Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Informações Públicas
Informações Públicas
Informações Públicas
 
 
 
GUIA COMPLETO DE ESTUDO
Insulina, Glucagon, Diabetes e Metabolismo
Baseado integralmente no Silverthorn — Fisiologia Humana, 7a Ed.
Paginas 706 a 722
Tutorial — Caso 10 — ZARNS Salvador
 
 
	COMO USAR ESTE GUIA:
Textos em VERMELHO = muito importante, voce nao pode deixar de falar na tutoria.
Caixas azuis tracejadas = espaco para colar a imagem do livro.
Caixas amarelas = curiosidades que impressionam a professora.
Caixas laranjas com RELACAO = so no final, conectando com o caso da Vitoria.
Estude cada secao, entenda, e depois fale com suas proprias palavras.
	SECAO 1 — CONCEITOS INICIAIS
Diferenca entre Astenia e Adinamia
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
A professora colocou isso como PRIMEIRO TOPICO do quadro. Voce DEVE saber diferenciar!
Astenia = fraqueza SUBJETIVA — o paciente SENTE que esta fraco, mas quando examinado, a forca muscular esta normal.
Adinamia = fraqueza OBJETIVA — ha reducao real e mensuravel da forca muscular.
No diabetes tipo 1: a fraqueza da Vitoria e ADINAMIA — ela realmente nao tem energia nas celulas (ATP insuficiente).
 
Explicacao detalhada
 
	ASTENIA: Vem do grego a = sem + sthenos = forca. E uma queixa subjetiva de cansaco, falta de energia, sem que o exame fisico mostre reducao real da forca. O paciente diz que esta fraco, mas na hora de apertar a mao do medico, a forca esta normal. E comum em anemias, depressao, hipotireoidismo, infeccoes virais.
 
	ADINAMIA: Vem do grego a = sem + dynamis = forca/potencia. E a reducao REAL e OBJETIVA da forca muscular — mensuravel no exame fisico. As celulas musculares literalmente nao tem energia suficiente para se contrair adequadamente. E o que acontece no diabetes nao controlado, nas miopatias, e em doencas que privam as celulas de combustivel.
 
	CURIOSIDADE: Uma forma facil de lembrar: Astenia = o paciente ACHA que esta fraco (subjetivo). Adinamia = o medico MEDE que esta fraco (objetivo). No diabetes, as celulas sem glicose realmente nao tem ATP — por isso e adinamia!
	SECAO 2 — BASE PARA TUDO
Metabolismo no Estado Alimentado (Absortivo)
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
Para entender o diabetes, voce PRECISA entender o que o corpo faz quando esta funcionando NORMALMENTE.
O estado alimentado e quando a INSULINA domina — e o estado de construcao e armazenamento.
Sem entender isso, nao da pra entender o que da errado no diabetes.
 
O que e o estado alimentado?
 
	Depois que voce come, os nutrientes sao absorvidos no intestino e caem na corrente sanguinea. A glicose sobe no sangue. Isso e o estado alimentado — tambem chamado de estado absortivo ou pos-prandial (pos = depois / prandial = refeicao).
 
	Nesse estado, a INSULINA e o hormonio dominante. Ela faz o corpo entrar em modo ANABOLICO — que significa construir e armazenar. Tudo que entrou de nutriente vai ser usado ou guardado.
 
O que acontece com cada nutriente?
 
	1
	Carboidratos (glicose) — a insulina distribui e guarda
A glicose absorvida cai no sangue. A insulina e liberada pelas celulas Beta do pancreas. Ela abre as portas (transportadores GLUT4) no musculo e tecido adiposo para a glicose entrar. No figado, a insulina ativa enzimas para transformar glicose em glicogenio (glicogenese). Se sobrar muita glicose alem do necessario para energia e glicogenio, ela e convertida em gordura (acidos graxos) — processo chamado lipogenese.
 
	2
	Proteinas (aminoacidos) — vao para sintese proteica
Os aminoacidos absorvidos no intestino sao captados pelo figado e pelo musculo. A insulina ativa as enzimas de sintese proteica. Os aminoacidos sao usados para construir proteinas novas — enzimas, estruturas musculares, anticorpos. O excesso de aminoacidos e convertido em acidos graxos ou em intermediarios do ciclo de energia.
 
	3
	Gorduras (triglicerideos) — sao reconstituidas e armazenadas
As gorduras absorvidas sao remontadas no intestino, entram na circulacao linfatica em particulas chamadas quilomicrons, e chegam ao tecido adiposo. A insulina inibe a lipolise (quebra de gordura) e estimula o armazenamento. O tecido adiposo guarda a gordura em forma de triglicerideo nas suas celulas — os adipocitos.
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
RESUMO DO ESTADO ALIMENTADO (inscreva na memoria!):
Insulina alta + glucagon baixo = modo ANABOLICO.
Glicose: entra nas celulas, vira glicogenio no figado e musculo, excesso vira gordura.
Proteinas: sao sintetizadas, musculo cresce.
Gorduras: sao armazenadas, lipolise e inibida.
	SECAO 3 — MUITO IMPORTANTE
Metabolismo no Estado de Jejum (Pos-Absortivo)
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
O estado de jejum e o oposto: GLUCAGON domina, corpo entra em modo CATABOLICO.
A missao e uma so: manter a glicose no sangue para o cerebro sobreviver.
No diabetes tipo 1, o corpo FICA em modo de jejum permanente, mesmo depois de comer!
 
	IMAGEM — Figura 22.8 — Pagina 706 — IMPRIMA!
Mostra os 4 orgaos principais no jejum: figado (libera glicose do glicogenio), tecido adiposo (libera acidos graxos), musculo (manda lactato e aminoacidos pro figado) e cerebro (usa glicose e cetonas). As setas mostram quem manda o que para quem.
[ COLE A IMAGEM DO LIVRO AQUI ]
 
 
Por que o cerebro e tao critico?
 
	O cerebro consome cerca de 120g de glicose por dia — que e a maior parte da glicose que o corpo usa. Neurônios nao conseguem guardar glicose propria e, em condicoes normais, dependem quase que exclusivamente do sangue. Se a glicemia cai muito (hipoglicemia), os neuronios param de funcionar — isso causa tontura, confusao, convulsoes e ate coma. Por isso o corpo tem mecanismos tao elaborados para manter a glicemia.
 
As 4 estrategias do jejum — olhando a Figura 22.8
 
	1
	Glicogenolise no figado — a resposta imediata
O figado armazena glicogenio como reserva de glicose. No jejum, o glucagon sinaliza para o figado quebrar esse glicogenio e liberar glicose no sangue. Esse processo chama glicogenolise. O estoque de glicogenio do figado aguenta aproximadamente 4 a 5 horas de jejum. Veja a Figura 22.9 (p.707): 90% do glicogenio e convertido em glicose-6-fosfato e so 10% em glicose pura.
 
	2
	Lipolise no tecido adiposo — queima gordura para poupar glicose
Depois que o glicogenio comeca a acabar, o glucagon e as catecolaminas (adrenalina) estimulam o tecido adiposo a quebrar os triglicerídeos armazenados em glicerol + acidos graxos livres. Esse processo e a lipolise. O glicerol vai pro figado virar glicose (gliconeogenese). Os acidos graxos vao para musculos, coracao e outros orgaos como combustivel — POUPANDO a glicose do sangue para o cerebro.
 
	3
	Catabolismo proteico no musculo — ultimo recurso
Se o jejum se prolonga muito, o musculo começa a degradar suas proprias proteinas em aminoacidos. Os aminoacidos vao pro figado via corrente sanguinea. O figado os usa para fabricar glicose nova — gliconeogenese. Isso so acontece em jejum prolongado porque e muito custoso para o organismo — destruir musculo para fazer glicose e o ultimo recurso.
 
	4
	Gliconeogenese no figado — fabrica glicose do zero
Com os materiais que chegam — glicerol (da gordura), lactato (do musculo), aminoacidos (das proteinas) —, o figado consegue fabricar glicose nova do zero. Esse processo se chama gliconeogenese. Olhando a Figura 22.11 (p.707): os tres substratos entram no figado e saem como glicose para o sangue. Durante o jejum noturno, 75% da glicose vem do glicogenio e 25% da gliconeogenese.
 
A Beta-Oxidacao — como os acidos graxos viram energia
 
	IMAGEM — Figura 22.12 — Pagina 708 — IMPRIMA!
Mostra o caminho completo da gordura: triglicerideo > lipases > glicerol (gliconeogenese) + acidos graxos > mitocondria > beta-oxidacao > acetil-CoA > ciclo do acido citrico > ATP.
[ COLE A IMAGEM DO LIVRO AQUI ]
 
 
	Os acidos graxos liberados pelo tecido adiposo chegam ao sangue e sao captados por musculos, coracao e figado. Para virar energia, eles precisam entrar na mitocondria. La dentro, sao cortados de 2 em 2 carbonos — essa e a beta-oxidacao (ou oxidacao beta).Cada par de carbonos forma uma molecula de acetil-CoA, que entra no ciclo do ácido citrico para gerar muito ATP. Por isso a gordura e tao energetica: 9 kcal por grama, contra 4 kcal dos carboidratos e proteinas.
 
Corpos Cetonicos — o combustivel de emergencia do cerebro
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
Corpos cetonicos sao MUITO importantes para o caso clinico — o medico verificou se a Vitoria tinha cetoacidose!
Quando o figado recebe mais acidos graxos do que consegue processar no ciclo do acido citrico, o excesso de acetil-CoA e convertido em corpos cetonicos.
Os principais corpos cetonicos sao: acido acetoacético, acido beta-hidroxibutirico e acetona.
Em pequena quantidade: cetose — normal em jejum prolongado. Em grande quantidade: CETOACIDOSE — emergencia medica!
 
	Os corpos cetonicos entram na corrente sanguinea e podem cruzar a barreira hematoencefalica — chegar ao cerebro. Em jejum prolongado (acima de 2-3 dias), o cerebro comeca a usar corpos cetonicos como combustivel, reduzindo sua dependencia de glicose para ate 30-40%. Isso e uma adaptacao evolutiva importante — permite a sobrevivencia em fome prolongada.
 
	CETOACIDOSE: Os corpos cetonicos sao acidos organicos. Quando se acumulam em grande quantidade no sangue, diminuem o pH sanguineo — acidose metabolica. O corpo tenta compensar aumentando a ventilacao (respiracao de Kussmaul — respiracao rapida e profunda). A acetona, por ser volatil, e expirada pelos pulmoes causando o halito cetonico — cheiro de fruta/acetona. Isso e diagnostico!
 
	CURIOSIDADE: A dieta cetogenica — muito famosa para perda de peso — e justamente uma dieta muito pobre em carboidratos que forcao o corpo a entrar em cetose permanente. E usada tambem para controle de epilepsia em criancas que nao respondem a medicamentos — por razoes ainda nao completamente compreendidas, a cetose reduz as convulsoes.
	SECAO 4
O Pancreas — Anatomia e Hormonios
 
	IMAGEM — Figura 22.13 — Pagina 709 — IMPRIMA!
Mostra em (a) anatomia macroscopica do pancreas — proximo ao duodeno. Em (b) histologia das Ilhotas de Langerhans com celulas alfa (glucagon), beta (insulina+amilina) e D (somatostatina) identificadas em torno dos capilares.
[ COLE A IMAGEM DO LIVRO AQUI ]
 
 
O pancreas tem duas funcoes completamente diferentes
 
	Funcao EXOCRINA (98% da massa): produz enzimas digestivas (amilase, lipase, proteases) e bicarbonato, que vao pelo ducto pancreatico ate o duodeno para ajudar na digestao dos alimentos. Exocrina = secreta para fora do corpo, em um ducto.
 
	Funcao ENDOCRINA (menos de 2% da massa): as Ilhotas de Langerhans produzem hormonios que caem DIRETO na corrente sanguinea, sem ducto. Endocrina = secreta para dentro do corpo.
 
As Ilhotas de Langerhans
 
	Descobertas pelo anatomista alemao Paul Langerhans em 1869. Sao pequenos grupos de celulas endocrinas espalhadas por todo o pancreas, muito bem vascularizadas — cada ilhota fica encostada em capilares para liberar hormonios diretamente no sangue.
 
	Tipo de Celula
	Hormonio Produzido
	Proporcao na Ilhota
	Funcao Principal
	Beta (B)
	Insulina + Amilina
	Aprox. 75%
	Abaixa a glicemia — modo anabolico
	Alfa (A)
	Glucagon
	Aprox. 20%
	Sobe a glicemia — modo catabolico
	Delta (D)
	Somatostatina
	Menor parte
	Inibe tanto insulina quanto glucagon
	PP (F)
	Polipeptideo pancreatico
	Menor parte
	Regula funcao exocrina do pancreas
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
No diabetes tipo 1: as celulas BETA sao destruidas pelo sistema imune. Sem celulas Beta = sem insulina.
As celulas Alfa continuam funcionando — por isso o glucagon continua sendo secretado normalmente.
Isso piora ainda mais a hiperglicemia: sem insulina para frear, e com glucagon ativando mais producao de glicose.
 
A Regra de Ouro: Razao Insulina/Glucagon
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
NAO e a quantidade absoluta de insulina ou glucagon que importa — e a PROPORCAO entre os dois.
Insulina alta / glucagon baixo = estado anabolico (pos-refeicao).
Glucagon alto / insulina baixa = estado catabolico (jejum).
Qualquer perturbacao dessa razao altera completamente o metabolismo.
 
	IMAGEM — Figura 22.14 — Pagina 710 — IMPRIMA!
Mostra (a) estado alimentado com insulina dominante: oxidacao da glicose, sintese de glicogenio, gorduras e proteinas. (b) estado de jejum com glucagon dominante: glicogenolise, gliconeogenese, cetogenese. (c) grafico mostrando como insulina e glucagon oscilam antes e depois de uma refeicao, com a glicemia.
[ COLE A IMAGEM DO LIVRO AQUI ]
 
	SECAO 5
Insulina — Sintese, Classificacao Quimica e Mecanismo de Liberacao
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
A professora pediu sintese e classificacao quimica da insulina — isso esta no Silverthorn paginas 203 e 710.
Insulina e um HORMONIO PEPTIDICO — formado por aminoacidos.
Ela e sintetizada como um pro-hormonio inativo e ativada antes da secrecao.
 
Classificacao Quimica da Insulina
 
	A insulina e classificada como um HORMONIO PEPTIDICO — ou seja, e uma proteina formada por cadeias de aminoacidos. Ela e composta por 51 aminoacidos divididos em duas cadeias: cadeia A (com 21 aminoacidos) e cadeia B (com 30 aminoacidos), unidas por duas pontes dissulfeto (ligacoes entre dois atomos de enxofre — S-S). Seu peso molecular e de aproximadamente 5.800 daltons. Por ser uma proteina, NAO pode ser administrada por via oral — seria digerida no estomago!
 
Sintese da Insulina — Passo a Passo
 
	1
	Gene da insulina e transcrito no nucleo da celula Beta
O gene INS, localizado no cromossomo 11, e lido pelo nucleo da celula Beta pancreatica. O RNAm (RNA mensageiro) e produzido e sai do nucleo.
 
	2
	Traducao: surge a Pre-Pro-Insulina
Os ribossomos traduzem o RNAm em Pre-Pro-Insulina — uma cadeia unica de 110 aminoacidos. O prefixo pre indica que ela ainda tem um peptideo sinal (sequencia lider) que direciona a proteina para o reticulo endoplasmatico.
 
	3
	Reticulo Endoplasmatico: surge a Pro-Insulina
No reticulo endoplasmatico, o peptideo sinal e removido. Resulta a Pro-Insulina — uma cadeia unica com 86 aminoacidos, dobrada em uma forma especifica com as pontes dissulfeto ja formadas.
 
	4
	Aparelho de Golgi: surgem insulina + peptideo C
No complexo de Golgi, enzimas clivam (cortam) a Pro-Insulina em dois fragmentos: a Insulina propriamente dita (51 aminoacidos) e o Peptideo C (peptideo de conexao, com 31 aminoacidos). Ambos ficam guardados em vesiculas de secrecao.
 
	5
	Exocitose: insulina e peptideo C sao liberados juntos
Quando chega o estimulo certo (glicose alta, por exemplo), as vesiculas se fundem com a membrana da celula Beta e liberam insulina E peptideo C em quantidades IGUAIS no sangue. Por isso o peptideo C e um marcador excelente da producao propria de insulina!
 
	CURIOSIDADE: O Peptideo C (C-Connect) e muito util clinicamente! Como ele so e produzido pelo pancreas do proprio paciente — nao esta nas insulinas injetadas —, medir o nivel de peptideo C no sangue diz ao medico se o pancreas ainda esta produzindo alguma insulina propria. Em diabetes tipo 1 avanado, o peptideo C esta zerado. Em tipo 2, esta normal ou elevado.
 
Meia-vida e Transporte da Insulina
 
	A insulina tem meia-vida muito curta: apenas 5 minutos em circulacao. Ela circula dissolvida no plasma (nao precisa de proteina transportadora). E degradada principalmente pelo figado e pelos rins atraves de enzimas chamadas insulinases. Isso significa que, para ter um efeito sustentado, a insulina precisa ser continuamente secretada.
	SECAO 6
Os 5 Gatilhos da Secrecao de Insulina
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
Saber o que ESTIMULA e o que INIBE a secrecao de insulina e fundamental!
O mecanismo celular de liberacao pela glicose e muito cobrado em provas.
 
	IMAGEM — Figura 22.15 — Pagina 711 — IMPRIMA!
Mapa completo: desde a ingestao da refeicao, a dilatacao do trato GI, a absorcao de nutrientes, a liberacao de incretinas (GLP-1, GIP), o estimulo parassimpatico — tudo convergindo para as celulas Beta. Mostra tambem a retroalimentacao negativa quando a glicose cai.[ COLE A IMAGEM DO LIVRO AQUI ]
 
 
Mecanismo Celular Detalhado — Como a Glicose Dispara a Insulina
 
	1
	Glicose entra na celula Beta pelo GLUT2
O GLUT2 e um transportador de glicose sempre presente na membrana da celula Beta — nao precisa de insulina para funcionar. Ele e um sensor: deixa entrar glicose proporcional a concentracao no sangue. Quando a glicemia sobe, mais glicose entra.
 
	2
	Glicose e metabolizada — ATP aumenta
A glicose que entrou passa pela glicose. O resultado e um aumento na relacao ATP/ADP dentro da celula Beta — mais ATP disponivel.
 
	3
	Canais de Potassio (K+) sensiveis ao ATP se fecham
O ATP produzido se liga e fecha os canais de K+ sensiveis ao ATP (canais KATP). Com esses canais fechados, o potassio nao sai mais da celula. O interior da celula fica menos negativo — a celula se DESPOLARIZA.
 
	4
	Canais de Calcio (Ca2+) dependentes de voltagem se abrem
A despolarizacao da membrana abre os canais de Ca2+ voltagem-dependentes. O calcio entra no citoplasma a favor de seu gradiente de concentracao (muito mais Ca2+ fora do que dentro da celula).
 
	5
	Ca2+ dispara a exocitose da insulina
O aumento do Ca2+ intracelular e o sinal final. As vesiculas que contem insulina (e peptideo C) se fundem com a membrana celular e liberam insulina por exocitose — como baloes que estouram na membrana, jogando a insulina para fora da celula e direto para os capilares da ilhota.
 
	CURIOSIDADE: Os medicamentos sulfoniureias — como a glibenclamida — usados no diabetes tipo 2 agem exatamente fechando os canais KATP artificialmente, obrigando a celula Beta a liberar insulina mesmo sem glicose alta. Esse e o mecanismo do passo 3!
 
Os 5 Fatores que Modulam a Secrecao de Insulina
 
	Fator
	Efeito sobre insulina
	Mecanismo
	Glicemia > 100 mg/dL
	ESTIMULA (principal)
	Via GLUT2 > ATP > fecha KATP > abre Ca2+
	Aminoacidos no plasma
	ESTIMULA
	Especialmente leucina, arginina — estimulam diretamente as celulas Beta
	Incretinas (GLP-1 e GIP)
	ESTIMULA (>50% da secrecao)
	Hormonios do intestino que chegam antes da glicose — secrecao antecipada
	Sistema nervoso parassimpatico
	ESTIMULA
	Acetilcolina se liga a receptores nas celulas Beta — liberacao ps-refeicao
	Sistema nervoso simpatico / Adrenalina
	INIBE
	Receptores alfa-2 adrenergicos inibem a exocitose — resposta de estresse
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
As INCRETINAS merecem atencao especial! GLP-1 e GIP sao hormonios produzidos pelo intestino delgado.
Eles sao liberados ANTES da glicose ser absorvida — e um mecanismo de antecipacao inteligente.
Mais de 50% de toda a insulina de uma refeicao e estimulada pelas incretinas, nao pela glicose em si.
O efeito incretinico explica por que comer glicose aumenta mais insulina do que injetar glicose direto na veia — no segundo caso nao passa pelo intestino!
 
	CURIOSIDADE: A semaglutida (Ozempic/Wegovy) e um analogo do GLP-1 — imita exatamente o hormonio do intestino. Ela estimula insulina, inibe glucagon, retarda o esvaziamento gastrico (voce fica saciado mais tempo) e age no cerebro reduzindo o apetite. Por isso virou tambem medicamento para obesidade.
	SECAO 7 — MUITO IMPORTANTE
Como a Insulina Age nas Celulas — Os Transportadores GLUT
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
Esta e a secao mais importante para explicar o PORQUE dos sintomas do diabetes!
Sem entender os GLUTs, voce nao consegue explicar por que a glicose acumula no sangue.
A professora VAI perguntar sobre isso!
 
	IMAGEM — Figura 22.16 — Pagina 712
Mostra os 5 passos do mecanismo de acao da insulina: (1) liga ao receptor tirosina-cinase; (2) receptor fosforila os IRS; (3) cascata de segundos mensageiros; (4) GLUT4 inserido na membrana; (5) metabolismo modificado.
[ COLE A IMAGEM DO LIVRO AQUI ]
 
 
	IMAGEM — Figura 22.17 — Paginas 712-713 — A MAIS IMPORTANTE! IMPRIMA!
Compara jejum e estado alimentado. (a) sem insulina: GLUT4 dentro de vesiculas, porta fechada. (b) com insulina: vesiculas vao a membrana, GLUT4 inserido, porta aberta. (c) figado em jejum: GLUT2 sempre na membrana, glicose SAI. (d) figado alimentado: insulina ativa hexocinase, glicose ENTRA.
[ COLE A IMAGEM DO LIVRO AQUI ]
 
 
O Receptor de Insulina — a Fechadura
 
	O receptor de insulina e uma proteina transmembrana com atividade de tirosina-cinase. E formado por 4 subunidades — 2 alfa (externas, onde a insulina se liga) e 2 beta (internas, com a atividade enzimatica). Quando a insulina se liga as subunidades alfa, as subunidades beta se autofosforilam — ativam a si mesmas — e depois fosforilam proteinas dentro da celula chamadas IRS (Substratos do Receptor de Insulina).
 
Os 5 Passos da Acao da Insulina — Figura 22.16
 
	1
	Insulina se liga as subunidades alfa do receptor tirosina-cinase
A insulina no espaco extracelular se liga ao seu receptor especifico na membrana. Isso e a ligacao hormonio-receptor — como chave na fechadura.
 
	2
	Receptor fosforila os Substratos do Receptor de Insulina (IRS)
As subunidades beta do receptor ativado fosforilam (adicionam grupos fosfato a) proteinas chamadas IRS. Esses IRS sao como mensageiros internos que recebem o recado da insulina.
 
	3
	Cascata de segundo mensageiro — chega ao nucleo
Os IRS fosforilados ativam uma cadeia de proteinas dentro da celula — PI3-cinase, PKB/Akt e outras. Essa cascata chega ao nucleo e ativa fatores de transcricao, alterando quais genes sao expressos. Isso e a adaptacao de longo prazo da celula a insulina.
 
	4
	GLUT4 e inserido na membrana — a porta abre!
Em paralelo, a cascata de sinalizacao faz com que vesiculas contendo GLUT4 (que estavam estocadas no citoplasma) se movam em direcao a membrana celular e se fusionem com ela por exocitose. Os transportadores GLUT4 ficam inseridos na membrana — as portas para a glicose entram.
 
	5
	Glicose entra e o metabolismo celular muda
Com os GLUT4 na membrana, a glicose do sangue entra por difusao facilitada — de onde tem mais para onde tem menos. Dentro da celula, a glicose e fosforilada (hexocinase), e o metabolismo muda: glicose e usada, glicogenio e sintetizado, gordura e guardada.
 
A Diferenca Fundamental — GLUT4 vs GLUT2
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
GLUT4 (musculo esqueletico em repouso e tecido adiposo): DEPENDENTE de insulina.
Sem insulina = GLUT4 fica dentro da vesicular = glicose NAO entra = glicose acumula no sangue.
Com insulina = GLUT4 vai para a membrana = glicose ENTRA = glicemia normaliza.
GLUT2 (figado e celulas Beta): INDEPENDENTE de insulina — sempre na membrana.
GLUT1 (cerebro, hem. vermelhas): tambem independente de insulina — o cerebro nunca fica sem glicose.
 
A Afinidade dos GLUTs com a Glicose
 
	Transportador
	Localizacao
	Dependencia de Insulina
	Afinidade pela Glicose
	Funcao
	GLUT1
	Cerebro, hem. vermelhas, placenta
	Independente
	Alta — Km baixo (~1 mM)
	Captacao basal constante
	GLUT2
	Figado, celulas Beta, rim, intestino
	Independente
	Baixa — Km alto (~15-20 mM)
	Sensor de glicose — so ativo quando glicemia esta alta
	GLUT3
	Neuronios
	Independente
	Muito alta — Km baixo
	Garante glicose para neuronios mesmo com glicemia baixa
	GLUT4
	Musculo esqueletico, tecido adiposo
	DEPENDENTE
	Media — Km (~5 mM)
	Principal responsavel pela captacao pos-prandial
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
A afinidade do GLUT2 e BAIXA de proposito! Como sensor de glicose na celula Beta, ele so deixa entrar glicose quando a glicemia esta realmente alta — exatamente o que aciona a liberacao de insulina.
O GLUT1 no cerebro tem afinidade ALTA para garantir que o cerebro capture glicose mesmo em hipoglicemia.
 
	CURIOSIDADE: No exercicio fisico, os musculos inserem GLUT4 na membrana POR CONTA PROPRIA, sem precisar de insulina! O sinal e a contracao muscular, que ativa uma via alternativa (via AMPK). Por isso exercicio fisico baixa a glicemia mesmo em diabeticos tipo 1 — e por isso o Dr. Fernando orientou Dona Rosalia sobre atividade fisica para a Vitoria.
	SECAO 8
Os 4 Grandes Efeitos Metabolicos da Insulina
 
	Alem de abrir as portas GLUT4, a insulina altera profundamenteo metabolismo de toda a celula. Esses efeitos sao resultado da cascata de sinalizacao que vimos — ativacao e inibicao de enzimas, e mudancas na expressao genica.
 
	1
	Efeito sobre a GLICOSE — aumenta captacao e uso
A insulina aumenta transporte de glicose (via GLUT4) no musculo e tecido adiposo. Ativa a glicose (quebra de glicose para energia). Ativa a glicogenese (sintese de glicogenio) no figado e musculo. INIBE a glicogenolise e a gliconeogenese — o figado para de produzir glicose.
 
	2
	Efeito sobre PROTEINAS — modo construtivo
A insulina ativa enzimas de sintese proteica nos ribossomos. INIBE a proteolise (quebra de proteinas). Resultado: o musculo cresce e nao e degradado. Em jejum ou no diabetes sem controle, sem insulina o musculo se degrada — e o emagrecimento da Vitoria!
 
	3
	Efeito sobre GORDURAS — guarda, nao queima
A insulina estimula a lipogenese (sintese de triglicerideos) no figado e tecido adiposo. INIBE a lipolise (quebra de gordura) e a beta-oxidacao (uso de acidos graxos como energia). Resultado: o excesso de glicose e aminoacidos e convertido em gordura e armazenado.
 
	4
	Efeito sobre POTASSIO — move potassio para dentro da celula
A insulina estimula a bomba Na+/K+ ATPase nas celulas, movendo potassio para DENTRO. Por isso na cetoacidose diabetica, quando se administra insulina, o potassio sanguineo cai rapidamente — precisa repor K+ no soro!
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
RESUMO: A insulina e o hormonio ANABOLICO por excelencia.
Ela GUARDA glicose (como glicogenio e gordura), CONSTROI proteinas, IMPEDE a quebra de gordura e musculo.
SEM insulina: o corpo quebra tudo — musculo, gordura — tentando gerar energia. Dai o emagrecimento mesmo comendo.
	SECAO 9
Glucagon — O Hormonio da Sobrevivencia em Jejum
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
O glucagon e o antagonista fisiologico da insulina — faz exatamente o contrario.
Sua missao UNICA e evitar hipoglicemia — manter a glicose no sangue acima de ~70 mg/dL.
O figado e o orgao-alvo principal — o musculo e o tecido adiposo respondem pouco ao glucagon.
 
	IMAGEM — Figura 22.18 — Pagina 715 — IMPRIMA!
Mostra o circuito completo do glucagon: glicose baixa > celulas alfa liberam glucagon > figado faz glicogenolise, gliconeogenese e cetogenese > glicose sobe no sangue > retroalimentacao negativa inibe glucagon. Mostra tambem que aminoacidos no plasma tambem estimulam glucagon.
[ COLE A IMAGEM DO LIVRO AQUI ]
 
 
Classificacao e Estrutura do Glucagon
 
	O glucagon tambem e um hormonio peptidico — formado por 29 aminoacidos em uma unica cadeia polipeptidica. Pertence a familia da secretina — familia de hormonios com estrutura similar, que inclui VIP, GIP e GLP-1. Tem meia-vida de 4 a 6 minutos. Circula dissolvido no plasma. Seu receptor usa proteina G acoplada ao AMPc (Adenosina Monofosfato Ciclico) como segundo mensageiro.
 
O que estimula a secrecao de Glucagon?
 
	Fator
	Efeito
	Observacao
	Glicemia 100 mg/dL
	INIBE
	A propria insulina alta pode inibir as celulas alfa
 
Como o Glucagon Age no Figado — Passo a Passo
 
	1
	Glucagon se liga ao seu receptor no figado
O receptor de glucagon nos hepatocitos (celulas do figado) e acoplado a proteina G. Quando o glucagon se liga, a proteina G ativa a enzima adenilil ciclase.
 
	2
	Adenilil ciclase produz AMPc
A adenilil ciclase converte ATP em AMPc (Adenosina Monofosfato Ciclico). O AMPc e o segundo mensageiro — ele amplifica o sinal dentro da celula.
 
	3
	AMPc ativa a Proteina Cinase A (PKA)
O AMPc ativa a PKA, que e uma enzima que fosforila (ativa ou inibe) outras proteinas. A PKA e o ponto central do efeito do glucagon.
 
	4
	PKA ativa a Glicogenolise
A PKA fosforila e ativa a fosforilase do glicogenio — a enzima que quebra o glicogenio em glicose-1-fosfato. Simultaneamente, a PKA inibe a glicogenio sintase (a enzima que FARIA glicogenio). Resultado: o glicogenio e quebrado e a glicose vai para o sangue.
 
	5
	PKA ativa a Gliconeogenese
A PKA tambem ativa enzimas da gliconeogenese e inibe enzimas da glicose. O figado passa a fabricar glicose nova a partir de lactato, aminoacidos e glicerol.
 
	6
	Em hipoglicemia prolongada: Cetogenese
Se a hipoglicemia persiste, o glucagon estimula a lipolise no tecido adiposo (via estimulo simpatico associado). Os acidos graxos chegam ao figado e, com o excesso de acetil-CoA produzido, sao convertidos em corpos cetonicos.
 
	CURIOSIDADE: O glucagon injetado e um tratamento de emergencia para hipoglicemia grave! Se um diabetico toma muita insulina e cai em hipoglicemia profunda — a ponto de perder a consciencia e nao conseguir comer —, o acompanhante pode aplicar uma injecao de glucagon. Ele vai estimular o figado a liberar glicose do glicogenio e a pessoa acorda. Os kits de glucagon de emergencia sao essenciais para familias de diabeticos tipo 1.
	SECAO 10
Glicemia vs Glicemia Glicada (Hemoglobina Glicada — HbA1c)
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
Esse topico estava no quadro da tutoria — a professora VAI perguntar a diferenca!
Sao dois exames completamente diferentes que medem coisas diferentes.
Glicemia = fotografia de AGORA. HbA1c = filme dos ultimos 2-3 MESES.
 
Glicemia (Glicose Plasmatica)
 
	A glicemia e a medida da concentracao de glicose no sangue num momento especifico. Pode variar muito ao longo do dia — sobe apos as refeicoes, cai com o jejum e o exercicio. A glicemia capilar (ponta de dedo) e a glicemia venosa (exame de sangue em laboratorio) medem praticamente a mesma coisa, com pequenas diferencas.
 
	Situacao
	Valor de Referencia
	Interpretacao
	Glicemia de jejum (8h sem comer)
	 126 mg/dL (em 2 ocasioes)
	Diabetes confirmado
	Glicemia pos-prandial (2h apos refeicao)
	 200 mg/dL
	Diabetes
	Glicemia casual (a qualquer hora) com sintomas
	=> 200 mg/dL
	Diabetes confirmado
 
Hemoglobina Glicada (HbA1c)
 
	A hemoglobina e a proteina dentro das hemacias (globulos vermelhos) que carrega oxigenio. Quando a glicose no sangue esta alta, ela se liga quimicamente e de forma IRREVERSIVEL a hemoglobina — um processo chamado glicacao nao enzimatica (ou glicosacao). A hemoglobina glicada e chamada de HbA1c.
 
	Como as hemacias vivem em media 90 a 120 dias no sangue, a quantidade de HbA1c reflete a media da glicemia dos ultimos 2 a 3 meses. Quanto mais alta a glicemia nesse periodo, mais hemoglobina fica glicada. E um exame que nao pode ser falsificado — nao adianta controlar a glicemia so nos dias antes da consulta!
 
	HbA1c
	Glicemia Media Estimada
	Interpretacao
	 6,5% (em 2 ocasioes)
	=> 140 mg/dL
	Diabetes confirmado
	Meta terapeutica tipo 1 e 2
	
	dos nervos (neuropatia diabetica) e dos glomérulos do rim (nefropatia diabetica). Basicamente e o acucar caramelizando as proteinas do corpo lentamente.
	SECAO 11 — NUCLEO DO CASO
Diabetes Mellitus — Tipos, Diagnostico e Fisiopatologia
 
	Diabetes mellitus e uma familia de disturbios metabolicos caracterizados por hiperglicemia cronica (glicemia persistentemente alta). A causa pode ser: (1) secrecao insuficiente de insulina; (2) acao anormal da insulina nas celulas-alvo; ou (3) ambos. A hiperglicemia cronica e suas consequencias metabolicas causam lesoes nos vasos sanguineos (microangiopatia e macroangiopatia), olhos (retinopatia), rins (nefropatia) e sistema nervoso (neuropatia).
 
	CURIOSIDADE: O nome: diabetes = sifao (muito liquido passando). Mellitus = mel (urina doce com glicose). Na Antiguidade, o diagnostico era feito provando a urina — se fosse doce, era diabetes. Descrito por Aretaeus da Capadocia em 138 d.C. como o derretimento da carne na urina, com sede insaciavel. Na Idade Media: o mal de urinar.
 
Diabetes Tipo 1 — Deficiencia Absoluta de Insulina
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
TIPO 1 = DOENCA AUTOIMUNE = SEM INSULINA = O CASO DA VITORIA!
Unico tratamento: insulina exogena (injetada). Nao tem cura — so controle.
Representa apenas 10% de todos os casos de diabetes.
 
	No diabetes tipo 1, o proprio sistema imunologico do paciente reconhece as celulas Beta como estranhas e as destroi progressivamente. E chamado de doenca autoimune — auto = o proprio corpo, imune = sistema de defesa. O processo envolve anticorpos (anti-insulina, anti-ilhota, anti-GAD) e linfocitos T citotoxicos que destroem as celulas Beta.
 
	O inicio e geralmente na infancia ou adolescencia — dai o antigo nome diabetes juvenil. Mas pode ocorrer em qualquer idade. Um subtype especial em adultos e o LADA (Latent Autoimmune Diabetes in Adults) — progride mais lentamente. Em alguns casos, uma infeccao viral (coxsackievirus, por exemplo) pode ser o gatilho que desencadeia a reacao autoimune em individuos geneticamente suscetíveis.
 
O que acontece no corpo sem insulina — Fisiopatologia Completa
 
	IMAGEM — Figura 22.20 — Pagina 717 — A FIGURA DO CASO! IMPRIMA!
Mapa completo com tres colunas: metabolismo das gorduras, da glicose e das proteinas — todas afetadas pela ausencia de insulina. Mostra as consequencias: cetoacidose, hiperglicemia, glicosuria, poliuria, desidratacao, polifagia, perda tecidual.
[ COLE A IMAGEM DO LIVRO AQUI ]
 
 
	1
	Hiperglicemia — glicose acumula no sangue
GLUT4 sem insulina nao vai para a membrana de musculos e tecido adiposo. A glicose nao entra nas celulas. Ao mesmo tempo, o figado, sem o sinal da insulina, permanece em modo de jejum e continua produzindo mais glicose (glicogenolise + gliconeogenese). Resultado: glicemia pode chegar a 400-1200 mg/dL!
 
	2
	Polifagia — come muito mas nao fica saciado
O centro da saciedade no hipotalamo e sensivel a insulina — precisa de insulina para captar glicose e sinalizar saciedade. Sem insulina, o centro da saciedade percebe que nao ha glicose intracelular disponivel — mesmo com 453 mg/dL no sangue! Interpreta isso como inanicao e o centro da fome e ativado continuamente.
 
	3
	Catabolismo proteico — musculo se degrada
Sem insulina para estimular sintese proteica, os musculos degradam suas proprias proteinas em aminoacidos. Esses aminoacidos vao ao figado, contribuindo para mais gliconeogenese. Resultado: perda de massa muscular, emagrecimento mesmo comendo.
 
	4
	Lipolise excessiva e Cetoacidose
Sem insulina para inibir a lipolise, o tecido adiposo quebra toda sua gordura em acidos graxos. O figado recebe tantos acidos graxos que o ciclo do acido citrico nao consegue processar tudo — o excesso de acetil-CoA vira corpos cetonicos. O acido acetoacético e o acido beta-hidroxibutirico acidificam o sangue. pH cai abaixo de 7,3 = cetoacidose diabetica (CAD). Emergencia medica!
 
	5
	Poliuria e Glicosuria — muito xixi
Quando a glicemia ultrapassa o limiar renal (~180 mg/dL), os transportadores renais de glicose (SGLT2 no tubulo proximal) ficam saturados. A glicose passa para a urina = glicosuria. A glicose na urina atrai agua por osmose — diurese osmotica. Resultado: producao de urina muito maior que o normal.
 
	6
	Polidipsia, Xerostomia, Enurese Noturna
A diurese osmotica causa desidratacao. A osmolaridade plasmatica sobe. Osmorreceptores no hipotalamo detectam isso e ativam a sede (polidipsia) e a secrecao de ADH (tentativa de reter agua). A boca fica seca (xerostomia). Como a producao urinaria e continua 24h, a crianca nao consegue controlar nem dormindo — enurese noturna.
 
	7
	Adinamia — celulas sem energia
As celulas estao literalmente sem combustivel usavel — a glicose esta no sangue mas nao entra. O uso de acidos graxos e cetonas como energia alternativa e menos eficiente. ATP intracelular cai. Musculos nao tem forca para se contrair adequadamente — adinamia real.
 
Diabetes Tipo 2 — Resistencia a Insulina
 
	O diabetes tipo 2 representa 90% de todos os casos. Aqui, a celula Beta existe e secreta insulina — muitas vezes em quantidade normal ou ate elevada. O problema e que as celulas-alvo (musculo, gordura, figado) desenvolvem resistencia a insulina — o receptor de insulina ou a via de sinalizacao intracelular nao funciona adequadamente.
 
	Na fase inicial: pancreas compensa produzindo mais insulina — hiperinsulinemia. Com o tempo, as celulas Beta se esgotam pela demanda excessiva. Na fase tardia: deficiencia relativa de insulina. Muitos diabeticos tipo 2 terminem precisando de insulina injetavel.
 
	Caracteristica
	Diabetes Tipo 1
	Diabetes Tipo 2
	Mecanismo
	Autoimune — destruicao das celulas Beta
	Resistencia a insulina + falencia progressiva das Beta
	Insulina propria
	Ausente
	Presente (inicial), deficiente (tardia)
	Idade tipica
	Crianca/adolescente
	Adulto > 40 anos
	Peso
	Geralmente normal ou magro
	Frequentemente sobrepeso/obeso
	Inicio
	Agudo — dias a semanas
	Insidioso — anos antes do diagnostico
	Cetoacidose
	FREQUENTE sem tratamento
	Rara — insulina residual previne
	Tratamento
	Insulina obrigatoria
	Estilo de vida, hipoglicemiantes, insulina tardia
	Proporcao dos casos
	~10%
	~90%
 
Diabetes Gestacional
 
	O diabetes gestacional ocorre durante a gravidez em mulheres que nao eram diabeticas antes. Durante a gestacao, hormonios placentarios (cortisol, lactogenio placentario, progesterona) causam resistencia a insulina na mae — e um mecanismo evolutivo para garantir mais glicose para o feto. Na maioria das mulheres, o pancreas compensa produzindo mais insulina. Mas em algumas, a celula Beta nao consegue compensar — e assim surge o diabetes gestacional.
 
	O diabetes gestacional aumenta o risco de: macrossomia fetal (bebe muito grande — pois o bebe do diabetico produz mais insulina propria e cresce demais), hipoglicemia neonatal, parto cesariano, preeclampsia. A mae tem risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro. Geralmente resolve apos o parto.
 
	Diferenca do diabetes na crianca (tipo 1) vs adulto (tipo 2): na crianca predomina o tipo 1 autoimune, com inicio agudo, perda de peso, cetoacidose frequente, dependencia total de insulina. No adulto predomina o tipo 2, com inicio lento, associado a obesidade e sedentarismo, raramente cetoacidose.
	SECAO 12
Diagnostico do Diabetes — Testes e Valores de Referencia
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
A professora colocou VALORES DE REFERENCIA no quadro — voce precisa saber esses numeros na ponta da lingua!
Sao 4 criterios diagnosticos para diabetes — basta UM deles para confirmar.
 
	IMAGEM — Figura 22.19 — Pagina 716 — IMPRIMA!
Grafico do TOTG comparando pessoa saudavel (curva baixa, volta rapido ao normal), pre-diabetica (curva intermediaria) e diabetica (curva alta, nao normaliza em 2h). Tabela com valores de corte.
[ COLE A IMAGEM DO LIVRO AQUI ]
 
 
	Criterio Diagnostico
	Normal
	Pre-Diabetes
	Diabetes
	Glicemia de jejum (8h)
	 126 mg/dL*
	TOTG 2h (75g glicose oral)
	140-199 mg/dL
	=> 200 mg/dL*
	HbA1c
	 6,5%*
	Glicemia casual com sintomas
	—
	—
	=> 200 mg/dL
 
	*Os tres primeiros criterios exigem confirmacao em 2 ocasioes distintas (exceto se o paciente tem sintomas classicos). O TOTG consiste em: medir glicemia em jejum, administrar 75g de glicose dissolvida em agua, medir novamente apos 2 horas. A resposta normal e uma elevacao seguida de retorno rapido ao normal — isso reflete a acao eficiente da insulina.
 
Limiar Renal para a Glicose
 
	O rim normalmente reabsorve toda a glicose filtrada no tubulo proximal via transportador SGLT2 (Cotransportador Sodio-Glicose tipo 2). Mas quando a glicemia ultrapassa aproximadamente 180 mg/dL, os SGLT2 ficam saturados e nao conseguem reabsorver toda a glicose — o excesso vai para a urina (glicosuria). Por isso a urina dos diabeticos e doce — e o achado que deu nome a doenca. Os modernos remédios SGLT2i (gliflozinas) inibem esse transporte artificialmente para forcar a excrecao de glicose pela urina e baixar a glicemia.
	SECAO 13
Fator Genetico, Alimentacao e a Epidemia do Diabetes
 
Componente Genetico do Diabetes
 
	No diabetes tipo 1, ha predisposicao genetica relacionada a genes do sistema HLA (Antigenos Leucocitarios Humanos) — os mesmos genes que definem compatibilidade em transplantes. Certos haplotipos HLA (HLA-DR3, HLA-DR4) aumentam o risco de autoimunidade contra as celulas Beta. Mas a genetica sozinha nao e suficiente — gemeos identicos tem apenas 30-50% de concordancia para tipo 1. Ou seja, fatores ambientais (infeccoes virais, microbioma intestinal) sao necessarios para desencadear a doenca.
 
	No diabetes tipo 2, a hereditariedade e ainda mais forte — gemeos identicos tem 60-90% de concordancia. Varios genes estao envolvidos, relacionados a funcao das celulas Beta, resistencia a insulina, obesidade e metabolismo. Certos grupos etnicos tem risco muito mais alto: hispan icos, afro-americanos, asiaticos, populacoes indigenas. Isso reflete tanto genetica quanto estilo de vida.
 
Alimentacao, Obesidade e Resistencia a Insulina
 
	A epidemia de diabetes tipo 2 e diretamente relacionada ao aumento da obesidade — especialmente a gordura visceral (abdominal). A gordura visceral secreta adipocinas inflamatorias (como TNF-alfa e IL-6) que interferem na sinalizacao da insulina nas celulas musculares e hepatocitos. E tambem produz acidos graxos livres em excesso que causam lipotoxicidade nas celulas Beta.
 
	A dieta rica em carboidratos refinados e acucares simples causa picos glicemicos repetidos, que demandam secrecao excessiva de insulina pelo pancreas. Com o tempo, esse estresse cronico nas celulas Beta, junto a resistencia a insulina nos tecidos, leva ao esgotamento das celulas Beta e ao diabetes tipo 2.
 
	CURIOSIDADE: Em 2014, o CDC estimou que 29 milhoes de americanos (9,3% da populacao) tinham diabetes, e mais de 86 milhoes tinham pre-diabetes. Os especialistas atribuem ao estilo de vida sedentario, alimentacao hipercalorica, sobrepeso e obesidade — que afetam mais de 50% da populacao. E uma epidemia moderna!
	SECAO 14
Sindrome Metabolica — Quando Tudo se Junta
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
A sindrome metabolica e a pagina 719 do Silverthorn — conteudo ALEM do basico.
Mostra que diabetes, pressao alta e gordura no sangue nao sao coincidencia — sao parte do mesmo problema metabolico.
Impressionara a professora se voce souber isso!
 
	A sindrome metabolica e um conjunto de fatores de risco cardiovascular e metabolico que frequentemente ocorrem juntos. O diagnostico requer pelo menos 3 dos 5 criterios:
 
	Criterio
	Valor de Corte
	Obesidade central (circunferencia abdominal)
	H > 102 cm / M > 89 cm
	Pressao arterial elevada
	=> 130/85 mmHg ou uso de anti-hipertensivo
	Glicemia de jejum elevada
	=> 110 mg/dL ou diagnostico de diabetes
	Triglicerideos elevados em jejum
	=> 150 mg/dL
	HDL-colesterol baixo (bom colesterol)
	HAcao
	Pico
	Duracao
	Uso
	Ultra-rapida (lispro, aspart)
	5-15 min
	1-2h
	3-5h
	Pre-refeicao
	Rapida (regular)
	30-60 min
	2-4h
	5-8h
	Pre-refeicao / IV na CAD
	Intermediaria (NPH)
	2-4h
	4-10h
	10-18h
	Basal 2x/dia
	Longa (glargina, detemir)
	1-2h
	Sem pico
	20-24h
	Basal 1x/dia
	Ultra-longa (degludec)
	1h
	Sem pico
	42h
	Basal 1x/dia
	SECAO 16
Outros Hormonios que Influenciam o Metabolismo
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
Pagina 720 do Silverthorn — alem de insulina e glucagon, outros hormonios regulam o metabolismo.
Esse e o ALEM que vai impressionar a professora!
 
	A regulacao metabolica a longo prazo e muito mais complexa do que so insulina e glucagon. Diversos outros hormonios modulam o metabolismo:
 
	Hormonio
	Efeito Metabolico Principal
	Interacao com Insulina
	Cortisol
	Aumenta gliconeogenese, resistencia a insulina
	Antagonista — eleva glicemia
	Adrenalina (epinefrina)
	Glicogenolise rapida, lipolise, inibe insulina
	Antagonista — resposta de estresse
	Hormonio do Crescimento (GH)
	Resistencia a insulina, lipolise
	Antagonista — hiperglicemia em excesso
	Hormonios tireoidianos (T3/T4)
	Aumentam metabolismo basal, absorcao intestinal de glicose
	Modulam sensibilidade a insulina
	Amilina (celulas Beta)
	Retarda esvaziamento gastrico, inibe glucagon, saciedade
	Co-secretada com insulina
	Leptina (tecido adiposo)
	Inibe apetite, melhora sensibilidade a insulina
	Complementar
 
	Em momentos de estresse, cortisol e adrenalina aumentam. Isso inibe a secrecao de insulina e aumenta glucagon. Glicemia sobe significativamente. Por isso pacientes diabeticos precisam de doses maiores de insulina em situacoes de doenca, cirurgia ou estresse emocional intenso.
	SECAO FINAL — CONEXAO COM O CASO
Vitoria Yasmin, 7 anos — Tudo Explicado pela Fisiologia
 
	Agora que voce domina TODA a fisiologia, vamos conectar cada detalhe do caso com o que aprendemos. Isso e o que vai impressionar a professora!
 
	Dado do Caso
	Explicacao Fisiologica Completa
	Pagina Silverthorn
	Come muito (polifagia)
	Sem insulina, centro da saciedade no hipotalamo nao capta glicose. Interpreta como inanicao. Centro da fome ativado continuamente.
	p. 716
	Perdeu 5 kg
	Sem insulina: lipolise (queima gordura) + catabolismo proteico (degrada musculo). O derretimento da carne de Aretaeus.
	p. 716
	Urina muito (poliuria)
	Glicemia > limiar renal (~180 mg/dL) > glicosuria > diurese osmotica. Glicose na urina puxa agua.
	p. 717
	Bebe muito (polidipsia)
	Desidratacao pela diurese osmotica > osmolaridade plasmatica sobe > osmorreceptores > sede intensa.
	p. 718
	Boca seca (xerostomia)
	Desidratacao reduz producao de saliva.
	p. 718
	Fraqueza (adinamia)
	Celulas sem glicose disponivel. GLUT4 sem insulina. ATP intracelular baixo. Forca muscular reduzida objetivamente.
	p. 712-713
	Xixi na cama (enurese)
	Producao urinaria continua e excessiva 24h — bexiga enche sem parar, inclusive a noite.
	p. 717
	Glicemia 453 mg/dL
	GLUT4 nao inserido (sem insulina) + figado em modo jejum produzindo mais glicose. Duplo fator.
	p. 712-715
	Sem cetoacidose ainda
	Doenca recente (20 dias). Lipase nao saturada ainda. Halito e respiracao normais.
	p. 716
	Medicacao subcutanea (insulina)
	Proteina — nao pode ser oral (seria digerida). Tipo 1 = dependencia total de insulina exogena.
	p. 716
	Encaminhamento para Endocrinologia
	Tipo 1 em crianca requer acompanhamento especializado, ajuste de doses, monitoramento de complicacoes.
	p. 716
	Orientacao sobre exercicio
	Contracao muscular insere GLUT4 sem insulina (via AMPK). Baixa glicemia independentemente.
	p. 712-713
 
	!! MUITO IMPORTANTE PARA A TUTORIA !!
DIAGNOSTICO FINAL: Diabetes Mellitus Tipo 1 (autoimune) — destruicao das celulas Beta.
EVIDENCIAS: crianca, inicio agudo, glicemia 453 mg/dL, os 4 sinais cardinais (polifagia, poliuria, polidipsia, perda de peso) + adinamia + enurese.
TRATAMENTO: insulina subcutanea (obrigatoria e para toda a vida), monitoramento de glicemia, dieta controlada, exercicio fisico regular.
PROGNOSTICO: vida normal com disciplina. Risco a longo prazo: retinopatia, nefropatia, neuropatia, doenca cardiovascular — prevenidos com controle glicemico rigoroso (HbA1c

Mais conteúdos dessa disciplina