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Toxicologia Veterinária 📄 AVISO LEGAL E TERMO DE USO Este material é um resumo didático destinado exclusivamente ao suporte de estudos de estudantes e profissionais da Medicina Veterinária. O conteúdo não substitui a consulta a livros-trato oficiais, bulas de medicamentos ou o julgamento clínico do médico veterinário atuante. Os autores não se responsabilizam por condutas clínicas adotadas com base neste resumo. 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Com essa enzima bloqueada, ocorre o acúmulo de acetilcolina na fenda sináptica e a consequente superestimulação colinérgica. A principal diferença entre eles reside na afinidade enzimática: os organofosforados são inibidores irreversíveis, enquanto os carbamatos são reversíveis. Historicamente, os organofosforados surgiram como uma alternativa para mitigar a persistência ambiental e a ameaça de biomagnificação (problemas críticos de compostos anteriores). Contudo, sua alta toxicidade gerou novos impasses para a agricultura devido à ocorrência de intoxicações agudas. 1.Conceitos Fundamentais Perigo é a característica intrínseca da substância química, isto é, seu potencial próprio de causar dano. Exposição corresponde ao contato do organismo com a substância e pode variar conforme formulação, dose, via e tempo de contato. Risco resulta da combinação entre o perigo do produto e a probabilidade/intensidade da exposição. Intoxicação esta mais ligada aos sinais clínicos em um indivíduo. Contaminação costuma envolver ambiente, alimentos e populações. C) Piretrinas e piretróides As piretrinas (de origem botânica) e os piretróides (seus análogos sintéticos) destacam-se pela maior segurança no uso e pelo baixo risco de contaminação ambiental. Esses compostos possuem uma importante atuação sobre o sistema nervoso dos insetos, interferindo diretamente na condução do impulso nervoso ao longo do axônio. Como resultado, produzem um quadro generalizado de hiperexcitação nervosa. 3.Sinais clínicos A) Anticolinesterásicos A intoxicação aguda por organofosforados manifesta-se através das síndromes muscarínica e nicotínica. Inicialmente, pode ocorrer uma oscilação entre taquicardia e bradicardia, reflexo da ação anticolinesterásica em ambos os sistemas (Simpático e Parassimpático). Contudo, nos quadros agudos, há uma clara sobreposição do Sistema Nervoso Parassimpático (SNPS). O quadro clínico resultante sugere um predomínio colinérgico exacerbado associado a disfunções neuromusculares, caracterizado por: Cardiovascular/Respiratório: Bradicardia e diminuição da frequência respiratória. Ocular: Miose severa. Gastrintestinal/Urinário: Aumento da motilidade intestinal e micção involuntária. Neuromuscular (Efeito Nicotínico): Tremores musculares e convulsões. 2.Principais grupos de praguicidas, A) Organoclorados São importantes do ponto de vista histórico e ambiental. Eles apresentam alta estabilidade e solubilidade, o que provoca alta persistência ambiental favorecendo a contaminação prolongada do solo, da água e dos seres vivos. Também estão associados à bioacumulação/biomagnificação, o que aumenta seu impacto em cadeias alimentares. Além de estar relacionado a potencial carcinogênico e a efeitos sobre reprodução e contaminação de produtos de origem animal (carne, leite e derivados). 5 Aviso Clínico: Não são indicados antagonistas de receptores nicotínicos sob nenhuma hipótese, devido ao alto risco de indução de parada respiratória. Nota Imunológica: Tanto as piretrinas quanto os piretróides podem atuar como haptenos, ligando-se a proteínas endógenas e favorecendo o desenvolvimento de reações de hipersensibilidade (alergias). B) Piretróides Nos piretróides, pode-se citar dois padrões descritos em roedores: Síndrome T (Piretróides do Tipo I): Caracterizada por tremores generalizados, fasciculações e incoordenação motora, podendo evoluir para convulsões tônico-clônicas. Seu mecanismo envolve ações na junção neuromuscular e no Sistema Nervoso Central (SNC). Síndrome CS (Piretróides do Tipo II): Associada a movimentos coreoatetóides (movimentos involuntários e sinuosos de boca, língua e maxilar), salivação profusa e convulsões tônico-clônicas. Difere do Tipo I por apresentar, adicionalmente, ação sobre receptores colinérgicos. A Diferença no Manejo: Organofosforados vs. Carbamatos Por que as oximas não funcionam sozinhas para Carbamatos? As oximas necessitam de um sítio livre na enzima para exercer sua ação de reativação (o que ocorre temporariamente com os organofosforados antes do processo de "envelhecimento" da enzima). Como a ligação dos carbamatos à acetilcolinesterase impede essa interação química de forma molecularmente distinta, o antídoto não consegue agir eficientemente. O papel da Atropina (Antagonista): A atropina não depende de sítios livres na enzima, pois seu mecanismo ocorre mais adiante: ela age diretamente bloqueando os receptores muscarínicos. Enquanto o agrotóxico inibe a enzima (gerando acúmulo de acetilcolina), a atropina impede que esse excesso de neurotransmissor se ligue ao receptor, cessando os efeitos tóxicos. 5.Tratamento das intoxicações anticolinesterásicas Abordagem Terapêutica O tratamento medicamentoso baseia-se no uso de sulfato de atropina (bloqueador muscarínico) e oximas (pralidoxima/obidoxima que são reativadores enzimáticos). Em caso de dúvida diagnóstica, a atropina é a escolha universal, enquanto o uso das oximas depende estritamente do agente envolvido. 6 Referências SPINOSA, Helenice de S.; GÓRNIAK, Silvana L.; PALERMO-NETO, João. Toxicologia aplicada à medicina veterinária 2a ed.. 2. ed. Barueri: Manole, 2020. E-book. p.III. ISBN 9788520458990. Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458990/. https://www.petmosfera.com/revista-digital https://www.petmosfera.com/galeria-plantas https://saude.petlove.com.br/doencas/intoxicacao-por-domissanitarios https://www.premierpet.com.br/wp-content/uploads/2021/12/af_5a-Ed-Rev-Criador_simples.pdf https://www.crmv-al.org.br/2016/07/12/medicamentos-humanos-sao-perigosos-para-caes-e-gatos/ https://caesegatos.com.br/medicamentos-humanos-toxicos/ CANVA. Banco de elementos gráficos e imagens digitais. Disponível em: https://www.canva.com. Licença de uso comercial aplicada ao projeto Scientia Vet, 2026. 29 https://www.petmosfera.com/domissanitarios https://www.canva.com/ Toxicologia Veterinária Praguicidas Referências