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Profa. Dra. Patricia Sampaio
UNIDADE I
Enfermagem 
Interdisciplinar
 Atenção Básica como porta de entrada preferencial do SUS.
 Estratégia de Saúde da Família: voltada para toda a população, organizando o processo de 
trabalho com a equipe multiprofissional.
Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
 Resultado da experiência e consolidação do SUS com movimentos sociais populares, 
trabalhadores, gestores das três esferas do governo.
 Define a organização em RAS (Rede de Atenção à Saúde).
 Decreto n. 7.508, de 28 de julho de 2011, que regulamenta a Lei n. 8.080/1990.
Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
 A RAS se caracteriza por apresentar arranjos que contribuem para a atenção continuada das 
necessidades de serviços de saúde integral e com qualidade à população assistida.
 A atenção primária é primordial para a continuidade da assistência à saúde dos que 
necessitam de um cuidado maior. 
 Por exemplo, os casos de pacientes crônicos não podem 
simplesmente ser resolvidos apenas por um sistema de saúde 
fragmentado por meio de equipamentos de pronto-
atendimento ambulatorial e hospitalar, demandando também 
ações de cuidado (como hospitais, pronto-atendimento e 
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU), 
promoção da saúde (campanhas de educação em saúde, ESF 
e Unidades Básicas de Saúde – UBS), acompanhamento 
(UBS e ESF) e continuidade (hospitais, melhor em casa) no 
atendimento de saúde prestado à população. 
Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Elementos constitutivos da 
Rede de Atenção à Saúde
População
Modelo
de saúde
Sistema de
governança
Pontos de
atenção
terciários Pontos
de
atenção
secundários
Sistema
de apoio
Centro
comunicador
(APS)
Sistema
logístico
RAS
Fonte: Adaptado de: 
https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle
/123456789/189208/Webpalestra_Redede
Aten%C3%A7%C3%A3o%C3%A0Sa%C3
%BAde.pdf?sequence=2&isAllowed=y
Características das RAS:
Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Exemplo de pontos de atenção 
secundários e terciários que compõem 
uma Rede de Atenção à Saúde.
Fonte: Adaptado de: 
https://dhg1h5j42swfq.cloudfront.net/2017/0
8/21125039/lllewll.png
Unidades de Terapia
Intensiva para
Pacientes Críticos
Enfermaria de
Leitos Clínicos
UCO – Unidade
Coronariana
Enfermaria de
Leitos de Crônicos UAVE – Unidade de
Atenção ao Acidente
Vascular Encefálico
SE BEBER,
NÃO DIRIJA
Promoção/
Prevenção
Central de
Regulação – Samu
Unidade Básica
de Saúde
Unidades de Saúde
com Sala de
Estabilização
PRINCÍPIOS 
DO SUS NA 
ATENÇÃO 
BÁSICA
UNIVERSALIDADE
EQUIDADE
INTEGRALIDADE
Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Fonte: Adaptado de: Brasil (2012a, 2017a).
Diretrizes que regem o SUS:
 Regionalização e hierarquização.
 Territorialização e adstrição.
 População adstrita.
 Cuidado centrado na pessoa.
 Resolutividade.
Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Diretrizes que regem o SUS:
 Longitudinalidade.
 Coordenação do cuidado.
 Ordenação das redes.
 Participação da comunidade.
Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Atividades específicas do enfermeiro na Atenção Básica:
 Realizar atenção à saúde aos indivíduos e famílias vinculadas às equipes e, quando indicado 
ou necessário, no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários (escolas e associações, 
entre outros), em todos os ciclos de vida.
 Realizar consulta de enfermagem, procedimentos, solicitar exames complementares, 
prescrever medicações conforme protocolos, diretrizes clínicas e terapêuticas ou outras 
normativas técnicas estabelecidas pelo gestor federal, estadual, municipal ou do Distrito 
Federal, observadas as disposições legais da profissão.
 Realizar e/ou supervisionar acolhimento com escuta 
qualificada e classificação de risco de acordo com 
protocolos estabelecidos.
Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Atividades específicas do enfermeiro na Atenção Básica:
 Realizar estratificação de risco e elaborar, como os demais membros da equipe, um plano de 
cuidados para as pessoas que possuem condições crônicas no território.
 Realizar atividades em grupo e encaminhar, quando necessário, os usuários a outros 
serviços, conforme fluxo estabelecido pela rede local.
 Planejar, gerenciar e avaliar as ações desenvolvidas por técnicos, auxiliares de enfermagem, 
agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE) em 
conjunto com os outros membros da equipe.
 Supervisionar as ações de técnico, auxiliar de enfermagem e ACS.
 Implementar e manter atualizados rotinas, protocolos e fluxos 
relacionados à sua área de competência na UBS.
 Exercer outras atribuições, conforme legislação profissional, 
que sejam de responsabilidade na sua área de atuação.
Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
 Em 2017, por meio da Portaria n. 2.436, do Ministério da Saúde, aprovou a PNAB no Brasil, 
que revisou as diretrizes para a organização da Atenção Básica no âmbito do SUS.
 Essa portaria define a Atenção Básica, ou Atenção Primária à Saúde, como um conjunto de 
ações de saúde individuais, familiares e coletivas que envolvem a promoção, a prevenção, a 
proteção, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos, os cuidados 
paliativos e a vigilância em saúde. Esse conjunto de ações deve ser desenvolvido por meio 
de práticas de cuidado integrado e de gestão qualificada, realizadas por uma equipe 
multiprofissional e dirigidas à população em território definido.
 Além disso, a portaria define a organização em Redes de 
Atenção à Saúde como a estratégia para o cuidado integral e 
direcionado às necessidades de saúde da população, com 
destaque para a Atenção Básica como o primeiro ponto de 
atenção e porta de entrada preferencial do sistema de saúde 
no Brasil.
Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Estimular a participação das pessoas, a orientação comunitária das ações de saúde na 
Atenção Básica e a competência cultural no cuidado, como forma de ampliar sua autonomia e 
capacidade na construção do cuidado à sua saúde e das pessoas e coletividades do território. 
Considerando ainda o enfrentamento dos determinantes e condicionantes de saúde, por meio 
de articulação e integração das ações intersetoriais na organização e orientação dos serviços 
de saúde, a partir de lógicas mais centradas nas pessoas.
Qual diretriz do SUS e da RAS se encaixa corretamente na descrição do parágrafo acima?
a) Universalidade.
b) Resolutividade.
c) Hierarquização.
d) Territorialização.
e) Participação da comunidade.
Interatividade
Estimular a participação das pessoas, a orientação comunitária das ações de saúde na 
Atenção Básica e a competência cultural no cuidado, como forma de ampliar sua autonomia e 
capacidade na construção do cuidado à sua saúde e das pessoas e coletividades do território. 
Considerando ainda o enfrentamento dos determinantes e condicionantes de saúde, por meio 
de articulação e integração das ações intersetoriais na organização e orientação dos serviços 
de saúde, a partir de lógicas mais centradas nas pessoas.
Qual diretriz do SUS e da RAS se encaixa corretamente na descrição do parágrafo acima?
a) Universalidade.
b) Resolutividade.
c) Hierarquização.
d) Territorialização.
e) Participação da comunidade.
Resposta
 Proposição: qualificar a saúde da população masculina na perspectiva de linhas de cuidado 
que resguardem a integralidade da atenção, ampliar e melhorar o acesso da população 
masculina adulta, ou seja, entre 20 a 59 anos.
 Diretriz: promover ações de saúde que contribuam significativamente para a compreensão 
da realidade singular masculina nos diversos contextos socioculturais e político-econômicos, 
respeitando os diferentes níveis de desenvolvimento e organização dos locais de saúde e 
tipos de gestão de estados e municípios.
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
Objetivos:
 Ampliar e qualificar o acesso da população adulta.
 Promover a mudançade paradigmas no que concerne à percepção da população masculina 
em relação ao cuidado com sua saúde.
 Organizar, implementar, qualificar e promover, em todo o território brasileiro, a atenção 
integral à saúde dos homens.
 Ampliar o acesso às informações sobre as medidas preventivas contra os agravos e as 
enfermidades que atingem a população masculina.
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
Objetivos:
 Estimular, na população masculina, o cuidado com a própria saúde.
 Capacitar e qualificar os profissionais da atenção primária e especializada do SUS para o 
acolhimento e atendimento à saúde da população masculina, considerando suas demandas 
específicas, e mais nove objetivos, totalizando quinze objetivos para o programa.
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
Eixos temáticos que visam atingir aos objetivos:
 Acesso e acolhimento.
 Saúde sexual e saúde reprodutiva.
 Paternidade e cuidado.
 Doenças prevalentes na população masculina.
 Prevenção de violências e acidentes.
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
Ideias preconcebidas sobre a população masculina:
 Doença como sendo uma fragilidade.
 Invulnerabilidade masculina.
 Função de provedor.
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
Acesso e acolhimento
 Barreiras socioculturais e institucionais são aspectos importantes a serem compreendidos 
para medidas de promoção à saúde dos homens, prevenção de doenças.
 O programa deve considerar a heterogeneidade das possibilidades de ser homem, a fim de 
serem tratados com equidade.
 Mobilizar a população masculina para ser protagonista das suas demandas.
 Reorganizar as ações de saúde por meio de uma proposta inclusiva.
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
Doenças prevalentes na população masculina:
 Tumores, principalmente dos aparelhos digestório, respiratório e urinário.
Prevenção de violências e acidentes:
 Correspondem às causas externas de morbidade e mortalidade desde o século XX.
 São necessárias medidas de enfrentamento dos determinantes e condicionantes das causas 
externas, incentivando a formação de redes de atenção e proteção às pessoas vítimas de 
violências e acidentes, a fim de garantir a atenção integral, a promoção da saúde e a cultura 
de paz.
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
Prevenção de violências e acidentes:
 O monitoramento tem subsidiado a elaboração de políticas públicas e de ações de saúde 
voltadas para esse enfrentamento, por meio da Portaria GM/MS n. 936, de 19 de maio de 
2004, a Rede Nacional de Prevenção da Violência e Promoção da Saúde e Cultura da Paz. 
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
Principais atribuições da Rede Nacional:
 Qualificação da gestão para o trabalho de prevenção de violências e promoção da saúde e 
cultura de paz.
 Qualificação e articulação de rede de atenção integral às pessoas em situação de violência.
 Desenvolvimento de ações de promoção da saúde e promoção da saúde e prevenção de 
violências para grupos populacionais vulneráveis.
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
Principais atribuições da Rede Nacional:
 Garantia da implantação da notificação de violências interpessoais e autoprovocadas.
 Promoção e participação de ações intersetoriais e de redes sociais que tenham como 
objetivo a prevenção de violências e promoção da saúde e da cultura de paz. 
 Portaria n. 1.378, de 9 de julho de 2013, versa sobre o financiamento das ações de vigilância 
e prevenção de violências e acidentes para integrar o piso fixo de vigilância em saúde.
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
Diretrizes sexuais e reprodutivas:
 Conscientização de dever e do direito à participação no planejamento reprodutivo.
 O homem deve envolver-se mais nas ações sobre a paternidade.
 Os adolescentes e jovens adultos devem ser reconhecidos como sujeitos dos direitos 
sexuais e reprodutivos, bem como relacionados à pessoa idosa. 
 Sensibilização de gestores, profissionais de saúde e população em geral para reconhecer os 
homens como sujeitos em todas as ações voltadas para esse fim.
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem afirma que os tumores que incidem 
com maior frequência na população masculina são os oriundos dos aparelhos:
a) Genital, ósseo e pele.
b) Circulatório, reprodutor e sensorial.
c) Endócrino, excretor e nervoso.
d) Digestivo, respiratório e urinário.
e) Pele, urinário e digestivo.
Interatividade
A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem afirma que os tumores que incidem 
com maior frequência na população masculina são os oriundos dos aparelhos:
a) Genital, ósseo e pele.
b) Circulatório, reprodutor e sensorial.
c) Endócrino, excretor e nervoso.
d) Digestivo, respiratório e urinário.
e) Pele, urinário e digestivo.
Resposta
Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
Para entender o processo de trabalho e a saúde dos trabalhadores
O que é doença?
O que é saúde?
O que é trabalho?
O que é saúde do trabalhador?
Doença
 Perda da homeostasia corporal, total ou parcial – infecções, inflamações, isquemias, 
modificações genéticas, sequelas de trauma, hemorragias, neoplasias ou 
disfunções orgânicas. 
 Enfermidade, moléstia. Processo definido, com sintomas característicos, que pode afetar o 
corpo todo ou uma ou várias de suas partes. 
Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
Saúde
 Produto de um amplo espectro de fatores relacionados com a QV, incluindo: 
 Padrão adequado de alimentação e nutrição. 
 Padrão adequado de habitação e de saneamento. 
 Boas condições de trabalho. 
 Oportunidades de educação ao longo de toda a vida. 
 Ambiente físico limpo. 
 Apoio social para as famílias e indivíduos. 
 Estilo de vida responsável. 
Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
Trabalho
 Conjunto de atividades realizadas.
 Esforço feito pelo indivíduo, com o objetivo de atingir uma meta.
 Realizado direta ou indiretamente (mãos, instrumentos, ferramentas, máquinas ou 
com animais).
 Exige um dispêndio de energia física, psíquica, denominada força de trabalho.
Trabalhador
 É o que é dado o trabalho, que é ativo e laborioso.
Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
 Portaria n. 1.823, de 23 de agosto de 2013, garante que todo trabalhador, rural ou urbano, 
do setor público ou privado, assalariado, autônomo, doméstico, aposentado ou 
desempregado, tem direito a uma atenção integral à saúde.
 É descentralizada do serviço de saúde, seus resultados dependerão de como a questão do 
trabalho é abordada no âmbito tripartite e devem ser alcançados mediante a execução de 
ações de promoção, vigilância, diagnóstico, tratamento, recuperação e reabilitação da saúde.
Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
 As inter-relações entre produção e trabalho, ambiente e saúde, estabelecidas pelo modo de 
produção e consumo hegemônico em uma sociedade, são a principal referência para 
entender as condições de vida e o perfil do adoecimento e morte de uma população, a 
vulnerabilidade diferenciada de certos grupos sociais e a degradação ambiental, mas podem 
servir para construir alternativas capazes de garantir vida e saúde para o ambiente em 
que vivem.
Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
 Na perspectiva da saúde, o ambiente deve ser compreendido como território vivo, dinâmico, 
constituído por processos políticos, econômicos, sociais e culturais, em que a saúde 
ambiental e a saúde do(a) trabalhador(a) estejam articuladas no serviço de saúde, em 
função dos riscos gerados direta ou indiretamente pelos processos produtivos.
Riscos ambientais (NR9):
 Riscos físicos: aqueles que se referem às característicasfísicas do ambiente, ligadas a 
fontes de energia como vibrações, ruídos excessivos, temperatura extrema, pressão 
anormal, radiação, tanto nas formas ionizantes quanto não ionizantes e alterações sonoras, 
como o ultrassom e o infrassom.
 Riscos químicos: produtos, substâncias ou ainda compostos 
químicos que estão sujeitos à absorção por parte do 
organismo, seja por meio do contato direto, pelas vias 
respiratórias ou ainda ingeridos, como gases ou vapores, 
névoas, fumaça ou poeira.
Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
 Riscos biológicos: são as diferentes formas de micro-organismos aos quais os 
colaboradores possam estar expostos e cujo contato se dá por meio da pele, da ingestão ou 
ainda pelas vias respiratórias, como fungos, bactérias, protozoários, vírus ou parasitas.
 Riscos ergonômicos: são os riscos de natureza física ou psicológica, causados pela não 
adequação do ambiente de trabalho às limitações fisiológicas dos indivíduos, como 
sobrecarga de peso, intenso esforço físico, postura inadequada, jornada excessiva de 
trabalho, exigência de produtividade desproporcional, trabalho noturno, repetição de 
movimentos, entre outros fatores que causam estresse físico ou mental.
 Risco de acidentes ou mecânicos: são os agentes de riscos 
relacionados a máquinas, equipamentos e outros elementos 
que podem causar dano por meio da incidência de acidentes 
de trabalho. Entre eles, ausência de equipamento de proteção, 
ferramentas com defeito ou inadequadas, risco de explosão ou 
incêndio, luminosidade inadequada, armazenamento e 
estocagem inadequados, animais peçonhentos, entre outros 
fatores que aumentem o risco de acidentes.
Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
 Doença profissional: aquela produzida ou desencadeada pelo exercício de trabalho 
peculiar a determinada atividade, sendo, assim, uma consequência natural de 
certas ocupações.
Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
 Doença do trabalho: é aquela adquirida ou desencadeada em função das condições 
especiais em que o trabalho é realizado e há uma relação direta com estas, sendo que seu 
aparecimento decorre não da profissão em si, mas da forma como o trabalho é executado ou 
das condições específicas do ambiente em que é realizado.
Principais doenças relacionadas ao trabalho:
 LER.
 Dort.
 Surdez temporária ou definitiva.
 Sofrimentos psíquicos relacionados ao trabalho.
 Dermatite alérgica de contato.
Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
 Biossegurança: conjunto de medidas que busca minimizar os riscos inerentes a uma 
determinada atividade.
 A NR32 estabelece medidas para proteção e segurança à saúde dos trabalhadores da área 
de saúde em qualquer serviço deste setor, até mesmo escola, ensino e pesquisa, 
objetivando a prevenção de acidentes.
Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
 Acidentes de trabalho podem gerar consequências traumáticas, em sua maioria, com 
mutilações, invalidez permanente e outros danos que não se limitam ao corpo físico, mas 
também à sua integridade emocional e psicológica. Pode causar até a morte, impactando na 
família e sociedade em geral.
 Todas as informações sobre o acidente devem estar contidas na ficha de notificação do 
trabalho no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), a fim de permitir 
desenhar o perfil dos acidentados e acidentes no território em questão.
Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
 Nos termos da Portaria n. 3.098 (BRASIL, 1998), do Ministério da Saúde, que aprova a 
Norma Operacional de Saúde do Trabalhador, compete a esses municípios o 
estabelecimento de rotina de sistematização e análise dos dados gerados no atendimento 
aos agravos à saúde associados ao trabalho, de modo a orientar as intervenções 
de vigilância.
Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
Interatividade
De acordo com o Decreto n. 7.508/2011, os serviços de saúde específicos para o atendimento 
da pessoa que, em razão de agravo ou de situação laboral, necessita de atendimento especial, 
denominam-se:
a) Rede de Atenção à Saúde.
b) Região de Saúde.
c) Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica.
d) Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde.
e) Serviços Especiais de Acesso Aberto.
Resposta
De acordo com o Decreto n. 7.508/2011, os serviços de saúde específicos para o atendimento 
da pessoa que, em razão de agravo ou de situação laboral, necessita de atendimento especial, 
denominam-se:
a) Rede de Atenção à Saúde.
b) Região de Saúde.
c) Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica.
d) Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde.
e) Serviços Especiais de Acesso Aberto.
 Tuberculose: doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, que se 
aloja no pulmão ou em outras partes do corpo.
 Pode ser tuberculose miliar, tuberculose óssea, tuberculose ganglionar e tuberculose 
pleural.
 Ainda se configura como um problema de saúde pública, em que a mortalidade é bastante 
preocupante, a despeito dos esforços e do planejamento de atividades dos Programas de 
Controle da Tuberculose.
Tuberculose e hanseníase
 Diagnosticar e tratar de forma correta e prontamente os casos de tuberculose pulmonar são 
as principais medidas de controle da doença, sendo necessária a busca ativa dos pacientes 
sintomáticos respiratórios e oferecer, precocemente, para tratamento adequado, 
interrompendo a cadeia de transmissão da doença.
 Para o diagnóstico, deve-se coletar pelo menos duas amostras do escarro.
 O tratamento é de curta duração, chamado Dots, que significa Tratamento Diretamente 
Observado de Curta Duração.
Tuberculose e hanseníase
A estratégia Dots fundamenta-se em cinco componentes:
 Compromisso político com fortalecimento de recursos humanos e garantia de recursos 
financeiros, elaboração de planos de ação e mobilização social.
 Diagnóstico de casos por meio de exames bacteriológicos de qualidade.
 Tratamento padronizado com a supervisão da tomada da medicação e apoio ao paciente.
 Fornecimento e gestão eficaz de medicamentos.
 Sistema de monitoramento e avaliação ágil desde a notificação até o encerramento do caso.
Tuberculose e hanseníase
 O monitoramento dos casos de tuberculose são realizados pelo Sistema de Informação de 
Tratamentos Especiais de Tuberculose (SITE-TB).
 Os antimicobacterianos testados, em geral, são estreptomicina, isoniazida, rifampicina, 
etambutol e pirazinamida.
 O tratamento diretamente observado (TDO) constitui um 
acompanhamento na forma de administrar os medicamentos, 
sem mudanças no esquema terapêutico: o profissional 
treinado passa observar a tomada da medicação do paciente 
desde o início do tratamento até a sua cura, de todos os 
diagnosticados, pois não é possível predizer os casos que irão 
aderir ao tratamento.
Tuberculose e hanseníase
 A modalidade de TDO a ser adotada deve considerar a realidade do paciente e estrutura de 
saúde. É desejável que a tomada observada seja diária, de segunda a sexta-feira. No 
entanto, se a opção de três vezes por semana for a única possível, deve ser explicado ao 
paciente a necessidade da tomada diária, incluindo os dias em que o tratamento não será 
observado. O uso de incentivos (lanche, auxílio-alimentação e outros) e facilitadores de 
acesso (vale-transporte) é recomendado como motivação para o todo.
Para a implementação do TDO, existem as seguintes 
modalidades de supervisão:
 Domiciliar.
 Na unidade de saúde.
 Prisional. 
 Compartilhada.
Tuberculose e hanseníase
 A vacina BCG é prioritariamente indicada para crianças de 0 a 4 anos, com obrigatoriedade 
para menores de 1 ano, como dispõe a Portaria n. 452, de 6 de dezembro de 1976, do 
Ministério da Saúde; e a Portaria n. 3.318, de 28 de outubro de 2010, que institui em todo o 
território nacional os calendários de vacinação do Ministério da Saúde. Trata-se de uma 
vacina atenuada, e cada dose administrada contém cercade 200 mil a mais de um milhão 
de bacilos. 
 A administração da vacina é intradérmica, no braço direito, na altura da inserção do 
músculo deltoide. Essa localização permite fácil verificação da existência de cicatriz para 
efeito de avaliação do programa e limita as reações ganglionares à região axilar.
Tuberculose e hanseníase
 O processo de enfermagem para esta população constitui uma ferramenta muito importante 
para a construção do cuidado.
Nele tem-se:
 Investigação/entrevista.
 Exame físico.
 Diagnóstico.
 Planejamento.
 Intervenções.
 Avaliação.
Tuberculose e hanseníase
 A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo agente etiológico é o 
Mycobacterium leprae (M. leprae). Esse bacilo tem a capacidade de infectar grande número 
de indivíduos (alta infectividade). No entanto, poucos adoecem (baixa patogenicidade), estas 
prioridades não ocorrem em função apenas de suas características intrínsecas, mas 
dependem, sobretudo, da relação com o hospedeiro e o grau de endemicidade do meio, 
entre outros aspectos.
Tuberculose e hanseníase
 Sua evolução lenta, com tempo de multiplicação durando de 11 a 16 dias, tem os principais 
sinais e sintomas dermatoneurológicos como lesões de pele e nervos periféricos, 
principalmente olhos, mãos e pés. É também de grande magnitude para a saúde pública pelo 
seu alto poder incapacitante, atingindo principalmente as pessoas economicamente ativas, 
comprometendo seu desenvolvimento profissional e/ou social, bem como problemas 
psicológicos, pelo estigma da doença e preconceito.
 O alto potencial incapacitante da hanseníase está diretamente relacionado à capacidade de 
o bacilo penetrar a célula nervosa e ao seu poder imunogênico, pelo micróbio apresentar 
afinidade pela pele e nervos periféricos.
Tuberculose e hanseníase
As formas em que a doença se apresenta são:
 Forma I (indeterminada): mancha plana, com alteração geralmente gradual da sensibilidade, 
que pode ser ao calor, à dor e ao toque; a lesão é mais clara, ou um pouco avermelhada do 
que a tonalidade da pele e pode aparecer em qualquer parte do corpo; as manchas não 
apresentam prurido e nem dor; não é contagiosa.
 Forma T (tuberculoide): lesões avermelhadas ou esbranquiçadas, com bordas elevadas, 
diminuição e/ou ausência da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato; não é contagiosa.
 Forma D (dimorfa): lesões de cor avermelhada, acastanhada ou ferruginosa com limites 
imprecisos, podendo, no centro da mancha, não ter alterações; mancha com diminuição ao 
calor, dor e ao tato; quando não tratada, é contagiosa.
 Forma V (virchowiana): lesões de cor marrom, avermelhada, 
mal delimitadas, espalhadas pelo corpo, podendo ainda 
aparecer caroços, edema no rosto, orelhas, mãos, pés, 
articulações, perda de cabelos nas sobrancelhas e nos cílios; 
quando não tratada, é contagiosa. 
Tuberculose e hanseníase
 Esta patologia manifesta-se por lesões de pele e se apresenta com diminuição ou ausência 
de sensibilidade, lesões dormentes.
Sendo assim, as lesões mais comuns são:
 Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas.
 Alterações na cor da pele.
 Placas – alterações na espessura da pele, de forma localizada, com bordas elevadas.
 Infiltrações – alterações na espessura da pele, de forma difusa, sem bordas.
 Tubérculos – caroços externos.
 Nódulos – caroços subcutâneos.
Tuberculose e hanseníase
A hanseníase, para fins de tratamento, pode ser classificada em:
 Paucibacilar – poucos bacilos: até 5 lesões de pele.
 Multibacilar – muitos bacilos: mais de 5 lesões de pele.
 O tratamento é realizado por meio da poliquimioterapia (PQT), com Rifampicina, Dapsona, 
Clofazimina, a depender da forma como o bacilo se apresente.
Tuberculose e hanseníase
Com relação à hanseníase, assinale a opção correta.
a) A hanseníase é uma doença de notificação compulsória em todo o território nacional e de 
investigação facultativa, devido ao longo período de incubação.
b) O homem e alguns animais silvestres, como o tamanduá e o tatu, são considerados fontes 
de infecção para hanseníase.
c) O tratamento para hanseníase é focado na internação hospitalar ou no isolamento dos 
pacientes em leprosários.
d) A confirmação da alta por cura da hanseníase deve ser 
realizada por um profissional médico. 
e) A vigilância epidemiológica da hanseníase no Brasil 
atualmente utiliza essencialmente o sistema universal com 
busca ativa, pautado na notificação dos casos suspeitos e 
confirmados.
Interatividade
Com relação à hanseníase, assinale a opção correta.
a) A hanseníase é uma doença de notificação compulsória em todo o território nacional e de 
investigação facultativa, devido ao longo período de incubação.
b) O homem e alguns animais silvestres, como o tamanduá e o tatu, são considerados fontes 
de infecção para hanseníase.
c) O tratamento para hanseníase é focado na internação hospitalar ou no isolamento dos 
pacientes em leprosários.
d) A confirmação da alta por cura da hanseníase deve ser 
realizada por um profissional médico. 
e) A vigilância epidemiológica da hanseníase no Brasil 
atualmente utiliza essencialmente o sistema universal com 
busca ativa, pautado na notificação dos casos suspeitos e 
confirmados.
Resposta
 BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 3.098, de 30 de outubro de 1998. Estabelece 
procedimentos para orientar e instrumentalizar as ações e serviços de saúde do trabalhador 
no Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília: Ministério da Saúde, 1998. Disponível em: 
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/1998/prt3908_30_10_1998.html. Acesso em: 9 
maio 2018.
Referências
ATÉ A PRÓXIMA!
	Número do slide 1
	Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
	Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
	Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
	Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
	Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
	Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
	Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
	Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
	Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
	Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
	Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB)
	Interatividade
	Resposta
	Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
	Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
	Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
	Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
	Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
	Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
	Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
	Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
	Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
	Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
	Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)
	Interatividade
	Resposta
	Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
	Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
	Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
	Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
	Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
	Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
	Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
	Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
	Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
	Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
	Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
	Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
	Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
	Interatividade
	Resposta
	Tuberculose e hanseníase
	Tuberculose e hanseníase
	Tuberculose e hanseníase
	Tuberculose e hanseníase
	Tuberculose e hanseníase
	Tuberculose e hanseníase
	Tuberculose e hanseníase
	Tuberculose e hanseníase
	Tuberculose e hanseníase
	Tuberculose e hanseníase
	Tuberculose e hanseníase
	Tuberculose e hanseníaseInteratividade
	Resposta
	Referências
	Número do slide 58

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