Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

DIREITO DO 
CONSUMIDOR
Teoria Geral das Relações 
de Consumo
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
260108553661
ANTÔNIO ALEX
Cursando pós-doutorado em Direito Civil pelo CEUB e doutorado pela UnB. Doutor 
em Direito pelo CEUB e mestre pela UnB. Bacharel em Direito e Engenharia Elétrica 
pela UnB. Possui licenciatura em Física; e pós-graduação em Direito Notarial e 
Registral, Direito Processual Civil e Gestão Pública. Pesquisador na área de Direito 
Civil e Telecomunicações. Autor da coleção de livros Direito Civil sem complicação. 
Advogado, servidor público federal aprovado em concursos públicos para Notário e 
Registrador do TJPR, TJSC, TJAM, TJCE, professor da SEDF, Oficial da PMDF, Polícia 
Federal, Anatel e professor do IFB, dentre outros. Professor de Direito Civil. Por dois 
anos seguidos, foi indicado pela Confederação Nacional dos Notários e Registradores 
(CNR) como um autor referência na área de Direito Civil.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
3 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Teoria Geral das Relações de Consumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1. A Proteção do Consumidor na Constituição Federal de 1988 . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.1. Fundamento Constitucional de Defesa do Consumidor . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.2. Características do Código de Defesa do Consumidor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2. A Relação Jurídica de Consumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.1. Os Elementos da Relação Jurídica de Consumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.2. Situações Especiais de Aplicação do CDC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
3. Princípios do CDC e Direitos Básicos do Consumidor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
3.1. Princípios do CDC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
3.2. Direitos Básicos do Consumidor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
4. Decreto n. 11.034/2022 (Serviço de Atendimento ao Consumidor) . . . . . . . . . . 38
5. Decreto n. 7.962/2013 (Comércio Eletrônico) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
Questões de Concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
4 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
APResenTAÇÃoAPResenTAÇÃo
Olá, querido(a) aluno(a), tudo bem?
Sou o professor Antônio Alex Pinheiro.
Inicialmente, gostaria de lhe dizer que é com grande satisfação que aceitei o desafio de 
elaborar aulas para sua preparação para o exame da OAB (Exame da Ordem). A minha aprovação 
nesse exame corresponde a uma das maiores alegrias da minha vida, e tenho certeza de que, 
brevemente, você estará vivenciando essa experiência incrível, que transformará sua vida.
Vou me apresentar rapidamente, principalmente para que você entenda a lógica de 
organização do curso. Sou graduado em Engenharia Elétrica e em Direito pela UnB, com 
Mestrado também pela UnB, Doutorado em Comunicação pela UnB e Doutorado em Direito 
pelo CEUB, além de possuir pós-doutorado em Direito pelo CEUB. Tenho pós-graduação 
em Direito Processual Civil e em Direito Notarial. Também finalizei o curso de graduação 
em Licenciatura em Física.
Minha experiência com concursos públicos começou no ano de 2003 e continua até então. 
Nessa trajetória, fui aprovado nos concursos públicos da Caixa Econômica Federal, Polícia 
Rodoviária Federal, Polícia Federal, Curso de Oficial da PMDF, professor da Secretaria de 
Educação do Distrito Federal, professor do Instituto Federal de Brasília e Anatel. Atualmente, 
ocupo o cargo de Especialista em Regulação na Anatel. Recentemente, logrei êxito na 
aprovação para o cargo de Notário e Registrador dos Tribunais de Justiça do Ceará, do 
Amazonas, do Paraná e de Santa Catarina, quando aprofundei meus estudos em relação 
ao Direito do Consumidor.
O nosso curso de Direito do Consumidor foi elaborado sabendo que, diante da vida 
corrida, o aluno não dispõe de muito tempo disponível para seu estudo, com cada aula 
estrategicamente pensada e elaborada com os principais conceitos relacionados ao respectivo 
assunto, para facilitar o entendimento e a fixação do conteúdo. Além disso, tendo em vista 
a forte cobrança de lei seca em questões de Direito do Consumidor, para economizar seu 
tempo, sempre farei menção aos artigos correspondentes ao conteúdo estudado; portanto, 
não pule a leitura da lei seca. Assim, além de você entender o conceito estudado, saberá 
como o assunto é disposto na respectiva redação da lei, para não errar.
Procurei esgotar questões que já caíram em provas anteriores do exame da Ordem da OAB, 
sempre que possível, complementando com questões de concursos quando necessário. Ao 
final da aula, apresento uma lista de exercícios dos últimos anos que permitem a fixação do 
conteúdo estudado. Por fim, os esquemas e resumos trazem os principais pontos abordados 
em cada aula, e recomendo que sejam estudados entre os intervalos das aulas para facilitar 
a fixação do conteúdo e também na última semana antes da prova. Minha intenção é fazer 
com que você seja aprovado no exame da OAB e possa exercer com segurança a advocacia 
na área consumerista.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
5 deconsumidor:
IV – a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou 
desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de 
produtos e serviços;
3.2.5. DIREITO À MODIFICAÇÃO E REVISÃO COMO FORMAS DE PRESERVAÇÃO (IMPLÍCITA) 
Do ConTRATo De Consumo
O CDC prevê em seu art. 6º, V, como direito básico do consumidor “a modificação das 
cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em 
razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas”. Veja:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
V – a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou 
sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;
Assim, com a previsão no CDC da possibilidade de modificação de cláusulas desproporcionais 
e revisão das excessivamente onerosas, privilegia-se, mesmo que implicitamente, a 
preservação do contrato de consumo.
3 .2 .6 . DiReiTo À eFeTiVA PReVenÇÃo e RePARAÇÃo De DAnos mATeRiAis e moRAis
O CDC prevê em seu art. 6º, VI, como direito básico do consumidor “a efetiva prevenção 
e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos”. Em face 
do exposto, o consumidor possui dois direitos: a efetiva prevenção de danos e a efetiva 
reparação de danos. Veja:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
VI – a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos 
e difusos;
Ainda, a efetiva prevenção e a reparação incluem:
• danos patrimoniais;
• danos morais;
• danos individuais (incluídos os individuais homogêneos);
• danos coletivos;
• danos difusos.
Adicionalmente, no tocante ao assunto, algumas súmulas do Superior Tribunal de Justiça 
ilustram a abrangência desses dispositivos:
• Súmula 387: “É lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral.”
• Súmula 402: “O contrato de seguro por danos pessoais compreende danos morais, 
salvo cláusula expressa de exclusão.”
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
32 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
3 .2 .7 . DiReiTo Ao ACesso À JusTiÇA
O CDC prevê em seu art. 6º, VII, como direito básico do consumidor que “o acesso aos 
órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos 
patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção jurídica, 
administrativa e técnica aos necessitados”. Veja:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
VII – o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de 
danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, 
administrativa e técnica aos necessitados;
O legislador do CDC se preocupou com uma atuação mais efetiva do Poder Público em 
defesa da parte mais fraca na relação de consumo, para, assim, reequilibrar uma relação 
jurídica desigual. Além disso, houve previsão de competências administrativas e judiciárias 
com a finalidade de prevenir ou reparar danos ocorridos no mercado consumidor. Quanto 
ao acesso do consumidor à via judicial, foram previstas as seguintes iniciativas facilitadoras 
dispostas no art. 5º do CDC, ao enumerar os instrumentos para a execução da Política 
Nacional das Relações de Consumo:
Art. 5º Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, contará o poder público 
com os seguintes instrumentos, entre outros:
I – manutenção de assistência jurídica, integral e gratuita para o consumidor carente;
II – instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor, no âmbito do Ministério 
Público;
III – criação de delegacias de polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas de 
infrações penais de consumo;
IV – criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a solução de 
litígios de consumo;
V – concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das Associações de Defesa do Consumidor.
VI – instituição de mecanismos de prevenção e tratamento extrajudicial e judicial do 
superendividamento e de proteção do consumidor pessoa natural; (Incluído pela Lei n. 14.181, 
de 2021)
VII – instituição de núcleos de conciliação e mediação de conflitos oriundos de superendividamento. 
(Incluído pela Lei n. 14.181, de 2021)
3 .2 .8 . DiReiTo À inVeRsÃo Do Ônus DA PRoVA
O CDC prevê em seu art. 6º, VIII, como direito básico do consumidor “a facilitação da defesa 
de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, 
quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, 
segundo as regras ordinárias de experiência”. Veja:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
33 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu 
favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele 
hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;
Inversão do ÔNUS 
DA PROVA, critério 
do juiz 
Verossímil a 
alegação OU Quando ele for 
hipossuficiente 
009. 009. (FGV/JUIZ ESTADUAL/TJ–SE/2025) Em uma demanda consumerista versando sobre pane 
elétrica em automóvel, o juiz proferiu a seguinte decisão: “1. Primeiramente, inverto o ônus 
da prova em favor do consumidor, por considerar liminarmente provada sua vulnerabilidade 
técnica; 2. Indefiro, contudo, a tutela antecipada para a imediata disponibilização do 
veículo reserva. Afinal, se por um lado a providência é irreversível, não há dano irreparável 
a considerar, na medida em que todos os prejuízos indicados na inicial são plenamente 
componíveis ao final, se evidenciada a razão do autor”.
Nesse caso, à luz exclusivamente do Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar 
que o magistrado:
a) acertou em ambos os itens;
b) equivocou-se apenas no primeiro item, porque, para inversão do ônus da prova, a par 
da vulnerabilidade técnica, é necessário que se comprove também a verossimilhança 
das alegações;
c) equivocou-se apenas no segundo item, diante da primazia da tutela específica;
d) equivocou-se apenas no primeiro item, porque, embora os requisitos sejam alternativos 
(vulnerabilidade ou verossimilhança), não poderia ter decretado a inversão do ônus da 
prova liminarmente;
e) equivocou-se em ambos os itens.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
34 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
a) Errada. No tocante à vulnerabilidade técnica do consumidor, ela não é suficiente para 
ensejar a inversão do ônus da prova, não se confundindo com a hipossuficiência, prevista 
no artigo 6º, VIII, do CDC. Observe:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a 
seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for 
ele hipossuficiente, segundo as regrasordinárias de experiências;
No erro referente ao indeferimento da tutela, a disponibilização do carro reserva não gera 
irreversibilidade da medida, conforme a jurisprudência, vejamos:
JURISPRUDÊNCIA
DISPONIBILIZAÇÃO DE CARRO RESERVA. RISCO DE IRREVERSIBILIDADE DA MEDIDA 
INEXISTENTE (...) Não se verifica risco de irreversibilidade da medida, uma vez que os 
agravados responderão pelos prejuízos que a efetivação da tutela de urgência venha 
a causar à agravante, caso o pleito autoral seja julgado improcedente, nos termos do 
art. 302, inciso I, do CPC. (TJ/BA – AI 80144020320218050000, Rel. JOSE JORGE LOPES 
BARRETO DA SILVA, TERCEIRA CAMARA CÍVEL, Pub. 04/08/2021).
b) Errada. A vulnerabilidade técnica não tem o condão de inverter o ônus probatório. Cabe 
ressaltar ainda que a vulnerabilidade é um instituto de direito material, com presunção 
absoluta, não tendo o condão de inverter o ônus probatório, nos termos do artigo 6º, VIII, 
do CDC. Entretanto, a hipossuficiência é um instituto de direito processual, cuja presunção é 
relativa, ou seja, precisa ser provada, possibilitando a inversão do ônus da prova, de acordo 
com o artigo 6º, VIII, do CDC:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a 
seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for 
ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências.
Cabe ressaltar ainda que o indeferimento da tutela de urgência, conforme julgado:
JURISPRUDÊNCIA
DISPONIBILIZAÇÃO DE CARRO RESERVA. RISCO DE IRREVERSIBILIDADE DA MEDIDA 
INEXISTENTE
(...) Não se verifica risco de irreversibilidade da medida, uma vez que os agravados 
responderão pelos prejuízos que a efetivação da tutela de urgência venha a causar à 
agravante, caso o pleito autoral seja julgado improcedente, nos termos do art. 302, 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
35 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
inciso I, do CPC. (TJ/BA – AI 80144020320218050000, Rel. JOSE JORGE LOPES BARRETO 
DA SILVA, TERCEIRA CAMARA CÍVEL, Pub. 04/08/2021).
c) Errada. O erro ocorreu em relação aos dois itens, tanto em relação à vulnerabilidade 
técnica, pois se tratava de hipossuficiência, quanto ao indeferimento da tutela, nos moldes 
do artigo 6º, VIII, do CDC, e da jurisprudência, a seguir:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a 
seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for 
ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;
JURISPRUDÊNCIA
DISPONIBILIZAÇÃO DE CARRO RESERVA. RISCO DE IRREVERSIBILIDADE DA MEDIDA 
INEXISTENTE (...) Não se verifica risco de irreversibilidade da medida, uma vez que os 
agravados responderão pelos prejuízos que a efetivação da tutela de urgência venha 
a causar à agravante, caso o pleito autoral seja julgado improcedente, nos termos do 
art. 302, inciso I, do CPC. (TJ/BA – AI 80144020320218050000, Rel. JOSE JORGE LOPES 
BARRETO DA SILVA, TERCEIRA CAMARA CÍVEL, Pub. 04/08/2021).
d) Errada. Conforme apresentado, há erro nos dois itens.
e) Certa. Há erro nos dois itens. A vulnerabilidade técnica do consumidor não é suficiente para 
promover a inversão do ônus da prova. Adicionalmente, cabe ressaltar que a vulnerabilidade 
é um conceito material de presunção absoluta. Entretanto, a hipossuficiência é um 
conceito relacionado ao direito processual, com presunção relativa, ou seja, precisará ser 
provada. Conforme previsão no CDC, para a inversão do ônus da prova, há a necessidade 
de demonstração da hipossuficiência do consumidor, que se refere à sua dificuldade ou 
impossibilidade de produzir provas, prevista nos termos do artigo 6º, VIII, do CDC. Vejamos:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a 
seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for 
ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências.
No tocante ao indeferimento da tutela, o fornecimento de carro reserva não gera 
irreversibilidade da medida:
JURISPRUDÊNCIA
DISPONIBILIZAÇÃO DE CARRO RESERVA. RISCO DE IRREVERSIBILIDADE DA 
MEDIDA INEXISTENTE
(...) Não se verifica risco de irreversibilidade da medida, uma vez que os agravados 
responderão pelos prejuízos que a efetivação da tutela de urgência venha a causar à 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
36 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
agravante, caso o pleito autoral seja julgado improcedente, nos termos do art. 302, 
inciso I, do CPC. (TJ/BA – AI 80144020320218050000, Rel. JOSE JORGE LOPES BARRETO 
DA SILVA, TERCEIRA CAMARA CÍVEL, Pub. 04/08/2021).
Letra e.
A facilitação da defesa do consumidor em juízo tem como principal manifestação de 
ordem processual a inversão do ônus da prova, assunto tratado no Código de Processo Civil 
vigente (lei n. 13.105/2015):
Art. 373. O ônus da prova incumbe:
I – ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
§ 1º Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade 
ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou à maior facilidade de 
obtenção da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, 
desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade 
de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.
§ 2º A decisão prevista no § 1º deste artigo não pode gerar situação em que a desincumbência 
do encargo pela parte seja impossível ou excessivamente difícil.
Assim, diante de uma ação judicial envolvendo relação de consumo, compete ao 
consumidor-autor comprovar os fatos constitutivos do seu direito; entretanto, prevê o 
CDC a possibilidade de inversão do ônus da prova em juízo, a critério do juiz, desde que 
presente um desses dois requisitos: verossimilhança das alegações e hipossuficiência 
do consumidor.
3 .2 .9 . DiReiTo Ao ReCeBimenTo De seRViÇos PÚBLiCos ADeQuADos e eFiCAZes
O CDC prevê, em seu art. 6º, X, como direito básico do consumidor “a adequada e eficaz 
prestação dos serviços públicos em geral.” Veja:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
X – a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.
Não se pode negar que o acesso a um serviço público eficaz e adequado consiste em 
direito básico de todo consumidor, conforme o art. 6º, X, da Lei n. 8.078/1990. A eficiência 
dos serviços públicos, na realidade, é reflexo de normas constitucionais, como o princípio 
da Eficiência, contido no artigo 37 da Lei Maior. Em regra, os serviços públicos, desde que 
remunerados, direta ou indiretamente, são regidos pelo CDC; todavia, os serviços públicos 
prestados sem a exigência de uma remuneração por parte do consumidor não se enquadram 
como relação de consumo, não se aplicando o Código de Defesa do Consumidor.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgaçãoou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
37 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
010. 010. (FEPESE/FISCAL DO PROCON/PREF. CONCÓRDIA/2024) De acordo com a Lei Federal 
n. 8.078, de 1990 (Código de Defesa do Consumidor), são direitos básicos do consumidor:
1. a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas 
a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações.
2. a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais 
ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas.
3. a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais, individuais, coletivos e difusos, 
excluídos os danos de natureza moral.
4. a facilitação da defesa dos seus direitos, vedada a inversão do ônus da prova a seu favor, 
no processo civil, em qualquer caso.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
b) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
c) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
d) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
e) São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Nos termos da Lei n. 8.078/1990:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
I – a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento 
de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;
II – a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas 
a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações; (afirmativa 1)
III – a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação 
correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem 
como sobre os riscos que apresentem;
IV – a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou 
desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de 
produtos e serviços;
V – a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais 
ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas; 
(afirmativa 2)
VI – a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos 
e difusos; (afirmativa 3)
VII – o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de 
danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, 
administrativa e técnica aos necessitados;
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
38 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a 
seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando 
for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências; (afirmativa 4)
IX – (Vetado);
X – a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.
XI – a garantia de práticas de crédito responsável, de educação financeira e de prevenção e 
tratamento de situações de superendividamento, preservado o mínimo existencial, nos termos 
da regulamentação, por meio da revisão e da repactuação da dívida, entre outras medidas;
XII – a preservação do mínimo existencial, nos termos da regulamentação, na repactuação de 
dívidas e na concessão de crédito;
XIII – a informação acerca dos preços dos produtos por unidade de medida, tal como por quilo, 
por litro, por metro ou por outra unidade, conforme o caso.
Parágrafo único. A informação de que trata o inciso III do caput deste artigo deve ser acessível 
à pessoa com deficiência, observado o disposto em regulamento.
Letra a.
3 .2 .10 . DiReiTos ReLACionADos Com o suPeRenDiViDAmenTo
A Lei n. 14.181/2021 alterou dispositivos do CDC (Lei n. 8.078/1990) e do Estatuto do 
Idoso (Lei n. 10.741/2003), com a intenção de resguardar condições mínimas de subsistência 
de pessoas que se encontram em situação de superendividamento, não conseguindo pagar 
suas dívidas sem comprometer seu mínimo existencial. Veja as inserções no CDC:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
XI – a garantia de práticas de crédito responsável, de educação financeira e de prevenção e 
tratamento de situações de superendividamento, preservado o mínimo existencial, nos termos 
da regulamentação, por meio da revisão e da repactuação da dívida, entre outras medidas; 
(Incluído pela Lei n. 14.181, de 2021)
XII – a preservação do mínimo existencial, nos termos da regulamentação, na repactuação de 
dívidas e na concessão de crédito; (Incluído pela Lei n. 14.181, de 2021)
XIII – a informação acerca dos preços dos produtos por unidade de medida, tal como por quilo, 
por litro, por metro ou por outra unidade, conforme o caso. (Incluído pela Lei n. 14.181, de 2021)
4. DECRETO N. 11.034/2022 (SERVIÇO DE ATENDIMENTO 4. DECRETO N. 11.034/2022 (SERVIÇO DE ATENDIMENTO 
AO CONSUMIDOR)AO CONSUMIDOR)
O Decreto n. 11.034/2022 regulamenta o CDC para estabelecer diretrizes e normas sobre 
o Serviço de Atendimento ao Consumidor – SAC, no âmbito dos fornecedores de serviços 
regulados pelo Poder Executivo federal, com vistas a garantir o direito do consumidor:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
39 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
• À obtenção de informação adequada sobre os serviços contratados; e
• Ao tratamento de suas demandas.
O Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) é o serviço de atendimento realizado 
por diversos canais integrados (telefone, chat, e-mail, aplicativos etc.) dos fornecedores 
de serviços regulados, com a finalidade de dar tratamento às demandas dos consumidores, 
tais como informações, dúvidas, reclamações, contestações, suspensões ou cancelamentos 
de contratos e de serviços. O SAC é voltado para resolver problemas e dar suporte ao 
consumidor em relação a serviços já contratados.
O Decreto n. 11.034/2022 não se aplica à fase de oferta ou contratação de produtos e 
serviços. Assim, regras específicas sobre publicidade, marketing ou condições de venda não 
estão reguladas por esse decreto, mas sim por outras normas, como o Código de Defesa 
do Consumidor.
O Decreto n. 11.034/2022 prevê que o acesso ao SAC deve ser gratuito e sem custos 
para o consumidor, funcionando 24 horas por dia, durante 7 dias por semana. O acesso 
ao SAC prestado por atendimento telefônico será obrigatório, com atendimento humano 
por pelo menos 8 horas diárias (órgãos reguladores podem prever tempo superior), menu 
inicial com opções obrigatórias de reclamação e cancelamento e tempo máximo de espera 
para falar com um atendente ou ser transferido ao setor competente. Além disso, se a 
chamada telefônica for finalizada pelo fornecedor antes da conclusão do atendimento, 
ele tem obrigações específicas:
1) Retornar a ligação ao consumidor;
2) Informar o número do protocolo;
3) Concluir o atendimento iniciado.
O acesso inicial ao atendente do SAC não será condicionado ao fornecimento prévio de 
dados pelo consumidor, sendo vedada a veiculação de mensagens publicitárias durante o 
tempo de espera para o atendimento, exceto se houver consentimento prévio do consumidor.
O Decreto n. 11.034/2022estabelece que o consumidor tem o direito de acompanhar 
todas as solicitações registradas, por meio de número de protocolo ou outro procedimento 
eletrônico, sendo que o histórico das demandas deve estar disponível para o consumidor 
sem qualquer custo. As gravações das chamadas telefônicas devem ser guardadas pelo 
prazo de 90 dias, e os registros de demandas dos consumidores perante o SAC devem 
ficar disponíveis para o consumidor e para os órgãos de fiscalização por até 2 anos após a 
resolução da demanda.
No tocante ao tratamento de demandas de consumidores perante o SAC, o fornecedor 
deve responder à demanda no prazo de até 7 dias corridos, sendo que órgãos reguladores 
podem prever prazos diferentes. Quando a demanda tratar de serviço não solicitado ou 
de cobrança indevida, o fornecedor deve adotar imediatamente as medidas necessárias à 
suspensão da cobrança.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
40 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
O pedido de cancelamento será permitido e assegurado ao consumidor por todos 
os meios disponíveis para a contratação do serviço, sendo que os efeitos do pedido de 
cancelamento serão imediatos, independentemente do adimplemento contratual. Além 
disso, o comprovante do pedido de cancelamento será encaminhado por correspondência 
ou por meio eletrônico, a critério do consumidor.
O Decreto n. 11.034/2022 estabelece que compete à Secretaria Nacional do Consumidor 
do Ministério da Justiça e Segurança Pública desenvolver a metodologia e implementar a 
ferramenta de acompanhamento da efetividade dos SAC, ouvidos os órgãos e as entidades 
reguladoras, os integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor e os representantes 
de prestadores de serviços de relacionamento com consumidores, considerando, no mínimo, 
os seguintes fatores:
• Quantidade de reclamações referentes ao SAC, ponderada pela quantidade de clientes 
ou de unidades de produção;
• Taxa de resolução das demandas, sob a ótica do consumidor;
• Índice de reclamações junto aos órgãos de defesa do consumidor, principalmente 
no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor e no sítio eletrônico 
consumidor.gov.br, ou nas plataformas que venham a substituí-los;
• Índice de reclamações no órgão ou na entidade reguladora setorial; e
• Grau de satisfação do consumidor.
Ainda, a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública 
poderá solicitar dados e informações aos fornecedores, observadas as hipóteses legais 
de sigilo, com vistas ao acompanhamento da efetividade dos SAC, podendo, inclusive, 
estabelecer horário de atendimento telefônico por humano superior a 8 horas diárias.
011. 011. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/XL EXAME/2024) Você, como advogado(a), foi 
procurado(a) pela senhora Magda para orientá-la quanto às dificuldades de atendimento 
de suas demandas no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da operadora do plano 
de saúde a que ela aderiu a partir do mês de novembro de 2022.
A consulente narrou a você que não consegue contato telefônico com o SAC nos finais de 
semana, pois o atendimento se encerra às 22h de sexta-feira e só é retomado a partir de 6h 
de segunda-feira e não há outro canal de atendimento no período indicado para o registro 
de demandas. Por fim, durante o tempo de espera para atendimento, a operadora veicula 
várias mensagens de caráter informativo sobre os procedimentos para fruição de direitos 
dos clientes e acesso à rede referenciada e mensagens publicitárias de seus patrocinadores.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
41 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Com base na narrativa e nas determinações legais para atendimento de demandas no SAC, 
assinale a afirmativa correta.
a) Os fatos narrados pela consulente não constituem infração, podendo ser interrompido 
o atendimento em certos horários; é possível veicular mensagens informativas antes do 
atendimento, vedadas as mensagens publicitárias de seus patrocinadores.
b) A operadora do plano de saúde pode interromper o atendimento ao consumidor em 
horários previamente determinados e divulgados, bem como apenas pode veicular mensagens 
de caráter informativo e publicitárias de seus próprios produtos e serviços.
c) É defeso à operadora do plano de saúde interromper o atendimento ao consumidor, 
mas está autorizada a veicular mensagens informativas desde que tratem dos direitos e 
deveres dos consumidores.
d) Os fatos narrados pela consulente revelam que a operadora do plano de saúde não 
cometeu infração administrativa, pois não é obrigatório disponibilizar outros canais de 
acesso ao SAC além do atendimento telefônico, sendo possível veicular mensagens antes 
do atendimento.
a) Errada. A situação narrada constitui infração administrativa por descumprimento do art. 
4º, caput, do Decreto n. 11.034/2022, não podendo ser interrompido o atendimento em 
certos horários; é possível veicular mensagens informativas antes do atendimento (art. 4º, 
§ 6º, Decreto n. 11.034/2022), vedadas as mensagens publicitárias de seus patrocinadores 
(art. 4º, § 5º, Decreto n. 11.034/2022).
§ 5º É vedada a veiculação de mensagens publicitárias durante o tempo de espera para o 
atendimento, exceto se houver consentimento prévio do consumidor.
b) Errada. A operadora de plano de saúde não pode suspender o atendimento em horários 
previamente divulgados, nem veicular mensagens informativas ou publicitárias sobre seus 
produtos e serviços sem o consentimento prévio do consumidor.
c) Certa. Conforme o art. 4º, caput e § 6º do Decreto n. 11.034/2022, é vedado interromper 
o atendimento.
Art. 4º O acesso ao SAC estará disponível, ininterruptamente, durante vinte e quatro horas por 
dia, sete dias por semana.
§ 6º Sem prejuízo do disposto no § 5º, é admitida a veiculação de mensagens de caráter informativo 
durante o tempo de espera, desde que tratem dos direitos e deveres dos consumidores ou dos 
outros canais de atendimento disponíveis.
d) Errada. A narrativa aponta que a operadora do plano de saúde cometeu infração 
administrativa, pois é obrigatório disponibilizar outros canais de acesso ao SAC (art. 4º, 
§ 1º, Decreto n. 11.034/2022) além do atendimento telefônico, sendo possível veicular 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
42 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
mensagens informativas durante o atendimento (art. 4º, § 1º, Decreto n. 11.034/2022). § 
1º O acesso de que trata o caput será garantido por meio de, no mínimo, um dos canais de 
atendimento integrados, cujo funcionamento será amplamente divulgado.
Letra c.
5. DECRETO N. 7.962/2013 (COMÉRCIO ELETRÔNICO)5. DECRETO N. 7.962/2013 (COMÉRCIO ELETRÔNICO)
O Decreto n. 7.962/2013 representa uma norma para fortalecer a proteção do consumidor 
no ambiente digital, surgindo em resposta ao crescimento acelerado do comércio eletrônico 
no Brasil, que já representava uma parcela significativa das relações de consumo, mas ainda 
precisava de regras específicas para garantir transparência e segurança. A norma em questãodispõe sobre a contratação no comércio eletrônico, abrangendo os seguintes aspectos:
• Informações claras a respeito do produto, serviço e do fornecedor;
• Atendimento facilitado ao consumidor; e
• Respeito ao direito de arrependimento.
Ainda, os sítios eletrônicos ou demais meios eletrônicos utilizados para oferta ou 
conclusão de contrato de consumo devem disponibilizar, em local de destaque e de fácil 
visualização, as seguintes informações:
• Nome empresarial e número de inscrição do fornecedor, quando houver, no Cadastro 
Nacional de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas do Ministério 
da Fazenda;
• Endereço físico e eletrônico, e demais informações necessárias para sua localização 
e contato;
• Características essenciais do produto ou do serviço, incluídos os riscos à saúde e à 
segurança dos consumidores;
• Discriminação, no preço, de quaisquer despesas adicionais ou acessórias, tais como 
as de entrega ou seguros;
• Condições integrais da oferta, incluídas modalidades de pagamento, disponibilidade, 
forma e prazo da execução do serviço ou da entrega ou disponibilização do produto; e
• Informações claras e ostensivas a respeito de quaisquer restrições à fruição da oferta.
Ainda, os sítios eletrônicos ou demais meios eletrônicos utilizados para ofertas de 
compras coletivas ou modalidades análogas de contratação deverão conter, além das 
informações acima, as seguintes:
• Quantidade mínima de consumidores para a efetivação do contrato;
• Prazo para utilização da oferta pelo consumidor; e
• Identificação do fornecedor responsável pelo sítio eletrônico e do fornecedor do 
produto ou serviço ofertado.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
43 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
O Decreto n. 7.962/2013 dispõe que, para garantir o atendimento facilitado ao consumidor 
no comércio eletrônico, o fornecedor deverá:
• Apresentar sumário do contrato antes da contratação, com as informações necessárias 
ao pleno exercício do direito de escolha do consumidor, enfatizando as cláusulas que 
limitam direitos;
• Fornecer ferramentas eficazes ao consumidor para identificação e correção imediata 
de erros ocorridos nas etapas anteriores à finalização da contratação;
• Confirmar imediatamente o recebimento da aceitação da oferta;
• Disponibilizar o contrato ao consumidor em meio que permita sua conservação e 
reprodução, imediatamente após a contratação;
• Manter serviço adequado e eficaz de atendimento em meio eletrônico, que possibilite ao 
consumidor a resolução de demandas referentes a informações, dúvidas, reclamações, 
suspensão ou cancelamento do contrato;
• Confirmar imediatamente o recebimento das demandas do consumidor, pelo mesmo 
meio empregado;
• Utilizar mecanismos de segurança eficazes para pagamento e para tratamento de 
dados do consumidor;
• A manifestação do fornecedor às dúvidas, reclamações ou cancelamentos será 
encaminhada em até cinco dias ao consumidor.
Quanto ao direito de arrependimento, o Decreto n. 7.962/2013 estabelece que o fornecedor 
deve informar, de forma clara e ostensiva, os meios adequados e eficazes para o exercício 
do direito de arrependimento pelo consumidor. O consumidor poderá exercer seu direito 
de arrependimento pela mesma ferramenta utilizada para a contratação, sem prejuízo de 
outros meios disponibilizados. Além disso, o exercício do direito de arrependimento implica a 
rescisão dos contratos acessórios, sem qualquer ônus para o consumidor. Cabe ressaltar que 
o exercício do direito de arrependimento será comunicado imediatamente pelo fornecedor 
à instituição financeira ou à administradora do cartão de crédito ou similar, para que:
1) A transação não deve ser lançada na fatura do consumidor; ou
2) deve ser efetivado o estorno do valor, caso o lançamento na fatura já tenha sido 
realizado. O fornecedor deve enviar ao consumidor confirmação imediata do recebimento 
da manifestação de arrependimento.
Por fim, o Decreto n. 7.962/2013 estabelece que as contratações no comércio eletrônico 
deverão observar o cumprimento das condições da oferta, com a entrega dos produtos 
e serviços contratados, respeitados prazos, quantidade, qualidade e adequação, sendo 
que possíveis inobservâncias sujeitam os infratores às sanções do art. 56 do CDC (multas, 
suspensão de atividade, cassação de licença etc.).
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
44 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
012. 012. (FEPESE/FISCAL/PREF. CAÇADOR/PROCON/2024) Nos termos do Decreto n. 7.962, 
de 2013, que dispõe sobre a contratação no comércio eletrônico, os sítios eletrônicos ou 
demais meios eletrônicos utilizados para oferta ou conclusão de contrato de consumo 
devem disponibilizar, em local de destaque e de fácil visualização, as seguintes informações:
1. endereço físico e eletrônico, e demais informações necessárias para sua localização e contato.
2. preço do produto ou do serviço, sem despesas adicionais ou acessórias, tais como as de 
entrega ou seguros.
3. características essenciais do produto ou do serviço, incluídos os riscos à saúde e à 
segurança dos consumidores.
4. condições integrais da oferta, incluídas modalidades de pagamento, disponibilidade, 
forma e prazo da execução do serviço ou da entrega ou disponibilização do produto.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
b) São corretas apenas as afirmativas 1 e 4.
c) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
d) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
e) São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
1. Certo. Conforme disposições do artigo 2º, inciso II, do Decreto n. 7.962/2013, a saber:
Art. 2º Os sítios eletrônicos ou demais meios eletrônicos utilizados para oferta ou conclusão 
de contrato de consumo devem disponibilizar, em local de destaque e de fácil visualização, as 
seguintes informações:
(...) II – endereço físico e eletrônico, e demais informações necessárias para sua localização 
e contato;
2. Errado. Cabe ressaltar que a informação deve ser clara e discriminada no preço, com as 
despesas adicionais ou acessórias, conforme o Decreto n. 7.962/2013:
Art. 2º.
(...) IV – discriminação, no preço, de quaisquer despesas adicionais ou acessórias, tais como as 
de entrega ou seguros;
3. Certo. Nos termos do inciso III do artigo 2º do Decreto n. 7.962/2013:
Art. 2º Os sítios eletrônicos ou demais meios eletrônicos utilizados para oferta ou conclusão 
de contrato de consumo devem disponibilizar, em local de destaque e de fácil visualização, as 
seguintes informações:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
45 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
(...) III – características essenciais do produto ou do serviço, incluídos os riscos à saúde e à 
segurança dos consumidores;
4. Certo. Nos termos do inciso V do artigo 2º do Decreto n. 7.962/2013:
Art. 2º Os sítios eletrônicos ou demais meios eletrônicos utilizados para oferta ou conclusão 
de contrato de consumo devem disponibilizar, em local de destaquee de fácil visualização, as 
seguintes informações:
(...) V – condições integrais da oferta, incluídas modalidades de pagamento, disponibilidade, 
forma e prazo da execução do serviço ou da entrega ou disponibilização do produto; (...)
Letra c.
Se você gostou do material ou tem críticas, dê um feedback, bem como poste suas 
dúvidas lá no fórum. Estou esperando você lá no Fórum! Estudaaaaa!!!!
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
46 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
RESUMORESUMO
Nesta aula, você deve fixar os seguintes pontos:
Fundamento 
Constitucional do 
Direito do Consumidor 
Direito Fundamental: 
art. 5°, XXXII da CF 
Princípio da Ordem 
Econômica: art. 170, 
V, da CF 
Prazo de 120 do ADCT 
CARACTERÍSTICAS DO CDC:
Lei Principiológica
Normas de ordem pública e 
interesse social
Microssistema multidisciplinar
Possui uma série de princípios 
que têm como objetivo 
equilibrar a vulnerabilidade 
do consumidor na relação de 
consumo:
1) Princípios gerais (art. 4º do 
CDC);
2) Direitos básicos do 
consumidor (art. 6º CDC);
3) Princípios específicos do 
CDC em relação à publicidade 
e aos contratos de consumo; 
4) princípios complementares 
do CDC, com destaque para 
os princípios constitucionais 
afetos às relações de consumo.
O CDC dispõe em seu art. 1º: 
“O presente código estabelece 
normas de proteção e defesa do 
consumidor, de ordem pública e 
interesse social, nos termos dos 
arts. 5º, inciso XXXII, 170, inciso V, 
da Constituição Federal e art. 48 
de suas disposições transitórias”.
Abrangência do CDC como norma 
de ordem pública:
• As decisões envolvendo relações 
de consumo não se restringem 
às partes envolvidas em litígio.
• As partes não poderão 
abrir mão dos direitos do 
consumidor.
• O juiz pode reconhecer de ofício 
direitos do consumidor.
O CDC é um microssistema 
multidisciplinar que engloba 
conteúdos de outros ramos 
jurídicos para proteger o 
consumidor (vulnerável):
• D i re i to Co n s t i t u c i o n a l 
(respeito ao princípio da 
dignidade da pessoa humana);
• Direito Civil (responsabilidade 
objetiva – independente 
de culpa – do produtor 
e fornecedor por danos 
causados aos consumidores);
• Processo Civil (inversão do 
ônus da prova);
• Processo Civil Coletivo (tutela 
coletiva do consumidor, 
utilização de ações civis 
públicas);
• Direito Administrativo (além 
da esfera cível, também há 
proteção administrativa do 
consumidor).
• D i r e i t o P e n a l 
(responsabilização criminal 
no CDC)
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
47 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
APLICAÇÃO CONCOMITANTE DE DOIS DIPLOMAS LEGAIS 
Possibilidade de aplicação de mais de uma norma ao caso 
Harmonização das fontes 
TÉCNICA DO DIÁLOGO DAS FONTES 
Conflito Aparente de Normas 
• RELAÇÃO JURÍDICA DE CONSUMO: pode ser entendida como a relação firmada 
entre consumidor e fornecedor, a qual possui como propósito a aquisição de um 
produto ou a contratação de um serviço.
ELEMENTO SUBJETIVO: 
consumidor 
 
ELEMENTO SUBJETIVO: fornecedor 
 
Elemento objetivo: Produto Elemento Objetivo: Serviço 
RELAÇÃO DE 
CONSUMO 
• CONSUMIDOR: a definição básica é toda pessoa física (vulnerabilidade é presumida) 
ou pessoa jurídica (vulnerabilidade precisa ser comprovada) que adquire ou utiliza 
produto ou serviço como destinatário final.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
48 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
CONSUMIDOR 
PF ou PJ que adquire produto 
ou serviço como 
DESTINATÁRIO FINAL 
COLETIVIDADE DE PESSOAS, 
ainda que indetermináveis 
TODAS as vítimas de evento 
• Para a compreensão de quem é o destinatário final, surgiram duas teorias:
− a) Teoria Finalista ou Subjetiva: consumidor é aquele destinatário fático (último 
da cadeia de consumo) e econômico (não utiliza o produto para repasse ou lucro, 
mas para consumo próprio) do produto ou serviço. Portanto, uma empresa que 
adquire 10 filtros para revenda não é consumidora; entretanto, se adquire um 
filtro para uso próprio, ela é considerada consumidora.
− b) Teoria Maximalista: consumidor é somente o destinatário final fático do pro-
duto ou serviço, independentemente de dar ao produto uma destinação produtiva 
(econômica) ou doméstica. Para exemplificar a aplicação dessa teoria, imagine 
aquela fabricante de carros que compra tintas para pintura de seus carros (em 
tese, não adquiriu para seu consumo próprio); nesta hipótese, a fabricante de 
carros pode ser reconhecida como consumidora.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
49 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
TEORIA FINALISTA-> 
consumidor--> Destinatário 
FÁTICO (último) + 
ECONÔMICO (não repassa) 
TEORIA MAXIMALISTA-> 
consumidor-->Destinatário final, 
independente de dar destinação 
econômica 
− TEORIA FINALISTA MITIGADA: centrada na ideia de enquadrar a pessoa jurídica 
como consumidora, desde que provada sua vulnerabilidade.
 ◦ Fornecedor: toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou es-
trangeira, bem como os entes despersonalizados que desenvolvem atividade de 
produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, expor-
tação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.
 
 
 
 
 
 
Pessoa Física 
Pessoa Jurídica privada 
Pessoa Jurídica pública 
Pessoa Jurídica Nacional 
Pessoa Jurídica Estrangeira 
Entes Despersonalizados 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
50 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
 ◦ PRODUTO: é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial.
PRODUTO 
Bem 
Móvel 
Bem 
Imóvel 
Bem 
Material 
Bem 
Imaterial 
 ◦ SERVIÇO: é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante 
remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securi-
tária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista.
SERVIÇO à Qualquer atividade no 
mercado de consumoà 
MEDIANTE 
REMUNERAÇÃOà 
inclusive, BANCÁRIA, 
FINANCEIRA, CRÉDITO e 
SECURITÁRIAà 
Exceto, decorrentes da 
RELAÇÃO DE TRABALHO 
 ◦ OS SERVIÇOS BANCÁRIOS COMO OBJETO DA RELAÇÃO DE CONSUMO: os ser-
viços bancários estão citados explicitamente no rol do § 2º do art. 3º do CDC 
como de abrangência de aplicação do CDC. Súmula 381 do STJ. Nos contratos 
bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da abusividade das cláusulas.
 ◦ RELAÇÃO ENTRE ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA E SEUS PARTICIPANTES: 
a atividade securitária foiincluída explicitamente no art. 3º, § 2º, do CDC como 
um serviço de abrangência do CDC. Após algumas mudanças de entendimento, 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
51 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
prevalece o entendimento de que o CDC somente será cabível em se tratando 
de entidade de previdência complementar aberta. Na hipótese de entidade 
fechada, a incidência do CDC não será permitida, nos termos da Súmula 563: 
“O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às entidades abertas de previ-
dência complementar, não incidindo nos contratos previdenciários celebrados 
com entidades fechadas.”
 ◦ PLANOS DE SAÚDE: conforme a Súmula 469 do STJ, é consumerista a relação 
firmada entre consumidores e operadoras de planos de saúde, aplicando-se o 
CDC. Veja a Súmula 469 do STJ: “Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor 
aos contratos de plano de saúde”. Ocorre a aplicação do CDC nas hipóteses em 
que uma determinada empresa gerencia os contratos para obtenção de lucro. 
Entretanto, em situações em que grupos específicos de indivíduos se reúnem 
para rateio de despesas, como nos casos de PLANOS DE AUTOGESTÃO entre 
servidores públicos, não são aplicáveis as regras do CDC (Resp. 1285483/PB, STJ).
 ◦ RELAÇÃO ENTRE CLIENTE E ADVOGADO: as relações entre clientes e advogados 
são reguladas por lei própria (Lei 9.806/1994); desta forma, não se aplica o CDC 
nessas relações contratuais.
 ◦ RELAÇÃO ENTRE FRANQUEADO E FRANQUEADOR: a relação entre franqueado 
e franqueador também é regida por lei própria (Lei n. 8.078/1990), uma vez que 
o franqueado não é consumidor, não se aplicando o CDC.
 ◦ RELAÇÃO ENTRE LOCADOR E LOCATÁRIO DE IMÓVEIS: os contratos de locação 
também são regulados por lei própria (Lei n. 8.245/1991) e, conforme enten-
dimento do STJ, não se aplica o CDC.
 ◦ RELAÇÃO ENTRE CONDOMÍNIO E O CONDÔMINO: o CDC não é aplicável à re-
lação entre condômino e condomínio por se tratar de comunhão de proprie-
tários e não se amoldar aos conceitos de consumidor e fornecedor (AgRg no 
Ag 1122191/SP, STJ).
 ◦ RELAÇÃO ENTRE PASSAGEIRO E COMPANHIA AÉREA DECORRENTE DE EXTRAVIO 
DE BAGAGEM E DE ATRASO DE VOO INTERNACIONAL: no caso de danos mate-
riais decorrentes de extravio de bagagem ocorrido em transporte internacional 
envolvendo consumidor, aplicam-se as Convenções de Varsóvia e Montreal, que 
têm prevalência em relação ao Código de Defesa do Consumidor. No caso de 
dano moral, deve-se observar, nesses casos, a efetiva reparação do consumidor 
preceituada pelo CDC.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
52 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Princípio do CDC (rol exemplificativo) Significado
Princípio da Proteção do Consumidor pelo 
Estado
Dever do Estado promover a defesa do 
consumidor, principalmente por ser este a parte 
hipossuficiente da relação de consumo (CF/1988: 
5º, XXXII).
Princípio da vulnerabilidade do consumidor
O consumidor é considerado a parte mais 
fraca da relação de consumo, seja pela falta de 
conhecimento de direitos ou técnico, devendo 
haver iniciativas para promover o equilíbrio da 
relação jurídica (art. 4º, I do CDC).
Princípio da responsabilidade solidária
Em caso de dano ao consumidor, garante que 
todos os fornecedores respondem de forma 
solidária em caso de danos (independe de culpa 
— responsabilidade objetiva). Previsto no art. 
7º, parágrafo único; 25, § 1º e artigo 18, todos 
do CDC.
Princípio da Educação
O Poder Público deve promover ações políticas 
e educativas que visem dar conhecimento aos 
cidadãos de seus direitos.
Princípio da transparência
Todos os produtos e serviços devem ter “padrões 
adequados de qualidade, segurança, durabilidade 
e desempenho” (artigo 4º, II, “d” do CDC).
Princípio da igualdade
Parte do pressuposto de todo consumidor é a 
parte hipossuficiente da relação consumerista. 
Nesse sentido, as partes, em especial o fornecedor 
ou prestador de serviço, devem agir de forma 
clara e com boa-fé.
Princípio da informação
Direito de todos os consumidores e também 
fornecedores e prestadores de serviço o acesso a 
informações quanto aos seus direitos e deveres, 
de modo a melhorar as relações consumeristas 
(artigo 4º, IV do CDC).
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
53 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/43º EXAME/2025) A sociedade empresária Fábrica de 
Alimentos Épsilon Ltda. alterou a embalagem de seu principal biscoito, destinado ao público 
infantil. O produto foi comercializado com redução de peso sem a devida ostensividade 
da informação no rótulo do produto, sem diminuição proporcional no preço e inexistência 
de indicação acerca da quantidade de açúcar e de lactose. Uma associação de defesa 
do consumidor procurou você, como advogada(o), a respeito da conduta da sociedade 
empresária. A respeito do dever de informação previsto no Código de Defesa do Consumidor, 
assinale a afirmativa correta.
a) A informação acerca da redução quantitativa e dos ingredientes deve estar visível, sendo 
disponibilizada em mensagem clara e precisa.
b) A falta e a deficiência material ou formal de informação só violam as normas de proteção 
do consumidor quando causam danos materiais ao consumidor.
c) As informações a respeito da quantidade, da composição e do preço dos produtos 
podem constar em língua portuguesa ou estrangeira, desde que seja de fácil compreensão 
do consumidor.
d) Caso o produto tenha na embalagem menção ao site da empresa, as informações a 
respeito da pesagem e dos ingredientes não precisam constar na embalagem, desde que 
estejam no endereço eletrônico.
002. 002. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/44º EXAME/2025) A sociedade empresária VittaBem 
Alimentos Ltda. langou no mercado nacional uma nova linha de sucos naturais, supostamente 
livres de conservantes e aditivos quimicos, amplamente divulgada em campanhas publicitarias 
nas principais redes de televisão e midias digitais.
Após quatro meses de intensa comercialização, o Ministério da Saúde, por meio de fiscalização 
e laudos laboratoriais, constatou que os produtos continham substâncias artificiais em 
níveis superiores aos permitidos pela Anvisa, representando risco potencial à saúde 
dos consumidores.
Diante da repercussão nacional do caso, uma associação de defesa do consumidor ajuizou 
ação civil pública, pleiteando: a retirada imediata dos produtos do mercado; e a condenação 
da sociedade empresária ao pagamento de indenização por danos morais coletivos.
A sociedade empresária contestou, sustentando, entre outros argumentos, a inaplicabilidade 
do Código de Defesa do Consumidor e a ausência de culpa e de dano individual comprovado.
Sobre o caso apresentado, com base no ordenamento jurídico brasileiro, especialmente no 
Código de Defesa do Consumidor, assinale a afirmativa correta.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição,sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
54 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
a) A coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, equipara-se a consumidor, podendo 
ser tutelada judicialmente por meio de Ação Civil Pública.
b) A Ação Civil Pública é incabível, pois somente o consumidor individual e identificado 
possui legitimidade para pleitear indenização por danos oriundos da relação de consumo.
c) O conceito de consumidor por equiparação exige que a coletividade seja determinada e 
tenha comprovadamente adquirido o produto para ser considerada consumidora.
d) Apenas os consumidores que efetivamente adquiriram e consumiram o produto possuem 
legitimidade para buscar reparação por danos, ainda que representados por associação.
003. 003. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/41º EXAME/2024) Jordana, aposentada, 89 anos, 
o(a) procurou como advogado(a) porque fora atraída por ligação telefônica da instituição 
financeira Banco Mútuo S.A., que anunciava oferta de crédito sem análise da situação 
financeira do consumidor.
Jordana, que à época da oferta do crédito estava em situação financeira muito difícil, 
contratou a abertura de crédito. Diante do valor reduzido de sua aposentadoria e dos 
compromissos indispensáveis ao lar e à saúde, celebrados ao longo do ano, não tem mais 
como pagar todas as dívidas, que a cada mês ficam maiores.
Diante da situação hipotética apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) É direito básico do consumidor a garantia de práticas de crédito responsável, bem como 
a proteção contra a publicidade enganosa.
b) Para responsabilizar o Banco Mútuo S.A., impondo-lhe a obrigação de indenizar, é necessário 
comprovar o ato de negligência do preposto do banco.
c) Tendo em vista que a contratação se deu fora do estabelecimento empresarial, Jordana 
tinha o prazo de dez dias para exercer o seu direito de arrependimento.
d) As instituições financeiras não são obrigadas a analisar a situação financeira do consumidor, 
apenas consultar os serviços de proteção ao crédito antes de concedê-lo.
004. 004. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/XVII EXAME/2015) Tommy adquiriu determinado 
veículo junto a um revendedor de automóveis usados. Para tanto, fez o pagamento de 
60% do valor do bem e financiou os 40% restantes com garantia de alienação fiduciária, 
junto ao banco com o qual mantém vínculo de conta-corrente. A negociação transcorreu 
normalmente e o veículo foi entregue. Ocorre que Tommy, alguns meses depois, achou 
que a obrigação assumida estava lhe sendo excessivamente onerosa. Procurou então você 
como advogado(a) a fim de saber se ainda assim seria possível questionar o negócio jurídico 
realizado e pedir revisão do contrato que Tommy sequer possuía.
A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
55 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
a) A questão versa sobre alienação fiduciária em garantia que transfere ao credor o domínio 
resolúvel e a posse indireta do bem alienado, não havendo aplicabilidade do Código de 
Defesa do Consumidor e, portanto, nem o pedido de revisão na hipótese, haja vista que a 
questão jurídica está submetida unicamente à leitura da norma geral civil, sem a inversão 
do ônus da prova.
b) A questão comporta aplicação do CDC, mas para propor ação revisional, a parte deve 
ingressar com medida cautelar preparatória de exibição de documentos, sob pena de 
extinção da medida cognitiva revisional por falta de interesse de agir.
c) A questão versa sobre alienação fiduciária em garantia, que transfere para o devedor a 
posse direta do bem, tornando-o depositário, motivo pelo qual a questão jurídica rege-se 
exclusivamente pelas regras impostas pelo Decreto-lei n. 911, de 1969, que estabelece 
normas de processo sobre alienação fiduciária.
d) A questão comporta aplicação do CDC, e a ação revisional pode ser proposta 
independentemente de medida cautelar preparatória de exibição de documentos, já que o 
pleito de exibição do contrato poderá ser formulado incidentalmente e nos próprios autos.
005. 005. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/XVII EXAME/2015) Saulo e Bianca são casados há 
quinze anos e, há dez, decidiram ingressar no ramo das festas de casamento, produzindo 
os chamados “bem-casados”, deliciosos doces recheados oferecidos aos convidados ao 
final da festa. Saulo e Bianca não possuem registro da atividade empresarial desenvolvida, 
sendo essa a fonte única de renda da família.
No mês passado, os noivos Carla e Jair encomendaram ao casal uma centena de “bem-
casados” no sabor doce de leite. A encomenda foi entregue conforme contratado, no dia 
do casamento. Contudo, diversos convidados que ingeriram os quitutes sofreram infecção 
gastrointestinal, já que o produto estava estragado. A impropriedade do produto para o 
consumo foi comprovada por perícia técnica.
Com base no caso narrado, assinale a alternativa correta.
a) O casal Saulo e Bianca se enquadra no conceito de fornecedor do Código do Consumidor, 
pois fornecem produtos com habitualidade e onerosidade, sendo que apenas Carla e Jair, 
na qualidade de consumidores indiretos, poderão pleitear indenização.
b) Embora a empresa do casal Saulo e Bianca não esteja devidamente registrada na Junta 
Comercial, pode ser considerada fornecedora à luz do Código do Consumidor, e os convidados 
do casamento, na qualidade de consumidores por equiparação, poderão pedir indenização 
diretamente àqueles.
c) O Código de Defesa do Consumidor é aplicável ao caso, sendo certo que tanto Carla e 
Jair quanto seus convidados intoxicados são consumidores por equiparação e poderão 
pedir indenização, porém a inversão do ônus da prova só se aplica em favor de Carla e Jair, 
contratantes diretos.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
56 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
d) A atividade desenvolvida pelo casal Saulo e Bianca não está oficialmente registrada na 
Junta Comercial e, portanto, por ser ente despersonalizado, não se enquadra no conceito 
legal de fornecedor da lei do consumidor, aplicando-se ao caso as regras atinentes aos 
vícios redibitórios do Código Civil.
006. 006. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/IV EXAME/2011) No âmbito do Código de Defesa do 
Consumidor, em relação ao princípio da boa-fé objetiva, é correto afirmar que
a) sua aplicação se restringe aos contratos de consumo.
b) para a caracterização de sua violação imprescindível se faz a análise do caráter volitivo 
das partes.
c) não se aplica à fase pré-contratual.
d) importa em reconhecimento de um direito a cumprir em favor do titular passivo da 
obrigação.
007. 007. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/III EXAME/2010) Em relação aos princípios previstos 
no Código de Defesa do Consumidor, assinale a alternativa correta.
a) O CDC é uma norma tipificadora de condutas, prevendo expressamente o comportamento 
dos consumidores e dos fornecedores.
b) A boa-fé prevista no CDC é a boa-fé subjetiva.
c) O princípio da vulnerabilidade, que presume ser o consumidor o elo mais fraco da relação 
de consumo, diz respeito apenas à vulnerabilidade técnica.
d) O princípio da transparência impõe um dever comissivo e um omissivo, ou seja, não pode 
o fornecedor deixar de apresentar o produto tal como elese encontra nem pode dizer mais 
do que ele faz; não pode, portanto, mais existir o dolus bonus.
008. 008. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/XII EXAME/2013) Maria e Manoel, casados, pais dos 
gêmeos Gabriel e Thiago que têm apenas três meses de vida, residem há seis meses no 
Condomínio Vila Feliz. O fornecimento do serviço de energia elétrica na cidade onde moram 
é prestado por um única concessionária, a Companhia de Eletricidade Luz S.A. Há uma 
semana, o casal vem sofrendo com as contínuas e injustificadas interrupções na prestação 
do serviço pela concessionária, o que já acarretou a queima do aparelho de televisão e da 
geladeira, com a perda de todos os alimentos nela contidos. O casal pretende ser indenizado.
Nesse caso, à luz do princípio da vulnerabilidade previsto no Código de Proteção e Defesa 
do Consumidor, assinale a afirmativa correta.
a) Prevalece o entendimento jurisprudencial no sentido de que a vulnerabilidade no Código 
do Consumidor é sempre presumida, tanto para o consumidor pessoa física, Maria e Manoel, 
quanto para a pessoa jurídica, no caso, o Condomínio Vila Feliz, tendo ambos direitos básicos 
à indenização e à inversão judicial automática do ônus da prova.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
57 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
b) A doutrina consumerista dominante considera a vulnerabilidade um conceito jurídico 
indeterminado, plurissignificativo, sendo correto afirmar que, no caso em questão, está 
configurada a vulnerabilidade fática do casal diante da concessionária, havendo direito 
básico à indenização pela interrupção imotivada do serviço público essencial.
c) É dominante o entendimento no sentido de que a vulnerabilidade nas relações de consumo 
é sinônimo exato de hipossuficiência econômica do consumidor. Logo, basta ao casal Maria 
e Manoel demonstrá-la para receber a integral proteção das normas consumeristas e o 
consequente direito básico à inversão automática do ônus da prova e a ampla indenização 
pelos danos sofridos.
d) A vulnerabilidade nas relações de consumo se divide em apenas duas espécies: a jurídica 
ou científica e a técnica. Aquela representa a falta de conhecimentos jurídicos ou outros 
pertinentes à contabilidade e à economia, e esta, à ausência de conhecimentos específicos 
sobre o serviço oferecido, sendo que sua verificação é requisito legal para inversão do ônus 
da prova a favor do casal e do consequente direito à indenização.
009. 009. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/IX EXAME/2012) A sociedade empresária XYZ 
Ltda. oferta e celebra, com vários estudantes universitários, contratos individuais de 
fornecimento de material didático, nos quais garante a entrega, com 25% de desconto 
sobre o valor indicado pela editora, dos livros didáticos escolhidos pelos contratantes (de 
lista de editoras de antemão definidas). Os contratos têm duração de 24 meses, e cada 
estudante compromete-se a pagar valor mensal, que fica como crédito, a ser abatido do 
valor dos livros escolhidos. Posteriormente, a capacidade de entrega da sociedade diminuiu, 
devido a dívidas e problemas judiciais. Em razão disso, ela pretende rever judicialmente os 
contratos, para obter aumento do valor mensal, ou então liberar-se do vínculo.
Acerca dessa situação, assinale a afirmativa correta.
a) A empresa não pode se valer do Código de Defesa do Consumidor e não há base, à luz do 
indicado, para rever os contratos.
b) Aplica-se o CDC, já que os estudantes são destinatários finais do serviço, mas o aumento 
só será concedido se provada a dificuldade financeira e que, ademais, ainda assim o contrato 
seja proveitoso para os compradores.
c) Aplica-se o CDC, mas a pretendida revisão da cláusula contratual só poderá ser efetuada 
se provado que os problemas citados têm natureza imprevisível, característica indispensável, 
no sistema do consumidor, para autorizar a revisão.
d) A revisão é cabível, assentada na teoria da imprevisão, pois existe o contrato de execução 
diferida, a superveniência de onerosidade excessiva da prestação, a extrema vantagem para 
a outra parte, e a ocorrência de acontecimento extraordinário e imprevisível.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
58 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
010. 010. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/VI EXAME/2011) O ônus da prova incumbe a quem 
alega a existência do fato constitutivo de seu direito e impeditivo, modificativo ou extintivo 
do direito daquele que demanda. O Código de Proteção e Defesa do Consumidor, entretanto, 
prevê a possibilidade de inversão do onus probandi e, a respeito de tal tema, é correto 
afirmar que
a) ocorrerá em casos excepcionais em que o juiz verifique ser verossímil a alegação do 
consumidor ou quando for ele hipossuficiente.
b) é regra e basta ao consumidor alegar os fatos, pois caberá ao réu produzir provas que 
os desconstituam, já que o autor é hipossuficiente nas relações de consumo.
c) será deferido em casos excepcionais, exceto se a inversão em prejuízo do consumidor 
houver sido previamente ajustada por meio de cláusula contratual.
d) ocorrerá em todo processo civil que tenha por objeto as relações consumeristas, não 
se admitindo exceções, sendo declarada abusiva qualquer cláusula que disponha de modo 
contrário.
011. 011. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/IV EXAME/2011) Analisando o artigo 6º, V, do Código 
de Defesa do Consumidor, que prescreve: “São direitos básicos do consumidor: V – a 
modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou 
sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas”, 
assinale a alternativa correta.
a) Não traduz a relativização do princípio contratual da autonomia da vontade das partes.
b) Almeja, em análise sistemática, precipuamente, a resolução do contrato firmado entre 
consumidor e fornecedor.
c) Admite a incidência da cláusula rebus sic stantibus.
d) Exige a imprevisibilidade do fato superveniente.
012. 012. (FUNDATEC/ADVOGADO/CREF 2/2026) Analise a sentença abaixo:
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) apenas considera como consumidor a pessoa física 
que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final, excluindo a aplicação 
de suas regras à pessoa jurídica, mesmo quando esta é a destinatária final de um bem 
ou serviço (1ª parte). Para o CDC, fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou 
privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem 
atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, 
exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços (2ª 
parte). O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador 
respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados 
aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
59 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seusprodutos, bem como 
por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
a) Apenas a 1ª parte.
b) Apenas a 2ª parte.
c) Apenas a 3ª parte.
d) Apenas a 2ª e a 3ª partes.
e) Todas as partes.
013. 013. (FUNDATEC/FISCAL MUNICIPAL DE ATIVIDADES URBANAS/PREF. TANGARÁ DA SERRA/2025) 
Considerando as disposições do Código de Defesa do Consumidor (CDC) – Lei n. 8.078/1990, 
analise as assertivas abaixo:
I – Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final.
II – Produto é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, 
inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes 
das relações de caráter trabalhista.
III – Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que 
haja intervindo nas relações de consumo.
Quais estão corretas?
a) Apenas I e II.
b) Apenas I e III.
c) Apenas II e III.
d) I, II e III.
014. 014. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA TÉCNICO DA SUSEP/DIREITO, POLÍTICAS PÚBLICAS E 
DESENHO INSTITUCIONAL/2025) Considerando as disposições da legislação consumerista 
brasileira, julgue o item seguinte.
A defesa do consumidor é dever do Estado e um princípio basilar da ordem constitucional 
econômica.
015. 015. (IDESG/FISCAL MUNICIPAL/PREF. CARIACICA/DEFESA DO CONSUMIDOR/2025) 
Considerando as disposições do Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/1990) sobre 
as noções de consumidor, fornecedor, produto e serviço, analise as assertivas a seguir:
I – Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial.
II – Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
60 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
III – Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização 
de produtos ou prestação de serviços.
IV – Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, 
inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, e as decorrentes das 
relações de caráter trabalhista.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
a) Apenas I, II e III estão corretas.
b) I, II, III e IV estão corretas.
c) Apenas I, II e IV estão corretas.
d) Apenas III e IV estão incorretas.
016. 016. (FUNDATEC/ANALISTA JURÍDICO/DPE–SC/2025) De acordo com o Código de Defesa 
do Consumidor (Lei n. 8.078/1990), assinale a alternativa correta sobre a tutela jurídica 
do consumidor.
a) Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob 
qualquer outra forma de empreendimento, são considerados fornecedores quando prestam 
serviços ao público.
b) O Código de Defesa do Consumidor não se aplica às pessoas jurídicas, ainda que sejam 
destinatárias finais do produto ou serviço.
c) O consumidor não possui direito à reparação por danos morais decorrentes de relações 
de consumo, apenas por danos materiais.
d) A responsabilidade do fornecedor por vícios do produto é subjetiva, dependendo da 
comprovação de culpa.
e) O Código de Defesa do Consumidor não prevê a inversão do ônus da prova em favor do 
consumidor em nenhuma hipótese.
017. 017. (FUNDATEC/GUARDA MUNICIPAL/PREF. FOZ DO IGUAÇU/2024) No exercício da sua 
atividade, os guardas municipais se deparam com situações em que produtos ou serviços 
são entregues com defeito ou de forma que possam causar danos à saúde e à segurança, 
no caso de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos. Qual é a denominação 
correta para a pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como 
destinatário final?
a) Portador.
b) Comerciante.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
61 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
c) Consumidor.
d) Falsário.
e) Atravessador.
018. 018. (VUNESP/JUIZ ESTADUAL/TJ–RJ/2025) Na execução da Política Nacional das Relações 
de Consumo, o poder público poderá contar, dentre outros, com o seguinte instrumento:
a) fomento de ações direcionadas à educação financeira e ambiental dos consumidores.
b) incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e 
segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de 
conflitos de consumo.
c) instituição de núcleos de conciliação e mediação de conflitos oriundos de superendividamento.
d) prevenção e tratamento do superendividamento como forma de evitar a exclusão social 
do consumidor.
e) ação governamental no sentido de proteger o consumidor pela presença do Estado no 
mercado de consumo.
019. 019. (CESGRANRIO/TÉCNICO BANCÁRIO NOVO/CEF–ADMINISTRATIVA/2024) Certa instituição 
financeira convidou seus correntistas para cursos de atualização em finanças e proteção à 
natureza e foi questionada por alguns clientes sobre essa medida. A instituição respondeu 
que cumpria os comandos legais pertinentes. Nos termos da Lei n. 8.078/1990, a Política 
Nacional das Relações de Consumo tem por objetivos o atendimento das necessidades 
dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus 
interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e 
a harmonia das relações de consumo, atendidos alguns princípios. Dentre os princípios a 
serem atendidos está a(o)
a) conscientização do papel financeiro das organizações para preservar a 
lucratividade almejada.
b) implementação de instrumentos para diminuir o nível de endividamento das famílias 
mais vulneráveis.
c) verificação de medidas protetivas ao crédito para aquisição de bens duráveis da 
linha doméstica.
d) fomento de ações direcionadas à educação financeira e ambiental dos consumidores.
e) incentivo à poupança da população para propiciar vida melhor na aposentadoria.
020. 020. (FEPESE/FISCAL/PREF. CAÇADOR/PROCON/2024) Com fundamento na Lei n. 8.078, 
de 1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências, a Política 
Nacional das Relações de Consumo orienta-se pelos seguintes princípios:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
62 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
1. educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e 
deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo.
2. reconhecimento da vulnerabilidade do fornecedor no mercado de consumo.
3. fomento de ações direcionadas à educação financeira e ambiental dos fornecedores.
4. prevenção e tratamento do superendividamento como forma de evitar a exclusão social 
do consumidor.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) É correta apenas a afirmativa 1.
b) São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
c) São corretas apenas as afirmativas 1 e 4.
d) São corretas apenas as afirmativas119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. O seu feedback 
sobre a aula é muito importante para que eu possa melhorar o material; não se esqueça de 
avaliar ou me enviar uma mensagem pelas redes sociais. Por favor: material obrigatório! 
Então, fique ligado no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!
Muito bem-vindo ao nosso curso. Vamos ao trabalho e à sua aprovação!
“Nenhum obstáculo é tão grande se sua vontade de vencer for maior.”
Forte abraço e bons estudos!
Antônio Alex Pinheiro
@prof._antonio_alex
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
6 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
TEORIA GERAL DAS RELAÇÕES DE CONSUMOTEORIA GERAL DAS RELAÇÕES DE CONSUMO
1 . A PRoTeÇÃo Do ConsumiDoR nA ConsTiTuiÇÃo 1 . A PRoTeÇÃo Do ConsumiDoR nA ConsTiTuiÇÃo 
FeDeRAL De 1988FeDeRAL De 1988
1 .1 . FunDAmenTo ConsTiTuCionAL De DeFesA Do ConsumiDoR1 .1 . FunDAmenTo ConsTiTuCionAL De DeFesA Do ConsumiDoR
Na Constituição Brasileira de 1988, o Direito do Consumidor está previsto no corpo da 
Constituição (arts. 5º, XXXII, e 170, V), bem como nos Atos das Disposições Constitucionais 
Transitórias (art. 48):
• CF/1988:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos 
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à 
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) XXXII — o Estado promoverá, 
na forma da lei, a defesa do consumidor.
• CF/1988:
Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, 
tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados 
seguintes princípios: (...) V — defesa do consumidor.
• ADCT:
Art. 48. O Congresso Nacional, dentro de cento e vinte dias da promulgação da Constituição, 
elaborará código de defesa do consumidor.
A relação jurídica de consumo é, em regra, desigual, com o consumidor vulnerável 
de um lado e o fornecedor, que possui a propriedade dos meios de produção, do outro. 
Diante desse contexto, o Direito do Consumidor foi elevado ao patamar de um Direito 
Fundamental na CF/1988. A CF/1988 também prevê a defesa do consumidor como um 
dos princípios da ordem econômica. Por fim, art. 48 do ADCT da CF/1988. Resumidamente, 
o Direito do Consumidor está assim disposto na CF/1988:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
7 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Fundamento 
Constitucional do 
Direito do Consumidor 
Direito Fundamental: 
art. 5°, XXXII da CF 
Princípio da Ordem 
Econômica: art. 170, 
V, da CF 
Prazo de 120 do ADCT 
1 .2 . CARACTeRÍsTiCAs Do CÓDiGo De DeFesA Do ConsumiDoR1 .2 . CARACTeRÍsTiCAs Do CÓDiGo De DeFesA Do ConsumiDoR
O Código de Defesa do Consumidor, Lei n. 8.078/1990 (CDC), apresenta três características 
principais:
Lei Principiológica
Normas de ordem pública e 
interesse social
Microssistema multidisciplinar
Possui uma série de princípios 
que têm como objetivo 
equilibrar a vulnerabilidade 
do consumidor na relação de 
consumo:
1) Princípios gerais (art. 4º do 
CDC);
2) Direitos básicos do 
consumidor (art. 6º CDC);
3) Princípios específicos do 
CDC em relação à publicidade 
e aos contratos de consumo; 
4) princípios complementares 
do CDC, com destaque para 
os princípios constitucionais 
afetos às relações de consumo.
O CDC dispõe em seu art. 1º: 
“O presente Código estabelece 
normas de proteção e defesa do 
consumidor, de ordem pública e 
interesse social, nos termos dos 
arts. 5º, inciso XXXII, 170, inciso V, 
da Constituição Federal e art. 48 
de suas Disposições Transitórias”.
Abrangência do CDC como norma 
de ordem pública:
• As decisões envolvendo relações 
de consumo não se restringem 
às partes envolvidas em litígio.
• As partes não poderão 
abrir mão dos direitos do 
consumidor.
• O juiz pode reconhecer de ofício 
direitos do consumidor.
O CDC é um microssistema 
multidisciplinar que engloba 
conteúdos de outros ramos 
jurídicos para proteger o 
consumidor (vulnerável):
• D i re i to Co n s t i t u c i o n a l 
(respeito ao princípio da 
dignidade da pessoa humana);
• Direito Civil (responsabilidade 
objetiva – independente 
de culpa – do produtor 
e fornecedor por danos 
causados aos consumidores);
• Processo Civil (inversão do 
ônus da prova);
• Processo Civil Coletivo (tutela 
coletiva do consumidor, 
utilização de ações civis 
públicas);
• Direito Administrativo (além 
da esfera cível, também há 
proteção administrativa do 
consumidor).
• D i r e i t o P e n a l 
(responsabilização criminal 
no CDC)
TÉCNICA DO DIÁLOGO DAS FONTES: diante da existência de um conflito aparente de 
normas, ou seja, em face da possibilidade de se aplicar mais de uma lei a um mesmo caso, 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
8 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
deve ser utilizada a técnica da “união das fontes” para harmonizar a aplicação concomitante 
de dois diplomas legais ao mesmo fato. Assim, deve ser salientado que o diálogo das fontes 
poderá estabelecer-se não apenas entre o Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor, 
mas também entre o Diploma Consumerista e outras leis especiais, tais como:
• CDC e Lei dos Planos e Seguros de Assistência à Saúde — Lei n. 9.656, de 1998;
• CDC e Lei das Mensalidades Escolares — Lei n. 9.870, de 1999;
• CDC e Lei dos Consórcios — Lei n. 11.795, de 2008 (alterada pela Lei n. 13.506, 
de 2017).
APLICAÇÃO CONCOMITANTE DE DOIS DIPLOMAS LEGAIS 
Possibilidade de aplicação de mais de uma norma ao caso 
Harmonização das fontes 
TÉCNICA DO DIÁLOGO DAS FONTES 
Conflito Aparente de Normas 
2 . A ReLAÇÃo JuRÍDiCA De Consumo2 . A ReLAÇÃo JuRÍDiCA De Consumo
2 .1 . os eLemenTos DA ReLAÇÃo JuRÍDiCA De Consumo2 .1 . os eLemenTos DA ReLAÇÃo JuRÍDiCA De Consumo
Relação jurídica de consumo pode ser entendida como a relação firmada entre o 
consumidor e o fornecedor, a qual tem como propósito a aquisição de um produto ou a 
contratação de um serviço.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
9 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
ELEMENTO SUBJETIVO: 
consumidor 
 
ELEMENTO SUBJETIVO: fornecedor 
 
Elemento objetivo: Produto Elemento Objetivo: Serviço 
RELAÇÃO DE 
CONSUMO 
2 .1 .1 . ConsumiDoR
A definição básica é toda pessoa física (a vulnerabilidade é presumida) ou pessoa jurídica 
(a vulnerabilidade precisa ser comprovada) que adquire ou utiliza produto ou serviço como 
destinatário final, nos termos do art. 2º da Lei n. 8.078/1990 (CDC). Ocorre que, no CDC, 
existem outras referências à definição de consumidor.
Art. 2º Consumidor é toda pessoa física ou jurídica2, 3 e 4.
e) São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
021. 021. (FEPESE/FISCAL/PREF. MAFRA/EXTERNO DE DEFESA DO CONSUMIDOR/2024) Assinale 
a alternativa que indica corretamente um dos princípios que rege a Política Nacional 
das Relações de Consumo, segundo o estabelecido pelo Código de Proteção e Defesa do 
Consumidor.
a) Racionalização e melhoria dos serviços públicos.
b) Manutenção de assessoria jurídica integral e gratuita a todos os consumidores.
c) Estímulo à criação de Associações de Defesa do Consumidor.
d) Criação de Delegacias de Polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas 
de crimes e acidentes de consumo.
e) Instituição de Juizados Especiais e varas especializadas para a solução de litígios de 
consumo.
022. 022. (FCC/PROCURADOR DE UNIVERSIDADE ASSISTENTE/UNICAMP/2022) No processo civil, 
o Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/1990) estabelece expressamente, como 
direito básico, a inversão do ônus da prova a favor do consumidor quando, a critério do juiz,
a) verificar-se a impossibilidade ou a excessiva dificuldade de cumprir seu encargo probatório 
em razão de sua desigualdade econômica.
b) for presumível que o fornecedor disponha, em seus registros comerciais e contábeis, de 
informações sobre a transação controvertida.
c) consideradas as circunstâncias do caso e a natureza da transação, for possível inferir 
sua boa-fé segundo as regras costumeiras.
d) ficar demonstrado que o fato impeditivo, modificativo ou extintivo de seu direito decorre 
diretamente da relação de consumo.
e) for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias 
de experiências.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
63 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
023. 023. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA TÉCNICO DA SUSEP/DIREITO, POLÍTICAS PÚBLICAS E 
DESENHO INSTITUCIONAL/2025) Considerando as disposições da legislação consumerista 
brasileira, julgue o item seguinte.
Quando da repactuação de dívidas, deve-se observar a preservação do mínimo existencial.
024. 024. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA TÉCNICO DA SUSEP/DIREITO, POLÍTICAS PÚBLICAS E 
DESENHO INSTITUCIONAL/2025) Considerando as disposições da legislação consumerista 
brasileira, julgue o item seguinte.
A inversão do ônus da prova no processo civil, em causas consumeristas, independe de 
condicionantes legais.
025. 025. (IDESG/FISCAL MUNICIPAL/PREF. CARIACICA/DEFESA DO CONSUMIDOR/2025) De acordo 
com o Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/1990), são considerados direitos 
básicos do consumidor, EXCETO:
a) A proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no 
fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos.
b) A educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, ressalvadas 
a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações.
c) A preservação do mínimo existencial, nos termos da regulamentação, na repactuação de 
dívidas e na concessão de crédito.
d) A modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais 
ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas.
026. 026. (VUNESP/DOCENTE (UNESP/ENSINO MÉDIO I/LEGISLAÇÃO APLICADA E ÉTICA 
PROFISSIONAL/”BAURU”/2025) Considere que Bárbara vai abrir um pequeno supermercado 
na cidade ABC, com apenas cinco funcionários. Ao realizar o abastecimento dos sucos que 
estarão disponíveis para venda, ela notou que as etiquetas com os preços das bebidas não 
estão com a informação do preço por unidade de litro, mas apenas do item completo.
Com base na situação apresentada e no disposto no Código de Defesa do Consumidor, é 
correto afirmar que
a) apenas nas etiquetas das frutas e verduras deve constar o preço por unidade de quilo.
b) Bárbara deve realizar as alterações nas etiquetas, pois é direito do consumidor à informação 
acerca dos preços dos produtos por unidade de medida, tal como por quilo.
c) como o supermercado que Bárbara vai abrir tem menos de 10 (dez) funcionários, não 
precisa colocar o preço por unidade de medida nos sucos.
d) somente os produtos vendidos a granel precisam ser etiquetados com a informação do 
preço por unidade de medida.
e) Bárbara deve realizar as alterações nas etiquetas não só para constar o preço por unidade 
de medida, mas também para ser acessível à pessoa com deficiência.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
64 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
027. 027. (INSTITUTO AOCP/RESIDENTE JURÍDICO/TJ–PA/2025) A Lei n. 8.078/1990, também 
conhecida como Código de Defesa do Consumidor, dispõe sobre a proteção do consumidor 
e dá outras providências. Com base na referida lei, assinale a alternativa que apresenta um 
direito básico do consumidor.
a) Proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no 
fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos.
b) Renunciar ao direito de reclamar por vícios de qualidade ou quantidade de produtos, 
após a entrega do produto.
c) Assumir os riscos integralmente quando adquirir produtos usados ou recondicionados, 
eximindo o fornecedor de qualquer responsabilidade.
d) Proteção contra a publicidade enganosa e métodos comerciais, bem como contra 
cláusulas abusivas no fornecimento de produtos e serviços, exceto se o contrato for 
assinado voluntariamente.
e) Ter seus dados pessoais compartilhados com fornecedores parceiros sempre que houver 
interesse comercial justificado, independentemente de consentimento.
028. 028. (FGV/JUIZ LEIGO/TJ–SC/2025) NÃO é um direito fundamental ou básico do consumidor:
a) a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, que deve ser 
acessível à pessoa com deficiência, com especificação correta de quantidade, características, 
composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;
b) a informação acerca dos preços dos produtos por unidade de medida, tal como por quilo, 
por litro, por metro ou por outra unidade, conforme o caso;
c) a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou 
desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de 
produtos e serviços;
d) o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação 
de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção 
jurídica, administrativa e técnica aos necessitados;
e) a participação e consulta na formulação das políticas que afetam diretamente o consumidor, 
bem como a representação de seus interesses por intermédio das entidades públicas ou 
privadas de defesa do consumidor.
029. 029. (FUNDATEC/ANALISTA JURÍDICO/DPE–SC/2025) De acordo com as previsões do Código 
de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/1990), é direito básico do consumidor:
a) Somente a reparação de danos patrimoniais (individuais, coletivos e difusos), mas não 
a prevenção.
b) Ser informado de forma adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com 
especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratoresà responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
65 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
c) Ser obrigado a aceitar produtos similares quando o contratado estiver indisponível 
no fornecedor.
d) Assumir todos os riscos decorrentes do uso inadequado do produto, eximindo o fornecedor 
de responsabilidade.
e) O devido processo legal em ação judicial, contudo sem a possibilidade de inversão do 
ônus da prova para facilitar a sua defesa.
030. 030. (FEPESE/FISCAL/PREF. CAÇADOR/PROCON/2024) De acordo com a Lei n. 8.078, de 
1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências, são direitos 
básicos do consumidor:
1. a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas 
a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações.
2. a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou 
desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de 
produtos e serviços.
3. a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais 
ou sua revisão em razão de fatos supervenientes, ainda que não as tornem 
excessivamente onerosas.
4. a preservação do mínimo existencial, nos termos da regulamentação, na repactuação de 
dívidas e na concessão de crédito.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) É correta apenas a afirmativa 1.
b) É correta apenas a afirmativa 2.
c) São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.
d) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
e) São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
031. 031. (FUNDATEC/ANALISTA DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR/PREF. LONDRINA/2024) 
Para que seja aplicada a inversão do ônus da prova em favor do consumidor nos processos 
cíveis que envolvem relação de consumo, é necessário que se verifique a:
a) Hipossuficiência do consumidor e a existência de cláusula contratual autorizando a 
inversão do ônus da prova.
b) Vulnerabilidade econômica do consumidor.
c) Verossimilhança da alegação ou a hipossuficiência do consumidor, segundo as regras 
ordinárias de experiências.
d) Hipossuficiência econômica do consumidor e sua vulnerabilidade técnica.
e) Impossibilidade econômica do consumidor de custear as despesas do processo sem 
prejuízo de sua subsistência.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
66 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
O legislador estabeleceu dois requisitos alternativos, quais sejam: a verossimilhança e a 
hipossuficiência, nos termos do inciso VIII do artigo 6º do CDC:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a 
seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for 
ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;
Letra c.
032. 032. (FEPESE/ADVOGADO/PREF. MAFRA/2024) De acordo com o Código de Defesa do 
Consumidor, é correto afirmar:
a) Por adotar a responsabilidade objetiva na relação de consumo, a culpa exclusiva do 
consumidor não afasta a responsabilidade do fabricante ou produtor pelo fato do produto.
b) Constitui direito básico do consumidor a adequada e eficaz prestação dos serviços 
públicos em geral.
c) A atualização da qualidade do produto com a inserção no mercado de outro de melhor 
qualidade torna o produto substituído defeituoso.
d) Apenas as cláusulas contratuais que estabelecem prestações desproporcionais é que 
poderão ser objeto de revisão contratual.
e) Para que uma coletividade de pessoas seja equiparada a consumidor, é necessário que seja 
possível determinar e quantificar todo aquele que haja intervindo na relação de consumo.
033. 033. (CESGRANRIO/ESCRITURÁRIO/BB/AGENTE COMERCIAL/”PROVA A”/2023) Um indivíduo é 
correntista de determinada instituição financeira que lhe apresenta, através dos responsáveis 
internos, proposta para investimento no mercado de renda variável, apresentando o mercado 
de capitais como capaz de superar o rendimento fixo de várias aplicações financeiras, sem 
apresentar as desvantagens e perigos desse setor da economia.
Nesse contexto, nos termos da Lei n. 8.078/1990, a atuação dos prepostos da instituição 
financeira estaria violando a regra da
a) lucratividade planejada
b) informação adequada
c) menor onerosidade
d) capacidade econômica
e) conservação de valores
034. 034. (FGV/ASSISTENTE SECURITÁRIO/BANESTES SEGUROS/2023) Na última semana, a 
Banestes Seguros celebrou dois contratos de seguro de automóvel. O primeiro, com a 
empresa Entrega Ligeira Ltda., e o segundo, com Julieta.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
67 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
A respeito do tema Direito do Consumidor, assinale a afirmativa correta.
a) Para efeito do Código de Defesa do Consumidor, somente a pessoa física é considerada 
como consumidora.
b) Fornecedor é, apenas, a pessoa jurídica que realiza um serviço em proveito do consumidor.
c) Para fins do Código de Defesa do Consumidor, o ente despersonalizado não pode ser 
considerado como fornecedor.
d) Sendo a pessoa jurídica destinatária final do produto, é considerada consumidora para 
fins de incidência do Código de Defesa do Consumidor.
e) Fornecedor é a pessoa jurídica que realiza a comercialização de produtos para uma pessoa 
física determinada.
035. 035. (FGV/CONCILIADOR/TJ–BA/2023) A conceituação de consumidor e de fornecedor 
é disputada entre, basicamente, duas teorias: a maximalista e a finalista. Da prática 
jurisprudencial, nasceu uma variação desta última, a chamada teoria finalista mitigada, 
que hoje prevalece.
Um caso de aplicação do Código de Defesa do Consumidor e a teoria que o justifica são:
a) consumidor pessoa física e concessionária de energia; teoria maximalista;
b) pequeno produtor rural que adquire máquina agrícola e fabricante; teoria finalista;
c) sociedade de aviação civil e distribuidora de combustível; teoria finalista mitigada;
d) microempresa e serviços de máquinas de cartão de crédito; teoria finalista mitigada;
e) vítima de acidente de consumo e causador dos danos; teoria maximalista.
036. 036. (FGV/JUIZ LEIGO/TJ–BA/2023) Será necessária a inversão ope iudicis do ônus da prova 
na demanda que verse sobre:
a) falsidade de assinatura de contrato de consumo;
b) responsabilidade civil médica em cirurgia plástica estética;
c) falha de segurança em shopping center que permite que o consumidor seja roubado em 
seu interior;
d) entrega de móvel com partes faltantes, presente a hipossuficiência ou a verossimilhança 
das alegações;
e) divergência entre o serviço de telefonia móvel contratado e o cobrado posteriormente, 
presentes a hipossuficiência e a verossimilhança das alegações.
037. 037. (CEBRASPE/CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE–SC/43º CONCURSO PÚBLICO/2023) 
A respeito do Código de Defesa do Consumidor (CDC), da relação jurídica de consumo, da 
responsabilidade do fornecedor, da defesa do consumidor e dos objetivos, princípios e 
direitos básicos do consumidor, julgue o item que se seguem.
O CDC é uma lei abrangente que trata das relações de consumo tanto na esfera civil quanto 
nas esferas administrativa e penal.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300,vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
68 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
038. 038. (VUNESP/PROCURADOR MUNICIPAL/SERTÃOZINHO/2023) Sobre o conceito de consumidor 
e fornecedor, assinale a alternativa correta.
a) A finalidade lucrativa é elemento indispensável ao conceito de fornecedor ou prestador.
b) A coletividade de pessoas que haja intervindo na relação de consumo é equiparada 
a consumidor.
c) Quem vende produtos, sem habitualidade e com intuito de lucro, é considerado fornecedor.
d) Entes despersonalizados, como o condomínio de adquirentes de edifício em construção, 
não são considerados consumidores.
e) Pessoas jurídicas de direito público não podem ser consideradas consumidoras.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
69 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
GABARITOGABARITO
1. a
2. a
3. a
4. d
5. b
6. d
7. d
8. b
9. a
10. a
11. c
12. d
13. b
14. C
15. a
16. a
17. c
18. c
19. d
20. c
21. a
22. E
23. C
24. E
25. b
26. b
27. a
28. e
29. b
30. d
31. c
32. b
33. b
34. d
35. d
36. d
37. C
38. b
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
70 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/43º EXAME/2025) A sociedade empresária Fábrica de 
Alimentos Épsilon Ltda. alterou a embalagem de seu principal biscoito, destinado ao público 
infantil. O produto foi comercializado com redução de peso sem a devida ostensividade 
da informação no rótulo do produto, sem diminuição proporcional no preço e inexistência 
de indicação acerca da quantidade de açúcar e de lactose. Uma associação de defesa 
do consumidor procurou você, como advogada(o), a respeito da conduta da sociedade 
empresária. A respeito do dever de informação previsto no Código de Defesa do Consumidor, 
assinale a afirmativa correta.
a) A informação acerca da redução quantitativa e dos ingredientes deve estar visível, sendo 
disponibilizada em mensagem clara e precisa.
b) A falta e a deficiência material ou formal de informação só violam as normas de proteção 
do consumidor quando causam danos materiais ao consumidor.
c) As informações a respeito da quantidade, da composição e do preço dos produtos podem 
constar em língua portuguesa ou estrangeira, desde que seja de fácil compreensão do 
consumidor.
d) Caso o produto tenha na embalagem menção ao site da empresa, as informações a 
respeito da pesagem e dos ingredientes não precisam constar na embalagem, desde que 
estejam no endereço eletrônico.
a) Certa. A Lei n. 8.078/1990 (CDC) dispõe como direito básico do consumidor a presença 
de informação clara e adequada sobre o produto que está sendo oferecido. Assim sendo, 
a redução quantitativa e a lista dos ingredientes devem constar de maneira visível para 
atender ao disposto na legislação consumerista.
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) III – a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação 
correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem 
como sobre os riscos que apresentem;
Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, 
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, 
quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem 
como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.
b) Errada. Contrariamente ao que foi afirmado, a simples ausência de informação já configura 
violação às normas de proteção do consumidor, uma vez que o direito à informação é 
reconhecido como direito básico, não estando condicionado à ocorrência de danos materiais 
efetivos, conforme os artigos mencionados.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
71 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
c) Errada. O CDC determina que as informações estejam em língua portuguesa; vejamos:
Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, 
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, 
quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem 
como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.
d) Errada. O CDC não autoriza que as informações fiquem nos sites da empresa, mas sim que 
devem constar de forma clara e precisa na embalagem, nos termos dos artigos supracitados.
Letra a.
002. 002. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/44º EXAME/2025) A sociedade empresária VittaBem 
Alimentos Ltda. langou no mercado nacional uma nova linha de sucos naturais, supostamente 
livres de conservantes e aditivos quimicos, amplamente divulgada em campanhas publicitarias 
nas principais redes de televisão e midias digitais.
Após quatro meses de intensa comercialização, o Ministério da Saúde, por meio de fiscalização 
e laudos laboratoriais, constatou que os produtos continham substâncias artificiais em 
níveis superiores aos permitidos pela Anvisa, representando risco potencial à saúde dos 
consumidores.
Diante da repercussão nacional do caso, uma associação de defesa do consumidor ajuizou 
ação civil pública, pleiteando: a retirada imediata dos produtos do mercado; e a condenação 
da sociedade empresária ao pagamento de indenização por danos morais coletivos.
A sociedade empresária contestou, sustentando, entre outros argumentos, a inaplicabilidade 
do Código de Defesa do Consumidor e a ausência de culpa e de dano individual comprovado.
Sobre o caso apresentado, com base no ordenamento jurídico brasileiro, especialmente no 
Código de Defesa do Consumidor, assinale a afirmativa correta.
a) A coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, equipara-se a consumidor, podendo 
ser tutelada judicialmente por meio de Ação Civil Pública.
b) A Ação Civil Pública é incabível, pois somente o consumidor individual e identificado 
possui legitimidade para pleitear indenização por danos oriundos da relação de consumo.
c) O conceito de consumidor por equiparação exige que a coletividade seja determinada e 
tenha comprovadamente adquirido o produto para ser considerada consumidora.
d) Apenas os consumidores que efetivamente adquiriram e consumiram o produto possuem 
legitimidade para buscar reparação por danos, ainda que representados por associação.
a) Certa. Nos termos do CDC, a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que 
haja intervenção nas relações de consumo pode ser equiparada a consumidor. Além disso, 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
72 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
considerando que a ação trata de danos causados aos consumidores, ou seja, fato do 
produto, todas as vítimas do evento podem ser equiparadas a consumidores. Vejamos a 
fundamentação:
Art. 2º Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final.
Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, 
que haja intervindo nas relações de consumo. (...)
Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, 
independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores 
por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, 
apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes 
ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. (...)
Art. 17. Para os efeitos desta Seção, equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento.
b) Errada. Em caso de danos transindividuais, o CDC prevê a legitimidade de outros órgãos 
para a propositura da Ação Civil Pública; observe:
Art. 81. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida 
em juízo individualmente, ou a título coletivo.
Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de:
I – interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, 
de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias 
de fato;
II – interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, 
de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si 
ou com a parte contrária por uma relação jurídica base;
III – interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de origem 
comum.
Art. 82. Para os fins do art. 81, parágrafo único, são legitimados concorrentemente:
I – o Ministério Público,
II – a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal;
III – as entidades e órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, ainda que sem personalidade 
jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código;
IV – as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus 
fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código, dispensada a 
autorização assemblear. Ainda, o cabimento da Ação Civil Pública vem previsto também na Lei 
n. 7.347/1985:
Art. 1º Regem-se pelas disposições desta Lei, sem prejuízo da ação popular, as ações de 
responsabilidade por danos morais e patrimoniais causados: (...)
ll – ao consumidor;
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
73 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
c) Errada. Conforme disposições do artigo 2º, parágrafo único do CDC, podem ser equiparadas 
a consumidor a coletividade de pessoas indetermináveis que haja intervenido nas relações 
de consumo, independentemente de ter adquirido o bem.
d) Errada. É possível a ação civil pública para responsabilização por danos causados ao 
consumidor, proposta pelos legitimados no artigo 82 do CDC.
Letra a.
003. 003. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/41º EXAME/2024) Jordana, aposentada, 89 anos, 
o(a) procurou como advogado(a) porque fora atraída por ligação telefônica da instituição 
financeira Banco Mútuo S.A., que anunciava oferta de crédito sem análise da situação 
financeira do consumidor.
Jordana, que à época da oferta do crédito estava em situação financeira muito difícil, 
contratou a abertura de crédito. Diante do valor reduzido de sua aposentadoria e dos 
compromissos indispensáveis ao lar e à saúde, celebrados ao longo do ano, não tem mais 
como pagar todas as dívidas, que a cada mês ficam maiores.
Diante da situação hipotética apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) É direito básico do consumidor a garantia de práticas de crédito responsável, bem como 
a proteção contra a publicidade enganosa.
b) Para responsabilizar o Banco Mútuo S.A., impondo-lhe a obrigação de indenizar, é necessário 
comprovar o ato de negligência do preposto do banco.
c) Tendo em vista que a contratação se deu fora do estabelecimento empresarial, Jordana 
tinha o prazo de dez dias para exercer o seu direito de arrependimento.
d) As instituições financeiras não são obrigadas a analisar a situação financeira do consumidor, 
apenas consultar os serviços de proteção ao crédito antes de concedê-lo.
a) Certa. De fato, a garantia de práticas de crédito responsável, bem como a proteção contra 
a publicidade enganosa, são considerados direitos básicos do consumidor, elencados no 
art. 6º, IV e XI, do CDC. Vejamos:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
[...] IV – a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos 
ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de 
produtos e serviços;
[...] XI – a garantia de práticas de crédito responsável, de educação financeira e de prevenção e 
tratamento de situações de superendividamento, preservado o mínimo existencial, nos termos 
da regulamentação, por meio da revisão e da repactuação da dívida, entre outras medidas;
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
74 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
b) Errada. Distintamente do afirmado, não é necessário comprovar a negligência do funcionário 
para responsabilizar o banco, pois se trata de responsabilidade objetiva (exige-se a conduta, 
dano e o nexo causal) do fornecedor do serviço, nos termos do art. 14 do CDC. In verbis:
Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela 
reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, 
bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
§ 1º O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar, 
levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:
I – o modo de seu fornecimento;
II – o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam.
c) Errada. Na realidade, o prazo de desistência em caso de contratação fora do estabelecimento 
empresarial é de 7 dias, nos termos do art. 49 do CDC. Vejamos:
Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura 
ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento 
de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone 
ou a domicílio.
d) Errada. Ao contrário do afirmado, as instituições financeiras são obrigadas a analisar a 
situação financeira do consumidor, conforme os arts. 54-C e 54-D do CDC. Vejamos:
Art. 54-C. É vedado, expressa ou implicitamente, na oferta de crédito ao consumidor, publicitária 
ou não:
(...) II – indicar que a operação de crédito poderá ser concluída sem consulta a serviços de proteção 
ao crédito ou sem avaliação da situação financeira do consumidor;
Art. 54-D. Na oferta de crédito, previamente à contratação, o fornecedor ou o intermediáriodeverá, entre outras condutas:
(...) II – avaliar, de forma responsável, as condições de crédito do consumidor, mediante análise 
das informações disponíveis em bancos de dados de proteção ao crédito, observado o disposto 
neste Código e na legislação sobre proteção de dados;
Letra a.
004. 004. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/XVII EXAME/2015) Tommy adquiriu determinado 
veículo junto a um revendedor de automóveis usados. Para tanto, fez o pagamento de 
60% do valor do bem e financiou os 40% restantes com garantia de alienação fiduciária, 
junto ao banco com o qual mantém vínculo de conta-corrente. A negociação transcorreu 
normalmente e o veículo foi entregue. Ocorre que Tommy, alguns meses depois, achou 
que a obrigação assumida estava lhe sendo excessivamente onerosa. Procurou então você 
como advogado(a) a fim de saber se ainda assim seria possível questionar o negócio jurídico 
realizado e pedir revisão do contrato que Tommy sequer possuía.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
75 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
a) A questão versa sobre alienação fiduciária em garantia que transfere ao credor o domínio 
resolúvel e a posse indireta do bem alienado, não havendo aplicabilidade do Código de 
Defesa do Consumidor e, portanto, nem o pedido de revisão na hipótese, haja vista que a 
questão jurídica está submetida unicamente à leitura da norma geral civil, sem a inversão 
do ônus da prova.
b) A questão comporta aplicação do CDC, mas para propor ação revisional, a parte deve 
ingressar com medida cautelar preparatória de exibição de documentos, sob pena de 
extinção da medida cognitiva revisional por falta de interesse de agir.
c) A questão versa sobre alienação fiduciária em garantia, que transfere para o devedor a 
posse direta do bem, tornando-o depositário, motivo pelo qual a questão jurídica rege-se 
exclusivamente pelas regras impostas pelo Decreto-lei n. 911, de 1969, que estabelece 
normas de processo sobre alienação fiduciária.
d) A questão comporta aplicação do CDC, e a ação revisional pode ser proposta 
independentemente de medida cautelar preparatória de exibição de documentos, já que o 
pleito de exibição do contrato poderá ser formulado incidentalmente e nos próprios autos.
À luz do CDC, o “caso” em voga é abarcado pela legislação consumerista. Vejamos:
Art. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização 
de produtos ou prestação de serviços.
§ 1º Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial.
§ 2º Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, 
inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das 
relações de caráter trabalhista.
No que tange à apresentação dos documentos, a questão ainda cobra conhecimentos do 
CPC (Lei n. 13.105/2015):
Art. 401. Quando o documento ou a coisa estiver em poder de terceiro, o juiz ordenará sua 
citação para responder no prazo de 15 (quinze) dias.
Art. 396. O juiz pode ordenar que a parte exiba documento ou coisa que se encontre em seu poder.
Art. 397. O pedido formulado pela parte conterá:
I – a descrição, tão completa quanto possível, do documento ou da coisa, ou das categorias de 
documentos ou de coisas buscados; (Redação dada pela Lei n. 14.195, de 2021)
II – a finalidade da prova, com indicação dos fatos que se relacionam com o documento ou com 
a coisa, ou com suas categorias; (Redação dada pela Lei n. 14.195, de 2021)
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
76 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
III – as circunstâncias em que se funda o requerente para afirmar que o documento ou a coisa 
existe, ainda que a referência seja a categoria de documentos ou de coisas, e se acha em poder 
da parte contrária. (Redação dada pela Lei n. 14.195, de 2021)
Letra d.
005. 005. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/XVII EXAME/2015) Saulo e Bianca são casados há 
quinze anos e, há dez, decidiram ingressar no ramo das festas de casamento, produzindo 
os chamados “bem-casados”, deliciosos doces recheados oferecidos aos convidados ao 
final da festa. Saulo e Bianca não possuem registro da atividade empresarial desenvolvida, 
sendo essa a fonte única de renda da família.
No mês passado, os noivos Carla e Jair encomendaram ao casal uma centena de “bem-
casados” no sabor doce de leite. A encomenda foi entregue conforme contratado, no dia 
do casamento. Contudo, diversos convidados que ingeriram os quitutes sofreram infecção 
gastrointestinal, já que o produto estava estragado. A impropriedade do produto para o 
consumo foi comprovada por perícia técnica.
Com base no caso narrado, assinale a alternativa correta.
a) O casal Saulo e Bianca se enquadra no conceito de fornecedor do Código do Consumidor, 
pois fornecem produtos com habitualidade e onerosidade, sendo que apenas Carla e Jair, 
na qualidade de consumidores indiretos, poderão pleitear indenização.
b) Embora a empresa do casal Saulo e Bianca não esteja devidamente registrada na Junta 
Comercial, pode ser considerada fornecedora à luz do Código do Consumidor, e os convidados 
do casamento, na qualidade de consumidores por equiparação, poderão pedir indenização 
diretamente àqueles.
c) O Código de Defesa do Consumidor é aplicável ao caso, sendo certo que tanto Carla e 
Jair quanto seus convidados intoxicados são consumidores por equiparação e poderão 
pedir indenização, porém a inversão do ônus da prova só se aplica em favor de Carla e Jair, 
contratantes diretos.
d) A atividade desenvolvida pelo casal Saulo e Bianca não está oficialmente registrada na 
Junta Comercial e, portanto, por ser ente despersonalizado, não se enquadra no conceito 
legal de fornecedor da lei do consumidor, aplicando-se ao caso as regras atinentes aos 
vícios redibitórios do Código Civil.
Mesmo que o fornecedor não seja pessoa jurídica, sendo um ente despersonalizado, será 
enquadrado como tal e estará sujeito às obrigações na qualidade de fornecedor quando 
exercer atividades produtivas no mercado de consumo. Por isso, mesmo que a empresa 
do casal Saulo e Bianca não esteja devidamente registrada na Junta Comercial, pode ser 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
77 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
considerada fornecedora à luz do Código de Defesa do Consumidor. Abaixo, o dispositivo 
legal de referência:
Art. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
BEM COMO OS ENTES DESPERSONALIZADOS, que desenvolvem atividades de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização 
de produtos ou prestação de serviços.
Quanto aos convidados do casamento, também serão considerados consumidores por 
equiparação. Dessa forma, na qualidade deconsumidores por equiparação, poderão pedir 
indenização diretamente a eles. É esse o teor do CDC:
Art. 2º
Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, 
que haja intervindo nas relações de consumo.
Art. 17. Para os efeitos desta Seção, equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento.
Letra b.
006. 006. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/IV EXAME/2011) No âmbito do Código de Defesa do 
Consumidor, em relação ao princípio da boa-fé objetiva, é correto afirmar que
a) sua aplicação se restringe aos contratos de consumo.
b) para a caracterização de sua violação imprescindível se faz a análise do caráter volitivo 
das partes.
c) não se aplica à fase pré-contratual.
d) importa em reconhecimento de um direito a cumprir em favor do titular passivo 
da obrigação.
Na doutrina de Flávio Tartuce,
A boa-fé objetiva é conceituada como sendo exigência de conduta leal dos contratantes, está 
relacionada com os deveres anexos ou laterais de conduta, que são ínsitos a qualquer negócio 
jurídico, não havendo sequer a necessidade de previsão no instrumento negocial”
Violado algum dever anexo, a parte terá desrespeitado a boa-fé objetiva exigida dos contratantes 
(que constitui, ademais, princípio regente das relações contratuais comuns – art. 422, CC/2002 
– e consumeristas – art. 4º, III, CDC).
a) Errada. Conforme apontado, o princípio da boa-fé objetiva é aplicado aos contratos 
comuns e de consumo.
b) Errada. Diferentemente da boa-fé subjetiva, a violação da boa-fé objetiva resulta apenas 
do desrespeito a um padrão comportamental a ser seguido pelas partes, independentemente 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
78 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
da intenção do sujeito de infringir a norma. Ou seja, faltando com o dever de cooperar 
com o outro, por exemplo, haverá a violação da boa-fé objetiva, ainda que não tenha sido 
a prática intencional.
c) Errada. A boa-fé objetiva aplica-se à fase pré-contratual, executória e até mesmo 
pós-contratual.
d) Certa. De fato, a boa-fé objetiva, em poucas palavras, representa um dever (e direito) 
comportamental em favor de qualquer um dos sujeitos da relação (e, em sede consumerista, 
mais notadamente em favor do consumidor).
Letra d.
007. 007. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/III EXAME/2010) Em relação aos princípios previstos 
no Código de Defesa do Consumidor, assinale a alternativa correta.
a) O CDC é uma norma tipificadora de condutas, prevendo expressamente o comportamento 
dos consumidores e dos fornecedores.
b) A boa-fé prevista no CDC é a boa-fé subjetiva.
c) O princípio da vulnerabilidade, que presume ser o consumidor o elo mais fraco da relação 
de consumo, diz respeito apenas à vulnerabilidade técnica.
d) O princípio da transparência impõe um dever comissivo e um omissivo, ou seja, não pode 
o fornecedor deixar de apresentar o produto tal como ele se encontra nem pode dizer mais 
do que ele faz; não pode, portanto, mais existir o dolus bonus.
a) Errada. O Código de Defesa do Consumidor não prevê condutas, mas sim regula as 
relações de consumo, equalizando as forças das partes envolvidas. A partir de um rol de 
direitos e deveres, a Lei n. 8.078/1990 estabelece o regramento especial que deve nortear 
os contratos tidos como “de consumo”.
b) Errada. Sobre o tema, registra-se que a boa-fé objetiva é, segundo a doutrina moderna, 
aquela que exige do contratante um comportamento ético, de confiança e lealdade, gerando, 
por conseguinte, deveres secundários de conduta. A boa-fé prevista no art. 4º, III, do CDC 
é a objetiva.
c) Errada. A vulnerabilidade, condição que afeta todos os consumidores, pode ser dividida 
em vulnerabilidade técnica, econômica e jurídica.
d) Certa. Dolos bonus é o que resulta dos exageros do comércio, tendentes a ludibriar o 
consumidor para que adquira o produto ou serviço ofertado. Em que pese não ser causa de 
anulação em contratos cíveis comuns, o Código de Defesa do Consumidor veda qualquer 
informação falsa (art. 37, §1º). Logo, tecnicamente, o CDC proibiu o dolus bonus.
Letra d.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
79 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
008. 008. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/XII EXAME/2013) Maria e Manoel, casados, pais dos 
gêmeos Gabriel e Thiago que têm apenas três meses de vida, residem há seis meses no 
Condomínio Vila Feliz. O fornecimento do serviço de energia elétrica na cidade onde moram 
é prestado por uma única concessionária, a Companhia de Eletricidade Luz S.A. Há uma 
semana, o casal vem sofrendo com as contínuas e injustificadas interrupções na prestação 
do serviço pela concessionária, o que já acarretou a queima do aparelho de televisão e da 
geladeira, com a perda de todos os alimentos nela contidos. O casal pretende ser indenizado.
Nesse caso, à luz do princípio da vulnerabilidade previsto no Código de Proteção e Defesa 
do Consumidor, assinale a afirmativa correta.
a) Prevalece o entendimento jurisprudencial no sentido de que a vulnerabilidade no Código 
do Consumidor é sempre presumida, tanto para o consumidor pessoa física, Maria e Manoel, 
quanto para a pessoa jurídica, no caso, o Condomínio Vila Feliz, tendo ambos direitos básicos 
à indenização e à inversão judicial automática do ônus da prova.
b) A doutrina consumerista dominante considera a vulnerabilidade um conceito jurídico 
indeterminado, plurissignificativo, sendo correto afirmar que, no caso em questão, está 
configurada a vulnerabilidade fática do casal diante da concessionária, havendo direito 
básico à indenização pela interrupção imotivada do serviço público essencial.
c) É dominante o entendimento no sentido de que a vulnerabilidade nas relações de consumo 
é sinônimo exato de hipossuficiência econômica do consumidor. Logo, basta ao casal Maria 
e Manoel demonstrá-la para receber a integral proteção das normas consumeristas e o 
consequente direito básico à inversão automática do ônus da prova e a ampla indenização 
pelos danos sofridos.
d) A vulnerabilidade nas relações de consumo se divide em apenas duas espécies: a jurídica 
ou científica e a técnica. Aquela representa a falta de conhecimentos jurídicos ou outros 
pertinentes à contabilidade e à economia, e esta, à ausência de conhecimentos específicos 
sobre o serviço oferecido, sendo que sua verificação é requisito legal para inversão do ônus 
da prova a favor do casal e do consequente direito à indenização.
a) Errada. Em que pese o reconhecimento da vulnerabilidade ter status de princípio básico 
da Política Nacional de Consumo, logo aplicado tanto a consumidores pessoas físicas quanto 
jurídicas, a inversão do ônus da prova ope juris (aplicada pelo juiz) exige a satisfação de 
alguns requisitos legais. Vejamos:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a 
seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for 
ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br80 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Feita a transcrição pertinente, conclui-se que a inversão do ônus probatório se dará 
sempre que o juiz entender ser necessário à defesa dos direitos do consumidor e restar 
demonstrada a verossimilhança das alegações ou a hipossuficiência do lesado. Logo, a 
aplicação do instituto não é obrigatória, compulsória ou automática, mas sim, em regra, 
dependente da análise de certos requisitos legais.
b) Certa. De fato, a vulnerabilidade mencionada pelo Código de Defesa do Consumidor 
representa um conceito jurídico indeterminado, tendente a diversas interpretações. Em 
regra, a doutrina cataloga três espécies distintas de vulnerabilidade:
1) Vulnerabilidade fática: vulnerabilidade que se funda tendo em vista a outra parte do 
contrato. Em função do poderio econômico do fornecedor, tem-se que o consumidor é a 
parte frágil da relação de consumo.
2) Vulnerabilidade técnica: o consumidor não possui os conhecimentos técnicos que possui 
o fornecedor a respeito do produto ou serviço adquirido. 3) Vulnerabilidade científica: o 
consumidor não possui os conhecimentos jurídicos (ou científicos, lato sensu) com que 
conta o fornecedor. Lembra-se que, sempre, uma (ou mais) das hipóteses de vulnerabilidade 
será aplicada ao consumidor, de modo que tal reconhecimento opera de pleno direito (não 
podendo ser afastado). No caso proposto, é certo que a desproporção econômica entre o 
casal e a concessionária de energia configura uma das espécies de vulnerabilidade, a fática. 
Logo, havendo um dano comprovado, farão jus os consumidores à indenização aplicável 
ao caso.
c) Errada. Vulnerabilidade e hipossuficiência não se confundem. Flávio Tartuce, em sua 
obra, ensina, ademais, que,
Ao contrário do que ocorre com a vulnerabilidade, a hipossuficiência é um conceito fático e não 
jurídico, fundado em uma disparidade ou discrepância notada no caso concreto. Assim sendo, 
todo consumidor é vulnerável, mas nem todo consumidor é hipossuficiente.
d) Errada. Conforme observado anteriormente, a vulnerabilidade do consumidor pode 
ser dividida em, ao menos, três espécies: a jurídica (ou científica), a técnica e a fática 
(ou econômica).
Letra b.
009. 009. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/IX EXAME/2012) A sociedade empresária XYZ 
Ltda. oferta e celebra, com vários estudantes universitários, contratos individuais de 
fornecimento de material didático, nos quais garante a entrega, com 25% de desconto 
sobre o valor indicado pela editora, dos livros didáticos escolhidos pelos contratantes (de 
lista de editoras de antemão definidas). Os contratos têm duração de 24 meses, e cada 
estudante compromete-se a pagar valor mensal, que fica como crédito, a ser abatido do 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
81 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
valor dos livros escolhidos. Posteriormente, a capacidade de entrega da sociedade diminuiu, 
devido a dívidas e problemas judiciais. Em razão disso, ela pretende rever judicialmente os 
contratos, para obter aumento do valor mensal, ou então liberar-se do vínculo.
Acerca dessa situação, assinale a afirmativa correta.
a) A empresa não pode se valer do Código de Defesa do Consumidor e não há base, à luz do 
indicado, para rever os contratos.
b) Aplica-se o CDC, já que os estudantes são destinatários finais do serviço, mas o aumento 
só será concedido se provada a dificuldade financeira e que, ademais, ainda assim o contrato 
seja proveitoso para os compradores.
c) Aplica-se o CDC, mas a pretendida revisão da cláusula contratual só poderá ser efetuada 
se provado que os problemas citados têm natureza imprevisível, característica indispensável, 
no sistema do consumidor, para autorizar a revisão.
d) A revisão é cabível, assentada na teoria da imprevisão, pois existe o contrato de execução 
diferida, a superveniência de onerosidade excessiva da prestação, a extrema vantagem para 
a outra parte, e a ocorrência de acontecimento extraordinário e imprevisível.
Analisando o Código de Defesa do Consumidor, podemos perceber que as normas ali 
positivadas foram criadas para tentar equilibrar os poderes das partes nas relações de 
consumo. Logo, ao reconhecer a vulnerabilidade do consumidor, a Lei n. 8.078/1990 trouxe 
em seu texto uma ampla gama de institutos e preceitos na defesa do elo mais fraco da 
relação: o consumidor.
Nesse sentido, consta do art. 6º do CDC que é direito básico do consumidor a modificação 
das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em 
razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas.
Como se percebe, a revisão do contrato nos termos do CDC não pode ser aplicada em favor 
do fornecedor, ainda que se alegue a existência de dívidas e problemas judiciais. Ademais, 
ao fornecedor cabe os bônus da relação (lucros), mas também os ônus (riscos criados pela 
relação contratual).
Logo, concluímos que a empresa não pode se valer do Código de Defesa do Consumidor. Da 
mesma forma, não há base, à luz do exposto, para rever os contratos, uma vez que o Código 
Civil de 2002 impõe que os acontecimentos que podem levar à resolução por onerosidade 
excessiva precisam ser extraordinários e imprevisíveis, o que não é o caso das dívidas e 
problemas judiciais.
Letra a.
010. 010. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/VI EXAME/2011) O ônus da prova incumbe a quem 
alega a existência do fato constitutivo de seu direito e impeditivo, modificativo ou extintivo 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
82 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
do direito daquele que demanda. O Código de Proteção e Defesa do Consumidor, entretanto, 
prevê a possibilidade de inversão do onus probandi e, a respeito de tal tema, é correto 
afirmar que
a) ocorrerá em casos excepcionais em que o juiz verifique ser verossímil a alegação do 
consumidor ou quando for ele hipossuficiente.
b) é regra e basta ao consumidor alegar os fatos, pois caberá ao réu produzir provas que 
os desconstituam, já que o autor é hipossuficiente nas relações de consumo.
c) será deferido em casos excepcionais, exceto se a inversão em prejuízo do consumidor 
houver sido previamente ajustada por meio de cláusula contratual.
d) ocorrerá em todo processo civil que tenha por objeto as relações consumeristas, não 
se admitindo exceções, sendo declarada abusiva qualquer cláusula que disponha de modo 
contrário.
O instituto da inversão do ônus da prova (em perspectiva judicial) é catalogado pelo Código 
de Defesa do Consumidor como um dos direitos básicos do consumidor.
Sobre o tema, observa-se a passagem codificada:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...)
VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu 
favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele 
hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;
Feita a transcrição pertinente, conclui-se que a inversão do ônus probatório se dará sempre 
que o juiz entender ser necessária à defesa dos direitos do consumidor e restar demonstrada 
a verossimilhança das alegações ou a hipossuficiência do lesado.
Neste contexto, destaca-se que a hipossuficiência tratada pela legislação consumerista 
não se limita àquela econômica, mas tambémà técnica (evidenciada nos casos em que o 
consumidor tiver dificuldades ou impossibilidade de produzir a prova em razão da falta de 
conhecimento específico sobre o produto ou serviço), bem como à jurídica.
Letra a.
011. 011. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/IV EXAME/2011) Analisando o artigo 6º, V, do Código 
de Defesa do Consumidor, que prescreve: “São direitos básicos do consumidor: V – a 
modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou 
sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas”, 
assinale a alternativa correta.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
83 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
a) Não traduz a relativização do princípio contratual da autonomia da vontade das partes.
b) Almeja, em análise sistemática, precipuamente, a resolução do contrato firmado entre 
consumidor e fornecedor.
c) Admite a incidência da cláusula rebus sic stantibus.
d) Exige a imprevisibilidade do fato superveniente.
Para a doutrina,
A onerosidade excessiva (...) é motivo legal de resolução contratual por se considerar subentendida 
a cláusula rebus sic standibus, que corresponde à fórmula de que, nos contratos de trato sucessivo 
ou a termo, o vínculo obrigatório ficará subordinado, a todo tempo, ao estado de fato vigente 
à época de sua estipulação.
Em outras palavras, em decorrência da cláusula rebus sic standibus, excepcionaliza-se a 
força obrigatória do contrato sempre que as circunstâncias que envolverem sua execução 
não forem as mesmas presenciadas na sua formação, impondo, assim, um ajuste, uma 
revisão do contrato.
Vejamos como o Código de Defesa do Consumidor trata da matéria:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...)
V – a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou 
sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;
Percebemos, assim, que, em sede consumerista (diferentemente do que se verifica nos 
contratos cíveis comuns), não se exige a imprevisibilidade do fato que deu azo à pretensão 
de revisão (ou até mesmo resolução) do contrato. O objetivo da norma é modificar cláusulas 
contratuais que se tornem desproporcionais, tendo sempre por intenção a manutenção 
do negócio.
Letra c.
012. 012. (FUNDATEC/ADVOGADO/CREF 2/2026) Analise a sentença abaixo:
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) apenas considera como consumidor a pessoa 
física que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final, excluindo a 
aplicação de suas regras à pessoa jurídica, mesmo quando esta é a destinatária final de 
um bem ou serviço (1ª parte). Para o CDC, fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, 
pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que 
desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, 
importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
84 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
(2ª parte). O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador 
respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados 
aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, 
fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como 
por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
a) Apenas a 1ª parte.
b) Apenas a 2ª parte.
c) Apenas a 3ª parte.
d) Apenas a 2ª e a 3ª partes.
e) Todas as partes.
1ª Parte: Errada. Cabe ressaltar que o CDC inclui expressamente as pessoas jurídicas no 
conceito de consumidor, desde que estas atuem como destinatárias finais do produto ou 
serviço, conforme a Lei n. 8.078/1990:
Art. 2º Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final.
2ª Parte: Certa. A afirmativa traz a definição de consumidor prevista na Lei n. 8.078/1990:
Art. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização 
de produtos ou prestação de serviços.
3ª Parte: Certa. Conforme as disposições do CDC, os fornecedores indicados respondem pelo 
dano e pelo nexo causal, sem que o consumidor precise comprovar negligência, imperícia 
ou imprudência:
Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, 
independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores 
por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, 
apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes 
ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.
Letra d.
013. 013. (FUNDATEC/FISCAL MUNICIPAL DE ATIVIDADES URBANAS/PREF. TANGARÁ DA SERRA/2025) 
Considerando as disposições do Código de Defesa do Consumidor (CDC) – Lei n. 8.078/1990, 
analise as assertivas abaixo:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
85 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
I – Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final.
II – Produto é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, 
inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes 
das relações de caráter trabalhista.
III – Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que 
haja intervindo nas relações de consumo.
Quais estão corretas?
a) Apenas I e II.
b) Apenas I e III.
c) Apenas II e III.
d) I, II e III.
I – Certa. Conforme as disposições do artigo 2º da Lei n. 8.078/1990, vejamos:
Art. 2º Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final.
II – Errada. A afirmativa apresenta o conceito de serviço, nos termos da Lei n. 8.078/1990:
Art. 3º
§ 2º Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, 
inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das 
relações de caráter trabalhista.
O conceito de produto está previsto no § 1º, vejamos:
Art. 3º
§ 1º Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial.
III – Certa. A afirmativa aborda disposições do artigo 2º, parágrafo único, do CDC; vejamos:
Art. 2º
Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, 
que haja intervindo nas relações de consumo.
Letra b.
014. 014. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA TÉCNICO DA SUSEP/DIREITO, POLÍTICAS PÚBLICAS E 
DESENHO INSTITUCIONAL/2025) Considerando as disposições da legislação consumerista 
brasileira, julgue o item seguinte.
A defesa do consumidoré dever do Estado e um princípio basilar da ordem 
constitucional econômica.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
86 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
A defesa do consumidor é dever do Estado e um princípio basilar da ordem constitucional 
econômica, nos termos expressos da Constituição Federal, in verbis:
Art. 5º
(...) XXXII – o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;
Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, 
tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados 
os seguintes princípios:
(...) V – defesa do consumidor;
Certo.
015. 015. (IDESG/FISCAL MUNICIPAL/PREF. CARIACICA/DEFESA DO CONSUMIDOR/2025) 
Considerando as disposições do Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/1990) sobre 
as noções de consumidor, fornecedor, produto e serviço, analise as assertivas a seguir:
I – Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial.
II – Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final.
III – Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização 
de produtos ou prestação de serviços.
IV – Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, 
inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, e as decorrentes das 
relações de caráter trabalhista.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
a) Apenas I, II e III estão corretas.
b) I, II, III e IV estão corretas.
c) Apenas I, II e IV estão corretas.
d) Apenas III e IV estão incorretas.
I – Certa. Conforme as disposições do artigo 3º, § 1º, da Lei n. 8.078/1990, vejamos:
Art. 3º
§ 1º Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial.
II – Certa. Conforme as disposições do artigo 2º, caput, da Lei n. 8.078/1990:
Art. 2º Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
87 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
III – Certa. Conforme as disposições da Lei n. 8.078/1990:
Art. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização 
de produtos ou prestação de serviços.
IV – Errada. Conforme as disposições da Lei n. 8.078/1990:
Art. 3. § 2º Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, 
inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das 
relações de caráter trabalhista.
Letra a.
016. 016. (FUNDATEC/ANALISTA JURÍDICO/DPE–SC/2025) De acordo com o Código de Defesa 
do Consumidor (Lei n. 8.078/1990), assinale a alternativa correta sobre a tutela jurídica 
do consumidor.
a) Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob 
qualquer outra forma de empreendimento, são considerados fornecedores quando prestam 
serviços ao público.
b) O Código de Defesa do Consumidor não se aplica às pessoas jurídicas, ainda que sejam 
destinatárias finais do produto ou serviço.
c) O consumidor não possui direito à reparação por danos morais decorrentes de relações 
de consumo, apenas por danos materiais.
d) A responsabilidade do fornecedor por vícios do produto é subjetiva, dependendo da 
comprovação de culpa.
e) O Código de Defesa do Consumidor não prevê a inversão do ônus da prova em favor do 
consumidor em nenhuma hipótese.
a) Certa. Afirmativa conforme disposições do artigo 3º do Código de Defesa do Consumidor 
(Lei n. 8.078/1990):
Art. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem 
como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, 
construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos 
ou prestação de serviços. Assim, inclui os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, 
permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são considerados fornecedores 
quando prestam serviços ao público.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
88 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
b) Errada. Cabe ressaltar que o Código de Defesa do Consumidor se aplica às pessoas 
jurídicas, consideradas como fornecedoras de produtos ou serviços, nos termos do art. 3º 
da Lei n. 8.078/1990:
Art. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização 
de produtos ou prestação de serviços.
c) Errada. Cabe ressaltar que o consumidor também possui direito à reparação por danos 
morais decorrentes de relações de consumo, nos termos do artigo 6º, inciso VI, do Código 
de Defesa do Consumidor, Lei n. 8.078/1990:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(…) VI – a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos 
e difusos.
d) Errada. A responsabilidade do fornecedor por vícios do produto é objetiva, ou seja, 
independe da comprovação de culpa, nos termos da Lei n. 8.078/1990:
Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, 
independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores 
por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, 
apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes 
ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.
e) Errada. O Código de Defesa do Consumidor admite a inversão do ônus da prova em favor 
do consumidor, quando presentes uma das hipóteses previstas no artigo 6º, inciso VIII, da 
referida norma, a saber:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(…) VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a 
seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for 
ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;
Letra a.
017. 017. (FUNDATEC/GUARDA MUNICIPAL/PREF. FOZ DO IGUAÇU/2024) No exercício da sua 
atividade, os guardas municipais se deparam com situações em que produtos ou serviços 
são entregues com defeito ou de forma que possam causar danos à saúde e à segurança, 
no caso de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos. Qual é a denominação 
correta para a pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como 
destinatário final?
O conteúdo destelivro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
89 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
a) Portador.
b) Comerciante.
c) Consumidor.
d) Falsário.
e) Atravessador.
a) Errada. Cabe registrar que a pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou 
serviço como destinatário final é considerada consumidora e não portadora, nos termos 
do artigo 2º do Código de Defesa do Consumidor:
Art. 2º Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final.
b) Errada. O comerciante é equiparado ao fornecedor, conforme definição no artigo 3º do 
CDC:
Art. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização 
de produtos ou prestação de serviços.
c) Certa. Realmente, a pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final é considerada consumidora, nos termos do artigo 2º do Código de 
Defesa do Consumidor; vejamos:
Art. 2º Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final.
d) Errada. Não há previsão no CDC.
e) Errada. Não há previsão no CDC.
Letra c.
018. 018. (VUNESP/JUIZ ESTADUAL/TJ–RJ/2025) Na execução da Política Nacional das Relações 
de Consumo, o poder público poderá contar, dentre outros, com o seguinte instrumento:
a) fomento de ações direcionadas à educação financeira e ambiental dos consumidores.
b) incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e 
segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de 
conflitos de consumo.
c) instituição de núcleos de conciliação e mediação de conflitos oriundos de superendividamento.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
90 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
d) prevenção e tratamento do superendividamento como forma de evitar a exclusão social 
do consumidor.
e) ação governamental no sentido de proteger o consumidor pela presença do Estado no 
mercado de consumo.
a) Errada. A afirmativa traz um princípio e não um instrumento da Política Nacional das 
Relações de Consumo, nos termos do CDC:
Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das 
necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de 
seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e 
harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios:
(...) IX – fomento de ações direcionadas à educação financeira e ambiental dos consumidores;
b) Errada. A afirmativa aponta um princípio da Política Nacional das Relações de Consumo, 
nos termos do CDC:
Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das 
necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de 
seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e 
harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios:
(...) V – incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade 
e segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de 
conflitos de consumo;
c) Certa. A afirmativa traz um instrumento da Política Nacional das Relações de Consumo, 
CDC:
Art. 5º Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, contará o poder público 
com os seguintes instrumentos, entre outros:
(...) VII – instituição de núcleos de conciliação e mediação de conflitos oriundos de superendividamento.
d) Errada. A afirmativa traz um princípio da Política Nacional das Relações de Consumo, CDC:
Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das 
necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de 
seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e 
harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios:
(...) X – prevenção e tratamento do superendividamento como forma de evitar a exclusão social 
do consumidor.
e) Errada. Não há essa previsão dentre os princípios ou instrumentos da Política Nacional 
das Relações de Consumo.
Letra c.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
91 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
019. 019. (CESGRANRIO/TÉCNICO BANCÁRIO NOVO/CEF–ADMINISTRATIVA/2024) Certa instituição 
financeira convidou seus correntistas para cursos de atualização em finanças e proteção à 
natureza e foi questionada por alguns clientes sobre essa medida. A instituição respondeu 
que cumpria os comandos legais pertinentes. Nos termos da Lei n. 8.078/1990, a Política 
Nacional das Relações de Consumo tem por objetivos o atendimento das necessidades 
dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus 
interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e 
a harmonia das relações de consumo, atendidos alguns princípios. Dentre os princípios a 
serem atendidos está a(o)
a) conscientização do papel financeiro das organizações para preservar a 
lucratividade almejada.
b) implementação de instrumentos para diminuir o nível de endividamento das famílias 
mais vulneráveis.
c) verificação de medidas protetivas ao crédito para aquisição de bens duráveis da linha 
doméstica.
d) fomento de ações direcionadas à educação financeira e ambiental dos consumidores.
e) incentivo à poupança da população para propiciar vida melhor na aposentadoria.
O art. 4º do CDC dispõe sobre princípios que devem ser atendidos nas relações de consumo, 
por meio da Política Nacional das Relações de Consumo. Vejamos:
Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das 
necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de 
seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e 
harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios:
I – reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo;
II – ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor:
a) por iniciativa direta;
b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas;
c) pela presença do Estado no mercado de consumo;
d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade, segurança, 
durabilidade e desempenho.
III – harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização 
da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de 
modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. 170, da Constituição 
Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores;
IV – educaçãoque adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final.
Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, 
que haja intervindo nas relações de consumo.
Art. 17. Para os efeitos desta Seção, equiparam-se a consumidores todas as vítimas do evento.
Art. 29. Para os fins deste Capítulo e do seguinte, equiparam-se a consumidores todas as 
pessoas, determináveis ou não, expostas às práticas nele previstas.
O CDC tem previsões sobre o conceito de consumidor em quatro campos distintos:
Art. 2º Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final.
Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, 
que haja intervindo nas relações de consumo.
Art. 17. Para os efeitos desta Seção, equiparam-se a consumidores todas as vítimas do evento.
Art. 29. Para os fins deste Capítulo e do seguinte, equiparam-se a consumidores todas as pessoas, 
determináveis ou não, expostas às práticas nele previstas.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
10 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
CONSUMIDOR 
PF ou PJ que adquire produto 
ou serviço como 
DESTINATÁRIO FINAL 
COLETIVIDADE DE PESSOAS, 
ainda que indetermináveis 
TODAS as vítimas de evento 
A partir da definição básica de consumidor, é possível analisar três elementos:
1) Elemento Subjetivo: consumidor é tanto pessoa física quanto pessoa jurídica, 
independentemente de ser brasileiro ou estrangeiro;
2) Elemento Objetivo: consumidor é aquele que compra ou utiliza um produto ou serviço;
3) Elemento Teleológico: é imprescindível que a compra do produto ou serviço seja 
para um destinatário final, ou seja, deve ser para consumo final; não pode ser para nova 
introdução do produto no mercado novamente.
Em algumas oportunidades, as bancas gostam de confundir o candidato sobre se relações 
entre pessoas físicas podem ser enquadradas como relações de consumo; veja:
001. 001. (VUNESP/JUIZ LEIGO/TJ–RJ/2022) João comprou para uso exclusivo de sua família o 
automóvel particular de Tomás, que cuidava do carro de forma zelosa por ser o seu único 
bem particular. Depois de ser entregue, no segundo dia de uso, o câmbio do automóvel 
quebrou, sendo que Tomás assinou um documento afirmando para João que o câmbio do 
automóvel estava em perfeito estado. Nesse caso, é correto afirmar que
a) o fato de o produto transacionado ser um automóvel particular não afasta a aplicação 
da legislação consumerista.
b) João é o consumidor da relação, mas Tomás não se enquadra no conceito de fornecedor.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
11 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
c) por se tratar de uma relação de consumo, João poderá exigir seus direitos com base no 
Código de Defesa do Consumidor.
d) não se trata de relação de consumo, porém se aplica a João o princípio da vulnerabilidade.
e) não estão presentes ao caso os requisitos da relação de consumo e, portanto, a questão 
deve ser tratada sob a égide das leis civis.
a) Errada. A negociação de veículos entre particulares não configura relação de consumo, 
razão pela qual não se aplicam as disposições do Código de Defesa do Consumidor. O 
conceito de fornecedor previsto no CDC é amplo, abrangendo diversas categorias, como 
fabricante, produtor, comerciante, construtor, importador e distribuidor, entre outros, 
justamente para assegurar maior proteção ao consumidor. Contudo, para que alguém 
seja caracterizado como fornecedor, é indispensável que exerça, de forma habitual, uma 
atividade de produção, montagem, criação ou comercialização. Veja:
Art. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização 
de produtos ou prestação de serviços.
b) Errada. Como Tomás não é fornecedor, João não será consumidor, nos termos do conceito 
básico de consumidor previsto no CDC:
Art. 2º Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final. Isso decorre de relação com uma cadeia de produção de consumo, o 
que já vimos que não é o caso de Tomás.
c) Errada. Como não é uma relação de consumo, os fundamentos de João devem tomar 
por base o Código Civil e não o CDC.
d) Errada. Como a negociação não configura relação de consumo, não há aplicação do princípio 
da vulnerabilidade. Esse princípio, no âmbito do Direito do Consumidor, estabelece que todo 
indivíduo que se enquadre como consumidor é considerado parte vulnerável na relação, 
independentemente de sua condição social, econômica ou financeira. Trata-se de uma 
característica inerente à figura do consumidor, construída juridicamente como presunção 
absoluta, não admitindo prova em contrário. Diferencia-se, portanto, da hipossuficiência, 
que não se limita à declaração de pobreza, mas envolve aspectos técnicos, jurídicos ou 
informacionais que dificultam a defesa do consumidor.
e) Certa. Como não se aplica o CDC às vendas de veículos entre particulares, a compra e 
venda, portanto, será regida pelo Código Civil. É importante que o comprador, antes de 
fechar o negócio, leve um mecânico de sua confiança para ele avaliar as condições do veículo 
e certificar a existência de vícios no veículo. Caso exista um defeito de fácil constatação 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
12 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
e não tenha sido feita a reclamação no momento adequado, a responsabilidade poderá 
ser do comprador, salvo se o defeito for de difícil constatação ou o chamado vício oculto, 
conforme o disposto nos arts. 441 e seguintes do Código Civil.
Seção V
Dos Vícios Redibitórios.
Art. 441. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou 
defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor. 
Parágrafo único. É aplicável a disposição deste artigo às doações onerosas.
Art. 442. Em vez de rejeitar a coisa, redibindo o contrato (art. 441), pode o adquirente reclamar 
abatimento no preço.
Art. 443. Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa, restituirá o que recebeu com perdas 
e danos; se o não conhecia, tão somente restituirá o valor recebido, mais as despesas do contrato.
Art. 444. A responsabilidade do alienante subsiste ainda que a coisa pereça em poder do alienatário, 
se perecer por vício oculto, já existente ao tempo da tradição.
Art. 445. O adquirente decai do direito de obter a redibição ou abatimento no preço no prazo 
de trinta dias se a coisa for móvel, e de um ano se for imóvel, contado da entrega efetiva; se já 
estava na posse, o prazo conta-se da alienação, reduzido à metade. § 1 o Quando o vício, por 
sua natureza, só puder ser conhecido mais tarde, o prazo contar-se-á do momento em que dele 
tiver ciência, até o prazo máximo de cento e oitenta dias, eme informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, 
com vistas à melhoria do mercado de consumo;
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
92 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
V – incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e 
segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de 
conflitos de consumo;
VI – coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo, 
inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas 
e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuízos aos consumidores;
VII – racionalização e melhoria dos serviços públicos;
VIII – estudo constante das modificações do mercado de consumo.
IX – fomento de ações direcionadas à educação financeira e ambiental dos consumidores;
X – prevenção e tratamento do superendividamento como forma de evitar a exclusão social 
do consumidor.
d) Certa. A alternativa contém um princípio a ser atendido nas relações de consumo, por 
meio da Política Nacional das Relações de Consumo.
Art. 4º
IX – fomento de ações direcionadas à educação financeira e ambiental dos consumidores;
Letra d.
020. 020. (FEPESE/FISCAL/PREF. CAÇADOR/PROCON/2024) Com fundamento na Lei n. 8.078, 
de 1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências, a Política 
Nacional das Relações de Consumo orienta-se pelos seguintes princípios:
1. educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e 
deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo.
2. reconhecimento da vulnerabilidade do fornecedor no mercado de consumo.
3. fomento de ações direcionadas à educação financeira e ambiental dos fornecedores.
4. prevenção e tratamento do superendividamento como forma de evitar a exclusão social 
do consumidor.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) É correta apenas a afirmativa 1.
b) São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
c) São corretas apenas as afirmativas 1 e 4.
d) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
e) São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
1) Certa. A afirmativa traz corretamente um princípio descrito no inciso IV do artigo 4º do 
Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/1990), a saber:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
93 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das 
necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de 
seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e 
harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios:
(...) IV – educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e 
deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo;
2) Errada. Deve ser registrado que o reconhecimento da vulnerabilidade refere-se ao 
consumidor, e não ao fornecedor, conforme dispõe o Código de Defesa do Consumidor:
Art. 4º
(...) I – reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo;
3) Errada. No mesmo caso, este princípio também se refere aos consumidores, e não aos 
fornecedores:
Art. 4º
(...) IX – fomento de ações direcionadas à educação financeira e ambiental dos consumidores;
4) Certa. O princípio em questão está previsto no inciso X do artigo 4º do Código de Defesa 
do Consumidor, a saber:
Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das 
necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de 
seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e 
harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios:
(...) X – prevenção e tratamento do superendividamento como forma de evitar a exclusão social 
do consumidor.
Letra c.
021. 021. (FEPESE/FISCAL/PREF. MAFRA/EXTERNO DE DEFESA DO CONSUMIDOR/2024) Assinale 
a alternativa que indica corretamente um dos princípios que rege a Política Nacional 
das Relações de Consumo, segundo o estabelecido pelo Código de Proteção e Defesa 
do Consumidor.
a) Racionalização e melhoria dos serviços públicos.
b) Manutenção de assessoria jurídica integral e gratuita a todos os consumidores.
c) Estímulo à criação de Associações de Defesa do Consumidor.
d) Criação de Delegacias de Polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas 
de crimes e acidentes de consumo.
e) Instituição de Juizados Especiais e varas especializadas para a solução de litígios 
de consumo.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
94 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
a) Certa. A racionalização e a melhoria dos serviços públicos são previstas como um dos 
princípios que regem a Política Nacional das Relações de Consumo, nos termos do CDC:
Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das 
necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de 
seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e 
harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios:
(...) VII – racionalização e melhoria dos serviços públicos;
b) Errada. Conforme disposições da Lei n. 8.078/1990, a manutenção de assistência jurídica 
integral e gratuita para o consumidor carente não possui natureza de princípio, mas sim 
de instrumento para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo; observe:
Art. 5º Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, contará o poder público 
com os seguintes instrumentos, entre outros:
I – manutenção de assistência jurídica, integral e gratuita para o consumidor carente;
c) Errada. Conforme disposições da Lei n. 8.078/1990, o estímulo ao desenvolvimento de 
associações representativas é classificado pelo legislador como um instrumento de atuação 
do Poder Público, conforme o art. 5º, inciso V, da Lei n. 8.078/1990:
Art. 5º Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, contará o poder público 
com os seguintes instrumentos, entre outros:
(...) V – concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das Associações de Defesa do 
Consumidor.
d) Errada. Conforme disposições da Lei n. 8.078/1990, a criação de delegacias de polícia 
especializadas no atendimento a consumidores vítimas de infrações penais de consumo 
é considerada um instrumento concreto de execução da política, e não uma diretriz 
principiológica:
Art. 5º Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, contará o poder público 
com os seguintes instrumentos, entre outros:
(...) III – criação de delegacias de polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas 
de infrações penais de consumo;
e) Errada. Conforme disposições da Lei n. 8.078/1990, a criação de Juizados Especiais e 
Varas Especializadas é um instrumento previsto no art. 5º, inciso IV, do CDC,destinado a 
facilitar a solução de litígios:
Art. 5º Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, contará o poder público 
com os seguintes instrumentos, entre outros:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
95 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
(...) IV – criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a solução 
de litígios de consumo;
Letra a.
022. 022. (FCC/PROCURADOR DE UNIVERSIDADE ASSISTENTE/UNICAMP/2022) No processo civil, 
o Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/1990) estabelece expressamente, como 
direito básico, a inversão do ônus da prova a favor do consumidor quando, a critério do juiz,
a) verificar-se a impossibilidade ou a excessiva dificuldade de cumprir seu encargo probatório 
em razão de sua desigualdade econômica.
b) for presumível que o fornecedor disponha, em seus registros comerciais e contábeis, de 
informações sobre a transação controvertida.
c) consideradas as circunstâncias do caso e a natureza da transação, for possível inferir 
sua boa-fé segundo as regras costumeiras.
d) ficar demonstrado que o fato impeditivo, modificativo ou extintivo de seu direito decorre 
diretamente da relação de consumo.
e) for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias 
de experiências.
A questão cobra conhecimento da facilitação da defesa do consumidor, sobretudo em 
relação à inversão do ônus da prova no CDC:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu 
favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele 
hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;
Letra e.
023. 023. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA TÉCNICO DA SUSEP/DIREITO, POLÍTICAS PÚBLICAS E 
DESENHO INSTITUCIONAL/2025) Considerando as disposições da legislação consumerista 
brasileira, julgue o item seguinte.
Quando da repactuação de dívidas, deve-se observar a preservação do mínimo existencial.
Representa direito básico do consumidor a preservação do mínimo existencial na repactuação 
de dívidas, nos termos do artigo 6º, inciso VI, do Código de Defesa do Consumidor. Vejamos:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
96 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) XII – a preservação do mínimo existencial, nos termos da regulamentação, na repactuação 
de dívidas e na concessão de crédito;
Certo.
024. 024. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA TÉCNICO DA SUSEP/DIREITO, POLÍTICAS PÚBLICAS E 
DESENHO INSTITUCIONAL/2025) Considerando as disposições da legislação consumerista 
brasileira, julgue o item seguinte.
A inversão do ônus da prova no processo civil, em causas consumeristas, independe de 
condicionantes legais.
Trata-se de instituto previsto no artigo 6º, VIII, do CDC:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a 
seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for 
ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;
Entretanto, o CDC exige a existência de um dos dois requisitos para que o juiz possa inverter o 
ônus da prova, quais sejam: a verossimilhança da alegação e a hipossuficiência do consumidor.
Errado.
025. 025. (IDESG/FISCAL MUNICIPAL/PREF. CARIACICA/DEFESA DO CONSUMIDOR/2025) De acordo 
com o Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/1990), são considerados direitos 
básicos do consumidor, EXCETO:
a) A proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no 
fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos.
b) A educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, ressalvadas 
a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações.
c) A preservação do mínimo existencial, nos termos da regulamentação, na repactuação de 
dívidas e na concessão de crédito.
d) A modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais 
ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas.
a) Errada. Refere-se ao direito básico expressamente previsto no artigo 6º, inciso I, do 
Código de Defesa do Consumidor:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
97 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
I – a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento 
de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;#
b) Certa. Cabe ressaltar a diferença de redação, na afirmativa “ressalvadas”, e no CDC 
“asseguradas”, mas a banca considerou esta afirmativa como correta. A afirmativa foi 
considerada correta pela banca, nos termos do CDC, pois não corresponde com exatidão 
ao direito básico do consumidor:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) II – a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas 
a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações.
c) Errada. Trata-se também de direito básico do consumidor; vejamos:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) XII – a preservação do mínimo existencial, nos termos da regulamentação, na repactuação 
de dívidas e na concessão de crédito;
d) Errada. Trata-se de direito básico do consumidor, expressamente contido no artigo 6º, 
inciso V; vejamos:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) V – a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais 
ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;
Letra b.
026. 026. (VUNESP/DOCENTE (UNESP/ENSINO MÉDIO I/LEGISLAÇÃO APLICADA E ÉTICA 
PROFISSIONAL/”BAURU”/2025) Considere que Bárbara vai abrir um pequeno supermercado 
na cidade ABC, com apenas cinco funcionários. Ao realizar o abastecimento dos sucos que 
estarão disponíveis para venda, ela notou que as etiquetas com os preços das bebidas não 
estão com a informação do preço por unidade de litro, mas apenas do item completo.
Com base na situação apresentada e no disposto no Código de Defesa do Consumidor, é 
correto afirmar que
a) apenas nas etiquetas das frutas e verduras deve constar o preço por unidade de quilo.
b) Bárbara deve realizar as alterações nas etiquetas, pois é direito do consumidor à informação 
acerca dos preços dos produtos por unidade de medida, tal como por quilo.
c) como o supermercado que Bárbara vai abrir tem menos de 10 (dez) funcionários, não 
precisa colocar o preço por unidade de medida nos sucos.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
98 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
AntônioAlex
d) somente os produtos vendidos a granel precisam ser etiquetados com a informação do 
preço por unidade de medida.
e) Bárbara deve realizar as alterações nas etiquetas não só para constar o preço por unidade 
de medida, mas também para ser acessível à pessoa com deficiência.
a) Errada. Não há no CDC nenhuma disposição que restrinja o dever de informar preços por 
unidade de medida apenas a frutas e verduras. O dever de informação é geral para todos 
os produtos.
b) Certa. Bárbara deve promover mudanças com base no artigo 6º, incisos III e XIII, do CDC, 
que estabelece como direito básico do consumidor a informação adequada e clara sobre os 
diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, 
composição, qualidade, tributos incidentes e preço:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) III – a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação 
correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem 
como sobre os riscos que apresentem;
(...) XIII – a informação acerca dos preços dos produtos por unidade de medida, tal como por 
quilo, por litro, por metro ou por outra unidade, conforme o caso.
Cabe ressaltar, ainda, o artigo 31 do CDC:
Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, 
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, 
quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem 
como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.
c) Errada. As regras de proteção ao consumidor aplicam-se a qualquer fornecedor, 
independentemente do porte da empresa.
d) Errada. A intenção é justamente facilitar o cálculo mental do consumidor ao comparar 
marcas diferentes com volumes distintos.
e) Errada. Embora a acessibilidade seja um princípio relevante e existam normas que tratam 
do atendimento e da infraestrutura voltada às pessoas com deficiência, não há legislação 
específica que regule diretamente a questão da etiqueta de preço, nos termos do art. 31 
do CDC:
Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, 
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, 
quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
99 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. A obrigatoriedade 
de tornar cada etiqueta individual acessível — como, por exemplo, em braile — não constitui 
regra geral imposta a todas as etiquetas de gôndola em pequenos estabelecimentos.
Letra b.
027. 027. (INSTITUTO AOCP/RESIDENTE JURÍDICO/TJ–PA/2025) A Lei n. 8.078/1990, também 
conhecida como Código de Defesa do Consumidor, dispõe sobre a proteção do consumidor 
e dá outras providências. Com base na referida lei, assinale a alternativa que apresenta um 
direito básico do consumidor.
a) Proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no 
fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos.
b) Renunciar ao direito de reclamar por vícios de qualidade ou quantidade de produtos, 
após a entrega do produto.
c) Assumir os riscos integralmente quando adquirir produtos usados ou recondicionados, 
eximindo o fornecedor de qualquer responsabilidade.
d) Proteção contra a publicidade enganosa e métodos comerciais, bem como contra 
cláusulas abusivas no fornecimento de produtos e serviços, exceto se o contrato for 
assinado voluntariamente.
e) Ter seus dados pessoais compartilhados com fornecedores parceiros sempre que houver 
interesse comercial justificado, independentemente de consentimento.
a) Certa. Trata-se do direito básico previsto no art. 6º, I, do CDC:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
I – a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento 
de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;
b) Errada. Não é direito do consumidor a renúncia ao direito de reclamar por vícios de 
qualidade ou quantidade de produtos após a entrega do produto. Na verdade, o prazo para 
reclamar dos vícios se inicia a partir do recebimento:
Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em:
I – trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis;
II – noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. § 1º Inicia-
se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da 
execução dos serviços.
O CDC proíbe, ainda, a inclusão de cláusulas contratuais que impliquem renúncia aos direitos 
do consumidor:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
100 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento 
de produtos e serviços que:
I – impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer 
natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. Nas relações 
de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, a indenização poderá ser limitada, 
em situações justificáveis.
c) Errada. A afirmativa está errada.
d) Errada. A proteção contra publicidade enganosa e cláusulas abusivas não pode ser 
dispensada em caso de assinatura voluntária do contrato; atente-se:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) IV – a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos 
ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de 
produtos e serviços;
e) Errada. Não é direito do consumidor ter seus dados pessoais compartilhados com 
fornecedores parceiros sempre que houver interesse comercial justificado, independentemente 
de consentimento. Na verdade, tal prática deve ser proibida.
Letra a.
028. 028. (FGV/JUIZ LEIGO/TJ–SC/2025) NÃO é um direito fundamental ou básico do consumidor:
a) a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, que deve ser 
acessível à pessoa com deficiência, com especificação correta de quantidade, características, 
composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;
b) a informação acerca dos preços dos produtos por unidade de medida, tal como por quilo, 
por litro, por metro ou por outra unidade, conforme o caso;
c) a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou 
desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de 
produtos e serviços;
d) o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação 
de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção 
jurídica, administrativa e técnica aos necessitados;
e) a participação e consulta na formulação das políticas que afetam diretamente o consumidor, 
bem como a representação de seus interesses por intermédio das entidades públicas ou 
privadas de defesa do consumidor.
Conforme disposições do artigo 6º da Lei n. 8.078/1990, o Códigode Defesa do Consumidor:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
101 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
I – a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento 
de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;
II – a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a 
liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;
III – a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação 
correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem 
como sobre os riscos que apresentem; (letra A)
IV – a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou 
desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de 
produtos e serviços; (letra C)
V – a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou 
sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;
VI – a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e 
difusos;
VII – o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de 
danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, 
administrativa e técnica aos necessitados; (letra D)
VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu 
favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele 
hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;
IX – (Vetado);
X – a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.
XI – a garantia de práticas de crédito responsável, de educação financeira e de prevenção e 
tratamento de situações de superendividamento, preservado o mínimo existencial, nos termos 
da regulamentação, por meio da revisão e da repactuação da dívida, entre outras medidas;
XII – a preservação do mínimo existencial, nos termos da regulamentação, na repactuação de 
dívidas e na concessão de crédito;
XIII – a informação acerca dos preços dos produtos por unidade de medida, tal como por quilo, 
por litro, por metro ou por outra unidade, conforme o caso. (letra B)
Parágrafo único. A informação de que trata o inciso III do caput deste artigo deve ser acessível 
à pessoa com deficiência, observado o disposto em regulamento.
e) Certa. Não há previsão de direito fundamental do consumidor quanto à participação e 
consulta na formulação das políticas que afetam diretamente o consumidor, bem como 
a representação de seus interesses por intermédio das entidades públicas ou privadas de 
defesa do consumidor.
Letra e.
029. 029. (FUNDATEC/ANALISTA JURÍDICO/DPE–SC/2025) De acordo com as previsões do Código 
de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/1990), é direito básico do consumidor:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
102 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
a) Somente a reparação de danos patrimoniais (individuais, coletivos e difusos), mas não 
a prevenção.
b) Ser informado de forma adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com 
especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço.
c) Ser obrigado a aceitar produtos similares quando o contratado estiver indisponível no 
fornecedor.
d) Assumir todos os riscos decorrentes do uso inadequado do produto, eximindo o fornecedor 
de responsabilidade.
e) O devido processo legal em ação judicial, contudo sem a possibilidade de inversão do 
ônus da prova para facilitar a sua defesa.
a) Errada. A prevenção quanto à reparação dos danos é um direito básico do consumidor, 
a teor do artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor (CDC, Lei n. 8.078/1990):
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) VI – a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos 
e difusos;
b) Certa. Conforme disposições do artigo 6º, inciso III, do CDC:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) III – a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação 
correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem 
como sobre os riscos que apresentem;
c) Errada. Não há previsão legal.
d) Errada. O consumidor tem o direito de ser informado sobre os riscos que os produtos ou 
serviços apresentem, conforme a afirmativa “B”. Ademais, não é obrigação do consumidor 
assumir os riscos que os produtos ou serviços apresentem, pois o próprio CDC determina 
que os fornecedores não podem colocar no mercado de consumo produtos ou serviços 
que coloquem em risco a saúde ou segurança dos consumidores, em regra. Neste sentido, 
o artigo 8º:
Art. 8º Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde 
ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de 
sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações 
necessárias e adequadas a seu respeito.
e) Errada. A facilitação da defesa com a inversão do ônus da prova está prevista como 
direito básico do consumidor:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
103 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Art. 6º
(...) VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a 
seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for 
ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;
Letra b.
030. 030. (FEPESE/FISCAL/PREF. CAÇADOR/PROCON/2024) De acordo com a Lei n. 8.078, de 
1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências, são direitos 
básicos do consumidor:
1. a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas 
a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações.
2. a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou 
desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de 
produtos e serviços.
3. a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais 
ou sua revisão em razão de fatos supervenientes, ainda que não as tornem excessivamente 
onerosas.
4. a preservação do mínimo existencial, nos termos da regulamentação, na repactuação de 
dívidas e na concessão de crédito.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) É correta apenas a afirmativa 1.
b) É correta apenas a afirmativa 2.
c) São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.
d) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
e) São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
1. Certa. A afirmativa corresponde exatamente ao teor do artigo 6º, inciso II, do CDC; vejamos:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) II – a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradasa liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;
2. Certa. A afirmativa corresponde exatamente ao teor do artigo 6º, inciso IV, do CDC:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) IV – a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos 
ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de 
produtos e serviços;
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
104 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
3. Errada. De forma diversa, o direito básico de modificação ou revisão está previsto no 
artigo 6º, inciso V, do CDC, mas sob certas circunstâncias:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) V – a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais 
ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;
4. Certa. A afirmativa traz um direito básico introduzido pela Lei n. 14.181/2021 (Lei do 
Superendividamento), que modificou o CDC. Destaca-se que ele está implicitamente 
associado à finalidade da prevenção e tratamento do superendividamento, conforme o 
artigo 6º, inciso XII, e o artigo 54-A, § 1º, do CDC, que trata especificamente da garantia 
do crédito responsável. Nesse sentido, vejamos o artigo 6º, inciso XII, do CDC:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) XII – a preservação do mínimo existencial, nos termos da regulamentação, na repactuação 
de dívidas e na concessão de crédito.
Veja, ainda, o artigo 54-A, § 1º, do CDC:
Art. 54-A. Este Capítulo dispõe sobre a prevenção do superendividamento da pessoa natural, 
sobre o crédito responsável e sobre a educação financeira do consumidor.
§ 1º Entende-se por superendividamento a impossibilidade manifesta de o consumidor pessoa 
natural, de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo, exigíveis e vincendas, sem 
comprometer seu mínimo existencial, nos termos da regulamentação.
Letra d.
031. 031. (FUNDATEC/ANALISTA DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR/PREF. LONDRINA/2024) 
Para que seja aplicada a inversão do ônus da prova em favor do consumidor nos processos 
cíveis que envolvem relação de consumo, é necessário que se verifique a:
a) Hipossuficiência do consumidor e a existência de cláusula contratual autorizando a 
inversão do ônus da prova.
b) Vulnerabilidade econômica do consumidor.
c) Verossimilhança da alegação ou a hipossuficiência do consumidor, segundo as regras 
ordinárias de experiências.
d) Hipossuficiência econômica do consumidor e sua vulnerabilidade técnica.
e) Impossibilidade econômica do consumidor de custear as despesas do processo sem 
prejuízo de sua subsistência.
O legislador estabeleceu dois requisitos alternativos, quais sejam: a verossimilhança e a 
hipossuficiência, nos termos do inciso VIII do artigo 6º do CDC:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
105 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a 
seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for 
ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;
Letra c.
032. 032. (FEPESE/ADVOGADO/PREF. MAFRA/2024) De acordo com o Código de Defesa do 
Consumidor, é correto afirmar:
a) Por adotar a responsabilidade objetiva na relação de consumo, a culpa exclusiva do 
consumidor não afasta a responsabilidade do fabricante ou produtor pelo fato do produto.
b) Constitui direito básico do consumidor a adequada e eficaz prestação dos serviços 
públicos em geral.
c) A atualização da qualidade do produto com a inserção no mercado de outro de melhor 
qualidade torna o produto substituído defeituoso.
d) Apenas as cláusulas contratuais que estabelecem prestações desproporcionais é que 
poderão ser objeto de revisão contratual.
e) Para que uma coletividade de pessoas seja equiparada a consumidor, é necessário que seja 
possível determinar e quantificar todo aquele que haja intervindo na relação de consumo.
a) Errada. Embora o CDC adote a responsabilidade objetiva baseada na Teoria do Risco da 
Atividade, a legislação prevê causas excludentes de responsabilidade, como a culpa exclusiva 
do consumidor ou de terceiro:
Art. 12,
§ 3º O fabricante, o construtor, o produtor ou importador só não será responsabilizado quando 
provar:
(...) III – a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiros.
b) Certa. A alternativa aponta um dos direitos básicos elencados no rol exemplificativo do 
art. 6º do CDC:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) X – a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.
c) Errada. A legislação assegura o avanço tecnológico, evitando que o lançamento de modelos 
mais recentes crie automaticamente a presunção de que os produtos anteriores sejam 
inseguros ou inadequados, conforme o CDC:
Art. 12.
§ 2º O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido 
colocado no mercado.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
106 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
d) Errada. O erro da afirmativa está na palavra restritiva “apenas”. Vejamos o CDC:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...) V – a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais 
ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;
e) Errada. O CDC amplia o conceito de consumidor por equiparação para fins de tutela coletiva, 
prevendo expressamente que essa coletividade pode incluir pessoas indetermináveis, com 
o objetivo de proteger todos os que estejam sujeitos a práticas abusivas ou a acidentes de 
consumo, conforme o CDC:
Art. 2º
Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, 
que haja intervindo nas relações de consumo.
Letra b.
033. 033. (CESGRANRIO/ESCRITURÁRIO/BB/AGENTE COMERCIAL/”PROVA A”/2023) Um indivíduo é 
correntista de determinada instituição financeira que lhe apresenta, através dos responsáveis 
internos, proposta para investimento no mercado de renda variável, apresentando o mercado 
de capitais como capaz de superar o rendimento fixo de várias aplicações financeiras, sem 
apresentar as desvantagens e perigos desse setor da economia.
Nesse contexto, nos termos da Lei n. 8.078/1990, a atuação dos prepostos da instituição 
financeira estaria violando a regra da
a) lucratividade planejada
b) informação adequada
c) menor onerosidade
d) capacidade econômica
e) conservação de valores
A questão aborda a ideia de fornecimento de produtos e serviços sem o cuidado de prestar 
as informações suficientes sobre os riscos inerentes. Isso é tratado em todo o CDC, quando 
se coloca a responsabilidade dos fornecedores:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
III – a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação 
correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem 
comosobre os riscos que apresentem;
Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, 
independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
107 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, 
apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes 
ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.
§ 1º O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera, 
levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:
I – sua apresentação;
II – o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
III – a época em que foi colocado em circulação.
Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela 
reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, 
bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
§ 1º O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar, 
levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:
I – o modo de seu fornecimento;
II – o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
III – a época em que foi fornecido.
Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, 
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, 
quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem 
como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.
Letra b.
034. 034. (FGV/ASSISTENTE SECURITÁRIO/BANESTES SEGUROS/2023) Na última semana, a 
Banestes Seguros celebrou dois contratos de seguro de automóvel. O primeiro, com a 
empresa Entrega Ligeira Ltda., e o segundo, com Julieta.
A respeito do tema Direito do Consumidor, assinale a afirmativa correta.
a) Para efeito do Código de Defesa do Consumidor, somente a pessoa física é considerada 
como consumidora.
b) Fornecedor é, apenas, a pessoa jurídica que realiza um serviço em proveito do consumidor.
c) Para fins do Código de Defesa do Consumidor, o ente despersonalizado não pode ser 
considerado como fornecedor.
d) Sendo a pessoa jurídica destinatária final do produto, é considerada consumidora para 
fins de incidência do Código de Defesa do Consumidor.
e) Fornecedor é a pessoa jurídica que realiza a comercialização de produtos para uma pessoa 
física determinada.
a) Errada. O Código de Defesa do Consumidor traz o conceito básico de consumidor, o que 
inclui tanto a pessoa física quanto a jurídica:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
108 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Art. 2º Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final.
Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, 
que haja intervindo nas relações de consumo. Segundo a teoria finalista, em uma interpretação 
restritiva do artigo 2º do Código de Defesa do Consumidor (CDC), considera-se destinatário final 
tão somente o destinatário fático e econômico do bem ou serviço, seja ele pessoa física ou jurídica.
Sendo assim, fica excluído da proteção do CDC o consumo intermediário, entendido como 
aquele cujo produto retorna para as cadeias de produção e distribuição, compondo o custo 
(e, portanto, o preço final) de um novo bem ou serviço. Isto é, só poderia ser considerado 
consumidor, para fins de tutela pelo CDC, aquele que exaure a função econômica do bem 
ou serviço, excluindo-o de forma definitiva do mercado de consumo. Cláudia Lima Marques 
e Antônio Herman V. Benjamim defendem a teoria finalista e definem “destinatário final” 
da seguinte maneira:
O destinatário final é o consumidor final, o que retira o bem do mercado ao adquirir ou 
simplesmente utilizá-lo (destinatário final fático), aquele que coloca um fim na cadeia de produção 
(destinatário final econômico) e não aquele que utiliza o bem para continuar a produzir, pois 
ele não é consumidor final, ele está transformando o bem, utilizando o bem, incluindo o serviço 
contratado no seu, para oferecê-lo por sua vez ao seu cliente, seu consumidor, utilizando-o no 
seu serviço de construção, nos seus cálculos do preço, como insumo da sua produção.
O mais importante de se compreender nesse conceito é que o consumidor tem o intuito de 
suprir suas necessidades próprias ou de outrem; ou seja, em regra, não adquire quaisquer 
produtos ou serviços visando comercializá-los em busca de lucro. É por isso que ser 
“destinatário final” facilita a diferenciação desse intuito de necessidades básicas ou lucrativas. 
Apenas para aprofundar, no ano de 2012, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), tomando por 
base o conceito de consumidor por equiparação previsto no artigo 29 do CDC, evoluiu para 
uma aplicação temperada da teoria finalista frente às pessoas jurídicas, em um processo 
que a doutrina vem denominando “finalismo aprofundado”. Assim, tem-se admitido que, 
em determinadas hipóteses, a pessoa jurídica adquirente de um produto ou serviço possa 
ser equiparada à condição de consumidora, por apresentar frente ao fornecedor alguma 
vulnerabilidade, que constitui o princípio-motor da política nacional das relações de 
consumo, premissa expressamente fixada no art. 4º, I, do CDC, que legitima toda a proteção 
conferida ao consumidor. Então, de fato, a teoria finalista aprofundada ou mitigada amplia 
o conceito de consumidor para alcançar a pessoa física ou jurídica que, embora não seja 
a destinatária final do produto ou serviço, esteja em situação de vulnerabilidade técnica, 
jurídica ou econômica em relação ao fornecedor:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
109 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
JURISPRUDÊNCIA
Teoria finalista aprofundada – ampliação do conceito de consumidor: “2. O acórdão 
recorrido não destoa da Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que tem 
mitigado a aplicação da teoria finalista nos casos em que a pessoa física ou jurídica, 
embora não se enquadre na categoria de destinatário final do produto, se apresenta 
em estado de vulnerabilidade ou hipossuficiência, autorizando assim a aplicação do 
Código de Defesa do Consumidor.” AgInt no AREsp 1454583/PE:
[...] A jurisprudência desta Corte tem mitigado os rigores da teoria finalista para 
autorizar a incidência do Código de Defesa do Consumidor nas hipóteses em que a 
parte (pessoa física ou jurídica), embora não seja tecnicamente a destinatária final 
do produto ou serviço, se apresenta em situação de vulnerabilidade. […].”(STJ. AgRg 
no REsp 1149195/PR, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 
25/06/2013, DJe 01/08/2013).
Mas, cuidado! Costuma cair em prova a regra, e somente se mencionada a mitigação é que 
deve serconsiderada tal flexibilização.
b) Errada. O CDC traz o conceito de fornecedor, que inclui a pessoa física e ainda envolve 
contratos de fornecimento de produtos, e não só de serviços:
Art. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização 
de produtos ou prestação de serviços.
§ 1º Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial.
§ 2º Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, 
inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das 
relações de caráter trabalhista.
c) Errada. Como vimos no dispositivo acima, os entes despersonalizados também são 
enquadrados como fornecedores. CDC:
Art. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização 
de produtos ou prestação de serviços.
d) Certa. Conforme esclarecido na primeira alternativa.
e) Errada. A alternativa restringiu o conceito de fornecedor, ficando incorreta.
Letra d.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
110 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
035. 035. (FGV/CONCILIADOR/TJ–BA/2023) A conceituação de consumidor e de fornecedor 
é disputada entre, basicamente, duas teorias: a maximalista e a finalista. Da prática 
jurisprudencial, nasceu uma variação desta última, a chamada teoria finalista mitigada, 
que hoje prevalece.
Um caso de aplicação do Código de Defesa do Consumidor e a teoria que o justifica são:
a) consumidor pessoa física e concessionária de energia; teoria maximalista;
b) pequeno produtor rural que adquire máquina agrícola e fabricante; teoria finalista;
c) sociedade de aviação civil e distribuidora de combustível; teoria finalista mitigada;
d) microempresa e serviços de máquinas de cartão de crédito; teoria finalista mitigada;
e) vítima de acidente de consumo e causador dos danos; teoria maximalista.
a) Errada. A teoria maximalista diz que consumidor é o sujeito que adquire o produto ou 
serviço para uso próprio, dando destinação fática ao mesmo, independentemente da 
destinação econômica. Vejamos a definição dada pela jurisprudência:
JURISPRUDÊNCIA
(...) 2. O propósito recursal consiste em definir se o Código de Defesa do Consumidor 
é aplicável à relação jurídica firmada entre as partes, oriunda de contrato de gestão 
de pagamentos on-line. 3. Há duas teorias acerca da definição de consumidor: a 
maximalista ou objetiva, que exige apenas a existência de destinação final fática do 
produto ou serviço, e a finalista ou subjetiva, mais restritiva, que exige a presença de 
destinação final fática e econômica. O art. 2º do CDC ao definir consumidor como “toda 
pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário 
final” adota o conceito finalista. 4. Nada obstante, a jurisprudência do STJ, pautada 
em uma interpretação teleológica do dispositivo legal, adere à teoria finalista mitigada 
ou aprofundada, a qual viabiliza a aplicação da lei consumerista sobre situações em 
que, apesar do produto ou serviço ser adquirido no curso do desenvolvimento de 
uma atividade empresarial, haja vulnerabilidade técnica jurídica ou fática da parte 
adquirente frente ao fornecedor. 5. Nessas situações, a aplicação do Código de Defesa 
do Consumidor fica condicionada à demonstração efetiva da vulnerabilidade da pessoa 
frente ao fornecedor. Então, incumbe ao sujeito que pretende a incidência do diploma 
consumerista comprovar a sua situação peculiar de vulnerabilidade. REsp 2020811/SP.
Contudo, o exemplo trazido na alternativa (pessoa física e concessionária de energia) não 
é um exemplo dessa teoria, pois a pessoa física é a consumidora econômica do produto, 
encerrando o ciclo. Dessa maneira, a afirmativa também está INCORRETA.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
111 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
b) Errada. A teoria finalista aponta que consumidor é o sujeito que adquire o produto ou 
serviço como destinatário econômico do mesmo, encerrando o ciclo econômico. Vejamos 
a definição dada pela jurisprudência:
JURISPRUDÊNCIA
(...) 2. O propósito recursal consiste em definir se o Código de Defesa do Consumidor 
é aplicável à relação jurídica firmada entre as partes, oriunda de contrato de gestão 
de pagamentos on-line. 3. Há duas teorias acerca da definição de consumidor: a 
maximalista ou objetiva, que exige apenas a existência de destinação final fática do 
produto ou serviço, e a finalista ou subjetiva, mais restritiva, que exige a presença de 
destinação final fática e econômica. O art. 2º do CDC ao definir consumidor como “toda 
pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário 
final” adota o conceito finalista. 4. Nada obstante, a jurisprudência do STJ, pautada 
em uma interpretação teleológica do dispositivo legal, adere à teoria finalista mitigada 
ou aprofundada, a qual viabiliza a aplicação da lei consumerista sobre situações em 
que, apesar do produto ou serviço ser adquirido no curso do desenvolvimento de 
uma atividade empresarial, haja vulnerabilidade técnica jurídica ou fática da parte 
adquirente frente ao fornecedor. 5. Nessas situações, a aplicação do Código de Defesa 
do Consumidor fica condicionada à demonstração efetiva da vulnerabilidade da pessoa 
frente ao fornecedor. Então, incumbe ao sujeito que pretende a incidência do diploma 
consumerista comprovar a sua situação peculiar de vulnerabilidade.” REsp 2020811/SP.
No exemplo da alternativa, o produtor rural que adquire a máquina agrícola não encerra o 
ciclo econômico de destinação, pois ele usará a máquina sua cadeia produtiva, repassando 
o produto a outro consumidor. Dessa forma, INCORRETA a afirmativa.
c) Errada. A teoria finalista mitiga define o consumidor tanto os sujeitos que adquirem os 
produtos ou serviços para uso próprio e sem destinação econômica, como aqueles que os 
utilizam como implemento na unidade produtiva, não encerrando o ciclo econômico. Mas, 
para confirmar se o agente será consumidor, deverá analisar a vulnerabilidade do mesmo, 
seja ela técnica, jurídica ou econômica. A empresa de aviação não se enquadra nessa condição 
em virtude da ausência de vulnerabilidade. Portanto, INCORRETA a afirmativa.
d) Certa. De fato, conforme visto, para esta teoria, teremos de analisar a vulnerabilidade 
do adquirente de serviço ou produto para enquadrá-lo ou não na condição de consumidor. 
E na alternativa trazida, tendo em vista que a microempresa é o sujeito que adquiriu a 
máquina de cartão, verificamos sua vulnerabilidade em razão de ser uma pequena empresa, 
com pequenos lucros, razão pela qual ele é enquadrado como consumidor. Logo, CORRETA 
a afirmativa.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br112 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
e) Errada. Na verdade, a vítima de acidente de consumo é consumidora por equiparação, 
não se enquadrando na definição da teoria maximalista. Assim, INCORRETA a afirmativa.
Letra d.
036. 036. (FGV/JUIZ LEIGO/TJ–BA/2023) Será necessária a inversão ope iudicis do ônus da prova 
na demanda que verse sobre:
a) falsidade de assinatura de contrato de consumo;
b) responsabilidade civil médica em cirurgia plástica estética;
c) falha de segurança em shopping center que permite que o consumidor seja roubado em 
seu interior;
d) entrega de móvel com partes faltantes, presente a hipossuficiência ou a verossimilhança 
das alegações;
e) divergência entre o serviço de telefonia móvel contratado e o cobrado posteriormente, 
presentes a hipossuficiência e a verossimilhança das alegações.
a) Errada. Ao meu ver, o erro não se dá pela simples aplicação do dispositivo acima. Ocorre que 
a alternativa sequer menciona se o autor é o consumidor ou fornecedor. Meu entendimento 
é que, além de a questão ter sido bastante cautelosa e literal na cobrança do conteúdo, não 
poderíamos afirmar que ocorre a inversão na situação narrada. Mesmo tendo em mente a 
proteção do consumidor, parte mais vulnerável, e as flexibilizações das regras processuais 
gerais, a alternativa teria que trazer mais elementos para que fosse invertido o ônus da 
prova, como aqueles previstos no art. 6º. Veja os seguintes precedentes:
JURISPRUDÊNCIA
1. A inversão do ônus da prova, mesmo nos casos que envolvam direito do consumidor, 
não se opera de forma automática, dependendo do preenchimento dos seguintes 
requisitos: verossimilhança das alegações ou hipossuficiência do consumidor. 2. 
O consumidor é a parte vulnerável na relação, conforme preceitua o artigo 4º do 
Código do Consumidor, podendo o juiz inverter o ônus da prova quando há um dos 
dois requisitos previstos na Lei consumeirista, sendo certo que na hipótese, encontra 
presente não só a verossimilhança das alegações como a impossibilidade ou excessiva 
dificuldade na obtenção da prova por parte do consumidor. 3. Tratando-se de relação 
de consumo, mostra-se cabível a inversão do ônus da prova, nos termos do art. 6º, 
inciso VIII, do CDC.
Acórdão 1227725, 07148439320198070000, Relator: ROBSON BARBOSA DE AZEVEDO, 
Quinta Turma Cível, data de julgamento: 29/1/2020, publicado no DJE: 13/2/2020.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
113 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
No entanto, é preciso ter cuidado com a diferença entre autenticidade e falsidade. Conforme 
já indicado no dispositivo acima, veja a tese firmada no Tema Repetitivo 1061 do STJ:
JURISPRUDÊNCIA
Questão submetida a julgamento: Se nas hipóteses em que o consumidor/autor 
impugnar a autenticidade da assinatura constante do contrato juntado ao processo, 
cabe à instituição financeira/ré o ônus de provar essa autenticidade (CPC, art. 429, 
II), por intermédio de perícia grafotécnica ou mediante os meios de prova legais ou 
moralmente legítimos (CPC, art. 369). Tese Firmada: Na hipótese em que o consumidor/
autor impugnar a autenticidade da assinatura constante em contrato bancário juntado 
ao processo pela instituição financeira, caberá a esta o ônus de provar a autenticidade 
(CPC, arts. 6º, 369 e 429, II).
b) Errada. Aqui também não podemos afirmar que há necessária inversão do ônus ope 
judicis, sobretudo levando em consideração o disposto no art. 14 do CDC. No caso dos 
profissionais liberais, o CDC estabelece que a responsabilidade é subjetiva (cuidado: não é 
subsidiária). Trata-se de exceção à regra do estudo da responsabilidade, onde deverá ser 
comprovada a culpa:
Art. 14. (...) § 4º A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a 
verificação de culpa.
Fernando Antônio Vasconcelos define profissional liberal como
[...] é aquela que se caracteriza pela inexistência, em geral, de qualquer vinculação hierárquica 
e pelo exercício predominantemente técnico e intelectual de conhecimentos especializados, 
concernentes a bens fundamentais do homem, como a vida, a saúde, a honra e a liberdade.
(VASCONCELOS, Fernando Antônio de. Responsabilidade do Profissional Liberal nas Relações de 
Consumo. Curitiba: Juruá, 2003. p. 17.)
c) Errada. Aqui entendo que podemos aplicar a regra geral do art. 14, que trata do fato 
do serviço, e que, por sinal, há entendimento no sentido de que se trata de uma inversão 
do ônus ope legis, ou seja, o legislador escolheu já inverter a regra usual de que ao autor 
compete comprovar os fatos constitutivos do direito:
Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela 
reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, 
bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
§ 1º O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar, 
levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:
I – o modo de seu fornecimento;
II – o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
114 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
III – a época em que foi fornecido.
§ 2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas.
§ 3º O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar: I – que, tendo prestado 
o serviço, o defeito inexiste;
II – a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. (...)
Sobre o tema, esclarece Sérgio Cavalieri Filho:
Código de Defesa do Consumidor, destarte, rompendo dogmas e estabelecendo novos paradigmas 
para as relações entre desiguais, fê-lo, também, no que se refere à carga probatória, ora 
transferindo o ônus da prova ao fornecedor (inversão ope legis), do que nos dão exemplos os 
arts. 12, § 3º, 14, § 3º e 38, ora admitindo que tal se opere por determinação do julgador (inversão 
ope judicis), conforme art. 6º, VIII.
A inversão do ônus da prova pode decorrer da lei (“ope legis”), como na responsabilidade 
pelo fato do produto ou do serviço (arts. 12 e 14 do CDC), ou por determinação judicial 
(“ope judicis”), como no caso dos autos, que versam acerca da responsabilidade por vício 
no produto (art. 18 do CDC). Trata-se da inteligência das regras dos arts. 12, § 3º, II, e 14, 
§ 3º, I, e 6º, VIII, do CDC. (…)
(REsp 802.832/MG, Rel. Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Segunda Seção, DJe 21-09-2011)
Além disso, o STJ já entendeu diversas vezes que um assalto dentro do estabelecimento 
comercial não pode ser considerado culpa exclusiva de terceiros, pois o fornecedor deve ter 
todos os meios para promover a segurança do consumidor e prevenir esses acontecimentos. 
Há precedentes antigos também:
JURISPRUDÊNCIA
O shopping center deve reparar o cliente pelos danos morais decorrentes de tentativa 
de roubo, não consumado apenas em razão de comportamento do próprio cliente, 
ocorrida nas proximidades da cancela de saída de seu estacionamento, mas ainda em 
seu interior.
STJ. 4ª Turma. REsp 1269691-PB, Rel. originária Min. Isabel Gallotti, Rel. para acórdão 
Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 21/11/2013 (Info 534).
d) Certa. De início, temos que o CDC traz previsão expressa do Princípio do acesso à justiça,inspiração para o inciso VII do art. 6º do CDC, que determina que seja efetiva a facilitação 
da defesa dos direitos do consumidor, criando meios de desobstruir os processos, cujo 
exemplo mais comum é a inversão do ônus da prova:
Art. 6º,
(...) VII – o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação 
de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, 
administrativa e técnica aos necessitados;
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
115 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
(...) VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a 
seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for 
ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências.
d) Certa. Temos aqui duas possibilidades de aplicação da inversão do ônus da prova: no 
caso de verossimilhança ou hipossuficiência. Perceba que a inversão do ônus decorre de 
ato judicial, ou seja, é ope judicis, ficando a critério do juiz a análise de verossimilhança das 
alegações do consumidor ou de hipossuficiência; ou seja, o juiz possui ampla liberdade de 
apreciação e convencimento dos pressupostos para deferir a inversão, pois, se entender 
pela ausência de tais requisitos, poderá indeferir a medida. No entanto, tendo em vista o 
intuito de facilitar a defesa dos direitos do consumidor, se concluir que os pressupostos 
para a inversão se configuram, deverá ordená-la. A alternativa “D” traz exatamente essas 
duas possibilidades, e note que a questão quis deixar claro que elas não precisam ser 
cumuladas para garantir o direito, usando “ou”, enquanto a alternativa E não foi considerada 
gabarito justamente pelo uso do conectivo “e”. Por mais questionável que seja, são muitas 
questões que cobram dessa forma. No entanto, acho importante trazer que há muitos 
posicionamentos no sentido contrário, concluindo pela necessidade de que tais situações 
estejam presentes cumulativamente.
Mas, ao meu ver, exigir que os requisitos sejam cumulativos é uma interpretação extensiva e 
prejudicial, contrariando a facilitação da defesa do consumidor, uma vez que a lei disciplina 
os requisitos com a conjunção alternativa “ou”.
Letra d.
037. 037. (CEBRASPE/CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE–SC/43º CONCURSO PÚBLICO/2023) 
A respeito do Código de Defesa do Consumidor (CDC), da relação jurídica de consumo, da 
responsabilidade do fornecedor, da defesa do consumidor e dos objetivos, princípios e 
direitos básicos do consumidor, julgue o item que se seguem.
O CDC é uma lei abrangente que trata das relações de consumo tanto na esfera civil quanto 
nas esferas administrativa e penal.
De fato, por força do caráter interdisciplinar, o CDC outorgou tutelas específicas ao 
consumidor nos campos civil (arts. 8º a 54), que são aquelas comuns que conhecemos 
e que dão ensejo à responsabilidade civil com reparação material, moral etc., bem como 
no campo administrativo (arts. 55 a 60 e 105/106), penal (arts. 61 a 80) e jurisdicional 
(arts. 81 a 104). Vejamos:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
116 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
CAPÍTULO VII
Das Sanções Administrativas
(...)
Art. 56. As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às 
seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em 
normas específicas:
(...)
TÍTULO II
Das Infrações Penais
Art. 61. Constituem crimes contra as relações de consumo previstas neste código, sem prejuízo 
do disposto no Código Penal e leis especiais, as condutas tipificadas nos artigos seguintes.
Art. 90. Aplicam-se às ações previstas neste título as normas do Código de Processo Civil e da 
Lei n. 7.347, de 24 de julho de 1985, inclusive no que respeita ao inquérito civil, naquilo que não 
contrariar suas disposições.
Certo.
038. 038. (VUNESP/PROCURADOR MUNICIPAL/SERTÃOZINHO/2023) Sobre o conceito de consumidor 
e fornecedor, assinale a alternativa correta.
a) A finalidade lucrativa é elemento indispensável ao conceito de fornecedor ou prestador.
b) A coletividade de pessoas que haja intervindo na relação de consumo é equiparada 
a consumidor.
c) Quem vende produtos, sem habitualidade e com intuito de lucro, é considerado fornecedor.
d) Entes despersonalizados, como o condomínio de adquirentes de edifício em construção, 
não são considerados consumidores.
e) Pessoas jurídicas de direito público não podem ser consideradas consumidoras.
a) Errada. Para ser considerado fornecedor, é necessário que o agente pratique esta atividade 
com habitualidade, não sendo condição a finalidade lucrativa da atividade.
b) Certa. O CDC equipara a consumidor a coletividades de pessoas que haja intervindo nas 
relações de consumo, ainda que não sejam determináveis:
Art. 2º Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final. Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, 
ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.
c) Errada. De acordo com a decisão do STJ, para ser considerado fornecedor, é necessário 
que o agente pratique esta atividade com habitualidade:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
117 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
JURISPRUDÊNCIA
1. A aferição do pressuposto caracterizador da figura do fornecedor, necessária à 
incidência das regras do Direito do Consumidor, exige análise da expressão “desenvolvem 
atividade”, contida no art. 3º, do CDC, de modo que, somente será fornecedor o agente 
que pratica determinada atividade com habitualidade. 1.1 Na hipótese, trata-se de 
permuta de equinos entre pessoas físicas, que criam esses animais em pequena escala 
e em igualdade de condições, para deleite pessoal e não para o comércio habitual, o que 
afasta a incidência da legislação de consumo, devendo ser a relação jurídica valorada 
pelas normas de Direito Civil. Acórdão 1603805, 07021125720228070001, Relator: 
ALFEU MACHADO, Sexta Turma Cível, data de julgamento: 18/8/2022, publicado no 
DJe: 29/8/2022.
d) Errada. Conforme dispõe o art. 3º do Código de Defesa do Consumidor, os entes 
despersonalizados são considerados fornecedores de bens e serviços de consumo:
Art. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização 
de produtos ou prestação de serviços.
e) Errada. A definição de consumidor trazida pelo CDC apresenta uma finalidade específica: 
que a pessoa, física ou jurídica, que obtenha o produto ou serviço seja a destinatária final:
Art. 2º Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final. O referido diploma legal não restringe o conceito de consumidor para 
pessoas jurídicasde direito privado.
Letra b.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
118 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988.
_______. Lei n. 80.078, de 11 de setembro de 1990. Brasília: Senado Federal, 1990.
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Esquematizado. 11ª a edição, Editora Saraiva, 2021.
ALMEIDA, Fabricio Bolzan de Direito do consumidor esquematizado/Fabricio Bolzan de 
Almeida. – Coleção esquematizado®/coordenador Pedro Lenza – 8. ed. – São Paulo: 
Saraiva Educação, 2020. 920 p
GOMES, Nathália Stivalle. Direito do Consumidor na medida certa. 6ª edição, 
Editora Juspodium, 2023.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
Abra
caminhos
crie
futuros
gran.com.br
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
	Sumário
	Apresentação
	Teoria Geral das Relações de Consumo
	1. A Proteção do Consumidor na Constituição Federal de 1988
	1.1. Fundamento Constitucional de Defesa do Consumidor
	1.2. Características do Código de Defesa do Consumidor
	2. A Relação Jurídica de Consumo
	2.1. Os Elementos da Relação Jurídica de Consumo
	2.2. Situações Especiais de Aplicação do CDC
	3. Princípios do CDC e Direitos Básicos do Consumidor
	3.1. Princípios do CDC
	3.2. Direitos Básicos do Consumidor
	4. Decreto n. 11.034/2022 (Serviço de Atendimento ao Consumidor)
	5. Decreto n. 7.962/2013 (Comércio Eletrônico)
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referênciasse tratando de bens móveis; e de 
um ano, para os imóveis. § 2º Tratando-se de venda de animais, os prazos de garantia por vícios 
ocultos serão os estabelecidos em lei especial, ou, na falta desta, pelos usos locais, aplicando-se 
o disposto no parágrafo antecedente se não houver regras disciplinando a matéria.
Art. 446. Não correrão os prazos do artigo antecedente na constância de cláusula de garantia; mas 
o adquirente deve denunciar o defeito ao alienante nos trinta dias seguintes ao seu descobrimento, 
sob pena de decadência. No caso de consumidor, é muito mais seguro comprar o veículo usado 
em uma loja, pois, aí, sim, o Código de Defesa do Consumidor será utilizado em sua defesa.
Letra e.
Para a compreensão de quem é o destinatário final, surgiram duas teorias:
a) Teoria Finalista ou Subjetiva: consumidor é aquele destinatário fático (último da 
cadeia de consumo) e econômico (não utiliza o produto para repasse ou lucro, mas para 
consumo próprio) do produto ou serviço. Portanto, uma empresa que adquire 10 filtros 
para revenda não é consumidora; entretanto, se adquire um filtro para uso próprio, ela é 
considerada consumidora.
b) Teoria Maximalista: consumidor é somente o destinatário final fático do produto ou 
serviço, independentemente de dar ao produto uma destinação produtiva (econômica) ou 
doméstica. Para exemplificar a aplicação dessa teoria, imagine aquela fabricante de carros 
que compra tintas para pintura de seus carros (em tese, não adquiriu para seu consumo 
próprio); nesta hipótese, a fabricante de carros pode ser reconhecida como consumidora.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
13 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
TEORIA FINALISTA-> 
consumidor--> Destinatário 
FÁTICO (último) + 
ECONÔMICO (não repassa) 
TEORIA MAXIMALISTA-> 
consumidor-->Destinatário final, 
independente de dar destinação 
econômica 
002. 002. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO DISTRITO FEDERAL/2022) Considerando os 
conceitos de consumidor e fornecedor, a relação consumerista e a prestação de serviços 
públicos, julgue o item que se seguem.
Consumidor, para a teoria finalista, é aquele que retira o produto do mercado como 
destinatário final fático, ao passo que, para a teoria maximalista, é a pessoa que o faz na 
condição de destinatário final econômico.
No campo do Direito do Consumidor, a teoria finalista entende como consumidor aquele 
que retira o bem ou serviço do mercado para utilizá-lo como destinatário final, em sentido 
fático. Já a teoria maximalista amplia esse conceito, considerando como consumidor 
qualquer pessoa que adquira o produto para seu uso, independentemente da finalidade 
econômica que venha a atribuir ao bem.
Errado.
Com a entrada em vigor do CC/2002, houve uma perda de força da Teoria Maximalista, 
pois o novo Código Civil trouxe disposições para proteger os mais fracos em relações jurídicas, 
como a boa-fé objetiva e a função social do contrato, incluindo negócios entre pessoas 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
14 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
jurídicas. Ao mesmo tempo, os tribunais de justiça do país, e principalmente o Superior 
Tribunal de Justiça, passaram a aplicar a Teoria Finalista Mitigada, centrada na ideia de 
enquadrar a pessoa jurídica como consumidora, desde que provada sua vulnerabilidade.
003. 003. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/XXIX EXAME/2019) A concessionária de veículo X 
adquiriu, da montadora, trinta unidades de veículo do mesmo modelo e de cores diversificadas, 
a fim de guarnecer seu estoque, e direcionou três veículos desse total para uso da própria 
pessoa jurídica. Ocorre que cinco veículos apresentaram problemas mecânicos decorrentes 
de falha na fabricação, que comprometiam a segurança dos passageiros. Desses automóveis, 
um pertencia à concessionária e os outros quatro, a particulares que adquiriram o bem 
na concessionária.
Nesse caso, com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC), assinale a 
afirmativa correta.
a) Entre os consumidores particulares e a montadora inexiste relação jurídica, posto que a 
aquisição dos veículos se deu na concessionária.
b) Entre os consumidores particulares e a montadora, por se tratar de falha na fabricação, há 
relação jurídica protegida pelo CDC; a relação jurídica entre a concessionária e a montadora, 
no que se refere à unidade adquirida pela pessoa jurídica para uso próprio, é de direito 
comum civil.
c) Existe, entre a concessionária e a montadora, relação jurídica regida pelo CDC, mesmo que 
ambas sejam pessoas jurídicas, no que diz respeito ao veículo adquirido pela concessionária 
para uso próprio, e não para venda.
d) Somente há relação jurídica protegida pelo CDC entre o consumidor e a concessionária, 
que deverá ingressar com ação de regresso contra a montadora, caso seja condenada 
em ação judicial, não sendo possível aos consumidores demandarem diretamente contra 
a montadora.
a) Errada. A montadora é caracterizada como fornecedora em relação aos particulares, por 
desenvolver atividade de montagem do produto, nos termos do artigo 3º do CDC:
Art. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização 
de produtos ou prestação de serviços.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
15 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
§ 1º Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial.
§ 2º Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, 
inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das 
relações de caráter trabalhista.
b) Errada. Ressaltando que a concessionária fez a aquisição para uso próprio, é possível 
extrair que caberia a aplicação do CDC (vide comentário da letra “c”).
c) Certa. Nos termos do artigo 2º do Código de Defesa do Consumidor, também a pessoa 
jurídica pode ser considerada consumidora, desde que adquira bens ou serviços como 
destinatária final:
Art. 2º Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final. Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, 
ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.
Como o enunciado indicou que o veículo foi adquirido pela concessionária para uso próprio, 
isso a coloca na posição de destinatária final, o que atrai a aplicação do Código de Defesa do 
Consumidor. Em provas objetivas, é comum que seja necessário interpretar cuidadosamente 
os dados fornecidos para identificar a solução esperada pela banca. É importante destacar, 
contudo, que, em regra, não há relação de consumo entre a montadora e a concessionária, já 
que esta normalmente adquire os veículos para revendê-los, não atuando como destinatária 
final. O verdadeiro destinatário final, em regra, é o consumidor que compra o carro da 
concessionáriapara uso próprio, encerrando a cadeia de consumo. Por fim, vale lembrar que, 
mesmo quando a pessoa jurídica não se enquadra como destinatária final, a jurisprudência 
admite a aplicação do CDC em situações de vulnerabilidade, com base na chamada Teoria 
Finalista Mitigada.
d) Errada. É possível a proteção pelo CDC da relação estabelecida entre a concessionária e 
a montadora, na hipótese em que aquela se caracterize como destinatária final do produto 
(vide comentário da letra “c”).
Letra c.
2 .1 .2 . FoRneCeDoR
Toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como 
os entes despersonalizados que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, 
construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de 
produtos ou prestação de serviços, nos termos do art. 3º da Lei n. 8.078/1990 (CDC):
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
16 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Art. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização 
de produtos ou prestação de serviços.
O CDC trouxe uma previsão ampla para o conceito de fornecedor, abrangendo praticamente 
todas as cadeias de fornecimento de produtos e serviços. Não existem exceções para ser 
considerado ou não fornecedor; desta forma, exercendo, em princípio, atividade com o 
intuito de lucro, pode ser considerado fornecedor, inclusive independentemente de estar 
com a situação regularizada ou não. O conceito de fornecedor é amplo, abrangendo até 
mesmo as pessoas físicas. Também deve ser ressaltado que a finalidade lucrativa do ente ou 
pessoa não é um requisito indispensável para a configuração como fornecedor, importando, 
assim, que seja uma atividade coordenada, organizada, com a finalidade de colocar aquele 
produto ou serviço em circulação de forma habitual.
Veja que até mesmo os entes despersonalizados, como espólio, a massa falida e o 
consórcio de empresas, embora não sejam pessoas jurídicas, são sujeitos de direito e foram 
considerados fornecedores pelo CDC. O CDC especificou como pessoa jurídica fornecedora 
do mercado de consumo:
• pessoa jurídica privada;
• pessoa jurídica pública;
• pessoa jurídica nacional;
• pessoa jurídica estrangeira;
• entes despersonalizados.
 
 
 
 
 
 
Pessoa Física 
Pessoa Jurídica privada 
Pessoa Jurídica pública 
Pessoa Jurídica Nacional 
Pessoa Jurídica Estrangeira 
Entes Despersonalizados 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
17 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
2 .1 .3 . PRoDuTo
É qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial, nos termos do art. 3º, § 1º, do CDC:
Art. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização 
de produtos ou prestação de serviços.
§ 1º Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial.
PRODUTO 
Bem 
Móvel 
Bem 
Imóvel 
Bem 
Material 
Bem 
Imaterial 
Em que pese a definição de produto ser genérica, conforme já exposto, para a aplicação 
do CDC é necessário que exista o intuito de lucro por parte do fornecedor, sendo que o 
produto deve revestir-se da onerosidade; ou seja, bens recebidos a título gratuito não se 
enquadram na definição do CDC. Quanto à remuneração do produto, o CDC não faz distinção, 
incluindo no conceito de produto amostras grátis, brindes e demais artifícios utilizados 
pelos fornecedores para atingir seus consumidores.
004. 004. (CEBRASPE/PROCURADOR DO DISTRITO FEDERAL/2022) Considerando os conceitos 
de consumidor e fornecedor, a relação consumerista e a prestação de serviços públicos, 
julgue o item que se seguem.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
18 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Diversamente dos produtos gratuitos classificáveis como amostra grátis, os serviços 
gratuitos, como os casos de transporte rodoviário coletivo gratuito para idosos, afastam a 
incidência do Código de Defesa do Consumidor, pois a contraprestação, nessas hipóteses, 
é requisito essencial.
Embora o art. 3º, § 2º, do CDC estabeleça a remuneração como requisito essencial para 
caracterizar o serviço, muitos serviços aparentemente gratuitos possuem remuneração 
indireta. É o caso, por exemplo, do bilhete de transporte rodoviário gratuito ou do 
estacionamento oferecido sem custo em shoppings e supermercados. No exemplo citado 
na questão, fica evidente que, em caso de acidente ou incidente durante o transporte, 
incidirá o regime de responsabilidade previsto pelo Código de Defesa do Consumidor.
Jurisprudência consolidada do STJ: REsp 566.468; REsp 1.193.764/SP.
Errado.
2 .1 .4 . seRViÇo
É qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, 
inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes 
das relações de caráter trabalhista, nos termos do art. 3º, § 2º, do CDC:
Art. 3º Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização 
de produtos ou prestação de serviços.
§ 2º Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, 
inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das 
relações de caráter trabalhista.
SERVIÇO à Qualquer atividade no 
mercado de consumoà 
MEDIANTE 
REMUNERAÇÃOà 
inclusive, BANCÁRIA, 
FINANCEIRA, CRÉDITO e 
SECURITÁRIAà 
Exceto, decorrentes da 
RELAÇÃO DE TRABALHO 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
19 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Assim, para ser objeto da relação jurídica de consumo, o serviço deverá ser prestado 
por alguém que se enquadre no conceito de fornecedor e, em contrapartida, pelo 
denominado consumidor.
Quanto à remuneração pelos serviços, embora a lei mencione apenas serviços ofertados 
mediante remuneração, a doutrina majoritária entende que serviços prestados gratuitamente, 
mas com o preço já embutido em outro serviço ou produto, devem ser considerados para 
a incidência no CDC, como em situações, dentre outras, de um estacionamento gratuito 
de supermercado, o serviço de manobrista em um restaurante e programas de milhagens 
ofertados por empresas de cartões de crédito.
Ainda caberessaltar que a definição de serviço do CDC já inclui um amplo rol de serviços 
para a incidência do CDC, como serviços bancários, financeiros e de natureza securitária.
2 .2 . siTuAÇÕes esPeCiAis De APLiCAÇÃo Do CDC2 .2 . siTuAÇÕes esPeCiAis De APLiCAÇÃo Do CDC
2 .2 .1 . os seRViÇos BAnCÁRios Como oBJeTo DA ReLAÇÃo De Consumo
Os serviços bancários estão citados explicitamente no rol do § 2º do art. 3º do CDC 
como de abrangência de aplicação do CDC. Apesar de o assunto estar consolidado na lei, a 
temática foi questionada judicialmente algumas vezes, o que levou o STJ a editar a súmula 
297/STJ: “O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras”.
Outras súmulas aplicáveis aos serviços bancários são:
• Súmula 322 do STJ: “Para a devolução de indébito, nos contratos de abertura de 
crédito em conta corrente, não se exige a prova do erro.”
• Súmula 381 do STJ: “Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de 
ofício, da abusividade das cláusulas.”
• Súmula 388 do STJ: “A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral.”
• Súmula 479 do STJ: “As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos 
gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no 
âmbito de operações bancárias.”
• Súmula 541 do STJ: “A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior 
ao duodécuplo da mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva 
anual contratada.”
• Súmula 566 do STJ: “Nos contratos bancários posteriores ao início da vigência da 
Resolução-CMN n. 3.518/2007, em 30-4-2008, pode ser cobrada a tarifa de cadastro 
no início do relacionamento entre o consumidor e a instituição financeira.”
• Súmula 565 do STJ: “A pactuação das tarifas de abertura de crédito (TAC) e de 
emissão de carnê (TEC), ou outra denominação para o mesmo fato gerador, é válida 
apenas nos contratos bancários anteriores ao início da vigência da Resolução-CMN 
n. 3.518/2007, em 30-4-2008.”
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
20 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
• Súmula 638 do STJ: “É abusiva a cláusula contratual que restringe a responsabilidade 
da instituição financeira pelos danos decorrentes de roubo, furto ou extravio de bem 
entregue em garantia no âmbito de contrato de penhor civil.”
005. 005. (CEBRASPE/CESPE/JUIZ ESTADUAL/TJ–MA/2022/ADAPTADA) No que diz respeito às 
regras e aos princípios aplicáveis ao direito do consumidor, julgue a afirmativa, de acordo 
com a Constituição Federal de 1988 (CF), o Código de Defesa do Consumidor (CDC), a 
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a doutrina.
As matérias tratadas no CDC são de ordem pública, o que permite ao juiz conhecer de ofício, 
por exemplo, cláusulas abusivas em contratos bancários.
As disposições do CDC são de ordem pública, impondo ao julgador a análise de cláusulas 
abusivas ex officio. Todavia, nos contratos bancários, vigora a restrição prevista na Súmula 
381 do STJ: nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da abusividade 
das cláusulas.
Errado.
2 .2 .2 . ReLAÇÃo enTRe enTiDADe De PReViDÊnCiA PRiVADA e seus PARTiCiPAnTes
A atividade securitária foi incluída explicitamente no art. 3º, § 2º, do CDC como um 
serviço de abrangência do CDC. Após algumas mudanças de entendimento, prevalece a 
interpretação de que o CDC somente será cabível em se tratando de entidade de previdência 
complementar aberta. Na hipótese de entidade fechada, a incidência do CDC não será 
permitida, nos termos da Súmula 563: “O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às 
entidades abertas de previdência complementar, não incidindo nos contratos previdenciários 
celebrados com entidades fechadas.”
2 .2 .3 . PLAnos De sAÚDe
Conforme a Súmula 469 do STJ, é consumerista a relação firmada entre consumidores 
e operadoras de planos de saúde, aplicando-se o CDC. Veja a Súmula 469, STJ:
JURISPRUDÊNCIA
Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de plano de saúde.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
21 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Ocorre a aplicação do CDC nas hipóteses em que uma determinada empresa gerencia os 
contratos para obtenção de lucro. Entretanto, em situações em que grupos específicos de 
indivíduos se reúnem para rateio de despesas, como nos casos de PLANOS DE AUTOGESTÃO 
entre servidores públicos não são aplicáveis das regras do CDC.1
2 .2 .4 . ReLAÇÃo enTRe CLienTe e ADVoGADo
As relações entre clientes e advogados são reguladas por lei própria (Lei 9.806/1994); 
dessa forma, não se aplica o CDC a essas relações contratuais. No Resp. 532.377/RJ, o STJ 
se manifestou:
JURISPRUDÊNCIA
Não há relação de consumo nos serviços prestados por advogados, seja por incidência 
de norma específica, no caso a lei 8.906/1994, seja por não ser atividade fornecida 
no mercado de consumo”
“os serviços advocatícios não estão abrangidos pelo disposto no artigo 3º, parágrafo 2º, 
do CDC, mesmo porque não se trata de atividade fornecida no mercado de consumo. 
As prerrogativas e obrigações impostas aos advogados — como, v. g., a necessidade 
de manter sua independência em qualquer circunstância e a vedação à captação 
de causas ou à utilização de agenciador (artigos 31, parágrafo 1º, e 34, III e IV, da lei 
8.906/1994) — evidenciam natureza incompatível com a atividade de consumo.
2 .2 .5 . ReLAÇÃo enTRe FRAnQueADo e FRAnQueADoR
A relação entre franqueado e franqueador também é regida por lei própria (Lei n. 
8.078/1990), uma vez que o franqueado não é consumidor, não se aplicando o CDC. No 
Recurso Especial 687.322, o STJ se manifestou:
JURISPRUDÊNCIA O critério fundamental, sem dúvida, para a melhor identificação da 
existência de relação de consumo é o da vulnerabilidade, nas suas diversas projeções, 
porque permite enlaçar o Código de Defesa do Consumidor com a teoria moderna dos 
contratos, que finca raízes mais fortes na boa-fé e na destinação social.
Modernamente, portanto, seja no regime do Código Civil, seja no regime do Código de 
Defesa do Consumidor, há proteção específica para assegurar o necessário equilíbrio 
contratual, partindo-se do pressuposto de que o contrato não pode ser instrumento 
de proteção a uma das partes contratantes em detrimento da outra.
1 (Resp. 1285483/PB, STJ).
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
22 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Cabe ressaltar, ainda, que a nova Lei de Franquia (Lei n. 13.966/2019) excluiu expressamente 
a relação entre franqueado e franqueador do âmbito de aplicação do CDC:
Art. 1º Esta Lei disciplina o sistema de franquia empresarial, pelo qual um franqueador autoriza 
por meio de contrato um franqueado a usar marcas e outros objetos de propriedade intelectual, 
sempre associados ao direito de produção ou distribuição exclusiva ou não exclusiva de produtos 
ou serviços e também ao direito de uso de métodos e sistemas de implantação e administração de 
negócio ou sistema operacional desenvolvido ou detido pelo franqueador, medianteremuneração 
direta ou indireta, sem caracterizar relação de consumo ou vínculo empregatício em relação ao 
franqueado ou a seus empregados, ainda que durante o período de treinamento.
2 .2 .6 . ReLAÇÃo enTRe LoCADoR e LoCATÁRio De imÓVeis
Os contratos de locação também são regulados por lei própria (Lei n. 8.245/91), e, 
conforme entendimento do STJ (REsp 605.295/MG), não se aplica o CDC:
JURISPRUDÊNCIA
Locação. Ação civil pública proposta em face de apenas uma administradora de imóvel. 
Cláusula contratual abusiva. Ilegitimidade ativa do Ministério Público. Estadual. Direito 
individual privado. Código de Defesa do Consumidor. Inaplicabilidade. 1. Nos termos 
do art. 29, III da CF e do art. 25, IV, alínea a, da L. 8.625/93, possui o Ministério Público 
como função institucional, a defesa dos interesses difusos, coletivos e individuais 
homogêneos. 2. No caso dos autos, a falta de configuração de interesse coletivo 
afasta a legitimidade ad causam do Ministério público para ajuizar ação civil pública 
objetivando a declaração de nulidade de cláusulas abusivas constantes em contratos 
de locação realizados com apenas uma administradora do ramo imobiliário. 3. É pacífica 
a jurisprudência, nesta Corte, no sentido de que o Código de Defesa do Consumidor 
não é aplicável aos contratos locatícios, que são reguladas pela legislação própria. 
Precedentes. 4. Recurso especial desprovido.
2 .2 .7 . ReLAÇÃo enTRe ConDomÍnio e o ConDÔmino
O CDC não é aplicável à relação entre condômino e condomínio por se tratar de comunhão 
de proprietários e não se amoldar aos conceitos de consumidor e fornecedor.2
Entretanto, o STJ consolidou o entendimento de que o condomínio de adquirentes de 
imóveis em construção pode ser equiparado a um consumidor coletivo. Essa equiparação 
ocorre quando o condomínio atua em defesa dos interesses comuns dos condôminos 
contra a construtora, especialmente em situações de descumprimento contratual ou de 
2 AgRg no Ag 1122191/SP, STJ.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
23 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
vícios construtivos. Trata-se de um marco relevante, pois reconhece a legitimidade dos 
condomínios para representar judicialmente os direitos de seus membros com fundamento 
no Código de Defesa do Consumidor:
JURISPRUDÊNCIA
RECURSO ESPECIAL. CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. DEMANDA ENVOLVENDO 
CONDOMÍNIO DE ADQUIRENTES DE UNIDADES IMOBILIÁRIAS E A CONSTRUTORA/
INCORPORADORA. PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO. RELAÇÃO DE CONSUMO. COLETIVIDADE 
DE CONSUMIDORES. POSSIBILIDADE DE INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. DISTRIBUIÇÃO 
DINÂMICA DO ÔNUS PROBATÓRIO. PRECEDENTES DO STJ.
1. Polêmica em torno da possibilidade de inversão do ônus da prova para se atribuir 
a incorporadora demandada a demonstração da destinação integral do produto 
de financiamento garantido pela alienação fiduciária de unidades imobiliárias na 
incorporação em questão (patrimônio de afetação).
2. Aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor ao condomínio de adquirentes 
de edifício em construção, nas hipóteses em que atua na defesa dos interesses dos 
seus condôminos frente a construtora/incorporadora.
3. O condomínio equipara-se ao consumidor, enquanto coletividade que haja intervindo 
na relação de consumo. Aplicação do disposto no parágrafo único do art. 2º do CDC.
4. Imposição de ônus probatório excessivamente complexo para o condomínio 
demandante, tendo a empresa demandada pleno acesso às provas necessárias à 
demonstração do fato controvertido.
5. Possibilidade de inversão do ônus probatório, nos termos do art. 6º, VIII, do CDC.
6. Aplicação da teoria da distribuição dinâmica do ônus da prova (art. 373, § 1º, do 
novo CPC).
7. Precedentes do STJ
8. RECURSO ESPECIAL PROVIDO.
(REsp 1560728/MG, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, 
julgado em 18/10/2016, DJe 28/10/2016.
2 .2 .8 . ReLAÇÃo enTRe PAssAGeiRo e ComPAnHiA AÉReA DeCoRRenTe De eXTRAVio 
De BAGAGem e De ATRAso De Voo inTeRnACionAL
No presente caso, há um conflito entre duas normas:
• O CDC, que garante ao consumidor o princípio da reparação integral do dano;
• As Convenções de Varsóvia e de Montreal (tratado internacional assinado pelo Brasil 
em 1929 e promulgado por meio do Decreto n. 20.704/1931), que determinam a 
indenização tarifada em caso de transporte internacional.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
24 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
O conflito ocorre entre o art. 14 do CDC, que impõe ao fornecedor do serviço o dever 
de reparar os danos causados, e o art. 22 da Convenção de Varsóvia, que fixa um limite 
máximo para o valor devido pelo transportador a título de reparação.
Qual dos dois diplomas irá prevalecer? Em caso de apuração dos danos materiais 
decorrentes de extravio de bagagem ocorrido em transporte internacional envolvendo o 
consumidor, aplica-se o CDC ou a indenização tarifada prevista nas Convenções de Varsóvia 
e Montreal?
As Convenções internacionais. Nos termos do art. 178 da Constituição da República, as 
normas e os tratados internacionais limitadores da responsabilidade das transportadoras 
aéreas de passageiros, especialmente as Convenções de Varsóvia e Montreal, têm prevalência 
em relação ao Código de Defesa do Consumidor.3
E quanto aos danos morais? Também se aplicam as referidas Convenções?
NÃO. As indenizações por danos morais decorrentes de extravio de bagagem e de atraso 
de voo internacional não estão submetidas à tarifação prevista na Convenção de Montreal, 
devendo-se observar, nesses casos, a efetiva reparação do consumidor preceituada pelo 
CDC. (STJ. 3ª Turma. REsp 1.842.066-RS, Rel. Min. Moura Ribeiro, julgado em 09/06/2020).
006. 006. (FGV/JUIZ ESTADUAL/TJ–SE/2025) O Código de Defesa do Consumidor é aplicável à 
relação entre:
a) locador, pessoa jurídica exploradora do mercado imobiliário, e locatário, pessoa física;
b) advogado e seu cliente;
c) assessor contábil e seu cliente, profissional liberal;
d) concedente e concessionário de direito real de uso de jazigo perpétuo em cemitério 
particular;
e) adquirentes, pessoas físicas de unidades em empreendimento imobiliário, e construtora, 
em qualquer regime e mesmo que se trate de investidor imobiliário ocasional.
a) Errada. Conforme entendimento do STJ, o CDC não se aplica às relações de locação de 
imóvel, haja vista tais contratos serem regulados pela Lei n. 8.245/91 (lei de locação).4
3 STF. Plenário. RE 636331/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes e ARE 766618/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, julgados em 25/05/2017 
(Repercussão Geral – Tema 210.
4 STJ, AgRg. no REsp. 510.689, DJ 11/06/2007; AgRg. no AREsp. 111.983, DJe 28/08/2012.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
25 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
b) Errada. Conforme entendimento do STJ, também não se aplica o CDC à relação entre 
advogado e cliente, que é regulada pela Lei n. 8.906/1994.5
c) Errada. Conforme entendimento do STJ, também não se aplica o CDC à relação entre 
contabilista individual e seu cliente, sendo uma relação de natureza civil.6d) Certa. Para o STJ, aplica-se o CDC na relação entre concedente e concessionário de direito 
real de uso de jazigo perpétuo em cemitério particular.7
e) Errada. Para o STJ, não necessariamente ocorrerá a aplicação do CDC entre adquirentes, 
pessoas físicas de unidades em empreendimento imobiliário, e construtora, em qualquer 
regime e mesmo que se trate de investidor imobiliário ocasional, sendo necessário que 
estejam presentes alguns fatores.
Letra d.
3 . PRinCÍPios Do CDC e DiReiTos BÁsiCos Do 3 . PRinCÍPios Do CDC e DiReiTos BÁsiCos Do 
ConsumiDoRConsumiDoR
3 .1 . PRinCÍPios Do CDC3 .1 . PRinCÍPios Do CDC
A legislação e a doutrina majoritária preveem como princípios do CDC os seguintes 
descritos abaixo, em um rol meramente exemplificativo:
Princípio do CDC (rol exemplificativo) Significado
Princípio da proteção do consumidor pelo 
Estado
Dever do Estado promover a defesa do 
consumidor, principalmente por ser este a parte 
hipossuficiente da relação de consumo (CF/1988: 
5º, XXXII).
Princípio da vulnerabilidade do consumidor
O consumidor é considerado a parte mais 
fraca da relação de consumo, seja pela falta de 
conhecimento de direitos ou técnico, devendo 
haver iniciativas para promover o equilíbrio da 
relação jurídica (art. 4º, I do CDC).
Princípio da responsabilidade solidária
Em caso de dano ao consumidor, garante que 
todos os fornecedores respondem de forma 
solidária em caso de danos (independe de culpa 
— responsabilidade objetiva). Previsto no art. 
7º, parágrafo único; 25, § 1º e artigo 18, todos 
do CDC.
5 AgRg no AgRg no AREsp n. 773.476/SP.
6 REsp n. 2.164.369/CE.
7 (REsp n. 1.090.044/SP.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
26 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Princípio do CDC (rol exemplificativo) Significado
Princípio da Educação
O Poder Público deve promover ações políticas 
e educativas que visem dar conhecimento aos 
cidadãos de seus direitos.
Princípio da transparência
Todos os produtos e serviços devem ter “padrões 
adequados de qualidade, segurança, durabilidade 
e desempenho” (artigo 4º, II, “d” do CDC).
Princípio da igualdade
Parte do pressuposto de todo consumidor é a 
parte hipossuficiente da relação consumerista. 
Nesse sentido, as partes, em especial o fornecedor 
ou prestador de serviço, devem agir de forma 
clara e com boa-fé.
Princípio da informação
Direito de todos os consumidores e também 
fornecedores e prestadores de serviço o acesso a 
informações quanto aos seus direitos e deveres, 
de modo a melhorar as relações consumeristas 
(artigo 4º, IV do CDC).
007. 007. (COM. EXAM./MPE–PR/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE–PR/2023) Acerca dos princípios 
consagrados e regras contidas no Código de Defesa do Consumidor, analise as assertivas 
abaixo e assinale a alternativa:
I – O princípio do protecionismo do consumidor enfeixa, dentre outras consequências 
práticas, a de que as regras estabelecidas no Código de Defesa do Consumidor não podem 
ser afastadas mesmo que haja convenção entre as partes.
II – Considerados os princípios da vulnerabilidade do consumidor e da hipossuficiência do 
consumidor, é correto afirmar que todo consumidor é vulnerável, mas nem todo consumidor 
é hipossuficiente.
III – A hipossuficiência do consumidor pode ser, além de técnica, pode ser jurídica.
IV – O conceito de hipossuficiência do consumidor vai além dos casos de concessão dos 
benefícios da justiça gratuita, sendo mais amplo, devendo ser apreciado pelo julgador caso 
a caso.
V – Entende-se por superendividamento a impossibilidade manifesta de o consumidor pessoa 
natural, de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo, exigíveis e vincendas, 
sem comprometer seu mínimo existencial, nos termos da regulamentação.
a) Todas as assertivas estão corretas.
b) Apenas as assertivas IV e V estão corretas.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
27 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
c) Apenas as assertivas I, III, V estão corretas.
d) Apenas as assertivas II, III e IV estão corretas.
e) Apenas as assertivas II e III estão corretas.
I – Certa. O princípio do protecionismo do consumidor está disposto no artigo 1º da Lei 
n. 8.078/1990:
O presente código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor, de ordem pública 
e interesse social, nos termos dos arts. 5º, inciso XXXII, 170, inciso V, da Constituição Federal e 
art. 48 de suas Disposições Transitórias.
Diante do exposto, as normas do Código de Defesa do Consumidor são de ordem pública e 
não podem ser afastadas por convenção entre as partes.
Assim, qualquer cláusula contratual que limite ou suprima direitos assegurados ao consumidor 
será considerada nula, ainda que haja previsão expressa no contrato, como prescreve o 
artigo 51, XV, do CDC. Assim, está CORRETA a afirmativa.
II – Certa. A vulnerabilidade é um conceito de direito material, presumido de forma absoluta 
quando se trata de pessoa física. Já no caso das pessoas jurídicas, essa condição deve ser 
analisada conforme as circunstâncias concretas da relação. A hipossuficiência, por sua vez, 
é um instituto de natureza processual, caracterizado por presunção relativa. Ela funciona 
como critério para a inversão do ônus da prova, exigindo que a fragilidade do consumidor 
seja demonstrada no caso específico. Logo, CORRETA a afirmativa.
III – Certa. De fato, a hipossuficiência na relação consumerista pode estar relacionada a um 
conceito fático ou jurídico, pautado sempre na disparidade das relações contratuais. Nesse 
passo, a teoria finalista mitigada autoriza o reconhecimento de pessoa física ou jurídica 
como consumidora, ainda que não seja destinatária final do produto, desde que se apresente 
em estado de vulnerabilidade ou hipossuficiência técnica em relação ao fornecedor.
1) Hipossuficiência Técnica: ligada às hipóteses em que o consumidor desconhece 
especificidades técnicas do produto ou serviço que está contratando ou adquirindo;
2) Hipossuficiência Jurídica: ocorre quando o consumidor dispõe de parcos conhecimentos 
jurídicos sobre o produto ou serviço que está contratando ou adquirindo. Logo, CORRETA 
a afirmativa.
IV – Certa. De fato, o conceito de hipossuficiência consumerista é amplo e fático, devendo ser 
apreciado no caso concreto, no sentido de reconhecer a disparidade técnica ou informacional 
diante de uma situação de desconhecimento. Logo, CORRETA a afirmativa.
V – Certa. De fato, é o que dispõe o CDC. Senão vejamos:
Art. 54-A. Este Capítulo dispõe sobre a prevenção do superendividamento da pessoa natural, 
sobre o crédito responsável e sobre a educação financeira do consumidor. § 1º Entende-se por 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
28 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
superendividamento a impossibilidade manifesta de o consumidor pessoa natural, de boa-fé, 
pagar a totalidade de suas dívidas de consumo, exigíveis e vincendas, sem comprometer seu 
mínimo existencial, nos termos da regulamentação (...)
Letra a.
3 .2 . DiReiTos BÁsiCos Do ConsumiDoR3 .2 . DiReiTos BÁsiCos Do ConsumiDoR
Diante do novo modelode produção em massa, surgido com a revolução industrial, 
exigiu-se uma legislação específica capaz de proteger o vulnerável da relação jurídica 
de consumo. Assim, a solução encontrada para reequilibrar uma relação tão desigual foi 
conferir direitos aos consumidores e impor deveres aos fornecedores. Os direitos básicos 
podem ser divididos em duas espécies: os materiais (para proteção de componentes de sua 
estrutura jurídico-patrimonial) e os instrumentais (para a obtenção, quando necessária, 
da satisfação efetiva desses direitos administrativa e juridicamente).
Apesar de o art. 6º do CDC elencar uma série de direitos básicos do consumidor, deve 
ser registrado que o rol desses direitos é amplo e exemplificativo, não se restringindo aos 
direitos listados neste artigo, nem ao próprio texto do Código do Consumidor. O art. 7º, 
caput, da Lei n. 8.078/1990, prevê: “Os direitos previstos neste código não excluem outros 
decorrentes de tratados ou convenções internacionais de que o Brasil seja signatário, da 
legislação interna ordinária, de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas 
competentes, bem como dos que derivem dos princípios gerais do direito, analogia, costumes 
e equidade.” Vamos aos principais direitos previstos no CDC.
3 .2 .1 . DiReiTo À ViDA, À sAÚDe e À seGuRAnÇA
O CDC prevê em seu art. 6º, I, como direito básico do consumidor “a proteção da vida, 
saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos 
e serviços considerados perigosos ou nocivos”. Veja:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
I – a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento 
de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;
3 .2 .2 . DiReiTo À LiBeRDADe De esCoLHA e iGuALDADe nAs ConTRATAÇÕes
O CDC prevê em seu art. 6º, II, como direito básico do consumidor “a educação e divulgação 
sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha 
e a igualdade nas contratações”. Veja:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
29 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
II – a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a 
liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;
3 .2 .3 . DiReiTo À inFoRmAÇÃo CLARA e ADeQuADA
O CDC prevê, em seu art. 6º, III, na sua redação original, o direito básico à “informação 
adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de 
quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como 
sobre os riscos que apresentem.” Veja:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
III – a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação 
correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem 
como sobre os riscos que apresentem.
Com a promulgação da Lei n. 12.741/2012, que alterou a redação original do art. 6º, III, do 
CDC, a informação adequada e clara sobre produtos e serviços passou a incluir os tributos 
incidentes sobre o preço desses produtos e serviços. Além disso, com a promulgação da Lei 
n. 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), entrou em vigor o parágrafo único 
do art. 6º do CDC, estabelecendo que a informação adequada e clara sobre os produtos e 
serviços deve ser acessível à pessoa com deficiência.
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
Parágrafo único. A informação de que trata o inciso III do caput deste artigo deve ser acessível 
à pessoa com deficiência, observado o disposto em regulamento. (Incluído pela Lei n. 13.146, 
de 2015) (Vigência)
008. 008. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/XXIX EXAME/2019) Antônio é deficiente visual e 
precisa do auxílio de amigos ou familiares para compreender diversas questões da vida 
cotidiana, como as contas de despesas da casa e outras questões de rotina. Pensando 
nessa dificuldade, Antônio procura você, como advogado(a), para orientá-lo a respeito dos 
direitos dos deficientes visuais nas relações de consumo.
Nesse sentido, assinale a afirmativa correta.
a) O consumidor poderá solicitar às fornecedoras de serviços, em razão de sua deficiência 
visual, o envio das faturas das contas detalhadas em Braille.
b) As informações sobre os riscos que o produto apresenta, por sua própria natureza, devem 
ser prestadas em formatos acessíveis somente às pessoas que apresentem deficiência visual.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
30 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
c) A impossibilidade operacional impede que a informação de serviços seja ofertada em 
formatos acessíveis, considerando a diversidade de deficiências, o que justifica a dispensa 
de tal obrigatoriedade por expressa determinação legal.
d) O consumidor poderá solicitar as faturas em Braille, mas bastará ser indicado o preço, 
dispensando-se outras informações, por expressa disposição legal.
a) Certa. O requerimento de Antônio tem por base o direito à informação, que deve ser 
acessível à pessoa com deficiência, nos termos do artigo 6º do CDC:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
III – a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação 
correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem 
como sobre os riscos que apresentem;
Parágrafo único. A informação de que trata o inciso III do caput deste artigo deve ser acessível 
à pessoa com deficiência, observado o disposto em regulamento.
b) Errada. O direito à informação é de todos os deficientes, nos termos do parágrafo único 
do artigo 6º do CDC (vide comentário da letra “a”).
c) Errada. O CDC não traz a referida dispensa, sendo direito do consumidor a informação 
em formato acessível e dever do Poder Público e do fornecedor garanti-lo, conforme se 
depreende do artigo 6º do CDC (vide comentário da letra “a”) e do artigo 69 do Estatuto 
da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), ao tratar do direito de acesso à informação 
e à comunicação.
d) Errada. Cabe ressaltar que o inciso III do artigo 6º do CDC dispõe que as informações 
são relacionadas a preço, tributos, qualidade, composição, características, entre outros:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
III – a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação 
correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem 
como sobre os riscos que apresentem.
Letra a.
3 .2 .4 . DiReiTo À PRoTeÇÃo ConTRA As PRÁTiCAs ComeRCiAis e ConTRATuAis ABusiVAs
O CDC prevê em seu art. 6º, IV, como direito básico do consumidor “a proteção contra 
a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem 
como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e 
serviços”. Veja:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
https://www.gran.com.br
https://www.gran.com.br
31 de 119gran.com.br
DiReiTo Do ConsumiDoR 
Teoria Geral das Relações de Consumo 
Antônio Alex
Art. 6º São direitos básicos do

Mais conteúdos dessa disciplina