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APG- INFLAMAÇÃO AGUDA E CRÔNICA A inflamação pode ser classificada como aguda ou crônica, dependendo de diversos fatores. • Na inflamação aguda, os sinais e os sintomas desenvolvem-se rapidamente e, em geral, duram alguns dias ou até mesmo algumas semanas. É habitualmente leve e autolimitada, e os neutrófilos constituem as principais células de defesa. Exemplos de inflamação aguda são faringite, apendicite, resfriado ou gripe, pneumonia bacteriana e arranhadura da pele. • Na inflamação crônica, os sinais e os sintomas desenvolvem-se mais lentamente e podem durar até vários meses ou anos. Com frequência, é grave e progressiva, e os monócitos e macrófagos constituem as principais células de defesa. Exemplos de inflamação crônica são a mononucleose, a doença ulcerosa péptica, a tuberculose, a artrite reumatoide e a retocolite ulcerativa. Processo inflamatório → Quando ocorre uma lesão tecidual podendo ser causada por: bactérias, trauma, produtos químicos, calor ou por qualquer outro fenômeno, várias substâncias são liberadas pelos tecidos lesados e causam mudanças secundárias drásticas nos tecidos circundantes não lesados. A liberação inicial de histamina, TNF, prostaglandinas e outros mediadores por mastócitos e macrófagos, causa aumento no fluxo sanguíneo local e exsudação de proteínas plasmáticas. Estes contribuem para o eritema, calor e inchaço, que são os achados característicos da inflamação O processo inflamatório é caracterizado por: 1. Vasodilatação dos vasos sanguíneos locais, com o consequente aumento do fluxo sanguíneo local; 2. Aumento da permeabilidade dos capilares, gerando um extravasamento de grandes quantidades de líquido para os espaços intersticiais; 3. Frequentemente, coagulação do líquido nos espaços intersticiais devido ao aumento da quantidade de fibrinogênio e de outras proteínas que extravasaram dos capilares; 4. Migração de um grande número de granulócitos e de monócitos para o tecido; 5. Dilatação das células teciduais. Alguns dos muitos produtos teciduais que causam essas reações são a histamina, a bradicinina, a serotonina, as prostaglandinas, vários diferentes produtos relacionados ao sistema complemento, produtos relacionados ao sistema de coagulação sanguínea e várias substâncias chamadas de linfocinas, que são liberadas por células T sensibilizadas. Várias dessas substâncias ativam fortemente o sistema macrofágico, e, em poucas horas, os macrófagos começam a fagocitar os tecidos destruídos. Às vezes, no entanto, os macrófagos também podem causar danos adicionais às células do tecido ainda vivo. No processo inflamatório inicial, uma das primeiras respostas é isolar a área danificada dos tecidos circundantes. Coágulos de fibrinogênio bloqueiam os espaços teciduais e os vasos linfáticos na região inflamada, reduzindo o fluxo de líquidos. Esse isolamento ajuda a retardar a disseminação de bactérias e substâncias tóxicas A intensidade do processo inflamatório é geralmente proporcional ao grau de lesão tecidual Estafilococos invadem os tecidos, eles liberam toxinas celulares extremamente letais : o processo inflamatório se desenvolve rapidamente. Os estreptococos não causam uma destruição tecidual local tão intensa. Portanto, o processo de isolamento se desenvolve lentamente ao longo de muitas horas. obs: os estreptococos costumam ter uma tendência muito maior de se disseminarem pelo corpo e de causarem a morte do que os estafilococos, embora os estafilococos sejam muito mais destrutivos para os tecidos. Respostas dos macrófagos e dos Neutrófilos durante o processo Inflamatório Os macrófagos teciduais fornecem a primeira linha de defesa contra as infecções. Poucos minutos após o início do processo inflamatório, os macrófagos já presentes nos tecidos – histiócitos nos tecidos subcutâneos, macrófagos alveolares nos pulmões, micróglia no cérebro ou outros – iniciam de imediato as suas ações fagocíticas. Quando ativados pelos produtos da infecção e do processo inflamatório, o primeiro efeito é o rápido aumento do tamanho de cada uma dessas células. Em seguida, muitos dos macrófagos anteriormente sésseis se desprendem de suas ligações e tornam-se móveis, formando a primeira linha de defesa contra as infecções durante aproximadamente a primeira hora. O número desses macrófagos mobilizados inicialmente não costuma ser grande, mas salva vidas. A invasão da área inflamada por neutrófilos constitui a segunda linha de defesa. Aproximadamente na primeira hora após o início do processo inflamatório, um grande número de neutrófilos começa a invadir a área inflamada a partir do sangue. Essa invasão é causada por citocinas inflamatórias(p. ex., fator de necrose tumoral e interleucina-1) e por outros produtos bioquímicos gerados pelos tecidos inflamados, que iniciam as seguintes reações: 1. Eles causam o aumento da expressão de moléculas de adesão, como selectinas e molécula de adesão intercelular-1 (ICAM-1) na superfície das células endoteliais, noscapilares e nas vênulas. Essas moléculas de adesão, reagindo com moléculas de integrinas complementares nos neutrófilos, fazem com que os neutrófilos grudem na paredes dos capilares e das vênulas na área inflamada. Esse efeito é chamado de marginação. 2. Eles também fazem com que as ligações intercelulares entre as células endoteliais dos capilares e das pequenas vênulas se afrouxem, permitindo aberturas grandes o suficiente para os neutrófilos rastejarem por meio dos capilares por diapedese para os espaços teciduais. 3. Eles então causam a quimiotaxia dos neutrófilos em direção aos tecidos lesados, como explicado anteriormente. Todo o processo de translocação de neutrófilos (ou de outras substâncias e células, como monócitos) por meio dos capilares para os tecidos que os circundam é denominado de extravasamento; a passagem específica de células sanguíneas pelas paredes intactas dos capilares é chamada de diapedese, embora esse termo seja frequentemente usado de forma intercambiável com extravasamento ao se discutir o movimento das células sanguíneas pelos capilares para os tecidos. Assim, várias horas após o início do dano tecidual, a área fica bem suprida de neutrófilos. Como os neutrófilos sanguíneos já são células maduras, eles estão prontos para começar de imediato as suas funções de limpeza de matar bactérias e remover corpos estranhos. A neutrofilia é um aumento agudo no número de neutrófilos no sangue, ocorrendo algumas horas após o início de um processo inflamatório agudo grave. Isso pode levar o número de neutrófilos a aumentar de quatro a cinco vezes o normal, chegando a 15 mil a 25 mil neutrófilos por microlitro de sangue. Esse aumento é causado por produtos inflamatórios que estimulam a liberação de neutrófilos armazenados na medula óssea para o sangue circulante, tornando-os disponíveis para a área inflamada. A segunda invasão de macrófagos no tecido inflamado constitui a terceira linha de defesa. Os monócitos, junto com os neutrófilos, entram no tecido inflamado e se transformam em macrófagos. No entanto, sua mobilização é mais lenta devido à baixa quantidade circulante de monócitos e à menor reserva na medula óssea. Os monócitos precisam de tempo para amadurecer e desenvolver capacidade total de fagocitose, o que leva vários dias. Os macrófagos, posteriormente, predominam na área inflamada, fagocitando mais bactérias e partículas maiores, incluindo tecido necrótico. Além disso, desempenham um papel crucial no início do desenvolvimento de anticorpos O aumento da produção de granulócitos e de monócitos pela medula óssea constitui a quarta linha de defesa. A quarta linha de defesa envolve a produção aumentada de granulócitose monócitos pela medula óssea, estimulada pela inflamação. No entanto, leva alguns dias para que essas células recém-formadas deixem a medula óssea. Se a inflamação persistir, a medula óssea pode continuar a produzir essas células em grandes quantidades por meses ou até anos, em uma taxa muito superior à normal. Controle por fedback das respostas dos macrófagos e dos neutrófilos 1. fator de necrose tumoral (TNF); 2. interleucina-1 (IL-1); 3. fator estimulador de colônias de granulócitos-monócitos (GM-CSF); 4. fator estimulador de colônias de granulócitos (G-CSF); 5. fator estimulador de colônias de monócitos (M-CSF). Esses fatores são formados pelos macrófagos ativados nos tecidos inflamados e, em menor quantidade, por outras células do tecido inflamado. A causa do aumento da produção de granulócitos e de monócitos pela medula óssea se deve principalmente aos três fatores estimuladores de colônias; um deles, o GM-CSF, estimula a produção de granulócitos e de monócitos; os outros dois, o G- CSF e o M-CSF, estimulam a produção de granulócitos e de monócitos, respectivamente. Essa combinação de TNF, IL-1 e de fatores estimuladores de colônias fornece um poderoso mecanismo de feedback, que começa com o processo inflamatório tecidual e prossegue para a formação de um grande número de leucócitos defensivos que ajudam a remover a causa do processo inflamatório. O controle de feedback na resposta inflamatória é essencial para regular a intensidade e a duração da inflamação, garantindo que a resposta dosistema imunológico seja eficaz e equilibrada. Formação de pus Quando neutrófilos e macrófagos engolfam um grande número de bactérias e tecido necrótico, muitos deles acabam morrendo. Após alguns dias, uma cavidade se forma nos tecidos inflamados, contendo material necrótico, neutrófilos e macrófagos mortos, além de líquido tecidual, conhecido como pus. Com a supressão da infecção, as células mortas e o tecido necrótico no pus passam por autólise gradualmente ao longo de alguns dias, sendo absorvidos pelos tecidos circundantes e pela linfa, até que a maior parte dos danos teciduais desapareça. Eosinófilos: • Normalment constituem cerca de 2% de todos os leucócitos do sangue. • Participam de respostas contra infecções parasitárias, como a esquistossomose. • São capazes de matar parasitos por meio da liberação de enzimas, substâncias reativas de oxigênio e proteínas larvicidas. • Também se acumulam em tecidos durante reações alérgicas, contribuindo para a redução do processo inflamatório. Basófilos: • São similares aos mastócitos teciduais e liberam substâncias como histamina, bradicinina e serotonina. • Desempenham um papel importante em reações alérgicas devido à afinidade pela imunoglobulina E (IgE). • Contribuem para as reações vasculares e teciduais associadas às alergias. Leucopenia: • Caracterizadapela produção reduzida de leucócitos pela medula óssea. • Deixa o corpo vulnerável a infecções bacterianas. • Pode ser causada por irradiação, exposição a certos produtos químicos ou medicamentos. Leucemias: • Causadas por mutações cancerosas em células mieloides ou linfoides. • podem ser agudas ou crônicas, afetando a produção de leucócitos normais. • Resultam em crescimento metastático de células leucêmicas, levando a infecções, anemia e tendência a hemorragias. • Células leucêmicas consomem excessivamente nutrientes, levando à deterioração dos tecidos normais e eventual morte. O processo inflamatório é uma resposta complexa do corpo a lesões ou invasões por agentes patogênicos. Aqui está um resumo passo a passo desse processo: Lesão ou Infecção: O processo inflamatório é desencadeado por uma lesão física, infecção bacteriana, viral ou fúngica, que pode ser causada por diversos fatores, como trauma, queimadura, toxinas ou agentes patogênicos. Liberação de Mediadores Químicos: A lesão ou a presença de agentes patogênicos desencadeiam a liberação de mediadores químicos, como histamina, prostaglandinas, citocinas e quimiocinas, a partir das células lesionadas, mastócitos e células do sistema imunológico. Vasodilatação e Aumento da Permeabilidade Vascular: Os mediadores químicos causa vasodilatação, aumentando o fluxo sanguíneo para a área afetada. Isso resulta em vermelhidão e calor local. Além disso, os vasos sanguíneos tornam-se mais permeáveis, permitindo que células e proteínas do sistema imunológico alcancem o local da lesão. Migração de Leucócitos para o Local da Lesão: Os mediadores químicos também induzem a migração de leucócitos, especialmente neutrófilos e monócitos, para o local da lesão. Isso é facilitado pela ação das quimiocinas, que são substâncias que atraem essas células para a área inflamada. Fagocitose e Eliminação de Patógenos e Tecidos Danificados: Os neutrófilos e monócitos fagocitam (engolem) bactérias, células mortas e outros detritos presentes no local da lesão. Esse processo é crucial para eliminar os patógenos invasores e iniciar a reparação tecidual. Liberação de Citocinas e Fatores de Crescimento: As células inflamatórias liberam citocinas e fatores de crescimento, que estimulam a proliferação celular, a formação de novos vasos sanguíneo (angiogênese) e a reparação do tecido danificado. Resolução da Inflamação: À medida que o processo inflamatório é controlado e os patógenos são eliminados, ocorre a resolução da inflamação. Os neutrófilos apoptóticos (programados para morrer) são removidos do local da lesão pelos macrófagos, que também secretam fatores anti-inflamatórios para diminuir a resposta inflamatória. Cicatrização e Reparo: Após a resolução da inflamação, o processo de cicatrização e reparo tecidual é iniciado. Isso envolve a proliferação de células fibroblásticas, deposição de colágeno, formação de tecido cicatricial e eventual restauração da função normal do tecido. OS 5 SINAIS DA INFLAMAÇÃO: Perda de função, dor, edema, rubor e calor. Mudanças vasculares: Recrutamento do neutrófilo e injúria tecidual limitada. Resolução é a cicatrização Leucócitos (neutrófilos e macrófagos) Proteínas plasmáticas à microrganismos que ativam a cascata para matar o patógeno Mastócitos à encontrados geralmente na mucosa.. Histamina: Principal substancia vasodilatadora no processo de inflamação. Só se torna macrófago quando entra no tecido. DIAPEDESE: Um leucócito saindo dacorrente sanguínea e indo pro tecido lesionado. Marginação: Os receptores ficam nas margens do tecido. Acontece por causa das células adesiva.