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OBJETIVOS DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

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Direito do Consumidor 
OBJETIVOS DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
i9educação 
Prof. Dr. Joseval Martins Viana
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• Objetivo geral do CDC
• Proteger e defender os direitos do consumidor 
• Artigo 1º do CDC: “O presente código estabelece normas de 
proteção e defesa do consumidor...”. 
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• Art. 4º do CDC
A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o 
atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua 
dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses 
econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a 
transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os 
seguintes princípios: 
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• Objetivos:
• Atendimento das necessidades dos consumidores
a) Compreensão do cliente: público-alvo, preferência, comportamento, 
desafios, expectativas, pesquisa de mercado. 
b) Comunicação efetiva: manter canais abertos de comunicação com o 
cliente (antes da contratação, durante e após)
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c) Facilitação das compras: simplificar o processo de compra, desde a 
navegação no site até o checkout, contribui para uma experiência 
positiva. Isso inclui políticas de devolução transparentes e 
processos eficientes.
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• Respeito à dignidade do consumidor – artigo 1º, inciso III, da CF
A dignidade do consumidor vai além de uma transação comercial; é 
um reconhecimento do valor intrínseco de cada indivíduo como parte 
integrante da sociedade. Respeitar a dignidade do consumidor implica 
em garantir que suas escolhas sejam respeitadas, que suas 
informações pessoais sejam tratadas com confidencialidade e que ele 
seja tratado com cortesia e profissionalismo em todas as interações 
comerciais.
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AGRAVO DE INSTRUMENTO – Plano de saúde – Tutela de urgência – Pretensão de 
manutenção do plano de saúde – Falecimento do titular, esposo da autora – 
Deferimento – Insurgência da ré – Presentes os requisitos do artigo 300 do CPC – 
Probabilidade do direito evidenciada – Precedentes do STJ – Hipervulnerabilidade 
do consumidor idoso no mercado de planos de saúde – Perigo de dano ou risco ao 
resultado útil – Necessidade de se assegurar ao dependente idoso o direito de 
assumir a titularidade do plano de saúde, em respeito aos princípios da confiança 
e da dignidade da pessoa humana – Decisão mantida – NEGARAM PROVIMENTO 
AO RECURSO. (TJSP; Agravo de Instrumento 2180176-37.2023.8.26.0000; Relator 
(a): Alexandre Coelho; Órgão Julgador: 8ª Câmara de Direito Privado; Foro de 
Bauru - 5ª. Vara Cível; Data do Julgamento: 13/09/2023; Data de Registro: 
13/09/2023)
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• Respeito à saúde do consumidor
O respeito à saúde do consumidor é um imperativo ético e legal que 
se tornou cada vez mais relevante na sociedade contemporânea. 
Envolve a responsabilidade das empresas em garantir que os produtos 
e serviços que oferecem não coloquem em risco a saúde dos 
consumidores e, ao mesmo tempo, promovam práticas que 
contribuam para um estilo de vida saudável.
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Ação indenizatória por danos materiais e morais – Pretensão do autor ao reembolso 
dos valores pagos para adesão ao pacote "All Inclusive" oferecido pelo hotel 
requerido, por falha na informação prestada pela corré RCI, além de indenização por 
infecção intestinal por ingestão alimento impróprio para consumo, por falha na 
prestação de serviços de hospedagem – Sentença de improcedência – Aplicabilidade 
do CDC – Inaplicabilidade da inversão do ônus da prova, por ausência de 
verossimilhança das alegações do autor – Prova no sentido de que o autor foi 
informado sobre sistema "All Inclusive" disponibilizado no hotel requerido, 
insurgindo-se somente às vésperas da viagem, quando exigida a complementação do 
valor – Inexistência de nexo causal da infecção intestinal durante a estadia no hotel e 
alimentação servida no hotel – Sentença mantida – Recurso negado. (TJSP; Apelação 
Cível 1002588-64.2019.8.26.0529; Relator (a): Francisco Giaquinto; Órgão Julgador: 
13ª Câmara de Direito Privado; Foro de Santana de Parnaíba - 1ª Vara Cível; Data do 
Julgamento: 16/07/2020; Data de Registro: 16/07/2020)
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• Respeito à segurança
APELAÇÃO CÍVEL – Veículo novo – Chery - Rescisão contratual cumulada com restituição dos 
valores pagos e indenização por danos morais – Sentença de improcedência – Inconformismo da 
autora – Laudo pericial e complementar – Constatação de dois tipos de defeitos no veículo, um 
deles relacionado à vibração excessiva na manobra de marcha à ré em local de aclive e o outro 
relacionado ao afundamento do pedal do freio – Defeito no freio apontado como sendo decorrente 
de falha de projeto – Laudo pericial no sentido de que o afundamento do pedal do freio poderia 
deixar o motorista inseguro e confundi-lo em relação ao percurso necessário para parar em 
determinadas distâncias – Embora o perito tenha apontado que o defeito não impede o uso 
normal do automóvel, na perícia complementar restou consignado que os defeitos apresentados 
colocam em risco a vida dos passageiros e podem ocasionar acidentes – Perícia complementar que 
também apontou falha no sistema de freio ABS e foi conclusiva no sentido de que o veículo não 
está em condições seguras para o fim a que se destina
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– Direito do consumidor à proteção à vida, saúde e segurança contra os riscos provocados 
por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos, 
nos termos do art. 6º, I, do Código de Defesa do Consumidor – Hipótese que autoriza a 
rescisão contratual com devolução das parcelas pagas, sendo de todo inviável impor ao 
consumidor permaneça com veículo com defeito de fabricação, motivo pelo qual 
afastou-se tese subsidiária para impor perdas e danos, com pagamento pela tabela Fipe 
com valor atual do bem – Acolhimento do pleito inicial, em parte - Condenação dos corréus 
à devolução dos valores recebidos pelos contratos, com correção monetária do efetivo 
desembolso e juros de mora da citação, observando-se que com relação à financeira não 
existe solidariedade, respondendo ela exclusivamente pelos valores recebidos da autora - 
Dano moral configurado, cuja responsabilidade pelo pagamento é das corrés Yang e Cherry, 
excluída a financeira – Sentença reformada – Recurso a que se dá provimento, em parte, 
fixando-se os honorários advocatícios em 15% sobre o valor das condenações. (TJSP; 
Apelação Cível 4012172-89.2013.8.26.0602; Relator (a): Jayme de Oliveira; Órgão Julgador: 
29ª Câmara de Direito Privado; Foro de Sorocaba - 3ª Vara Cível; Data do Julgamento: 
11/09/2020; Data de Registro: 11/09/2020)
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• Proteção dos interesses econômicos do consumidor
A proteção dos interesses econômicos do consumidor é uma 
preocupação central na sociedade brasileira, refletida na legislação 
consumerista que visa a assegurar que os consumidores tenham uma 
posição equitativa nas transações comerciais e estejam protegidos 
contra práticas comerciais desleais. Esse aspecto da proteção do 
consumidor busca garantir que as interações econômicas sejam 
transparentes, justas e seguras para os consumidores.
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PLANO DE SAÚDE – REAJUSTE ANUAL DE CONTRATO COLETIVO POR 
ADESÃO – Majoração anual composta de sinistralidade e VCMH – Não 
indicação do parâmetro utilizado para o aumento anual da apólice da 
autora, nem mesmo qualquer comprovação de elevação dos preços de 
serviços médicos e hospitalares, ou tampouco fora demonstrado o aumento 
da sinistralidade – Reajustes abusivos – Afastamento legítimo – 
Determinaçãopara aplicação de reajustes lançados pela ANS – Legitimidade 
– Dano moral – Inocorrência – Reajuste que, embora abusivo, não é 
suscetível de causar reparação extrapatrimonial – Sentença mantida – 
Apelos desprovidos. (TJSP; Apelação Cível 1089734-67.2022.8.26.0100; 
Relator (a): Hertha Helena de Oliveira; Órgão Julgador: 2ª Câmara de Direito 
Privado; Foro Central Cível - 24ª Vara Cível; Data do Julgamento: 
24/11/2023; Data de Registro: 24/11/2023)
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AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATOS BANCÁRIOS – EMPRÉSTIMOS PESSOAIS – 
IMPROCEDÊNCIA – TAXA DE JUROS REMUNERATÓRIOS ACIMA DA MÉDIA DE 
MERCADO – PRETENSÃO DE REVISÃO - POSSIBILIDADE – É abusiva a cláusula 
que fixa, em contrato de empréstimo pessoal, a taxa de juros remuneratório 
mensal em 22%, o que corresponde a mais de 3 vezes a taxa de juros média 
do BACEN, que no período foi calculada em 5,85%, pelo que deve ser 
revisado aludido encargo remuneratório, para limitar a taxa de juros a 1,5 
vezes aludido percentual, que corresponde a 8,77% - Restituição que deve 
ser efetuada de forma simples, ante a ausência de má-fé da instituição 
financeira – Inocorrência de dano moral – Ação procedente em parte. 
Recurso parcialmente provido. (TJSP; Apelação Cível 
1007971-35.2021.8.26.0664; Relator (a): Walter Fonseca; Órgão Julgador: 
11ª Câmara de Direito Privado; Foro de Votuporanga - 2ª Vara Cível; Data do 
Julgamento: 24/11/2023; Data de Registro: 24/11/2023)
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• Melhoria na qualidade de vida do consumidor
A melhoria na qualidade de vida do consumidor é um objetivo 
essencial para empresas, governos e sociedades em geral. À medida 
que as expectativas e necessidades dos consumidores evoluem, as 
organizações buscam estratégias que vão além do simples 
fornecimento de produtos e serviços, visando impactar positivamente 
a vida das pessoas. 
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APELAÇÃO – RECURSO DA AUTORA – AÇÃO CONDENATÓRIA – CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE 
SERVIÇOS EDUCACIONAIS – UNIESP PAGA – EXIGÊNCIAS IMPOSTAS POSTERIORMENTE À 
CONTRATAÇÃO – ABUSIVIDADE – CLÁUSULAS NULAS – PRECEDENTES DESTA C. CÂMARA – 
CONDENAÇÃO AO PAGAMENTO DO VALOR EQUIVALENTE AO FINANCIAMENTO ESTUDANTIL – 
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS DEVIDA – RECURSO PROVIDO – REFORMA DA R. SENTENÇA 1 
– São abusivas as cláusulas condicionantes do direito ao financiamento estudantil estipuladas 
após a celebração do contrato, violando o caro direito à informação assegurado aos 
consumidores (CDC, arts. 6º, III, 46 e 51, IV). Condenação da ré ao pagamento do montante 
financiado pela autora. 2 – A indenização por dano moral prescinde de provas e se justifica 
diante das cobranças indevidas ocasionadas pela ineficiência da ré, gerando perda da qualidade 
de vida (decréscimo patrimonial) e de tempo útil (desvio produtivo). Valor de dez mil reais 
adequado à conduta reiterada da ré, desprestigiando inúmeras decisões judiciais reconhecendo a 
abusividade das cláusulas, às finalidades do instituto e aos precedentes judiciais desta C. Câmara 
e do C. STJ. RECURSO DA AUTORA PROVIDO. (TJSP; Apelação Cível 1004231-89.2020.8.26.0604; 
Relator (a): Maria Lúcia Pizzotti; Órgão Julgador: 30ª Câmara de Direito Privado; Foro de Sumaré - 
2ª Vara Cível; Data do Julgamento: 22/11/2023; Data de Registro: 22/11/2023)
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• Transparência e harmonia nas relações de consumo
A transparência e harmonia na relação de consumo são elementos 
essenciais para construir relacionamentos sólidos entre empresas e 
consumidores. Quando as transações comerciais são conduzidas de 
maneira transparente e há um esforço mútuo para criar uma dinâmica 
harmoniosa, os consumidores se sentem mais confiantes, satisfeitos e 
propensos a estabelecer uma relação de longo prazo com as empresas. 
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DIREITO DO CONSUMIDOR – Compra e venda de veículo – Vício – 
Responsabilidade objetiva do fornecedor – Direito a uma das providências 
prescritas pelo artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor – 
Demonstração de entrega do bem para conserto – Realização de ajustes – 
Sem prejuízo ao uso da coisa ou diminuição do valor – Política Nacional das 
Relações de Consumo que tem por objetivo a proteção dos interesses 
econômicos do consumidor, mas também a transparência e harmonia das 
relações de consumo – Princípio da harmonização dos interesses dos 
participantes da relação de consumo – Boa-fé e equilíbrio indispensáveis 
para viabilização da ordem econômica – Durante a execução da garantia, 
sem falha no serviço – Ausente conduta ilícita a justificar reparação – 
Sentença mantida. Apelação não provida. (TJSP; Apelação Cível 
1004370-35.2014.8.26.0286; Relator (a): Sá Moreira de Oliveira; Órgão 
Julgador: 33ª Câmara de Direito Privado; Foro de Itu - 1ª Vara Cível; Data do 
Julgamento: 13/11/2017; Data de Registro: 14/11/2017)

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