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SMART CITIES: O USO DAS TECNOLOGIAS NO SETOR DA ILUMINAÇÃO 
PÚBLICA 
 
SMART CITIES: THE USE OF TECHNOLOGIES IN THE STREET LIGHTING 
SECTOR 
 
Rejane Costa1 
Moara Ribas da Silveira2 
Gabriel Vieira Ferrari3 
 
RESUMO: As Cidades Inteligentes têm se utilizado da iluminação pública como 
uma tecnologia potente para a melhoria da eficiência e na promoção de cidades 
mais atraentes e seguras. O objetivo deste estudo é identificar as tecnologias 
utilizadas na iluminação pública, no cenário das cidades inteligentes. 
Metodologia aplicada com abordagem qualitativa; quanto à área da ciência 
modelo de pesquisa teórica; quanto à finalidade a pesquisa básica; quanto ao 
ângulo de abordagem do problema no contexto das cidades inteligentes 
iluminação pública; quanto aos objetivos (fins) pesquisa exploratória e quanto 
aos procedimentos (meios) pesquisa bibliográfica. O estudo utiliza o método de 
Revisão Integrativa (RI) de Literatura, sendo uma ferramenta fundamental para 
a construção de uma base teórica sólida para pesquisa científica e para estudos 
futuros, onde obteve-se um total de artigos 36.514 e restando 53 com aderência 
ao tema. Alguns resultados com a utilização de um sistema de iluminação LED 
em São José dos Campos reduziram em 70% o consumo energético; em Nova 
Iorque estudos comprovam uma redução de cerca de 36% da criminalidade com 
a iluminação pública; e Parcerias Público-Privadas (PPP) são uma medida 
eficiente para a implementação do sistema de iluminação pública inteligente. 
Para pesquisas futuras é essencial explorar o impacto dessas tecnologias na 
sustentabilidade, segurança pública e integração com infraestruturas urbanas. 
Os desafios éticos, de privacidade e segurança também são aspectos 
importantes. Investigar casos de sucesso global fornecerá insights valiosos para 
a evolução dessas inovações urbanas. 
 
Palavras-chave: Cidades Inteligentes. Tecnologias. Iluminação Pública. 
Infraestrutura Pública. 
 
ABSTRACT: Smart Cities have used public lighting as a powerful technology to 
improve efficiency and promote more attractive and safer cities. The objective of 
this study is to identify the technologies used in public lighting, in the scenario of 
smart cities. Methodology applied with a qualitative approach; regarding the area 
of science, a theoretical research model; regarding the purpose, basic research; 
regarding the angle of approaching the problem in the context of smart cities 
public lighting; regarding the objectives (ends) exploratory research and 
regarding the procedures (means) bibliographical research. The study uses the 
 
1 Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina S.A (CIASC). 
E-mail: rejanecostafloripa@gmail.com 
2 Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). 
E-mail: estagiaria_moara@ciasc.sc.gov.br 
3 Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina S.A (CIASC). 
E-mail: gabriel@ciasc.sc.gov.br 
 
Integrative Literature Review (IR) method, being a fundamental tool for building 
a solid theoretical basis for scientific research and future studies, where a total of 
36,514 articles were obtained and 53 remaining with adherence to the theme . 
Some results with the use of an LED lighting system in São José dos Campos 
reduced energy consumption by 70%; in New York studies show a reduction of 
around 36% in crime with public lighting; and Public-Private Partnerships (PPP) 
are an efficient measure for implementing the smart public lighting system. For 
future research is essential to explore the impact of these technologies on 
sustainability, public safety and integration with urban infrastructures. Ethical, 
privacy and security challenges are also important aspects. Investigating global 
success stories will provide valuable insights into the evolution of these urban 
innovations. 
 
Keywords: Smart Cities. Technologies. Street Lighting. Public Infrastructure. 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
À medida que o mundo se torna mais urbanizado, as cidades enfrentam 
desafios complexos relacionados ao crescimento populacional, eficiência 
energética e segurança pública. A busca por soluções inovadoras e sustentáveis 
para essas questões levou ao surgimento das "cidades inteligentes" - centros 
urbanos que com o uso da tecnologia visam melhorar a eficiência operacional da 
cidade, além de proporcionar uma maior qualidade de vida aos cidadãos 
(GRACIAS et al., 2023). Nesse meio encontra-se a iluminação pública, um 
elemento fundamental das cidades que tem se transformado rapidamente com 
os avanços tecnológicos. 
O uso de tecnologias para cidades inteligentes, que engloba uma 
variedade de inovações, contribui para melhorar a eficiência, a qualidade de vida 
e a sustentabilidade nas áreas urbanas. Logo, essas tecnologias são 
fundamentais para aprimorar o funcionamento das cidades, no qual 
desempenham um papel fundamental na gestão da iluminação pública, 
proporcionando benefícios tanto à cidade quanto aos cidadãos. 
O conceito de cidades inteligentes representa a ideia de uma abordagem 
para a gestão urbana, que visa melhorar a qualidade de vida dos cidadãos por 
meio da aplicação eficaz de tecnologias avançadas (GRACIAS et al., 2023). A 
base teórica para este tema envolve estudos sobre o conceito de cidades 
 
inteligentes e a aplicação positiva de tecnologias para a realização de serviços 
públicos. 
A iluminação pública, concebida principalmente para proporcionar 
segurança noturna e orientação nas ruas, evoluiu para se tornar um pilar 
fundamental da infraestrutura das cidades inteligentes. O tema iluminação 
pública desempenha um papel significativo nas cidades inteligentes, não apenas 
como uma questão de eficiência energética, mas também como um elemento 
importante para a segurança. Hoje, a iluminação urbana não é apenas sobre a 
mera iluminação de ruas e praças, mas uma plataforma multifuncional que 
oferece oportunidades para inovação, economia de energia, segurança 
aprimorada e interação com os cidadãos. 
Neste artigo, portanto, apresenta-se a evolução da iluminação pública nas 
cidades, destacando como as tecnologias no contexto das cidades inteligentes 
estão transformando a maneira como vivemos, como vemos e experimentamos 
nossos ambientes urbanos durante a noite. A iluminação pública, que antes era 
predominantemente funcional e uniforme, está agora se convertendo em uma 
experiência mais adaptável, eficiente e atraente para os habitantes das cidades 
inteligentes. 
Na sequência descreve-se os pilares teóricos que auxiliam na 
contextualização deste estudo dentro do contexto da pesquisa existente, 
permitindo que os leitores compreendam como o estudo se relaciona com os 
trabalhos anteriores e quais os hiatos na literatura a serem estudadas. 
 
2. REFERENCIAL TEÓRICO 
 
O referencial teórico que sustenta este artigo são os seguintes pilares: 
Cidades Inteligentes; Tecnologias em Cidades Inteligentes; e a Iluminação 
Pública, no contexto da Infraestrutura Pública. A interligação desses pilares 
contribui para o desenvolvimento, compreensão e análise abrangente dos tipos 
de iluminação pública em cidades inteligentes. No seguimento descreve-se cada 
um desses pilares teóricos mencionados anteriormente com maior riqueza de 
detalhes iniciando-se por Cidades Inteligentes. 
 
 
2.1 CIDADES INTELIGENTES 
 
No mundo atual, cuja a tecnologia tem desempenhado um papel cada vez 
mais presente nas cidades, busca-se aperfeiçoar a prestação e disponibilização 
dos serviços públicos aos cidadãos. As “Smart Cities” estão alinhadas às 
transformações do mundo e oferecem uma nova experiência no ambiente 
urbano, por meio da aplicação de inovações tecnológicas. 
Desse modo, é fundamental compreender os conceitos de “Cidades 
Inteligentes” ou em inglês “Smart Cities” e a sua importância no contexto da 
evolução da iluminação pública. O princípio do conceito de cidades inteligentes 
surge coma chamada “Wired City”, colocado por Dutton, Blumler e Kraemer 
(1987), que fundamentam esse conceito na adoção das tecnologias de 
comunicação inovadoras da época, com a promessa de estabelecer "rodovias 
da informação", que oferecia acesso a uma vasta quantidade de dados e 
informações para a população, resultando na formação de uma cidade focada 
na centralização da informação (DUTTON et al., 1987). 
Logan e Molotch (1987) argumentam que a definição do conceito de 
Cidade Inteligente ganhou maior consistência na década de 1980, período no 
qual diversas visões sobre cidades inteligentes foram objeto de debates e houve 
um notável aumento no foco para a capacidade de resposta rápida e à 
adaptabilidade na administração urbana, visando ajustá-las às necessidades do 
cenário global. 
A definição de “Smart Cities”, na atualidade, perpassa pelo uso de 
tecnologias digitais, sistemas de comunicação avançados e análise de dados 
para estabelecer um ambiente de prestação de serviços públicos eficiente e 
eficaz, com a finalidade de aprimorar a qualidade de vida nas áreas urbanas e 
impulsionar práticas sustentáveis (GRACIAS et al., 2023). Além disso, pode-se 
dizer que as cidades inteligentes são desenvolvidas por meio da parceria de uma 
rede de atores da sociedade, sejam eles do setor público ou privado, fazendo 
com que esse processo seja múltiplo e conjunto (JOSHI et al., 2016). Cidades 
Inteligentes para Hiroki (2016) são cidades que por meio de projetos tecnológicos 
interligados a políticas públicas conseguem enfrentar os seus desafios e amparar 
os seus habitantes. 
 
Verifica-se, também, que uma cidade inteligente usa várias tecnologias 
para coletar, processar e compartilhar informações, juntamente com os sistemas 
de rede e proteção de dados, enquanto fomenta ideias inovadoras para melhorar 
a vida dos cidadãos em diferentes áreas dos serviços públicos por exemplo: 
saúde, educação, habitação, transporte, mobilidade, entretenimento e governo 
(GHARAIBEH et al., 2017). Isso é feito para melhorar a qualidade de vida dos 
cidadãos de maneira geral. 
O objetivo de uma cidade inteligente é melhorar a eficiência do governo 
na cidade, aumentar a satisfação dos habitantes, impulsionar o sucesso das 
empresas e, ao mesmo tempo, garantir a sustentabilidade do meio ambiente 
(YIN et al., 2015). Com efeito, a sustentabilidade é uma característica marcante 
em boa parte das definições de “Smarts Cities”, mediante as transformações 
socioambientais que estão em processo no planeta e geram maior preocupação 
para “sustentar o abastecimento de água, energia e alimentos, gerir a água e 
reduzir as emissões de gases com efeito de estufa” (JOSHI et al., 2016, p. 906). 
O conceito de “Smart Cities” passou por um processo evolutivo 
significativo ao longo do tempo. Compreender as transformações desse conceito 
é basilar para analisar as inovações tecnológicas e estruturais usadas nas 
cidades inteligentes na atualidade. No seguimento segue-se o quadro 1 
ilustrando as fases do conceito de cidades inteligentes ao longo de três fases. 
 
Quadro 1: Evolução cronológica do conceito de Cidades Inteligentes. 
Fases Ano Autor (es) Foco Contextualização 
Primeira 
Fase 
Surgimento 
na década 
de 1980 
Diversos, 
incluindo 
Dutton, 
Blumler e 
Kraemer 
(1987), 
Logan e 
Molotch 
(1987) 
As cidades inteligentes 
incorporam avanços 
tecnológicos, como 
computação e sistemas 
de informação, com 
ênfase na capacidade 
de adaptação e 
eficiência na gestão 
urbana, buscando 
atender às 
necessidades dos 
mercados globais em 
constante evolução. 
Desarticulada - década 
de 80 e 90. 
Incorporação de teorias e 
estratégias inovadoras na 
implementação das 
Tecnologias da 
Informação e 
Comunicação (TICs) em 
ambientes urbanos, 
acompanhadas de 
conceitos que promovem 
cidades mais flexíveis e 
alinhadas com as 
necessidades globais. 
 
Fases Ano Autor (es) Foco Contextualização 
Segunda 
Fase 
2000 a 
2015 
Diversos 
autores, 
incluindo 
Joshi et al. 
(2016) e Yin, 
Xiong, Chen 
et al. 
(2015) 
Cidades inteligentes 
envolvem o uso de 
Tecnologias da 
Informação e 
Comunicação (TICs) 
para aprimorar 
operações urbanas e 
serviços, incluindo a 
integração de 
sistemas. 
Corporativista - década 
de 2000 e meados de 
2015 
Guiada pelos objetivos e 
prioridades estabelecidos 
pelas principais empresas 
de tecnologia, visando 
melhorar a eficiência nas 
zonas urbanas. 
Terceira 
Fase 
Modelo 
Atual 
Diversos 
autores, 
incluindo 
Gharaibeh 
et al. (2017), 
Gracias et 
al. (2023) 
A cidade inteligente é 
um conceito que 
enfatiza a busca por 
transformações 
positivas na esfera 
social, por meio da 
aplicação de 
tecnologias e 
inovações. 
Humanizada - Período 
Atual 
Orientada pelas 
aspirações e requisitos 
das pessoas e 
comunidades locais, 
adotando uma abordagem 
centrada nas 
necessidades humanas. 
Fonte: Elaborado pelos autores (2023). 
 
Na sequência descreve-se o segundo pilar teórico, sobre as tecnologias 
em cidades inteligentes. 
 
2.2 TECNOLOGIAS EM CIDADES INTELIGENTES 
 
As tecnologias têm causado grande impacto no desenvolvimento das 
cidades. Segundo Weiss (2015): 
 
“a inovação tecnológica tem um importante papel a ser desempenhado 
no contexto do futuro das cidades, principalmente por demandar e 
envolver muitas diferentes competências e especializações – 
engenheiros, arquitetos, acadêmicos, especialistas em tecnologias da 
informação e comunicação, técnicos em geral – que são encontradas 
nas cidades e estão preparadas para avaliar e entender de forma muito 
particular as características e necessidades dessas cidades” (WEISS 
et al., 2015, p. 3). 
 
A integração das tecnologias em cidades inteligentes representa uma 
transformação fundamental na maneira como as áreas urbanas são concebidas, 
administradas e experienciadas. A importância das Tecnologias da Informação e 
Comunicação (TICs) são indiscutíveis e suas implicações são profundas e 
benéficas, mesmo que ainda possa haver opiniões diferentes sobre as suas 
consequências (DODGSON et al., 2011). 
 
Internet das Coisas (IoT) é essencial no desenvolvimento do cenário das 
atuais cidades inteligentes e na orientação do padrão de cidade inteligente para 
a enorme escala de dados. Segundo Dodgson et al., (2011) conceituam “Internet 
das Coisas” perpassa a utilização melhor dos recursos da comunidade, 
melhorando a Qualidade dos Serviços (QoS) com a redução de custos 
operacionais e de gestão em cidades inteligentes. 
Quinn (2020) destaca o potencial das redes 5G pelo seu impacto 
significativo em vários setores e pela sua capacidade de fornecer serviços 
baseados em IA para gerar tecnologia e inovações baseadas em negócios e 
operações em todos os setores da sociedade. Espera-se que o cenário das 
comunicações mude com a introdução dos sistemas de comunicações móveis 
5G. Essa rede pode ser descrita como uma estrutura integrada que suporta 
múltiplos serviços em cenários tecnológicos. 
Em geral, as aplicações para cidades inteligentes podem ser classificadas 
nos seguintes grupos: saúde inteligente; escritórios inteligentes; edifícios 
residenciais e comerciais; energia inteligente (incluindo redes inteligentes ou 
“smart lighting”); ambiente inteligente (gestão de água; resíduos; clima; ruído e 
monitoramento da poluição do ar); segurança física inteligente; educação 
inteligente; administração; indústrias inteligentes e transportes inteligentes 
(monitoramento de tráfego; tráfego inteligente de luzes; estacionamento 
inteligente), todas essas aplicações têm requisitos diferentes (DOBRILOVIĆ, 
2018). 
A União Europeia está comprometida com o progresso das cidades 
inteligentes e se esforça para promover que todas as ações estejam em 
conformidade com a visão desse modelo de cidade (MANITIU et al., 2013). O 
transporte é um exemplo da aplicação de tecnologias inteligentes em Barcelona. 
Segundo Sikora - Fernandez (2017),na cidade de Barcelona, 
 
“um dos projetos mais desenvolvidos é ligado aos veículos elétricos. 
Este tipo de transporte reduz a energia e as emissões de gases 
poluentes no meio ambiente. Barcelona possui 300 dispositivos de 
carregamento, localizados em diferentes pontos da cidade. Estes 
dispositivos permitem recarregar as baterias de um veículo elétrico, 
sem custos adicionais” (SIKORA - FERNANDEZ, 2017). 
 
 
No Brasil, destaca-se o incentivo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro 
e Pequenas Empresas (Sebrae) no desenvolvimento de cidades inteligentes. 
Essa instituição privada, sem fins lucrativos, tem por missão auxiliar a 
competitividade e a sustentabilidade de pequenos empreendimentos. Em 2016, 
lançou um projeto-piloto cujo objetivo era estimular a interligação de dados, 
acessibilidade, mobilidade urbana, segurança e sustentabilidade nas cidades. 
Atualmente, são apoiados projetos em sete cidades: Campina Grande, 
Campinas, Curitiba, Florianópolis, Maceió, Maringá e Vitória, até 2019, o Sebrae 
investiu R$10 milhões nesses projetos (ALVES et al., 2019). 
A Algar Telecom, uma empresa de telecomunicação, tem um projeto de 
implantação de um bairro inteligente (bairro da Granja Marileusa) na cidade de 
Uberlândia (MG), criado para receber aplicações de IoT, com infraestrutura de 
rede de energia e dados, oito dutos de telefonia e redundância, e tem mais de 
95 casas com monitoramento por vídeo e fibra ótica instalada. Equipado de 
lixeiras com sensores de volume, o bairro originou ainda um micro pólo 
tecnológico e possui espaço de coworking para atrair empresas inovadoras (IT 
FORUM, 2016). 
Ainda no Brasil, existe um caminho que se mostra viável para a aplicação 
de cidades inteligentes, no campo da iluminação pública, é por meio das 
Parcerias Público-Privadas (PPP). Até em 2017, mais de 100 projetos de 
Parcerias Público-Privadas (PPPs) haviam sido iniciados pelas prefeituras 
visando à implementação de sistemas de iluminação pública inteligente. Esses 
projetos foram desenvolvidos com base em acordos de concessões 
administrativas, e o investimento médio de um contrato de PPP foi estimado em 
cerca de 273 milhões de reais (BNDES, 2018). 
Apesar do aumento considerável no uso de PPPs como resposta à 
necessidade de modernização da iluminação pública nas cidades, ainda 
persistem muitas dúvidas e hesitações em relação a esse modelo. Isso ocorre 
devido aos contratos envolverem montantes substanciais de recursos e prazos 
de longa duração, o que exige uma elaboração cuidadosa. A maioria dos 
municípios, no entanto, não possui a expertise técnica necessária para esse 
processo, o que pode resultar em uma situação em que a administração pública 
fica comprometida por décadas (CUNHA et al., 2016). 
 
Na continuidade apresenta-se sobre a temática iluminação pública e situar 
as tecnologias para esse fim usadas no contexto das Cidades Inteligentes. 
 
2.3 INFRAESTRUTURA: ILUMINAÇÃO PÚBLICA 
 
A iluminação pública em cidades inteligentes desempenha um papel 
fundamental na criação de ambientes urbanos seguros, eficientes e agradáveis. 
Nos últimos anos, houve um interesse crescente em nível global pelos sistemas 
de iluminação inteligente, com várias pesquisas e programas realizados para 
demonstrar o potencial e os benefícios das tecnologias inteligentes voltadas para 
a melhoria da gestão da iluminação pública. Essas tecnologias incluem 
lâmpadas de rua equipadas com sensores, algoritmos de controle e 
comunicação sem fio, resultando em soluções de iluminação capazes de operar 
de forma autônoma em um contexto relacionado à IoT (NEVES et al., 2020). 
Para os autores Gagliardi et al. (2023, p. 12): 
 
“os principais objetivos de um sistema inteligente de iluminação pública 
incluem uma melhor e mais flexível exploração do ambiente urbano, 
especialmente em termos de economia de energia e redução de 
custos”. 
 
Sendo assim, a iluminação pública em cidades inteligentes se constitui 
como uma ferramenta relevante e de forte impacto em outras esferas da 
sociedade, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do perímetro 
urbano. 
O projeto Smart City Laguna, criado em Croatá (CE) em 2011, é também 
de iniciativa privada e pretende ser a primeira “Cidade Inteligente Social” do 
mundo, baseando-se nos pilares de inclusão social, planejamento urbano, meio 
ambiente e tecnologia. Com a construção de casas apoiadas por programas 
sociais, o bairro prevê o uso gratuito de tecnologias que obtêm informações de 
base local e o monitoramento de recursos como água e energia. O projeto possui 
parceiros privados para o fornecimento de medidores inteligentes, postes 
inteligentes, sinal gratuito de Wi-Fi e sistemas de segurança (SANTANA, 2017). 
Tal como no Brasil, os projetos de iluminação pública em Portugal têm 
ganhado destaque em vários municípios. Porém, diferentemente do caso 
 
brasileiro, em que o principal motivador é o imperativo da lei, no caso de Portugal, 
o principal indutor é a necessidade de diminuir os custos com o serviço. Aqui, 
devem ser tidos em conta os requisitos regulamentares para o acesso aos 
fundos da Política de Coesão da União Europeia (UE), de que Portugal é Estado-
membro. Sendo assim, o Crescimento Inteligente é um dos eixos da Estratégia 
Europa 2020, a sustentabilidade, a eficiência no uso de recursos e a 
modernização da administração pública dois dos domínios temáticos do atual 
Quadro Comunitário de Apoio (2014-2020), as iniciativas de modernização 
ecológica são uma das formas de os municípios mais facilmente acessar a 
fundos comunitários (DIAS et al., 2018). 
No Brasil, a empresa Juganu Brasil (2023) estabeleceu uma parceria 
inovadora com a Claro (operadora de telefonia) e a prefeitura de Pato Branco, 
no Paraná, para implantar o 5G por meio de luminárias inteligentes na cidade, 
superando a previsão de chegada do 5G em 2028. Cada luminária pode conter 
até duas operadoras e sensores adicionais para gerar receitas extras para a 
cidade. Isso aconteceu por meio de uma PPP, na qual a prefeitura e a operadora 
compartilham os custos de implantação do projeto. Essa iniciativa conjunta é 
vista como crucial para tornar viável a implementação do 5G (PAIVA, 2023). 
A solução de luminárias inteligentes com antena 5G, é uma luminária 
pública que possui uma câmera com IA podendo, desse modo, ser usada para 
monitoramento urbano e coletar informações Big Data sobre o comportamento 
de indivíduos na localidade, também pode servir como câmera de segurança em 
condomínios (se usada em ambientes privados), ou como câmera de segurança 
se usada no meio externo. O projeto de cobertura 5G por meio das luminárias 
inteligentes, envolve empresas como Nokia, Qualcomm e a Jaganu (Olhar 
Digital, 2022). 
Em síntese, a convergência entre infraestrutura urbana, iluminação 
pública e tecnologias avançadas em cidades inteligentes delineia um horizonte 
promissor para o desenvolvimento urbano sustentável. Ao integrar sistemas 
inovadores de iluminação com infraestrutura conectada e soluções tecnológicas, 
as cidades não apenas otimizam a eficiência operacional, mas também 
aprimoram a qualidade de vida de seus cidadãos. A iluminação pública 
transformada em redes inteligentes não só proporciona economia de energia, 
mas se torna um ponto central para a coleta de dados e a prestação de serviços 
 
urbanos mais eficazes. Nessa simbiose entre luzes urbanas e tecnologia, 
emerge uma visão de cidades mais resilientes, sustentáveis e conectadas, onde 
a infraestrutura se torna uma facilitadora essencial para um ambiente urbano 
inteligente e voltado para o futuro. 
A seguir, tem-se a apresentação dos procedimentos metodológicos 
utilizados para a construção deste estudo, viabilizando assim, uma melhor 
compreensão aos leitores acerca da sistematização desta pesquisa. 
 
3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 
 
Os procedimentos metodológicos segundo Richardson (1985, p.70), “é 
um método de pesquisa que significa a escolha de procedimentos sistemáticos 
para a descrição e explicação de fenômenos”, ou seja, é uma ferramenta basilar 
para a organização de um e projeto de pesquisa. Os procedimentos 
metodológicos podem variar de acordo com o tipo de pesquisa, entretanto são 
essenciais para a construção de qualquer conhecimento científico. 
Este estudo, no entanto, é construído a partir da abordagem qualitativa, 
no qual utiliza-se uma diversidade de procedimentos e de constituição, dentre 
eles há a análise documental (LUVEZUTE KRIPKA et al., 2015). Quanto à área 
da ciência, é categorizada como teórica (WHITTEMORE; KNALF 2005), uma 
vez que, neste primeiro momento, o estudo está sendo orientado por meio da 
análise de estudos científicos de outros autores. Quanto à finalidade para a 
ciência, este estudo estrutura-se como uma pesquisa básica, por não gerar 
teorias e metodologias novas no campo científico (MARCONI; LAKATOS, 2004). 
Quanto ao ângulo de abordagem do problema, pesquisa direcionada ao 
campo da iluminação pública, que vai além de tornar as cidades mais 
agradáveis, confortáveis e seguras, ou seja, é possível reduzir o consumo de 
energia, reduzir o tempo de serviços de manutenção e trocas, aperfeiçoar a 
gestão, oferecer mais recursos aos cidadãos, entre outros benefícios. Quanto 
aos objetivos (fins), busca-se construir uma pesquisa exploratória. Esse tipo de 
pesquisa averigua levantamentos bibliográficos e documentais, entrevistas, 
entre outros (FREIRE, 2013). E por último e não menos importante em relação 
aos procedimentos (meios), para este estudo utilizou-se a pesquisa 
 
bibliográfica, sendo “um conjunto de publicações de diferentes autores sobre um 
tema específico (MARCONI; LAKATOS, 2004). 
Como fio condutor na elaboração da escrita deste artigo científico, 
realizou-se uma Revisão Integrativa (RI) da Literatura. Um artigo construído com 
a utilização de um método, apresenta potencial para permitir diversos métodos 
de pesquisa primária, podendo tornar-se uma parte maior de iniciativas práticas 
baseadas em evidências (WHITTEMORE; KNALF 2005). 
Botelho, Cunha e Macedo (2011) enfatizam que a RI pode ser 
“incorporada às pesquisas realizadas em outras áreas do saber, além das áreas 
da saúde e da educação”, pelo fato de ele viabilizar a capacidade de 
sistematização do conhecimento científico e de forma que o pesquisador 
aproxime-se da problemática que deseja apreciar, traçando um panorama sobre 
sua produção científica para conhecer a evolução do tema ao longo do tempo e, 
com isso, visualizar possíveis oportunidades de pesquisa. 
Sendo assim, o objetivo deste estudo é responder a seguinte questão 
norteadora: Como as tecnologias no setor da iluminação pública nas cidades 
inteligentes estão contribuindo na sociedade? Desta forma, fornecer 
contribuições que orientem a hiatos de pesquisas em cidades inteligentes que 
utilizam este interessante meio investigativo. No seguimento descreve-se as 
bases utilizadas neste estudo. 
 
3.1 BASES DE BUSCAS 
 
A pesquisa foi orientada por meio da busca em bases de dados online no 
portal periódicos CAPES, alinhada ao tema “cidades inteligentes” e “iluminação 
pública". Desse modo, foram utilizados acervos de dados nas áreas de 
tecnologia e engenharia, bem como foram usadas bases de caráter 
multidisciplinar. A seleção de material para construção do artigo ocorreu nos 
meses de julho e agosto de 2023. A seguir a descrição das bases de dados 
utilizadas: IEEE Xplore; Compendex (Engineering Village - Elsevier); Information 
Science & Technology Abstracts - ISTA (EBSCO); Web of Science (Clarivate 
Analytics); Scopus (Elsevier); SciELO e Google Acadêmico. 
No próximo item descreve-se os critérios e filtros de buscas utilizados para 
identificar os materiais bibliográficos com aderência à temática pesquisada. 
 
3.2 CRITÉRIOS DE BUSCAS 
 
Nesse sentido, a elaboração dos critérios de busca leva-se em 
consideração palavras bem direcionadas a fim de localizar, com maior precisão, 
materiais bibliográficos sobre a iluminação pública em cidades inteligentes. 
Dessa maneira, a pesquisa foi norteada pela busca das palavras-chaves: “Smart 
Cities” e “Iluminação Pública”. 
Os conectores booleanos são usados na busca para potencializar a 
assertividade e a magnitude numérica de materiais apresentados na pesquisa, 
em cada base de dados. O conector “AND” (E) desempenha o papel de restrição 
dos itens pesquisados e o operador “OR” (OU) atua para a adição de uma 
combinação. Outros elementos podem ser usados na busca, como é o caso do 
asterisco, do parêntese e das aspas. A utilização de asteriscos (*) proporciona a 
busca de todos os documentos da base de dados que contenham a parte inicial 
da palavra - até o asterisco - com qualquer terminação. Os parênteses ( ) 
auxiliam principalmente em buscas complexas, desempenhando a função de dar 
prioridade na procura da expressão que estiver dentro deles. Já as aspas podem 
ser utilizadas na pesquisa quando houver palavras compostas. 
A fim de obter resultados com aderência à temática de iluminação pública 
em cidades inteligentes, a pesquisa nos acervos de dados foi norteada por uma 
única chave de busca (query) bem delimitada, composto da seguinte forma: 
("Smart Cities" OR "smart-cities" OR "smart city") AND (tech* OR 
Technolog*) AND (infrastructur* OR utilities OR "street lighting" OR "public 
lighting") 
Após essa pesquisa inicial, foram aplicados, em cada base de dados, 
demais filtros para refinar os resultados encontrados. Dentre esses filtros 
encontra-se o recorte temporal na busca de artigos, aplicando um intervalo de 
tempo de 10 (dez) anos, referentes ao período de 2013 a 2023, onde tem a maior 
concentração de publicações. 
Os resultados obtidos em cada base foram colocados no Software de 
Gerenciamento de Referências EndNote®, onde com a ajuda do software e com 
a conferição manual obteve-se a totalidade de 36.514 artigos sem aplicar 
nenhum filtro entre as bases; ao utilizar a temporalidade resulta-se 36.112 
artigos; ao usar tipo de documento: artigo e revisão sobra-se 18.934 artigos; ao 
 
adotar idiomas: português, inglês e espanhol resta-se 10.263 artigos, na 
sequência removido 1.227 duplos; restando para leitura dos resumos 9.036 
artigos, sendo que 2.255 documentos destes selecionados foram descartados 
por não estarem disponíveis abertamente à comunidade acadêmica científica, 
restando assim 6.781 artigos para a leitura dos resumos, e restando 53 artigos 
com aderência. Com isso, no próximo item aborda-se os resultados e discussão 
da pesquisa com relação às tecnologias aplicadas na iluminação pública dentro 
e fora do Brasil. 
 
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
4.1 TECNOLOGIAS APLICADAS NA ILUMINAÇÃO PÚBLICA NO BRASIL E 
NO MUNDO 
 
Os resultados demonstram que a utilização de Iluminação Pública, no 
contexto de cidades inteligentes, é uma ferramenta potente para a eficiência em 
múltiplos aspectos, como aumento da eficiência energética, redução nos custos 
de energia e promoção de ambientes mais seguros à noite. A seguir serão 
apresentadas as tecnologias utilizadas no setor da iluminação pública. 
 
4.1.1 Luminária Pública 
 
As luminárias públicas com câmera e inteligência artificial representam 
uma inovação na área de iluminação urbana e segurança pública. Esses 
dispositivos combinam a funcionalidade tradicional de iluminação pública com 
recursos avançados, como câmeras de vigilância e sistemas baseados em 
inteligência artificial (IA). Na sequência alguns aspectos relevantes sobre essas 
luminárias: i) Iluminação Pública: as luminárias são projetadas para fornecer 
iluminação eficiente nas áreas urbanas, contribuindo para a segurança e 
visibilidade noturna; ii) Câmeras de Vigilância: integradas à estrutura da 
luminária, as câmeras capturam imagens e vídeos do ambiente circundante. 
Essas câmeras podem ser usadaspara monitorar a segurança pública, prevenir 
crimes, monitorar o tráfego e fornecer evidências em caso de incidentes; iii) 
Inteligência Artificial: os sistemas de IA incorporados permitem análise em tempo 
 
real das imagens capturadas pelas câmeras. Recursos de reconhecimento 
facial, detecção de movimento e identificação de padrões podem ser 
implementados para melhorar a eficácia da vigilância; iv) Sensores Ambientais: 
além das câmeras, estas luminárias podem incluir sensores ambientais para 
monitorar variáveis como qualidade do ar, temperatura e níveis de ruído; v) 
Redes Inteligentes (Smart Grids): podem ser integradas a redes inteligentes para 
otimizar o consumo de energia, permitindo o ajuste dinâmico da intensidade da 
luz com base nas condições ambientais e na presença de pessoas; vi) 
Conectividade: geralmente, essas luminárias são parte de uma rede conectada, 
permitindo a comunicação entre elas e a central de monitoramento. A 
conectividade também facilita a manutenção remota e a atualização de software; 
vii) Privacidade e Segurança: questões relacionadas à privacidade são críticas e 
devem ser cuidadosamente consideradas ao implementar sistemas de vigilância 
urbana. Medidas como anonimização de dados e políticas claras de privacidade 
são essenciais; e viii) Eficiência Energética: a implementação de tecnologias de 
LED e sistemas de controle inteligente de iluminação contribuem para a 
eficiência energética. 
No Brasil, o projeto de cobertura 5G por meio das luminárias inteligentes, 
envolve empresas como Nokia, Qualcomm e a Jaganu (Luminária externa conta 
com antena 5G para "turbinar" conexão, 2022). 
A tecnologia das luminárias inteligentes é otimizada, podendo executar 
diversas funções. Algumas das tecnologias que podem estar inseridas nesse 
equipamento são: câmeras inteligentes, 5G, wifi, “CV2X” (monitoramento de 
carros - permite que os veículos sejam assistidos), áudio IA, estrutura de IoT 
para aplicativos de terceiros. Além da segurança, essas luminárias podem ser 
usadas para coletar dados para análises urbanas, como padrões de tráfego, uso 
de espaços públicos, comportamento de indivíduos na localidade, também pode 
servir como câmera de segurança em um condomínio (se usada em ambientes 
privados), ou como câmera de segurança se usada no meio externo. 
 
 
4.1.2 Sistema de controle da iluminação e aplicação na iluminação inteligente na 
Itália 
 
O sistema de controle da iluminação é um mecanismo que possibilita a 
regulação do brilho das lâmpadas usadas na iluminação pública em tempo real, 
conforme do horário do dia e por meio da avaliação da intensidade do tráfego, 
para que o consumo de energia seja menor e seja garantido o nível adequado 
de iluminação, de acordo com as condições climáticas e de trânsito. O sistema 
de controle explora, principalmente, dois dispositivos eletrônicos (Câmera 
Inteligente e Placa de Controle de Iluminação) e um link de rede entre eles. 
Por meio dos resultados, é notável que a tecnologia de iluminação 
inteligente tem potencial para gerar uma redução nos custos com energia em 
relação aos sistemas tradicionais. A economia de energia gerada é de até 
82,99% em comparação ao sistema tradicional (enquanto as poupanças de 
energia relativas à substituição do LED sem funcionalidade inteligente foram 
limitadas a 42,07%) e até 70,65% relativo ao sistema LED atualizado 
(GAGLIARDI et al., 2023). 
Foi aferido, neste experimento, o resultado de que a iluminação inteligente 
pode atingir alta capacidade na economia de energia em relação ao sistema 
tradicional. Segundo os resultados, a economia de energia é de até 82,99% no 
sistema inteligente, a economia de energia relativa à substituição com LED sem 
funcionalidade inteligente foi de 42,07% e 70,65% no que diz respeito ao sistema 
LED. O sistema, também, mostrou-se eficiente no monitoramento de tráfego. 
Além disso, destaca-se que o custo global de investimento no sistema de 
iluminação inteligente é baixo e com os custos de redução de energia, o 
investimento nesse sistema é devolvido no prazo de dois anos, a partir da 
instalação (GAGLIARDI et al., 2023). 
 
4.1.3 Novo sistema de iluminação pública na região patrimonial de Cuenca - 
Equador 
 
Na cidade de Cuenca, no Equador, foi feita a instalação de luminárias 
LED, as quais são alimentadas por painéis solares fotovoltaicos. Essas 
luminárias atendem a um grupo de três ou quatro em ambos os lados de cada 
 
bloco e são controladas remotamente. No futuro, essas luminárias poderão ser 
integradas a um sistema Smart City e interagir com sistemas IoT. (GALINDO et 
al., 2022). 
No estudo, conclui-se que é viável desenvolver um sistema de iluminação 
pública alimentado por 304 painéis fotovoltaicos independentes de 325W, os 
quais compõem pequenos esquemas de iluminação. Estes painéis são 
integrados e monitorados por um sistema de gestão informatizado chamado 
“Smart Lighting”. Este sistema preserva a localização atual das luminárias, 
evitando intervenções não essenciais na infraestrutura histórica da cidade, que 
poderiam comprometer o seu valor histórico-patrimonial. 
Ademais, os resultados apresentados no estudo demonstram que a 
implementação de lâmpadas LED gerou diminuição de 37,8% na potência do 
sistema. A energia para a aplicação desse sistema é fornecida por 304 painéis 
fotovoltaicos de 325 W, instalados nos telhados de diferentes casas e não nas 
próprias luminárias (DUMAN et al., 2019). 
 
4.1.4 Redução da criminalidade em Nova Iorque com o uso de Iluminação 
Pública Inteligente 
 
Na cidade de Nova Iorque, foram instaladas 397 torres de luz temporárias 
em uma zona de análise, localizada em conjuntos habitacionais, com maior 
presença de criminalidade. As torres de iluminação foram distribuídas aos 
conjuntos habitacionais públicos da cidade por meio de um sorteio, que 
proporcionou uma distribuição uniforme da metragem quadrada das moradias 
(CHALFIN et al., 2019). 
No experimento, as luzes estiveram acesas durante todas as horas 
noturnas no período de seis meses. A zona de tratamento escolhida para a 
aplicação do estudo foi o conjunto habitacional coordenado pela New York City 
Housing Authority (NYCHA), por conta da alta taxa de criminalidade nesta região. 
Os conjuntos habitacionais públicos de Nova Iorque compreendem mais de 
400.000 nova-iorquinos (talvez mais 100.000 residentes não oficiais) (CHALFIN 
et al., 2019). Na sequência a Figura 1 ilustra a torre de luz utilizada. 
 
 
Figura 1: Torre de iluminação aplicada em Nova Iorque. 
 
Fonte: CHALFIN et al., 2019. 
 
O estudo realizado pela Bureau Nacional de Pesquisa Econômica em 
conjunto com a polícia metropolitana constatou redução na criminalidade durante 
a noite em ruas com sistema de iluminação inteligente. A pesquisa foi orientada 
pela discussão do papel do “indivíduo versus a situação” na criminalidade. 
Foi constatado que, mesmo após considerar possíveis efeitos indiretos, a 
iluminação reduz os crimes noturnos ao ar livre em aproximadamente 36% e 
reduz os crimes em geral em cerca de 4% nas comunidades afetadas. Isso é 
considerado uma estratégia promissora de redução de crimes que pode ser 
benéfica em termos de custo, desde que o impacto da iluminação continue ao 
longo do tempo (CHALFIN et al., 2019). 
Essa pesquisa aplicada destaca a importância de usar a iluminação como 
uma estratégia para reduzir crimes, em vez de depender de outras políticas 
públicas, que têm custos paralelos significativos. Além disso, salienta que as 
situações e fatores ambientais podem ter um impacto significativo na ocorrência 
de crimes. 
 
4.1.5 Tecnologia de aproveitamento da iluminação solar em Edifício em Dubai 
 
Nos Emirados Árabes Unidos, o edifício Al Bahar Towers, em Abu Dhabi, 
é equipado com uma tecnologia inovadora de telas motorizadas que se ajustam 
conforme a direção da luz solar. As duas torres do Al Bahar Towers foramconcluídas em 2012 e apresentam cerca de 2.000 "guarda-sóis" de tela 
controlados por computador, que se movem de acordo com a posição e 
intensidade da luz solar, protegendo suas fachadas de vidro (NUNES, 2015). 
 
A ideia das telas de proteção solar foi concebida e implementada pelo 
escritório de arquitetura Aedas Architects. Elas são controladas por 
computadores e têm a capacidade de se abrir e fechar horizontalmente para 
proteger contra a luz solar (NUNES, 2015). 
Os “guarda-sóis” são estrategicamente posicionados a dois metros de 
distância das fachadas envidraçadas (Figura 2) e programados para seguir o 
movimento do sol. Adicionalmente, a abertura dos guarda-sóis apresenta 
variações conforme a incidência solar ao longo das estações do ano 
(ARCHDAILY BRASIL, 2013). 
 
Figura 2: Movimento das telas de proteção solar (visão externa). 
 
Fonte: ARCHDAILY BRASIL (2013). 
 
Em virtude de sua inovação e engenhosidade, essas torres conquistaram 
o Prêmio de Inovação de Edifícios Altos, concedido pelo Conselho de Edifícios 
Altos e Habitat Urbano, no qual reconhece a importância da integração entre 
forma arquitetônica, estrutura, sistemas e estratégias de design sustentáveis na 
arquitetura contemporânea (ARCHDAILY BRASIL, 2013). 
 
4.1.6 AURORA: Sistema de Iluminação Pública Inteligente 
 
Aurora é um sistema de controle IoT de baixo custo e fácil implementação 
elaborado a partir da arquitetura de computação em nuvem e conectividade com 
o celular. Seu objetivo é permitir que as Cidades Inteligentes economizem na 
 
conta de eletricidade da iluminação pública. O componente central do Aurora é 
o Energy Gateway (EG), um dispositivo de Internet das Coisas (IoT) inteligente 
que pode otimizar o acionamento das linhas de iluminação e monitorar o 
consumo de energia delas em tempo real. Esse aplicativo foi testado no 
município de Collegno, na Itália, avaliando seu desempenho ao longo de 4 
meses para verificar as economias de energia e financeiras alcançadas 
(SCHIAVONE et al., 2021). 
O Aurora tem como principal finalidade aprimorar a gestão da iluminação 
pública, que em sua grande maioria depende de sensores crepusculares para 
sua ativação. No entanto, esses sensores estão sujeitos a problemas de 
funcionamento e deterioração de desempenho devido à acumulação de poeira. 
À medida que a poeira se acumula, a capacidade de medir a luz é reduzida, 
resultando em períodos de funcionamento prolongados, o que, por sua vez, 
resulta em um desperdício de energia (SCHIAVONE et al., 2021). 
A interface do aplicativo Aurora compreende um aplicativo baseado na 
web que possibilita aos utilizadores envolverem-se com o sistema através de um 
painel visual que exibe informações tanto históricas quanto em tempo real. Além 
disso, a interface conta um sistema de suporte à decisão que sugere operações 
de manutenção e/ou controles e permite que os usuários finais enviem 
comandos para o Energy Gateway (EG) para ligar/desligar a linha de iluminação, 
solicitar o estado atual da linha de iluminação (ligado/desligado) ou gerar 
informações de diagnóstico, reiniciar ou desligar e fazer atualizações 
(SCHIAVONE et al., 2021). 
A plataforma de teste Aurora obteve uma grande redução, a saber, de 30,1 
MWh, 27,2 MWh, 34,4 MWh e 37,1 MWh para maio, junho, julho e agosto, 
respectivamente. A economia média mensal é de 31,7 MWh, o que corresponde 
a uma economia anual de 380,4 MWh. Essa economia de energia resulta das 
horas reduzidas em que o Aurora mantém as luzes acesas, seguindo o horário 
de comutação otimizado (SCHIAVONE et al., 2021). Esses resultados 
evidenciam que o Aurora é um dispositivo eficiente para o controle e redução do 
gasto energético. 
 
 
4.1.7 Incentivos para a Iluminação Pública no Brasil 
 
No Brasil, destaca-se o incentivo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro 
e Pequenas Empresas (Sebrae) no desenvolvimento de cidades inteligentes. 
Essa instituição privada, sem fins lucrativos, tem por missão auxiliar a 
competitividade e a sustentabilidade de pequenos empreendimentos. Sendo 
assim, em 2016, lançou um projeto-piloto cujo objetivo é estimular a interligação 
de dados, acessibilidade, mobilidade urbana, segurança e sustentabilidade nas 
cidades. Atualmente, são apoiados projetos em sete cidades: Campina Grande, 
Campinas, Curitiba, Florianópolis, Maceió, Maringá e Vitória. Até 2019, o Sebrae 
investirá R$10 milhões nesses projetos (ALVES et al., 2019). 
Ademais, no Brasil, um caminho que se mostra viável para a aplicação de 
cidades inteligentes, sobretudo no campo da iluminação pública, é por meio das 
Parcerias Público- Privadas (PPPs). Até o ano de 2017, mais de 100 projetos de 
PPPs foram iniciados pelas prefeituras visando à implementação de sistemas de 
iluminação pública inteligente. Esses projetos foram desenvolvidos com base em 
acordos de concessões administrativas, e o investimento médio de um contrato 
de PPPs foi estimado em cerca de 273 milhões de reais (BNDES, 2018). 
 
4.1.8 Iluminação Pública e Segurança das Mulheres 
 
Em Belo Horizonte, Minas Gerais, foi realizado um estudo acerca do efeito 
da iluminação pública na percepção de segurança das mulheres em pontos de 
ônibus. Na pesquisa, foram analisados quatro pontos de ônibus no centro de 
Belo Horizonte, nos quais foram aplicados questionários e realizadas entrevistas 
com mulheres que utilizavam o transporte público para compreender a 
percepção sobre a segurança nesses pontos. Além disso, foi realizado 
questionário online para avaliar a percepção das pessoas sobre os pontos de 
ônibus nas cidades do Brasil. Cardoso e Rennó (2019) constatam que os 
principais fatores identificados para a sensação de insegurança (CARDOSO et 
al., 2019). 
Dentre as causas que fortalecem a ideia de que a iluminação tornaria o 
ambiente mais seguro, pode-se elencar o fato de proporcionar “aumento da 
visibilidade do entorno, permitindo antecipar ameaças; inibiria infratores pelo 
 
medo da identificação, pois espaços mal iluminados facilitam o anonimato; e 
encorajaria as pessoas a ocuparem os espaços públicos, aumentando a 
sensação de segurança” (CARDOSO et al., 2019). 
Em Belo Horizonte, foram analisados quatro pontos de ônibus com 
características distintas. O ponto A estava localizado em uma rua sem comércio, 
os pontos B e C estavam em uma avenida movimentada e o ponto D apresenta-
se nas proximidades no metrô, logo tem um fluxo contínuo de pedestres; no 
entanto, nenhum dos pontos possuíam câmeras de segurança nem postos 
policiais no entorno (CARDOSO et al., 2019). 
Nesse contexto, Cardoso e Rennó (2019) aplicam questionários nos 
quatro pontos de ônibus analisados e constatam alto nível de insegurança entre 
as mulheres em relação ao ambiente. De acordo com o resultado a sensação de 
insegurança nos pontos de ônibus era alta, representando 94,1% das 
entrevistadas no ponto A, 91,7% no ponto B, 73% no ponto C e 85% no ponto D. 
Nesta pesquisa, foi possível, portanto, analisar que a iluminação pública 
é um elemento importante para a percepção de segurança das mulheres à noite, 
nos pontos de ônibus. Porém, além do fator destacado, outras medidas de 
segurança pública podem contribuir na segurança do local, como aumento do 
policiamento e vigilância por câmeras (CARDOSO et al., 2019). 
 
4.1.9 Implementação de 200 Luminárias Inteligentes no Brasil até 2023 
 
A operadora de telecomunicações TIM planeja encerrar o ano de 2023 
com cerca de 200 mil luminárias inteligentes ativas em todo o Brasil. Até o 
momento, já instalaram 50 mil luminárias que utilizam tecnologias de telegestão, 
como 4G e NB-IoT, e têm mais 150 mil a serem ativadas até o final do ano. Essas 
luminárias conectadas são usadas em projetos de cidades inteligentes e são 
particularmente populares entre as prefeituras de Porto Alegre, Curitiba e 
Petrolina (VASCONCELOS, 2023). 
Essas luminárias de autogestão oferecem a capacidade de identificare 
relatar problemas de iluminação e, em alguns casos, incluem recursos de GPS. 
Isso permitiu à polícia rastrear e recuperar luminárias roubadas, contribuindo 
para a segurança pública. Além disso, o setor de mobilidade urbana está 
incorporando tecnologia para reduzir sinistros e melhorar o fluxo de tráfego. Em 
 
Barueri, a integração em tempo real do aplicativo Waze com as vias públicas 
ajudou a melhorar os serviços de segurança e reduzir o impacto de interdições 
programadas no trânsito. Em Campinas, projetos de mobilidade urbana 
inteligente estão sendo desenvolvidos para incentivar o uso do transporte público 
(VASCONCELOS, 2023). 
A TIM busca PPPs para reforçar sua atuação na iluminação pública e 
projetos de cidades inteligentes. As PPPs simplificam a gestão para as 
autoridades municipais, tornando a implementação de projetos de iluminação 
pública mais eficiente. Desse modo, a empresa pretende expandir a utilização 
de conectividade sem fio em iniciativas de cidades inteligentes, abrangendo 
também a iluminação pública (VASCONCELOS, 2023). 
 
4.1.10 Iluminação pública sustentável com o uso de LED em São José dos 
Campos 
 
Nesse contexto, os postes de iluminação de LED em comparação com as 
fontes de iluminação convencionais (vapor de sódio, vapor de mercúrio e 
halogênio metálico) resultam em uma considerável redução no consumo de 
energia de pelo menos 70%. Isso significa que menos energia elétrica é 
necessária para iluminar as ruas, resultando em despesas significativamente 
menores. Essas economias financeiras desempenham um papel fundamental no 
contexto do desenvolvimento sustentável, uma vez que a solidez financeira é um 
pré-requisito para qualquer forma de desenvolvimento contínuo (KIVIMÄKI, 
2013). 
O estudo apontou para uma economia de pelo menos 70% de energia em 
São José dos Campos com a implantação de iluminação LED, e o retorno do 
investimento aconteceria em pouco mais de 10 anos. Essa eficiência é atribuída 
à capacidade da tecnologia LED de proporcionar níveis de iluminação 
semelhantes com um consumo de energia substancialmente inferior. Da mesma 
forma, os postes de iluminação LED requerem significativamente menos 
manutenção, tanto em termos de horas de trabalho quanto de peças de 
reposição, em comparação com os postes de iluminação convencionais 
(KIVIMÄKI, 2013). 
 
Nesse contexto, a redução tanto no consumo de energia quanto na 
intensidade de manutenção resulta em economias significativas de custos para 
o operador da rede de iluminação de rua. Essas economias de custos permitem 
que uma cidade ou município invista em outros serviços públicos e ativos, 
melhorando outros aspectos do ambiente urbano. 
 
5. CONCLUSÃO 
 
À medida que as cidades enfrentam desafios crescentes e buscam 
soluções inovadoras, a iluminação pública emerge como um ponto focal 
essencial na transformação em direção à inteligência urbana. Este estudo 
explorou diversas tecnologias aplicadas na iluminação pública, destacando a 
convergência de inovação e sustentabilidade para criar cidades mais 
conectadas, eficientes, habitáveis e seguras. 
Esta pesquisa tem o intuito de responder a seguinte questão norteadora: 
Como as tecnologias no setor da iluminação pública nas cidades inteligentes 
estão contribuindo na sociedade? Na sequência algumas maneiras de como 
essas tecnologias estão impactando positivamente na sociedade: a) Eficiência 
energética: a adoção de lâmpadas LED e sistemas de iluminação inteligente 
reduz o consumo de energia, diminuindo os custos e a pegada de carbono das 
cidades; b) Gestão inteligente: sensores e sistemas de controle remoto permitem 
ajustar a intensidade da iluminação conforme a necessidade, economizando 
energia sem comprometer a segurança; c) Segurança pública: uma iluminação 
pública eficaz é crucial para a segurança. Tecnologias como câmeras integradas, 
sensores de movimento e análise de dados ajudam a monitorar áreas urbanas e 
identificar problemas rapidamente; d) Conectividade: muitas vezes, as luminárias 
de rua são usadas como pontos de conexão para redes sem fio, melhorando a 
conectividade em áreas urbanas e permitindo serviços como Wi-Fi público e 
Internet das Coisas; e) Adaptação às necessidades: sistemas inteligentes podem 
se ajustar a diferentes condições, como mudanças climáticas, eventos especiais 
ou horários específicos, fornecendo iluminação adequada conforme a demanda; 
e f) Melhoria da qualidade de vida: uma melhor iluminação pode contribuir para 
ambientes urbanos mais agradáveis, incentivando atividades noturnas, 
 
promovendo uma sensação de segurança e melhorando o bem-estar dos 
cidadãos. 
As tecnologias de iluminação pública em cidades inteligentes geram maior 
valor ao espaço público e ganhos na experiência da cidade pelo cidadão. O 
impacto dessas tecnologias é responsável por transformar a segurança pública, 
a segurança no trânsito e melhorar a experiência de espaços urbanos no período 
noturno. 
Ademais, a iluminação pública influencia diretamente a sustentabilidade 
ao afetar o consumo de energia. A adoção de tecnologias inovadoras e 
eficientes, como o LED e sistemas de controle inteligente, pode reduzir o 
consumo energético, diminuir os custos operacionais e contribuir para a 
preservação do meio ambiente, tornando as cidades inteligentes e sustentáveis. 
A maior adoção de iluminação inteligente requer infraestrutura de rede 
confiável, conectividade robusta e investimentos em tecnologias avançadas de 
automação e controle. No Brasil, a implementação da iluminação inteligente 
depende amplamente de incentivos e parcerias público-privadas, o que pode ser 
uma medida eficaz para impulsionar essa tecnologia. Tais colaborações podem 
viabilizar investimentos em sistemas de iluminação mais eficientes e 
sustentáveis, resultando em economia de energia e redução das emissões de 
carbono. 
A implementação bem sucedida de tecnologias avançadas, como 
sistemas de iluminação LED eficientes e sensores integrados, não apenas 
fornece uma gestão mais inteligente do consumo de energia, mas também serve 
como uma plataforma multifuncional para a coleta de dados em tempo real. Essa 
infraestrutura de iluminação inteligente não apenas ilumina nossas ruas, mas 
também ilumina a jornada rumo a cidades mais inteligentes e adaptáveis. 
A adaptação dinâmica da iluminação às condições ambientais, 
impulsionada por algoritmos avançados, não só melhorou a eficiência 
energética, mas também criou ambientes urbanos mais seguros e acolhedores. 
A capacidade de personalizar a iluminação pública conforme as necessidades 
específicas do momento e do local é um testemunho da flexibilidade que as 
tecnologias emergentes oferecem para moldar os urbanos de maneira 
inovadora. 
 
A comunicação integrada na infraestrutura de iluminação não apenas 
facilita a conectividade entre iluminação, mas também estabelece as bases para 
futuras aplicações, como redes de sensores urbanos e serviços de informação 
em tempo real. A participação ativa da comunidade na gestão da iluminação 
pública reforça a importância de abordar não apenas as necessidades 
funcionais, mas também as percepções subjetivas dos cidadãos em relação à 
segurança e qualidade de vida. 
Como recomendações de pesquisas futuras: pesquisar em relação a 
integração de fontes de energia renovável em iluminação pública, avaliar o ciclo 
de vida das soluções de iluminação para identificar oportunidades de melhoria 
na sustentabilidade; pesquisar sobre sistemas de iluminação que se ajustam 
dinamicamente com base nas condições ambientais, como níveis de luz natural; 
investigar as tecnologias de comunicação sem fio para redes de iluminação 
pública; avaliar o impacto da iluminação pública na percepção de segurança dos 
cidadãos; desenvolver ferramentas para envolver a comunidade na gestão da 
iluminação pública; e avaliar o impacto econômico da melhoria de soluções de 
iluminaçãointeligente em cidades. 
À medida que avançamos para um futuro urbano cada vez mais complexo, 
a iluminação pública evolui além de sua função tradicional para se tornar uma 
peça fundamental na construção de cidades verdadeiramente inteligentes. Este 
estudo destaca não apenas as conquistas recentes, mas também aponta para 
as oportunidades futuras, onde a inovação contínua na iluminação pública 
continuará a desenvolver um papel vital na criação de ambientes urbanos mais 
eficientes, sustentáveis, seguros e conectados. 
Em resumo, as tecnologias no setor de iluminação pública desempenham 
um papel crucial nas cidades inteligentes, proporcionando benefícios 
significativos em termos de eficiência energética, segurança e conectividade. 
Essas inovações não apenas transformam a maneira como as cidades são 
iluminadas, mas também contribuem para a construção de ambientes urbanos 
mais sustentáveis, seguros e eficientes. 
 
AGRADECIMENTOS 
Agradecemos à fundação de amparo à pesquisa e inovação do estado de Santa 
Catarina - FAPESC pelo financiamento da pesquisa. 
 
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