mercado à vista de bolsa de valores.
Caso seja de interesse do fundo, poderá investir todo o patrimônio em ações.
Veja o comentário da questão 81.
83. a) Operações que visem a proporcionar rentabilidade mais próxima possível do benchmark.
Veja o comentário da questão 71.
84. d) Correta. A LFT pode variar de preço.
As LFTs possuem valor nominal pós-fixado, dado pela variação da taxa Selic acumulada
desde a data-base até a data de vencimento do título. A data-base é uma data estabelecida
pela STN, constante no edital da venda do título, e costuma ser anterior à data de emissão
do título. Na data-base, o valor nominal do título é de R$ 1 mil.
As LFTs podem ser emitidas ao preço par, com ágio ou deságio sobre o VNA. Quando a LFT
é vendida com deságio, ou seja, a uma cotação inferior a 100% do VNA, isso representa um
rendimento efetivo acima da variação acumulada da taxa Selic até o vencimento; ao
contrário, quando o título é vendido com ágio, isto é, a uma cotação superior a 100% do
VNA, isso representa um rendimento efetivo inferior à variação acumulada da taxa Selic até
o vencimento. Finalmente, se o título é vendido a 100% do VNA, então sua rentabilidade
efetiva será exatamente a variação acumulada da taxa Selic.
85. d) 1 exclusivamente.
Somente o fundo 1 possui mais de 67% da carteira aplicada em ações. Assim, somente esse
fundo pode ser classificado como fundo de ações.
Veja o comentário da questão 82.
86. d) De renda fixa.
Veja o comentário da questão 43
87. b) Metodologia utilizada para o cálculo e limitação da cobrança de taxa de performance de
um fundo, considerando-se seu benchmark.
A linha-d’água é o limite obedecido por um fundo de investimento para cobrança de taxa de
performance. Sempre que é ultrapassada, ou seja, quando a rentabilidade do fundo supera o
benchmark¸ poderá haver cobrança de taxa de performance.
Veja o comentário da questão 46.
88. d) Errada, pois fundos referenciados podem investir em derivativos, desde que seja para
fazer hedge.
Veja os comentários das questões 41 e 73.
89. d) 50%.
Veja o comentário da questão 54.
90. b) 6 meses.
A CVM exige que os fundos de investimento respeitem o limite mínimo de 6 meses para
divulgar suas rentabilidades.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 151
A Anbid aconselha o investidor, ao decidir aplicar em um fundo de investimento, a considerar
a rentabilidade auferida por esse fundo nos últimos 12 meses como referência.
91. a) Metodologia utilizada para cobrança de taxa de performance considerando um
benchmark.
Veja os comentários das questões 46 e 87.
92. b) 5% das cotas emitidas pelo fundo.
Veja o comentário da questão 68.
93. c) Pode ser reduzida, sem ser necessária a convocação de assembleia.
Veja o comentário da questão 79.
94. b) 10 dias de antecedência.
A convocação da assembleia geral deve ser feita por correspondência encaminhada a cada
cotista, com pelo menos 10 dias de antecedência em relação à data de realização.
A presença da totalidade dos cotistas supre a falta de convocação.
95. c) Negociar suas cotas no mercado secundário.
Veja o comentário da questão 80.
96. d) Fundo restrito.
Os fundos classificados como “restritos” são constituídos para receber investimentos de um
grupo restrito de cotistas, normalmente os membros de uma única família, ou empresas de
um mesmo grupo econômico.
97. b) Financeiras.
Somente investidores qualificados podem constituir fundos exclusivos.
Investidores qualificados são aqueles que, segundo o órgão regulador, têm mais condições
do que o investidor comum de entender o mercado financeiro.
São considerados investidores qualificados:
• instituições financeiras;
• companhias seguradoras e sociedades de capitalização;
•entidades abertas e fechadas de previdência complementar;
• pessoas físicas ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$
300 mil e, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor qualificado
mediante termo próprio;
• administradores de carteira e consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM em
relação a seus recursos próprios.
98. c) Possibilidade de ter uma taxa de administração reduzida.
A tributação para fundos exclusivos segue a mesma legislação dos demais fundos, ou seja,
não possui benefício fiscal.
Pelo fato de esses fundos serem constituídos por um único cotista, oferecem menor trabalho
ao administrador, podendo, assim, reduzir a taxa de administração para esse fundo.
Veja os comentários das questões 49 e 50.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 152
99. d) Fundos de curto prazo.
O índice oficial de inflação do Brasil, adotado pelo CMN, é o IPCA, enquanto o Copom define
a taxa de juros Selic Meta, com o objetivo de cumprir sua meta de inflação.
Veja o comentário da questão 45.
100. b) 375 dias.
São fundos que têm por objetivo proporcionar a menor volatilidade possível entre os fundos
disponíveis no mercado brasileiro.
Os fundos classificados como “curto prazo” deverão aplicar seus recursos exclusivamente em
títulos públicos federais prefixados ou indexados à taxa Selic, ou títulos indexados a índices
de preços, com prazo máximo a decorrer de 375 dias, e o prazo médio da carteira do fundo
deve ser inferior a 60 dias, sendo permitida a utilização de derivativos somente para
proteção da carteira e a realização de operações compromissadas lastreadas em títulos
públicos federais.
101. c) Podem operar no mercado de derivativo, desde que seja para proteger a carteira (hedge).
Veja o comentário da questão 41.
102. d) Renda fixa.
Veja o comentário da questão 43
103. c) Cambial.
Veja o comentário da questão 44.
104. b) Podem cobrar taxa de performance.
Os fundos cambiais estão autorizados a cobrar taxa de performance. Para isso, deverão
especificar a cobrança no prospecto do fundo de investimento.
Esses fundos, assim como os demais, não contam com espécie alguma de garantia, muito
menos das reservas internacionais.
As aplicações, assim como os resgates, são feitas em moeda local, no caso em Reais.
105. c) Split.
A operação de split consiste em um desdobramento de ações. Trata-se de um aumento da
quantidade de ações de uma empresa, sem provocar alteração no capital social dela e dos
investidores, com o objetivo de aumentar a liquidez. Nada tem essa operação a ver com
fundos de investimento.
Veja os comentários das questões 57 e 58.
106. a) Stok picking.
Veja o comentário da questão 57.
107. c) Fundos da dívida externa.
Os fundos da dívida externa investem, no mínimo, 80% do seu patrimônio líquido em títulos
do Brasil negociados no mercado internacional.
Forma mais fácil de investir em papéis brasileiros negociados no mercado internacional.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 153
Somente fundos de dívida externa podem adquirir títulos representativos da dívida externa
de responsabilidade da União.
Esses fundos podem cobrar taxa de performance.
108. c) Fundos da dívida externa.
Veja o comentário da questão 107.
109. c) Fundos multimercado.
Os fundos referenciados podem utilizar-se de estratégia de derivativos somente para
proteção e jamais para alavancagem da carteira.
Os fundos de investimento classificados como multimercado podem usar derivativos para
alavancagem e aplicar até 20% de seu patrimônio em ativos no exterior.
Também estão autorizados a cobrar taxa de performance, desde que estabeleçam em seu
prospecto.
110. b) Fundos multimercado.
Os fundos multimercado são exemplos de fundos de investimento em cotas de fundos de
investimento e estão autorizados a investir seus recursos em cotas de outros fundos, sem
particularidades de concentração.
111. c) Fundo de crédito privado.
Veja o comentário da questão 55.
112. d) Fundo de investimento em cotas de fundos de investimento.
O fundo de investimento em cotas de fundos de investimento deverá manter, no mínimo,
95% de seu patrimônio investido em cotas de fundos de investimento de uma mesma classe,
exceto os fundos de investimento em cotas classificados como “multimercado”, que podem
investir em cotas de fundos de classes distintas.
113. a) Manter 95%, no mínimo, de seu patrimônio aplicado em valores mobiliários ou outros
ativos de renda variável autorizados pela CVM, na proporção em que estes integram o índice
de referência.
O fundo é uma comunhão de recursos destinados à aplicação em carteira de títulos e valores
mobiliários que vise a refletir as variações e rentabilidade de um índice de referência, por
prazo indeterminado.
O fundo de investimento classificado como fundo de índice deve manter, no mínimo, 95% de
seu patrimônio aplicado em valores mobiliários ou outros ativos de renda variável
autorizados pela CVM, na proporção em que estes integram o índice de referência, ou em
posições compradas no mercado futuro do índice de referência, de forma a refletir a variação
e rentabilidade de tal índice.
114. b) Aplicam em ativos de dentro do Brasil, apesar de não serem constituídos no Brasil.
Veja o comentário da questão 56.
115. c) Fundo fechado.
Os fundos de investimento imobiliário (FII) destinam-se a desenvolver empreendimentos
imobiliários, como construção de imóveis, aquisição de imóveis prontos ou investimentos em
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 154
projetos que visem a viabilizar o acesso à habitação e aos serviços urbanos, inclusive em
áreas rurais, para posterior alienação, locação ou arrendamento.
Os fundos imobiliários são comercializados na forma de fundos fechados, que podem ter
duração determinada ou indeterminada.
Esses fundos devem distribuir, no mínimo, 95% do lucro auferido, apurados segundo o
regime de caixa.
É vedado ao fundo operar em mercados futuros ou de opções.
116. c) 95%.
Veja o comentário da questão 115.
117. a) Fundo de curto prazo.
Volatilidade é sinônimo de risco. Quanto maior a oscilação no valor da cota, maior será a
volatilidade. Os fundos de investimento classificados como de curto prazo tendem a ter
volatilidade baixa devido à composição da sua carteira.
Veja o comentário da questão 100.
118. b) 20%.
Veja o comentário da questão 109.
119. c) Pode ser cobrada mesmo se o fundo apresentar rentabilidade negativa.
Veja o comentário da questão 64.
120. c) O valor da cota.
Veja o comentário da questão 64.
121. d) Despesas com IR.
O IR é uma despesa do cotista e não do fundo de investimento.
122. c) Por fazer a marcação a mercado dos ativos presentes no fundo.
Veja o comentário da questão 51.
123. a) Resgates de cotas.
Quando o cotista solicitar resgate de suas cotas, o gestor deverá vender ativos da carteira do
fundo para poder honrar esse resgate.
124. d) Balanço anual do administrador do fundo.
Não confunda balanço do fundo de investimento com balanço do administrador do fundo. O
administrador do fundo de investimento, instituição financeira, não é obrigado a enviar seu
balanço aos cotistas dos fundos que administra. A política de informação garante acesso ao
cotista a:
mensalmente: extrato dos investimentos;
anualmente: demonstrativo para IR com os rendimentos obtidos no ano civil, número
de cotas possuídas e o valor da cota.
125. d) Garantia do fundo garantidor de crédito.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 155
Fundos de investimento não contam com nenhum tipo de garantia, nem mesmo do fundo
garantidor de crédito.
Veja o comentário da questão 76.
126. a) Prevenir potenciais conflitos de interesses entre a administração de recursospróprios com
a administração de recursos de terceiros.
Segundo o conceito de Chinese wall, as instituições financeiras devem ter suas atividades de
administração de recursos próprios e recursos de terceiros (fundos) totalmente separadas e
independentes, de forma a prevenir potenciais conflitos de interesses.
127. a) Evitar transferência de riquezas entre cotistas.
A marcação a mercado (MtM) diz que o fundo deve reconhecer todos os dias o valor de
mercado de seus ativos. A marcação a mercado faz com que o valor das cotas de cada fundo
reflita, de forma atualizada, a que preço o administrador dos recursos venderia cada ativo a
cada momento (mesmo que ele o mantenha na carteira), evitando assim a transferência de
riqueza entre os cotistas. Ainda de acordo com a legislação (instrução CVM 409), deve-se
observar os preços do fim do dia, após o fechamento dos mercados. Já para a renda
variável, a legislação determina que se observe o preço médio dos ativos durante o dia.
O único fundo que não é obrigado a fazer a marcação a mercado dos ativos é o fundo
exclusivo, pelo fato de ter apenas um cotista, não existindo a possibilidade de transferência
de riqueza entre cotistas.
128. c) Há chance de se perder mais que o patrimônio líquido do fundo.
Veja o comentário da questão 78.
129. c) Alta aderência ao seu benchmark.
Quanto maior a aderência do fundo ao benchmark, mais próxima são as suas rentabilidades.
Como os fundos referenciados devem investir, no mínimo, 95% do seu patrimônio líquido em
ativos que busquem acompanhar de forma direta ou indireta o seu benchmark, assim terão
sempre alta aderência ao seu indexador.
130. d) Remunerar o administrador pelos serviços prestados.
A taxa de administração é exclusivamente uma remuneração do administrador e dos
prestadores de serviços. Despesas extras como auditoria, extrato e realização de assembleia
são todas do fundo e deverão ser deduzidas do patrimônio do fundo.
Veja o comentário da questão 64.
131. c) Fundos referenciados.
Veja os comentários das questões 41 e 72.
132. c) PTAX.
Como fundos cambiais aplicam seus recursos em ativos atrelados à rentabilidade de moedas
estrangeiras, o benchmark apropriado para esse fundo é o PTAX, que reflete as oscilações
do dólar.
Veja o comentário da questão 44.
133. b) Comparar as rentabilidades.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 156
A análise do desempenho de um fundo com apenas a rentabilidade absoluta é vaga e
dificulta conclusões. Exemplo: ao sermos informados de que um fundo de ações obteve
rentabilidade de 5% em um único mês, isso poderá parecer um bom desempenho.
Mas caso, nesse mesmo período ao qual se refere à rentabilidade desse fundo, o seu
benchmark Ibovespa obteve rentabilidade de 12%, concluíremos que o fundo não teve um
bom desempenho devido à grande diferença de rentabilidade em relação à sua referência,
nesse caso o Ibovespa.
134. a) Deliberação dos cotistas em assembleia.
Quando o cotista adere a um fundo de investimento, ele tem ciência da política de
investimento por meio da leitura do prospecto do fundo. Para essa política ser alterada,
necessitará, obrigatoriamente, de aprovação dos cotistas mediante realização de assembleia.
Veja o comentário da questão 79.
135. a) A está mais aderente ao objetivo do fundo.
Fundos referenciados têm como objetivo dar a mesma rentabilidade do indexador, ou seja,
neste caso, 100% do DI.
Analisando o quadro, notamos que o fundo A se mantém mais próximo a 100% do CDI do
que o fundo B.
Assim concluímos que o fundo A é mais aderente aos objetivos do fundo.
136. c) Distorção na rentabilidade apurada, podendo ocorrer distribuição de renda entre os
cotistas.
Os ativos pertencentes ao fundo de investimento devem ser marcados a mercado pelo preço
de venda, ou seja, pelo preço em que o mercado está disposto a pagar por esse papel.
A marcação pela curva do papel corre o risco de não refletir os preços de mercado devido a
oscilações nas taxas de juros e ter como consequência um valor de cota que não condiz com
a realidade, transferindo assim riqueza entre os cotistas.
Um exemplo desse problema se dá quando o fundo possui títulos prefixados e o governo
decide aumentar as taxas de juros. Nesse caso, a marcação a mercado poderá detectar uma
perda financeira, já que o mercado pode não estar mais disposto a pagar por esse título o
preço anterior quando as taxas de juros eram menores. Esse problema não seria detectado
caso o fundo optasse pela marcação pela “curva do papel”.
Veja o comentário da questão 127.
137. d) Existe a possibilidade de perda superior ao patrimônio líquido
Veja o comentário da questão 78.
138. c) Secundário e primário.
Mercado primário: onde os títulos de valores mobiliários são negociados pela primeira vez.
Os valores das vendas dos ativos no mercado primário geram recursos que vão direto para o
caixa da empresa que está lançando esses títulos.
Mercado secundário: onde ocorre a troca de ativos entre investidores. Esse mercado serve
para dar liquidez a novos lançamentos de títulos da empresa. Em geral, o dinheiro da venda
dos ativos negociados nesse mercado não vai para o caixa da empresa.
139. b) As restrições impostas pela CVM, na composição das carteiras dos fundos cambiais,
impedem maior aderência à desvalorização cambial.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 157
Segundo a CVM, os fundos cambiais devem aplicar, no mínimo, 80% dos seus ativos em
papéis que busquem acompanhar a variação da moeda estrangeira.
Em caso de desvalorização da moeda estrangeira, se o gestor optar em aplicar os outros
20% em títulos de renda fixa que não estejam atrelados ao câmbio, os cotistas perceberão
uma desvalorização inferior no fundo em relação à moeda estrangeira.
140. b) Exclusivos, por solicitação do cotista.
Em razão de os fundos exclusivos terem apenas um único cotista, a transferência de riqueza
entre cotista não é possível. Nesse caso, a marcação a mercado diária é facultativa e cabe ao
cotista, dono do fundo, tomar essa decisão.
148. d) O prazo total dos empréstimos da carteira hipotecária da instituição financeira.
As LHs possuem, em geral, prazo mínimo de 180 dias, e o prazo máximo não poderá ser
superior ao prazo dos créditos hipotecários que lhe servem de garantia. As LHs emitidas com
base em índice de preços devem ter prazo mínimo de 60 meses.
149. d) Ser trocada por ações da companhia emissora em datas determinadas.
As debêntures são os únicos ativos de renda fixa que podem ser conversíveis em ativos de
renda variável, ações.
As informações e condições dessa conversão devem estar claras no prospecto da distribuição
pública desse lançamento.
150. b) A compra e venda de ações pela internet.
O home broker é o serviço oferecido pelas corretoras de valores mobiliários aos seus
clientes, em meio eletrônico, acessível por computador através da internet.
Permite o envio de ordens de compra e venda de ações pela internet e possibilita acesso a
cotações, acompanhamento de carteiras de ações, entre outros recursos.
O cliente utiliza um código de acesso para fazer cumprir suas ordens e consulta.
151. a) Uma corretora de títulos e valores mobiliários.
Veja o comentário da questão 150.
152. a) Emitidas com prazo máximo de 360 dias.
As notas promissórias são emitidas por empresas S.A. com o objetivo de financiar seu capital
de giro, por isso são títulos de curto prazo.
A nota promissória comercial não possui garantia real, por isso é um instrumento para
empresas com bom conceito de crédito.
O prazo mínimo da nota promissória é de 30 dias.
O prazo máximo da nota promissória é de 180 dias para S.A. de capital fechado e 360 dias
para S.A. de capital aberto.
153. d) Notas promissórias.
Veja o comentário da questão 150.
154. d) Dão prioridade ao recebimentode dividendos da empresa.
As ações preferenciais de uma companhia:
• têm preferência no recebimento de dividendos em relação às ordinárias;
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 158
• não tem direito a voto. Caso a companhia fique 3 anos sem distribuir dividendos, então
passará a ter direito a voto;
• podem receber 10% a mais de dividendos em relação a ordinárias.
155. b) 10% a mais em relação aos acionistas ordinários.
Veja o comentário da questão 154.
156. b) Em função da dívida pública federal.
O governo emite títulos públicos federais por meio do Tesouro nacional em função da sua
dívida. A dívida pública federal interna e a externa são compostas, em sua maior parte, de
títulos mobiliários que diferem entre si conforme o contexto e a finalidade da emissão.
Para os títulos pós-fixados, por exemplo, existem diferentes indexadores, que variam
conforme o tipo. Existem também aqueles que não possuem indexadores, os chamados
títulos prefixados.
157. a) Tesouro nacional.
A Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000, intitulada Lei de Responsabilidade Fiscal
(LRF), dispõe em seu Art. 34 que “o Banco Central do Brasil não emitirá títulos da dívida
pública a partir de 2 anos após a publicação desta Lei Complementar”.
Portanto, desde maio de 2002, o Banco Central não mais emite títulos de sua
responsabilidade para fins de política monetária.
158. c) Representativos da fração do capital social de uma companhia.
Ação representa a menor “fração” do capital social de uma empresa, ou seja, a unidade do
capital nas sociedades anônimas. Quem adquire essas “frações” é chamado de acionista, que
passa a ter uma certa participação na empresa, correspondente a quantas dessas “frações”
ele detiver.
159. c) As vende por um preço superior ao de compra.
O ganho de capital está relacionado com um lucro na aplicação financeira.
O pagamento de dividendos, por exemplo, não necessariamente representa um ganho de
capital. Vejamos o exemplo a seguir:
Valor da compra da ação: R$ 20,00 cada ação.
Supondo que o investidor tenha ganho R$ 1,00 de dividendos, caso ele venda suas ações
por R$ 17,00 devido a uma desvalorização do ativo, mesmo se considerarmos o pagamento
de dividendos, veremos que ele não realizará ganho de capital, tendo uma perda na sua
aplicação.
Ou seja, o ganho de capital está associado à venda da ação por um preço superior ao de
compra.
160. b) Letra financeira do Tesouro (LFT).
Com um aumento nas taxas de juros, o título público federal mais aconselhado é a LFT, pois
sua remuneração é dada pela taxa Selic.
161. c) Bancos comerciais e de investimento.
Somente bancos podem emitir CDB. Bancos comerciais, bancos de investimento e bancos
múltiplos.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 159
162. a) Tag along.
O tag along garante aos acionistas de uma empresa, em caso de mudança de controle de
companhia aberta, que os acionistas minoritários detentores de ações vendam suas ações
com o controlador.
Todos os acionistas detentores de ações ordinárias deverão receber uma proposta nas
mesmas condições obtidas pelos controladores quando da venda do controle da companhia e
de, no mínimo, 80% desse valor para os detentores de ações preferenciais.
163. c) 80%.
Veja o comentário da questão 162.
164. a) Tesouro direto.
Sistema de negociação de títulos públicos federais em mercado de varejo, diretamente com
o investidor. A operação pode ser realizada pela Internet.
Principais características dos negócios com Tesouro direto:
a) cadastramento: com um agente de custódia habilitado a operar;
b) horário para compra: contínuo, exceto nos horários de manutenção no sistema;
c) limites de compra: entre 20% de um título (cerca de R$ 200,00) e R$ 200.000,00
mensais, para cada investidor, identificado pelo cadastro da pessoa física (CPF);
d) liquidez: garantida pelo Tesouro nacional;
e) recompra: semanal, nas quartas e quintas-feiras;
f) títulos ofertados: LTN, LFT e NTN do tipo C;
g) impostos: conforme tabela de IR, devido quando do resgate do título, e IOF, quando o
período de aplicação for inferior a 30 dias;
h) taxas: consulte periodicamente o site: <www.tesourodireto.gov.br>.
165. b) Garantia real, garantia flutuante, garantia quirografária e garantia subordinada.
As debêntures podem ser emitidas com as seguintes garantias, em ordem de preferência:
Garantia real: fornecida pela emissora, pressupõe a obrigação de não alienar ou onerar o
bem registrado em garantia. Tem preferência sobre outros credores, desde que averbada no
registro. É uma garantia forte.
Garantia flutuante: assegura à debênture privilégio geral sobre o ativo da companhia, mas
não impede a negociação dos bens que compõem esse ativo. Marca lugar na fila dos
credores e está na preferência, após as garantias reais, dos encargos trabalhistas e dos
impostos. É uma garantia fraca, e sua execução privilegiada é de difícil realização, pois caso
a emissora esteja em situação financeira delicada, dificilmente haverá um ativo não
comprometido pela companhia.
Garantia quirografária ou sem preferência: não oferece privilégio algum sobre o ativo da
emissora, concorrendo em igualdade de condições com os demais credores quirografários
(sem preferência) em caso de falência da companhia.
Garantia subordinada: na hipótese de liquidação da companhia, oferece preferência de
pagamento tão somente sobre o crédito de seus acionistas.
166. d) Elevação do número de ações representativas do capital de uma companhia por
desdobramento, sem alteração do capital social.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 160
Uma operação de desdobramento (split) traz um aumento na quantidade de ações,
reduzindo o valor da ação na mesma proporção. Dessa forma, não altera o capital social do
acionista. O objetivo dessa operação é aumentar a liquidez das ações.
167. c) Swap.
SWAP = troca, ferramenta de hedge.
Consiste em operações que envolvem a troca de moedas, índices, taxas de juros.
Exemplo: aplicação em CDB com rendimentos atrelados ao dólar ou à variação do índice da
poupança. Na verdade, o cliente adquiriu um CDB prefixado e trocou o índice de
remuneração.
Os contratos de swap são registrados na Cetip.
168. d) Letra financeira do Tesouro.
Veja a remuneração dos títulos públicos federais:
Título
Rentabilidade
Letras do Tesouro nacional (LTN)
Prefixado (deságio)
Letras financeiras do Tesouro (LFT)
Pós-fixado (Selic)
Nota do Tesouro nacional (NTN-B)
Pós-fixado (IPCA)
Nota do Tesouro nacional (NTN-C)
Pós-fixado (IGPM)
Nota do Tesouro nacional (NTN-D)
Pós-fixado (dólar - PTAX)
Nota do Tesouro nacional (NTN-F)
Prefixado
169. a) À taxa Selic e negociado ao par, com ágil ou deságio.
Veja o comentário da questão 168.
170. d) Terem rentabilidade prefixada.
Veja o comentário da questão 168.
171. b) De renda fixa emitidos pelos bancos comerciais.
Os CDBs são títulos emitidos como forma de captação pelos bancos. São títulos de renda
fixa, podendo ter rentabilidades prefixada ou pós-fixada.
172. d) Americana de compra.
Opção de compra (call): contrato que confere ao titular o direito de, se o desejar, comprar
do lançador o ativo-objeto da opção, a um preço previamente estipulado e até a data de
vencimento da opção, no caso de opção americana, ou na data de vencimento da opção, no
caso de opção europeia.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 161
Ou seja, a opção americana pode ser exercida a qualquer momento até a data de
vencimento, enquanto a opção europeia só poderá ser exercida na data do seu vencimento.
173. d) Possibilita investimento no ativo objeto por uma fração de seu preço no mercado à vista.
Para comprar uma opção, o investidor necessita disporapenas do valor do prêmio, que
representa um percentual do valor de mercado da ação, ativo objeto da opção.
Como o valor do prêmio é bem inferior ao valor da ação, tende a ter maiores oscilações,
maior risco, possibilitando, assim, ao investidor alavancar seus resultados.
174. d) Obter ganhos proporcionais oriundos de diferença de preços existentes no mercado.
O arbitrador obtém vantagens financeiras em função de distorções nos preços do ativo nos
mercados diferentes. Monitora todos os mercados em busca de distorções a fim de lucrar,
comprando e vendendo ativos em mercados diferentes, sem correr riscos.
175. a) A emissora deixa de pagar dividendos por três exercícios consecutivos.
Veja o comentário da questão 154.
176. a) Dados conjunturais, projeções de resultados e condições de oferta e demanda de bens e
serviços da empresa.
A análise fundamentalista afirma que há um valor para cada ação baseado no desempenho
econômico-financeiro da empresa, comparando empresas do mesmo setor, setores
diferentes e análises conjunturais, considerando variáveis internas e externas à empresa e
suas influências sobre o valor da ação.
Portanto, a análise fundamentalista utiliza-se de informações quanto à empresa, ao setor a
que ela pertence, ao mercado de ações e à conjuntura.
177. c) De companhia aberta ou assemelhada com sede no exterior, negociado no Brasil.
BDRs são títulos negociados em um país (no caso, o Brasil), que têm como lastro ações de
uma empresa que está instalada fora desse país.
O investidor brasileiro, por sua vez, tem a possibilidade de aplicar seus recursos em ações de
empresas estrangeiras, segundo as regras e práticas de seu próprio mercado.
178. a) De companhia aberta ou assemelhada, não domiciliada nos Estados Unidos, negociado
nos Estados Unidos.
ADRs são títulos negociados em um país (no caso, os Estados Unidos), que têm como lastro
ações de uma empresa que está instalada fora desse país.
O investidor americano, por sua vez, tem a possibilidade de aplicar seus recursos em ações
de empresas estrangeiras, segundo as regras e práticas de seu próprio mercado.
179. a) Possibilitam captação de recursos com a finalidade de capital de giro.
As notas promissórias comerciais são títulos emitidos por empresas S.A., para captação de
recursos, com o objetivo de financiar capital de giro.
Esses títulos não possuem garantia real, por isso são um instrumento para empresas com
bom conceito de crédito.
180. a) Da vontade do titular.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 162
O exercício de uma opção sempre dependerá da vontade do titular da opção, que paga um
prêmio ao lançador da opção, para ter o direito de exercer ou não.
Em uma opção, o titular desta sempre terá o direito de exercer e o lançador, a obrigação de
vender ou comprar os ativos caso a opção seja exercida.
181. a) Da vontade do titular.
Veja o comentário da questão 180.
182. a) Titular da opção.
Tanto em uma opção de compra (call) como em uma opção de venda (put), o titular da
opção deverá efetuar o pagamento do prêmio para o lançador da opção.
183. a) Titular da opção.
Veja o comentário da questão 182.
184. a) Aproximar a rentabilidade à taxa básica de juros.
Como o investidor está trocando uma rentabilidade prefixada por uma rentabilidade pós-
fixada, seu objetivo é ter uma rentabilidade mais próxima à taxa de juros Selic. Efetuando
esse swap, o investidor estará aumentando seu risco de mercado.
185. a) Maior que o preço de exercício.
ITM é o termo que descreve que a opção tem valor intrínseco.
Uma opção de compra é ITM se o preço do ativo que a opção referencia estiver acima do
preço de exercício dela.
Uma opção de venda é ITM se o preço do ativo que a opção referencia estiver abaixo do
preço de exercício dela.
Veja o comentário da questão 186.
186. b) Menor que o preço de exercício.
A relação do preço do ativo com o preço da opção determina se a opção é ITM (dentro do
dinheiro), ATM (no dinheiro) ou OTM (fora do dinheiro).
o Opção de compra ITM: preço do ativo subjacente é superior ao preço de exercício da opção.
o Opção de compra ATM: preço do ativo subjacente está próximo ao preço de exercício da
opção.
o Opção de compra OTM: preço do ativo adjacente é inferior ao preço de exercício da opção.
o Opção de venda ITM: preço do ativo adjacente é inferior ao preço de exercício da opção.
o Opção de venda ATM: preço do ativo adjacente está próximo ao preço de exercício da opção.
o Opção de venda OTM: preço do ativo adjacente é superior ao preço de exercício da opção.
187. b) Menor que o preço de exercício.
Veja o comentário da questão 186.
188. a) Maior que o preço de exercício.
Veja o comentário da questão 186.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 163
189. c) Não é potencialmente de conflito de interesses.
Pode acontecer em caso de uma oferta pública com garantia firme, em que a instituição
financeira se compromete a vender todos os ativos. Assim, se a oferta pública não for bem-
sucedida, caberá a instituições participantes dessa oferta adquirirem os títulos
remanescentes.
190. d) Ações ordinárias.
As ações ordinárias conferem aos seus titulares os direitos essenciais do acionista,
especialmente participação nos resultados da companhia e direito de voto em assembleias.
A cada ação ordinária corresponde um voto nas deliberações da assembleia geral.
191. c) D + 3.
A liquidação física e financeira na compra e venda de ações acontece sempre em D + 3.
Não a confunda com a liquidação em fundos de ações, os quais possuem prazo de liquidação
em D + 4, uma vez que suas cotas são de fechamento e, por isso, a conversão ocorre em D
+ 1, que, somado com o prazo de D + 3 da liquidação de ações, resulta em D + 4.
192. a) Selic.
Veja o comentário da questão 168.
193. c) 180 dias para S.A. fechadas e 360 dias para S.A. abertas.
A nota promissória possui uma data certa de vencimento.
O prazo mínimo da nota promissória é de 30 dias.
O prazo máximo da nota promissória é de 180 dias para S.A. de capital fechado e 360 dias para
S.A. de capital aberto.
194. b) Garantia real.
As LHs são instrumentos de captação de recursos emitidos por instituições financeiras
autorizadas a conceder créditos hipotecários, ou seja, Caixa Econômica Federal, sociedade
de crédito imobiliário, sociedade de poupança e empréstimo, banco múltiplo com carteira de
crédito imobiliário.
As LHs são garantidas, ou seja, são lastreadas em créditos hipotecários já concedidos pela
instituição financeira. Uma mesma letra poderá ser garantida por um ou mais créditos
hipotecários, possuindo assim garantia real.
195. a) Ajuste diário.
Mecanismo por meio do qual as posições em aberto mantidas pelos clientes nos mercados
futuros são acertadas financeiramente todos os dias, segundo o preço de ajuste do dia,
conforme apresentem ganho ou perda em relação ao preço de ajuste do dia anterior ou ao
preço de negociação, no caso das operações do dia.
O preço de ajuste é calculado pela média ponderada dos últimos negócios ocorridos ou por
um call de fechamento.
Exemplo:
Ajuste diário
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 164
196. a) Comprar uma opção de compra de dólar.
Como a empresa possui uma dívida em dólar, teme a valorização da moeda estrangeira, pois
a medida que o dólar se valoriza, sua dívida aumenta.
Para se proteger de oscilações, deverá garantir a compra futura de moeda estrangeira por
um valor determinado.
A compra de uma opção de compra garantirá à empresa a possibilidade de determinar um
valor máximo na cotação do dólar para pagar essa dívida.
Exemplo:
Suponha que essa empresa compre uma opção de compra de 1 milhão de dólares pelo valor
de R$ 2,00. Nesse caso, estará determinando em R$ 2,00a cotação máxima que irá pagar
na sua dívida, claro, desprezando-se, nesse exemplo, despesas com o prêmio da opção,
corretagem, impostos etc.
Caso a cotação do dólar no mercado seja superior a R$ 2,00, a empresa exercerá a sua
opção de compra e garantirá a compra desse ativo pelos R$ 2,00 combinados.
197. b) Quem estiver vendido receberá um crédito.
Veja o comentário da questão 195.
198. b) Garantia firme.
Garantia firme é um tipo de subscrição em que a instituição financeira subscreve
integralmente a emissão para revendê-la posteriormente ao público.
Selecionando essa opção, a empresa assegura a entrada de recursos total em seu caixa.
O risco de mercado é do intermediário financeiro.
199. c) Não podem ser determinados no momento da aplicação.
São exemplos de mercado de renda variável: ações, opções, termos, mercado futuro etc.
200. b) Novo mercado.
São exigências para companhias listadas no nível de governança corporativa de novo
mercado:
• transparência maior na gestão e na publicação;
• 100% das ações devem ser ordinárias;
• IPO de, no mínimo, R$ 10 milhões;
Preço de ajuste de hoje
3,55
Preço de ajuste de ontem
3,75
Diferença
- 0,20
Investidores “comprados”
Pagam 0,20 por unidade de contrato
Investidores “vendidos”
Recebem 0,20 por unidade de contrato
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 165
• manter, no mínimo, 25% das ações em circulação;
• Tag along.
Veja o comentário da questão 162.
201. d) Possibilidade de repactuação dos rendimentos entre as partes, quando prevista na
escritura de emissão.
As debêntures são títulos de renda fixa que podem ser conversíveis em títulos de renda
variável, ações.
Debêntures não dão direito a voto. Ações do tipo ordinária garantem ao investidor direito a
voto em assembleia.
Existe a possibilidade de repactuar os rendimentos entre as partes caso esteja previsto na
escritura da emissão.
202. c) Pode requerer a falência da companhia emissora, no caso de inadimplência e inexistência
de garantias reais.
O agente fiduciário poderá usar de qualquer ação para proteger direitos ou defender
interesses dos debenturistas, sendo-lhe especialmente facultado, no caso de inadimplemento
da emitente:
• declarar, observadas as condições da escritura de emissão, antecipadamente vencidas as
debêntures, e cobrar o seu principal e acessórios;
• executar garantias reais, receber o produto da cobrança e aplicá-lo no pagamento,
integral ou proporcional dos debenturistas;
• requerer falência da emitente, se não existirem garantias reais;
• representar os debenturistas em processos de falência, concordata, intervenção ou
liquidação extrajudicial da emitente, salvo deliberação em contrário da assembleia dos
debenturistas;
• tomar qualquer providência necessária para que os debenturistas realizem os seus
créditos.
203. d) Têm suas garantias, se existirem, especificadas na escritura da emissão.
As debêntures são emitidas com o objetivo de financiar investimentos fixos das empresas.
São títulos de longo prazo que podem ser emitidos até mesmo sem data de vencimento.
Podem emitir debêntures empresas não financeiras do tipo S.A. aberta.
204. d) Opções, futuros e swap.
O mercado de derivativos é composto de:
I. Mercado de opções
II. Mercado a termo
III. Mercado futuro
III. Swap
205. d) Efetuar uma posição contrária à original.
Para que o investidor consiga liquidar um contrato futuro, deverá assumir uma posição
contrária em outro contrato, com mesmo volume negociado e mesma data de vencimento.
Ou seja, quem está comprado, deverá entrar em um contrato similar na posição de vendido
e quem estiver na posição de vendido, caso também queira liquidar sua posição, deverá
entrar em um contrato na posição de comprado.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 166
206. c) A possibilidade de alavancagem de resultados.
No mercado futuro, os contratos são padronizados, especificando a quantidade, valores e
datas predeterminadas.
No mercado futuro, assim como no mercado de opções, o investidor tem a possibilidade de
investir em um ativo financeiro, pagando apenas um percentual do seu valor. Nesse caso,
para a compra de um contrato futuro, o investidor precisa ter apenas os valores exigidos
como margem de garantia para a commoditie que lhe interessa.
Com isso, existe a possibilidade de alavancar seus resultados, aumentando assim os seus
riscos.
207. a) Representa a comunhão de debenturistas perante a companhia emissora.
A Lei das S.A. prevê que, para todos os casos de emissão pública de debêntures,
obrigatoriamente, deverá haver a nomeação do agente fiduciário. A função dessa figura
jurídica, que teve por modelo a figura do truste adequada à nossa prática jurídica, é a de dar
proteção eficiente aos direitos e interesses dos debenturistas, exercendo fiscalização
permanente e atenta, cabendo-lhe a responsabilidade de administrar bens de terceiros,
independentemente da emissora e dos demais interessados na distribuição das debêntures,
não conflitando, no exercício de suas funções, com os direitos e interesses que deva
proteger.
208. a) Mercado futuro.
Veja o comentário da questão 195.
209. a) O seu preço de exercício é próximo do preço do ativo subjacente no mercado à vista.
Veja o comentário da questão 186.
210. a) Negócio ou leilão envolvendo um grande lote de ações em bolsas de valores.
Block trade é a negociação de um grande lote de ações nas bolsas de valores, normalmente
sob a forma de leilão. Muitas bolsas, inclusive a Bovespa, requerem que, no caso de o lote
representar uma proporção significativa do capital da empresa, o mercado seja avisado com
antecedência, para reduzir a volatilidade das cotações.
211. d) Direito de subscrição.
O direito de subscrição é o direito de preferência que tem um acionista de subscrever novas
ações de uma sociedade anônima quando do aumento do capital mediante subscrição,
podendo ser negociável ou não.
É o direito preferencial oferecido pela empresa aos atuais acionistas para a aquisição de um
novo lote de ações, em quantidade proporcional ao número de ações que já possuem. Os
acionistas poderão exercer esse direito ou transferi-lo a terceiros, por meio da venda desse
direito em pregão. É também conhecido como direito de preferência.
212. b) I e II.
A taxa de performance é cobrada em fundos de investimento e não na compra e venda de
ações.
A taxa de custódia é cobrada pelas corretoras de títulos e valores mobiliários quando os
investidores possuírem ações ou ativos sob custódia destas.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 167
213. c) Hedge
Hedge é um termo inglês que significa salvaguarda; é um movimento de proteção ou
estratégia para diminuir o nível de risco de uma determinada posição. Trata-se de uma
operação financeira que pode ser realizada de diversas maneiras (por exemplo, por meio de
opções ou derivativos), para proteger uma determinada posição contra indesejáveis
variações futuras, por exemplo, fazendo um investimento de igual valor, mas em outro
mercado.
214. d) Juros sobre o capital próprio.
Trata-se de uma das formas de remuneração que uma empresa pode dar aos seus
acionistas; a outra se dá pelo pagamento de dividendos. Ao contrário dos dividendos, que
são distribuídos com base no lucro do ano corrente, os juros sobre capital próprio são pagos
com base no lucro retido pela empresa nos anos anteriores, limitado à TJLP.
Considera-se, para efeito do cálculo do IR e contribuição social sobre lucro líquido (CSLL),
como despesa dedutível da base de cálculo, reduzindo-se o valor de ambos os impostos.
Para o acionista que recebem proventos da empresa na forma de Juros Sobre o Capital
Próprio, incide imposto de renda na alíquota de 15% sobre o valor distribuído.
215. c) Lançador, independentementedo tipo de opção.
Investidor que vende a opção, tanto de compra como de venda.
Assume com o titular da opção a obrigação de vender (opção de compra) ou comprar (opção
de venda) determinada quantidade do ativo-objeto, a um preço fixado, até o vencimento da
opção ou em data determinada.
216. d) A data de vencimento dos contratos pode ser antecipada por solicitação do comprador.
Negócio com ativos, títulos e valores mobiliários que se liquida a um tempo certo de vista,
normalmente 30, 60 ou 90 dias depois.
Compreende as operações de compra e venda realizadas em pregão, relativas a contratos
autorizados pela BM&F, para liquidação no final do prazo estabelecido nos contratos ou,
antecipadamente, por solicitação do cliente comprador.
217. d) Agente fiduciário.
Hedger: opera no mercado futuro buscando proteção contra oscilações de preços dos ativos.
Especulador: assume o risco da operação com o objetivo de auferir ganhos com a oscilação
dos preços. Entra e sai rapidamente no mercado fazendo “apostas”.
Arbitrador: obtém vantagens financeiras em função de distorções nos preços do ativo nos
mercados diferentes. Monitora todos os mercados em busca de distorções, a fim de lucrar
sem correr riscos.
Sobre agente fiduciário, veja o comentário da questão 207.
218. b) 25%.
As empresas listadas em novo mercado deverão manter, no mínimo, 25% das ações em
circulação.
Veja o comentário da questão 200.
219. d) Opção descoberta.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 168
Opção coberta: dá-se quando há depósito em uma bolsa de valores ou caixa de registro e
liquidação das ações-objeto de uma opção, ou seja, o lançador possui o ativo.
Opção a descoberto: opção em que não há depósito em bolsa ou câmara de compensação
do ativo-objeto da opção, ou seja, o lançador não possui o ativo.
220. c) Opção de venda (put) – Europeia.
Uma opção de venda dá o direito ao titular da opção de vender um montante de um
determinado ativo a um preço preestabelecido (o preço de exercício) dentro de um
determinando período de tempo (o prazo de vigência da opção).
A opção americana pode ser exercida a qualquer momento até a data de vencimento,
enquanto a opção europeia só poderá ser exercida na data do seu vencimento.
261. d) Bacen.
A função de exercer o controle do crédito é uma competência do Bacen, que é o órgão
executor das políticas definidas pelo CMN.
Compete ao CMN disciplinar as linhas de crédito e ao Banco Central, controlá-las.
262. b) Estimular os investimentos no mercado acionário.
O mercado acionário é um tipo de valor mobiliário, competindo a CVM estimular, disciplinar e
fiscalizar esse mercado.
Assim como o Banco Central fiscaliza os bancos e protege os clientes dos bancos, a CVM
fiscaliza as empresas de capital aberto e protege os investidores.
263. d) Ministro da Fazenda, Ministro do Planejamento e Presidente do Bacen.
O CMN é composto de:
• Ministro da Fazenda;
• Ministro do Planejamento e Orçamento;
• Presidente do Banco Central.
Compete ao Ministro da Fazenda a tarefa de presidir o conselho.
264. a) CBLC.
A CBLC tem por objetivo compensar, liquidar e controlar o risco das obrigações decorrentes
de operações à vista e de liquidação futura com qualquer espécie de valores mobiliários,
títulos, direitos e ativos realizadas na Bovespa, em outras bolsas ou outros mercados. São
exemplos de ativos liquidados e custodiados na CBLC:
• mercado à vista de ações;
• mercado de opções;
• mercado a termo;
• mercado futuro.
265. b) Pessoas física, jurídica e fundos de investimentos, com sede no exterior e investimento no
Brasil.
Investidor não residente é a pessoa física ou jurídica, os fundos e outras entidades de
investimentos individuais ou coletivas, com residência, sede ou domicílio no exterior, que
investem os seus recursos no país.
266. d) Pelo Ministro da Fazenda.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 169
Veja o comentário da questão 263.
267. b) Bacen.
Compete ao Bacen executar as diretrizes determinadas pelo CMN.
Entre as atividades do Banco Central, está a de fiscalizar e punir, se necessário, as
instituições financeiras.
268. c) Ações e opções de ações.
A CVM regulamenta o mercado de valores mobiliários. São exemplos de ativos
regulamentados por ela:
• fundos de investimento;
• mercado de ações;
• mercado futuro;
• debêntures;
• nota promissória.
269. b) R$ 300 mil.
São considerados investidores qualificados, segundo a CVM:
• instituições financeiras;
• companhias seguradoras e sociedades de capitalização;
• entidades abertas e fechadas de previdência complementar;
• pessoas físicas ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$
300 mil e, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor qualificado
mediante termo próprio;
• administradores de carteira e consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM em
relação a seus recursos próprios.
270. b) Investidor qualificado.
Veja o comentário da questão 269.
271. d) O prospecto foi elaborado de acordo com as disposições do Código de Autorregulação da
Anbid e as normas da CVM.
Os Códigos de Autorregulação da Anbid têm como objetivo complementar a legislação em
vigor.
O Código de Autorregulação de Fundos de Investimento tem como objetivo fornecer maior
transparência ao investidor sobre os riscos dessa aplicação financeira, tais como:
• prospecto de acordo com o Código de Autorregulação da Anbid para os fundos de
investimento.
• a rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rentabilidade futura;
• o fundo de investimento de que trata este prospecto não conta com garantia do
administrador do fundo, do gestor da carteira, de qualquer mecanismo de seguro ou,
ainda, do FGC.
272. d) Abrandada dos fatores de risco que possam afetar a decisão de investimento.
Note que a questão diz o que o prospecto NÃO deve conter.
O prospecto deverá ter os riscos inerentes da aplicação financeira expostos de maneira
detalhada e não abrandada.
O investidor deverá conhecer todos os riscos do ativo a ser ofertado.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 170
273. d) Respeitar o montante predeterminado no prospecto, que não poderá ultrapassar 15% da
quantidade inicialmente ofertada.
Segundo a instrução 400 da CVM, artigo 24:
“O ofertante poderá outorgar à instituição intermediária opção de distribuição de lote
suplementar, que preveja a possibilidade de, caso a procura dos valores mobiliários objeto
de oferta pública de distribuição assim justifique, ser aumentada a quantidade de valores a
distribuir junto ao público, nas mesmas condições e preço dos valores mobiliários
inicialmente ofertados, até um montante predeterminado que constará obrigatoriamente do
prospecto e que não poderá ultrapassar 15% da quantidade inicialmente ofertada.
Parágrafo único. A instituição intermediária deverá informar à CVM, até o dia posterior ao do
exercício da opção de distribuição de lote suplementar, a data do respectivo exercício e a
quantidade de valores mobiliários envolvidos”.
274. d) Fixar as diretrizes e normas da política monetária e cambial do País.
O CMN disciplina o mercado financeiro, determinando diretrizes, fixando normas e
regulamentando.
Compete ao Banco Central fazer com que as determinações do CMN sejam cumpridas e
executar as políticas determinadas pelo Conselho Monetário.
275. c) Fiscalizar as instituições financeiras.
O CMN regulamenta a constituição e o funcionamento de uma instituição financeira, e cabe
ao Banco Central fiscalizar e punir as instituições, se necessário.
Desde 2002, o Banco Central não pode mais emitir títulos públicos federais, ficando estes
com encargo exclusivamente do Tesouro nacional.
276. c) I e II.
As corretoras constituídas sobre a forma de S.A.dependem da autorização do CVM e do
Banco Central para funcionar.
São típicas do mercado acionário, operando na compra, venda e distribuição de títulos e
valores mobiliários.
Somente estão autorizados a conceder empréstimos imobiliários:
• Caixa Econômica Federal;
• bancos múltiplos que possuam a carteira de crédito imobiliário;
• sociedades de crédito imobiliário;
• associação de poupanças e empréstimos.
277. b) Investidor qualificado.
Veja o comentário da questão 269.
278. c) I, II e III.
Veja o comentário da questão 265.
279. d) Bacen.
Compete ao CMN determinar os percentuais a ser recolhidos em forma de depósito
compulsório.
O Banco Central tem como função controlar e receber os depósitos compulsórios.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 171
280. b) Fixar limites de comissões e emolumentos.
As corretagens, custódia e emolumentos cobrados no mercado de ações são regulamentados
e fiscalizados pela CVM.
As corretoras não podem agir de forma livre, devendo respeitar um máximo estipulado pelo
órgão do governo, assim como o Banco Central determina máximos que podem ser cobrados
pelos bancos em tarifas bancárias.
A CVM tem como objetivo proteger o investidor e não a empresa de capital aberto.
As operações de redesconto são realizadas pelo Bacen.
281. b) Operar com um CNPJ para cada carteira, mas podendo publicar um único balanço.
Os bancos múltiplos surgiram a fim de racionalizar a administração das instituições
financeiras.
Carteiras de um banco múltiplo:
• comercial;
• de investimentos (permite administrar fundos de investimento);
• de crédito imobiliário;
• de aceite (financeiras);
• de desenvolvimento (só pode ser operada por bancos públicos);
• leasing.
Para configurar a existência do banco múltiplo, este deve possuir pelo menos duas das
carteiras mencionadas, sendo uma delas comercial ou de investimentos.
Cada carteira possui um CNPJ próprio, mas o banco múltiplo poderá publicar um único
balanço.
282. a) Intermediar operações de câmbio.
As corretoras de títulos e valores mobiliários operam nas bolsas de valores e de mercadorias.
Os investidores não operam diretamente nas bolsas. O investidor abre uma conta corrente
na corretora, que atua nas bolsas a seu pedido, mediante cobrança de comissão (também
chamada de corretagem, de onde obtém seus ganhos).
As corretoras podem atuar também por conta própria, intermediando operações de câmbio.
Têm também a função de dar maior liquidez e segurança ao mercado acionário e podem
administrar fundos e clubes de investimento.
283. b) Instituição financeira, entidades de previdência privada e seguradoras.
Para ser considerada investidor qualificado, a pessoa física ou jurídica, além de ter mais de
R$ 300 mil, deve atestar por escrito ter conhecimento de mercado.
Veja o comentário da questão 269.
284. c) Pessoas física e jurídica que residem fora do Brasil ou fundo de investimento que for
constituído em outro país.
Veja o comentário da questão 265.
285. a) Fiscaliza as companhias abertas, enquanto emissoras de valores mobiliários.
Veja o comentário da questão 262.
286. b) Underwriting de garantia firme.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 172
O processo de underwriting de garantia firme é uma oferta pública em que a instituição
financeira subscreve integralmente a emissão para revendê-la posteriormente ao público.
Caso não consiga, compromete-se a adquirir os títulos restantes.
Selecionando essa opção, a empresa assegura a entrada de recursos.
O risco de mercado é do intermediário financeiro.
287. c) I e II.
As distribuidoras de títulos e valores mobiliários podem também atuar no mercado de ações,
após decisão conjunta do Bacen e CVM número 17, publicada em 02/03/2009.
Veja o comentário da questão 276.
288. b) Administrar fundos de investimento.
A carteira de investimento é a que permite um banco múltiplo administrar fundos de
investimento. Além dos bancos múltiplos com a carteira de investimento e os bancos de
investimento, podem administrar fundos de investimento também: sociedades distribuidoras
de títulos e valores mobiliários e sociedade corretora de títulos e valores mobiliários.
Veja o comentário da questão 281.
289. a) I, II e III.
As entidades de previdência privada fechadas são sociedades limitadas ou fundações, sem
fins lucrativos, com objeto social de instituir planos privados de concessão de pecúlios ou de
rendas, de benefícios complementares ou assemelhados aos da previdência social, mediante
contribuição de seus participantes, dos respectivos empregadores ou de ambos.
São acessíveis exclusivamente aos empregados de uma só empresa ou de um grupo de
empresas, as quais são denominadas patrocinadoras.
A constituição, organização e funcionamento dependem de prévia autorização do Governo
Federal, por meio da Secretaria de Previdência Complementar (SPC).
Podem cobrar taxa de performance.
290. c) Bancos em geral.
Factorings não são instituições financeiras.
Veja o comentário da questão 269.
294. a) Integração.
A integração é a última etapa de um processo completo de lavagem de dinheiro. É nessa fase que
os ativos são incorporados formalmente ao sistema econômico. As organizações criminosas
buscam investir em empreendimentos que facilitem suas atividades – podendo tais sociedades
prestar serviços entre si. Uma vez formada a cadeia, torna-se cada vez mais fácil legitimar o
dinheiro ilegal.
295. a) Informa imediatamente ao Bacen por meio do Sisbacen.
Depósito em espécie, retirada em espécie ou pedido de provimento para saque, de valor igual ou
superior a R$ 100 mil, deverão ser comunicados em, no máximo, 24 horas ao Banco Central por
meio do Sisbacen, independentemente de serem suspeitos ou não.
302. c) Da diretoria da instituição financeira.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 173
Compete à diretoria da instituição financeira a obrigação de implantar e implementar uma área
interna de compliance e combater a lavagem de dinheiro.
303. c) Tratar a atividade como suspeita de crime de lavagem de dinheiro.
Toda a operação realizada por uma instituição financeira caracterizada como suspeita deve ser
reportada ao Bacen, por meio do Sisbacen ou Siscoaf.
304. d) Ao Banco Central, mantendo à disposição dessa autarquia, no mínimo, os dados
referentes a tipo, valor, data da operação e número do CPF ou do CNPJ do cliente.
Toda operação caracterizada como suspeita de lavagem de dinheiro deverá ser reportada ao
Banco Central, por meio do Sisbacen, em um prazo máximo de 24 horas após a sua constatação.
305. b) Ocultação.
Ocultação é a segunda etapa do processo de lavagem de dinheiro. Consiste em dificultar o
rastreamento contábil dos recursos ilícitos. O objetivo é quebrar a cadeia de evidências ante a
possibilidade da realização de investigações sobre a origem do dinheiro.
Os criminosos buscam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para contas
anônimas – preferencialmente em países amparados por lei de sigilo bancário – ou realizando
depósitos em contas “fantasmas”.
323. a) I e II.
A comunicação das operações ao Banco Central deverá ser feita pelo funcionário que identificar a
suspeita e não necessariamente pela diretoria da instituição.
324. d) Sonegação fiscal.
Veja o comentário da questão 320.
325. d) Agências dos correios.
Segundo a lei de lavagem de dinheiro, estão sujeito à fiscalização:
I. as bolsas de valores e bolsas de mercadorias ou futuros;
II. as seguradoras, as corretoras de seguros e as entidades de previdência complementar ou
de capitalização;
III. as administradoras de cartões de credenciamento ou cartões de crédito, bem como as
administradoras de consórcios para aquisição de bens ou serviços;
IV. as administradoras ou empresas que se utilizem de cartão ouqualquer outro meio
eletrônico, magnético ou equivalente, que permita a transferência de fundos;
V. as empresas de arrendamento mercantil (leasing) e as de fomento comercial (factoring);
VI. as sociedades que efetuem distribuição de dinheiro ou quaisquer bens móveis, imóveis,
mercadorias, serviços, ou, ainda, concedam descontos na sua aquisição, mediante sorteio ou
método assemelhado;
VII. as filiais ou representações de entes estrangeiros que exerçam no Brasil qualquer das
atividades listadas neste artigo, ainda que de forma eventual;
VIII. as demais entidades cujo funcionamento dependa de autorização de órgão regulador dos
mercados financeiro, de câmbio, de capitais e de seguros;
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 174
IX. as pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que operem no Brasil como
agentes, dirigentes, procuradoras, comissionárias ou por qualquer forma representem interesses
de ente estrangeiro que exerça qualquer das atividades referidas neste artigo;
X. as pessoas jurídicas que exerçam atividades de promoção imobiliária ou compra e venda de
imóveis;
XI. as pessoas físicas ou jurídicas que comercializem joias, pedras e metais preciosos, objetos
de arte e antiguidades;
XII. as pessoas físicas ou jurídicas que comercializem bens de luxo ou de alto valor ou exerçam
atividades que envolvam grande volume de recursos em espécie”.
326. c) Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).
COAF está vinculado ao Ministério da Fazenda e tem como finalidade disciplinar, aplicar penas
administrativas, receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas
previstas na lei, sem prejuízo da competência de outros órgãos e entidades.
Porém, para que as atividades do COAF sejam bem-sucedidas, é importante que todas as
instituições visadas, no que diz respeito à lavagem de dinheiro, proveniente do crime, mantenham
em registro todas as informações de relevância sobre seus clientes e suas operações.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 175
PROVAS DE CONCURSOS ANTERIORES CESGRANRIO
CEF (ACRE) – CESGRANRIO 2008
34 O Sistema Financeiro Nacional (SFN), conhecido também como Sistema Financeiro
Brasileiro, compreende um vasto sistema que abrange grupos de instituições,
entidades e empresas. Nesse sentido, o Sistema Financeiro Nacional é compreendido
por
(A) uma rede de instituições bancárias, ONG, entidades e fundações que visam principalmente
à transferência de recursos financeiros para empresas com deficit de caixa.
(B) um conjunto de instituições financeiras e instrumentos financeiros que visam, em última
análise, a transferir recursos dos agentes econômicos (pessoas, empresas, governo)
superavitários para os deficitários.
(C) dois subsistemas: um normativo e outro de intermediação financeira, sendo que este último
é composto por instituições que estabelecem diretrizes de atuação das instituições financeiras
operativas, como a Comissão de Valores Mobiliários.
(D) instituições financeiras e filantrópicas, situadas no território nacional, que têm como
objetivo principal o financiamento de obras públicas e a participação ativa em programas sociais.
(E) agentes econômicos e não econômicos que objetivam a transferência de recursos
financeiros, desde que previamente autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários, para os
demais agentes participantes do sistema.
35. As linhas de crédito que são abertas com determinado limite, que as empresas
utilizam à medida de suas necessidades, e em que os encargos são cobrados de acordo
com sua utilização, são chamadas de
(A) cartão de crédito.
(B) hot money.
(C) financiamento de capital fixo.
(D) crédito direto ao consumidor.
(E) crédito rotativo.
36 A conta corrente é o produto básico da relação entre o cliente e o banco, pois por
meio dela são movimentados os recursos dos clientes. Para abertura de uma conta
corrente individual, são necessários e indispensáveis os seguintes documentos:
(A) documento de identificação, como cédula de identidade (RG), ou documentos que a
substituem legalmente, cadastro de pessoa física (CPF) e comprovante de residência.
(B) documento de identificação, como cédula de identidade (RG) ou documentos que a
substituem legalmente, cadastro de pessoa física (CPF) e título de eleitor com
(C) comprovante da última votação. (C) documento de habilitação com foto com o número do
CPF, comprovante de residência, certidão de nascimento ou casamento e certificado de reservista.
(D) cadastro de pessoa física (CPF), cédula de identidade (RG), comprovante de residência,
título de eleitor e certidão de nascimento ou casamento, se for o caso.
(E) cadastro de pessoa física (CPF), cédula de identidade (RG), título de eleitor com
comprovante da última votação,certificado de reservista, e comprovante de residência.
37. A reforma conduzida pelo Banco Central do Brasil em 2001 e 2002 no Sistema de
Pagamentos Brasileiro (SPB) teve como foco o direcionamento para a administração
de riscos,
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 176
principalmente os riscos de crédito e liquidez. Dentre as mudanças conduzidas em 2001 e 2002
destaca-se a
(A) alteração da política cambial estabelecendo regras mais flexíveis para as transferências
internacionais.
(B) definição de um capital mínimo baseado no risco de crédito para os bancos comerciais e
bancos de investimento.
(C) manutenção da tabela de tarifas operacionalizada por bancos comerciais e caixas
econômicas.
(D) realização de transferências de fundos interbancárias com liquidação em tempo real, em
caráter irrevogável e incondicional.
(E) reestruturação das operações de empréstimos, principalmente das operações de leasing e
CDC.
38 Um dos recursos disponibilizados pelos bancos para os clientes movimentarem
suas contas correntes é o cheque. Por ser uma ordem de pagamento à vista de fácil
manuseio, o cheque é um dos títulos de crédito mais utilizados. Qual das seguintes
afirmativas apresenta uma das características principais do cheque?
(A) Os cheques emitidos acima de R$ 50,00 devem, obrigatoriamente, ser nominativos, caso
contrário serão devolvidos.
(B) Os cheques cruzados só poderão ser descontados com autorização do gerente da agência
bancária no verso do cheque.
(C) O cheque é considerado ao portador quando constar o nome do beneficiário que irá portar
o cheque dentro do seu prazo de validade.
(D) Os bancos podem recusar o pagamento de um cheque em caso de divergência ou
insuficiência na assinatura.
(E) O endosso de um cheque só será aceito pelo banco, se o endossante apresentar cópia de
uma procuração transferindo a propriedade do cheque.
39 A Caixa Econômica Federal é a instituição financeira responsável pela
operacionalização das políticas do Governo Federal, principalmente, para habitação,
saneamento básico e apoio ao trabalhador. As principais atividades da Caixa
Econômica Federal estão relacionadas a
(A) elaboração de políticas econômicas que irão auxiliar o Governo Federal na composição do
orçamento público e na aplicação dos recursos em atividades sociais, como esporte e cultura.
(B) elaboração de políticas para o mercado financeiro, viabilizando a captação de recursos
financeiros, administração de loterias, fundos, programas e aplicação dos recursos e obras sociais.
(C) captação de recursos financeiros para as transferências internacionais auxiliando os
trabalhadores brasileiros residentes no exterior.
(D) administração de loterias, fundos (FGTS), programas (PIS) e captação de recursos em
cadernetas de poupança, em depósitos à vista e a prazo e sua aplicação em empréstimos
vinculados substancialmente à habitação.
(E) estruturação do Sistema Financeiro Nacional, auxiliando o Banco Central na elaboração denormas e diretrizes para administração de fundos e programas como FGTS e PIS.
40 As instituições financeiras mantêm relacionamento com pessoas físicas e jurídicas,
e para que esse relacionamento possa ocorrer de uma forma legal, as pessoas
precisam ter a capacidade para exercitar seus direitos, ou seja, a capacidade de fato.
Nesse sentido, quais os procedimentos que um Banco deve adotar para abrir uma
conta corrente de uma pessoa com
dezessete anos de idade?
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 177
(A) Nenhum, porque os bancos são impedidos legalmente de abrir contas para menores de
dezoito anos, pois são pessoas com incapacidade absoluta.
(B) O Banco deve exigir os documentos do menor e do seu responsável e a conta só poderá
ser aberta pelo responsável legal (pai, ou mãe ou tutor).
(C) O Banco deve exigir a certidão de nascimento do menor e comprovante de escolaridade
como histórico escolar ou declaração da instituição de ensino.
(D) O Banco deve exigir apenas os documentos pessoais (RG ou Carteira de Trabalho e CPF) e
a conta pode ser aberta pelo próprio menor.
(E) O Banco deve exigir do menor certificado de reservista, cédula de identidade, comprovante
de residência, CPF e procuração do responsável legal.
41 O mercado que opera a curto prazo destinando os recursos captados ao
financiamento de consumo para pessoas físicas e capital de giro para pessoas
jurídicas, através de intermediários
financeiros bancários, é o mercado
(A) de crédito
(B) de capitais
(C) de câmbio
(D) de ações
(E) monetário
42 O DOC é uma modalidade muito utilizada de ordem de pagamento que tem como
objetivo principal a transferência de valores. Em relação às movimentações com o
DOC, este pode ser
(A) resgatado no mesmo dia, desde que haja crédito, diferentemente do cheque, que deve ser
compensado.
(B) emitido somente com valor superior a R$ 5.000,00, para que o valor seja creditado no
mesmo dia na conta do tomador.
(C) emitido somente em casos de transferências para clientes de um mesmo Banco.
(D) enviado pelos terminais de auto-atendimento ou pelos caixas, usando o formulário que
deve ser preenchido a máquina ou no computador.
(E) enviado pelo cliente do Banco, através do Sistema de Compensação, para qualquer outra
conta, própria ou de terceiros.
43 O Conselho Monetário Nacional (CMN) planeja, elabora, implementa e julga a
consistência de toda a política monetária, cambial e creditícia do país. É um órgão que
domina toda a política monetária e ao qual se submetem todas as instituições que o
compõem. Uma das atribuições do CMN é
(A) administrar carteiras e a custódia de valores mobiliários.
(B) estabelecer normas a serem seguidas pelo Banco Central (BACEN) nas transações com
títulos públicos.
(C) executar a política monetária estabelecida pelo Banco Central.
(D) regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis.
(E) propiciar liquidez às aplicações financeiras, fornecendo, concomitantemente, um preço de
referência para os ativos negociados no mercado.
44
O Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC, criado pela Andima, em parceria
com o Banco Central, é um sistema que processa o registro, a custódia e a liquidação
financeira das operações realizadas com títulos públicos, garantindo transparência aos
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 178
negócios, agilidade e segurança. Uma das mudanças ocorridas com a criação do SELIC
foi a
(A) dilação do prazo de liquidação dos títulos públicos, gerando maior segurança nas operações.
(B) redução das taxas cobradas pela custódia dos títulos federais, aumentando a demanda das
operações realizadas pelo Banco Central.
(C) prorrogação da criação da Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos para o
ano de 1996.
(D) substituição dos títulos físicos por registros eletrônicos, gerando enorme ganho de eficiência,
já que as operações são fechadas no mesmo dia em que ocorrem.
(E) valorização das taxas de câmbio referentes às operações realizadas com títulos internacionais.
45 O leasing, também denominado arrendamento mercantil, é uma operação em que o
proprietário de um bem móvel ou imóvel cede a terceiro o uso desse bem por prazo
determinado, recebendo em troca uma contraprestação. Em relação às operações de
leasing analise as afirmações a seguir.
I - Ao final do contrato de leasing, o arrendatário tem a opção de comprar o bem por valor
previamente contratado.
II - O leasing financeiro ocorre quando uma empresa vende determinado bem de sua propriedade
e o aluga imediatamente, sem perder sua posse.
III - O leasing operacional assemelha-se a um aluguel, e é efetuado geralmente pelas próprias
empresas fabricantes de bens, com prazo mínimo de arrendamento de 90 dias.
IV - Uma das vantagens do leasing é que, durante o contrato, os bens arrendados fazem parte do
Ativo da empresa, agregando valor patrimonial.
V - O contrato de leasing tem prazo mínimo definido pelo Banco Central. Em face disso, não é
possível a “quitação” da operação antes desse prazo.
Estão corretas APENAS as afirmações
(A) I, III e V
(B) I, IV e V
(C) II, IV e V
(D) I, II, III e IV
(E) II, III, IV e V
46 O certificado de depósito bancário (CDB) é o título de renda fixa emitido por
instituições financeiras, com a finalidade de captação de recursos para carregá-los em
outras carteiras de investimento, visando ao ganho financeiro e/ou ganho de
intermediação. Considerando as características do CDB, analise as afirmações a
seguir.
I - No CDB Rural, existe a possibilidade, para o investidor, de repactuar a cada 30 dias a taxa de
remuneração do CDB, dentro de critérios já estabelecidos no próprio contrato.
II - Quando a perspectiva é de queda da taxa de juros, a modalidade de CDB mais indicada para
aplicação é a prefixada.
III - O CDB não pode ser negociado antes do seu vencimento, devendo o cliente esperar o final
do contrato para sacar o dinheiro.
IV - No CDB prefixado, no momento da aplicação, o investidor já conhece o percentual de
valorização nominal de seu investimento.
V - As taxas de rentabilidade do CDB são determinadas pelos próprios Bancos, de acordo com o
CDI.
Estão corretas APENAS as afirmações
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 179
(A) I, III e V
(B) I, IV e V
(C) II, IV e V
(D) I, II, III e IV
(E) II, III, IV e V
47 Quando o Banco Central deseja baratear os empréstimos e possibilitar maior
desenvolvimento empresarial, ele irá adotar uma Política Monetária Expansiva,
valendo-se de medidas como a
(A) venda de títulos públicos.
(B) elevação da taxa de juros.
(C) elevação do recolhimento compulsório.
(D) redução das linhas de crédito.
(E) redução das taxas de juros.
48 A evolução da tecnologia e da teleinformática permitiu um acelerado
desenvolvimento da troca de informações entre os bancos e seus clientes. Um dos
mais notáveis exemplos dessa evolução é o home banking. O home banking é
basicamente
(A) o atendimento remoto ao cliente com o objetivo principal de redução das filas nos Bancos,
sendo um exemplo comum a utilização dos caixas 24 horas.
(B) toda e qualquer ligação entre o cliente e o banco, que permita às partes se comunicarem a
distância, possibilitando ao cliente realizar operações bancárias sem sair de sua casa ou escritório,
como o pagamento de contas pela internet.
(C) toda operação realizada pelo banco com o uso de tecnologia avançada com o objetivo de
gerar comodidade ao cliente, como, por exemplo, o cadastramento de contas em débito
automático.
(D) qualquer serviço de atendimento ao cliente realizado pelo banco, permitindo a troca de
documentação sem a necessidade de o cliente sair de casa, como, por exemplo, a entrega de
talões de cheque em domicílio.
(E) a disponibilização de serviços no caixa 24 horas, que anteriormente só poderiam serrealizados nas agências bancárias, sendo a liberação de crédito automática um exemplo desse tipo
de serviço.
49 Atualmente, existem diversas alternativas para uso do chamado “dinheiro de
plástico”, que facilita o dia-a-dia das pessoas e representa um enorme incentivo ao
consumo. O cartão de crédito é um tipo de “dinheiro de plástico” que é utilizado
(A) para aquisição de bens ou serviços nos estabelecimentos credenciados.
(B) para aquisição de moeda estrangeira em agências de câmbio e de viagens com débito em
moeda corrente do país de emissão do cartão.
(C) para realização de transferências interbancárias, desde que ambos os Bancos sejam
credenciados.
(D) na compra de mercadorias em diversos países com débito na conta corrente em tempo
real.
(E) como instrumento de identificação, substituindo, nos casos aceitos por lei, a cédula de
identidade.
50 O mercado de seguros surgiu da necessidade que as pessoas e empresas têm de
proteger seu patrimônio. Mediante o pagamento de uma quantia, denominada prêmio,
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 180
os segurados recebem uma indenização que permite a reposição integral das perdas
sofridas. Em relação aos
tipos de seguro, analise as afirmações abaixo.
I - O seguro de vida é idêntico ao seguro do profissional liberal, pois ambos possuem as mesmas
coberturas e estão sujeitos à mesma legislação.
II - O seguro de veículos pode oferecer coberturas adicionais para o risco de roubo de rádios e
acessórios, desde que conste da apólice. Se estes equipamentos são colocados posteriormente à
contratação, podem ser incluídos na apólice, através de endosso.
III - A única diferença entre o seguro de acidentes pessoais em relação ao seguro de vida é o
público-alvo que, no caso do seguro de acidentes pessoais, é direcionado para idosos e gestantes.
IV - O seguro imobiliário é realizado para cobertura de possíveis danos ao imóvel do segurado,
causados principalmente por incêndios, roubo e outros acidentes naturais.
V - O seguro de viagem tem como principal característica a garantia de indenização por extravio
de bagagem e a assistência médica durante o período da viagem.
Estão corretas APENAS as afirmações
(A) I, III e V
(B) I, IV e V
(C) II, IV e V
(D) I, II, III e IV
(E) II, III, IV e V
GABARITO
34 - B
35 - E
36 - A
37 - D
38 - D
39 - D
40 - B
41 - A
42 - E
43 - B
44 - D
45 - A
46 - C
47 - E
48 - B
49 - A
50 - C
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 181
CEF (NACIONAL) – CESGRANRIO 2008
34 No ato da abertura da conta corrente em um Banco, o cliente deve preencher alguns
documentos básicos para realização do seu cadastro. Um desses documentos é o cartão de
assinatura, que serve para
(A) definir alçadas para cada assinatura disponibilizada pelos clientes junto aos Bancos,
estabelecendo-se, dessa maneira, qual titular irá assinar em cada tipo de operação.
(B) registrar as assinaturas que os clientes utilizarão em suas operações bancárias, para que os
Bancos possam conferir as assinaturas utilizadas nos cheques, DOC e outros documentos.
(C) registrar a assinatura usada no verso dos cartões de crédito que serão emitidos para os
clientes do Banco, assim, toda vez que os clientes utilizarem os cartões de crédito, os
estabelecimentos comerciais poderão conferir a assinatura.
(D) estabelecer critérios de segurança da informação junto aos órgãos reguladores, fornecendo as
assinaturas dos clientes para esses órgãos, sempre que necessário.
(E) facilitar as operações bancárias através da digitalização das assinaturas, para que os clientes
possam realizar operações via Internet ou telefone, utilizando sua assinatura eletrônica.
35 O sistema financeiro é composto por um conjunto de instituições financeiras, públicas e
privadas, e seu órgão normativo máximo é o Conselho Monetário Nacional (CMN). Algumas das
principais atribuições do CMN são:
I – regular a constituição e o funcionamento das instituições financeiras, bem como zelar por sua
liquidez;
II – acionar medidas de prevenção ou correção de desequilíbrios econômicos, surtos inflacionários
etc;
III – regulamentar, sempre que julgar necessário, as taxas de juros, comissões e qualquer outra
forma de remuneração praticada pelas instituições financeiras;
IV– fomentar e reequipar os setores da economia por meio de várias linhas de crédito;
V – ter o monopólio das operações de penhor.
Estão corretos APENAS os itens
(A) I e IV
(B) II e V
(C) I, II e III
(D) I, II e IV
(E) II, III e V
36 Os Bancos e demais instituições financeiras podem manter um relacionamento comercial,
tanto com pessoas físicas como com pessoas jurídicas. No relacionamento com um Banco
comercial, as pessoas jurídicas são representadas legalmente por
(A) todos os seus funcionários, que, devidamente identificados, estarão habilitados a realizar
operações bancárias, como entrega de malotes e pagamentos.
(B) funcionários da empresa autorizados pelo gerente da conta ou pelos sócios da empresa, que
deverão comunicar verbalmente ao Banco a autorização para realização das operações.
(C) despachantes bancários, que são funcionários terceirizados pelas empresas para realização de
operações bancárias.
(D) seus correspondentes bancários, que podem efetuar junto ao Banco todo tipo de transação.
(E) seus sócios, a quem o contrato social de constituição da sociedade confere poderes para
assinar em nome da referida pessoa jurídica.
Edgar Abreu e Adir Moreira Página 182
37 O cheque é um recurso disponibilizado pelos Bancos para seus clientes, que o utilizarão como
um título de crédito cuja emissão poderá ser nominativa ou ao portador. Um cheque cruzado
emitido ao portador deverá ser
(A) sacado pelo próprio portador do cheque diretamente no caixa do Banco emitente.
(B) sacado pelo portador ou beneficiário em qualquer agência bancária com a devida autorização
do emitente do cheque.
(C) endossado no verso pelo emitente do cheque para que o beneficiário possa depositar o cheque
em outros Bancos.
(D) depositado na conta corrente do portador do cheque, que poderá ser em qualquer Banco.
(E) depositado na conta corrente do beneficiário, que deve ser obrigatoriamente no mesmo Banco
emitente do cheque.
38 O Sistema de Pagamentos Brasileiro é o conjunto de procedimentos, regras, instrumentos e
operações integrados que, por meio eletrônico, dão suporte à movimentação financeira entre os
diversos agentes econômicos do mercado brasileiro. Sua função básica é
(A) permitir a transferência de recursos financeiros, e o processamento e liquidação de
pagamentos para pessoas físicas, jurídicas e entes governamentais.
(B) realizar a adaptação das instituições financeiras brasileiras aos mercados bancários
internacionais, facilitando os pagamentos e a movimentação financeira.
(C) conduzir as operações de redesconto e de transferências unilaterais de crédito entre pessoas
físicas, jurídicas, entes governamentais e instituições estrangeiras.
(D) conduzir as operações de pagamentos no mercado bancário e comercial brasileiro, utilizando o
sistema de compensação nacional.
(E) reestruturar as operações de empréstimos e pagamentos, principalmente as operações de
leasing, CDC e cartão de crédito.
39 A Cetip – Central de Liquidação Financeira e de Custódia de Títulos – foi criada em 1986 pela
Andima, em conjunto com outras entidades representativas do setor financeiro e o Banco Central.
A criação da Cetip teve como principal objetivo
(A) satisfazer os grandes investidores, garantindo maior rentabilidade dos títulos públicos.
(B) conduzir as operações de transferências do mercado interbancário de títulos públicos, por meio
de movimentação eletrônica.
(C) garantir mais segurança e agilidade às operações realizadas com títulos privados,