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GESTÃO DE 
TRANSPORTE
Unidade 4
Riscos logísticos 
em transportes
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
ALESSANDRA FERREIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
EMMANUELA JORDÃO
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Emmanuela Jordão
Olá. Meu nome é Emmanuela Jordão. Sou formada em 
Ciências Econômicas, mestre e doutoranda em Engenharia de 
Transportes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Possuo 
um uma experiência técnico-profissional na área de engenharia 
de transportes de mais de 10 anos. Trabalhei para órgãos do 
Exército Brasileiro, voltados para a área de transportes. Sou 
apaixonada pelo que faço e adoro transmitir minha experiência 
de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. Por isso 
fui convidada pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de 
autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você 
nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo!
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Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez que:
OBJETIVO
Para o início do 
desenvolvimento 
de uma nova 
competência. DEFINIÇÃO
Houver necessidade 
de apresentar um 
novo conceito.
NOTA
Quando necessárias 
observações ou 
complementações 
para o seu 
conhecimento.
IMPORTANTE
As observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você.
EXPLICANDO 
MELHOR
Algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado.
VOCÊ SABIA?
Curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias.
SAIBA MAIS
Textos, referências 
bibliográficas 
e links para 
aprofundamento do 
seu conhecimento.
ACESSE
Se for preciso acessar 
um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast.
REFLITA
Se houver a 
necessidade de 
chamar a atenção 
sobre algo a 
ser refletido ou 
discutido.
RESUMINDO
Quando for preciso 
fazer um resumo 
acumulativo das 
últimas abordagens.
ATIVIDADES
Quando alguma 
atividade de 
autoaprendizagem 
for aplicada. TESTANDO
Quando uma 
competência for 
concluída e questões 
forem explicadas.
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Treinamento na Operação de Transporte .............................. 9
Treinamento de Pessoal .................................................................................... 9
Desafios ................................................................................................14
Penalidades e Medidas Administrativas no Transporte e 
Distribuição .............................................................................. 17
Órgãos Competentes ........................................................................................19
ANTT .....................................................................................................19
Polícia Rodoviária Federal- PRF ........................................................ 20
Penalidades Aplicadas às Empresas de Transporte .................................... 21
Transporte Rodoviário Internacional de Carga - TRIC .................. 22
Transporte Nacional de Carga .........................................................22
Transporte de Produtos Perigosos .................................................. 22
Gestão de Risco e Seguros ..................................................... 25
Fatores de Risco .................................................................................................26
Seguro .................................................................................................................28
Seguro do Transportador .................................................................31
Seguro do Transportador Rodoviário ............................................ 32
Rastreamento e Monitoramento dos Traslados e Tráfego . 35
Rastreamento ....................................................................................................38
Monitoramento .................................................................................................41
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Para que a operação de transporte seja executada com 
eficiência eficácia se faz necessário que as empresas pratiquem 
uma boa gestão do transporte. A preocupação com o produto, 
com sua armazenagem, manuseio e até mesmo com a segurança 
do transporte da carga faz parte da rotina das atividades da 
área de logística. A Unidade 4 abordará assuntos relacionados 
com a gestão do transporte, tais como treinamento de pessoal 
envolvido com a operação de transporte; as penalidades e 
medidas administrativas que podem ocorrer nas operações 
de transporte e distribuição; a gestão de risco, seguros e 
rastreamento e monitoramento do transporte da carga. Vamos 
embarcar juntos nesta jornada do conhecimento? Conto com sua 
companhia!
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Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 4. Nosso propósito 
é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes objetivos de 
aprendizagem até o término desta etapa de estudos:
1. Compreender a importância do treinamento de pessoal 
na gestão do transporte.
2. Listar as penalidades e medidas administrativas 
relativas à operação de transporte e distribuição.
3. Descrever sobre os aspectos relacionados com a gestão 
de risco e seguro inerentes a operação de transporte.
4. Entender como são realizados o rastreamento e o 
monitoramento dos traslados e do tráfego.
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho! 
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Treinamento na Operação de 
Transporte
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você será capaz de 
compreender a importância treinamento de 
pessoal na gestão do transporte, e o quanto é 
importante os empresários investirem em seus 
recursos humanos, e não somente nos recursos 
operacionais. Você sabe qual a importância do 
treinamento de pessoal para uma boa gestão das 
empresas? Qual o tipo de benefício o treinamento 
pode trazer para as empresas? Essas perguntas 
serão respondidas para você a partir de agora. 
Pronto para entender melhor do tema? Então 
vamos lá!
Treinamento de Pessoal 
Acompanhar e atualizar os conhecimentos e qualificações 
não é tarefa, em função do rápido e crescente avanço da 
tecnologia, desta maneira, cada vez mais a gestão de pessoas, 
ganha uma posição estratégica na viabilização do crescimento da 
atividade logística das empresas em todo o país. 
Desta maneira, a gestão de pessoas na logística tem a 
função de refletir a maneira como as empresas veem e dispõem 
os colaboradores nessa era de tecnologia e informações 
avançadas. A grande necessidade é que o capital humano seja 
considerado parte inteligente do capital da organização, sendo 
qualificado com habilidades e conhecimentos que auxiliam na 
administração de todos os recursos. 
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DEFINIÇÃO
O treinamento pode ser definido como uma 
atividade que tem como finalidade promover e 
aumentar o aprendizado entre os funcionários de 
determinado setor de uma empresa. 
O treinamento também pode ser definido como a aquisição 
sistemática de atitudes, conceitos, conhecimentos, regras ou 
habilidades que resulta em melhoria de desempenho no trabalho 
(Goldstein, 1991). 
O treinamento se torna uma ferramenta de aumento da 
lucratividade na medida em que as empresas efetivamente 
permitem que as pessoas contribuam para o resultado do 
negócio. Nestes termos, o treinamento se transforma na melhor 
maneira de agregar valor às pessoas, às organizações e aos 
clientes, enriquecendo o patrimônio humano das organizações 
(Chiavenato, 2008).
O treinamento para ser efetivo precisa ser um processo 
sistemático, promovendo alteração no comportamento dos 
colaboradores na direção e alcance dos objetivos definidos pelas 
organizações. A figura apresenta as etapas do treinamento. 
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Tabela 1: Etapas do Treinamento.Fonte: A autora adaptado de Chiavenato, 2008.
A operação de transporte é uma atividade que depende 
de uma série de fatores para que ocorra de maneira eficiente, 
dentre os quais se podem citar como exemplo: equipamentos 
tecnológicos e adequados para cada tipo de operação; capacidade 
física suficiente, veículos adequados e de qualidade, entre outros. 
Apesar de todos os fatores citados, sem se considerar 
o aspecto humano, nada funciona, e sendo assim, os gestores 
estão sempre preocupados em manter suas equipes motivadas e 
em constante aprendizado. Desta maneira, a gestão de pessoas 
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se torna uma atividade imprescindível para todos os setores de 
uma empresa, assim como para a atividade de logística, a qual 
tem responsabilidade com a operação de transporte. 
Figura 1 – Gestão de pessoas
Fonte: @freepik
Seja o sucesso da empresa, seja a eficiência de uma 
operação de transporte, tudo depende das pessoas, afinal são 
elas que se encontram por trás de cada etapa do processo 
logístico. Sendo assim, se elas não recebem o treinamento e a 
capacitação adequados, se seus objetivos não estão alinhados 
com a equipe, a empresa pode estar comprometida. 
Determinadas empresas não priorizam as questões 
relacionados com o desenvolvimento e treinamento de seus 
colaboradores, promovendo o despreparo para o desempenho 
de algumas atividades do dia a dia de maneira produtiva. 
As questões relacionadas com treinamento, muitas vezes 
são preteridas quando a precisa optar por um investimento; 
geralmente o empresário opta por adquirir um equipamento a 
investir, em treinamento. 
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Um importante aspecto a ser destacado é que a qualidade 
do serviço ofertado nos processos de armazenagem e transporte é 
diretamente proporcional ao nível de treinamento dos colaboradores. 
Apesar de toda essa relação, algumas empresas não 
investem o quanto é necessário em treinamento, por várias 
razões tais como: custo, retorno do investimento, que em geral é 
de longo prazo, e muitas vezes mesmo até por questões culturais. 
Porém, existem empresas que já se conscientizaram 
o quanto o conhecimento é importante para a obtenção de 
melhores práticas, sendo fundamenta para bons resultados 
operacionais na atividade logística. 
O treinamento de pessoal é uma importante ferramenta 
que tem como finalidade melhorar o desempenho do profissional, 
que está atrelada com as atuais habilidades e conhecimentos 
necessários para realizar as atividades com competência, assim como 
proporcionar uma melhora significativa na execução de tarefas. 
Os melhores resultados são obtidos, tanto nos setores 
gerenciais quanto operacionais, quanto mais realizados forem os 
treinamentos nas empresas, estimulando o ensino, o aprendizado. 
Destaca-se que o no Brasil, a operação logística como 
objeto de estudo e aplicação ainda está pouco desenvolvida, 
e por consequência, os profissionais da área ainda não está 
tecnicamente preparado, existe muito a ser a ser percorrido no 
desenvolvimento tácito da logística (Menchik, 2010). 
A figura 3 apresenta uma pirâmide relacionando atividades 
logísticas e seu valor agregado, desta maneira, encontra-
se na base da pirâmide têm-se as atividades de transporte e 
armazenagem, que utiliza recursos humanos de baixo custo e 
consequentemente de baixa qualificação, salientando, assim a 
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necessidade de uma política de treinamento robusta por parte 
da gestão e principalmente de coaching da supervisão direta. 
Figura 2: Processos logísticos
Fonte: A autora
Desafios
O treinamento de pessoal na área de gestão de transporte 
traz grandes desafios, porque são muitos os funcionários em 
diversas áreas, com níveis de conhecimento e capacidade de 
aprendizagem diferente. A capacitação do motorista pode ser 
citada como um exemplo. 
A capacitação de motoristas pode ser definida como uma 
peça fundamental para redução do orçamento e para garantir 
uma distribuição de mercadorias de maneira eficiente. 
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O treinamento de capacitação de motoristas é importante 
para conscientizar os motoristas, e educá-los quanto à melhor 
utilização dos veículos e a prioridade do controle de riscos, além 
de trazer benefícios para a empresa, tais como: 
 • Menor desgaste dos veículos;
 • Menor número de acidentes;
 • Maior eficiência na entrega;
 • Mentos incidência de multas. 
Há diversas maneiras de capacitação de motoristas, dentre 
as quais se pode citar: 
 • Teste com simuladores;
 • Técnicas de direção defensiva; 
 • Cuidados com o meio ambiente;
 • Gestão de riscos;
 • Ética pessoal e profissional; 
O treinamento de motoristas propicia que as empresas 
possam realizar planejamento das rotas, afinal os motoristas 
passam a ter um domínio maior sobre os trajetos e respectivos 
perigos; somado a isso a redução do custo da renovação dos 
seguros é um benefício igualmente identificado. 
A precisão e a eficácia na operação de transporte podem 
ser consideradas como resultado da capacitação de motoristas. 
Ao se investir em treinamento a empresa tem como benefício 
estabelecer padrões que poderão até diminuir prejuízos e 
consequentemente aumentar a eficiência das suas operações. 
O treinamento proporcionado pela empresa é uma maneira 
de fazer com que o profissional se sinta valorizado em seu 
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ambiente de trabalho, isto é, profissionais treinados se sentem 
mais confiantes para executar suas tarefas, o que de alguma 
maneira, é percebido pelos clientes. 
SAIBA MAIS
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos 
o acesso à seguinte fonte de consulta e 
aprofundamento: Livro: “Gestão Estratégica de 
Transporte e Distribuição (Menchik, 2010)”.
RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo 
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Você deve ter aprendido sobre a importância do 
treinamento de pessoal na gestão de transporte. 
O treinamento de pessoal nem sempre é uma 
atividade que merece a atenção e investimento 
devido, muitos gestores e empresários preferem 
investir em maquinários e equipamentos, que 
aparentemente fornecem um retorno mais 
imediato. Por outro lado, há empresas que 
compreendem o quanto é importante os aspectos 
relacionados com a gestão de pessoas, e como 
essa visão pode proporcionar ganhos para a 
empresa. Em relação a operação de transporte, a 
capacitação de motoristas é um clássico exemplo de 
como o treinamento é importante para empresas 
que buscam melhorar a eficiência operacional 
de suas atividades. Nossa próxima competência 
está relacionada com a listagem das penalidades 
e medidas administrativas relacionadas com a 
operação de transporte e distribuição. Pronto? 
Vamos seguir em frente!
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Penalidades e Medidas 
Administrativas no Transporte 
e Distribuição
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você será capaz 
de listar as principais penalidades e medidas 
administrativas relacionadas com a operação de 
transporte e distribuição. 
Você sabe qual a diferença entre penalidade e medida 
administrativa? Se você não sabe, não tem problema, vamos te 
apresentar um exemplo que vai te ajudar a compreender essa 
diferença. 
Exemplo: Uma das infrações mais comuns no transporte 
de cargas é a multa por dimensão além do limite. Esta infração 
segundo o artigo 231 do Código de Trânsito Brasileiro é de 
natureza grave e prevê multa como penalidade, além da retenção 
do veículo para regularização como medida administrativa. 
A penalidade pode ser definida como um ato administrativo 
que possui pressupostos de legalidade, ampla defesa e o 
devido processo legal. Já a medida administrativa é aplicada no 
local aonde a infração ocorre, sendo realizada pela autoridade 
competente, destaca-se que ela é aplicada sem a necessidade deprévio processo administrativo. 
Tanto as penalidades como a medida administrativa são 
aplicadas com a finalidade de combater uma atividade incorreta 
nas vias, sendo que a medida administrativa possui caráter 
emergencial. 
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Ressalta-se que toda infração cometida gera uma 
penalidade, mas, nem toda infração tem uma medida 
administrativa correspondente. 
As penalidades e medidas administrativas no transporte 
são preocupações do fornecedor e do transportador, e elas 
podem ocorrer caso não se consiga atender a demanda de um 
cliente, tanto na quantidade quanto no tempo desejado.
Os contratos de transporte possuem cláusulas de 
penalidades caso não ocorra o cumprimento correto da entrega 
da carga, ou até mesmo que atraso que possam gerar interrupção 
na linha de produção. 
Os embarcadores internacionais, para contratação da 
operação de transporte, exigem a apresentação de índices de 
desempenho mínimos ou até mesmo de planos e propostas de 
correção do problema ou restabelecimento dos índices para o 
próximo mês. A ausência de apresentação desses documentos 
pode culminar com o descredenciamento do fornecedor, tendo 
justificado pela falta de atendimento das necessidades de 
prestação de serviço (Menchik, 2010). 
A operação de transporte é avaliada por meio de indicadores 
de serviço, dentre os quais se podem citar: 
 • Indicadores de eficiência de entrega: é metido com base 
nas entregas fracionadas, isto é, a cada 100 entregas 
fracionadas, o mercado admite que se tenha até cinco 
entregas atrasadas;
 • Indicadores de performance de rastreabilidade, ou seja, 
o transportador tem até ao meio-dia do dia seguinte 
para informar o status das entregas realizadas no dia, 
independente se houve alguma ocorrência ou não. 
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Órgãos Competentes
As penalidades e medidas administrativas no transporte e 
distribuição são elaboradas e aplicadas por meio de órgãos do 
governo tais como a Agência Nacional de Transporte Terrestre – 
ANTT e a Polícia Rodoviária Federal – PRF. 
Destaca-se que todas as regras pertinentes ao transporte 
de carga se encontram reunidas na Lei nº 11.442, de 5 de 
janeiro de 2007. A lei contempla questões relacionadas com a 
quantidade de veículos que cada contratante pode ter e detalhes 
dessa natureza. 
ANTT 
A ANTT é uma autarquia sob regime especial e está presente 
em todo o território nacional, e foi criada pela Lei nº 10.233. Este 
órgão do governo tem por finalidade regular, supervisionar e 
fiscalizar as atividades de prestação de serviços e de exploração 
da infraestrutura de transportes, exercidas por terceiros, visando 
garantir a movimentação de pessoas e bens, harmonizar os 
interesses dos usuários com os das empresas concessionárias, 
permissionárias, autorizadas e arrendatárias, e de entidades 
delegadas, preservando o interesse público, arbitrar conflitos 
de interesses e impedir situações que configurem competição 
imperfeita ou infração contra a ordem econômica (ANTT, 2020). 
 A ANTT é a responsável por um importante registro 
obrigatório no transporte rodoviário de cargas, o RNTRC – 
Registro Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas, criado 
pela Lei nº 10.233, de 5 de junho de 2001. Sua obrigatoriedade foi 
implementada pela resolução nº 3.056, de 12 de março de 2009.
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DEFINIÇÃO
O RNTRC pode ser definido como uma obrigação 
para todas as empresas e cooperativas de 
transporte rodoviário de cargas, bem como para 
os transportadores autônomos, que praticam 
atividades econômicas de transporte rodoviário 
no Brasil. 
SAIBA MAIS
Para saber mais sobre a relação entre as infrações 
e as penalidades referentes à obrigação do RNTRC, 
acesse o link clicando aqui. 
Polícia Rodoviária Federal- PRF
A PRF é o órgão que atua conjuntamente com a ANTT e tem 
como função fiscalizar em todas as rodovias federais do país, e 
pelos fiscais da ANTT, todas as rodovias concedidas à iniciativa 
privada. 
As competências da PRF são instituídas pela Constituição 
Federal, no artigo 144, pela Lei nº 9.503/97 – Código de Trânsito 
Brasileiro, pelo Decreto nº 1.655, de 3 de outubro de 1995 e pelo 
seu regimento interno, aprovado pela Portaria Ministerial nº 219, 
de 27 de fevereiro de 2018. 
Em relação ao RNTRC, a PRF autua, por meio de penalidades, 
os transportadores que não possuem o certificado ou estejam 
com irregularidades no registro, sendo impedidos de realizar e 
exercer atividade remunerada, mediante pagamento de frete. 
https://www.gov.br/antt/pt-br
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Penalidades Aplicadas às 
Empresas de Transporte
Cada vez mais se percebe a necessidade de conhecer 
bem as normas e legislações relacionadas com o transporte 
rodoviário de cargas, o que se torna um desafio constante para 
as empresas, que tem um interesse em realizar boas práticas em 
logística, buscando se diferenciar positivamente em relação à 
concorrência. 
As exigências legais precisam ser bem compreendidas no 
que tange aspectos relacionados com estoque, transporte e 
entrega dos vários tipos de carga, garantindo o cumprimento das 
leis e diretrizes, e paralelamente gerando satisfação ao cliente. 
Neste contexto, se faz necessário saber que as penalidades 
aplicadas às empresas de transporte de carga, podem ser 
divididas em três categorias, sendo elas: transporte rodoviário 
internacional de carga; transporte nacional de carga; transporte 
de produtos perigosos. 
Figura 3: Penalidades aplicadas as categorias do tipo de transporte
Fonte: @freepik
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Transporte Rodoviário Internacional 
de Carga - TRIC
 O Brasil, em função de sua extensão territorial, mas acordos 
de transporte internacional terrestre, especialmente rodoviário, 
com praticamente todos os países da América do Sul. 
O objetivo dos acordos de transporte é facilitar o incremento 
do comércio, turismo e cultura entre os países, no transporte de 
bens e pessoas, permitindo que veículos e condutores de um 
país circulem com segurança (ANTT, 2020). 
A ANTT é o órgão responsável pela negociação e aplicação 
dos acordos, assim como a instituição dos atos legais e 
regulamentares, os procedimentos operações e as informações 
estatísticas. 
Destaca-se que o TRIC realizado entre os países do 
MERCOSUL, possui acordos em estágio mais avançado com a 
negociação e adoção de normas técnicas comunitárias. 
Transporte Nacional de Carga 
Conforme já apresentado no capítulo, a ANTT é o órgão 
responsável pela regulamentação do transporte rodoviário de 
carga. 
A Lei 11.442/2007 possui uma infinidade de decretos e 
resoluções que igualmente versam sobre as exigências dentro 
deste setor. 
Transporte de Produtos Perigosos
A ANTT, por meio da Lei nº 10.233, de 5 de junho de 2001, 
foi instituída como o órgão regulador do transporte de cargas e 
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produtos perigosos em rodovias e ferrovias, tendo uma gerência 
especial denominada de Gerência de Regulação do Transporte 
Rodoviário de Cargas (Geroc). 
A regulamentação brasileira sobre o transporte rodoviário 
de produtos perigosos baseia-se nas recomendações emanadas 
pelo Comitê de Peritos em Transporte de Produtos Perigosos das 
Nações Unidas, publicadas no Regulamento Modelo conhecido 
como “Orange Book”, atualizado periodicamente, bem como 
no Acordo Europeu para o Transporte Rodoviário de Produtos 
Perigosos, conhecido como ADR (ANTT, 2020).
Dessa forma, o transporte rodoviário, por via pública, de 
produtos que sejam perigosos, por representarem risco para 
a saúde de pessoas ou para o meio ambiente, é submetido às 
regras e aos procedimentos estabelecidos pelo Regulamento 
para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos, Resolução 
ANTT nº 5.848/19, (que revogou o antigo Regulamento aprovado 
pela  Resolução ANTT nº. 3665/11),  complementado pelas 
Instruções aprovadas pela Resolução ANTT nº. 5.232/16 e suas 
alterações, sem prejuízodo disposto nas normas específicas de 
cada produto.
O Regulamento estabelece, entre outras, prescrições 
relativas às condições do transporte; documentação; deveres, 
obrigações e responsabilidades; infrações aplicáveis.
SAIBA MAIS
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos 
o acesso à seguinte fonte de consulta e 
aprofundamento: Site: Agência Nacional de 
Transporte Terrestre- ANTT. Disponível aqui . 
https://anttlegis.antt.gov.br/action/ActionDatalegis.php?acao=detalharAto&tipo=RES&numeroAto=00005848&seqAto=000&valorAno=2019&orgao=DG/ANTT/MI&codTipo=&desItem=&desItemFim=&cod_menu=5408&cod_modulo=161
https://anttlegis.antt.gov.br/action/ActionDatalegis.php?acao=detalharAto&tipo=RES&numeroAto=00005848&seqAto=000&valorAno=2019&orgao=DG/ANTT/MI&codTipo=&desItem=&desItemFim=&cod_menu=5408&cod_modulo=161
https://anttlegis.datalegis.inf.br/action/UrlPublicasAction.php?acao=abrirAtoPublico&num_ato=00003665&sgl_tipo=RES&sgl_orgao=DG/ANTT/MT&vlr_ano=2011&seq_ato=000
https://anttlegis.datalegis.inf.br/action/UrlPublicasAction.php?acao=abrirAtoPublico&num_ato=00005232&sgl_tipo=RES&sgl_orgao=DG/ANTT/MTPA&vlr_ano=2016&seq_ato=000
https://www.gov.br/antt/pt-br
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RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza 
de que você realmente entendeu o tema de 
estudo deste capítulo, vamos resumir tudo 
o que vimos. Você deve ter aprendido sobre 
as penalidades e medidas administrativas no 
transporte e distribuição, e que há uma diferença 
em relação ao cumprimento de cada uma delas. 
No transporte rodoviário de cargas existem 
órgãos governamentais que atuam na elaboração 
das normas e das penalidades, nas quais as 
empresas de transporte estão sujeitas caso não 
as cumpra. A ANTT e a PRF são estes órgãos que 
atuam constantemente pelas rodovias brasileiras 
assegurando que as normas estabelecidas 
estão sendo cumpridas no que se relaciona 
como transporte de cargas. A abrangência das 
regulamentações do transporte terrestre é 
internacional, sendo realizada por meio de acordo 
com os países vizinhos. Por fim, uma legislação 
e penalidade específicas são instituídas para 
o transporte de produtos perigosos, os quais 
requerem mais cuidados e preocupação. Nossa 
próxima competência está relacionada com o 
entendimento sobre a gestão de riscos e tipos de 
seguros relacionados como transporte de cargas. 
Pronto? Vamos seguir em frente!
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Gestão de Risco e Seguros 
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você será capaz de 
descrever os principais aspectos relacionados com 
a gestão de risco e seguro inerentes a operação de 
transporte. E então? Preparado e motivado para 
desenvolver esta competência? Lá vamos nós!
Você sabe por que as empresas que realizam a operação de 
transporte precisam de uma gestão de risco? E por que devem 
contratar seguro para suas cargas? 
A gestão de risco é uma atividade abrangente e que faz 
parte da rotina das empresas que tem a operação de transporte 
como atividade fim ou até mesmo como atividade meio. Este 
fato é consequência do baixo investimento governamental em 
infraestrutura logística, alto índice de roubo nas rodovias e 
defasagem no valor do frete. 
As empresas que não optam por uma gestão de risco podem 
ter poucas chances de se manter funcionando no médio prazo. 
DEFINIÇÃO
A gestão de risco pode ser definida como um 
processo de gestão que abrange os cuidados no 
transporte de cargas em território nacional, e que 
é tanto aplicado para o transporte de cargas como 
para o abastecimento interno, ou para cargas 
destinadas à exportação no percurso inicial, e na 
importação no percurso complementar. 
É importante destacar que o Brasil é considerado como um 
dos dez países mais perigosos do mundo, no quesito roubo de 
carga, sendo preciso entender as questões de vulnerabilidade e 
as regras de segurança das vias. 
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A gestão de risco é utilizada para resguardar os acidentes, 
desvios ou danos à carga, sendo um sistema de gestão e mitigação 
de riscos, protegendo além da carga, os veículos de transporte e 
as pessoas envolvidas no processo. 
Fatores de Risco
Uma das responsabilidades do gerenciamento de risco na 
operação de transporte é poder prever possíveis alterações em 
todas as etapas da operação, por meio da elaboração de ações 
que podem eliminar falhas ou que irão minimizar os danos 
causados por elas. 
Figura 4: Gerenciamento de risco 
Fonte: @freepik
Na realização da operação de transporte de entrega, 
podem surgir fatores de riscos, dentre os quais se podem citar: 
problemas mecânicos; acidentes ou roubo de carga; falhas e 
atrasados na entrega. 
https://br.freepik.com/fotos-premium/fechar-o-botao-azul-com-sinal-de-caminhao-de-transporte-no-teclado-preto_5083757.htm
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A tabela 2 apresenta uma relação com vários fatores de 
riscos e motivos que justificam a adoção da gestão de risco pelas 
empresas. 
Tabela 2: Fatores de risco e motivos para a adoção da Gestão de Risco
Fonte: A autora.
Com base nas informações apresentadas na tabela, é 
possível inferir que a gestão de risco é uma maneira que a 
empresa tem de investir em melhor qualidade e segurança dos 
processos logísticos de transporte. 
Para a realização de um bom gerenciamento de risco, 
algumas medidas devem ser realizadas, tais como: 
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 • Controle de cargas e pedidos de frete; 
 • Uso de inteligência embarcada para monitoramento a 
distância; 
 • Realização de mapeamento das cargas;
 • Controle eletrônico da manutenção da frota;
 • Estudo de gerenciamento de risco em transporte de 
cargas;
 • Realizar um bom processo de seleção de motoristas e 
colaboradores; 
 • Ter um ciclo constante de treinamentos e atualização 
para motoristas e demais colaboradores; 
 • Conhecimento da legislação básica de transporte de 
cargas; 
 • Contratar e manter em dia suas apólices de seguro;
 • Utilizar os serviços de consulta motoristas em uma 
companhia gerenciadora de riscos.
Além de todos os itens apresentados como importantes para 
o gerenciamento de risco, a contratação do seguro é a atividade 
fundamental para resguardar toda operação de transporte que 
será realizada. 
Seguro 
Você saberia me informar qual o propósito do seguro? 
Realmente há necessidade de sua contratação? Seria ele mais 
um custo que onera a operação de transporte? 
Primeiramente, é preciso saber que sem a contratação 
de um seguro, não há gestão de risco na empresa. O propósito 
do seguro é de fornecer proteção financeira ao segurado com 
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relação à sua carga transportada contra sinistros. Estes sinistros 
podem ser avarias, tombamento, furto, desta maneira, o seguro 
tem o objetivo de apenas repor um dano advindo da ocorrência 
de um sinistro, e não proporcionar lucros com relação ao bem 
segurado (Menchik, 2010). 
O seguro do transporte de cargas tem como objetivo 
assegurar possíveis danos e garantir a segurança da mercadoria 
desde o embarque até a chegada ao destino. Sua contratação pode 
ser realizada por empresas transportadoras (garantir a segurança 
da carga de terceiros que estão sob sua responsabilidade), ou 
pelo dono da carga, que deseja transportar sua carga com mais 
garantia. 
Figura 5: Seguro de carga
Fonte: @freepik
O seguro contratado para uma operação de transporte é 
realizado em função de dois fatores distintos, sendo eles:
https://br.freepik.com/vetores-premium/icone-de-logistica-de-entrega-rapida_5381788.htm
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1. A compra e a venda de determinada mercadoria: 
aonde se estabelece de quem é a responsabilidade 
de contratação do seguro, levando em consideração 
a modalidade do frete contratado, isto é, se é CIF¹ ou 
FOB². 
2. O tipo de transporte envolvido. 
NOTA
CIF – Cost, Insurance and Freight (custo, seguro e 
frete): nesta modalidade, o freteestá incluso, e 
o vendedor é o responsável pelos custos, seguro 
marítimo e despesas de frete dos produtos. 
FOB – Free on Board (livre a bordo): nesta 
modalidade, o frete não está incluído, e o 
comprador é o responsável pela contratação do 
seguro. 
Uma apólice de seguro é composta por fatores 
determinantes, por condições estabelecidas para todas as 
coberturas, e aplicam-se aos bens segurados nas viagens em 
qualquer que seja o modo de transporte (rodoviário, aéreo, 
ferroviário, marítimos). 
São considerados fatores determinantes de uma apólice de 
seguro, os seguintes itens: 
 • Objeto de seguro: cláusula inicial e genérica do interesse 
assegurado;
 • Importância segurada: estabelece qual o valor 
monetário correspondente ao objeto assegurado;
 • Limite de responsabilidade: define o valor monetário 
que a seguradora assumirá, por viagem de um modo 
de transporte; 
 • Risco: pode ser definido como a expectativa do sinistro;
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 • Riscos cobertos: são aqueles definidos nas condições 
especiais de cada modalidade de seguro, que fazem 
parte integrante e inseparável da apólice; 
 • Franquia: determina o valor no contrato representando 
o limite de participação do segurado nos prejuízos 
resultantes de um sinistro;
 • Prêmio: é a importância paga pelo segurado, ou 
estipulante, a seguradora em troca de transferência do 
risco a que ele está exposto. 
A contratação do seguro pode ser realizada de três 
maneiras, sendo elas: 
 • Apólice simples ou avulsa;
 • Apólice de averbação;
 • Apólice flutuante anual. 
Em relação ao pagamento do prêmio, este também pode 
ser realizado de três formas diferentes: 
 • Perda total;
 • Salvados; 
 • Liquidação do sinistro. 
Seguro do Transportador 
Este tipo de seguro tem por finalidade preservar a operação 
de transporte incluindo; caminhões, navios, implementos, 
aeronaves etc. 
Neste tipo de seguro, diferentemente do que ocorre no 
seguro da mercadoria, que é realizado pelo embarcador; quem 
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o contrata é o transportador, que busca cobrir danos ou perdas 
aos veículos utilizados em seu transporte. 
Este tipo de seguro contempla os seguintes modos de 
transporte: rodoviário, aéreo e aquaviário. 
Vamos abordar as questões relacionadas com o seguro do 
transportador rodoviário, em função de ser o modo de transporte 
mais utilizado para o transporte de carga no Brasil. 
Seguro do Transportador Rodoviário 
Muitas são as modalidades de seguro disponíveis para o 
transportador rodoviário. Dentre as quais se podem destacar: 
 • Seguro para o veículo (casco);
 • Seguro para os danos ocasionados pelos veículos e 
cargas contra terceiros;
 • Seguro de responsabilidade civil do transportador 
rodoviário de carga – RCTR-C (este seguro é obrigatório);
 • Seguro de Responsabilidade Civil Facultativa – 
Desaparecimento de carga – RCF-DC (este seguro é 
facultativo do transportador rodoviário de carga). 
Os custos de seguros na grande maioria das vezes são 
repassados ao embarcador por meio de tarifa ad-valorem³ 
estipulada sobre o percentual do valor da mercadoria, que 
engloba outros custos além do seguro diretamente, entre os 
quais se pode citar: avarias na carga e descarga, extravios nos 
terminais das transportadoras, administração dos seguros etc. 
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NOTA
Ad Valorem é uma tarifa popularmente conhecida 
como “Frete Valor”, que é um seguro para 
mercadorias que transfere a responsabilidade 
sobre o transporte deste bem para a 
transportadora. Se você quiser mais informações, 
o Frete Valor foi estudo na Unidade 2 da disciplina. 
Para produtos com alto valor agregado e alvo de roubo 
de carga, foi desenvolvida uma prática chama de Dispensa de 
Direito de Regresso (DDR). Este documento tem a finalidade 
de formalizar a transferência do seguro da mercadoria para 
o embarcador, não sendo esta uma responsabilidade do 
transportador. Geralmente o embarcador consegue melhores 
condições de negociações com a seguradora. 
IMPORTANTE
A origem do DDR remota a década de 90, quando 
era praticamente inviável a transportadora 
assegurar as cargas de medicamentos. Em função 
de tal cenário, as seguradoras começaram a 
isentar as transportadoras da responsabilidade 
da averbação das cargas oriundas dessa indústria, 
por meio da Dispensa de Direito de Regresso 
(DDR), porém as transportadoras deveriam segui 
um Plano de Gerenciamento de Risco (PGR), 
desenvolvido pelo embarcador em paralelo com a 
seguradora (Menchik, 2010). 
Atualmente, o que se verifica é uma grande diversidade 
de embarcadores, cada um possui seu PGR, resultando assim 
em um processo de grande complexidade para a gestão do 
transportador, em virtude da grande diversidade de modelos de 
gestão de risco. 
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SAIBA MAIS
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos 
o acesso à seguinte fonte de consulta e 
aprofundamento: Livro: “Gestão Estratégica de 
Transporte e Distribuição (Menchik, 2010)”. 
RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza 
de que você realmente entendeu o tema de 
estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que 
vimos. Você deve ter aprendido sobre a gestão 
de risco e os seguros que devem ser realizados 
para a operação de transporte. A gestão de risco 
pode ser definida como um amplo processo, 
que deve ser aplicado ao transporte de carga, 
em todas as suas vertentes. Dentro do contexto 
da gestão de risco possuem os fatores de risco 
e motivadores, que são os responsáveis pela 
necessidade de implantação de uma gestão de 
risco. Em relação ao seguro, este pode ser feito 
tanto pelo embarcador da mercadoria como pelo 
transportador, e esta questão varia de acordo 
com o tipo de carga a ser transportada. O seguro 
do embarcador tem a finalidade de assegurar a 
carga, enquanto o seguro do transportador tem a 
finalidade de preservar a operação de transporte 
e todos seus meios de transporte físicos. Existem 
cargas que devido ao seu alto valor agregado, o 
seu seguro deve ser realizado diretamente entre o 
embarcador e a seguradora, tendo o transportador 
uma carta de DDR, mas devendo este cumpri um 
plano de gerenciamento de risco. Nossa próxima 
competência está a identificação da maneira que 
é realizada o rastreamento e o monitoramento 
dos traslados e do tráfego, nas operações de 
transporte. Pronto? Vamos seguir em frente!
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Rastreamento e Monitoramento 
dos Traslados e Tráfego
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você será capaz de 
entender como são realizados o rastreamento e 
o monitoramento dos traslados e do tráfego das 
operações de transporte. E então? Preparado e 
motivado para desenvolver esta competência? Lá 
vamos nós!
ACESSE
Assista ao vídeo Conheça os desafios para combater 
o roubo de cargas no Brasil e veja os desafios 
encontrados pelos transportadores de carga e 
como o rastreamento e o monitoramento podem 
auxiliar nas questões relacionadas com a segurança 
na operação de transporte. Disponível aqui. 
Você sabe qual a importância do rastreamento e do 
monitoramento para a operação de transporte? 
Eu acredito que você deva ter uma ideia, mas vamos te 
ajudar a melhorar seu entendimento sobre essas ferramentas 
que são utilizadas no transporte e que trazem muitos benefícios 
para os transportadores, assim como para os donos de carga. 
Figura 6: Rastreamento e monitoramento
 
Fonte: @freepik
https://www.youtube.com/watch?v=2N8xGYCto_g
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Você já sabe que o modo rodoviário é o mais utilizado para 
o transporte de cargas, que devido a esta característica o custo 
do transporte no Brasil, é muito alto; que a infraestrutura viária 
não apresenta uma boa qualidade; e que sem uma gestão de 
risco e a contratação de seguro, a operação de transporte pode 
não ser realizada de maneira eficiente, resultando em perda de 
nível de serviço porparte das empresas. 
Neste contexto de gestão de risco e seguros, duas 
importantes ferramentas se destacam por proporcionar 
segurança e confiabilidade à operação de transporte. São elas: 
rastreamento e monitoramento. 
O quesito segurança é fundamental para uma boa 
gestão da frota, gerando credibilidade ao serviço, a carga e ao 
motorista, afinal proteger o seu negócio e a forma como ele é 
entregue é essencial. Desta maneira, investir em rastreamento 
e monitoramento de veículos, com a finalidade de garantir a 
integridade física do trabalhador e da carga. 
Vamos aprender mais sobre elas?!
Na década de 80, no Brasil, começou a ser difundida a 
utilização da tecnologia de rastreamento e monitoramento, em 
função do crescente número de roubos de veículos de carga. 
Pode se dizer, que são inúmeros os riscos aos quais 
as empresas que realizam a operação de transporte estão 
submetidas, tais como assaltos, furtos, acidentes de trânsito 
e muitos outros. Sendo assim, o sistema de rastreamento 
e monitoramento surgiu como uma medida para reduzir 
drasticamente a probabilidade da ocorrência dessas ocorrências. 
A função de um sistema de rastreamento e monitoramento é 
informar com exata precisão a localização de uma frota, por meio 
de um software, permitindo que o gestor da frota, tenha em tempo 
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real, a informação da localização e várias outras informações 
relacionadas aos veículos. 
Figura 7: Rastreamento e monitoramento dos veículos
Fonte: @freepik
O monitoramento e o rastreamento são ferramentas 
diferentes?
DEFINIÇÃO
O monitoramento pode ser definido como um 
processo de acompanhamento passo a passo do 
veículo de carga, utilizando tecnologia de GPS e 
GPRS, sendo muito empregado por empresas para o 
gerenciamento de frotas, que buscam a informação 
on-line sobre a carga (GuiadoTRC, 2020).
O rastreamento é uma ferramenta que integra o sistema de 
remessa de produtos com os mecanismos estratégicos de gestão 
de uma empresa. Como exemplo de tecnologia empregada 
nesta ferramenta está os softwares e programas instalados em 
rede, como os chamados Saas (Software as a Service), que tem 
como objetivo registrar as informações sobre a carga, o trajeto 
https://br.freepik.com/vetores-premium/sistema-de-rastreamento-de-entrega-de-carga-on-line-com-locais-de-posicao-de-caminhao-e-gps-com-smartphone-de-preensao-manual-vetor_5589442.htm
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realizado, além de compilar referências dos profissionais 
envolvidos em cada etapa do procedimento de entrega. 
 O rastreamento e o monitoramento são ferramentas que 
proporcionam à empresa a percepção de organização em sua 
gestão e frota, permitindo encontrar rotas mais rápidas e de fácil 
acesso, mapear a eficiência de cada empregado e até mesmo 
bloquear os veículos quando estiver acontecendo alguma 
situação anormal (parado por muito tempo, fuga de rota, etc.). 
Rastreamento 
O serviço rastreamento pode ser utilizado, praticamente, 
em qualquer veículo, desde carretas, caminhões e ônibus, 
passando por carros comuns e até motocicletas. 
Em um sentido mais amplo, os sistemas de rastreamento 
podem ser aplicados até mesmo em máquinas que não utilizam 
estradas, como por exemplo, trens, barcos e tratores, porém o 
funcionamento depende da disponibilidade de sinal. 
Os mapas, as operadoras móveis e a comunicação por 
satélite são o conjunto de ferramentas necessário para realização 
do rastreamento. 
O GPS pode ser considerado como o sistema de 
posicionamento veicular mais utilizado, o qual funciona por 
rastreamento via satélite, permitindo o envio de dados exatos 
de localização de um determinado objeto móvel para um 
determinado destinatário. Já o GPRS age por meio da rede 
de operadoras de telefones móveis, estando o destinatário 
associado a um software. 
O rastreamento é realizado de modo integrado a mapas 
digitais, que disponibilizam a visualização desde programa 
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administrativos, sendo parte importante para a otimização 
da frota, distribuição das cargas, elaboração de plano de 
manutenção veicular, entre outros. 
Figura 8: Rastreamento de carga
Fonte: @freepik
 A tecnologia empregada no rastreamento de veículos deve 
se adaptar a cada tipo de operação de transporte realizada, 
como por exemplo: 
 • Transferência intermunicipal;
 • Transferência interestadual;
 • Coleta e entrega urbana. 
https://br.freepik.com/vetores-premium/rastreamento-on-line-isometrico-remessa-e-entregas-globais-por-servico-aereo-caixas-de-papelao-com-produtos-aeronaves-voando_6630322.htm
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Atualmente, já existem diversas tecnologias diferentes e de 
fácil acesso, que consegue aderência à necessidade operacional 
do transportador. 
Para o rastreamento podem ser empregadas muitas 
tecnologias, dentre as quais se podem citar: 
 • Rastreador de cargas via GPS: é uma ferramenta 
muito empregada pelos gestores de frotas, sendo um 
sistema que localiza o veículo e tem como finalidade 
acompanhá-lo por 24 horas, em tempo real; 
 • Radiofrequência: tecnologia que utiliza a emissão de 
sinais de rádio, e proporciono ao gestor verificar a 
movimentação da frota mesmo em locais fechados 
(subsolos e túneis);
 • Telemetria: esta tecnologia fornece informações 
associadas ao desempenho do caminhão, do 
profissional que o está conduzindo e da operação como 
um todo; 
 • Celulares: estes aparelhos podem ser utilizados para 
manter o canal de comunicação entre o gestor de frotas 
e os motoristas;
 • Aplicativos mobile: podem ser instalados em 
smartphones, tablets e notebooks. 
Destaca-se que o uso da tecnologia adequada pode gerar 
um benefício tanto para a empresa quanto para os clientes, 
exigindo que o gestor da frota esteja sempre ligado nas recentes 
inovações e eficiência que o rastreamento pode proporcionar. 
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Monitoramento 
O monitoramento de carga possibilita a coleta e análise de 
informações sobre a rota seguida pelos veículos, antecipando 
desvios de trajeto para evitar atrasos ou orientando o motorista 
para um acostamento quando necessário. 
As informações relacionadas com congestionamento, 
roubos, avarias no veículo e até mesmo outros problemas 
possíveis que ocorrem durante o transporte, podem ser 
informadas de imediato. 
Existem diversos dispositivos que permitem o 
monitoramento de carga, dentre os quais se podem citar: 
 • Câmeras de vídeo instaladas no interior dos veículos; 
 • Celulares e outros equipamentos de telefonia, 
permitindo a comunicação entre o motorista e a central 
da transportadora;
 • Sistemas de GPS e GPRS fornecem os dados sobre a 
localização geográfica da carga transportada;
 • Software desenvolvidos pela tecnologia da informação 
permitem uma gestão integrada de todos os processos 
relacionados com o monitoramento. 
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Figura 9: Monitoramento da carga
Fonte: @freepik
Os maiores desafios da ferramenta de monitoramento de 
cargas estão relacionados com: a ação de assaltantes, que nos 
últimos anos vem apresentando cada vez mais ocorrências; 
acidentes de trânsito muitas vezes ocorridos em função das 
péssimas condições das vias brasileiras; os equívocos na cadeia 
de distribuição que se relaciona com extravio, danos aos 
produtos e atrasos na entrega; falhas no aproveitamento da 
tecnologia devido a mau emprego por parte das empresas e de 
seus gestores das tecnologias disponíveis. 
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Uma das grandes vantagens da realização do 
monitoramento da carga é a possível aproximação entre o 
cliente e a transportadora, à medida que as informações podem 
ser repassadas ao vivo e on-line para todos os interessados. 
Outras vantagens podem ser destacadas, quanto ao uso de 
monitoramento para gestão de frotas, tais como: 
 • Redução de custos operacionais: as empresas 
transportadoras buscam estratégias, que visem a 
redução de custoscom o propósito de aumentar a 
lucratividade; 
 • Favorecimento de tomada de decisões: as ferramentas 
de monitoramento de frota podem fornecer suporte 
nesse momento porque registram todas as transações 
e convertem dados em tabelas e gráficos que podem 
ser analisados com clareza;
 • Otimização do processo de entrega: esta vantagem 
está diretamente relacionada com o comportamento 
do motorista. Essa medida evita a incidência de desvios 
na rota, visto que, o motorista tem ciência de que o 
trajeto está sendo controlado remotamente.
Destaca-se que para que todos os benefícios sejam 
percebidos, se faz necessário que já um processo de planejamento 
em logística. Para isso deve ser estabelecido estratégias e ações 
bem articuladas e capazes de otimizar o monitoramento de 
cargas. 
Outra grande aliada para um bom planejamento logístico é 
a tecnologia, que possibilita integrar vários sistemas e acelerar a 
troca de informações relevantes entre a equipe de funcionários. 
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SAIBA MAIS
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos 
o acesso à seguinte fonte de consulta e 
aprofundamento: Livro: “Gestão Estratégica de 
Transporte e Distribuição (Menchik, 2010)”. 
RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza 
de que você realmente entendeu o tema de 
estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o 
que vimos. Você deve ter aprendido sobre os 
aspectos relacionados com o rastreamento e 
monitoramento. É importante saber que estas 
duas ferramentas de gestão da frota, não 
representam a mesma atividade e possuem 
funcionalidades diferentes. O rastreamento está 
relacionado com o acompanhamento da carga, 
caso seja percebida alguma avaria ou ocorrência 
diversa da normalidade. Os mapas, as operadoras 
móveis e a comunicação por satélite são o conjunto 
de ferramentas necessário para realização do 
rastreamento, somados a utilização da tecnologia 
GPS e GPRS. O rastreamento é passível de aplicação 
a qualquer veículo e equipamento, desde que tenha 
disponibilidade de sinal. O monitoramento é uma 
ferramenta que proporciona um acompanhamento 
em tempo real, por meio de câmeras, celulares e 
até mesmo softwares. Esta ferramenta encontra 
desafios quando pretendem combater ações 
de roubo de carga, acidentes de trânsito. Tanto 
o rastreamento quando o monitoramento são 
importantes ferramentas associadas a gestão de 
frota e a gestão do risco. 
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RE
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Chiavenato, Idalberto. 2008. Gestão de Pessoas. São Paulo  : 
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Menchik, Carlos Roberto. 2010. Gestão Estratégica de Transportes 
e Distribuição. Curitiba : IESDE Brasil S.A., 2010.
—. 2010. Gestão Estratégica de Transportes e Distribuição. 
Curitiba : IESDE Brasil, 2010.
—. 2010. Gestão Estratégica de Transportes e Distribuição. 
Curitiba : IESDE Brasil, 2010.
Valente, Amir Mattar, et al. 2008. Gerencimaneto de Transportes e 
Frotas. São Pauo : Cenage Learning, 2008.
	Treinamento na Operação de Transporte
	Treinamento de Pessoal 
	Desafios
	Penalidades e Medidas Administrativas no Transporte e Distribuição
	Órgãos Competentes
	ANTT 
	Polícia Rodoviária Federal- PRF
	Penalidades Aplicadas às Empresas de Transporte
	Transporte Rodoviário Internacional de Carga - TRIC
	Transporte Nacional de Carga 
	Transporte de Produtos Perigosos
	Gestão de Risco e Seguros 
	Fatores de Risco
	Seguro 
	Seguro do Transportador 
	Seguro do Transportador Rodoviário 
	Rastreamento e Monitoramento dos Traslados e Tráfego
	Rastreamento 
	Monitoramento

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