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Função Social da Terra
A terra deve beneficiar a sociedade
como um todo, garantindo o bem-estar
coletivo acima dos interesses
individuais, e cumprindo seu papel de
sustentar a vida e culturas.
Preservação Ambiental
A função social inclui o uso
responsável dos recursos naturais,
garantindo sua conservação para que
futuras gerações também possam
usufruir.
Justiça Social
Busca assegurar que aqueles que
trabalham e vivem na terra tenham
acesso a ela, promovendo equidade e
dignidade para todos.
Concentração Fundiária
A função social combate a
concentração de terras e renda, que
perpetuam desigualdades sociais e
dificultam o desenvolvimento
econômico e social mais amplo.
E SE FOSSE VOCÊ ?
Direitos Humanos:
Função social do
Direito de propriedade 
A importância e a necessidade da
utilização de terras ociosas para
habitação popular, redistribuição
de terras improdutivas para
pequenos agricultores, famílias de
baixa renda sem moradia, 
Produtividade
A propriedade rural deve ser utilizada
para produção agrícola, pecuária ou
outras atividades que beneficiem a
sociedade e contribuam para o
desenvolvimento econômico.
Sustentabilidade Ambiental
O uso da terra deve respeitar práticas que
conservem os recursos naturais e
garantam a preservação do meio
ambiente para as gerações futuras.
Justiça Social
A propriedade deve promover a equidade,
garantindo que trabalhadores e
comunidades locais tenham acesso aos
benefícios da terra, como moradia e
trabalho digno.
Acesso à Terra
A terra deve ser acessível para quem nela
trabalha, evitando a concentração
fundiária que perpetua desigualdades
históricas no Brasil.
Exploração Responsável
O uso da terra deve priorizar o bem-estar
dos proprietários e dos trabalhadores,
promovendo relações justas e o
desenvolvimento sustentável.
Critérios para que a Propriedade
Cumpra sua Função Social
Conceito de função social da
terra e sua importância
Pacto Internacional sobre Direitos
Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC):
Assegura o direito à moradia adequada
(Artigo 11) e incentiva a reforma agrária e a
distribuição de terras produtivas para
garantir a dignidade humana.
Declaração Universal dos Direitos
Humanos (1948): Em seu Artigo 25, destaca
o direito à moradia digna como parte de um
padrão adequado de vida.
Convenção Americana sobre Direitos
Humanos (Pacto de San José): Promove o
direito à propriedade, desde que cumpra sua
função social, permitindo a desapropriação
de terras improdutivas para promover justiça
social.
STJ, REsp 1.336.614: Estabeleceu que a
propriedade que não cumpre sua função
social pode ser desapropriada para fins de
reforma agrária, reforçando a necessidade
de que a terra seja utilizada de maneira
produtiva e em consonância com os
princípios de justiça social.
STF, ADI 2.213: Reconheceu a
constitucionalidade da desapropriação de
terras improdutivas com base no
descumprimento da função social,
ratificando o entendimento de que o
interesse coletivo prevalece sobre o direito
individual à propriedade.
Jurisprudências
Tratados Internacionais
R. Dr. Brasílio Machado, 203
- Santa Cecilia, São Paulo -
SP, 01230-906
(11) 3823-8575
ouvidoria@incra.gov.br
Contatos - INCRA
Efeitos negativos de continuarem
existindo terras improdutivas
Baixa eficiência econômica
O uso inadequado da terra prejudica o
crescimento econômico e a segurança
alimentar.
Degradação ambiental
Terras abandonadas contribuem para
a degradação do solo e a perda de
biodiversidade.
Falta de empregos rurais
A improdutividade limita a geração de
empregos no campo e acentua o
êxodo rural.
Obstáculo à Reforma Agrária
A não utilização adequada das terras
impede a redistribuição para pequenos
agricultores, bloqueando a justiça
social.
A importância da utilização de terras
ociosas para habitação popular
Legislação sobre a Reforma
Agrária e sua necessidade
Legislação Agrária: A Lei nº 4.504/1964
(Estatuto da Terra) regula a Reforma Agrária,
estabelece critérios para redistribuição de
terras improdutivas.
Direito à moradia: A desapropriação pode
beneficiar assentamentos rurais e contribuir
para o cumprimento do direito à moradia,
garantido pelo artigo 6º da Constituição
Federal de 1988
A desapropriação de terras improdutivas:
conforme o artigo 184 da Constituição
Federal, para promover uma distribuição mais
justa.
Dados sobre terras improdutivas no
Brasil: Segundo o INCRA, existem cerca de
58.329 propriedades improdutivas,
totalizando mais de 133 milhões de hectares. 
Deficit habitacional: Mais de 6 milhões de
famílias no Brasil estão sem moradia
adequada, segundo dados da BBC.
Impactos positivos da redistribuição
terras ociosas: garante moradia digna
para milhões de famílias, assegura o direito
constitucional à habitação. Além de reativar
a produção econômica dessas áreas,
promovendo o desenvolvimento social e a
dignidade das pessoas envolvidas.

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