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ALFABETIZAÇÃO E OS DESAFIOS DO ENSINO HÍBRIDO FERREIRA, Maiquialene Cardoso[footnoteRef:1] [1: Aluna do Centro Universitário Internacional UNINTER. Polo Cametá-Pá. Artigo apresentado como Trabalho de Conclusão do Curso de Pedagogia. 8º semestre - 2022. ] RU: 2412369 FREZARIN, Maria Silvana[footnoteRef:2] [2: Professora Orientadora no Centro Universitário Internacional UNINTER.] RESUMO A proposta principal deste estudo foi trazer a reflexão sobre os alfabetização e os desafios do ensino híbrido, enfrentados pela área de educação infantil, em ministrar suas aulas com o sistema híbrido, envolvendo atividades presenciais e remotas. São inúmeras às discussões no âmbito do processo de alfabetização das crianças nas séries iniciais, considerando a tradição de ensino na área de educação e a criança que já vem com outra linguagem e processamento de ideias. Alguns autores então, têm estudado a inserção tecnológica nos processos de alfabetização e letramento, e relatado suas percepções, entretanto, há a preocupação no que diz respeito aos métodos para tal, tendo em vista a relativa escassez de estudos aplicados até o presente momento. Não obstante, há também a preocupação quanto a formação prática e teórica dos profissionais educadores, bem como com a correta iniciação dos alunos com as tecnologias, assim, o letramento digital será cada vez mais importante para a inserção social do educando. Este contexto motivou desenvolver uma pesquisa bibliográfica exploratória, com técnicas qualitativas que pudesse fundamentar com conceitos e teorias dos principais teóricos e pesquisadores do tema no desenvolvimento dessa abordagem. A expectativa é colaborar com pesquisas sobre o tema provocando os interesses de outros pesquisadores sobre a temática. Palavras – Chave: Alfabetização Infantil. Ensino Híbrido. Atividades digitais. 1. INTRODUÇÃO Este projeto tem como propósito, trazer uma abordagem reflexiva sobre a questão da crise pandêmica da Covid-19 que se instalou em nosso país e veio somar com as dificuldade e desafios que o setor da educação, que carrega em seu bojo uma carga de dificuldades, quer seja enfrentando os desafios tecnológicos, a educação inclusiva e a escassez de recursos. Nesse contexto, a áreas de ensino se viu diante da necessidade de implantar o ensino remoto ou híbrido o que veio acalorar o debate educacional sobre o uso das tecnologias educacionais para realização de atividades e práticas educacionais de forma não presencial, disponibilizando aos alunos conteúdos e disciplinas ministrados em aulas presenciais. Diante deste cenário, as instituições de ensino precisam corresponder as necessidades dos alunos, de maneira eficaz, para tanto, têm que dispor de criatividade e buscar estratégias acadêmicas que se configurem como as mais indicadas para atingir os objetivos traçados. Considerando-se a dimensão do universo acadêmico que vai da escola infantil ao ensino superior e o risco de realizar uma abordagem rasa, optou-se por um recorte de focarmos no ensino infantil, especificamente na fase alfabetização, posto que dentre todos nos pareceu mais rico de opções, por ser o início da vida estudantil, onde as crianças dão seus primeiros passos para sua formação enquanto cidadão. Além, da necessidade de ter uma base sólida para garantir sua vida escolar. Assim essa pesquisa visa responder a principal questão que envolve essa temática: quais são os principais desafios pra que se tenha uma alfabetização com uma pratica de ensino híbrido com atividades presenciais e as virtuais? Dessa forma, a pesquisa tem por finalidade contribuir para o processo de ensino tendo a tecnologia como uma ferramenta que permita melhorar a interatividade do aluno com as práticas educacionais, potencializando as experiências que contribuem com a aprendizagem. O que nos motiva a esse tema é a gama de oportunidades que podem ser observadas, que vão da oportunidade de acesso a fontes de diversas bibliotecas virtuais para aqueles quem tem acesso à internet, e para aqueles que não tem o mesmo acesso, se tornou um pouco mais difícil. Pois nas localidades onde não tem tecnologia, os professores tiveram que usar da criatividade para alcançar esses alunos e, para aqueles que possuem a tecnologia nos mais diversos locais, a facilidade que algumas escolas tiveram e dos professores em agendarem e disponibilizarem suas atividades aos alunos e aos mesmos entregarem seus trabalhos e tarefas. O sistema digital oferece um fácil controle que permite tanto para as instituições de ensino como aos alunos acessarem seus históricos, suas pontuações, avisos e agendamentos. 2. DESAFIOS DA EDUCAÇÃO NO ENSINO HIBRIDO Dessa forma, o caminho metodológico será embasado nas técnicas de pesquisa exploratória, conforme GIL (2008), com base em levantamento de fontes secundárias: livros, artigos, documentos, jornais, e sites oficiais que permitiram informações referentes as questões que envolvam a alfabetização em com sistema híbrido entre praticas presenciais e virtuais. Utilizou-se também, para uma maior compreensão de estudos nacionais, a base de dados do Google Acadêmico, Scielo (Scientific Eletronic Library Online). Como base de pesquisa utilizou-se as seguintes palavras-chave: Alfabetização Infantil. Ensino Híbrido. Atividades digitais. Nessa perspectiva, a educação tem a ver com as ações humanas e com as contingências da vida dos homens enquanto seres naturais. Aos educadores, cabem realizar práticas que possibilitem ao homem a educação pelo contato com as coisas. (PEREIRA, 2012, p.24) A partir da conclusão do levantamento de dados para a compor a base teórica, dar-se-á início as análises com o intuito de responder as questões elencadas e nos objetivos deste estudo. Segundo KITCHENHAM et al. (2007), uma revisão de literatura é um estudo secundário, balizado em um processo de pesquisa metodologicamente bem definido, cujo objetivo é encontrar o maior número possível de estudos primários que apresentem pertinência a questão da pesquisa. (KITCHENHAM, ET AL., 2007). Dessa forma, a expectativa é que esse estudo venha a contribuir com uma escola moderna, mais próxima dos alunos e acima de tudo que contribua para que esse aluno, que está na escola infantil, seja melhor preparado para o Ensino Fundamental e para no futuro ser um cidadão apto a atuar e enfrentar os desafios da vida estudantil e profissional. A urbanização decorrente da revolução industrial disseminou pelo mundo o modelo de escolarização elementar de massas, e as taxas de alfabetismo passaram a ser utilizadas como indicadores importantes da condição de desenvolvimento socioeconômico das nações. Diante dos desafios enfrentados nesse momento de pandemia, a paralização das aulas tornou-se algo muito preocupante nos meios educacionais, pois os educandos não podiam estudar, ou seja, ir até a uma escola e poder estudar, pois estavam proibidos pelos órgão educacionais, seguindo recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) pensando nisso a rede de ensino passou a inovar e, começou a usar a tecnologia ao seu favor e passou a transformar a maneira de ensinar, fazendo que as aulas pudessem chegar a todos os aluno. Todas as escolas tiveram que se adaptar com uma nova realidade, algo que era pouco usado pelos educadores, como o uso da tecnologia, passou ser um importante elemento de aprendizagem e, muitos tiveram que deixar o ensino presencial e optar por uma nova tecnologia, fazendo com que os alunos pudessem estudar em meio a tantas dificuldades que o Novo Coronavírus impôs. Parte da ação educativa desse período derivou da necessidade de formação de indivíduos para a administração do Reino, no Rio de Janeiro. Houve a criação de cátedras e instituições culturais e educacionais, com ênfase no ensino superior. Por outro lado, as iniciativas de escolarização primária foram praticamente nulas, limitadas às escolasde ler e escrever e às aulas régias. O subsidio literário ainda vigorava, mas era insuficiente para atender à demanda e aos custos da escolarização primária. (GONÇALVES, 2012, p.80). Além disso a alfabetização faz parte do processo de desenvolvimento do sujeito e do cidadão, uma vez que a aquisição da linguagem escrita possibilita ao indivíduo alcançar novas formas de pensamento e de exercício das funções psicológicas superiores, e os que não leem e nem escrevem numa sociedade letrada implica em exclusão social e impedimento para o exercício dos direitos de cidadão. De modo geral, podemos afirmar que a linguagem é forma que usamos para comunicar nossas ideias e, justamente por isso, ela pode se manifestar de muitas formas. Afinal, podemos nos comunicar de várias maneiras: por meio da linguagem oral, da linguagem verbal (aquela que se baseia em imagens e símbolos gráficos, não necessariamente letras), da linguagem escrita e, ainda, por meio da linguagem musical, entre outras. (VALLE, 2013, p. 20). O aprofundamento e o auxílio se darão tendo como base alguns autores que relatam sobre educação infantil e os resultados positivos apresentados na educação básica a fim de verificar se o diálogo de teóricos e as práticas apresentam a eficácia das bases bibliográficas apresentadas. Medeiros nos apresenta tecnologias educativas que permeiam o cotidiano das pessoas em todas as esferas: acadêmica, familiar e profissional. Segundo ele “o aluno vive um envolvimento com a tecnologia que vem se tornando parte de um modelo cultural que já está enraizado em nossas comunidades”. Nesse novo modelo, “os materiais didáticos cópias de livros, apostilas impressas”, estão saindo de cena e dando espaço para se trabalhar “arquivos digitais por exemplo, arquivos no formato de e-books (livros digitais), apostilas em PDF, apresentações de slides, artigos, entre outros” (MEDEIROS e BALDIN, 2017 p. 44). Considerando a presença de aparelhos como tablets e smartfones cada vez mais acessível para qualquer idade, hoje vemos muitas crianças com aparelhos celulares de última geração, tal qual os adolescentes. No mundo contemporâneo, utilizar recursos digitais móveis na educação, seja ela presencial ou remota, vai muito além de modernidade, é um meio que permite a construção crítica do conhecimento. Buscando assim a evolução tecnológica no meio educacional, ajudando construir uma sociedade mais conectada e evoluída através da educação. O uso da tecnologia contribuiu muito para a aprendizagem dos educandos no momento em que o mundo foi assolado por um vírus invisível, onde o isolamento era a principal arma contra esse vírus mortal, foi nesse período que a tecnologia foi de fundamental importância na vida de todos. A maior preocupação das escolas era, como devemos fazer para que o ensino alcance a todos os alunos? Então o ensino remoto passou a fazer parte das séries iniciais, algo que era usado somente no ensino superior, no modelo de EAD (educação a distância), foi inserido com grande sucesso e teve uma grande aceitação por parte dos alunos. Conforme evidencia PEREIRA et al. (2007, p.4-5). A qualidade do processo educativo depende do envolvimento do aprendiz, da proposta pedagógica, dos materiais vinculados, da estrutura e da qualidade de professores, tutores, monitores, e equipe técnica, assim como das ferramentas e recursos tecnológicos utilizados no ambiente. Assim ao associarmos a educação com as tecnologias digitais é possível pensar em um processo de ensino e aprendizagem remoto (M-Learning) nas práticas pedagógicas. Contudo, para que a aprendizagem seja realizada de forma eficaz, é preciso que esteja de acordo com seu conceito, além de que o professor precisa integrar a tecnologia a um planejamento pedagógico que contemple o conteúdo da disciplina aos materiais didáticos e estratégias da atividade. Assim como a metodologia tecnológica aplicada trouxe mais segurança, tanto aos alunos, professores e família, a tecnologia foi e, é fundamental no contexto em que estamos vivendo, pois a mesma tem ajudado a educação chegar aos lugares mais remotos, fazendo assim um elo de comunicação entre o educando e o educador. É fundamental que haja uma discussão constante sobre esse modelo de aprendizagem que integra dispositivos digitais e móveis para o ensino remoto, permitindo ao estudante acesso e compartilhamento de informações e conhecimentos. [...]. As novas tecnologias aplicadas na educação trazem diferentes ferramentas que podem auxiliar o processo educativo. O advento do computador pessoal, aliado aos recursos como TV, rádio, DVD, resultou no acelerado desenvolvimento dessas ferramentas de representações audiovisuais muito utilizadas no contexto escolar. A integração dessas novas tecnologias (informática e computador) aos meios didáticos, como ferramentas facilitadoras do processo educacional, gerou uma nova tecnologia: os multimeios (multimídias). (JUSTINO, 2013, p.146). Não há como não reconhecer, que esse tipo de aprendizagem pode proporcionar a realização de atividades escolares, ampliar as possibilidades de interação entre professores e alunos. LEAL e SILVA (2015, p. 78) acreditam que a linguagem e o conhecimento tecnológico tornam-se ultrapassados de forma rápida, exigindo dos docentes a integralização dessas tecnologias em suas práticas. De fato, o conceito de alfabetização vem sofrendo modificações ao longo do tempo. Na década de 50, uma pessoa alfabetizada era entendida como aquela capaz de ler e escrever um enunciado simples. Esse conceito foi revisado na década de 70, de maneira que para ser considerada alfabetizada, uma pessoa precisa não apenas ser capaz de ler e escrever, mas também de utilizar a leitura e a escrita no atendimento das demandas do seu contexto social, além de utilizar esses conhecimentos para continuar aprendendo e se desenvolvendo ao longo da vida. No Brasil, a alfabetização de todas as crianças até o terceiro ano do ensino fundamental é um dos objetivos do Plano Nacional de Educação, que apresenta como uma das estratégias de fomentar o desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras que assegurem a alfabetização e favoreçam o aprendizado (BRASIL, 2014). A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (BRASIL, 2017) salienta a importância do letramento em conjunto à alfabetização nos dois primeiros anos do ensino fundamental no país. De acordo com o documento, nesse período da escolarização a ação pedagógica deve ter como foco a alfabetização de modo articulado ao desenvolvimento de outras habilidades de leitura e escrita e ao envolvimento dos alunos em práticas diversificadas de letramento. É notório que o ambiente em que a criança está inserida, e a que demandas será exposta no que tange ao domínio da linguagem, são fatores determinantes no processo de aprendizagem. De acordo com FERREIRO (2017): [...] o processo de alfabetização nada tem de mecânico, do ponto de vista da criança que aprende. Essa criança se coloca problemas, constrói sistemas interpretativos, pensa, raciocina e inventa, buscando compreender esse objeto social particularmente complexo que é a escrita, tal como ela existe na sociedade. Nesse sentido, é importante o reconhecimento de que a emergência do ciberespaço, um meio de comunicação surgido a partir da rede mundial de computadores, ocasionou a constituição de uma nova dimensão da sociedade, na qual o fluxo constante de informações delineia novas formas de relações, entre elas, relações educacionais (WEBER; SANTOS; CRUZ, 2014). As relações comunicativas que se dão no ciberespaço, através do amplo uso de tecnologias de comunicação eletrônica, se constituem novas modalidades de práticas sociais de leitura escrita que permeiam o processo educativo, uma vez que o letramento na chamada cibercultura conduz a um estado diferente daquele a que conduzem práticas de leitura tradicionais. 2. 1 Sobre educação e tecnologia De acordo com WEBER, SANTOS e CRUZ (2014), ainda que o uso de tecnologias digitais não seja incluído nas práticas pedagógicas dentro da escola, os alunos seapropriam dessas tecnologias, o que é evidenciado pelo uso constante dos telefones celulares em sala de aula, alterando a dinâmica da escola. Os alunos atuais se diferenciam das gerações anteriores na forma de interagir e de socializar, apresentando características como rapidez, processamento não linear, primazia do gráfico, preferência por se manter conectado com os outros, proatividade e interesse pela tecnologia. Como afirma HENDEL et al. (2018), a maior parte dos escolares têm acesso e sabem utilizar os recursos digitais, porém, a escolha de como utilizar esses recursos é muitas vezes inadequada, sendo necessário o papel do professor como direcionar do uso dos recursos tecnológicos, utilizando-os como recurso pedagógico que pode tornar o aprendizado estimulante. HENDEL et al. (2018) relataram que o uso de aplicativos ajudou na produção e percepção de sentidos, tanto para a leitura quanto para a escrita, e que o letramento digital foi positivo no desenvolvimento de habilidades para a alfabetização e consciência fonológica. ONO (2015) percebeu que o uso de celulares como mídia sensorial para crianças com dificuldades de aprendizagem foi positivo para melhoras no processo, e BECKER e BAGGIO (2018) revelaram que as tecnologias da informação são capazes de estimular a criatividade, a imaginação e a interação social, de modo a afetar positivamente na alfabetização. 2. 2 Alfabetização e tecnologia Em “Psicogênese da língua escrita”, FERREIRO e TEBEROSKY (1999) exploram o desenvolvimento da leitura-escrita a partir de uma estrutura metodológica construtivista, relatando que a criança desenvolve seu conhecimento na interação com o meio. Além de apontar a importância da conexão entre a realidade e as práticas pedagógicas, as autoras criticam a metodologia tradicional de alfabetização, baseada no método fonético ou silábico, ou seja, na simples conversão da letra escrita em sons de fala. Em “Reflexões sobre alfabetização”, FERREIRO (2017) reforça sua crítica aos modelos tradicionais de alfabetização e posiciona esses métodos em oposição ao novo pensamento construtivista, relatando que, enquanto os métodos tradicionais se preocupam com os aspectos gráficos das primeiras escritas infantis no processo de alfabetização, um olhar construtivista se preocupa com o sentido da representação escrita e os meios utilizados pela criança, para criar essas representações. O objetivo da educação é reproduzir, individualmente, a humanidade produzida coletivamente, ou seja, o processo humanizador passa pela necessidade de que cada um de nós nos apropriemos dos elementos constitutivos da humanidade, que, por sua vez, são produtos coletivos e históricos. (MELO, 2012, p. 51). Além da crítica às práticas tradicionais, a autora aponta também que a natureza do objeto de conhecimento utilizado intervém no processo de aprendizagem, tanto quanto o método utilizado e o estado de maturidade da criança. De acordo com a autora, o método utilizado, a maturidade ou “prontidão” da criança para a alfabetização, e a natureza do objeto de conhecimento utilizado interagem entre si, formando uma tríade. Além disso, a autora aponta também que as concepções que tanto os professores quanto os alunos têm do objeto de conhecimento são importantes no processo de aprendizagem. KLEIMAN (1995) acredita que a diferença do letramento para a alfabetização reside nas práticas sociais através das quais os indivíduos agem, se afirmam e compartilham junto a coletividade suas visões de mundo. Essa prática social, quando responsável e solidária, moldada sob uma ética que reflita sobre valores e ideias, conduz o indivíduo à cidadania. Assim, as tecnologias da informação, que revolucionaram os meios de comunicação, mediam na contemporaneidade essas práticas, de modo que se torna então muito relevante, que professores e alunos sejam proficientes nessas tecnologias, pois elas são parte do que compõe o letramento digital, dentro de um aspecto mais amplo do letramento em si. Do início da internet comercial, em meados dos anos 1990, aos dias de hoje, temos testemunhado mudanças significativas na web. Passamos da web estática para a web dinâmica. Da web da leitura para a web da participação. Da web uma via para a web de duas mãos. Da web de páginas para a web como plataforma. Da web de reação para a web de participação. Da web discurso para a web conversação. E estamos caminhando para a web da interação, a web semântica, a internet das coisas. (Martha Gabriel 2010, p.78). KENSKI (2012), em “Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação”, aponta que o processo educacional deve se adequar aos objetivos que levam as pessoas aos desafios de aprender, demonstrando também uma visão construtivista, em que a educação não deve ser desarticulada da realidade social dos educandos. A autora descreve sobre as profundas mudanças sociais em decorrência das novas tecnologias, salientando que essas mudanças devem também se refletir na escola, reforça que os métodos pedagógicos devem ser reformulados para atender as necessidades impostas por uma sociedade digital, e ressalta que a aprendizagem pode ser mais criativa e dinâmica com o uso das novas tecnologias. Por outro lado, as mudanças de paradigma sobre alfabetização que ocorreram nas últimas décadas, em especial decorrentes dessa perspectiva construtivista, apesar das muitas contribuições, ocorreram também equívocos, sendo o principal, o desafio de reinventar os métodos tradicionais de alfabetização, com base na realidade social onde se dão os processos de comunicação. Para a autora, na tentativa de fazer com que o processo e alfabetização esteja coerente com a realidade social, é um equívoco substituir a totalidade das práticas pedagógicas tradicionais por materiais que circulam nas práticas sociais, pois dessa maneira, a alfabetização acaba por ser obscurecida pelo letramento, e como consequência, perde sua especificidade e sua eficiência. Entende-se que o desafio do educador é maior do que a exposição dos escolares à leitura e à escrita, mas de desenvolver metodologias e ferramentas para a alfabetização e o letramento pleno, e o envolvimento na transformação social através das tecnologias da informação pode ser um dos maiores aliados do professor no processo de ensino-aprendizagem. Partindo das teorias expostas nessas obras, se observa, portanto, que os autores reconhecem que os métodos tradicionais de alfabetização precisam ser ajustados à realidade, que a presença das novas tecnologias na sociedade gera novas demandas ao processo de ensino-aprendizagem, e que a apropriação das tecnologias pelos educadores e sua inserção nos métodos de alfabetização é desejável, especialmente porque é capaz de conectar a realidade da sala de aula com a realidade social. O ambiente escolar é onde o indivíduo adquire as habilidades necessárias para compreender o ensino que fornecem as informações que o acompanhará durante sua jornada pela sociedade, e a percepção dos dispositivos tecnológicos nesse ambiente já se transformou, sendo enxergados mais como aliados do que como antagonistas do ensino. Assim, a emergência e a rápida inserção das tecnologias da informação no cotidiano poder ser considerada parte de um novo “projeto social”, projeto esse, que a inclusão e a justiça social sejam a base. Dessa forma, tanto no ensino presencial, quanto no ensino à distância, essa estratégia pode ser fonte de fortalecimento da interação comunicativa, reduzindo as distâncias e assim, consequentemente ampliando as possibilidades. As atividades das mais diversas, inclusive os jogos digitais, podem sim favorecer o desenvolvimento de habilidades e fortalecer o exercício da cidadania de um modo geral. Para que isso transcenda a teoria e atinja a prática, entretanto, uma nova mentalidade é exigida da escola, o direcionamento para a compressão de que na nova sociedade predomina a linguagem digital, e o movimento em direção à essa transformação deve ser de professores, alunos, pedagogos, pais, enfim, todos aqueles que estão envoltos na formaçãode cidadãos através da educação básica. Todavia, as práticas que envolvam as mídias sociais, a tecnologia da informação como parte do letramento e da alfabetização, precisam ser amplas e não restritas. Ou seja, elas não podem desconsiderar o contexto sociocultural, histórico e político que as envolve, ao contrário, levar em conta a cultura na produção do discurso, na produção de práticas linguísticas que valorizem a sociedade como produtora de comunicação, favorecendo uma educação crítica e aliada das tecnologias (LIBÂNEO, 2011). A palavra alfabetização foi introduzida no Brasil através da literatura de MARY KATO, em meados dos anos 80. Uma das primeiras ocorrências está no livro No mundo da escrita: uma perspectiva psicolinguística (no mundo da escrita: perspectiva psicolinguística), de KATO (1986). O livro traz evidências de aspectos psicolinguísticos envolvidos no aprendizado da língua escolar pelas crianças. A importância da escrita como representação do discurso e seu surgimento, lista alguns dos problemas relacionados ao sucesso ou fracasso em aprender a ler e escrever, além de indicar pontos de reflexão em relação às soluções didático-pedagógicas para os problemas abordados; finalmente, ela discute as teorias sobre a linguagem adquirida. Portanto, para KATO (1986), a alfabetização tem o objetivo de investigar quem é alfabetizado, mas também quem não é, e, nesse sentido, “desconecta-se da verificação do indivíduo e foca no social. Existe a necessidade de levar em consideração o ambiente social em que o indivíduo está interagindo. Embora sejam indissolúveis e entrelaçadas, escrever, aprender as letras e ser alfabetizado nem sempre foram consideradas como um conjunto pelos pesquisadores; enquanto os sistemas de escrita são um produto cultural, aprender a ler e escrever e alfabetizar são processos para adquirir um sistema de escrita. Nesse contexto, o surgimento das tecnologias de comunicação deve ser destacado, pois elas mudaram várias atividades no presente, principalmente a chamada alfabetização digital. A alfabetização digital altera o processo de ensinar e aprender a ler, escrever e alfabetizar, levando os pesquisadores a investigar as consequências dessas novas práticas na sociedade (LUZ, 2016). A educação passa por um marco que tem como pilares de desenvolvimento a alfabetização tradicional e àquela com o uso de tecnologias e que envolvem um segundo estágio de alfabetização: a digital, ou seja, o em como manipular programas e equipamentos em prol do aprendizado. Assim, esta proposta pretende elencar as ferramentas existentes, as dificuldades e benefícios da sua introdução no Ensino Fundamental I da capital paulista. 2.3 O conceito de tecnologia na educação A Resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) e da Câmara de Educação básica CEB (BRASIL, 2012) define tecnologia e sua relação com a educação: A tecnologia é conceituada como a transformação da ciência em força produtiva ou mediação do conhecimento científico e a produção, marcada, desde sua origem, pelas relações sociais que a levaram a ser produzida. É importante a integração entre educação e as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura como base da proposta e do desenvolvimento curricular (BRASIL, 2012). Segundo ANTÔNIO e LEMOS (2014, p. 1), a tecnologia é um aliado do professor que, já preparado para a sistematização do conteúdo tem nessa ferramenta o aperfeiçoamento do material didático e de sua difusão para seus alunos. Porém isso exige infraestrutura da escola em equipamentos e capacitação docente para que o professor consiga assimilar todos os mecanismos tecnológicos disponíveis e adapte suas competências, “reaprendendo a ensinar, mudando o tradicional papel do professor como mero transmissor de conhecimento e o dos alunos como simples recebedores desse conhecimento” (ONO, 2015 p.1). Qualquer abordagem sobre aprendizagem não pode deixar de refletir sobre Piaget e Vygotsky. Uma das principais questões a se refletir é de que ambos apresentavam algumas diferenças em seus pensamentos sobre a aprendizagem, porém tinham muitas coisas em comum. Pode-se citar que ambos acreditavam na criança como um ser ativo, quanto as diferenças, elas se passavam em relação aos fatores externos e internos. “Piaget defende os fatores biológicos e para Vygotsky as influências pertencem ao ambiente social em que a criança nasceu” (GUERRA, 2002, p. 92). Os indivíduos carregam consigo, por toda sua vida uma bagagem de conhecimentos que vão sendo adquiridas em toda a sua trajetória. Contudo essa bagagem, não é estática, vai sofrendo alterações e compartilhando e reconstruindo conceitos. Os teóricos VYGOTSKY (1984) e PIAGET (1975), confirmam esse desenvolvimento não linear, evolutivo e, acrescentam que nesse trajeto, a imaginação se desenvolve. O isolamento social causado pela COVID-19 levou a população a condição de reflexão e a necessidade se se olhar para o ser social e histórico, pensante e soluções para educação da pandemia, FREIRE (2001, p.146) idealizava "(...) Assumir-se como ser social e histórico, como ser pensante, comunicante"(FREIRE, 2001, p. 146). A educação vem se transformando e se adaptando tanto pelos docentes, quanto pelos discentes. Ainda em FREIRE, (2001 p. 146), ele afirmava que “nunca concebeu a educação como uma experiência fria, sem alma, com uma repressão dos sentimentos, sonhos, desejos, assim como admitia uma prática educativa com uma experiência sem o rigor da disciplina intelectual”. A vantagem que a pandemia, na contramão das dificuldades forneceu a educação infantil, foi exigir uma maior interação entre professor e aluno, a aula só funciona bem se ambos interagirem. O professor teve que se reinventar e a interação entre o professor e aluno, foi fundamental, para que o aluno não se sentisse abandonado, excluído da escola e da sociedade e, a forma de interação ajudou para que os dois conseguissem ainda mais transforma a distância em um vinculo de amizade, onde o educando tinha o prazer em estudar, mesmo sendo a distância. Como professor e aluno se conectavam de forma remota através da tecnologia e as atividades eram enviadas em forma de encartes, foi através de e-mail, WhatsApp ou até mesmo pelo professor, que algumas vezes ia até a casa do aluno ou a família vinha até o professor no dia e hora marcada, seguindo todos os padrões recomendados pela saúde, onde algumas vezes o aluno fazia teste de leitura. Tudo isso foram maneiras que os professores usavam para facilitar a vida do aluno, ajudando eles a não sentirem tanta falta do contexto escolar. Contudo, para a escola infantil contemplar as necessidades dos alunos com suas peculiaridades, implantar uma escola inclusiva garantido o direito de uma escola igual para todos, desenvolver práticas educativa para um ensino remoto, habilitar o corpo docente para essas novas frentes requer uma mudança que envolva toda a comunidade acadêmica. SANTOS (2010) nos garante que pesquisas recentes demonstram um panorama de ações pontuais sem nenhum planejamento, clima organizacional de descrença, falta de treinamento dos profissionais, impotência pedagógica, falta de estrutura física e material, uma verdadeira precariedade no apoio pedagógico às escolas (SANTOS, 2010). Essa é a situação de desencontros que existe entre a proposta de ensino de qualidade igual para todos e as condições despreparadas com os atuais sistemas de ensino. De acordo com relatos de LUZURIAGA apud CESÁRIO, (2007) Maria Montessori desenvolveu um método em que demonstrava ser a criança quem conquistava a educação, partindo da crença de que a capacidade nasce conosco e nos ensina, bastando que se dê as condições necessárias a cada criança. CESÁRIO, (2007) em universo diferente, é isso que o ensino remoto possibilita, se dá mais condição a criança de se mostrar e de demonstrar o que precisa, o que funciona e o que quer. 2. 4 A Importância Da Integração De Recursos Digitais Remotos Para a Educação Os modernos processos de ensino e aprendizagem são muito distantes dos que haviahá poucas décadas atrás. A grande preocupação hoje dos estudiosos e pesquisadores da educação, giram em torno da mediação pedagógica, dos impactos que elas trazem e de que maneira podem ser utilizadas para mediar a relação do aluno com o conhecimento. A palavra tecnologia, atrelada à educação, ainda é polemica por parte da sociedade, pois muitos pensam que o uso tecnológico irá vicia as crianças nos meios digitais, mas o professor tem suas formas de usar os meios tecnológicos sem prejudicar o rendimento do aluno. Para alguns professores causa “espanto”, outros apresentam certos pré-conceito sobre a questão, contudo, o fato é que algumas tecnologias que há pouco tempo eram utilizadas, atualmente são facilmente substituídas, tais como: retroprojetor que praticamente desapareceram, os quadros negros hoje foram substituídos por lousas interativas digitais entre outros. Essa atitude entra em choque com o corpo docente, que, em grande parte foi criado sob a cultura da oralidade, da escrita e da mídia de massa. Em COSTA e TONUS (2010, p.83) encontra-se fundamentação para essas considerações. Em seus estudos eles abordam que o professor da “Geração X” ou até um “Baby-Boomer, não se identifica com a relação educativa dos alunos, estão muito distantes do novo perfil de aluno que frequentemente têm se mostrado mais avançados em relação ao conhecimento e uso dos recursos tecnológicos (COSTA; TONUS, 2010, p.84). Atualmente, a maior parcela dos estudantes são os “Nativos Digitais”, que nasceram no mundo da “Era Digital”, ou como se diz popularmente, “nasceram plugados”. Pensam e processam informações, de forma bem diferente de seus pais diferente dos professores. O que por vezes acaba gerando um conflito entre gerações, entre tradição e inovação. A velocidade das alterações no universo informacional cria a necessidade de permanente atualização do homem para acompanhar essas mudanças. As tecnologias de comunicação evoluem sem cessar e com muita rapidez. A todo instante novos produtos diferenciados e sofisticados – telefones celulares, faz, software, vídeos, televisão interativa, realidade virtual, vídeos – são criados (KENSKI, 2010, p.26). É importante ressaltar que as escolas também fazem parte desse novo paradigma tecnológico, passam a fazer parte também do ambiente escolar, em que a tecnologia passa a diminuir a distância entre ensino-aprendizagem, principalmente por meio das práticas pedagógicas promovendo um melhor desempenho escolar. Na concepção de BEHRENS (2009, p.84), a escola deve se caracterizar como um ambiente transformador e as ferramentas tecnológicas não podem ser ignoradas na prática pedagógica. Para tanto, os professores precisam vencer o desafio imposto pela era digital, e reconhecê-la como uma nova forma de buscar o conhecimento, enfrentando criteriosamente os recursos eletrônicos, para a construção dos processos metodológicos na aprendizagem. A autora afirma ainda que o paradigma da era digital volta-se para uma prática docente alicerçada na construção individual e coletiva do conhecimento, de forma que o professor possa romper barreiras. [..] o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação vem crescendo em diversificados contextos educativos, como novas formas de ampliação dos espaços pedagógicos, facilitando o acesso à informação e a comunicação em tempos diferenciados sem a necessidade de professores e alunos compartilharem os mesmos espaços geográficos. (NEVADO, 2008, p. 631). A autora destaca também que, para o aluno aprender a aprender, é necessário que “a prática pedagógica os desafie a buscar uma formação humana, crítica e competente, alicerçada numa visão holística, com uma abordagem progressista, e num ensino com pesquisa” (BEHRENS, 2009, p. 84). Atualmente existe uma grande e crescente quantidade de literatura que disponibilizam conhecimentos sobre a utilização de novas "TICs – Tecnologias da Informação e Comunicação" que incluem alfabetização especifica para as escolas. Ainda que apresente alguns questionamentos, de alguns professores que consideram que a tecnologia na alfabetização, corre o risco de engajar mais o aluno na tecnologia do que no letramento em si. O fato é que a escolaridade atua na presunção de que o conhecimento e aprendizagem estão restritos ao professor. Portanto, tudo o que é abordado dentro da sala de aula deve ser de conteúdo exclusivo da competência dele, questão de "pertença", ele detém o conhecimento a ser transmitido, da forma que ele entenda como a melhor. Ao invés de ele direcionar a aprendizagem o educador transforma o ambiente em um centro de transformação educacional de puro ensino e aprendizagem para o aluno. Além de que, aprender como "curricular" significa que a aprendizagem em sala de aula continua sendo uma sequência formal e, formalmente imposta por um currículo oficial pautado em textos como fontes de informação (LANKSHEAR; KNOBEL, 2003, p.31). 3. 5 Aceitando o desafio de novos letramentos LANKSHEAR; KNOBEL, (2003, p.33) O que segue no texto dando entendimento a alguns conceitos que colaboram para avançar as investigações dos estudos em relação as novas formas de alfabetização, em que tange a ambientes extra classes, tais como casa, comunidades e locais de trabalho. Ele retorna ao foco principal do seu texto que é "a natureza e o significado das mentalidades" (LANKSHEAR; KNOBEL, 2003, p.33): · Alguns exemplos típicos de novos letramentos. · Relatos descritivos, analíticos e novos letramentos. A presença das novas tecnologias é uma realidade na vida das pessoas e estão presentes na vida, nas salas de aula, locais de trabalho e lazer, dentre outros, promovendo novas linguagens e construções de sentido. Esse é o grande desafio que vem se impondo às instituições de ensino, sinalizando a necessidade de novas práticas educacionais que desenvolva um diálogo mais próximo com a sociedade que vive em constante transformação, promovendo uma nova linguagem e novo modelo de letramento. A educação tem esse poder de transformar a sociedade, trazendo em si um novo horizonte de aprendizagem e conhecimento de oportunidades. Educar, nessa perspectiva, significa, portanto, proporcionar à criança tempo, espaço e vivências de formas e natureza diversas, por meio de recursos como ludicidade, oportunidades de expressão e representação que potencializem a capacidade de a criança reconhecer-se como sujeito, de estar com outras, convivendo e aprendendo com a diversidade sociocultural. (RAU, 2012, p.83). Os letramentos pós-tipográficos advêm das novas mídias e se traduzem em novas maneira de pensar e agir e se caracterizam em "mindsets", os quais operam em princípios "pós-industriais", concebendo o mundo de forma não linear e descentralizado. Dessa forma, os mindsets representam a criação de conhecimento na base da performance digital (LANKSHEAR; KNOBEL, 2003). Essa prática, gerada pela nova situação que se estabelece diante da tela e permite desenvolver articulações com as novas linguagens de comunicação, recursos tecnológicos e humanos de forma simultânea, coletiva, criativa e acima de tudo altamente veloz. A inovação tecnológica, ajuda muitos alunos que tem um pouco de dificuldade em se concentrar na aula, tornando o momento mais prazeroso e transformador. Ressalve-se que há mindsets que apesar de reconhecer as atuais mudanças tecnológica, ainda atuam no mundo contemporâneo de acordo com os princípios industriais, centralizado e hierarquizado (LANKSHEAR; KNOBEL, 2003). 3. METODOLOGIA A proposta desse referencial teórico e conceitual tem por objetivo elucidar e fundamentar ao tema com objeto da pesquisa qualitativa, que visa uma reflexão sobre a alfabetização e os desafios do ensino híbrido. A relevância deste referencial teórico se encontra no fornecimento de subsídios e elementos que fundamentam os aspectos conceituais e teóricos do estudo em questão, contribuindo para a eficiência das análises a serem realizadas e possibilitar resultados construídos com a consistência do conhecimento científico. A pesquisa de cunho qualitativo,foi definida por trazer como consideração uma combinação de tendências, respaudadas por diversas teorias e tipos de pesquisa que a engloba (CHIZZOTTI, 2006). Com essa base será possível identificar significados visíveis e latentes no contexto da análise e interpretação dos dados levantados. A metodologia de pesquisa bibliográfica, realizou-se consultas em livros, revistas, site e artigos, visando a seleção de autores que fariam o aporte teórico do presente estudo, a fim de que se desse a apropriação de conhecimento diverso sobre a problemática que envolve o desafio da educação no ensino hibrido dentro do contexto educacional brasileiro. Abordando elementos essenciais da pesquisa, em relação a educação e suas formas de ensino, e as grandes transformações que a tecnologia tem feito no meio educacional. A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referência teóricas publicadas em documentos. Pode ser realizada independentemente ou como parte da pesquisa descritiva ou experimental. Em ambos os casos, busca conhecer e analisar as contribuições culturais ou cientificas do passado, existentes sobre um determinado assunto tema ou problema. (SILVA, 2003, p.49). Para não fugir do principal recorte, que consiste em verificar quais são os principais desafios para que se tenha uma alfabetização com uma pratica de ensino híbrido, envolvendo atividades presenciais e virtuais, elencou-se os principais eixos da linha de pesquisa qualitativa que embasarão as ideias e caminhos indicados por essa pesquisa: sobre alfabetização e ensino híbrido. CONSIDERAÇÕES FINAIS A principal proposta em desenvolver este estudo teve como perspectiva responder a principal questão que envolve a temática quais são os principais desafios para que se tenha uma alfabetização com uma pratica de ensino híbrido com atividades presenciais e as virtuais? Responder integralmente essa questão exigiria um trabalho mais intenso, dada as dimensões que envolvem a área de ensino, principalmente na escola infantil. Conforme mencionado, ainda que de forma rápida ao longo deste trabalho, as instituições vivem graves problemas de estrutura, de capacitação do professor, de reformulação que permita um ensino mais acessível a todos, e aí entra a tecnologia como uma facilitadora. Tanto no sentido de adaptações como de uma nova linguagem a ser utilizada, ela ajuda na acessibilidade. No entanto exige que haja investimento na estrutura tecnológica da escola, assim como na formação dos docentes que em sua formação inicial não recebem, de forma mais incisiva, práticas de ensino que habilite nesses principais recursos tecnológicos, nem tampouco com relação a uma escola mais inclusiva, que saiba lidar com a diversidade e consiga passar esses conceitos. Dessa forma, os desafios da escola hibridam, não reside no sistema em si, ao contrário, o ensino híbrido traz muito mais vantagens do que desvantagem, Ele soma. Ele resolve algumas questões de crianças que estão temporariamente ou de forma permanente sem condições de ir à escola presencial. Resolve até a questão da escassez de vagas que deixa a criança sem aula. Enfim, são inúmeras as vantagens. Onde estão os desafios então? Na falta de Políticas Pública, na falta de uma reformulação na formação do docente, na falta de uma conscientização da sociedade em olhar em torno e ver o que que dá para irmos mudando e tentando construir um mundo escola melhor que possa formar melhor o cidadão do mundo futuro. Se por um lado na educação presencial as práticas pedagógicas são percebidas como potencializadoras dos processos de ensino-aprendizagem, na educação a distância representam a oportunidade de criação de ambientes virtuais de aprendizagem, nos quais professores e alunos têm a possibilidade de realizar trabalhos em grupos, debates, fóruns, dentre outras formas de tornar a aprendizagem mais significativa. REFERÊNCIAS ANTONIO, R.; LEMOS, C. As competências do professor do século XXI: a tecnologia como instrumento de apoio. UNISANTA Humanitas, v. 3, n. 2, 2014, p.201-209. BALDIN, Y Y. O Significado da introdução da Metodologia Japonesa de Lesson Study nos Cursos de Capacitação de Professores de Matemática no Brasil. In: Simpósio Brasil – Japão, 2009, São Paulo/SP. Anais Simpósio Brasil – Japão. São Paulo/SP: Associação Brasil-Japão de Pesquisadores. BEHRENS, Maria Aparecida. Projetos de Aprendizagem Colaborativa num Paradigma Emergente. 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