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Esse resumo é do material:

AULA 05
18 pág.

Farmacologia Faculdade Maurício de Nassau de FortalezaFaculdade Maurício de Nassau de Fortaleza

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## Resumo sobre Rinite e Medicamentos para a TosseEste material aborda a rinite alérgica, seus sintomas, mecanismos fisiopatológicos e as opções farmacológicas para seu tratamento, além de discutir os medicamentos usados para a tosse. O caso clínico inicial apresenta uma mulher de 32 anos com rinite alérgica sazonal, caracterizada por espirros, congestão nasal, coriza, olhos lacrimejantes e pruriginosos, sintomas que se repetem anualmente na primavera. O exame clínico revela conjuntivite alérgica e congestão nasal, confirmando o diagnóstico. O tratamento prescrito inclui anti-histamínicos orais e corticosteroides nasais, que atuam de forma complementar para controlar a inflamação e os sintomas.### Rinite Alérgica: Definição, Fisiopatologia e TratamentoA rinite é definida como a inflamação das membranas mucosas nasais, frequentemente associada a uma resposta alérgica mediada por imunoglobulina E (IgE). A rinite alérgica sazonal afeta uma parcela significativa da população, chegando a 20% dos adultos e até 40% das crianças. Os sintomas são causados pela liberação de mediadores inflamatórios, como histamina, leucotrienos, prostaglandinas e citocinas, que promovem vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular e produção excessiva de muco, resultando em congestão, coriza e espirros.Os corticosteroides nasais são considerados o tratamento de escolha para o controle a longo prazo da rinite alérgica. Eles atuam reduzindo a inflamação por meio da inibição da transcrição e atividade de citocinas e outros mediadores inflamatórios, além de modular a atividade de células envolvidas na resposta alérgica, como mastócitos, eosinófilos e macrófagos. O efeito máximo dos corticosteroides nasais geralmente é observado após uma a duas semanas de uso contínuo, motivo pelo qual seu uso deve ser diário e não apenas em crises. Os efeitos colaterais mais comuns são locais, incluindo ardência nasal, irritação na garganta e sangramento nasal, devido à baixa absorção sistêmica.Além dos corticosteroides, os antagonistas dos receptores H1 da histamina são amplamente utilizados, podendo ser combinados com os esteroides nasais para melhorar o controle dos sintomas. Os anti-histamínicos bloqueiam os receptores H1, que, quando ativados, promovem vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular, contribuindo para o inchaço e congestão. Os anti-histamínicos de segunda geração, como fexofenadina, cetirizina e loratadina, são preferidos devido à sua eficácia comparável aos de primeira geração, porém com menos efeitos adversos, como sedação e boca seca. Eles começam a agir em 1 a 2 horas após a administração oral, sendo eficazes para o alívio dos sintomas sazonais, inclusive em crianças, com dosagem ajustada.Outros medicamentos usados no tratamento da rinite incluem descongestionantes nasais, que são agonistas dos receptores adrenérgicos alfa e promovem vasoconstrição, reduzindo o volume da mucosa nasal e aliviando a congestão. A pseudoefedrina é um exemplo clássico, atuando como agonista alfa-1, mas seu uso tem sido limitado devido ao potencial de conversão em metanfetamina e efeitos adversos no sistema nervoso central. A fenilefrina, com efeito semelhante porém mais fraco, tem sido usada como substituta. O uso prolongado de descongestionantes nasais pode causar hiperemia de rebote, piorando os sintomas após a descontinuação, por isso seu uso deve ser restrito a no máximo três dias. Pacientes hipertensos devem usar esses medicamentos com cautela. O antagonista do receptor de leucotrienos, montelucaste, também é uma opção oral eficaz para rinite alérgica.### Tosse e Tratamento AntitussígenoA tosse é um reflexo protetor que envolve o centro da tosse localizado no bulbo cerebral. O estímulo inicial ocorre nos brônquios, onde a irritação provoca broncoconstrição e ativação de receptores de estiramento, que enviam sinais aferentes vagais ao centro da tosse, desencadeando o reflexo. Os antitussígenos atuam tanto na redução da broncoconstrição quanto na modulação da atividade do centro da tosse.Opioides como codeína e hidrocodona são usados como antitussígenos, agindo em doses menores do que as necessárias para analgesia. O mecanismo exato de sua ação antitussígena não é completamente compreendido, pois isômeros que não se ligam aos receptores opioides clássicos ainda apresentam efeito antitussígeno. Esses medicamentos estão disponíveis em xaropes para administração oral.Além dos opioides, agonistas beta-adrenérgicos também demonstraram reduzir a tosse, provavelmente por ação periférica nos brônquios, diminuindo os sinais vagais aferentes ao centro da tosse, sem efeitos centrais significativos. O benzonoato, um anestésico local relacionado à tetracaína, atua diretamente nos receptores de estiramento respiratórios, proporcionando efeito antitussígeno periférico.### Considerações Clínicas e Perguntas de RevisãoO material inclui questões que reforçam o entendimento dos mecanismos e indicações dos fármacos. Por exemplo, a pseudoefedrina é destacada como agonista alfa-1 adrenérgico, eficaz para congestão nasal. Para tratamento de longo prazo da rinite alérgica, os corticosteroides inalados são preferidos em relação aos orais ou anti-histamínicos isolados. Em pacientes com hipertensão, a pseudoefedrina pode ser a causa da elevação da pressão arterial, devendo ser usada com cautela.---## Destaques- A rinite alérgica é uma inflamação mediada por IgE, com sintomas causados por mediadores inflamatórios como histamina e leucotrienos.- Corticosteroides nasais são o tratamento de escolha para controle a longo prazo, com efeito máximo em 1-2 semanas e efeitos colaterais locais.- Antagonistas dos receptores H1 da histamina, especialmente de segunda geração, são eficazes e apresentam menos efeitos adversos.- Descongestionantes nasais, como pseudoefedrina e fenilefrina, promovem vasoconstrição, mas seu uso deve ser limitado para evitar rebote e efeitos adversos.- Antitussígenos incluem opioides (codeína, hidrocodona), agonistas beta-adrenérgicos e anestésicos locais (benzonoato), que atuam em diferentes níveis do reflexo da tosse.

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