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LABORATÓRIO DE PRINCÍPIOS E PRÁTICAS DE ELETROTERAPIA FACIAL 
 PROTOCOLO DE HIDRATAÇÃO E REVITALIZAÇÃO FACIAL – PERMEAÇÃO DE ATIVOS 
ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO 
CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504 
E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br 
 
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PROTOCOLO DE HIDRATAÇÃO E 
REVITALIZAÇÃO FACIAL – PERMEAÇÃO 
DE ATIVOS 
 
 
 
Nossa pele é constituída por uma película protetora chamada de manto 
hidrolipídico, sendo um fino filme natural que cobre toda a superfície da epiderme. 
Nela, temos uma fase lipossolúvel e uma hidrossolúvel. Na fase lipossolúvel ou oleosa 
encontra-se a produção sebácea através das glândulas sebáceas, que são ligadas ao 
folículo piloso no estrato córneo da epiderme. Já a fase hidrossolúvel ou aquosa é 
composta pelo fator de hidratação natural da pele (NMF), esse fator é essencial para 
manter a hidratação da epiderme, é também responsável pelo equilíbrio da 
transpiração das glândulas sudoríparas (DI MAMBRO et. al., 2005). 
Existem alguns fatores externos (extrínsecos) e internos (intrínsecos) que 
podem causar alterações no manto hidrolipídico. Fatores como o fotoenvelhecimento, 
envelhecimento fisiológico, calor e sol, vento, contato excessivo com ar condicionado, 
ambientes aquecidos, excesso de transpiração (suor), uso de produtos errados para o 
tipo de pele específico, lavar o rosto muitas vezes ao dia, banhos quentes, entre 
outros. 
Deve-se ter em mente que para um bom funcionamento do mecanismo de 
hidratação, a camada córnea deve ser capaz de reter a água dentro do tecido tissular, 
de modo que a sua taxa de evaporação se mantenha em níveis normais. Outro fator é 
a quantidade e qualidade de lipídeos presentes no extrato córneo, sendo esse o 
principal responsável pela impermeabilização da epiderme (GUIRRO; GUIRRO, 2004). 
Se o equilíbrio natural dérmico for alterado, pode resultar em um 
desnivelamento de hidratação, causando desidratação e alterações nas fases 
hidrossolúveis e lipossolúveis. A pele com barreira cutânea saudável retém a umidade 
dentro das células e possui a microbiota em estado normal. Se há uma desidratação da 
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região, o tecido encontra-se em estado de desequilíbrio e com isso a microbiota fica 
alterada, ou seja, as bactérias saudáveis à pele ficam desequilibradas, facilitando a 
entrada das bactérias prejudiciais à saúde dérmica. Com isso, há proliferação de 
fungos ou bactérias, desenvolvimento de alergias / dermatites e renovação celular 
anormal. Com a desidratação, a pele pode se encontrar descamativa, com pruridos, 
vermelhidão, coceira, fissuras ou rachaduras e sensação de repuxamento (DI MAMBRO 
et. al., 2005). 
Sendo assim, torna-se importante o cuidado com a pele no dia a dia para que 
não haja uma desidratação tecidual, vale ressaltar que a hidratação tópica não 
substituí a hidratação por ingesta líquida. A hidratação profissional ou do dia a dia 
pode ser realizada e utilizada por forma de umectação, oclusão, emoliência ou 
hidratação (OLIVEIRA, 2014). 
A utilização da revitalização facial tem por objetivo a recuperação da pele, e 
não apenas a hidratação. Por tanto, ao se fazer um protocolo de revitalização, foca-se 
em hidratar, nutrir, corrigir pH, neutralizar a oleosidade da derme, recuperar 
oligoelementos, aumentar permeação de ativos através da esfoliação e do afinamento 
epidérmico, ou seja, o objetivo é favorecer e restaurar as funções da pele. Utiliza-se 
sabonete neutro, esfoliante físico, creme hidratante, argila, máscara nutritiva, séruns 
de vitaminas, tônico facial, aparelhos de eletroterapia como o alta frequência e o 
vapor de ozônio (OLIVEIRA, 2014). 
O primeiro passo a ser realizado dentro do tratamento de hidratação e 
revitalização facial é a higienização. São utilizados produtos responsáveis pela remoção 
de impurezas, restos de maquiagem, poluição e excesso de oleosidade presentes na 
epiderme. A higienização é uma etapa indispensável para que seja evitado a 
proliferação bacteriana, auxilia no controle de oleosidade e aumenta a oxigenação 
tissular. Geralmente é utilizado um sabonete líquido neutro ou específico para cada 
tipo de pele a ser tratada (MAUAD, 2003). 
Após a higienização da pele, utiliza-se um esfoliante físico com esferas 
abrasivas que irão remover a camada córnea e assim realizar um afinamento 
epidérmico que auxilia tanto na remoção de células mortas, quanto no aumento da 
permeação e absorção dos ativos a serem utilizados como também no estímulo do 
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crescimento celular. Deve ser realizado de forma suave, em movimentos circulares 
estimulando a vasodilatação da região (OLIVEIRA; PEREZ, 2008). 
Após o afinamento epidérmico, utiliza-se a argiloterapia. Sendo esse um 
tratamento que utiliza a argila em pó misturada à água filtrada. Autores relatam que o 
uso da argila traz benefícios para pele, tonificando e reequilibrando o tecido quando 
utilizada de forma contínua. Por ser um produto de origem natural trará como 
resultado final uma pele mais bonita e saudável sem a utilização de cosméticos e 
produtos químicos. A argila é muito utilizada e indicada por ser um procedimento não 
invasivo quando comparado a outros produtos. Possuem um alto poder de absorver e 
remover toxinas, metais pesados e impurezas do corpo, e possuem o benefício de 
transferir minerais e nutrientes que são benéficos a saúde do ser humano (OLIVEIRA, 
2019). 
Segundo Amorin (2015), a argila tem benefícios como efeito de limpeza tissular, 
ação tensora, promoção de ação estimulante, suavizante e ionizante, também pode 
ser utilizada como esfoliante quando se aplica em movimentos circulares que irão 
aquecer o tecido, aumentando a vasodilatação da região. Existem variadas 
composições de argilas, que irão se diferenciar quanto a sua cor e quanto a sua 
composição de oligoelementos. Seus componentes é que irão determinar sua função, 
por isso, torna-se necessário uma avaliação minuciosa para compreender as 
necessidades do paciente individualmente. 
A argila branca traz efeitos que auxiliam no clareamento de manchas de pele, 
possui efeito cicatrizante e adstringente, muito indicada também para pele sensível. É 
rica em sais minerais e silício, que auxiliam a regeneração tecidual e atuam no controle 
da oleosidade. Em sua composição há a presença de alumínio e antioxidantes que 
estimulam o colágeno e elastina e contribuem no rejuvenescimento com a suavização 
de rugas e linhas de expressão (LOPES, 2014). 
A argila verde provém de rochas vulcânicas e possui elementos em sua 
composição como o silício, cálcio, magnésio, zinco, potássio, ferro e outras substâncias 
poderosas. Esses componentes ajudam a regular a oleosidade da pele, além de possuir 
ação antipoluição contra as partículas do meio ambiente (OLIVEIRA, 2019). 
Para aumentar o efeito de emoliência, o vapor de ozônio é um ótimo aliado em 
tratamentos que visam hidratação. É um aparelho que causa evaporação da água 
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juntamente a uma lâmpada ultravioleta em seu interior que liberao vapor e o ozônio 
na pele do paciente, podendo ser utilizado apenas o vapor ou combinado ao ozônio 
(BRAZ et al.,2014). 
O ozônio possui o efeito anti-inflamatório, antisséptico, bactericida ou 
bacteriostático, fungicida e germicida. Também gera um efeito térmico, auxiliando o 
aumento do fluxo sanguíneo pela vasodilatação causada pelo calor liberado pelo 
vapor, aumentando a permeação de ativos. Sendo assim, há maior distribuição do 
aporte de oxigênio e nutrientes no tecido e melhora do trofismo. Outra função é 
acelerar o processo de cicatrização de feridas, além disso, têm propriedades 
antioxidantes que influenciam em eventos bioquímicos no metabolismo celular, 
gerando reparação tecidual (BRAZ et al., 2014). 
Outro recurso elétrico utilizado no protocolo de revitalização é o alta 
frequência (AF), que é formado por um eletrodo de vidro que contém um gás em seu 
interior, podendo ser gás argônio, xenônio ou neônio. O gás possui propriedades que 
fazem com que ele se ionize quando é submetido à energia elétrica. O equipamento 
gera uma tensão alternada que é aplicada nos eletrodos e, no exterior do eletrodo de 
vidro, são produzidas algumas faíscas elétricas quando o gás do interior entra em 
contato com o ar do exterior do vidro, levando a formação do gás ozônio. É uma 
eletroterapia muito utilizada em pós extração de limpeza de pele pelo seu efeito 
bactericida, fungicida, cicatrizante e descongestionante. Além disso, é utilizado na 
revitalização facial por possuir efeito térmico, causando um aumento de circulação 
sanguínea e uma vasodilatação que oferta maior aporte sanguíneo às células e 
nutrição do tecido. Com a presença da vasodilatação temos um aumento da 
permeação de ativos posteriormente ao uso do alta frequência. Outro importante 
efeito terapêutico é a melhora do trofismo dérmico, que está relacionado diretamente 
ao processo de regeneração tecidual. Vale ressaltar que o AF deve ser aplicado com a 
pele totalmente seca para evitar queimaduras, e pode ser utilizado em tratamentos 
faciais, corporais, capilares e podológicos (BORGES, 2010). 
Após a aplicação do AF, utilizamos uma máscara nutritiva, o ativo da máscara 
deve ser escolhido conforme o tipo da pele do paciente e a necessidade. Na avaliação, 
observa-se todas as características da pele do paciente, também é coletada as 
informações pessoais para uma melhor escolha dos produtos. Em peles desidratadas e 
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ressecadas sugere-se o uso de hidratantes e umectantes, para peles oleosas opta-se 
por produtos oil free com ativos que ajudem no controle da oleosidade, em peles 
sensíveis são utilizadas máscaras calmantes (RIBEIRO, 2006). 
Torna-se importante o uso de um sérum para potencializar os resultados do 
tratamento, o ativo mais utilizado é a vitamina C, que é um excelente antioxidante, 
atua na nutrição e hidratação do tecido, na amenização de manchas e no 
rejuvenescimento dérmico. Outro ativo muito utilizado nos protocolos de hidratação 
ou revitalização é o ácido hialurônico, que é uma substância altamente hidrofílica, vai 
atuar controlando a hidratação da derme (RIBEIRO, 2006). 
Para finalizar, é realizada a aplicação do protetor solar que contenha um fator 
de proteção de no mínimo 30 e o PPD acima de 12 para evitar o surgimento de 
manchas e queimaduras solares (OLIVEIRA, 2008). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
 
BORGES, F. S. Dermato-funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. 
2 ª edição. São Paulo: Phorte, 2010. 
 
BRAZ, C.E.C; CUNHA, P.S.; NUNES, R.D.; HERRERA, S.D.S.C.; JÚNIO, D.S.S.; CARLOTTO, 
H.S. Aplicação de aparelho de alta frequência e do vapor de ozônio no fungo 
malassezia spp. Revista Amazônia Science & Health. v.2, n.2. p.29-34, 2014. 
 
DI MAMBRO, V.M.; MARQUELE, F.D.; FONSECA, M.J.V. Avaliação in-vitro da ação 
antioxidante em formulações antienvelhecimento. Cosmetics e Toiletries, v.17, n.4, 
2005. 
 
GUIRRO, E.; GUIRRO, R. Fisioterapia Dermato-Funcional. Barueri-SP: Manole, 2004. 
 
LOPES, L. F. M.; MEDEIROS, G. M. S. Argilas medicinais: potencial simbólico e 
propriedades terapêuticas das argilas em suas diversas cores. Universidade do Sul de 
Santa Catarina, UNISUL, Santa Catarina, 2014 
 
MAUAD, R. Estética e Cirurgia Plástica, tratamento no pré e pós operatório. Editora 
Senac, 2ª edição. São Paulo.2003. 
 
OLIVEIRA, A.S.; FARIA, P. K. R.; SILVA, D. P. Argiloterapia no tratamento de seborreia: 
revisão de literatura. Revista Científica Universitas. v.6, n.1, p.147-155, Itajubá, 2019. 
 
OLIVEIRA, A. L.; PEREZ, E. Estética Facial:Curso Didático de estética. Vol. 2. São 
Caetano do Sul, SP: Yendis, 2008. 
 
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OLIVEIRA, A.L. De esteticista para esteticista: diversificando os protocolos faciais e 
corporais aplicados na área da estética. 1ª edição. São Paulo: Matrix: 2014. 
 
RIBEIRO, C. J. Cosmetologia aplicada a dermoestética. São Paulo: Pharmabooks, 2006. 
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