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Prof. Cid Roberto 
BRB 2022 – CONHECIMENTOS BANCÁRIOS E BANCOS NA ERA DIGITAL
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Sumário
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS .....................................................................................5
Aula 1 ...........................................................................................................................5
Aula 2 ...........................................................................................................................21
Aula 3 ............................................................................................................................49
Aula 4 ............................................................................................................................67
Aula 5 ............................................................................................................................83
Aula 6 ............................................................................................................................90
Aula 7 ............................................................................................................................98
Aula 8 ............................................................................................................................109
Aula 9 ............................................................................................................................132
Aula 10 ..........................................................................................................................137
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................144
QUESTÕES........................................................................................................................146
1ª Parte ..........................................................................................................................146
2ª Parte ..........................................................................................................................202
3ª Parte ..........................................................................................................................266
4ª Parte ..........................................................................................................................319
GABARITO ........................................................................................................................369
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1. INTRODUÇÃO E ESCLARECIMENTOS
Seja muito bem-vindo ao curso de Conhecimentos Bancários e Bancos na Era Digital 
para o concurso do BRB – Banco de Brasília, para o cargo de escriturário, de nível médio.
Este curso foi elaborado levando-se em conta o conteúdo exigido no Edital BRB Iades 
n. 1/CP-33, de 07/07/2022.
O período de inscrições para a prova foi estipulado entre o dia 17/08/2022 até o 
dia 03/10/2022. A data provável de aplicação das provas objetiva e discursiva será o dia 
06/11/2022, domingo, em período (manhã ou tarde) e horário ainda a serem definidos.
Esta apostila contempla o conteúdo programático de Conhecimentos Bancários e 
Bancos na Era Digital que consta do edital, sob a minha condução. São 104 itens como lista-
dos no sumário desse material.
Estão inseridos seiscentos exercícios gabaritados, oriundos de provas aplicadas pela 
Iades e por outras bancas em concursos anteriores, divididos em quatro blocos: o primeiro 
bloco com 150 questões mais recentes, o segundo, com 150 questões menos recentes, o ter-
ceiro, com 150 questões menos antigas, e finalmente, o quarto, com 150 questões mais antigas.
Todas as questões aqui inseridas têm a ver com o conteúdo programático que consta no 
Edital BRB 2022. A cada bloco de 150 questões, dá-se uma passada geral por todo o conteúdo 
programático de Conhecimentos Bancários e de Bancos na Era Digital. Esforce-se para resolver 
cada uma das questões, procurando entender o que justifica uma alternativa ser errada ou certa.
Para você, nosso aluno, estarei à disposição no Fórum de Dúvidas disponibilizado na 
plataforma do Gran Cursos Online. Participe do Grupo de Estudos Carreiras Bancárias no 
Facebook (disponível em: facebook.com/groups/concursos.carreiras.bancarias), onde me coloco 
à disposição de todos para o esclarecimento de qualquer dúvida, sejam nossos alunos ou não.
Estude e realize os seus sonhos!
Conte com a minha experiência profissional – pois trabalho em bancos desde 1968, com 
o meu comprometimento com a sua aprovação, com o meu auxílio e com a minha parceria.
Fique na paz!
Prof. Cid Roberto
Cid Roberto
O professor Cid Roberto é profissional da atividade bancária desde 1968. Ministra aulas de Conhecimentos 
Bancários para concursos de instituições financeiras públicas exclusivamente no Gran Cursos Online. 
Atua como educador corporativo na Universidade Corporativa do Banco do Brasil desde 1987. Possui as 
certificações profissionais da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro – ANBIMA e 
de Capital CPA-10 e CPA-20. Aposentado desde 2005, por tempo de serviço, após trinta anos no Banco do 
Brasil e três anos em banco particular. É bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade Morais Júnior, do 
Sindicato dos Contabilistas do Rio de Janeiro, e em Administração pela Universidade de Brasília – UnB. Fez 
o curso de especialização Financial Markets na Yale University (Connecticut) – 2014, Bank Management 
for Superior Results na University of Texas (Austin) e DePaul University (Chicago) e Engenharia Financeira, 
Produtos e Serviços no Citibank (Fort Lauderdale e New York). Cursou o MBA – Executivo em Finanças do 
Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Brasília-DF) – Ibmec.
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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
AULA 1. 
Trechos do edital: 1 Estrutura do Sistema Financeiro Nacional. 1.1 Conselho Monetário 
Nacional. 1.2 Banco Central do Brasil. 1.3 Comitê de Política Monetária – COPOM. 1.5 Con-
selho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional. 10. Autorregulação bancária.
1.1 ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
Entende-se a palavra “estrutura” como o modo pelo qual as diferentes partes de um 
todo estão dispostas.
O termo “financeiro” tem a ver com finanças e a circulação e gestão do dinheiro e de 
outros recursos líquidos, segundo o Dicionário Aurélio.
Conforme o mesmo dicionário, “nacional” significa de, ou pertencente ou relativo a uma 
nação, ou próprio dela.
A palavra “sistema” é entendida como o conjunto de partes, componentes, que intera-
gem entre si, de forma ordenada, a fim de se atingir um objetivo comum.
De acordo com o conceito, todos os sistemas têm partes que interagem entre si, pos-
suem ordem ou normas e visam um objetivo comum.
Assim, poderíamos fazer as seguintes associações:
SISTEMA PARTES ORDENAMENTO/NORMAS OBJETIVO
Solar
Planetas, estrelas, satélites etc. Leis de Física etc. Manter o equilíbrio dos 
corpos celestes.
Transporte
Vias, veículos, passageiros etc. Código de Trânsito Transportar cargas e pas-
sageiros.
Financeiro 
Nacional
Órgãos normativos, entidades 
supervisoras, entidades finan-
ceiras, entidades auxiliares, PF 
e PJ etc.
Leis, decretos, resoluções, 
normas, códigos etc.
Circular as finanças da 
nação brasileira; encontro 
dos superavitários com os 
deficitários.
O Sistema Financeiro Nacional – SFN tem a função básica de fazer o encontro dos 
superavitários (doadores de recursos) com os deficitários (tomadores de recursos).
Para que isso ocorra, existem intermediários financeiros legalmente autorizados
a rea-
lizar esses encontros. São os operadores do SFN. Eles fazem com que os que têm sobra de 
dinheiro encontrem alternativas sobre onde aplicar seus recursos financeiros.
Esses recursos são repassados para os agentes econômicos que necessitam de 
dinheiro para atender às suas necessidades de consumo, que podem ser de caráter pessoal, 
bem como para a ampliação da capacidade produtiva das empresas.
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A intermediação financeira implica captar os recursos dos superavitários, repassando-
-os para os deficitários.
Os intermediários financeiros ganham juros ou comissões, a depender da operação 
financeira que realizarem.
Os superavitários, ao aplicarem seus recursos, em geral, esperam auferir rendimentos 
positivos. Os deficitários pagam juros pelos recursos que tomam emprestados.
Como consta no sítio do Banco Central do Brasil (bcb.gov.br), o SFN é composto por 
três grandes ramos:
• moeda (monetário), crédito, capitais e câmbio;
• seguros privados; e
• previdência fechada.
O principal ramo do SFN lida diretamente com quatro tipos de mercado:
Mercado monetário: é o mercado que fornece à economia papel-moeda e moeda 
escritural, aquela depositada em conta-corrente.
Mercado de crédito: é o mercado que fornece recursos para o consumo de pessoas 
em geral e para o funcionamento das empresas.
Mercado de capitais: é o mercado que permite às empresas em geral captar recursos 
de terceiros e, portanto, compartilhar os ganhos e os riscos.
Mercado de câmbio: é o mercado de compra e venda de moeda estrangeira.
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Composição e Segmentos do Sistema Financeiro Nacional
Moeda, Crédito, Capitais e Câmbio Seguros Privados1 Previdência Fechada
Ó
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ão
s 
N
or
m
at
iv
os
Conselho Monetário Nacional – CMN
Conselho Nacional 
de Seguros 
Privados – CNSP
Conselho Nacional 
de Previdência 
Complementar – 
CNPC
E
nt
id
ad
es
 
Su
pe
rv
is
or
as
Banco Central do Brasil – Bacen
Comissão 
de Valores 
Mobiliários – 
CVM
Superintendência 
de Seguros 
Privados – Susep
Superintendência 
Nacional de 
Previdência 
Complementar – 
Previc
O
pe
ra
do
re
s
Bancos e Caixas 
Econômicas Corretoras e Distribuidoras
2 Seguradoras e Resseguradores
Entidades 
Fechadas de 
Previdência 
Complementar 
(Fundos de Pensão)
Cooperativas 
de Crédito
Administradoras 
de Consórcios
Bolsas de 
Valores3 
Entidades Abertas 
de Previdência 
Complementar
–
Instituições de 
Pagamento
Demais 
Instituições não 
Bancárias
Bolsas de 
Mercadorias 
e Futuros
Sociedades de 
Capitalização –
Fonte: bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/sfn. Acesso em: 08 jul. 2022.
Órgãos Normativos
Têm a atribuição de traçar as linhas gerais que devem ser observadas na parte do sis-
tema financeiro que está a cargo de cada uma delas. Não executam nada.
São os seguintes:
• Conselho Monetário Nacional – CMN;
• Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP; e
• Conselho Nacional de Previdência Complementar – CNPC.
Entidades Supervisoras
Executam o que foi determinado pelos órgãos normativos, cabendo-lhes supervisionar, 
fiscalizar, acompanhar e punir os operadores do sistema financeiro, dentro das atribuições 
definidas para cada uma delas.
1 Aqui estão inseridos a previdência complementar aberta e os títulos de capitalização.
2 Dependendo de suas atividades corretoras e distribuidoras, também são fiscalizadas pela CVM.
3 A única bolsa de valores e a única bolsa de mercadoria e futuros em funcionamento no Brasil é a B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão.
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São as seguintes instituições:
• Banco Central do Brasil – Bacen;
• Comissão de Valores Mobiliários – CVM;
• Superintendência de Seguros Privados – Susep; e
• Superintendência Nacional de Previdência Complementar – Previc.
Operadores (Intermediários Financeiros)
São todos aqueles que fazem efetivamente o Sistema Financeiro Nacional alcançar o seu 
objetivo de proporcionar o encontro dos superavitários com os deficitários, cabendo-lhes observar as 
regras definidas pelos órgãos normativos e que são implementadas pelas entidades supervisoras.
1.2 LIQUIDEZ
São três os conceitos de liquidez:
• quantidade de dinheiro na economia;
• capacidade de honrar compromissos financeiros;
• possibilidade de transformar algo em dinheiro.
1.3 POLÍTICA ECONÔMICA
A política econômica consiste no conjunto de ações governamentais que são planeja-
das para atingir determinadas finalidades relacionadas com a situação econômica do Brasil.
Os instrumentos da política econômica são:
• política fiscal – tem a ver com os gastos públicos e os impostos;
• política monetária – diz respeito à moeda nacional e aos títulos públicos (dívida 
pública interna);
• política cambial – tem a ver com as moedas estrangeiras;
• política creditícia – diz respeito à concessão de créditos.
1.4 INSTRUMENTOS DE POLÍTICA MONETÁRIA
São três, basicamente, os instrumentos de política monetária utilizados pelo governo:
• Compra e venda de títulos públicos (operações do mercado aberto) – quando o 
governo vende (lança) títulos no mercado, ele retira moeda da economia, e, quando 
compra títulos, ele coloca moeda na economia.
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• Depósitos compulsórios – correspondem a um percentual das captações que os 
bancos são obrigados a recolher ao Banco Central; quanto maior o percentual do 
compulsório, menos moeda na economia, e vice-versa.
• Controle da taxa de juros – quanto maior a taxa de juros, menos pessoas estarão 
dispostas a tomar dinheiro emprestado, resultando em menos moeda na economia.
Alguns defendem que o redesconto e a emissão de moeda também são instrumentos 
de política monetária.
1.5 MERCADO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO
Mercado primário
As empresas ou o governo emitem títulos e valores mobiliários para captar novos recur-
sos diretamente de investidores.
Mercado secundário
É composto por títulos e valores mobiliários previamente adquiridos no mercado primá-
rio, ocorrendo apenas a troca de titularidade, isto é, a compra e a venda. Não envolve mais o 
emissor nem a entrada de novos recursos de capital para quem o emitiu. Seu objetivo é gerar 
negócios, isto é, dar liquidez aos títulos.
1.6 SPREAD BANCÁRIO
Em termos simplificados, o spread bancário é a diferença entre a taxa de juros cobrada 
aos tomadores de crédito e a taxa de juros paga aos depositantes pelos bancos.
Em outras palavras, é a diferença entre a remuneração que o banco paga ao aplicador 
para captar um recurso e o quanto esse banco cobra para emprestar o mesmo dinheiro.
O cliente que deposita dinheiro no banco, em poupança ou em outra aplicação, está de fato 
fazendo um empréstimo ao banco. Portanto, o banco remunera os depósitos de clientes a uma 
certa taxa de juros (chamada taxa de juros de captação ou simplesmente taxa de captação).
Analogamente, quando o banco empresta dinheiro a alguém, cobra uma taxa pelo 
empréstimo – uma taxa que será certamente superior à taxa de captação.
A diferença entre as duas taxas é o chamado spread bancário.
O spread bancário pode ser apurado em sua forma bruta e líquida.
Na forma bruta, leva em conta somente a taxa de aplicação financeira, o custo para o 
tomador do empréstimo e a taxa de captação, o custo da instituição financeira para captar o 
recurso financeiro.
Na forma líquida, leva em conta os impostos, a inadimplência, as despesas operacionais 
e as provisões do Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
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1.7 CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL
O Conselho Monetário Nacional (CMN) foi instituído pela Lei n. 4.595, de 31 de dezem-
bro de 1964. É o órgão deliberativo máximo do Sistema Financeiro Nacional. Tem a respon-
sabilidade de expedir diretrizes gerais para o bom funcionamento do SFN.
Dentre suas funções, estão:
• fixar a meta anual de inflação;
• orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras, quer públicas, quer 
privadas, tendo em vista propiciar, nas diferentes regiões do país, condições favo-
ráveis ao desenvolvimento harmônico da economia nacional;
• propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros;
• zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras;
• coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública 
interna e externa;
• aprovar os orçamentos monetários, preparados pelo Banco Central, por meio dos 
quais se estimarão as necessidades globais de moeda e crédito;
• determinar as características gerais das cédulas e das moedas;
• fixar as diretrizes e normas da política cambial, inclusive quanto à compra e à 
venda de ouro e quaisquer operações em Direitos Especiais de Saque e em moeda 
estrangeira;
• disciplinar o crédito em todas as suas modalidades e as operações creditícias em 
todas as suas formas, inclusive aceites, avais e prestações de quaisquer garantias 
por parte das instituições financeiras;
• regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização dos que exercerem ativi-
dades subordinadas a essa lei, bem como a aplicação das penalidades previstas;
• limitar, sempre que necessário, as taxas de juros, descontos, comissões e qual-
quer outra forma de remuneração de operações e serviços bancários ou financei-
ros, inclusive os prestados pelo Banco Central, assegurando taxas favorecidas aos 
financiamentos que se destinem a promover benefícios nas atividades rurais;
• determinar a percentagem máxima dos recursos que as instituições financeiras 
poderão emprestar a um mesmo cliente ou grupo de empresas;
• estipular índices e outras condições técnicas sobre encaixes, mobilizações e outras 
relações patrimoniais a serem observadas pelas instituições financeiras;
• expedir normas gerais de contabilidade e estatística a serem observadas pelas ins-
tituições financeiras;
• delimitar, com periodicidade não inferior a dois anos, o capital mínimo das institui-
ções financeiras privadas, levando em conta sua natureza, bem como a localização 
de suas sedes e agências ou filiais;
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• autorizar o Banco Central e as instituições financeiras públicas federais a efetuar a 
subscrição, compra e venda de ações e outros papéis emitidos ou de responsabili-
dade das sociedades de economia mista e empresas do Estado;
• disciplinar as atividades das Bolsas de Valores e dos corretores de fundos públicos;
• estatuir normas para as operações das instituições financeiras públicas, para pre-
servar sua solidez e adequar seu funcionamento aos objetivos da Lei n. 4.595/1964;
• aplicar aos bancos estrangeiros que funcionem no país as mesmas vedações ou 
restrições equivalentes, que vigorem nas praças de suas matrizes, em relação a 
bancos brasileiros ali instalados ou que nelas desejem se estabelecer;
• baixar normas que regulem as operações de câmbio, inclusive swaps, fixando limi-
tes, taxas, prazos e outras condições.
Junto ao CMN, funciona a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito – Comoc, com-
posta dos seguintes membros:
• Presidente do Banco Central do Brasil;
• Presidente da Comissão de Valores Mobiliários;
• Secretário-Executivo do Ministério da Economia;
• Secretário de Política Econômica do Ministério da Economia;
• Secretários do Tesouro Nacional do Ministério da Economia; e
• quatro Diretores do Banco Central do Brasil, indicados pelo seu Presidente.
A Comoc possui as seguintes competências:
• propor a regulamentação das matérias tratadas na Lei n. 4.595/1964, de competên-
cia do Conselho Monetário Nacional;
• manifestar-se, na forma prevista em seu regimento interno, previamente, sobre as 
matérias de competência do Conselho Monetário Nacional, especialmente aquelas 
constantes da Lei n. 4.595, de 31/12/1964; e
• outras atribuições que lhe forem cometidas pelo Conselho Monetário Nacional.
O CMN é constituído pelo Ministro de Estado da Economia (Presidente), pelo Secretá-
rio Especial de Fazenda do Ministério da Economia e pelo Presidente do Banco Central do 
Brasil (Bacen).
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Os seus membros reúnem-se ordinariamente uma vez por mês e, extraordinariamente, 
por convocação do seu Presidente para deliberarem sobre assuntos relacionados com as 
competências do CMN.
Em todas as reuniões, lavram-se atas, que informarão o local e a data de sua reali-
zação, os nomes dos conselheiros presentes e dos demais participantes e convidados, o 
resumo dos assuntos apresentados e debates ocorridos e as deliberações tomadas, cujo 
extrato é publicado no Diário Oficial da União – DOU.
As decisões de caráter confidencial serão comunicadas somente aos interessados.
Os serviços de secretaria do CMN são exercidos pelo Bacen.
As metas de inflação e os respectivos intervalos de tolerância serão fixados pelo Con-
selho Monetário Nacional – CMN, mediante proposta do Ministro de Estado da Economia.
Atualmente, o CMN deve estipular as metas anuais com três anos de antecedência.
1.8 CONSELHO DE RECURSOS DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL – CRSFN
É um órgão colegiado, de segundo grau, integrante da estrutura do Ministério 
da Economia.
Tem por finalidade o julgamento administrativo, em segunda e última instância, dos 
recursos contra as sanções aplicadas pelo(a):
• Banco Central do Brasil – Bacen;
• Comissão de Valores Mobiliários – CVM;
• Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF; e
• demais autoridades competentes, nas sanções aplicadas nos processos de lava-
gem de dinheiro.
Compete ao CRSFN julgar os recursos referentes a decisões:
• do Bacen relativas à aplicação de penalidade de cassação ou suspensão às socie-
dades de crédito imobiliário do Sistema Financeiro de Habitação;
• que apliquem às empresas comerciais exportadoras a penalidade de cancelamento 
do Registro Especial na Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil (CACEX) 
e na Secretaria da Receita Federal;
• da CVM em processo administrativo sancionador por infrações no mercado de 
valores mobiliários;
• do COAF, do BCB, da CVM e das demais autoridades administrativas competentes, 
no que tange à Lei de Prevenção à Lavagem de Bens e Valores;
• do BCB e da CVM, relativas a infração às normas legais e regulamentares que 
regem o sistema de pagamentos brasileiro;
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• do BCB que apliquem penalidade de multa, suspensão ou inabilitação temporária para 
o exercício de cargos de direção na administração ou gerência em instituições finan-
ceiras, pelo descumprimento de normas legais ou regulamentares que contribuam para 
gerar indisciplina ou para afetar a normalidade do mercado financeiro e de capitais;
• do BCB relacionadas à retificação de informações, à aplicação de multas e custos 
financeiros associados a recolhimento compulsório, ao encaixe obrigatório e ao 
direcionamento obrigatório de recursos, bem como as referentes à desclassificação 
e à descaracterização de operações de crédito rural;
• do BCB referentes à adoção de medidas cautelares que:
 – determinem o afastamento dos indiciados da administração dos negócios da ins-
tituição
financeira, enquanto perdurar a apuração de suas responsabilidades;
 – impeçam que os indiciados assumam quaisquer cargos de direção ou adminis-
tração de instituições financeiras ou atuem como mandatários ou prepostos de 
diretores ou administradores dessas;
 – imponham restrições às atividades da instituição financeira; ou
 – determinem à instituição financeira a substituição da empresa de auditoria contá-
bil ou do auditor contábil independente.
1.9 BANCO CENTRAL DO BRASIL
É uma autarquia de natureza especial, criado pela Lei n. 4.595/1964 e com autonomia 
estabelecida pela Lei Complementar n. 179/2021.
Tem a missão de garantir a estabilidade do poder de compra da moeda, zelar por um 
sistema financeiro sólido, eficiente e competitivo e fomentar o bem-estar econômico da 
sociedade.
Manter a inflação sob controle, ao redor da meta, é objetivo fundamental do Bacen.
A estabilidade dos preços preserva o valor do dinheiro, mantendo o poder de compra da 
moeda. Para alcançar esse objetivo, o BC utiliza a política monetária, política que se refere 
às ações do BC que visam afetar o custo do dinheiro (taxas de juros) e a quantidade de 
dinheiro (condições de liquidez) na economia.
Faz parte da missão do Bacen assegurar que o sistema financeiro seja sólido (tenha 
capital suficiente para arcar com seus compromissos) e eficiente.
Ele é responsável por executar a estratégia estabelecida pelo Conselho Monetá-
rio Nacional (CMN) para manter a inflação sob controle e atua como secretaria executiva 
desse órgão.
Sua sede fica em Brasília e tem representações nas capitais dos estados do Rio Grande 
do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará e Pará.
É o principal órgão executivo do Sistema Financeiro Nacional.
É por meio do Bacen que o governo intervém diretamente no Sistema Financeiro.
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A autonomia do Banco Central foi sancionada por meio da Lei Complementar n. 179, de 
24/02/2021. A citada Lei estabeleceu que o Presidente e os Diretores do BC terão mandatos 
fixos de quatro anos, não coincidentes com o do Presidente da República.
O objetivo principal do Bacen é assegurar a estabilidade de preços. Seus objetivos 
secundários, perseguidos quando não houver prejuízo ao objetivo principal, são: zelar pela 
estabilidade e eficiência do sistema financeiro; suavizar as flutuações do nível de atividade 
econômica; e fomentar o pleno emprego.
Sua diretoria colegiada será composta por nove membros – Presidente e oito Diretores; 
todos serão indicados e nomeados pelo Presidente da República, após aprovação pelo Senado 
Federal; e todos deverão ter reputação ilibada e conhecimentos que os qualifiquem para a função.
O mandato do Presidente e dos Diretores do Bacen será de quatro anos, não coinciden-
tes com o do Presidente da República; os mandatos dos Diretores terão início de forma alter-
nada (dois por ano); e o Presidente e os Diretores poderão ser reconduzidos uma vez ao cargo.
O Presidente e os Diretores podem ser exonerados se houver enfermidade que os inca-
pacite para a função; a pedido; quando apresentarem comprovado e recorrente desempenho 
insuficiente para o alcance dos objetivos do Banco Central; e se houver condenação transi-
tada em julgado por crimes que impeçam exercício de cargos públicos.
Com a autonomia implantada pela LC n. 179/2021, o Bacen deixou de ter vinculação a 
qualquer Ministério. Ele é uma autarquia de natureza especial, com autonomia técnica, ope-
racional, administrativa e financeira.
Prestação de contas
No primeiro e no segundo semestres de cada ano, o Presidente do Bacen deverá apre-
sentar ao Senado Federal os relatórios de inflação e de estabilidade financeira. O Bacen con-
tinua também a divulgar comunicados e atas das decisões de política monetária, indicadores 
de conjuntura e outras informações.
A fixação de meta para a inflação continua ser de responsabilidade do CMN.
As principais atribuições do Bacen, previstas na Lei n. 4.595/1964, dos art. 8º ao 15, são:
• formular, executar, acompanhar e controlar as políticas monetária, cambial, de cré-
dito e de relações financeiras com o exterior;
• emitir moeda-papel e moeda metálica;
• organizar, disciplinar e fiscalizar o Sistema Financeiro Nacional;
• organizar, disciplinar e fiscalizar o Sistema de Consórcio;
• realizar a gestão do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB);
• executar os serviços do meio-circulante;
• exercer a fiscalização das instituições financeiras e aplicar as penalidades previstas;
• conceder autorização às instituições financeiras, a fim de que possam:
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– funcionar no país (as instituições financeiras estrangeiras dependem de prévia 
autorização do Poder Executivo para funcionarem);
– instalar ou transferir suas sedes, ou dependências, inclusive no exterior;
– ser transformadas, fundidas, incorporadas ou encampadas;
– praticar operações de câmbio, crédito real e venda habitual de títulos da dívida 
pública federal, estadual ou municipal, ações debêntures, letras hipotecárias e 
outros títulos de crédito ou mobiliários;
– ter prorrogados os prazos concedidos para funcionamento;
– alterar seus estatutos;
– alienar ou, por qualquer outra forma, transferir o seu controle acionário.
• estabelecer condições para a posse e para o exercício de quaisquer cargos de 
administração de instituições financeiras privadas, assim como para o exercício de 
quaisquer funções em órgãos consultivos, fiscais e semelhantes, segundo normas 
que forem expedidas pelo Conselho Monetário Nacional;
• efetuar o controle do fluxo de capitais estrangeiros;
• ser depositário das reservas oficiais de ouro e de moeda estrangeira e de Direitos 
Especiais de Saque e fazer com estas últimas todas e quaisquer operações previs-
tas no Convênio Constitutivo do Fundo Monetário Internacional;
• exercer o controle do crédito sob todas as suas formas;
• determinar o recolhimento de até 100% do total dos depósitos à vista e de até 60% 
de outros títulos contábeis das instituições financeiras, seja na forma de subscrição 
de Letras ou Obrigações do Tesouro Nacional ou compra de títulos da Dívida Pública 
Federal, seja por meio de recolhimento em espécie, em ambos os casos entregues 
ao Banco Central do Brasil, a forma e condições por ele determinadas, podendo:
– adotar percentagens diferentes em função das regiões geoeconômicas; das prio-
ridades que atribuir às aplicações; da natureza das instituições financeiras;
– determinar percentuais que não serão recolhidos, desde que tenham sido reapli-
cados em financiamentos à agricultura, sob juros favorecidos e outras condições 
por ele fixadas.
• realizar operações de redesconto e empréstimo com instituições financeiras públicas 
e privadas, consoante remuneração, limites, prazos, garantias, formas de negociação 
e outras condições estabelecidos em regulamentação editada pelo próprio Bacen;
• determinar que as matrizes das instituições financeiras registrem os cadastros das 
firmas que operam com suas agências há mais de um ano;
• prover os serviços de Secretaria do Conselho Monetário Nacional;
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• efetuar, como instrumento de política monetária, operações de compra e venda de 
títulos públicos federais, consoante remuneração, limites, prazos, formas de negocia-
ção e outras condições estabelecidos em regulamentação editada pelo próprio Bacen;
• regular o serviço de compensação de cheques e outros papéis;
• regular as condições de concorrência entre instituições financeiras, coibindo os 
abusos com a aplicação de punições; e
• executar as políticas necessárias
para o cumprimento das metas anuais de inflação 
fixadas pelo Conselho Monetário Nacional.
Caso a meta não seja cumprida, o Presidente do Banco Central do Brasil divulgará 
publicamente as razões do descumprimento, por meio de carta aberta ao Ministro da Econo-
mia, que deverá conter:
• descrição detalhada das causas do descumprimento;
• providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos; e
• o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.
O Banco Central do Brasil operará exclusivamente com instituições financeiras públi-
cas e privadas, vedadas operações bancárias de qualquer natureza com outras pessoas de 
direito público ou privado, salvo as expressamente autorizadas por lei.
Os encargos e serviços de competência do Banco Central, quando por ele não executa-
dos diretamente, serão contratados de preferência com o Banco do Brasil, exceto nos casos 
especialmente autorizados pelo Conselho Monetário Nacional.
Constituem receita do Banco Central as rendas:
• de operações financeiras e de outras aplicações de seus recursos;
• das operações de câmbio, de compra e venda de ouro e de quaisquer outras ope-
rações em moeda estrangeira; e
• eventuais, inclusive as derivadas de multas e de juros de mora aplicados por força 
do disposto na legislação em vigor.
Banco do governo
Detém as contas mais importantes do governo. É o depositório das reservas interna-
cionais do país. Atua, em nome do Tesouro Nacional, nos leilões de títulos públicos federais. 
Representa o país junto a organismos internacionais.
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Banco dos bancos
As instituições financeiras precisam manter contas no Bacen – Reserva Bancária ou 
Conta de Liquidação. Essas contas são monitoradas para que as transações financeiras 
aconteçam com fluidez e para que as próprias contas não fechem o dia com saldo negativo.
Fornece crédito a instituições com necessidades transitórias de liquidez (redesconto de 
liquidez).
Emissor do dinheiro
O Bacen gerencia o meio circulante, que nada mais é do que garantir, para a população, 
o fornecimento adequado de dinheiro em espécie. Possui o monopólio para a emissão de 
moeda. Cuida do orçamento monetário, emissão e saneamento do meio circulante.
Executor da política cambial
É responsável pelo funcionamento regular do mercado de câmbio, a estabilidade rela-
tiva das taxas de câmbio e o equilíbrio do balanço de pagamentos.
1.10 COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA – COPOM
O Copom foi instituído em 20/06/1996, com o objetivo de estabelecer as diretrizes da 
política monetária e de definir a taxa de juros.
É composto pelos nove membros da Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, o 
Presidente e oito Diretores. O Presidente tem o voto de qualidade.
O regime de “metas para a inflação” é um regime monetário com o qual o Banco Cen-
tral se compromete a atuar de forma a garantir que a inflação observada esteja em linha com 
uma meta pré-estabelecida, anunciada publicamente.
Se as metas não forem atingidas, cabe ao Presidente do Banco Central divulgar, em 
Carta Aberta ao Ministro da Economia, os motivos do descumprimento, bem como as provi-
dências e prazo para o retorno da taxa de inflação aos limites estabelecidos.
Formalmente, hoje, os objetivos do Copom são:
• definir a meta da taxa Selic;
• definir as orientações e diretrizes estratégicas para a execução da política 
monetária; e
• divulgar o relatório de inflação.
O Copom reúne-se oito vezes por ano, com um intervalo em torno de 45 dias entre as 
reuniões, e extraordinariamente por convocação do Presidente.
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As reuniões ordinárias do Copom dividem-se em dois dias seguidos:
• a primeira sessão, geralmente numa terça-feira, destina-se a apresentações técni-
cas sobre a conjuntura econômica;
• a segunda sessão, no dia seguinte ao da primeira sessão, em geral numa quarta-
-feira, que se destina à decisão da meta para a taxa Selic.
As reuniões ordinárias e extraordinárias são realizadas com a presença de, no mínimo, 
o Presidente, ou seu substituto, e metade do número de Diretores.
O Copom deliberará por maioria simples de votos, a serem proferidos oralmente, 
cabendo ao Presidente o voto de qualidade.
O comunicado da decisão do Copom, que deverá identificar o voto de cada membro, 
é divulgado na data da segunda sessão da reunião ordinária, a partir das 18h30 e imediata-
mente após o término da sessão.
A taxa de juros fixada na reunião do Copom é a meta para a taxa Selic (taxa média 
dos financiamentos diários, com lastro em títulos federais, apurados no Sistema Especial de 
Liquidação e Custódia), a qual vigora por todo o período entre reuniões ordinárias do Comitê.
O período de vigência da meta para a taxa Selic tem início no dia útil seguinte ao do 
término de cada reunião do Copom.
A ata da reunião é divulgada em até quatro dias úteis contados da data de término 
da reunião.
A ata da reunião do Copom conterá a decisão tomada pelo Copom, o registro nominal dos 
votos proferidos pelos seus membros e um sumário das discussões ocorridas durante a reunião.
O calendário anual das reuniões ordinárias do Copom é divulgado até o final do mês 
de junho do ano anterior ao da realização das reuniões, admitidos ajustes até o último dia do 
ano em que ocorrer a divulgação.
Os membros do Copom devem observar o período de silêncio, que compreende os dias 
anteriores e posteriores às reuniões do Comitê.
O período de silêncio compreende o quarto dia útil antes da reunião até o quarto dia útil 
após a reunião. Começa na quarta-feira da semana anterior daquela em que ocorre a reunião 
até a terça-feira da semana seguinte, quando ocorre a publicação da ata.
Durante o período de silêncio, é vedado aos membros do Copom:
• emitir declaração sobre assuntos do Copom em discursos, entrevistas à imprensa e 
encontros com pessoas que possam ter interesse nas decisões do Copom, incluindo 
regulados, economistas, investidores, analistas de mercado e empresários; e
• autorizar a divulgação de pronunciamento em que tenham emitido declaração sobre 
assuntos do Copom, mesmo que a declaração tenha sido emitida fora do período 
de silêncio.
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Sobre a sigla Selic, podemos ter três significados diferentes:
• Selic-Meta – definida pelo Copom; não é um tabelamento de juros, mas uma sina-
lização, uma referência para que os bancos utilizem essa meta quando empresta-
rem dinheiro uns para os outros.
• Selic-Diária – também chamada de Selic Efetiva ou Selic Over, uma média ponde-
rada calculada diariamente com base nas taxas praticadas em operações compro-
missadas com prazo de um dia útil, com lastro em títulos públicos federais, liquida-
das no próprio Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) ou em sistemas 
operados por câmaras ou prestadores de serviços de compensação e de liquidação.
• Selic – Sistema de Liquidação e Custódia. Tal sistema é uma infraestrutura do mer-
cado financeiro administrada pelo BC, em que são registradas as transações com 
títulos públicos federais.
A Taxa Selic-Diária não se confunde com a meta para a Taxa Selic definida nas reuni-
ões do Copom.
A Selic-Meta é a taxa básica de juros da economia. É o principal instrumento de política 
monetária utilizado pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação. Ela influencia todas as 
taxas de juros do país, como as taxas de juros dos empréstimos, dos financiamentos e das 
aplicações financeiras.
1.11 Autorregulação Febraban
A autorregulação FEBRABAN é um sistema criado pelas próprias instituições finan-
ceiras que estabelece uma série de compromissos
de conduta os quais, em conjunto com 
as diversas outras normas aplicáveis as suas atividades, contribuem para que o mercado 
funcione de forma ainda mais eficaz, clara e transparente, em benefício do consumidor, da 
sociedade e contribuindo para um sistema financeiro saudável, ético e eficiente.
Todas as instituições financeiras associadas à FEBRABAN participam como signatárias 
da autorregulação e se submetem ao Código de Conduta Ética e Autorregulação Bancária.
São as chamadas Signatárias “Nível I”.
As instituições podem, ainda, de forma voluntária, aderir a um ou mais eixos normati-
vos da autorregulação. São consideradas “Nível II” as instituições financeiras signatárias que 
aderirem voluntariamente a pelo menos um dos eixos normativos descritos a seguir e “Nível 
III” aquelas que aderirem a todos os eixos normativos.
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São três os eixos normativos voluntários da autorregulação:
• relacionamento com o consumidor: esse conjunto de normativos consolida diretri-
zes e procedimentos para as boas práticas das instituições financeiras com seus 
consumidores;
• prevenção a ilícitos: atualmente relacionado aos Normativos SARB n. 011/2013 e 
021/2019, esse eixo normativo consolida as melhores práticas nacionais e interna-
cionais de prevenção e combate à lavagem de dinheiro e financiamento ao terro-
rismo e à corrupção;
• responsabilidade socioambiental: conjunto de diretrizes e procedimentos funda-
mentais para as práticas socioambientais das signatárias nos negócios e na rela-
ção com as partes interessadas, conforme regras atualmente previstas no Norma-
tivo SARB n. 014/2014.
A autorregulação é regida pelo Código de Conduta Ética de Autorregulação Bancária e 
pelos normativos da autorregulação.
O propósito da autorregulação é promover a melhoria contínua da qualidade do rela-
cionamento entre os bancos participantes do Sistema e os consumidores. Assim, porque ela 
contribui para um melhor funcionamento do setor como um todo, os consumidores e a socie-
dade são diretamente beneficiados por esse processo.
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AULA 2. 
Trechos do edital: 4 Produtos e serviços financeiros. 4.1 Depósitos e transferências. 4.2 
Letras de câmbio. 4.3 Cobrança e pagamento de títulos e carnês. 4.4 Transferências automá-
ticas de fundos. 4.5 Cartões de crédito e débito. 4.6 Arrecadação de tributos e tarifas públi-
cas. 4.7 Crédito rotativo. 4.8 Descontos de títulos. 4.9 Financiamento de capital de giro. 4.10 
Leasing: tipos, funcionamento, bens. 4.11 Financiamento de capital fixo. 4.12 Crédito direto 
ao consumidor. 4.13 Crédito rural. 4.14 Cadernetas de poupança. 4.15 Cartões de crédito. 
4.19 Abertura e movimentação de contas: documentos básicos.
2.1. MERCADO BANCÁRIO
As instituições financeiras e bancárias pouco utilizam recursos financeiros próprios para 
fazerem suas operações.
São chamadas de intermediárias financeiras exatamente porque captam recursos de 
um lado e emprestam do outro lado.
Os bancos ganham dinheiro fazendo operações financeiras e operações acessórias.
As operações financeiras podem ser classificadas de duas formas:
• passivas – captações; e
• ativas – empréstimos.
As operações acessórias são as prestações de serviços realizadas pelos bancos.
Nas operações passivas e ativas, há incidência de juros. Nas acessórias, a cobrança 
de tarifas.
Operações
Passivas
Depósitos à vista (conta-corrente), depósitos a prazo, cadernetas de pou-
pança, letras de câmbio
Operações
Ativas
Cheque especial, crédito direto ao consumidor (CDC), financiamentos do 
sistema financeiro da habitação, crédito rural, adiantamento a depositan-
tes, abertura de crédito fixo, abertura de crédito rotativo.
Operações
Acessórias
Ordem de pagamento, cheque de viagem, cobrança de títulos, arreca-
dação de tributos, cartão de crédito, administração de fundos de inves-
timento, administração de consórcios, prestação de garantias, compra e 
venda de moeda estrangeira.
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2.2. ABERTURA E MOVIMENTAÇÃO DE CONTAS: DOCUMENTOS BÁSICOS
Abertura
Para abertura de conta corrente, também chamada de conta de depósitos à vista, é 
necessário preencher a ficha-proposta de abertura de conta, que é o contrato firmado entre 
banco e cliente; dispor de quantia mínima, caso exigida pelo banco; e apresentar os originais 
dos seguintes documentos:
No caso de pessoa física:
• documento de identificação (carteira de identidade ou equivalente, como, por exem-
plo, a Carteira Nacional de Habilitação nos moldes previstos na Lei n. 9.503, de 1997);
• inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF); e
• comprovante de residência.
No caso de pessoa jurídica:
• documento de constituição da empresa (contrato social e registro na junta comercial);
• documentos que qualifiquem e autorizem os representantes, mandatários ou pre-
postos a movimentar a conta; e
• inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).
O contrato de abertura de conta é um acordo entre as partes; a instituição financeira 
não é obrigada a abrir uma conta específica.
O menor de idade pode ser titular de conta bancária. O jovem menor de dezesseis anos 
precisa ser representado pelo pai, mãe ou responsável legal. O maior de dezesseis e menor 
de dezoito anos não emancipado deve ser assistido pelo pai, mãe ou pelo responsável legal.
No ato de abertura da conta, o banco deve prestar informações sobre direitos e deveres 
do correntista e do banco, constantes de contrato, tais como:
• condições para fornecimento de talonário de cheques;
• necessidade de comunicar, por escrito, qualquer mudança de endereço ou número 
de telefone;
• condições para inclusão do nome do depositante no Cadastro de Emitentes de 
Cheque sem Fundos (CCF);
• informação de que os cheques liquidados, uma vez microfilmados, poderão ser destruídos;
• tarifas de serviços, incluindo a informação sobre serviços que não podem ser cobrados;
• saldo médio mínimo exigido para manutenção da conta.
Todos esses assuntos devem estar previstos em cláusulas explicativas na ficha-proposta.
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Antes de abrir uma conta, o interessado deve tomar os seguintes cuidados:
• ler atentamente o contrato de abertura de conta (ficha-proposta);
• não assinar nenhum documento antes de esclarecer todas as dúvidas, inclusive 
referentes a tarifas, juros e outros encargos;
• solicitar cópia dos documentos que assinou.
As informações incluídas na ficha-proposta e todos os documentos de identificação 
devem ser conferidos, nos originais, quando da abertura da conta, pelo funcionário encarre-
gado da abertura da conta, que assina a ficha juntamente com o gerente responsável.
Os nomes desses dois funcionários devem estar claramente indicados na ficha-proposta.
Em caso de abertura de contas para pessoas com deficiência visual, o banco deve pro-
videnciar a leitura de todo o contrato, em voz alta.
O dinheiro depositado em qualquer tipo de conta não pode ser transferido, pelo banco, 
para qualquer modalidade de investimento sem autorização do correntista. Isso somente 
pode ocorrer mediante autorização feita por escrito ou por meio eletrônico.
O banco não pode fazer débitos em conta sem autorização do cliente.
O banco só pode debitar na conta se tiver sido autorizado pelo correntista. Essa autori-
zação pode ocorrer no momento da assinatura do contrato ou em contratos de financiamento 
e empréstimo em que o cliente concorde com o débito em sua conta, ou ainda nas situações 
de agendamento de pagamento
solicitado pelo titular da conta.
O débito relativo a tarifas bancárias normalmente é autorizado no momento da assinatura 
do contrato. Observe que, mesmo autorizado, o débito referente à cobrança de tarifa em conta 
corrente e em conta de poupança não pode ser superior ao saldo disponível, sendo que o saldo 
disponível compreende o saldo em sua conta mais o limite de cheque especial, quando houver.
Manutenção e encerramento
Sendo um contrato voluntário e por tempo indeterminado, uma conta bancária pode ser 
encerrada por qualquer uma das partes envolvidas. Quando a iniciativa do encerramento for 
do banco, ele deve:
• comunicar o fato, solicitando a regularização do saldo e a devolução dos cheques 
por acaso em poder do correntista;
• anotar a decisão na ficha-proposta.
O banco deverá encerrar a conta se forem verificadas irregularidades nas informações 
prestadas, julgadas de natureza grave, comunicando o fato imediatamente ao Banco Central.
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No caso da inclusão no CCF, o encerramento da conta depende da decisão do próprio 
banco, mas este não poderá continuar fornecendo talão de cheque a você.
Quando a iniciativa do encerramento for do cliente, ele deverá observar os seguin-
tes cuidados:
• entregar ao banco correspondência solicitando o encerramento da sua conta, exi-
gindo recibo na cópia, ou enviar pelo correio, por meio de carta registrada;
• verificar se todos os cheques emitidos foram compensados para evitar que seu 
nome seja incluído no CCF pelo motivo 13 (conta encerrada);
• entregar ao banco as folhas de cheque ainda em seu poder, ou apresentar decla-
ração de que as inutilizou;
• manter recursos suficientes para o pagamento de compromissos assumidos com a 
instituição financeira ou decorrentes de disposições legais.
A instituição financeira deve lhe informar a data do efetivo encerramento da conta, por 
correspondência ou por meio eletrônico.
O Banco Central não pode bloquear ou desbloquear valores em contas.
Apenas um Juiz pode protocolar ordens de bloqueio, desbloqueio e transferências de 
valores e/ou contas, solicitar informações sobre endereço, existência de ativos financeiros, 
saldo, extratos, comunicação de falência e extinção de falência.
Para facilitar a comunicação entre o Poder Judiciário e as instituições financeiras, o Banco 
Central desenvolveu um sistema informatizado chamado Bacen Jud, por meio do qual as 
ordens judiciais são registradas e transmitidas eletronicamente para as instituições financeiras.
Na verdade, os juízes poderiam enviar suas determinações diretamente às instituições 
financeiras, mas, pela facilidade de comunicação que dispõe com o Sistema Financeiro, o 
Banco Central auxilia o Poder Judiciário na intermediação desse processo.
Movimentação
A movimentação de recursos na conta corrente de pessoa física ocorre por meio de 
cheque, guia de retirada, cartão magnético, Mobile Banking e Internet Banking.
A guia de retirada, também chamada de cheque avulso ou saque contra recibo, é um 
documento de saque exclusivamente para uso na agência bancária, sendo fornecida ao cor-
rentista somente no momento do saque.
O cartão magnético é um cartão de plástico dotado de uma tarja magnética e/ou um 
chip, que permite consultas, saques e demais operações bancárias nos terminais eletrônicos 
dos bancos ou dos estabelecimentos comerciais conveniados.
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O Mobile Banking e a Internet Banking são uma tecnologia que permite o acesso 
do cliente à sua conta, para consulta e transações eletrônicas, por meio do site do banco 
na Internet.
Nesse contexto, quando falamos de movimentação, estamos nos referindo a saque, 
retiradas, pagamentos e transferências, ou seja, movimentação a débito. É importante fazer 
essa diferenciação, pois a movimentação a crédito de uma conta (depósitos, por exemplo) 
pode ser feita por qualquer pessoa (qualquer um pode depositar valores em qualquer conta, 
sua ou de outrem, à sua livre escolha); no entanto, evidentemente apenas o titular de uma 
conta corrente ou seus representantes podem efetuar saques e pagamentos.
Na conta conjunta não solidária, a movimentação se dá exclusivamente por cheques 
ou guia de retirada. Não é emitido cartão magnético para esse tipo de conta, pois o cartão 
magnético é de uso pessoal e individual, e a conta conjunta não solidária só admite saques 
efetuados por todos os titulares em conjunto.
2.3 DEPÓSITOS À VISTA
Os depósitos à vista também são chamados de contas de depósitos ou contas-correntes.
Os bancos podem realizar a abertura e o encerramento de contas de depósitos à vista 
com a presença do cliente ou por meio eletrônico. O procedimento é facultativo e aplicável 
apenas para contas de pessoas físicas.
Se a conta for aberta por meio eletrônico, também deverá ser oferecida ao correntista a 
opção de encerrá-la por esse meio.
Para garantir a segurança de todo o processo, os bancos devem adotar procedimentos 
e controles que permitam confirmar a autenticidade dos documentos eletrônicos e das infor-
mações prestadas, bem como a identidade do cliente. Para isso, podem ser utilizadas infor-
mações disponíveis em bancos de dados de caráter público ou privado.
As tecnologias atuais de segurança da informação permitem que todo o processo seja 
realizado por meio eletrônico. São exemplos desses meios a autenticação digital certificada, o 
reconhecimento facial e de voz, a criptografia e o rastreamento pelo endereço IP, entre outros.
É permitida, ainda, a utilização de assinatura digital, a ser coletada por meio de dispo-
sitivos eletrônicos.
O banco não pode fazer débitos na conta do correntista sem autorização do cliente.
Só pode debitar na conta se tiver sido autorizado pelo depositante. Essa autorização 
pode ocorrer no momento da assinatura do contrato de abertura da conta ou em outros con-
tratos firmados com o banco, como os de financiamento e empréstimos.
A autorização pode ser dada também por assinatura digital, a ser coletada por meio de 
dispositivos eletrônicos.
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A captação de depósitos à vista, livremente movimentáveis, é atividade típica e própria 
dos bancos comerciais, o que os configura como instituições financeiras monetárias ou ban-
cárias. É a chamada captação a custo zero.
Como há custos para a abertura e movimentação da conta-corrente, os bancos podem 
estabelecer valores mínimos para a abertura dela.
A conta-corrente é o produto básico de relacionamento entre o banco e o cliente, por 
meio dela são movimentados os recursos do cliente via depósito, cheques, ordens de paga-
mento, créditos de salários e benefícios e débitos de contas agendadas (luz, telefone, fatura 
de cartão de crédito, TV a cabo, internet etc.).
A conta-corrente pode ser pessoal ou conjunta.
A conjunta pode ser:
• simples (exige a assinatura de todos os participantes); ou
• solidária (exige a assinatura apenas de um participante).
Os bancos nada podem cobrar a título de manutenção de conta corrente. Só podem 
cobrar as tarifas previstas na Res. CMN 3.919, de 25 de novembro de 2010.
Os tipos de serviços prestados pelas instituições financeiras e demais instituições auto-
rizadas a funcionar pelo BCB são classificados em quatro modalidades:
• serviços essenciais: aqueles que não podem ser cobrados;
• serviços prioritários;
• serviços especiais; e
• serviços diferenciados.
Serviços essenciais (sem cobrança):
• fornecimento de cartão com função débito;
• fornecimento de segunda via do cartão de débito, exceto nos casos decorrentes de 
perda, roubo, furto, danificação e outros motivos não imputáveis à instituição
emitente;
• realização de até quatro saques, por mês, em guichê de caixa, inclusive por meio 
de cheque ou de cheque avulso, ou em terminal de autoatendimento;
• realização de até duas transferências de recursos entre contas na própria instituição, 
por mês, em guichê de caixa, em terminal de autoatendimento e/ou pela internet;
• fornecimento de até dois extratos, por mês, contendo a movimentação dos últimos 
30 dias por meio de guichê de caixa e/ou terminal de autoatendimento;
• realização de consultas mediante utilização da internet;
• fornecimento, até 28 de fevereiro de cada ano, do extrato consolidado, discrimi-
nando, mês a mês, os valores cobrados no ano anterior relativos a tarifas;
• compensação de cheques;
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• fornecimento de até dez folhas de cheques por mês, desde que o cliente reúna os 
requisitos necessários à utilização de cheques, conforme a regulamentação em 
vigor e condições pactuadas; e
• prestação de qualquer serviço por meios eletrônicos, no caso de contas cujos con-
tratos prevejam utilizar exclusivamente meios eletrônicos.
2.4 DEPÓSITOS A PRAZO (CDB E RDB)
O Certificado de Depósito Bancário – CDB é um título de crédito (físico ou escritural), 
e o Recibo de Depósito Bancário – RDB é um recibo que, ao ser emitido, gera a obrigação 
às instituições emissoras de pagar ao aplicador, ao final do prazo contratado, o capital inicial 
mais a remuneração prevista.
Ao adquirir um CDB ou RDB, o investidor está concedendo empréstimo ao banco em 
que é correntista, tornando-se credor do banco, e o banco, naturalmente, torna-se devedor 
do investidor.
A principal diferença entre os dois é que o CDB, sendo um título, pode ser negociado 
por meio de transferência, já o RDB é inegociável e intransferível.
Trata-se de uma dívida do setor privado que permite aos bancos captarem recursos de 
pessoas físicas e jurídicas.
A rentabilidade vem dos juros pagos pela instituição ao cliente pelo empréstimo do 
dinheiro ao fim do término do contrato. A aplicação inicial varia conforme o banco.
Ambos caracterizam uma operação de depósito a prazo, que pode ser formalizada por 
um banco múltiplo, comercial, de investimento ou sociedade crédito, financiamento e investi-
mento (essa somente na forma de RDB).
É um investimento de renda fixa, que pode ser contratado com taxa pré-fixada ou taxa 
pós-fixada.
O CDB pode ser transferido para outra pessoa até o vencimento, possibilitando a sua 
negociação no mercado secundário.
O resgate antes do vencimento pode ocorrer, caso o banco emissor concorde em res-
gatá-lo antecipadamente. Isso pode gerar a perda dos rendimentos previstos inicialmente.
Esses investimentos podem ter a incidência de quatro alíquotas distintas de Imposto de 
Renda na Fonte sobre os seus rendimentos, conforme o prazo da aplicação:
Alíquota Prazo da aplicação
22,5% Até 180 dias
20,0% Entre 181 dias e 360 dias
17,5% Entre 361 dias e 720 dias
15,0% 721 dias ou mais
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Há incidência de IOF sobre os rendimentos das aplicações financeiras com prazo infe-
rior a trinta dias. Isto é, ele só será cobrado caso o investidor aplique seu dinheiro e faça o 
resgate antes de o investimento completar um mês.
A partir de trinta dias, porém, não há mais IOF. Assim, é relativamente fácil se livrar 
desse imposto, basta não resgatar o dinheiro antes de um mês de aplicação.
2.5 CADERNETA DE POUPANÇA
É a aplicação mais simples, tradicional, conservadora e popular, com a qual se pode 
aplicar pequenas somas e ter liquidez, apesar da perda de rentabilidade para saques fora da 
data de aniversário da aplicação.
Não há restrição para aplicação de grandes valores, mas, na poupança, prevalece o 
pequeno investidor, por conta da facilidade operacional, rendimento e a possibilidade de res-
gatar o valor depositado a qualquer momento.
Trata-se de um investimento de renda fixa com taxa pós-fixada.
Podem depositar pessoas físicas e jurídicas.
Remunera a pessoa física e a pessoa jurídica sem fins lucrativos mensalmente e a 
pessoa jurídica com fins lucrativos, trimestralmente, da seguinte forma:
Depósitos Remuneração
Até 03/05/2012 0,5% a.m. ou 6,17% a.a. + TR
A partir de
04/05/2012
Taxa Selic (meta)
maior que 8,5% a.a. menor ou igual a 8,5% a.a.
0,5% a.m. ou
6,17% a.a. + TR 70% da Selic a.m. + TR
A abertura da poupança e os depósitos podem ser feitos em qualquer dia do mês, 
sendo que as contas abertas nos dias 29, 30 e 31, bem como os depósitos realizados nesses 
dias, começam a contar rendimento a partir do primeiro dia do mês seguinte.
Os rendimentos obtidos por pessoas físicas e jurídicas “não tributadas” não pagam 
imposto de renda.
As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real pagam o imposto de renda sobre 
os rendimentos auferidos.
Os riscos em aplicar na poupança são quase inexistentes.
Não há risco de liquidez, visto que o valor depositado pode ser sacado a qual-
quer momento.
O risco de crédito é minimizado por ser garantido pelo Fundo Garantidor do Crédito – 
FGC até o limite de R$ 250.000,00.
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Os rendimentos de depósitos efetuados em cheque, desde que esses não sejam devol-
vidos, começam a ser contados a partir do dia depósito, e não a partir da liberação do cheque.
É vedada às instituições financeiras a cobrança de qualquer remuneração a título de 
manutenção de contas de poupança, sem exceção. Os bancos só podem cobrar as tarifas 
previstas na Res. CMN n. 3.919, de 25 de novembro de 2010.
Serviços essenciais (sem cobrança):
• fornecimento de cartão com função débito;
• fornecimento de segunda via do cartão de débito, exceto nos casos decorren-
tes de perda, roubo, furto, danificação e outros motivos não imputáveis à institui-
ção emitente;
• realização de até dois saques, por mês, em guichê de caixa ou em terminal de auto-
atendimento;
• realização de até duas transferências, por mês, para conta de depósitos de mesma 
titularidade;
• fornecimento de até dois extratos, por mês, contendo a movimentação dos últimos 
trinta dias;
• realização de consultas mediante utilização da internet;
• fornecimento, até 28 de fevereiro de cada ano, do extrato consolidado, discrimi-
nando, mês a mês, os valores cobrados no ano anterior relativos a tarifas; e
• prestação de qualquer serviço por meios eletrônicos, no caso de contas cujos con-
tratos prevejam utilizar exclusivamente meios eletrônicos.
ATENÇÃO
 A regulamentação estabelece também que a realização de saques em terminais de auto-
atendimento em intervalo de até 30 minutos é considerada como um único evento.
2.6 LETRA DE CÂMBIO
É uma ordem de pagamento, à vista ou a prazo, que um sacador emite contra um 
sacado em favor de um beneficiário (tomador), que pode ser o próprio sacador ou um terceiro.
Na letra de câmbio, participam os seguintes personagens:
• sacador ou emitente ou ordenante – aquele que dá a ordem para pagar.
• sacado – aquele contra quem é dada a ordem. É o devedor do título. Aceitando-a, 
passa a denominar-se aceitante.
• beneficiário, favorecido ou tomador – aquele a favor de quem é dada a ordem.
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São requisitos essenciais da letra de câmbio:
• a expressão “letra de câmbio”;
• a quantia que deve ser paga;
• o nome de quem deve pagar;
• o nome da pessoa a quem deve ser paga; 
• data e lugar onde a letra é sacada (emitida);
• assinatura do sacador.
Na falta de lugar de pagamento, presume-se pagável no domicílio do sacado ou no 
lugar indicado junto
a seu nome.
O vencimento da letra de câmbio pode ser:
• à vista – na apresentação (neste caso, a letra de câmbio tem validade de um ano 
após a emissão);
• a dia certo (data de vencimento);
• a tempo certo da data (prazo após a emissão);
• a tempo certo de vista (prazo após o aceite).
Especial atenção deve ser dada à chamada Letra de Câmbio Financeira, que só pode 
ser emitida por instituição financeira, sendo uma das principais formas de captação de recur-
sos das sociedades de crédito, financiamento e investimento (financeiras).
2.7 FINANCIAMENTO DE CAPITAL FIXO
São os recursos liberados pelas instituições financeiras com a destinação específica de 
financiar a aquisição dos bens fixos das empresas.
Como bens fixos, devemos entender aqueles classificados no ativo imobilizado das empresas.
São os veículos, as instalações, os móveis e utensílios, a infraestrutura da empresa, 
o maquinário, os computadores, as instalações complementares, ou seja, tudo aquilo que é 
necessário para que a empresa possa exercer sua atividade produtiva.
São operações de longo prazo e com juros mais em conta para viabilizar o desenvolvi-
mento da empresa e até de uma região.
Desta forma, as fontes (funding) dessas operações têm origem nas entidades e institui-
ções governamentais.
Destaca-se o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como 
o grande financiador das empresas no longo prazo.
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2.8 FINANCIAMENTO DE CAPITAL DE GIRO
O capital de giro é o conjunto de valores (dinheiro) necessário para a empresa fazer seus 
negócios acontecerem (girar) e está diretamente relacionado com o circulante da empresa.
Tem a ver com os recebimentos e os pagamentos da empresa.
A necessidade de capital de giro acontece quando a empresa tem algum compromisso 
a pagar e só terá os recursos necessários dali a alguns dias.
Esses compromissos podem ser impostos, aluguéis, folha de pagamento, forne-
cedores etc.
O financiamento de capital de giro visa a atender essa necessidade de capital da empresa.
Firma-se um contrato específico de abertura de crédito, em que se estabelecem o prazo, 
a taxa, o valor e as garantias.
2.9 CRÉDITO FIXO
O contrato de abertura de crédito fixo é a linha de crédito aberta com determinado valor 
para que o cliente o utilize uma única vez.
É fixo exatamente por ter não ter mobilidade, o cliente é obrigado a usar o valor liberado de 
uma única vez, sendo fixado o valor de cada parcela a ser paga periodicamente, devendo res-
tituir ao banco o valor tomado emprestado em prazo também preestabelecido contratualmente.
Na prática não se formaliza uma operação de crédito fixo, mas alguma das modalidades 
possíveis de serem realizadas: crédito direto ao consumidor, financiamento imobiliário.
2.10 CRÉDITO ROTATIVO
O contrato de abertura de crédito rotativo é a linha de crédito aberta com determinado 
limite para que o cliente utilize conforme sua necessidade.
É rotativo exatamente por ter mobilidade, o cliente o utiliza quanto necessita, quando 
quiser, pelo período que necessitar, restituindo-o ao banco assim que puder.
Como está pré-estabelecido, não há data certa para o uso do crédito nem para devolver 
(a data-limite é a data de vencimento do contrato).
Na prática, não se formaliza uma operação de crédito rotativo, mas alguma das modali-
dades possíveis de serem realizadas: cheque especial, conta garantida ou cartão de crédito
2.11 CRÉDITO DIRETO AO CONSUMIDOR
O CDC, em geral, é a operação realizada pelas financeiras para que seus clientes adqui-
ram bens e serviços. Sua maior utilização é para a aquisição de veículos e eletrodomésticos.
O bem financiado geralmente serve como garantia da operação, ficando alienado à 
financeira, ou seja, o cliente transfere à financeira a propriedade do bem adquirido com o 
dinheiro emprestado até o pagamento total da dívida.
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Atualmente, os contratos têm sido firmados com a incidência somente de juros pré-fixa-
dos, e não há prazo máximo para a sua realização.
Existe um tipo especial de CDC, chamado CDC-i, que vem a ser o Crédito Direto ao 
Consumidor com a interveniência do lojista vendedor.
A palavra “interveniência” significa, segundo o Dicionário Aurélio, entre outros, que há prá-
tica de intervenção. Esse CDC é chamado dessa maneira porque o lojista vendedor intervém na 
operação, garantindo-a. Caso o financiado não pague, caberá ao lojista quitar o financiamento.
O financiamento não é realizado somente com a participação da financeira e do cliente 
comprador do produto que estiver sendo vendido.
Esse tipo de operação atende aos interesses de lojas varejistas que tradicionalmente 
fazem vendas a prazo. Como essas lojas não são instituições financeiras, elas não podem 
financiar seus compradores. Assim, esses lojistas firmam contratos com instituições financei-
ras que assumem o compromisso de financiar as vendas desses varejistas.
Quando da formalização do contrato com o lojista, a instituição financeira passa a contar 
com o lojista, garantindo adicionalmente a operação, além da garantia real do produto ven-
dido, quando ele fica vinculado ao financiamento na forma de alienação fiduciária.
O risco de crédito é menor nesse tipo de operação, refletindo numa menor taxa de juros 
para o financiado.
Para o comprador, isso é interessante, pois este contrata o financiamento diretamente 
na loja onde estiver comprando, sem haver a necessidade de procurar alguma financeira que 
possa financiar suas compras.
O lojista tem a vantagem de receber à vista o valor das vendas, que serão pagas par-
celadamente à financeira pelo seu cliente comprador.
2.12 CHEQUE ESPECIAL
É um limite de crédito pré-estabelecido, vinculado à conta-corrente do cliente, utilizado 
de forma automática pela emissão de cheques quando não há saldo disponível.
Conforme a conta-corrente vai recebendo créditos, os recursos vão sendo transferidos 
para cobrir o saldo devedor utilizado.
Os encargos são os juros e o IOF incidentes sobre os valores utilizados e o respec-
tivo prazo.
Destina-se praticamente às pessoas físicas, embora também possa ser oferecido às 
pessoas jurídicas.
2.13 CONTAS GARANTIDAS
São contas de empréstimo separadas, mas vinculadas às contas-correntes, com limite 
de crédito de utilização rotativa destinado a suprir eventuais necessidades de capital de giro.
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Geralmente são movimentadas diretamente pelos cheques emitidos pelos clientes, 
quando não há saldo disponível na conta corrente.
São rotativas porque um limite é pré-definido para o cliente utilizá-lo quando necessário, 
e, conforme a conta-corrente vai recebendo créditos, os recursos vão sendo transferidos à 
conta garantida até cobrirem o saldo devedor.
São garantidas porque o cliente tem um limite de uso garantido previamente e também 
porque, para a abertura da conta, o cliente oferece garantias que podem ser:
• nota promissória com aval dos sócios ou terceiros que possam apresentar 
algum bem;
• caução de títulos de crédito (duplicatas ou cheques pré-datados); e/ou
• alienação fiduciária/hipoteca.
Os encargos dessa operação são calculados diariamente sobre o saldo devedor e 
cobrados, normalmente, no primeiro dia útil do mês seguinte ao da movimentação.
Os encargos são os juros e o IOF incidentes sobre os valores utilizados e o respec-
tivo prazo.
Destinam-se praticamente às pessoas jurídicas, embora também possam ser ofereci-
dos às pessoas físicas.
2.14 DESCONTOS DE TÍTULOS
São os adiantamentos de recursos que os bancos fazem aos clientes, sobre valores 
de duplicatas de cobrança
ou notas promissórias, para antecipar o fluxo de caixa do cliente.
O cliente garante o recebimento de recursos que, teoricamente, só teria disponíveis no futuro.
Geralmente, o desconto é feito sobre títulos com prazo máximo de sessenta dias e 
prazo médio de trinta dias.
O banco tem o direito de regresso, ou seja, no vencimento, caso o título não seja pago 
pelo sacado, o cedente assume a responsabilidade do pagamento, inclusive de multas e/ou 
juros de mora por atraso.
Descontos também podem ser feitos sobre os recibos de venda com cartões de crédito 
e os cheques pré-datados (no caso de cheques pré-datados, esses documentos ficam em 
caução como garantia do empréstimo).
2.15 LEASING (TIPOS, FUNCIONAMENTO, BENS)
O princípio básico que fundamenta a operação de leasing é que o fato gerador de ren-
dimentos para uma empresa é a utilização, e não a propriedade de um bem.
No Brasil, o leasing é chamado de arrendamento mercantil.
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Há dois tipos de leasing:
• financeiro: funciona como uma operação financeira. O total recebido a título de 
contraprestação mais o VRG será suficiente para que a arrendadora recupere o 
valor gasto na aquisição e tenha a rentabilidade financeira esperada na operação 
representada pela taxa pactuada; e
• operacional: não funciona como uma operação financeira. O total recebido a título 
de contraprestação mais a quantia que for apurada ao final do contrato com a 
venda do bem deverá ser suficiente para que a arrendadora recupere o valor gasto 
na aquisição e tenha a rentabilidade financeira esperada no negócio.
No leasing financeiro, é obrigatória a definição do Valor Residual Garantido (VRG).
Para o cliente exercer uma das três opções que pode exercer ao final do contrato, o 
VRG permite:
• comprar o bem arrendado;
• renovar o contrato;
• devolver o bem arrendado.
Quanto à forma de pagamento, o VRG pode ser pago:
• antecipado;
• diluído;
• misto;
• ao final.
A descaracterização do contrato de arrendamento mercantil pode ocorrer caso a opção 
de compra seja exercida antes do prazo mínimo do contrato de leasing. Após o prazo mínimo, 
isso não ocorre.
Diferenças entre o leasing
Financeiro Operacional
Prazo mínimo
Dois anos para bens com vida útil 
de até cinco anos.
Três anos para bens com vida útil 
acima de cinco anos.
Três meses.
Prazo máximo Não há. 75% da vida útil do bem arrendado.
Manutenção do bem arrendado A cargo do arrendatário. Pode ser a cargo do arrendador ou do arrendatário.
VRG Obrigatório. Não é permitido.
Opção de compra Pelo valor do VRG. Pelo valor de mercado.
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Bens arrendáveis
Podem ser objeto de arrendamento mercantil os bens móveis e imóveis, novos e usados, 
de fabricação nacional e estrangeira.
Vantagens para o arrendatário (PJ):
• “financiamento” total do bem;
• liberação do capital de giro da empresa;
• longo prazo da operação;
• dedução dos valores das contraprestações pagos como despesa operacional.
Vantagens para o arrendatário (PF):
• mais uma alternativa de financiamento;
• encargos financeiros mais baixos.
Sale and Leaseback
Operação em que o fornecedor e o arrendatário são a mesma pessoa.
2.16 CRÉDITO RURAL
É a disponibilização de recursos para aplicação exclusiva nas atividades agropecuárias 
(setor rural). Seu objetivo é:
• estimular os investimentos rurais feitos por produtores ou por suas cooperativas;
• favorecer o oportuno e adequado custeio da produção e a comercialização de pro-
dutos agropecuários;
• fortalecer o setor rural;
• incentivar a introdução de métodos racionais no sistema de produção, visando ao 
aumento de produtividade, à melhoria do padrão de vida das populações rurais e à 
adequada utilização dos recursos naturais;
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• propiciar, pelo crédito fundiário, a aquisição e a regularização de terras pelos peque-
nos produtores, posseiros e arrendatários e trabalhadores rurais;
• desenvolver atividades florestais e pesqueiras;
• estimular a geração de renda e o melhor uso da mão de obra na agricultura familiar.
O crédito rural financia:
• custeio das despesas normais de cada ciclo produtivo;
• investimento em bens ou serviços cujo aproveitamento se estenda por vários ciclos 
produtivos;
• comercialização da produção.
O custeio pode ser:
• agrícola;
• pecuário;
• de beneficiamento ou industrialização.
O crédito de custeio destina-se às despesas normais:
• do ciclo produtivo de lavouras periódicas, da entressafra de lavouras permanentes 
ou da extração de produtos vegetais espontâneos ou cultivados, incluindo o bene-
ficiamento primário da produção obtida e seu armazenamento no imóvel rural ou 
em cooperativa;
• de exploração pecuária;
• de beneficiamento ou industrialização de produtos agropecuários.
O crédito rural pode ser utilizado por:
• produtor rural (pessoa física ou jurídica);
• cooperativa de produtores rurais; e
• pessoa física ou jurídica que, mesmo não sendo produtor rural, se dedique a uma 
das seguintes atividades:
a. pesquisa ou produção de mudas ou sementes fiscalizadas ou certificadas;
b. pesquisa ou produção de sêmen para inseminação artificial e embriões;
c. prestação de serviços mecanizados de natureza agropecuária, em imóveis rurais, 
inclusive para a proteção do solo;
d. prestação de serviços de inseminação artificial, em imóveis rurais;
e. exploração de pesca e aquicultura, com fins comerciais;
f. medição de lavouras;
g. atividades florestais.
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A contratação de assistência técnica não é obrigatória, cabendo ao produtor decidir 
sobre a necessidade de assistência técnica para elaboração de projeto e orientação, salvo 
quando considerados indispensáveis pelo financiador ou quando exigidos em operações 
com recursos controlados.
São exigências essenciais para que o crédito rural seja concedido:
• idoneidade do tomador;
• apresentação de orçamento, plano ou projeto, exceto em operações de desconto 
de Nota Promissória Rural ou de Duplicata Rural;
• oportunidade, suficiência e adequação de recursos;
• observância de cronograma de utilização e de reembolso;
• fiscalização pelo financiador;
• liberação do crédito diretamente aos agricultores ou por intermédio de suas asso-
ciações formais ou informais, ou organizações cooperativas;
• observância das recomendações e restrições do zoneamento agroecológico e do 
Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE).
2.17 CARTÕES DE DÉBITO
O dinheiro é um meio de pagamento. Por meio dele, os seres humanos obtêm os ele-
mentos necessários à sobrevivência. É o modo que o mundo inventou para as coisas muda-
rem de dono.
O dinheiro de plástico é um meio de pagamento com o qual se faz a utilização dos car-
tões magnéticos, que podem ser de débito ou de crédito.
Os cartões de débito não representam um estímulo ao consumo, pois permitem a rea-
lização de compras mediante o saque no presente sobre valores já existentes na conta-cor-
rente do cliente.
Os cartões de crédito estimulam o consumo, pois permitem a realização de compras 
mediante o saque no presente sobre o limite de crédito do cliente, sem que, necessaria-
mente, os valores existam na conta-corrente dele.
O cartão de débito é um cartão magnético que possibilita ao portador sacar dinheiro em 
sua conta-corrente ou de poupança e efetuar o pagamento eletrônico de compras de produ-
tos e serviços.
Os saques ocorrem na boca do caixa ou em terminais de autoatendimento.
A transação de compra acontece por meio de equipamentos disponíveis
nas lojas cre-
denciadas, verdadeiros terminais eletrônicos conectados aos bancos, chamados POS (Point 
of Sale), sendo efetivada somente após a senha digitada ser aprovada e o sistema compro-
var que o cliente possui saldo suficiente disponível.
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Embora o cartão de débito tenha tamanho e aspecto idênticos aos do cartão de crédito, 
na prática ele funciona de forma semelhante ao cheque, sendo uma ordem de pagamento à 
vista sobre os recursos financeiros que o portador possui no banco emissor do cartão.
Entrega as seguintes vantagens para o portador:
• maior segurança em relação ao cheque, visto que, para ser utilizado, é necessário o 
uso da senha para que ocorra a liberação dos fundos bancários do portador do cartão;
• maior controle dos gastos por parte do portador, pois as transações só são efetiva-
das se o cliente dispuser efetivamente de saldo em conta-corrente;
• não incentiva o consumo, visto que o cliente só poderá efetuar compras e saques 
até o limite do seu saldo disponível;
• as compras e saques não geram encargos financeiros.
Para o lojista, a grande vantagem é ter garantido pelo banco o recebimento do valor 
da compra quando a transação é aprovada, oferecendo muito mais segurança do que se o 
pagamento tivesse ocorrido por meio de cheque.
2.18 CARTÕES DE CRÉDITO
O uso do cartão de crédito vem crescendo ao longo dos anos, acompanhando o aumento 
da renda e os avanços em geral conquistados pela sociedade brasileira.
Facilidade, segurança e ampliação das possibilidades de compras são pontos que agra-
dam à população na hora de efetuar seus pagamentos com o cartão de crédito.
Trata-se de um meio de pagamento eletrônico que possibilita ao portador adquirir bens 
e/ou serviços, pelo preço à vista, nos estabelecimentos credenciados.
Para esses estabelecimentos, o uso do cartão de crédito representa a real vantagem 
de essa forma de pagamento ser um indutor ao crescimento das vendas e a suposta des-
vantagem de um rebate no seu preço à vista pela demora no prazo do repasse dos recursos 
provenientes das vendas e pelo pagamento de comissão ao credenciador.
O pagamento dos bens e/ou serviços adquiridos com o cartão de crédito ocorrerá na 
data de vencimento da fatura, escolhida pelo portador titular, conforme as datas disponibili-
zadas pelo emissor.
Para o portador, quando este paga o valor integral da fatura no vencimento seguinte, 
a compra representa a vantagem de ganhos reais sobre a inflação, além de ajustar suas 
necessidades de consumo às suas disponibilidades momentâneas de caixa.
Os cartões de crédito têm a desvantagem de incentivar o consumo nos momentos em 
que o consumidor desejava poupar.
Além de ser um dinheiro de plástico, o cartão de crédito é, acima de tudo, um crédito 
automático, sendo uma operação de crédito rotativo, visto que um limite de crédito é estabe-
lecido para o cliente.
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O cliente não é obrigado a utilizar esse limite, mas, quando desejar fazer uso dele, 
poderá consumir pagando com o cartão até alcançar o limite estabelecido, sem precisar 
adotar qualquer outro procedimento.
Trata-se de crédito rotativo porque, quando o limite é alcançado, o cliente não pode 
mais fazer uso do cartão. Todavia, quando ele efetua o pagamento de algum valor definido 
em sua fatura, o limite de crédito é imediatamente restabelecido. Por isso, a rotatividade.
Os cartões de crédito podem ser de uso nacional ou internacional.
Os procedimentos utilizados para realizar compras com cartões de crédito, débito e pré-
-pago, seja em moeda nacional ou em moeda estrangeira, são considerados arranjos de paga-
mentos, sujeitos às normas disciplinares previstas na Lei n. 12.865, de 09 de outubro de 2013.
As bandeiras Visa, Mastercard, American Express, Diners Club, Hipercard e Elo são 
exemplos de arranjos de pagamento.
 
 
 
O Banco Central definiu três modalidades de instituições de pagamento:
• as emissoras de instrumento de pagamento pós-pago (os cartões de crédito 
pós-pagos);
• as emissoras de moeda eletrônica, quando gerenciam transações pré-pagas (os 
cartões pré-pagos);
• as credenciadoras de lojistas (empresas como Cielo e Rede, que capturam com-
pras com cartão no varejo).
As atividades das instituições de pagamento estão sujeitas à regulamentação baixada 
pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central do Brasil, nos termos dos 
artigos do 6º ao 11 da Lei n. 12.865, de 09 de outubro de 2013.
A Sociedade Administradora de Cartões de Crédito não é obrigada a conceder cartão 
de crédito a qualquer interessado. Pode se recusar a concedê-lo, visto que cada instituição 
pode estabelecer critérios próprios para a concessão de um cartão de crédito em decorrência 
de sua política de crédito.
A regulamentação em vigor proíbe a remessa do cartão de crédito sem prévia solicitação. As 
instituições financeiras devem assegurar o encaminhamento do cartão de crédito ao domicílio do 
cliente ou a sua habilitação somente em decorrência de sua expressa solicitação ou autorização.
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A instituição pode debitar em conta os valores relativos à fatura do cartão de crédito, 
desde que o portador tenha, previamente, solicitado ou autorizado por escrito ou por meio ele-
trônico a realização do débito. A referida autorização é admitida no próprio instrumento contra-
tual de abertura de conta de depósito e poderá ser cancelada a qualquer momento a pedido.
O contrato de cartão de crédito pode ser cancelado a qualquer momento, mesmo que 
haja compras parceladas no cartão com parcelas ainda a serem pagas. No entanto, é impor-
tante salientar que o cancelamento do contrato de cartão de crédito não quita ou extingue 
dívidas pendentes. Assim, deve-se buscar entendimento com o emissor do cartão sobre a 
melhor forma de liquidação da dívida.
Para tornar as regras acerca da prestação desse serviço mais claras, em 25 de novem-
bro de 2010, o CMN decidiu pela edição da Resolução n. 3.919, que, entre outras mudanças, 
padronizou a cobrança de tarifas sobre cartões de crédito.
Segundo essas normas, existem dois tipos de cartões de crédito:
• básico;
• diferenciado.
Cartão básico
É o cartão de crédito exclusivo para o pagamento de compras, contas ou serviços. O 
preço da anuidade para sua utilização deve ser o menor preço cobrado pela emissora entre 
todos os cartões por ela oferecidos.
As instituições financeiras, no processo de negociação com os clientes, estão obriga-
das a oferecer o cartão básico.
Esse cartão não pode ser associado a programas de benefícios e/ou recompensas.
Cartão diferenciado
É o cartão de crédito que, além de permitir o pagamento de compras, está associado a 
programas de benefícios e recompensas.
O preço da anuidade do cartão diferenciado deve abranger, além da utilização do cartão 
para o pagamento de compras, também a participação do usuário nos programas de benefí-
cios e recompensas associados ao cartão.
É opção do cliente contratar o cartão básico ou o cartão diferenciado. Tanto um como o 
outro podem ser nacional e/ou internacional.
O cartão de crédito pode ser emitido para pessoas físicas ou para pessoas jurídicas. No 
caso de pessoa jurídica, os cartões serão emitidos em nome dos sócios e/ou funcionários, 
podendo constar o nome da empresa que assume a responsabilidade perante o emissor.
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As instituições podem cobrar de pessoas naturais basicamente cinco tarifas referentes 
à prestação de serviços de cartão
de crédito, a título de serviços prioritários:
• anuidade;
• emissão de segunda via do cartão;
• uso do cartão para saque em espécie;
• uso do cartão para pagamento de contas (por exemplo, faturas e boletos de cobran-
ças de produtos e serviços); e
• pedido de avaliação emergencial do limite de crédito.
O valor da tarifa da anuidade do cartão básico nacional deve ser inferior ao da tarifa da 
anuidade do cartão básico internacional.
É permitida também a cobrança de tarifas pela prestação dos serviços chamados de 
diferenciados:
• envio de mensagem automática relativa à movimentação ou lançamento em cartão 
de crédito;
• fornecimento de plástico de cartão de crédito em formato personalizado;
• fornecimento emergencial de segunda via de cartão de crédito.
As instituições devem fornecer aos seus clientes demonstrativos e/ou faturas mensais 
de cartão de crédito, explicitando informações, no mínimo, a respeito dos seguintes aspectos:
• limite de crédito total e limites individuais para cada tipo de operação de crédito 
passível de contratação;
• gastos realizados com o cartão, por evento, inclusive quando parcelados;
• identificação das operações de crédito contratadas e respectivos valores;
• valores relativos aos encargos cobrados, informados de forma separada de acordo 
com os tipos de operações realizadas com o cartão;
• valor dos encargos a serem cobrados no mês seguinte, no caso de o cliente optar 
pelo pagamento mínimo da fatura;
• Custo Efetivo Total (CET), para o próximo período, das operações de crédito pas-
síveis de contratação; e
• taxas dos encargos de atraso no pagamento ou na liquidação de obrigações.
O limite de crédito concedido ao cliente é livremente definido pela instituição e deve ser 
compatível com o perfil do cliente, devendo ser informado nas faturas e/ou demonstrativos 
encaminhados ao cliente.
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Se a instituição decidir alterar os limites de crédito, sem pedido prévio do cliente, há 
duas situações possíveis:
• no caso de redução, ela deve comunicar o interessado com, no mínimo, trinta dias 
de antecedência;
• no caso de aumento, deve haver concordância prévia do cliente.
O cliente pode, a qualquer tempo, solicitar a alteração desse limite, cabendo à institui-
ção analisar se a concede ou não.
Não há um limite máximo para as taxas de juros cobradas pela instituição financeira que 
fornece o cartão de crédito. As taxas de juros são livremente pactuadas entre as instituições 
financeiras e os clientes.
Com o objetivo de diminuir o risco de superendividamento, o CMN tem adotado medidas 
com vistas a proteger o portador do cartão. Até recentemente, o CMN determinava um percen-
tual mínimo da fatura que tinha de ser pago pelo portador a cada fatura que recebia. Hoje não 
existe mais percentual mínimo estipulado pelo CMN. Cabe às administradoras de cartões de 
crédito definir o percentual mínimo a ser pago pelo seu cliente, como acharem melhor.
Esse percentual de pagamento mínimo da fatura poderá ser livremente pactuado entre 
a instituição e o cliente. Caso haja alteração desse percentual pela instituição emissora do 
cartão, o cliente deverá ser comunicado com, no mínimo, trinta dias de antecedência.
Dependendo do que estiver pactuado em contrato, é possível pagar um valor inferior ao 
total da fatura. Há contratos em que o cliente precisa pagar a totalidade da fatura no venci-
mento, e outros em que ele pode pagar um valor inferior ao total da fatura, desde que efetue 
o pagamento do valor mínimo mensal estabelecido contratualmente.
Contudo, nessa última situação, o cliente passa a ser financiado por uma operação de 
crédito relacionada à diferença entre o valor total da fatura e o valor que foi efetivamente 
pago. Em geral, esse financiamento ocorre na modalidade de crédito rotativo.
O crédito rotativo no cartão de crédito é uma modalidade de crédito para financiamento 
da fatura de cartão de crédito, sem data e parcelas definidas para pagamento pelo cliente, 
concedido quando há pagamento inferior ao valor total da fatura, mas superior ou igual ao 
mínimo mensal convencionado. A utilização do crédito rotativo sujeita o titular do cartão ao 
pagamento de juros e demais encargos.
Com a entrada em vigor da Resolução n. 4.549, de 03 de abril de 2017, o saldo devedor 
da fatura de cartão de crédito, quando não pago integralmente até o vencimento, somente pode 
ser mantido em crédito rotativo até o vencimento da fatura subsequente (em geral, trinta dias).
O pagamento da fatura do mês subsequente, no qual constará o valor remanescente do 
crédito rotativo ainda não liquidado, acrescido dos juros do período anterior, poderá ser feito com 
recursos do próprio cliente ou com recursos obtidos pelo cliente na própria instituição por meio de 
operação de crédito em outra modalidade. As instituições em geral oferecem a modalidade de “par-
celamento de fatura”, mas o cliente pode obter crédito em outra instituição para liquidar a dívida.
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A instituição financeira pode fazer um parcelamento automático do saldo do crédito 
rotativo (parcelamento de fatura automático), desde que haja previsão em contrato desse 
financiamento automático.
Nesse caso, as condições do financiamento devem ser melhores do que as do crédito 
rotativo. Além disso, a instituição deve prestar informações claras e precisas na fatura entre-
gue mensalmente ao cliente para fins de entendimento da sistemática.
O cliente pode aceitar as opções de financiamento oferecidas pela instituição, mas, 
caso prefira, ele pode negociar as condições da nova operação nos canais de atendimento 
disponíveis.
É importante destacar que o cliente pode solicitar o cancelamento das cláusulas contra-
tuais sobre parcelamentos automáticos.
A instituição financeira que concedeu o crédito rotativo não é obrigada a oferecer o par-
celamento do saldo devedor da fatura. A operação de crédito depende do interesse das duas 
partes (instituição financeira e cliente). Entretanto, caso a instituição tenha interesse em ofe-
recer o parcelamento do saldo devedor da fatura, as condições por ela oferecidas ao cliente 
devem ser mais vantajosas do que aquelas do crédito rotativo, inclusive no que diz respeito 
à cobrança de encargos financeiros.
Os valores relativos às novas compras de cada período poderão ser financiados por 
meio de novo crédito rotativo até o vencimento da fatura subsequente, em novo período em 
torno de trinta dias.
Se não houver o pagamento total do saldo devedor da fatura que já tiver sido financiado 
por trinta dias no crédito rotativo, ou se não for aceita nenhuma forma de parcelamento do seu 
pagamento, estará configurada a situação de inadimplência do cliente. Nesse caso, poderão 
ser aplicados os procedimentos previstos no contrato para situações de inadimplemento.
Quando o cliente fica em situação de inadimplência, podem ser cobrados os seguintes 
encargos, além de ele ficar sujeito ao bloqueio do uso do cartão:
• juros remuneratórios, por dia de atraso sobre a parcela vencida ou sobre o saldo 
devedor não liquidado;
• multa;
• juros de mora.
Em relação aos juros remuneratórios, somente podem ser cobrados os juros acordados 
em contrato, e a taxa praticada deve ser:
• para os valores associados a operações de parcelamento do saldo devedor da 
fatura contratadas após o cliente permanecer trinta dias no rotativo: a taxa da res-
pectiva operação de parcelamento;
• para os demais valores em atraso: a taxa de juros da modalidade de crédito rotativo.
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Caso o portador tenha parcelado o saldo devedor de crédito rotativo, o montante
obriga-
toriamente a ser pago nas faturas subsequentes a cada mês será composto pela soma dos 
seguintes valores:
• saldo do crédito rotativo acrescido dos respectivos juros incidentes no período;
• prestação ou prestações resultantes de parcelamentos do saldo devedor de perí-
odos anteriores, realizados após trinta dias de financiamento na modalidade de 
crédito rotativo;
• valor correspondente à aplicação do percentual, definido entre as partes, de paga-
mento mínimo sobre as compras e dos demais lançamentos realizados no período.
Cartão co-branded
É o cartão de marca compartilhada que carrega o logotipo da empresa associada e a 
bandeira, trazendo vantagens específicas para seus portadores, como milhagem aérea.
Reflete uma parceria em vendas e marketing cujo objetivo é fidelizar o cliente. Exem-
plos: cartões de empresas aéreas, da indústria automobilística, de redes de varejo etc.
Cartão afinidade
O cartão de afinidade reflete uma parceria entre a administradora do cartão de crédito 
com organizações não lucrativas.
Trata-se de um cartão que possui um apelo cujo objetivo é identificar o cliente com a 
empresa. Este opta por contribuir financeiramente, mesmo que indiretamente, com essas 
organizações.
Nesse tipo de cartão, o cliente é informado sobre quanto e como ele está contribuindo 
com a empresa. Exemplos: clubes de futebol, igrejas, associações etc.
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Private Label (retailer card)
É um tipo de cartão de crédito emitido por um varejista e usualmente válido apenas para 
a realização de compras com esse varejista ou em qualquer estabelecimento credenciado.
Os cartões de lojas varejistas, conhecidos como private label, emitidos por empresas 
com destinação exclusiva para a aquisição de seus próprios bens ou serviços, não são arran-
jos de pagamento e não estão sujeitos à regulação e supervisão do Banco Central.
Charged Card
É o cartão carregado previamente. Como exemplos, temos os cartões vale-refeição, 
vale-alimentação, vale-presente e o TravelMoney.
2.19 COBRANÇA E PAGAMENTO DE TÍTULOS E CARNÊS
Trata-se de uma prestação de serviços voltada para o setor privado.
Entende-se por cobrança a ação de cobrar ou receber uma dívida.
As empresas podem promover a cobrança de seus títulos mercantis de várias formas, 
entre as quais:
• recebimento por meio da tesouraria;
• cobrança no local do estabelecimento ou da residência do cliente (devedor), utili-
zando cobradores;
• cobrança por meio de estabelecimentos bancários ou financeiros.
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Cobrança bancária é a operação que consiste em o banco receber títulos e dívidas em 
favor de seus clientes cedentes, tais como: notas promissórias, duplicatas etc., cuja cobrança 
o banco se encarrega, por conta dos donos das importâncias neles consignadas.
É um produto que apresenta um dos maiores potenciais de geração de receitas de 
tarifas bancárias para os bancos, também atuando como importante fidelizador de clientes, 
abrindo caminho para outros negócios.
O valor cobrado é automaticamente creditado na conta corrente do cliente em D ou 
D+1, de acordo com o acertado entre o banco e o cliente.
Ainda, pode-se combinar o “float”, que é o número de dias em que o banco permanece 
com os recursos do cliente antes do repasse. Esse procedimento possibilita a isenção de 
cobrança da tarifa pelo serviço prestado.
A cobrança bancária é feita por meio dos bloquetos, que substituem duplicatas, notas 
promissórias, letras de câmbio ou recibos, e que circulam pela câmara de compensação.
Esses bloquetos são todos emitidos com código de barras, o que permite que eles 
sejam recebidos em qualquer agência bancária.
Por conta do sistema de compensação, os títulos podem ser cobrados em qualquer 
praça, se pagos:
• até o vencimento, em qualquer agência bancária;
• após o vencimento, apenas nas agências do banco emissor do boleto.
Atualmente, a cobrança é eletrônica e totalmente automatizada. Por meio do bloqueto, 
os dados dos títulos a serem cobrados são passados aos bancos via computador, e seu valor 
automaticamente creditado na conta do cedente.
Vantagens do produto
Para o banco:
• Aumento de depósitos à vista, pelo crédito das liquidações.
• Aumento das receitas pela cobrança de tarifas sobre serviços.
• Consolidação do relacionamento com o cliente.
• Inexistência do risco de crédito nessa prestação de serviço.
Para o cliente:
• Capilaridade da rede bancária.
• Não há necessidade de o devedor (sacado) dirigir-se à empresa para realizar o 
pagamento.
• A empresa não precisa contratar cobradores.
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• Crédito imediato do título recebido, a menos que algum float tenha sido negociado.
• Consolidação do relacionamento com o banco.
• Garantia do processo de cobrança, inclusive com o protesto do título, quando 
necessário.
2.20 ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS E TARIFAS PÚBLICAS
A arrecadação consiste no serviço de recebimento de valores das instituições públicas 
e concessionárias de serviços públicos, por meio de acordos e convênios específicos, que 
estabelecem as condições e a forma do repasse desses tributos/tarifas.
Os prazos em que os recursos ficam retidos no banco, o fluxo dos documentos e as 
formas de repasse variam conforme cada tributo/tarifa.
Por meio de seus pontos de atendimento, os bancos substituem, na verdade, as anti-
gas coletorias; esse serviço já foi o maior gerador de filas nas agências bancárias, hoje isso 
está minimizado por conta das várias alternativas e facilidades de pagamento que há fora 
das agências, por meio de:
• terminais de autoatendimento;
• home/office banking;
• mobile banking; e
• correspondentes bancários (lotéricas e outros).
Os bancos cada vez mais aperfeiçoam a tecnologia de informática e criam métodos 
alternativos para o recolhimento e o repasse mais ágeis desse serviço.
Vantagens do produto
Para o banco:
• aumento de aplicações graças aos valores arrecadados, com consequente aumento 
das receitas;
• aumento das receitas pela cobrança de tarifas;
• atrativo para a conquista de novos clientes; 
• ancoragem do cliente no banco (domicílio bancário).
Para o cliente/instituição pública:
• certeza do rigor no cumprimento das cláusulas contratuais;
• eliminação de custos administrativos;
• segurança e tranquilidade no manuseio dos valores.
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Para o cliente/contribuinte:
• comodidade do recolhimento/pagamento do tributo num domicílio bancário;
• financiamento/remuneração dos recolhimentos;
• segurança dos serviços executados;
• eliminação da perda de tempo e do trabalho de pagamento em diferentes 
órgãos públicos;
• possibilidade do agendamento por meio do débito em conta.
2.21 TRANSFERÊNCIAS AUTOMÁTICAS DE FUNDOS
Como o próprio nome diz, trata-se da transferência automática de fundos efetuada a 
pedido, desde que observadas as condições estipuladas pelo cliente.
É um serviço prestado ao cliente que, por gerenciamento de seu caixa, necessite ter 
uma ou mais contas em uma ou mais agências do banco.
O cliente informa previamente ao banco em que contas deseja manter este ou aquele 
saldo; o banco, automaticamente, ao final do dia, movimenta as contas do cliente, de forma 
a fechar o saldo diário dessas contas de acordo com o determinado pelo cliente.
O DOC e a TED não são considerados transferências automáticas de fundos, visto que 
são efetuados de forma manual.
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AULA 3.
Trechos do edital: 1.6 Bancos múltiplos; bancos comerciais; caixas econômicas; coope-
rativas de crédito; bancos comerciais cooperativos; administradoras de consórcios; correto-
ras de câmbio; bancos de investimento; bancos de desenvolvimento; sociedades de crédito, 
financiamento e investimento; sociedades de arrendamento mercantil; sociedades corretoras 
de títulos e valores mobiliários; sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários; 
sociedades de crédito imobiliário; associações de poupança e empréstimo. 1.7 Banco Nacio-
nal de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Agências de fomento. 2. Sociedades 
de fomento mercantil (factoring). 3. Sociedades administradoras de cartões de crédito.
3.1 BANCOS COMERCIAIS
São instituições financeiras privadas ou públicas cujo objetivo principal é proporcionar 
o suprimento oportuno e adequado dos recursos necessários para financiar, a curto e médio 
prazos, o comércio, a indústria, as empresas prestadoras de serviços, as pessoas físicas e 
terceiros em geral.
A captação de depósitos à vista, livremente movimentáveis, é atividade típica do banco comercial.
Deve ser constituído sob a forma de sociedade anônima, e, na sua denominação social, 
deve constar a expressão “Banco”.
É vedado o uso da palavra “Central” na denominação social.
Os bancos comerciais podem:
• captar depósitos à vista e a prazo fixo;
• descontar títulos;
• realizar operações de abertura de crédito simples ou em conta-corrente (conta 
garantida/cheque especial);
• realizar operações especiais, inclusive do crédito rural, de câmbio e comércio 
internacional;
• obter recursos junto às instituições oficiais para repasse aos clientes;
• obter recursos externos para repasse;
• efetuar a prestação de serviços, inclusive mediante convênio com outras instituições.
3.2 BANCOS DE INVESTIMENTO
São os grandes municiadores de crédito de médio e longo prazos no mercado, suprindo 
os agentes carentes de recursos para investimento em capital de giro e fixo.
Especializados em operações de participação societária de caráter temporário, de finan-
ciamento da atividade produtiva para suprimento de capital fixo e de giro e de administração 
de recursos de terceiros.
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Devem ser constituídos sob a forma de sociedade anônima.
Na sua denominação, deve constar a expressão “Banco de Investimento”.
As atividades inerentes à consecução de seus objetivos são:
• praticar operações de compra e venda, por conta própria ou de terceiros, de metais 
preciosos, no mercado físico, e de quaisquer títulos e valores mobiliários, nos mer-
cados financeiros e de capitais;
• operar em bolsas de mercadorias e de futuros, bem como em mercados de balcão 
organizados, por conta própria e de terceiros;
• operar em todas as modalidades de concessão de crédito para financiamento de 
capital fixo e de giro;
• participar do processo de emissão, subscrição (underwriting) para revenda e distri-
buição de títulos e valores mobiliários;
• operar em câmbio, mediante autorização específica do Banco Central do Brasil;
• coordenar processos de reorganização e reestruturação de sociedades e conglo-
merados, financeiros ou não, mediante prestação de serviços de consultoria, parti-
cipação societária e/ou concessão de financiamentos ou empréstimos;
• realizar outras operações autorizadas pelo Banco Central do Brasil.
Os bancos de investimento podem empregar em suas atividades, além de recursos 
próprios, os provenientes de:
• depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado;
• recursos oriundos do exterior, inclusive por meio de repasses interbancários;
• repasse de recursos oficiais;
• depósitos interfinanceiros;
• outras formas de captação autorizadas pelo Banco Central do Brasil.
Os bancos de investimento podem manter contas, sem juros e não movimentáveis por 
cheque, relativas a recursos de terceiros destinados a aplicações ou prestação de serviços.
Podem se dedicar também à prestação de vários tipos de serviços, tais como:
• avais;
• custódias;
• negociação no mercado de capitais;
• administração de carteiras de títulos e valores mobiliários e de fundos de investi-
mento, underwriting etc.
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• administração de empresas cujo objeto social esteja diretamente vinculado a ope-
rações praticadas no âmbito do mercado financeiro, abrangendo o exercício de ati-
vidades necessárias ao seu funcionamento, inclusive escrituração, administração 
de ativos e passivos e custódia.
3.3 BANCOS DE DESENVOLVIMENTO
Os bancos de desenvolvimento são instituições financeiras públicas não federais, cons-
tituídas sob a forma de sociedade anônima, com sede na capital do estado da Federação que 
detiver seu controle acionário (Res. CMN n. 394/1976).
Adotam, obrigatória e privativamente, em sua denominação a expressão “Banco de 
Desenvolvimento”, seguida do nome do estado onde tenham sede.
O objetivo precípuo dos bancos de desenvolvimento é proporcionar o suprimento oportuno 
e adequado dos recursos necessários ao financiamento, a médio e longo prazos, de programas 
e projetos que visem a promover o desenvolvimento econômico e social dos respectivos esta-
dos da Federação onde tenham sede, cabendo-lhes apoiar prioritariamente o setor privado.
Excepcionalmente, quando o empreendimento visar a benefícios de interesse comum, 
os bancos de desenvolvimento podem assistir a programas e projetos desenvolvidos fora dos 
respectivos estados.
Para atender seu objetivo, os bancos de desenvolvimento podem apoiar iniciativas que visem a:
• ampliar a capacidade produtiva da economia;
• incentivar a melhoria da produtividade;
• assegurar melhor ordenação de setores da economia regional e o saneamento 
de empresas;
• incrementar a produção rural por meio de projetos integrados;
• promover a incorporação e o desenvolvimento de tecnologia de produção.
Podem dar seu apoio financeiro a:
• pessoas físicas residentes e domiciliadas no país;
• pessoas jurídicas de direito privado; e
• pessoas jurídicas de direito público ou entidade direta ou indiretamente por elas 
controladas.
Podem praticar as seguintes modalidades de operações:
• empréstimos e financiamentos;
• prestação de garantias;
• investimentos.
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Podem praticar as seguintes modalidades de operações passivas:
• depósitos a prazo;
• operações de crédito, inclusive as provenientes de empréstimos e financiamentos 
obtidos no país ou no exterior;
• operações de crédito ou contribuições do setor público federal, estadual ou 
municipal.
3.4 SOCIEDADES DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO
São as financeiras, que têm por finalidade conceder crédito pessoal e financiar bens 
duráveis às pessoas físicas ou jurídicas (usuários finais) por meio do conhecido crediário ou 
Crédito Direto ao Consumidor – CDC (Res. CMN n. 45/1966).
Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima, e, na sua denominação 
social, deve constar a expressão “Crédito, Financiamento e Investimento”.
Podem captar recursos por meio de aceite ou colocação de letra de câmbio no mercado 
e de depósito a prazo na forma de RDB.
3.5 SOCIEDADES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL
Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima, adotando obrigatoriamente, 
em sua denominação social, a expressão “Arrendamento Mercantil” (Res. CMN n. 4.976/2021).
Estão sujeitas, no que couber, às mesmas condições estabelecidas para o funciona-
mento de instituições financeiras na Lei n. 4.595, de 31 de dezembro de 1964, e legislação 
posterior relativa ao Sistema Financeiro Nacional.
Suas
fontes de recursos (operações passivas) são:
• de emissão pública ou particular;
• empréstimos contraídos no exterior;
• empréstimos e financiamentos de instituições financeiras nacionais, inclusive de 
repasses de recursos externos;
• instituições financeiras oficiais, destinadas a repasses de programas específicos;
• debêntures de emissão pública ou particular;
• cessão de contratos de arrendamento mercantil, bem como dos direitos creditórios 
deles decorrentes;
• depósitos interfinanceiros;
• outras formas de captação de recursos, autorizadas pelo BCB.
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Têm a finalidade de realizar operações de arrendamento mercantil – leasing (operações 
ativas). Surgiram com o reconhecimento de que a propriedade de um bem não gera lucro, 
mas sim a sua utilização econômica.
As empresas que necessitam de um determinado bem em sua atividade produtiva e 
não possuem recursos para a compra deste o arrendam para uso em seu negócio.
Diferença entre aluguel e arrendamento mercantil:
• Aluguel – uso do bem para o prazer próprio.
• Arrendamento mercantil – uso do bem com o objetivo de obter ganhos.
3.6 SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO – SCI
Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima, adotando obrigatoriamente, 
em sua denominação social, a expressão “Crédito Imobiliário” (Res. CMN n. 2.735/2000).
São instituições financeiras criadas pela Lei n. 4.380, de 21 de agosto de 1964, para 
atuar no financiamento habitacional.
O foco da SCI consiste no financiamento para construção de habitações, na abertura 
de crédito para compra ou construção de casa própria e no financiamento de capital de giro a 
empresas incorporadoras, produtoras e distribuidoras de material de construção. Atualmente, 
em decorrência da sua condição de repassadora, as SCIs têm atuado de forma mais limitada, 
voltando-se para operações específicas, como o programa Minha Casa, Minha Vida.
As SCIs não captam recursos do público e atuam somente na condição de repassadoras.
3.7 BANCO MÚLTIPLO
É a instituição financeira privada ou pública que realiza as operações ativas, passivas e 
acessórias das diversas instituições financeiras, por intermédio das seguintes carteiras:
• comercial;
• de investimento e/ou de desenvolvimento;
• de crédito imobiliário;
• de arrendamento mercantil;
• de crédito, financiamento e investimento.
O banco múltiplo deve ser constituído por, no mínimo, duas carteiras, sendo uma delas, 
obrigatoriamente, comercial ou de investimento, e deve ser organizado sob a forma de socie-
dade anônima.
Essas operações estão sujeitas às mesmas normas legais e regulamentares aplicáveis 
às instituições singulares correspondentes às suas carteiras.
A carteira de desenvolvimento somente poderá ser operada por banco público.
Na sua denominação social, deve constar a expressão “banco”.
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3.8 BANCOS COOPERATIVOS
Segundo a Res. CMN n. 2.788, de 30/11/2000, devem ser constituídos sob a forma de 
sociedade anônima, adotando obrigatoriamente, em sua denominação social, a expressão 
“Banco Cooperativo”.
São constituídos como bancos comerciais ou bancos múltiplos, e, nesse caso, com 
carteira comercial, com controle acionário de Cooperativas Centrais de Crédito, que devem 
deter, no mínimo, 51% das ações com direito a voto.
A constituição e o funcionamento de bancos cooperativos subordinam-se, nos aspec-
tos não definidos na Res. n. 2.788, à legislação e à regulamentação em vigor aplicáveis aos 
bancos comerciais e aos bancos múltiplos em geral.
Os bancos cooperativos são autorizados a captar recursos por meio da poupança rural, 
nos termos da regulamentação em vigor.
3.9 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
A Caixa Econômica Federal (Caixa) é a única caixa econômica em funcionamento no 
país. Trata-se de uma instituição financeira sob a forma de empresa pública vinculada ao 
Ministério da Economia, apresentando um objetivo claramente voltado para o social.
É instituição integrante do SFN e auxiliar da execução da política de crédito do 
governo federal.
Sujeita-se às decisões e à disciplina normativa do órgão competente e à fiscalização do 
Banco Central do Brasil.
Trata-se de instituição assemelhada aos bancos comerciais, podendo captar depósitos 
à vista, realizar operações ativas e efetuar prestação de serviços.
Não é banco comercial nem banco múltiplo, embora possua algumas das carteiras dos 
bancos múltiplos. É caixa econômica.
Um atributo da Caixa é o seu cunho social, caracterizando-se cada vez mais como uma 
instituição financeira de apoio ao trabalhador de baixa renda.
Ela prioriza a concessão de empréstimos e financiamentos a programas e projetos nas 
áreas de assistência social, saúde, educação, trabalho, transportes urbanos e esporte.
É a instituição financeira responsável pela operacionalização das políticas do governo 
federal para habitação popular e saneamento básico.
Pode operar com crédito direto ao consumidor, financiando bens de consumo duráveis, 
emprestar sob garantia de penhor industrial e caução de títulos, bem como tem o monopólio 
do empréstimo sob penhor de bens pessoais e da venda de bilhetes de loteria federal.
Centraliza o recolhimento e a posterior aplicação de todos os recursos oriundos do 
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), integra o Sistema Brasileiro de Poupança 
e Empréstimo (SBPE) e o Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
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É o principal agente do Sistema Financeiro da Habitação – SFH, atuando no financia-
mento da casa própria, principalmente no segmento de baixa renda.
Os recursos previstos para o SFH são originados, principalmente, do Fundo de Garan-
tia do Tempo de Serviço (FGTS), das cadernetas de poupança e de fundos próprios dos 
agentes financeiros.
A Caixa tem alternado diversos programas de financiamento a aquisição ou construção 
da casa própria ao longo do tempo, procurando melhor viabilizar o acesso da população mais 
pobre à moradia.
3.10 ASSOCIAÇÕES DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO
Atuam no financiamento habitacional. Suas operações passivas são:
• depósitos de cadernetas de poupança;
• emissão de letras e cédulas hipotecárias;
• depósitos interfinanceiros;
• empréstimos externos.
Suas operações ativas são, basicamente, direcionadas ao mercado imobiliário e ao Sis-
tema Financeiro da Habitação (SFH).
São constituídas sob a forma de sociedade civil, sendo de propriedade comum de seus 
associados.
Os depositantes dessas entidades são considerados acionistas da associação e, por 
isso, não recebem rendimentos, mas dividendos.
Os recursos dos depositantes são, assim, classificados no patrimônio líquido da asso-
ciação, e não no passivo exigível.
3.11 COOPERATIVAS DE CRÉDITO
São sociedades de pessoas de natureza civil, com forma jurídica própria, não sujeitas à 
falência, constituídas para prestar serviços aos associados.
Atuando tanto no setor rural quanto no urbano, as cooperativas de crédito podem se 
originar da associação de funcionários de uma mesma empresa ou grupo de empresas, de 
profissionais de determinado segmento, de empresários ou mesmo adotar a livre admissão 
de associados em uma área determinada de atuação, sob certas condições.
É vedada a constituição de cooperativa mista com seção de crédito.
Os eventuais lucros auferidos com suas operações – prestação de serviços e ofereci-
mento de crédito aos cooperados – são repartidos entre os associados.
Devem adotar, obrigatoriamente, em sua denominação social, a expressão “coopera-
tiva” (vedada a utilização da palavra “banco”).
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Uma área de atuação importante das cooperativas de crédito tem sido o setor primário 
da economia, tendo como objetivo viabilizar financeiramente o escoamento das safras agrí-
colas, bem como criar um mecanismo de melhor comercialização desses produtos.
Podem:
Na captação (operações passivas):
• captar depósitos (somente de associados);
• captar caderneta de poupança rural;
• obter empréstimos ou repasses de instituições financeiras nacionais ou estrangeiras;
• receber recursos oriundos de fundos oficiais.
Na aplicação (operações ativas):
• conceder créditos;
• aplicar recursos no mercado financeiro.
Na prestação de serviços:
• prestar garantias;
• prestar serviços de cobrança, de custódia, de recebimentos e pagamentos por 
conta de terceiros (instituições públicas ou privadas);
• prestar serviços de correspondente no país.
Mais informações sobre as cooperativas de crédito podem ser obtidas na cartilha “His-
tória da evolução normativa no Brasil”, disponível no endereço: bit.ly/3qKBYvg (acesso em: 
02 jan. 2022).
3.12 INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS MONETÁRIAS E NÃO MONETÁRIAS
Monetárias (também chamadas incorretamente de bancárias) – captam depósitos à 
vista (bancos comerciais, caixas econômicas, cooperativas de crédito, bancos cooperativos 
e bancos múltiplos com carteira comercial).
Não monetárias (também chamadas incorretamente de não bancárias) – não captam 
depósitos à vista.
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3.13 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SOCIAL – BNDES 
O BNDES foi criado pela Lei n. 1.628, de 20/06/1952. Atualmente ele é uma empresa 
pública federal, com sede e foro em Brasília (DF) e escritório no Rio de Janeiro, sendo o 
principal instrumento de execução da política de investimento do Governo Federal e tem por 
objetivo primordial apoiar programas, projetos, obras e serviços que se relacionem com o 
desenvolvimento econômico e social do país.
Para isso, apoia empreendedores de todos os portes, inclusive pessoas físicas, na realiza-
ção de seus planos de modernização e expansão e na concretização de novos negócios, tendo 
sempre em vista o potencial de geração de empregos, renda e de inclusão social para o país.
Propósito, Valores, Princípios, Missão e Visão
O seu propósito é “transformar a vida de gerações de brasileiros, promovendo desen-
volvimento sustentável”.
Tem como valores: ética, espírito público e compromisso com o desenvolvimento.
Assume os seguintes princípios: transparência, efetividade, diálogo, cooperação e 
busca pela excelência.
Sua missão é “viabilizar soluções financeiras que adicionem investimentos para o 
desenvolvimento sustentável da nação brasileira”.
O BNDES exercitará suas atividades, visando estimular a iniciativa privada, sem preju-
ízo de apoio a empreendimentos de interesse nacional a cargo do setor público.
O BNDES, diretamente ou por intermédio de empresas subsidiárias, agentes financei-
ros ou outras entidades, exercerá atividades bancárias e realizará operações financeiras de 
qualquer gênero, relacionadas com suas finalidades, competindo-lhe, particularmente:
• financiar, nos termos da Constituição da República, programas de desenvolvimento 
econômico, com os recursos do Programa de Integração Social – PIS e do Pro-
grama de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP; e
• promover a aplicação de recursos vinculados ao Fundo de Participação PIS-PASEP, 
ao Fundo da Marinha Mercante – FMM e a outros fundos especiais instituídos 
pelo Poder Público, em conformidade com as normas aplicáveis a cada um dos 
citados fundos.
Nessas operações e em sua contratação, o BNDES poderá atuar como agente da 
União, de estados e de municípios, assim como de entidades autárquicas, empresas públi-
cas, sociedade de economia mista, fundações públicas e organizações privadas.
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O BNDES poderá também:
• contratar operações, no país ou no exterior, com entidades estrangeiras ou inter-
nacionais, sendo lícita a aceitação da forma e das cláusulas usualmente adotadas 
nos contratos internacionais, inclusive o compromisso de dirimir por arbitramento 
as dúvidas e controvérsias;
• financiar a aquisição de ativos e investimentos realizados por empresas de capital 
nacional no exterior, desde que contribuam para o desenvolvimento econômico e 
social do país;
• financiar e fomentar a exportação de produtos e de serviços, inclusive serviços 
de instalação, compreendidas as despesas realizadas no exterior, associadas à 
exportação;
• efetuar aplicações não reembolsáveis em projetos ou programas de ensino e pes-
quisa, de natureza científica ou tecnológica, inclusive mediante doação de equipa-
mentos técnicos ou científicos e de publicações técnicas a instituições que se dedi-
quem à realização dos referidos projetos ou programas ou tenham dele recebido 
colaboração financeira com essa finalidade específica;
• efetuar aplicações não reembolsáveis, destinadas especificamente a apoiar proje-
tos e investimentos de caráter social, nas áreas de geração de emprego e renda, 
serviços urbanos, saúde, educação e desportos, justiça, alimentação, habitação, 
meio ambiente, recursos hídricos, desenvolvimento rural e outras vinculadas ao 
desenvolvimento regional e social, bem como projetos de natureza cultural, obser-
vadas as normas regulamentares expedidas pela Diretoria;
• contratar estudos técnicos e prestar apoio técnico e financeiro, inclusive não reem-
bolsável, para a estruturação de projetos que promovam o desenvolvimento econô-
mico e social do país;
• realizar, como entidade integrante do Sistema Financeiro Nacional, quaisquer 
outras operações no mercado financeiro ou de capitais, em conformidade com as 
normas e diretrizes do Conselho Monetário Nacional; e
• utilizar recursos captados no mercado externo, desde que contribua para o desen-
volvimento econômico e social do país, para financiar a aquisição de ativos e a 
realização de projetos e investimentos no exterior por empresas brasileiras, subsi-
diárias de empresas brasileiras e empresas estrangeiras cujo acionista com maior 
capital votante seja, direta ou indiretamente, pessoa física ou jurídica domiciliada 
no Brasil, bem como adquirir no mercado primário títulos de emissão ou de respon-
sabilidade das referidas empresas.
Nos casos de garantia do Tesouro Nacional a créditos obtidos no exterior, o BNDES pres-
tará a garantia na qualidade de agente financeiro da União, fiscalizando a execução do contrato.
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Para a concessão de colaboração financeira, o BNDES procederá:
• ao exame técnico e econômico-financeiro de empreendimento, projeto ou plano de 
negócio, incluindo a avaliação de suas implicações sociais e ambientais;
• à verificação da segurança do reembolso, exceto nos casos de colaboração finan-
ceira que, por sua natureza, envolva a aceitação de riscos naturais ou não esteja 
sujeita a reembolso; e
• à apuração da eventual existência de restrições à idoneidade da empresa postu-
lante e dos respectivos titulares e administradores, a critério do BNDES.
O BNDES possui duas subsidiárias integrais, cujas atuações básicas são descri-
tas a seguir:
• Agência Especial de Financiamento Industrial – Finame – tem por objetivo 
primordial apoiar programas, projetos, obras e serviços que se relacionem com 
o desenvolvimento econômico do setor industrial, inclusive por meio de financia-
mento a operações de:
– compra e venda de máquinas e equipamentos de produção nacional, abrangendo 
serviços associados à comercialização dos itens financiados, tais como frete, ins-
talação e
treinamento, bem como seguro e capital de giro associado; e
– exportação e importação de máquinas e equipamentos.
• BNDES Participações S.A. – BNDESPar – dedicada ao fomento por meio de 
investimentos em valores mobiliários. Tem por objetivo o desenvolvimento econô-
mico e social por meio do fomento ao mercado de capitais, bem como o incentivo e 
o apoio a empreendimentos e operações abrangidos por seu objeto social.
3.14 SOCIEDADES ADMINISTRADORAS DE CARTÕES DE CRÉDITO
Segundo as regras definidas pela Lei n. 12.865, de 09 de outubro de 2013, as socieda-
des administradoras de cartões de crédito são consideradas instituições de pagamento, por 
emitirem instrumento de pagamento, os cartões de crédito, e credenciarem a aceitação de 
instrumento de pagamento, os lojistas.
Elas podem aderir a arranjos de pagamento na forma estabelecida pelo Banco Central 
do Brasil, conforme diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.
Essas sociedades estão sujeitas à autorização do Banco Central para constituição, fun-
cionamento, transferência de controle, bem como nos casos de fusão, cisão e incorporação
Somente necessita de autorização do Banco Central para funcionar a instituição de 
pagamento que apresente movimentações financeiras superiores a R$ 500 milhões em tran-
sações de pagamento nos últimos doze meses.
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O Banco Central do Brasil tem competência para estabelecer condições e autorizar a 
posse e o exercício de cargos em órgãos estatutários e contratuais nessas sociedades, bem 
como para supervisioná-las e aplicar eventuais sanções cabíveis.
Essas instituições de pagamento sujeitam-se ao regime de administração especial tem-
porária, à intervenção e à liquidação extrajudicial, nas condições e forma previstas na legis-
lação aplicável às instituições financeiras.
Não são empresas financeiras, mas sim empresas prestadoras de serviços. São proibi-
das de desenvolver atividades privativas de instituições financeiras.
Fazem a intermediação entre os portadores de cartões, os estabelecimentos afiliados, 
as bandeiras (Visa, Mastercard etc.) e as instituições financeiras.
Emitem cartões de crédito que são utilizados para a aquisição de bens ou serviços nos 
estabelecimentos credenciados.
Cabe lembrar que os cartões de loja, os chamados private label, não são considerados 
arranjos de pagamento e estão fora do alcance da regulamentação em vigor.
3.15 ADMINISTRADORAS DE CONSÓRCIOS
Segundo o art. 5º da Lei n. 11.795, de 08 de outubro de 2008, a administradora de 
consórcios é a pessoa jurídica prestadora de serviços com objeto social principal voltado 
à administração de grupos de consórcio, constituída sob a forma de sociedade limitada ou 
sociedade anônima.
Quando constituídos na forma de sociedade limitada, os contratos sociais dessas adminis-
tradoras de consórcio devem conter cláusula expressa definindo o prazo de mandato dos seus 
administradores. Esse prazo não pode ser superior a quatro anos, sendo admitida a reeleição.
A administradora de consórcio deve figurar no contrato de participação em grupo de 
consórcio, por adesão, na qualidade de gestora dos negócios dos grupos e de mandatária 
de seus interesses e direitos.
Os diretores, gerentes, prepostos e sócios com função de gestão na administradora de 
consórcio são depositários, para todos os efeitos, das quantias que a administradora rece-
ber dos consorciados na sua gestão, até o cumprimento da obrigação assumida no contrato 
de participação em grupo de consórcio, por adesão, respondendo pessoal e solidariamente, 
independentemente da verificação de culpa, pelas obrigações perante os consorciados.
A administradora de consórcio tem direito a receber taxa de administração, a título 
de remuneração pela formação, organização e administração do grupo de consórcio até o 
encerramento deste, bem como recebimento de outros valores, expressamente previstos no 
contrato de participação em grupo de consórcio, por adesão.
Os bens e direitos adquiridos pela administradora em nome do grupo de consórcio, 
inclusive os decorrentes de garantia, bem como seus frutos e rendimentos, não se comuni-
cam com o seu patrimônio, observado que:
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• não integram o ativo da administradora;
• não respondem direta ou indiretamente por qualquer obrigação da administradora;
• não compõem o elenco de bens e direitos da administradora, para efeito de liquida-
ção judicial ou extrajudicial;
• não podem ser dados em garantia de débito da administradora.
A administradora estará desobrigada de apresentar Certidão Negativa de Débitos, expe-
dida pelo Instituto Nacional da Seguridade Social, e Certidão Negativa de Tributos e Con-
tribuições, expedida pela Secretaria da Receita Federal, relativamente à própria empresa, 
quando alienar imóvel integrante do patrimônio do grupo de consórcio.
A normatização, coordenação, supervisão, fiscalização e controle das atividades do 
sistema de consórcios serão realizados pelo Banco Central do Brasil, a quem também cabe:
• conceder autorização para funcionamento, transferência do controle societário e 
reorganização da sociedade e cancelar a autorização para funcionar das adminis-
tradoras de consórcio, segundo abrangência e condições que fixar;
• aprovar atos administrativos ou societários das administradoras de consórcio, 
segundo abrangência e condições que fixar;
• baixar normas disciplinando as operações de consórcio, inclusive no que se refere 
à supervisão prudencial, à contabilização, ao oferecimento de garantias, à aplica-
ção financeira dos recursos dos grupos de consórcio, às condições mínimas que 
devem constar do contrato de participação em grupo de consórcio, por adesão, à 
prestação de contas e ao encerramento do grupo de consórcio;
• fixar condições para aplicação das penalidades em face da gravidade da infração 
praticada e da culpa ou dolo verificados, inclusive no que se refere à gradação das 
multas previstas de serem aplicadas;
• fiscalizar as operações de consórcio, as administradoras de consórcio e os atos 
dos respectivos administradores e aplicar as sanções;
• estabelecer os procedimentos relativos ao processo administrativo e o julgamento 
das infrações à Lei n. 11.795/2008, às normas infralegais e aos termos dos contra-
tos de participação em grupo de consórcio, por adesão, formalizados;
• intervir nas administradoras de consórcio e decretar sua liquidação extrajudicial 
na forma e nas condições previstas na legislação especial aplicável às instituições 
financeiras.
No exercício da fiscalização prevista, o Bacen poderá exigir das administradoras de con-
sórcio, bem como de seus administradores, a exibição a funcionários seus, expressamente cre-
denciados, de documentos, papéis, livros de escrituração e acesso aos dados armazenados 
nos sistemas eletrônicos, considerando-se a negativa de atendimento como embaraço à fisca-
lização, sujeita às penalidades previstas, sem prejuízo de outras medidas e sanções cabíveis.
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3.16 AGÊNCIAS DE FOMENTO
São um tipo de instituição financeira criada pelo CMN por meio da Resolução n. 2.828, 
de 30 de março de 2001, com o objetivo principal de financiar capital fixo e de giro para 
empreendimentos previstos em programas de desenvolvimento, na unidade da Federação 
onde estiver sediada.
Os potenciais beneficiários do financiamento (operações ativas):
• projetos de infraestrutura;
• profissionais liberais; e
• micro e pequenas empresas.
Obs.: Indústria, comércio, agronegócio, turismo e informática são exemplos de áreas que 
podem ser fomentadas.
A agência de fomento pode, inclusive,
abrir linhas de crédito para municípios de seu 
estado, voltadas para projetos de interesse da população.
Excepcionalmente, quando o empreendimento visar benefícios de interesse comum, as 
agências de fomento podem prestar assistência a programas e projetos desenvolvidos em 
estado limítrofe à sua área de atuação.
A agência de fomento deve ser constituída sob a forma de sociedade anônima de capi-
tal fechado.
Cada estado e o Distrito Federal podem constituir uma única agência, que ficará sob o 
controle do ente federativo onde tenha sede.
A expressão “Agência de Fomento”, acrescida da indicação da unidade da Federação 
controladora, deve constar obrigatoriamente da denominação social da instituição.
Para funcionar, dependem de autorização, e suas atividades são supervisionadas pelo 
Banco Central.
Em suas atividades, podem empregar recursos próprios e os oriundos de:
• fundos e programas oficiais;
• orçamentos federal, estaduais e municipais;
• organismos e instituições financeiras nacionais e internacionais de desen-
volvimento; e
• captação de depósito interfinanceiro vinculado a operações de microfinanças.
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Podem realizar, na unidade federativa onde tenham sede:
• ser agente operador do mercado de câmbio, desde que autorizadas pelo Bacen;
• financiamento de capitais fixo e de giro associado a projetos;
• prestação de garantias em operações compatíveis com o seu objeto social;
• prestação de serviços de consultoria e de agente financeiro;
• prestação de serviços de administrador de fundos de desenvolvimento;
• aplicação de disponibilidades de caixa em títulos públicos federais, inclusive por 
meio de operações compromissadas ou em cotas de fundos de investimento cujas 
carteiras estejam representadas exclusivamente por títulos públicos federais, desde 
que assim conste nos regulamentos dos fundos;
• cessão de créditos;
• aquisição, direta ou indireta, inclusive por meio de fundos de investimento, de cré-
ditos e de debêntures oriundos de operações compatíveis com o seu objeto social;
• participação societária, direta ou indireta, inclusive por meio de fundos de investi-
mento, em sociedades empresárias não integrantes do sistema financeiro, organi-
zadas sob a forma de sociedade limitada, cujo capital esteja totalmente integrali-
zado, ou de sociedade anônima, desde que se trate de operação compatível com 
seu objeto social e que sejam observadas as seguintes condições:
– não se configure a condição de sócio ou acionista controlador;
– a sociedade não seja controlada, direta ou indiretamente, por unidade da 
Federação;
– a unidade da Federação não tenha influência significativa na sociedade; ou
– a participação no capital social total de uma mesma sociedade ou no patrimônio 
de um mesmo fundo de investimento não ultrapasse o limite de 25%.
• operações com derivativos para proteção de posições próprias;
• operações de crédito rural;
• financiamento para o desenvolvimento de empreendimentos de natureza profissio-
nal, comercial ou industrial, de pequeno porte, inclusive a pessoas físicas;
• operações específicas de câmbio autorizadas pelo Banco Central do Brasil;
• operações de arrendamento mercantil financeiro:
– contratadas com o próprio vendedor dos bens ou com pessoas jurídicas a ele 
vinculadas; e/ou
– realizadas com recursos provenientes de instituições públicas federais de desen-
volvimento;
• integralização de cotas de fundos que tenham participação da União, constituídos 
com o objetivo de garantir o risco de operações de crédito; e
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• aplicação em depósitos interfinanceiros vinculados a operações de microfi-
nanças (DIM).
A participação societária, quando realizada indiretamente por meio de fundos de inves-
timento, deve se restringir à aquisição de cotas de:
• fundos de investimento em participações (FIP);
• fundos mútuos de investimento em empresas emergentes (FMIEE);
• fundos de investimento em empresas emergentes inovadoras (FIEEI);
• fundos de investimento em participações em infraestrutura (FIP-IE);
• fundos de investimento em participação na produção econômica intensiva em pes-
quisa, desenvolvimento e inovação (FIP-PD&I); e
• fundos de financiamento da indústria cinematográfica nacional (Funcine).
Às agências de fomento são vedados:
• o acesso às linhas de assistência financeira e de redesconto do Banco Central 
do Brasil;
• o acesso à conta Reservas Bancárias no Banco Central do Brasil;
• a captação de recursos junto ao público, inclusive de recursos externos, ressalva-
dos os oriundos de organismos e instituições financeiras nacionais e internacionais 
de desenvolvimento;
• a contratação de depósitos interfinanceiros, na qualidade de depositante ou deposi-
tária, ressalvadas as operações de depósito interfinanceiro vinculado a operações 
de microfinanças – DIM.
3.17 SOCIEDADES DE FOMENTO MERCANTIL (FACTORING)
A palavra factoring foi traduzida do inglês para o português como “fomento comercial”.
É uma atividade comercial, mista e atípica, que soma prestação de serviços à compra 
de ativos financeiros.
Caracteriza-se pela venda de um direito de crédito feita pelo dono desse crédito (o saca-
dor) a uma instituição compradora (factoring), que fornece os recursos ao sacador, mediante 
um deságio sobre o valor de face desse direito de crédito (duplicata ou cheque).
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Esse deságio é calculado com base em um fator de compra, composto do seguinte:
• custo dos recursos obtidos pela factoring;
• risco;
• despesas administrativas;
• impostos;
• ganho pretendido.
O factoring é uma atividade essencialmente mercantil, em que o pré-requisito é o regis-
tro na Junta Comercial.
Por não ser instituição financeira, não está sujeita à fiscalização ou à regulamenta-
ção do Bacen.
Como não atua no mercado de capitais, também não está sujeita à fiscalização ou à 
regulamentação da CVM. Isso facilita o aparecimento de empresas constituídas como sendo 
de factoring que, na prática, atuam como verdadeiros agiotas.
Legalmente são denominadas Sociedades de Fomento Mercantil.
Seus recursos para operar são próprios e/ou decorrentes da emissão de debêntures, 
da emissão de notas promissórias comerciais (commercial papers) e de conta garantida 
junto a bancos.
É proibido, por lei, fazer captação de recursos de terceiros no mercado e emprestar 
dinheiro (isto é, realizar intermediação financeira, que só pode ser feita por instituição finan-
ceira, que depende de autorização do Bacen para funcionar).
Não desconta título, o que caracterizaria um empréstimo, faz a compra do faturamento 
ou do direito de crédito de quem vende.
A factoring também presta serviços à empresa – cliente, em outras áreas administrati-
vas, deixando o empresário com mais tempo e recursos para produzir e vender.
A parceria com uma factoring proporciona as seguintes vantagens para o cliente:
• a empresa recebe à vista suas vendas feitas a prazo, melhorando o fluxo de caixa 
para movimentar os negócios;
• assessoria administrativa;
• cobrança de títulos ou direitos de créditos;
• agilidade e rapidez nas decisões;
• intermediação entre a empresa e seu fornecedor. O factoring possibilita a compra 
de matéria-prima à vista, gerando vantagens e competitividade;
• análise de risco e assessoria na concessão de créditos a clientes.
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De forma resumida, pode-se dizer que as empresas de factoring oferecem os seguintes 
tipos de serviços:
• transação com direitos creditórios
– diz respeito à compra de duplicatas, che-
ques, boletos de vendas com cartões de crédito, notas promissórias etc.;
• maturity – é quando a empresa de factoring assume o risco dos títulos de crédito 
(raramente praticada); se o devedor não pagar, o prejuízo é da factoring;
• over advanced – adiantamentos realizados pela factoring para que o cliente compre 
os insumos necessários à sua produção ou efetue investimentos de pequeno porte;
• trust – ocorre quando a factoring assume a administração da empresa cliente, 
monitorando o fluxo de caixa e a linha de produção.
COMPARAÇÃO
BANCO FACTORING
Capta recursos, empresta dinheiro (faz intermediação). Não capta recursos.
Empresta dinheiro. Presta serviços e compra créditos, que são anteci-pados ou adiantados.
Cobra juros (remuneração) pelo uso do dinheiro por 
determinado prazo.
Deduz o fator de compra ao comprar à vista os cré-
ditos gerados por vendas.
Instituição financeira autorizada a funcionar pelo 
Bacen.
Não é instituição financeira, mas empresa que 
exerce atividade comercial.
Desconta títulos e faz financiamentos. Não desconta; compra títulos de crédito ou direitos.
Quem vai efetuar o pagamento é a empresa sacada 
(aquela que gerou o título de crédito), mas o deve-
dor é o cliente.
Quem vai efetuar o pagamento é a empresa sacada 
(aquela que gerou o título de crédito), e o devedor 
é o sacado.
Pode exercer o direito de regresso. Não há direito de regresso.
IOF e IR. IOF, ISS sobre a comissão cobrada pela prestação do serviço (fator de compra) e IR.
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AULA 4.
Trechos do edital: 5 Mercado de capitais. 5.1 Ações: características e direitos. 5.2 
Debêntures. 5.3 Notas promissórias comerciais. 5.4 Diferenças entre companhias abertas 
e fechadas. 5.5 Funcionamento do mercado à vista de ações. 5.6 Mercado de balcão. 5.7 
Operações com ouro.
4.1 MERCADO DE CAPITAIS
No mercado de capitais, negociam-se valores mobiliários, predominando ações, debên-
tures e quotas de fundos de investimento. Entretanto, existem vários outros tipos de valores 
mobiliários.
O art. 2º da Lei n. 6.385, de 07 de dezembro de 1976, com alterações feitas pela Lei n. 
10.303, de 31 de outubro de 2001, define como valores mobiliários:
• as ações, debêntures e bônus de subscrição;
• os cupons, direitos, recibos de subscrição e certificados de desdobramento relati-
vos aos valores mobiliários;
• os certificados de depósito de valores mobiliários;
• as cédulas de debêntures;
• as cotas de fundos de investimento em valores mobiliários ou de clubes de investi-
mento em quaisquer ativos;
• as notas comerciais;
• os contratos futuros, de opções e outros derivativos, cujos ativos subjacentes sejam 
valores mobiliários;
• outros contratos derivativos, independentemente dos ativos subjacentes.
Nenhuma emissão pública de valores mobiliários poderá ser distribuída, no mercado, sem 
prévio registro na CVM, entendendo-se por atos de distribuição a venda, a promessa de venda, a 
oferta à venda ou subscrição, a aceitação de pedido de venda ou a subscrição de valores mobiliários.
Estão expressamente excluídos do mercado de valores mobiliários os títulos da dívida 
pública federal, estadual ou municipal.
4.2 CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL
Como já visto anteriormente, é o órgão deliberativo máximo do Sistema Finan-
ceiro Nacional.
Compete ao CMN estabelecer as diretrizes gerais das políticas monetária, cambial e 
creditícia; regular as condições de constituição, funcionamento e fiscalização das instituições 
financeiras; e disciplinar os instrumentos de política monetária e cambial.
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Com relação ao mercado de capitais, conforme o art. 3º da Lei n. 6.385, de 07 de 
dezembro de 1976, compete ao Conselho Monetário Nacional:
• definir a política a ser observada na organização e no funcionamento do mercado 
de valores mobiliários;
• regular a utilização do crédito nesse mercado;
• fixar a orientação geral a ser observada pela Comissão de Valores Mobiliários no 
exercício de suas atribuições;
• definir as atividades da Comissão de Valores Mobiliários que devem ser exercidas 
em coordenação com o Banco Central do Brasil;
• aprovar o quadro e o regulamento de pessoal da Comissão de Valores Mobiliários, 
bem como fixar a retribuição do Presidente, de Diretores, ocupantes de funções de 
confiança e demais servidores.
4.3 COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS – CVM
É uma entidade autárquica federal, vinculada ao governo por meio do Ministério 
da Economia.
O Presidente e seus Diretores são nomeados pelo Presidente da República depois de 
aprovados pelo Senado Federal.
É o órgão supervisor voltado para o desenvolvimento do mercado de títulos e valo-
res mobiliários: ações, debêntures, bônus de subscrição e opções de compra e venda de 
mercadorias.
Suas principais atribuições são:
• assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão;
• proteger os titulares de valores mobiliários contra emissões irregulares e atos ile-
gais de administradores e acionistas controladores de companhias ou de adminis-
tradores de carteira de valores mobiliários;
• evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a criar condições 
artificiais de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários negociados no mercado;
• assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários negociados 
e as companhias que os tenham emitido;
• assegurar a observância de práticas comerciais equitativas no mercado de valores 
mobiliários;
• estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários;
• promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações 
e estimular as aplicações permanentes em ações do capital social das compa-
nhias abertas.
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Mais informações no “Cadernos CVM 1 – O que é a CVM”, disponível em bit.ly/3FQQ-
fNg (acesso em: 08 jul. 2022).
4.4 ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO
O mercado de capitais é o conjunto de mercados, instituições e ativos que viabiliza a 
transferência de recursos financeiros entre tomadores (companhias abertas) e aplicadores 
(investidores) desses recursos.
Essa transferência ocorre mediante operações financeiras que acontecem por meio de 
intermediários financeiros.
As operações que ocorrem no mercado de capitais, bem como seus participantes, são 
reguladas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
As companhias abertas necessitam de recursos financeiros para realizar investimentos 
produtivos, tais como: construção de novas plantas industriais, inovação tecnológica, expan-
são da capacidade, aquisição de outras empresas ou mesmo o alongamento do prazo para 
pagamento de suas dívidas.
Os investidores, por outro lado, possuem recursos financeiros excedentes, que preci-
sam ser aplicados de maneira rentável e valorizar-se ao longo do tempo, contribuindo para o 
aumento de capital do investidor.
Para compatibilizar os diversos interesses entre companhias e investidores, estes recor-
rem aos intermediários financeiros, que cumprem a função de reunir investidores e compa-
nhias, propiciando a alocação eficiente dos recursos financeiros na economia.
O papel dos intermediários financeiros é harmonizar as necessidades dos investidores 
com as das companhias abertas. Por exemplo, uma companhia que necessita captar recursos 
para investimentos, se desejar fazê-lo por intermédio do mercado de capitais, deve procurar 
os intermediários financeiros, que distribuirão seus títulos para serem oferecidos a diversos 
investidores, possibilitando mobilizar o montante de recursos requerido pela companhia.
O primeiro passo para isso é o registro de companhia aberta junto à CVM. O interme-
diário financeiro pedirá o registro em nome da companhia apresentando uma série de docu-
mentos que são especificados pela CVM, entre eles os principais atos societários, as últimas 
demonstrações financeiras, o parecer de auditor independente, entre outros.
Uma vez obtido o registro de companhia aberta junto à CVM, a empresa pode, por exem-
plo, emitir títulos representativos de seu capital, as ações ou representativos de empréstimos 
tomados via mercado de capitais, como debêntures e notas comerciais (commercial papers).
A colocação inicial desses títulos ou valores mobiliários se dá no chamado mercado pri-
mário, em que as ações e/ou debêntures, por exemplo, são vendidas pela primeira vez e os 
recursos financeiros obtidos são direcionados para a respectiva companhia.
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Emissores
• Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários.
• Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários.
• Agentes autônomos de investimento.
• Administradores de carteiras.
Administradores de Mercado
• Bolsas de Valores.
Depositárias
• Câmaras de Compensação e Liquidação.
Outros
• Analistas de Mercado de Valores Mobiliários.
• Empresas de auditoria.
• Consultorias.
Investidores
• Pessoas físicas.
• Institucionais.
• Empresas.
• Estrangeiros.
• Outros.
4.5 SOCIEDADES ANÔNIMAS – DIFERENÇAS ENTRE COMPANHIAS ABERTAS 
E FECHADAS
A sociedade anônima ou companhia tem o seu capital dividido em ações, e a responsa-
bilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou 
adquiridas, conforme o art. 1º da Lei n. 6.404/1976, conhecida como Lei das S.A.
A sociedade será designada por denominação acompanhada das expressões “com-
panhia” ou “sociedade anônima”, expressas por extenso ou abreviadamente, mas vedada a 
utilização da primeira ao final.
Segundo o art. 4º da Lei n. 6.404/1976, a companhia é aberta ou fechada conforme os 
valores mobiliários de sua emissão estejam ou não admitidos à negociação no mercado de 
valores mobiliários.
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4.6 AÇÕES – CARACTERÍSTICAS E DIREITOS
Ação é um valor mobiliário, emitido por sociedades anônimas, que representa uma par-
cela do seu capital social.
O proprietário de ações emitidas por uma companhia é chamado de acionista e tem 
status de sócio, tendo direitos e deveres perante a sociedade, no limite das ações adquiridas.
Apesar de todas as sociedades anônimas terem o seu capital dividido em ações, 
somente as ações que forem emitidas por companhias de capital aberto, as quais possuem 
registro na CVM, poderão ser negociadas publicamente.
Atualmente, as ações são predominantemente escriturais, isto é, sua propriedade é 
comprovada por extratos, e não mais por cautelas.
O investimento em ações é considerado de renda variável.
4.7 DIREITOS DOS ACIONISTAS
Quando se compra uma ação de uma companhia aberta, você se torna acionista e par-
ticipa do lucro da companhia por meio do recebimento de dividendos e de bonificações.
Quando for o caso de emissão de novas ações por parte da companhia, haverá ainda o 
direito de subscrição dessas ações.
Pode ganhar também caso haja valorização do preço das ações na bolsa de valores.
Obedecida a legislação e observando-se o contido no Estatuto Social da companhia, os 
administradores propõem e os acionistas, em assembleia geral, deliberam a distribuição de 
direitos aos acionistas, dentre os quais se destacam:
• Dividendos – o dividendo é a parcela do lucro distribuída em dinheiro aos acionis-
tas, sendo deliberados em assembleia geral ordinária, anualmente realizada para 
aprovação das contas do exercício social anterior.
• Bonificações – ao longo das atividades, a companhia poderá destinar parte dos 
lucros sociais para a constituição de uma conta de “Reservas” (termo contábil). 
Caso a companhia queira, em exercício social posterior, distribuir aos acionistas 
o valor acumulado na conta de Reservas, poderá fazê-lo na forma de bonificação, 
podendo efetuar o pagamento em espécie ou com a distribuição de novas ações.
• Subscrições de novas ações – é o ato de adquirir novas ações emitidas em decor-
rência de aumento de capital da companhia. O aumento de capital tem como obje-
tivo suprir as necessidades de recursos, seja para ampliar a capacidade produtiva, 
suprir as necessidades de capital de giro ou para sanear o passivo.
• Bônus de subscrição – é um direito dado ao acionista de subscrever novas ações 
numa data futura a um preço determinado. Esses bônus de subscrição podem ser 
alienados ou atribuídos, como vantagem adicional, aos subscritores de ações e 
debêntures, ou o investidor terá de pagar um preço por esse direito, que, logica-
mente, será inferior ao preço da ação no mercado.
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4.8 DESDOBRAMENTO E GRUPAMENTO DE AÇÕES
Desdobramento (Split)
Consiste em dividir a quantidade das ações existentes, sem alterar o valor do investi-
mento, também conhecido como split.
Essa operação é realizada quando a administração da companhia acredita que deve 
aumentar a quantidade de papéis em circulação no mercado para facilitar sua negociação.
Com a divisão da ação, o valor dela no mercado também será dividido proporcionalmente.
Exemplo: se um acionista detém cem ações ao preço de R$ 8,00 cada uma, terá um 
investimento total de R$ 800,00. Se a companhia resolve dividir cada ação em duas, o inves-
tidor passará a ter duzentas ações ao preço de R$ 4,00, valendo para sua aplicação os 
mesmos R$ 800,00.
Grupamento (Inplit)
É a operação contrária ao desdobramento, consistindo em reunir várias ações em uma, 
conhecida como inplit.
O grupamento ocorre quando uma companhia decide elevar o preço da ação para facili-
tar sua negociação em bolsa, pois entende que o preço baixo está dificultando as operações.
Da mesma forma que o desdobramento, a operação não altera o valor do investimento.
Exemplo: se um acionista detém cem ações ao preço de R$ 2,00 cada uma, terá um 
investimento total de R$ 200,00. Se a companhia resolve grupar duas ações em uma, o 
investidor passará a ter cinquenta ações ao preço de R$ 4,00 cada, e seu investimento valerá 
os mesmos R$ 200,00.
4.9 VALOR DAS AÇÕES
O preço das ações, chamado no mercado de “cotação”, oscila conforme a expectativa 
dos investidores em relação à companhia.
Vários fatores influenciam os investidores na decisão de comprar ou vender as ações, 
entre eles:
• a perspectiva de lucro da companhia em suas atividades;
• o fluxo de dividendos a serem distribuídos;
• as projeções realizadas pelos analistas de mercado relativas aos rumos da 
companhia;
• as análises das escolas que estudam a tendência do preço das ações;
• a liquidez das ações no mercado;
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• o grau de alinhamento de interesses existente entre administradores, acionista con-
trolador e demais acionistas;
• indicadores de mercado.
Se o resultado desse conjunto de fatores for favorável, a procura por essas ações fará 
com que sua cotação suba. Se acontecer o contrário, sua cotação cairá.
Os investidores devem comprar ou vender ações emitidas por companhias abertas por 
meio das corretoras ou distribuidoras de valores mobiliários, sociedades integrantes do sis-
tema de distribuição de valores mobiliários que possuem registro na CVM.
4.10 NEGOCIANDO COM AÇÕES
Negociando pela internet
As ordens dadas a sociedades distribuidoras poderão ser ou não repassadas às corre-
toras, quando a
compra ou venda for efetuada no pregão da Bolsa de Valores.
Uma negociação online obedece às mesmas regras aplicáveis às operações tradicio-
nais em bolsas de valores. A corretora é obrigada a informar aos seus clientes todos os dis-
positivos e regras de negociação.
Home Broker
É o sistema das corretoras que permite o acesso das pessoas físicas (seus clientes) à 
plataforma de negociação eletrônica da Bovespa via Internet.
Para utilizar o sistema, o investidor tem de ser cliente de uma corretora membro da 
Bovespa que possua o sistema Home Broker, o que permite aos investidores enviarem 
ordens de compra e venda de ações pelo site de sua corretora.
O sistema consiste no atendimento automatizado da corretora, possibilitando aos seus 
clientes colocarem para execução ordens de compra e venda de valores mobiliários no mer-
cado à vista (lote-padrão e fracionário).
As ordens, quando enviadas diretamente via Internet para o sistema Home Broker, 
serão sempre consideradas como sendo por escrito e aceitas somente após o momento de 
sua efetiva recepção pelo sistema Mega Bolsa e retorno da confirmação do aceite.
O cancelamento das ordens de operações transmitidas diretamente via Internet para o 
sistema Home Broker somente será considerado aceito após sua efetiva recepção pelo sis-
tema Plataforma Unificada Multiativos – PUMA, desde que o correspondente negócio ainda 
não tenha sido realizado.
Pelo Home Broker, o investidor pode acessar as cotações online.
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Principais Vantagens do Home Broker:
• Acesso às cotações online.
• Recebimento, com maior rapidez, da confirmação das ordens executadas.
• Resumo financeiro de todas as operações executadas e suas respectivas notas de 
corretagens.
• Agilidade e praticidade no cadastramento e no trâmite de documentos. Também é 
recomendável que o investidor procure a corretora para se cadastrar como cliente.
• Possibilidade de consulta das posições financeiras e de custódia em casa ou no 
escritório.
• Envio de ordens imediatas ou programadas, de compra e venda de ações, no Mer-
cado à Vista (lote padrão e fracionário) e no Mercado de Opções (compra e venda 
de opções).
• Acompanhamento imediato da carteira de ações.
4.11 FUNCIONAMENTO DO MERCADO À VISTA DE AÇÕES
Essas operações ocorrem na B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão.
É a compra ou venda de determinada quantidade de ações a um preço estabelecido 
em pregão.
Assim, quando da realização de um negócio, ao comprador cabe despender o valor 
financeiro envolvido na operação, e ao vendedor, a entrega dos títulos-objeto da transação 
nos prazos estabelecidos pela B3.
São títulos-objeto dessa negociação todas as ações de emissão de empresas admiti-
das à negociação na B3.
Conceitos:
• DØ (D zero): dia em que se realiza o negócio de compra e venda de certa quanti-
dade de ações.
• D2 (D+2): dia em que acontece a liquidação financeira da operação, quando o com-
prador faz o pagamento do valor devido pela aquisição das ações; dia em que ocorre a 
liquidação física da operação, quando o vendedor faz a entrega das ações vendidas.
Tipos de Ordem:
• Ordem a Mercado – o investidor especifica somente a quantidade e as caracterís-
ticas dos valores mobiliários ou direitos que deseja comprar ou vender. A corretora 
deverá executar a ordem a partir do momento que recebê-la.
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• Ordem Limitada – o investidor especifica a quantidade e as características dos 
valores mobiliários ou direitos que deseja comprar ou vender e define o preço. A 
corretora deverá executar a ordem somente a preço igual ou melhor do que o espe-
cificado pelo cliente. Essa modalidade de ordem é a mais utilizada.
• Ordem Casada – é aquela constituída por uma ordem de venda de determinado 
ativo e uma ordem de compra de outro, que só pode ser efetivada se ambas as 
transações puderem ser executadas, podendo o comitente especificar qual das 
operações deseja ver executada em primeiro lugar.
• Ordem On-Stop – é aquela que especifica o nível de preço a partir do qual a ordem 
deve ser executada. Uma ordem on-stop de compra deve ser executada a partir do 
momento em que, no caso de alta de preço, ocorra um negócio a preço igual ou 
superior ao preço especificado.
Uma ordem on-stop de venda deve ser executada a partir do momento em que, no caso 
de baixa de preço, ocorra um negócio a preço igual ou inferior ao preço especificado.
Obs.: Nas negociações via Home Broker, só são permitidas as ordens limitadas, e estas 
terão o comitente (investidor) especificado (identificado).
4.12 MERCADO DE BALCÃO
Mercado de Balcão Não Organizado
É o mercado que negocia títulos e ativos financeiros entre instituições financeiras, 
investidores institucionais e outros investidores, em que não existe uma entidade de autorre-
gulação que coordene as atividades de compra e venda. Normalmente, as negociações se 
fazem por telefone.
Mercado de Balcão Organizado
O mercado de balcão é chamado de organizado quando se estrutura como um sistema 
de negociação de títulos e valores mobiliários, podendo estar organizado como um sistema 
eletrônico de negociação por terminais, que interliga as instituições credenciadas em todo o 
Brasil, processando suas ordens de compra e venda e fechando os negócios eletronicamente.
O Mercado de Balcão Organizado é um segmento de negociação de ativos adminis-
trado pela BVSP, em que há a presença da entidade autorreguladora exercendo a supervisão 
dos negócios. Entretanto, os parâmetros de negociação e as regras de listagem são menos 
exigentes do que os do Mercado de Bolsa.
Mais informações no Cadernos CVM 7 – Mercado de Balcão Organizado (disponível 
em: goo.gl/4exVgx. Acesso em: 08 jul. 2022).
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4.13 DEBÊNTURE
É um título que corresponde a um empréstimo que o comprador do título faz à empresa 
emissora. Garante ao comprador uma remuneração certa num prazo certo, sem direito de 
participação nos bens ou lucros da empresa.
Pode ser emitido apenas por sociedades anônimas não financeiras de capital aberto. Há 
duas exceções, ou seja, duas empresas consideradas financeiras que podem emitir debêntu-
res: sociedades de arrendamento mercantil e companhias hipotecárias.
É uma forma de financiamento por meio de empréstimo de médio e longo prazo obtida 
diretamente dos poupadores sem o aporte de recursos de uma instituição financeira.
Quanto aos benefícios para o credor (investidor), as debêntures podem ser:
• simples – o credor recebe juros e correção monetária;
• conversíveis – há opção de o credor transformar suas debêntures em ações da 
própria empresa;
• permutáveis – há opção de o credor transformar as debêntures em ações que não 
as da empresa emissora.
O mercado secundário de debêntures acontece na Cetip S.A. Mercados Organizados, 
que garante a liquidez e a segurança dos papéis.
Não há prazo mínimo nem máximo previsto em lei.
Geralmente são emitidas com prazo mínimo de um ano.
São tributadas pelo IOF.
Deve ser constituído agente fiduciário, que defende os interesses dos debenturistas. 
Sobre debêntures, vale a pena conhecer as informações disponibilizadas pela Associação 
Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais – Anbima (disponível em bit.
ly/3mOjUPC. Acesso em: 08 jul. 2022).
4.14 COMMERCIAL PAPERS
Assim como as debêntures, os commercial papers são títulos de dívida emitidos 
por empresas.
Ao contrário das debêntures, têm um prazo mais curto de duração e são indicados para 
investidores interessados em aplicações de curto prazo.
Não oferecem garantias reais, sendo garantidos somente por aval.
Propiciam
captações de curto e médio prazo, visto que têm prazo máximo de 360 dias.
Os recursos obtidos com a emissão dos commercial papers em geral são usados para 
financiar as atividades de curto prazo da empresa, ou necessidades de capital de giro, como 
a compra de estoques, o pagamento de fornecedores etc.
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A rentabilidade dos commercial papers é definida pelos juros pagos pela empresa ao 
investidor, juros estes que podem ser pré-fixados (maioria dos casos), pós-fixados, neste 
caso baseado no desempenho de um indexador definido no contrato.
Por se tratar de emissões de curto prazo, a garantia da operação em geral está vin-
culada à situação financeira da empresa. Da mesma forma que, com as debêntures, há a 
necessidade de registrar a emissão junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O investidor, se desejar, tem a possibilidade de vender um commercial paper antes do 
vencimento para outro investidor, para isso basta transferir a sua titularidade por meio de endosso. 
Por outro lado, a empresa também pode resgatar antecipadamente um commercial paper.
Os commercial papers são tributados pelo IOF.
Até a promulgação da Lei n. 14.195, de 26 de agosto de 2021, as instituições financei-
ras não podiam emitir notas comerciais. Essa nova Lei determina que essas notas podem ser 
emitidas por sociedades anônimas, sociedades limitadas e sociedades cooperativas, sem 
restrição a alguma atividade econômica.
Como a Lei n. 14.195/2021 prevê que a Comissão de Valores Mobiliários poderá esta-
belecer requisitos adicionais aos previstos nessa Lei, pode ser que, no futuro, alguma restri-
ção seja criada pela CVM nesse sentido.
4.15 SOCIEDADES CORRETORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS – SCTVMs 
E SOCIEDADES DISTRIBUIDORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS – SDTVMs
O investidor que queira vender ou comprar ações na bolsa de valores não pode negociar dire-
tamente com outro investidor, nem diretamente com a bolsa de valores. Precisa da intermediação de 
uma instituição credenciada pela bolsa de valores a atuar em seu ambiente operacional. Esses inter-
mediários são as SCTVM e as SDTVM, que, hoje, realizam praticamente a mesma atividade.
Para vender ou comprar ações na Bovespa, o investidor deve dar uma ordem de compra 
ou de venda para a SCTVM ou SDTVM de que seja cliente, e esta cumprirá a ordem con-
forme as condições por ele definidas.
As SCTVMs e as SDTVMs funcionam como corretoras, ou seja, proporcionam o encon-
tro daquele que quer comprar com aquele que quer vender e vice-versa. São remuneradas 
por meio da cobrança de taxas pelos serviços prestados.
A grande diferença que existia entre as duas era que as SCTVMs podiam atuar no 
ambiente das bolsas de valores, e as SDTVMs, não. Isso perdurou enquanto a Bovespa era 
uma sociedade civil sem fins lucrativos, quando somente as SCTVMs detinham os títulos 
patrimoniais que possibilitavam a atuação no ambiente operacional daquela instituição.
Com o processo de desmutualização, por meio do qual a BM&FBovespa deixou de ser 
sem fins lucrativos para ser com fins lucrativos, passando a ser uma sociedade anônima, essa 
diferença deixou de existir. Hoje as SDTVMs também podem operar diretamente na Bovespa.
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Em 02/03/2009, o BCB e a CVM editaram a Decisão-Conjunta n. 17, autorizando as 
Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários a operar diretamente nos ambien-
tes e sistemas de negociação das bolsas de valores.
Embora possam, nem todas as distribuidoras operam no ambiente operacional da 
Bovespa. Aquelas que operam fazem suas transações diretamente com a BM&FBovespa. 
As distribuidoras que não operam realizam suas operações por meio de uma corretora. 
Essas distribuidoras repassam as ordens recebidas de seus clientes para alguma corretora, 
dividindo a taxa de corretagem com ela. Para o cliente da distribuidora, não faz diferença 
alguma. O importante para ele é que a ordem seja cumprida.
Tanto as corretoras como as distribuidoras oferecem aos seus clientes, em geral:
• suporte para entender o funcionamento da Bolsa e para definição do perfil do 
investidor;
• fornecimento de informativos sobre o mercado e relatórios de recomendação de 
ações, como forma de auxiliar na escolha de ações ou de tipos de investimentos;
• disponibilização de ferramentas e serviços facilitadores, como o home broker 
(investimento via Internet) e ferramentas de análise gráfica;
• assessoria de especialistas;
• aviso sobre novos produtos no mercado, possibilitando a diversificação de seus 
investimentos;
• informação sobre o recebimento de dividendos e outros valores que as empresas 
pagam aos acionistas.
Ambas podem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima ou por quotas de 
responsabilidade limitada.
Na denominação social da SCTVM, deve constar a palavra “Corretora”, combinada com 
as expressões “de Títulos” e/ou “Valores” e/ou “Mobiliários”.
Na denominação social da SDTVM, deve constar a expressão “Distribuidora de Títulos 
e Valores Mobiliários”.
Possuem como atividade principal a intermediação no mercado de ações (venda, 
compra e distribuição de títulos e valores mobiliários).
De forma resumida, podem:
• promover ou participar de lançamentos públicos de ações;
• administrar e custodiar carteiras de títulos e valores mobiliários;
• organizar e administrar fundos e clubes de investimentos;
• prestar serviços de assessoria técnica em operações inerentes ao mercado 
financeiro;
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• operar, como intermediadoras, na compra e venda de moedas estrangeiras, por 
conta e ordem de terceiros (operações de câmbio), desde que autorizadas pelo 
Banco Central do Brasil;
• operar em bolsas de valores e de mercadorias e futuros, por conta própria e de 
terceiros;
• realizar operações de conta margem com seus clientes;
• efetuar operações de compra e venda de metais preciosos, por conta própria e de 
terceiros.
As corretoras são regulamentadas pela Res. CMN n. 1.655/1989, e as distribuidoras, 
pela Res. CMN n. 1.120/1986, que também definem que o BCB e a CVM, cada um dentro da 
sua esfera de competência, poderão baixar as normas e adotar as medidas julgadas neces-
sárias para que essas sociedades desenvolvam suas atividades.
De acordo com as Resoluções acima citadas, as SCTVMs e as SDTVMs possuem 
objeto social quase idênticos, conforme a tabela a seguir:
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OBJETO SOCIAL
SCTVM SDTVM
Operar em recinto ou em sistema mantido por bolsa de valores.
Subscrever, isoladamente ou em consórcio com outras sociedades autorizadas, emissões de títulos e valo-
res mobiliários para revenda.
Intermediar oferta pública e distribuição de títulos e valores mobiliários no mercado.
Comprar e vender títulos e valores mobiliários por conta própria e de terceiros, observada regulamentação 
baixada pela Comissão de Valores Mobiliários e pelo Banco Central do Brasil nas suas respectivas áreas 
de competência.
Encarregar-se da administração de carteiras e da custódia de títulos e valores mobiliários.
Incumbir-se da subscrição, da transferência e da autenticação de endossos, de desdobramento de cau-
telas, de recebimento e pagamento de resgates, juros e outros proventos de títulos e valores mobiliários.
Exercer funções de agente fiduciário.
Instituir, organizar e administrar fundos e clubes de investimento.
Constituir sociedade de investimento – capital estrangeiro e administrar a respectiva carteira de títulos e 
valores mobiliários.
Exercer
as funções de agente emissor de certifica-
dos e manter serviços de ações escriturais. –
Emitir certificados de depósito de ações. –
Intermediar operações de câmbio.
Praticar operações no mercado de câmbio de taxas flutuantes.
Praticar operações de conta-margem, conforme regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários.
Realizar operações compromissadas.
Praticar operações de compra e venda de metais preciosos, no mercado físico, por conta própria e de ter-
ceiros, nos termos da regulamentação baixada pelo Banco Central do Brasil.
Operar em bolsas de mercadorias e de futuros por conta própria e de terceiros, observada regulamentação 
baixada pela Comissão de Valores Mobiliários e Banco Central do Brasil nas suas respectivas áreas de 
competência.
Exercer outras atividades expressamente autorizadas, em conjunto, pelo Banco Central do Brasil e pela 
Comissão de Valores Mobiliários.
A constituição e o funcionamento de SCTVM e de SDTVM dependem de autorização 
do Banco Central do Brasil.
O exercício de atividades das SCTVMs e das SDTVMs no mercado de valores mobiliá-
rios depende de prévia e expressa autorização da Comissão de Valores Mobiliários.
Somente podem ser administradores de SCTVM e SDTVM as pessoas naturais, residen-
tes no Brasil, que atendam às condições previstas na legislação e regulamentação vigentes.
A sociedade corretora deverá manter, para cada área de atividade que desenvolver, 
administrador tecnicamente qualificado responsável pelas operações, admitida a acumula-
ção de áreas, salvo nos casos defesos (proibidos) em normas legais e regulamentares.
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As SCTVMs e as SDTVMs devem manter sistema de conta-corrente, não movimentável 
por cheque, para efeito de registro das operações por conta de seus clientes.
São proibidas de realizar operações que caracterizem, sob qualquer forma, a conces-
são de financiamentos, empréstimos ou adiantamentos a seus clientes, inclusive por meio 
da cessão de direitos, ressalvadas as hipóteses de operação de conta-margem e as demais 
previstas na regulamentação em vigor.
Não podem cobrar de seus comitentes (contratante dos serviços) corretagem ou qual-
quer outra comissão referente a negociações com determinado valor mobiliário durante seu 
período de distribuição primária.
Estão obrigadas a manter sigilo em suas operações e serviços prestados, devendo guar-
dar segredo sobre os nomes e as operações de seus comitentes, só os revelando mediante 
autorização desses, dada por escrito. O nome e as operações do comitente devem ser infor-
mados, sempre que solicitado, à Comissão de Valores Mobiliários, às Bolsas de Valores e ao 
Banco Central do Brasil, observadas as respectivas esferas de competência, bem como nos 
demais casos previstos na legislação em vigor.
Estão sujeitas às normas de escrituração expedidas pelo Conselho Monetário Nacional 
e pelo Banco Central do Brasil.
As SCTVMs e SDTVMs estão sujeitas a permanente fiscalização da Bolsa de Valores 
e, no âmbito das respectivas competências, são supervisionadas pelo Banco Central e pela 
Comissão de Valores Mobiliários.
4.17 OPERAÇÕES COM OURO
As operações com ouro integram, juntamente com ações e derivativos, o mercado de 
risco, sendo que suas cotações variam de acordo com a oferta e procura, bem como em 
função de fatores externos que possam influenciar esses mercados.
O ouro é um ativo real, conceituado como uma “reserva inviolável de valor”.
No mercado internacional, os principais centros financeiros que negociam ouro são 
Londres e Zurique, onde é negociado no mercado de balcão com a intermediação de bancos 
e corretoras, e não via bolsas.
No Brasil, o maior volume de comercialização de ouro se faz na Bolsa de Mercadoria 
e Futuros (BM&F) de São Paulo, que é a única bolsa do mundo que comercializa ouro no 
mercado físico à vista (spot). A BM&F também sedia negociações de ouro no mercado futuro.
A compra do ouro no Brasil também pode ser realizada no mercado de balcão para 
ouro físico.
No Brasil, as cotações de ouro são feitas em reais por grama de metal puro.
A sua comercialização é padronizada em barras de 250g e 1.000g, com pureza de 
99,95 a 99,99%.
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O grau de pureza mínimo exigido no mercado de ouro é de 999 partes de ouro sobre 
1.000, o chamado “ouro três naves”, muito acima do tradicional “ouro 24 quilates”, padrão 
máximo em joalheria.
No Brasil, o ouro é negociado à vista e para liquidação futura tanto no mercado de 
balcão quanto na BM&F. Em ambos os mercados – balcão e BM&F –, a responsabilidade da 
qualidade do ouro é da fundidora, não dos bancos ou da bolsa.
Operações com Ouro – Mercado de Balcão
São operações efetuadas por intermédio de instituições financeiras, como bancos e 
corretoras, e nas fundidoras e empresas de mineração.
Após concretizada a liquidação do pagamento, o comprador terá duas opções: ou deixar 
o metal depositado em custódia de uma instituição bancária credenciada, ou a retirada física 
da quantidade de ouro adquirida.
As vantagens da custódia são a liquidez, a segurança e a facilidade da negociação 
futura: o investidor leva consigo um certificado de custódia.
As desvantagens da retirada física do metal, além da perda da liquidez e segurança, é o custo 
de refundir o ouro no momento de nova negociação, com o objetivo de certificar seu grau de pureza.
O mercado de balcão trabalha praticamente com o grau de pureza de 99,99% (“ouro 
quatro naves”) como padrão de negócios.
Operações com Ouro – Mercado Spot
As operações no mercado spot são realizadas na BM&F, com entrega em 24 horas.
Como se trata de operação em bolsa, exige-se a intermediação de uma corretora conveniada.
Os volumes negociados são transferidos automaticamente entre as contas dos clientes 
em diferentes bancos, sem que o metal passe pelas mãos de quem negocia.
O metal físico, sob forma de lingote, é fundido por empresa refinadora e custodiado em 
instituição depositária, ambas credenciadas pela BM&F.
O ouro é negociado em bolsa normalmente em unidades de negociação de 10, 250 e 
1.000g com grau de pureza de 99,9%.
A retirada física só pode ser feita em barras de 250g, cem onças e quatrocentas onças.
Para atender o pequeno investidor, há opções de lotes fracionários.
Ouro é considerado um ativo financeiro pela Constituição e é tributado em IOF, exclusi-
vamente e apenas na operação de origem, a uma alíquota mínima de 1%.
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AULA 5
Trechos do edital: 4.16 Títulos de capitalização. 4.17 Planos de aposentadoria e pensão 
privados. 4.18 Planos de seguros.
5.1. PLANOS DE SEGUROS
A finalidade específica do seguro é restabelecer o equilíbrio econômico perturbado, sendo 
vedada, por lei, a possibilidade de se revestir do aspecto de jogo ou dar lucro ao segurado.
Segundo o dicionário Aurélio, seguro é o “contrato pelo qual uma das partes se obriga, 
mediante cobrança de prêmio, a indenizar outra de um perigo ou prejuízo eventual”.
Na estrutura da operação de seguro, identificam-se cinco elementos básicos e essen-
ciais previstos no contrato de seguro:
• Risco – evento incerto ou de data incerta que independe da vontade das partes 
contratantes e contra o qual é feito o seguro; o risco é a expectativa de sinistro; sem 
risco, não pode haver contrato de seguro.
• Segurado – é a pessoa física ou jurídica que possui um interesse legítimo, relativo 
à pessoa ou bem, e que transfere à seguradora, mediante o pagamento do prêmio, 
o risco de determinado evento atingir o bem ou a pessoa do seu interesse. É a 
pessoa em nome de quem se faz o seguro.
• Segurador – é a pessoa jurídica que assume
a responsabilidade por riscos contra-
tados e paga indenização ao segurado ou ao(s) seu(s) beneficiário(s), no caso de 
ocorrência do sinistro coberto.
• Prêmio – é o pagamento efetuado pelo segurado à seguradora, ou seja, é o custo 
do seguro.
• Indenização – é o pagamento devido pela seguradora aos beneficiários do seguro, 
no caso de risco coberto na ocorrência do sinistro.
O contrato de seguro tem as seguintes características ou princípios:
• Nominado – porque é regulado por lei, com um padrão definido.
• Adesão – porque as condições da apólice são padronizadas e aprovadas por 
órgãos governamentais; assim, ao aceitar as condições, o segurado está aderindo 
com uma margem de opção limitada.
• Bilateral – porque gera obrigações para as duas partes envolvidas; o não cumpri-
mento de obrigações por uma das partes desobriga a outra.
• Oneroso – porque implica ônus e vantagens econômicas para ambas as partes.
• Aleatório – porque depende exclusivamente de um evento futuro e incerto.
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• Formal ou solene – porque, para sua prova, a lei obriga a formalidade, determi-
nando que o contrato seja instrumentalizado pela apólice ou pelo bilhete de seguro.
• Da máxima boa-fé – porque o conhecimento e a mensuração do risco pelo segura-
dor dependem da veracidade das informações prestadas pelo segurado.
Para a efetivação do seguro, é indispensável a formulação de um contrato. Os instru-
mentos essenciais do contrato de seguro são:
• proposta – é o instrumento formal da manifestação da vontade de quem quer efe-
tivar um contrato de seguro;
• apólice – é o documento emitido pelo segurador a partir da proposta; é o contrato 
de seguro propriamente dito.
Podem ser constituídos para proteção:
• a pessoa – envolve a pessoa, cobrindo morte, invalidez, doença grave; e
• o patrimônio – diz respeito ao patrimônio, ou seja, os bens do segurado, cobrindo 
danos decorrentes de acidentes, incêndios, roubo, garantia de obrigações contra-
tuais e quebra de maquinário.
5.2 PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS ABERTOS
Funcionam como um fundo de investimento com o objetivo de complementar a aposen-
tadoria do seu investidor.
Aposentadoria básica é a aposentadoria oficial paga pelo Instituto Nacional de Seguri-
dade Social (INSS).
A previdência complementar fechada é uma opção de aposentadoria complementar 
oferecida pelas empresas aos empregados, ou seja, a empresa constitui um fundo de pensão 
para o qual contribuem a própria empresa e seus funcionários, não sendo, portanto, aberto 
para outras pessoas.
A previdência complementar aberta oferece uma opção de aposentadoria complemen-
tar para qualquer pessoa que adquira seu plano.
Ao final do prazo definido para contribuições, tanto na previdência fechada como na 
aberta, o investidor pode sacar todo o valor acumulado de uma só vez ou pode passar a rece-
ber uma renda vitalícia, com a possibilidade de ser transferida para um beneficiário indicado 
quando do falecimento do investidor.
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Plano Gerador de Benefício Livre – PGBL
É mais vantajoso para aqueles que fazem a declaração do Imposto de Renda pelo for-
mulário completo. É uma aplicação em que incide risco, já que não há garantia de rentabi-
lidade, que, inclusive, pode ser negativa. Ainda assim, em caso de ganho, ele é repassado 
integralmente ao participante.
O resgate pode ser feito no prazo de sessenta dias de duas formas: de uma única vez 
ou transformado em parcelas mensais.
Também podem ser abatidos até 12% da renda bruta anual do Imposto de Renda, e tem 
taxa de carregamento de até 5%. É comercializado por seguradoras.
Com o PGBL, o dinheiro é colocado em um fundo de investimento exclusivo, adminis-
trado por uma empresa especializada na gestão de recursos de terceiros, e é fiscalizado pelo 
Banco Central.
 Vida Gerador de Benefício Livre – VGBL
Uma de suas principais vantagens está na possibilidade de se optar, já quando da 
adesão ao plano, pela idade de quando se começará a receber o rendimento investido.
Essa renda poderá ser recebida em uma única parcela ou então em quantias mensais.
Também há a possibilidade de se contribuir com quantias variáveis, podendo se fazer 
um aporte maior quando houver disponibilidade para tal.
O valor acumulado pelo participante também pode ser sacado a qualquer momento.
É aconselhável para aqueles que não têm renda tributável, já que não é dedutível do 
Imposto de Renda, ainda que seja necessário o pagamento de IR sobre o ganho de capital.
PGBL VGBL
O que é Têm por finalidade a acumulação de recursos no longo prazo com vistas à com-
plementação da renda na aposentadoria.
Para quem é mais 
indicado
Mais atraente para quem declara Imposto 
de Renda completo, podendo aproveitar 
do abatimento da Renda Bruta anual na 
fase de contribuição.
Para quem declara Imposto de Renda 
simplificado ou tem previdência com-
plementar e/ou já abate o limite máximo 
de 12% da Renda Bruta anual.
Tratamento fiscal 
durante o período 
de acumulação
Os recursos aplicados e os rendimentos estão isentos de tributação.
Tratamento fiscal 
no resgate
Abatimento das contribuições no Imposto 
de Renda (até o limite de 12% da renda 
bruta anual) durante o período de acu-
mulação. Sobre os valores de resgate e 
rendas haverá a incidência de tributação 
conforme alíquota da tabela do Imposto de 
Renda Pessoa Física em vigor.
No momento do recebimento de 
renda ou resgate, haverá a incidên-
cia de Imposto de Renda, apenas 
sobre os rendimentos auferidos.
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Tanto o PGBL como o VGBL estão sujeitos à taxa de administração e de carregamento.
É possível a portabilidade de planos entre planos do mesmo segmento, não sendo pos-
sível a portabilidade de VGBL para PGBL e de PGBL para VGBL, nem permitida a transfe-
rência (portabilidade) de recursos entre pessoas diferentes.
5.3 PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS FECHADOS
As características desses planos variam dependendo do grupo dos trabalhadores a que 
se referem e da disposição do empregador em arcar com a parte que lhe cabe.
Destinam-se, exclusivamente, aos empregados de uma empresa ou grupo de empre-
sas ou aos servidores da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, entes 
denominados patrocinadores, ou aos associados ou membros de pessoas jurídicas de cará-
ter profissional, classista ou setorial, denominados instituidores.
Os planos de benefícios devem ser, obrigatoriamente, oferecidos a todos os 
empregados dos patrocinadores ou associados dos instituidores.
5.4 TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO
São um produto em que parte dos pagamentos realizados pelo subscritor é usada para 
formar um capital, segundo cláusulas e regras aprovadas e mencionadas no próprio título (Con-
dições Gerais do Título) e que será paga em moeda corrente num prazo máximo estabelecido.
Podem ser:
• Modalidade I – Compra-programada.
• Modalidade II – Filantropia premiável.
• Modalidade III – Incentivo.
• Modalidade IV – Instrumento de garantia.
• Modalidade V – Popular.
• Modalidade VI – Tradicional.
Modalidade I – Compra-Programada
O titular pode optar por bem ou serviço, descrito na ficha de cadastro, subsidiado por acor-
dos comerciais com indústrias ou empresas comerciais. Praticamente não está mais em uso.
Modalidade II – Filantropia Premiável
Destinada ao consumidor interessado em participar de sorteios, sendo-lhe facultada a 
opção de contribuir com entidades beneficentes de assistência social, por meio da cessão a 
essas entidades do direito de resgate do saldo capitalizado.
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Modalidade III – Incentivo
O restante dos valores dos pagamentos é usado para custear os sorteios, quase sempre 
previstos nesse tipo de produto, e as despesas administrativas das sociedades de capitalização.
O título de capitalização está vinculado a promoções comerciais instituídas por empresas 
promotoras (subscritoras do título), sendo que o consumidor tem direito apenas a participar dos 
sorteios, sem acesso ao resgate do saldo capitalizado, que pertence ao subscritor do título.
Modalidade IV – Instrumento de Garantia
O titular pode utilizar o saldo de capitalização do título para assegurar o cumprimento de 
obrigação assumida em contrato principal pelo titular perante terceiro. O saldo capitalizado 
não pode ser utilizado para aquisição de bem ou serviço.
Modalidade V – Popular
Essa modalidade tem por objetivo a participação do titular em sorteios, propiciando, ao 
final da vigência, devolução de valor inferior ao total pago. Nessa modalidade, as condições 
gerais deverão conter, em destaque, a seguinte mensagem: “Este título restituirá ao final 
de sua vigência valor inferior ao total dos pagamentos efetuados. A contratação deste título 
é apropriada principalmente na hipótese de o consumidor estar interessado em capitalizar 
parte da contribuição e participar dos sorteios. Consulte a tabela para observar a evolução do 
percentual de resgate, de acordo com os meses de vigência do título”.
Modalidade VI – Tradicional
Trata de modalidade que objetiva restituir ao titular, ao final do prazo de vigência, no 
mínimo, o valor total dos pagamentos efetuados pelo subscritor, pessoa que adquiriu o título, 
desde que todos os pagamentos previstos tenham sido realizados nas datas programadas.
Nos títulos de capitalização, encontramos três pessoas distintas:
• subscritor – pessoa que adquire o título de capitalização, assumindo o compro-
misso de efetuar o pagamento de suas contribuições;
• titular – o próprio subscritor ou pessoa expressamente indicada por este e que 
detém os direitos decorrentes do título de capitalização; e
• cessionário – a pessoa natural ou jurídica, indicada pelo subscritor, a quem deve 
ser pago o direito cedido decorrente do título.
O subscritor é a pessoa que adquire o título e assume o dever de efetuar os paga-
mentos; pode, desde que comunique por escrito à sociedade, a qualquer momento, e não 
somente no ato da contratação, definir quem será o titular, isto é, quem assumirá os direitos 
relativos ao título, tais como o resgate e o sorteio.
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É claro que subscritor e o titular podem ser a mesma pessoa, isto é, a pessoa que paga 
o título é a que detém os direitos inerentes a ele, mas o subscritor pode adquirir o título em 
favor de outra pessoa.
Os títulos, quanto à sua forma de pagamento, podem ser:
• PM – prevê um pagamento a cada mês de vigência do título;
• PP – não há correspondência entre o número de pagamentos e o número de meses 
de vigência do título;
• PU – o pagamento é único (realizado uma única vez), tendo sua vigência estipulada 
na proposta.
O prazo de vigência e o prazo de pagamento do título não são a mesma coisa.
Prazo de pagamento é o período durante o qual o subscritor compromete-se a efetuar 
os pagamentos, que, em geral, são mensais e sucessivos. Outra possibilidade, como colo-
cado acima, é a de o título ser de Pagamento Periódico (PP) ou de Pagamento Único (PU).
Já prazo de vigência é o período durante o qual o título de capitalização está sendo 
administrado pela sociedade de capitalização, sendo o capital relativo ao título, em geral, 
capitalizado pela taxa de juros informada nas condições gerais. Tal período deverá ser igual 
ou superior ao período de pagamento.
A decomposição das mensalidades de um título de capitalização é composta pelo 
menos de três elementos, a saber:
• cota de capitalização – é o percentual da contribuição destinado à constituição de 
capital referente ao direito de resgate;
• cota de carregamento – é o percentual da contribuição destinado aos custos de 
despesas com corretagem, colocação e administração do título de capitalização, 
emissão, divulgação, lucro da sociedade de capitalização e eventuais despesas 
relativas ao custeio da contemplação obrigatória e da distribuição de bônus;
• cota de sorteio – é o percentual da contribuição destinado a custear os sorteios, 
se previstos no plano.
Com relação ao prazo mínimo, à forma de pagamento e à taxa de juros, os títulos de 
capitalização podem ser estruturados da seguinte forma:
Modalidade Prazo de vigência
(mínimo)
Forma de pagamento Taxa de Juros efetiva mensal
Compra-Programada Seis meses PP ou PM 0,35%
Filantropia Premiável 60 dias PU 0,16%
Incentivo 60 dias PP, PM ou PU 0,16%
Instrumento de Garantia Seis meses PP, PM ou PU 0,35%
Popular 12 meses PP, PM ou PU 0,16%
Tradicional 12 meses PP, PM ou PU 0,35%
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O título de capitalização não é considerado um investimento e nem é o mesmo que 
caderneta de poupança.
O título de capitalização é um produto comercializado somente pelas Sociedades de 
Capitalização por meio de títulos previamente aprovados pela Superintendência de Seguros 
Privados – SUSEP.
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AULA 6
Trechos do edital: 6 Mercado de câmbio. 6.1 Instituições autorizadas a operar. 6.2 
Operações básicas. 6.3 Características dos contratos de câmbio. 6.4 Taxas de câmbio. 
6.5 Remessas.
6.1 MERCADO DE CÂMBIO
Até março de 2005, o mercado de câmbio compreendia dois segmentos: o de taxas 
livres ou, como era chamado comumente, o comercial, e o mercado de câmbio de taxas flu-
tuantes, comumente chamado de turismo.
A partir de 04/03/2005, com a Res. n. 3.265 do CMN, os segmentos comercial e as 
taxas livres (turismo) foram unificados num único mercado de câmbio.
Embora exista um único mercado de câmbio legal no país, as terminologias “câmbio comer-
cial”, ou “dólar comercial”, e “câmbio turismo”, ou “dólar turismo”, no entanto, ainda são utilizadas 
pelo mercado para indicar as diferentes taxas praticadas de acordo com a natureza da operação.
Assim, as expressões “câmbio turismo” ou “dólar turismo” são utilizadas comumente 
para classificar as operações relativas a compra e venda de moeda para viagens interna-
cionais, geralmente em espécie. As expressões “câmbio comercial” ou “dólar comercial” são 
usadas para as demais operações realizadas no mercado de câmbio, tais como: exportação, 
importação, transferências financeiras etc. Essas expressões são utilizadas mesmo quando 
as operações são realizadas em outras moedas estrangeiras, como o euro, o iene etc.
Por lei, compete ao Banco Central o monopólio sobre toda moeda estrangeira transa-
cionada no mercado de câmbio. Na prática, o Banco Central autoriza bancos e outras institui-
ções a operar nesse mercado e estabelece as regras a serem observadas por todos.
No mercado de câmbio, também prevalece a lei da oferta e da procura. Portanto, exis-
tem agentes, no mercado de câmbio, que ofertam moeda estrangeira, e outros agentes que 
demandam moeda estrangeira, quais sejam:
• os que ofertam divisas – são os que trazem recursos financeiros estrangeiros para 
o Brasil. São os exportadores, os turistas estrangeiros, os devedores de emprésti-
mos e investimentos (no ingresso dos recursos internacionais) e os que recebem 
transferências do exterior;
• os que demandam divisas – são os que remetem recursos financeiros para o exte-
rior. São os importadores, aqueles que enviam remessas para o exterior em forma 
de dividendos
e lucros, os que fazem transferências ao exterior, os devedores de 
investimentos e empréstimos (quando remetem ao exterior o principal e os juros).
Entendem-se como “divisas” os recursos financeiros em moeda estrangeira, tendo o 
dólar americano como referência.
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No caso dos turistas estrangeiros, eles ofertam divisas ao trocarem seus dólares por 
reais em uma instituição autorizada a operar com câmbio.
6.2 INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS A OPERAR
Podem operar no mercado de câmbio, desde que autorizadas pelo Banco Central, as 
seguintes instituições:
• bancos comerciais;
• bancos múltiplos;
• bancos de investimento;
• bancos de desenvolvimento;
• bancos de câmbio;
• caixas econômicas;
• sociedades de crédito, financiamento e investimento;
• corretoras de câmbio;
• corretoras de títulos e valores mobiliários;
• distribuidoras de títulos e valores mobiliários;
• agências de fomento.
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – EBCT e as administradoras de cartões 
de crédito também são autorizadas pelo Bacen a realizar operações de câmbio, respectiva-
mente com vales postais e compras internacionais.
6.3 OPERAÇÕES BÁSICAS
Câmbio é toda operação em que há troca de moeda nacional por moeda estrangeira ou 
vice-versa.
Compreende também as operações de troca de uma moeda estrangeira por outra 
moeda estrangeira.
Entende-se por operações de câmbio a troca de moeda de um país pela de outro.
As denominações “compra” e “venda” têm como referência a instituição autorizada a 
operar com câmbio.
Especificando melhor, em relação ao estabelecimento operador, as operações de 
câmbio se classificam em:
• compra – recebimento de moeda estrangeira e entrega de moeda nacional;
• venda – entrega de moeda estrangeira e recebimento de moeda nacional;
• arbitragem – entrega de moeda estrangeira e compra de outra moeda estrangeira.
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Assim, a compra de moeda estrangeira significa o banco ou instituição receber moeda 
estrangeira e entregar reais, enquanto a operação de venda significa o banco entregar moeda 
estrangeira e receber reais.
No que se refere às trocas de moedas, podemos classificá-las em duas formas:
• câmbio manual – operações que envolvem compra e venda de moedas estrangei-
ras em espécie (inclusive travellers checks);
• câmbio sacado – quando, na troca, existem títulos ou documentos representati-
vos da moeda.
6.4 CONTRATOS DE CÂMBIO – CARACTERÍSTICAS
No Brasil, toda operação de câmbio deve ser realizada por meio de contrato de câmbio, 
tendo sempre como uma das partes uma instituição autorizada a operar em câmbio pelo 
Banco Central, que comprará ou venderá a moeda estrangeira.
Como toda regra tem exceção, nas operações de compra ou de venda de moeda 
estrangeira de até US$ 10 mil, ou seu equivalente em outras moedas estrangeiras, não é 
obrigatória a formalização do contrato de câmbio, mas o agente do mercado de câmbio deve 
identificar seu cliente e registrar a operação no sistema câmbio.
Qualquer pessoa, física ou jurídica, pode ir então a uma instituição autorizada (banco, 
caixa econômica, agência de turismo, meio de hospedagem, corretora de valores, distribui-
dora de valores) para trocar moeda nacional por moeda estrangeira e vice-versa.
Deve-se observar, porém, a regulamentação específica, que se encontra no Regula-
mento do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais (RMCCI), para a perfeita identifica-
ção do que se refere à operação de câmbio.
O contrato de câmbio é um instrumento particular, bilateral, no qual um vendedor se 
compromete a entregar determinada quantidade de moedas estrangeiras, sob determinadas 
condições (taxas, prazos, formas de entrega) a um comprador, recebendo em contrapartida 
o equivalente em moeda nacional.
O contrato de câmbio é o instrumento por intermédio do qual se efetua a operação de 
câmbio, tanto o câmbio manual quanto o sacado. É o documento que formaliza a operação, 
ou seja, é o comprovante a ser apresentado à fiscalização.
Nele, constam necessariamente, dentre outras informações, a moeda estrangeira que o 
agente do mercado está comprando ou vendendo, a taxa contratada, o valor correspondente 
em moeda nacional, os nomes do comprador e do vendedor (e respectivas assinaturas).
À margem da lei, funciona um segmento denominado mercado paralelo, mercado negro 
ou câmbio negro.
Os negócios realizados nesse mercado, bem como a posse de moeda estrangeira sem 
origem justificada, são ilegais e sujeitam o cidadão ou a empresa às penas da lei.
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Devemos nos lembrar ainda de que o dólar paralelo possibilita o financiamento e a lava-
gem de dinheiro oriundo das atividades ilegais, como narcotráfico e superfaturamentos, tanto 
nas importações como nas exportações.
6.5 TAXAS DE CÂMBIO
Taxa de câmbio é o preço de uma moeda estrangeira medido em unidades ou frações 
(centavos) da moeda nacional.
É o preço que se paga pela moeda estrangeira. É a quantidade de reais necessária 
para comprar uma quantidade de moeda estrangeira. É a quantidade de reais que se recebe 
quando se vende uma quantidade de moeda estrangeira.
6.6 TAXAS DE CÂMBIO NOMINAIS E REAIS
Taxa de Câmbio Nominal
É a taxa que expressa a relação de valor entre duas moedas de países diferentes, é o 
custo de uma moeda em relação a outra.
É o numeral divulgado pelos agentes autorizados a operar no mercado de câmbio para 
se comprar uma moeda estrangeira.
Em poucas palavras, é o preço que se paga para comprar a moeda estrangeira.
Taxa de Câmbio Real
A taxa real é um indicador de câmbio que leva em consideração a inflação interna e 
externa. É a taxa nominal incorporada com os efeitos da inflação interna e externa.
Embora não seja tão utilizada quanto a taxa de câmbio nominal, ela é considerada a 
melhor referência para o valor de uma moeda em relação a outra. Na prática, ela indica o 
poder de compra da moeda de um país em relação à moeda de outro.
6.7 POSIÇÃO DE CÂMBIO
A posição de câmbio representa o volume das operações de compra e de venda de 
moeda estrangeira realizadas pelas instituições financeiras que podem operar em câmbio.
Essas operações são consolidadas diariamente pelo seu equivalente em dólares dos 
Estados Unidos e de forma centralizada para cada instituição.
O valor da posição de câmbio é obtido pela diferença entre as compras e as vendas do 
dia, acrescida ou diminuída da posição de fechamento do dia anterior, podendo ter os seguin-
tes resultados:
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• nivelada, quando o total de compras é igual ao total de vendas;
• comprada, quando o total de compras é maior que o total de vendas;
• vendida, quando o total de compras é menor que o total de vendas.
À primeira vista, poderíamos pensar que posição de câmbio seria então algo parecido 
com “saldo de caixa em moeda estrangeira”.
Essa suposição não é correta, pelo simples motivo de que muitas transações de câmbio 
são feitas para liquidação futura, especialmente aquelas que envolvem compra e venda de 
moeda estrangeira entre instituições financeiras – o chamado interbancário em dólar – e 
entre uma instituição financeira e um agente de comércio exterior.
Entretanto, para apuração da posição de câmbio de um agente autorizado, são compu-
tadas todas as transações fechadas naquele dia, independentemente se são para liquidação 
pronta – até 48 horas, considerada à vista no mercado de câmbio – ou para liquidação futura.
Não há limite pré-estabelecido para as posições de câmbio comprada ou
vendida dos 
bancos e caixas econômicas autorizados: essas instituições podem assumir qualquer valor 
de posição comprada ou vendida, desde que seus ativos comportem o risco assumido.
Os demais integrantes do Sistema Financeiro Nacional só podem ter posição de 
câmbio comprada.
6.8 REMESSAS
A desburocratização e a simplificação das leis e das normas cambiais brasileiras que 
aconteceram nos últimos anos tornaram mais simples e barato o envio de dinheiro para o 
Brasil ou para o exterior.
Essa facilidade também alcançou os cartões de uso internacional, beneficiando direta-
mente os viajantes que os utilizam em suas viagens.
Hoje não é necessário receber qualquer tipo de autorização governamental para fazer 
remessas do Brasil para o exterior e nem para receber recursos do exterior. Atualmente, as 
operações de câmbio com recebimento ou entrega de moeda estrangeira em espécie tem se 
restringido aos casos de viagens internacionais.
Os recursos recebidos do exterior destinados a residentes devem ser obrigatoriamente 
convertidos em reais em instituição autorizada a operar no mercado de câmbio pelo Banco 
Central do Brasil. Da mesma forma, a moeda estrangeira destinada ao exterior deve ser 
adquirida nessas instituições. As operações de câmbio feitas em desacordo com essas con-
dições são consideradas ilegais.
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Remessa de dinheiro do exterior para o Brasil
A remessa de dinheiro do exterior para o Brasil pode ser feita de forma prática e segura de 
três maneiras diferentes: por ordem de pagamento, por cartão internacional ou pelos Correios.
Independentemente da forma utilizada, sempre estão envolvidos o remetente do 
dinheiro e o beneficiário. O remetente é quem está no exterior e faz a remessa do dinheiro. 
A identificação do remetente deve seguir a legislação do país da remessa. O beneficiário é 
quem vai receber o dinheiro no Brasil.
Remessa por meio de ordem de pagamento
As ordens de pagamento podem ser remetidas do exterior em moeda estrangeira ou em 
reais, mas sempre serão pagas aos residentes no Brasil em reais.
Se a ordem de pagamento for em moeda estrangeira, será necessária a realização da 
operação de câmbio no Brasil entre o beneficiário e uma instituição autorizada a operar no 
mercado de câmbio.
A taxa de câmbio é aquela negociada entre o beneficiário e a instituição financeira auto-
rizada. Sugerimos leitura do capítulo referente ao Valor Efetivo Total (VET).
Se a ordem de pagamento for em reais, a operação de câmbio que se fizer necessária irá 
ocorrer entre o remetente e a instituição no exterior. O beneficiário recebe os reais sem necessi-
dade de operação de câmbio no Brasil. Nesse caso, o banco do exterior deve manter conta em 
reais em bancos no país para viabilizar os pagamentos e os créditos ao beneficiário no Brasil.
O remetente deve procurar uma instituição no exterior para transferir o dinheiro ao 
beneficiário no Brasil. É possível fazer a remessa de moeda estrangeira do exterior por meio 
de empresas não financeiras especializadas em transferências externas, dependendo da 
legislação de cada país.
Para evitar contratempos, é recomendável que o beneficiário de ordem de pagamento 
do exterior tome previamente algumas providências, tais como:
• procurar uma instituição financeira no Brasil autorizada a operar no mercado de 
câmbio ou, no caso de transferências até o equivalente a US$ 3 mil, correspondente 
contratado por uma instituição financeira, próximo de sua residência, e perguntar 
o nome de instituição no exterior que possua ponto de atendimento na cidade de 
onde será efetuada a remessa;
• informar para a pessoa que vai remeter o dinheiro do exterior:
 – dados do beneficiário no Brasil (nome completo, documento de identidade, ende-
reço residencial, motivo da remessa, banco, agência e o número da conta para o 
depósito, se houver); e
 – identificação da instituição financeira no Brasil (número, agência e o código de 
identificação do banco utilizado em transferências internacionais).
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Por sua vez, o remetente dos recursos do exterior, no momento da remessa, deve for-
necer à instituição no exterior (banco ou transferidora de recursos) os dados do beneficiário 
(nome completo, documento de identidade, endereço residencial, o número do banco, da 
agência e da conta destinatária dos recursos, se houver).
Se o valor não ultrapassar R$ 10 mil, é possível receber o dinheiro em espécie ou em 
qualquer instrumento de pagamento em uso no mercado financeiro. A partir desse valor, 
somente mediante crédito em conta, transferência bancária ou cheque.
Para receber o valor em reais, é sempre necessário o beneficiário apresentar docu-
mento de identificação. Em geral, o banco somente solicitará documentação adicional nas 
seguintes situações:
• operações acima de R$ 10 mil no caso de ordens de pagamento em reais; ou
• operações com valor superior ao equivalente a US$ 3 mil no caso de ordens de 
pagamento em moeda estrangeira.
Remessa por meio de cartão internacional
É possível aos bancos brasileiros e à Caixa Econômica Federal aceitar remessas de 
valores dos brasileiros que estão no exterior por meio de cartão emitido no exterior. O valor, 
em reais, pode ser creditado em conta corrente ou poupança no Brasil, do próprio remetente 
ou de outro beneficiário, ou ser recebido em dinheiro, diretamente pelo beneficiário, desde 
que observado o limite em vigor de R$ 10 mil.
Caso seja de interesse do brasileiro que se encontre temporariamente no exterior, é 
possível abrir uma conta em reais simplificada no Brasil, por meio da internet, em banco de 
sua escolha ou na Caixa Econômica Federal. Para conhecer os procedimentos para a aber-
tura dessa conta simplificada, visite a página na internet da instituição de sua preferência.
Para fazer a remessa, o remetente, no exterior, deve procurar uma instituição que ofe-
reça o serviço de transferência de valores com utilização de cartão internacional.
Remessa pelos Correios
Os Correios estão autorizados a prestar serviço de transferências financeiras interna-
cionais. O envio e o recebimento de valores são feitos eletronicamente entre o Brasil e os 
países conveniados.
O remetente deve comparecer à empresa de correios do local onde se encontra, no 
exterior, para fornecer as informações necessárias.
Para conhecer os países conveniados, os limites, as tarifas, os prazos e as outras con-
dições das transferências postais, visite o site dos Correios (disponível em: correios.com.br).
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Remessa de dinheiro do Brasil para o exterior
A remessa de dinheiro do Brasil para o exterior pode ser feita por intermédio de institui-
ção autorizada pelo Banco Central do Brasil a operar em câmbio de forma prática e segura 
por meio de ordem de pagamento e pelos Correios. Independentemente da forma utilizada, 
sempre estão envolvidos o remetente do dinheiro e o beneficiário. O remetente é quem está 
no Brasil e que vai fazer a remessa do dinheiro. A identificação do remetente deve ocorrer 
em todas as situações, independentemente do valor da remessa. O beneficiário é quem vai 
receber o dinheiro no exterior.
Remessa por meio de ordem de pagamento
Diferentemente das ordens de pagamento do exterior para o Brasil, as ordens de paga-
mento do Brasil para o exterior devem ser feitas exclusivamente em moeda estrangeira. A 
taxa de câmbio deve ser negociada entre o remetente e a instituição no Brasil. Sugerimos 
leitura do capítulo referente ao Valor Efetivo Total (VET).
Para transferir o dinheiro ao beneficiário, no exterior, o remetente deve procurar uma 
instituição
no Brasil. É possível fazer a remessa por meio de instituição autorizada a operar 
no mercado de câmbio ou, no caso de transferências até o equivalente a US$ 3 mil, por meio 
de empresas contratadas por instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio.
Pode-se adquirir moeda estrangeira mediante a entrega de reais em espécie ou em 
qualquer instrumento de pagamento em uso no mercado financeiro, até o limite de R$ 10 mil. 
Acima desse valor, somente mediante débito em conta, transferência bancária ou cheque.
O remetente deve procurar uma instituição ou um estabelecimento contratado de sua 
preferência e se informar sobre os dados necessários para a remessa. Em seguida, deve 
obter com o beneficiário esses dados, que deverão ser informados à instituição no Brasil para 
que a remessa seja feita.
Normalmente, os dados mais importantes são o nome e a localização da instituição no 
exterior para onde será feita a remessa, além do endereço e da identificação do beneficiário.
Remessa pelos Correios
Os Correios estão autorizados a prestar serviço de transferências financeiras interna-
cionais. O envio e o recebimento de valores são feitos eletronicamente entre o Brasil e os 
países conveniados.
O remetente deve comparecer à agência dos Correios no Brasil para fornecer as infor-
mações necessárias.
Para conhecer os países conveniados, os limites, as tarifas, os prazos e as outras con-
dições das transferências postais, visite o site dos Correios (disponível em: correios.com.br).
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AULA 7
Trechos do edital: 7. Garantias do Sistema Financeiro Nacional. 7.1 Aval; fiança; penhor mer-
cantil; alienação fiduciária; hipoteca; fianças bancárias; Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
7.1 GARANTIAS DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
Ao analisarem suas operações, as instituições financeiras levam em conta vários fato-
res e, ao concluírem pela viabilidade do negócio, fixam as condições em que ele será reali-
zado, definindo:
• valor liberado;
• prazo;
• encargos financeiros;
• garantias.
A constituição de garantias visa gerar maior comprometimento pessoal e patrimonial 
do tomador de recursos e aumentar, caso o cliente se torne insolvente, a possibilidade de 
retorno do capital emprestado.
A garantia assume papel acessório à decisão de crédito, não podendo ser determinante 
para a realização do negócio, já que sua execução é sabidamente onerosa e demorada.
O negócio de um banco não é cobrar judicialmente seus créditos, é emprestar bem 
e receber.
As garantias podem ser:
• pessoal ou fidejussória;
• real.
As garantias são previsões legais para se garantir um contrato, em regra, de mútuo 
(dinheiro).
Garantia Pessoal (Fidejussória)
Pode ser por meio de: aval ou fiança.
Garantia Real
Pode ser por penhor mercantil, alienação fiduciária e hipoteca.
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7.2 AVAL
É a garantia de pagamento do título de crédito dada por um terceiro, que se torna res-
ponsável pelo pagamento nas mesmas condições do devedor. Consiste em:
• declaração unilateral da vontade incondicional;
• obrigação cambiária que só pode ser lançada no título (ou em folha de alongue).
Tem a função de reforçar a garantia de pagamento do título no seu vencimento, visto 
que o garantidor promete pagar a dívida, caso o devedor não o faça.
É garantia tipicamente cambiária, por isso somente pode ser passada em títulos de cré-
dito, não sendo válida em contrato.
O avalista assume uma obrigação autônoma e solidária, sem relevância a data em 
que foi dado.
O caráter de solidariedade é próprio do aval, assim, vencido o título, o credor pode 
cobrar indistintamente do devedor ou do avalista.
No aval, há três figuras distintas:
• avalista – aquele que se obriga a cumprir a obrigação, caso o devedor não o faça;
• avalizado – é o devedor principal da obrigação originária do aval;
• beneficiário – o credor.
O aval pode ser das seguintes espécies:
• em preto – aponta o avalizado. Exemplo: por aval a Antônio Pontes.
• em branco – a regra é que será em favor do devedor principal.
Segundo a regra geral, contida no art. 897, parágrafo único, do Código Civil brasileiro, o 
aval parcial é vedado. Todavia, é possível haver exceções, desde que haja previsão na legis-
lação especial. Dessa forma, como há lei específica tratando do cheque, da nota promissória 
e da letra de câmbio, o aval parcial é admitido nesses títulos de crédito.
O avalista é responsável da “mesma maneira” que a pessoa por ele avalizada, a saber:
• a natureza da obrigação do avalista é a mesma da do avalizado, mas o avalista não 
toma o lugar do avalizado;
• a responsabilidade subsiste, ainda que a obrigação do avalizado seja nula por qual-
quer razão;
• o avalista é devedor solidário cambiário.
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Para cancelar o aval, basta riscá-lo, apagá-lo ou sobrescrever expressões como “can-
celado”, “não vale” etc. O aval, após o vencimento do título, produz idênticos efeitos.
É anulável o aval sem a outorga conjugal (marido ou consorte), exceto no regime de 
casamento de separação absoluta de bens.
7.3 FIANÇA
É uma obrigação escrita, firmada em contrato por meio do qual alguém, chamado fiador, 
garante o cumprimento da obrigação do devedor.
É um contrato acessório, pois, para existir, pressupõe a existência de um contrato prin-
cipal, que é a garantia do credor. Só existe até o limite estabelecido e somente pode ser 
cobrado caso o devedor não pague a dívida afiançada.
Na fiança, há três figuras distintas:
• fiador – aquele que se obriga a cumprir a obrigação, caso o devedor não o faça;
• afiançado – é o devedor principal da obrigação originária da fiança;
• beneficiário – o credor.
Quando o fiador for pessoa física casada, a fiança só é válida com a participação dos 
dois cônjuges, exceto no regime de casamento de separação absoluta de bens.
Trata-se de garantia acessória.
É uma obrigação subsidiária, pois, devido ao seu caráter acessório, o fiador só se obri-
gará se o devedor principal ou afiançado não cumprir a prestação devida, a menos que se 
tenha estipulado solidariedade.
É unilateral, pois gera obrigações para o fiador, em relação ao credor, que só terá van-
tagem não assumindo nenhum compromisso em relação ao fiador.
É dado somente em contratos – nunca em cambiais.
É retratável, ou seja, o fiador poderá exonerar-se da obrigação a todo tempo se a fiança 
tiver duração ilimitada, mas ficará obrigado por todos os efeitos da fiança, anteriores ao ato 
amigável ou à sentença que o exonerar.
Goza do “benefício de ordem”, ou seja, antes de ser cobrada a dívida do fiador, deve 
ser cobrada do devedor.
A fiança não admite interpretação extensiva, de modo que o fiador só responderá pelo 
que estiver expresso no instrumento da fiança e, se alguma dúvida houver, será ela solucio-
nada em favor do fiador.
Quando houver pluralidade de fiadores, haverá responsabilidade solidária entre os 
cofiadores entre si, ou seja, os fiadores respondem proporcionalmente, em partes iguais, 
pela dívida, salvo se declararam o benefício de divisão.
Nesse caso, cada um dos fiadores responderá pela sua parte que foi estipulada quando 
o benefício da divisão foi definido.
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7.4 FIANÇAS BANCÁRIAS
A fiança bancária é um contrato por meio do qual o banco (fiador) garante o cumpri-
mento da obrigação de seu cliente (o afiançado), junto a um credor em favor do qual a obri-
gação deve ser cumprida.
Quando prestada por banco de primeira linha, constitui excelente forma
de garantia.
Nada mais é do que uma obrigação escrita, acessória, assumida pelo banco e que, por 
se tratar de uma garantia (e não de uma operação de crédito), está isenta do IOF.
Para a concessão de cartas de fiança bancária, os bancos, em geral, exigem garantias 
(nota promissória, caução de títulos de renda fixa ou de duplicatas).
A fiança normalmente é baixada:
• quando do término do prazo de validade da carta de fiança, desde que assegurado 
o cumprimento das obrigações assumidas pelas partes contratantes;
• mediante a devolução da carta de fiança;
• mediante a entrega, ao banco, da declaração do credor (beneficiário), liberando a 
garantia prestada.
7.5 PENHOR MERCANTIL
É o contrato segundo o qual uma pessoa dá a outra coisa móvel, por vínculo real, em 
garantia do cumprimento de obrigação.
Podem ser objeto de penhor mercantil coisas móveis, corpóreas ou incorpóreas, fungí-
veis ou infungíveis, passíveis de alienação, os direitos suscetíveis de cessão, sobre coisas 
móveis e os títulos de crédito.
Os contratos de penhor declararão, sob pena de não terem eficácia:
• o valor do crédito, sua estimação, ou valor máximo;
• o prazo fixado para pagamento;
• a taxa dos juros, se houver;
• o bem dado em garantia com as suas especificações.
A pessoa que oferece o objeto em penhor tem o nome de dador ou devedor; a que o 
recebe é denominada credor pignoratício.
O dador pode ser o próprio devedor ou um terceiro por ele designado.
O Código Civil estabelece que o penhor só seja constituído quando da efetiva transfe-
rência da posse da coisa móvel, suscetível de alienação, ao credor.
A regra no penhor é que o bem empenhado fique na posse do credor, havendo exce-
ções, visto que, no penhor rural, industrial, mercantil e de veículos, as coisas empenhadas 
continuam em poder do devedor, que as deve guardar e conservar.
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O penhor pressupõe uma obrigação principal, cujo cumprimento é garantido pela coisa 
oferecida ao credor pelo devedor.
No que diz respeito ao penhor, podemos resumir assim:
• é o contrato acessório e formal;
• é direito real de garantia;
• recai sobre coisa móvel (em regra), do devedor ou terceiro;
• o devedor oferece um móvel ao credor;
• há entrega efetiva da coisa ao credor (em regra);
• o credor é chamado de credor pignoratício.
A exceção, em que o devedor fica com a coisa empenhada, é o penhor rural.
Podem ser objeto de penhor agrícola:
• máquinas e instrumentos de agricultura;
• colheitas pendentes, ou em via de formação;
• frutos acondicionados ou armazenados;
• lenha cortada e carvão vegetal;
• animais do serviço ordinário de estabelecimento agrícola.
Podem ser objeto de penhor pecuário os animais que integram a atividade pastoril, agrí-
cola ou de laticínios.
O penhor tradicional (ou penhor comum) deve ser registrado no Cartório de Títulos e 
Documentos.
O penhor rural, o industrial e o mercantil devem ser registrados no Cartório de Registro 
de Imóveis.
7.6 ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA
A alienação fiduciária em garantia é o contrato pelo qual o devedor, ou fiduciante, como 
garantia de uma dívida, pactua a transferência da propriedade fiduciária do bem móvel ou 
imóvel ao credor, ou fiduciário, sob condição resolutiva expressa.
A alienação fiduciária em garantia não tem por finalidade precípua a transmissão da 
propriedade, embora esta seja de sua natureza.
A transferência do domínio do bem ao credor não é o objetivo das partes, mas um meio 
de garantir o credor contra a inadimplência do devedor. Por isso, ressalta-se sua natureza de 
contrato acessório.
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Possui as seguintes características:
• é um contrato acessório e formal;
• recai sobre bens móveis ou imóveis, o mútuo, ou o parcelamento de débitos previ-
denciários;
• credor passa a ser proprietário e possuidor indireto ou mediato da coisa;
• devedor fica com a posse direta ou imediata (usuário e depositário);
• trata-se de uma propriedade limitada, que só serve para os fins previstos na lei; e 
resolúvel, pois retorna automaticamente ao devedor fiduciante, no momento em 
que for paga a última prestação;
• a alienação fiduciária aplica-se a bens móveis e a imóveis.
É considerada uma garantia real sui generis, porque não se exerce sobre coisa alheia, 
mas sobre coisa própria, ou seja, o financiado, ou devedor fiduciante, dá em alienação um 
bem móvel ou imóvel ao credor fiduciário, que se torna proprietário e possuidor indireto da 
coisa, ficando o devedor fiduciante com a posse direta, na qualidade de usuário e depositário.
Essa transferência, porém, é apenas em garantia, tornando-se sem efeito, automatica-
mente, logo que a última prestação é paga. Essa é a condição resolutiva expressa.
O contrato, que serve de título à propriedade fiduciária, conterá:
• o total da dívida, ou sua estimativa;
• o prazo, ou a época do pagamento;
• a taxa de juros, se houver;
• a descrição da coisa objeto da transferência, com os elementos indispensáveis à 
sua identificação.
7.7 HIPOTECA
É um direito real de garantia, ou seja, a garantia recai sobre os imóveis, de propriedade 
do devedor ou de terceiros.
O devedor oferece um bem imóvel (em regra), seu ou de terceiros.
Há bens que se movem, mas que podem ser objeto de hipoteca:
• os acessórios dos imóveis conjuntamente com eles (tratores, máquinas agrícolas e 
demais acessórios);
• navios;
• aeronaves;
• as estradas de ferro com as máquinas.
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A coisa hipotecada permanece com o devedor.
O credor é chamado de credor hipotecário.
A hipoteca é feita mediante contrato acessório e formal, abrangendo todas as acessões, 
melhoramentos ou construções do imóvel.
É nula a cláusula que proíbe ao proprietário alienar imóvel hipotecado. Todavia, pode 
convencionar-se que vencerá o crédito hipotecário, se o imóvel for alienado.
O dono do imóvel hipotecado pode constituir outra hipoteca sobre ele, mediante novo 
título, em favor dele ou de outro credor.
Salvo no caso de insolvência do devedor, o credor da segunda hipoteca, embora ven-
cida, não poderá executar o imóvel antes de vencida a primeira.
Em regra, exige-se escritura pública.
Deverá ser registrada no Cartório de Registro de Imóveis.
7.8 FUNDO GARANTIDOR DO CRÉDITO (FGC)
O FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que administra um mecanismo de 
proteção aos correntistas, poupadores e investidores, que permite recuperar os depósitos ou 
créditos mantidos em instituição financeira, em caso de falência ou de sua liquidação.
O FGC tem por objetivos prestar garantia de créditos contra instituições dele associa-
das, nas hipóteses de:
• decretação da intervenção, liquidação extrajudicial ou falência da associada;
• reconhecimento, pelo Banco Central do Brasil, do estado de insolvência da 
associada.
Tem como missão institucional contribuir para:
• proteger depositantes e investidores no âmbito do Sistema Financeiro Nacional, até 
os limites estabelecidos pela regulamentação;
• contribuir para a manutenção da estabilidade do Sistema Financeiro Nacional; e
• contribuir para prevenção de crise bancária sistêmica.
São instituições associadas do FGC os bancos múltiplos, os bancos comerciais, os bancos 
de investimento, os bancos de desenvolvimento, a Caixa Econômica Federal, as sociedades 
de crédito, financiamento e investimento, as sociedades de crédito imobiliário, as companhias 
hipotecárias e as associações de poupança e empréstimo, em funcionamento no Brasil, que:
• recebem depósitos à vista, a prazo ou em contas de poupança;
• efetuam aceite em letras de câmbio;
• captam recursos mediante a emissão e a colocação
de letras imobiliárias, letras 
hipotecárias e letras de crédito imobiliário.
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A adesão das instituições financeiras e as associações de poupança e empréstimo em 
funcionamento no país – não contemplando as cooperativas de crédito e as seções de cré-
dito das cooperativas – são realizadas de forma compulsória.
As autorizações do Banco Central do Brasil para funcionamento de novas instituições 
financeiras estão condicionadas à adesão ao FGC.
O fundeamento é constituído de:
• contribuições ordinárias e especiais mensais das instituições associadas;
• taxas de serviços decorrentes da emissão de cheques sem provisão de fundos;
• recuperações de direitos creditórios nas quais o FGC houver se sub-rogado, em 
virtude de pagamento de dívidas de instituições associadas relativas a créditos 
garantidos;
• resultado líquido dos serviços prestados pelo FGC e rendimentos de aplicação de 
seus recursos;
• remuneração e encargos correspondentes ao recebimento dos valores devidos em 
função da realização das operações de assistência ou de suporte financeiro e apli-
cações de recursos;
• receitas de outras origens.
As instituições financeiras é que contribuem com uma porcentagem de 0,0125% a.m. 
do montante dos saldos das contas correspondentes às obrigações objeto de garantia para 
a manutenção do FGC.
As disponibilidades de recursos, ou seja, o Nível de Capitalização do FGC, estão fixa-
das em, no mínimo, 2% sobre o total das contas cobertas pela garantia.
O caráter privado da estrutura do FGC – estabelecido por meio de uma Resolução do 
Conselho Monetário Nacional, possuindo, portanto, força de lei – foi importante na sua con-
solidação como entidade independente.
São garantidos pelo FGC:
• depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
• depósitos de poupança;
• depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado;
• depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques destinadas ao 
registro e controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de paga-
mento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares;
• letras de câmbio;
• letras imobiliárias;
• letras hipotecárias;
• letras de crédito imobiliário;
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• letras de crédito do agronegócio;
• operações compromissadas que têm como objetivo títulos emitidos após 08 de 
março de 2012 por empresa ligada.
Não são garantidos pelo FGC:
• os depósitos, empréstimos ou quaisquer outros recursos captados ou levantados 
no exterior;
• as operações relacionadas a programas de interesse governamental instituí-
dos por lei;
• os depósitos judiciais;
• qualquer instrumento financeiro que contenha cláusula de subordinação, autori-
zado ou não pelo Banco Central do Brasil a integrar o patrimônio de referência das 
instituições financeiras e das demais instituições autorizadas a funcionar pela refe-
rida autarquia;
• as letras financeiras;
• as letras do Tesouro;
• fundos de investimento.
Os Fundos de Investimentos Financeiros são entidades constituídas sob a forma de 
condomínios abertos. É uma comunhão de recursos arrecadados de clientes para aplicação 
em carteira diversificada de ativos financeiros, cujos regulamentos são registrados em cartó-
rios de títulos e documentos.
Geralmente são administrados por uma instituição financeira e estão sujeitos a supervi-
são e acompanhamento do Banco Central do Brasil ou da Comissão de Valores Mobiliários 
(CVM), dependendo de sua natureza.
Para efeito da determinação do valor garantido dos créditos de cada pessoa, devem ser 
observados os seguintes critérios:
• titular do crédito é aquele em cujo nome o crédito estiver registrado na escrituração 
da instituição associada ou aquele designado em título por ela emitido ou aceito;
• devem ser somados os créditos de cada credor identificado pelo respectivo Cadas-
tro de Pessoas Físicas (CPF)/Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) contra 
todas as instituições associadas do mesmo conglomerado financeiro.
O valor máximo, por instituição, é de R$ 250.000 por depositante ou aplicador, inde-
pendentemente do valor total e da distribuição em diferentes formas de depósito e aplicação.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em 21 de dezembro de 2017, a altera-
ção promovida no Regulamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que estabelece teto 
de R$ 1 milhão, a cada período de quatro anos, para garantias pagas para cada CPF ou CNPJ.
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A contagem do período de quatro anos se inicia na data da liquidação ou intervenção em 
instituição financeira onde o investidor detenha valor garantido pelo FGC, sendo que perma-
nece inalterado o limite da garantia de R$ 250 mil por CPF/CNPJ e conglomerado financeiro.
Aos investimentos contratados ou repactuados até 21 de dezembro de 2017, data da 
aprovação do CMN, não se aplica o teto de R$ 1 milhão a cada período de quatro anos.
Nas contas conjuntas, o valor da garantia é limitado a R$ 250.000,00, ou ao saldo da 
conta quando inferior a esse limite, dividido pelo número de titulares, sendo o crédito do valor 
garantido feito de forma individual.
O FGC também decidiu estender a investidores não residentes a garantia, em conso-
nância com as recomendações internacionais. As condições passam a ser as mesmas apli-
cadas ao investidor residente e os depósitos devem ser elegíveis à garantia do FGC.
Exemplos:
a) Conta conjunta de 2 (dois) titulares:
A B = saldo de R$ 280.000,00
Valor Garantido = R$ 250.000,00/2 = R$ 125.000,00 para cada titular.
b) Conta conjunta de 3 (três) titulares:
A B C = saldo de R$ 280.000,00
Valor Garantido = R$ 250.000,00/3 = R$ 83.333,33 para cada titular.
c) Conta conjunta de 4 (quatro) titulares:
A B C D = saldo de R$ 280.000,00
Valor Garantido = R$ 250.000,00/4 = R$ 62.500,00 para cada titular.
d) Um cliente (A) com 4 (quatro) contas conjuntas (com B, C, D e E), cada uma com 
saldo de R$ 280.000,00:
Conta A B = R$ 280.000,00
Conta A C = R$ 280.000,00
Conta A D = R$ 280.000,00
Conta A E = R$ 280.000,00
Cálculo do valor da garantia por conta:
A B = R$ 250.000,00/2 = R$ 125.000,00
A C = R$ 250.000,00/2 = R$ 125.000,00
A D = R$ 250.000,00/2 = R$ 125.000,00
A E = R$ 250.000,00/2 = R$ 125.000,00
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A cada um deles caberá:
A = R$ 250.000,00
B = R$ 125.000,00
C = R$ 125.000,00
D = R$ 125.000,00
E = R$ 125.000,00
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AULA 8
Trechos do edital: 4.20 Pessoa física e pessoa jurídica: capacidade e incapacidade civil, 
representação e domicílio. 4.21 Tipos de sociedade: em nome coletivo, por quotas de res-
ponsabilidade limitada, anônimas, firma individual ou empresária. 4.22 Documentos comer-
ciais e títulos de crédito: nota promissória, duplicata, fatura, cédula de crédito bancário. 4.23 
Cheque: requisitos essenciais, circulação, endosso, cruzamento e compensação. 4.24 Sis-
tema de Pagamento Brasileiro.
8.1 PESSOA FÍSICA E PESSOA JURÍDICA: CAPACIDADE E INCAPACIDADE CIVIL, 
REPRESENTAÇÃO E DOMICÍLIO
Pessoas Físicas
Capacidade e Incapacidade Civil
Capacidade de fato: é aquela que permite o exercício de direitos pelo próprio titular. Con-
funde-se com o autodiscernimento ou consciência dos próprios atos. Trata-se, portanto, de uma 
aptidão que não depende de determinação legal, sendo mero atributo da personalidade moral.
Capacidade jurídica: é aquela que possibilita à pessoa
adquirir e exercer direitos e 
contrair obrigações.
Capacidade plena: é aquela atribuída a todas as pessoas aptas a exercer direitos, isto 
é, as que completam dezoito anos.
Da Personalidade e da Capacidade Civil
Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. A personalidade civil da 
pessoa começa do nascimento com vida, mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direi-
tos do nascituro.
São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os meno-
res de dezesseis anos.
Obs.: Estes deverão ser representados em seus atos.
São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer:
• os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;
• os ébrios habituais e os viciados em tóxico;
• aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; e
• os pródigos.
Obs.: Estes deverão ser assistidos em seus atos.
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ATENÇÃO
A capacidade dos indígenas será regulada por legislação especial. A menoridade cessa aos 
dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.
A capacidade plena (capacidade de fato) é alcançada:
• ao completar dezoito anos;
• pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento 
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do Juiz, 
ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;
• pelo casamento;
• pelo exercício de emprego público efetivo;
• pela colação de grau em curso de ensino superior;
• pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde 
que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.
A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto aos 
ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva.
Pessoas Jurídicas
São entidades que, embora não existam enquanto pessoas na dimensão material, têm 
personalidade jurídica em virtude da lei.
São formadas pela união de pessoas naturais e existem por uma ficção legal, possuindo 
vida, direitos, obrigações e patrimônios próprios, distintos dos de seus sócios.
A pessoa jurídica passa a ter existência legal a partir do registro dos seus atos constitutivos, 
que podem ser o estatuto ou contrato social, na forma do que dispõe o artigo 45 do Código Civil.
Em geral, esses atos constitutivos da pessoa jurídica são registrados ou na junta comer-
cial ou no Cartório de Registro da Pessoa Jurídica (CRPJ).
As pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo, e de direito privado.
São pessoas jurídicas de direito público interno:
• a União;
• os estados, o Distrito Federal e os territórios;
• os municípios;
• as autarquias, inclusive as associações públicas;
• as demais entidades de caráter público criadas por lei.
Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de direito público a que se tenha 
dado estrutura de direito privado regem-se, no que couber, quanto ao seu funcionamento, 
pelas normas do Código Civil.
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São pessoas jurídicas de direito público externo: os Estados estrangeiros e todas as 
pessoas que forem regidas pelo Direito Internacional público.
As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos 
seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo 
contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.
São pessoas jurídicas de direito privado:
• as associações;
• as sociedades;
• as fundações;
• as organizações religiosas;
• os partidos políticos.
Representação
Na sucessão legítima, direito dos descendentes em linha reta, ou colateral, do falecido, 
de suceder em todos os direitos que a ele competiam; faculdade legal que se atribui a alguém 
para agir em juízo; a representação é o objetivo do mandato, razão pela qual se diferencia 
de qualquer contrato.
Podem ser representadas as pessoas jurídicas, os incapazes, o interdito, entre outros. Em 
juízo, a parte será representada por advogado legalmente habilitado. Outras formas de repre-
sentação são arroladas pelo Código de Processo Civil em seu artigo 12 – autorização dada pela 
vítima do crime ou seu representante legal, para que a autoridade policial, o Promotor Público ou 
o Juiz determinem a instauração de inquérito policial, a fim de que o órgão do Ministério Público 
possa oferecer a denúncia nos crimes de ação pública dependentes dessa formalidade.
Os poderes de representação conferem-se por lei ou pelo interessado. A manifestação 
de vontade pelo representante, nos limites de seus poderes, produz efeitos em relação ao 
representado. Salvo se o permitir a lei ou o representado, é anulável o negócio jurídico que o 
representante, no seu interesse ou por conta de outrem, celebrar consigo mesmo.
O representante é obrigado a provar às pessoas com quem tratar em nome do repre-
sentado, a sua qualidade e a extensão de seus poderes, sob pena de, não o fazendo, respon-
der pelos atos que a estes excederem. É anulável o negócio concluído pelo representante 
em conflito de interesses com o representado se tal fato era ou devia ser do conhecimento 
de quem com aquele tratou.
Mandato
Opera-se o mandato quando alguém recebe de outrem poderes para, em seu nome, 
praticar atos ou administrar interesses. A procuração é o instrumento do mandato. Todas as 
pessoas capazes são aptas para dar procuração mediante instrumento particular, que valerá 
desde que tenha a assinatura do outorgante.
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O instrumento particular deve conter a indicação do lugar onde este foi passado, a qua-
lificação do outorgante e do outorgado, a data e o objetivo da outorga com a designação e a 
extensão dos poderes conferidos. O terceiro com quem o mandatário tratar poderá exigir que 
a procuração traga a firma reconhecida.
Quando se outorgue mandato por instrumento público, ainda pode substabelecer-se 
mediante instrumento particular.
O mandato pode ser expresso ou tácito, verbal ou escrito. A outorga do mandato está 
sujeita à forma exigida por lei para o ato a ser praticado.
Não se admite mandato verbal quando o ato deva ser celebrado por escrito. O mandato 
presume-se gratuito quando não houver sido estipulada retribuição, exceto se o seu objeto 
corresponder àqueles que o mandatário trata por ofício ou profissão lucrativa.
O mandato pode ser especial a um ou mais negócios determinadamente, ou geral a 
todos os do mandante. Em temos gerais, o mandato só confere poderes de administração.
Para alienar, hipotecar, transigir ou praticar outros quaisquer atos que exorbitem da admi-
nistração ordinária, é necessário haver procuração de poderes especiais e expressos nesse 
sentido. Os atos praticados por quem não tenha mandato ou não tenha poderes suficientes 
são ineficazes em relação àquele em cujo nome foram praticados, salvo se este os ratificar.
O maior de dezesseis e menor de dezoito anos não emancipado pode ser mandatário, 
mas o mandante não tem ação contra ele senão de conformidade com as regras gerais, apli-
cáveis às obrigações contraídas por menores.
Domicílio
É o local onde a pessoa fixa sua residência com ânimo definitivo.
O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo 
definitivo. Se, porém, a pessoa natural tiver diversas residências onde, alternadamente, viva, 
considerar-se-á domicílio seu qualquer uma delas.
É também domicílio da pessoa natural, quanto às relações concernentes à profissão, 
o lugar onde esta é exercida. Se a pessoa exercer profissão
em lugares diversos, cada um 
deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem.
Ter-se-á por domicílio da pessoa natural que não tenha residência habitual o lugar onde 
for encontrada.
Muda-se o domicílio, transferindo-se a residência, com a intenção manifesta de mudá-
-lo. A prova da intenção resultará do que declarar a pessoa às municipalidades dos lugares 
que deixar e dos para onde for. Se não fizer tais declarações, a prova resultará da própria 
mudança, com as circunstâncias que a acompanharem.
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Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é:
• da União, o Distrito Federal;
• dos estados e Territórios, as respectivas capitais;
• do município, o lugar onde funcione a administração municipal;
• das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e 
administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos cons-
titutivos. Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, 
cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados.
Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso. O 
domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente; o do servidor público, o lugar onde 
este exercer permanentemente suas funções; o do militar, onde servir, e, sendo da Marinha 
ou da Aeronáutica, a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado; o do 
marítimo, onde o navio estiver matriculado; e o do preso, o lugar em que cumprir a sentença.
O agente diplomático do Brasil que, citado no estrangeiro, alegar extraterritorialidade sem 
designar onde tem, no país, o seu domicílio, poderá ser demandado no Distrito Federal ou no 
último ponto do território brasileiro onde o teve. Nos contratos escritos, poderão os contratantes 
especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes.
8.2. TIPOS DE SOCIEDADE: EM NOME COLETIVO, POR QUOTAS DE RESPONSA-
BILIDADE LIMITADA, ANÔNIMAS, FIRMA INDIVIDUAL OU EMPRESÁRIA
Sociedade
Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contri-
buir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos 
resultados.
A atividade econômica pode restringir-se à realização de um ou mais negócios 
determinados.
Independentemente de seu objeto, considera-se empresária a sociedade por ações, e 
simples, a cooperativa.
Salvo as exceções expressas, considera-se empresária a sociedade que tem por objeto 
o exercício de atividade própria de empresário, e simples, as demais.
Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organi-
zada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
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Sociedade Simples
É uma sociedade entre duas ou mais pessoas, que tem como objetivo a prestação de 
serviços por meio de seus sócios. Nesse tipo de parceria, os sócios exercem as suas profis-
sões ou prestam serviços de natureza pessoal.
Sociedade Empresária
A sociedade empresária tem como objetivo a atividade econômica organizada para a 
produção e/ou circulação de bens ou de serviços. Ou seja, a atividade empresarial está dire-
tamente relacionada aos meios de produção de produtos ou serviços.
A sociedade empresária deve constituir-se segundo um dos seguintes tipos:
• Sociedade em Nome Coletivo;
• Sociedade em Comandita Simples;
• Sociedade Limitada; e
• Sociedade Anônima.
A sociedade simples pode constituir-se de conformidade com um desses tipos, e, não o 
fazendo, subordina-se às normas que lhe são próprias.
A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio e na 
forma da lei, dos seus atos constitutivos: contrato social ou estatuto social.
Dissolução da Sociedade
Dissolve-se a sociedade quando ocorrer:
• o vencimento do prazo de duração, salvo se, vencido este e sem oposição de 
sócio, não entrar a sociedade em liquidação, caso em que se prorrogará por tempo 
indeterminado;
• o consenso unânime dos sócios;
• a deliberação dos sócios, por maioria absoluta, na sociedade de prazo indeterminado;
• a falta de pluralidade de sócios, não reconstituída no prazo de 180 dias;
• a extinção, na forma da lei, de autorização para funcionar.
A sociedade pode ser dissolvida judicialmente, a requerimento de qualquer dos 
sócios, quando:
• anulada a sua constituição;
• exaurido o fim social, ou verificada a sua inexequibilidade.
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Sociedade em Nome Coletivo
Somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo, respon-
dendo todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais.
Sem prejuízo da responsabilidade perante terceiros, os sócios, no ato constitutivo, o 
contrato social, ou por unânime convenção posterior, podem limitar entre si a responsabili-
dade de cada um.
A administração da sociedade compete exclusivamente a sócios, sendo o uso da firma, 
nos limites do contrato, privativo dos que tenham os necessários poderes.
O contrato social deve mencionar a firma social, que vem a ser o nome da empresa, 
devendo conter o nome dos sócios ou de alguns deles com poderes de gerência.
O credor particular de sócio não pode pretender a liquidação da quota do devedor antes 
de dissolver-se a sociedade.
Sociedade por Quotas de Responsabilidade Limitada
A sociedade limitada pode ser constituída por uma ou mais pessoas, hipótese em que 
se aplicarão ao documento de constituição do sócio único, no que couber, as disposições 
sobre o contrato social.
A sociedade limitada pode adotar firma ou denominação, integradas pela palavra final 
“limitada” ou a sua abreviatura.
A omissão da palavra “limitada” determina a responsabilidade solidária e ilimitada dos 
administradores que assim empregarem a firma ou a denominação da sociedade.
Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas 
quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social.
O capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a 
cada sócio.
É vedada contribuição que consista em prestação de serviços.
A quota é indivisível em relação à sociedade, salvo para efeito de transferência.
Não integralizada a quota de sócio remisso, os outros sócios podem tomá-la para si 
ou transferi-la a terceiros, excluindo o primitivo titular e devolvendo-lhe o que houver pago, 
deduzidos os juros da mora, as prestações estabelecidas no contrato mais as despesas.
Na omissão do contrato, o sócio pode ceder sua quota, total ou parcialmente, a quem 
seja sócio, independentemente de audiência dos outros, ou a estranho, se não houver opo-
sição de titulares de mais de um quarto do capital social.
A cessão terá eficácia quanto à sociedade e a terceiros, a partir da averbação do res-
pectivo instrumento, subscrito pelos sócios anuentes.
A sociedade limitada é administrada por uma ou mais pessoas designadas no contrato 
social ou em ato separado.
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A administração atribuída no contrato a todos os sócios não se estende de pleno direito 
aos que posteriormente adquiram essa qualidade.
A designação de administradores não sócios dependerá de aprovação da unanimidade 
dos sócios, enquanto o capital não estiver integralizado, e de 2/3 (dois terços), no mínimo, 
após a integralização.
O administrador designado em ato separado investir-se-á no cargo mediante termo de 
posse no livro de atas da administração.
Se o termo não for assinado nos trinta dias seguintes à designação, esta se tornará 
sem efeito.
Nos dez dias seguintes ao da investidura, deve o administrador requerer seja averbada 
sua nomeação no registro competente, mencionando o seu nome, nacionalidade, estado 
civil, residência, com exibição de documento de identidade, o ato e a data da nomeação e o 
prazo de gestão.
O exercício do cargo de administrador cessa pela destituição, em qualquer tempo, do titu-
lar, ou pelo término do prazo se, fixado no contrato ou em ato separado, não houver recondução.
Tratando-se de sócio nomeado administrador no contrato, sua destituição somente se 
opera pela aprovação de titulares de quotas correspondentes, no mínimo, a dois terços do 
capital social, salvo disposição contratual diversa.
A cessação do exercício do cargo de administrador deve ser averbada no registro com-
petente, mediante requerimento apresentado nos dez dias seguintes ao da ocorrência.
A renúncia de administrador torna-se eficaz, em relação à sociedade, desde o momento 
em que esta toma conhecimento da comunicação escrita do renunciante; e, em relação a ter-
ceiros, após a averbação e publicação.
O uso da firma ou denominação social é privativo dos administradores que tenham os 
necessários poderes.
Ao término de cada exercício social, proceder-se-á à elaboração do inventário, do 
balanço patrimonial e do balanço de resultado econômico.
Sociedade Anônima
O item 4.5 desta apostila trata com detalhes a respeito desse tipo de sociedade.
De forma resumida e objetiva, vamos guardar que a sociedade anônima se caracteriza por:
• é a sociedade em que o capital social é dividido em ações;
• a comercialidade lhe é inerente, qualquer que seja o seu objeto, mesmo civil, será 
ela sempre empresária, comercial;
• a responsabilidade dos sócios está limitada ao preço de emissão das ações subs-
critas ou adquiridas; e
• podem ser de capital aberto ou fechado.
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Firma Individual ou Empresária
Firma é o nome utilizado pelo empresário individual, pela sociedade em que houver 
sócio de responsabilidade ilimitada e, de forma facultativa, pela sociedade limitada e pela 
empresa individual de responsabilidade Ltda. – Eireli.
Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organi-
zada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
O empresário individual, anteriormente conhecido como firma individual, é um tipo de 
empreendedor que atua como o único titular de seu negócio, sendo este uma pessoa física 
e sem a presença de outros sócios.
O empresário individual não possui personalidade jurídica como as empresas de socie-
dades e se registra com o próprio nome na razão social, formalizado na junta comercial da 
cidade onde fica a empresa.
As responsabilidades do empresário individual comum (EI) não são limitadas, ou seja, o 
patrimônio e dívidas, pessoais ou da organização, são os mesmos. Caso queira essa sepa-
ração jurídica dos bens da empresa, deve requerer a categoria Eireli.
Empresário Individual de Responsabilidade Limitada – Eireli
A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única 
pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior 
a cem vezes o maior salário mínimo vigente no país.
O nome empresarial deverá ser formado pela inclusão da expressão “Eireli” após a 
firma ou a denominação social da empresa individual de responsabilidade limitada.
A pessoa natural que constituir empresa individual de responsabilidade limitada somente 
poderá figurar em uma única empresa dessa modalidade.
Aplicam-se à empresa individual de responsabilidade limitada, no que couber, as regras 
previstas para as sociedades limitadas.
Somente o patrimônio social da empresa responderá pelas dívidas da empresa indivi-
dual de responsabilidade limitada, hipótese em que não se confundirá, em qualquer situação, 
com o patrimônio do titular que a constitui, ressalvados os casos de fraude.
Microempreendedor Individual (MEI)
É um microempresário individual que não pode ter sócios.
Não pode participar como sócio, administrador ou titular de outra empresa.
Pode ter, no máximo, um funcionário.
Sua receita bruta anual é de até R$ 81 mil.
O MEI é enquadrado no Simples Nacional e fica isento dos tributos federais (Imposto de 
Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL).
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O MEI tem direito aos benefícios previdenciários, como auxílio-maternidade, auxílio-do-
ença, aposentadoria, entre outros.
Em 2022, o MEI deverá pagar SOMENTE um valor fixo mensal da seguinte forma:
• Comércio ou indústria: R$ 61,60 (INSS + ICMS);
• Prestação de serviços: R$ 65,60 (INSS + ISS);
• Comércio e serviços: R$ 66,60 (INSS + ICMS/ISS).
O valor de INSS corresponde a 5% do salário mínimo e, portanto, pode ser reajustado. 
Podem ser cobradas, também, taxas estaduais/municipais, mas essas dependem de seu 
estado e município e da atividade exercida.
Os valores acima descritos referem-se ao ano de 2022 e podem variar ano a ano, de 
acordo com o salário mínimo.
Com esse pequeno pagamento mensal, o microempreendedor individual – MEI, além 
de trabalhar de maneira legalizada, tem direito a usufruir de benefícios previdenciários, como 
auxílio-maternidade, auxílio-doença, aposentadoria, entre outros.
Empresário Individual
Não é o mesmo que microempreendedor individual. A diferença diz respeito principal-
mente à restrição de atividades, ao faturamento anual e ao número de obrigações acessórias.
O empresário individual também é um profissional que trabalha por conta própria, mas 
seu faturamento anual máximo pode chegar:
• até R$ 360 mil – considerado ME (microempresa); ou
• até 4,8 milhões, sendo EPP (empresa de pequeno porte).
A razão social da empresa deve ser composta pelo nome civil do proprietário (que pode 
ser completo ou abreviado). Também é possível adicionar outro nome em referência à ativi-
dade econômica ou à forma como é conhecido no ambiente empresarial.
Nesse tipo de empresa, o patrimônio da pessoa natural e da organização são os 
mesmos. Por isso, em caso de dívidas, o titular responde de forma ilimitada pelos compro-
missos financeiros.
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8.3. CHEQUE – REQUISITOS ESSENCIAIS, CIRCULAÇÃO, ENDOSSO, CRUZA-
MENTO, COMPENSAÇÃO
Cheque
Requisitos Essenciais
O art. 1º da Lei n. 7.357/1985 define os requisitos essenciais que o cheque deve 
conter, a saber:
• a denominação “cheque” inscrita no contexto do título e expressa na língua em que 
este é redigido;
• a ordem incondicional de pagar uma determinada quantia;
• o nome do banco (sacado) que deve pagar;
• a indicação do lugar onde deve ser pago;
• local e data de emissão;
• a assinatura do emitente (sacador), ou de seu mandatário com poderes especiais.
Dentro do princípio geral da Lei Uniforme, coube ao Banco Central do Brasil a regula-
mentação e padronização do cheque no nosso país, acrescentando aos requisitos essenciais 
estabelecidos pela Lei os denominados elementos de padronização, que compõem o layout 
padronizado do cheque.
Podemos verificar que, independentemente do banco, os campos do layout do cheque 
são sempre os mesmos nas mesmas posições.
A quantia a ser paga deve ser determinada por cifra e por extenso, prevalecendo o 
extenso em caso de divergência.
Indicada a quantia mais de uma vez, quer por extenso, quer por algarismo, prevalece, 
no caso de divergência, a indicação da menor quantia.
Indicada a quantia três ou mais vezes, prevalece, em caso de divergência, a indicação 
da menor quantia.
O não preenchimento da quantia
em algarismos não impede o pagamento do cheque.
A data de emissão compreende o dia, o mês e o ano. Não se admite o mês grafado 
numericamente.
A assinatura do emitente pode ser constituída por chancela mecânica ou processo 
equivalente.
Salvo a assinatura do emitente, todas as indicações podem ser impressas, datilografa-
das ou manuscritas, no todo ou em parte, não podendo conter rasura ou emenda.
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Lugar de Pagamento
Dispõe o art. 2º da Lei Uniforme Relativa ao Cheque: “Na falta de indicação especial, 
o lugar designado ao lado do nome do sacado considera-se como sendo o lugar do paga-
mento. Se forem indicados vários lugares ao lado do nome do sacado, o cheque é pagável 
no primeiro lugar indicado”.
Na ausência destas indicações ou de qualquer outra indicação, o cheque é pagável no 
lugar em que o sacado tem o seu estabelecimento principal.
O cheque sem indicação do lugar de sua emissão considera-se passado no lugar desig-
nado ao lado do nome do emitente.
Cheque ao Portador e Cheque Nominativo
As normas em geral tratam do cheque como sendo ao portador ou nominativo.
O cheque é considerado ao portador quando não indica o nome do beneficiário, sendo 
pagável a quem o apresentar.
A lei determina que o Banco Central do Brasil (Bacen) estabeleça um valor máximo para 
a emissão de cheques ao portador. Acima desse valor – que, desde julho/1994, está estabe-
lecido em R$ 100,00 –, o cheque será emitido obrigatoriamente na forma nominativa.
No caso específico de cheque emitido por entidade pública, é obrigatória a emissão 
deste na forma nominativa para qualquer valor de emissão.
O cheque é nominativo quando indica o nome do beneficiário. Pode ser nominativo à 
ordem e nominativo não à ordem.
Nominativo à ordem é o cheque no qual é indicado o nome do beneficiário, que pode 
sacá-lo ou transferir os direitos a outrem, mediante assinatura no verso (endosso).
Nominativo não à ordem é o cheque cujo beneficiário indicado para sacá-lo não pode 
transferir os direitos por endosso, admitindo-se, porém, a transferência por meio de cessão 
civil, ou seja, pela transferência de direitos registrada em cartório.
Para tornar o cheque não à ordem, o emitente deve escrever essa expressão logo após 
o nome do beneficiário, sem rasurar a expressão pré-impressa “à ordem”.
Endosso
O endosso é a forma com a qual o beneficiário transfere a propriedade de um cheque 
nominativo à ordem, mediante assinatura no verso do documento. O endosso pode ser feito 
por pessoa física maior ou emancipada ou por pessoa jurídica.
O endosso pode ser em branco ou em preto.
Endosso em branco é aquele em que o beneficiário apenas apõe sua assinatura no 
verso do cheque, sem mencionar um novo beneficiário.
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Endosso em preto é aquele em que o beneficiário apõe sua assinatura no verso do 
cheque, mencionando o novo beneficiário.
O endosso pode ser dispensado:
• para depósito em nome do beneficiário indicado no anverso do cheque ou do bene-
ficiário final indicado no verso do cheque;
• para depósito ou pagamento de compromisso em nome do emitente, no caso de 
cheque nominativo ao banco no qual o emitente deve efetuar o depósito ou o paga-
mento do compromisso.
Cruzamento
Para maior segurança do portador e do sacador, foi instituído o cruzamento de cheques, 
que poderá ser feito por qualquer um dos interessados: beneficiário, emitente ou sacado 
(banco). O cruzamento impede o saque do cheque em espécie no guichê.
Cruzamento de cheque é a aposição de duas linhas paralelas no anverso, tornando-o 
pagável pelo sacado apenas a banco ou a cliente do sacado. Ressaltamos que a Lei do Cheque 
não estabelece tamanho para as linhas que compõem o cruzamento; portanto, mesmo duas 
pequenas linhas paralelas no canto do anverso (frente) do cheque já caracterizam o cruzamento.
O cruzamento pode ser em branco ou em preto, conforme explicamos a seguir:
• cruzamento em branco não contém na entrelinha o nome do banco, sendo, por-
tanto, pagável a qualquer banco;
• cruzamento em preto contém na entrelinha o nome do banco a que deve ser pago, sendo, 
portanto, apresentável única e exclusivamente ao banco mencionado entre as linhas.
É vedado o acolhimento por um banco de cheque com cruzamento em preto de 
outro banco.
A Lei não admite a anulação do cruzamento; qualquer declaração nesse sentido não 
surtirá efeito algum. Admite-se a transformação do cruzamento em branco em cruzamento 
em preto; entretanto, o contrário não é admitido.
A Lei admite também a chamada cláusula para ser levada em conta, que consiste em 
uma anotação no anverso do cheque, estabelecendo a finalidade para a qual o emitente 
deseja que seja utilizado aquele cheque.
As mais comuns são “para depósito em conta-corrente”, “apenas para pagamento ao 
favorecido ou depósito em sua conta-corrente” e similares. Não é permitida anulação da ins-
crição. A inscrição obrigatoriamente deverá ser cumprida.
O cheque contendo no anverso do título a expressão “Para ser creditado em conta do 
favorecido” não pode ser transferido por endosso.
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Circulação
O cheque circula passando de mão em mão, sendo transferido a outra pessoa quando 
não for ao portador, por meio de endosso.
Apresentação, Pagamento e Prescrição do Cheque
A Lei determinou prazos para apresentação e prescrição do cheque. Isso tudo para evitar 
que o beneficiário permanecesse com o cheque por um período indeterminado de tempo.
O prazo de apresentação do cheque é de trinta dias para o cheque da mesma praça e 
de sessenta dias para o cheque de outra praça.
Do ponto de vista legal e prático, o prazo de apresentação é aquele durante o qual os 
coobrigados também respondem pelo pagamento do cheque.
Após o prazo de apresentação, dentro do prazo de prescrição, apenas os obrigados 
diretos (o emitente e seus avalistas) respondem pelo pagamento do cheque.
A prescrição cambial do cheque consiste na perda do direito do beneficiário de executar 
o título em ação cambial (prescrição cambial).
No caso do cheque, a prescrição cambial também implica que o beneficiário perde o 
direito de descontar o cheque junto ao banco.
Segundo a Lei do Cheque, prescreve em seis meses após vencido o prazo de apresen-
tação o direito à ação cambial.
Portanto, a prescrição do cheque ocorre em:
• trinta dias mais seis meses, para o cheque emitido na mesma praça em que 
deve ser pago;
• sessenta dias mais seis meses, para o cheque emitido em praça diferente daquela 
em que deve ser pago.
Caso o cheque não mencione a praça de emissão, entende-se que foi emitido na 
mesma praça.
Para a Lei do Cheque, praça equivale a município.
A morte do emitente ou a sua incapacidade posterior à emissão não invalida os efeitos 
do cheque.
A figura do cheque pré-datado inexiste na Lei do Cheque; portanto, o banco pagará o 
cheque na data em que este for apresentado. Entretanto, o Poder Judiciário consolidou juris-
prudência no sentido de que o cheque pré-datado é um contrato verbal entre o emitente e o 
beneficiário, e que a apresentação para pagamento de um cheque pré-datado antes do dia 
aprazado constitui quebra desse contrato verbal.
Em 17/02/2009, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que a apresentação de cheque 
pré-datado antes da data ajustada pelas partes pode gerar dano moral. A decisão deu origem 
à Súmula 370.
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O banco tem a obrigação de pagar o cheque, havendo provisão de fundos, até o prazo 
de prescrição.
Entretanto, há determinadas situações em que a Lei prevê ao sacado (banco) 
o direito de recusar-se ao pagamento do cheque, mesmo que seja apresentado dentro dos 
prazos previstos e que tenha suficiente provisão de fundos, quais sejam:
• apresentação de cheque em que falte qualquer requisito essencial (por exemplo, 
cheque sem preenchimento do extenso ou sem assinatura);
• cheque emitido na forma que não seja a fornecida pelo sacado – como já comenta-
mos anteriormente, apenas o banco pode confeccionar o talonário de cheque: não 
se admite que o correntista confeccione um cheque em casa ou “compre modelo 
em papelaria”. Essa restrição não existe para os outros títulos de crédito: a dupli-
cata, a letra de câmbio e a nota promissória podem ser confeccionadas pelo emi-
tente ou preenchidas a partir de modelo comprado em papelaria;
• dúvida quanto à autenticidade do documento ou de alguns dos seus lançamentos; 
cheque mutilado, partido, rasurado ou com data suspeita;
• aviso de extravio do cheque ou do talão;
• oposição/contraordem de cheque;
• falência do titular da conta para que não possa o falido subtrair do total o valor cor-
respondente, devendo o pagamento ser feito ao sindico ou liquidatário;
• incapacidade do portador;
• assinatura divergente ou insuficiente;
• cheque com irregularidade de endosso.
Comentamos acima que um dos motivos que impede o pagamento do cheque é 
a oposição.
Oposição é a solicitação feita para sustação do pagamento do cheque, por escrito, não 
cabendo ao banco sacado questionar o motivo alegado.
A oposição pode ser feita pelo emitente do cheque ou pelo portador legitimado.
Portador legitimado é qualquer pessoa que declare possuir direitos sobre o cheque; 
para comprovar essa condição, é necessário e suficiente que o portador informe os dados do 
cheque ao banco.
Caso o motivo alegado seja furto ou roubo, o solicitante deve apresentar o Boletim de 
Ocorrência Policial.
O cancelamento da oposição somente pode ocorrer por iniciativa do próprio solicitante, 
que deve formalizar o cancelamento, por escrito, no verso do modelo da solicitação inicial.
A diferença entre oposição/contraordem e aviso de extravio é que, no caso da oposição, 
o cheque foi emitido, e, no caso do aviso de extravio, o cheque foi perdido em branco.
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Quando não existir provisão de fundos, o cheque pode ser protestado por falta de paga-
mento. No caso de falta de pagamento, o protesto do cheque é necessário e importante para 
que o portador assegure direito de regresso contra os endossantes e seus respectivos avalistas.
Compensação de Cheques
A regulamentação atual determina que a compensação de cheques seja efetuada uni-
camente por intermédio de imagem digital e outros registros eletrônicos do cheque (trunca-
gem de cheques).
O prazo de bloqueio de cheque acolhido em depósito não pode ser superior a um dia 
útil, contado a partir do dia seguinte ao do depósito, independentemente do valor do cheque.
Os prazos de bloqueio podem ser alterados em função das seguintes ocorrências:
• feriado local na praça sacada gera o acréscimo de um dia útil;
• inoperância da Compe provoca a prorrogação até o dia útil seguinte ao do restabe-
lecimento do sistema.
O prazo de bloqueio do cheque não pode ser alterado em virtude de falha operacional 
do banco remetente ou do banco destinatário no processo de compensação.
A partir do fim do prazo de bloqueio, o cheque devolvido deve estar à disposição do 
cliente depositante em sua dependência de relacionamento em até:
• dois dias úteis, no caso de depósito feito na mesma praça da dependência de rela-
cionamento do cliente;
• sete dias úteis, no caso de depósito feito em praça distinta daquela onde situada a 
dependência de relacionamento do cliente.
Os valores depositados ficam disponíveis:
• para saque, os valores ficam liberados no dia útil seguinte ao último dia do prazo 
de bloqueio;
• para compensar débitos na respectiva conta-corrente do depositante, os valores 
depositados ficam disponíveis na noite do último dia do prazo de bloqueio.
Os valores depositados que sofrerem bloqueio por prazos superiores aos regulamenta-
res devem ser remunerados, por dia de excesso, pela taxa Selic.
Para compensar um cheque sacado contra uma agência bancária no exterior, o cliente 
deve procurar um agente autorizado a operar no mercado de câmbio. O banco não pode 
cobrar tarifa pela compensação de cheques. A compensação de cheques é considerada “ser-
viço essencial” e não pode ser cobrada pela instituição financeira.
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8.4. DOCUMENTOS COMERCIAIS E TÍTULOS DE CRÉDITO: NOTA PROMISSÓRIA, 
DUPLICATA, FATURA, CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO
8.4.1. NOTA PROMISSÓRIA
A nota promissória é uma promessa direta de pagamento emitida pelo próprio devedor 
em favor do credor, que é o beneficiário.
Na nota promissória, vamos encontrar apenas as figuras do emitente e do beneficiário.
A nota promissória é um título de dívida líquida e certa, cuja origem não se discute, 
sendo, portanto, um título de crédito autônomo que vale por si só, independentemente, e não 
possibilitando maiores indagações ou questionamentos quanto à causa ou origem.
Requisitos Essenciais
São considerados requisitos essenciais da nota promissória:
• a denominação “nota promissória”, inserida no próprio texto, expressa na língua 
empregada para a redação;
• a promessa pura e simples de pagar uma quantia determinada;
• o nome da pessoa a quem deve ser paga;
• a indicação da data em que a nota promissória foi passada;
• a assinatura do emitente ou de mandatário com poderes especiais.
A época e o lugar do pagamento e o lugar da emissão não são considerados requisitos 
essenciais.
A nota promissória em que não se indica a época do pagamento será pagável à vista. Na 
falta de indicação especial, o lugar onde o título foi passado considera-se como sendo o lugar 
do pagamento e, ao mesmo tempo, o lugar do domicílio do subscritor (emitente) da nota pro-
missória. Em relação à nota promissória que não contenha indicado o lugar onde foi passada, 
considera-se como tendo sido no lugar designado ao lado do nome do subscritor (emitente).
8.4.2. FATURA E DUPLICATA
Fatura
O art. 1º da Lei n. 5.474, de 18/07/1968, reza que, em todo contrato de compra e venda 
mercantil entre partes domiciliadas no território brasileiro, com prazo não inferior a trinta dias, 
contado da data da entrega ou despacho das mercadorias, o vendedor extrairá a respectiva 
fatura para apresentação ao comprador.
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A fatura discriminará as mercadorias vendidas ou, quando convier ao vendedor, indi-
cará somente os números e valores das notas parciais expedidas por ocasião das vendas, 
despachos ou entregas das mercadorias.
Duplicata
A duplicata espelha, reflete, duplica os dados da fatura. É um título genuinamente brasi-
leiro, só existindo em nosso país, sendo um título de crédito especial, regulamentado por lei 
própria, a Lei n. 5.474/1968 e suas alterações.
Relação entre Nota Fiscal, Fatura e Duplicata
• Nota fiscal – como o próprio nome diz, um documento fiscal é comprovante fiscal, 
sendo o documento obrigatório da saída de mercadoria de um estabelecimento 
industrial/comercial ou de serviços, após sua comercialização, devendo ser emitida 
em toda e qualquer transação de venda mercantil;
• Fatura – documento que comprova a venda a prazo, podendo, numa mesma fatura, 
serem incluídas várias notas fiscais;
• Duplicata – é um título de crédito emitido com base em transação decorrente de 
compra e venda mercantil ou de prestação de serviços. Ou seja,
a duplicata se 
origina da celebração de um contrato a prazo de compra e venda mercantil a ela 
anterior, sendo emitida de forma facultativa pelo vendedor contra o comprador.
A duplicata mercantil contempla duas figuras que a integram: o sacador e o sacado. O 
sacador é o vendedor da mercadoria e deverá ser comerciante, e o sacado é o comprador.
Logo, o sacador emite a duplicata em seu favor e contra o sacado.
Podem figurar na duplicata outras duas figuras: o endossante e o avalista.
A duplicata, como título formal que é, poderá circular por meio de endosso. E o primeiro 
endossante do título, como é óbvio, será o vendedor, que emite a duplicata em benefício pró-
prio contra o comprador. O endosso em preto transfere a propriedade da duplicata.
São os seguintes os requisitos essenciais da duplicata:
• a denominação “duplicata”, a data de sua emissão e o número de ordem;
• o número da fatura;
• a data certa do vencimento, ou a declaração de ser a duplicata à vista;
• o nome e o domicílio do vendedor e os do comprador;
• a importância a pagar, em algarismo e por extenso;
• a praça de pagamento;
• a cláusula à ordem (diferentemente dos outros títulos de crédito, a duplicata não 
pode ser emitida com a cláusula não à ordem);
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• campo destinado à declaração do reconhecimento de sua exatidão e da obrigação 
de pagá-la, a ser assinada pelo comprador, como aceite cambial;
• a assinatura do emitente.
A duplicata é um documento de emissão facultativa, que tem liquidez e certeza e que 
representa um valor que poderá ser exigido por seu possuidor.
O aceite dado pelo comprador mediante sua assinatura na duplicata é uma maneira de 
reconhecer a exatidão dela e a obrigação de realizar o seu pagamento.
Em certas circunstâncias, poderá o comprador deixar de aceitar a duplicata:
• avaria ou não recebimento das mercadorias, quando não expedidas ou não entre-
gues por sua conta e risco;
• vícios, defeitos e diferenças na qualidade ou na quantidade das mercadorias, devi-
damente comprovados;
• divergências nos prazos ou nos preços ajustados.
Quando o comprador se recusar a aceitar a duplicata, deve devolvê-la com uma justifi-
cativa escrita de sua recusa.
8.4.3. CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO
Cédula de Crédito Bancário – CCB
A Cédula de Crédito Bancário é um título de crédito instituído pela Lei n. 10.931, de 02 
de agosto de 2004, emitido por pessoa física ou jurídica, em favor de instituição financeira ou 
de entidade a esta equiparada, representando promessa de pagamento em dinheiro, decor-
rente de operação de crédito, de qualquer modalidade.
A CCB pode ser utilizada nas mais diversas modalidades de operações de crédito como 
crédito consignado, cheque especial, CDC, entre outros.
Uma das utilizações mais comuns para esse título de crédito é na contratação de um 
empréstimo bancário. Nessas situações, o devedor assume a obrigação de pagamento do 
crédito junto à instituição credora.
Além disso, podem ser estabelecidas no contrato informações referentes a juros sobre 
a dívida, atualização monetária, ocorrência de mora e de incidência das multas e penalidades 
contratuais, além de outras condições de concessão do crédito.
A instituição credora deve integrar o Sistema Financeiro Nacional, sendo admitida a 
emissão da CCB em favor de instituição domiciliada no exterior, desde que a obrigação 
esteja sujeita exclusivamente à lei e ao foro brasileiros.
A CCB em favor de instituição domiciliada no exterior poderá ser emitida em moeda 
estrangeira.
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A CCB poderá ser emitida, com ou sem garantia, real ou fidejussória, cedularmente 
constituída.
A garantia constituída será especificada na CCB, observadas as disposições previstas 
na lei que a instituiu e, no que não forem com elas conflitantes, as da legislação comum ou 
especial aplicável.
Quanto à sua natureza, a CCB é título executivo extrajudicial e representa dívida em 
dinheiro, certa, líquida e exigível, seja pela soma nela indicada, seja pelo saldo devedor 
demonstrado em planilha de cálculo, ou nos extratos da conta corrente.
Na CCB poderão ser pactuados:
• os juros sobre a dívida, capitalizados ou não, os critérios de sua incidência e, se for 
o caso, a periodicidade de sua capitalização, bem como as despesas e os demais 
encargos decorrentes da obrigação;
• os critérios de atualização monetária ou de variação cambial como permitido em lei;
• os casos de ocorrência de mora e de incidência das multas e penalidades contratu-
ais, bem como as hipóteses de vencimento antecipado da dívida;
• os critérios de apuração e de ressarcimento, pelo emitente ou por terceiro garanti-
dor, das despesas de cobrança da dívida e dos honorários advocatícios, judiciais 
ou extrajudiciais, sendo que os honorários advocatícios extrajudiciais não poderão 
superar o limite de dez por cento do valor total devido;
• quando for o caso, a modalidade de garantia da dívida, sua extensão e as hipóte-
ses de substituição de tal garantia;
• as obrigações a serem cumpridas pelo credor;
• a obrigação do credor de emitir extratos da conta corrente ou planilhas de cálculo 
da dívida, ou de seu saldo devedor, de acordo com os critérios estabelecidos na 
própria CCB, sendo necessário o demonstrativo respectivo; e
• outras condições de concessão do crédito, suas garantias ou liquidação, obriga-
ções adicionais do emitente ou do terceiro garantidor da obrigação, desde que não 
contrariem as disposições legais.
Sempre que necessário, a apuração do valor exato da obrigação, ou de seu saldo deve-
dor, representado pela CCB, será feita pelo credor, por meio de demonstrativo com a planilha 
de cálculo e, quando for o caso, de extrato emitido pela instituição financeira, em favor da qual 
a CCB foi originalmente emitida, documentos esses que integrarão a Cédula, observado que:
• os cálculos realizados deverão evidenciar, de modo claro, preciso e de fácil enten-
dimento e compreensão, o valor principal da dívida, seus encargos e despesas 
contratuais devidos, a parcela de juros e os critérios de sua incidência, a parcela 
de atualização monetária ou cambial, a parcela correspondente a multas e demais 
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penalidades contratuais, as despesas de cobrança e de honorários advocatícios 
devidos até a data do cálculo e, por fim, o valor total da dívida; e
• a CCB representativa de dívida oriunda de contrato de abertura de crédito bancá-
rio em conta corrente será emitida pelo valor total do crédito posto à disposição do 
emitente, competindo ao credor, nos termos deste parágrafo, discriminar nos extra-
tos da conta corrente ou nas planilhas de cálculo, que serão anexados à Cédula, as 
parcelas utilizadas do crédito aberto, os aumentos do limite do crédito inicialmente 
concedido, as eventuais amortizações da dívida e a incidência dos encargos nos 
vários períodos de utilização do crédito aberto.
O credor que, em ação judicial, cobrar o valor do crédito exequendo em desacordo com 
o expresso na CCB fica obrigado a pagar ao devedor o dobro do cobrado a maior, que poderá 
ser compensado na própria ação, sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos.
A CCB deve conter os seguintes requisitos essenciais:
• a denominação “Cédula de Crédito Bancário”;
• a promessa do emitente de pagar a dívida em dinheiro, certa, líquida e exigível no 
seu vencimento ou, no caso de dívida oriunda de contrato de abertura de crédito 
bancário, a promessa do emitente de pagar a dívida em dinheiro, certa, líquida e 
exigível, correspondente ao crédito utilizado;
• a data e o lugar do pagamento da dívida e, no caso de
pagamento parcelado, as 
datas e os valores de cada prestação, ou os critérios para essa determinação;
• o nome da instituição credora, podendo conter cláusula à ordem;
• a data e o lugar de sua emissão; e
• a assinatura do emitente e, se for o caso, do terceiro garantidor da obrigação, ou de 
seus respectivos mandatários.
A CCB será emitida por escrito, em tantas vias quantas forem as partes que nela inter-
vierem, assinadas pelo emitente e pelo terceiro garantidor, se houver, ou por seus respecti-
vos mandatários, devendo cada parte receber uma via.
A CCB será transferível mediante endosso em preto, ao qual se aplicarão, no que cou-
berem, as normas do direito cambiário, caso em que o endossatário, mesmo não sendo 
instituição financeira ou entidade a ela equiparada, poderá exercer todos os direitos por ela 
conferidos, inclusive cobrar os juros e demais encargos na forma pactuada na Cédula.
Somente a via do credor será negociável, devendo constar nas demais vias a expres-
são “não negociável”.
A CCB pode ser aditada, retificada e ratificada mediante documento escrito, datado, 
com os requisitos previstos, passando esse documento a integrar a Cédula para todos os fins.
A CCB poderá ser protestada por indicação, desde que o credor apresente declaração 
de posse da sua única via negociável, inclusive no caso de protesto parcial.
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Aplica-se às Cédulas de Crédito Bancário, no que não contrariar o disposto na Lei n. 
10.931/2004, a legislação cambial, dispensado o protesto para garantir o direito de cobrança 
contra endossantes, seus avalistas e terceiros garantidores.
A validade e eficácia da CCB não dependem de registro, mas as garantias reais, por ela 
constituídas, ficam sujeitas, para valer contra terceiros, aos registros ou averbações previs-
tos na legislação aplicável.
Segundo Fortuna (2013), algumas das características e vantagens da CCB para as ins-
tituições financeiras podem ser resumidas da seguinte forma:
• ajuda bancos e financeiras a reduzir a inadimplência;
• garante operações de cartão de crédito e cheque especial;
• é mais abrangente do que os específicos: certificados de crédito rural (1967); certi-
ficados de crédito industrial (1969) e certificados de crédito comercial (1980);
• ao substituir os contratos de crédito, padroniza as operações, simplifica a cobrança 
em caso de inadimplência e serve de lastro na securitização de dívidas;
• acaba com brechas na contestação judicial dos contratos de crédito;
• é um título executável por natureza, admitindo qual o protesto parcial;
• estabelece quais cálculos devem constar das planilhas de evolução de débitos rela-
tivos às operações;
• é um papel negociável no mercado, ou seja, pode ser cedido a outra instituição 
financeira;
• reduz os custos operacionais dos bancos, barateando o custo e a aprovação do 
crédito; e
• o desconto de recebíveis (NP, DP, cheques) não usa o CCB, pois eles já são garan-
tidos por outros papéis além da anuência do tomador como coobrigado.
8.5. SISTEMA DE PAGAMENTOS BRASILEIRO – SPB 
O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) compreende as entidades, os sistemas e os 
procedimentos relacionados com o processamento e a liquidação de operações de transferên-
cia de fundos, de operações com moeda estrangeira ou com ativos financeiros e valores mobili-
ários, chamados, coletivamente, de entidades operadoras de Infraestruturas do Mercado Finan-
ceiro (IMF). Além das IMF, os arranjos e as instituições de pagamento também integram o SPB.
Zelar pelo funcionamento normal, seguro e eficiente do sistema de pagamentos é função 
essencial de um banco central. Tal função tem como objetivo primordial garantir a eficiência e a 
segurança no uso de instrumentos de pagamento por meio dos quais a moeda é movimentada.
Como forma de atingir esses objetivos, o BC tem as competências de regulamentar e 
exercer a vigilância e a supervisão sobre os sistemas de compensação e de liquidação, os 
arranjos e as instituições de pagamento.
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As IMF desempenham um papel fundamental para o sistema financeiro e para a econo-
mia de uma forma geral. É importante que os mercados financeiros confiem na qualidade e 
na continuidade dos serviços prestados pelas IMF. Seu funcionamento adequado é essencial 
para a estabilidade financeira e condição necessária para salvaguardar os canais de trans-
missão da política monetária. Assim, cumpre ao BC atuar no sentido de promover sua soli-
dez, seu normal funcionamento e seu contínuo aperfeiçoamento.
No caso dos pagamentos de varejo, o BC direciona suas ações no sentido de promover 
a interoperabilidade, a inovação, a solidez, a eficiência, a competição, o acesso não discrimi-
natório aos serviços e às infraestruturas, o atendimento às necessidades dos usuários finais 
e a inclusão financeira.
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AULA 9
Trechos do edital: 8. Crime de lavagem de dinheiro. 8.1 Conceito e etapas. 8.2 Pre-
venção e combate ao crime de lavagem de dinheiro: Lei n. 9.613/1998, Circular Bacen n. 
3.461/2009 e Carta-Circular Bacen n. 3.542/2012. 9. Conselho de Controle de Atividades 
Financeiras – COAF.
9.1 CRIMES DE LAVAGEM DE DINHEIRO
O crime de lavagem de dinheiro caracteriza-se por um conjunto de operações comer-
ciais ou financeiras que buscam a incorporação na economia de cada país, de modo transi-
tório ou permanente, de recursos, bens e valores de origem ilícita e que se desenvolvem por 
meio de um processo dinâmico que envolve, teoricamente, três fases independentes que, 
com frequência, ocorrem simultaneamente.
Para disfarçar os lucros ilícitos sem comprometer os envolvidos, a lavagem de dinheiro 
realiza-se por meio de um processo dinâmico que requer: primeiro, o distanciamento dos 
fundos de sua origem, evitando uma associação direta deles com o crime; segundo, o dis-
farce de suas várias movimentações para dificultar o rastreamento desses recursos; e ter-
ceiro, a disponibilização do dinheiro novamente para os criminosos depois de ter sido sufi-
cientemente movimentado no ciclo de lavagem e poder ser considerado “limpo”.
Fase 01: Colocação (placement)
É a colocação do dinheiro no sistema econômico. Objetivando ocultar sua origem, o 
criminoso procura movimentar o dinheiro em países com regras mais permissivas e naque-
les que possuem um sistema financeiro liberal. A colocação se efetua por meio de depósitos, 
compra de instrumentos negociáveis ou compra de bens.
Para dificultar a identificação da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técni-
cas sofisticadas e cada vez mais dinâmicas, tais como o fracionamento dos valores que tran-
sitam pelo sistema financeiro e a utilização de estabelecimentos comerciais que usualmente 
trabalham com dinheiro em espécie.
Fase 02: Ocultação (layering)
Consiste em dificultar o rastreamento contábil dos recursos ilícitos. O objetivo é quebrar a 
cadeia de evidências ante a possibilidade da realização de investigações sobre a origem do dinheiro.
Os criminosos buscam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para contas 
anônimas – preferencialmente, em países amparados por lei de sigilo bancário – ou realizando 
depósitos em contas abertas em nome de “laranjas” ou utilizando empresas fictícias ou de fachada.
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Fase 03: Integração (integration)
Os ativos são incorporados formalmente ao sistema econômico. As organizações cri-
minosas buscam investir em empreendimentos que facilitem suas atividades – podendo tais
sociedades prestarem serviços entre si. Uma vez formada a cadeia, torna-se cada vez mais 
fácil legitimar o dinheiro ilegal.
9.2 CIRCULAR BACEN N. 3.978, DE 23 DE JANEIRO DE 2020
No dia 23 de janeiro de 2020, o BACEN publicou a Circular n. 3.978/2020 que dispõe 
sobre a política, os procedimentos e os controles internos a serem adotados pelas institui-
ções autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil visando à prevenção da utilização 
do sistema financeiro para a prática dos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos 
e valores e de financiamento do terrorismo.
Detalha as exigências, procedimentos e controles sobre:
• a política de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo;
• a governança da política de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento 
do terrorismo;
• a avaliação interna de risco;
• os procedimentos destinados a conhecer os clientes;
• a classificação dos clientes;
• as disposições comuns à identificação, à qualificação e à classificação dos clientes;
• a identificação e da qualificação do beneficiário final;
• a qualificação como pessoa exposta politicamente;
• o registro de operações;
• o monitoramento, da seleção e da análise de operações e situações suspeitas;
• os procedimentos de análise de operações e situações suspeitas;
• os procedimentos de comunicação ao COAF;
• os procedimentos destinados a conhecer funcionários, parceiros e prestadores de 
serviços terceirizados;
• os mecanismos de acompanhamento e de controle; e
• a avaliação de efetividade.
9.3 CARTA CIRCULAR BACEN N. 4.001, DE 29 DE JANEIRO DE 2020
Divulga a relação de operações e situações que podem configurar indícios de “lavagem 
de dinheiro” ou ocultação de bens, direitos e valores.
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São dezessete categorias de situações, com diversas exemplificações de casos, con-
troles, monitoramento e tratamento que devem ser adotadas por todas as instituições finan-
ceiras autorizadas a operar no Brasil:
• situações relacionadas com operações em espécie em moeda nacional com a utili-
zação de contas de depósitos ou de contas de pagamento;
• situações relacionadas com operações em espécie e cartões pré-pagos em moeda 
estrangeira e cheques de viagem;
• situações relacionadas com a identificação e qualificação de clientes;
• situações relacionadas com a movimentação de contas de depósito e de contas de 
pagamento em moeda nacional;
• situações relacionadas com operações de crédito no país;
• situações relacionadas com a movimentação de recursos oriundos de contratos 
com o setor público;
• situações relacionadas a consórcios;
• situações relacionadas a pessoas ou entidades suspeitas de envolvimento com 
financiamento ao terrorismo e a proliferação de armas de destruição em massa;
• situações relacionadas com atividades internacionais;
• situações relacionadas com operações de crédito contratadas no exterior;
• situações relacionadas com operações de investimento externo;
• situações relacionadas com funcionários, parceiros e prestadores de serviços ter-
ceirizados;
• situações relacionadas a campanhas eleitorais;
• situações relacionadas a BNDU (Bens Não de Uso) e outros ativos não financeiros;
• situações relacionadas com a movimentação de contas correntes em moeda estran-
geira (CCME); e
• situações relacionadas com operações realizadas em municípios localizados em 
regiões de risco.
9.4 CONSELHO DE CONTROLE DE ATIVIDADES FINANCEIRAS – COAF
A Lei n. 13.974, de 07.01.2020, reestruturou o Conselho de Controle de Atividades 
Financeiras (Coaf), criado pela Lei n. 9.613, de 03.03.1998, vinculando-o administrativa-
mente ao Banco Central do Brasil.
O Coaf é responsável por produzir e gerir inteligência financeira para a prevenção e o 
combate à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e ao financiamento da proli-
feração de armas de destruição em massa.
O Coaf tem como atribuição legal receber, examinar e identificar as ocorrências de ati-
vidades ilícitas previstas na Lei n. 9.613, de 1998, que define regras a respeito da prevenção 
aos crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
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As ocorrências de atividades suspeitas de ilícitos são informadas ao Coaf pelas pes-
soas jurídicas e físicas relacionadas no art. 9º da referida Lei.
A produção de inteligência financeira consiste em realizar a análise das informações 
recebidas e, se forem identificados fundados indícios de lavagem de dinheiro, de financia-
mento do terrorismo ou outros ilícitos, produzir Relatórios de Inteligência Financeira (RIF).
Os RIF são encaminhados às autoridades competentes que podem, a seu critério, abrir 
procedimento de investigação sobre os indícios relatados.
A Lei também prevê, que o Coaf deve propor e coordenar mecanismos de cooperação 
e de troca de informações que viabilizem ações rápidas e eficientes no combate à ocultação 
ou dissimulação de bens, direitos e valores.
Em cumprimento a tal determinação legal, o órgão implantou um processo denominado 
Intercâmbio de Informações, por meio do qual as autoridades responsáveis pelas investiga-
ções comunicam o Coaf sobre processos investigativos em curso.
Essas comunicações recebidas, quando confrontadas com o conjunto de informações 
já possuídas pelo Coaf, podem se revelar significativas para identificação de fundados indí-
cios da prática de crime de lavagem de dinheiro e de outros ilícitos.
Além da produção de inteligência financeira, o Coaf também exerce o papel de órgão 
supervisor de alguns setores obrigados no que diz respeito à prevenção à lavagem de dinheiro 
e ao financiamento do terrorismo.
O papel do Coaf como supervisor é regulamentar, monitorar, fiscalizar e aplicar sanções 
em face de pessoas que atuam nesses setores obrigados. O objetivo é exigir a implemen-
tação de procedimentos e controles para que essas pessoas não sejam utilizadas para fins 
ilícitos por seus clientes.
As informações encaminhadas ao Coaf são denominadas comunicações, que podem 
ser de dois tipos:
• Comunicação de Operação Suspeita: são encaminhadas ao Coaf quando os seto-
res obrigados percebem indícios de lavagem de dinheiro, de financiamento do ter-
rorismo ou de outros ilícitos em transações de seus clientes. Essas comunicações 
contêm a explicação das suspeitas identificadas sobre operações realizadas em 
determinado período.
• Comunicação de Operação em Espécie: são encaminhadas automaticamente ao 
Coaf pelos setores obrigados quando seus clientes realizam movimentações em 
espécie (“dinheiro vivo”) acima de determinado valor estabelecido em norma.
O Coaf não realiza qualquer investigação. A Unidade de Inteligência Financeira (UIF) 
brasileira segue o modelo administrativo.
Nesse modelo, a UIF é uma autoridade administrativa, central e independente, que recebe 
e analisa informações recebidas do setor financeiro e de outros setores obrigados e dá conheci-
mento sobre os fatos suspeitos identificados às autoridades competentes para aplicação da lei.
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Assim, são essas autoridades que efetivamente realizam as investigações.
As bases de dados de movimentações financeiras do Coaf não são e nunca foram com-
partilhadas com outros órgãos.
Da mesma forma, as bases de dados fiscais da Receita Federal não são compartilha-
das com o Coaf.
O Coaf tem acesso somente a bases de dados cadastrais da Receita Federal, não sujei-
tas a sigilo fiscal, que contêm informações como CPF, CNPJ, nome, razão social, endereço, 
e-mail, participações societárias, capital social das empresas e dependentes, por exemplo.
Ambos os órgãos são independentes e resguardam
o sigilo de suas informações.
O fato de o Coaf e a Receita Federal terem estado vinculados ao mesmo Ministério não 
resultou em qualquer tipo de compartilhamento de dados sigilosos fora dos limites legais.
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AULA 10
Trechos do edital: 2. Os Bancos na Era Digital (presente e tendências). 1 Internet 
banking, banco virtual e “dinheiro de plástico”. 2. Mobile banking. 3. Open banking. 4. O 
comportamento do consumidor na relação com o banco. 5. A experiência do usuário. 6. 
Segmentação e interações digitais. 7. Inteligência artificial cognitiva. 8. Banco digitalizado x 
banco digital. 9. Fintechs e startups. 10. Soluções mobile e service design. 11. O dinheiro na 
era digital: Blockchain, Bitcoin e demais criptomoedas. 12. O desafio dos bancos na era digital.
10.1 INTERNET BANKING, BANCO VIRTUAL e “DINHEIRO DE PLÁSTICO”
10.1.1 Internet banking
O acesso ao banco de casa ou do escritório por meio da internet.
Home banking => PF e Office banking => PJ
10.1.2 Banco virtual
É o banco totalmente remoto, ou seja, suas transações com seus clientes são realiza-
das totalmente por meio do remote banking.
O banco diversifica os seus canais de distribuição de tal forma que derruba os limites 
criados, de espaço, tempo ou meio de comunicação.
A tecnologia tem papel fundamental para garantir a integração dos requisitos de conve-
niência, segurança, eficácia e relacionamento, exigidos pelo conceito do banco virtual.
A internet viabilizou de forma definitiva o banco virtual.
10.1.3 Dinheiro de plástico
Quando se fala está se referindo ao dinheiro de plástico, ou seja sobre o “cartão de 
crédito” ou o “cartão de débito” que são usados para pagar contas em vez do dinheiro em 
espécie, no papel moeda comum.
O termo “dinheiro de plástico” decorre porque esses cartões são feitos de plástico e se 
tornaram a principal forma de pagamento em vários tipos de estabelecimentos.
É a oferta de serviços bancários por meio de aplicativos que podem ser baixados em 
celulares, tablets, relógios tecnológicos e outros dispositivos móveis.
10.2 MOBILE BANKING
É a oferta de serviços bancários por meio de aplicativos que podem ser baixados em 
celulares, tablets, relógios tecnológicos e outros dispositivos móveis.
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10.3 OPEN BANKING
Segundo o Bacen, é o Sistema Financeiro Aberto. É definido como o compartilhamento 
de dados, produtos e serviços e abertura e integração de plataformas e infraestruturas.
10.4 O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR NA RELAÇÃO COM O BANCO, A 
EXPERIÊNCIA DO USUÁRIO E SEGMENTAÇÃO E INTERAÇÕES DIGITAIS
O perfil do cliente de serviços bancários tem mudado nos últimos anos. Bancos tradi-
cionais já não conseguem suprir as necessidades de clientes que nasceram mergulhados na 
era digital, como a geração Y.
Por isso, a fim de oferecer um relacionamento mais personalizado, é essencial compre-
ender quais são os interesses e necessidades dessa nova geração de consumidores, assim 
como o que eles esperam dos serviços financeiros.
A geração digital deseja ser localizada por seus interesses específicos e características pecu-
liares e não ser somente um número em amplos dados demográficos. Ela é composta por clientes 
participativos e que desejam ser questionados sobre os produtos e serviços que o banco oferece.
São consumidores que esperam que o banco tenha uma visão ampla de seu relaciona-
mento, atuando de forma antecipatória, observando possíveis problemas e criando soluções. 
Eles querem ser surpreendidos com serviços especiais em momentos inesperados e esperam 
que a instituição financeira esteja ao seu lado no longo prazo, nos diversos momentos da sua vida.
Esses clientes também esperam que o banco tenha caráter informativo e orientador. 
Além de terem interesse em assuntos financeiros, querem que a instituição os eduque atra-
vés de dicas e canais online, assim como os informe sobre o atual cenário econômico, aler-
tando-os sobre mudanças financeiras.
Desejam sentir que estão seguros e protegidos, que podem escolher os melhores 
canais para interagir com o banco.
Fonte: http://blog.simply.com.br/banco-digital-desafio-setor-financeiro/
Segmentação e Interações Digitais
O marketing digital é essencial para a comunicação das atividades de uma marca, afinal 
nesse ambiente é possível se posicionar e garantir uma audiência qualificada. Nesse sentido, 
a estratégia é ainda mais assertiva quando as ações e campanhas de marketing são perso-
nalizadas de acordo com o público e compartilhadas no momento certo para atingir o cliente.
Ao estabelecer um planejamento para a divulgação de uma campanha no Facebook 
é necessário selecionar, dentre os diversos filtros demográficos e perfis de interação, quem 
deverá ser impactado por sua publicação. Saiba como começar:
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Crie “personas”
Definir as características da pessoa que você quer atingir por meio da associação com 
seus valores e informações facilita a seleção de interesses que contribuam para uma seg-
mentação eficaz. Selecione fatores como idade, profissão, hobbies, gostos culturais e ativi-
dades praticadas regularmente.
Utilize a mídia correta
Saber quem é o seu público-alvo ideal é a chave para descobrir onde o seu cliente está 
e, a partir disso, estabelecer qual a mídia deve ser prioritária na ação. Conhecer as opções 
de segmentação, uso e perfis existentes em cada ambiente é essencial para que sua campa-
nha tenha bom desempenho.
Testes variáveis
Durante a publicação da campanha é fundamental criar variantes de público para enten-
der a receptividade de cada um. Segmentações diferentes influenciam resultados diferentes, 
por isso ter públicos segmentados permite elevar seu entendimento da audiência a cada inte-
ração da campanha, permitindo resultados cada vez melhores.
Mensure os resultados
Acompanhar os dados de demografia, renda, engajamento, tempo de visita e conversão, 
disponibilizados ao analisar as campanhas, possibilita que a cada publicação você conheça 
melhor seu público. A partir disso é possível ajustar a nova etapa da ação e segmentar de 
forma ainda mais precisa, provocando impacto na hora certa e na pessoa certa.
Fonte: https://infographya.com.br/segmentacao-de-publico-no-ambiente-digital/
10.5 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COGNITIVA
Segundo o Dicionário Aurélio, a palavra “artificial” diz respeito ao não natural e cognitiva 
tem a ver com cognição, com conhecimento.
A inteligência artificial é a capacidade das máquinas pensarem como seres humanos. 
Sendo assim, inclui a prática de raciocinar e tomar decisões como nós. Por isso exige-se 
conhecimentos em big data, computação em nuvem e bons modelos de dados. De modo 
geral, esse processo envolve três bases:
• Modelos e dados bons;
• Grande quantidade de dados;
• Máquinas de alta capacidade.
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Inteligência cognitiva está bem perto da inteligência artificial, mas a diferença dos con-
ceitos é que a inteligência cognitiva é a capacidade de aprimorar o aprendizado da máquina. 
Ou seja, se um sistema de inteligência artificial, por definição, consegue aprender, com a 
inteligência cognitiva ele aprende a aprender mais, tornando o processo muito mais eficaz.
https://blog.hdstore.com.br/inteligencia-artificial-e-inteligencia-cognitiva/
10.6 BANCO DIGITALIZADO X BANCO DIGITAL
Banco Digitalizado
É o banco
tradicional que se digitalizou. No banco digitalizado, existe a agência física, 
caixas eletrônicos e atendimento pessoal. É diferente porque oferece maior estrutura física 
aos clientes, entretanto, nem todas as operações são gratuitas, principalmente se envolve-
rem atendimento presencial.
O movimento de digitalização dos bancos é uma resposta ao crescimento dos bancos 
digitais e as facilidades que eles trazem aos clientes. Os bancos tradicionais, que já ofereciam 
serviços bancários apenas de forma presencial, começaram a aderir aos serviços digitais.
Banco Digital
O banco digital é aquele que que nasceu online e concentra toda sua operação virtual-
mente. Ele opera completamente pela internet, desde abertura de conta, envio de documen-
tos, atendimento e todos os serviços bancários. Não possui agências físicas para as opera-
ções comuns, tudo é feito via aplicativo.
10.7 FINTECHS
São empresas que combinam a prestação de serviços financeiros com processos base-
ados inteiramente em tecnologia.
O CMN regulamentou as fintechs arranjos de pagamentos, instituições de pagamento e 
as de crédito (SCD e SEP).
10.8 STARTUPS
Ato de começar alguma atividade, em geral, tendo a ver com companhias e empresas que 
estão no início de suas atividades e que buscam explorar atividades inovadoras no mercado.
Procura desenvolver um modelo de negócio escalável e que seja repetível.
Possui quatro características básicas: inovação, escalabilidade, repetibilidade e fle-
xibilidade.
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https://blog.hdstore.com.br/inteligencia-artificial-e-inteligencia-cognitiva/
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10.9 SOLUÇÕES MOBILE E SERVICE DESIGN
Soluções mobile
A palavra inglesa “mobile” significa móvel, aquilo que tem mobilidade. Está associada 
aos dispositivos móveis, tais como smartphones e tablets.
O conceito de soluções mobile se contrapõe ao conceito de soluções desktop. As solu-
ções desktop dizem respeito aos aplicativos e programas utilizados no desktop, o computa-
dor de mesa, embora os mesmos aplicativos e programas também funcionem nos notebooks.
As soluções mobile dizem respeito aos aplicativos e programas que rodam nos 
smartphones e tablets.
Service Design – Design de Serviços
Entende-se por design os esforços para a concepção de um produto (máquina, utensí-
lio, mobiliário, embalagem, publicação, serviço etc.), especialmente no que se refere à sua 
forma física e funcionalidade.
Não só produtos precisam de design. Serviços também precisam ser pensados para 
favorecer o usuário e atender às suas expectativas e aos seus desejos. É aqui que entra o 
design de serviços.
Segundo o Dicionário Aurélio, serviço diz respeito à atividade econômica de que não 
resulta produto tangível, em contraste com a produção de mercadorias. Ex.: transporte, 
comunicações, atividades de profissionais liberais, administração pública.
Para o sucesso de um empreendimento que ofereça um serviço, é muito importante 
pensar em todos os processos, sempre com foco no usuário. Em um cenário econômico cada 
vez mais competitivo, empresas que deixam de pensar nisso ficam em desvantagem.
O design de serviços foi introduzido como uma disciplina do curso de Design pela pri-
meira vez em 1991. Desde então, esse campo tem sido estudado e aplicado para o mercado.
Segundo consta no site do Sebrae, na prática, o design de serviços significa uma ativi-
dade de planejamento e organização de pessoas, infraestrutura, comunicação e componen-
tes de um serviço para aumentar sua qualidade e os resultados.
O propósito do design de serviços é construir processos que atendam às necessidades 
de consumidores e participantes para que o atendimento seja mais amigável, competitivo e 
relevante para os clientes.
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10.10 O DINHEIRO NA ERA DIGITAL: BLOCKCHAIN, BITCOIN E DEMAIS 
CRIPTOMOEDAS
• Blockchain – tecnologia específica usada para armazenar informações (blocos 
de dados).
• Bitcoin – é a primeira criptomoeda criada e, naturalmente, a mais famosa. Limitada 
a 21 milhões de unidades.
A bitcoin foi a primeira criptomoeda, mas hoje, há muitas outras sendo negociadas. No 
site do Infomoney, estão divulgadas as cotações de 37 criptomoedas. Entre elas, além da 
bitcoin, se destacam a ethereum, a bitcoin cash, a litecoin e a ripple.
10.11 OS BANCOS NA ERA DIGITAL – PRESENTE, TENDÊNCIAS E DESAFIOS
Era da Informação ou era digital são termos frequentemente utilizados para destacar os 
avanços tecnológicos advindos da Terceira Revolução Industrial e que tem a ver com a difusão 
de um ciberespaço, um meio de comunicação instrumentalizado pela informática e pela internet.
Essa expressão também é uma forma de observar os avanços das técnicas atuais de 
transformação da sociedade em comparação a outras anteriores.
Há quem afirme que a era digital surge como uma substituição à era industrial, que, por 
sua vez, apareceu outrora em substituição à era da agricultura. Assim, ao menos em tese, 
estaríamos passando por um terceiro ciclo de renovações de ideias, ações e pensamentos 
que marcaram a história da humanidade.
É nesse contexto de mudanças denominado de era digital que os bancos estão inseri-
dos para desenvolver suas atividades.
Os bancos tradicionais ainda dominam o mercado, mas é preciso haver uma trans-
formação na cultura, processos operacionais e infraestrutura tecnológica em meio ao novo 
cenário econômico.
Estar inserido na era digital vai muito além das ferramentas tecnológicas. É, antes de tudo, 
uma questão cultural. Algumas organizações passam pelo dilema de como se inserir na trans-
formação e evoluir digitalmente, outras estão se remodelando para se adaptar a essa nova era.
Vamos pensar nas organizações tradicionais como sendo as clássicas carteiras de 
bolso, que continua sendo um item de extrema utilidade, onde carregamos documentos pes-
soais, cartões de créditos, carteirinhas de convênio. É simples, fácil, prático e útil.
Dentro desse quadro de desafio da adaptação à era digital, a tendência é os bancos 
optarem por um caminho de parceria estratégica com bancos tradicionais, fintechs e outras 
startups, buscando beneficiar a todos os integrantes desse ecossistema, pois sabem que não 
vão conseguir travar essa luta sozinhos.
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Se, por um lado, os bancos tradicionais possuem a base de dados, por outro lado as 
fintechs dominam a tecnologia e a inovação necessárias para conquistar os consumidores 
mais exigentes. Dessa forma, podem trabalhar em conjunto para mapear o comportamento 
do usuário e oferecer serviços altamente personalizados.
Uma outra tendência é que os bancos digitais deixem de oferecer apenas serviços ban-
cários para ofertar uma gama de produtos financeiros mais ampla para seus clientes, resul-
tando em uma importante estratégia de fidelização.
Ter uma equipe de atendimento orientada para ser autônoma na resolução de proble-
mas, atenta às necessidades do consumidor e munida com as ferramentas certas para aten-
der aos clientes também se mostra uma tendência importante para garantir que os bancos 
digitais se estabeleçam e continuem firmes no mercado.
Além da possibilidade de produtos, crescem também os investimentos em soluções auto-
matizadas – exemplo disso são as ferramentas de validação de identidade, que são fundamen-
tais no combate às fraudes de identidade, um dos maiores obstáculos para os bancos digitais.
Fonte: blog.idwall.co/os-maiores-desafios-dos-bancos-digitais
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REFERÊNCIAS
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ENTIDADES DOS MERCADOS FINANCEIRO E DE 
CAPITAIS – ANBIMA. Página inicial. Disponível em: http://www.anbima.com.br/pt_br/index.
htm. Acesso em: 20 jul. 2022.
ASSAF NETO, Alexandre. Mercado Financeiro. Barueri: Atlas, 2021. 391 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES DOS MERCADOS FINANCEIROS – 
ANBIMA. Tudo Sobre Debêntures. Disponível em: bit.ly/2AUAju9. Acesso em: 20 jul. 2022.
BRASIL. Banco Central do Brasil. Página inicial. Disponível em: glossário bcb.gov.br/aces-
soinformacao/glossario. Acesso em: 20 jul. 2022.
BRASIL. Ministério da Economia. Disponível em: http://www.economia.gov.br/. Acesso em: 
20 jul. 2022.
CABRAL, G. Conhecimentos Bancários em tópicos. Brasília: Alumnus, 2014. 360 p.
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. O Mercado de Valores Mobiliários Brasileiro. 
Disponível em: goo.gl/v7if7v. Acesso em: 20 jul. 2022.
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. Cadernos CVM 1 – O que é a CVM? Disponível 
em: goo.gl/gf2vSS. Acesso em: 20 jul. 2022.
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. Cadernos CVM 7 – Mercado de Balcão Orga-
nizado. Disponível em: goo.gl/4exVgx. Acesso em: 20 jul. 2022.
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. Página inicial. Disponível em: portaldoinvesti-
dor.gov.br. Acesso em: 20 jul. 2022.
EDUCAÇÃO FINANCEIRA. Disponível em: brasil.gov.br/economia-e-emprego/educacao-
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ENFIN. Enciclopédia de Finanças. Disponível em: enfin.com.br. Acesso em: 20 jul. 2022.
NEWLANDS Jr., C. A. Sistema Financeiro e Bancário - Teoria e Questões. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2014. 512 p.
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PINHEIRO, Marcos Antônio Henriques. Cooperativas de Crédito – História da evolução 
normativa no Brasil. Disponível em: goo.gl/Ggd73V. Acesso em: 20 jul. 2022.
PORTAL EDUCAÇÃO. Página inicial. Disponível em: portaleducacao.com.br. Acesso em: 
20 jul. 2022.
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QUESTÕES
1ª PARTE
1. (Q1107154/BRB/IADES/2019/ADVOGADO) Segundo a Lei n. 4.595/1964, compete ao 
Banco Central do Brasil
a. determinar as características gerais das cédulas e das moedas.
b. limitar, sempre que necessário, as taxas de juros.
c. expedir normas gerais de contabilidade a serem observadas pelas instituições 
financeiras.
d. emitir moeda nas condições aprovadas pela respectiva diretoria colegiada.
e. determinar o recolhimento de até 100 por cento do total dos depósitos à vista pelas 
instituições financeiras.
2. (Q1096133/BRB/IADES/2019) O Comitê de Política Monetária (Copom) é o órgão res-
ponsável por definir a taxa básica de juros da economia – a taxa Selic. Acerca da atua-
ção e do funcionamento do Copom, assinale a alternativa correta.
a. Reúne-se ordinariamente oito vezes por ano para definir a taxa Selic.
b. Define a taxa Selic visando à redução da dívida pública.
c. É integrado pelo presidente do Banco Central, pelo ministro da Economia e pelo 
ministro do Planejamento.
d. Define a meta de inflação e os instrumentos de política monetária necessários para 
alcançá-la.
e. Realiza operações de mercado aberto (compra e venda de títulos públicos federais) 
para manter a inflação na meta.
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3. (Q1096219/BRB/IADES/2019) As entidades representativas das instituições financeiras, a 
exemplo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), têm envidado esforços para a cria-
ção e o aprimoramento contínuo de sistemas de autorregulação destinados a reforçar publi-
camente o compromisso do setor financeiro com a observância dos princípios da integrida-
de, equidade, transparência, sustentabilidade e confiança, orientando, no relacionamento 
com o consumidor, o atendimento das necessidades e dos interesses deste de forma justa, 
digna e cortês, a fim de garantir a respectiva liberdade de escolha e a tomada de decisões 
conscientes, sem prejuízo da adoção de políticas e medidas voltadas à responsabilidade 
socioambiental, prevenção de situações de conflitos de interesse e de fraude, além da pre-
venção e do combate à corrupção, à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.
No que se refere aos sistemas de autorregulação mencionados, assinale a alternativa correta.
a. Podem ser revogados por ato do Banco Central do Brasil.
b. São aplicáveis a todas as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a 
funcionar pelo Banco Central do Brasil, independentemente de vínculo associativo ou 
adesão voluntária.
c. Decorrem de lei.
d. Constituem-se de recomendações sem força obrigatória, não havendo previsão de 
aplicação de sanções em caso de descumprimento.
e. A criação, a organização e o funcionamento desses sistemas não dependem de auto-
rização do Banco Central do Brasil.
4. (Q1096209/BRB/IADES/2019) A Resolução CMN n. 3.919/2010 classifica os serviços 
prestados por instituições financeiras a pessoas naturais como essenciais, prioritários, 
especiais e diferenciados. Considere um cliente que possui uma conta de depósitos à 
vista e contratou o pacote padronizado de serviços prioritários. Se, na data da cobrança 
da tarifa, o saldo disponível, inclusive o limite de crédito, for inferior ao valor da tarifa do 
pacote contratado, a instituição financeira poderá
a. debitar o valor integral da tarifa, independentemente do saldo disponível.
b. elevar o limite do crédito especial para permitir o débito do valor total da tarifa.
c. debitar somente o valor do saldo disponível em conta, inclusive o limite de crédito.
d. alterar o pacote de serviços do cliente para serviços essenciais.
e. cancelar o limite do crédito especial.
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5. (Q1096211/BRB/IADES/2019) A respeito das operações de arrendamento mercantil, 
assinale a alternativa correta.
a. A constituição e o funcionamento das sociedades de arrendamento mercantil depen-
dem de autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
b. Independentemente da modalidade de arrendamento mercantil, a arrendatária é 
sempre uma pessoa jurídica.
c. As operações na modalidade de arrendamento mercantil financeiro são privativas das 
sociedades de arrendamento mercantil.
d. Não havendo previsão de pagamento de valor residual garantido, tem-se, obrigatoria-
mente, um contrato de compra e venda, e não de arrendamento mercantil.
e. Se o valor presente das contraprestações for maior que o custo do bem, a operação 
classifica-se como de arrendamento mercantil financeiro.
6. (Q1096134/BRB/IADES/2019) Considere uma instituição financeira autorizada a operar 
três carteiras: a carteira de desenvolvimento, a carteira de crédito imobiliário e uma ou-
tra carteira. Com base apenas nessas informações, é correto afirmar que a instituição
a. está autorizada a captar depósitos à vista.
b. pode emitir debêntures.
c. opera uma carteira comercial.
d. consiste em um banco público.
e. está organizada sob a forma de sociedade limitada.
7. (Q1096207/BRB/IADES/2019) A alienação de direitos creditórios para uma sociedade 
mercantil, decorrentes de vendas a prazo, em que o cedente não responde pela solvên-
cia do devedor, caracteriza uma operação de
a. financiamento bancário.
b. desconto bancário.
c. capital de giro.
d. crédito rotativo.
e. fomento mercantil.
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8. (Q1096135/BRB/IADES/2019) A atividade principal de uma sociedade administradora 
de cartão de crédito, pessoa jurídica não financeira, é a prestação de serviços remune-
rados, e não a intermediação financeira. Suponha que o titular de um cartão de crédito 
não
efetuou o pagamento integral do saldo devedor na data do vencimento da fatura. 
Nesse caso, o cliente entra automaticamente no crédito rotativo do cartão, que é
a. financiado pela própria administradora de cartão de crédito.
b. financiado por uma operação de crédito realizada por instituição financeira distinta da 
administradora de cartão de crédito.
c. parcelado com melhores condições de financiamento, desde que o cliente tenha efe-
tuado o pagamento mínimo obrigatório de 15% do valor da fatura.
d. parcelado, independentemente das condições do financiamento.
e. renovado, a cada mês, até que o cliente efetue o pagamento integral da fatura.
9. (Q1107155/BRB/IADES/2019/ADVOGADO) De acordo com a Lei n. 6.385/1976, são 
considerados valores mobiliários e, como tais, sujeitos à supervisão da Comissão de 
Valores Mobiliários
a. contratos derivativos, independentemente dos ativos subjacentes.
b. títulos da dívida pública federal, estadual ou municipal.
c. criptomoedas, como o Bitcoin.
d. títulos ou contratos de investimento coletivo, de modo geral.
e. títulos cambiais de responsabilidade de instituição financeira, exceto as debêntures.
10. (Q1107156/BRB/IADES/2019/ADVOGADO) Acerca do poder sancionador da Comis-
são de Valores Mobiliários (CVM), tal como definido na Lei n. 6.385/1976, assinale a 
alternativa correta.
a. Por tratarem de informações sigilosas, os procedimentos investigativos não podem 
ter a respectiva instauração divulgada.
b. Somente pode recair sobre condutas fraudulentas praticadas no Brasil.
c. A CVM pode deixar de instaurar ou suspender o procedimento administrativo se o 
investigado assinar termo de compromisso, o qual não importará confissão de fatos e 
nem reconhecimento da ilicitude da conduta investigada.
d. Por se tratar de um ente supervisor, a CVM não pode exercer atividade consultiva aos 
participantes do mercado, podendo, no máximo, divulgar alertas.
e. É possível a aplicação aos infratores de proibição temporária para atuar em uma ou 
mais modalidades de operação no mercado, até o máximo de 30 anos.
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11. (Q1096220/BRB/IADES/2019) Considerando as características específicas das socie-
dades por ações ou “companhias”, assinale a alternativa correta.
a. Companhia aberta é aquela cujas ações estão habilitadas à negociação no mercado 
de valores mobiliários.
b. As ações ordinárias conferem aos respectivos titulares direito de voto e prioridade na 
distribuição dividendos, fixos ou mínimos.
c. São valores mobiliários passíveis de negociação em bolsa de valores os títulos da 
dívida pública federal, estadual e municipal, bem como os títulos cambiais de respon-
sabilidade de instituição financeira, inclusive debêntures.
d. A emissão, a distribuição e a negociação de ações e demais valores mobiliários são regu-
ladas pela Comissão de Valores Mobiliários em conjunto com o Banco Central do Brasil.
e. Uma das formas de captação de recursos junto ao público, de que podem se valer as 
sociedades por ações, é a emissão de debêntures, que conferem aos próprios titula-
res direito de crédito contra elas, nas condições constantes da escritura de emissão, 
sendo vedada, em qualquer hipótese, a conversibilidade de tais debêntures em ações.
12. (Q1096213/BRB/IADES/2019) Dentro do arranjo do Sistema de Pagamentos Brasileiro 
(SPB), compete ao Banco Central autorizar e vigiar o funcionamento das entidades ope-
radoras de Infraestruturas do Mercado (IMF), além de atuar como regulador do sistema e 
provedor de serviços de liquidação. As IMF operadas pelo Banco Central para transferên-
cia de fundos e liquidação de operações com títulos públicos são, respectivamente, o (a)
a. Sistema de Transferência de Reservas (STR) e a Central de Custódia e Liquidação 
Financeira de Títulos (Cetip).
b. Sistema de Transferência de Reservas (STR) e o Sistema Especial de Liquidação e 
Custódia (Selic).
c. Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e a Central de Custódia e Liquida-
ção Financeira de Títulos (Cetip).
d. Centralizadora de Compensações de Cheque (Compe) e o Sistema Especial de Liqui-
dação e Custódia (Selic).
e. Central de Cessão de Crédito (C3) e o Sistema Especial de Liquidação e Custó-
dia (Selic).
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13. (Q1107242/BRB/IADES/2019/ADVOGADO) A Lei n. 9.613/1998 estabeleceu uma série 
de obrigações de controle a pessoas físicas e jurídicas para prevenir o crime de lava-
gem de dinheiro (pessoas obrigadas), as quais dizem respeito, em linhas gerais, aos 
deveres de identificação de clientes, à manutenção de registros e à comunicação de 
atividades suspeitas. Acerca desse tema, assinale a alternativa correta.
a. As “pessoas obrigadas” deverão comunicar ao COAF, abstendo-se de dar ciência de tal 
ato a qualquer pessoa, inclusive àquela à qual se refira a informação, no prazo de 24 
horas, das operações que possam constituir-se em sérios indícios dos crimes de lava-
gem de dinheiro.
b. A omissão no cumprimento dos deveres de identificação de clientes, manutenção de 
registros e comunicação de atividades suspeitas gerará efeitos exclusivamente na esfera 
criminal por se tratar de um crime omissivo impróprio, alcançando somente a pessoa física.
c. Ficam excluídos deveres de identificação de clientes, manutenção de registros e 
comunicação de atividades suspeitas às administradoras de cartões de credencia-
mento ou cartões de crédito, bem como às administradoras de consórcios para aqui-
sição de bens ou serviços.
d. Ficam dispensadas do dever de comunicação as pessoas físicas e jurídicas que 
prestem, mesmo que eventualmente, serviços de assessoria, consultoria, contadoria, 
auditoria, aconselhamento ou assistência, de qualquer natureza, em operações de 
compra e venda de imóveis, estabelecimentos comerciais ou industriais ou participa-
ções societárias de qualquer natureza.
e. É vedado ao COAF comunicar às autoridades competentes para a instauração dos 
procedimentos cabíveis, mesmo que conclua pela existência de fundados indícios da 
prática de crime ou qualquer ilícito previsto na Lei n. 9.613/1998, por força das limita-
ções inerentes ao sigilo bancário.
14. (Q1107235/BRB/IADES/2019/ADVOGADO) No que concerne ao crime de lavagem de 
dinheiro, assinale a alternativa correta.
a. O Brasil admite apenas a “autolavagem”, ou seja, somente pode praticar o crime de 
lavagem de dinheiro quem também é autor da infração penal antecedente.
b. O crime de lavagem de dinheiro não admite tentativa.
c. O delito de lavagem de dinheiro admite qualquer infração penal como seu antece-
dente, inclusive as contravenções penais.
d. O processo e o julgamento do delito de lavagem ficam suspensos até que a infração 
antecedente seja julgada definitivamente.
e. O crime de lavagem de dinheiro será sempre processado perante a Justiça Federal.
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15. (Q1096222/BRB/IADES/2019) A Lei n. 9.613/1998 tipifica, no respectivo art. 1º, os crimes 
de lavagem de dinheiro, com enquadramento penal básico consistente na ocultação ou 
dissimulação da natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou proprieda-
de de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal, 
ao tempo em que estabelece, nos arts. 2º a 7º, disposições especiais referentes a proces-
so e julgamento, bem como aos efeitos pessoais e patrimoniais de eventual condenação.
Considerando os aspectos legais referentes à lavagem de dinheiro e o fato de que ela 
se desenvolve em fases que eventualmente se superpõem ou comunicam, assinale a 
alternativa correta.
a. A primeira fase da lavagem de dinheiro, denominada “dissimulação” (layering),
é 
caracterizada por uma multiplicidade de operações e transações realizadas mediante 
empresas e contas sem aparente relação com o agente envolvido na prática delitu-
osa, tornando impossível ou extremamente difícil identificar a origem ilícita dos bens, 
direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal.
b. Os crimes de lavagem de dinheiro somente se configuram caso sejam cometidos de forma 
reiterada ou se a infração penal antecedente tiver sido praticada por organização criminosa.
c. A pena para os crimes de lavagem de dinheiro poderá ser reduzida de um a dois 
terços e ser cumprida em regime semiaberto ou aberto, sendo possível ao juiz deixar 
de aplicá-la ou substituí-la, a qualquer tempo, por pena restritiva de direitos, se o 
agente, no curso de investigação ou processo, colaborar espontaneamente com as 
autoridades, prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações 
penais, à identificação dos autores, coautores e partícipes, ou à localização dos bens, 
direitos ou valores objeto da infração penal.
d. Os tipos penais de lavagem de dinheiro admitem a forma culposa, em que o agente 
criminoso dá causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia.
e. O processo e julgamento dos crimes de lavagem de dinheiro são de competência 
exclusiva da Justiça Federal.
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16. (Q1096241/BRB/IADES/2019) No que tange aos desafios dos bancos na era digital, 
assinale a alternativa correta.
a. Um aplicativo que possui uma grande base de usuários não oferece risco aos bancos 
tradicionais, visto que os respectivos serviços não podem ser concorrentes.
b. As fintechs devem ser vistas como concorrentes por disputarem o mesmo mercado 
que os bancos.
c. Regulamentações como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) de 2018 
apresentam desafios aos bancos digitais, que precisarão estar em conformidade até 
o início da vigência da referida lei, em agosto de 2020.
d. Na era digital, as fraudes de identidade deixaram de ser um risco para os bancos, 
facilitando assim a oferta de serviços bancários com mais conveniência aos clientes.
e. As instituições bancárias tradicionais não precisam ajustar a respectiva cultura orga-
nizacional para se manterem competitivas na era digital, visto que os novos desafios 
estão na esfera tecnológica.
17. (Q1096224/BRB/IADES/2019) A pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2019 reve-
lou que, entre 2017 e 2018, as transações realizadas por meio de canais digitais cres-
ceram 16%, totalizando 60% das transações bancárias. A respeito do uso dos canais 
digitais, assinale a alternativa correta.
a. Internet banking e mobile banking são canais digitais mutuamente excludentes, ou 
seja, o cliente tem que informar ao banco qual canal quer usar para acessar as tran-
sações bancárias.
b. A abertura de conta por meio de canal digital somente pode ser efetuada pelo 
internet banking.
c. O mobile banking somente pode ser usado para transações sem movimentação 
financeira.
d. São considerados canais digitais o internet banking, o mobile banking e os correspon-
dentes no País.
e. O aumento das transações com movimentação financeira nos canais digitais eviden-
cia o aumento da confiança do cliente na segurança do canal.
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18. (Q1096228/BRB/IADES/2019) Por meio do Comunicado n. 33.455/2019, o Banco Cen-
tral aprovou os requisitos fundamentais para a implementação do Sistema Financeiro 
Aberto (open banking) no Brasil. De acordo com o modelo proposto, o conceito de open 
banking refere-se à (ao)
a. integração de plataformas e infraestruturas de sistemas de informação para fins de 
compartilhamento de produtos e serviços entre as instituições financeiras, sendo 
vedada a identificação do cliente.
b. atribuição de uma nota de crédito ao cliente (credit score), que poderá ser consultada 
por qualquer instituição financeira, mediante prévio consentimento.
c. compartilhamento de dados cadastrais, produtos e serviços pelas instituições finan-
ceiras, mediante prévia autorização, por meio de sistemas de informações integrados 
que garantam uma experiência simples e segura ao cliente.
d. inclusão do nome do cliente em um cadastro positivo para fins de compartilhamento 
de dados, produtos e serviços pelas instituições financeiras, garantindo ao cliente 
acesso a taxas de juros menores.
e. implementação de uma interface de integração digital para compartilhamento de 
dados entre instituições financeiras, com base no princípio de que os dados perten-
cem às instituições, e não aos usuários.
19. (Q1096232/BRB/IADES/2019) Quanto às diferenças entre bancos digitalizados e ban-
cos digitais, assinale a alternativa correta.
a. Um banco digital pode permitir que o próprio cliente ajuste o respectivo limite de 
transferência ou do cartão de crédito e, por medida de segurança, demandar que tal 
cliente dirija-se a um caixa eletrônico ou agência para concluir o processo.
b. Permitir que o cliente abra a própria conta corrente sem precisar sair de casa e não 
cobrar taxa de manutenção da conta são os únicos requisitos obrigatórios que dife-
renciam um banco digital de um banco digitalizado.
c. Para que um banco seja considerado digital, basta que disponibilize um ambiente de 
internet banking e aplicativos móveis, mesmo que, por medida de segurança, seja 
necessário instalar softwares de segurança adicionais que possam comprometer a 
experiência do cliente.
d. Demandar que o cliente se dirija a um caixa eletrônico para desbloquear o respec-
tivo cartão ou senha de internet é aceitável para bancos digitalizados, mas não para 
bancos digitais.
e. Disponibilizar serviços gratuitos e pacotes padronizados de serviços, tais como os 
exigidos pela Resolução n. 3.919, art. 2º, inciso I, do Banco Central, é o que define 
um banco como digital.
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20. (Q1096230/BRB/IADES/2019) O sistema bancário vem passando por um processo 
acelerado de transformação digital. Entretanto, o nível de maturidade digital varia de 
banco para banco. A respeito desse assunto, assinale a alternativa correta.
a. Uma característica do banco digital é a realização de processos não presenciais, 
como o envio de informações e documentos por meio digital e a coleta eletrônica de 
assinatura para a abertura de contas.
b. Um banco digital é o mesmo que um banco digitalizado, visto que ambos apresentam 
o mesmo nível de automação dos processos.
c. A oferta de canais de acesso virtual representa o mais alto nível de maturidade digital.
d. O banco digitalizado dispensa o atendimento presencial e o fluxo físico de documentos.
e. Por questão de segurança, o banco digital permite a consulta de produtos e serviços 
financeiros por meio de canais eletrônicos, mas ainda não permite a contratação.
21. (Q1096233/BRB/IADES/2019) A respeito das definições de startups e dos respectivos 
tipos e nichos de atuação, assinale a alternativa correta.
a. Startups B2B são as que têm outras empresas como consumidores finais e, para se man-
terem competitivas, precisam evitar que o respectivo modelo de negócio seja repetível.
b. Startups são empresas nascentes escaláveis ou não, desde que atuem com negócios 
digitais inovadores e em cenários minimamente estáveis.
c. Toda empresa no respectivo estágio inicial pode ser considerada uma startup, exceto 
franqueadas, por se tratarem, na verdade, de filiais de empresas cuja marca já é 
consolidada.
d. Fintechs são bancos digitais que aproveitam o alcance da internet para ofertarem ser-
viços financeiros a um custo menor e nos quais o foco está na experiência do usuário.
e.
Startups B2B2C são as que atuam com modelos de negócio repetível e escalável em 
parceria com outras empresas, visando à realização de vendas para o cliente final.
22. (Q1096234/BRB/IADES/2019) Acerca de conceitos e aplicações do design de serviços 
no contexto bancário, assinale a alternativa correta.
a. O foco do design de serviços é aprimorar apenas a experiência em serviços digitais, 
como aplicativos móveis, internet banking e outros.
b. Queixas recorrentes de clientes são indicativos de que o design de serviço poderia 
ser aprimorado.
c. A aplicação correta da metodologia sugere que os especialistas devem se reunir e 
projetar um design que, posteriormente, deverá ser seguido por toda a organização.
d. Um dos princípios do design de serviços é ser centrado no ser humano. Entende-se, 
com isso, que o design deve se concentrar apenas na experiência do cliente.
e. Soluções móveis devem aplicar apenas o design da experiência do usuário (ux 
design), e não o design de serviço.
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23. (Q1096238/BRB/IADES/2019) Com base nas características e nas possíveis aplica-
ções para a blockchain, assinale a alternativa correta.
a. A blockchain é uma lista de tamanho fixo de registros interligados a partir de criptogra-
fia, em que cada bloco contém dados relativos à transação, um timestamp e um hash 
criptográfico do próximo bloco.
b. A blockchain é uma espécie de base de dados pública e centralizada, que é usada 
para registrar transações na nuvem, de forma que qualquer registro envolvido não 
possa ser alterado retroativamente sem a alteração de todos os blocos subsequentes.
c. Mesmo que fosse possível atacar e controlar mais de 50% de uma rede verificadora 
de transações blockchain, não seria possível reverter transações já realizadas ou rea-
lizar gastos duplos.
d. A invenção da blockchain para uso no bitcoin tornou-o a primeira moeda digital a 
resolver o problema do gasto duplo sem a necessidade de envolver uma autoridade 
confiável ou servidor central como mediador. A blockchain remove a característica de 
reprodutibilidade infinita de um ativo digital.
e. A blockchain demonstrou potencial apenas como base tecnológica para as criptomo-
edas, sendo, portanto, improvável que outras indústrias encontrem novas aplicações 
em razão das diversas limitações que apresentam.
24. (Q1931031/BB/CESGRANRIO/2021) Um token físico, no contexto de transações ban-
cárias, é um dispositivo eletrônico que possui um botão de ativação e um pequeno visor. 
O token permite gerar senhas aleatórias, temporárias e numéricas (por exemplo, de seis 
dígitos). Essa senha é utilizada para dar mais segurança às transações bancárias reali-
zadas via internet. No passado, os bancos comerciais disponibilizavam esses pequenos 
dispositivos aos seus clientes, de modo que pudessem ser afixados a um chaveiro.
Mais recentemente, nos últimos 10 anos, esses dispositivos foram sendo gradativa-
mente substituídos para a grande maioria dos clientes, por um
a. sensor específico para captura de impressões digitais.
b. porta-moedas eletrônico, semelhante aos cartões que dão acesso a meios de 
transporte.
c. cartão de crédito que permite autorizar operações por aproximação.
d. dispositivo que continua com apenas essa funcionalidade, porém um pouco maior, 
mas que ainda assim cabe em um bolso de camisa.
e. aplicativo de cada banco, instalado e configurado no celular do correntista.
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25. (Q2148193/BB/CESGRANRIO/2021) A inserção dos bancos digitais no Sistema Finan-
ceiro Nacional acarreta a disseminação de tecnologias e culturas inovadoras, dentre as 
quais merece menção o (a)
a. uso de inteligência artificial.
b. generalização de plataformas off-line.
c. maior contato físico entre bancos e clientes.
d. utilização mínima de big data.
e. dispensa do armazenamento de dados dos clientes.
26. (Q2148081/BB/CESGRANRIO/2021) Um indivíduo abriu uma conta em um banco di-
gital. Essa instituição tem um modelo de negócio que desburocratizou o mercado e 
oferece soluções simples por meio da tecnologia, otimizando serviços e deixando de 
repassar custos operacionais da empresa para seus clientes.
Como são chamadas as empresas que introduzem inovações nos mercados financei-
ros por meio do uso intenso de tecnologia, com potencial para criar novos modelos 
de negócios?
a. HealthTechs
b. SmartTechs
c. Nutechs
D. Inovatechs
E. Fintechs
27. (Q1930142/BB/CESGRANRIO/2021) Fintechs são empresas que
a. funcionam com o principal objetivo de compartilhar dados cadastrais entre diferentes 
instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central do Brasil (BCB).
b. prestam serviços ao BCB, notadamente a preparação de Relatórios contendo dados 
e informações sobre as operações de crédito e de câmbio de todas as instituições 
financeiras.
c. prestam serviços ao BCB, notadamente a criação de sistemas de informações on-line 
que permitem o compartilhamento de dados entre diversos órgãos reguladores, como 
o próprio BCB, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Superintendência de 
Seguros Privados (Susep).
d. empregam tecnologias digitais de última geração e oferecem serviços financei-
ros à margem do sistema bancário tradicional, estando, portanto, livres da regula-
ção do BCB.
e. atuam por meio de plataformas on-line, lançando inovações no mercado financeiro, 
mediante uso intenso de tecnologias digitais com elevado potencial de criação de 
novos modelos de negócios.
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28. (Q2148191/BB/CESGRANRIO/2021) As startups têm transformado os negócios. Um 
dos motivos para isso é que elas
a. sempre são compradas com valores mais baixos que o mercado.
b. sempre possuem aplicativos para agilizar suas operações.
c. são ágeis, sempre vendem os seus produtos mais barato e visam a tornar-se um 
unicórnio.
d. são sempre empresas de internet.
e. inovam, transformam processos e têm potencial de rápido crescimento.
29. (Q975991/BANESTES/FGV/2021) O Banco Central do Brasil, em comunicado de no-
vembro de 2017, alertou para questões relacionadas à conversibilidade e lastro das 
chamadas criptomoedas ou moedas virtuais, destacando que não é responsável por 
regular, autorizar ou supervisionar o seu uso.
Assim, é correto afirmar que seu valor:
a. decorre da garantia de conversão em moedas soberanas.
b. decorre da emissão e garantia por conta de autoridades monetárias.
c. decorre de um lastro em ativos reais.
d. é associado ao tamanho da base monetária.
e. decorre exclusivamente da confiança conferida pelos indivíduos ao seu emissor.
30. (Q2148190/BB/CESGRANRIO/2021) A cliente de um banco está chateada com as ta-
xas bancárias sobre as suas transações e para manter a sua conta corrente. Ela está 
pensando em investir em criptomoedas para ter mais domínio sobre o seu dinheiro e 
não pagar tantas taxas.
As criptomoedas válidas que ela tem para investir neste momento são
a. bitcoin e bitemoeda.
b. bitcoin e ethereum.
c. zen e bitemoeda.
d. ethereum e tokecardume.
e. bitcoin e tokecardume.
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31. (Q2148080/BB/CESGRANRIO/2021) Leia as considerações seguintes sobre o expres-
sivo crescimento das criptomoedas nas movimentações financeiras internacionais.
Criptomoeda, ou moeda criptografada, é um ativo digital denominado na própria unidade 
de conta que é emitido e transacionado de modo descentralizado, independentemente 
de registro ou validação por parte de intermediários centrais, com validade e integridade 
de dados assegurada por tecnologia criptográfica e
de consenso em rede. Trata-se de 
instrumentos desenhados para viabilizar transferências de valores em rede de maneira 
segura e independente de um sistema de intermediação financeira (...). Outro aspecto 
econômico que merece destaque é o lado político-econômico da atribuição de valor a 
uma moeda. As moedas estatais de curso forçado contam não apenas com reservas 
legais, mas também com uma infraestrutura estatal ou privada (fortemente regulada) e 
com as políticas monetária e cambial oficiais (...). Muitas criptomoedas, mesmo que fun-
cionem como instrumentos descentralizados, têm grande parte de sua base monetária 
em poder da organização que a desenvolveu.
STELLA, J.C. Moedas virtuais no Brasil: como enquadrar as criptomoedas. Revista da PGBC, v. 
11, n. 2, dez. 2017, p. 151, 156. Disponível em: <https://revistapgbc.bcb.gov.br/index.php/revista/
issue/download/26/A9%20V.11%20-%20N.2>. Acesso em: 24 jul. 2021.
O texto sugere que o mercado de criptomoedas é fonte de enorme instabilidade e preo-
cupação dos bancos centrais, porque as empresas emissoras desses ativos monetários
a. forçam o enquadramento das criptomoedas emitidas na mesma categoria das demais 
moedas eletrônicas já existentes.
b. vinculam a unidade de conta da criptomoeda às principais moedas conversíveis, 
como o dólar norte-americano e o euro.
c. são reguladas pelos bancos centrais.
d. têm enorme capacidade de manipulação da taxa de câmbio entre a criptomoeda emi-
tida e os demais ativos digitais.
e. conseguiram transformá-los no principal meio de troca utilizado nas transações finan-
ceiras internacionais.
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32. (Q2148068/BB/CESGRANRIO/2021) A blockchain é um tipo específico de banco de da-
dos distribuído, no qual há uma cadeia de blocos ordenados e interligados, com garan-
tia de ordem cronológica. Os dados registrados nos blocos podem variar de transações 
financeiras a contratos inteligentes.
Na blockchain da bitcoin, as entidades que registram novos blocos na cadeia são 
chamadas de
a. conectores.
b. gerenciadores.
c. registradores.
d. mineradores.
e. trabalhadores.
33. (Q1931035/BB/CESGRANRIO/2021) Uma investidora está querendo saber a rela-
ção entre a blockchain e o bitcoin. Em sua pesquisa, ela esclareceu sua dúvida, ao 
descobrir que
a. bitcoin e blockchain são duas formas de implementar criptomoedas.
b. bitcoin é uma moeda digital e blockchain é uma moeda em blocos.
c. bitcoin é tecnologia usada para implementar a blockchain.
d. blockchain é o meio utilizado para registrar e armazenar transações de bitcoin.
e. blockchain é a tecnologia de inteligência artificial aplicada na bitcoin.
34. (BADESUL/LEGALLE/2022/ASSISTENTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO) As três questões 
a seguir se referem à Lei n. 4.595/64, que dispõe sobre a política e as instituições monetá-
rias, bancárias e creditícias, cria o Conselho Monetário Nacional e dá outras providências.
O sistema Financeiro Nacional, estruturado e regulado pela presente lei, será constituído:
I – Do Conselho Monetário Nacional;
II – Do Banco Central do Brasil;
III – Do Banco do Estado do Rio Grande do Sul.
Está(ão) CORRETA(S):
a. Apenas I.
b. Apenas II e III.
c. Apenas l e II.
d. Apenas III.
e. I, II e III.
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35. (BASA/CESGRANRIO/2022) Na composição do Sistema Financeiro Nacional no Brasil, o 
órgão normativo responsável pela fixação das metas para a inflação, pelas diretrizes da po-
lítica cambial e pelas normas inerentes ao funcionamento das instituições financeiras é o(a)
a. Banco Central do Brasil.
b. Banco do Brasil.
c. Conselho Monetário Nacional.
d. Caixa Econômica Federal.
e. Comissão de Valores Mobiliários.
36. (Q2278633/SECRETARIA DA FAZENDA DO ES/FGV/2022/CONSULTOR DO TESOU-
RO ESTADUAL) Relacione o segmento do sistema financeiro nacional às suas respec-
tivas características.
1) Comissão de Valores Imobiliários
2) Superintendência de Seguros Privados
3) Superintendência Nacional de Previdência Complementar
4) Conselho Monetário Nacional
( ) � Órgão deliberativo do Sistema Financeiro Nacional, tendo funções apenas 
normativas.
( ) � Autarquia federal, vinculada ao Ministério da Economia, mas sem subordinação 
hierárquica, com personalidade jurídica e patrimônio próprios, autoridade adminis-
trativa independente, mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes, e autonomia 
financeira e orçamentária.
( ) � Dentre outras atribuições, é responsável pelo controle e fiscalização da previdência 
privada aberta, sendo uma autarquia vinculada ao Ministério da Economia.
( ) � Autarquia de natureza especial, dotada de autonomia administrativa e financeira e 
patrimônio próprio, vinculada ao Ministério do Trabalho e Previdência.
Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.
a. 4, 3, 2 e 1.
b. 4, 1, 2 e 3.
c. 4, 1, 3 e 2.
d. 1, 4, 3 e 2.
e. 1, 4, 2 e 3.
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37. (BANESTES/FGV/2021) O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é o conjunto de institui-
ções e instrumentos que possibilitam a transferência de recursos entre os agentes eco-
nômicos superavitários e os deficitários.
Essa transferência é possível por conta:
a. dos mercados monetário, de crédito, de capitais e cambial.
b. da atuação dos bancos comerciais.
c. da atuação dos bancos centrais.
d. das bolsas de valores.
e. da atuação da CVM.
38. (BANESTES/FGV/2021) O Sistema Financeiro Nacional possui órgãos normativos, en-
tidades supervisoras e operadores. Os órgãos normativos, além do Conselho Nacional 
de Seguros Privados (CNSP), incluem
a. a Casa da Moeda e o Banco Central.
b. o Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Conselho Nacional de Previdência Com-
plementar (CNPC).
c. a Susep e o Banco Central.
d. o Banco Central e a CVM.
e. as caixas econômicas e as bolsas de valores.
39. (Q1710113/BASA/CESGRANRIO/2021) Responsável pela formulação da política da moe-
da e do crédito, o Conselho Monetário Nacional (CMN) é um órgão normativo. Dentre suas 
atribuições, estão a definição da meta para a inflação, a formulação das diretrizes para o 
câmbio e o estabelecimento das normas principais para o funcionamento das instituições 
financeiras. Além do CMN, outros dois órgãos normativos do sistema financeiro são
a. CNPC e CNSP.
b. Susep e Previc.
c. Bolsa de Valores e CNPC.
d. BC e CVM.
e. Instituições de Pagamento e CNSP.
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40. (Q1060241/BANPARÁ/FADESP/2018) De acordo com a subdivisão do Sistema Financeiro 
Nacional (SFN) em entidades normativas, supervisoras e operacionais, pode-se afirmar que:
a. funcionam como entidades normativas: o Banco Central do Brasil (BCB), a Comissão 
de Valores Mobiliários (CVM), a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e a 
Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC).
b. funcionam como entidades supervisoras: o Conselho Monetário Nacional (CMN), o 
Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e o Conselho Nacional de Previdên-
cia Complementar (CNPC).
c. funcionam como entidades operacionais: Agências de Fomento, Associações de Pou-
pança e Empréstimo, Bancos de Câmbio, Bancos de Desenvolvimento, Bancos de 
Investimento, Companhias Hipotecárias, Cooperativas Centrais de Crédito, Socieda-
des de Crédito, Financiamento e Investimento, Sociedades de Crédito Imobiliário e 
Sociedades de Crédito ao Microempreendedor.
d. funcionam como entidades supervisoras: entidades operadoras auxiliares, administrado-
res de mercados organizados de valores mobiliários, como os de Bolsa, de Mercadorias 
e Futuros e de Balcão Organizado,
as companhias seguradoras, as sociedades de capi-
talização, as entidades abertas de previdência complementar e os fundos de pensão.
e. funcionam como entidades operacionais: o Banco Central do Brasil (BCB), a Comis-
são de Valores Mobiliários (CVM), a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) 
e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC.
41. (Q2064052/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ-SC/IESES/2019/AGENTE ADMINISTRATI-
VO) A propriedade do que é facilmente negociável e convertível em dinheiro vivo, como 
bens, títulos e ações denomina-se:
a. liquidez.
b. rentabilidade.
c. patrimônio líquido.
d. lucratividade.
42. (Q2278645/SECRETARIA DA FAZENDA DO ES/FGV/2022/CONSULTOR DO TESOU-
RO ESTADUAL) A oferta de moeda na economia se expande quando
a. há aumento da taxa de redesconto aplicada pelo BACEN.
b. o BACEN reduz a oferta de empréstimos de liquidez.
c. há aumento da taxa de recolhimento fixada aos bancos comerciais pelo BACEN.
d. o BACEN atua no mercado aberto, vendendo títulos públicos.
e. há maior controle seletivo do crédito por parte do BACEN.
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43. (Q2148206/BB/CESGRANRIO/2021) Um dos fatos mais comemorados pelos analistas 
econômicos no Brasil foi a queda histórica das taxas de juros básicas de curto prazo 
(Selic), ocorrida nos últimos três anos. Entre fevereiro de 2018 e janeiro de 2021, a Selic 
havia recuado de 6,75% a.a. para 2,00% a.a.
Considerando-se o arcabouço da política monetária vigente no Brasil, baseado no regi-
me de metas para a inflação, os dois fatores que permitiram tamanha queda dos juros 
básicos no Brasil no período foram a
a. eficácia dos controles de preços e a melhora das condições externas.
b. ancoragem das expectativas de inflação e o elevado nível médio de capacidade 
ociosa registrado na economia brasileira no período.
c. redução da dívida bruta do setor público como proporção do PIB e a prolongada 
recessão ocorrida no período.
d. queda dos preços dos alimentos e a redução dos spreads bancários.
e. queda dos preços das commodities e o menor impacto da desvalorização do real 
sobre os preços internos.
44. (Q1710100/BASA/CESGRANRIO/2021) Na reunião do dia 09/12/2020, o Conselho de 
Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu manter a taxa básica de 
juros (Selic) em 2% a.a. Considere que, no período subsequente, a autoridade monetá-
ria observasse que as taxas de juros médias praticadas no mercado interbancário eram 
bem inferiores à meta da taxa Selic, definida na reunião retromencionada. Nesse con-
texto, para que as taxas de juros médias no mercado interbancário venham a convergir 
para a taxa Selic de 2% a.a., fixada pelo Copom, o Banco Central do Brasil deverá
a. vender títulos públicos no overnight.
b. comprar títulos públicos no overnight.
c. comprar títulos de longo prazo do setor privado.
d. emitir maior quantidade de papel moeda.
e. aumentar a liquidez do sistema bancário.
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45. (Q1609306/EBSERH/IBFC/2020/ANALISTA ADMINISTRATIVO - ECONOMIA) Instrumen-
tos de Política Monetária são métodos que afetam diretamente as variáveis operacionais 
com o intuito de prever e estabilizar a demanda por moeda do público. Com base nesses 
instrumentos, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) � O recolhimento compulsório são depósitos que os bancos comerciais devem man-
ter com o BC. Esses depósitos podem ser em espécie ou em títulos.
( ) � O cálculo do recolhimento compulsório é realizado através da contabilização da 
alíquota de recolhimento, deduções e isenções.
( ) � As operações de redesconto são empréstimos, na forma de reservas bancárias, 
fornecidas pelo BC aos Bancos Comerciais.
( ) � As operações de redesconto do BC podem ser de intradia, 1 dia útil, até 15 dias 
úteis, até 90 dias corridos e de até 360 dias.
( ) � As operações de mercado aberto funciona através da compra e vende de títulos 
públicos por parte do Banco Central.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a. F, V, F, V, F
b. V, F, V, F, V
c. V, V, V, V, V
d. V, F, V, V, V
e. F, F, V, V, V
46. (Q1609252/EBSERH/IBFC/2020/ANALISTA ADMINISTRATIVO - ECONOMIA) No ano 
de 2019, o Banco Central reduziu o depósito compulsório dos bancos comerciais de 
33% para 31%. Diante do ocorrido, assinale a alternativa correta.
a. Quando o BC diminui a taxa de depósito compulsório, os juros bancários se elevam.
b. A taxa de depósito compulsório não está relacionada ao multiplicador monetário.
c. A decisão tomada pelo BC de diminuir a taxa de depósito compulsório acarretou no 
aumento do spread bancário.
d. A redução da taxa do depósito compulsório liberou mais dinheiro para concessão de 
empréstimos por parte Bancos Comerciais aos seus clientes.
e. A decisão do BC, não afetou os Bancos Comerciais.
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47. (Q1042624/Afap/FCC/2019/Analista de Fomento - Crédito) Um objetivo contracionista, 
tudo mais constante, pode ser alcançado por meio de uma política
a. monetária, que reduza o recolhimento compulsório.
b. fiscal, que aumente o gasto do governo.
c. monetária, que aumente a taxa de redesconto.
d. fiscal, que reduza os impostos.
e. creditícia, que facilite os empréstimos.
48. (IGEPREV-PA/IADES/2018/ANALISTA DE INVESTIMENTOS) Segundo a Resolução 
BCB n. 4.582/2017, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação 
de 4,25% para o ano de 2019, com intervalo de tolerância de 1,5% para mais e para 
menos. A esse respeito, quanto ao principal instrumento utilizado pelo Banco Central 
para garantir o atingimento da meta de inflação, assinale a alternativa correta.
a. A compra de títulos públicos federais no mercado primário.
b. As operações de mercado aberto realizados com títulos públicos emitidos pelo 
Banco Central.
c. O controle de preços exercido mediante a redução da carga tributária.
d. A regulação da taxa de juros por meio de operações compromissadas com títulos do 
Tesouro Nacional.
e. O controle da concessão de crédito para evitar o sobre-endividamento da população.
49. (Q975596/BB/CESGRANRIO/2018) No final de março de 2018, as autoridades mone-
tárias brasileiras anunciaram que as alíquotas dos depósitos compulsórios incidentes 
sobre depósitos à vista seriam reduzidas de 40% para 25%. Tendo em vista a dinâmica 
do mercado financeiro, essa medida objetiva, principalmente,
a. reduzir o nível de inadimplência observado no sistema bancário brasileiro.
b. aumentar a regulação do sistema bancário brasileiro.
c. estimular os encaixes voluntários do sistema bancário brasileiro.
d. aumentar a oferta de crédito para empresas e consumidores no Brasil.
e. igualar as taxas de juros médias cobradas pelos bancos às taxas de juros básicas 
determinadas pelo Banco Central do Brasil.
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50. (Q975598/BB/CESGRANRIO/2018) Os agentes econômicos bem informados, sejam 
empresas ou consumidores, estão sempre atentos às decisões do Comitê de Política 
Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, com respeito à fixação da taxa de juros 
básica de curto prazo (a taxa Selic), porque esta influencia as demais taxas de juros da 
economia como um todo.
De agosto de 2016 a março de 2018, a taxa Selic foi reduzida de 14,25% a.a. para 
6,50% a.a., o que, descontada a inflação anual, significou maior convergência entre as 
taxas de juros reais brasileiras e internacionais.
Tendo em vista a determinação das taxas de juros básicas de curto prazo num país que 
adota um regime de metas de inflação,
como o Brasil, os dois fatores que justificam a 
contínua e significativa redução da taxa Selic no país, desde agosto de 2016, foram a(o)
a. queda da inflação ao consumidor (IPCA) e o baixo nível de desemprego no Brasil.
b. enorme volatilidade do Ibovespa e o ambiente de incerteza nos mercados globais.
c. rápida recuperação em curso da economia brasileira e o cenário econômico externo 
favorável.
d. significativo crescimento econômico doméstico e a recuperação dos preços das 
commodities exportadas pelo Brasil.
e. convergência das expectativas de inflação para as metas de inflação anuais e os 
níveis elevados de capacidade ociosa da economia brasileira.
51. (Q2278642/SECRETARIA DA FAZENDA DO ES/FGV/2022/CONSULTOR DO TESOU-
RO ESTADUAL) Assinale a opção que só apresenta exemplos de operações ativas dos 
intermediários financeiros.
a. Empréstimos à população, compra de títulos públicos e reservas voluntárias manti-
das no BACEN.
b. Depósitos à vista, depósitos à prazo e reservas compulsórias mantidas no BACEN.
c. Empréstimos de assistência à liquidez, empréstimos obtidos no mercado interbancá-
rio e redesconto.
d. Empréstimos ao BACEN, empréstimos consignados e venda de títulos públicos.
e. Empréstimos de liquidez, operações de mercado aberto e venda de títulos de 
capitalização.
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52. (Q1097065/CRN 3ª REGIÃO - SP E MS/2019/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO) O 
spread bancário, também chamado de margem bancária, corresponde à (ao)
a. lucro bancário.
b. taxa de captação dos bancos.
c. taxa de aplicação paga aos investidores.
d. diferença entra a taxa de juro cobrada e a taxa de juro paga pelos bancos.
e. juro pago pelos clientes em empréstimos e financiamento contratados.
53. (BASA/CESGRANRIO/2022/TÉCNICO CIENTÍFICO) Cabe ao Conselho Monetá-
rio Nacional
a. formular a política da moeda e do crédito, com o objetivo de manter a estabilidade da 
moeda e o desenvolvimento econômico e social do país.
b. fiscalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado de valores mobiliários 
no Brasil.
c. garantir a estabilidade do poder de compra da moeda, zelar por um sistema finan-
ceiro sólido, eficiente e competitivo e executar a política monetária com o objetivo de 
manter a inflação na meta.
d. intermediar e custodiar o dinheiro entre poupadores e aqueles que precisam de 
empréstimos, além de providenciar serviços financeiros para os clientes, como 
saques, empréstimos, investimentos, entre outros.
e. atuar nos mercados financeiro, cambial e de capitais, intermediando a negociação de 
títulos e valores mobiliários entre investidores e tomadores de recursos.
54. (Q2278647/SECRETARIA DA FAZENDA DO ES/FGV/2022/CONSULTOR DO TESOU-
RO ESTADUAL) Em relação ao CMN, analise as afirmativas a seguir.
I – Trata-se de um órgão supervisor do sistema financeiro nacional.
II – Define a meta inflacionária dos próximos anos.
III – Determina a quantidade de meios de pagamentos necessários ao funcionamento 
da economia.
Está correto o que se afirma em
a. I, II e III.
b. I e III, apenas.
c. II e III, apenas.
d. I e II, apenas.
e. II, apenas.
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55. (BANESTES/FGV/2021) É competência do Conselho Monetário Nacional (CMN), a 
fiscalização:
a. da taxa do CDI.
b. da taxa Selic diária.
c. da meta para a taxa Selic.
d. das metas de inflação.
e. do superávit primário.
56. (BB/CESGRANRIO/2021) Dentro do Sistema de Metas para a inflação, o Conselho 
Monetário Nacional (CMN) estabelece a meta para a inflação. A partir dessa meta, o Co-
mitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (Bacen) reúne-se perio-
dicamente para analisar a economia brasileira. Nesse contexto, é atribuição do Copom
a.	autorizar	o	funcionamento	das	instituições	financeiras	e	de	outras	entidades	conforme	
legislação em vigor.
b. divulgar, diariamente, a taxa de juros de curto prazo para operações realizadas no mer-
cado	financeiro.
c.	definir	a	meta	da	taxa	Selic.
d. determinar o papel do Bacen no mercado cambial.
e.	formular	normas	aplicáveis	ao	Sistema	Financeiro	Nacional	(SFN).
57. (BB/CESGRANRIO/2021) No Brasil, a fixação da taxa básica de juros da economia (a 
Selic) está sob a alçada do
a. Comitê de Política Monetária.
b. Conselho Monetário Nacional.
c. Ministério da Economia.
d. Banco do Brasil.
e. mercado financeiro.
58. (BANESTES/FGV/2021) Amparado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o Banco 
Central do Brasil (BCB) tem por uma de suas atribuições:
a. a execução da política fiscal.
b. o regramento das bolsas de valores.
c. a execução da política monetária.
d. a determinação do superávit primário.
e. o regramento de ofertas públicas iniciais.
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59. (BANESTES/FGV/2021) Em 22 de setembro de 2021, o Copom aumentou a meta da 
taxa Selic para 6,25% ao ano. Em termos práticos, isso significa que a mesa de ope-
rações de mercado aberto do Banco Central deve atuar para que a Selic diária fique 
próxima dessa meta.
Se a Selic diária estiver em 8% num certo dia, a mesa de operações do Banco 
Central deve:
a. comprar títulos públicos no mercado e mantê-los em sua carteira, até que a taxa 
diária atinja a meta de 6,25%.
b. vender títulos públicos de sua carteira no mercado, até que a taxa diária atinja a 
meta de 6,25%.
c. diminuir a oferta de moeda disponível na economia.
d. imprimir mais papel-moeda.
e. pleitear uma mudança no superávit primário.
60. (Q1931066/BB/CESGRANRIO/2021) No Brasil, o órgão responsável pela fiscalização 
do Sistema Financeiro Nacional é o
a. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
b. Banco Central do Brasil.
c. Banco do Brasil.
d. Conselho Monetário Nacional.
e. Ministério da Economia.
61. (Q1710111/BASA/CESGRANRIO/2021) Fundado em 1930, o Banco de Compensações 
Internacionais (BIS) é a mais antiga instituição financeira do mundo. Dentre suas atri-
buições, identificam-se a de auxiliar na manutenção da estabilidade monetária e finan-
ceira e a de fomentar a cooperação internacional nessas áreas de interesse, coorde-
nando diversos comitês ao redor do globo. No Brasil, a instituição que representa o BIS 
em comitês, como Comitê da Basileia de Supervisão Bancária, o Comitê do Sistema 
Financeiro Global, o Comitê de Pagamentos e Infraestruturas de Mercado e o Comitê 
de Mercados, é
a. CVM.
b. Susep.
c. Previc.
d. Bacen.
e. BNDES.
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62. (Q1210976/CMSP/FCC/2019/ANALISTA) O Banco Central do Brasil é uma autarquia 
federal integrante do Sistema Financeiro Nacional, sendo vinculado ao Ministério da 
Economia. Dentre as suas diversas funções, o Banco Central é responsável por
a. negociar ações de sociedades de capital aberto e outros valores mobiliários.
b. certificar os profissionais do mercado financeiro e de capitais do brasil.
c. gerenciar as reservas cambiais do país em ouro e em moeda estrangeira.
d. fazer o registro das companhias abertas.
e. organizar o funcionamento e as operações das bolsas de valores.
63. (BANRISUL/FCC/2019) O gerenciamento do meio circulante para garantir, à popula-
ção, o fornecimento adequado de dinheiro em espécie é competência
a. da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
b. da Secretaria do Tesouro Nacional.
c. da Casa da Moeda do Brasil.
d. do Sistema de Pagamentos Brasileiro.
e. do Banco Central do Brasil.
64. (BANRISUL/FCC/2019) Como parte da missão de assegurar que o sistema financeiro 
seja sólido e eficiente, a autorização para funcionamento de instituições financeiras 
controladas por capitais nacionais é concedida
a. pelo Banco
Central do Brasil.
b. pelo Senado Federal.
c. pelo Conselho Monetário Nacional.
d. pela Comissão de Valores Mobiliários.
e. pela Presidência da República.
65. (BANRISUL/FCC/2019) O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional é 
um órgão colegiado, integrante da estrutura do Ministério da Economia, e que tem por 
finalidade julgar os recursos contra as sanções aplicadas pelo Banco Central e pela 
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e, nos processos de lavagem de dinheiro, as 
sanções aplicadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e de-
mais autoridades competentes em
a. segundo grau e última instância administrativa.
b. arbitragens decorrentes da utilização de instrumentos financeiros derivativos.
c. casos de interesse exclusivo de investidores estrangeiros.
d. processos de segunda instância judicial.
e. situações de litígio entre instituições financeiras estatais.
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66. (Q1300109/FITO/VUNESP/2020/ANALISTA DE GESTÃO) Assinale a alternativa corre-
ta sobre o Certificado de Depósitos Bancários (CDB)
a. É uma obrigação de pagamento passada de um capital aplicado em depósito a prazo 
fixo em instituições financeiras.
b. Não incide Imposto de Renda sobre os rendimentos produzidos pelo CDB.
c. Não pode ser negociado antes de seu vencimento.
d. Se for prefixado, é informado ao investidor, no momento da aplicação, quanto irá 
pagar em seu vencimento.
e. Trata-se de um título de alto risco, visto que está vinculado à solvência da instituição 
financeira.
67. (Q1001657/IGEPREV-PA/IADES/2018/ANALISTA DE INVESTIMENTOS) Na reunião 
do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), realizada em maio de 
2018, a taxa de juros básicos da economia (Selic) foi mantida em 6,5% ao ano. Diante 
desse cenário, a remuneração da Caderneta de Poupança, em maio de 2018, foi
a. 6,5% / 12.
b. taxa referencial (TR) + 70% da taxa Selic mensalizada.
c. taxa Selic + 0,5%.
d. 70% da taxa Selic + 0,5%.
e. taxa referencial (TR) + 0,5% ao mês.
68. (Q2017474/CAIXA/CESGRANRIO/2021) A principal característica do crédito direto ao 
consumidor (CDC) é que esse instrumento de financiamento dispensa
a. avalista.
b. análise cadastral do cliente.
c. limite de prazo de pagamento.
d. limite de crédito.
e. identificação do cliente.
69. (BASA/CESGRANRIO/2022/TÉCNICO CIENTÍFICO) Um comerciante procurou um 
banco, apresentando uma duplicata de cobrança, visando a obter um adiantamento de 
seu fluxo de caixa. O valor de título apresentado era de R$50.000,00, a ser recebido em 
30 dias. A taxa de desconto cobrada pelo banco era de 2% ao mês, e o Imposto sobre 
Operações Financeiras (IOF) era de 0,0030% diário.
O valor recebido de imediato do banco, pelo comerciante, foi, em reais, de
a. 48.550,00.
b. 48.910,00.
c. 48.955,00.
d. 49.105,00.
e. 49.205,00.
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70. (BASA/CESGRANRIO/2022/TÉCNICO CIENTÍFICO) A operação de leasing financei-
ro se aproxima de um empréstimo para a compra de um bem. Esse bem serve como 
garantia para o empréstimo, e a amortização do empréstimo é feita através de vários 
pagamentos futuros, em geral periódicos.
Em um contrato de leasing,
a. a empresa arrendatária, que vai usar o bem em questão, é obrigada a comprá-lo no 
final do período de leasing, pelo valor residual estipulado no contrato.
b. a manutenção do bem em questão não é de responsabilidade do arrendatário.
c. o IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) deve ser pago.
d. o ISS (Imposto Sobre Serviços) não precisa ser pago.
e. os pagamentos futuros (aluguéis) podem ser lançados contabilmente como despesa 
operacional, pela empresa arrendatária.
71. (BASA/CESGRANRIO/2022) N negocia determinado bem através de contrato de leasing.
Nos termos dessa espécie contratual, é possível a aquisição do referido bem no final 
do contrato pelo
a. custo médio calculado pelo credor.
b. percentual de prestações previsto.
c. preço residual avençado.
d. prêmio acordado pelas partes.
e. valor total do bem.
72. (Q1931091/BB/CESGRANRIO/2021) O Banco do Brasil (BB) oferece diversas linhas de 
crédito destinadas a custear os dispêndios realizados pelos produtores rurais.
A modalidade de crédito rural, oferecida pelo BB, destinada ao beneficiamento, custeio 
e industrialização da produção é denominada
a. Crédito Rural Pronaf Custeio.
b. Pronamp Custeio.
c. Pronaf Agroindústria.
d. Funcafé Custeio.
e. Custeio Agropecuário.
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73. (Q975619/BB/CESGRANRIO/2018) Em virtude das peculiaridades das atividades agro-
pecuárias, a maior parte dos países disponibiliza um adequado sistema de financia-
mento aos produtores, abarcando linhas de crédito ao investimento, à produção e à 
comercialização dos produtos do setor. O Banco do Brasil, particularmente, oferece 
diversas linhas de crédito adequadas às necessidades dos produtores rurais. Associe 
as linhas de financiamento disponibilizadas pelo Banco do Brasil aos seus objetivos e 
características principais, apresentados a seguir.
I – Custeio agropecuário
II – Pronamp Investimento
III – Financiamento de Garantia de Preços ao Produtor (FGPP)
IV – BB Agronegócio Giro
P - Crédito destinado à aquisição de produtos agropecuários diretamente de produtores 
rurais, suas associações ou cooperativas de produção agropecuária.
Q - Crédito para financiamento de inovações tecnológicas nas propriedades rurais.
R - Crédito destinado à cobertura das despesas do dia a dia da produção das atividades 
agrícolas e pecuárias.
S - Crédito rotativo destinado à compra de insumos e matérias-primas relacionadas à 
produção agropecuária.
T - Crédito para financiamento das despesas de investimento, destinado ao médio pro-
dutor rural.
As associações corretas são:
a. I - P; II - T; III - R; IV - S
b. I - R; II - T; III - S; IV - P
c. I - S; II - T; III - P; IV - R
d. I - R; II - T; III - P; IV - S
e. I - R; II - Q; III - P; IV - S
74. (Q1410730/CÂMARA MUNICIPAL DE CABO DE SANTO AGOSTINHO (PE)/AOCP/2020/
AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS) Com o objetivo de organizar seu dinheiro e suas 
contas, Jean pegou a fatura do cartão que será paga no mês seguinte e observou que 
havia comprado uma camisa no valor de R$ 45,90 e uma cafeteira expressa no valor de 
R$ 299,65. Assim, até o momento, qual é o valor da fatura do cartão de crédito do Jean?
a. R$ 344,55.
b. R$ 345,65.
c. R$ 355,45.
d. R$ 345,55.
e. R$ 345,45.
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 75. (Q1159402/EMDEC/IBFD/2019/ANALISTA) Sobre operações bancárias, leia o trecho 
abaixo e assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
“O depósito à vista e a conta corrente são exemplos de _____. As _____ são aquelas 
em que o banco oferece crédito aos clientes. As _____ são aquelas em o banco presta 
serviço como por exemplo a arrecadação de tributos e impostos.”
a. operações passivas / operações ativas / operações acessórias
b. operações passivas / operações acessórias / operações ativas
c. operações ativas / operações acessórias / operações passivas
d. operações acessórias / operações passivas / operações ativas
76. (Q1161211/EMDEC/IBFD/2019/ANALISTA) O Sistema Financeiro Nacional é formado 
por um conjunto de instituições públicas e privadas que têm a função de intermediar re-
cursos financeiros entre os agentes superavitários (poupadores) e os agentes deficitários 
(tomadores de recursos). Assim, as pessoas físicas e jurídicas do país têm à sua disposi-
ção uma enorme variedade de produtos financeiros para a aplicação dos seus recursos 
(aplicações financeiras) bem como uma imensa
variedade de produtos que servem para 
a captação de recursos (empréstimos). Na tabela abaixo encontra-se na coluna à esquer-
da uma relação de produtos bancários, e na coluna à direita a finalidade desses produtos, 
do ponto de vista do investidor ou captador de recursos, pessoa física ou jurídica.
Assinale a alternativa que contenha a classificação correta dos produtos bancários, de 
acordo com sua finalidade.
a. 1-A, 2-A, 3-B, 4-A, 5-A
b. 1-A, 2-B, 3-B, 4-A, 5-A
c. 1-B, 2-B, 3-A, 4-A, 5-B
d. 1-B, 2-A, 3-A, 4-A, 5-A
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77. (BASA/CESGRANRIO/2022) Na estrutura do Sistema Financeiro Nacional, algumas 
instituições funcionam com o objetivo principal de prover recursos necessários para fi-
nanciar, a curto e a médio prazos, o comércio, a indústria, as empresas prestadoras de 
serviços, as pessoas físicas e terceiros em geral.
Tal objetivo envolve tarefas típicas dos bancos
a. de investimento.
b. de desenvolvimento.
c. centrais.
d. múltiplos.
e. comerciais.
78. (BASA/CESGRANRIO/2022) De acordo com a legislação brasileira, os bancos de 
investimento
a. podem financiar a compra de bens de consumo duráveis.
b. podem abrir contas-correntes para seus clientes.
c. podem captar recursos via depósitos a prazo.
d. não podem funcionar como instituições financeiras privadas.
e. não podem administrar recursos de terceiros.
79. (BASA/CESGRANRIO/2022) Um engenheiro pretende enveredar pela carreira bancá-
ria, sendo seu foco bancos de desenvolvimento.
Nos termos das normas aplicáveis ao tema, originadas do Banco Central e do Conselho 
Monetário Nacional, os Bancos de Desenvolvimento são instituições financeiras
a. internacionais.
b. mistas.
c. privadas.
d. públicas.
e. sociais.
80. Q1710108 (BASA/CESGRANRIO/2021) O Sistema Financeiro Nacional é constituído 
por um conjunto de instituições financeiras, cada uma delas caracterizada pelas fun-
ções mais importantes que assume. As instituições financeiras que financiam inves-
timentos, com juros subsidiados ou não pelo governo, com o objetivo de fomentar a 
atividade econômica de uma região ou de um país no longo prazo são os bancos
a. centrais.
b. múltiplos.
c. comerciais.
d. de investimento.
e. de desenvolvimento.
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81. (BANRISUL/FCC/2019) Para que possam fornecer empréstimo e financiamento para 
aquisição de bens, serviços e capital de giro no mercado nacional, as sociedades de 
crédito, financiamento e investimento, além de utilizar o seu capital próprio, emitem
a. letras de crédito imobiliário.
b. debêntures conversíveis.
c. letras de câmbio.
d. certificados de depósito bancário.
e. notas promissórias comerciais.
82. (BASA/CESGRANRIO/2022) Um gerente de instituição financeira é responsável por 
gerir os financiamentos imobiliários realizados durante longo período.
Após realizar treinamento no Banco Central, fica curioso com a atuação das Socieda-
des de Crédito que, nos termos das normas aplicáveis, integra o
a. Sistema de Apoio Popular.
b. Sistema Minha Casa Minha Vida.
c. Sistema Financeiro de Habitação.
d. Sistema de Poupança Nacional.
e. Sistema Garantidor de Crédito.
83. (BANRISUL/FCC/2019) O que caracteriza um banco múltiplo, como o Banrisul, é a
a. atuação na gestão dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
b. obrigatoriedade de ter o controle acionário de uma sociedade de arrendamento mercantil.
c. possibilidade de captar, por meio das suas agências, somente depósitos à vista.
d. atuação com, pelo menos, duas carteiras, devendo uma, obrigatoriamente, ser de 
banco comercial ou de investimento.
e. proibição de realizar compra e venda de moeda estrangeira em espécie.
84. (Q1001639/IGEPREV-PA/IADES/2018/ANALISTA DE INVESTIMENTOS) Os bancos 
múltiplos são instituições financeiras privadas ou públicas, que realizam as operações 
ativas, passivas e acessórias das diversas instituições financeiras. A respeito das car-
teiras que um banco múltiplo pode operar, assinale a alternativa correta.
a. A carteira de desenvolvimento pode ser operada por instituições públicas ou privadas.
b. Bancos múltiplos devem operar, no mínimo, duas carteiras, sendo uma delas obriga-
toriamente a carteira comercial.
c. Somente bancos múltiplos com carteira comercial são autorizados a captar depósi-
tos à vista.
d. Bancos múltiplos privados não são autorizados a operar a carteira de investimento.
e. Bancos múltiplos organizados sob a forma de sociedade limitada só podem operar 
uma única carteira.
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85. (BASA/CESGRANRIO/2022/TÉCNICO CIENTÍFICO) Existe um tipo de instituição finan-
ceira, formada pela associação de pessoas, cujo objetivo é prestar serviços financeiros ex-
clusivamente aos seus associados, tais como conta corrente, aplicações financeiras, cartão 
de crédito, empréstimos e financiamentos. Trata-se de instituição financeira que, embora 
supervisionada pelo Banco Central do Brasil, não tem acesso à câmara de compensação 
de cheques, aos créditos oficiais, à reserva bancária e ao mercado interfinanceiro.
A instituição financeira descrita é denominada
a. banco comercial.
b. caixa econômica.
c. cooperativa de crédito.
d. banco comercial cooperativo.
e. corretora de títulos e valores mobiliários.
86. (BASA/CESGRANRIO/2022) O presidente de associação de funcionários da Universi-
dade V pretende fornecer serviços financeiros aos associados.
Nos termos das normas de regência, as cooperativas de crédito estão submetidas à 
autorização do
a. Banco Central.
b. Banco Cooperativo.
c. Congresso Nacional.
d. Conselho Monetário.
e. Mercado financeiro.
87. (BADESUL/LEGALLE/2022/ASSISTENTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO) As agências 
de fomento devem observar limites mínimos de capital realizado e Patrimônio de Refe-
rência (PR) de:
a. R$ 2.000.000,00.
b. R$ 3.000.000,00.
c. R$ 4.000.000,00.
d. R$ 5.000.000,00.
E. R$ 6.000.000,00.
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88. (BADESUL/LEGALLE/2022/ASSISTENTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO) Conside-
rando-se obrigações os valores registrados no passivo circulante, as coobrigações 
por cessão de crédito e as garantias prestadas, pode-se afirmar que as agências de 
fomento devem constituir e manter, permanentemente, fundo de liquidez equivalente, 
no mínimo, a ______ do valor de suas obrigações, a ser integralmente aplicado em títu-
los públicos federais.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna?
a. 3%
b. 5%
c. 7%
d. 10%
e. 15%
89. (BANRISUL/FCC/2019) A instituição que tem o objetivo principal de financiar capital 
fixo e de giro para empreendimentos previstos em programas de desenvolvimento, na 
unidade da Federação onde estiver sediada, é
a. a cooperativa de crédito.
b. a sociedade de arrendamento mercantil.
c. o banco de investimento.
d. a agência de fomento.
e. a sociedade de crédito ao microempreendedor.
90. (Q1041677/AFAP/FCC/2019/ANALISTA DE FOMENTO - CONTADOR) As agências 
de fomento
a. não podem, em nenhuma hipótese, prestar serviços de administrador de fundos de 
desenvolvimento.
b. não podem prestar serviços de consultoria e de agente financeiro.
c. podem ter participação societária, direta ou indireta, no país e no exterior, em outras 
instituições financeiras e em outras empresas coligadas ou controladas, direta ou 
indiretamente, pela Unidade da Federação que detenha seu controle.
d. devem constituir e manter, permanentemente, fundo de liquidez equivalente, no mínimo, a 
30% do valor de suas obrigações, a ser integralmente aplicado em títulos públicos federais.
e. somente podem praticar operações com recursos próprios
ou de repasses originários 
de fundos constitucionais; orçamentos federal, estaduais e municipais; e organismos 
e instituições financeiras nacionais e internacionais de desenvolvimento.
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91. (Q1041676/AFAP/FCC/2019/ANALISTA DE FOMENTO - CONTADOR) Considere as 
seguintes assertivas:
I – Dependem de autorização do Banco Central do Brasil a constituição e o financia-
mento de agências de fomento sob controle acionário de Unidade da Federação cujo 
objeto social é financiar capital fixo e de giro associado a projetos na Unidade da 
Federação onde tenham sede.
II – As agências de fomento devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima 
de capital aberto, consoante a lei respectiva.
III – As agências de fomento podem ser transformadas em qualquer outro tipo de institui-
ção, desde que autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
IV – O Banco Central do Brasil autorizará a constituição de uma única agência de fomento 
por Unidade da Federação.
Está correto o que se afirma APENAS em
a. II, III e IV.
b. II e IV.
c. I e III.
d. I e IV.
e. I, II e III.
92. (BASA/CESGRANRIO/2022) Uma pessoa que atua em pequeno comércio localizado em 
município de porte médio necessita de capital de giro, tendo em vista que seus clientes 
são responsáveis por valores pagos a prazo. Nos termos do contrato de factoring, uma 
de suas características principais consiste na
a. cessão de créditos.
b. existência de direito de regresso.
c. fiscalização por Associação Comercial.
d. inclusão como ato financeiro.
e. regulação pelo Banco Central.
93. (BANRISUL/FCC/2019) Quando o contratante recebe à vista pela cessão para as em-
presas de fomento mercantil dos seus direitos creditícios, gerados pelas vendas de 
seus produtos ou pelos serviços realizados, arca com um diferencial financeiro entre o 
valor de face e o de aquisição, denominado
a. desconto nominal.
b. spread.
c. fator de compra.
d. diferencial de custo.
e. fato gerador.
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94. (BANRISUL/FCC/2019) As sociedades administradoras de cartões de crédito
a. são responsáveis pela aceitação dos cartões no âmbito nacional e, se for o caso, 
internacional.
b. representam portadores perante instituições financeiras para obtenção de 
financiamento.
c. definem limites de crédito e encargos para financiar diretamente os seus clientes.
d. são empresas financeiras que emitem cartões próprios ou de terceiros.
e. autorizam o uso de bandeira e tecnologia por emissores e credenciadoras de estabe-
lecimentos.
95. (BASA/CESGRANRIO/2022) Um servidor público federal deseja mudar os rumos de 
sua carreira para integrar instituição financeira pública. Sabedor dos rígidos critérios de 
seleção, inicia seu preparo estudando as características das instituições.
Nos termos das normas em vigor, a Caixa Econômica Federal é uma instituição finan-
ceira sob a forma de
a. sociedade de economia mista com capital público.
b. empresa pública, de natureza jurídica de direito privado.
c. autarquia sob regime de sociedade anônima.
d. fundação especial para prestação de serviços financeiros.
e. organização social para implementação de políticas públicas.
96. (BASA/CESGRANRIO/2022) O Sistema Financeiro Nacional abarca diferentes tipos de 
mercado, definidos pelos objetivos e características de cada um deles.
O tipo de mercado que permite às empresas em geral captar recursos de terceiros e 
compartilhar os ganhos e riscos envolvidos nos negócios é denominado mercado
a. de capitais.
b. de trabalho.
c. de crédito.
d. de câmbio.
e. monetário.
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97. (Q2148098/BB/CESGRANRIO/2021) Essencialmente, o mercado de capitais canaliza 
a poupança da sociedade para suprir as necessidades das empresas por recursos pro-
dutivos. Promover o fortalecimento de mercados de capitais locais para que se tornem 
pilares para o desenvolvimento econômico tem sido um objetivo constante, em pratica-
mente toda a comunidade internacional.
A sociedade é beneficiada à medida que o mercado de capitais cumpre aquelas que 
são suas quatro principais funções:
a. estabilidade da propensão a consumir, redução do risco assistemático, alocação ale-
atória de recursos e extinção dos custos de agência.
b. transferência do investimento para o futuro, eliminação dos riscos sistemáticos, cons-
trução de carteiras diversificadas e estímulo à governança.
c. aumento do consumo imediato, maior propensão ao risco, alocação de recursos em 
poucos ativos e aumento da autonomia gerencial corporativa.
d. desmobilização do investimento, maior aversão ao risco, alocação enviesada de 
recursos e afrouxamento da rígida disciplina de capital corporativa.
e. mobilização da poupança, gestão de riscos, alocação eficiente de recursos e aumento 
da disciplina corporativa.
98. (BASA/CESGRANRIO/2022) A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) detém personalida-
de jurídica e patrimônio próprios, é dotada de autoridade administrativa independente, conta 
com mandato fixo, estabilidade de seus dirigentes e autonomia financeira e orçamentária.
A CVM funciona como
a. empresa de economia mista.
b. autarquia em regime especial.
c. entidade sem vínculo governamental.
d. entidade governamental com fins lucrativos.
e. entidade privada.
99. (Q2148092/BB/CESGRANRIO/2021) A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi cria-
da em 07/12/1976, pela Lei n. 6.385/76.
A CVM
a. regula mercados da Bolsa de balcão.
b. é responsável por formular a política de crédito.
c. é um órgão emissor de moeda-papel.
d. é vinculada à Casa Civil.
e. fornece crédito às instituições.
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100. (BANRISUL/FCC/2019) A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma entidade au-
tárquica em regime especial, vinculada ao Ministério da Economia, que tem o objetivo 
de fiscalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado de valores mobiliários no 
Brasil. Para tanto, o seu mandato legal contempla
a. estimular as aplicações permanentes em ações do capital social de companhias aber-
tas sob controle público.
b. evitar modalidades de manipulação destinadas a criar condições artificiais de nego-
ciação no mercado de valores mobiliários.
c. proteger as instituições financeiras intermediárias.
d. assegurar o sigilo das informações sobre os valores mobiliários negociados e as com-
panhias que os tenham emitido.
e. estimular a formação de poupança e a sua aplicação em títulos do Tesouro Nacional.
101. (Q1041690/AFAP/FCC/2019/ANALISTA DE FOMENTO - ADVOGADO) Em relação às 
sociedades anônimas
a. a companhia é aberta ou fechada conforme os valores mobiliários de sua emissão 
estejam ou não admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários.
b. seu objeto pode referir-se a qualquer empresa, de fim lucrativo ou não, desde que 
não contrário à lei, à ordem pública e aos bons costumes.
c. em sua denominação, por sua impessoalidade, não poderão figurar os nomes do 
fundador, acionista ou pessoa que de algum modo tenha contribuído para o sucesso 
da empresa.
d. seu capital social deverá ser formado somente com contribuições em dinheiro, defe-
sas outras espécies de bens.
e. o estatuto da companhia fixará o valor do capital social, expresso em moeda nacional 
ou estrangeira e a ser corrigido anualmente.
102. (Q750671/FUNPRESP/IADES/2014/ANALISTA TÉCNICO - INVESTIMENTOS) Uma 
das formas de determinada empresa captar recursos no mercado financeiro é abrindo 
o próprio capital e negociando as respectivas ações na Bolsa de Valores.
O financiamento por meio de emissão de ações

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