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4 TDE - Fisiologia II 
Aluno: Camila Dal Bó 
Questionário do /artigo: Adaptações agudas e crônicas do exercício físico no sistema 
cardiovascular . Autores : Brum P., Forjaz C.L.M .; Tinucci T., Negrão C. 
1) Qual é a diferença entre o exercício dinâmico e estático? 
Exercícios dinâmicos ou isotônicos, há contração muscular, seguida de movimento 
articular. Caracteristicamente o exercício isotônico é aquele em que há o trabalho muscular 
com movimento, que pode ser representado por uma alteração no comprimento da fibra 
muscular ou pela mudança no ângulo articular. Durante um exercício isotônico progressivo, 
como por exemplo, um teste ergométrico realizado em esteira, onde a carga é aumentada 
progressivamente até a exaustão (exercício progressivo), a pressão arterial se modificará de 
acordo com os ajustes cardiovasculares produzidos. 
Exercícios estáticos ou isométricos, há contração muscular, sem movimento articular. O 
esforço isométrico eleva a pressão arterial pela compressão exercida pela tensão dos músculos 
sobre sua própria circulação. A técnica consiste em usar os músculos do corpo contra um objeto 
imóvel ou manter o corpo em uma posição fixa por um determinado tempo. Neste treinamento 
estático, como também é conhecido, ocorre a ação muscular, mas nenhuma alteração no 
comprimento total do músculo, ou seja, você faz força, mas continua parado. 
Por fim, cada um desses exercícios implica em respostas cardiovasculares distintas. 
2) Quando grandes massas de músculos estão em treinamento dinâmico, o que acontece 
com Frequência Cardíaca e Pressão Arterial? 
Quanto maior a massa muscular exercitada de forma dinâmica, maior é o aumento da 
frequência cardíaca, mas menor é o aumento da pressão arterial 
3) Na prática diária, do que depende a resposta cardiovascular ao exercício? 
Embora as respostas cardiovasculares aos exercícios dinâmicos e estáticos sejam bem 
características, na prática diária, os exercícios executados apresentam componentes dinâmicos 
e estáticos, de modo que a resposta cardiovascular a esses exercícios depende da contribuição 
de cada componente. Nesse sentido, os exercícios resistidos ou exercícios de musculação 
(exercícios localizados contra resistências) possuem papel de destaque, pois quando executados 
em altas intensidades, apesar de serem feitos de forma dinâmica apresentam componente 
isométrico bastante elevado, fazendo com que a resposta cardiovascular durante sua execução 
assemelhe-se àquela observada com exercícios estáticos, ou seja, aumento da frequência 
cardíaca e, principalmente, aumento exacerbado da pressão arterial, que se amplia à medida 
que o exercício vai sendo repetido. 
 
4) Quais alterações cardiovasculares acontecem logo após o exercício? 
Quanto aos principais efeitos do condicionamento físico no sistema cardiovascular, pode-se 
dizer que ele aumenta o volume sistólico máximo, o débito cardíaco máximo, o volume 
diastólico final e a massa ventricular e diminui a frequência cardíaca de repouso e 
de exercício submáximo, a pressão arterial. Além das alterações cardiovasculares observadas 
durante a execução do exercício físico, podemos citar alguns fatores que podem influenciar o 
aumento da PA, como: aumento do volume sanguíneo, elevação da FC, aumento do volume de 
ejeção, aumento da viscosidade sanguínea e aumento da resistência periférica. 
5) Qual é o efeito crônico dos exercícios físicos sobre a frequência cardíaca? 
Estudos epidemiológicos demonstram uma relação inversa entre a capacidade funcional, 
morbidade e mortalidade cardiovasculares. No tocante à frequência cardíaca, vários estudos 
têm demonstrado uma relação direta entre a frequência cardíaca de repouso ou submáxima 
e risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, ou seja, indivíduos com menor 
frequência cardíaca em repouso ou menor taquicardia durante o exercício físico submáximo 
apresentam menor probabilidade de desenvolverem cardiopatias. 
6) Os exercícios físicos de que intensidade tem a maior eficácia em reduzir a Pressão 
Arterial? 
Com base no artigo estudado, pode-se dizer que observou-se que a eficácia do treinamento 
físico em reduzir a pressão arterial era dependente da intensidade de exercício realizado nas 
sessões de treinamento. Somente o treinamento físico realizado em intensidade leve a 
moderada, correspondente a 55% do VO2 de pico, atenuou a hipertensão arterial de ratos com 
hipertensão severa quando comparados a ratos sedentários e treinados em 85% do VO2 de pico. 
O mecanismo hemodinâmico envolvido na atenuação da hipertensão nesses animais foi a 
redução do débito cardíaco associada a bradicardia de repouso. Mais recentemente foi 
comprovado em seres humanos, os resultados obtidos em animais de laboratório, onde foi 
verificado redução da PA clínica em indivíduos hipertensos sustentados e hipertensos do avental 
branco, após um período de quatro meses de exercício físico aeróbio de baixa intensidade. 
Portanto, a prática regular e adequada de exercício físico deve ser recomendada para a 
prevenção e o tratamento da hipertensão arterial. 
7) Como altera a atividade simpática após o treinamento físico regular? 
As adaptações crônicas são aquelas que resultam da exposição sistemática a sessões de 
exercícios, representando as alterações morfofuncionais que diferenciam um indivíduo 
fisicamente treinado de um não treinado. Exemplos: bradicardia, hipertrofia muscular, 
aumento massa magra, aumento da potência aeróbia, aumento da densidade mineral 
óssea.

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