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GUIA DE ESTUDO MASTER • EXAME NP2
Disciplina: Controle Somático e
Autônomo
Instituição: UNIP - Universidade
Paulista
Docente: Profa. Me. Ana Carla T. Y.
Nobumoto
Curso: Fisioterapia
Conteúdo: Resumo Completo Ultra-
Detalhado (Sem omissão de
slides)
Objetivo: Preparação Completa para
Prova Teórica/Prática (NP2)
1. Organização Funcional do Sistema Nervoso e Conceitos Básicos
O Sistema Nervoso (SN) organiza-se de maneira integrada para gerenciar o processamento de
informações no organismo, dividindo-se entre o Sistema Nervoso Central (SNC) e o Sistema Nervoso
Periferico (SNP). Este fluxo envolve componentes aferentes (sensoriais) e eferentes (motores):
SNC (Controle consciente, inconsciente ou processamento de informações): Atua recebendo dados e
gerando comandos.
Vias Eferentes (SNP): Subdividem-se em: 
Sistema Somático (Eferentes somáticos): Direcionados aos órgãos-alvo que constituem a musculatura
esquelética.
Sistema Autônomo (Eferentes viscerais): Direcionados aos órgãos-alvo que englobam a musculatura lisa,
vísceras e glândulas.
Vias Aferentes (SNP): Subdividem-se em: 
Sistema Somático (Aferentes somáticos): Conduzem informações dos receptores de Exterocepção (olhos,
orelhas, pele) e de Propriocepção (articulações, músculos, tendões).
Sistema Autônomo (Aferentes viscerais): Conduzem informações originadas na musculatura lisa, vísceras e
glândulas.
Divisão Funcional no Controle Motor
No controle do movimento, o Sistema Nervoso Somático e o Sistema Nervoso Autonômico atuam de forma
perfeitamente integrada para permitir a máxima eficiência:
Sistema Nervoso Somático (SNS): É o responsável direto pelo controle voluntário do movimento e pela
percepção sensorial consciente.
Sistema Nervoso Autonômico (SNA): É o responsável pelo controle involuntário das funções viscerais,
garantindo a manutenção da homeostase corporal.
Controle Somático e Autônomo no Controle Motor e na Reabilitação Fisioterapêutica
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Integração Fisiológica (Exemplo da Corrida): Durante uma corrida, o sistema somático ativa diretamente os
músculos esqueléticos para gerar a locomoção; simultaneamente, o sistema autônomo simpático eleva a
frequência cardíaca e otimiza o fluxo sanguíneo muscular, enquanto o sistema autônomo parassimpático atua na
recuperação do organismo logo após o encerramento do esforço.
2. Sistema Nervoso Somático (SNS) e a Via Motora Somática
Conceito Fundamental
O Sistema Nervoso Somático gerencia os músculos esqueléticos, os movimentos voluntários, os reflexos somáticos
e a percepção sensorial consciente. Sua principal função biológica é permitir a interação direta e consciente do
indivíduo com o meio ambiente externo, atuando sobre o músculo estriado esquelético em ações essencialmente
voluntárias.
Organização Detalhada da Via Motora Somática
Diferente do sistema autonômico (que possui sinapses ganglionares intermediárias), a via motora somática
caracteriza-se por possuir apenas um neurônio motor periférico interligando diretamente o SNC ao efetor
muscular. A arquitetura hierárquica divide-se em:
Captação e Consciência: Impulsos aferentes trafegam desde os receptores sensoriais até a medula espinal. A
informação ascende, chega até o córtex cerebral e se faz consciente.
Neurônio Motor Superior: Localizado anatomicamente no córtex motor e no tronco encefálico. Sua função
primordial é o planejamento, elaboração e comando do movimento voluntário.
Neurônio Motor Inferior: Localizado no corno anterior da medula espinal (substância cinzenta). Sua função é
receber o comando do neurônio superior e transmitir esse impulso motor final através do axônio até a periferia
(músculo). Impulsos eferentes são direcionados aos músculos esqueléticos.
A Junção Neuromuscular (Placa Motora)
A junção neuromuscular é o sítio anatômico específico onde ocorre a transmissão química do sinal elétrico entre o
terminal axônico do neurônio motor inferior e a membrana da fibra muscular (sarcolema). Seus componentes e
etapas cruciais são:
Comunicação: Estabelecida entre o neurônio motor e a fibra muscular através da fenda sináptica (synaptic
cleft).
Neurotransmissor Exclusivo: A Acetilcolina (ACh), que fica armazenada em vesículas sinápticas no terminal
axônico.
Efeito Funcional: Despolarização da membrana muscular gerando potencial de ação e consequente contração
muscular.
Sistemas Correlatos no Controle Motor: Para que o movimento ocorra com refinamento, o sistema somático
atua de forma coordenada com o córtex motor, o cerebelo (coordenação e erro motor), os gânglios da base
(planejamento e amplitude) e a medula espinal (reflexos).
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Funções do Sistema Somático no Controle Motor
O espectro de atuação do sistema somático abrange cinco pilares fundamentais:
Execução direta do movimento voluntário.
Controle preciso da força muscular.
Coordenação motora intersegmentar.
Ajustes posturais em antecipação ou reação.
Reflexos motores de proteção e posicionamento.
3. Recrutamento de Unidades Motoras e Codificação de Força
Princípio do Tamanho de Henneman
Uma unidade motora é definida como um único motoneurônio alfa e todas as fibras musculares que ele inerva. O
SNC modula a geração de força muscular esquelética controlando o número de unidades motoras ativas. Segundo o
Princípio do Tamanho de Henneman, o recrutamento ocorre estritamente em uma ordem hierárquica baseada no
tamanho do corpo celular do neurônio:
Unidades Motoras Pequenas (Fibras Tipo I / Oxidativas): São recrutadas primeiro. Possuem baixo limiar de
excitabilidade, geram baixa força mecânica, mas demonstram alta resistência à fadiga.
Unidades Motoras Intermediárias (Fibras Tipo IIa): Recrutadas em segundo momento, conforme a demanda
de força se eleva.
Unidades Motoras Grandes (Fibras Tipo IIb/IIx / Glicolíticas): Recrutadas por último. Possuem alto limiar
de excitabilidade, geram alta força de contração, porém fadigam muito mais rápido.
Utilidade Fisiológica: Esta ordenação progressiva e estereotipada permite um controle fino, suave e altamente
preciso da força muscular exercida pelo corpo. Conforme exemplificado clinicamente: segurar um copo plástico de
água ativa poucas unidades motoras (pequenas); já levantar um peso pesado na academia exige o recrutamento de
muitas unidades motoras (incluindo as grandes).
Frequência de Disparo (Rate Coding) e Mecanismo da Contração
Além de recrutar novas unidades, o SNC dispõe de um segundo mecanismo para aumentar a força muscular: a
modulação da frequência de disparo (Rate Coding) dos motoneurônios. A sequência molecular e biofísica da
contração e relaxamento muscular é descrita abaixo:
Despolarização e Liberação de ACh: A acetilcolina (ACh) é liberada no terminal sináptico, difunde-se pela
fenda sináptica e liga-se a proteínas receptoras na membrana plasmática da fibra muscular (sarcolema),
desencadeando um potencial de ação muscular.
Propagação do Potencial de Ação: O potencial de ação propaga-se ao longo do sarcolema e penetra
profundamente na fibra através dos Túbulos T.
Liberação de Cálcio (Ca²⁺): A passagem da onda elétrica pelos Túbulos T ativa receptores que desencadeiam a
liberação maciça de íons Cálcio (Ca²⁺) de dentro das cisternas do Retículo Sarcoplasmático (RS) para o
citosol.
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Ligação Cruzada e Deslizamento: Os íons cálcio livres no citosol ligam-se à troponina presente no filamento
fino. Essa ligação promove uma alteração conformacional que afasta a tropomiosina,deixando expostos os
sítios de ligação da miosina na actina. Os ciclos de formação e quebra de pontes cruzadas de miosina,
associados à hidrólise de ATP, deslizam os filamentos finos em direção ao centro do sarcômero, encurtando-o.
Relaxamento Muscular: Quando o potencial de ação cessa, o Ca²⁺ citosólico é removido por transporte ativo
(gasto de ATP) através da Bomba de Cálcio de volta para o interior do RS. Sem cálcio, a tropomiosina restaura
o bloqueio dos sítios de ligação da miosina; a contração termina e a fibra muscular relaxa.
Relação Direta de Força: Quanto maior for a frequência de impulsos nervosos enviados pelo motoneurônio 
→ maior será a quantidade de ACh liberada → maior a persistência de cálcio no citosol → maior a somação
das forças contráteis. Este fenômeno de acúmulo mecânico é denominado Somação Temporal, evoluindo até
uma Tetania Fisiológica (contração contínua e sustentada sem relaxamento intermitente). 
4. Mecanismos de Integração Sináptica: Somação Temporal vs. Espacial
Somação Temporal
A somação temporal refere-se ao acúmulo no tempo de estímulos elétricos. Ocorre quando um único neurônio
pré-sináptico dispara potenciais de ação em uma alta frequência de repetição direcionados ao mesmo neurônio
pós-sináptico.
Efeito Aditivo: Embora um único estímulo isolado gere um Potencial Excitatório Pós-Sináptico (PEPS)
sublimiar (insuficiente para atingir o limiar de excitabilidade de -55mV), a sucessão rápida de estímulos faz
com que eles se somem na membrana pós-sináptica.
Janela de Oportunidade Relativa: Para que ocorra o efeito aditivo, o segundo estímulo elétrico
obrigatoriamente deve atingir o neurônio pós-sináptico antes que o efeito de despolarização do primeiro
estímulo tenha se dissipado por completo. Dois potenciais graduados sublimiares distantes no tempo retornam
ao potencial de repouso (-70mV) e não iniciam um potencial de ação.
Diferença Crítica da Somação Espacial
A distinção mecânica entre os dois tipos de integração sináptica é um dos temas mais cobrados em avaliações
universitárias:
Somação Temporal: Envolve estritamente um único neurônio pré-sináptico disparando repetidamente em
altíssima velocidade (frequência).
Somação Espacial: Envolve a ativação simultânea de múltiplos neurônios pré-sinápticos diferentes (ex:
sinapse E1 e sinapse E2) que convergem fisicamente para regiões distintas da membrana do mesmo neurônio
pós-sináptico.
Balanço Excitatório/Inibitório: A soma espacial e temporal dos eventos pós-sinápticos excitatórios (PEPS) e
inibitórios (PIPS - que hiperpolarizam a membrana) é o que define o destino elétrico da célula. Se a resultante
das forças despolarizantes conseguir ultrapassar o limiar de ativação (aproximadamente -55mV) na zona de
gatilho (cone de implantação do axônio), um potencial de ação "tudo-ou-nada" (+30mV) será inexoravelmente
deflagrado.
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Importância Funcional no Controle Motor e Sensorial
Mecanismo / Conceito Função e Descrição Neurofisiológica
Codificação de Intensidade O sistema nervoso utiliza a somação temporal para codificar e interpretar a
magnitude de um estímulo. Quanto mais intensa for uma sensação captada na
periferia ou quanto maior for a necessidade de força de contração exigida,
maior será a frequência de disparos neuronais gerada.
Integração Sináptica Funciona como um filtro biológico ou "integrador central". Permite que o
neurônio processe a massa de dados recebida e decida se a informação é
relevante o suficiente para romper o limiar e ser transmitida adiante na cadeia
neural.
Tetania Muscular Quando os estímulos elétricos chegam à fibra muscular de forma tão rápida
que ela é incapaz de relaxar entre as contrações, ocorre a somação mecânica
de abalos. Isso gera a contração sustentada e vigorosa, vital para a
manutenção da postura ereta e execução de forças de alta carga.
Aplicação Prática e Direta na Eletroterapia (FES e Corrente Russa)
Na prática clínica da fisioterapia, a manipulação dos parâmetros físicos dos equipamentos de eletroterapia baseia-se
diretamente nas leis da somação temporal artificial:
Ajuste de Frequência (Medido em Hertz - Hz): A escolha do número de ciclos por segundo na estimulação
elétrica serve para determinar o tipo de resposta mecânica que o músculo apresentará.
Baixas Frequências: Geram abalos musculares isolados e rítmicos (tremores). São clinicamente úteis para
promover o bombeamento circulatório, drenagem de edemas e analgesia.
Altas Frequências (Acima de 30 a 50 Hz): Provocam uma somação temporal artificial severa. Os estímulos
elétricos externos impedem o relaxamento da fibra, induzindo uma contração tetânica funcional estável. É o
parâmetro obrigatório para protocolos de fortalecimento muscular e para o treino de marcha via FES
(Estimulação Elétrica Funcional).
Reabilitação Neurofuncional e Aprendizado Motor
A somação temporal é o alicerce biológico das condutas de facilitação sináptica:
Estímulo Repetitivo: No processo de neuroplasticidade, a repetição contínua de um estímulo sensorial ou
comando motor em intervalos de tempo muito curtos facilita a despolarização sustentada do neurônio pós-
sináptico, fortalecendo as conexões sinápticas (aprendizado).
Facilitação Neuromuscular: Técnicas que aplicam comandos rápidos, cinestésicos e repetitivos buscam
"vencer" por somação aditiva o limiar de excitação de vias motoras centrais que se encontram deprimidas,
hipoativas ou hipoexcitáveis após lesões neurológicas (como no AVC).
5. Sincronização Muscular: Agonistas, Antagonistas e Coordenação
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Para a produção de qualquer movimento eficiente, harmônico e direcionado a um alvo, o SNC precisa coordenar
rigidamente a ativação e desativação de grupos musculares opostos, classificados funcionalmente em:
Músculos Agonistas: São aqueles diretamente responsáveis pela força motriz principal e execução do
movimento desejado. Exemplo: O músculo bíceps braquial atuando como agonista durante a realização da
flexão do cotovelo.
Músculos Antagonistas: São aqueles que possuem a ação anatômica oposta à do agonista. Devem alongar-se
para permitir o curso do movimento. Exemplo: O músculo tríceps braquial atuando como antagonista durante a
flexão do cotovelo.
Mecanismos de Sincronização
O equilíbrio mecânico entre estes grupos é regulado por dois fenômenos neurofisiológicos distintos gerados na
medula espinal:
Mecanismo Definição Neurofisiológica Exemplo Clínico / Prático
Inibição Recíproca Ocorre de forma automática durante a execução de
um movimento voluntário comum. No momento em
que o córtex ativa o neurônio motor do músculo
agonista, colaterais axonais ativam interneurônios
inibitórios na medula espinal, que reduzem
imediatamente o tônus e a ativação do músculo
antagonista. Isso elimina resistências internas.
Durante a flexão do cotovelo, o
bíceps é ativado
concentricamente e o tríceps é
inibido, permitindo um
movimento fluido.
Co-contração É o fenômeno em que os músculos agonistas e
antagonistas são ativados simultaneamente de
forma proposital pelo SNC. Não gera movimento
amplo, mas sim estabilidade mecânica rígida.
Ativação conjunta para 
estabilizar articulações,
aumentar a precisão de
movimentos finos (como a
estabilização do punho para
escrever) e manter o controle
postural ereto contra a gravidade.
Importância Clínica e Intervenções Fisioterapêuticas
A quebra da sincronização harmônica e do controle da força muscular é a marca registrada de diversas entidades
nosológicas na fisioterapia neurofuncional:
Acidente Vascular Cerebral (AVC): Causa perda do controle voluntário seletivo, fraqueza severa (paresia),
perda de coordenação intersegmentare o surgimento de sinergias motoras anormais (padrões flexores ou
extensores rígidos em bloco).
Doença de Parkinson: Manifesta-se classicamente com rigidez muscular (resistência constante ao movimento
passivo em "cano de chumbo" ou "roda dentada"), bradicinesia (lentidão extrema dos movimentos) e severa
dificuldade no gatilho inicial do gesto motor.
Lesão Medular: Resulta no bloqueio completo ou parcial do comando motor voluntário abaixo do nível da
lesão e no desenvolvimento de espasticidade (hipertonia elástica velocidade-dependente causada por
hiperatividade do reflexo de estiramento).
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Arsenal de Intervenções Fisioterapêuticas no Controle Motor:
Treino de Recrutamento e Força: Uso de carga progressiva e controle de força por meio de exercícios
isotônicos graduados.
Treino de Coordenação Agonista-Antagonista: Exercícios baseados em movimentos alternados rápidos
(diadococinesia) e treinos de alta precisão métrica.
Treino Funcional focado na Tarefa: Repetição direcionada de atividades cotidianas reais, como alcançar
objetos fora do centro de gravidade, levantar-se de uma cadeira ou subir e descer degraus.
Treino Proprioceptivo: Exercícios que geram perturbações mecânicas deliberadas utilizando superfícies
instáveis (espumas, balancins, discos de equilíbrio) com o objetivo de hiperestimular os fusos musculares
e o controle articular dinâmico.
6. Sistema Nervoso Autônomo (SNA): Simpático e Parassimpático
Conceito Geral e Funções Viscerais
O Sistema Nervoso Autônomo (SNA) governa de maneira autônoma e inconsciente as funções viscerais orgânicas,
sendo o pilar mestre da manutenção da homeostase interna. Suas sete atribuições principais envolvem:
1. Controle fino da frequência cardíaca; 2. Regulação em tempo real da pressão arterial sistêmica; 3. Controle
automático da respiração e diâmetro brônquico; 4. Modulação da motilidade e secreções do trato gastrointestinal; 5.
Controle exócrino e endócrino das glândulas; 6. Regulação fina da temperatura corporal interna; 7. Controle
dinâmico do tônus vascular (diâmetro das artérias).
Divisão Anatômica e Funcional: O SNA subdivide-se em três ramificações: Sistema Nervoso Simpático, 
Sistema Nervoso Parassimpático e Sistema Nervoso Entérico (plexos intramurais do tubo digestório). Na prática
fisioterapêutica, o foco concentra-se no balanceamento dinâmico entre o Simpático e o Parassimpático.
O Sistema Nervoso Simpático
Conceito Core: Funciona como o sistema de "Luta ou Fuga". Sua ativação prepara o organismo de forma
imediata para enfrentar situações de estresse físico, perigo, alerta ou atividades de altíssima intensidade
metabólica, mobilizando reservas de energia de forma ultra-rápida.
Origem Anatômica Segmentar: Possui origem estritamente Toracolombar, com seus corpos celulares
localizados nos cornos laterais da substância cinzenta da medula espinal, estendendo-se do segmento T1 até L2.
Arquitetura da Via Sináptica:
Neurônio Pré-ganglionar: Curto. Tem sua origem na medula e libera o neurotransmissor Acetilcolina
(ACh) dentro do gânglio.
Gânglios Simpáticos: Organizados em cadeias ganglionares paravertebrais (ao lado da coluna) ou pré-
vertebrais.
Neurônio Pós-ganglionar: Longo. Estende-se do gânglio até o tecido efetor e libera, majoritariamente,
Noradrenalina (NA) (exceção para glândulas sudoríparas que recebem ACh).
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O Sistema Nervoso Parassimpático
Conceito Core: Funciona como o sistema de "Repouso e Digestão". Atua de maneira predominante em
momentos de calmaria, sono e pós-alimentação, promovendo ativamente a conservação e o armazenamento de
energia, a redução do desgaste metabólico e a restauração tecidual do organismo.
Origem Anatômica Segmentar: Possui origem estritamente Craniossacral. Seus eferentes partem de núcleos
localizados no tronco encefálico (via nervos cranianos) e nos segmentos sacrais da medula espinal de S2 até S4.
Nervos Cranianos Envolvidos:
III Par (Nervo Oculomotor): Constrição pupilar.
VII Par (Nervo Facial): Secreção lacrimal e salivar.
IX Par (Nervo Glossofaríngeo): Secreção salivar (parótida).
X Par (Nervo Vago): O maior e mais importante eferente parassimpático do corpo. Inerva o coração,
pulmões e quase todo o trato digestório alto.
Arquitetura da Via Sináptica:
Neurônio Pré-ganglionar: Extremamente longo. Estende-se desde o SNC até as proximidades ou até o
interior da parede do órgão-alvo. Libera Acetilcolina (ACh).
Gânglios Parassimpáticos: Localizados adjacentes ou intramurais ao órgão efetor.
Neurônio Pós-ganglionar: Muito curto. Conduz o estímulo do gânglio local até as células receptoras e
também libera estritamente Acetilcolina (ACh).
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Tabela de Efeitos Antagônicos Alvo (Essencial para Provas)
Órgão / Tecido Ação do Sistema Simpático (Luta/Fuga)
Ação do Sistema Parassimpático
(Repouso)
Coração Efeito cronotrópico e inotrópico positivo: 
Aumento da frequência cardíaca e da força
de ejeção.
Efeito cronotrópico negativo: Diminuição da
frequência cardíaca (ação vagal).
Pulmões Broncodilatação (otimização da captação de
oxigênio via receptores beta-2).
Broncoconstrição leve e regulação basal do
muco.
Pupilas (Olhos) Dilatação pupilar (Midríase) para aumentar
a captação de luz ambiental.
Contração pupilar (Miose) para proteção
retiniana e foco próximo.
Vasos Sanguíneos Vasoconstrição periférica generalizada
(desvia o fluxo para os músculos vitais).
Pouca ou nenhuma influência direta na
maioria dos vasos periféricos.
Glândulas
Sudoríparas
Aumento expressivo da sudorese (dissipação
térmica por evaporação).
Sem inervação funcional.
Sistema Digestório Inibição motora: Diminuição da motilidade,
peristaltismo e secreções gástricas.
Estímulo motor: Aumento da digestão, do
peristaltismo intestinal e esvaziamento.
Glândulas Salivares Secreção escassa, viscosa e concentrada em
enzimas.
Aumento fluido da salivação para iniciar o
processo digestivo.
Metabolismo
Hepático
Glicogenólise e neoglicogênese: Liberação
maciça de glicose no sangue.
Síntese e armazenamento de glicogênio
energético.
RESULTADO
FINAL
Aumento drástico de energia disponível,
elevação da PA, hiperatenção e prontidão
muscular total.
Estado de relaxamento sistêmico,
conservação de ATP e recuperação celular/
tecidual.
Predomínio Autonômico por Cenário
Exercício Físico Intenso: Predomínio Simpático Absoluto.
Estados de Estresse / Ansiedade: Predomínio Simpático Absoluto.
Processo de Digestão Alimentar: Predomínio Parassimpático Absoluto.
Período de Sono Profundo: Predomínio Parassimpático Absoluto.
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7. Integração Somático-Autonômica no Controle Motor
Acoplamento Funcional no Movimento
A locomoção e a funcionalidade humana dependem obrigatoriamente de uma perfeita simbiose operacional entre o
SNS e o SNA. Eles operam em paralelo da seguinte forma:
O Sistema Somático atua como Executor Executivo: É o encarregado direto por recrutar as unidades
motoras, ativar as alavancas musculares esqueléticas e produzir fisicamente o deslocamento biomecânico.
O Sistema Autonômico atua como Suporte Metabólico: É o responsável por modificar instantaneamente o
ambiente interno corpóreo, ajustando a hemodinâmica circulatória, elevando o débito cardíaco, regulando a
frequência respiratória, direcionando o aporte de oxigênio e glicose aos tecidos ativos e dissipando o calor
gerado, de modo a garantirque a musculatura esquelética consiga manter o trabalho mecânico ordenado pelo
sistema somático.
Impacto Clínico em Lesões Centrais: Patologias de caráter neurológico central (como a Doença de Parkinson,
Lesões Medulares altas e Acidentes Vasculares Cerebrais amplos) destroem essa integração. Nesses pacientes, além
das evidentes sequelas motoras somáticas (paralisias, rigidez, tremores), ocorrem gravíssimas disfunções
autonômicas concomitantes (como hipotensão ortostática crônica, arritmias de repouso, anidrose ou hiperidrose
segmentar e distúrbios esfincterianos), limitando severamente a tolerância ao ortostatismo e aos exercícios físicos
de reabilitação.
8. Controle Neuro-Autonômico do Tônus Muscular e Centros Motores
Fisiologia do Tônus Muscular
O tônus muscular é definido neurofisiologicamente como o estado de contração parcial, reflexa e contínua
apresentado por um músculo esquelético sadio em completo estado de repouso clínico. Suas cinco macro-funções
biológicas são:
1. Manutenção permanente da postura ortostática e Sentada; 2. Prontidão motora imediata para o início de
movimentos voluntários; 3. Garantia de estabilidade mecânica articular intrínseca; 4. Capacidade de resposta
reflexa ultra-rápida frente a perturbações externas; 5. Manutenção da eficiência e economia metabólica muscular.
A sustentação basal do tônus depende de um arco reflexo medular integrado (Loops Reflexos Monossinápticos),
alimentado pela atividade tônica dos motoneurônios alfa e gama, em constante recepção de informações sensoriais
periféricas.
O Tripé de Controle Neural do Tônus
A modulação fina do tônus é gerada pela convergência de três sistemas estruturais:
Sistema Somático: Encarregado da eferência e ativação periférica direta das fibras musculares via co-ativação
alfa-gama.
Sistema Sensorial Periférico: Envia um fluxo contínuo de dados proprioceptivos a partir de receptores
especializados: os fusos neuromusculares (sensíveis à variação de comprimento do músculo), os Órgãos
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Tendinosos de Golgi - OTG (sensíveis à variação de tensão mecânica na junção miotendínea) e os
mecanorreceptores articulares e cutâneos plantares.
Centros Integradores do SNC: Estruturas de processamento hierárquico superior, incluindo o córtex motor, o
cerebelo, os gânglios da base, a formação reticular do tronco encefálico e os circuitos interneuronais da medula
espinal.
Influência Direta do SNA Simpático e Parassimpático no Tônus
Embora a musculatura esquelética seja classicamente controlada pelo sistema somático, o tônus basal sofre
fortíssima modulação heterotópica exercida pelas subdivisões autonômicas:
Sistema Nervoso Simpático (Mecanismo de Alerta): Está intimamente acoplado ao incremento generalizado
da atividade muscular e da prontidão motora. Sob situações de estresse psicofísico, dor, medo ou ameaça
iminente, as descargas adrenérgicas provocam um aumento dramático da excitabilidade dos motoneurônios
medulares, elevando a ativação dos reflexos posturais e promovendo um aumento nítido do tônus muscular
global (tensão muscular de defesa).
Sistema Nervoso Parassimpático (Mecanismo de Recuperação): Atua em oposição direta, estando vinculado
a estados de repouso profundo, relaxamento consciente e redução do estresse biológico. Sua predominância
atenua a excitabilidade neural central, diminui a frequência de disparo basal dos motoneurônios e induz a uma
redução do tônus muscular excessivo, promovendo relaxamento tecidual.
A Formação Reticular e a Influência Psicossomática
A ponte de conexão funcional entre o estado autonômico/emocional e o tônus muscular físico ocorre
prioritariamente na Formação Reticular, uma vasta rede difusa de neurônios localizada ao longo do tronco
encefálico. Seus eixos operacionais são organizados da seguinte maneira:
Tratos Reticuloespinhais: Vias motoras descendentes calibrosas que exercem controle direto sobre a
musculatura axial (tronco) e proximal dos membros, governando o tônus basal e os ajustes posturais
automáticos.
Conexões de Alta Ordem: A formação reticular recebe projeções aferentes diretas originadas no Sistema
Límbico (centro processador das emoções, medos e afetos), no Hipotálamo (centro de comando mestre do
sistema autonômico) e nos eixos do SNA.
A Correlação Clínica Fisioterapêutica: Esta arquitetura anatômica explica cientificamente por que estados
crônicos de ansiedade, estresse ocupacional e depressão conseguem alterar o tônus físico do paciente, gerando
quadros álgicos severos por hipertonia tensional crônica (como a rigidez e dor na musculatura cervical e
trapézio superior).
Contribuição Postural do SNA: O sistema autonômico co-auxilia a postura regulando finamente o fluxo
sanguíneo local intra-muscular, alterando a velocidade de condução sináptica nos circuitos medulares e
ajustando o ganho de sensibilidade dos fusos musculares.
Exemplos Clínicos Patológicos do Tônus
Dor Crônica / Síndromes Miofasciais: A presença contínua de dor hiperativa o sistema simpático de forma
persistente → gera vasoconstrição local e isquemia tecidual → aumenta a tensão muscular basal →
retroalimenta o ciclo vicioso de dor-espasmo-dor.
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Doença de Parkinson: A perda dopaminérgica nigrostriatal desregula os gânglios da base, gerando hipertonia
plástica extrapiramidal associada a severos distúrbios de descontrole autonômico gastrointestinal e
cardiovascular.
Ansiedade Generalizada: Promove hiperativação do eixo estresse-formação reticular-medula, culminando em
contraturas musculares generalizadas e perda da capacidade de relaxamento.
9. Controle Postural, Integração Sensorial e Estratégias Motoras
Conceito Dinâmico de Postura
O controle postural deixou de ser interpretado cientificamente como um evento puramente estático, sendo hoje
classificado como um processo dinâmico e complexo de integração multissensorial. Ele se divide
operacionalmente em dois objetivos:
Estabilidade Postural (Equilíbrio): Capacidade neuromuscular de manter ativamente a projeção vertical do
Centro de Massa (CM) corporal estritamente dentro dos limites geométricos da Base de Suporte (BS).
Orientação Postural: Capacidade de manter uma relação harmônica, funcional e alinhada entre os diferentes
segmentos corporais (cabeça, tronco, membros) entre si e em relação às referências espaciais do ambiente
externo.
O Tripé Sensorial do Controle Postural (Mecanismo Mestre)
Para que o SNC saiba com precisão absoluta "onde o corpo está no espaço" e consiga gerar respostas corretivas
eficazes, ele realiza a aferição e integração de três fontes de informação paralelas:
Sistema Somatossensorial (Propriocepção e Tato):
Função: Fornece dados imediatos sobre a posição e velocidade angular das articulações, comprimento dos
músculos e forças de pressão exercidas contra a superfície de suporte.
Receptores: Fusos neuromusculares, Órgãos Tendinosos de Golgi (OTG), mecanorreceptores articulares e
mecanorreceptores cutâneos especializados de alta densidade localizados na planta dos pés.
Via Ascendente: A informação viaja via fibras calibrosas mielinizadas pelas Colunas Dorsais (Fascículo
Grácil e Cuneiforme) da medula espinal até atingir o Córtex Somatossensorial Primário.
Dominância Fisiológica: Em adultos saudáveis expostos a superfícies firmes, estáveis e planas, este é o
sistema dominante e primário para a manutenção do equilíbrio.
Sistema Visual:
Função: Fornece referências externas cruciais sobre a verticalidade ambiental, velocidade de oscilação do
corpo e a relação de proximidadecom obstáculos.
Neurociência Aplicada: Envia dados da retina para o tronco encefálico (colículos superiores) e córtex visual,
desempenhando papel indispensável no ajuste postural antecipatório (ex: enxergar uma calçada
esburacada à frente e ajustar o tônus muscular preventivamente antes de pisar).
Dependência Clínica: Pacientes acometidos por graves déficits proprioceptivos (ex: portadores de
Neuropatia Diabética ou Tabes Dorsalis) sofrem perda do sistema somatossensorial e tornam-se
dependentes visuais absolutos para manter a postura ereta; caso fechem os olhos, oscilam de forma severa
ou caem imediatamente (Sinal de Romberg Positivo).
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Sistema Vestibular:
Função: Funciona como o "giroscópio biológico" do corpo. É o encarregado de detectar com precisão
vetorial a aceleração linear e a aceleração angular da cabeça no espaço tridimensional.
Receptores Internos: O utrículo e o sáculo captam as acelerações lineares e a inclinação estática da cabeça
em relação à gravidade; os canais semicirculares (anterior, posterior e lateral) captam as acelerações
angulares (rotações).
Reflexos Fundamentais: Alimenta o Reflexo Vestíbulo-Ocular (RVO) — que estabiliza perfeitamente a
imagem na retina durante movimentos rápidos da cabeça — e o Reflexo Vestíbulo-Espinhal — que
coordena as modulações de tônus muscular extensor antigravitacional ao longo da coluna.
Papel Crítico: O sistema vestibular atua como o "Juiz Supremo" do conflito sensorial. Quando as
informações visuais e somatossensoriais divergem enfaticamente (ex: caminhar no escuro sobre um colchão
de espuma fofa), é o sistema vestibular que define para o SNC qual é a posição real do vetor da gravidade.
Processamento Central e Estratégias Motoras de Equilíbrio
Após colher e integrar os dados do tripé sensorial, os centros integradores (Cerebelo, Núcleos da Base e Núcleos
Vestibulares no Tronco Encefálico) selecionam e disparam uma das três estratégias motoras sinérgicas automáticas
para conter a oscilação do corpo:
Estratégia Motora Indicação e Mecanismo Biomecânico Ordem de Ativação Muscular
Estratégia de Tornozelo Utilizada frente a pequenas oscilações corporais em
superfícies de suporte firmes, amplas e estáveis. O
corpo atua como um pêndulo invertido rígido, e a
correção do centro de massa ocorre prioritariamente
através da articulação do tornozelo.
Ativação em sentido distal para
proximal (ex: numa oscilação
anterior, ativam-se
Gastrocnêmios, seguidos por
Isquiotibiais e Eretores da
Espinha).
Estratégia de Quadril Acionada frente a oscilações maiores e mais
rápidas, ou quando o indivíduo está sobre
superfícies instáveis, maleáveis ou com base de
suporte estreita (ex: caminhar sobre uma corda
bamba ou trave). O quadril realiza flexões ou
extensões súbitas para deslocar velozmente o centro
de massa de volta à base.
Ativação em sentido proximal
para distal (Ativação primária de
músculos abdominais/eretores e
flexores/extensores de quadril).
Estratégia de Passo
(Reação de Apoio)
Disparada em condições extremas, quando o impacto
da perturbação externa é tão severo que o Centro de
Massa é ejetado para fora dos limites geométricos
da Base de Suporte. As estratégias anteriores
tornam-se mecanicamente insuficientes.
O SNC força a execução de um 
passo rápido ou salto para
expandir e realocar
imediatamente a base de suporte
sob o centro de massa, evitando a
queda iminente.
Intervenções Clínicas Focadas na Reorganização Sensorial
O foco central da fisioterapia neurofuncional no tratamento de distúrbios de equilíbrio é promover a
Reorganização Sensorial. O terapeuta deve desenhar desafios terapêuticos específicos que isolem, privem ou
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gerem conflitos sensoriais, forçando o cérebro a plasticamente reponderar os pesos de cada sistema ou a maximizar
o uso das vias que permanecem íntegras:
Treino de Discriminação por Redução da Base: Evoluir progressivamente o posicionamento dos pés do
paciente: partindo da base alargada → pés juntos → posição de tandem (um pé exatamente à frente do outro) →
apoio unipodal (um único pé no chão).
Desafio Somatossensorial (Alteração da Superfície): Transferir o treino postural de superfícies rígidas para
superfícies instáveis (colocando o paciente em cima de espumas de densidades variadas, balancins, pranchas de
oscilação ou camas elásticas). Mecanismo: Esta conduta "engana" e satura os mecanorreceptores da planta dos
pés e proprioceptores do tornozelo, forçando o SNC a recrutar e depender criticamente do sistema visual e
vestibular para não oscilar.
Treino de Privação Visual (Isolamento Sensorial): Comandar a execução dos exercícios de equilíbrio com os
olhos completamente fechados. Esta manobra elimina totalmente o input visual, isolando cirurgicamente os
sistemas vestibular e somatossensorial, impedindo que o paciente use a fixação visual para compensar as falhas
de equilíbrio.
Treino de Conflito Sensorial Ativo: Solicitar que o paciente execute movimentos cefálicos amplos e rápidos
(olhar repentinamente para os lados, para cima e para baixo) ou siga alvos visuais móveis rápidos enquanto
caminha ou sustenta a postura estática. Esta intervenção gera um severo desafio adaptativo ao sistema
vestibular e ao RVO.
Fortalecimento Específico da Cadeia Postural: Prescrever exercícios resistidos direcionados à musculatura
antigravitacional de sustentação axial e apendicular, com foco nos eretores da espinha, glúteo máximo,
quadríceps femoral e tríceps sural (complexo sóleo e gastrocnêmios), elementos efetores fundamentais para as
reações de retificação de tronco e estratégias de tornozelo.
10. Segurança Clínica: Contraindicações e Critérios de Interrupção
A aplicação clínica de exercícios de reabilitação motora e treino postural exige o monitoramento rigoroso
de critérios de segurança. O fisioterapeuta deve dominar as contraindicações absolutas e relativas para
salvaguardar a integridade do paciente:
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A. Contraindicações Clínicas Gerais (Sistêmicas Absolutas)
Impedem terminantemente a realização de qualquer modalidade de exercício físico ou mobilização terapêutica até
que o quadro clínico agudo esteja completamente estabilizado em âmbito médico:
Instabilidade Hemodinâmica Severa: Presença de crises hipertensivas agudas não controladas em
repouso ou quadros de hipotensão severa com risco de colapso circulatório.
Arritmias Cardíacas Graves Não Tratadas: Alterações do ritmo cardíaco sem controle farmacológico
ou cirúrgico, que apresentam risco iminente de evoluir para síncope ou parada cardiorrespiratória durante
o incremento do esforço físico.
Processos Infecciosos Agudos Sistêmicos: Presença de estado febril ou infecções sistêmicas ativas (como
quadros de Infecção do Trato Urinário - ITU forte, complicação extremamente recorrente em pacientes
com lesão medular neurogênica). Infecções alteram drasticamente o metabolismo basal, deprimem o
controle motor e exacerbam sintomas neurológicos.
Insuficiência Respiratória Aguda: Cenários clínicos onde o paciente demonstra incapacidade
gasométrica ou mecânica de manter os níveis básicos de oxigenação tecidual (SpO₂Fase Hiperaguda de Labirintopatias: Em episódios de inflamação aguda severa do nervo vestibular
(como a neurite vestibular ou crises agudas de tontura metabólica), o estímulo cinemático excessivo
exacerba o conflito sensorial, desencadeando náuseas e vômitos incoercíveis, além de surtos vertiginosos
descompensadores.
Crise de Disreflexia Autonômica (Emergência Médica): Ocorre caracteristicamente em pacientes
portadores de lesão medular espinal alta (níveis neurológicos acima de T6). Caso o paciente seja
exposto a um estímulo nocivo ou estresse físico abaixo do nível da lesão e desenvolva subitamente uma
cefaleia latejante severa associada a um pico pressórico violento (crise hipertensiva), a terapia de
equilíbrio, ortostatismo ou reabilitação deve ser interrompida imediatamente. O paciente deve ser
posicionado em sedestação elevada e a causa desencadeante (ex: bexiga cheia por sonda obstruída) deve
ser sanada com urgência.
Aneurismas Não Clipados ou Hemorragias Intracranianas Recentes: Casos onde oscilações bruscas
da posição da cabeça, acelerações angulares ou o esforço físico isométrico (Manobra de Valsalva)
provocam picos de pressão arterial sistêmica, aumentando perigosamente a Pressão Intracraniana (PIC),
com risco real de ruptura vascular ou re-sangramento.
Epilepsia Não Controlada / Refratária: Pacientes com focos epiléticos ativos onde estímulos visuais
específicos (como luzes estroboscópicas, telas piscantes ou fluxos visuais rápidos gerados em treinos
optocinéticos ou de realidade virtual) funcionam como gatilhos neurofisiológicos para a deflagração de
crises convulsivas por fotossensibilidade.
C. Contraindicações Relativas e Cuidados de Alta Segurança
O treinamento fisioterapêutico pode e deve ser executado, porém sob regime de cautela extrema, vigilância
redobrada e modificações biomecânicas personalizadas:
Osteoporose Grave / Densitometria de Alto Risco: Exige veto absoluto a exercícios de alto impacto e
controle total de riscos de quedas reais durante o treino de "estratégia de passo", devido ao risco iminente de
ocorrência de fraturas patológicas de colo de fêmur ou achatamento vertebral.
Fraturas Não Consolidadas: Se o paciente apresenta histórico recente de fratura em ossos de membros
inferiores ou na coluna vertebral que ainda não atingiu estabilidade radiológica (consolidação óssea
incompleta), o treino de descarga de peso é formalmente contraindicado na região afetada.
Cognição Gravemente Comprometida / Quadros Demenciais: Pacientes incapazes de compreender
comandos verbais diretos de segurança, que apresentam deficits severos de atenção ou quadros de agitação
psicomotora. Demandam assistência física total e técnicas terapêuticas baseadas em pistas visuais e toque
(táteis).
Uso Ativo de Medicações Sedativas e Depressores do SNC: Pacientes em uso regular de benzodiazepínicos
(ansiolíticos/indutores do sono) ou relaxantes musculares de ação central. Estas substâncias lentificam
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drasticamente o tempo de reação neural e deprimem os reflexos posturais automáticos, tornando o treino de
equilíbrio altamente perigoso se não houver o suporte e a contenção física total prestada pelo fisioterapeuta.
O "Sinal Vermelho" na Sessão: Critérios de Interrupção Imediata
Durante a execução de qualquer atendimento fisioterapêutico, o profissional deve monitorar constantemente o
paciente e interromper imediatamente a conduta caso qualquer um dos seguintes sinais clínicos se manifeste:
Palidez Cutânea Súbita associada a Sudorese Fria: Indicadores clínicos clássicos de choque
circulatório, síncope iminente ou queda abrupta de pressão arterial (hipotensão ortostática).
Nistagmo Exacerbado acompanhado de Vertigem Intensa: O surgimento ou piora drástica de
movimentos involuntários rápidos dos olhos (nistagmo) acompanhado de relato de tontura rotatória indica
sobrecarga ou descompensação aguda do sistema vestibular central ou periférico.
Dor Aguda Inesperada: Manifestação de qualquer sintoma álgico agudo que surja de forma abrupta
durante o exercício, sinalizando potencial microlesão tecidual, estiramento ou sofrimento isquêmico.
Fadiga Extrema (Fenômeno Crítico): Especialmente vital em pacientes portadores de doenças
desmielinizantes do SNC, como a Esclerose Múltipla. Nesses indivíduos, o cansaço excessivo e a
elevação da temperatura interna corporal (Fenômeno de Uhthoff) provocam o bloqueio da condução
nervosa nos axônios sobreviventes, gerando uma piora transitória, porém severa, de todos os sintomas
neurológicos. O treino deve ser dosado para evitar a exaustão.
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	Guia de Estudo Master • Exame NP2
	1. Organização Funcional do Sistema Nervoso e Conceitos Básicos
	Divisão Funcional no Controle Motor
	2. Sistema Nervoso Somático (SNS) e a Via Motora Somática
	Conceito Fundamental
	Organização Detalhada da Via Motora Somática
	A Junção Neuromuscular (Placa Motora)
	Funções do Sistema Somático no Controle Motor
	3. Recrutamento de Unidades Motoras e Codificação de Força
	Princípio do Tamanho de Henneman
	Frequência de Disparo (Rate Coding) e Mecanismo da Contração
	4. Mecanismos de Integração Sináptica: Somação Temporal vs. Espacial
	Somação Temporal
	Diferença Crítica da Somação Espacial
	Importância Funcional no Controle Motor e Sensorial
	Aplicação Prática e Direta na Eletroterapia (FES e Corrente Russa)
	Reabilitação Neurofuncional e Aprendizado Motor
	5. Sincronização Muscular: Agonistas, Antagonistas e Coordenação
	Mecanismos de Sincronização
	Importância Clínica e Intervenções Fisioterapêuticas
	6. Sistema Nervoso Autônomo (SNA): Simpático e Parassimpático
	Conceito Geral e Funções Viscerais
	O Sistema Nervoso Simpático
	O Sistema Nervoso Parassimpático
	Tabela de Efeitos Antagônicos Alvo (Essencial para Provas)
	Predomínio Autonômico por Cenário
	7. Integração Somático-Autonômica no Controle Motor
	Acoplamento Funcional no Movimento
	8. Controle Neuro-Autonômico do Tônus Muscular e Centros Motores
	Fisiologia do Tônus Muscular
	O Tripé de Controle Neural do Tônus
	Influência Direta do SNA Simpático e Parassimpático no Tônus
	A Formação Reticular e a Influência Psicossomática
	Exemplos Clínicos Patológicos do Tônus
	9. Controle Postural, Integração Sensorial e Estratégias Motoras
	Conceito Dinâmico de Postura
	O Tripé Sensorial do Controle Postural (Mecanismo Mestre)
	Processamento Central e Estratégias Motoras de Equilíbrio
	Intervenções Clínicas Focadas na Reorganização Sensorial
	10. Segurança Clínica: Contraindicações e Critérios de Interrupção
	A. Contraindicações Clínicas Gerais (Sistêmicas Absolutas)
	B. Contraindicações Específicas do Complexo Vestibular e Neurológico
	C. Contraindicações Relativas e Cuidados de Alta Segurança
	O "Sinal Vermelho" na Sessão: Critérios de Interrupção Imediata

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