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Ponto 1 Planejamento e análise de riscos

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Viviane P

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CURSO - Fundamentos de Governança e boas práticas da regulação
Dimensões da governança regulatória
Ponto 1 – Planejamento e análise de riscos 
• Professor Doutor de Direito Administrativo no Curso de Direito da 
Universidade Estadual Paulista - UNESP
• Docente no programa de Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado do Curso de 
Direito - UNESP.
• Docente no programa de Mestrado Profissional em Rede Nacional em Gestão e 
Regulação de Recursos Hídricos ProfÁgua- UNESP.
• Pesquisador Coordenador do Centro de Estudos em Regulação e Governança 
dos Serviços Públicos (www.regulacao.com.br)
• Advogado e Consultor Jurídico em Regulação de Serviços Públicos, Contratos 
de Concessão e Parcerias Público-Privadas.
• Acesse algumas publicações em:
• https://unesp.academia.edu/JoseCarlosdeOliveira
.
José Carlos de Oliveira
Professor na Universidade Estadual Paulista - UNESP
Governança regulatória, planejamento e análise de riscos 
A sociedade anseia por uma administração pública ágil e 
eficiente, capaz de implementar políticas e programas de 
governo que entreguem o melhor valor para a população. 
Todavia, não raras vezes, essas expectativas são frustradas ao se 
analisar a baixa capacidade da Administração Pública para lidar 
com riscos.
Um caminho para se atingir um elevado nível de compromisso 
com a governança de riscos e sua consideração na definição da 
estratégia e dos objetivos em todos os níveis da Administração 
Pública está claramente delineado na política de governança 
estabelecida no Decreto 9.203/2017; e, no Referencial básico de 
gestão de riscos do TCU, além de outras fontes encontradas na 
literatura especializada. 
O que é risco
Risco é o efeito da incerteza 
sobre objetivos estabelecidos. 
É a possibilidade de ocorrência 
de eventos que afetem a 
realização ou o alcance dos 
objetivos, combinada com o 
impacto dessa ocorrência sobre 
os resultados pretendidos.
Matriz de Risco na legislação aplicada
Lei n. 14.133/2021 – Dispõe sobre licitações e contratos
- A alta administração do órgão ou entidade é responsável pela governança das contratações e deve implementar processos e estruturas, inclusive de gestão de riscos 
e controles internos 
- análise dos riscos que possam comprometer o sucesso da licitação e a boa execução contratual 
- A Matriz de alocação de riscos deverá promover a alocação eficiente dos riscos de cada contrato e estabelecer a responsabilidade que caiba a cada parte 
contratante, bem como os mecanismos que afastem a ocorrência do sinistro e mitiguem os seus efeitos, caso este ocorra durante a execução contratual. 
- O contrato poderá identificar os riscos contratuais previstos e presumíveis e prever matriz de alocação de riscos, alocando-os entre contratante e contratado, 
mediante indicação daqueles a serem assumidos pelo setor público ou pelo setor privado ou daqueles a serem compartilhados. 
Lei n. 13.874/2019 – Declaração de direitos de liberdade econômica.
- Classificação das atividades de risco.
Lei n. 13.848/2019 – Lei Geral das Agências Reguladoras
- As agências reguladoras devem adotar práticas de gestão de riscos e de controle interno e elaborar e divulgar programa de integridade, com o objetivo de promover 
a adoção de medidas e ações institucionais destinadas à prevenção, à detecção, à punição e à remediação de fraudes e atos de corrupção. 
Lei n. 9.984/2000 – Dispõe sobre a criação da ANA
- padronização dos instrumentos negociais de prestação de serviços públicos de saneamento básico firmados entre o titular do serviço público e o delegatário, os quais 
contemplarão metas de qualidade, eficiência e ampliação da cobertura dos serviços, bem como especificação da matriz de riscos e dos mecanismos de manutenção do 
equilíbrio econômico-financeiro das atividades 
Lei n. 11.445/2007 – Dispõe sobre as diretrizes nacionais para o saneamento básico
- promoção da segurança jurídica e da redução dos riscos regulatórios, com vistas a estimular investimentos públicos e privados 
Lei n. 11079/2004 – Dispõe sobre as parcerias público-privadas
- a repartição de riscos entre as partes, inclusive os referentes a caso fortuito, força maior, fato do príncipe e álea econômica extraordinária; 
Planejamento estratégico
DECRETO n. 9.203/2017 – Dispõe sobre a política de governança da administração pública.
Art. 17. A alta administração das organizações da administração pública federal direta, autárquica e fundacional deverá 
estabelecer, manter, monitorar e aprimorar sistema de gestão de riscos e controles internos com vistas à identificação, à 
avaliação, ao tratamento, ao monitoramento e à análise crítica de riscos que possam impactar a implementação da 
estratégia e a consecução dos objetivos da organização no cumprimento da sua missão institucional, observados os 
seguintes princípios:
I - implementação e aplicação de forma sistemática, estruturada, oportuna e documentada, subordinada ao interesse 
público;
II - integração da gestão de riscos ao processo de planejamento estratégico e aos seus desdobramentos, às atividades, 
aos processos de trabalho e aos projetos em todos os níveis da organização, relevantes para a execução da estratégia e o 
alcance dos objetivos institucionais;
III - estabelecimento de controles internos proporcionais aos riscos, de maneira a considerar suas causas, fontes, 
consequências e impactos, observada a relação custo-benefício; e
IV - utilização dos resultados da gestão de riscos para apoio à melhoria contínua do desempenho e dos processos de 
gerenciamento de risco, controle e governança.
Governança regulatória, planejamento e análise de riscos
Instrução Normativa MP/CGU n. 01/2016 
As operações de um órgão ou entidade serão eficazes quando cumprirem objetivos imediatos, traduzidos 
em metas de produção ou de atendimento, de acordo com o estabelecido no planejamento das ações. 
• utilização do mapeamento de riscos para apoio à tomada de decisão e à elaboração do 
planejamento estratégico;
• Diretrizes sobre: 
• - como a gestão de riscos será integrada ao planejamento estratégico, aos processos e às políticas da 
organização; 
• - como e com qual periodicidade serão identificados, avaliados, tratados e monitorados os riscos; 
• - como será medido o desempenho da gestão de riscos; 
• - como serão integradas as instâncias do órgão ou entidade responsáveis pela gestão de riscos; 
• - a utilização de metodologia e ferramentas para o apoio à gestão de riscos; e 
• - o desenvolvimento contínuo dos agentes públicos em gestão de riscos.
Análise de riscos
A análise de riscos é o processo de compreender a natureza e determinar o nível de risco, de modo a 
subsidiar a avaliação e o tratamento de riscos.
• O risco é uma função tanto da probabilidade como da medida das consequências (impacto).
• Impacto nos objetivos esperados.
• Método qualitativos
• Impacto, probabilidade e o nível de risco
• Alto, médio e baixo.
Análise qualitativa de riscos
- O objetivo do processo de analisar qualitativamente os riscos é priorizar os riscos identificados de acordo
com a probabilidade de ocorrência e o impacto da materialização.
A análise de probabilidade e impacto considera a probabilidade de ocorrência de um risco e seu nível de
gravidade em relação aos objetivos de gestão do projeto (escopo, custo, prazo e qualidade), caso ocorra.
Cada risco identificado deve ter seu nível de probabilidade e impacto avaliado. Essa avaliação será realizada por meio de
entrevistas e oficinas, seguindo as diretrizes estabelecidas no plano de gestão de riscos do projeto para esse processo.
Os fatores de probabilidade são registrados na matriz de riscos e devem ser detalhados o suficiente para responder
à pergunta: por que esse risco é relevante?
A matriz de probabilidade e impacto é a ferramenta que mostra graficamente a análise da probabilidade e do impacto da
ocorrência de cada risco identificado.
Quanto mais fiéis forem as informações coletadas e mais preciso for o registro do risco (sua descrição, o impacto e os
fatores de probabilidade),mais adequada será a avaliação do nível de risco e maior será o valor agregado da análise para
o sucesso do projeto.
Análise qualitativa de riscos
Riscos de nível médio-alto e alto são prioridade e devem passar para o plano de resposta. Se a lista de riscos
prioritários tiver mais de dez itens, e os recursos disponíveis forem limitados, os riscos com nível mais alto de impacto
terão prioridade e, se isso não for suficiente, o nível de urgência será avaliado.
Riscos de nível médio-baixo ou baixo não são prioridade, portanto, não é necessário definir ações de resposta para
gerenciá-los. Porém, devem ser mantidos na matriz de riscos para monitorar sua evolução ao longo do projeto.
Referências 
BRASIL. Decreto n. 9.203, de 22 de novembro de 2017. Dispõe sobre a política de governança da 
administração pública federal direta, autárquica e fundacional. Brasília, 2017.
BRASIL. Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e Controladoria-Geral da União. Instrução 
Normativa Conjunta n. 1, de 10 de maio de 2016. Dispõe sobre controles internos, gestão de riscos e 
governança no âmbito do Poder Executivo Federal. Brasília: MP/CGU, 2016.
COSO. COMMITTEE OF SPONSORING ORGANIZATIONS OF THE TREADWAY COMMISSION. Enterprise 
risk management: integriting with strategy and performance. COSO: 2017.
MIRANDA, Rodrigo Fontenelle de A. Implementando a gestão de riscos no setor público. 2ª edição ampliada e 
revisada. Belo Horizonte, Fórum, 2021.
TCU. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. Referencial básico de gestão de riscos. Brasília: Segecex, 2018. 
Disponível em . 
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Centro de estudos de Regulação e Governança dos Serviços Públicos.
www.regulacao.com.br
José Carlos de Oliveira
Jose.c.oliveira@unesp.br

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