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Palestrante: Prof. Pedro Teruji Comunicação Não Violenta (CNV) Comunicação Não Violenta (CNV) A Comunicação é uma habilidade natural e fundamental para os seres humanos. Falar é uma coisa, comunicar-se é outra. Falar (Ato/Ferramenta) Comunicar (Processo/Conexão) Foco na produção de sons articulados Foco na compreensão da mensagem pelo receptor Natural, biológico e focado na emissão Envolve intenção, empatia e contexto Pode ocorrer sem intenção de ser compreendido ou sem conexão Abarca linguagem corporal, tom de voz, presença e escuta Comunicação Não Violenta (CNV) Emissor Receptor Mensagem Meio/Canal Atual Realidade Social Saber se comunicar é saber ouvir Práticas de Reflexão – Marshall B. Rosenberg Fonte: www.gruposummus.com.br Comunicação Não Violenta (CNV) “A CNV baseia-se em habilidades de linguagem e comunicação que fortalecem nossa capacidade de manter a humanidade, mesmo em condições adversas. (...) nos orienta para reformular a maneira de nos expressarmos e ouvirmos os outros. As palavras, em vez de reações repetitivas e automáticas, tornam-se respostas conscientes, firmemente fundadas na consciência do que percebemos, sentimos e desejamos. Somos levados a expressar-nos com sinceridade e clareza, ao mesmo tempo que damos aos outros uma atenção respeitosa e empática. Em toda conversa, acabamos captando nossas necessidades mais profundas e as dos outros. (...) ensina a observar com cuidado e sermos capazes de identificar os comportamentos e a situações que nos afetam. Aprendemos a identificar e expressar claramente o que de fato desejamos em qualquer situação. A forma é simples, mas profundamente transformadora” (ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Ágora, 2021, p. 19 e 20). Focar nas necessidades das pessoas e não nas falas. “Falar sem machucar e ouvir sem ofender.” Concentrar nos sentimentos e problemas. Método de Resolução Pacífica de Conflitos. Constante exercício e prática até tornar-se um hábito de empatia e humanidade. 4 Componentes da CNV: a) Observação b) Sentimentos c) Necessidades d) Pedidos Comunicação Não Violenta (CNV) INTERVALO Comunicação Não Violenta (CNV) “Não julguem para que não sejam julgados. Pois, da mesma forma que julgam, vocês serão julgados” (Mateus, 7,1). Compaixão bloqueada. Culpa, insulto, depreciação, rotulação, crítica, comparação e análises são formas de julgamento (juízos e comparações). “E no mundo dos julgamentos, o que importa é quem é o quê.” “O linguajar do ‘errado’, do ‘deveria’ e do ‘tenho de’ ajusta-se com perfeição a esse fim: quanto mais se for levado a pensar segundo juízos morais que implicam que algo é errado ou ruim, mais se recorrerá a instâncias exteriores – as autoridades – para saber a definição de certo, errado, bom e ruim. Quando estamos em contato com nossos sentimentos e necessidades, nós, humanos, deixamos de ser bons escravos e lacaios” (ROSENBERG, Marshall B. op.cit. p. 42). “Observar sem avaliar” As pessoas tendem a entender como crítica uma mistura de observação e avaliação. Para evitar a resistência do receptor, a CNV deve ser dinâmica, o que desestimula generalizações estáticas. As observações devem se ater a um tempo e a um contexto determinado. “Zequinha é péssimo jogador.” X “Zequinha não marcou gol em 20 partidas.” Comunicação Não Violenta (CNV) Comunicação Não Violenta (CNV) Identificação e expressão de sentimentos. Fonte: https://rhpravoce.com.br/colab/lideranca-do-futuro- com-empatia-e-escuta-ativa “O que pensamos” X “O que somos” Pensamos: “Sinto que sou um mau estudante.” Somos: “Eu me sinto decepcionado como estudante.” “Sinto impaciência comigo mesmo.” “Sinto-me frustrado como estudante.” Diagnóstico: O sentimento real por trás da autoavaliação de “mau” estudante pode ser de decepção, frustração ou outra emoção. Comunicação Não Violenta (CNV) INTERVALO “Responsabilizar-se pelos sentimentos.” Mensagem negativa: “Culpar a nós mesmos.” “Culpar os outros.” “Perceber os próprios sentimentos e necessidades.” “Perceber os sentimentos e as necessidades dos outros.” “As necessidades na Raiz dos sentimentos.” “Se não valorizarmos nossas necessidades, é provável que os outros também não as valorizem.” “Da escravidão emocional à libertação emocional.” Comunicação Não Violenta (CNV) Comunicação Não Violenta (CNV) Fonte: https://www.contioutra.com/por-que-pessoas-gritam-umas-com-outras/ Primeira Etapa – Escravidão Emocional: sentimos que somos responsáveis pelos sentimentos dos outros. Segunda Etapa – A Desagradável: sentimos raiva, não queremos ser responsáveis pelos sentimentos dos outros. Terceira Etapa – Libertação Emocional: assumimos a responsabilidade por nossas intenções e atitudes. “Formular pedidos em linguagem de ação clara, positiva e concreta revela o que realmente queremos.” “Uma linguagem vaga contribui para a confusão.” “Quando só externamos sentimentos, pode não ficar claro o que queremos.” “Em geral, não temos consciência do que queremos pedir.” “Pedidos feitos sem explicitar sentimentos e necessidades podem soar como exigências.” Para saber se a mensagem foi recebida com precisão, podemos pedir ao ouvinte que a repita. Demonstre empatia pelo ouvinte que não queira confirmar seu pedido. Comunicação Não Violenta (CNV) INTERVALO Comunicação Não Violenta (CNV) Fonte: Adaptado de: Shutterstock Cenário: Um colega entregou um relatório atrasado pela terceira vez, prejudicando o seu cronograma. Abordagem Comum: "Você é muito irresponsável! Sempre atrasa tudo e eu que fico sobrecarregado." (Julgamento e ataque). Abordagem CNV: Observação: "Vi que o relatório foi entregue dois dias após o prazo combinado nas últimas três semanas." Sentimento: "Eu me sinto ansioso e frustrado." Necessidade: "Pois eu preciso de previsibilidade e colaboração para cumprir minhas próprias metas." Pedido: "Podemos sentar hoje e ajustar um cronograma que seja realista para você e para mim?" OBSERVATIONS FEELINGS NEEDSREQUEST Comunicação Não Violenta (CNV) Fonte: https://sitedelinhares.com.br/noticias/ geral/bagunca-no-lar-causa-mais- brigas-entre-casal-do-que-sexo-e- dinheiro-aponta-pesquisa Cenário: Um(a) parceiro(a) deixa roupas e objetos espalhados pela sala de estar. Abordagem Comum: "Você não respeita a nossa casa! Parece que eu sou sua empregada, vivendo nessa bagunça." (Generalização e rótulo). Abordagem CNV: Observação: "Quando vejo suas roupas e sapatos no chão da sala ao chegar do trabalho..." Sentimento: "...eu me sinto cansado(a) e desanimado(a)." Necessidade: "Porque a ordem e a beleza no nosso espaço comum são importantes para o meu descanso." Pedido: "Você estaria disposto a colocar suas coisas no cesto de lavanderia assim que chegar?" Comunicação Não Violenta (CNV) Fonte: https://pt.dreamstime.com/foto grafia-de-stock-luta-da- menina-image31034602 Cenário: Um amigo desmarcou um compromisso em cima da hora pela segunda vez consecutiva. Abordagem Comum: "Você é um furão. Nem adianta mais te convidar para nada, você não se importa com a nossa amizade." (Ironia e julgamento de valor). Abordagem CNV: Observação: "Notei que você desmarcou nossos últimos dois encontros faltando menos de uma hora." Sentimento: "Fiquei chateado e um pouco confuso." Necessidade: "Pois valorizo muito o tempo que passamos juntos e também o planejamento do meu dia." Pedido: "Se algo surgir, você poderia me avisar com pelo menos um dia de antecedência? Ou prefere que marquemos em outro formato?" Referências TEMER, Ana Carolina R. P. e NERY, Vanda C.A. Para entender as teorias da comunicação. Uberlândia: Asppectus, 2024. ROSENBERG,Marshall B. Comunicação não violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Ágora, 2021. LEU, Lucy. Exercícios de comunicação não violenta. São Paulo: Ágora, 2023. ATÉ A PRÓXIMA!